| Mecânica
Online
Edição 02 - Fevereiro de 2000
Conteúdo básico
Olá
Amigos!!!
Mecânica
Online lança segunda edição,
consolidando o sucesso da edição de janeiro.
Obrigado pela sua visita em nosso site!
É assim que podemos agradecer a você que fez do site Mecânica
Online, o mais novo site sobre mecânica na internet. Em
nossa primeira edição tivemos uma grande aceitação na mídia
em geral, o que proporcionou um maior incentivo para continuarmos
oferecendo aquilo que realmente se espera de um site sobre
mecânica na internet.
Nesta edição você
vai ficar por dentro da Direção Elétrica, a mais nova tecnologia
que a FIAT vai equipar nos veículos do modelo Punto. Como
comprar um carro usado. Novo! É uma referência às dicas
importantes quando vc for comprar um veículo usado. Alteramos
um pouco o visual do nosso site, para facilitar o acesso
ao conteúdo completo do nosso site. Em breve voltará a está
disponível a edição de janeiro.
O primeiro Curso
Básico de Mecânica Automotiva na internet vai começar em
março, faça a sua inscrição, e depois receba via e-mail
sua senha. O curso é gratuito e vai abordar de forma clara
e direta os principais tópicos da mecânica automotiva.
Ah! Veja os wallpaper's
dessa edição. Estamos melhorando. A partir de março estará
funcionando a coluna "SUA
DÚVIDA" - Aqui serão
publicadas as respostas para as perguntas recebidas nas
edições anteriores, aumentando ainda mais a interação entre
o site e você. Se vc tem alguma dúvida, é só mandar e aguardar
a resposta na próxima edição.
Continuamos querendo,
a sua participação. O que você
quer ver em nosso site? Envie-nos um e-mail e solicite.
Dentro do possível estaremos publicando a sua solicitação.
E se vc gostou do nosso site, divulgue-o, só assim poderemos
crescer juntos.
E vai ser um
prazer receber o seu e-mail.
Um grande abraço e até a próxima!
Tarcisio Dias
Direção
com Assistência
Elétrica é a maior novidade do Fiat Punto
Do Óleo para a eletricidade. Fiat mostra novidade tecnológica.
A direção hidráulica parece já
está com os seus dias contados. A Fiat acaba de apresentar
o mais novo sistema de Direção. É o Dualdrive, nome comercial
dado pela série no modelo compacto Punto pela norte-americana
de autopeças Delphi. Fábrica italiana do sistema E-Steer,
desenvolvido pela gigante.
Quando os primeiros conjuntos
de direção hidráulica apareceram, foram considerados um
marco em termos de conforto e segurança automotiva. Agora
a história se repete, porém com recursos técnicos ilimitados
em virtude do uso da eletricidade.
O Dualdrive permite ao motorista
escolher dois modos de operação. Um mais direto, firme,
ajustado para percursos mistos e auto-estradas, e outro
com o máximo de assistência, perfeito para centros urbanos
e manobras de estacionamento. A seleção é feita com um simples
apertar de botão no painel de instrumentos.
Nos sistemas hidráulicos tradicionais,
os projetistas são forçados a tornar compatível o baixo
esforço de esterçamento a respostas precisas e seguras de
direção. O resultado nem sempre é satisfatório. O engenho
da Delphi utiliza um algoritmo especial (fórmula matemática),
que faz com que o volante retorne suavemente à posição central
depois de uma curva ou mudança de faixa, garantindo a estabilidade.
Por ser totalmente elétrico e independente do funcionamento
do motor, o Dualdrive permite que a direção funcione com
baixo esforço mesmo se o contato estiver desligado.
Uma das maiores vantagens para
os projetistas é o menor número de peças e, conseqüentemente,
as reduções de custo e espaço requerido no compartimento
do motor. A simplicidade e a possibilidade de uso modular
do sistema permitem que ele chegue à linha de montagem já
pronto para instalação. Não mais que três minutos e meio
são necessários para colocá-lo no veículo. A flexibilidade
de montagem é outro ponto positivo. Como o servomotor elétrico
é montado na coluna (ou na caixa de direção), a aplicação
em diversos tipos de veículo acaba sendo bastante facilitada.
O Dualdrive permanece a maior
parte do tempo em "modo de espera", funcionando
somente quando é necessário. Isso elimina a perda de potência
imposta ao motor, melhorando a aceleração, o consumo de
combustível e, por tabela, os níveis de emissão de poluentes.
Sensores medem a velocidade do veículo e o torque (esforço)
no volante. Esses parâmetros, juntamente com outras variáveis
do sistema, são continuamente enviados ao módulo de controle,
que determina a direção e a quantidade de torque produzida
pelo servomotor elétrico. Como resultado, a velocidade de
atuação aumenta ou diminui, ajustando a assistência necessária.
Num futuro não muito distante,
o controle direcional de um automóvel aponta para o conceito
steer-by-wire (sem nenhum vínculo mecânico entre o motorista
e a caixa de direção). O Dualdrive é apenas o começo para
esse engenhoso conjunto.
Mecânica
Online na Mídia
Quando
o Mecânica Online é notícia!
Durante todo o mês de janeiro - Na seção
sobre automóveis do Aqui.
Fomos escolhido entre os melhores do mês.
RETA DE CHEGADA
Jorge Moraes - Diário de Pernambuco
Estreou neste mês um web site inteiramente pernambucano
e dedicado exclusivamente à Mecânica de automóveis. Trata-se
do Mecânica Online (www.mecanicaonline.cjb.net), onde o
internauta pode encontrar curiosidades, dicas e soluções
para pequenos problemas do carro. Vale a pena dar uma conferida.
A
evolução Automotiva
Olá amigos. Hoje você vai saber
como se deu a evolução do automóvel. Esse texto apresenta
uma sinopse da evolução do automóvel e suas conseqüências
em nossa vida. As primeiras tentativas de criar veículos
automotores foram realizadas no séc. XVIII simultaneamente
por várias pessoas e em diversos países.
Em 1769, o francês Nicolas Gugnot
construiu o primeiro veículo capaz de andar com a sua própria
energia. O veículo inventado por ele, era um trator de três
rodas, movido a vapor que andava aproximadamente a 4km/h,
e destinava-se a carregar canhão.
Em 1885, o alemão Karl Benz colocou
pela primeira vez na estrada, um veículo automóvel equipado
com motor de combustão interna de razoável segurança e,
por isto, alguns o consideram o pai do automóvel.
O carro era de três rodas, o motor ficava na traseira, logo
atrás o banco único, e era um cilindro, a quatro tempos,
250 rpm, ¾ c.v., velocidade de 10 km/h, queimando benzina
como combustível. Era um veículo de estrutura leve, grandes
rodas finas, o acionamento da roda traseira era feito por
um mecanismo de correntes e rodas dentadas, como nas bicicletas.
Apresentava desde logo as principais características dos
automóveis modernos: sistema de ignição elétrica, sistema
de arrefecimento do motor por radiador e circulação de água
e sistema de transmissão ao eixo por engrenagens diferenciais.
Este foi realmente o primeiro automóvel que se pode reconhecer
como tal.
Mas foi em 1886, com o alemão
Gottlieb Daimler, patenteando um motor de combustão interna
de alta rotação, que o automóvel se mostrou realmente viável.
Seu automóvel tinha quatro rodas, o eixo dianteiro articulado
a um pino no centro para dar direção e, principalmente,
estava equipado com motor de alto rendimento, que queimava
vapor de petróleo como combustível, produzia 1 c.v. por
40 kg de peso e funcionava bem entre 800 e 1000 rpm.
Em 1893, os irmãos Charles e Frank
Duryea, dos EUA, construíram uma carruagem com motor a gasolina.
Em 1894, Levassor Krebs revolucionou o desenho do automóvel,
projetando o Panhard com motor vertical, montado na dianteira
e protegido por um capuz sobre um quadro de chassi que se
tornou clássico.
Mesmo com todas estas evoluções
para desenvolver o automóvel, nessa época já havia quase
uma centena de fabricantes de carros experimentais, só nos
EUA, mas o automóvel era considerado um brinquedo caro,
sem qualquer utilidade prática. Os próprios fabricantes
o consideravam assim. Foi então que um jovem mecânico agrícola
de Michigan, Henry Ford, teve a visão do automóvel como
um meio de transporte barato, útil e prático, cujo uso deveria
fatalmente se generalizar. Deveria, pois, ser oferecido
a grandes multidões.
A industrialização
Em 1896 foi construído em Dearborn,
o primeiro carro de sucesso com motor a gasolina, de dois
cilindros, quatro tempos, 4 c.v., andando até 100 km com
12 litros de combustível. As rodas eram de bicicletas com
pneus de borracha. A transmissão do motor ao eixo era feita
por correia, deste para a roda traseira, por corrente e
roda dentada.
Em 1908 foi lançado o famoso carro
universal modelo T, de quatro cilindros, bom funcionamento,
muito resistente e barato. Ao todo, até 1927, quando deixou
de ser fabricado, foram entregues cerca de 15 milhões de
unidades, que demonstraram o acerto de suas previsões.
O mercado automobilístico
Mas apesar do sucesso do carro
simples e produzido em série, e por isso mesmo barato, o
automóvel de luxo tinha sua sedução, por seu aspecto e conforto,
havendo pessoas que pagavam por um Cadillac quatro a cinco
vezes mais que por um Ford T. Entretanto, Ford teimava em
oferecer como única opção o seu modelo T, em cor a
escolher, desde que fosse preto, ignorando o grande
mercado de maior poder aquisitivo, que continuava insatisfeito.
Coube a Alfred Sloan Jr., Presidente da General Motors,
dar a feição atual ao mercado automobilístico. Sentindo
que o automóvel refletiria o padrão de vida do proprietário,
definiu a priori cinco níveis de preço, correspondentes
a cinco modelos diferentes. Sua resolução foi não concorrer
na classe do modelo T, por impossibilidade de competir em
preço com ele. Em vez disso, ofereceu carros melhores e
mais atraentes aos consumidores de padrão de vida superior
aos dos usuários do modelo T, por preço um pouco mais elevado.
O mais baixo na escala era o Chevrolet,
que depois de dois anos de uso seria revendido na faixa
de preço do modelo T, com vantagem sobre ele, criando assim,
indiretamente, um concorrente ao Ford. Os aperfeiçoamentos
foram surgindo e sendo incorporados progressivamente aos
carros de nível mais alto. Assim, amortecedores foram conjugados
às molas, de modo a oferecer mais conforto aos passageiros
e maior vida ao conjunto por diminuir os choque de trepidação,
o acionamento das rodas traseiras passou a ser feito por
meio de engrenagens em lugar de correntes, e , finalmente,
a última das grandes invenções necessárias à generalização
do uso do automóvel: foi introduzido um motor de partida
autônomo, elétrico, acionado pela própria bateria, acabando
com a incômoda e perigosa alavanca manual. Sua realização
em termos práticos é devida ao engenheiro eletricista Charles
Kettering.
O automóvel altera o modo
de vida do homem
A produção em massa de automóveis,
iniciada nos EUA no começo do séc. XX, alterou radicalmente
o modo de vida do homem e o mapa econômico do mundo. O nível
de produção de automóveis tornou-se um barômetro da economia,
cuidadosamente controlado pelos líderes políticos e analistas
de mercado. O gigantismo das empresas, aliado ao grande
número de subsidiárias e satélites que a indústria automobilística
emprega, abriu novas oportunidades de emprego e contribuiu
decisivamente para o desenvolvimento de indústrias paralelas,
entre as quais se destaca a do petróleo.
A produção em massa foi introduzida
na indústria automobilística por Ranson, mas de um enorme
número de fabricantes existentes nas duas primeiras décadas
do século, poucos sobreviveram à depressão e à crise de
1929. Os grandes fabricantes reorganizaram-se e diversificaram
a produção, absorvendo ou provocando o desaparecimento dos
pequenos. Essa tendência à concentração continuou, mesmo
após a II Guerra Mundial. Na próxima edição, você verá de
forma mais detalhada, a História do Automóvel.
Célula
de combustível: rápida evolução
A dificuldade de partida a frio, por
exemplo, já foi superada no processo que deve substituir
a poluente queima de gasolina . O desenvolvimento
de veículos alimentados por célula de combustível (que usa
hidrogênio e oxigênio para gerar eletricidade e mover o
carro) está dando grandes passos.
A General Motors, por exemplo,
anunciou recentemente ter resolvido a dificuldade de partida
a frio com essa tecnologia. E os dois primeiros postos de
abastecimento do novo combustível foram inaugurados no ano
passado, embora o público ainda não tenha interesse em comprá-lo.
Veículos de propulsão elétrica
alimentados por células de hidrogênio são considerados perfeitos
em termos de preservação ambiental, por emitir apenas vapor
dágua como resíduo. A célula decompõe o hidrogênio
para gerar eletricidade.
A General Motors anunciou que
obteve êxito em suas experiências ao dar partida em veículos
alimentados por célula de combustível à temperatura de -20ºC,
simulando o que ocorre na prática em algumas regiões européias
e norte-americanas durante o inverno.
Congelamento
Acionar uma célula de combustível
a temperaturas abaixo das de congelamento estava sendo um
desafio, devido à função desempenhada pela água nesse processo.
O hidrogênio, ao ter passagem forçada por uma membrana,
é separado em elétrons e íons. Estes se combinam com oxigênio
para formar água. Como a água se expande ao congelar, existe
a possibilidade de quebra dos componentes sempre que a temperatura
cai muito.
No ano passado, a DaimlerChrysler
inaugurou o primeiro posto de hidrogênio do mundo, no Aeroporto
de Munique, na Alemanha, e meses depois a Ford montou o
seu em Detroit. A segunda maior montadora de automóveis
dos EUA destinou US$ 1,5 milhão para a construção do posto,
que fornece hidrogênio líquido ou gasoso. Se a nossa
experiência atingir o resultado esperado, postos com esse
combustível serão muito comuns já nas primeiras décadas
do próximo século, comentou Bill Powers, chefe de
Tecnologia da Ford.
O posto do Bill, como
é conhecido o estabelecimento, fornece combustível tanto
para os protótipos da Ford como para pesquisadores independentes,
que testam modificações em motores convencionais, alterados
para receber hidrogênio. A Ford tem quatro protótipos do
projeto conhecido como P2000, montados sobre carroceria
do Contour (Mondeo norte-americano).
Entre os desafios dos pesquisadores,
no entanto, está saber se o hidrogênio deve ser utilizado
na forma líquida ou gasosa; de onde extraí-lo (água, metanol,
petróleo e gás natural são algumas opções), e a que custo.
Na forma líquida, o hidrogênio deve ser armazenado a 273ºC
negativos, o que se constitui em sério risco em caso de
vazamento ou se ocorrer alguma faísca perto do veículo.
Por outro lado, o hidrogênio em forma comprimida (gasoso)
é mais seguro, porém oferece autonomia bem menor (150 a
250 km, ante mais de 500 km com combustível líquido).
Fiat
Palio Citymatic
Um novo conceito de comodidade ao dirigir
O Fiat Palio Citymatic chega ao
mercado com motor Família 1.0 e todos os itens mecânicos
e de conforto já celebrizados na Palioembreagem automática.
O . Mas traz um item adicional que criará uma nova filosofia
de prazer na condução de um carro: a novo sistema de embreagem
coloca até então restrita a modelos mais à disposição do
motorista uma tecnologia de ponta -- caros arranca/pára
do trânsito pesado é substituído pela -- que melhora a dirigibilidade,
principalmente na cidade. O cansativo comodidade da embreagem
automnão se restringem à relação custo-benefício: estendem-se
às ática. As vantagens do sistema qualidades tradicionais
do cpouca necessidade de manutenção e seu baixo custo.
âmbio mecânico, que são a
automática Para as pessoas que vivem na correria das tarefas
diárias, por exemplo, a condução do Palio com embreagem
proporcionarembreagem automática á mais satisfação ao dirigir.
Para aqueles que fazem do carro seu instrumento de trabalho,
a minimizarquem busca conforto absoluto mas á o estresse
no trânsito, sobretudo nos horários de pico. E o sistema
é perfeito para gosta de ter controle total do vecarro mecânico
-- imprescindível para agradar ículo. Porque ele mantém
as características de um ao motorista brasileirooferece
ao consumidor a possibilidade de ter um veículo . Mas, acima
de tudo isso, o Fiat Palio Citymatic dotado de elevada tecnologia,
por um preço muito acessível.
A embreagem automresultado, as
ática. O acionamento do sistema é eletrônico, dispensando
o pedal de embreagem. Como trocas de marchas tornamdespeito
da ausência do -se agradáveis e diminuem o cansaço da condução
no tráfego intenso. A pedalde marcha usando a alavanca do
, a dirigibilidade é igual à de um carro mecânico. O motorista
faz todas as mudanças cdificuldade.
âmbio. Por isso, a adaptação à
embreagem automática não apresenta qualquer
embreagem. Outro ponto a favor do sistema é a facilidade
de realizar manobras, uma vez que não é preciso controlar
o pedal da Com a primeiramovimenta gradativamente , segunda
ou marcha-à-ré engatada, basta o motorista tirar o pé do
freio que o carro se para frente ou para trfica mais confortável.
Sofisticação mecânica em benefício
da segurança.
A embreagem automática do Fiat
Palio Citymatic foi projetada prover a meletrônica (Interface
CAN) áxima segurança ao condutor, em qualquer situação.
O sistema é controlado por uma central que monitora a embreagem
autominformações enviadas por diversos sensores. ática constantemente,
a partir do recebimento de Dessa formaembreagem conforme
o motorista dirige, trabalhando da , a central ajusta automaticamente
o funcionamento da seguinte maneira:
O funcionamento da embreagem
automática. O sistema de embreagem automática do Fiat
Palio Citymatic é composto de sensores no câmbio e na alavanca,
Interface CAN, atuador com unidade eletrônica e conjunto
da embreagem, responsáveis pela segurança do funcionamento
e pelo conforto ao dirigir.
Sensores do câmbio. O conjunto conta com três
sensores: um na alavanca (chamado RIT -- Reconhecimento
de Intenção de Troca) e dois na caixa de câmbio (um no comando
de engate e outro no comando de seleção). No momento em
que o motorista começa a troca de marchas e após, os sensores
registram as mudanças e transmitem a informação para a Interface
CAN.
Interface CAN. A Interface CAN (dispositivo
de comando) está ligada à central de injeção e ignição eletrônica,
ao pedal do freio, ao freio de mão, aos sensores RIT, engate,
seleção, velocidade e de porta do motorista aberta e ao
sistema de ar-condicionado (nos veículos equipados com este
opcional). Desse modo, ao analisar os sinais transmitidos
pelos sensores, a Interface CAN cruza essas informações
com os sistemas de injeção/ignição, freios, engate, porta
do motorista e ar-condicionado, fazendo o ajuste ideal do
funcionamento da embreagem.
A Interface CAN está acoplada a um atuador
com unidade eletrônica que comanda o acoplamento e desacoplamento
da embreagem. O atuador é composto por um motor de corrente
contínua, um redutor e um cilindro-mestre com sensor de
curso real.
Atuador com unidade eletrônica. É o responsável
por "pisar no pedal de embreagem" após receber
o comando da Interface CAN. O atuador movimenta o colar
O sistema, que usa o mesmo fluido do sistema
de freio, se encarrega de fazer o acoplamento e desacoplamento
da embreagem.
O sensor de curso real faz os acertos das divergências
entre o curso ajustado e a posição real da placa de pressão
da embreagem. Assim, corrige-se o desgaste da embreagem.
Conjunto da embreagem. O conjunto é composto
por placa de pressão, disco de embreagem e colar hidráulico,
sendo os dois primeiros componentes os mesmos do sistema
de embreagem convencional do Palio 1.0.
Dispositivos de segurança. Em caso de pane
na embreagem automática, o conjunto eletrônico conta com
o sistema "volta para casa". Trata-se de uma série
de rotinas de segurança, que permitem o funcionamento do
carro até o motorista chegar a uma concessionária.
Mecânica com tecnologia de ponta. O Fiat Palio Citymatic
vem com motor 1.0 de 994 cm3, que gera potência
máxima de 61 cv a 6.000 rpm. O modelo atinge velocidade
máxima de 152 km/h, leva 16,3 s para ir da imobilidade aos
100 km/h e apresenta consumo de 12,8 km/l na cidade e 17
km/l na estrada.
Assim como as demais versões 1.0 da Família
Palio, o Citymatic conta com suspensão dianteira MacPherson
com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais
e barra estabilizadora. Na traseira, o sistema possui rodas
independentes, braços oscilantes longitudinais e barra estabilizadora.
Os freios dianteiros são a disco rígido de
240 milímetros com pinça flutuante, e a tambor de 185 milímetros
com sapata autocentrante e regulagem automática de folga
na traseira. O sistema ABS de freios está disponível na
lista de opcionais para o modelo, que conta, também, com
air bag para motorista ou motorista + passageiro entre os
itens de segurança.
O 1.0 mais confortável do mercado. A comodidade oferecida
pela embreagem automática do Fiat Palio Citymatic fica ainda
maior quando somada aos equipamentos disponíveis para o
modelo. De série, o carro -- disponível apenas na versão
de quatro portas -- traz direção hidráulica, trava elétrica
nas portas, espelhos retrovisores externos com comando interno,
cintos de segurança dianteiros com regulagem de altura,
limpador/lavador do vidro traseiro, pré-disposição para
rádio, comando interno de abertura do porta-malas e bolsas
porta-objetos nas portas dianteiras.
O modelo também conta, de série, com itens
importantes para garantir a segurança de motorista e passageiros,
como barras de proteção nas portas e sistema antiincêndio
FPS (Fire Prevention System), que, por meio do interruptor
inercial, corta o envio de combustível em caso de capotamento.
Na lista de opcionais figuram vidros dianteiros
com acionamento elétrico, desembaçador com ar quente, ar-condicionado,
rádio com CD player, brake-light, Fiat Code, rodas de liga-leve,
volante com regulagem de altura, alarme antifurto com comando
à distância e apóia-cabeças no banco traseiro.
Com tantos atributos, o Fiat Palio Citymatic
é o carro que o consumidor do segmento A sempre desejou:
tem a excelente tecnologia, a segurança e o conforto já
comprovados pelo mercado e, a partir de agora, revoluciona
o conceito de prazer ao dirigir. Dentro dele o motorista
sabe que tem nas mãos um veículo concebido para lhe oferecer
o que há de melhor para a condução na cidade -- e também
na estrada. Porque com a embreagem automática qualquer viagem
será mais agradável e menos cansativa. Todo o conforto da
nova versão também poderá ser experimentada no Fiat Palio
EX, que terá a embreagem automática como item opcional a
partir do ano que vem.
Carros
a bateria, idéia que não funcionou
Uma das atrações em nossa edição de janeiro, foi o especial
sobre os carros do futuro, onde apresentamos os carros a
bateria, como uma alternativa para a nova década. Mas até
o momento, a idéia não emplacou.
Os carros a bateria faliram. Depois
da Honda, que há quase um ano suspendeu a produção do EV
Plus, agora é a GM que está deixando de fabricar o modelo
EV1, movido exclusivamente a eletricidade. O motivo principal
é a falta de interesse dos consumidores norte-americanos.
A GM informa que vai voltar suas
atenções para veículos híbridos (que utilizam dois tipos
de motor, como elétrico e a explosão) ou movidos por células
de combustível (que utilizam hidrogênio para gerar eletricidade).
Quanto ao EV1, a empresa se compromete a reciclar os modelos
que estão no mercado, assim que seu período de leasing se
esgotar. Os modelos com baterias recicladas continuarão
sendo vendidos por meio de leasing nos Estados da Califórnia
e Arizona, que são os de legislação mais severa na defesa
da qualidade do ar.
A GM começou a montar o EV1 em
1996, esperando vender milhares de unidades nos Estados
Unidos. Foram gastos US$ 350 milhões no desenvolvimento
do veículo e na campanha de lançamento. Mas, após a euforia
inicial, pouquíssimos compradores mostraram interesse em
tê-lo.
Aos poucos as limitações dos carros
com baterias elétricas começaram a aparecer, como a baixa
autonomia (apenas 130 quilômetros, ao fim dos quais é preciso
encostar o carro para recarregar as baterias), a perda de
espaço interno por conta do tamanho das baterias e o alto
custo mensal do leasing (entre US$ 400,00 e US$ 600,00).
No ano passado, a GM vendeu apenas 137 unidades do EV1,
somando cerca de 600 desde seu lançamento um retorno
pífio para o porte do investimento.
Tecnologia de
ponta agora nas baterias automotivas
Reportagem do Diário de Pernambuco, aborda os novos
avanços na fabricação de baterias automotivas
Ela fica escondida por um revestimento
plástico, ao lado do motor. Talvez por esse motivo que a
bateria seja tão esquecida pelos motoristas. A falta de
manutenção, como deixar o acúmulo de sujeira nos pólos,
reduz e muito o tempo de vida útil da bateria. Isso sem
falar no constante abastecimento de água que deveria ser
feito. Mas esse problema é coisa do passado. Os fabricantes
resolveram investir na montagem das baterias, oferecendo
um produto com mais durabilidade e menos trabalho para conservação.
Uma das novidades é a Moura Prata.
A peça é composta de liga de chumbo, revestida de prata.
Dessa maneira, fica mais resistente a elevadas temperaturas.
"A Ford, por exemplo, faz o teste Sae J240, em que
a bateria tem que suportar uma temperatura de 75º C. Só
com revestimento de prata para resistir a isso tudo",
explica Raimundo Bacelar, gerente de engenharia da Moura.
A bateria Moura Prata ainda vem
equipada, na parte superior, com o visor teste para informar
se o produto está ou não descarregado. "Essas mudanças
aconteceram por conta da reestruturação dos automóveis.
As montadoras estão moldando a parte frontal dos veículos
em cunho e colocando muitos equipamentos junto ao motor,
fazendo a bateria trabalhar em altas temperaturas",
salienta.
A Bosch também não ficou para
trás e lançou no mercado o modelo Bosch Economy. O produto
é construído em polipropileno de alto impacto, totalmente
selado, sem necessidade de manutenção. "A nova carcaça
deixa à mostra o eletrólito (solução de bateria), sendo
capaz de fazer uma análise do sistema a olho nu. Além disso,
as placas são expandidas, ao invés de fundidas, não consumindo
água", explica Evandro Pontes, representante regional
da Bosch.
A Heliar também colocou no mercado
a bateria com liga de prata expandida, garantindo maior
capacidade e desempenho na corrente de partida. Além disso,
a estrutura foi modificada. O produto possui dois sistemas
de proteção antichama e buchas dos pólos forjadas a frio.
"A Heliar colocou prata na bateria há dois anos. Mas,
agora, ela está de forma expandida, oferecendo maior durabilidade.
Além disso, o produto é capaz de suportar recarregagem lenta
ou rápida", explica Ary Queiroz, representante Heliar,
no Recife.
Já Delphi Freedom resolveu investir,
pela primeira vez, no mercado das baterias para motocicletas.
A bateria Extra é totalmente selada e utiliza a tecnologia
AGM (Absorbent Glass Mat) para separação de suas placas
internas. O separador é feito de uma manta de fibra de vidro,
que absorve a solução interna composta de ácido sulfúrico
e água. A peça vem com uma válvula de pressão, que substitui
o tradicional respiro da bateria, fazendo o controle dos
gases internos gerados pelo processo eletroquímico.
Vem aí o automóvel
que fala
Até o fim do ano, centenas de
milhares de motoristas dos EUA poderão trocar frases com
seus carros. Não será propriamente uma conversa, mas o suficiente
para dar ordens ou instruções e receber informações. Por
exemplo, dizer ao carro para acessar uma supervia de informação
e receber um e-mail, usando conexões de celular. Em seguida,
ordenar que ele leia o e-mail por meio de voz computadorizada
que sai pelos alto-falantes. Ou pedir os resultados da rodada
esportiva, não dependendo mais da programação das estações
de rádio. Os carros também darão as últimas cotações da
bolsa de valores e avisarão o motorista se houver um congestionamento
no caminho.
Dos veículos que serão vendidos
este ano nos EUA, estima-se que 500 mil terão essas habilidades,
usando um software de reconhecimento de voz para transformar
as palavras do motorista em comandos de computador.
Novo Cadillac
já oferece visão noturna
Sistema que usa infravermelho detecta objetos e corpos a
até 400 metros, projetando sua imagem no pára-brisa
Há um novo modelo da Cadillac
que despertará a atenção de qualquer motorista que já tenha
sido ofuscado pelo farol de outro carro ou surpreendido
pela presença de um pedestre de roupas pretas numa estrada
estreita e escura. Pela primeira vez um carro oferece a
possibilidade de transformar a noite em dia, usando infravermelho,
ou tecnologia de imagem térmica, para projetar uma imagem
da estrada no pára-brisa.
Embora exija alguma prática do
motorista para tirar proveito do sistema, a coisa funciona
muito bem, detectando com antecedência objetos que à noite
o motorista normalmente só vê no último instante. O problema
é o custo: o preço desse opcional no novo Cadillac De Ville
é US$ 2 mil. Mas afinal de contas talvez não seja muito,
diante do preço total do carro, de US$ 53 mil.
Suplementar - O sistema
leva o nome de Night Vision, e emprega a mesma tecnologia
que permite a atiradores militares no ar ou em terra atingir
o alvo à noite. Um sensor na dianteira do carro lê
a estrada numa distância de 400 metros à frente. Um projetor
expõe a imagem infravermelha na parte inferior do pára-brisa,
como uma pequena tela.
Assim como os espelhos retrovisores
externos do carro, o Night Vision oferece uma imagem de
ângulo aberto e, assim, faz os objetos parecerem mais distante
do que realmente estão. Além disso, o pisca-pisca de outros
carros e a sinalização da estrada não aparecem muito bem
na tela. Isso significa que o Night Vision foi
feito para suplementar, não substituir, o que os olhos do
motorista dizem. Assim a idéia é dar uma olhada de relance
na imagem ocasionalmente, exatamente como é feito com os
retrovisores.
High tec - O
sistema é quase sem valor em tráfego pesado ou em pistas
bem iluminadas. Nesse último caso, afinal de contas, havendo
tempo bom ninguém precisa de ajuda high tec para ver o que
se passa à frente. Em tal situação, basta passar a mão sobre
a parte esquerda da tela para desligar o sistema.
O processo é semelhante para aumentar ou diminuir o brilho
da imagem e para aumentar ou diminuir o tamanho dela, de
forma a não interferir com a visão do motorista.
O calor emitido por seres vivos
e carros faz com que apareçam em formas brancas e fantasmagóricas
no pára-brisa. Aparentemente tudo emite calor suficiente
para aparecer na tela, mas objetos como árvores,
postes de iluminação e defensas figuram em várias tonalidades
de cinza.
Numa estrada escura, o Night Vision
alcança distância duas vezes maior do que os faróis altos.
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