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Mecânica
Online
Edição 04 - abril de 2000
Conteúdo básico
Apesar
do novo Código de Trânsito Brasileiro,
alguns acessórios continuam a causar polêmica
Nos tempos em que Chevettes, Fiats 147 e Brasílias
eram as melhores opções do setor automotivo brasileiro,
a saída para os proprietários terem veículos mais bonitos
e confortáveis era equipá-los com acessórios.
Hoje, apesar das
opções serem mais completinhas, a herança daquele tempo
ainda existe. Por conta disso, faróis auxiliares, capas
de lanternas, quebra-matos, pneus largos e luzes estroboscópicas
são livremente instalados nos automóveis, apesar da eficiência
duvidosa e dos eventuais prejuízos à direção segura. Além
disso, causam polêmica por sua validade legal, já que o
novo Código de Trânsito Brasileiro não especifica quais
são os itens proibidos e os permitidos.
Nos artigos 105 inciso
2o e 230 item XII, o tema é abordado apenas superficialmente.
O primeiro informa apenas que "nenhum veículo poderá
transitar com equipamento ou acessório proibido", enquanto
o segundo define a multa de R$ 115,33 para a infração. E
só. O máximo que se consegue é, ao longo dos mais de 340
artigos do código, descobrir alguns itens nominalmente proibidos,
como os dispositivos anti-radar, ou outros já regulamentados,
como as películas refletivas de vidros - concidentemente,
dois itens que interferem na fiscalização e arrecadação
de multas. Ou seja, apenas no que se refere às punições
o código é bem claro. "O código só está se mostrando
arrecadador", ironiza o presidente da Associação Nacional
das Vítimas de Trânsito, Salomão Rabinovich.
Já itens como faróis
auxiliares, lâmpadas azuis ou verdes e os agressivos quebra-matos,
que muitos veículos vêm utilizando, têm interpretações dúbias
ou são ignorados pelo código. Os faróis de milha ou de neblina
são permitidos, mas somente se obedecerem a algumas regras,
como local de instalação. Já as lâmpadas coloridas são proibidas
- o código exige brancas ou amarelas. E os quebra-matos,
autênticos aríetes modernos, tornaram-se assunto de debates
de uma câmara temática do Departamento Nacional de Trânsito,
Denatran, que vai analisar se eles podem aumentar os danos
em caso de acidentes. Se depender da opinião de quem trata
os feridos, o item deverá ganhar uma regulamentação própria.
"Esses ferros com certeza agravam os ferimentos em
atropelados e aumentam os danos em outro veículo com o qual
viesse a se chocar", analisa o diretor da Associação
Brasileira de Medicina de Tráfego, Lambros Katsonis.
Como o código é vago,
em muitos casos a falta de regulamentação deixa dúvidas
quanto à legalidade do acessório. Deve-se, então, apelar
para o bom senso e identificar a liberação por "eliminação".
Ou seja, em princípio, se o item não consta no código como
proibido, está liberado. A própria Polícia Rodoviária Federal
segue esta confusa lógica. "Em princípio, o que está
fora do exigido pelo código é infração de trânsito. Mas
se não altera as características originais do veículo e
não compromete a segurança, não há problema", explica
José Braga, da Polícia Rodoviária Federal de Belo Horizonte,
em Minas Gerais. Às vezes, há problema, mas não há proibição.
É o caso das capas plásticas que cobrem parcialmente faróis
e lanternas de modelos como Chevrolet Corsa e S10 e Fiat
Palio. Elas reduzem a área de visibilidade dos conjuntos
óticos e sua eficiência, mas não são proibidas.
No caso das motocicletas,
algo parecido acontece, por exemplo, com os escapamentos.
Algumas empresas fabricam e vendem modelos que, sob o pretexto
de incrementar a "esportividade" das motos, emitem
roncos de decibéis que superam os padrões estabelecidas
pelo Conselho Nacional de Meio-Ambiente, Conama. Isso acontece,
fundamentalmente, pela falta de mecanismos de fiscalização.
"As peças de reposição não passam pela aprovação de
nenhum órgão. Elas só vão ser verificadas na inspeção veicular,
mas não poderiam ferir as normas do Conama", explica
o gerente de comunicação da Abraciclo, Franklin Mello.
Código confuso
- Assim como ocorre com relação aos acessórios,
o Código de Trânsito Brasileiro também é confuso na definição
das categorias de habilitação - chega a exigir habilitações
diferentes para veículos muito semelhantes. A categoria
A, por exemplo, permite dirigir motos e triciclos de qualquer
cilindrada. Já a categoria B é para os motoristas de veículos
automotores "não abrangidos pela categoria A"
cujo peso bruto total não exceda os 3,5 mil kg e com lotação
de até oito lugares, excluído o motorista. A categoria C
destina-se a motoristas de veículos de transporte de cargas
com peso bruto total superior a 3,5 mil kg, enquanto a D
é, igualmente, para veículos de transporte, só que de passageiros
e com capacidade para mais de oito passageiros, sem o motorista
- mas sem restrições de peso. A categoria E, por sua vez,
destina-se a motoristas de qualquer veículo, mas que esteja
com reboque, semi-reboque ou articulado com peso bruto de
6 mil kg ou mais ou ainda qualquer trailer.
Com essas definições,
conclui-se, por exemplo, que para se dirigir uma van Besta
de nove lugares - incluindo o motorista, basta a categoria
B. Mas se a van for uma Hyundai H100 de 12 lugares, é preciso
da D. Ou seja, modelos parecidíssimos, habilitação bem diferente.
Já o motorista de um carro de passeio que estiver rebocando
um trailer leve ou pesado deverá ter habilitação categoria
E, a mesma de quem estiver ao volante de um enorme e pesadíssimo
caminhão articulado. Mas o motorista de um motor-home -
teoricamente - não tem com que se preocupar: o código não
define claramente qual deveria ser sua habilitação.
Regras e
exceções
#
Segundo a resolução no 40 do Contran, as películas refletivas
nos vidros poderão ser usadas desde que tenham, no mínimo,
50% de visibilidade de dentro para fora. A instalação
é permitida apenas nos vidros lateral e traseiro.
#
A Fiat conseguiu três "regalias" no que se refere
à homologação de veículos no Brasil: o Uno é o único que
pode ter só um limpador de pára-brisa, apenas o Fiorino
pode ter faróis de milha sobre a cabine e somente a Palio
Adventure tem autorização para ter faróis auxiliares junto
aos faróis principais.
#
Existem pelo menos duas publicações bem atualizadas sobre
Código de Trânsito Brasileiro: são "Código de Trânsito
Brasileiro - Tudo o que você precisa Saber", de Urian
Ferreira, da editora Coleção dos Manuais, e a "Nova
Coletânea de Legislação de Trânsito", de Carlos Flores
Lazarre e Hilton Roberto da Rosa Witter, da Editora Sagra
Luzzatto. Este último é utilizado até por policiais rodoviários
como referência.
#
Dos 341 artigos do Código de Trânsito Brasileiro, 94 enumeram
as infrações, suas respectivas multas, penalidades e medidas
administrativas.
Elixir para o automóvel
No posto de gasolina,
arrumados cuidadosamente sobre uma prateleira de metal,
vários frascos coloridos deixam o motorista em dúvida. Poucos
sabem para que servem os aditivos. Menos gente ainda se
arrisca a gastar alguns reais com um líquido de eficiência
duvidosa.
Existem basicamente três tipos
de aditivos vendidos em frascos que podem ser misturados
à gasolina. Os mais comuns e tradicionais são os aditivos
chamados de "dispersantes" que servem para conservar
a limpeza do sistema de alimentação do automóvel (isto é:
a rede que vai do tanque até as válvulas de admissão do
motor).
Misturados ao combustível, esses
produtos têm poder dispersante, ou seja, formam uma camada
protetora que evita o acúmulo de sujeira no sistema de alimentação
do motor. Assim, resíduos de gasolina envelhecida não se
colam às sedes das válvulas e injetores, nem formam borra.
Com a limpeza mantida, o motor "respira" melhor
- consome menos e rende mais. Mas a principal vantagem é
que os entupimentos de bicos injetores ou carburadores são
evitados.
- Usando um frasco de aditivo
a cada um ou dois tanques de gasolina, o sistema de alimentação
se mantém em boas condições, é o que afirmam os fabricantes
de aditivos.
A função desse tipo de aditivo,
portanto, é bem semelhante à das soluções químicas que já
vêm misturadas à gasolina aditivada vendida normalmente
nas bombas. Qual a vantagem então em se comprar
um frasco (que custa em média R$ 4,50 nos postos)?
- O aditivo é vendido numa embalagem
selada que é aberta na frente do cliente. Assim, mesmo em
tempos de gasolina batizada, o motorista pode ter certeza
de que está protegendo o motor.
De acordo com os técnicos, esse
tipo de aditivo, além de manter a limpeza do motor, lubrifica
as partes móveis, protege contra a corrosão e até diminui
o processo de oxidação da gasolina (que forma a borra).
Nos manuais do proprietário,
nenhuma menção aos aditivos Recentemente,
outros tipos de aditivos começaram a ser vendidos. Um deles
serve para promover o que os técnicos chamam de clean
up: uma "faxina" mais forte no sistema
de alimentação de carros muito rodados e que já apresentam
os problemas provocados pelo acúmulo de goma nas válvulas
e injetores.
De acordo com o fabricante, esse
aditivo, apesar de mais potente, não tem ação corrosiva.
A recomendação é derramar um frasco no tanque cheio de gasolina,
a cada cinco mil quilômetros.
- Depois é só manter a limpeza
das válvulas e injetores usando o aditivo dispersante
As montadoras dizem que os aditivos
não fazem mal, mas recomendam prudência no uso. Todas afirmam
que os carros nacionais foram feitos para usar combustíveis
de acordo com as especificações brasileiras e que, portanto,
os aditivos vendidos em frascos não são fundamentais ao
bom funcionamento.
Nas páginas dos manuais do proprietário,
Volkswagen, Ford e General Motors indicam o uso da que já
é vendida aditivada na bomba.
- De um modo geral, os aditivos
que vêm em frascos cumprem o que é especificado. O problema
é que, se o sistema de alimentação já tiver uma grande formação
de depósitos, a limpeza pode ser muito brusca provocando
entupimentos.
A gasolina aditivada que é vendida
nas bombas promove uma limpeza mais suave e, portanto, há
menos chances de se ter problemas.
No caso da GM, existe um aditivo
à venda nas concessionárias, que ajuda a manter limpo o
sistema de alimentação do motor. É o AC Delco para gasolina,
um cuidado a mais com o carro.
- A função é a mesma da gasolina
aditivada: limpar e dissolver a sujeira.
Nos postos e supermercados há
ainda um terceiro tipo de aditivo, que promete aumentar
a octanagem da gasolina. São soluções importadas à base
de álcool metílico que, teoricamente, aumentam o desempenho
do carro e evitam pré-ignição ("batidas de pino").
- Esse tipo de aditivo é que
não serve praticamente para nada no Brasil. Foi
criado para a gasolina americana, mais pura, e não para
a gasolina brasileira, que já traz 24% de álcool na sua
composição. Para quem quer alta octanagem, o melhor é usar
a gasolina Premium, oferecida em alguns postos.
Conhecimento
básico
de manutenção evita enganos no posto de gasolina
A princípio, eles parecem prestativos. Depois, insistentes.
Frentistas de alguns postos fazem tudo para empurrar produtos
a motoristas que só pararam na bomba querendo gasolina.
É preciso atenção para não gastar dinheiro à toa.
A parte mais importante é a troca
do óleo. É comum chegar num posto e o frentista pedir para
checar o óleo - prática bem saudável para o motor. O problema
é que o "frentista vendedor" puxa a vareta, esfrega
o óleo entre os dedos e diz, com ar de especialista, que
chegou a hora da troca.
Nem sempre ele tem razão. É normal
que o óleo esteja escuro, já que além de lubrificante, o
produto tem poder detergente. Para saber a hora da troca,
basta anotar a quilometragem do carro e fazer a substituição
no prazo indicado pelo manual (a cada dez mil quilômetros,
por exemplo).
Se o frentista disser que o óleo
está baixo, confira. Limpe a ponta da vareta de óleo com
estopa ou papel, ponha de volta no cárter e puxe novamente.
Se o nível estiver colado ou abaixo da indicação de "mínimo",
deve-se adicionar um ou meio litro - sem exageros para que
o óleo não ultrapasse a marcação "máxima". O ideal
é usar a mesma marca de óleo da última troca.
Às vezes um frentista diz que
a água do radiador deve ser trocada, só para vender o aditivo
de etilenoglicol. Fora do vaso de expansão (recipiente de
plástico onde é acumulada a água dos radiadores com circuito
selado) há marcações dos níveis máximo e mínimo. Se a água
estiver entre uma e outra, não é preciso completar. Em carros
mais velhos, é normal que água fique com tons de ferrugem.
Se estiver muito barrenta, o motorista deve pôr um frasco
de aditivo do tipo Radclean, rodar uma semana e depois procurar
uma oficina de radiadores para escoar a água suja e pôr
etilenoglicol. Recomenda-se cuidado porque radiadores modernos
têm partes de plástico: se as mangueiras forem retiradas
de forma errada, arrebenta-se o radiador.
- Quanto aos aditivos, o ideal
é usar os vendidos nas concessionárias ou de marcas conhecidas,
como RV e Bardhal Também
são comuns nos postos os vendedores de extintor de incêndio.
Eles perguntam há quanto tempo foi feita a última troca.
A resposta quase sempre é: "não lembro". Segundo
o Detran, o prazo de validade do conteúdo do extintor, para
aprovação na vistoria do carro, é de um ano. Depois, deve-se
fazer a recarga ou, simplesmente, trocar o extintor - mesmo
que o ponteiro do manômetro esteja na faixa verde ou amarela.
A data da última recarga vai marcada
na etiqueta colada no extintor. Quem comprar um, deve ficar
atento a essa indicação e ao selo do Inmetro.
- Muitos extintores vendidos nos
postos foram recarregados há vários meses. Além disso, a
carcaça tem validade de cinco anos e a data é impressa no
fundo do extintor.
Conversão
de Gasolina para Diesel: Uma solução?!
Com o aumento quase que constante da gasolina,
porquê não ter um carro que funcione com óleo diesel.
A utilização de diesel em automóveis
é proibida no Brasil porque esse combustível, maciçamente
empregado no transporte coletivo e de carga, recebe subsídios
governamentais. Sem esses benefícios o diesel custaria
bem mais, com reflexos consideráveis nos custos de transporte
e nos preços finais dos produtos. Basta ver o impacto
sofrido nos preços de mercadorias a cada aumento do combustível.
Essa situação gera incoerências
como a produção, na fábrica da Volkswagen de São José
dos Pinhais, PR, de um Golf turbodiesel, dotado de moderno
e eficiente motor TDi de 1,9 litro, destinado apenas a
mercados de exportação. Na Europa, onde o diesel representa
bem mais que nos EUA ou Japão, modelos de alto luxo como
Mercedes Classe S e BMW Série 7 oferecem versões a diesel,
com desempenho cada vez mais surpreendente.
Apesar de ter a mesma procedência
da gasolina -- o petróleo --, o óleo diesel apresenta
maiores diferenças em relação àquela do que o álcool,
do ponto de vista de queima no motor. A taxa de compressão,
por exemplo, é brutalmente mais elevada -- da ordem de
22:1 contra cerca de 10:1 no motor a gasolina e 13:1 no
a álcool. Até o ciclo de queima é outro, diferente do
Otto usado nos motores álcool e gasolina, e tem o nome
de ciclo Diesel (como no Otto, atribuído em referência
a seu criador).
Não que a conversão não seja
possível, mas é financeiramente inviável, devido ao grande
número de peças e mudanças envolvidas. É sempre mais barato
vender o motor que possui e comprar outro já a diesel,
ou trocar todo o veículo caso seja oferecida versão diesel
no mercado.
Para se ter uma idéia,
só o sistema usado para a injeção de diesel na câmara de
combustão já é mais caro que um motor parcial (sem os agregados)
em muitos casos. Claro que em adaptações tudo é possível,
mas transformar um motor ciclo Otto comum em um motor ciclo
Diesel, nas condições atuais, definitivamente não vale a
pena.
Para deixar o velho novo
Dicas para deixar seu carro atualizado
PERIGO: Metade da frota brasileira
tem mais de dez anos de uso. Desses carros, a maioria tem
manutenção parca ou inexistente, deixando por um fio a segurança
no trânsito. A quem não tem condições de comprar um automóvel
melhor, o conselho é cuidar pelo menos dos itens essenciais
para reduzir as chances de um acidente.
ILUMINAÇÃO: É o mínimo que se
pede em nome da segurança. Um motorista precisa ver e ser
visto, ou seja, todos os faróis, lanternas, setas e luzes
de freio têm que estar acendendo. Uma visita ao eletricista
é fundamental logo que o carro for comprado. Lâmpadas são
baratas.
LIMPADORES: Outro item indispensável
para a segurança. Mas o motorista geralmente só lembra que
eles existem em dias de chuva. Uma revisão no motor elétrico
e a troca das palhetas são simples de se fazer.
FREIOS: Deve-se fazer uma revisão
de burrinho, lonas e pastilhas logo que o carro for comprado.
A trocar do fluido também é aconselhável. O conserto é barato,
mesmo para quem só pode comprar um carro de mil reais.
PNEUS: Jamais usar pneus carecas.
Não havendo como comprar novos, pôr, pelo menos, pneus Remold.
TRIÂNGULO: Para sinalizar os inevitáveis
enguiços, deve ficar a 40 metros de distância do carro parado.
DOCUMENTOS: Ir a um banco com
o número do Renavam e verificar valores de multas e dívidas
de IPVA
Atenção ao Ultrapassar
A ultrapassagem é uma das manobras
que mais exigem a atenção dos motoristas, sobretudo na estrada,
quando o erro pode significar uma colisão frontal.
Assim, cabe ao motorista ficar atento à velocidade
do veículo a ser ultrapassado, às condições da pista e ao
desempenho do próprio veículo antes de realizar a manobra,
para que ela possa ter segurança, a ultrapassagem requer
do motorista quatro ações simples, mas que, quando não observadas,
resultam em acidentes graves.
Inicialmente, deve-se avaliar
se a pista permite a manobra e se há espaço suficiente.
Por isso, é importante ficar atento à sinalização de pista
e não desobecer trechos de faixa contínua. À noite,
quando não houver sinalização, o motorista deve guiar-se
pelos faróis do veículo a ser ultrapassado. Uma boa
dica é ficar atento à sinalização de motoristas de ônibus
e caminhões ao acionar a seta do lado esquerdo, o
camioneiro está avisando que não é o momento para a ultrapassagem.
Mas, atenção! Nem sempre é seguro
só a indicação do camioneiro, verifique você mesmo as condições
para a ultrapassagem.
É importante conhecer o desempenho
e as reações do veículo, além de avaliar se a sua velocidade
é suficientemente maior do que a do veículo a ser ultrapassado.
Por isso, motores com maior cilindrada e, conseqüentemente,
maior torque permitem que o veículo possa iniciar
a manobra com velocidade menor no caso de veículos
com motor 1.0, o motorista terá de iniciar a ultrapassagem
embalado.
Por fim, é necessário sinalizar
o início e o fim da manobra. Na cidade, as regras são as
mesmas, mas o motorista deve ficar mais atento ao ponto
cego efeito que impede a visão, pelo espelho retrovisor
lateral, da presença de outro veículo.
Rastreamento
e Bloqueio de carros roubados via satélite
O que parecia ficção científica na década de 80, torna-se
realidade. Os sistemas de rastreamento e bloqueio de carros
roubados por satélite chegaram a um ponto de sofisticação
tal, que já é possível fotografar o ladrão ao volante do
carro roubado. Uma câmera escondida no painel transmite
imagens via satélite para a central, que as grava para que
o gatuno seja identificado posteriormente.
E essa é apenas uma das possibilidades
oferecidas pelas empresas que prestam esse tipo de serviço.
Hoje, com um simples telefonema, já é possível desligar
o carro (parado ou em movimento), limitar sua velocidade,
localizar o seu paradeiro e dar ordens como ligar o ar-condicionado.
Também se pode tirar um extrato do carro, que
informa por onde o veículo rodou, a que velocidade e em
que horários num determinado período de tempo.
Operando há três meses no Brasil
(40º país a contar com seus serviços), o sistema Guard
One é um dos mais sofisticados do mundo. Criado
pela polícia técnica italiana, diferencia-se
de outros equipamentos de bloqueio via satélite porque,
além de bloquear o carro, o Guard One localiza
o veículo.
Guard One - alerta para
os pardais nas ruas do Rio
Se o cliente tiver o carro roubado,
liga para a central, informa a senha secreta e, depois de
ser informado de onde o seu carro está, pede para desligá-lo.
Depois, é chamar a polícia e recuperar o veículo. E
como isso é possível?
O funcionamento é aparentemente
simples. Através do GPS (Global Positioning System, isto
é, Sistema Global de Posicionamento), operado com o auxílio
de satélite, o carro é localizado.
O GPS capta as coordenadas geográficas
(latitude e longitude) que indicam onde o veículo se encontra.
Na central, um programa de computador cruza os dados geográficos
com um mapa da região em que ele se encontra. Com isso,
é possível saber, com precisão, a rua onde o automóvel roubado
se encontra naquele momento (seja em movimento ou parado)
e em que altura da via.
Uma vez localizado o carro, é
possível dar ordens: desligar o carro, ativar
alarmes e luzes de alerta e (se o veículo for equipado com
uma câmera) tirar fotos do ladrão.
Todo esse processo leva alguns
segundos e essas ordens são dadas através de ondas de telefonia
celular (o carro é equipado com um pequeno receptor que
recebe as ordens e as executa).
O Guard One também avisa ao motorista
quando ele está a 200 metros de um pardal. Se o cliente
optar por esse serviço, cada vez que ele se aproximar de
um pardal, um sinal sonoro soa dentro do carro. Segundo
o Detran, esse serviço é legal e não fere o Código Nacional
de Trânsito.
O sistema permite 1.580
programações conta Katz. Além disso, o cliente
vai poder obter informações sobre o seu veículo de casa,
através da Internet. Hoje, nós já podemos programar o carro
para andar somente até uma determinada velocidade ou criar
uma cerca eletrônica, se ele passar de uma área delimitada.
Tudo isso à distância.
Bem mais em conta, BSS
só não localiza o veículo - A vantagem desse tipo
de programação, segundo Katz, é que um pai pode evitar que
um filho corra demais ou o dono de um carro de luxo impede
que seu chofer passeie com o automóvel do patrão. Com o
carro em movimento, o bloqueio leva 40 segundos. Com o carro
parado, apenas dois segundos. Para instalar o Guard One,
o cliente paga R$ 2.184 e R$ 49 por mês de taxa de manutenção.
Quando mudar de carro, a troca custa R$ 65.
Bem mais barato, o Block-Auto,
da Brazilian Security Service (BSS) bloqueia o carro, estabelece
uma cerca eletrônica, mas não localiza o automóvel. Isso
fica por conta da polícia. Andreas Nagydai, um dos donos
da empresa, conta que a empresa tem mais de seis anos de
experiência na área de segurança.
Usamos tecnologia Motorola
e o sistema abrange as áreas de todo o Estado do Rio, São
Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre diz.
Instalar o Block-Auto custa R$
280. A mensalidade é de R$ 25.
Citroën
mostra 3ª geração de suspensão inteligente
Protótipo da terceira geração hidractiva da Citroën
busca o melhor casamento da eletrônica com a hidráulica
Se as condições de
rodagem mudam, o carro acompanha isso, e a estabilidade
é sempre ideal. Essa é a proposta da terceira geração da
suspensão hidractiva da Citroën que, ainda em fase de protótipo,
pretende fazer o melhor casamento da eletrônica com a hidráulica.
O destaque do novo
sistema é a capacidade de mudar a altura do veículo em função
do seu comportamento, velocidade e tipo de solo. No tráfego
urbano ou em estradas onde o asfalto é bom, abaixo de 110
km/h o carro permanece em sua altura de referência.
Acima dessa velocidade,
o veículo baixa 15 mm, o que melhora a estabilidade com
o centro de gravidade mais baixo, reduz o consumo pela aerodinâmica
mais favorável e diminui a sensibilidade aos ventos laterais.
- Se a velocidade cai abaixo de 70 km/h, o carro volta
à sua altura de referência. Já quando
as condições do piso pioram, o comando eletrônico
eleva a carroceria. Onde o piso está muito ruim,
abaixo de 60 km/h a carroceria se eleva em até
20 mm.
-
- Uma central eletrônica determina essa altura,
e as condições de subida ou descida da suspensão
são obtidas pelo acréscimo ou retirada do
líquido hidráulico no sistema.
-
- Para superar obstáculos difíceis em baixa
velocidade o motorista ainda terá a opção
de acionar, manualmente, uma altura livre do solo superior
a 40 mm.
Disposta a manter uma posição
de destaque no desenvolvimento de suspensões, a Citroën
apresentou no Salão de Genebra o protótipo da terceira geração
da suspensão hidroativa.
O diferencial da Hydractive 3ª
Geração é o movimento da carroceria de acordo com a condição
do solo e a velocidade do veículo. O segredo é o trabalho
conjunto do sistema Multiplex e da caixa de serviço inteligente
(BSI - Boitier de Service Intelligent), que torna o conjunto
auto-adaptável.
A altura do veículo pode variar
de acordo com a velocidade do carro e o tipo de solo, chegando
a ser rebaixado em 15 mm e elevado até 20 mm. Assim, na cidade
ou em estradas com boa pavimentação, estando a menos de 100
km/h, o veículo permanece em sua altura de referência. Ao
atingir essa velocidade, a caixa BHI comanda o rebaixamento
em 15 mm, diminuindo o centro de gravidade e o coeficiente
de arrasto. O resultado é o ganho de estabilidade e economia.
Já em terrenos acidentados,
a caixa BHI comanda a elevação do chassi, chegando ao limite
de mais 20 mm em pisos irregulares quando a velocidade estiver
abaixo de 60 km/h.
O coração do sistema é o Bloco
Hidro-Eletrônico Integrado (BHI), que controla a pressão
dos sistemas hidráulicos e pilota toda a suspensão.
A terceira geração da suspensão
Citroën possui dois estágios de direção: conforto ou dinâmica.
A opção é conseguida pelo isolamento da terceira esfera
uma novidade que aparece equipando o eixo, para obter
o estado dinâmico e pelo acionamento para obter a
condição conforto.
O BHI é o coração do sistema por
ser composto por uma caixa eletrônica, um gerador autônomo
de pressão hidráulica e um motor elétrico.
Também fazem parte da nova tecnologia
quatro acondicionadores reformulados, reguladores de rigidez
com uma esfera em cada um dos eixos dianteiro e traseiro,
sensores elétricos de altura nas barras estabilizadoras,
reservatório de fluído e rede hidráulica simplificada com
conexões de nova geração.
Fórmula
1 é laboratório para os carros de amanhã
Sistemas desenvolvidos para os carros de Fórmula
1 mostram como serão os automóveis de amanhã
A temporada de Fórmula 1 de
1999 chegou ao fim. Com ela, termina mais um ciclo anual
de evoluções tecnológicas. Na categoria máxima do automobilismo,
a velocidade não está presente somente nas marcas que
os carros atingem nas pistas, mas também na evolução dos
sistemas e equipamentos criados e desenvolvidos durante
as corridas - sempre com o objetivo de deixar os carros
cada vez mais rápidos, estáveis e seguros. Alguns desses
itens vão além do universo da competição e acabam chegando
ao consumidor comum. É o caso, por exemplo, dos freios
a disco. Criados na Fórmula 1, hoje estão presentes nos
mais simples carros de passeio. Outros, como motores mais
leves e potentes, suspensões multilink e câmbios sequenciais,
vão pouco a pouco se incorporando à vida cotidiana.
Os casos de heranças das pistas
são muitos. O câmbio Selespeed que hoje equipa o Alfa
Romeo 156 europeu nasceu de experimentos feitos em um
Tempra brasileiro a partir de um projeto original desenvolvido
pela Magnetti Marelli para a Ferrari na F1. Já o sofisticado
Lexus ES 300 e o hoje nacionalizado Mercedes Classe A
dispõem de controles eletrônicos de frenagem e estabilidade
inspirados nos desenvolvidos pela McLaren no bólido MP4/13
há apenas dois anos. O curto espaço de tempo entre os
experimentos na F1 e a produção industrial são reflexo
das avaliações constantes e rápidas que a Fórmula 1 permite.
"Na F1, você tem uma velocidade de resposta muito
ampliada - os motores atingem 15 mil a 18 mil giros. Isso
permite análises e soluções igualmente rápidas",
explica Fernando Rebellato, consultor técnico da BMW -
marca que retorna à F1 no ano que vem.
Seguindo esse caminho, alguns
itens hoje usados na F1 poderão vir a equipar os carros
de passeio do próximo milênio. Motores derivados dos modelos
Mercedes-Benz que equipam os carros da McLaren, por exemplo,
deverão estar no Classe S no ano que vem, enquanto os
pneus fornecidos este ano pela japonesa Bridgestone darão
à luz um modelo comercial também em 2000. E a Peugeot
estreou este ano na equipe Prost um sistema pneumático
de válvulas que algumas montadoras já estão testando.
São casos típicos de sistemas que puderam ser adaptados
às linhas de montagem. "O objetivo perseguido pela
indústria é viabilizar a tecnologia utilizada na F1 em
carros de passeio", sentencia o assessor técnico
da Fiat, Carlos Henrique Ferreira.
Essa viabilidade comercial não
resulta só em produtos melhores - também traz retorno
para as montadoras na forma de marketing. A Ford, por
exemplo, apostou pesado nesse aspecto.
Pegou o bem-sucedido conceito
do propulsor Zetec - que tem, por exemplo, coletores tubulares
e eixos-comandos com balancins roletados - e adaptou-o
para os carros de passeio. Hoje, modelos como Ka e Fiesta
possuem motores desta linhagem, e a marca explora à vontade
a herança das pistas. "O público vê a F1 como uma
competição entre o que há de melhor em automóveis e isso
faz da categoria uma grande vitrine de tecnologia",
explica o coordenador da engenharia de testes da Ford,
Carlos Meccia.
Mas nem só os carros de passeio
foram beneficiados pelos sistemas criados na Fórmula 1.
Em 1995, a Benetton desenvolveu um sistema de radar que
funcionava em sincronia com o sinal que dá a largada nas
corridas - desta forma, conseguia antecipar o tempo de
reação do piloto à luz verde. Na F1 foi proibido, mas
adaptado em caminhões japoneses o sensor passou a funcionar
inversamente: detecta a luz vermelha dos sinais e bloqueia
o motor dos veículos, evitando avanços de sinal. Alguns
equipamentos, porém, deverão ficar eternamente limitados
ao circo da Fórmula 1. "Muitas peças nunca vão chegar
aos carros de passeio por causa do custo", decreta
José Pinheiro Dias, diretor da Sachs. A empresa, que produz
autopeças, fabricou um amortecedor de titânio para testes
na Ferrari. Com peso oito vezes menor, o amortecedor de
titânio tem custo de fabricação 1000% superior ao similar
de aço.
Na pista do marketing
A presença das grandes montadoras
de automóveis do mundo no circo da Fórmula 1 é marcado
por um contínuo entra-e-sai. Um dos caminhos é ingressar
na categoria através de uma equipe pequena ou média e,
ao evoluir, passar para uma grande, que servirá de vitrine
com muito mais eficiência. Esse foi o caso da Mercedes,
que, discretamente comprou a fabricante de motores americana
Ilmor e equipou os "apagados" March com eles,
em 1996. Depois de desenvolver ainda mais os propulsores
na mediana Sauber, foi para a McLaren no ano passado.
A Honda, tetracampeã entre 1987 e 1991, hoje equipa discretamente
a Jordan através da Mugen. No ano que vem, porém, vai
com tudo para a BAR.
O próximo ano, por sinal, vai
marcar uma guerra entre as grandes montadoras através
da vitrine da Fórmula 1. Além da Honda com a BAR, a Ford
- que ganhou o campeonato de 1995 e hoje tem sucesso apenas
relativo na Stewart - aposta suas fichas na equipe Jaguar.
A BMW vai equipar os tradicionalmente favoritos Williams,
enquanto a Mercedes-Benz deverá continuar a parceria vencedora
com a McLaren. Mas ambas terão em seus calcanhares a francesa
Renault - que, por sinal, ganhou tudo entre 1992 e 1997.
Das pistas de corrida para
as ruas
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O primeiro
câmbio transversal usado em um carro de Fórmula 1
equipou a Ferrari 312 T de Niki Lauda, em 1975.
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Os motores
da F1 são beberrões. O BMW Turbo que equipou o Brabham
BT de Nelson Piquet em 1983 foi o mais gastador da
história: fazia 1,2 km/l. O mais econômico dos últimos
anos é o Ford Zetec R, com 2,3 km/l.
-
A japonesa
Yamaha foi responsável pelo último motor V12 a rodar
no circo da Fórmula 1: equipou os Arrows ingleses,
em 1997.
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Equipada com
freios de fibra de carbono de duplo circuito, a Ferrari
freia de 280 km/h para 60 km/h em menos de 50 metros.
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Grandes equipes
de F1, como McLaren e Ferrari, gastam mais de US$
100 milhões em uma temporada. Parte dessa verba vem
dos patrocínios: um carro leva, em média, cerca de
US$ 43 milhões anuais em patrocínios. Fora a roupa
do piloto, que pode levar estampados outros US$ 11
milhões em patrocínios.
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Os motores
da Fórmula 1 não podem ter mais que 3.0 litros e 12
cilindros. O uso de turbo-compressor é proibido.
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Um carro de
Fórmula 1 deve pesar, no mínimo, 595 kg.
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A equipe BAR,
do piloto brasileiro Ricardo Zonta, usou na temporada
deste ano dois carros com chassis Reynard - que também
fornece para Fórmulas 3 e Indy.
Robô alemão passa no teste de
motorista
Klaus passou com as devidas
pompas em seu teste de motorista, na sexta-feira. Ele
tem três braços, três pernas e é feito de alumínio. Mas
não vai ser desta vez, ainda, que o robô motorista será
colocado no meio do tráfego local.
Klaus - criado pela Volkswagen
AG - dirigiu em local público pela primeira vez numa pista
de teste alemã usando três scanners a laser, uma câmera
estéreo, sistemas de vídeo e satélite usados na navegação
e radar conectado a um computador, disse a empresa.
Desenvolvido pelo maior fabricante
de carro europeu, o robô pode dirigir com a ajuda de um
computador que julga distâncias e evita obstáculos.
Embora Klaus não esteja pronto
para ir para as auto-estradas públicas, a tecnologia usada
no robô pode ser utilizada pelos motoristas para prever
ou evitar situações de risco.
Um
motor para quem
quer preço de popular e desempenho de 1.6
Os carros 1.0 respondem
por cerca de 70% do mercado brasileiro - percentual inusitado
para um consumidor que tradicionalmente valoriza arrancadas
vigorosas. Tal contradição é explicada pelos preços. No
Brasil, um carro com motor maior chega a custar 40% a
mais do que a versão 1.0 do mesmo modelo. Por isso, muita
gente que até sonha com modelos mais potentes só consegue
levar para casa um "popular", com potência em
torno de tímidos 60 cv. É para seduzir esse consumidor
reprimido que a Fiat está lançando o novo motor Fire 1.3
16V para equipar as versões intermediárias de Palio, Siena
e Palio Weekend.
Mais do que pelo
custo dos motores mais potentes, a abrupta transição de
preços dentro de uma mesma linha é motivada pelos impostos.
Para um carro "popular", o IPI é de 10%, enquanto
os modelos acima de um litro pagam 25%. Dessa alíquota
mais salgada os carros equipados com o novo motor da Fiat
não vão escapar. Apesar disso, o Palio ELX 1.3 16V, com
seus 80 cv, chega às revendas com preço sugerido de R$
20.730. Ou seja, 13,6% acima do Palio ELX 1.0 de 61 cv,
que custa R$ 18.257, e apenas 8,5% acima do rival Gol
Mi 1.0 16V, que tem 69 cv e sai por R$ 19.131. O preço
do 1.3 se posiciona 6% abaixo do Palio ELX 1.6 de 8 válvulas
com 92 cv, que custa R$ 22.108, e é 21% mais barato que
o top da linha Palio, o 1.6 16V de 106 cv, que sai por
R$ 26.279.
No Siena e na Palio
Weekend, os preços das versões 1.3 seguem o mesmo estilo
intermediário. O sedã sai por R$ 21.950, entre os R$ 17.536
do "popular" e os R$ 22.290 do 1.6 de 8 válvulas.
Já a perua Palio 1.3 fica por R$ 23.790, mais que os R$
19.841 da versão 1.0 e menos que os R$ 24.200 da equipada
com motor 1.6 de 8 válvulas. Se em termos de preço os
modelos Fire 1.3 já se mostram uma opção de "upgrade"
mais acessível aos donos de carros "populares"
que os de motor 1.6, a Fiat aposta que é a tecnologia
que vai motivar o consumidor nacional a gastar um pouco
mais.
Embora seja a nova
motorização que dê nome à nova linha, a maior novidade
mecânica da linha Palio Fire 1.3 16V não está dentro do
motor: é o acelerador drive by wire. Nesse sistema, o
cabo do acelerador é substituído por fios que transmitem
até a centralina as informações eletrônicas sobre a pressão
exercida no pedal direito. Lá, essa e outras informações
são analisadas para regular a abertura da borboleta de
admissão de combustível, movida por um motor elétrico.
O sistema visa fazer que a reação aos comandos do acelerador
ocorra de maneira gradual e confortável.
Se o acelerador
drive by wire é a grande estrela da nova linha 1.3 - tanto
que a pronúncia do nome do novo equipamento serve de mote
para a campanha de lançamento, protagonizada pelo piloto
Rubens Barrichello -, não dá para desprezar as inovações
tecnológicas do novo motor Fire.
A utilização de materiais mais
leves em componentes como pistões, coletor de admissão,
bielas e sub-bloco do motor, permitiu ao 1.3 uma relação
peso/potência de 11,8 kg por cv, próxima à do Palio 1.6
de 8 válvulas, que é 10,6 kg por cv. Além do peso, o comando
único dos eixos de admissão e escapamento possibilitou
a redução no número de peças e do ângulo entre as válvulas
de admissão e escape - o que, segundo a Fiat, melhora
o torque em baixas rotações. No caso do Fire, o torque
máximo é de 12,0 kgfm a 4 mil giros, mas 90% já estão
disponíveis em 2 mil rpm.
Com tantas inovações
na parte mecânica, esteticamente as novidades da linha
Palio 1.3 foram sutis. Do lado de fora, se restringem
às logomarcas "Fire 16V" cromadas nas laterais
dos pára-lamas dianteiros e outra, menos discreta, estampada
em branco na parte inferior do vidro traseiro. Já no interior,
a Fiat buscou inspiração nos recentes modelos desenvolvidos
pelo estúdio Pininfarina para a Ferrari. Detalhes de acabamento
em tom de cinza destacam a parte central do painel, as
saídas de ar laterais e o pomo da alavanca de câmbio.
De acordo com a proposta mais esportiva do novo motor,
o conta-giros é de série e o quadro de instrumentos também
adota um fundo cinzento. Pequenos detalhes que podem impressionar
quem valoriza o "status" de comprar um carro
que não seja apenas um "popular".
Motor automático
e integrado
-
A nomenclatura
Fire do novo motor da Fiat é uma sigla que significa
"Full Integrated Robotized Engine" - algo
como "motor com robotização e integração plenas".
É uma referência à automatização e integração dos
processos produtivos da nova motorização.
-
O motor Fire
1.3 16V é o primeiro produzido na nova fábrica de
motores da Fiat em Betim, que demandou um investimento
total de US$ 500 milhões.
-
Em março
desse ano, 20% das ações da Fiat Auto foram adquiridas
pela General Motors. A marca italiana passou a controlar
5,1% da GM. Numa primeira etapa, as empresas devem
unificar os departamentos de compras e o desenvolvimento
de novos motores e transmissões. As marcas Ferrari
e Maserati, controladas pelo Grupo Fiat, ficaram
fora do acordo.
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Na Europa,
esse mesmo motor lançado agora no Brasil, que tem
1.242 cm3, é chamado de Fire 1.2. Por aqui, aspectos
mercadológicos levaram à adoção da nomenclatura
Fire 1.3 16V.
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Para 2001,
está prevista uma versão reestilizada do Palio,
lançado há quatro anos.
Performance
compensa o preço - A maior questão do novo motor
da Fiat é saber se ele dá à linha Palio benefícios dinâmicos
suficientes para justificar uma alíquota de IPI 15% superior
à da versão "popular" da linha. Um mera comparação
de alguns dados técnicos já permitiria antecipar algumas
conclusões. No Palio 1.0, o torque máximo de 8,1 kgfm
chega aos 3 mil giros. No Fire 1.3 16V, ele é de 12 kgfm
e aparece só aos 4 mil rpm, mas 90% desse torque - ou
seja, 10,8 kgfm - já estão disponíveis aos 2 mil giros.
O resultado é que, apesar de ter quatro válvulas por cilindro,
o motor Fire 1.3 não apresenta a tradicional morosidade
dos multiválvulas em baixos giros. O câmbio curto e preciso
favorece ainda mais o pleno aproveitamento do desempenho
do motor.
O "upgrade"
dinâmico em relação à versão 1.0 é notável e o conforto
de ter um motor com disposição quando se precisa dele
é reforçado pelo acelerador drive by wire. O sistema eletrônico
mostra reação similar à do tradicional por cabos, com
uma vantagem. Quando o motorista aperta ou solta bruscamente
o pedal do acelerador, o drive by wire simplesmente elimina
o tranco. A transmissão do comando do pedal é feita de
forma rápida, mas gradual e elegante. Outro detalhe que
pode ajudar a nova motorização é o consumo. Nesses tempos
de gasolina cara, se os dados divulgados pela Fiat corresponderem
à realidade, o motor Fire 1.3 tem tudo para emplacar.
A montadora fala em 11,9 km/l na cidade e 17,8 km/l na
estrada.
VW tem
novo sistema de marcação de chassi
Para dificultar qualquer tentativa de adulteração
de chassi, as fábricas da Volkswagen do Brasil e da Argentina
estão adotando equipamentos informatizados de numeração
de chassi. Por enquanto, a nova tecnologia está sendo
utilizada nas linhas de produção do Gol, Saveiro, Parati
e Quantum, com um investimento de US$ 1,5 milhão. No total,
são cinco equipamentos, sendo que três deles estão instalados
na fábrica de São Bernardo.
Fabricado pela empresa alemã
Borries, o numerador adota o mesmo conceito de gravação
que as linhas da Volks em Wolfsburg (Alemanha) e em Bruxelas
(Bélgica), e da fábrica da Audi em Neckarsulm (Alemanha).
As máquinas adotam um conceito
de gravação que torna a numeração do chassi mais perfeita,
profunda e marcante, aumentando a segurança. De acordo
com a Volks, o sistema praticamente elimina a possibilidade
de erros e perdas, graças à leitura ótica do código de
barras da ficha de fabricação do veículo. O numerador
imita o ato de escrever, com impressão de letras e números
em seqüência, disse Roberto Baptistella, analista
de processo da Volkswagen do Brasil e responsável pela
implementação de novas tecnologias da montadora.
Segundo ele, não é necessário
que o operador separe e monte os tipos a cada nova gravação,
como acontecia anteriormente. Agora, basta fazer
a leitura do código de barras e acionar o comando de gravação,
explica Baptistella.
A Volks informou que o sistema
também facilita a produção de veículos para exportação.
Carros fabricados no Brasil e destinados, por exemplo,
para o México e para a Argentina, recebem marcação de
chassi diferenciada dos veículos nacionais, inclusive
no que se refere à seqüência e à composição de números
e letras.
Máxima velocidade até o espaço
Os engenheiros da Marshall SFC estão
utilizando a mais alta tecnologia para reduzir o custo de
transporte de cargas até o espaço.
Os carros de corrida podem acelerar
de 0 a 100 km/h em apenas 4 segundos. Mesmo com esta impressionante
marca, os engenheiros têm conseguido acelerar um modelo
de nave espacial de 0 a 100 km/h em apenas 0,5 segundo
através de uma pista de corrida especial acionada por
um interruptor elétrico.
A levitação magnética (maglev)
é uma tecnologia que permite grandes acelerações em trajetos
curtos. Por exemplo: se a velocidade final de um objeto
fosse equivalente à velocidade que possui um satélite
quando finaliza a sua subida ao espaço na ponta de um
foguete, o objeto entraria em órbita.
É claro que o sistema maglev
é muito mais barato que um foguete, porém as altas acelerações
que é capaz de atingir seriam mortais para um ser vivo.
Ele poderia ser utilizado para lançar ao espaço cargas
ou componentes que não seriam afetados pela sua aceleração.
Os testes estão sendo realizados
em Huntsville em uma pista de 15 metros. Os sistemas maglev
já são empregados em trens de passageiros, porém a tecnologia
pode ser aplicada na área aeroespacial.
Os maglev utilizam campos magnéticos
para levitar os veículos e fazer com que acelerem através
de uma viga ou pista central. No momento, as máximas acelerações
possíveis não ultrapassaram os 1.000 km/h, um número insuficiente
para alcançar a velocidade orbital. Porém, o maglev ainda
pode ser útil já que o veículo espacial pode ser equipado
com um foguete que funcionara ao abandonar a pista eletromagnética,
cuja inclinação será especialmente desenhada para uma
subida através da atmosfera
Durante um lançamento de um
foguete convencional, este deve levar consigo uma grande
quantidade de combustível para se elevar e alcançar uma
velocidade inicial durante o funcionamento da sua primeira
etapa.
O maglev só consome eletricidade.
Um lançamento seria muito barato, já que permitiria eliminar
uma parte do combustível a ser transportado.
Os cálculos dizem que o foguete
poderia perder 20% da sua massa, o que resultaria em grandes
vantagens no que se refere à carga útil transportada.
Além disto, a eletricidade é menos poluente para o meio
ambiente. Um lançamento através do maglev só custaria
US$75,00.
Esta tecnologia está fundamentada
em um motor linear de indução avançada. Trata-se de um
tipo de motor que pode ser encontrado, por exemplo, nos
ventiladores, porém ao invés de girar em círculos, produziria
uma força em linha reta.
O modelo de nave espacial utilizado
nas experiências pesa 14 quilos. Quando o maglev é ativado
faz com que o objeto seja levitado 1 cm da pista, acelerando-o
depois a aproximadamente 6x a força da gravidade. Manter
a levitação requer uma energia equivalente a ligar 2.000
lâmpadas de 100 W ao mesmo tempo.
Informação Adicional: http://stday.msfc.nasa.gov
Deu branco na prova? Um hormônio
pode ser o culpado
Quantas vezes o mais aplicado dos alunos,
aquele que passou dias e noites devorando livros para a
prova, chega na hora do temido exame e não consegue se lembrar
de nada do que aprendeu? Deu branco, é a frase
comum para esses momentos de bloqueio mental temporário.
Essa história todo mundo conhece.
A novidade, anunciada por uma pesquisa da Universidade
de Zurique, na Suíça, é que o famoso branco
da hora da prova pode ocorrer quando o corpo produz altos
níveis de cortisol, um hormônio liberado pelas glândulas
supra-renais em situações estressantes.
O estudo, conduzido pelo médico
Dominique de Quervain e publicado na última edição da
revista Nature Neuroscience, indica que o cortisol no
organismo pode impedir, por um curto espaço de tempo,
que uma pessoa recorde fatos memorizados anteriormente.
Para realizar a pesquisa, os
cientistas apresentaram a dois grupos de estudantes uma
lista com 60 palavras que deveriam ser memorizadas. Metade
dos voluntários recebeu tabletes de cortisona, um hormônio
sintético que é convertido em cortisol no organismo.
Estes tiveram mais dificuldades
de relembrar as palavras um dia depois da memorização.
Mas o bloqueio de memória durou apenas algumas horas.
Em seguida, o nível de cortisol
baixou e os estudantes puderam recordar o que haviam memorizado.
Isso explica por que muitos alunos se lembram, logo
após o exame, de tudo que esqueceram durante a prova,
explicou o líder da pesquisa.
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