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Edição 05 - maio de 2000
Conteúdo básico
Cuidado
estende vida útil do carro
Falta de atenção no uso e na manutenção pode abreviar
em anos a durabilidade do automóvel
Depende de atitudes do proprietário
a manutenção ou o encurtamento da vida útil do veículo.
Se for negligente, o prejuízo na desvalorização do veículo
e o aumento do custo de manutenção ficarão evidentes. Podemos
apontar cinco atitudes que encurtam a vida útil do veículo,
independente da marca ou tecnologia. 'A primeira é negligenciar
a troca do óleo a cada 7,5 mil quilômetros, o que desgasta
bastante as partes móveis do motor'.
Em geral, os veículos são utilizados
no anda-e-pára da cidade, não atingindo a temperatura ideal
do óleo lubrificante, o que gera maior atrito e deterioração
mais rápida do produto. Por isto é necessária a verificação
freqüente da qualidade e viscosidade do óleo, o que pode
ser feito rapidamente numa oficina autorizada ou mesmo através
de uma inspeção do proprietário, que conheça um pouco mais.
Outra negligência desastrosa,
é a falta da troca do filtro de ar, que acumula impurezas
ou deixa que passem para dentro dos cilindros, induzindo
ao atrito e desgaste prematuro de pistões e do cilindro.
Isso acarretará um grande prejuízo', ressalta, onde uma
verificação anual resolverá o problema.
Danos estruturais podem resultar
da calibragem inadequada dos pneus. Se ficarem muito cheios,
acarretarão o afrouxamento dos agregados das suspensões
e da carroceria. Se ficarem vazios em excesso, forçarão
o motor a carregar um peso extra. O melhor é seguir a calibragem
indicada no manual do proprietário e evitar as ruas esburacadas,
sem asfalto, que também comprometem a vida útil das suspensões
e da carroceria. Isso no Brasil parece ser o mais díficil,
pois ruas esburacadas e sem asfalto tem em todo lugar.
Por último, é importante
que o proprietário abasteça somente em postos confiáveis
de alta rotatividade. A adulteração da gasolina, leva à
rápida deterioração de sistemas como da injeção eletrônica
ou da bomba de combustível. 'O resultado é um carro falhando
e um conserto caro'.
Injeção contra
carburação
Sistema eletrônico leva vantagem no confronto, pois
otimiza a emissão de combustível
Um funciona mecanicamente, o outro
com vários sensores eletrônicos. Essa é a principal
diferença entre o sistema de carburação e o de injeção eletrônica.
Os dois, no entanto, têm a mesma
função: injetar combustível para fazer a mistura
com o ar dentro da câmara de combustão. Por isso,
é fundamental que os motoristas saibam como funcionam esses
sistemas e quais os cuidados que devem ser tomados
para que o desempenho do veículo não seja prejudicado, mesmo
sabendo que o carburador já é coisa do passado.
O sistema de injeção eletrônica
é composto de bomba elétrica, bicos injetores, corpo de
borboleta, que fica ligado ao acelerador, central eletrônica
(centralina) e três sensores básicos, que registram a pressão
absoluta, temperatura do veículo e a detonação. O primeiro
carro que chegou ao mercado nacional com o equipamento foi
o Gol GTi, há oito anos, tendo uma ótima aceitação. O acionamento
do veículo é mais rápido a qualquer temperatura.
A facilidade de fazer o carro
funcionar com a injeção deve-se ao sensor de temperatura,
que fornece informação à central, fazendo com que injete
mais combustível, servindo como afogador. O motor sempre
trabalha de forma ideal, além de facilitar o funcionamento
de várias peças. Isso porque o sistema consegue regular
a quantidade ideal de combustível para fazer a mistura com
o ar.
Já o carburador tem um funcionamento
bem diferente da injeção. Ao invés de sensores, a peça é
formada apenas por corpo, tampa e uma bomba de combustível,
que libera o líquido a cada giro do motor. Além disso, há
o afogador, que deve ser utilizado quando o motorista for
ligar o veículo pela manhã, no momento em que o motor está
frio, fazendo entrar mais combustível do que ar, aquecendo-o.
O que definirá a quantidade do líquido será o giro do motor,
ou seja, quanto mais o motor gira, mais combustível será
queimado. O carburador não o libera na medida correta e,
por isso, é mais fácil os veículos carburados encharcarem.
Cuidados
Agora que você já conhece como
funciona os dois sistemas de alimentação do veículo, é fundamental
saber como tratá-los de forma correta, para que eles não
deixem você na rua.
Tanto o carburador
quanto a injeção eletrônica não possuem um tempo de vida
útil definido, pois dependem dos cuidados
que o motorista tem com o veículo na hora de dirigir e,
até mesmo, de lavar o carro. A injeção
será a mais prejudicada com o jato d'água, pois os sensores
e a central podem queimar. Aconselha-se também que os motoristas
não retirem o carburador, nem mesmo a injeção do seu local
para fazer algum tipo de reparo. É melhor fazer limpeza
apenas externamente. O sopro de ar comprimido seria o ideal.
Outro componente que também pode
prejudicar a injeção eletrônica e o carburador é o combustível.
A maioria dos produtos comercializados pelos postos está
adulterada, o que cria resíduos e deixa a peça cheia defalhas.
Mesmo muito vulnerável a agentes externos, a injeção eletrônica
é bem mais eficiente do que a carburação. Não existe mais
carburador nos carros novos. Se você comprar um veículo
com esse sistema, ele não terá uma boa valorização.
Carros começam
a ser projetados para idosos
Facilidade de acesso, comandos mais à mão e painel mais
visível são recursos que passam a ser oferecidos nos EUA
DETROIT A indústria automotiva
começa a enfrentar uma difícil tarefa: adaptar seus carros
às necessidades dos idosos sem que eles se sintam tratados
como velhos. Poder, sexo e juventude sempre foram usados
para vender carros, por isso qualquer coisa que sugira ao
comprador que ele não é mais tão viril e ágil pode significar
um freguês a menos.
Mas o aumento do número de idosos,
graças à maior longevidade da população, exige carros diferentes.
Quando o novo Chevrolet Impala estiver
à venda, este ano, terá o acionamento da ignição
no painel, e não na coluna de direção, porque os
engenheiros da GM perceberam que assim é mais fácil para
mãos artríticas. Da mesma forma, o recém-lançado Ford
Focus tem portas dianteiras que dão mais espaço
na altura dos joelhos para facilitar a entrada e saída a
motoristas idosos. O mesmo Focus e o novo Dodge Neon também
têm assentos mais altos, em parte porque idosos acham difícil
sair de um carro baixo.
Até o novo Corvette, um esportivo
que há décadas é símbolo de virilidade juvenil, foi redesenhado
para que motoristas não tão jovens possam entrar e sair
mais facilmente. E o porta-malas foi ampliado para comportar
bolsas de tacos de golfe, um esporte em grande parte praticado
por idosos.
Dirigir e até mesmo entrar num
carro pode ser difícil e às vezes doloroso para idosos.
Por muitas razões, a idade média dos compradores de carro
está subindo mais rapidamente do que a idade média da população
em geral. Muitos desses compradores estariam melhor servidos
em veículos desenhados de maneira diferente dos usados por
jovens, para compensar a menor acuidade visual e a redução
da flexibilidade muscular de corpos que têm 50 anos ou mais.
Os fornecedores de autopeças começam
a receber encomendas de componentes desenhados para os idosos.
Fabricantes de cintos de segurança, por exemplo, estão desenvolvendo
um modelo cujas faixas partem de ambos os lados
do banco e são atadas no centro assim, idosos não
terão de torcer o corpo para apanhar a fivela de um lado
e encaixá-la do outro. Também estão sendo projetados puxadores
de porta com sulcos para encaixar os dedos e facilitar a
empunhadura. As maçanetas tendem a ser maiores, e os instrumentos
do painel vão crescer para facilitar a leitura.
Por fim, a DaimlerChrysler e outras
montadoras estão desenvolvendo modelos que não têm coluna
entre as portas dianteira e traseira. Além disso, as portas
traseiras abrem para trás, o que cria um amplo vão de entrada
e facilita a passagem.
Nariz torcido Mas
tudo isso tem de ser feito discretamente,
sem que o motorista idoso perceba. Os engenheiros da Lear
Corporation, empresa fornecedora de componentes para a cabine
de carros, tiveram uma eloqüente demonstração disso.
Eles trabalharam meses, no ano
passado, para desenvolver um interior que atendesse a todas
as necessidades de pessoas idosas. No protótipo que montaram,
os assentos giram para facilitar o acesso,
os controles de painel são bem maiores para melhorar
a visualização e o manejo, e o piso do porta-malas
desliza sobre roletes para tornar mais simples pôr e retirar
a bagagem.
Quando terminaram o protótipo,
apresentaram-no ao pai do presidente da companhia, um aposentado
de 82 anos que simplesmente torceu o nariz para tudo. Ele
disse que não precisava de nada daquilo, contou Marilyn
Vala, gerente de análise de produto da empresa.
Ninguém quer admitir que
está ficando velho, diz John Wolkonowicz, consultor
da indústria automobilística norte-americana. Você
tem de fazer a coisa sem que o idoso perceba.
Até agora, nos Estados Unidos,
os consumidores mais velhos têm mostrado pequeno interesse
em comprar veículos adaptados a suas necessidades. E nem
todos os fabricantes de carros têm se empenhado em desenvolver
esses carros: eles por muito tempo têm estado obcecados
em fascinar jovens compradores, na esperança de que a lealdade
persista nas 10 ou 15 aquisições de carro que um americano
próspero faz em sua vida.
Marcas como Buick, Cadillac, Jaguar,
Lincoln e Oldsmobile, apreciadas pelos motoristas mais velhos,
têm dirigido seu marketing a pessoas de menos de 40 anos.
Todo mundo persegue o jovem comprador, diz Ben
Level III, diretor de pesquisa de mercado da Ford. Talvez
seja uma questão cultural".
Século
XXI: autos terão dois motores e novo sistema de combustível
Já estão a pleno
vapor os projetos para os conceitos de carros para o próximo
século. Um dos principais pontos para inovação se refere
à alimentação do motor, ou melhor, dos motores. Isto porque
cada roda deve ter o seu propulsor. Os novos protótipos
terão motores elétricos, combinando hidrogênio e oxigênio.
Um dos primeiros exemplos é o Necar 4, similar ao atual
Classe A da Mercedes. Um aspecto interessante é que o Necar
4 elimina água pelo escapamento, que, segundo a Mercedes,
pode ser consumida.
Horóscopo
do Motorista
Curiosidade
Se você estiver em um grande congestionamento,
olhar para o carro ao lado e ver o motorista ouvindo música
tranqüilamente, sem se irritar, ele pode ser um geminiano.
É isso mesmo. Pode parecer estranho,
mas os 12 signos do Zodíaco podem influenciar ou até mesmo
determinar o perfil de cada motorista. As características
podem ser determinadas pelo signo solar, ascendente ou até
mesmo por determinação do mapa astral de cada indivíduo,
diz Wania Gravina, astróloga de São Paulo que realizou um
estudo especial para chegar, em linhas gerais, ao comportamento
de cada nativo com um veículo na mão.
Leia abaixo as definições de cada
signo.
Áries - 21/03
a 20/04
O ariano é um amante da velocidade. Por outro lado,
é o primeiro a socorrer vítimas em acidentes de trânsito.
Por gostar de velocidade, prefere carros velozes.
Touro - 21/04
a 20/05
O taurino dirige lentamente, com calma, e explode em raríssimas
situações, geralmente quando realmente são graves. Sua preferência
é por carros confortáveis.
Gêmeos - 21/05
a 21/06
Sendo o que mais se adapta à velocidade, o geminiano
corre se o tráfego fluir bem e ouve música, sem se irritar,
quando enfrenta congestionamentos. É o signo dos carros
versáteis.
Câncer - 22/06
a 22/07
Passivo e distraído, o canceriano vive no mundo dos
sonhos. Prefere olhar vitrines a se preocupar com faróis
ou prestar atenção no trânsito. Sua preferência é por carros
espaçosos, que sejam confortáveis para toda a família.
Leão - 23/07 a
22/08
Muito vaidoso e seguro, o leonino tem admiração por
modelos ostensivos.
Virgem - 23/08
a 22/09
Respeitador de regras, o virginiano é também muito observador.
Repara se a faixa do chão foi repintada e se há ferrugem
nas placas. Opta por carros pequenos e práticos.
Libra - 23/09
a 22/10
O libriano costuma ser cauteloso no trânsito, pensando várias
vezes antes de atravessar um cruzamento. Somente carros
bonitos fazem o seu gosto.
Escorpião - 23/10
a 21/11
Devido a sua personalidade forte, o motorista de escorpião
é impulsivo e costuma ter carro mexido.
Sagitário - 22/11 a 20/12
O sagitariano está sempre preocupado em chegar logo
ao seu destino, por isso, prefere carros grandes e exagerados
que se destacam no trânsito.
Capricórnio -
21/12 a 19/01
Incapaz de cometer infrações de trânsito, o motorista
de capricórnio é cauteloso, responsável e cobra de todos
o cumprimento das regras de trânsito. Tem preferência por
carros tradicionais.
Aquário - 20/01
a 18/02
Imprevisível, o aquariano precisa tomar mais cuidado
para não entrar em acidentes. Para carros, seu gosto é por
modelos avançados, de alta tecnologia.
Peixes - 19/02
a 20/03
O pisciano costuma perder-se com facilidade, mas, em contrapartida,
é prestativo e ajuda sempre que for preciso. Para o motorista
de Peixes, qualquer carro serve.
Entenda
a Linguagem das Estradas
Agora você não se perde mais
A maioria dos usuários de rodovias
não entende porque uma rodovia é BR 116 outra SP 330 e assim
por diante. Para facilitar sua compreensão, levantamos junto
aos orgãos responsáveis por rodovias explicações para o
tema. Veja as explicações abaixo.
RODOVIAS ESTADUAIS - São
dois os tipos de rodovias estaduais: as radiais e as transversais.
Radiais - Se uma rodovia
serve para distanciar ou aproximar o motorista da capital
do estado, terá número par. A numeração também varia de
acordo com o ângulo que ela está, de acordo com a posição
da capital. Ex: a SP-330 (Anhangüera) serve para aproximar
ou distanciar de São Paulo e está a 330º da cidade.
Transversais - Se a rodovia
passar perpendicularmente à capital, levará número ímpar.
Varia também, de acordo com a distância aproximada que está
da capital. Ex: a SP-55 (Cubatão - Guarujá) passa perpendicularmente
à São Paulo (capital) e por isso leva número ímpar. O número
55 é porque o ponto da rodovia mais próximo da capital está
a aproximadamente 55 km de distância da cidade.
RODOVIAS FEDERAIS - São
5 os tipos de rodovias federais: radiais, longitudinais,
transversais, diagonais e de ligação.
Radiais - São as que afastam
ou aproximam os motoristas da Capital Federal. Sempre levam
a nomenclatura BR-0xx (0 + um número com dois caracteres).
Ex: BR-010, BR-040.
Longitudinais - Ligam cidades
ou estados cortando o território nacional em direção ao
sul ou ao norte. Nos mapas, aparecem na posição vertical
e têm nomenclatura BR-1xx (1 + um número com dois caracteres).
Ex: BR-101, BR-116.
Transversais - ligam cidades
ou estados cortando o território nacional em direção ao
leste ou ao oeste. Nos mapas, aparecem na posição horizontal
e têm nomenclatura BR-2xx (2 + um número com dois caracteres).
Ex: BR-210, BR-277.
Diagonais
- São as que traçam uma linha inclinada nos mapas. Nomenclatura:
BR-3xx (3 + um número com dois caracteres). Ex: BR-365,
BR-307.
De Ligação - Unem duas
rodovias e tem nomenclatura BR-4xx (4 + um número com dois
caracteres). Ex: BR-401, BR-457.
Mecânico
de confiança é fundamental em tempos de crise
Muitas oficinas de consertos automotivos
cobram preços abusivos ou até mesmo por serviços totalmente
desnecessários, principalmente quando o cliente é leigo
e não tem interesse em acompanhar os reparos
Todo cuidado é pouco na hora de
fazer um serviço no seu carro. A dica é pedir pelo menos
três orçamentos porque o mercado está abarrotado de profissionais
que cobram valores abusivos e por serviços desnecessários.
E mais: muitas vezes cobram por
peças originais quando, na verdade, instalam produtos do
mercado paralelo ou, o que é pior, recondicionados. Fique
atento porque, depois de tudo isso, você ainda poderá descobrir
que nada foi feito no seu automóvel e que ele saiu da oficina
exatamente como entrou, quebrado. Aí, você passa a acreditar
que um mecânico de confiança vale ouro,
principalmente, em tempos de crise.
Outra dica válida para saber se
a loja ou oficina é de confiança pode ser levada em conta
na hora de pedir o orçamento. "Existem lojas em que
o cliente diz o defeito e o profissional ou proprietário
dá imediatamente o valor do serviço sem sequer testar o
carro e verificar se é mesmo aquele o problema". Não
há mistério em identificar os profissionais mais honestos.
"No caso de problema elétrico, é muito simples identificar.
Basta que o motorista tenha paciência e verifique se o carro
está totalmente mudo".
Agora, se o veículo der um breve
sinal, o defeito pode ser tanto na parte elétrica como na
mecânica. Para detectá-lo, escute a opinião de pelo menos
dois especialistas no assunto. "Diariamente, recebemos
clientes insatisfeitos com preços abusivos que chegam até
aqui por indicação de amigos. Já teve gente que chegou com
orçamento na faixa de R$ 1 mil e fizemos o serviço por R$
30,00", diz Marcos, eletricista de auto, explicando
que isso aconteceu porque a oficina cobrou ao cliente pela
troca de várias peças, quando na verdade isso não era necessário.
"Isso é muito comum".
Para ter mais tranqüilidade, o
melhor mesmo é ir até uma oficina ou autorizada depois de
receber indicações de amigos ou parentes que conheçam os
serviços do local. "Caso contrário, ele estará dando
um tiro no escuro e poderá gastar muito", justifica.
Além da parte elétrica, a falha da bateria também é um problema
fácil de mascarar e tirar dinheiro do consumidor, porque
muitos profissionais condenam a peça, dizendo ser necessária
a troca. "Às vezes, é um problema do automóvel e a
bateria ainda está boa para ser recarregada e utilizada"
No mercado há 22 anos, Valdízio
Balbino Macena, concorda que existem muitos profissionais
desonestos atuando nessa área. Isso porque, para ele, muita
gente não entende do assunto ou não se interessa, confiando
cegamente no profissional que está executando o serviço
do automóvel. "Para ter mais segurança, o motorista
deve conhecer a oficina e o mecânico que vai executar o
serviço. Isso é o mínimo", salienta Dinho, como é conhecido
no mercado.
Também é importante ficar atento
na hora em que estiverem mexendo no seu carro, seja lá quem
for. Ficar por perto e questionar, são
dois pontos fundamentais, quase que uma obrigação do consumidor.
"O mecânico, por outro lado, deve apresentar a peça
ao cliente, para que não exista dúvidas sobre a sua procedência
e dar todos os esclarecimentos sobre o bom funcionamento
do carro e os motivos que levaram às falhas", enfatiza
o técnico em motor, mecânica, funilaria e pintura.
Mesmo que você se sinta
um consumidor prá lá de leigo, não é tão difícil
entender um pouquinho sobre o funcionamento da sua máquina.
"Perguntar, perguntar e perguntar. Isso ajuda bastante",
ensina Dinho, reforçando que a pressa só atrapalha nessas
situações e que o cliente jamais faça negócio no primeiro
orçamento. "O prejuízo pode ser maior do que
se imagina". Somente para se ter uma idéia,
na oficina de Valdízio a troca de uma correia dentada fica
em torno de R$ 25,00, enquanto que no mercado tem gente
fazendo por até R$ 80,00. "Sem falar que nós damos
garantia total para o serviço. Não estipulamos prazo determinado
para essa assistência", finaliza.
Consumidor faz economia
O gerente regional de vendas, Cláudio
José Alves Bezerra, sabe muito bem das maracutaias existentes
no mercado de reparos automotivos. Ele sentiu na pele esse
problema. No início do mês, o Palio 16V, ano 97, deixou
Cláudio no meio da rua. Foi preciso rebocar o carro. Mas,
até aí, tudo normal, afinal, inúmeros carros pifam e têm
de ser rebocados diariamente.
Ao chegar na concessionária autorizada,
o gerente de vendas foi informado que seu Palio estava com
os chicotes do alternador e do motor de partida danificados.
O orçamento ficou na faixa dos R$ 380,00, mas como lhe deram
um desconto, acabou saindo por R$ 340,00. Claúdio aproveitou
que o carro já estava na concessionária e pediu que fosse
feita uma limpeza nos bicos.
"Deixei o carro lá numa terça-feira
e me informaram que ele estaria pronto na quinta-feira",
lembra, acrescentando que, no dia seguinte, a oficina ligou
para ele dizendo que foi verificado que um dos bicos estava
gotejando, que o carro estava sem compressão e com as válvulas
carbonizadas. Seria necessário, portanto, um segundo orçamento.
"Quando fui ver, teria de
pagar cerca de R$ 1,2 mil, um valor alto, mas acabei autorizando
novamente", lembra. Mesmo tendo confirmado o orçamento,
Cláudio ficou encucado com o valor que teria de desembolsar
para ter seu carro em perfeito estado e consultou um cliente
da empresa em que trabalha, que tem uma loja de autopeças
de automóveis. "Ele sugeriu de imediato a troca de
oficina porque, como é acostumado a lidar com problemas
de veículos, está por dentro de preços", explica. O
gerente retirou o Palio da concessionária e pagou somente
o primeiro orçamento de R$ 340,00.
Ao chegar na oficina paralela,
indicada pelo amigo, foi feito o teste da compressão do
motor. Resultado: o Palio 16V estava em perfeito estado.
"Só era necessário trocar as velas e descarbonizar
as válvulas. Tudo feito em uma hora", salienta, contando
que o melhor foi o valor do orçamento: R$ 90,00 mais R$
30,00 das velas. Hoje, o gerente de vendas diz que aprendeu
a lição e recomenda a qualquer consumidor: nunca ir somente
em uma oficina ou concessionária, questionar os orçamentos
e observar o número de horas trabalhadas para fazer o serviço,
porque, para ele, esse é um item que encarece demais os
orçamentos nas redes autorizadas.
Pesquisa nas autorizadas -
Não pense que a desonestidade acontece somente quando
se trata de oficinas paralelas. As concessionárias autorizadas
também têm pontos negativos. Um dos mais criticados pelos
consumidores é o preço da hora da mão de obra. Por isso,
quando você for executar um serviço no seu automóvel em
uma revenda, também deve fazer uma pesquisa de preços, saber
quanto ela cobra pela hora trabalhada e verificar a procedência
dos profissionais.
Perguntar aos amigos ou parentes
sobre a loja que eles costumam levar seus carros e o que
eles acham dos serviços, é importante. Saber se já houve
algum episódio chato ou um orçamento abusivo, também pode
contribuir.
O consumidor que costuma
optar por concessionárias autorizadas, também deve fazer
uma pesquisa entre elas. "Escutar a opinião de um amigo
ajuda muito e pode ajudar no futuro", sendo que
é importante saber quanto tempo a oficina está no mercado
e o seu grau de capacitação.
Abusivos - Quanto
aos locais que costumam cobrar por serviços desnecessários,
é que o cliente percebe o quanto é importante conhecer
o mecânico ou o profissional da concessionária. O setor
é igual ao de bancos. O melhor lugar é sempre aquele em
que a gente é amigo do gerente.
Os
preferidos e os rejeitados pelos ladrões
Saiba quais são os modelos mais roubados, e os mais seguros,
em quatro capitais brasileiras
Você tem um Golf? Prepare-se para
uma má notícia: na lista de carros mais roubados de quatro
capitais, usando o critério de proporção entre veículos
novos colocados na praça e modelos levados pelos ladrões,
seu carro é um dos mais visados. Para ser mais preciso,
ele é o quinto na lista de automóveis e utilitários mais
afanados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador
e Porto Alegre.
Ah, você achava que o Gol deveria
ocupar uma posição dessas? É o mais vendido, certo? Teria
então de ser o mais roubado também. Faz sentido -- e em
números absolutos bem pode ser verdade --, mas não é o que
se descobre quando se compara o total de carros zero-quilômetro
colocados nas ruas com o total tirado delas pelos larápios.
Dentro desse critério, pasme,
a campeã de desaparecimentos é a velha Kombi. E isso se
explica por poucas razões. Primeiro porque há um vasto mercado
de reposição de peças de segunda mão para um modelo produzido
há quarenta anos, assim como muitos dos chamados perueiros
têm interesse nelas para fazer dublês de originais apreendidas
pela fiscalização de trânsito nas grandes cidades, e, depois,
porque ela já não é exatamente uma campeã de vendas.
Mas o que espanta mesmo é o caso
do Golf, para o qual os olhos dos ladrões se voltam, em
muitos casos, exatamente pela mesma razão que desperta o
interesse de jovens compradores: é um carro rápido, ágil
e fácil de dirigir. "O Golf, assim como o Vectra (11º
entre os mais roubados), é muito usado em assaltos a bancos
para fugir com mais facilidade da polícia", analisa
Gérson Mendes de Carvalho, superintendente do Cadastro Nacional
de Veículos Roubados (CNVR).
Mas esse não é o único motivo.
Como era importado até a metade do ano passado, o Golf é
roubado também para abastecer o mercado ilegal de peças
de reposição, pois componentes trazidos de fora pelas fábricas
costumam ser muito caros.
O desmanche é o destino de 10%
dos veículos roubados no Brasil. Outros 30% voltam a circular
com documentos falsos ou números de chassi adulterados,
12% vão parar no exterior (principalmente Paraguai, Bolívia
e Chile) e 48% são recuperados pela polícia. Kombi, Uno,
Gol e Corsa têm o perfil dos que são "esquentados"
para voltar a circular. "São carros fáceis de revender",
diz Gérson de Carvalho.
Outros, como Quantum, Santana,
Parati e Saveiro, são, na sua maioria, desmanchados. Já
a lista dos dez menos interessantes para os ladrões tem
justamente os modelos recém-lançados, difíceis de revender
e ainda sem grande demanda por peças de reposição. É o caso
do Classe A e do Brava. Já as picapes são mais roubadas
no interior dos Estados e por isso aparecem como pouco visadas
na lista elaborada com dados das capitais. Porém, como em
números absolutos o roubo desses modelos é significativo,
o preço do seguro acaba ficando mais alto
Os dez mais roubados em relação à venda*
O que fazer para não ficar
a pé
1 - Faça um seguro, indispensável tanto nas grandes como
nas pequenas cidades. Ninguém é imune a ladrões
2 - Instalar um sistema de alarme antifurto não é inútil,
como se costuma alardear. Há uma chance de o ladrão desistir
do seu carro quando a buzina disparar
3 - Outros dispositivos, como as travas elétricas, também
ajudam. A polícia gosta de dizer que, se os bandidos apreciassem
trabalho, não estariam roubando. Por isso sempre escolhem
os veículos mais fáceis, com menos dispositivos de segurança
4 - Procure travar a roda dianteira encostando-a na guia
ao estacionar. Sem a chave, é muito mais difícil destravar
o volante nessas condições
5 - Evite estacionar sempre no mesmo local. As quadrilhas
de roubo de carro têm olheiros que localizam seus modelos
preferidos.
Os dez menos roubados
em relação à venda
1 - Fiat Brava - 0,1%
2 - GM Blazer - 0,2%
3 - Mercedes Classe A - 0,2%
4 - Toyota Hilux - 0,4%
5 - GM Silverado - 0,4%
6 - GM S10 - 0,44%
7 - Fiat Siena - 0,5%
8 - Fiat Marea - 1,4%
9 - GM Astra -1,7%
9 - Dodge Dakota - 2,4%
*Média mensal de roubos em São
Paulo, Salvador, Porto Alegre e Estado do Rio de Janeiro,
comparada com a venda média mensal no atacado. Todos os
dados referentes ao ano de 1999. Foram desconsiderados os
modelos que saíram de linha.
Cuidar dos pneus
não exige muito esforço
e garante benefício grande para o bolso
Usado no dia-a-dia sem maiores
atenções por parte do consumidor, os pneus que calçam os
nossos carros precisam de cuidados que podem aumentar a
sua vida útil. O primeiro e mais importante é, obviamente,
manter a pressão correta, de preferência
a recomendada pelo fabricante. Os pneus pouco ou
muito inflados se desgastam mais que o normal por
terem sua face de contato com o solo deformada, o que pode
gerar calor desnecessário.
A explicação é que, como o pneu
está meio murcho, ele dobra em demasia no momento em que
toca o solo. Essa flexão de ir e vir cria um excesso de
aquecimento altamente prejudicial, que causa desgaste prematuro
nas bordas laterais do pneu e prejuízo certo ao bolso.
Pressão demais pode ajudar
a derrapar
Isto também acontece no caso de
excesso de pressão, que não gera calor excessivo mas causa
desgaste no centro da banda de rodagem.
Outra recomendação dos fabricante
é de manter a pressão sugerida pelo manual também nos dias
de chuva, porque um pneu inflado demais tem menos aderência
e pode causar derrapagens imprevisíveis.
O ideal é que no piso molhado
a pressão seja um pouco menor para aumentar a área de contato
do pneu com o solo. Quem anda de motocicleta sabe dessa
situação e, por isso, é comum ver, quando chove, o piloto
parar para esvaziar um pouco a pressão dos pneus, aumentando
o contato da banda de rodagem com o solo.
Para garantir uma vida longa aos
pneus, alguns outros cuidados simples são necessários. Entre
eles, a recomendação de jamais subir em calçadas
para se evitar cortes nos cordonéis que fazem a
estrutura do pneu, formando aquelas bolhas que ameaçam a
segurança do usuário, principalmente em dias de calor forte,
quando a pressão do ar aumenta pela expansão dos gases.
Isso ocorrendo a possibilidade
de um estouro do pneu será grande, colocando em risco os
passageiros. A mesma orientação serve para quem transita
em ruas e estradas esburacadas: sempre que possível se deve
fugir delas, ou passar bem devagar, principalmente se o
carro tem pneus com perfil baixo, daqueles em que a lateral
é estreita e tão comum nos esportivos importados. Quanto
mais baixa a parede lateral, maior é o risco de cortes e
quebras, pois as paredes são menores e, portanto, absorvem
menos os choques bruscos.
Subir em
calçadas prejudica vida útil dos pneus
A recomendação também se aplica
ao se passar por quebra-molas. Ao atingi-los em alta velocidade
a flexão também é violenta e pode causar um estouro. Um
detalhe que poucos levam em consideração é que não
se deve misturar pneus de marcas diferentes no
mesmo carro, mesmo que eles tenham perfil e medida idênticas.
Isso porque cada fabricante trabalha com métodos, desenho
e compostos de borrachas diferentes. Neste caso, as suspensões
vão trabalhar diferentes, aumentando o desgaste pela perda
da dirigibilidade. Os pneus de marcas diferentes podem ainda
comprometer a estabilidade do carro por funcionarem distintamente
uns dos outros, fazendo com que o carro puxe ora para um
lado ora para outro.
O mesmo pode acontecer também
quando o motorista faz o rodízio errado dos pneus. O
correto: o pneu dianteiro esquerdo vai para a roda traseira
esquerda, e o dianteiro direito para a roda traseira direita.
Já pneus com diferentes tamanhos
também devem ser evitados principalmente no eixo motriz,
que podem prejudicar o diferencial, obrigado a compensar
essa diferença de diâmetro o tempo todo. Mas o que pode
fazer o pneu se desgastar mesmo é o modo como se
dirige. Freadas bruscas, curvas próximas
do limite, excesso de peso, freios mal regulados, amortecedores
e molas envelhecidos. Tudo somado é prejuízo certo.
Dirigir com suavidade, sem trancos no volante, também contribui
para um menor desgaste dos pneus e aumenta a segurança.
Cuidado maior devem tomar os que
usam pneus sem câmara: se as rodas não estão alinhadas ou
foram empenadas, haverá vazamento do ar. Para evitar gastos,
passadas regulares nas boas lojas de alinhamento e balanceamento
(normalmente a cada cinco mil quilômetros) tornarão a vida
útil do pneu muito maior.
CVC - O
câmbio sem degraus
Quatro, cinco ou seis marchas?
Esqueça. A Audi e a Nissan estão oferecendo aos compradores
de seus modelos A6 e Primera a opção de um câmbio de variação
contínua (CVC). O CVC é um câmbio em que o número de marchas
não se limita a quatro ou cinco (ou eventualmente seis),
como nos carros tradicionais. Teoricamente, ele tem um número
infinito de velocidades. Na prática, além de uma extrema
suavidade nas acelerações, ele proporciona melhor aproveitamento
do motor.
Apesar de cômodo, o câmbio automático
sempre enfrentou restrições por parte do público pela falta
de agilidade e por aumentar o consumo de combustível. Com
os novos CVC, pela primeira vez o câmbio automático supera
em eficiência o manual: o Audi A6 com transmissão Multitronic
(a marca da Audi para seu câmbio de variação contínua) é
mais econômico e acelera mais rápido do que o mesmo modelo
dotado de câmbio manual ou com o semi-automático Tiptronic.
Sem ser uma novidade tecnológica
(ver abaixo), o CVC até hoje só era utilizado em carros
pequenos e dotados de motores pouco potentes. O desenvolvimento
dos materiais de construção mecânica e, principalmente,
a alteração na forma de construção da correia de transmissão,
um de seus componentes principais, possibilita, hoje, seu
uso em motores de torque elevado, como o 2.0 do Primera
e o 2.8 do A6. E até a equipe Williams de Fórmula 1 já fez
testes com o sistema.
De construção simples e funcionamento
eficiente, otimizado pelos controles eletrônicos hoje disponíveis,
o CVC deve se tornar, dentro de poucos anos, num equipamento
comum a um grande número de carros. A GM deve adotá-lo em
2.001 num modelo da Opel, a Fiat o usará na próxima versão
do Bravo, em 2.002 e a Ford também planeja utilizá-lo. Em
dois ou três anos, a previsão é de que o sistema equipe
entre 20 e 25% doa carros vendidos na Europa.
Há quem preveja que o CVC venha
a substituir totalmente a caixa de câmbio tradicional em
carros de pequeno e médio porte dentro de pouco tempo. Para
os conservadores e saudosistas, há um consolo: tanto a Nissan
como a Audi mantiveram uma opção de controle manual no novo
câmbio, em que há seis posições pré-estabelecidas à escolha
do motorista. Na realidade, seis marchas "virtuais",
para os renitentes, que insistem em manter pessoalmente
o controle do câmbio.
História - O
primeiro carro a usar um câmbio de variação contínua foi
o Daf 600, de fabricação holandesa, em 1959. O Daf usava
duas correias paralelas, que levavam a força do motor individualmente
a cada uma das rodas de tração, na traseira. Apesar de prático
e simples, o sistema não se popularizou devido à fragilidade
das correias de transmissão, feitas de borracha. A deficiência
do material limitou o uso do CVC, até o presente, a carros
com motores pouco potentes. Antes dos dois novos lançamentos,
o carro mais potente oferecido com opção de CVC era o Honda
Civic 1.6.
O princípio do câmbio
de variação contínua é muito simples. Trata-se de uma transmissão
por correia entre duas polias cônicas que se deslocam lateralmente,
variando assim seu diâmetro.
Na prática, as polias cônicas
foram substituídas por polias bipartidas, cujas laterais
podem se aproximar ou se distanciar, variando o diâmetro
da base sobre a qual se apoia a correia transmissora.
As correias utilizadas nas versões
modernas são, na verdade, cadeias de peças de aço. O curioso
é que a força não é transmitida por tração, mas por compressão.
Acionada pela polia motora, a corrente empurra a polia secundária.
As alterações de relação entre
o diâmetros das duas polias são reguladas por computador,
de modo que a "marcha" escolhida seja a mais apropriada
para a rotação do motor e a pressão exercida pelo acelerador.
Também é levado em conta o esforço exercido a cada momento
pelo motor, monitorado por um sensor de torque.
Nas transmissões tradicionais,
manuais ou automáticas, o motor precisa percorrer uma curva
de aceleração a cada marcha. As marchas são trocadas quando
o motor atinge uma faixa de rotações (para cima ou para
baixo) em que deixa de ser eficiente.
Nos câmbios de variação contínua,
o motor trabalha dentro de uma faixa muito estreita de rotações,
sempre perto do regime de máxima eficiência. Se você aperta
o acelerador, o motor aumenta o regime de rotações mas,
no momento em que a velocidade estabilizar, a relação de
câmbio será alterada para proporcionar um regime mais econômico.
Desta forma, o carro consome menos combustível e acelera
mais rápido.
Outra vantagem da transmissão
de variação contínua é ser muito compacta e leve, além de
prestar-se especialmente ao uso em carros com motor transversal
e tração dianteira, a configuração mais comum nos carros
contemporâneos. Utilizando menos peças, o CVC deve ser,
também, mais barato do que os convencionais, sejam automáticos
ou mecânicos.
O CVC só necessita de embreagem
na arrancada ou para manter o motor funcionando com o carro
parado, após uma frenagem, já que não há uma verdadeira
troca de marchas durante a operação do veículo. Para suprir
essa necessidade, há duas correntes: a Nissan optou por
utilizar um conversor de torque (sistema hidráulico normalmente
usado nos carros automáticos tradicionais), enquanto a Audi
usa uma embreagem multi-discos acionada eletronicamente,
sistema semelhante ao usado nos carros da Fórmula 1. Em
nenhum dos carro há pedal de embreagem.
Eletrônica toma
espaço da mecânica no carro
Novos equipamentos eliminam cabos de aço, tubulações
de óleo e botões de comando
Eletrônica e eletricidade pouco
a pouco estão ocupando espaços que antes eram exclusivos
da mecânica. Quem produz cabo de aço para acelerador, por
exemplo, pode ir pensando em fazer outra coisa. Alguns modelos
em produção, como os BMW e Mercedes mais caros, já utilizam
aceleradores por fios. Nesses carros, quando acelera, o
motorista está acionando um potenciômetro, equipamento elétrico
que elimina a conexão mecânica entre o pé do motorista e
o motor. Essa tecnologia também já chegou aos motores diesel
mais modernos, como o da picape Dodge Dakota e do FIAT Palio.
- Tudo por fio
- A eletricidade também poderá
dentro de pouco tempo controlar frenagem e direção, banindo
aquelas velhas tubulações por onde correm óleos. Outra
tendência: num futuro não muito distante, motoristas vão
mudar de estação, ajustar a temperatura do ar-condicionado,
fazer uma ligação telefônica e enviar e-mail sem soltar
o volante e sem desviar os olhos do caminho. Tudo por
comandos de voz.
- Mais? Para 2002 ou 2003, a
fabricante de sistemas automotivos Visteon prepara um
sistema de faróis com facho que acompanha os movimentos
do volante. O recurso já foi tentado no passado, mas não
nesse nível: no novo projeto, o ângulo fecha para o centro
da pista quando a velocidade aumenta e abre quando ela
é reduzida.
-
- Painel reconfigurável
- Freio elétrico
É o desenvolvimento de carros movidos a propulsão elétrica
alimentados por baterias ou por células de combustível
que está forçando os fabricantes a desenvolver
componentes adequados à nova tecnologia.
- Um dos sinais dessa evolução
está no carro elétrico EV1, lançado nos EUA pela General
Motors há dois anos. Como os freios convencionais (hidrovácuo)
utilizam o vácuo do motor para o funcionamento, esse sistema
pode ficar obsoleto assim que o motor a explosão entrar
em declínio. Por isso, no EV1 os freios já são elétricos.
- Mercedes Classe A, Renault
Clio e Chevrolet Astra são três dos carros que já trocaram
a direção hidráulica convencional pelo sistema eletro-hidráulico.
Assim, em vez de utilizar uma bomba de óleo conectada
ao motor para diminuir o esforço do motorista, um pequeno
motor elétrico acoplado à bomba faz o serviço. As vantagens:
eliminam-se as mangueiras e o óleo do sistema hidráulico
e economiza-se potência do motor.
-
-
- Cochilo O carro
inteligente sabe até quando seu condutor está
cochilando: por meio de uma câmara que reconhece
a posição ideal de dirigir, um sistema em
desenvolvimento emite sinal sonoro se perceber que o motorista
está relaxando ao volante.
- Mais: já é possível duplicar
ou até triplicar o intervalo de troca de óleo, por meio
do sensor que monitora condições como nível, temperatura
e presença de líquidos indesejáveis no cárter, como água
e glicol.
- Há novidades também no sistema
de refrigeração do motor: em parceria com a DuPont, a
Visteon promete para 2005 um radiador de náilon, mais
leve, menor e mais resistente que os atuais, de alumínio.
O problema a ser contornado é que esse material é um mau
trocador de calor.
- Por causa da demanda crescente
por energia elétrica em automóveis, a Delphi desenvolveu
também um gerador capaz de fornecer potência extra. A
empresa trabalha também numa bateria com garantia de partida,
mesmo que a carga esteja baixa. Além disso, corta a alimentação
em caso de acidente, tem proteção contra curto-circuito
e pode ter a polaridade invertida.
-
-
- Painel reconfigurável
- O painel está mudando. A Visteon
desenvolve um reconfigurável, que permite escolha entre
mostrador analógico e digital e mudança de posição: o
conta-giros, por exemplo, poderá sair de um lado para
o outro. Pedais de freio e acelerador poderão s er substituídos
por comandos em qualquer lugar. O volante poderá passar
para qualquer lado (como nesta foto da Delphi), de acordo
com o país.
Tudo
por fio
-
A Delphi
vem fazendo várias experiências em busca do que pode
vir a ser o carro do futuro. Uma delas resultou no projeto
X-By- Wire. No carro por fio, a eletrô nica
acelera, freia, vira a direção e ainda é capaz de evitar
capotamentos, manter distância do carro à frente e monitorar
a qualidade do óleo do motor, por exemplo. No sistema
de freio elétrico (Brake-By-Wire), sensores analisam
a força que o motorista faz no pedal e aplicam a pressão
correta em cada roda, para reduzir a distância de frenagem.
-
A empresa
também desenvolve um sistema de freios que elimina os
canos para o fluido. Quando o motorista freia, aciona
um circuito elétrico que aciona as pinças do freio.
Segundo a Delphi, o sistema traz vários benefícios,
como redução de peso, menor tempo de montagem e economia
de espaço sob o capô, permitindo que a linha da carroceria
possa ser mais rebaixada.
Combustíveis
alternativos já movem um milhão de carros
A Ford é o maior fabricante mundial de veículos
AFV, sigla que identifica as versões movidas com combustíveis
alternativos.
Atualmente, a empresa mantém nas
linhas de montagem modelos movidos a eletricidade, gás liquefeito
de petróleo (GLP), gás natural comprimido (CNG) e etanol.
Na Europa, a linha de veículos
AFV envolve os automóveis Focus e Mondeo e a van Transit,
enquanto nos Estados Unidos os modelos disponíveis são as
picapes Ranger e Série F, a van Wagon Econoline e os automóveis
Contour (versão norte-americana do Mondeo), Crown Victoria
e Taurus.
Desde que deu início ao programa
de produção de veículos movidos por combustíveis alternativos,
a Ford já produziu mais de um milhão de unidades. Esse volume
faz da empresa a líder mundial nesse segmento em crescimento.
Ela continua intensificando seu
programa de pesquisas como objetivo de aperfeiçoar os veículos
disponíveis e de ampliar as opções que podem substituir
a gasolina. No ano passado, foram lançados na Europa a van
Transit e os automóveis Mondeo e Focus a GLP e a CNG, confirmando
o compromisso da empresa em oferecer a maior linha de "AFV"
do mercado mundial.
Os modelos bicombustível alimentados
com GLP e CNG proporcionam expressivo nível
de proteção ambiental por intermédio da redução de 20% das
emissões de dióxido de Carbono (CO2) e entre 15% e 50% de
dióxido de Enxofre (SO2), principais causadores da poluição
do ar nas grandes cidades. Também em emissões evaporativas
os combustíveis na forma gasosa apresentam vantagens.
A circulação dos gases em circuito
pressurizado, sem ventilação nos reservatórios, resulta
em combustão mais limpa, reduzindo entre 31% e 48% as emissões
de hidrocarbonetos. Nos postos de abastecimento, é mínimo
o risco de perdas por derramamento ou vazamentos, ao contrário
dos combustíveis líquidos, que requerem o uso de detergente,
para remoção ou limpeza, o que polui o meio ambiente.
Além dos benefícios ambientais,
os veículos bicombustível "AFV" proporcionam custos
operacionais menores, principalmente para empresas, por
não comprometer a potência, a dirigibilidade, o conforto
ou a durabilidade dos veículos. Há, ainda, uma vantagem
adicional: os motores alimentados a gás são 60% mais silenciosos
do que os equivalentes a diesel.
Tecnologia nos motores
1.0
Montadoras investem no desenvolvimento
Toda montadora tem que ir onde
o consumidor está. Num país onde os chamados carros "populares"
dominam 68% do mercado, é natural que a indústria automotiva
invista pesado no aprimoramento tecnológico dos motores
de 1.0 litro. A recente substituição do motor Endura 1.0
que equipava os compactos Ka e Fiesta pelo novo propulsor
Rocam 1.0 é um exemplo.
Para não perder terreno, a Fiat
lançou os modernos Fully Integrated Robotyzed Engine - motores
com integração totalmente robotizada -, os chamados motores
Fire. De olho na concorrência, tanto a Volkswagen quanto
a General Motors criaram cabeçotes multiválvulas para seus
1.0 e a Volks ainda desenvolve um motor turbo para o Gol
"popular". E a novata Renault inaugurou em no
ano passado, no Paraná, a fábrica dos motores multiválvulas
que vão equipar o recém-lançado Clio 1.0.
As atuais motorizações 1.0 diferem
bastante do primeiro motor um litro que, em 1990, equipava
o Fiat Uno Mille e tinha modestos 45 cv de potência. Na
prática, era o motor de 1.050 cc do 147 com alterações para
ter apenas 1.0 litro e, assim, se encaixar na nova categoria
"popular" e dispor de incentivos fiscais. Esta
mesma motorização chegou a evoluir, ganhou distribuição
eletrônica e depois injeção eletrônica, sinalizando uma
tendência consolidada atualmente. As poucas modernidades
da época, como comando de válvulas no cabeçote, hoje são
itens comuns. E estão aliadas aos últimos avanços como bombas
de óleo e água integradas ao bloco, tuchos hidráulicos e
centrais de injeção e ignição eletrônica de última geração,
- que, por sinal, são as duas características mais visadas
nos estudos de novos motores. "A busca é por motores
menores, mais potentes, mais econômicos e menos poluidores".
No caso do motor Fire, os progressos
tecnológicos resultaram em menos 20 kg e 15% de economia
no consumo em relação aos atuais 1.0 da marca. O mesmo acontece
no motor do Peugeot 106 Soleil - que era o único 1.0 importado
já que, atualmente tem a companhia do Renault Twingo, Volkswagen
Lupo e dos Seat Ibiza e Cordoba 1.0. (em breve)
O peso do motor do 106, que faz
21 km/l, diminuiu 20% através do uso de materiais como magnésio
e alumínio em sua construção e com a utilização de um menor
número de peças. "Com menos peças, se obtém peso menor
e custos de fabricação e manutenção inferiores".
Além de reduzir peso, existe também
a necessidade de se diminuir o atrito das peças móveis do
motor para ganhar eficiência. O Ford 1.0 Rocam incorpora
tecnologias como balancins apoiados em rolamentos, tuchos
hidráulicos, eixo de comando de válvulas oco e bombas de
óleo e água integradas ao bloco com acionamento direto pela
árvore de manivela. Menor, mais leve e com menos atrito,
obteve-se um motor mais equilibrado. "O Rocam é cerca
de 25% mais potente, tem 18% a mais de torque e também é
mais econômico que o Endura".
Os avanços tecnológicos não servem
apenas para garantir um produto melhor para o consumidor.
Têm como missão principal alavancar as vendas no segmento
mais disputado do mercado brasileiro. Mesmo que sejam recursos
questionáveis, como a adoção de cabeçotes multiválvulas
- que fazem o carro ganhar desempenho em altos giros, mas
pioram o comportamento em baixas rotações. "Só o fato
de ser 16 válvulas já confere um status maior ao comprador".
Mas o consumidor parece estar atento. No caso do Ford Ka,
os avanços tecnológicos realmente efetivos do motor Zetec
Rocam - que tem oito válvulas e disponibiliza seu torque
máximo de 8,9 kgmf já aos 3.250 rpm - aumentaram as vendas
em 25%.
Invenção explosiva - O
primeiro motor a explosão bem-sucedido foi projetado pelo
engenheiro alemão Nikolaus Otto em 1876. Empregava combustível
gasoso e operava por meio do movimento de pistões alojados
em cilindros, em um ciclo de quatro tempos - admissão, compressão,
combustão e exaustão - que se convencionou chamar Ciclo
Otto.
A entrada e saída da mistura ar/combustível
é controlada por válvulas situadas no topo do motor, no
cabeçote. Já os movimentos dos pistões, impulsionados pelas
explosões nas câmaras de combustão, são transmitidos a um
eixo, que são retransmitidos às rodas.
Na prática, o primeiro motor a
explosão veio depois dos primeiros automóveis propriamente
ditos, que usavam motores a vapor. Mas os primeiros carros
equipados com motor a explosão foram os experimentos de
Carl Benz e Gotlieb Daimler que resultaram, em 1886, num
modelo com motor de um cilindro que gerava 1,1 cv de potência
e que levava o "carro" à velocidade máxima
de 15 km/h.
Uma alternativa
ao motor tradicional foi o motor Wankel,
também conhecido como rotativo. Constituído
por uma grande câmara fechada, em seu interior gira um rotor
triangular cujos vértices criam, através do próprio movimento,
as câmaras de admissão, compressão, combustão e exaustão.
Com projeto complexo, produção industrial cara e elevados
desgastes e consumo, o motor Wankel não teve êxito comercial.
Pesquisa exige altos investimentos
-
O novo motor
Fire da Fiat exigiu investimentos de US$ 500 milhões
da montadora numa nova unidade em Betim.
-
O motor Zetec
Rocam oito válvulas tem de 75% a 80% do torque total
disponível já a 1.500 giros. Se tivesse cabeçote de
16 válvulas, ele exigiria 1.500 giros a mais para atingir
o mesmo aproveitamento.
-
Enquanto os motores
de 1.0 litro são os mais vendidos no mercado brasileiro,
na Europa as preferências recaem sobre propulsores com
1.2 e 1.4 litro. Nos Estados Unidos, os consumidores
ianques continuam dando preferência a motores de alta
litragem, sempre a partir de 2.0.
-
A família de
motores Fire já existe na Europa desde o início deste
ano, quando passou a equipar o modelo Punto. O de 1.2
litro tem 80 cv de potência - mais que o 1.5 que equipa,
por exemplo, a pick-up Strada, que tem 76 cv.
-
A Ford investiu
cerca de US$ 200 milhões no desenvolvimento dos motores
Rocam e na preparação da fábrica para produzí-lo.
-
Desenvolver um
cabeçote multiválvulas para um modelo 1.0 custa apenas
US$ 100 mil a mais no projeto de desenvolvimento do
veículo.
Carros com Internet em 2001
Ford vai instalar o que há de mais
moderno em tecnologia automotiva
Sistemas de telemática ativados
por voz, dispositivos avançados de segurança e acesso as
informações. São esses os acessórios que passarão a equipar
os novos veículos da Ford, que serão produzidos no ano que
vem. Estes sistemas serão inicialmente adotados nos modelos
da divisão Lincoln-Mercury, nos Estados Unidos, e no Focus,
mais recente lançamento da empresa no mercado europeu.
Mas a pretensão da empresa é
equipar todos os veículos produzidos no mundo nos primeiros
meses do novo milênio.
Entre as inovações do campo científico,
a Ford incluirá sistemas de informação automática de colisão
e assistência para emergência nas ruas e nas estradas. Ou
seja, no momento de uma colisão na qual houver detonação
dos airbags, uma mensagem será transmitida automaticamente
a uma operadora, com informações que identificam o veículo
e o local da ocorrência.
Haverá também um botão de emergência,
que poderá conectar o motorista à operadora, para investigação
policial imediata ou atendimento médico. Mas não são apenas
os incidentes graves que o motorista terá assistência. Caso
aconteça uma pane elétrica ou um pneu furado, basta que
o motorista acione um botão de emergência que a operadora
irá ajudar a encontrar postos de gasolina ou de assistência
técnica mais próximos.
Através de um sistema de gerenciamento,
o motorista poderá ver e-mails, atualizar a sua agenda,
ouvir notícias e informações do trânsito.
Os veículos também irão disponibilizar
serviço de discagem telefônica acionado por voz. O telefone
é programável e pode ser acessado através da discagem rápida
por voz. As onda de rádio AM e FM serão recebidas nos veículos
diretamente dos satélites.
Câmbio híbrido
da Mercedes
O câmbio One-touch é o primeiro automático e semi-automático
da Mercedes.
Assim, o motorista pode manter
a alavanca em drive para curtir o conforto da transmissão
automática ou puxar a alavanca para a esquerda ou direita
para reduzir ou aumentar manualmente as cinco marchas
sem uso de embreagem. O sistema da Mercedes tem operação
similar aos já existentes há um bom tempo em Porsche, Audi,
BMW, Passat e Chrysler.
A maior diferença é que no Mercedes
não é preciso deslocar a alavanca da posição drive para
transformá-lo em manual. Basta o toque para um dos dois
lados. Em contrapartida, as marchas não sobem sozinhas quando
a rotação máxima é alcançada, como ocorre na concorrência.
Outro dos confortos do carro é
o comando eletrônico de destravamento da porta: acionado,
todos os vidros e o teto solar se abrem e a ventilação do
banco do motorista é acionada. É o comando conhecido como
abertura de verão.
Bater portas é coisa do passado
no S500: basta puxar a porta suavemente que um servomotor
encarrega-se de terminar o serviço, à semelhança do que
ocorre com uma porta de freezer.Como em boa parte dos casos
o dono vai estar bem acomodado no banco de trás, este também
tem todas as opções de regulagem dos assentos dianteiros,
incluindo ventilação e aquecimento.
Com distância entre eixos de quase
3 metros, é possível até cruzar as pernas no banco de trás,
mas se o ocupante quiser ainda mais espaço pode acionar
um botão que move para a frente o banco dianteiro direito.
Ao se atar o cinto de segurança
no banco traseiro, o encosto de cabeça sobe sozinho. Há
também uma tela de acionamento elétrico para o vidro traseiro.
O display no painel mostra a configuração
de várias funções: o motorista pode escolher o tempo que
as luzes internas permanecem acesas após o fechamento das
portas; idioma do painel (inglês, alemão, francês, italiano
e espanhol); seleção de temperatura externa em graus Celsius
ou Fahrenheit; opção de busca de emissoras de rádio pela
memorização ou pela ordem de freqüência e velocímetro em
milhas ou quilômetros.
Mais uma sofisticação: sensores
nos pára-choques auxiliam manobras de estacionamento, informando
por sinais visuais e sonoros a proximidade de obstáculos
na frente e atrás. O sistema denomina-se Parktronic.
O ar-condicionado tem regulagens
individuais entre 12ºC e 32ºC, e saídas para a parte traseira.
Entre outras funções, ele redistribui a ventilação de acordo
com a incidência do sol e pode até fechar a entrada externa
de ar se detectar excesso de poluição.
O sistema de som usa cabos de
fibra ótica. (H.P.V.)
Barrichello
já corre pela Ferrari no game F1 2000
Jogo traz as escuderias, carros, pilotos e circuitos
da temporada de 2000
Você é fã do campeonato
de Fórmula 1 e perdeu alguma a transmissão dos Grandes Prêmios
de fórmula 1? Não desamine! A partir desta semana já será
possível simular a vitória de seu piloto favorito - principalmente
se for Rubinho Barrichello - em sua máquina favorita - a
Ferrari, obviamente.
Isto porque chegou ao País, juntamente
com o GP do Brasil, o F1 2000, o simulador de corrida da
EA Sports mais esperado desta temporada. Totalmente em português
e com comentários de Milton Leite, o F1 2000 traz, além
da estréia de Rubinho na Ferrari, novas escuderias como
Jaguar e BMW-Williams, e o Grande Prêmio de Indianápolis.
O
Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2000 foi reproduzido
com realismo pelo jogo, que é o primeiro a chegar ao mercado
mundial incorporando todas as características do atual campeonato.
As rivalidades entre os pilotos e o potencial mecânico dos
carros são semelhantes ao das corridas de Fórmula 1 verdadeiras.
O
jogador pode escolher um dos pilotos da temporada e correr
como se fosse Michael Schumacher ou Rubens Barrichello,
simulando sua vitória ou até um grave acidente. Todos os
aspectos da corrida foram recriados para que o jogador tenha
a sensação de estar dentro de um verdadeiro cockpit: durante
a prova, o piloto ouve as instruções e alertas dos boxes
para ajustes no carro e estratégias.
Os
17 circuitos da temporada, incluindo o Grande Prêmio de
Indianápolis, foram representados de forma detalhada, com
qualidade fotográfica dos edifícios, telões ao vivo e helicópteros
que podem ser modelados pelo jogador. É possível escolher
entre os 22 carros de uma das 11 equipes da temporada, que
seguem à risca as características das escuderias para o
ano 2000.
O
F1 2000 tem efeitos especiais como sombras reais, marcas
de pneus na pista e efeitos de detritos, fumaça e poeira.
A realidade do jogo pode ser visualizada nas freadas dos
pilotos, na fumaça do motor que explode, nas ondulações
na pista, nas faíscas e nas batidas. É possível derrapar,
girar e balançar a 350Km/h.
Milton
Leite foi escolhido para a narração do jogo em português,
que segue a linha das transmissões de TV. O comentarista
anuncia a largada da prova e no final faz os comentários
da corrida. O jogador tem ainda o controle da câmera infinito
(uma câmera onde o jogador escolhe a posição dentro da pista),
visões de dentro do carro, câmera suspensa ao lado da pista,
além de poder escolher as posições das câmeras no circuito.
Para
rodar o jogo pede, no mínimo, sistema operacional: Windows
95/98; processador Pentium 200 MMX ou superior; 100Mb mais
espaço adicional para instalação do DirectX7 e arquivos
de troca do Windows; 32Mb de RAM; CD-ROM de 8x; placa de
som compatível com DirectX7; placa de vídeo compatível com
Direct3D e DirectX7. Preço sugerido: R$ 79,90
Desde que bem geladinha...
Brasil terá garrafa de plástico para sua
cerveja
A garrafa plástica de cerveja,
um produto único feito com uma resina que permite a conservação
da bebida sem alterações, será lançada no gigantesco mercado
brasileiro antes do fim do ano.
«Os brasileiros não passarão o
próximo carnaval sem uma cerveja em PET», nome do produto
plástico capaz de conservar a cerveja sem alterações, declarou
o gerente de marketing da empresa fabricante, que assegura
controlar 50% do negócio de embalagem plástica no Mercosul.
A revolucionária garrafa preocupa
os fabricantes de garrafas de vidro, que têm na cerveja
66% de seus negócios na área de alimentos. Além disso, preocupa
também os cervejeiros, que resistem a acreditar que o plástico
esteja totalmente aperfeiçoado para conter cerveja. «Somos
absolutamente contrários à necessidade de alterar o produto
com a adição de conservantes», disse o superintendente do
Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindcerv), Marcos
Mesquisa.
A garrafa plástica de cerveja foi lançada no mercado norte-americano
em 1998 e no ano passado teve a adesão por Miller e Heinecken
para consumo na França e Estados Unidos.
Projeto Impacto:
A Unicamp trabalhando para salvar vidas no trânsito
Há alguns anos, foi
formada uma comissão na Unicamp, constituída por engenheiros
mecânicos, fabricantes de veículos, empresas de carretas
e carrocerias, além de um perito profissional. Seu objetivo
é elaborar uma lei que exija segurança passiva na traseira
dos caminhões. Em outras palavras, o grupo deseja fazer
valer uma lei que obrigue a indústria a projetar pára-choques
de caminhões resistentes à força de uma colisão, evitando
que os passageiros de um carro sejam atingidos pela carroceria
do caminhão. Mais do que isso, a comissão se empenha em
salvar as mais de 15 mil vidas, desperdiçadas anualmente,
devido à falta de segurança dos pára-choques de caminhões.
Um automóvel, ao colidir
contra a traseira de um caminhão ou de um ônibus que não
possui um pára-choques confiável, tem grande possibilidade
de penetrar sob a carroceria ou o chassis do veículo maior.
Em batidas como essas, os ocupantes do carro são, normalmente,
atingidos na altura da cabeça ou do peito, podendo ser decapitados.
Isto é o que os estudiosos chamam de "Efeito Guilhotina".
O TRAIÇOEIRO "EFEITO
DE CUNHA"
As forças geradas em uma colisão
são muito maiores do que o próprio peso dos carros, e até
menores do que o peso da parte traseira de um caminhão,
e com certeza de um ônibus. Uma carreta sem carga terá seu
peso traseiro bastante reduzido, o que significa um perigo
adicional, ao contrário do que se poderia pensar vendo a
tabela de forças.
Uma CUNHA é uma ferramenta que
ajuda a mudar a direção de forças para auxiliar em algum
trabalho, como por exemplo rachar um tronco de madeira ao
meio. Aplica-se a força em uma direção, a cunha a transforma
e a dirige para outra direção, normalmente perpendicular
à força empregada.
Em uma colisão contra a traseira
de um caminhão aparece inevitavelmente o efeito cunha, devido
à forma tomada pela dianteira do carro após o inicio da
deformação.
Com o início da deformação do
carro já começa a se formar uma superfície inclinada, a
qual ajuda a transformar todo o carro em uma cunha, só que
com pessoas dentro, que se introduzirá sob o caminhão. Não
há nada mais óbvio do que isto.
Projeto Impacto:
A Unicamp trabalhando para salvar vidas no trânsito
FATORES QUE PROMOVEM O "EFEITO
DE CUNHA"
Quando o pára-choque do caminhão
não é forte o suficiente para realmente parar o carro.
Quando o pára-choque do caminhão
estiver acima do pára-choque frontal do carro.
A deformação do carro o transformará
em uma cunha.
Quando os dois fatores acontecerem
simultaneamente.
Quanto menor (mais leve) for ou
mais descarregado (mais leve) estiver o caminhão, mais fácil
será iniciar o Efeito de Cunha.
AS FORÇAS
LIBERADAS EM UMA COLISÃO A 40 km/h FORAM SUFICIENTES PARA
LEVANTAR UM CAMINHÃO.
FATORES QUE AGRAVAM
OU INCENTIVAM O "EFEITO DE CUNHA" NO LADO DOS
AUTOMÓVEIS
O perfil "aerodinâmico"
da maioria dos carros modernos.
O forte abaixamento da frente
do carro quando em uma frenagem enérgica, de pânico, por
exemplo.
A suspensão "macia"
que causa maior abaixamento, pelas forças do "EFEITO
DE CUNHA".
CONCLUSÃO: O EFEITO DE
CUNHA NÃO PODE SER IGNORADO, SOB PENA DE COMPROMETER TODO
O OBJETIVO DE SE EVITAR A INTRUSÃO DO COMPARTIMENTO DOS
PASSAGEIROS.
O Projeto Impacto, nome que recebeu
a comissão, utilizou a lógica da engenharia, e consegui
resolver a parte técnica do problema, projetando alternativas
para o pára-choque atualmente utilizado: os pára-choques
articulado e o não-rígido. Até agora, porém, não houve interesse
em tornar a solução aceita e como implementação obrigatória
nos caminhões do país.
Os participantes do projeto mostram-se
indignados com o descaso das autoridades, da imprensa, das
indústrias automotivas, das organizações de defesa do consumidor,
das seguradoras e da classe jurídica, que há muitos anos
já estão cientes da gravidade do problema e de sua solução.
Apesar de todo o descaso, foram
aprovadas novas normas brasileiras de pára-choques traseiros
de caminhões. Embora não tenham força de lei, as normas
já são um grande passo na luta para a implementação de pára-choques
seguros. As novas normas foram acrescentadas a uma proposta
em preparação para uma nova resolução do Denatran. Elas
também deverão ser adotadas pelos países do Mercosul, Argentina,
Paraguai e Uruguai, o que demonstra a importância do trabalho
do Projeto Impacto.
Conheça esse importante trabalho
realizado pelos pesquisadores da Unicamp:
http://www.fem.unicamp.br/~impact/portugues.ht
Mais
Importante que Falar Inglês é Falar Bem Português
Tudo vai bem no encontro de
negócios até que aquele profissional superqualificado comenta
com os seus clientes: "Houveram dificuldades,
mas a nível de resultados a empresa é lucrativa."
Pronto. Apenas uma frase, com dois erros crassos de
português, é suficiente para fazer um estrago significativo,
mesmo em um currículo estrelado por PhDs ou MBAs.
O fato é que poucas
coisas comprometem mais a imagem de um profissional do que
demonstrar desconhecimento em relação à própria língua.
Falar ou escrever errado, cometendo deslizes gramaticais
freqüentes, é um fator que arranha a competitividade do
profissional - em entrevistas de emprego ou seleção, por
exemplo, significa vários pontos a menos na avaliação do
candidato. Para quem anda maltratando a língua pátria, uma
dica. "O idioma é uma ferramenta de trabalho essencial.
O erro de Português, além de vexatório, compromete a imagem
de qualidade que qualquer profissional precisa transmitir".
A língua portuguesa vem sendo vítima de um verdadeiro massacre.
Hoje não se cometem mais os erros de antigamente, uma
letra trocada ou um escorregão gramatical. São erros
profundos, de lógica, de absoluta falta de intimidade com
a língua pátria. O problema, tem raízes históricas.
Começa nas mudanças que atingiram a sociedade brasileira
principalmente a partir da década de 60, passa pelas falhas
na educação formal e resulta no quadro atual,em que o descuido
com a língua é flagrante, mesmo entre a parcela da população
com maior grau de instrução.
O reflexo pode ser visto também nas empresas e organizações.
Até profissionais capacitados cometem uma sucessão constrangedora
de erros de português. Há algo pior do que ouvir alguém
falando "houveram", "menas",
"perca", "possa ser" ou
a famigerada expressão "a nível de"?Embora
grave, o problema ainda não parece ter despertado a atenção
no ambiente corporativo. É comum que executivos
e profissionais dediquem parte do seu tempo a aulas de
inglês, informática, cursos de extensão e aperfeiçoamento,
mas poucos já incluem entre as atividades uma atualização
em língua portuguesa.
Naturalmente,
alguns setores empresariais já perceberam que um bom domínio
verbal é um diferencial de competitividade. Falar, escrever,
comunicar-se bem será, cada vez mais, uma exigência cotidiana.
Para quem quer começar,
a saída está ao alcance da mão. Ler bastante é a regra
principal. Além disso, há vários livros no mercado que
ajudam na tarefa de manter o português sempre em dia.
A Internet também
pode ser um bom ponto de partida. Há várias páginas na rede
que relacionam os erros mais comuns, dão dicas de redação
empresarial e facilitam a vida de quem deseja ter mais intimidade
com a nossa língua. Enfim, apenas mais cuidado
e atenção.
Novidade para
os carros: cinto de segurança inflável
Artigo desenvolvido pela BFGoodrich tem câmaras que
se enchem de ar em uma fração de segundo e distribuem melhor
a pressão da fita sobre o corpo
A empresa norte-americana BFGoodrich
está anunciando o desenvolvimento de um cinto de segurança
inflável que espera ver adotado em todos os carros, aviões,
trens e ônibus escolares nos próximos anos. O novo cinto
tem câmaras ao longo da faixa, que se inflam em uma fração
de segundo, assim como o air bag, firmando motorista e passageiros
no assento numa colisão ou capotamento.
Externamente o cinto é igual aos
outros, mas quando as câmaras são infladas ele se expande
cerca de 2,5 cm na espessura, distribuindo melhor a pressão
do cinto sobre o tórax e o abdome. Segundo a empresa, o
sistema foi desenvolvido a partir do escorregador inflável
usado em pousos de emergência.
A empresa está negociando com
as três maiores montadoras de automóveis do mundo
General Motors, Ford e DaimlerChrysler para fornecer
a elas seu cinto, o qual recebeu o nome comercial de Smart
Belt. O custo unitário é estimado em US$ 40.
A idéia é boa, desde que
se resolva o principal problema com cintos de segurança,
que é fazer as pessoas usá-los, comentou o especialista
norte-americano em segurança automotiva Ralph Hoar.
Mini-Baja:
Competição nacional foi realizada em São Paulo
Os
estudantes de Engenharia Mecânica mostraram seus dotes
Durante o Mês de
abril, no autodrómo internacional de Interlagos, em São
Paulo, foi realizada a competição nacional do Projeto Mini-Baja.
Durante todo o processo, estudantes dos cursos de Engenharia
Mecânica, se desdobram em mostrar na pista tudo que planejaram
em suas universidade e obterem o máximo em desempenho dos
seus projetos.
O Programa Mini Baja
da SAE que começou nos Estados Unidos em 1976 e logo se
difundiu pelo continente americano, chegando ao Brasil em
1995, reúne anualmente equipes de estudantes e professores
das mais renomadas escolas de engenharia do mundo.
Os mini-bajas são
carros especiais, desenvolvidos através de projetos técnicos
e acompanhamento da universidade, que visa proporcionar
ao estudante de engenharia mecânica, uma relação prática
da teoria desenvolvida dentro do centro acadêmico.
Na competição anual
e nacional organizada pela SAE, os estudantes colocam em
prática tudo que foi planejado e estudado. Esse ano os já
experientes estudantes da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, conseguiram o topo da competição com o veículo
denominado CAR-KARÁ 2;
Conheça o desenvolvimento
da UFRN - Estimulado pelo potencial que essa competição
representa, o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (DEM-UFRN), iniciou seu projeto
Mini Baja que disputou as provas a partir de 1996, criando
novos fatores de motivação acadêmica, onde os conhecimentos
ministrados nas diversas disciplinas do curso de graduação
são repassados de forma sistematizada, com objetividade
e possibilidade de aglutinação posterior.
Em 1997, a ABENGE-Associação Brasileira
do Ensino de Engenharia reconheceu a importância do programa
Mini Baja para o desenvolvimento do ensino de engenharia
no país. Além disso, o Projeto da UFRN está sendo apoiado
pelo PRODENGE-REENGE, em razão de sua sintonia com os objetivos
desse Programa.
A motivação do corpo discente,
diante da aprendizagem aplicada que o projeto Mini Baja
proporciona, foi reconhecida por outros professores que
intensificaram o uso de estudos aplicados e atividades interdisciplinares,
dando maior ênfase a simulações em busca de soluções para
problemas reais de engenharia.
O Projeto Mini Baja da UFRN
O Departamento de Engenharia Mecânica
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DEM-UFRN),
encampou o projeto Mini-Baja em 1995. Das três competições
nacionais de Mini-Baja que disputaram, as equipes da UFRN
ocuparam sempre posições de destaque, chegando ao pódium
da competição por duas vezes.
Em 1996, a equipe Dragões do Sol/UFRN foi a melhor classificada
entre as equipes estreantes. Em 1997, a Universidade participou
com três equipes, tendo a equipe Dragões do Sol conquistado
o 3º lugar com um novo projeto.
Em 1998, veio a consagração do projeto Mini-Baja da UFRN.
A equipe Car-Kará/UFRN após vencer a IV competição SAE BRASIL
de Mini-Baja em Interlagos/SP, conquistou o título, inédito
para o Brasil, de campeã nos Estados Unidos da Midwest/98,
numa disputa com as 86 equipes participantes.
Ao todo foram desenvolvidos 05 veículos Mini-Baja na UFRN
envolvendo cerca de 60 alunos de graduação em Engenharia
Mecânica.
| Pontuação Final
da Competição Nacional |
| Nº |
Equipe |
Dinâmicas |
Estáticas |
TOTAL |
Classificação |
| 31 |
CAR-KARA
2 |
391,28 |
314,50 |
705,78 |
1 |
| 6 |
BAJA FEI
1 |
344,63 |
327,58 |
672,20 |
2 |
| 23 |
BUGUE DO
MILENIO |
345,44 |
312,45 |
657,89 |
3 |
| 2 |
MINI BALA |
316,06 |
336,35 |
652,41 |
4 |
| 22 |
MOTOSERRA |
335,83 |
312,75 |
648,58 |
5 |
| 1 |
VENTO SUL |
340,87 |
281,25 |
622,12 |
6 |
| 39 |
VITORIA BAJA |
360,58 |
258,30 |
618,88 |
7 |
| 11 |
OTTO BOYS |
344,03 |
268,50 |
612,53 |
8 |
| 5 |
ENGEMEC |
343,76 |
244,50 |
588,26 |
9 |
| 60 |
ULBRA RACER |
354,04 |
201,50 |
555,54 |
10 |
| 63 |
MANGUE BAJA
- UFPE |
108,08 |
196,75 |
304,83 |
36 |
| Para
maiores informações, visite o site da SAE
www.saebr.org.br |
Visite
os sites das equipes:
www.cefet-rj.br/mini/baja.htm
http://www.geocities.com/Baja/Desert/5500/index.html
http://www.geocities.com/SunsetStrip/Alley/2117/fejbaja.htm
http://sites.uol.com.br/hacc/
http://www.geocities.com/Baja/Mesa/9877/
http://www.ufes.br/~vitbaja/
http://www.mach1baja2000.homepage.com/
http://koiter.mecanica.ufrgs.br/~baja/index.html
http://ventosul.homepage.com/
http://www.enm.unb.br/baja/index.html
http://www.fem.unicamp.br/Baja.htm
http://www.eesc.sc.usp.br/minibaja/index.html
|
Astra é pioneiro em
eixo
Adoção do eixo de torque neutro
A família
Astra, que recentemente ganhou mais um filho - uma série
em homenagem aos 500 anos do Descobrimento do Brasil (foto)
-, é a pioneira, segundo a General Motors, na adoção do
eixo de toque neutro no Brasil (os coxins de sustentação
do motor, posicionados no seu eixo de rolamento, permitem
funcionamento sem transmitir vibrações para o interior do
automóvel, proporcionando maior conforto ao dirigir).
A mais
recente novidade da linha, o Astra 500, conta com sensor
de detonação, que permite ao motor funcionar sempre com
avanço ideal de centelha, levando a um menor consumo e melhor
dirigibilidade.
Resumo dos Principais Aços
para Construção Mecânica
1010 - Aço ao
carbono sem elementos de liga, para uso geral, usado em
peças mecânicas, peças dobradas, partes soldadas, tubos
e outras aplicações.
1020 - Aço ao
carbono, de uso geral, sem elementos de liga usado em peças
mecânicas, eixos, partes soldadas, conformadas ou cementadas,
arames em geral, etc.
1045 - Aço com
teor médio de carbono, de uso geral em aplicações que exigem
resistência mecânica superior ao 1020 ou têmpera superficial
(em óleo ou água), usados em peças mecânicas em geral.
1212- Fácil de
ser usinado, oferecendo um bom acabamento superficial, contudo,
é de difícil soldabilidade exceto mediante a uso de eletrodos
de baixo teor de hidrogênio. Como exemplo, E6015 (AWS).
Usa-se comumente na fabricação de porcas, parafusos, conexões
e outros produtos que necessitam de alta usinabilidade,
porém não devem ser utilizados em partes vitais de máquinas
ou equipamentos que estejam sujeitos a esforços severos
ou choques.
12L14 - Idêntico
às características do 1212 com exceção da usinabilidade,
onde apresenta capacidade superior a 60% em relação ao 1212.
12T14
- Idêntico às características do 1212 com exceção da usinabilidade,
onde apresenta capacidade superior a 100% em relação ao
1212. Apresenta algumas melhorias em trabalhos que necessitem
de compressão, como por exemplo, roscas laminadas ou partes
recartilhadas em relação ao 1212 e 12L14.
8620 -
Aço cromo-niquel-molibdênio. usado para cementação na fabricação
de engrenagens, eixos, cremalheiras, terminais, cruzetas,
etc., (limite de resistência do núcleo: entre 70 e 110 Kgf/mm2).
8640 - Aço cromo-níquel-molibdênio
de média temperabilidade, usado em eixos, pinhões, bielas,
virabrequins, chavetas e peças de espessura média.
4320 - Aço cromo-níquel-molibdênio
para cementação que alia alta temperabilidade e boa tenacidade,
usado em coroa, pinhões, terminais de direção, capas de
rolamentos, etc., (limite de resistência do núcleo: entre
80 -120 Kgf/mm2).
4340 - Aço cromo-níquel-molibdênio
de alta temperabilidade, usado em peças de seções grandes
como eixos, engrenagens, componentes aeronáuticos, peças
para tratores e caminhões, etc.
5140- Aço cromo-manganês
para beneficiamento, de média temperabilidade, usado em
parafusos, semi-eixos, pinos, etc.
5160 - Aço cromo-manganês
de boa tenacidade e média temperabilidade, usado tipicamente
na fabricação de molas semi-elípticas e helicoidais para
veículos.
6150- Aço cromo-vanádio
para beneficiamento que apresenta excelente tenacidade e
média temperabilidade sendo usado em molas helicoidais,
barras de torção, ferramentas, pinças para máquinas operatrizes,
etc.
9260 - Aço de
alto teor de silício e alta resistência usado em molas para
serviço pesado como tratores e caminhões.
52100- Aço gue
atinge elevada dureza em têmpera profunda, usado tipicamente
em esferas, roletes e capas de rolamentos e em ferramentas
como estampos, brocas, alargadores, etc.
|