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Edição 08 - Agosto de 2000
Conteúdo básico
Manutenção
preventiva: novas dicas
Atualmente, é essencial a manutenção
do veículo para seu total funcionamento.
A responsabilidade pelo bom funcionamento
de um automóvel depende também da atenção
dispensada a itens que podem ser avaliados preventivamente
pelo próprio dono do carro. Podemos tomar como exemplo
a checagem dos fusíveis e do nível de água
da bateria, que evita panes no sistema elétrico e
afasta a possibilidade de o usuário ficar na mão
em uma estrada, por exemplo.
Vários itens devem ser
checados por um profissional especializado, como os sistemas
de suspensão e rodas e o motor. O conselho é
que o consumidor sempre mantenha o mesmo mecânico
para cuidar de seu carro, pois esse profissional saberá
exatamente quais os problemas que podem afetar seu funcionamento
e criar uma agenda de serviços de prevenção.
Confira a seguir alguns itens que fazem parte da manutenção
preventiva:
Freios
Esse é um item fundamental de segurança.
"É aconselhável que, a cada 10 mil km,
o proprietário procure seu mecânico para checar
as pastilhas e o disco, conforme orientação
do fabricante.
Suspensão e rodas
Os amortecedores e as molas devem ter seu funcionamento
observado a cada 10 mil km, e sua troca deve acontecer,
preventivamente, a cada 40 mil km. Já pivôs,
buchas e terminais devem ser checados a cada 40 mil km e
é importante observar possíveis folgas e vazamentos.
No caso de vazamento nas coifas das juntas homocinéticas
é aconselhável que a coifa seja substituída
imediatamente. Caso contrário, deve se observar a
cada 10 mil km.
Transmissão e câmbio
O sistema de embreagem deve ser avaliado a cada 20
mil km e verificados folgas e sistema de acionamento. Se
o motorista do veículo sentir uma resistência
ao acionamento da embreagem, deve levar o veículo
ao mecânico para verificação do estado
do acionamento da embreagem. Caso contrário, deve
ser checado a cada 20 mil km.
Alimentação de
combustível
Para evitar falhas como perda de potência ou
consumo excessivo de combustível, o proprietário
do veículo deve checar, com seu mecânico, itens
como velas, carburador, válvulas injetoras, filtro
de combustível, filtro de ar, sistema de injeção
eletrônica, flexíveis e mangueiras e os cabos
do acelerador.
Ar condicionado
Cheque o sistema de ar-condicionado para evitar mau
cheiro no interior do veículo. Esse odor é
causado pela condensação de umidade. A recomendação
é que, a cada dois meses e principalmente no inverno,
o usuário ligue o sistema juntamente à ventilação
quente por 15 minutos.
É importante que tanto
o consumidor quanto o setor de reparação de
veículos entendam a importância do conceito
de manutenção preventiva. A sua realização
garante a vida do usuário e dos ocupantes do veículo,
além de evitar gastos excessivos com reparos. O diagnóstico
precoce de uma coifa rasgada, por exemplo, custa cerca de
R$ 20,00. Caso a coifa seja contaminada, o consumidor gastará,
pelo menos, R$ 150,00 entre a troca da coifa, o guincho
e a oficina.
Comportamento do carro denuncia
eventuais falhas
Excesso de oscilação da carroceria e
chiados durante a frenagem podem ajudar o motorista a identificar
onde está a origem dos problemas
Nem tudo pode ser feito na garagem.
Se o conserto precisar de maior conhecimento técnico
ou ferramental específico, não hesite em consultar
um especialista.
Freios Segundo o engenheiro
mecânico Rubens Venosa, o item de segurança
máxima são os freios. Pastilhas, discos
e lonas não podem estar desgastadas e muito menos
o fluido vazando. Se o veículo tiver mais de
35 mil km ou um ano de uso e a luz do painel acesa, o fluido
deve ser trocado. Ruídos durante a frenagem ou pedal
sem firmeza podem indicar problemas.
Bateria As não-seladas
exigem reposição de água destilada.
Se houver formação esbranquiçada nos
terminais, solte-os, limpe toda a sujeira e aperte novamente
os cabos.
Direção A
caixa de direção não pode ter folgas.
Se o carro puxar para um dos lados, calibre
os pneus. Se a falha persistir, faça o alinhamento.
Suspensão Comportamento
anormal em curvas, excesso de oscilação da
carroceria e barulhos vindos das partes inferiores do carro
podem ser sintomas de problemas com amortecedores.
Pneus Calibre-os enquanto
estiverem frios, sem se esquecer do estepe. Se for viajar
com o carro lotado, veja no manual se o fabricante recomenda
pressão maior para essas situações.
Atente também para o degaste da banda de rodagem.
Pneus carecas são perigosos e proibidos.
A falha é passível de multa, ou mesmo de interrupção
de viagem. Pior que isso, porém, é correr
risco de acidente. Pneus com sulcos reduzidos oferecem menos
estabilidade e aumentam o risco de aquaplanagem (situação
em que o carro flutua acima de uma lâmina
de água sobre a pista). Os pneus têm um índice
de desgaste, denominado TWI (limite internacional de segurança).
Trata-se de um ressalto na parte inferior dos sulcos. Quando
ele chegar à superfície da banda, deve ser
trocado. Recomenda-se a substituição quando
o sulco atingir o limite de 1,6 mm de profundidade. Se o
desgaste for irregular, pode evidenciar problema com a geometria
da suspensão (alinhamento e cambagem).
Velas Verifique o desgaste
e, se necessário, troque. Pelo estado da vela
podemos saber como está o motor, afirma o mecânico
Fábio Fukuda.
Filtros É aconselhável
trocar o filtro de combustível a cada 10 mil km.
O de ar permite limpeza antes de pedir troca.
Correias e mangueiras As
correias têm de estar em boas condições.
O manual informa a quilometragem indicada para troca. Quanto
às mangueiras, as borrachas não devem estar
ressecadas, o que causa rachaduras e vazamentos.
Será
o fim das oficinas de 'fundo de Quintal'?!
Abertura de mercado e desenvolvimento tecnológico
profissionalizam assistência técnica dos veículos
Está ficando para trás
o tempo em que o mecânico identificava problemas no
veículo através da audição,
quando ele pedia para o motorista ligar o carro, depois
encostava o ouvido na lataria e dizia qual o defeito só
pelo ronco do motor.
Estamos na era da globalização
e da modernidade, onde os automóveis não têm
nacionalidade e as fábricas automotivas desenvolveram
tecnologias de ponta. Diante dessa abertura de mercado e
do avanço tecnológico, as oficinas mecânicas
autorizadas se fortificaram e as de "ponta de rua"
estão fechando suas portas.
No lugar das oficinas instaladas
em garagens insalubres com paredes cheias de fotografias
ou a céu aberto, mecânicos sujos, ferramentas
e pneus velhos amontoados, surgem as oficinas autorizadas,
que recebem todo o suporte das montadoras e onde as palavras
de ordem são limpeza, organização
e qualidade.
Nas oficinas autorizadas, além
do trabalho de funcionários com especialidades, treinados
na própria fábrica, passam a funcionar equipamentos
computadorizados como as estações de diagnósticos,
que detectam qualquer problema no veículo e impedem
que os motoristas sejam enganados quanto aos problemas do
carro.
Além das estações
de diagnósticos, muitos dos consertos necessitam
de auxílio do computador. Um exemplo é o alinhamento
e balanceamento de rodas, que também são computadorizados.
Atualmente, nada é mais a mesma coisa depois da
injeção eletrônica. E não
é qualquer mecânico que pode mexer nos veículos,
principalmente os importados.
Com todos esses avanços,
você deve estar se questionando: "E o preço?"
Geralmente os proprietários reclamam dos preços
altos cobrados pelas oficinas autorizadas, enquanto nas
de "ponta de rua" ele é bem mais em conta.
Questionado sobre isso, os concessionários,
dizem que o valor cobrado pelo serviço é compatível
com a qualidade do trabalho prestado. Além de boas
instalações e pessoal especializado, o cliente
tem segurança, o que justificaria o valor cobrado.
Vantagens das oficinas autorizadas
Instalações limpas
Comodidade
Mecânicos qualificados
Ferramentas especiais
Sistema computadorizado
Peças genuínas
Segurança
Garantia dos serviços
Facilidades de pagamento
Tecnologia: cabine de pintura
a gás
Outro exemplo do avanço
da assistência técnica está na pintura.
O que antes era realizado a céu aberto sem nenhum
cuidado com o meio ambiente, inclusive com o homem, atualmente
é feito em local reservado, com tintas à base
de água - menos poluente, e com técnicos especializados.
Outro desenvolvimento no setor
de pintura é a proteção anti-estática,
que é uma proteção que ajuda a fixar
as partículas de tinta no veículo, evitando
que elas fiquem no ar, ameaçando o meio ambiente.
'Clínica de veículos'
Se as pessoas freqüentam
clínicas médicas para corrigir algum problema,
os veículo também merecem ter a sua clínica.
A clínica se sobressai pela limpeza e rapidez no
atendimento oferecidos aos clientes, que ganham tempo e
mais comodidade.
No lugar reservado para a clínica
de veículos, onde são realizados serviços
como alinhamento, balanceamento, troca de óleo, os
mecânicos trabalham de uniformes brancos, sujos apenas
com algumas manchas (também, seria impossível
trabalhar em uma oficina sem se sujar). Para chamar atenção
dos funcionários quanto à limpeza do uniforme,
existem espelhos ao lado de todas a portas da oficina com
a frase: "Olhe como você está".
Rapidez - Quanto aos tempo
dos serviços prestados, a maioria dos funcionários
seguem normas já estabelecidas pela própria
fábrica, que determina o tempo para concluir o serviço.
Se ele é ultrapassado, não se cobra pelas
horas trabalhadas a mais.
Aprenda a se
defender melhor no trânsito urbano
Mais uma vítima de trânsito.
Veículo desgovernado colide com caminhão
e mata uma família. Nevoeiro provoca
colisão de veículos e congestiona trânsito.
Estas são algumas das informações sobre
a violência no trânsito veiculadas nos jornais
diários.
De acordo com pesquisas, mais
de 90% dos acidentes no trânsito são causados
por falhas humanas, seguidas de condições
externas ao veículo e ao motorista, como estado da
via, sinalização insatisfatória, condições
de tempo e falhas técnicas. Para superar algumas
deficiências e driblar certos problemas, vale a pena
conhecer algumas dicas de direção defensiva
que podem ajudar a evitar acidentes e salvar vidas.
A maioria dos acidentes ocorre
durante uma ultrapassagem, uma manobra arriscada que exige
muitos cuidados. Ao ultrapassar, avalie a velocidade do
veículo que será ultrapassado e o espaço
disponível para a ultrapassagem. Certifique-se de
que o carro à frente está lhe favorecendo
a ultrapassagem e sinalize sua intenção. Se
a faixa contrária estiver livre, vá em frente,
mantendo-se nela o tempo necessário para ultrapassar,
retornando à direita assim que puder.
Não ultrapasse em curvas,
túneis, viadutos, subidas, descidas, cruzamentos
e onde a sinalização for com linha contínua.
Ao ultrapassar um veículo, você poderá
ultrapassar a barreira da morte. Em caso de dúvida,
não arrisque, espere outra chance.
Neblina: perigo à frente
Durante o Inverno e o Outono,
estradas são invadidas pela neblina, que exige dos
motoristas mais atenção. Quando a neblina
estiver muito forte, impedindo a visibilidade, o melhor
é esperar no acostamento. Não se esqueça
de ligar o pisca-alerta e sinalizar a área com o
triângulo a uns cinqüenta metros de distância
do veículo.
Se não houver acostamento,
prossiga a viagem. No entanto, redobre a atenção,
utilizando faróis baixos e uma velocidade reduzida.
Nunca ligue o pisca-alerta com o carro em movimento.
Deixe à mão um pano
ou flanela limpos para desembaçar o pára-brisa.
Evite passar a mão, que pode engordurar o vidro e
piorar o problema. Há no mercado diversos sprays
antiembaçantes à venda em supermercados, postos
de abastecimento e lojas de autopeças.
Antes de qualquer viagem, verifique
se os faróis estão bem regulados; se as lanternas
traseiras e luzes de freios estão funcionando. O
motorista é responsável pelas falhas técnicas
que o veículo apresentar, cabendo a ele conservar
o automóvel em perfeito estado, realizando manutenção
periódica.
As lanternas, os faróis,
a direção, os pneus, os freios, o limpador
de pára-brisas, a suspensão e buzina são
itens importantes para praticar uma direção
defensiva. Se eles apresentarem algum defeito, podem prejudicar
ou impedir o controle em uma situação de emergência,
colocando em risco a sua vida e a de outras pessoas.
Cuidados para não derrapar
No caso de pistas derrapantes,
o certo a fazer é diminuir a velocidade. Se o carro
derrapar, o motorista vai precisar saber se o carro é
do tipo que sai de frente ou de traseira
para saber como agir. Um carro com proporções
de peso maior na frente (motor, câmbio, diferencial,
tração), geralmente sai de frente.
Neste caso, a correção da derrapagem se faz
tirando o pé do acelerador e conservando o volante
virado para dentro da curva até retomar o controle
do veículo.
Se o peso do carro está
concentrado atrás, ele tenderá a sair de traseira.
A alternativa nesta caso é manter a aceleração
e virar o volante para fora da curva até corrigir
a derrapagem.
Radar móvel
tirará foto de carro multado
A partir de 1.º de janeiro de 2001, as multas por
excesso de velocidade aplicadas por radares móveis
somente terão validade com a fotografia do carro
infrator. Esses radares são instalados em carros
das polícias rodoviárias. A medida foi aprovada
na reunião do Conselho Nacional de Trânsito
(Contran).
O diretor substituto do Departamento
Nacional de Trânsito, Carlos Morales, revelou que
a exigência da fotografia foi aprovada porque eram
freqüentes as reclamações de motoristas
contra as multas de radares móveis. A foto acabará
com dúvidas quando houver dois carros na pista: um
em alta velocidade e, na faixa do lado, outro dentro dos
limites permitidos. "Sem o dispositivo, o radar pode
estar apontado para um veículo e o registrar o outro",
admitiu Morales.
A exigência somente não
foi adotada de imediato para dar tempo às polícias
de fazer licitações para compra do novo equipamento,
ou adaptação do já existente. As polícias
rodoviárias possuem aparelhos em perfeita condição
de uso, diz Morales. Segundo suas projeções,
somente a PRF gastará R$ 25 milhões para trocar
os equipamentos. Desse total, R$ 20 milhões seriam
empregados na compra dos aparelhos de radar acoplados a
um sistema fotográfico. Outros R$ 5 milhões
referem-se ao valor dos equipamentos em perfeitas condições
que precisarão ser aposentados.
Saiba o significado
dos logotipos que batizam os carros
Montadoras colocam nos veículos nomes de países,
de animais e até mesmo os símbolos da astrologia
Futuros papais e mamães,
quando fazem planos de ter seus filhos, já começam
a pensar com cuidado nos seus nomes prediletos até
chegarem a um consenso. Com os automóveis, o processo
é ainda mais complicado. Além de envolver
um número bem maior de criadores que irão
sugerir e pesquisar até chegar a um denominador comum,
o nome do carro sempre tem um significado histórico,
geográfico e até mitológico, que pode
cair nas graças do consumidor e ter uma longa e vantajosa
vida comercial.
Com certeza, você já
deve ter se perguntado: o que as palavras Brava e Tempra
têm a ver com a estética dos respectivos veículos?
Bem, para a Fiat, significa muita coisa. Brava vem do italiano,
que tem a conotação de competente, capaz.
O feminino é porque, na Itália, o automóvel
é tratado como la macchina. Já o Tempra é
ligado a temperamento, com referência à forte
personalidade estilística do modelo, além
da referência ao tratamento de têmpera que confere
ao aço de maior dureza.
Já o nome Palio vem de
um prêmio tradicional dadoao vencedor de uma disputa
de cavalos de origem medieval, realizada ainda nos dias
atuais na cidade italiana de Siena. A propósito,
a cidade sede desta competição já explica
também a origem do nome do sedan da Fiat. O mesmo
significado geográfico tem o nome da perua Elba,
que é uma referência a ilha de Elba, na Itália.
Já o Uno tem um sentido mais óbvio. Significa
primeiro, o único dentro de um novo conceito de projetos
de automóveis pequenos.
Na década de 80, dois nomes
podiam soar estranho nos ouvidos dos consumidores. O 147
e o Oggi. O primeiro era o número de projeto do modelo,
pois até a década de 70 a Fiat indentificava
os seus carros através de números. O Oggi,
no entanto, era um modelo diferente e o objetivo do nome
(de origem italiana, obviamente) seria de mostrar a atualidade
do modelo.
Diversidade - A Ford, no entanto,
diversifica bastante a origem dos nomes dos seus carros.
A Ranger, por exemplo, vem do inglês e significa patrulheiro,
definindo as aplicações da picape com versatilidade
para trabalhar em asfalto ou terra. Já o Fiesta é
espanhol e significa festa. O curioso é que, nos
Estados Unidos, para se adequar à pronúncia
local, adotou-se o nome Festiva. Do mesmo país veio
o nome Mondeo, que é uma corruptela do francês
monde (mundo). A criação serviu para facilitar
a pronúncia em vários países e ser
o carro mundial da Ford. Da astronomia veio Taurus, que
é a constelação de Tauro, ou de Touro,
em português. A Ford foi buscar o nome Ka na mitologia
egípcia, que significa o espírito que se aloja
nas pessoas para garantir força.
nacional- Já a Volkswagen
recebeu influência brasileira para batizar alguns
dos seus rebentos. O eterno e querido Fusca, que foi lançado
em 1959, surgiu com o nome Volkswagen, mas como ele caiu
no agrado dos brasileiros, o carro passou a ser chamado
de Volks e, em seguida, Fusca, que foi adotado oficialmente
pela montadora em 1983. A Brasília nem precisa de
muita explicação. O automóvel recebeu
esse nome como uma homenagem à Capital Federal. A
Parati é relacionada a cidadehistórica localizada
no Rio de Janeiro.
Há também nomes
ligados à animais e outros com mais de um significado.
O Apollo tem relação com o mais belo dos deuses
grego e também com a nave espacial norte-americana.
Já a Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug,
que quer dizer combinação do espaço
para carga e passeio.
A
época é de tomar choques no carro. Mas dá
para evitar
A baixa umidade do ar no inverno faz a eletricidade
estática se acumular no ocupante do veículo.
Veja como pelo menos reduzir o problema
Inverno é época de tomar choque ao sair do
carro. Com a baixa umidade do ar, a eletricidade estática
criada enquanto o veículo está em movimento
só se descarrega quando se sai do veículo.
E aparece na forma de choques, que podem até mesmo
gerar faíscas.
A
intensidade varia de acordo com características físicas
e de fatores externos. De acordo com a Associação
Brasileira de Medicina e Acidentes no Tráfego (Abramet),
pessoas que transpiram muito ficam mais expostas às
descargas, pois os sais mineirais, condutores de eletricidade,
são expelidos na transpiração.
Os
tecidos dos bancos e das roupas também são
fatores determinantes, mas há maneiras de evitar
o desconforto: antes de sair do veículo, segure alguma
parte da lataria, como a porta, e só retire a mão
dali quando o pé estiver no chão.
Outra solução é
evitar roupas de tecido sintético e sapatos com sola
de borracha, que é isolante elétrico.
"Espelho
mágico" vira centro de informações
nos automóveis
Retrovisores agrupam com vantagem diversos equipamentos
eletrônicos
Zeeland, Michigan, EUA - Conversar
com espelhos em breve deixará de ser cena comum apenas
em contos de fadas (e bruxas). A empresa norte-americana
Gentex está desenvolvendo espelhos retrovisores para
automóveis que funcionam como verdadeiros portais,
reunindo telefone celular, antenas, localizadores via satélite,
microprocessadores e o que mais a imaginação
conceber.
"O retrovisor é um
ótimo lugar para instalar uma vasta gama de equipamentos",
explica Ken La Grand, vice-presidente da Gentex, empresa
especializada em espelhos automáticos, que reduzem
sua luminosidade quando iluminados pelos faróis dos
carros de trás. Os fabricantes de carros estão
começando a usar o retrovisor como um módulo
eletrônico integado".
Devido à sua posição
no pára-brisa, os retrovisores estão expostos
diretamente ao céu, o que favorece a colocação
de antenas, equipamentos sem fio e receptores. Outra virtude
dos espelhos é a possibilidade de serem instalados
em diferentes modelos de carros sem necessidade de dispendiosas
transformações nos painéis de instrumentos
nem em consoles de teto.
Para os motoristas, interagir
com o espelho retorvisor é uma atitude natural, diminuindo
os períodos de desvio de atenção da
estrada necessários para consultar instrumentos no
painel ou console, por exemplo.
A Gentex já fornece espelhos
"interativos", com telefones celulares, microfones,
sistemas de alerta e outros equipamentos para 14 modelos
de carros americanos.
Técnicas
aperfeiçoam movimentos ao volante
A direção defensiva é muito importante
para garantir a segurança do motorista nas ruas e
estradas
O trânsito não está
para brincadeiras. Quem quer se manter vivo na "batalha
automotora" deve dirigir com cuidado e ter domínio
sobre o veículo. E para controlar melhor o carro
existem técnicas que permitem aperfeiçoar
os movimentos ao volante, visando proporcionar menor esforço
para o motorista e maior rapidez em situações
de emergência.
A primeira técnica para
realizar uma direção segura é, ao assumir
o volante, o motorista deve ajustar os retrovisores externos
e o interno, ajustar o banco e o volante, corrigindo a postura,
um fator importante para dirigir bem e confortavelmente.
Àqueles motoristas que
gostam de reclinar a poltrona e dirigir como se estivessem
deitados, levantem o encosto do assento e consertem-se.
As costas e as pernas devem se acomodar bem ao banco, dando
boa visibilidade para quem guia o veículo e espaço
suficiente para realizar manobras. A posição
ideal para as pernas e os braços é nem tão
esticados e nem tão dobrados ou próximos ao
volante (os braços).
Para corrigir a posição
incorreta das pernas, regule o banco e, com a embreagem
pisada até o fundo, sinta o joelho levemente dobrado.
Além de cansar menos, a posição é
mais segura, caso ocorra uma colisão. Se o joelho
estiver muito esticado, ele pode ser quebrado violentamente
na batida. Dobrado, a tendência é encolher.
Braços - O mesmo
acontece com os braços. É preciso não
esticar demais, por conforto e segurança. Para achar
uma posição ideal, encoste bem a coluna no
banco. Estique o braço até que o pulso se
apoie na parte superior do aro do volante. Assim, quando
você agarrá-lo, o braço estará
levemente flexionado. As costas não devem desencostar
do banco.
Com relação às
mãos, é preciso saber posicioná-la
ao volante. O ideal é dirigir na posição
"10 para as 2", como marca as horas no relógio.
É a maneira menos cansativa e mais rápida
de conseguir realizar as manobras, principalmente em curvas
acentuadas.
Algumas manias devem ser evitadas,
como a de apoiar o cotovelo na janela ou no apoio de braço
lateral. Não descanse o pé sobre a embreagem,
pois isso desgasta rapidamente o sistema. Também
não ponha o braço para fora da janela (você
pode ficar sem ele) e, em uma situação de
emergência, as mínimas frações
de segundo são fundamentais para o seu reflexo.
Essas técnicas de aperfeiçoar
os movimentos ao volante, se seguidas, podem favorecer uma
direção sem transtornos e algum relaxamento
ao fim do atribulado dia no trânsito urbano.
Direção
tranqüila - Carros que voam. Estacionamentos a
100 metros do chão. Postos de gasolina que reabastecem
os automóveis em estações flutuantes,
muito acima dos edifícios.
Nos anos 60 e 70, era essa a
imagem que o cinema e a televisão projetavam para
o futuro do automóvel. Lembra-se? Os Jetsons se locomoviam
a bordo de carros voadores. Num grande sucesso do cinema
dos anos 80, Blade Runner, os veículos também
seguiam viagem trafegando por cima das cidades.
As previsões não
se confirmaram. Lugar de carro é, e continuará
sendo, em terra firme, como indicam as novas tecnologias
que estão sendo embarcadas em quatro rodas.
A preocupação central
das montadoras, hoje, é com o conforto e a segurança
de motoristas e passageiros. Para isso, utilizam os recursos
que nasceram com a informática e a robótica.
A Mercedes-Benz, a General Motors
e a Ford desenvolvem, na Alemanha e nos Estados Unidos,
modelos com presença intensiva de microprocessadores
para tornar o ato de dirigir menos tenso.
Um dos novos modelos da Mercedes,
o Classe S, mantém distância segura do carro
à frente. Aposta-se, a médio prazo, em carros
sem motoristas. Em 1997, em San Diego, na Califórnia,
testou-se pela primeira vez a auto-estrada automatizada,
na qual os veículos rodaram com a ajuda de sensores
magnéticos colocados sob a pista e ondas de rádio
às margens da rodovia.
Na área de energia, desenvolvem-se
os chamados motores híbridos, que misturam gasolina
ou diesel com eletricidade.
Carro
poderá ter abastecimento domiciliar
Londres - O futuro do carro poderá ser revolucionado
por um projeto que prevê o abastecimento domiciliar
de gás como forma alternativa de combustível,
de acordo com a empresa exploração e produção
de gás britânica British Gas International.
Segundo o jornal Financial Times,
após dez anos de pesquisas e projetos-piloto, a BG
desenvolveu uma tecnologia que permite aos motoristas reabastecer
os seus veículos movidos a gás em suas casas.
O novo sistema deverá ser implantado na Grã-Bretanha
nos próximos três anos. Outros países,
como Argentina, Índia e Egito também contarão
com a novidade.
Executivos graduados da BG estão
em São Paulo esta semana para negociar a implantação
do sistema no Brasil. "Encaramos isso como uma revolução
na distribuição de combustíveis",
afirmou Michael Kesztenbaum, vice-presidente de produtos
para consumo da BG International. "Poderemos até
assegurar que os motoristas não terão nunca
mais de ir a um posto de gasolina."
S
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