Mecânica Online
Edição 08 - Agosto de 2000
Conteúdo básico

Manutenção preventiva: novas dicas
Atualmente, é essencial a manutenção do veículo para seu total funcionamento.

A responsabilidade pelo bom funcionamento de um automóvel depende também da atenção dispensada a itens que podem ser avaliados preventivamente pelo próprio dono do carro. Podemos tomar como exemplo a checagem dos fusíveis e do nível de água da bateria, que evita panes no sistema elétrico e afasta a possibilidade de o usuário ficar na mão em uma estrada, por exemplo.

Vários itens devem ser checados por um profissional especializado, como os sistemas de suspensão e rodas e o motor. O conselho é que o consumidor sempre mantenha o mesmo mecânico para cuidar de seu carro, pois esse profissional saberá exatamente quais os problemas que podem afetar seu funcionamento e criar uma agenda de serviços de prevenção. Confira a seguir alguns itens que fazem parte da manutenção preventiva:

Freios
Esse é um item fundamental de segurança. "É aconselhável que, a cada 10 mil km, o proprietário procure seu mecânico para checar as pastilhas e o disco, conforme orientação do fabricante.

Suspensão e rodas
Os amortecedores e as molas devem ter seu funcionamento observado a cada 10 mil km, e sua troca deve acontecer, preventivamente, a cada 40 mil km. Já pivôs, buchas e terminais devem ser checados a cada 40 mil km e é importante observar possíveis folgas e vazamentos. No caso de vazamento nas coifas das juntas homocinéticas é aconselhável que a coifa seja substituída imediatamente. Caso contrário, deve se observar a cada 10 mil km.

Transmissão e câmbio
O sistema de embreagem deve ser avaliado a cada 20 mil km e verificados folgas e sistema de acionamento. Se o motorista do veículo sentir uma resistência ao acionamento da embreagem, deve levar o veículo ao mecânico para verificação do estado do acionamento da embreagem. Caso contrário, deve ser checado a cada 20 mil km.

Alimentação de combustível
Para evitar falhas como perda de potência ou consumo excessivo de combustível, o proprietário do veículo deve checar, com seu mecânico, itens como velas, carburador, válvulas injetoras, filtro de combustível, filtro de ar, sistema de injeção eletrônica, flexíveis e mangueiras e os cabos do acelerador.

Ar condicionado
Cheque o sistema de ar-condicionado para evitar mau cheiro no interior do veículo. Esse odor é causado pela condensação de umidade. A recomendação é que, a cada dois meses e principalmente no inverno, o usuário ligue o sistema juntamente à ventilação quente por 15 minutos.

É importante que tanto o consumidor quanto o setor de reparação de veículos entendam a importância do conceito de manutenção preventiva. A sua realização garante a vida do usuário e dos ocupantes do veículo, além de evitar gastos excessivos com reparos. O diagnóstico precoce de uma coifa rasgada, por exemplo, custa cerca de R$ 20,00. Caso a coifa seja contaminada, o consumidor gastará, pelo menos, R$ 150,00 entre a troca da coifa, o guincho e a oficina.

Comportamento do carro denuncia eventuais falhas
Excesso de oscilação da carroceria e chiados durante a frenagem podem ajudar o motorista a identificar onde está a origem dos problemas

Nem tudo pode ser feito na garagem. Se o conserto precisar de maior conhecimento técnico ou ferramental específico, não hesite em consultar um especialista.

Freios – Segundo o engenheiro mecânico Rubens Venosa, o item de segurança máxima são os freios. “Pastilhas, discos e lonas não podem estar desgastadas e muito menos o fluido vazando.” Se o veículo tiver mais de 35 mil km ou um ano de uso e a luz do painel acesa, o fluido deve ser trocado. Ruídos durante a frenagem ou pedal sem firmeza podem indicar problemas.

Bateria – As não-seladas exigem reposição de água destilada. Se houver formação esbranquiçada nos terminais, solte-os, limpe toda a sujeira e aperte novamente os cabos.

Direção – A caixa de direção não pode ter folgas. Se o carro “puxar” para um dos lados, calibre os pneus. Se a falha persistir, faça o alinhamento.

Suspensão – Comportamento anormal em curvas, excesso de oscilação da carroceria e barulhos vindos das partes inferiores do carro podem ser sintomas de problemas com amortecedores.

Pneus – Calibre-os enquanto estiverem frios, sem se esquecer do estepe. Se for viajar com o carro lotado, veja no manual se o fabricante recomenda pressão maior para essas situações. Atente também para o degaste da banda de rodagem. Pneus “carecas” são perigosos e proibidos. A falha é passível de multa, ou mesmo de interrupção de viagem. Pior que isso, porém, é correr risco de acidente. Pneus com sulcos reduzidos oferecem menos estabilidade e aumentam o risco de aquaplanagem (situação em que o carro “flutua” acima de uma lâmina de água sobre a pista). Os pneus têm um índice de desgaste, denominado TWI (limite internacional de segurança). Trata-se de um ressalto na parte inferior dos sulcos. Quando ele chegar à superfície da banda, deve ser trocado. Recomenda-se a substituição quando o sulco atingir o limite de 1,6 mm de profundidade. Se o desgaste for irregular, pode evidenciar problema com a geometria da suspensão (alinhamento e cambagem).

Velas – Verifique o desgaste e, se necessário, troque. “Pelo estado da vela podemos saber como está o motor”, afirma o mecânico Fábio Fukuda.

Filtros – É aconselhável trocar o filtro de combustível a cada 10 mil km. O de ar permite limpeza antes de pedir troca.

Correias e mangueiras – As correias têm de estar em boas condições. O manual informa a quilometragem indicada para troca. Quanto às mangueiras, as borrachas não devem estar ressecadas, o que causa rachaduras e vazamentos.

Será o fim das oficinas de 'fundo de Quintal'?!
Abertura de mercado e desenvolvimento tecnológico profissionalizam assistência técnica dos veículos

Está ficando para trás o tempo em que o mecânico identificava problemas no veículo através da audição, quando ele pedia para o motorista ligar o carro, depois encostava o ouvido na lataria e dizia qual o defeito só pelo ronco do motor.

Estamos na era da globalização e da modernidade, onde os automóveis não têm nacionalidade e as fábricas automotivas desenvolveram tecnologias de ponta. Diante dessa abertura de mercado e do avanço tecnológico, as oficinas mecânicas autorizadas se fortificaram e as de "ponta de rua" estão fechando suas portas.

No lugar das oficinas instaladas em garagens insalubres com paredes cheias de fotografias ou a céu aberto, mecânicos sujos, ferramentas e pneus velhos amontoados, surgem as oficinas autorizadas, que recebem todo o suporte das montadoras e onde as palavras de ordem são limpeza, organização e qualidade.

Nas oficinas autorizadas, além do trabalho de funcionários com especialidades, treinados na própria fábrica, passam a funcionar equipamentos computadorizados como as estações de diagnósticos, que detectam qualquer problema no veículo e impedem que os motoristas sejam enganados quanto aos problemas do carro.

Além das estações de diagnósticos, muitos dos consertos necessitam de auxílio do computador. Um exemplo é o alinhamento e balanceamento de rodas, que também são computadorizados. Atualmente, nada é mais a mesma coisa depois da injeção eletrônica. E não é qualquer mecânico que pode mexer nos veículos, principalmente os importados.

Com todos esses avanços, você deve estar se questionando: "E o preço?" Geralmente os proprietários reclamam dos preços altos cobrados pelas oficinas autorizadas, enquanto nas de "ponta de rua" ele é bem mais em conta.

Questionado sobre isso, os concessionários, dizem que o valor cobrado pelo serviço é compatível com a qualidade do trabalho prestado. Além de boas instalações e pessoal especializado, o cliente tem segurança, o que justificaria o valor cobrado.

Vantagens das oficinas autorizadas

Instalações limpas

Comodidade

Mecânicos qualificados

Ferramentas especiais

Sistema computadorizado

Peças genuínas

Segurança

Garantia dos serviços

Facilidades de pagamento

Tecnologia: cabine de pintura a gás

Outro exemplo do avanço da assistência técnica está na pintura. O que antes era realizado a céu aberto sem nenhum cuidado com o meio ambiente, inclusive com o homem, atualmente é feito em local reservado, com tintas à base de água - menos poluente, e com técnicos especializados.

Outro desenvolvimento no setor de pintura é a proteção anti-estática, que é uma proteção que ajuda a fixar as partículas de tinta no veículo, evitando que elas fiquem no ar, ameaçando o meio ambiente.

'Clínica de veículos'

Se as pessoas freqüentam clínicas médicas para corrigir algum problema, os veículo também merecem ter a sua clínica. A clínica se sobressai pela limpeza e rapidez no atendimento oferecidos aos clientes, que ganham tempo e mais comodidade.

No lugar reservado para a clínica de veículos, onde são realizados serviços como alinhamento, balanceamento, troca de óleo, os mecânicos trabalham de uniformes brancos, sujos apenas com algumas manchas (também, seria impossível trabalhar em uma oficina sem se sujar). Para chamar atenção dos funcionários quanto à limpeza do uniforme, existem espelhos ao lado de todas a portas da oficina com a frase: "Olhe como você está".

Rapidez - Quanto aos tempo dos serviços prestados, a maioria dos funcionários seguem normas já estabelecidas pela própria fábrica, que determina o tempo para concluir o serviço. Se ele é ultrapassado, não se cobra pelas horas trabalhadas a mais.

Aprenda a se defender melhor no trânsito urbano
“Mais uma vítima de trânsito”. “Veículo desgovernado colide com caminhão e mata uma família”. “Nevoeiro provoca colisão de veículos e congestiona trânsito”. Estas são algumas das informações sobre a violência no trânsito veiculadas nos jornais diários.

De acordo com pesquisas, mais de 90% dos acidentes no trânsito são causados por falhas humanas, seguidas de condições externas ao veículo e ao motorista, como estado da via, sinalização insatisfatória, condições de tempo e falhas técnicas. Para superar algumas deficiências e driblar certos problemas, vale a pena conhecer algumas dicas de direção defensiva que podem ajudar a evitar acidentes e salvar vidas.

A maioria dos acidentes ocorre durante uma ultrapassagem, uma manobra arriscada que exige muitos cuidados. Ao ultrapassar, avalie a velocidade do veículo que será ultrapassado e o espaço disponível para a ultrapassagem. Certifique-se de que o carro à frente está lhe favorecendo a ultrapassagem e sinalize sua intenção. Se a faixa contrária estiver livre, vá em frente, mantendo-se nela o tempo necessário para ultrapassar, retornando à direita assim que puder.

Não ultrapasse em curvas, túneis, viadutos, subidas, descidas, cruzamentos e onde a sinalização for com linha contínua. Ao ultrapassar um veículo, você poderá ultrapassar a barreira da morte. Em caso de dúvida, não arrisque, espere outra chance.

Neblina: perigo à frente

Durante o Inverno e o Outono, estradas são invadidas pela neblina, que exige dos motoristas mais atenção. Quando a neblina estiver muito forte, impedindo a visibilidade, o melhor é esperar no acostamento. Não se esqueça de ligar o pisca-alerta e sinalizar a área com o triângulo a uns cinqüenta metros de distância do veículo.

Se não houver acostamento, prossiga a viagem. No entanto, redobre a atenção, utilizando faróis baixos e uma velocidade reduzida. Nunca ligue o pisca-alerta com o carro em movimento.

Deixe à mão um pano ou flanela limpos para desembaçar o pára-brisa. Evite passar a mão, que pode engordurar o vidro e piorar o problema. Há no mercado diversos sprays antiembaçantes à venda em supermercados, postos de abastecimento e lojas de autopeças.

Antes de qualquer viagem, verifique se os faróis estão bem regulados; se as lanternas traseiras e luzes de freios estão funcionando. O motorista é responsável pelas falhas técnicas que o veículo apresentar, cabendo a ele conservar o automóvel em perfeito estado, realizando manutenção periódica.

As lanternas, os faróis, a direção, os pneus, os freios, o limpador de pára-brisas, a suspensão e buzina são itens importantes para praticar uma direção defensiva. Se eles apresentarem algum defeito, podem prejudicar ou impedir o controle em uma situação de emergência, colocando em risco a sua vida e a de outras pessoas.

Cuidados para não derrapar

No caso de pistas derrapantes, o certo a fazer é diminuir a velocidade. Se o carro derrapar, o motorista vai precisar saber se o carro é do tipo que “sai de frente” ou de “traseira” para saber como agir. Um carro com proporções de peso maior na frente (motor, câmbio, diferencial, tração), geralmente “sai de frente”. Neste caso, a correção da derrapagem se faz tirando o pé do acelerador e conservando o volante virado para dentro da curva até retomar o controle do veículo.

Se o peso do carro está concentrado atrás, ele tenderá a sair de “traseira”. A alternativa nesta caso é manter a aceleração e virar o volante para fora da curva até corrigir a derrapagem.

Radar móvel tirará foto de carro multado
A partir de 1.º de janeiro de 2001, as multas por excesso de velocidade aplicadas por radares móveis somente terão validade com a fotografia do carro infrator. Esses radares são instalados em carros das polícias rodoviárias. A medida foi aprovada na reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O diretor substituto do Departamento Nacional de Trânsito, Carlos Morales, revelou que a exigência da fotografia foi aprovada porque eram freqüentes as reclamações de motoristas contra as multas de radares móveis. A foto acabará com dúvidas quando houver dois carros na pista: um em alta velocidade e, na faixa do lado, outro dentro dos limites permitidos. "Sem o dispositivo, o radar pode estar apontado para um veículo e o registrar o outro", admitiu Morales.

A exigência somente não foi adotada de imediato para dar tempo às polícias de fazer licitações para compra do novo equipamento, ou adaptação do já existente. As polícias rodoviárias possuem aparelhos em perfeita condição de uso, diz Morales. Segundo suas projeções, somente a PRF gastará R$ 25 milhões para trocar os equipamentos. Desse total, R$ 20 milhões seriam empregados na compra dos aparelhos de radar acoplados a um sistema fotográfico. Outros R$ 5 milhões referem-se ao valor dos equipamentos em perfeitas condições que precisarão ser aposentados.

Saiba o significado dos logotipos que batizam os carros
Montadoras colocam nos veículos nomes de países, de animais e até mesmo os símbolos da astrologia

Futuros papais e mamães, quando fazem planos de ter seus filhos, já começam a pensar com cuidado nos seus nomes prediletos até chegarem a um consenso. Com os automóveis, o processo é ainda mais complicado. Além de envolver um número bem maior de criadores que irão sugerir e pesquisar até chegar a um denominador comum, o nome do carro sempre tem um significado histórico, geográfico e até mitológico, que pode cair nas graças do consumidor e ter uma longa e vantajosa vida comercial.

Com certeza, você já deve ter se perguntado: o que as palavras Brava e Tempra têm a ver com a estética dos respectivos veículos? Bem, para a Fiat, significa muita coisa. Brava vem do italiano, que tem a conotação de competente, capaz. O feminino é porque, na Itália, o automóvel é tratado como la macchina. Já o Tempra é ligado a temperamento, com referência à forte personalidade estilística do modelo, além da referência ao tratamento de têmpera que confere ao aço de maior dureza.

Já o nome Palio vem de um prêmio tradicional dadoao vencedor de uma disputa de cavalos de origem medieval, realizada ainda nos dias atuais na cidade italiana de Siena. A propósito, a cidade sede desta competição já explica também a origem do nome do sedan da Fiat. O mesmo significado geográfico tem o nome da perua Elba, que é uma referência a ilha de Elba, na Itália. Já o Uno tem um sentido mais óbvio. Significa primeiro, o único dentro de um novo conceito de projetos de automóveis pequenos.

Na década de 80, dois nomes podiam soar estranho nos ouvidos dos consumidores. O 147 e o Oggi. O primeiro era o número de projeto do modelo, pois até a década de 70 a Fiat indentificava os seus carros através de números. O Oggi, no entanto, era um modelo diferente e o objetivo do nome (de origem italiana, obviamente) seria de mostrar a atualidade do modelo.

Diversidade - A Ford, no entanto, diversifica bastante a origem dos nomes dos seus carros. A Ranger, por exemplo, vem do inglês e significa patrulheiro, definindo as aplicações da picape com versatilidade para trabalhar em asfalto ou terra. Já o Fiesta é espanhol e significa festa. O curioso é que, nos Estados Unidos, para se adequar à pronúncia local, adotou-se o nome Festiva. Do mesmo país veio o nome Mondeo, que é uma corruptela do francês monde (mundo). A criação serviu para facilitar a pronúncia em vários países e ser o carro mundial da Ford. Da astronomia veio Taurus, que é a constelação de Tauro, ou de Touro, em português. A Ford foi buscar o nome Ka na mitologia egípcia, que significa o espírito que se aloja nas pessoas para garantir força.

nacional- Já a Volkswagen recebeu influência brasileira para batizar alguns dos seus rebentos. O eterno e querido Fusca, que foi lançado em 1959, surgiu com o nome Volkswagen, mas como ele caiu no agrado dos brasileiros, o carro passou a ser chamado de Volks e, em seguida, Fusca, que foi adotado oficialmente pela montadora em 1983. A Brasília nem precisa de muita explicação. O automóvel recebeu esse nome como uma homenagem à Capital Federal. A Parati é relacionada a cidadehistórica localizada no Rio de Janeiro.

Há também nomes ligados à animais e outros com mais de um significado. O Apollo tem relação com o mais belo dos deuses grego e também com a nave espacial norte-americana. Já a Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug, que quer dizer combinação do espaço para carga e passeio.

A época é de tomar choques no carro. Mas dá para evitar
A baixa umidade do ar no inverno faz a eletricidade estática se acumular no ocupante do veículo. Veja como pelo menos reduzir o problema

         Inverno é época de tomar choque ao sair do carro. Com a baixa umidade do ar, a eletricidade estática criada enquanto o veículo está em movimento só se descarrega quando se sai do veículo. E aparece na forma de choques, que podem até mesmo gerar faíscas.

         A intensidade varia de acordo com características físicas e de fatores externos. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina e Acidentes no Tráfego (Abramet), pessoas que transpiram muito ficam mais expostas às descargas, pois os sais mineirais, condutores de eletricidade, são expelidos na transpiração.

        Os tecidos dos bancos e das roupas também são fatores determinantes, mas há maneiras de evitar o desconforto: antes de sair do veículo, segure alguma parte da lataria, como a porta, e só retire a mão dali quando o pé estiver no chão.

Outra solução é evitar roupas de tecido sintético e sapatos com sola de borracha, que é isolante elétrico.

"Espelho mágico" vira centro de informações nos automóveis
Retrovisores agrupam com vantagem diversos equipamentos eletrônicos

Zeeland, Michigan, EUA - Conversar com espelhos em breve deixará de ser cena comum apenas em contos de fadas (e bruxas). A empresa norte-americana Gentex está desenvolvendo espelhos retrovisores para automóveis que funcionam como verdadeiros portais, reunindo telefone celular, antenas, localizadores via satélite, microprocessadores e o que mais a imaginação conceber.

"O retrovisor é um ótimo lugar para instalar uma vasta gama de equipamentos", explica Ken La Grand, vice-presidente da Gentex, empresa especializada em espelhos automáticos, que reduzem sua luminosidade quando iluminados pelos faróis dos carros de trás. Os fabricantes de carros estão começando a usar o retrovisor como um módulo eletrônico integado".

Devido à sua posição no pára-brisa, os retrovisores estão expostos diretamente ao céu, o que favorece a colocação de antenas, equipamentos sem fio e receptores. Outra virtude dos espelhos é a possibilidade de serem instalados em diferentes modelos de carros sem necessidade de dispendiosas transformações nos painéis de instrumentos nem em consoles de teto.

Para os motoristas, interagir com o espelho retorvisor é uma atitude natural, diminuindo os períodos de desvio de atenção da estrada necessários para consultar instrumentos no painel ou console, por exemplo.

A Gentex já fornece espelhos "interativos", com telefones celulares, microfones, sistemas de alerta e outros equipamentos para 14 modelos de carros americanos.

Técnicas aperfeiçoam movimentos ao volante
A direção defensiva é muito importante para garantir a segurança do motorista nas ruas e estradas

O trânsito não está para brincadeiras. Quem quer se manter vivo na "batalha automotora" deve dirigir com cuidado e ter domínio sobre o veículo. E para controlar melhor o carro existem técnicas que permitem aperfeiçoar os movimentos ao volante, visando proporcionar menor esforço para o motorista e maior rapidez em situações de emergência.

A primeira técnica para realizar uma direção segura é, ao assumir o volante, o motorista deve ajustar os retrovisores externos e o interno, ajustar o banco e o volante, corrigindo a postura, um fator importante para dirigir bem e confortavelmente.

Àqueles motoristas que gostam de reclinar a poltrona e dirigir como se estivessem deitados, levantem o encosto do assento e consertem-se. As costas e as pernas devem se acomodar bem ao banco, dando boa visibilidade para quem guia o veículo e espaço suficiente para realizar manobras. A posição ideal para as pernas e os braços é nem tão esticados e nem tão dobrados ou próximos ao volante (os braços).

Para corrigir a posição incorreta das pernas, regule o banco e, com a embreagem pisada até o fundo, sinta o joelho levemente dobrado. Além de cansar menos, a posição é mais segura, caso ocorra uma colisão. Se o joelho estiver muito esticado, ele pode ser quebrado violentamente na batida. Dobrado, a tendência é encolher.

Braços - O mesmo acontece com os braços. É preciso não esticar demais, por conforto e segurança. Para achar uma posição ideal, encoste bem a coluna no banco. Estique o braço até que o pulso se apoie na parte superior do aro do volante. Assim, quando você agarrá-lo, o braço estará levemente flexionado. As costas não devem desencostar do banco.

Com relação às mãos, é preciso saber posicioná-la ao volante. O ideal é dirigir na posição "10 para as 2", como marca as horas no relógio. É a maneira menos cansativa e mais rápida de conseguir realizar as manobras, principalmente em curvas acentuadas.

Algumas manias devem ser evitadas, como a de apoiar o cotovelo na janela ou no apoio de braço lateral. Não descanse o pé sobre a embreagem, pois isso desgasta rapidamente o sistema. Também não ponha o braço para fora da janela (você pode ficar sem ele) e, em uma situação de emergência, as mínimas frações de segundo são fundamentais para o seu reflexo.

Essas técnicas de aperfeiçoar os movimentos ao volante, se seguidas, podem favorecer uma direção sem transtornos e algum relaxamento ao fim do atribulado dia no trânsito urbano.

Direção tranqüila - Carros que voam. Estacionamentos a 100 metros do chão. Postos de gasolina que reabastecem os automóveis em estações flutuantes, muito acima dos edifícios.

Nos anos 60 e 70, era essa a imagem que o cinema e a televisão projetavam para o futuro do automóvel. Lembra-se? Os Jetsons se locomoviam a bordo de carros voadores. Num grande sucesso do cinema dos anos 80, Blade Runner, os veículos também seguiam viagem trafegando por cima das cidades.

As previsões não se confirmaram. Lugar de carro é, e continuará sendo, em terra firme, como indicam as novas tecnologias que estão sendo embarcadas em quatro rodas.

A preocupação central das montadoras, hoje, é com o conforto e a segurança de motoristas e passageiros. Para isso, utilizam os recursos que nasceram com a informática e a robótica.

A Mercedes-Benz, a General Motors e a Ford desenvolvem, na Alemanha e nos Estados Unidos, modelos com presença intensiva de microprocessadores para tornar o ato de dirigir menos tenso.

Um dos novos modelos da Mercedes, o Classe S, mantém distância segura do carro à frente. Aposta-se, a médio prazo, em carros sem motoristas. Em 1997, em San Diego, na Califórnia, testou-se pela primeira vez a auto-estrada automatizada, na qual os veículos rodaram com a ajuda de sensores magnéticos colocados sob a pista e ondas de rádio às margens da rodovia.

Na área de energia, desenvolvem-se os chamados motores híbridos, que misturam gasolina ou diesel com eletricidade.

Carro poderá ter abastecimento domiciliar
Londres - O futuro do carro poderá ser revolucionado por um projeto que prevê o abastecimento domiciliar de gás como forma alternativa de combustível, de acordo com a empresa exploração e produção de gás britânica British Gas International.

Segundo o jornal Financial Times, após dez anos de pesquisas e projetos-piloto, a BG desenvolveu uma tecnologia que permite aos motoristas reabastecer os seus veículos movidos a gás em suas casas. O novo sistema deverá ser implantado na Grã-Bretanha nos próximos três anos. Outros países, como Argentina, Índia e Egito também contarão com a novidade.

Executivos graduados da BG estão em São Paulo esta semana para negociar a implantação do sistema no Brasil. "Encaramos isso como uma revolução na distribuição de combustíveis", afirmou Michael Kesztenbaum, vice-presidente de produtos para consumo da BG International. "Poderemos até assegurar que os motoristas não terão nunca mais de ir a um posto de gasolina."

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