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Edição 16 - Abril de 2001
Conteúdo básico
INVERNO
Risco da chuva para o motorista
Por conta da agressão praticada pelo homem contra
o meio ambiente, resultando em fenômenos como o buraco
na camada de ozônio que envolve a Terra, tudo indica
que o ritmo das chuvas de verão vai se repetir no
outono e, quem sabe, também no inverno e na primavera.
Para os motoristas, sem exceção, dirigir
na chuva exige muita cautela, atenção redobrada,
habilidade extra no volante e, principalmente, a manutenção
correta de alguns equipamentos do veículo.
Para algumas pessoas, entretanto, a chuva representa algo
bem mais sério: influi no estado emocional, provoca
pânico, induz a reações inesperadas
e coloca muitas vidas em risco.
Nesses casos, a solução é consultar
um psicólogo e receber orientações
de um técnico especializado.
Além dos pneus, faróis, sistemas de freio
e de direção e amortecedores, itens fundamentais
para garantir a segurança, um outro componente, geralmente
sempre relegado a plano secundário, é essencial
para a condução de um veículo sob chuva:
o limpador de pára-brisa. Lembrado somente quando
começa a chover, o limpador mal-conservado, estima-se,
é responsável por pelo menos 5% dos acidentes
de trânsito.
Inventado praticamente junto com o automóvel, a
maior evolução desse componente foi a sua
eficiência na varredura da água, pois é
dela que depende a boa visibilidade do motorista.
O tempo ideal de vida útil de um limpador de pára-brisa
é um ano, desde que utilizado em condições
normais. A durabilidade está diretamente ligada aos
desgastes e ações provocados pelo sol, poeira
e cuidados no manuseio.
É uma peça delicada e, por isso, levantá-la
pela palheta pode danificar sua estrutura uma cena
bastante comum em postos de gasolina, já que os frentistas
não dispensam o devido cuidado que ela exige.
Outro fator que influi diretamente na redução
da vida útil do limpador é a água da
pista jogada contra o pára-brisa nos dias de chuva.
Carregada de óleo, substâncias químicas
e outras impurezas, acaba por atacar e corroer a palheta,
que é de borracha. Quando o limpador começa
a deixar estrias de água e trepidar sobre o vidro,
chegou o momento da substituição da palheta.
A palheta do limpador pode ser curva ou reta; o importante
é que não sofra pressão a ponto de
danificar sua vértebra. As peças confeccionadas
com borracha pura dificilmente empenam, o que já
não ocorre com a maioria feita à base de borracha
sintética, bem mais rígida. Neste caso, quando
o limpador permanece desligado por muito tempo, um dos lados
tende a empenar, provocando a trepidação sobre
o vidro quando o sistema é acionado.
Um pára-brisa oleoso, mesmo com palhetas novas,
estará permanentemente embaçado. Daí
a importância de manter o vidro sempre livre de impurezas.
Se nessas condições a varredura da água
ainda apresentar ineficiência, pode ter ocorrido uma
torção na haste do braço do limpador.
A melhor forma de testar é retirar as palhetas e
encostar as hastes no vidro se houver torção,
será visível. O problema pode também
estar no pivô fixado no eixo do motor do limpador.
INVERNO
Risco da chuva para o motorista
Trauma e medo têm solução
Muitos motoristas (homens e mulheres) simplesmente entram
em pânico ao dirigir sob chuva. O problema, porém,
pode ser resolvido consultando um psicólogo ou um
técnico, dependendo do caso.
A psicóloga Denise Tolloti, da Clínica Atos,
de São Bernardo, explica que são muitas as
causas que afetam o lado emocional de uma pessoa. Por exemplo,
quem deixou de dirigir por algum tempo e, ao tentar fazê-lo
novamente, se depara com um trânsito totalmente diferente,
com um número bem maior de veículos nas ruas.
O fator comodidade é outra causa: se a pessoa tem
alguém que dirige para ela, por que pegar o volante
e, com isso, arranjar uma preocupação a mais?
Denise Tolloti acrescenta que deve se considerar também
que cada pessoa tem sua própria personalidade mas,
invariavelmente, os motoristas que entram em pânico
avaliam de maneira incorreta o fato de ter sob sua responsabilidade
o controle de um veículo, dando origem a reações
inesperadas. Geralmente esses motoristas pensam apenas
numa coisa: sair daquela situação o mais rápido
possível, custe o que custar, por não saber
como controlá-la, explica.
Para os casos em que o lado emocional é afetado,
recomenda-se a psicoterapia como forma de descobrir as causas
do trauma ou o motivo do bloqueio que a pessoa apresenta.
Já quando o motorista tem medo ou sente insegurança
ao dirigir, o obstáculo pode ser vencido com orientações
teóricas e aulas práticas ministradas por
um técnico. O engenheiro mecânico Alcides Franhani
Júnior, responsável pelo curso Direção
& Ação, de São Bernardo, conta
que muitas vezes o medo e a insegurança ocorrem porque
o motorista não tem conhecimento técnico sobre
diferentes situações.
Ao receber instruções práticas,
por exemplo, sobre como agir em determinadas manobras no
trânsito urbano ou rodoviário, muitas dúvidas
são esclarecidas e, gradativamente, o motorista passa
a ter confiança em si mesmo.
Suas reações e atitudes são tomadas
com firmeza e, diante da sua nova postura ao volante, com
relativa facilidade o motorista deixa de lado o medo e a
insegurança que o dominava até então,
diz o engenheiro mecânico.
INVERNO
Risco da chuva para o motorista:
Peça vive que exige movimento
Não se sabe ao certo a partir de que momento os
automóveis passaram a incorporar o limpador de pára-brisa.
No início, o equipamento era acionado manualmente,
por meio de uma pequena manivela instalada ao lado ou à
frente do motorista.
Com a evolução, o equipamento passou a ser
impulsionado por ar comprimido e, mais adiante, por motor
elétrico.
A indústria automobilística já fez
várias tentativas para eliminar o limpador de pára-brisa,
mas sempre esbarrou em problemas que inviabilizaram os projetos
em razão de custos ou de falta de espaço.
Um exemplo ocorreu nos Estados Unidos, onde foi desenvolvido
um compressor que emitia uma cortina de ar no vidro. O sistema
funcionou satisfatoriamente, mas por outro lado o compressor
ocupava muito espaço no compartimento do motor.
Os fabricantes de limpadores de pára-brisa defendem
que o componente é uma peça viva, que precisa
se movimentar constantemente. Por isso, recomendam aos motoristas
esguichar água no vidro, diariamente, nos períodos
de longa estiagem, como forma de prolongar a vida útil
das palhetas, além de lubrificar a parte mecânica
do equipamento.
No Brasil, os usuários de veículos trocam
as palhetas a cada quatro anos, em média. Na Europa,
a substituição é feita anualmente.
Para enfrentar a chuva com maior segurança, outros
componentes, além do limpador do pára-brisa,
também merecem manutenção correta.
Se em pista seca, por exemplo, o alinhamento das rodas,
os amortecedores e o sistema de freio em boas condições
evitam a perda de direção do veículo,
sob chuva o comportamento dinâmico do carro se torna
imprescindível.
A importância dos pneus em pistas encharcadas pode
ser comprovada em casos de aquaplanagem. Devido ao acúmulo
de água sobre a pista, forma-se uma película
entre a roda e o asfalto, fazendo com que o pneu perca,
momentaneamente, o contato com o piso, provocando o descontrole
do veículo.
Pneus lisos ou de meia-vida tendem a aumentar os efeitos
da aquaplanagem, devido à quase ausência dos
sulcos que servem para escoar a água na banda de
rodagem.
FONTE:
Percy
Faro - Diário Online
MOTORES DIESEL
Cuidado com o combustível
É cada vez mais comum encontrarmos
nas cidades e estradas camionetas movidas a diesel. Elas
são fortes e resistentes mas escondem uma fragilidade
enorme por debaixo do capô. A principal causa de pane
nesses tipos de veículos, é o combustível.
Para evitar problemas desta espécie
siga algumas dicas que podem ser muito úteis para
melhorar a durabilidade destes veículos e evitar
dor de cabeça.
1. Ao abastecer
Procure sempre postos com bons filtros de combustíveis:
uma dica é procurar sempre postos onde haja grande
movimentação de caminhões, ou postos
de grande porte, dentro e fora das cidades, pois o diesel
pode conter água e prejudicar bomba e bicos ejetores.
2. Manutenção Preventiva.
É muito importante para o veículo a diesel
o filtro e o decantador do combustível,
o diesel cria umidade no tanque de combustível, do
posto e do próprio veículo.
Esta umidade é eliminada através
de um decantador que em alguns carros vem como sendo um
sensor automático de volume de água para avisar
o momento de limpar o decantador.
Já outros tipos de veículos
que não possuem este sensor, necessitam de uma checagem
periódica de mais ou menos quinze (15) dias para
serem limpos, (eliminar a água ) ou até mesmo
substituí-los por peças novas originais.
Já o filtro de combustível
deve ser trocado a cada 20.000 Km em condições
de uso normal, ou em caso de uso severo, ( fora de estrada
) deve ser trocado mais freqüentemente dependendo do
tipo de estrada, lembrando que certos veículos possuem
apenas um filtro sendo decantador e filtro juntos, mas seguem
a mesma programação de manutenção.
Nunca esquecendo do filtro de ar que
segue também este programa de manutenção,
devendo ser trocado a cada 20.000 Km em condições
normais e 10.000 Km em condições severas de
uso.
Seguindo estas pequenas dicas, vocês
vão manter sempre em dia a Bomba e os Bicos injetores
que são extremamente sensíveis a água,
evitando assim transtornos e gastos desnecessários,
lembrando que a substituição destas peças
devem ser feitas por pessoas qualificadas e em oficinas
especializadas.
Matéria
enviada por: Daniel Farina
CARRO USADO
Você compraria o carro do seu
vizinho?
Esta é uma boa pergunta. Comprar
um usado é sempre uma tarefa difícil, principalmente
quando você escolhe o veículo de um desconhecido.
Saber sua procedência é sempre um bom começo,
mas nem sempre é possível.
E o pior é saber que o mercado
está cheio de vendedores de final de semana,
oportunistas, especialistas em maquiagem à procura
de um otário para empurrar lata velha. Por isso é
importante tomar alguns cuidados para não levar gato
por lebre.
Para começar a via crucis em busca
do carro usado é recomendável definir alguns
detalhes antes de tomar qualquer atitude.
Resolva que tipo de carro você realmente deseja comprar
e que se encaixe dentro de seu orçamento, optando
por aquele que vai atender às suas necessidades.
Isso é importante para que você não
perca tempo olhando opções que estão
fora de suas intenções e possibilidades.
Hoje são várias as opções
de se comprar um usado. Concessionárias e agências
costumam oferecer alguma garantia, mas em troca cobram um
preço mais alto.
Já com os vendedores autônomos é possível
comprar um usado por preço menor, mas nem sempre
é possível obter informações
seguras sobre a procedência. Nesses casos leve o carro
ao mecânico de confiança.
Principais problemas do usado
* Amassados na lataria e arranhões na pintura podem
comprometer o estado do carro, pois o serviço de
reparo pode ficar caro;
* Pontos de ferrugem na lataria também podem condenar
a compra do carro;
* Carros que sofreram um capotamento ou uma batida mais
forte devem ser evitados, mesmo que aparentemente estejam
em bom estado;
* Carro que esteja torto, com o teto e a pintura ondulada
é sinal de que o mesmo já sofreu um acidente
mais grave;
* Partes mais grossas na pintura indicam a presença
excessiva de massa plástica. Para identificá-la
use um ímã, se não grudar, tem muita
massa;
* Carros com sinais de pintura recente podem identificar
a intenção de esconder algum problema;
* Se houver solda na base do radiador ou se a colméia
estiver amassada também é sinal de que o carro
foi batido;
* É sempre bom verificar o porta-malas, retirando
a cobertura de carpete para verificar se há sinais
de solda, ferrugem ou ondulações;
* Olhe sob as borrachas de portas e vidros se há
pontos de ferrugem;
* Verifique se o motor tem vazamentos excessivos;
* Passe um dedo na saída do escapamento para verificar
se está oleoso. Se estiver, é sinal que o
carro está queimando óleo.
* Fumaça branca também indica que o motor
está queimando óleo;
* Ruídos estranhos no motor, como som de metal contra
metal, podem indicar problemas graves;
* Confira sempre os documentos do veículo, checando
o número de identificação do chassi,
que não pode apresentar sinais de rasura;
* Consulte o órgão de trânsito (Detran)
para obter informações da procedência
do carro;
* Veja se o carro tem manual do proprietário e chave
de reserva, são detalhes que indicam o cuidado que
o antigo dono tinha com o carro;
* Ligue o motor e veja, em marcha lenta, se a bateria está
com carga suficiente para suportar faróis e lanternas
acesas;
* Observe se o câmbio tem ruídos estranhos,
que podem significar problemas sérios;
* Folga muito grande no volante não é normal;
* Com o carro levantado, force as rodas para dentro e para
fora e se balançar é sinal que o rolamento
está ruim;
* Pneus carecas representam uma despesa grande;
* Pneus gastos irregularmente também indicam problemas
de alinhamento, balanceamento ou, mais grave, de suspensão;
* Borracha dos pedais muito gasta significa carro muito
rodado, compare com a quilometragem do hodômetro para
ver se está mais ou menos coerente, ele pode ter
sido atrasado para dizer que é mais novo
do que realmente é.
QUESTÃO DE ECONOMIA
Combustíveis - Economize de
verdade
Em tempo de vacas magras qualquer economia
é válida, mas desde que não haja exageros.
É o caso do aumento dos preços dos combustíveis.
Ainda existem pessoas que correm para
os postos de abastecimento quando o governo anuncia que
o preço da gasolina vai subir.
Na prática, eles acabam economizando
cerca de R$ 4,00, se encherem o tanque. Mas, e depois? O
depois é o mais importante e pode significar uma
economia maior, principalmente se carro estiver com a manutenção
em dia e for conduzido de forma correta. Veja (e pratique)
as dicas que estão nesta página. O resultado
poderá ser surpreendente.
Motor
Não é preciso esperar aquecer
o motor do carro para sair pela manhã;
O ideal é sair logo que se liga o carro e não
forçar o motor nos primeiros minutos, aguardando
que o ponteiro do marcador de temperatura chegue a um quarto
para exigir mais dele;
Não pise no acelerador antes de desligar o motor;
Tire o pé do acelerador antes de parar o carro,
usando freio motor;
Evite acelerações bruscas, que além
de aumentarem o consumo de combustível provocam o
desgaste prematuro do motor;
Dirigir em altas velocidades (além de ser proibido)
gera alto consumo.
Condução adequada
Troque as marchas no tempo certo, nas velocidades indicadas
no manual do proprietário de seu veículo;
Se o carro tem conta-giros (tacômetro)
utilize as informações do mesmo para efetuar
as trocas de marchas dentro dos limites de rotação
mais adequados (normalmente na faixa de 2 a 4 mil rpm);
Não estique demais as marchas, para não forçar
o motor;
Nas descidas, engrene uma marcha equivalente à que
seria necessária para subir;
Não acelere nos intervalos de trocas de marchas.
Tirando peso
Não coloque no veículo carga superior àquela
recomendada no manual;
Retire do porta-malas objetos que não são
necessários, como pneus velhos, peças velhas
e ferramentas que dificilmente serão utilizadas,
pois eles servem para aumentar o peso e o consumo de combustível.
Pneus
Pneus baixos (com calibragem incorreta) aumentam o atrito
e o consumo de combustível;
Mas o aumento do atrito dos pneus também pode ser
provocado pela suspensão desalinhada.
Trajeto
Escolha um trajeto mais adequado, de preferência
com poucas subidas fortes, que exijam a troca de marchas
constante;
Ruas e avenidas mal conservadas também acabam forçando
o carro, aumentando o consumo de combustível.
Abastecimento
Não deixe que o frentista do posto encha o tanque
além do desligamento automático da bomba,
pois, do contrário, o excesso de combustível
pode transbordar, danificando o canister (filtro dos gases
do tanque).
Escolha certa
Se o objetivo é economizar combustível, na
hora de escolher o carro leve em consideração
alguns aspectos, como o Coeficiente de Penetração
Aerodinâmica (cx), que influencia diretamente no consumo
(quanto menor o número, mais aerodinâmico e
econômico é o carro);
Os modelos maiores, mais pesados e com motores mais potentes
apresentam um consumo maior de combustível;
Carros com motor a álcool ainda proporcionam uma
pequena economia, devido ao preço desse combustível.
CIDADE GRANDE
Aprenda a se defender
melhor no trânsito urbano
Mais uma vítima de trânsito. Veículo
desgovernado colide com caminhão e mata uma família.
Nevoeiro provoca colisão de veículos
e congestiona trânsito. Estas são algumas
das informações sobre a violência no
trânsito veiculadas nos jornais diários. Esta
estatística também é real e preocupa
as autoridades e a sociedade.
De acordo com pesquisas, mais de 90% dos acidentes no trânsito
são causados por falhas humanas, seguidas de condições
externas ao veículo e ao motorista, como estado da
via, sinalização insatisfatória, condições
de tempo e falhas técnicas.
Para superar algumas deficiências e driblar certos
problemas, vale a pena conhecer algumas dicas de direção
defensiva que podem ajudar a evitar acidentes e salvar vidas.
A maioria dos acidentes ocorre durante uma ultrapassagem,
uma manobra arriscada que exige muitos cuidados.
Ao ultrapassar, avalie a velocidade do veículo
que será ultrapassado e o espaço disponível
para a ultrapassagem. Certifique-se de que o carro à
frente está lhe favorecendo a ultrapassagem e sinalize
sua intenção. Se a faixa contrária
estiver livre, vá em frente, mantendo-se nela o tempo
necessário para ultrapassar, retornando à
direita assim que puder.
Não ultrapasse em curvas, túneis, viadutos,
subidas, descidas, cruzamentos e onde a sinalização
for com linha contínua. Ao ultrapassar um veículo,
você poderá ultrapassar a barreira da morte.
Em caso de dúvida, não arrisque, espere outra
chance.
Neblina: perigo à frente
Durante o Inverno e o Outono, estradas são invadidas
pela neblina, que exige dos motoristas mais atenção.
Quando a neblina estiver muito forte, impedindo a visibilidade,
o melhor é esperar no acostamento. Não se
esqueça de ligar o pisca-alerta e sinalizar a área
com o triângulo a uns cinqüenta metros de distância
do veículo.
Se não houver encostamento, prossiga a viagem. No
entanto, redobre a atenção, utilizando faróis
baixos e uma velocidade reduzida. Nunca ligue o pisca-alerta
com o carro em movimento.
Deixe à mão um pano ou flanela limpos para
desembaçar o pára-brisa. Evite passar a mão,
que pode engordurar o vidro e piorar o problema. Há
no mercado diversos aerossóis e sprays antiembaçantes
à venda em supermercados, postos de abastecimento
e lojas de autopeças.
Antes de qualquer viagem, verifique se os faróis
estão bem regulados; se as lanternas traseiras e
luzes de freios estão funcionando. O motorista é
responsável pelas falhas técnicas que o veículo
apresentar, cabendo a ele conservar o automóvel em
perfeito estado, realizando manutenção periódica.
As lanternas, os faróis, a direção,
os pneus, os freios, o limpador de pára-brisas, a
suspensão e buzina são itens importantes para
praticar uma direção defensiva. Se eles apresentarem
algum defeito, podem prejudicar ou impedir o controle em
uma situação de emergência, colocando
em risco a sua vida e a de outras pessoas.
Cuidados para não derrapar
No caso de pistas derrapantes, o certo a fazer é
diminuir a velocidade. Se o carro derrapar, o motorista
vai precisar saber se o carro é do tipo que sai
de frente ou de traseira para saber como
agir. Um carro com proporções de peso maior
na frente (motor, câmbio, diferencial, tração),
geralmente sai de frente. Neste caso, a correção
da derrapagem se faz tirando o pé do acelerador e
conservando o volante virado para dentro da curva até
retomar o controle do veículo.
Se o peso do carro está concentrado atrás,
ele tenderá a sair de traseira. A alternativa
nesta caso é manter a aceleração e
virar o volante para fora da curva até corrigir a
derrapagem.
VIDA MODERNA
Mulheres e parafusos
Sujar as mãos de graxa e arrumar carros quebrados
não é mais um trabalho exclusivo dos homens
Não é de hoje que as mulheres
estão dominando profissões que no início
do século passado eram restritas aos homens. Mas
como você reagiria se fosse levar seu carro para uma
revisão na oficina e se deparasse com uma mulher
suja de graxa diante do capô?
Se sua resposta foi não
me surpreenderia, ou você é mulher, ou
está consciente da revolução que o
sexo feminino está provocando no setor de produção
e reparação de automóveis.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) mostra que a participação da mulher
na indústria automotiva cresceu de 26,35%, em 1985,
para 28,13%, em 1997.
Outro indício desse crescimento
é a criação de um curso de noções
básicas de mecânica exclusivo para mulheres.
Há pouco mais de um ano, o Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial (Senai), conceituado por seus
cursos técnicos em suspensão, freios, embreagem
e funilaria, decidiu apostar no público feminino.
A procura do curso pelas mulheres
aumentava a cada ano e resolvemos investir nesse filão,
explica Carlos Anderson, instrutor-orientador da unidade
do Senai Conde José Vicente de Azevedo, no bairro
do Ipiranga, em São Paulo.
Quando a brasiliense Vânia Pereira
decidiu frequentar o curso regular de formação
de técnicos em freios e suspensão, em 1997,
a realidade era outra.
Ela era a única mulher da turma
e ouvia de colegas homens que seu lugar correto seria pilotando
o fogão e não automóveis.
Mesmo assim, não se deixou intimidar.
Levou o curso de dois anos até o final e hoje é
uma das 22 mulheres brasileiras que possuem o certificado
da Automotive Service Excelence (ASE), companhia internacionalmente
conhecida pela qualidade da formação de seus
diplomados no setor automotivo.
Segundo o presidente da ASE no Brasil,
Geraldo Santos Mauro, as mulheres costumam se mostrar mais
interessadas na obtenção do certificado. Elas
são mais atentas aos enunciados e mais dispostas
a aprender, pois se sentem na obrigação de
ser tão competentes quanto os homens, diz Mauro.
Vânia decidiu prestar exame para
o certificado da ASE para acabar com comentários
machistas. Com o diploma na parede, não há
homem que diga que sou incompetente por ser mulher,
afirma. Competência assegurada, Vânia agora
se preocupa com sua aparência. Cortei o cabelo
porque vivia seco por causa dos pingos de óleo que
caíam quando me enfiava embaixo dos carros,
diz a mecânica.
Atualmente, seus cuidados com a beleza
consomem duas lixas e escovas de unhas por mês, além
de potes de hidratante corporal e capilar para evitar o
ressecamento provocado pelo contato com a graxa.
Combater a sujeira inerente ao trabalho
nas oficinas mecânicas é uma das missões
da curitibana Alzira Chiamulera, 42 anos. Em sua oficina,
mecânico sujo e cheio de graxa não entra. Exijo
dos meus funcionários que troquem o macacão
diariamente e decoro o ambiente com vasinhos de flores,
para me diferenciar da concorrência, conta a
primeira mulher brasileira a receber o certificado da ASE.
Alzira entrou no serviço automotivo
por causa do ex-marido. Ele possuía uma frota de
táxis e achava caro manter os carros em ordem. Decidiu
então criar sua própria oficina mecânica.
O negócio deu mais certo do que o casamento e, em
1990, Alzira tomou a frente dos negócios.
O serviço automotivo, entretanto,
não é sua única afinidade com o trabalho
reservado aos homens. Ela é formada em engenharia
civil e construiu sua própria casa de praia, no litoral
do Paraná. As pessoas estranham, mas acham
legal. Vivem me perguntando o que fazer com seus carros,
diz.
Há 17 anos, ensinar os procedimentos
básicos para o conserto de automóveis é
o que faz a cientista política americana Mary Jackson,
diretora da fundação Women at The Wheel. Ela
dá palestras e workshops para mulheres cansadas de
depender de mecânicos e de trocas de óleo desnecessárias,
por exemplo.
E é autora do livro Car smarts,
que já vendeu mais de 100 mil cópias nos EUA
e deve chegar ao Brasil em dois anos. Segundo a especialista,
não é preciso estudar ou ser mecânica
para entender de carros. Quando o automóvel
não anda muito bem, usar quatro dos nossos cinco
sentidos ajuda a compreender o problema, diz.
Assim como Mary, a paulista Vânia
Vianna, 40 anos, também migrou da área de
humanas para o conserto de carros. Formada em arqueologia,
ela entrou para o ramo por causa de um grande amor.
Em 1985, casou-se com o mecânico
Heraldo e passou a ajudá-lo na oficina. Nos anos
seguintes, Heraldo teve de se afastar do trabalho diversas
vezes por causa de um tumor maligno no pescoço e
Vânia era quem tomava conta dos serviços.
Em 1989, Heraldo faleceu. Percebi
que aquilo era uma das coisas mais bonitas que ele tinha
construído e, um mês após a sua morte,
decidi tomar conta da oficina, conta Vânia.
Alguns mecânicos recusaram-se a continuar com uma
mulher como chefe e pediram demissão. Mesmo assim,
ela não desistiu.
Fez cursos de freios e embreagem e aumentou
o faturamento da oficina. Antes de eu comandar o negócio,
havia mecânicos que, durante o verão, arrancavam
as mangas do jaleco e também ficavam com o peito
peludo à mostra. Acabei com isso. Nossos clientes
gostam de bons serviços e de higiene, afirma.
COMPORTAMENTO
Como tirar minha carteira de habilitação?
Para tirar a carteira de motorista,
você precisa de carteira de identidade original e
em bom estado.
O Detran não aceita xerox autenticada,
cédulas extraviadas, abertas ou em mal estado de
conservação.
É importante ressaltar que a
exigência de documentos pode variar de acordo com
as regras do Detran de cada estado. Agora, preste atenção
na seguintes dicas:
1) Ao se inscrever, você deve
optar entre as seguintes categorias:
A/1 - Permite pilotar motos
de até 180 cilindradas.
A/2 - Permite pilotar motos com mais de 180 cilindradas.
B - Permite dirigir veículos com até
oito passageiros e até 3.500 kg.
C - Permite dirigir veículos com até
oito passageiros e acima de 3500 kg.
D - Permite dirigir veículos com mais de oito
passageiros e acima de 3500 Kg.
E - Permite dirigir veículos acoplados e articulados.
2) Os primeiros exames são de
sanidade física (médico) e mental (psicotécnico).
O exame médico é avalia a condição
física do candidato, a acuidade visual (o quanto
o candidato enxerga) e as eventuais deficiências físicas.
Deficientes físicos poderão
dirigir, desde que se submeta ao exame específico,
realizado pelo serviço médico do Detran. O
exame psicotécnico afere a condição
mental do candidato, se tem problemas mentais, se é
agressivo, depressivo ou até mesmo alcoólatra
ou se usa drogas.
3) O terceiro exame é o teórico,
onde são avaliados conhecimentos sobre legislação
e sinalização de trânsito.
As placas são parte da sinalização
de trânsito. O exame teórico é constituído
de 20 questões, sendo 12 sobre placas e 8 sobre legislação,
todas em forma de teste de múltipla escolha. Se o
candidato errar seis do total, ainda é aprovado.
4) O candidato aprovado no exame teórico
receberá a matrícula de aprendizagem, documento
que autoriza a prática de direção nas
vias públicas.
Para participar das aulas, o candidato
deve estar calçado adequadamente, não podendo
usar chinelos ou sandálias.
5) O último passo é o
exame prático, que consiste na prova de direção
em via pública, com exigência de manobras específicas
como baliza e percurso com prova de aclive (sair com o veículo
na ladeira). O candidato é avaliado por uma banca
examinadora do Detran.
O candidato só será reprovado
se atingir um limite de pontos negativos em função
das faltas cometidas. O candidato que for aprovado no exame
prático receberá a C.N.H. (Carteira Nacional
de Habilitação).
6) O exame prático não
permite que candidatos usem shorts, bermudas, chinelos,
sandálias, camisas sem mangas ou regatas.
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