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Edição 19 - Julho de 2001
Conteúdo básico
AINDA HÁ TEMPO!
Férias: Cuide bem do carro
O que é preciso ser feito para que o seu carro
não dê pane na primeira curva. Se você
deixou tudo para a última hora, não esquente
a cabeça. Ainda há tempo para procurar uma
oficina e realizar uma checagem completa. saiba o que fazer
para que as suas férias sejam só descanso.
Motor
Precisa de uma verificação completa, incluindo
os sistemas de alimentação e elétrico,
assim como o estado e o nível de todos os líquidos.
Luzes
Faróis, lanternas e lâmpadas devem ser checados.
É importante que o pisca alerta só seja ligado
em situações de emergência.
Bateria
Confira a carga e, em caso de não ser selada, o nível
do líquido.
Pára-brisa
Verificar a velocidade dos limpadores, a eficiência
das palhetas e todo o estado do conjunto. Não esqueça
do desembaçador e limpador/lavador do vidro traseiro.
Mangueiras e correias
Devem ser inspecionadas e apertadas. Se estiverem gastas
ou com qualquer avaria, substitua antes de se aventurar
na estrada.
Câmbio
Certifique nível de óleo e a precisão
dos engates. A embreagem deve ser inspecionada.
Suspensão
Amortecedores, molas e buchas e todo o sistema devem ser
inspecionados.
Ar-condicionado
Verifique o funcionamento. Se for o caso, revise o sistema.
Pneus
Devem ser trocados, se estiverem gastos. Calibre todos,
inclusive o estepe. Veículo carregado precisa de
pressão maior.
Direção
Alinhe a direção e balanceie as rodas. Direção
hidráulica necessita de verificar ou substituir o
nível do fluido.
Freios
Verifique pastilhas, lonas e nível de fluido
Questão de segundos
Muitas pessoas colocam o carro na estrada, com a família,
e dirigem sem a menor atenção. Tiram as mãos
do volante para acender um cigarro, para sintonizar o rádio
ou consultar um mapa. Tais atitudes podem provocar acidentes
graves, pois poucos segundos representam muito, dependendo
da velocidade do carro.
É importante que o motorista tenha a atenção
totalmente voltada para a estrada. O ideal é que
a pessoa que viaja ao lado fique responsável por
olhar informações em mapas, sintonizar o rádio
ou coisas do tipo. Se o motorista quiser fumar, beber água
ou procurar alguma coisa na carteira o correto é
parar o carro em um local seguro e depois fazê-lo.
Se você pratica alguns destes atos, veja o perigo
a que sua família estará exposta.
ATENÇÃO REDOBRADA
Populares são os modelos mais
roubados
No primeiro trimestre deste ano, 1.806 veículos
foram roubados apenas no Estado de Pernambuco. Esse número
tem sido crescente. Em janeiro, foram registradas 560 casos.
No mês de março, as ocorrências saltaram
para 665.
A pesquisa sobre a incidência de roubos e furtos
de carros foi realizada pelo Cadastro Nacional de Veículos
Roubados (CNVR), em todo o País. Em Pernambuco, os
preferidos dos ladrões são os populares. Mille
Smart, Gol e Palio lideram a lista de preferências.
No segmento de picapes, os mais visados são a D20
e a S10.
Ao todo, neste mesmo período, 90 mil carros foram
roubados ou furtados no Brasil, a maioria dos casos foram
registrados em São Paulo, onde o preço do
seguro para automóveis é o mais caro do País.
Pernambuco detém o maior índice de roubos
e furtos, numa comparação com os demais Estados
do Nordeste. Em segundo lugar vem o Ceará, com 844
ocorrências, e em terceiro, a Bahia, com 804 casos.
A maioria dos carros roubados reaparecem um tempo depois.
Eles são utilizados como ferramenta para que os ladrões
pratiquem outros crimes e, depois, são abandonados.
No caso dos veículos importados (com mais de cinco
anos) e dos que deixaram de ser fabricados há mais
de 10 anos, o furto ocorre para abastecer o mercado de peças
de reposição e as lojas de desmanche. Dos
carros que foram levados de seus proprietários em
Pernambuco, no último trimestre, 1.018 foram recuperados.
RECUPERAÇÃO - Na avaliação
do gerente regional da AGF Seguros, Paulo Gomes, o índice
de recuperação de carros melhorou do ano passado
para cá. Dos 46 carros segurados pela empresa que
foram roubados no primeiro trimestre deste ano, 27 foram
recuperados.
Dos furtados, sete reapareceram. Dos roubados, 16 vieram
sem avarias e foram vendidos para empresas que trabalham
com carros batidos. Essa é uma das formas encontrada
para amenizar os prejuízos. Os outros 11 carros estavam
com mais de 75% de avarias e foram incluídos como
perda total.
TRANSFORMAÇÃO
Como envenenar um automóvel
O que os automóveis compactos usados em competições
têm em comum com os urbanos? A carroceria. No mais,
a originalidade fica por conta dos preparadores, responsáveis
por envenenar os carros.
A transformação de automóveis só
é permitida por lei para veículos de corrida.
Embora alguns Detrans, como o de São Paulo, permitam
a legalização de carros modificados, mediante
laudo técnico de oficinas credenciadas pelo órgão
e do Inmetro, comprovando que as mudanças não
comprometem a segurança do veículo. Em Pernambuco,
as alterações de motor e de suspensão
em carros de rua são proibidas.
Para os que apreciam um carrinho nervoso (mesmo
não podendo ter um), vamos mostrar como é
feito o preparo em um carro de competição.
Antes de mexer no motor, o automóvel passa por mudanças
internas radicais. É totalmente depenado.
A retirada dos bancos e painel, segundo Carlos Alberto Monteiro,
da Federação Pernambucana de Automobilismo,
é necessária para diminuir o peso do automóvel,
evitar risco de incêndio, além de deixá-lo
com 850 quilos.
O habitáculo (interior) é protegido por barras
de ferro (santantônio) na parte traseira e laterais
das portas. O volante é substituído por outro
de menor diâmetro, o banco do motorista ganha um assento
duro, com cinto de cinco pontas. Por fora, os pneus de 175/65
são substituídos pelos largões 205/50
e o escape é dimensionado para permitir o aumento
de 10% de rendimento do motor o diâmetro do
tubo de escapamento é uma vez e meia o do original.
FORÇA A pérola está
debaixo do capô. O motor de 1.6 de 16 válvulas
ganha potência de um 2.0. O propulsor passa de 106
cv para 163cv. Em ação, ele supera a velocidade
de 188 km/h, chegando a marca dos 240 km/h.
Para isso, explica Monteiro, é feita a substituição
dos comandos de válvula e de admissão, por
outros, específicos de competição.
O cabeçote é rebaixado para obter maior taxa
de compressão.
Para permitir mais força ao motor, os pistões
são trocados por um de diâmetro maior. É
feito um trabalho de equalização de peso e
balanceamento dinâmico para que o motor não
sofra vibrações e perda de potência,
ressalta o diretor da Federação Pernambucana
de Automobilismo.
Para melhorar a lubrificação do motor e o
sistema de arrefecimento, é feita a troca da bomba
de óleo por outra de pressão superior. Completando
as alterações, o sistema de injeção
eletrônica tem que ser reprogramado. As curvas
de avanço e de tempo da injeção são
alteradas para melhorar o fluxo de combustível nas
câmaras de combustão, tornando a mistura mais
apropriada e aumentando a potência do veículo,
ensina Carlos Alberto Monteiro. Há ainda, a necessidade
de retirada do elemento filtrante do filtro de ar para melhorar
a aspiração do motor. Os bicos injetores e
o corpo de borboleta são os originais.
Por fim, a geometria da suspensão traseira e dianteira
(cárter, câmber) é modificada, bem como
os amortecedores e molas trocados por outro de maior
pressão para evitar o movimento e permitir mais estabilidade.
O custo para apimentar o Palio 1.6 é
de R$ 6 mil. Vale a pena para quem gosta de versões
bravas e esportivas. Mas, em termos de consumo, o Palio
1.6 transformado bebe muito. Faz 3,5 em com um litro de
gasolina.
VAMOS DIMINUIR ESSA REALIDADE
Efeitos dramáticos de uma colisão
O usuário de veículo deve ter sempre em mente
o ditado que diz que é muito melhor perder um minuto
na vida do que perder a vida em um minuto. Este argumento
tem sido a mensagem principal da engenharia automotiva para
conscientizar o motorista brasileiro sobre a necessidade
e as vantagens garantidas pelos equipamentos de segurança
veicular, como o cinto de segurança.
No Brasil, em 1987 (quando o uso do cinto não era
obrigatório), mais de 50 mil pessoas morreram
em acidentes e aproximadamente 357 mil ficaram feridas.
O índice de uso do cinto era de cerca de 5%. No mesmo
período, na Alemanha, 53% dos ocupantes de veículos
utilizavam o cinto mesmo antes da sua obrigatoriedade, e
cerca de 95% depois.
Essa mudança de conscientização dos
alemães ocasionou, em acidentes registrados no perímetro
urbano, 40% menos mortes, 31% menos feridos graves e 12%
menos feridos leves.
A engenharia automotiva normalmente utiliza a lei
das equivalências de impactos para exemplificar
as diferentes condições em que as colisões
podem ocorrer e suas conseqüências.
Em um impacto, o ocupante do veículo é apenas
um objeto desamparado das forças que atuam sobre
ele. O pensamento de que o motorista ou passageiro possam
se segurar em caso de colisão é um equívoco
fatal.
Resultados de testes de impactos desenvolvidos pelas montadoras
brasileiras apontam para situações jamais
imaginadas pelo usuário. Apoiar-se no volante,
por exemplo, surte algum efeito positivo somente até
a velocidade de 10 km/h. Mesmo assim é preciso que
a pessoa esteja preparada para o impacto.
Um outro exemplo de equivalência que impressiona
indica que uma colisão a 50 km/h corresponde a um
impacto em queda livre de 10 metros de altura ou
do 4º andar de um prédio.
Outros fatos obtidos por meio dos resultados de testes
de impacto comprovam a importância do cinto de segurança.
Em cinco diferentes situações de acidentes,
as conseqüências podem ser as mesmas. O que importa
não é necessariamente a velocidade, mas como
ocorre a colisão. Por isso, o cinto é tão
ou mais importante de ser usado na cidade do que na estrada,
já que mortes acontecem mesmo à velocidade
de apenas 30 km/h.
Os testes de equivalência de choques revelam que
as conseqüências são as mesmas nas seguintes
situações:
Um veículo colidir com uma barreira indeformável
(muro rígido) a 50 km/hora;
Um veículo a 160 km/h colidir com a traseira de
outro que esteja a 60 km/h;
Um veículo a uma velocidade de 100 km/h colidir
com um outro parado;
Um veículo a 50 km/hora colidir com um outro veículo
que também esteja trafegando a 50 km/h;
Um veículo a 60 km/h colidir com a traseira de um
ônibus que esteja parado.
OTIMIZANDO O FUNCIONAMENTO DO MOTOR
Veja como multiplicar o uso do motor
a diesel
Danos causados por deficiência na injeção
de combustível é o maior problema
O motor em um veículo pesado é um dos componentes
mais importantes, por isso realizar uma manutenção
adequada é uma tarefa indispensável.
De acordo com dados do Conselho Nacional de Retíficas
de Motores (Conarem) a maioria dos motores a diesel que
chega às empresas retificadoras é em virtude
de danos provocados por deficiência no sistema de
injeção de combustível.
A maior incidência ocorre pela pulverização
incorreta dos bicos injetores - danificados pela água
ou por um agente químico de aplicação
inadequada no combustível -, que mesmo recebendo
as dosagens corretas dimensionadas pela bomba injetora,
conduzirão à câmara de combustão
o diesel de forma líquida (gotículas) ao invés
da forma gasosa (microgotas).
Esse processo provocará uma queima incorreta do
diesel, gerando um excesso de depósito de carvão
no topo dos pistões, carbonizando o anel de compressão
e sua canaleta e ainda, o que é mais grave, prejudicando
a lubrificação do cilindro.
Essa queima anormal acarretará também num
aumento da temperatura interna da câmara de combustão,
provocando trincas no cabeçote e no topo dos pistões,
fadiga nas sedes e válvulas. Além disso, o
resíduo do combustível líquido não
queimado escorrerá pela camisa do cilindro, acentuando
o desgaste prematuro dos anéis de segmento, das camisas,
chegando até ao engripamento dos pistões.
De acordo com o presidente do Conarem, José Arnaldo
Laguna, para detectar esse problema precocemente, é
aconselhável que os proprietários de veículos
diesel realizem, periodicamente, um teste de emissões
de gases.
Esse exame é feito com o opacímetro, equipamento
computadorizado que, através de uma sonda introduzida
no escapamento do veículo, coleta os gases expelidos,
conduzindo essa amostra a uma câmara para análise
e processamento. Posteriormente é emitido um relatório
que indica com grande precisão o nível de
queima do combustível.
Caso seja identificado um excesso de combustível
(fumaça preta), será então necessário
realizar um exame mais completo, para avaliar se a origem
da emissão de gases é decorrente do sistema
de injeção ou proveniente do mau funcionamento
do motor.
O Sindicato da Indústria de Reparação
de Veículos e Acessórios do Estado de São
Paulo (Sindirepa-SP) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental (Cetesb) elaboraram um programa de melhoria da
qualidade da manutenção dos veículos
diesel.
Foram credenciadas no programa mais de cem empresas de
reparação, que estão adequadas tecnologicamente
para atender o consumidor. O programa assegura também
ao proprietário do veículo diesel um documento
técnico - emitido pelas empresas de reparação
de veículos participantes - que comprova que ele
realmente buscou e vem buscando manter o veículo
em boas condições e bem regulado. Com isso,
em caso de uma multa dentro do estado de São Paulo
por emissão de fumaça preta, o motorista poderá
defender-se apresentando esse laudo, o que implicará
no cancelamento da punição.
SEGURANÇA NA HORA DA COMPRA
Evite problemas com carro zero Km
Os consumidores devem obedecer às orientações
da montadora e buscar os serviços adequados
Comprar um carro novo é sonho de consumo de muita
gente, principalmente se for o primeiro. Porém, não
transformá-lo em pesadelo vai depender do comportamento
do consumidor.
A atenção dispensada na escolha do modelo,
cor, acessórios e equipamentos deve ser a mesma na
hora de manter seu veículo dentro das especificações
técnicas determinadas pelas montadoras. Sem dúvida,
essa é a melhor forma de se precaver contra "incidentes"
indesejáveis.
O momento certo para começar a conservar seu automóvel
recém-comprado é exatamente no ato de adquiri-lo.
Embora as instruções dos vendedores ajudem
muito, é preciso atentar para um poderoso auxiliar:
o manual do proprietário.
Nele, estão descritas todas as normas e regras que
devem nortear a conduta do motorista com o seu carro, desde
a calibragem correta dos pneus até os prazos de garantia.
Pode parecer um trabalho digno de Hércules ler aquele
"calhamaço", mas é a atitude certa
para saber quais são os procedimentos indicados em
cada caso.
Quem compra um carro novo deve, em primeiro lugar, estar
ciente a respeito da garantia oferecida, que geralmente
compreende 12 meses ou uma quantidade de quilômetros
pré-definida (varia conforme a montadora). É
importante saber o que é coberto pela empresa caso
seu automóvel apresente problemas. Todas as falhas
mecânicas ou elétricas oriundas de fábrica
ou de material inadequado são corrigidas, sem qualquer
ônus.
Isso não inclui defeitos decorrentes da má
utilização por parte do dono do veículo
e nem itens como pneus, aparelhos de som e baterias, pois
eles são produzidos por outras empresas. Outra informação
importante para se conservar a garantia diz respeito ao
local escolhido para eventuais consertos.
Em momento algum, o proprietário deve entregar seu
carro em oficinas sem procedência e que não
façam parte da rede autorizada. Nesse caso, a garantia
deixa de valer, pois a montadora não se responsabiliza
pelo trabalho alheio.
Se um mecânico não está habilitado
pela concessionária e realizou consertos no motor
de um veículo, o cliente perde imediatamente o direito
sobre esta parte e assim sucessivamente. O ideal é
que se procure o lugar onde o carro foi adquirido, seja
qual for o caso, pois só assim o proprietário
estará resguardado e seus direitos continuam valendo.
Dentro do que a fábrica garante, está previsto
também o plano de manutenção do veículo,
que indica a hora exata de se fazer as revisões essenciais.
É quando são realizadas trocas de óleos
e verificação de itens, como correias dentadas
e de motor, rolamentos e a checagem de toda a parte elétrica.
Essa atitude é capaz de manter o automóvel
sempre em bom estado, livre de problemas e ainda permite
que seja feita a prevenção de futuros defeitos.
Um dos problemas mais comuns e que geram muitas queixas
é em relação à instalação
de som. Nos carros possuidores de injeção
eletrônica, esse é um serviço que deve
ser executado com presteza. Caso o instalador utilize o
mesmo pino de alimentação da injeção
uma sobrecarga pode causar pane na parte elétrica.
Se quem colocou o som não pertence às concessionárias
da rede, os direitos do cliente serão invalidados.
Exemplo de proprietário pode ser visto no aposentado
Wilson Garrido, que possui um Corsa Sedan comprado no ano
passado. Embora seja sua filha, a estudante Fernanda Carvalho,
quem dirige o carro, Garrido cobra dela que todos os prazos
de revisão sejam obedecidos, bem como a calibragem
dos pneus e trocas de óleos. "Não tem
segredo algum. Eu apenas sigo corretamente o que informa
o manual do proprietário e pego no pé da minha
filha para que ela faça tudo do jeito certo",
assegura Garrido.
Consumidor tem seu direito assegurado
Porém, se o seu carro apresentou problemas e você
agiu corretamente, seguiu todas as indicações
do fabricante, levou o veículo para a rede autorizada
várias vezes e as falhas continuam, nem tudo está
perdido. O Código de Defesa do Consumidor possui
leis bem claras, que obrigam o fabricante a cumprir o determinado
no contrato de compra e venda. O diretor de assuntos especiais
do Procon, Márcio Pedreira de Cerqueira, afirma que
basta o cliente procurar o órgão.
"O cidadão que está se sentindo lesado
pela montadora deve reaver seus direitos", aconselha
Cerqueira. Só que para isso é essencial juntar
toda a documentação possível. Notas
fiscais, recibos de conserto e comprovantes de reclamação
valem como instrumentos para o processo. Em caso de acordo
imediato, a decisão sai em, no máximo, 20
dias. Contudo, se a empresa discordar da questão,
apenas a justiça poderá dar a palavra final.
Embora fosse comum ocorrer pendengas dessa natureza, a situação
tem se revertido ultimamente.
"Há cerca de três anos, pelo menos, um
caso por semana contra revendedoras chegava aos escritórios
do Procon. Hoje, esse tipo de processo vem diminuindo gradativamente",
informa Cerqueira. Isso se deve à nova política
das concessionárias e fábricas, que passaram
a privilegiar o atendimento, mantendo canais abertos com
os clientes para resolver os problemas, além do patamar
tecnológico alcançado pela indústria
automobilística brasileira, que elevou o controle
de qualidade na linha de produção.
As redes procuram evitar a todo custo que o cliente saia
insatisfeito. Não querem que a pessoa venha comprar
um carro e não volte nunca mais. Para isso, a maioria
das montadoras tem investido na formação de
profissionais capacitados para resolver casos complicados
e nos chamados call centers (centros de atendimento por
telefone). Se alguém detecta um defeito, deve se
dirigir à revenda onde adquiriu seu veículo,
pois lá se conhece todo o histórico que o
acompanha, além de já existir uma relação
de amizade com o cliente. Caso a falha persista, ainda existe
a ligação direta com a fábrica.
CURIOSIDADE
Qual o significado dos nomes dos veículos
Fiat?
UNO: O número 1 no idioma italiano. Recebeu este
nome por ter sido o primeiro modelo de uma nova geração
de carros Fiat.
UNO MILLE: tem este nome em função de ter
sido o primeiro modelo de veículo com motor 1.0 lançado
pela Fiat.
PALIO: é um nome inspirado na bandeira com a qual
se premia o vencedor de corridas a cavalo, realizada na
Idade Média durante as festas populares. A mais famosa
das corridas é o "Palio di Siena", que
é uma competição entre os moradores
das regiões próximas à cidade de Siena,
na Itália.
SIENA: é uma cidade da região da Toscana
(centro-oeste da Itália), onde é disputado
o "Palio" (corrida a cavalo).
MAREA: significa o movimento periódico das águas
do mar, que em português é conhecido como maré.
STRADA: significa "estrada" em português,
e representa o sentimento de liberdade que o carro proporciona
ao motorista.
DUCATO: refere-se a uma moeda de ouro, cunhada inicialmente
na região de Veneza e depois em outras regiões
da Europa.
FIORINO: é o nome da moeda de ouro cunhada na região
de Florença no século XIII.
BRAVA: em italiano significa "competente", que
tem louvor.
BMW traz freio ABS inteligente
Quem é apaixonado por máquinas de duas rodas
e tem US$ 27.490 (R$ 64,6 mil) para investir em um lançamento
tem uma boa oportunidade. A BMW lançou a R 1150 RT,
modelo do segmento de turismo.
Entre as inovações da motocicleta, estão
os freios ABS integrais um sistema inteligente controla
a distribuição da força da frenagem
sobre as duas rodas, independentemente da pressão
exercida pelo piloto, no pé ou na mão. Sistema
similar equipa a CBR 1100 da Honda.
Embora o motor boxer da R 1150 RT seja o mesmo dos modelos
R 1150 GS e R 1150 R, o desempenho foi melhorado. A potência
chega a 95 cv a 7.250 rpm (o modelo anterior desenvolvia
90 cv). O torque, por sua vez, passou de 9 kgfm para 10
kgfm a 5,5 mil rpm, enquanto a cilindrada subiu de 1.085
cc para 1.130 cc.
A R 1150 RT é equipada com câmbio de seis
marchas, sendo que a sexta é mais longa para reduzir
a rotação do motor em viagens e, conseqüentemente,
diminuir ruídos, vibrações e consumo
de combustível. A nova motocicleta traz rodas de
alumínio mais leves do que sua antecessora. Essa
redução no peso aumenta a estabilidade e beneficia
o conforto.
O design também mudou. Embora seja um modelo de
turismo, a R 1150 RT ganhou apelo esportivo, pelo fato de
contar com faróis duplos, luzes de neblina, novos
pára-lama dianteiro e carenagem. O modelo oferece
de série bolsas laterais com capacidade para transportar
até 30 litros cada, sistema de som e manopla aquecida.
O assento tem ajuste para até três posições.
Além disso, a altura do pára-brisa pode ser
ajustada eletricamente por meio de um comando no painel.
O tanque de combustível tem capacidade para 25,2
litros. Quando está apenas com cerca de quatro litros,
um indicador emite um sinal luminoso para alertar o piloto.
Além disso, o bocal do tanque é equipado com
uma válvula de retenção, que evita
o derramamento de combustível. A BMW R 1150 é
sem dúvida um sonho de consumo.
TESTE OBJETIVA ENCONTRAR
COMBUSTÍVEL ADULTERADO
DNA de combustível é lançado pela Shell
A empresa aperfeiçoa tecnologia
que identifica grau de pureza da gasolina
Uma nova tecnologia que promete
ser infalível no combate à adulteração
de gasolina começou a ser aplicada pela empresa Shell
Brasil. É o programa
DNA da Shell, foram investidos cerca de R$20 milhões
em pesquisas realizadas por cientistas brasileiros, americanos
e ingleses no centro da Shell em Thorton, na Inglaterra,
que duraram mais de dois anos.
Segundo o engenheiro-chefe de Desenvolvimento
de Combustíveis da Shell, Gilberto Pose, o programa
se distingue dos marcadores comuns utilizados no mercado
devido à alta tecnologia que lhe dá precisão
e segurança na identificação da origem
do combustível. "É uma tecnologia única
que consiste num marcador que conseguimos fazer através
da transformação do peso atômico de
uma molécula que agregamos na nossa gasolina.
Esse produto não é um
aditivo, não é um corante. O marcador não
altera nenhuma característica físico-química
da gasolina. Ou seja, por exemplo, não se ganha mais
potência, mas se assegura em 100% a certeza da origem
do produto", esclarece.
Estratagema - O que os cientistas
da Shell fizeram foi pegar um dos 300 componentes químicos
existentes na gasolina e, através de tecnologia nuclear,
alterar o peso atômico de uma molécula pelo
aumento da massa do hidrogênio presente. "Essa
molécula, que passou a ter um peso atômico
diferenciado das demais, foi agregada ao combustível
que fica diferenciado", esclarece Gilberto Pose.
O engenheiro explica que, com a adoção
da tecnologia do DNA na gasolina da Shell, a atuação
de adulteradores para esses produtos se torna quase impossível.
"Existem um milhão de possibilidades de combinações
possíveis para saber qual o composto que a Shell
usou para desenvolver o isótopo.
O executivo ressalta que para a criação
de um isótopo é necessário ter um reator
atômico, além do domínio da técnica
de sua utilização, mais especificamente da
aceleração que tem de ser dada na partícula
para incorporá-la no produto.
Para checar se existe alguma alteração
do combustível vendido, os técnicos-químicos
da empresa vão circular num "laboratório
móvel", uma pequena van dotada com um equipamento
portátil (leitor óptico de campo) para detecção
do marcador invisível. A van traz, também,
equipamentos para fazer os testes tradicionais - de densidade,
de teor de álcool e da qualidade de combustível
- recomendados pela Agência Nacional de Petróleo
(ANP). Como a Shell colocou essa "impressão
digital" nas suas gasolinas de tipo comum, fórmula
Shell e Premium, o aparelho portátil verifica a porcentagem
de "DNA", ou de pureza, que possui uma determinada
amostra de combustível.
O teste do
DNA da Shell é realizado através da amostra
de gasolina retirada de um bomba de posto que é colocada
num recipiente de 5 ml. Em seguida, o recipiente é
introduzido no aparelho portátil de campo com leitor
eletrônico. Em menos de dois segundos, a percentagem
de pureza de DNA da Shell aparece no visor eletrônico
do leitor. "Por exemplo, se for registrado 95%, esse
combustível tem 5% de solvente. Essa amostra vai
ser enviada para os laboratórios da Shell no Rio
de Janeiro ou em São Paulo para uma outra análise",
avalia.
Para evitar
danos - Além de ser uma proteção
industrial pela garantia da venda da gasolina originária
da empresa, o programa DNA da Shell é mais um aliado
no combate à adulteração que causa
prejuízos à mecânica de todos veículos.
"Já encontrei gasolina adicionada com vários
tipos de produtos químicos, como solventes, álcool
hidratado, água e rafinado. Quando o adulterador
é "profissional" consegue balancear a mistura
a um ponto que até um teste de laboratório
não capta a fraude, mas o teste de DNA capta",
salienta.
São muitos os danos para o bom
funcionamento dos veículos que são abastecidos
com gasolina adulteradas. O engenheiro-chefe do Desenvolvimento
de Combustíveis da Shell lança mais luz sobre
o assunto. "Todos os componentes do sistema de alimentação
de um carro - como as borrachas de irritação,
juntas, guarnições, carburadores, bombas de
combustíveis, filtros, bicos disjuntores - são
confeccionados com borracha, justamente para resistir a
uma certa "agressividade" dos solventes, uma vez
que a própria gasolina já é um solvente",
esclarece.
O problema, de acordo com o especialista,
é que quando uma gasolina está adulterada
com solvente aumenta esse grau de agressividade que pode
comprometer o material feito à base de borracha.
"Nos carros com injeção eletrônica,
por exemplo, as bombas de alimentação estão
imersas no tanque de combustível e existem vedadores
que separam a parte eletrônica da carcaça que
é feito com material plástico. Se esse combustível
adulterado ataca essa carcaça, ela começa
a se dissolver e vai no caminho do combustível, entupindo
a própria bomba, os bicos injetores, os filtros e
carburadores", descreve.
Perigo - Os efeitos do comprometimento
de parte da parte mecânica do veículo não
demoram a se manifestar e trazer riscos para o motorista.
"O motor do carro começa a "engasgar"
e perde potência. Isso, numa ultrapassagem pode causar
um acidente na mudança para uma marcha de maior velocidade,
o motorista pode não ter a resposta que espera do
motor", explica. Além disso, Gilberto Pose já
atestou em perícias os efeitos de um uso crônico
de gasolina adulterada. "Conheço casos de veículo
que teve sua mangueira de combustível ressecada devido
à ação da gasolina adulterada, que
acabou pingando no coletor do equipamento, e pegou fogo",
explica.
O especialista adverte que a utilização
de um combustível misturado a um solvente mais leve,
de rápida evaporação, como o rafinado,
também, vai provocar sérios problemas na parte
mecânica. "O rafinado pode entrar no cárter
do motor através dos anéis e "afinará"
o óleo, gerando problema de lubifricação.
Isso pode causar um desgaste que pode fundir o motor",
sintetiza.
DESEQUILÍBRIO
NA CADEIA PRODUTIVA
Estudo comprova o poder das montadoras
Para apurar a origem e tendências
dos indícios de abuso de poder por parte das montadoras,
a Fenabrave- Federação Nacional da Distribuição
de Veículos Automotores solicitou estudo ao professor
doutor do Departamento de Sociologia da Universidade de
São Paulo (USP), Glauco Arbix, e João Paulo
Cândia Veiga, doutor em Ciência Política
pela USP, ambos especializados no setor automotivo e autores
de livros referentes ao assunto.
A análise do setor, realizada
pelos especialistas Glauco Arbix e João Paulo C.
Veiga, foi entregue à Fenabrave no último
dia 31 de maio e, sob o título "A distribuição
de veículos sob fogo cruzado - Em busca de um novo
equilíbrio de poder no setor automotivo", comprovou
que o excessivo poder exercido pelas montadoras de veículos
é histórico e mundial, e vem, ao longo dos
anos, se fortalecendo de acordo com a política governamental
adotada em alguns países.
Esse poder, segundo o relatório
fornecido para a Fenabrave, gera desequilíbrio nas
relações da cadeia automotiva, onde os distribuidores
passaram a ser "a bola da vez", sendo empurrados
pelas montadoras para as bordas da cadeia de distribuição.
"Nosso objetivo com esses estudos
foi o de analisar, de forma contextualizada, o histórico
poder das montadoras, sua evolução e seus
impactos sobre o setor da distribuição. Analisando
esses aspectos e tendências, poderemos avaliar possíveis
caminhos para que os concessionários possam restabelecer
as condições de permanência no mercado
de forma mais equilibrada junto às montadoras",
explica Hugo Maia, presidente da Fenabrave.
Segundo os estudos, a reconfiguração
dos processos produtivos a partir da década de 80,
os incentivos governamentais e as mega-fusões são
alguns dos aspectos relevantes para que as montadoras se
tornassem ainda mais poderosas. "As montadoras hoje
tornaram-se mais poderosas do que sempre foram, abalando
relações há muito estabelecidas e empurrando
toda a cadeia, em especial a distribuição
e a revenda, a repensar integralmente suas atividades",
diz um dos trechos do estudo.
Para Arbix e Veiga, pequenos movimentos
das montadoras são capazes de abalar antigas relações
ou desestabilizar empresas (mesmo as mais eficientes), simplesmente
porque é cada vez mais difícil acompanhar
seus passos e suportar suas pressões. "Não
é à toa que nenhuma sociedade democrática
se construiu sem limitar o poder dos grandes conglomerados,
viabilizando a existência do pequeno, do médio
e mesmo do grande empreendimento. Quando falham, e aceitam
conviver com esses desequilíbrios, quase sempre pagam
um preço social extremamente alto, como é
o caso do Brasil, seja no que se refere à redução
do emprego, seja no aprendizado tecnológico, no fechamento
de empresas e internacionalização do setor".
Na visão dos especialistas, mais
fortemente após a implantação do Regime
Automotivo, que ofereceu incentivos às montadoras
entre 1995 e 1999, o setor foi atirado nos braços
dos fabricantes, em detrimento da indústria de autopeças,
de fornecedores de insumos, matérias-primas e bens
intermediários, do sistema de distribuição
e dos trabalhadores, personagens de destaque no período
anterior de recuperação da indústria.
"Enquanto a proteção tarifária
para as montadoras já instaladas no país seria
mantida, o restante da cadeia tinha sua rentabilidade pressionada
em função da profunda reestruturação
e modernização por que passavam", afirmaram
Arbix e Veiga.
Como resultado, segundo os acadêmicos,
o sistema de distribuição no Brasil foi sendo
sacudido nos últimos anos por uma mudança
estrutural e que resultou na diminuição da
rentabilidade da concessionária a índices
inferiores a outros segmentos da economia e da própria
cadeia automotiva. "Segundo dados da The Economist,
em 1998, os revendedores brasileiros alcançaram um
retorno sobre as vendas quase três vezes menor do
que os revendedores britânicos e americanos, a metade
dos supermercados brasileiros e cinco vezes menor do que
o do setor de eletrodomésticos", informaram
os especialistas.
Mais do que isso, segundo o relatório
enviado por Arbix e Veiga, as montadoras ainda não
têm um plano certo em relação ao sistema
de distribuição, porém, o que já
ficou claro, é que a forma como extraíram
poder das empresas de autopeças, drenaram a força
dos sindicatos de trabalhadores e, mais recentemente do
próprio Estado, tende a se repetir com a rede distribuidora.
"Ao invés de desestruturar as redes locais e
regionais de produção, fornecimento e distribuição,
as montadoras procuram criar redes de empresas sob seu controle,
que funcionam paralelamente à cadeia tradicional.
Com isso", alerta o estudo, "as montadoras querem
se aproximar tanto das fontes de insumos e suprimentos quanto
do consumidor, comportando-se como se fossem intermediários
virtuais".
O objetivo das fábricas, conforme
apuração do estudo, é o de minimizar
a importância do concessionário como principal
elo entre o produto e o cliente e, para isso, "têm
destacado, nas entrelinhas dos pronunciamentos e no sub-texto
dos programas anunciados, que a revenda é tida como
uma usina de desperdícios e uma fonte permanente
de ineficiências. Se assim fosse, como explicar sua
sobrevivência ao longo do tempo?", questionam
os autores da análise.
Na conclusão dos especialistas,
as palavras cooperação e inovação
devem reger os passos futuros dos concessionários.
"O desafio é transformar esses conflitos em
uma plataforma para a superação dos obstáculos
enfrentados pelo setor, a partir do reconhecimento da necessidade
de um novo pacto de cooperação entre seus
integrantes".
Segundo Arbix e Veiga, as tecnologias
de informação abrem portas para que a concessionária
monomarca se transforme em um sistema multiserviço
e multinegócio e, no limite, multimarca. Para isso,
o estudo sugere aos concessionários repensar o negócio,
e contemplar a possibilidade da formação de
grandes grupos o que, na visão dos especialistas,
possibilitará não só ganhos de escala
como aumentará o poder de todo o setor nas negociações
de novos acordos com as montadoras.
"As chances de que relações
mais cooperativas possam renascer dependem muito de uma
alteração significativa nas estratégias
empresariais, no comportamento das empresas e dos empresários
do setor. Sem cooperação, as perdas eventuais
poderão ser muito maiores do que o necessário,
como já aconteceu dramaticamente no setor de autopeças",
alertaram Arbix e Veiga na conclusão do estudo.
Mecânica Online/Fenabrave
ESTIMULANDO A COMPETITIVIDADE
Missão do piloto de
prova envolve segurança e qualidade
A profissão de piloto de prova
de automóvel exerce grande fascínio sobre
muitas pessoas, em especial os jovens. Afinal de contas
ela está diretamente relacionada ao símbolo
de status e objeto de maior desejo do homem.
Nem todos, entretanto, sabem o que realmente
faz o piloto de prova, qual é a sua missão,
responsabilidades e como é o seu dia-a-dia.
O perfil do piloto de prova é
bastante peculiar, exige disciplina acima de tudo. E nem
sempre as suas atividades são fascinantes como inicialmente
se imagina. Mas, são altamente gratificantes pela
sua participação em oferecer ao usuário
do automóvel um produto de qualidade, confortável
e cada vez mais seguro.
No Campo de Provas da Cruz Alta
CPCA, da General Motors do Brasil, em Indaiatuba, região
de Campinas, SP, onde são desenvolvidos e validados
os veículos Chevrolet e GMC, o termo "piloto
de prova" na verdade não existe. A denominação
utilizada é "motorista de teste" e "avaliador".
Mas, também é verdade que se o termo não
existe, a função existe. E é o que
mais se faz no CPCA.
Duas grandes categorias
Motoristas de teste e avaliadores são
duas grandes categorias no campo de provas da GMB. Os primeiros
são pessoas treinadas para o que chamam também
de "motorista de durabilidade". Envolvem testes
com roteiro e condições de direção
previamente determinados, com o objetivo de acumular quilometragem
em estradas extremamente agressivas, a ponto de permitir
reproduzir, com apenas 24.000 quilômetros percorridos,
toda a vida útil da estrutura de um veículo.
"Existem ainda outros tipos de
testes de durabilidade onde são percorridos mais
de 80.000 quilômetros. É necessário
muita disciplina, habilidade, determinação
e concentração para seguir à risca
os procedimentos de testes. A constância é
a marca registrada destes motoristas", explica o engenheiro
Ramon Orives, responsável por Desenvolvimento de
Chassis.
Já os avaliadores são,
na sua grande maioria, engenheiros que desenvolvem e calibram
os diversos sistemas de um veículo - desde o computador
de bordo, por exemplo, que informa o motorista, com precisão,
os parâmetros de consumo, autonomia, etc., até
a suspensão, cujo trabalho começa em simulações
no computador e tem como principal objetivo garantir conforto,
sensação de confiança e prazer ao dirigir
para o usuário.
"Resumidamente, motoristas de teste e avaliadores precisam
antever os problemas de campo e desenvolver produtos com
alta qualidade, onde a segurança é prioridade
e esta só será sentida se estes parâmetros
forem adequadamente trabalhados, resultando em um veículo
com sensação de confiança e prazeroso
de dirigir", diz Ramon Orives
Exigências para o interessado
O turno de trabalho do motorista de
durabilidade é de 8:00 horas, das quais cerca de
6:30 horas ele dirige em testes mais longos. Suas atividades,
além de dirigir, envolvem observar o comportamento
de todos os sistemas do veículo, desde o levantador
dos vidros, esforço ao fechar a porta até
o rendimento do motor.
Alguns testes podem percorrer até
700 quilômetros por turno, mas a média gira
em torno de 300, em função de muitas pistas
serem extremamente severas e a média horária
baixa, o que equivale a 1.500 quilômetros/semana ou
66.000 quilômetros/ano. No CPCA existem três
turnos de trabalho e no final de cada um o motorista relata
por escrito as principais ocorrências.
Para o motorista de teste, além
de mostrar afinidade e preparo para a função,
é exigido o 2º grau completo, conhecimentos
básicos de mecânica e idade mínima de
21 anos. Após um treinamento inicial de duas semanas,
passa a efetuar procedimentos simples, evoluindo para os
mais complexos na medida em que acumula experiência.
Para os avaliadores é exigido
curso superior em engenharia e o treinamento é contínuo
porque a evolução dos sistemas, especialmente
eletrônicos, é constante. Não há
literatura ou cursos específicos que treinem um avaliador,
o que existe é a transferência de informações
dos profissionais mais experientes para os mais novos, e
também as trocas de informações entre
os profissionais das divisões GM no Brasil, Europa,
Estados Unidos e Ásia. "Destacam-se nesta área
as pessoas que têm capacidade de se relacionar bem,
alto grau de iniciativa, motivação elevada
e persistência, muita persistência", conclui
Ramon Orives.
Mecânica Online/GM
Notícias
CONTRA-PESO
Estudantes constróem Pontes de Macarrão
Professor de Física do Colégio
Visconde de Porto
Seguro estimula aprendizado com desafio criativo
Está tudo pronto para o II Campeonato
de Pontes de Macarrão, que acontece nos dias 10 e
11 de agosto organizado pela área de Física
da Unidade de Valinhos/SP do Colégio Visconde de
Porto Seguro.
A novidades deste ano é a participação
das empresas Pastifício Selmi e Broto Legal Alimentos,
de Campinas/SP. Elas vão fornecer o macarrão,
arroz e feijão utilizados durante a competição
e a mesma quantidade para doação, pelo Colégio,
para famílias carentes de Valinhos.
A previsão é de aproximadamente
2 toneladas dos alimentos. O macarrão tipo spaguetti
vai ser usado na construção das pontes e o
arroz vai ser utilizado como peso sobre as pontes.
O Campeonato á para alunos da
8ª série do Ensino Fundamental até a
3ª série do Ensino Médio. O professor
Dionei Andreatta, supervisor do evento, confirmou a inscrição
de 142 pontes cuja construção deve envolver
cerca de 600 alunos durante todo o dia 10 sexta-feira, a
partir das 7 horas. No sábado, dia 11 as pontes serão
submetidas aos testes de carga quando será definida
a vencedora.
O DESAFIO
"Construir uma ponte feita de spaguetti, cru ou cozido,
que vença um vão livre de 100cm entre as bases
e que não ultrapasse a massa de 1Kg, com uma bandeja
de 20x20cm na sua parte mais alta que recepcione e suporte,
inicialmente, uma carga extra de dois sacos de feijão
de 500gr.
A cada dez minutos será acrescentada
uma sobrecarga de 110gr de arroz. A ponte vencedora será
a que resistir à maior sobrecarga durante dez minutos
sem partir e sem encostar no piso. Em caso de empate a ponte
de menor massa será considerada a vencedora".
PREMIAÇÃO
A ponte vencedora dará a cada membro da equipe 2,0
pontos na média de Física do segundo trimestre;
o segundo lugar dará 1,5 pontos; o terceiro 1,0 ponto
e todas as pontes que resistirem a sobrecarga de 1kg por
dez minutos darão 0,5 ponto aos membros da equipe.
INFORMAÇÕES
Colégio Visconde de Porto Seguro-Valinhos
Prof. Dionei andreatta - fone (19) 3871 0388
Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística
Fone (19) 3256 4863
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