| Mecânica
Online
Edição 24 - Dezembro de 2001
Conteúdo básico
ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL
Gasmax, outras quinquilharias
e afins
Depois dessa matéria você só vai ser
enganado se quiser!
Um tema que está muito em voga é o dispositivo
chamado GASMAX, apregoando milagres em desempenho e economia.
Estes dispositivos, geralmente de baixo custo e de muita
simplicidade de instalação, oferecem o paraíso
em vida...
Os incautos, os de boa fé e os leigos são
suas maiores vítimas. Quase me esqueci dos engenheiros
que poderão pensar em rasgar os seus diplomas....
Pois nunca imaginaram algo tão eficaz...
Brincadeiras fora, vamos por mãos a obra e tentar
esclarecer um pouco deste novo mito que chega ao
nosso mercado.
O que um motor precisa para ser realmente econômico?
Se fosse uma resposta fácil o resultado seria realmente
simples e barato, mas não é bem assim! Primeiramente,
depois de definidos os objetivos do projeto (economia X
desempenho), devem ser observados as seguintes características
do projeto:
Tipo do veículo, se é um esportivo
ou um veículo familiar;
Capacidade cúbica do motor (cilindrada);
Número de cilindros;
Dificuldade em acessar os itens de manutenção.
Pois serão estes os requisitos que determinarão
o custo da manutenção e o seu consumo específico.
Voltando ao projeto inicial, alguns itens devem ser analisados
e muitos não podem ou não devem ser alterados,
pois implica em mudanças pesadas e de alto custo.
Outra coisa que merece um comentário bem específico
é o ato da compra. Muitas vezes se compra o carro
errado para um determinado uso e depois começam as
tentativas de reduzir o consumo de todas as formas.
# Desenho da câmara de combustão - deve gerar
altos índices de turbulência na mistura ar
+ combustível;
# Acertos e escolha do grau térmico da vela de ignição;
# Integridade elétrica do sistema;
# Integridade mecânica do motor;
# Potência disponível do sistema de ignição;
# Tipo de combustível utilizado;
# Tipo de uso do veículo (urbana X estrada X misto);
# Hábitos do condutor;
# Realização da manutenção preventiva
nos prazos recomendados.
O que pode ser feito em cada uma destas etapas (de uma
forma simples e bem direta):
# O desenho, a geometria da câmara de combustão
faz parte do projeto e pode ser otimizada retirando os cantos
e arestas (arredondando-os);
# Também faz parte do projeto inicial e deve ser
respeitada nas rotinas de manutenção;
# A integridade mecânica e elétrica é
à base de tudo. Só pode funcionar bem e ter
bom rendimento se ambos os sistemas estiverem com seu "estado"
de saúde em ordem, isto é, motor com boa compressão
e vedação interna e seu sistema elétrico
revisado.
# Com o uso os componentes internos sofrem desgastes e principalmente
os componentes do sistema de ignição que operam
sob condições severas, devem ter sua manutenção
realizada com rigor e preciosismo técnico. As velas
são de suma importância para um consumo contido,
mas sozinhas não fazem milagres, é preciso
que todo o sistema esteja em ordem (conexões, aterramentos,
bobinas e cabos adequados, bateria e alternador em ordem);
# O combustível tem sido o maior vilão dos
últimos tempos! Até chegar ao interior do
tanque do veículo ele sofre transformações
que acabam por transformar o seu bolso em um inferno astral...
A idoneidade e a procedência do combustível
são fundamentais para um consumo adequado!
# O tipo de tráfego que o usuário submete
o veículo é fator preponderante na avaliação
do consumo do veículo. Veículos que rodam
exclusivamente em estradas tendem a ser mais econômicos
(sob todos os aspectos) do que aqueles que trafegam em uso
urbano constante (principalmente se este percurso for realizado
somente em trajetos curtos). Aqueles que trafegam em trânsito
misto conseguem bons índices de consumo quando comparados
aqueles que trafegam em trânsito urbano pesado.
# Os maus hábitos do condutor são o segundo
maior problema nas reclamações sobre consumo.
O anda/pára da cidade precedida de arrancadas bruscas
e freadas fortes são hábitos que elevam os
índices de poluição ambiental e aumentam
muito o consumo de combustível. Outro hábito
danoso (ao bolso e ao motor) é o tradicional descansar
do pé esquerdo sobre o pedal da embreagem; andar
em baixo giro em marcha longa (45 km/h em quinta marcha...)
e etc...
# O maior de todos: A falta de manutenção!
Do óleo lubrificante do motor até as velas,
passando pelos freios, suspensão, iluminação
e etc, tudo tem de estar funcionado de forma harmônica,
este é o segredo.
O maior remédio para economizar combustível
é a correta manutenção do veículo
com o apoio de um profissional especializado e aplicando
peças de qualidade, preferencialmente referendadas
pela montadora, buscar um posto de abastecimento idôneo,
pois combustível ruim = aumento de consumo
(mesmo que você tenha tido a sensação
de economizar na hora de abastecer...).
Sem mágicas, truques e quebra-galhos, reparação
automotiva é coisa séria e muito me indigna
ver o ponto que chegamos neste país, sem inspeção
veicular definida e sem escolas de formação
de profissionais capacitados à realizar a correta
manutenção dos modernos que rodam em nossas
vias, só podemos esperar que o caos seja a porta
de saída, pois em um mercado sem lei e sem ordem,
é que surgem os aproveitadores de plantão.
O atual mercado brasileiro de reparação
só é menor do que o norte-americano, porém
se comporta como se estivéssemos ainda nos anos 20
e vem acompanhado de uma grande decepção chamada
de assistência técnica. O profissional automotivo
é a pessoa que deveria ser o formador de opinião
(correta é claro!) e não um mero coadjuvante
da estória. Se ao menos ele soubesse, na íntegra,
como as coisas funcionam, fatalmente não haveria
espaço para estas quinquilharias no nosso mercado.
Um produto deste só pode ter a respeitabilidade
se vier com um selo do INMETRO e que atenda as normas
da ABNT vigentes em nosso mercado. Eles querem se submeter
aos testes? Provam e comprovam seus dotes de economia?
Sob quais teorias da Física ou da Química
embasaram seus fundamentos?
Fica muito complicado falar de economia de combustível
quando não temos fiscais para coibir as adulterações
de combustível nos postos, quando não temos
a tão sonhada Inspeção Técnica
Veicular, quando não temos regras claras sobre manutenção
e segurança e etc, etc....
As pessoas querem ter um baixo consumo sem realizar os
requisitos mínimos de manutenção! Daí
abrir espaços para os milagrosos economizadores de
combustível, se depois destas explanações
você ainda quiser ser enganado...
Paulo Roberto dos S. Poydo é Assessor Técnico
da Direção do Depto. de Transportes da Assembléia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; Ex-Instrutor do
SENAI - RJ; Consultor Técnico Automotivo da SYNERGY
CONSULTORIA E TREINAMENTO AUTOMOTIVO, membro da SAE - Society
Automotive Engineer e do STS - Service Technicians Society,
participante do CB-05 da ABNT; ASE Certified.
Email.: redacao@mecanicaonline.com.br
TEST DRIVE MECÂNICA ONLINE
Toyota moderniza e fortalece
linha 2002 da Hilux
Picape ganhou visual mais agressivo e novos motores
Mudanças
na estética, motorização, suspensões,
reforços na segurança e melhorias para aumentar
o conforto. Este é o "pacote" adotado pela
Toyota na nova linha 2002 da picape Hilux.
A versão urbana, modelo SRV, testada pela Equipe
da Mecânica Online, com tração 4x2,
apresenta como destaque o novo motor 3.0, que alcança
uma potência máxima de 90 cavalos.
Ao todo, são três versões de motor
(um a gasolina e dois a diesel, um deles turbinado), dois
tipos de cabine (normal e dupla), quatro de acabamento e
trações 4X2 ou 4X4 (com acionamento automático
opcional), que combinadas, num primeiro momento, deixam
a Hilux com sete versões. Com o lançamento
do motor turbodiesel, o total de combinações
sobe para 12, podendo agradar um número ainda maior
de consumidores.
O modelo avaliado teve um bom desempenho dentro do trânsito
recifense, como também em pisos irregulares. Além
de transitarmos no perímetro urbano, resolvemos verificar
o quanto esse utilitário faz valer a sua força
no campo.
E o desempenho foi ainda melhor, pois a picape superava
com facilidade os obstáculos do piso irregular, as
subidas e descidas, além de mostrar-se a todo instante
a força do seu motor. Já na estrada, no percurso
de br's, a picape também teve bom desempenho e encara
bem as subidas, embora a retomada de velocidade em aclives
exija um pouco mais de paciência. O ideal consiste
em obter a velocidade ideal para subida, momentos antes
de inicia-la. Com isso, o motor mantém firme a rotação,
e fica fácil superar os aclives.
A nova dianteira da Hilux ficou com estilo bem mais moderno
e musculoso. O conjunto ótico, a grade e os pára-choques
ganharam desenho mais atual. Os cromados na moldura da grade,
nos pára-choques e espelhos retrovisores saltam aos
olhos. O ressalto no capô do motor e as rodas mais
largas acentuam ainda mais o espírito esportivo e
a robustez do modelo. Já na traseira, as mudanças
foram mais discretas, mas deixaram a caçamba com
linhas mais limpas.
Considerando o acabamento, durante o nosso test drive,
tivemos a surpresa de sermos atingidos por um parafuso ou
porca, que foi lançada do asfalto por um caminhão
que vinha em sentido contrário. Por sorte, atingiu
apenas o retrovisor direito. Sorte? Isso mesmo. Se esse
objeto tivesse acertado o pára-brisa, talvez as conseqüências
tivessem sido outras. Com esse incoveniente, pudemos verificar
o quanto o cromado que reveste os espelhos retrovisores
são fortes. Apesar do choque, o material comportou-se
muito bem, absorvendo o impacto e sofrendo apenas alguns
amassos.

Em terrenos acidentados, a Hilux 2002 não teve dificuldades
Proteções anticorrosivas
Perfeita para os mais variados estilos de vida, a Hilux
oferece tanto em sua carroceria como em sua caçamba
um design esportivo com alta durabilidade. Lâminas
de aço anticorrosivo e uma base de poliuretano impedem
que a pintura descasque com pequenos impactos ou arranhões.
Interior
Por dentro, poucas novidades, entre elas, os espelhos
elétricos e rádio AM/FM com CD-player e quatro
alto-falantes. De série, todas as versões
da picape contam com ar quente, estribos, direção
hidráulica, faróis halógenos e dois
alto-falantes e antena para o rádio. Um ótomo
ponto a favor é o espaço interno na cabine
dupla. O acabamento é simples e os comandos estão
bem posicionados, facilitando o acesso do motorista.
Segurança
Para aumentar a segurança, a Hilux passa a oferecer
airbag para o motorista e os freios - discos ventilados
na frente e a tambor na traseira com válvula moduladora
de carga - ganharam ABS nas quatro rodas. No caso da cabine
dupla, conta também com cinto de três pontas,
apoio para a cabeça e trava de segurança para
as portas traseiras.
A versão 4x2 também ganhou em altura, passando
a ter a mesma da irmã 4x4.

Mamanguape - PB: Baía da Traição
Motorização
Motor 3RZ-FE
Gasolina: 2,7 litros, 16 válvulas, 4 cilindros em
linha DOHC
Cilindrada: 2.694 cc
Potência máxima: 142 cv a 4.800 rpm
Torque máximo: 23.2 kgfm a 4.000 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica
Toyota / L-Jetronic
Motor 5L
Diesel: 3,0 litros, 4 cilindros em linha OHC
Cilindrada: 2.986 cc
Potência máxima: 90 cv a 3.800 rpm
Torque máximo: 19.6 kgfm a 2.400 rpm
Alimentação: Bomba injetora rotativa - Injeção
direta
Motor 1KZ-TE
Turbodiesel: 3,0 litros, 4 cilindros em linha OHC
Cilindrada: 2.982 cc
Potência máxima: 116 cv a 3.600 rpm
Torque máximo: 32.1 kgfm a 2.000 rpm
Alimentação: Bomba injetora rotativa EFI -
controlada eletronicamente - Injeção direta
Corolla traz novidades no modelo 2002, com
versão básica mais barata
O modelo Toyota Corolla 2002 traz boas novidades ao mercado
brasileiro. Além do relançamento da versão
de entrada XLi, que está 6% mais barata, a Toyota
está incorporando equipamentos na versão intermediária
XE-i e na versão SE-G que é a top da linha.
Com o objetivo de melhorar ainda mais a competitividade
deste e de outros modelos Toyota, a empresa passa a oferecer
também, a partir do modelo 2002, três anos
de garantia. Para otimizar os custos e sobretudo o preço
final da versão XL-i, a Toyota revisou as especificações
do modelo que agora oferece de série ar-condicionado,
vidros e travas elétricos, direção
hidráulica e um preço ainda mais acessível.
O modelo não traz o airbag nem o apoio de cabeça
central no banco traseiro, entre outras pequenas mudanças.
Com esta nova configuração, o modelo sofreu
uma redução média 6% no preço
público sugerido: na tabela para a região
sudeste por exemplo, a versão equipada com transmissão
manual teve uma redução de R$ 2.286,97 no
preço público sugerido.
Para o carro chefe da linha, a versão XE-i , a mudanças
também são significativas. Esteticamente o
modelo ganhou frisos cromados nos pára-choques traseiro
e dianteiro, nova moldura na grade do radiador, além
de rodas de alumínio, CD Player e alarme com control
remoto, todos equipamentos de série.
A maior novidade está na versão SE-G da linha
Corolla. O modelo, que já era o único automóvel
nacional a oferecer bancos de couro legítimo de série,
é agora também o único da categoria
a oferecer disqueteira (CD Changer) de seis discos no painel,
também de série. Para garantir ainda mais
requinte ao modelo, a Toyota incorporou à versão
SE-G, maçanetas internas cromadas e detalhes em madeira
nas portas.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
MOTOR NOVO OU CALIBRADO
Motor recalibrado dá
fôlego a carros
O carro já existe, mas pede uma dose de fôlego
extra para se manter no mercado eis a questão
para a montadora!
Alternativa 1: substituir, literalmente, o motor daquele
modelo por outro que já equipa um segundo modelo
da marca;
Alternativa 2: fazer a recalibração do motor
para deixá-lo mais moderno e a gosto do consumidor.
Recentemente o mercado brasileiro assistiu a dois bons
exemplos deste episódio. O primeiro proporcionado
pela General Motors e o segundo, pela Fiat. Sem dúvida,
a recalibração não significa projetar
um novo motor, mas chega bem perto disso em razão
do intenso trabalho de engenharia, mais demorado e de custo
relativamente elevado.
O caso da GMB ocorreu com o lançamento das linhas
2001 da picape S10 e do utilitário esportivo Blazer,
que receberam o motor 2.4 MPFI. O propulsor desenvolve 128
cv líquidos de potência a apenas 4,8 mil rpm,
o que proporcionou uma nova dimensão de desempenho
há muito reivindicada pelos consumidores dos modelos.
Com a base do motor CN22E de 2,2 litros e 113 cv, iniciou-se
o trabalho no C24SE de 2,4 litros e 128 cv. Seu desenvolvimento
começou no final de 1997. O objetivo era aprimorar
as retomadas de velocidade e as acelerações
para satisfazer os compradores da S10 e Blazer.
O aumento de cilindrada para exatos 2.405 cm3 foi conseguido
mediante o diâmetro maior dos cilindros de
86 para 87,5 mm e do aumento do curso dos pistões,
que passou de 94,6 para 100 mm. O bloco do motor é
o mesmo da Família II de motores Chevrolet, definido
pela distância de 93 mm entre centros de cilindros.
Para aumentar o curso dos pistões, porém,
foi necessário produzir um virabrequim novo, fabricado
em ferro fundido nodular, o que resultou em um conjunto
leve e resistente.
Para o motor C24SE foram desenhados também novos
pistões, ultraleves, com altura de compressão
de apenas 27,3 mm (antes 30 mm). Mais importante ainda foram
os anéis de segmento ultrafinos, de modo a assegurar
maior vedação, menos atrito e, sobretudo,
durabilidade superior. Por exemplo, o anel de compressão
superior, antes de 1,5 mm de espessura, agora mede apenas
1,2 mm.
A taxa de compressão que tem relação
direta com o rendimento térmico foi elevada
de 9,4:1 no motor 2,2 litros para 9,6:1 no propulsor 2,4
litros para melhor aproveitar a crescente evolução
da gasolina brasileira em relação ao número
de octanas.
A otimização da taxa de compressão
ocorreu por diversos fatores, entre eles o sensor de detonação,
o qual destina-se a comandar mudanças no gerenciamento
de ignição, atrasando-a, caso ocorra o fenômeno
conhecido popularmente por batida de pino.
Bloco comunitário entra em cena
Mesmo depois de um intenso e complexo trabalho de mais
de três anos e com tantas modificações,
não se pode dizer que o motor que equipa hoje a S10
e a Blazer é de fato um novo propulsor.
Na verdade, mexeu-se muito na parte inferior e pouco na
superior. É necessário deixar bem claro, porém,
que a recalibração de um motor está
longe de uma maquiagem, pois se este fosse o
caso com certeza os objetivos não seriam alcançados
e os consumidores destes modelos reivindicariam um
propulsor mais esperto em acelerações
e retomadas de velocidade.
Já o caso da Fiat ocorreu com o lançamento,
no mês passado, do Uno Mille equipado com motor Fire.
É um dos propulsores mais avançados da linha
da montadora mineira, que já equipava o Palio.
Com certeza, por isso mesmo a Fiat optou pela alternativa
1: pesados os prós e os contras, não havia
razão para promover uma recalibração
no motor Fiasa utilizado pela versão anterior do
Uno Mille, se já estava pronta e à mão
uma motorização que preenchia todos os requisitos
para dar novo fôlego ao modelo que completará
18 anos no mercado brasileiro.
Entretanto, a alternativa de utilizar a mesma motorização
em diferentes veículos de uma ou mais marcas remete
ao conceito do motor comunitário
tema de matéria publicada pelo Diário em março
deste ano. Como foi dito, motor comunitário significa
vantagem direta para os fabricantes e também para
o bolso do consumidor, porque a idéia é chegar
a um produto com custo final mais acessível para
maior número de consumidores. Raciocínio que
pelo menos na teoria está correto, já que
o motor é um dos componentes mais caros de um veículo.
Paralelamente à recalibração de motores
ou motores comunitários, o fato é que a indústria
automobilística como qualquer outra indústria,
seja qual for o segmento busca permanentemente a
venda de seus produtos. A demonstração mais
recente disso acaba de ser dada pela Peugeot/Citroën
e Toyota, divulgada pela imprensa internacional na semana
passada.
Agora os dois grupos voltam seus olhos para o carro barato
e anunciam para 2005 o lançamento, em conjunto, de
um modelo pequeno com preço em torno de 6 mil euros
(cerca de R$ 13 mil). Correndo por fora da raia, a Renault
também promete um veículo com preço
ainda menor 5 mil euros.
O que existe em comum entre os novos modelos é o
conceito de automóvel que abre mão do luxo
em troca da conquista de um público consumidor que
não quer ou não pode pagar por veículos
sofisticados, considerando a utilidade que terão.
No caso da Peugeot/Citroën e Toyota, entra em cena
o motor comunitário; no caso da Renault até
pode ocorrer uma recalibração, baseada no
motor de um modelo da romena Dacia, adquirida pela montadora
francesa em 1999.
Aumento de torque e potência
O torque máximo líquido de 21,9 kgfm do motor
Chevrolet de 2,4 litros ocorre a 2,6 mil rpm e mostra a
sua vocação para gerar força de tração
elevada com facilidade. Para exemplificar, a 1,6 mil rpm
o motorista já dispõe de 84% do torque máximo,
o que evita a necessidade de usar freqüentemente as
marchas mais baixas em utilização normal.
O ganho em torque foi de 14%, contra aumento de cilindrada
de 9,4%. A potência subiu aproximadamente na mesma
proporção, o que permite constatar o aumento
de eficiência do motor.
Diversas soluções de engenharia foram incorporadas.
A junta do cabeçote, por exemplo, normalmente produzida
em fibras compactadas, passou a ser metálica, projetada
especialmente para taxas de compressão elevadas,
com perfeita vedação de câmaras de combustão
e de arrefecimento. Aliás, não é por
outra razão que este tipo de junta é largamente
empregado em motores diesel, reconhecidos por sua elevada
taxa de compressão.
Na parte inferior do bloco foi adicionada uma ponte estrutural
com o objetivo de aumentar a estabilidade dimensional de
componentes, como as capas dos mancais de apoio e do berço
do virabrequim, o que resultou em menos vibrações
e aspereza.
O carter de óleo passou a ser de alumínio
e estrutural, sendo fixado não apenas no motor, mas
também na carcaça de transmissão. Neste
caso visou-se, com sucesso, reduzir o ruído e, ao
mesmo tempo, acelerar a dissipação de calor
do lubrificante.
Por último, a junta do carter passou a ser líquida,
um composto químico especial cuja vulcanização
dá-se em temperatura ambiente (RTV, room temperature
vulcanization). Assim, o preenchimento completo de todas
as superfícies do bloco e do carter assegura vedação
perfeita por toda a vida útil do veículo.
O desenvolvimento do motor Chevrolet de 2,4 litros compreendeu
ainda mais de 6 mil horas com carga e rotação
máximas no banco de provas do Laboratório
de Motores da fábrica de São Caetano, e o
percurso de mais de 400 mil quilômetros por veículo
no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), antes
de ser dada a aprovação final.
Diário do Grande ABC - Percy Faro
CONFORTO E SEGURANÇA
Ar-condicionado é equipamento
quase indispensável na estação do calor
É comum ouvirmos entre condutores e proprietários
de veículos alguém dizer: "O policial
aplicou-me uma multa". Isso, no entanto, não
é correto de se dizer.
Se
Pernambuco já é quente no inverno, imagine
no verão. Tudo bem, nossas estações
não são tão bem definidas como em outras
regiões do País, mas dá para notar
uma diferença, não é mesmo? Por isso,
a chegada da estação do calor faz com que
o ar-condicionado torne-se um equipamento praticamente indispensável
nos automóveis da região.
Antes de mais nada, é preciso lembrar que, atualmente,
o equipamento também é considerado item de
segurança. Inventado em 1902 pelo engenheiro Willis
Carrier, o sistema evita, por exemplo, que o motorista fique
sonolento por conta do calor, além de proteger contra
pequenos furtos nos semáforos da vida.
Existe ainda o conforto da diminuição do
nível de ruído por causa das janelas fechadas,
permitindo uma conversa mais agradável entre os ocupantes.
Por último, também deve ser levada em conta
a diminuição nos índices de irritação
ao volante. O calor pode levar o mais pacato dos condutores
a ultrapassar limites de agressividade impensáveis
até para ele próprio.
Mesmo entre os modelos de baixa cilindrada - os chamados
populares - o acessório está cada vez mais
presente, ocupando atualmente cerca de 42% da frota nacional.
Por isso, se você é daqueles que fez questão
do sistema de arrefecimento na hora de comprar o seu possante,
Carro preparou uma série de dicas simples, para que
você possa desfrutar de todo o frio que seu ar-condicionado
pode lhe oferecer.
MANUTENÇÃO
Cuidados com as correias do
seu automóvel
Nem esticada, nem frouxa
Atualmente os veículos possuem mais de uma correia
para acionamento de diversos componentes: a dentada do eixo
comando de válvulas, a do alternador, a da bomba
dágua, a do ar-condicionado, a da direção
hidráulica, etc. Para fugir de prejuízos e
evitar que você fique na mão, ou melhor, na
estrada, todas estas correias devem ser inspecionadas periodicamente
e substituídas quando necessário.
Funcionamento
A correia repassa o movimento de um eixo gerador de rotações
(no caso, o eixo virabrequim) para os demais componentes
como comando de válvulas, alternador, bomba dágua,
bomba de direção hidráulica e compressor
do ar-condicionado. Ela deve fazer isso com a maior fidelidade
possível, flexionando-se nas curvas das polias, mas
sem sofrer estiramentos - garantindo a tensão necessária
-, pois isto consumiria parte desta energia. O deslizamento
máximo da correia em relação à
polia deve ser, no máximo, 2%.
Tensão
As correias têm que trabalhar com a tensão
correta. Se ela estiver frouxa, certamente patinará.
Por outro lado, a correia muito esticada sacrifica os mancais
da polia, pois faz com que o sistema trabalhe sob esforço
demasiado. Alguns veículos (principalmente os mais
novos) possuem sistemas automáticos para corrigir
a tensão da correia.
Formato em V
Geralmente, o formato das correias (exceto o da correia
dentada) é de uma seção em V,
justamente para que se apoiem e tracionem as polias que,
por sua vez, são conectadas às extremidades
dos eixos em questão. Nessas polias as canaletas
possuem formatos cônicos, com o objetivo de acomodar
exatamente a correia. Existem também correias (mais
modernas) chamadas Poli-V, que têm formato
achatado, com pequenas canaletas em V paralelas
e dotadas de excelente capacidade de tração
e flexão, tanto que substituem todas as demais, ou
seja, uma única correia roda todos os componentes
ao mesmo tempo.
Sinais de desgaste
As correias devem ser trocadas imeditamente quando emitirem
algum ruído anormal ou quando estiverem com defeitos
como trincas, desfiamentos ou soltando pedaços. Os
chiados também podem desaparecer com um ajuste em
seu tensionador se o problema não for desgaste.
Carro usado
Ao comprar um veículo usado, e tiver dúvidas
sobre a data da última troca, não faça
economia porca e substitua as correias, que
são relativamente baratas se forem levados em conta
os prejuízos que ela pode trazer com o rompimento.
Correia dentada
Formato - Como o próprio nome diz, ela possui dentes
que se encaixam perfeitamente nos dentes das
polias como se fosse uma engrenagem.
Materiais - É composta por três materiais:
borracha, elanca e fibra de vidro.
Função - Sincronizar os movimentos do virabrequim
com o comando de válvulas e a ignição.
Vantagens - Em relação às metálicas
e às engrenagens, ela tem menor peso, exige menos
trabalho para troca, é mais silenciosa, provoca menor
perda de atrito e tem maior durabilidade.
Durabilidade - Não é determinada apenas pela
carga que sofre, mas também pelas condições
do local onde o carro está sendo usado. Se rodar
em estradas poeirentas a durabilidade da correia é
menor do que rodar somente no asfalto. Seu contato com óleo
lubrificante reduz a durabilidade, pois ela é sensível
a solventes e a derivados do petróleo. As fábricas
recomendam a substituição a cada 30 ou 40
mil quilômetros.
Problemas - Em alguns modelos, quando ela rompe, provoca
um bom desfalque na conta bancária, danificando válvulas
e pistões.
Checagem - Deve-se verificar sua tensão de funcionamento
pelo menos a cada 10.000 km ou uma vez por ano se o carro
não atingir essa quilometragem neste período.
NetRodas
CARRO CONCEITO II
Produzindo conceitos para as
ruas
Montadoras pretendem colocar
veículos-conceitos na linha de produção
General
Motors, Ford e Chrysler vão fazer veículos-conceito
ganharem as linhas de montagem. A GM, maior montadora do
mundo, vai produzir a picape Chevrolet SSR, que tem estilo
"retrô", é conversível e tem
motor V8 de 5.3 litros.
O modelo será fabricado a partir do ano que vem
e vendido exclusivamente nos Estados Unidos. Já a
concorrente Ford segue o mesmo caminho da moda "retrô"
e sinaliza com uma possível produção
do sedã Forty Nine, um modelo que, à semelhança
da picape Chevrolet SSR, tem design inspirado nos anos 60.
SEGURANÇA DENTRO E FORA
DO AUTOMÓVEL
Tecnologia
da Mazda pode reduzir atropelamentos
Ela consiste em um radar a laser, cujos raios fazem
um escaneamento da área à frente
do veículo.
Um
sensor projetado pela Mazda, marca que pertence à
Ford Motor Company, poderá reduzir o número
de acidentes de trânsito, principalmente atropelamentos.
A tecnologia que está em teste foi montada no sedã
626. Ela consiste em um radar a laser, cujos raios fazem
um escaneamento da área à frente
do veículo.
Se um obstáculo é encontrado pelo feixe de
raios, uma resposta retorna à unidade sensora que
está instalada na frente do veículo. Esse
retorno é analisado pelo próprio sistema que,
em seguida, emite um aviso ao motorista por meio de um monitor
instalado no painel do carro.
O sistema pode detectar um pedestre distante do carro de
45 m a 60 m e também tem a capacidade de discernir
pessoas de objetos inanimados, como árvores e postes.
O computador que atua na central do sensor determina o potencial
risco do obstáculo. Isso é feito com o auxílio
de cálculos automatizados. Por meio de algoritmos
matemáticos é comparada a distância
do pedestre em relação ao movimento do automóvel.
Se o risco é estabelecido, o sistema toca um alarme
e acende um aviso luminoso dentro do carro. Quando o perigo
é iminente e o carro necessita de uma freada brusca,
a buzina é automaticamente acionada para advertir
o pedestre. O equipamento funciona também contra
impactos na traseira e ainda encontra-se em fase de aperfeiçoamento.
FIQUE ESPERTO
Dicas importantes em um "test-drive"
Testar o veículo antes de comprá-lo é
necessário para avaliar o modelo e evitar arrependimentos.
O "test-drive" permite ao consumidor conhecer
o produto que pretende adquirir
Adquirir um carro não é como comprar uma
blusa ou sapato, que provamos, levamos para casa e depois
achamos que não combina mais e aí deixamos
de lado ou presenteamos o irmão mais novo. O automóvel
é um bem durável e caro, por isso o descarte
a curto prazo é impraticável. Para não
comprar um automóvel no "escuro" e evitar
arrependimentos, o consumidor deve conhecer o veículos
realizando um test-drive.
O teste de direção permite ao consumidor
conhecer melhor o produto e é imprescindível
na hora da escolha. De acordo com o coordenador de vendas
de uma concessionária baiana, Robson Mullulo, testar
o veículo é a melhor maneira de o cliente
sair satisfeito com a compra e não se decepcionar
depois. No entanto, ele orienta que, ao chegar à
concessionária, atente para as suas necessidades
diárias, para o que vai precisar do carro.
São muitos os modelos, marcas e tipos de veículos,
além de uma gama de equipamentos. Entre os compactos,
populares, médio, de luxo, esportivos e utilitários,
com ar-condicionado, sem ar, com ou sem injeção,
com travas elétricas ou não, o consumidor
deve escolher e testar o automóvel adequado ao seu
estilo de vida. Se precisa de um carro para tarefas cotidianas,
na cidade, os populares são uma boa aquisição
e por um preço mais acessível.
Sabendo qual o tipo de carro que necessita, antes de testar
o veículos, o consumidor deve prestar atenção
à demonstração do vendedor. Nesse primeiro
momento, ele fala sobre o design, motor, abre o porta-mala
e explica o funcionamentos dos principais comandos. A segunda
parte é o test-drive.
No teste prático, Mullulu informa que é importante
observar o conforto do banco, o espaço interno, a
posição do volante e dos retrovisores e, ao
dirigir, não ligar o som, assim é possível
verificar o nível de ruído interno do veículo.
Avalie também a visibilidade lateral e traseira e
a ergonomia do painel; sinta o câmbio, verificando
se as trocas de marchas são precisas e suaves; acione
a embreagem e teste os freios para saber se respondem bem
aos comandos.
Quanto ao desempenho do motor, deve testá-lo em
subidas e retas. "Salvador é uma cidade com
muitas ladeiras e é necessário fazer o test-drive
subindo algumas delas para verificar a potência e
força do propulsor", disse Mullulu. Nas estradas
planas, em linha reta, comprovar a velocidade máxima
e se tem boas retomadas. Seguindo esses passos é
quase improvável que o consumidor venha a se decepcionar
com o carro que escolheu para si.
Correio da Bahia - Najara Sousa
TECNOLOGIA
Carro que fala com
o computador de casa
e hatch 1.0 foram os destaques em Tóquio
O Salão de Tóquio apresentou carros-conceito
disparatados e protótipos que logo chegarão
às ruas.
Um dos modelos mais desvairados é o Suzuki Covie.
A carroceria tem forma de cuia de queijo Palmira e o acabamento
lembra o de um carro de brinquedo. O Covie leva duas pessoas
e um depósito de gás. Um compacto sistema
de células de combustível transforma o gás
em eletricidade para mover os motores.
No painel, há uma tela de 12 polegadas ligada a
sistemas domésticos futuristas. A geladeira de casa
avisa ao motorista que é hora das compras. Bem mais
realista é o Hyundai TB, um protótipo que
brevemente entrará em produção normal.
O compacto foi feito na para competir com os novos Polo
e Fiesta europeus (dois modelos que serão produzidos
também no Brasil).
Kim Dong-jin, presidente da montadora sul-coreana, anunciou
que o Hyundai TB terá a opção de um
novo motor 1.0. Parece até que foi projetado para
o mercado brasileiro.
LANÇAMENTOS 2002
Astra 2002: transmissão
automática e muita novidade
A
General Motors está lançando a linha 2002
do Chevrolet Astra, que tem como destaque a transmissão
automática AF20 para o motor 2.0 8V, com tecnologia
de última geração, funções
mais completas e dispositivos exclusivos que adaptam o veículo
a cada estilo de dirigir. Com a versão automática
do Astra, a GM consolida a liderança do modelo no
segmento de veículos compactos e atende à
crescente demanda por este item de conforto.
Dentre as novidades, destacam-se também o novo e
luxuoso "Pacote CD", uma grande variedade de novos
itens de série além de opcionais exclusivos.
O motor 1.8 a gasolina foi substituído pelo motor
2.0 8V. Com a linha 2002 o Astra, que no último trimestre
ultrapassou o Honda Civic só com a venda de Sedans,
deve ampliar ainda mais a sua vantagem sobre a concorrência.
A linha 2002 do Astra apresenta um modelo para cada perfil
de consumidor. Do modelo 2.0 mais simples ao 2.0 16V mais
luxuoso, oferece variadas opções que atendem
às necessidades, ao poder aquisitivo e às
mais exigentes preferências. A motorização
do modelo é um diferencial no segmento de veículos
compactos. Toda a linha passa a ser equipada com motores
2.0 de 8 ou 16 válvulas, à exceção
do Astra Álcool que preserva o motor 1.8. O motor
2.0 8V, agora está mais potente, passando de 112
CV para 116 CV a 5.200 rpm.
Todas as versões do Astra 2.0 ou 2.0 16V com ou
sem pacote CD, 2.0 8V com ou sem transmissão automática,
equipados ou não com opcionais exclusivos, além
do Astra Sport, são identificadas na tampa traseira
pela "gravata" Chevrolet e inscrições
indicativas de modelo e motorização.
A mais aguardada novidade é o Astra Automático,
equipado com a transmissão AF20, a mais moderna no
segmento de veículos compactos e mais completa em
funções, como o neutral control, exclusivo
do Astra. A nova AF20 conseguiu a façanha de reforçar
o que sempre foi um dos pontos mais fortes do Astra
sua excelente dirigibilidade.
A marca Chevrolet tem forte tradição em veículos
com transmissão automática. Sua gama de produtos
com este equipamento é a mais completa do mercado:
Corsa Sedan, Vectra, Blazer, Omega e agora o Astra Hatch
e Sedan, além dos consagrados e já descontinuados
modelos Opala/Caravan, Chevette/Marajó, Kadett/Ipanema,
Suprema e Monza.
A transmissão AF20
A transmissão AF20, disponível para os modelos
Hatch e Sedan, tem quatro velocidades e funções
exclusivas que proporcionam um surpreendente desempenho
nas mais variadas condições de tráfego.
É equipada com módulo eletrônico de
controle que recebe os sinais de velocidade do veículo,
a posição do acelerador, a posição
da alavanca de marchas, as rotações de entrada
e saída da transmissão, o acionamento da luz
de freio e a temperatura do óleo da transmissão,
e seleciona a marcha ideal para cada condição
determinando o momento ideal para a troca.
De acordo com a leitura das informações recebidas
(velocidade do veículo, posição do
acelerador e posição da alavanca de marchas),
o módulo de controle eletrônico da transmissão
interpreta o estilo de dirigir do motorista e a inclinação
da pista, selecionando o "programa" de troca de
marchas mais adequado para aquela condição.
Isso proporciona um conforto adicional e evita a "caça
de marchas" contínua (exemplo: mudança
de 3ª para 4ª, e de 4ª para 3ª sucessivamente)
em uma determinada rampa.
O Modo Econômico é o normal de operação
da transmissão AF20. Para os motoristas que preferem
uma condução mais esportiva a alternativa
é o Modo Esporte, que pode ser acionado por um botão
na alavanca seletora de marcha. Uma vez acionado o Modo
Esporte as marchas são trocadas em uma rotação
mais elevada, proporcionando assim um desempenho mais esportivo.
Sistema inteligente e econômico
No Modo Antipatinação o módulo de
controle eletrônico seleciona automaticamente a utilização
da terceira marcha para saídas em terrenos de baixa
aderência, como lama e grama molhada, proporcionando
maior segurança ao usuário. O acionamento
é feito por um botão no console ao lado da
alavanca seletora.
A função Kick down faz com que toda vez em
que o acelerador seja bruscamente pressionado até
o fim de curso o módulo de controle eletrônico
selecione uma marcha mais curta (desde que não ultrapasse
o limite de giro do motor naquela condição),
podendo ocorrer a redução de mais de uma marcha
em determinadas condições. Em outras palavras,
a transmissão "entende" que o motorista
precisa de mais torque e responde imediatamente.
O conversor de torque do Astra automático possui
uma embreagem interna que faz um acoplamento mecânico
entre a transmissão e o motor em determinadas condições,
diminuindo a perda de energia no sistema e contribuindo
para uma melhora no consumo de combustível. Esse
dispositivo é conhecido por Lock-up.
O exclusivo Neutral Control
A redução do esforço no pedal de freio
quando o veículo está parado é uma
das funções do Neutral Control. Um recurso
exclusivo do Astra Automático, ausente em todos os
seus concorrentes, e que proporciona muito mais conforto
e segurança ao usuário, além de contribuir
para a diminuição do consumo de combustível.
A função Neutral Control faz com que o módulo
de controle da transmissão opere a mudança
de marcha de "D" para "N" (neutro) ao
se acionar o pedal de freio, quando a velocidade cair abaixo
de 3 Km/h. Essa mudança de "D" para "N"
acontece internamente, pois a alavanca continua em "D".
Quando o motorista tira o pé do freio, o módulo
faz a mudança de "N" para "D"
colocando o veículo novamente em condição
de tração.
Numa situação de partida com o veículo
estacionado (alavanca em "P"), somente é
possível selecionar a posição "D"
após o acionamento do motor e do pedal de freio,
como medida de segurança. Uma vez acionada a posição
"D" ocorre o engate da 1ª marcha. Porém,
se o freio permanecer acionado, e após aproximadamente
dois segundos não houver movimentação
do veículo, o módulo comanda internamente
a mudança de marcha de "D" para "N"
(neutro).
O "Piloto Automático"
Adicionalmente à transmissão automática,
e portanto disponível para as versões 2.0
de 8V, a linha Astra 2002 oferece o "piloto automático"
(controle automático de velocidade). Este importante
item de conforto não existe em alguns dos principais
concorrentes, ou é opcional, ou ainda é oferecido
em modelos cujo preço é bastante superior
ao do Astra Automático.
Todas as versões da linha 2002 ficaram muito mais
completas com os novos itens de série e novas cores
externas. O Astra 2002 ganhou também novos tecidos
nos bancos e painéis das portas, interior na cor
cinza, e refletores na parte interna das portas.
As lanternas traseiras agora apresentam a região
das luzes indicadoras de direção na cor cristal.
As novas e modernas cores - Cinza Nobre (metálica)
e Vermelho Cardeal (perolizada), para os modelos Sedan e
Hatch complementam o novo design das calotas. Continuam
disponíveis as cores Branco Mahler, Preto Lizt e
Vermelho Beta (só para o Sport), todas sólidas,
e ainda Prata Escuna (metálica) e Azul Darsena (perolizada).
Mecânica Online e Comunicação
Social GM
LANÇAMENTOS 2002
Citroën C5 esbanja tecnologia
e segurança
Com 18 computadores e estilo diferenciado, hatch-sedã
tem preço a partir de R$ 60 mil
A Citroën inova num segmento que poucos fazem apostas
de risco: entregou ao C5 a tarefa de atuar em dois segmentos
bastante competitivos, o dos grandes, que era ocupado pelo
XM, e o dos médios-grandes, em que tinha o Xantia.
O modelo chegou desde novembro ao Brasil exibindo uma enorme
parafernália eletrônica e algumas soluções
arquitetônicas incomuns. Assim como o preço,
que varia entre R$ 60 mil e completo se aproxima dos R$
100 mil.
A originalidade começa do lado de fora. O desenho
não difere do estilo adotado pela marca desde o lançamento
do monovolume Picasso - estão lá os faróis
que se esparramam pelos pára-lamas e as muitas linhas
curvas. Ainda assim, a configuração do C5
não se enquadra com naturalidade em nenhuma definição
normal da indústria atual. A própria montadora
o classifica como um hatch-sedã, já que no
final do teto em parábola há uma saliência
que pode ser interpretada como um terceiro volume.
Um hatch com cacoete de sedã não chega a
ser inédito na Citroën. O próprio DS
19 - mais conhecido no Brasil como Citroën Sapo - cumpria
o duplo papel.
Mas as dimensões do novo top da marca mostram que
o C5 se propõe realmente a ocupar um nicho entre
os dois antecessores: com 4,68 m, tem 28 cm de comprimento
a mais que o Xantia e exatos 28 cm a menos que o XM.
E embora o entre-eixos de 2,75 m seja apenas um centímetro
maior que o do Xantia, o C5 ganha conforto pelo 1,48 m altura,
10 cm a mais que o antigo médio-grande da marca.
Isso permite melhor utilização do espaço
interno e posição de dirigir.
Segundo Robson Mendes, consultor da concessionária
AutoFrance, é exatamente ao volante que se percebe
que não só a "casca" é diferente
no C5. Para começar, são 18 computadores embarcados,
boa parte deles dedicados a facilitar o controle dinâmico
do veículo.
Eles atuam na segurança, com o ABS, controle de
pressão de frenagem e no controle de estabilidade,
além dos seis airbags que protegem o habitáculo
e no controle da pressão dos pneus.
Facilitam ainda a vida do motorista, com faróis
automáticos, sensor de chuva, ar-condicionado automático
de duplo termostato, sensor de obstáculos na traseira
e até no rebatimento automático dos espelhos
externos no travamento do carro.
Um carro que ao ser projetado, considerou detalhes que
muitos outros ainda estão longe de alcançarem.
O detector de obstáculo também é destaque
e útil no momento de manobrar com o veículo.
Suspensão aperfeiçoada - Mas como
se trata de um Citroën, a suspensão é
inevitavelmente um dos pontos de destaque. O sistema Hidractive
passou a ser composto de seis esferas com gás e óleo
- antes eram cinco - e ficou independente na frente e na
traseira. E o controle da rigidez e altura, que era mecânico,
através de uma alavanca no console, agora é
totalmente eletrônico, regido por 18 sensores.
A Citroën tratou de usar as centrais eletrônicas
para aliviar até mesmo o trabalho de definir a regulagem
de rigidez de suspensão mais adequada para cada situação.
Até os 70 km/h, a distância livre do solo é
de 15,3 cm. Acima de 70 km/h até os 110 km/h, o modelo
mantém 14 cm de altura em relação ao
piso.
A partir daí, o C5 assume uma posição
de ataque aerodinâmico, com 12,5 cm na frente e 12,9
cm na traseira. Nessa postura, o C5 despeja com mais desenvoltura
os 210 cv do motor 3.0 V6 do modelo top ou os 138 cv de
potência do 2.0 16V - propulsor idêntico ao
do Picasso produzido no Brasil, a não ser por um
chip que reduz a potência do monovolume a 118 cv.
No caso da versão 2.0, o câmbio pode ser um
manual de cinco marchas ou automático com modo seqüencial
de quatro velocidades.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
Celta ganha mais requinte
A General Motors do Brasil iniciou as vendas, em todo
o país, da linha 2002 do Celta à rede autorizada
de concessionárias Chevrolet. O modelo, ainda mais
completo e com a melhor relação custo-benefício
em seu segmento, já está disponível
para a venda pela forma tradicional e também para
a comercialização eletrônica, por meio
do pioneiro sistema de vendas pela Internet.
O Chevrolet Celta chega ao mercado contendo um novo e elegante
interior, que inclui um acabamento mais requintado, o pacote
de opcionais "Super" e uma nova cor, o vermelho
Beta (sólida). Segundo Joseph DaMour, diretor geral
de Marketing e Vendas da GMB, "a linha 2002 do Celta
reforçará ainda mais sua posição
de um dos líderes no mercado brasileiro entre os
veículos em seu segmento" (hatchback de 3-portas
com motor 1.0 litro).
"O Celta já criou entre os consumidores brasileiros
a imagem de tecnologia, segurança, economia, design
moderno, conveniência e conforto. São realmente
atributos que têm consolidado o sucesso do modelo
Chevrolet, pouco mais de um ano desde seu lançamento
no país, em setembro de 2000", destaca DaMour.
Celta e o novo pacote "Super"
A grande novidade da linha 2002 do Celta é o "Pacote
Super". Ele oferece, por um preço competitivo,
itens de esportividade, requinte e beleza, ampliando ao
modelo Chevrolet o valor agregado percebido pelos clientes
mais exigentes. Estas são as novidades que compõem
o "Pacote Super":
- tacômetro (conta-giros);
- iluminação do painel de instrumentos na
cor vermelha;
- acabamentos do painel de instrumentos e saídas
de ar na cor prata
- acabamento em tecido nos painéis das portas e
nos painéis laterais traseiros;
- volante de direção com logotipo cromado
em vitro-trim;
- revestimento dos bancos em tecido exclusivo (novo design
e textura aveludada).
Além desses itens, o "Pacote Super" incorpora
também todos os itens do "Pacote Mais",
ou seja: proteção do cárter do motor,
vidros verdes com pára-brisa laminado degradê,
desembaçador com ar quente e sistema de recirculação
de ar, desembaçador elétrico do vidro traseiro,
limpador e lavador elétrico do vidro traseiro e temporizador
do limpador de pára-brisa.
Portanto, com o lançamento do "Pacote Super",
o consumidor passa a ter à disposição,
dois pacotes opcionais ("Super" e "Mais")
e um opcional livre o sistema de ar-condicionado.
Com estas possibilidades, o Celta destaca-se ainda mais
no mercado como o modelo de melhor relação
custo-benefício em seu segmento.
Já no interior do Celta 2002 a cor predominante
é preta (para todas as versões), com detalhes
de acabamento do painel central e saídas de ar na
cor cinza. O revestimento dos bancos tem tom cinza escuro,
enquanto os painéis das portas e das laterais traseiras,
a cor preta. O carpete também é preto, em
harmonia com as novas cores do interior do veículo.
O porta-mapas, por sua vez, também ganhou um novo
e prático formato .
Sucesso absoluto de vendas
Com pouco mais de um ano de participação
no mercado brasileiro, o Celta já é um dos
preferidos pelos consumidores dos carros de pequeno porte.
Suas vendas, de setembro de 2000 a setembro de 2001, já
totalizam 88.147 unidades. O recorde mensal do modelo foi
registrado em agosto último, com 10.025 unidades.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
Chega o classe A Spirit,
uma versão exclusiva, com um toque de esportividade
Classe A Spirit incorpora mais 11 equipamentos
exclusivos
Interior do modelo ganha conforto e sofisticação
Nova versão é equipada com motor 1.9
de 125 cavalos de potência
Visual esportivo é realçado pelas novas
rodas e a ponteira cromada do escapamento
A DaimlerChrysler do Brasil apresenta mais novidades para
o Mercedes-Benz Classe A. Após o sucesso da linha
2002, lançada em agosto, chega este mês à
rede de concessionárias da marca Mercedes-Benz o
novo Classe A Spirit. A versão exclusiva vem com
um pacote de equipamentos ainda mais completo e diferenciado
para atender aos clientes que buscam no modelo um toque
extra de esportividade.
O novo Classe A Spirit foi desenvolvido a partir do Classe
A 190 Classic e traz, além do motor de 125 cavalos
de potência, uma série de equipamentos exclusivos.
Com o completo pacote de equipamentos de série, o
Spirit dá ao Classe A um estilo atraente e esportivo
- melhorando ainda mais sua relação entre
custo e benefício.
Sofisticação e esportividade na parte
de fora
Quando se olha pela primeira vez o Classe A Spirit logo
chama a atenção o novo desenho das rodas de
liga-leve aro 15" com cinco furos. Outra exclusividade
da série é a ponteira cromada do escapamento
e as lanternas monocromáticas vermelhas. Para completar
o visual arrojado e esportivo do Classe A Spirit, duas cores
estão disponíveis para o modelo: o Preto Formal
é a opção de cor sólida, enquanto
que o Prata Brilhante, incorporada recentemente à
gama de cores da linha 2002 do Classe A, é a opção
de cor metálica.
Conforto e requinte se destacam no interior da nova
versão
As marcantes e exclusivas alterações do Classe
A Spirit continuam no interior do modelo. A começar
pelo pára-brisa degradê e o quadro de instrumentos
do painel com fundo branco, que acabam realçando
a esportividade e o dinamismo do modelo. Para aumentar ainda
mais o conforto e a dirigibilidade, o Spirit vem equipado
de série com regulagem de altura para o volante -
antes disponível apenas para as versões da
linha Elegance - e rádio toca-fitas. Já a
alavanca do câmbio e o painel receberam revestimento
de couro. Completam o pacote de equipamentos e acessórios
da nova versão do Classe A as soleiras das portas
em aço escovado e a chave com controle remoto.
Com esses atributos, o Classe A Spirit torna-se mais uma
excelente opção de compra, como explica o
Diretor de Vendas da DaimlerChrysler do Brasil, Roberto
Bógus: "Com o Classe A Spirit o cliente leva,
além da consagrada tecnologia e o pacote completo
de equipamentos, uma série de itens exclusivos".
O preço sugerido para o Classe A Spirit é
de R$ 39.800,00, na cor sólida e sem o frete.
Motor moderno e câmbio manual de cinco marchas
O Classe A Spirit vem equipado com o motor do A 190, capaz
de gerar 125 cavalos de potência. Com esta motorização
e equipado com o câmbio manual de cinco marchas, o
novo Spirit atinge 190 km/h de velocidade máxima
e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 9,4 segundos. O modelo
conta com uma excelente relação peso x potência,
de 8,7 kg/cv, que o torna um dos mais rápidos de
seu segmento, com um desempenho comparável ao de
modelos equipados com motorizações maiores.
A média de consumo para o Classe A Spirit é
de 16,7 km/litro rodando a 90 km/h.
Tecnologia de ponta, sempre
Assim como as demais versões do Classe A, o novo
Spirit vem equipado com a tecnologia mais avançada
do segmento, que acabou estabelecendo novos referenciais
de mercado. Isso se deve, em grande parte, ao seu revolucionário
projeto, com o duplo chassi e o motor Silitec, e a extensa
lista de equipamentos de série, com inovações
totalmente indisponíveis em outros carros nacionais.
Essas inovações incluem o exclusivo Programa
Eletrônico de Estabilidade (ESP), o Brake Assist (BAS),
os freios com ABS e EBD, o controle de tração
ASR, o duplo air-bag, os cintos de segurança com
tensionadores e limitadores de força, a direção
hidráulica eletrônica, o acelerador sem cabo
(drive-by-wire) e o gerenciador eletrônico de revisões
ASSYST, para ficar apenas entre os principais recursos.
Graças à sua tecnologia, o Classe A é
um dos carros mais seguros do mundo e atingiu o índice
de satisfação de 97% entre os consumidores
brasileiros. Sua construção e os inúmeros
recursos de segurança ativa e passiva o tornam um
veículo que dificilmente se envolve em acidentes
e, se isso ocorrer, os danos tendem a ser mínimos.
Seus pára-choques e pára-lamas de polímero
flexíveis, por exemplo, resistem a pequenos choques
e, se necessário, são fáceis de reparar.
A tecnologia é uma aliada também no controle
da manutenção. As revisões são
controladas pelo sistema ASSYST, que avisa a época
de visitar a oficina. E as eventuais falhas no funcionamento
do carro são identificadas pelo sistema Star Diagnosis,
o qual localiza o problema e informa como corrigi-lo, evitando
falhas humanas no diagnóstico.
Com tudo o que oferece - estilo, tecnologia, segurança
e baixos custos de manutenção -, o Classe
A é um carro valorizado pelo consumidor e alcança
um ótimo preço de revenda no mercado.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
Doblò, um novo estilo
de vida
Uma
família tradicional, com três filhos, é
bem atendida por um carro comum. Mas se no final de semana
o amiguinho do filho caçula resolve ir passear também,
é um problema. Se a namorada do filho mais velho
quer ir junto na viagem de férias então, nem
pensar. Não há espaço em um carro para
tanta gente viajar confortavelmente. E o que dizer quando
toda a turma resolve viajar com skate, prancha de surf e
bicicleta?
Foi para resolver esses problemas do dia-a-dia que a Fiat
Automóveis lançou o Fiat Doblò, uma
versátil multivan que pode transportar até
sete passageiros com espaço e conforto.
Originalmente, a capacidade é para cinco pessoas,
mas acrescentando-se dois bancos suplementares na traseira,
ela leva sete sem o menor aperto. Rebatidos para as laterais
quando não estão em uso, eles permitem o total
aproveitamento de espaço no compartimento de bagagem.
O Doblò é o único modelo da categoria
a oferecer esse recurso, disponível nas versões
EX e ELX. Para os ocupantes de trás, se uma porta
deslizante lateral for pouco, pode-se ter duas as
versões dispõem da segunda porta lateral deslizante
como opcional, agilizando a entrada e saída do veículo
mesmo em vagas de estacionamento apertadas.
Exclusividade
Os bancos da segunda e da terceira fileiras de passageiros
podem ser rebatidos para as laterais, permitindo o uso pleno
da capacidade de carga do Doblò, solução
exclusiva no segmento.
As novidades não param por aí. Se o objetivo
é transportar cargas, o Fiat Doblò possui
a versão Cargo, um veículo robusto, prático
e com grande espaço interno, ideal para o uso nas
grandes cidades. Com as mesmas motorizações
das versões para passageiros Fire 1.3 16V
e Torque 1.6 16V o Fiat Doblò Cargo oferece
desempenho, economia e confiabilidade em qualquer situação.
Mecanicamente, as versões para passageiros e carga
também são idênticas, mudando apenas
a calibragem da suspensão traseira. Assim, ela se
adequa às diversas solicitações de
carga, mesmo que não estejam uniformemente distribuídas,
mantendo o equilíbrio do veículo em todas
as condições de direção.
A versão Cargo chega para disputar uma fatia de
mercado que já conhece a tradição da
Fiat Automóveis de criar veículos perfeitos
para as funções que cumprem. Afinal, o Fiat
Fiorino Furgão tem sido, há vários
anos, o veículo mais bem-sucedido do segmento. Para
se ter uma idéia, no ano passado ele abocanhou 66,4%
das vendas dos furgões pequenos.
O segmento de mercado que o Fiat Doblò de passageiros
disputa é recente. Nasceu na Europa em 1996 e está
no Brasil há apenas dois anos. Só no ano passado,
este segmento cresceu quatro vezes na Europa. "Na verdade,
vamos inaugurar de vez o segmento no Brasil, já que
os únicos dois concorrentes do Doblò são
importados", comenta o gerente de Marketing da Fiat
Automóvies, Carlos Eugênio Dutra. O Fiat Doblò
está sendo produzido na fábrica da Fiat Automóveis
em Betim (MG), abastecerá o mercado nacional e será
exportado para a América Latina a partir de 2002.
Denominado "P", este nicho de mercado traz um
novo design de linhas mais arredondadas e agradáveis
e uma renovação do conceito de funcionalidade,
no qual conforto e segurança para os ocupantes passaram
a ser prioridade absoluta. Se antes os grandes MPVs
veículos monovolume multifuncionais imperavam
quando se tratava do transporte de pessoas, agora os MPVs
de porte menor disputam com eles cada centímetro
do mercado. E com vantagens: custam bem menos; são
mais compactos e, portanto, se adequam melhor ao trânsito
das grandes cidades e às apertadas vagas de estacionamento;
e, por serem mais leves, podem ter motores de menor cilindrada,
significando maior economia.
Uma das características mais marcantes do Fiat Doblò
é seu espaço interno, aproveitado de maneira
inteligente e racional. O teto alto, os bancos generosos,
o enorme vão para as pernas, o vasto compartimento
de bagagem e as cores e texturas do interior do carro fazem
com que os 4,159 metros de comprimento por 1,715 de largura
do veículo pareçam ser bem maiores. Pessoas
altas conseguem se acomodar com todo conforto nos bancos
dianteiros e traseiros.
Dependendo da conformação interna do veículo,
a porta traseira pode ser de dois tipos. No Fiat Doblò
para cinco ocupantes ela é basculante, abrindo-se
para cima (protegendo da chuva quem estiver carregando ou
descarregando o veículo). No Fiat Doblò para
sete ocupantes opcional tanto na versão EX
quanto na ELX e na versão para carga a porta
é assimétrica, abrindo-se para os lados com
uma divisão de 2/3 e 1/3.
O vasto porta-malas do Fiat Doblò acomoda 750 litros
e isso até a altura dos vidros. Não
só é o maior compartimento de bagagem do segmento
P, como é o mais inteligente: o assoalho perfeitamente
plano permite o total aproveitamento do espaço, e
ele fica a apenas 53 centímetros do solo, tornando
a operação de carregar e descarregar o veículo
fácil e cômoda mesmo que haja objetos pesados
para manipular.
Economia e potência
Com 80 cv de potência e 12 kgm de torque,
o motor Fire 1.3 16 V dá ao Fiat Doblò economia
e desempenho. Ele atinge a velocidade máxima de 149
km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 16 segundos. Na cidade,
roda 11,7 km com um litro de gasolina, enquanto na estrada
faz 14,4 km/l.
Já o motor 1.6 tem torque máximo de
15,4 kgm, com potência de 106 cv a 5.500 rpm. Ele
alcança 160 km/h de velocidade máxima e vai
de 0 a 100 km/h em 12,4 segundos. A ótima performance
não impede a economia: faz 10,4 km/l na cidade e
13,9 km/l na estrada.
O banco traseiro é rebatível, ampliando o
vão do porta-malas para acomodar até 3.000
litros. Aliás, para cada um dos ocupantes na versão
passageiro, o Fiat Doblò pode levar 35 quilos de
bagagem. Já o Doblò Cargo oferece volume útil
de 3,2 metros cúbicos, o maior da categoria. Os seis
ganchos de retenção dispostos em locais estratégicos
permitem a fixação da carga com segurança.
A preparação para o lançamento do
Fiat Doblò que aconteceu com uma grande festa
no último dia 15 em Caldas Novas (GO) começou
há alguns meses. Desde setembro, por exemplo, o pessoal
das concessionárias está sendo treinado. Em
outubro, os vendedores começaram a participar de
treinamentos específicos, com direito a test drive.
A partir do final deste mês, o Doblò poderá
ser visto na mídia, em campanhas de TV, outdoor e
revistas. Os investimentos feitos para o lançamento
do Doblò fazem parte do R$ 1 bilhão previstos
pela Fiat Automóveis para os próximos quatro
anos.
LANÇAMENTOS 2002
Fiesta Sedan disputa espaço
entre os carros familiares
A
Ford está lançando no Brasil o Ford Fiesta
Sedan 2002, de quatro portas, equipado com motor Zetec RoCam
1.0 ou 1.6 L, que chega com fortes atrativos para disputar
espaço no concorrido segmento B de veículos
familiares.
A marca estréia na categoria com um produto que
oferece uma das melhores relações de custo-benefício
da categoria, dirigibilidade e desempenho elevados, economia,
amplo espaço para passageiros e bagagem, design moderno,
padrão superior de acabamento e conforto, além
de um pacote equilibrado de equipamentos.
A primeira impressão positiva do novo sedã
é no visual: na traseira, o espaçoso porta-malas
de 400 litros confere um ar robusto e imponente ao carro,
que por isso é pode até ser confundido com
um modelo de segmento maior. O design, harmônico e
atual, destaca-se pelas grandes lanternas traseiras, com
linhas que acompanham os recortes angulares da carroceria,
e pára-choques envolventes na cor do veículo,
contornados por uma moldura contrastante na mesma altura
dos frisos laterais.
Outra característica importante é o espaço
interno. O Fiesta Sedan é o modelo com a maior distância
entreeixos da categoria - 2.486 milímetros, 40 milímetros
maior que o Fiesta Hatch de três e cinco portas -,
o que garante mais espaço para as pernas e conforto
para os passageiros, especialmente, os que viajam no banco
de trás.
Desempenho, economia e segurança
O carro também apresentou nos testes os mesmos níveis
de comportamento dinâmico e silêncio da versão
Hatch, considerados excepcionais pelos usuários desse
produto, com os motores Zetec RoCam 1.0 e 1.6 L, produzidos
pela Ford na unidade de Taubaté, assim como a transmissão
IB5. Suas principais características são o
alto torque em baixas rotações - responsável
pela sensação de maior potência na condução
na cidade - economia, robustez e simplicidade, proporcionados
pelo sistema de oito válvulas com trem de balancins
roletados, desenvolvido pela engenharia da Ford.
A principal alteração de desempenho registrada
em relação ao modelo Hatch consiste na melhor
eficiência aerodinâmica. Por isso, o Fiesta
Sedan atinge velocidade final maior, devido ao desenho da
traseira que modifica a curva do vento e favorece a aerodinâmica.
O Ford Fiesta Sedan com motor 1.0 L, de 65 cv de potência,
atinge a velocidade máxima de 152 km/h, com consumo
de 11,1 km/l no ciclo urbano e 16,9 km/l no ciclo estrada.
O modelo com motor 1.6 L, de 95 cv de potência, acelera
de 0 a 100 km/h em 12,69 segundos e alcança velocidade
máxima de 180 km/h, com consumo de 10 km/l na cidade
e 14,1 km/l em circuito rodoviário.
Ao volante, esses números se traduzem em um veículo
de respostas rápidas, gostoso de dirigir, que transmite
a sensação de potência e segurança
quando é exigido, principalmente em ultrapassagens
e subidas, sem deixar de lado a economia de combustível
e de manutenção, qualidades já conhecidas
da família Fiesta.
O carro destaca-se, ainda, em dois outros atributos importantes:
alto nível de segurança e conforto. Todas
as versões do Fiesta Sedan possuem barra estabilizadora
frontal, que contribui para o seu padrão de dirigibilidade.
E apresentam, ainda, trava para crianças nas portas
traseiras, freios de circuito duplo diagonal, barras de
proteção lateral, cintos de segurança
de três pontos e carroceria concebida dentro do conceito
de "célula de sobrevivência", com
áreas de deformação programada.
Sucesso internacional
O Fiesta Sedan vem colecionando sucessos em todos os países
em que é vendido. Ele foi lançado inicialmente
na Índia, com o nome de Ford Ikon. Atualmente, é
produzido também na África do Sul e no México.
Na Índia, ele é equipado com os motores 1.3
L e 1.6 L a gasolina (os mesmos utilizados na África
do Sul) além de uma versão 1.8 L a diesel.
E foi eleito o "Carro do Ano" logo após
seu lançamento, numa avaliação que
abrangeu itens como desempenho, conteúdo de equipamentos,
consumo de combustível, preço, estilo, aceleração,
espaço, conforto, dirigibilidade e custo-benefício,
superando 24 concorrentes.
O México, que utiliza o motor 1.6 L a gasolina,
agora está produzindo também os modelos 1.6
L e 1.0 L a gasohol para o Brasil e 1.6 L a gasolina para
a Venezuela. No México, O Fiesta Sedan também
acaba de ser eleito o melhor da categoria em satisfação
do consumidor, com um índice de 88%, contra 76% do
competidor mais próximo. O modelo também lidera
a lista de menor custo de garantia entre os veículos
Ford vendidos no país.
O desenvolvimento do Ford Fiesta Sedan para o mercado
brasileiro e da Venezuela foi feito no Campo de Provas da
Ford em Tatuí, no interior de São Paulo. O
trabalho concentrou-se na certificação do
veículo para utilização do combustível
nacional, com adição de álcool, e na
recalibração da suspensão, tendo por
base o modelo Hatch, que incorpora as mesmas características.
O modelo com motor 1.0 L foi desenvolvido exclusivamente
para atender o mercado brasileiro. O Ford Fiesta Sedan foi
projetado para ser um carro surpreendente em termos de espaço,
desempenho e dirigibilidade.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
Ford Ka: Reestilizado e com
mais equipamentos
Ford Ka já está no mercado
O Ford Ka 2002, que será lançado para o
público em dezembro, traz uma série de novidades
que reforçam o seu conceito de carro moderno, prático,
econômico, de forte personalidade e com conforto superior
em seu segmento.
Em termos de estilo, a principal mudança externa
é o desenho da traseira, que recebeu nova tampa do
porta-malas, reestilizada, além da incorporação
de um vidro maior, lanternas verticais transparentes e pára-choque
de linhas retas e marcantes. A frente também traz
novo pára-choque e grade do radiador, de desenho
mais robusto e esportivo.
A nova linha Ford Ka é oferecida nas versões
com motorização Zetec RoCam 1.0 e 1.6 L, uma
das mais eficientes no mercado brasileiro. Na linha 2002,
a versão Ka XR, equipada com o motor Zetec RoCam
1.6 L, deixa de ser série especial e passa a ter
fabricação regular, ao lado das versões
GL e Image, com o motor Zetec RoCam 1.0 L.
O Ford Ka, pioneiro no segmento dos subcompactos, avançou
ainda mais nas linhas futuristas que o distinguem como um
produto diferenciado, tanto em relação ao
estilo como também no desempenho e no custo-benefício.
Ele foi o primeiro veículo da Ford a adotar o conceito
"new edge", atualmente utilizado em praticamente
todos os veículos da linha de automóveis da
marca. Externamente, o Ford Ka 2002 passou a oferecer também
quatro novas cores e vem com vidros verdes mais escuros,
que o tornam ainda mais atraente e acentuam seu estilo jovem
e moderno.
Itens funcionais e de conforto
O interior passou por um aprimoramento nos itens de acabamento
e conforto, para oferecer ainda mais comodidade aos ocupantes.
Duas novidades importantes são o reprojeto do porta-luvas,
agora maior, fixo e com tampa retrátil, e a instalação
de um porta-objetos no teto, próximo à borda
do vidro dianteiro, item exclusivo no seu segmento.
Na parte funcional, o novo Ford Ka 2002 oferece como itens
de série, entre outros aprimoramentos, lavador do
vidro traseiro incorporado ao braço do limpador,
tomada de força adicional para telefone celular e
quadro de instrumentos híbrido. Os catálogos
mais equipados incluem, ainda, airbag para passageiro e
motorista, abertura elétrica do porta-malas, limpador/lavador
do vidro traseiro intermitente e temporizador do vidro elétrico
e da luz de cortesia.
Mecânica eficiente
Aos novos equipamentos da linha 2002 somam-se as qualidades
já conhecidas do veículo, entre as quais destacam-se
o desempenho proporcionado pelos motores Zetec RoCam 1.0
e 1.6 L, a economia de combustível e de manutenção,
a ótima dirigibilidade, a facilidade de estacionar
e o mais alto nível de segurança ativa e passiva
da categoria.
A eficiência do conjunto mecânico do automóvel
pode ser medida pelas pesquisas de opinião junto
aos proprietários: o Ford Ka detém um dos
mais altos níveis de satisfação entre
os proprietários do segmento de subcompactos e compactos.
As novidades incorporadas ao modelo 2002 tendem a ampliar
essa aceitação.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
S10 e Blazer estão ainda
mais eficientes
A
General Motors do Brasil está lançando as
linhas Chevrolet S10 e Blazer 2002, com um conjunto de mudanças
que tornam ainda mais eficientes os dois veículos,
campeões absolutos de vendas em seus segmentos no
mercado brasileiro desde seus lançamentos
no país mantém hegemonia no ranking em suas
categorias.
No varejo, no período de janeiro a outubro, a S10
teve uma participação em torno de 45%, exatamente
o dobro em relação à segunda colocada.
O mesmo resultado foi obtido pelo utilitário esportivo
Blazer, também com participação acumulada
de 45% no mesmo período.
O motor 4.3 V6, que equipa o utilitário esportivo
Blazer 2002, versão Executive, recebeu novo sistema
de gerenciamento de combustível, o S.F.I.
"Sequential Fuel Injection" , que favorece
o funcionamento do conjunto e oferece ganhos de potência
e torque. Com essa alteração, o motor 4.3
V6 ganhou 12 cv de potência, passando a desenvolver
192 cv a 4.400 rpm e 35.0 mkgf de torque máximo,
a 3.200 rpm.
Um novo e eficiente pacote acústico, que acrescenta
isolantes e materiais diferenciados, foi incorporado a toda
linha S10 e Blazer, aumentando o conforto no interior dos
veículos. Complementam esse resultado o novo compressor
de ar-condicionado (nas versões 2.8 turbodiesel e
2.4), similar ao empregado na linha Chevrolet Vectra, mais
eficaz e silencioso.
Um toque especial foi dado à aparência do
Blazer 2002 nos vidros traseiros do compartimento de bagagens.
Agora com 50% de transparência (mínimo aceito
pela legislação), os vidros escurecidos também
aumentam a eficiência do sistema de ar-condicionado,
pois reduzem a incidência de radiação
solar para o interior do veículo. Eles estão
incorporados nas versões Executive e DLX e são
opcionais na versão gasolina 2.4.
Além disso, as duas linhas de produtos ganharam
novas cores: Cinza Nobre, Vermelho Cardeal, e Verde Amazonas.
Evolução constante
Design, desempenho, segurança, versatilidade e conveniência
são também apelos fortes na pickup Chevrolet
S10 e no utilitário esportivo Blazer. São
essas características que aparecem na preferência
dos consumidores dos dois segmentos, que têm idade
média entre 37 e 40 anos. Pessoas que valorizam a
aparência, fazem questão do conforto, não
abrem mão do desempenho e querem o melhor custo-benefício.
Para enfrentar a competição e acompanhar
as rápidas mudanças do mercado, a General
Motors tem atualizado constantemente os modelos S10 e Blazer,
modernizando suas linhas e incorporando novas tecnologias
e motores.
Originalmente utilizado no lançamento da S10 em
1995, o motor 2.2 E.F.I. de 4 cilindros, de injeção
monoponto, foi substituído pelo 2.2 M.P.F.I. multiponto,
e, mais tarde, pelo "Chevrolet" 2.4 M.P.F.I.,
de 128 cv líquidos a 4.800 rpm, com ganho de 14%
no torque e aumento de 9,4% na cilindrada (o torque máximo
líquido é de 21,9 mkgf a 2.600 rpm).
O potente motor MWM 2.8 turbodiesel intercooler substituiu
o original 2.5 turbodiesel, nas duas linhas. O motor 2.8
turbodiesel MWM intercooler com 132 cavalos e 34 mkgf de
torque deu ao Blazer os melhores resultados entre os veículos
a diesel do seu segmento, e à S10 o título
de melhor pickup diesel do mercado.
Também são bons exemplos de inovações
o imobilizador eletrônico do motor de segunda geração
em todos os modelos da S10, inclusive nas versões
a diesel, únicas do mercado com este equipamento;
freios ABS nas quatro rodas, airbag duplo e alarme com sensor
ultra-som.
O design da carroceria da S10 e do Blazer modernizou a
aparência dos dois veículos segundo as tendências
mundiais, com vincos bem definidos, grade e capô integrados
e sustentação por molas a gás para
reduzir o esforço de abertura. Os faróis
inclusive o de neblina passaram a incorporar a tecnologia
de superfície complexa e lente transparente (see-through),
como nos Chevrolet Corsa, Astra e Vectra, com ganho na luminosidade
e visibilidade noturna. As rodas de alumínio com
novo design e pneus 225/R75 e 235/R75, completam o arrojado
conjunto externo.
Interior prático, confortável e seguro
O painel de instrumentos tem design arredondado e o material
que o compõe oferece maior segurança no caso
de impacto frontal. Moderno, de linhas arredondadas, os
instrumentos são de fácil visualização.
Todas as versões dos dois modelos oferecem relógio
integrado digital com mostrador de cristal líquido
e exibição alternada com o hodômetro
parcial. O assoalho dianteiro agora é totalmente
plano, beneficiando principalmente o passageiro.
Um botão giratório substitui a tecla do interruptor
de luzes em ambos os modelos. O sinal auditivo de aviso
para luzes ligadas, cinto de segurança não
atado e chave no interruptor de ignição e
partida possui sons diferenciados e pode ser desligado.
O comando é feito pelo botão do reostato da
iluminação dos instrumentos. A luz interna
é associada à ativação do alarme
e incorpora temporizador, que a desliga progressivamente.
Com o farol alto acionado, o baixo permanece ligado, para
melhor segurança e melhor iluminação.
O sistema elétrico tem uma arquitetura de chicotes
que permite diagnóstico de todos os módulos
com o equipamento Tech-2, existente nas concessionárias
Chevrolet, além da adição de 18 fusíveis,
individualizando as fontes de consumo de energia. O Blazer
Executive disponibiliza tomada adicional de energia elétrica
12 volts de corrente contínua.
Todas as versões da S10 e do Blazer 2002 estão
disponíveis, opcionalmente, com duplo airbag. A pickup
S10 cabine simples traz ainda um interruptor para desativar
o airbag do acompanhante para o caso de transportar criança
com banco próprio voltada para trás. Complementando
os itens de segurança, os dois modelos incorporam
um elemento de proteção para os joelhos do
motorista e do passageiro.
A exclusividade da bicampeã do Rally dos Sertões
A S10 é a única em seu segmento com faróis
e lanternas de superfície complexa, grade incorporada
ao capô com abertura auxiliada por molas a gás,
rodas com tecnologia "full face" e pára-choques
na cor do veículo até em suas versões
mais básicas. É também a única
a oferecer imobilizador eletrônico de série,
inclusive nos modelos a diesel.
As versões básicas têm a maior oferta
de opcionais do segmento, podendo ser equipadas com duplo
airbag, ABS nas quatro rodas com distribuição
eletrônica da força de frenagem (EBD), trio
elétrico, alarme ultra-som com controle remoto, rodas
de alumínio e ar-condicionado entre outros. Além
disso, estão disponíveis como itens de série,
desde as versões básicas: direção
hidráulica, ABS nas rodas traseiras, desembaçador
com ar quente, banco dianteiro bipartido com descansa-braço
central e porta-objetos.
Em 2001, a S10 mostrou mais uma vez porque é a melhor
pickup compacta do mercado. Além da variada oferta
de equipamentos, seu conjunto chassi/suspensão, associado
ao desempenho do motor diesel 2.8 turbo intercooler, garantiu
o bicampeonato do modelo no Rally Internacional dos Sertões.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
Vectra 2002: mais conteúdo,
maior conforto
Líder
absoluto na preferência do consumidor brasileiro no
segmento dos automóveis de porte médio-grande,
a linha 2002 do Chevrolet Vectra está sendo lançada
pela General Motors do Brasil. O modelo incorpora mais conteúdo
e novos itens de conforto e segurança, além
de aparência interna e externa ainda mais atraente.
Com vendas acumuladas no varejo de 16.547 unidades, no
período de janeiro a outubro deste ano, o Vectra
mantém-se como o líder do ranking de vendas
com uma participação média de 40% em
seu segmento de mercado.
O diretor geral de Vendas e Marketing, Joseph DaMour,
acredita que as mudanças incluídas na linha
2002 do Vectra, "serão fundamentais para mantermos
este nosso consagrado modelo como o mais vendido em seu
segmento". Segundo ele, o Vectra permanece no Brasil,
"como o automóvel símbolo de conforto,
beleza, segurança e status, além de oferecer
aos consumidores excelente relação custo-benefício".
Junto com o Astra líder de vendas desde
seu lançamento , a GM se consagra como a montadora
de maior sucesso no segmento de compactos/médios.
Considerando apenas os sedans, o Astra ficou à frente
do Honda Civic, o segundo colocado no ranking do último
trimestre.
Elegante, robusto e seguro
O Vectra 2002 oferece um visual ainda mais bonito e harmonioso,
com um novo pára-choque dianteiro, incluindo a nova
grade inferior, além de novas molduras dos faróis
de neblina. Essas mudanças conferiram ao modelo mais
agressividade e equilíbrio, em sintonia com a robustez
do pára-choque traseiro.
Além de incorporar novos opcionais como ítens
de série, a linha 2002 do Vectra oferece como destaques,
para as três versões disponíveis
GL, GLS e CD , bancos e painéis das portas
com novos tecidos e revestimento interno da coluna "A"
em cor clara cujo resultado é a impressão
de um ambiente mais amplo e iluminado.
Os modelos apresentam também um novo painel de
instrumentos mais moderno e com grafismo na cor cinza
com molduras na cor preta (GL e GLS) e na cor preta com
molduras na cor cinza (CD), além de oferecer dispositivo
alertando o usuário a respeito de vários itens
de segurança do veículo.
Na parte mecânica foram incluídas ainda melhorias
de suspensão e freios, além de novos volantes
de direção com quatro raios e formato ainda
mais anatômico.
A GM manteve os consagrados motores a gasolina 2.2 MPFI,
de quatro cilindros em linha e 8 válvulas, com potência
de 123 cavalos, nas versões GL e GLS, e o 2.2 16V
SFI, de 16 válvulas também de quatro cilindros
em linha e potência de 138 cv, na versão CD.
Aprimoramento
Os modelos Vectra 2002 estão chegando ao mercado
ainda mais enriquecidos e a GM buscou, em cada detalhe,
aprimorar suas qualidades, para mantê-lo como um dos
dos modelos mais cobiçados pelo consumidor brasileiro.
Para todas as versões os faróis possuem o
desligamento temporizado automático, como também
o fechamento automático das portas após a
partida do veículo tão logo ele atinja a velocidade
média de 15 quilômetros horários. Essa
novidade é um avanço no que diz respeito à
segurança dos ocupantes e também já
estava disponível na linha 2002 do monovolume Zafira.
O motorista poderá também estabelecer uma
velocidade máxima, sendo avisado por um sinal sonoro
quando ultrapassá-la.
Outras importantes novidades para a segurança do
motorista e dos passageiros foram as as inclusões
dos avisos, no painel de instrumentos, do excesso de velocidade
pré-estabelecido, e do indicador de fechamento das
portas (sinaliza quando qualquer uma das quatro não
esteja bem fechada) e cinto de segurança não
afivelado (nas versões equipadas com air-bag).
Todas as portas têm um um adesivo reflexivo na parte
interna para alertar os demais motoristas de que a porta
está aberta. Além disso a porta do motorista
destrava-se quando a chave é retirada do contato.
No que diz respeito às cores, por exemplo, estão
disponíveis seis opções, com destaque
para as novas Cinza Nobre (metálica) e Vermelho Cardeal
(perolizada). As outras quatro são: Prata Escuna
(metálica) e Azul Darsena (perolizada), além
das consagradas Branco Mahler e Preto Lizt (sólidas).
Freios, suspensão, rodas e pneus modificados
A linha Vectra 2002 apresenta modificações
nos seus sistemas de suspensão, freios, rodas e pneus,
que visam aumentar ainda mais o prazer em dirigir e possuir
um veículo de alta confiabilidade.
Os novos conjuntos de rodas e pneus, enriquecem a aparência
externa do veículo devido ao seu maior tamanho e
novo e exclusivo visual das rodas e calotas para toda a
linha. Além disso, os pneus mais largos para as versões
GL, GLS e CD, garantem melhor desempenho tanto em estradas
quanto no uso urbano.
A versão GL possui rodas em chapa de aço
estampada de 15 polegadas com calotas de desenho exclusivo
e pneus 195/65 R15 e pode, opcionalmente, ter rodas em alumínio
de 15 polegadas.
Já na versão GLS as novas e exclusivas rodas
são de 15 polegadas, enquanto que para a versão
CD com transmissões manual ou automática
, as novas e exclusivas rodas são de 16 polegadas
e pneus mais largos 205/55 R16, que o torna único
com essa configuração em sua categoria.
No conjunto da suspensão o conforto aumentou, sem
comprometimento da estabilidade, graças a uma nova
regulagem do sistema que compreende: barra estabilizadora
traseira de maior diâmetro, novos batentes e amortecedores
dianteiros e traseiros e novas molas dianteiras com tecnologia
Side-load, possibilitando assim melhor absorção
das irregularidades de pista, com maior conforto, segurança
e prazer para os ocupantes, seja qual for a condição
de tráfego.
Outra novidade está nos freios que foram unificados
para toda a linha com a utilização de um sistema
de maior capacidade de frenagem, anteriormente disponível
apenas na versão CD do modelo. O novo sistema garante
melhor desempenho, mesmo em utilização mais
severa, além de proporcionar menor desgaste dos componentes,
com maior durabilidade.
Um dispositivo sonoro adicionado ao freio dianteiro emite
um ruído específico quando as pastilhas estão
desgastadas, avisando o melhor momento para a troca das
mesmas com segurança, o que facilita a manutenção,
e dá maior tranqüilidade ao usuário.
Além disso, para a versão GLS que possui a
opção Display Multi-função
foi incorporado o alerta visual de pastilhas de freio desgastadas,
função anteriormente disponível só
para a versão CD.
Os freios ABS continuam como equipamento de série
na versão CD e o Sistema de Controle de Tração
(Traction Control) como uma opção disponível.
A versão GLS tem o ABS como opção,
idêntico ao existente na versão CD.
Exclusividades de série em cada modelo
A significativa evolução da linha 2002 do
Vectra, desde a versão GL, quanto à incorporação
de itens de série, atende aos gostos mais exigentes.
São detalhes de aparência, conforto, conveniência
e segurança que valorizam e dão ainda mais
status ao modelo.
O novo e exclusivo volante de direção de
quatro raios, macio ao toque e com almofada central que
garante o acionamento da buzina em toda a sua superfície
equipa as versões GL e GLS, esse último ainda
com exclusivo volante revestido em couro com controle de
rádio incorporado como item opcional. A versão
CD utiliza um volante mais completo, que além do
revestimento em couro e controle de rádio, possui
o sistema de segurança "air bag".
No Vectra GL, o escapamento agora é polido. As
laterais ganharam molduras de proteção na
cor preta com lanternas indicadoras de direção
integradas, e "saias" na cor do veículo.
Para completar o novo e elegante perfil da versão
GL, as novas rodas estampadas aro 15 de cinco furos, com
calotas redesenhadas e pneus 195/65 R.
O cinto de segurança central traseiro é
de três pontos. Os espelhos retrovisores são
elétricos. São também de série
na versão GL, o levantador elétrico dos vidros
das portas, com sistema um toque para subida e descida,
dispositivo anti-esmagamento, fechamento automático
dos vidros e sistema de alívio de pressão.
O novo escapamento do Vectra GLS é também
polido. Nas laterais as molduras de proteção
e maçanetas são da cor do veículo.
Novas rodas de alumínio aro 15", de cinco furos,
com pneus radiais 195/65R e os faróis de neblina
com regulagem elétrica de altura dos faróis
halógenos , dão o toque final no visual
externo.
Os bancos dianteiros da versão GLS oferecem convenientes
porta-revistas na parte traseira do encosto. Atrás,
o cinto de segurança central agora é de três
pontos.
O espelho retrovisor interno é eletrocrômico
(com escurecimento automático), um conforto especial
indispensável no trânsito noturno. A temperatura
do ar-condicionado é controlada eletronicamente.
A versão GLS passou a ter freios a disco traseiros,
reforçando a eficiência na frenagem.
Ponteira dupla e superfície polida. É assim
o novo escapamento de série da versão CD passando
a imagem de veículo mais potente. As novas rodas
de alumínio aro 16" com pneus radiais 205/55R,
com perfil mais baixo, chamam a atenção pela
elegância, assim como os novos faróis com lentes
fumê e as lanternas traseiras com detalhe na cor fumê
na região da luz de ré. O "cruise control"
controlador de velocidade de cruzeiro , agora
é de série nessa versão.
Para maior conforto ainda, a versão CD conta com
uma rede de fixação de bagagem, que evita
que os objetos transportados se desloquem de um lado para
outro, podendo ocasionar ruídos e desconforto aos
ocupantes.
Os novos opcionais para as três versões
A linha 2002 do Vectra traz novidades disponíveis
como itens opcionais para as três versões:
"Cruise control" para transmissão manual
(GL e GLS);
Rodas de alumínio aro 15" de cinco furos (GL);
Acabamento interno em couro na cor cinza (CD);
A opção de transmissão automática
traz agora informações de posicionamento de
marchas no painel de instrumentos (CD).
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
Volvo XC90 representa a próxima
geração dos SUVs
A Volvo Car Corporation mostra as primeiras fotos oficiais
do XC90, um SUV (Sport Utility Vehicle). Este carro passa
a ser o top da nova linha XC da montadora sueca. "Nosso
carro todo-terreno representa a próxima geração
de SUVs, e será um dos mais seguros e impressionantes
do mercado", diz Hans Wikman, diretor do projeto.
O Volvo XC90 será mostrado primeiro ao público
norte-americano no Detroit Motor Show, em sete de janeiro
de 2002. Em seguida ele será exibido aos brasileiros,
durante a parada da regata Volvo Ocean Race no Rio de Janeiro,
em fevereiro. Durante 19 dias (de 19/02 a 09/03/2002) as
pessoas interessadas em conhecer de perto o novo utilitário,
poderão vê-lo na Marina da Glória. Nesta
ocasião, a Volvo Automóveis começa
a aceitar encomendas para o XC90, que chega às revendas
em novembro de 2002.
Beleza e inteligência
Ao observar este novo carro, não restam dúvidas
de que se trata de um Volvo moderno. Os elementos de design
da marca, como o capô com vincos em forma de V e os
"ombros" pronunciados, estão todos presentes.
"Nós procuramos criar um visual masculino, que
transmite uma sensação de segurança,
sem conferir uma aparência bruta ao carro", explica
Peter Horbury, vice-presidente e designer chefe.
O desenho funcional e elegante da carroceria em combinação
com os motores transversais permite ao novo Volvo XC90 um
alto grau de flexibilidade e versatilidade em seu interior.
Ele pode levar sete pessoas confortavelmente e seguras em
bancos "puxados" mais a frente do que em outros
SUVs.
Segurança com nova tecnologia
Quando a Volvo Cars lança um novo modelo, um dos
objetivos é sempre reforçar a posição
de liderança da companhia no campo da segurança.
O Volvo XC90 não é exceção -
em termos de segurança ativa e passiva. Por exemplo:
ele tem um sistema anticapotagem, visão noturna e
proteção para terceiros em caso de colisão.
Solucionar os problemas decorrentes de colisões
de SUV com carros mais baixos foi uma prioridade no desenvolvimento
do Volvo XC90.
Motores
No Brasil, inicialmente estão previstos dois tipos
de motor do Volvo XC90. Um biturbo de seis cilindros com
272cv, que permite um desempenho mais esportivo, e outro
com turbo de alta pressão, cinco cilindros e 250cv.
Há ainda um motor a turbo diesel de cinco cilindros.
A produção do novo carro começa em
2002 na fábrica de Torslanda, na costa oeste da Suécia,
onde a Volvo Cars está centralizando todos os seus
modelos maiores. O mercado norte-americano deverá
ser responsável por 65% do total de vendas do Volvo
XC90.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS 2002
VT 600C Shadow, versão
2002: sofisticação no estilo custom
Motocicleta
estradeira conceituada no mercado, a Honda VT 600C Shadow
chega ao consumidor em sua versão 2002. Dentre seus
pontos fortes está o grande número de peças
cromadas e partes polidas, garantindo um visual moderno
e sofisticado.
Todos os detalhes da VT 600C Shadow têm como destaque
o conforto. A começar pelo assento em dois níveis,
amplo, com encosto para a região lombar. O guidão
alto, montado em coxins de borracha, propicia a condução
por longos percursos, transmitindo comodidade com grande
sensação de liberdade, o que a torna perfeita
para o uso estradeiro.
O velocímetro e as luzes indicadoras conferem personalidade
ao modelo. Os interruptores de manopla e manetes, assim
como os pedais de apoio em alumínio polido com anéis
de borracha, e a tampa do motor, do cabeçote e do
filtro cromadas valorizam o estilo custom.
A motocicleta vem equipada com o forte motor SOHC (Single
Over Head Camshaft), de quatro tempos, bicilíndrico
em V, arrefecido a líquido, com três
válvulas por cilindro, comando no cabeçote
com duas velas de ignição por cilindro e carburadores
de acionamento a vácuo. Durável, robusta e
de baixa manutenção, desenvolve potência
de 39 cv a 6.500 rpm com torque de
4,9 kgf.m em apenas 3.500 rpm, características indispensáveis
para a condução nas estradas.
Seu câmbio de cinco marchas não exige trocas
constantes graças à construção
do motor em V, a 52º, que lhe confere um
expressivo torque, aumentando a durabilidade de seu propulsor
e apresentando ótima performance nas retomadas. A
fim de garantir frenagens mais seguras e eficientes, o sistema
de freios é composto de disco com cáliper
de duplo, pistão na dianteira e tambor na traseira.
Estabilidade direcional e excelente comportamento em longos
percursos são oferecidos pela suspensão dianteira
de garfos telescópicos com acentuado ângulo
de cáster. A suspensão traseira, que se assemelha
às antigas hard tail, é monoamortecida, com
sete posições de ajuste da tensão da
mola, proporcionando conforto ao usuário. O tanque
de combustível tem capacidade para 11 litros (reserva
de 2 litros) e seu peso seco é de 203 kg.
A Honda VT 600C Shadow 2002 está disponível
na rede de concessionáriasda marca nas cores preta
e cinza metálico (nova tonalidade), ao preço
público sugerido de R$ 15.702,00 , base Estado de
São Paulo, sem frete, seguro e óleo.
NOVA TECNOLOGIA CHEGA AO BRASIL
Motor a ar comprimido
O inventor Guy Nègre, desenvolveu um motor com a
capacidade de mover o carro até 110/130 km/h e numa
distância de 300km com uma recarga dos cilindros.
Há um custo entre R$3 e R$ 4,00 por 200/300km corridos.
Tendo a vantagem de não poluir como também
purifica o ar.
Não só estamos referindo a um carro especial,
mas também de todo um sistema de transformar energia
numa maneira ecologicamente correta. O desenvolvimento de
novas aplicações do motor MDI terão
muitas possibilidades na indústria de hoje e do futuro,
inclusive no armazenamento de energia.
No momento o carro MDI está em fase de certificação
para rodar em estradas. Ao mesmo tempo com a apresentação
oficial em São Paulo, oferecemos licenças
de fabricação e venda exclusiva para todo
o continente latino americano, incluíndo numerosas
concessões para o mercado de peças, serviços
técnicos e abastecimento de energia.
Como funciona
O carro deve a sua autonomia a quatro tanques que armazenam
90 m3 de ar comprimido a 300 bars. A expansão deste
ar, introduzido em um recinto fechado (o cilindro), impulsa
o pistão conseguindo assim o movimento.
Como não existe combustão, não há
poluição. O ar que sai do escape é
ar limpo a -15° C . A troca de óleo ocorre somente
a cada 50.000 km rodados.
Neste momento temos quatro modelos disponíveis,
sendo: Carro Familiar, Taxi, Van e Pick up. Seu preço
de venda será aproximadamente de R$ 18.000,00.
A empresa criadora
Motor Development International é uma empresa com
sede social em Luxemburgo e radicada na França, com
representação oficial em Barcelona para toda
América Latina.
MDI pesquisou e desenvolveu o seu motor durante 10 anos
e protegeu com cerca de 30 patentes em 130 países.
A MDI está oferecendo licenças de fabricação
de seus veículos em todo território brasileiro.
O projeto da fábrica
Cada fábrica produzirá 2000 carros por ano
com um turno de 8 horas e quadro de funcionários
de umas 100 pessoas, podendo expandir a três turnos
e uma produção de até 6000 carros.
MDI oferece uma concessão de grande duração,
com regime de franquia industrial, com uma ampla margem
de benefícios que aumentaram posteriormente com os
mercados periféricos (troca de peças, serviços
mecânicos e venda do ar comprimido).
CONSCIENTIZAÇÃO
Desobediência das leis
faz Brasil ter alto índice de atropelamentos
No Brasil acontecem cerca de um milhão de
acidentes de trânsito por ano. Mas enquanto a maior
preocupação das autoridades tem sido em evitar
vítimas dentro dos carros, os pedestres estão
muitas vezes indefesos nas ruas.
Os
motoristas costumam desrespeitar quem está a pé,
as ruas não são projetadas pensando nos pedestres
e eles mesmos não seguem as normas de segurança.
Assim, atualmente, cerca de 40 mil pessoas morrem por causa
de acidentes no país a cada ano e, segundo estatísticas
do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito -,
nada menos do que 44% foram atropeladas.
"O índice do Brasil é muito elevado.
Na Europa, Estados Unidos e Japão menos de 15% dos
mortos em acidentes de trânsito são vítimas
de atropelamento", afirma o médico Alberto Sabag,
diretor da Abramet - associação brasileira
de medicina de trânsito. E como no país só
são consideradas vítimas de trânsito
as pessoas que morrem no local do acidente, os médicos
consideram que os índices nos atropelamentos são
ainda muito maiores. Isso porque quem morre no hospital
ou dias depois por conseqüência do acidente não
entra na "estatística" dos órgãos
de trânsito.
A falta de obediência às leis pelos motoristas
é a principal causa dos atropelamentos no país.
Principalmente por causa da velocidade excessiva e desatenção
dos motoristas. Para a Abramet, se um adulto for atropelado
por um carro a 40 km/h sua possibilidade de vir a morrer
é de 15%. Mas se a velocidade do veículo subir
apenas para 70 km/h, o percentual de óbito se eleva
para 70%.
Sem atenção ou desobedecendo as sinalizações,
os motoristas também acabam fazendo muitas vítimas.
Mas mesmo dirigindo com cuidado, obstáculos urbanos
podem fazer os condutores só verem os pedestres tarde
demais para evitar o acidente. Árvores, bancas de
jornais e até mesmo camelôs perto de lugares
de travessia de pessoas podem encobrir a visão de
quem está no carro. Estes mesmos obstáculos,
como também buracos e carros estacionados na calçada,
acabam contribuindo para fazer os transeuntes desviarem
para as ruas e se tornarem "alvos" para os automóveis.
Além disso, as regulagens de abertura dos sinais
de trânsito nem sempre levam em conta uma pesquisa
para ver se o tempo é suficiente para a travessia
mesmo de pessoas idosas. "Falta planejamento das cidades
para os pedestres. Não se pensa em passarelas ou
sinalizações para facilitar a passagem pelas
ruas", reclama o consultor de engenharia de trânsito
Fernando McDowell, que atualmente trabalha para os Detrans
do Paraná e Rio Grande do Sul. Mas nem sempre a culpa
é do motorista ou da via pública. "Os
pedestres brasileiros não têm educação.
Também desrespeitam os sinais e não atravessam
nos lugares seguros", conclui Edgar Welzel, diretor
internacional dos cursos de segurança no trânsito
da DaimlerChrysler.
Como existem vários fatores no dia-a-dia que podem
facilitar a chance de ocorrer um atropelamento, as montadoras
têm tentado reduzir as lesões nas pessoas caso
o choque com um automóvel seja inevitável.
A maior ação tem sido feita no desenho dos
automóveis. As linhas arredondadas são consideradas
pelos engenheiros das montadoras menos nocivas no atropelamento
do que as formas "quadradonas" dos veículos
mais antigos. Elas deixam o carro sem quinas e sem grandes
áreas retas que podem provocar lesões internas
mais graves nas pessoas.
Além disso, a tendência nos projetos atuais
é de se abaixar a altura dos pára-choques,
para que eles não atinjam nem os joelhos, nem as
coxas das vítimas. "Estas são partes
mais delicadas dos membros inferiores. O choque abaixo do
joelho causa menos danos", afirma Alberto Sabag, da
Abramet.
Medidas de impacto
O interior dos veículos mais modernos está
se transformando em uma verdadeira célula de sobrevivência
para proteger os passageiros. Como a proteção
de quem está dentro do carro é cada vez maior,
as montadoras começam a investir também em
equipamentos para quem está do lado de fora do veículo.
A sueca Volvo, por exemplo, desenvolve airbags que ficam
do lado de fora do pára-brisa dos automóveis.
A idéia é amortecer o impacto de quem foi
atropelado e projetado para cima do carro. Além disso
estas bolsas de ar podem evitar que a vítima quebre
o pára-brisa e entre no veículo, o que pode
causar ferimentos provocados pelos estilhaços do
vidro e também lesões nos passageiros.
Com a mesma proposta de tentar suavizar o choque contra
o carro, a empresa de autopeças sueca Autoliv desenvolve
outro sistema. A Autoliv colocou bolsas infláveis
sob o capô de um veículo para que ele seja
elevado em 10 cm quando acontece o atropelamento. Assim,
quando o corpo do atropelado cai sobre o capô é
amortecido.
Já a Ford pesquisa a adoção de airbags
integrados no pára-brisa e também no pára-choque
frontal. Primeiro seria acionada uma grande bolsa no pára-choque,
para evitar que a vítima fosse jogada para cima do
capô. Logo em seguida é disparado o airbag
do pára-brisa, para caso a primeira bolsa de ar não
cumpra o seu papel. Todos estes equipamentos são
acionados por sensores de aproximação localizados
nos pára-choques, que cruzam informações
com a desaceleração do carro e pressão
nos freios.
Instantâneas
# Para evitar perfurações em caso de atropelamento,
a Jaguar foi proibida de usar a estátua do felino
símbolo da marca nos seus carros na Inglaterra. Em
outros países, como no Brasil, porém, a estátua
é mantida.
# Para testar o nível de lesões que um carro
pode provocar em um pedestre, as entidades de segurança
viária fazem crash-tests de carros contra dummies
- bonecos com sensores eletrônicos utilizados para
simular pessoas de verdade.
# O Honda Civic é o único carro testado pela
EuroNcap - órgão de segurança veicular
da Comunidade Européia - a ter recebido o máximo
de estrelas, três, na avaliação de proteção
contra lesões a pedestres desde que a entidade foi
criada em 1997.
# Os airbags para pedestres da Ford estão sendo
testados em "sport utilities" Excursion.
AVANÇOS TECNOLÓGICOS
Motor mais rápido do
mundo fracassa nos testes
Outro lançamento está marcado para
a próxima semana
WOOMERA, Austrália (CNN) -- O teste de vôo
de um revolucionário motor de foguete falhou, mas
os cientistas continuam otimistas diante da perspectiva
de criar o mais rápido motor aéreo a combustão
do mundo.
Caso o teste tivesse sido bem-sucedido, o motor seria o
mais rápido de seu tipo já construído,
quebrando o recorde do avião Lockheed SR-71, que
tem um Mach 3.6.
O motor a combustão supersônico HyShot , capaz
de voar sete vezes mais rápido que a velocidade do
som, que é de 1.200 quilômetros por hora, foi
lançado a partir de dois foguetes na área
de testes de Woomera, na Austrália.
A equipe de pesquisa -- um grupo internacional monitorado
pela Universidade de Queensland -- declarou que possui dados
valiosos do lançamento que serão usados em
testes futuros.
O diretor do projeto, Dr Allan Paull, se declarou satisfeito
com a capacidade do motor de resistir à viagem até
seu retorno ao solo.
"Embora não tenhamos alcançado todas
as metas, conseguimos reunir dados valiosos, e estamos encorajados
pelo fato de ele ter resistido a uma dura viagem",
declarou Paull.
Os cientistas pesquisam agora o que eles chamaram de "anomalias"
no vôo do foguete pouco antes do experimento com o
motor, que teriam provocado o fracasso do teste.
Como funciona
O sistema de propulsão do motor a combustão
usa uma tecnologia diferente de outros motores de jato e
dos foguetes tradicionais, não tendo peça
móveis.
Ao invés de operar tanto com combustível
-- por exemplo, hidrogênio líquido -- e oxigênio
para a ignição, o motor usa apenas combustível,
e logo, pode reduzir á metade o peso e a eficiência
da aeronave.
Entretanto, ele depende do oxigênio na atmosfera.
Para obter o oxigênio para a ignição,
ele precisa absorver oxigênio em velocidades elevadas
usando sua câmara de combustão.
O lançamento foi planejado para levar o motor até
300 quilômetros de altura antes que o nariz do foguete
fosse lançado. Em seguida, a cápsula com o
motor cairia, ganhando velocidade.
Instrumentos do HyShot transmitiram informações
que os cientistas devem analisar posteriormente.
A tecnologia poderá ser empregada para reduzir drasticamente
o tempo de vôo. Um vôo entre Londres e Sidney
duraria cerca de duas horas, por exemplo. Além disso,
o custo do lançamento de satélites pode ser
barateado pelo novo motor.
Em breve, deve acontecer um novo teste, caso os estudos
do lançamento fracassado decorram de modo satisfatório.
CÉLULA DE COMBUSTÍVEL
Honda reprojeta modelo movido
a hidrogênio
Honda FCX-V4, movido a célula de combustível,
é uma evolução do FCX-V3: autonomia
passou de 180 km para 300 km
A Honda apresentou no Japão um novo veículo
movido a célula de combustível, o FCX-V4.
O modelo é uma evolução do FCX-V3,
que foi totalmente reprojetado e teve o aumento da velocidade
máxima de 130 km/h para 140 km/h e da autonomia,
que passou de 180 quilômetros para 300 quilômetros.
Movido a hidrogênio sob alta pressão, o FCX-V4
conta com reservatório de combustível instalado
embaixo do piso do veículo, o que possibilita a criação
de um espaço para bagagens.
Segundo a Honda, as regiões de impacto - partes
dianteira e traseira - foram reformuladas para aumentar
a segurança dos ocupantes.
Civic híbrido - A montadora também
anunciou no Japão o Civic híbrido, movido
a gasolina e eletricidade. O modelo é equipado com
uma nova versão do sistema adotado no Insight - primeiro
veículo híbrido produzido pela marca -, o
IMA (Integrated Motor Assist, motor integrado de auxílio),
aperfeiçoado para se tornar mais eficiente e econômico.
O modelo chega a fazer 29 km/l de consumo.
Mecânica Online
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