Mecânica Online
Edição 24 - Dezembro de 2001
Conteúdo básico

ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL
Gasmax, outras quinquilharias e afins
Depois dessa matéria você só vai ser enganado se quiser!

                Um tema que está muito em voga é o dispositivo chamado GASMAX, apregoando milagres em desempenho e economia. Estes dispositivos, geralmente de baixo custo e de muita simplicidade de instalação, oferecem o paraíso em vida...

Os incautos, os de boa fé e os leigos são suas maiores vítimas. Quase me esqueci dos engenheiros que poderão pensar em rasgar os seus diplomas.... Pois nunca imaginaram algo tão eficaz...

Brincadeiras fora, vamos por mãos a obra e tentar esclarecer um pouco deste novo mito que chega ao nosso mercado.

O que um motor precisa para ser realmente econômico?
Se fosse uma resposta fácil o resultado seria realmente simples e barato, mas não é bem assim! Primeiramente, depois de definidos os objetivos do projeto (economia X desempenho), devem ser observados as seguintes características do projeto:

Tipo do veículo, se é um esportivo ou um veículo familiar;
Capacidade cúbica do motor (cilindrada);
Número de cilindros;
Dificuldade em acessar os itens de manutenção.
Pois serão estes os requisitos que determinarão o custo da manutenção e o seu consumo específico.

Voltando ao projeto inicial, alguns itens devem ser analisados e muitos não podem ou não devem ser alterados, pois implica em mudanças pesadas e de alto custo.

Outra coisa que merece um comentário bem específico é o ato da compra. Muitas vezes se compra o carro errado para um determinado uso e depois começam as tentativas de reduzir o consumo de todas as formas.

# Desenho da câmara de combustão - deve gerar altos índices de turbulência na mistura ar + combustível;
# Acertos e escolha do grau térmico da vela de ignição;
# Integridade elétrica do sistema;
# Integridade mecânica do motor;
# Potência disponível do sistema de ignição;
# Tipo de combustível utilizado;
# Tipo de uso do veículo (urbana X estrada X misto);
# Hábitos do condutor;
# Realização da manutenção preventiva nos prazos recomendados.

O que pode ser feito em cada uma destas etapas (de uma forma simples e bem direta):

# O desenho, a geometria da câmara de combustão faz parte do projeto e pode ser otimizada retirando os cantos e arestas (arredondando-os);
# Também faz parte do projeto inicial e deve ser respeitada nas rotinas de manutenção;
# A integridade mecânica e elétrica é à base de tudo. Só pode funcionar bem e ter bom rendimento se ambos os sistemas estiverem com seu "estado" de saúde em ordem, isto é, motor com boa compressão e vedação interna e seu sistema elétrico revisado.
# Com o uso os componentes internos sofrem desgastes e principalmente os componentes do sistema de ignição que operam sob condições severas, devem ter sua manutenção realizada com rigor e preciosismo técnico. As velas são de suma importância para um consumo contido, mas sozinhas não fazem milagres, é preciso que todo o sistema esteja em ordem (conexões, aterramentos, bobinas e cabos adequados, bateria e alternador em ordem);
# O combustível tem sido o maior vilão dos últimos tempos! Até chegar ao interior do tanque do veículo ele sofre transformações que acabam por transformar o seu bolso em um inferno astral... A idoneidade e a procedência do combustível são fundamentais para um consumo adequado!
# O tipo de tráfego que o usuário submete o veículo é fator preponderante na avaliação do consumo do veículo. Veículos que rodam exclusivamente em estradas tendem a ser mais econômicos (sob todos os aspectos) do que aqueles que trafegam em uso urbano constante (principalmente se este percurso for realizado somente em trajetos curtos). Aqueles que trafegam em trânsito misto conseguem bons índices de consumo quando comparados aqueles que trafegam em trânsito urbano pesado.
# Os maus hábitos do condutor são o segundo maior problema nas reclamações sobre consumo. O anda/pára da cidade precedida de arrancadas bruscas e freadas fortes são hábitos que elevam os índices de poluição ambiental e aumentam muito o consumo de combustível. Outro hábito danoso (ao bolso e ao motor) é o tradicional descansar do pé esquerdo sobre o pedal da embreagem; andar em baixo giro em marcha longa (45 km/h em quinta marcha...) e etc...
# O maior de todos: A falta de manutenção! Do óleo lubrificante do motor até as velas, passando pelos freios, suspensão, iluminação e etc, tudo tem de estar funcionado de forma harmônica, este é o segredo.

O maior remédio para economizar combustível é a correta manutenção do veículo com o apoio de um profissional especializado e aplicando peças de qualidade, preferencialmente referendadas pela montadora, buscar um posto de abastecimento idôneo, pois combustível ruim = aumento de consumo (mesmo que você tenha tido a sensação de economizar na hora de abastecer...).

Sem mágicas, truques e quebra-galhos, reparação automotiva é coisa séria e muito me indigna ver o ponto que chegamos neste país, sem inspeção veicular definida e sem escolas de formação de profissionais capacitados à realizar a correta manutenção dos modernos que rodam em nossas vias, só podemos esperar que o caos seja a porta de saída, pois em um mercado sem lei e sem ordem, é que surgem os aproveitadores de plantão.

O atual mercado brasileiro de reparação só é menor do que o norte-americano, porém se comporta como se estivéssemos ainda nos anos 20 e vem acompanhado de uma grande decepção chamada de assistência técnica. O profissional automotivo é a pessoa que deveria ser o formador de opinião (correta é claro!) e não um mero coadjuvante da estória. Se ao menos ele soubesse, na íntegra, como as coisas funcionam, fatalmente não haveria espaço para estas quinquilharias no nosso mercado.

Um produto deste só pode ter a respeitabilidade se vier com um selo do INMETRO e que atenda as normas da ABNT vigentes em nosso mercado. Eles querem se submeter aos testes? Provam e comprovam seus dotes de economia? Sob quais teorias da Física ou da Química embasaram seus fundamentos?

Fica muito complicado falar de economia de combustível quando não temos fiscais para coibir as adulterações de combustível nos postos, quando não temos a tão sonhada Inspeção Técnica Veicular, quando não temos regras claras sobre manutenção e segurança e etc, etc....

As pessoas querem ter um baixo consumo sem realizar os requisitos mínimos de manutenção! Daí abrir espaços para os milagrosos economizadores de combustível, se depois destas explanações você ainda quiser ser enganado...

Paulo Roberto dos S. Poydo é Assessor Técnico da Direção do Depto. de Transportes da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; Ex-Instrutor do SENAI - RJ; Consultor Técnico Automotivo da SYNERGY CONSULTORIA E TREINAMENTO AUTOMOTIVO, membro da SAE - Society Automotive Engineer e do STS - Service Technicians Society, participante do CB-05 da ABNT; ASE Certified.
Email.: redacao@mecanicaonline.com.br

TEST DRIVE MECÂNICA ONLINE
Toyota moderniza e fortalece linha 2002 da Hilux
Picape ganhou visual mais agressivo e novos motores

         Mudanças na estética, motorização, suspensões, reforços na segurança e melhorias para aumentar o conforto. Este é o "pacote" adotado pela Toyota na nova linha 2002 da picape Hilux.

A versão urbana, modelo SRV, testada pela Equipe da Mecânica Online, com tração 4x2, apresenta como destaque o novo motor 3.0, que alcança uma potência máxima de 90 cavalos.

Ao todo, são três versões de motor (um a gasolina e dois a diesel, um deles turbinado), dois tipos de cabine (normal e dupla), quatro de acabamento e trações 4X2 ou 4X4 (com acionamento automático opcional), que combinadas, num primeiro momento, deixam a Hilux com sete versões. Com o lançamento do motor turbodiesel, o total de combinações sobe para 12, podendo agradar um número ainda maior de consumidores.

O modelo avaliado teve um bom desempenho dentro do trânsito recifense, como também em pisos irregulares. Além de transitarmos no perímetro urbano, resolvemos verificar o quanto esse utilitário faz valer a sua força no campo.

E o desempenho foi ainda melhor, pois a picape superava com facilidade os obstáculos do piso irregular, as subidas e descidas, além de mostrar-se a todo instante a força do seu motor. Já na estrada, no percurso de br's, a picape também teve bom desempenho e encara bem as subidas, embora a retomada de velocidade em aclives exija um pouco mais de paciência. O ideal consiste em obter a velocidade ideal para subida, momentos antes de inicia-la. Com isso, o motor mantém firme a rotação, e fica fácil superar os aclives.

A nova dianteira da Hilux ficou com estilo bem mais moderno e musculoso. O conjunto ótico, a grade e os pára-choques ganharam desenho mais atual. Os cromados na moldura da grade, nos pára-choques e espelhos retrovisores saltam aos olhos. O ressalto no capô do motor e as rodas mais largas acentuam ainda mais o espírito esportivo e a robustez do modelo. Já na traseira, as mudanças foram mais discretas, mas deixaram a caçamba com linhas mais limpas.

Considerando o acabamento, durante o nosso test drive, tivemos a surpresa de sermos atingidos por um parafuso ou porca, que foi lançada do asfalto por um caminhão que vinha em sentido contrário. Por sorte, atingiu apenas o retrovisor direito. Sorte? Isso mesmo. Se esse objeto tivesse acertado o pára-brisa, talvez as conseqüências tivessem sido outras. Com esse incoveniente, pudemos verificar o quanto o cromado que reveste os espelhos retrovisores são fortes. Apesar do choque, o material comportou-se muito bem, absorvendo o impacto e sofrendo apenas alguns amassos.


Em terrenos acidentados, a Hilux 2002 não teve dificuldades

Proteções anticorrosivas
Perfeita para os mais variados estilos de vida, a Hilux oferece tanto em sua carroceria como em sua caçamba um design esportivo com alta durabilidade. Lâminas de aço anticorrosivo e uma base de poliuretano impedem que a pintura descasque com pequenos impactos ou arranhões.

Interior
Por dentro, poucas novidades, entre elas, os espelhos elétricos e rádio AM/FM com CD-player e quatro alto-falantes. De série, todas as versões da picape contam com ar quente, estribos, direção hidráulica, faróis halógenos e dois alto-falantes e antena para o rádio. Um ótomo ponto a favor é o espaço interno na cabine dupla. O acabamento é simples e os comandos estão bem posicionados, facilitando o acesso do motorista.

Segurança
Para aumentar a segurança, a Hilux passa a oferecer airbag para o motorista e os freios - discos ventilados na frente e a tambor na traseira com válvula moduladora de carga - ganharam ABS nas quatro rodas. No caso da cabine dupla, conta também com cinto de três pontas, apoio para a cabeça e trava de segurança para as portas traseiras.

A versão 4x2 também ganhou em altura, passando a ter a mesma da irmã 4x4.


Mamanguape - PB: Baía da Traição

Motorização

Motor 3RZ-FE

Gasolina: 2,7 litros, 16 válvulas, 4 cilindros em linha DOHC
Cilindrada: 2.694 cc
Potência máxima: 142 cv a 4.800 rpm
Torque máximo: 23.2 kgfm a 4.000 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica Toyota / L-Jetronic

Motor 5L

Diesel: 3,0 litros, 4 cilindros em linha OHC
Cilindrada: 2.986 cc
Potência máxima: 90 cv a 3.800 rpm
Torque máximo: 19.6 kgfm a 2.400 rpm
Alimentação: Bomba injetora rotativa - Injeção direta

Motor 1KZ-TE

Turbodiesel: 3,0 litros, 4 cilindros em linha OHC
Cilindrada: 2.982 cc
Potência máxima: 116 cv a 3.600 rpm
Torque máximo: 32.1 kgfm a 2.000 rpm
Alimentação: Bomba injetora rotativa EFI - controlada eletronicamente - Injeção direta

Corolla traz novidades no modelo 2002, com versão básica mais barata

O modelo Toyota Corolla 2002 traz boas novidades ao mercado brasileiro. Além do relançamento da versão de entrada XLi, que está 6% mais barata, a Toyota está incorporando equipamentos na versão intermediária XE-i e na versão SE-G que é a top da linha.

Com o objetivo de melhorar ainda mais a competitividade deste e de outros modelos Toyota, a empresa passa a oferecer também, a partir do modelo 2002, três anos de garantia. Para otimizar os custos e sobretudo o preço final da versão XL-i, a Toyota revisou as especificações do modelo que agora oferece de série ar-condicionado, vidros e travas elétricos, direção hidráulica e um preço ainda mais acessível.

O modelo não traz o airbag nem o apoio de cabeça central no banco traseiro, entre outras pequenas mudanças. Com esta nova configuração, o modelo sofreu uma redução média 6% no preço público sugerido: na tabela para a região sudeste por exemplo, a versão equipada com transmissão manual teve uma redução de R$ 2.286,97 no preço público sugerido.

Para o carro chefe da linha, a versão XE-i , a mudanças também são significativas. Esteticamente o modelo ganhou frisos cromados nos pára-choques traseiro e dianteiro, nova moldura na grade do radiador, além de rodas de alumínio, CD Player e alarme com control remoto, todos equipamentos de série.

A maior novidade está na versão SE-G da linha Corolla. O modelo, que já era o único automóvel nacional a oferecer bancos de couro legítimo de série, é agora também o único da categoria a oferecer disqueteira (CD Changer) de seis discos no painel, também de série. Para garantir ainda mais requinte ao modelo, a Toyota incorporou à versão SE-G, maçanetas internas cromadas e detalhes em madeira nas portas.

Tarcisio Dias - Mecânica Online

MOTOR NOVO OU CALIBRADO
Motor recalibrado dá fôlego a carros
O carro já existe, mas pede uma dose de fôlego extra para se manter no mercado – eis a questão para a montadora!

Alternativa 1: substituir, literalmente, o motor daquele modelo por outro que já equipa um segundo modelo da marca;

Alternativa 2: fazer a recalibração do motor para deixá-lo mais moderno e a gosto do consumidor.

Recentemente o mercado brasileiro assistiu a dois bons exemplos deste episódio. O primeiro proporcionado pela General Motors e o segundo, pela Fiat. Sem dúvida, a recalibração não significa projetar um novo motor, mas chega bem perto disso em razão do intenso trabalho de engenharia, mais demorado e de custo relativamente elevado.

O caso da GMB ocorreu com o lançamento das linhas 2001 da picape S10 e do utilitário esportivo Blazer, que receberam o motor 2.4 MPFI. O propulsor desenvolve 128 cv líquidos de potência a apenas 4,8 mil rpm, o que proporcionou uma nova dimensão de desempenho há muito reivindicada pelos consumidores dos modelos.

Com a base do motor CN22E de 2,2 litros e 113 cv, iniciou-se o trabalho no C24SE de 2,4 litros e 128 cv. Seu desenvolvimento começou no final de 1997. O objetivo era aprimorar as retomadas de velocidade e as acelerações para satisfazer os compradores da S10 e Blazer.

O aumento de cilindrada para exatos 2.405 cm3 foi conseguido mediante o diâmetro maior dos cilindros – de 86 para 87,5 mm – e do aumento do curso dos pistões, que passou de 94,6 para 100 mm. O bloco do motor é o mesmo da Família II de motores Chevrolet, definido pela distância de 93 mm entre centros de cilindros.

Para aumentar o curso dos pistões, porém, foi necessário produzir um virabrequim novo, fabricado em ferro fundido nodular, o que resultou em um conjunto leve e resistente.

Para o motor C24SE foram desenhados também novos pistões, ultraleves, com altura de compressão de apenas 27,3 mm (antes 30 mm). Mais importante ainda foram os anéis de segmento ultrafinos, de modo a assegurar maior vedação, menos atrito e, sobretudo, durabilidade superior. Por exemplo, o anel de compressão superior, antes de 1,5 mm de espessura, agora mede apenas 1,2 mm.

A taxa de compressão – que tem relação direta com o rendimento térmico – foi elevada de 9,4:1 no motor 2,2 litros para 9,6:1 no propulsor 2,4 litros para melhor aproveitar a crescente evolução da gasolina brasileira em relação ao número de octanas.

A otimização da taxa de compressão ocorreu por diversos fatores, entre eles o sensor de detonação, o qual destina-se a comandar mudanças no gerenciamento de ignição, atrasando-a, caso ocorra o fenômeno conhecido popularmente por “batida de pino”.

Bloco comunitário entra em cena

Mesmo depois de um intenso e complexo trabalho de mais de três anos e com tantas modificações, não se pode dizer que o motor que equipa hoje a S10 e a Blazer é de fato um “novo” propulsor. Na verdade, mexeu-se muito na parte inferior e pouco na superior. É necessário deixar bem claro, porém, que a recalibração de um motor está longe de uma “maquiagem”, pois se este fosse o caso com certeza os objetivos não seriam alcançados – e os consumidores destes modelos reivindicariam um propulsor mais “esperto” em acelerações e retomadas de velocidade.

Já o caso da Fiat ocorreu com o lançamento, no mês passado, do Uno Mille equipado com motor Fire. É um dos propulsores mais avançados da linha da montadora mineira, que já equipava o Palio.

Com certeza, por isso mesmo a Fiat optou pela alternativa 1: pesados os prós e os contras, não havia razão para promover uma recalibração no motor Fiasa utilizado pela versão anterior do Uno Mille, se já estava pronta e à mão uma motorização que preenchia todos os requisitos para dar novo fôlego ao modelo que completará 18 anos no mercado brasileiro.

Entretanto, a alternativa de utilizar a mesma motorização em diferentes veículos de uma ou mais marcas remete ao conceito do “motor comunitário” – tema de matéria publicada pelo Diário em março deste ano. Como foi dito, motor comunitário significa vantagem direta para os fabricantes e também para o bolso do consumidor, porque a idéia é chegar a um produto com custo final mais acessível para maior número de consumidores. Raciocínio que pelo menos na teoria está correto, já que o motor é um dos componentes mais caros de um veículo.

Paralelamente à recalibração de motores ou motores comunitários, o fato é que a indústria automobilística – como qualquer outra indústria, seja qual for o segmento – busca permanentemente a venda de seus produtos. A demonstração mais recente disso acaba de ser dada pela Peugeot/Citroën e Toyota, divulgada pela imprensa internacional na semana passada.

Agora os dois grupos voltam seus olhos para o carro barato e anunciam para 2005 o lançamento, em conjunto, de um modelo pequeno com preço em torno de 6 mil euros (cerca de R$ 13 mil). Correndo por fora da raia, a Renault também promete um veículo com preço ainda menor – 5 mil euros.

O que existe em comum entre os novos modelos é o conceito de automóvel que abre mão do luxo em troca da conquista de um público consumidor que não quer ou não pode pagar por veículos sofisticados, considerando a utilidade que terão.

No caso da Peugeot/Citroën e Toyota, entra em cena o motor comunitário; no caso da Renault até pode ocorrer uma recalibração, baseada no motor de um modelo da romena Dacia, adquirida pela montadora francesa em 1999.

Aumento de torque e potência

O torque máximo líquido de 21,9 kgfm do motor Chevrolet de 2,4 litros ocorre a 2,6 mil rpm e mostra a sua vocação para gerar força de tração elevada com facilidade. Para exemplificar, a 1,6 mil rpm o motorista já dispõe de 84% do torque máximo, o que evita a necessidade de usar freqüentemente as marchas mais baixas em utilização normal.

O ganho em torque foi de 14%, contra aumento de cilindrada de 9,4%. A potência subiu aproximadamente na mesma proporção, o que permite constatar o aumento de eficiência do motor.

Diversas soluções de engenharia foram incorporadas. A junta do cabeçote, por exemplo, normalmente produzida em fibras compactadas, passou a ser metálica, projetada especialmente para taxas de compressão elevadas, com perfeita vedação de câmaras de combustão e de arrefecimento. Aliás, não é por outra razão que este tipo de junta é largamente empregado em motores diesel, reconhecidos por sua elevada taxa de compressão.

Na parte inferior do bloco foi adicionada uma ponte estrutural com o objetivo de aumentar a estabilidade dimensional de componentes, como as capas dos mancais de apoio e do berço do virabrequim, o que resultou em menos vibrações e aspereza.

O carter de óleo passou a ser de alumínio e estrutural, sendo fixado não apenas no motor, mas também na carcaça de transmissão. Neste caso visou-se, com sucesso, reduzir o ruído e, ao mesmo tempo, acelerar a dissipação de calor do lubrificante.

Por último, a junta do carter passou a ser líquida, um composto químico especial cuja vulcanização dá-se em temperatura ambiente (RTV, room temperature vulcanization). Assim, o preenchimento completo de todas as superfícies do bloco e do carter assegura vedação perfeita por toda a vida útil do veículo.

O desenvolvimento do motor Chevrolet de 2,4 litros compreendeu ainda mais de 6 mil horas com carga e rotação máximas no banco de provas do Laboratório de Motores da fábrica de São Caetano, e o percurso de mais de 400 mil quilômetros por veículo no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), antes de ser dada a aprovação final.

Diário do Grande ABC - Percy Faro

CONFORTO E SEGURANÇA
Ar-condicionado é equipamento
quase indispensável na estação do calor

É comum ouvirmos entre condutores e proprietários de veículos alguém dizer: "O policial aplicou-me uma multa". Isso, no entanto, não é correto de se dizer.

           Se Pernambuco já é quente no inverno, imagine no verão. Tudo bem, nossas estações não são tão bem definidas como em outras regiões do País, mas dá para notar uma diferença, não é mesmo? Por isso, a chegada da estação do calor faz com que o ar-condicionado torne-se um equipamento praticamente indispensável nos automóveis da região.

Antes de mais nada, é preciso lembrar que, atualmente, o equipamento também é considerado item de segurança. Inventado em 1902 pelo engenheiro Willis Carrier, o sistema evita, por exemplo, que o motorista fique sonolento por conta do calor, além de proteger contra pequenos furtos nos semáforos da vida.

Existe ainda o conforto da diminuição do nível de ruído por causa das janelas fechadas, permitindo uma conversa mais agradável entre os ocupantes. Por último, também deve ser levada em conta a diminuição nos índices de irritação ao volante. O calor pode levar o mais pacato dos condutores a ultrapassar limites de agressividade impensáveis até para ele próprio.

Mesmo entre os modelos de baixa cilindrada - os chamados populares - o acessório está cada vez mais presente, ocupando atualmente cerca de 42% da frota nacional.

Por isso, se você é daqueles que fez questão do sistema de arrefecimento na hora de comprar o seu possante, Carro preparou uma série de dicas simples, para que você possa desfrutar de todo o frio que seu ar-condicionado pode lhe oferecer.

MANUTENÇÃO
Cuidados com as correias do seu automóvel
Nem esticada, nem frouxa

Atualmente os veículos possuem mais de uma correia para acionamento de diversos componentes: a dentada do eixo comando de válvulas, a do alternador, a da bomba d’água, a do ar-condicionado, a da direção hidráulica, etc. Para fugir de prejuízos e evitar que você fique na mão, ou melhor, na estrada, todas estas correias devem ser inspecionadas periodicamente e substituídas quando necessário.

Funcionamento
A correia repassa o movimento de um eixo gerador de rotações (no caso, o eixo virabrequim) para os demais componentes como comando de válvulas, alternador, bomba d’água, bomba de direção hidráulica e compressor do ar-condicionado. Ela deve fazer isso com a maior fidelidade possível, flexionando-se nas curvas das polias, mas sem sofrer estiramentos - garantindo a tensão necessária -, pois isto consumiria parte desta energia. O deslizamento máximo da correia em relação à polia deve ser, no máximo, 2%.

Tensão
As correias têm que trabalhar com a tensão correta. Se ela estiver frouxa, certamente patinará. Por outro lado, a correia muito esticada sacrifica os mancais da polia, pois faz com que o sistema trabalhe sob esforço demasiado. Alguns veículos (principalmente os mais novos) possuem sistemas automáticos para corrigir a tensão da correia.

Formato em “V”
Geralmente, o formato das correias (exceto o da correia dentada) é de uma seção em “V”, justamente para que se apoiem e tracionem as polias que, por sua vez, são conectadas às extremidades dos eixos em questão. Nessas polias as canaletas possuem formatos cônicos, com o objetivo de acomodar exatamente a correia. Existem também correias (mais modernas) chamadas “Poli-V”, que têm formato achatado, com pequenas canaletas em “V” paralelas e dotadas de excelente capacidade de tração e flexão, tanto que substituem todas as demais, ou seja, uma única correia roda todos os componentes ao mesmo tempo.

Sinais de desgaste
As correias devem ser trocadas imeditamente quando emitirem algum ruído anormal ou quando estiverem com defeitos como trincas, desfiamentos ou soltando pedaços. Os chiados também podem desaparecer com um ajuste em seu tensionador se o problema não for desgaste.

Carro usado
Ao comprar um veículo usado, e tiver dúvidas sobre a data da última troca, não faça economia “porca” e substitua as correias, que são relativamente baratas se forem levados em conta os prejuízos que ela pode trazer com o rompimento.

Correia dentada

Formato - Como o próprio nome diz, ela possui “dentes” que se encaixam perfeitamente nos “dentes” das polias como se fosse uma engrenagem.
Materiais - É composta por três materiais: borracha, elanca e fibra de vidro.
Função - Sincronizar os movimentos do virabrequim com o comando de válvulas e a ignição.
Vantagens - Em relação às metálicas e às engrenagens, ela tem menor peso, exige menos trabalho para troca, é mais silenciosa, provoca menor perda de atrito e tem maior durabilidade.
Durabilidade - Não é determinada apenas pela carga que sofre, mas também pelas condições do local onde o carro está sendo usado. Se rodar em estradas poeirentas a durabilidade da correia é menor do que rodar somente no asfalto. Seu contato com óleo lubrificante reduz a durabilidade, pois ela é sensível a solventes e a derivados do petróleo. As fábricas recomendam a substituição a cada 30 ou 40 mil quilômetros.
Problemas - Em alguns modelos, quando ela rompe, provoca um bom desfalque na conta bancária, danificando válvulas e pistões.
Checagem - Deve-se verificar sua tensão de funcionamento pelo menos a cada 10.000 km ou uma vez por ano se o carro não atingir essa quilometragem neste período.

NetRodas

CARRO CONCEITO II
Produzindo conceitos para as ruas
Montadoras pretendem colocar veículos-conceitos na linha de produção

           General Motors, Ford e Chrysler vão fazer veículos-conceito ganharem as linhas de montagem. A GM, maior montadora do mundo, vai produzir a picape Chevrolet SSR, que tem estilo "retrô", é conversível e tem motor V8 de 5.3 litros.

O modelo será fabricado a partir do ano que vem e vendido exclusivamente nos Estados Unidos. Já a concorrente Ford segue o mesmo caminho da moda "retrô" e sinaliza com uma possível produção do sedã Forty Nine, um modelo que, à semelhança da picape Chevrolet SSR, tem design inspirado nos anos 60.

SEGURANÇA DENTRO E FORA DO AUTOMÓVEL
Tecnologia da Mazda pode reduzir atropelamentos
Ela consiste em um radar a laser, cujos raios fazem um ‘escaneamento’ da área à frente do veículo.

              Um sensor projetado pela Mazda, marca que pertence à Ford Motor Company, poderá reduzir o número de acidentes de trânsito, principalmente atropelamentos. A tecnologia que está em teste foi montada no sedã 626. Ela consiste em um radar a laser, cujos raios fazem um ‘escaneamento’ da área à frente do veículo.

Se um obstáculo é encontrado pelo feixe de raios, uma resposta retorna à unidade sensora que está instalada na frente do veículo. Esse retorno é analisado pelo próprio sistema que, em seguida, emite um aviso ao motorista por meio de um monitor instalado no painel do carro.

O sistema pode detectar um pedestre distante do carro de 45 m a 60 m e também tem a capacidade de discernir pessoas de objetos inanimados, como árvores e postes. O computador que atua na central do sensor determina o potencial risco do obstáculo. Isso é feito com o auxílio de cálculos automatizados. Por meio de algoritmos matemáticos é comparada a distância do pedestre em relação ao movimento do automóvel.

Se o risco é estabelecido, o sistema toca um alarme e acende um aviso luminoso dentro do carro. Quando o perigo é iminente e o carro necessita de uma freada brusca, a buzina é automaticamente acionada para advertir o pedestre. O equipamento funciona também contra impactos na traseira e ainda encontra-se em fase de aperfeiçoamento.

FIQUE ESPERTO
Dicas importantes em um "test-drive"
Testar o veículo antes de comprá-lo é necessário para avaliar o modelo e evitar arrependimentos. O "test-drive" permite ao consumidor conhecer o produto que pretende adquirir

Adquirir um carro não é como comprar uma blusa ou sapato, que provamos, levamos para casa e depois achamos que não combina mais e aí deixamos de lado ou presenteamos o irmão mais novo. O automóvel é um bem durável e caro, por isso o descarte a curto prazo é impraticável. Para não comprar um automóvel no "escuro" e evitar arrependimentos, o consumidor deve conhecer o veículos realizando um test-drive.

O teste de direção permite ao consumidor conhecer melhor o produto e é imprescindível na hora da escolha. De acordo com o coordenador de vendas de uma concessionária baiana, Robson Mullulo, testar o veículo é a melhor maneira de o cliente sair satisfeito com a compra e não se decepcionar depois. No entanto, ele orienta que, ao chegar à concessionária, atente para as suas necessidades diárias, para o que vai precisar do carro.

São muitos os modelos, marcas e tipos de veículos, além de uma gama de equipamentos. Entre os compactos, populares, médio, de luxo, esportivos e utilitários, com ar-condicionado, sem ar, com ou sem injeção, com travas elétricas ou não, o consumidor deve escolher e testar o automóvel adequado ao seu estilo de vida. Se precisa de um carro para tarefas cotidianas, na cidade, os populares são uma boa aquisição e por um preço mais acessível.

Sabendo qual o tipo de carro que necessita, antes de testar o veículos, o consumidor deve prestar atenção à demonstração do vendedor. Nesse primeiro momento, ele fala sobre o design, motor, abre o porta-mala e explica o funcionamentos dos principais comandos. A segunda parte é o test-drive.

No teste prático, Mullulu informa que é importante observar o conforto do banco, o espaço interno, a posição do volante e dos retrovisores e, ao dirigir, não ligar o som, assim é possível verificar o nível de ruído interno do veículo. Avalie também a visibilidade lateral e traseira e a ergonomia do painel; sinta o câmbio, verificando se as trocas de marchas são precisas e suaves; acione a embreagem e teste os freios para saber se respondem bem aos comandos.

Quanto ao desempenho do motor, deve testá-lo em subidas e retas. "Salvador é uma cidade com muitas ladeiras e é necessário fazer o test-drive subindo algumas delas para verificar a potência e força do propulsor", disse Mullulu. Nas estradas planas, em linha reta, comprovar a velocidade máxima e se tem boas retomadas. Seguindo esses passos é quase improvável que o consumidor venha a se decepcionar com o carro que escolheu para si.

Correio da Bahia - Najara Sousa

TECNOLOGIA
Carro que ‘fala’ com o computador de casa
e hatch 1.0 foram os destaques em Tóquio
O Salão de Tóquio apresentou carros-conceito disparatados e protótipos que logo chegarão às ruas.

Um dos modelos mais desvairados é o Suzuki Covie. A carroceria tem forma de cuia de queijo Palmira e o acabamento lembra o de um carro de brinquedo. O Covie leva duas pessoas e um depósito de gás. Um compacto sistema de células de combustível transforma o gás em eletricidade para mover os motores.

No painel, há uma tela de 12 polegadas ligada a sistemas domésticos futuristas. A geladeira de casa avisa ao motorista que é hora das compras. Bem mais realista é o Hyundai TB, um protótipo que brevemente entrará em produção normal. O compacto foi feito na para competir com os novos Polo e Fiesta europeus (dois modelos que serão produzidos também no Brasil).

Kim Dong-jin, presidente da montadora sul-coreana, anunciou que o Hyundai TB terá a opção de um novo motor 1.0. Parece até que foi projetado para o mercado brasileiro.

LANÇAMENTOS 2002
Astra 2002: transmissão automática e muita novidade

         A General Motors está lançando a linha 2002 do Chevrolet Astra, que tem como destaque a transmissão automática AF20 para o motor 2.0 8V, com tecnologia de última geração, funções mais completas e dispositivos exclusivos que adaptam o veículo a cada estilo de dirigir. Com a versão automática do Astra, a GM consolida a liderança do modelo no segmento de veículos compactos e atende à crescente demanda por este item de conforto.

Dentre as novidades, destacam-se também o novo e luxuoso "Pacote CD", uma grande variedade de novos itens de série além de opcionais exclusivos. O motor 1.8 a gasolina foi substituído pelo motor 2.0 8V. Com a linha 2002 o Astra, que no último trimestre ultrapassou o Honda Civic só com a venda de Sedans, deve ampliar ainda mais a sua vantagem sobre a concorrência.

A linha 2002 do Astra apresenta um modelo para cada perfil de consumidor. Do modelo 2.0 mais simples ao 2.0 16V mais luxuoso, oferece variadas opções que atendem às necessidades, ao poder aquisitivo e às mais exigentes preferências. A motorização do modelo é um diferencial no segmento de veículos compactos. Toda a linha passa a ser equipada com motores 2.0 de 8 ou 16 válvulas, à exceção do Astra Álcool que preserva o motor 1.8. O motor 2.0 8V, agora está mais potente, passando de 112 CV para 116 CV a 5.200 rpm.

Todas as versões do Astra 2.0 ou 2.0 16V com ou sem pacote CD, 2.0 8V com ou sem transmissão automática, equipados ou não com opcionais exclusivos, além do Astra Sport, são identificadas na tampa traseira pela "gravata" Chevrolet e inscrições indicativas de modelo e motorização.

A mais aguardada novidade é o Astra Automático, equipado com a transmissão AF20, a mais moderna no segmento de veículos compactos e mais completa em funções, como o neutral control, exclusivo do Astra. A nova AF20 conseguiu a façanha de reforçar o que sempre foi um dos pontos mais fortes do Astra — sua excelente dirigibilidade.

A marca Chevrolet tem forte tradição em veículos com transmissão automática. Sua gama de produtos com este equipamento é a mais completa do mercado: Corsa Sedan, Vectra, Blazer, Omega e agora o Astra Hatch e Sedan, além dos consagrados e já descontinuados modelos Opala/Caravan, Chevette/Marajó, Kadett/Ipanema, Suprema e Monza.

A transmissão AF20

A transmissão AF20, disponível para os modelos Hatch e Sedan, tem quatro velocidades e funções exclusivas que proporcionam um surpreendente desempenho nas mais variadas condições de tráfego. É equipada com módulo eletrônico de controle que recebe os sinais de velocidade do veículo, a posição do acelerador, a posição da alavanca de marchas, as rotações de entrada e saída da transmissão, o acionamento da luz de freio e a temperatura do óleo da transmissão, e seleciona a marcha ideal para cada condição determinando o momento ideal para a troca.

De acordo com a leitura das informações recebidas (velocidade do veículo, posição do acelerador e posição da alavanca de marchas), o módulo de controle eletrônico da transmissão interpreta o estilo de dirigir do motorista e a inclinação da pista, selecionando o "programa" de troca de marchas mais adequado para aquela condição. Isso proporciona um conforto adicional e evita a "caça de marchas" contínua (exemplo: mudança de 3ª para 4ª, e de 4ª para 3ª sucessivamente) em uma determinada rampa.

O Modo Econômico é o normal de operação da transmissão AF20. Para os motoristas que preferem uma condução mais esportiva a alternativa é o Modo Esporte, que pode ser acionado por um botão na alavanca seletora de marcha. Uma vez acionado o Modo Esporte as marchas são trocadas em uma rotação mais elevada, proporcionando assim um desempenho mais esportivo.

Sistema inteligente e econômico

No Modo Antipatinação o módulo de controle eletrônico seleciona automaticamente a utilização da terceira marcha para saídas em terrenos de baixa aderência, como lama e grama molhada, proporcionando maior segurança ao usuário. O acionamento é feito por um botão no console ao lado da alavanca seletora.

A função Kick down faz com que toda vez em que o acelerador seja bruscamente pressionado até o fim de curso o módulo de controle eletrônico selecione uma marcha mais curta (desde que não ultrapasse o limite de giro do motor naquela condição), podendo ocorrer a redução de mais de uma marcha em determinadas condições. Em outras palavras, a transmissão "entende" que o motorista precisa de mais torque e responde imediatamente.

O conversor de torque do Astra automático possui uma embreagem interna que faz um acoplamento mecânico entre a transmissão e o motor em determinadas condições, diminuindo a perda de energia no sistema e contribuindo para uma melhora no consumo de combustível. Esse dispositivo é conhecido por Lock-up.

O exclusivo Neutral Control

A redução do esforço no pedal de freio quando o veículo está parado é uma das funções do Neutral Control. Um recurso exclusivo do Astra Automático, ausente em todos os seus concorrentes, e que proporciona muito mais conforto e segurança ao usuário, além de contribuir para a diminuição do consumo de combustível.

A função Neutral Control faz com que o módulo de controle da transmissão opere a mudança de marcha de "D" para "N" (neutro) ao se acionar o pedal de freio, quando a velocidade cair abaixo de 3 Km/h. Essa mudança de "D" para "N" acontece internamente, pois a alavanca continua em "D". Quando o motorista tira o pé do freio, o módulo faz a mudança de "N" para "D" colocando o veículo novamente em condição de tração.

Numa situação de partida com o veículo estacionado (alavanca em "P"), somente é possível selecionar a posição "D" após o acionamento do motor e do pedal de freio, como medida de segurança. Uma vez acionada a posição "D" ocorre o engate da 1ª marcha. Porém, se o freio permanecer acionado, e após aproximadamente dois segundos não houver movimentação do veículo, o módulo comanda internamente a mudança de marcha de "D" para "N" (neutro).

O "Piloto Automático"

Adicionalmente à transmissão automática, e portanto disponível para as versões 2.0 de 8V, a linha Astra 2002 oferece o "piloto automático" (controle automático de velocidade). Este importante item de conforto não existe em alguns dos principais concorrentes, ou é opcional, ou ainda é oferecido em modelos cujo preço é bastante superior ao do Astra Automático.

Todas as versões da linha 2002 ficaram muito mais completas com os novos itens de série e novas cores externas. O Astra 2002 ganhou também novos tecidos nos bancos e painéis das portas, interior na cor cinza, e refletores na parte interna das portas.

As lanternas traseiras agora apresentam a região das luzes indicadoras de direção na cor cristal. As novas e modernas cores - Cinza Nobre (metálica) e Vermelho Cardeal (perolizada), para os modelos Sedan e Hatch complementam o novo design das calotas. Continuam disponíveis as cores Branco Mahler, Preto Lizt e Vermelho Beta (só para o Sport), todas sólidas, e ainda Prata Escuna (metálica) e Azul Darsena (perolizada).

Mecânica Online e Comunicação Social GM

LANÇAMENTOS 2002
Citroën C5 esbanja tecnologia e segurança
Com 18 computadores e estilo diferenciado, hatch-sedã tem preço a partir de R$ 60 mil

A Citroën inova num segmento que poucos fazem apostas de risco: entregou ao C5 a tarefa de atuar em dois segmentos bastante competitivos, o dos grandes, que era ocupado pelo XM, e o dos médios-grandes, em que tinha o Xantia.

O modelo chegou desde novembro ao Brasil exibindo uma enorme parafernália eletrônica e algumas soluções arquitetônicas incomuns. Assim como o preço, que varia entre R$ 60 mil e completo se aproxima dos R$ 100 mil.

A originalidade começa do lado de fora. O desenho não difere do estilo adotado pela marca desde o lançamento do monovolume Picasso - estão lá os faróis que se esparramam pelos pára-lamas e as muitas linhas curvas. Ainda assim, a configuração do C5 não se enquadra com naturalidade em nenhuma definição normal da indústria atual. A própria montadora o classifica como um hatch-sedã, já que no final do teto em parábola há uma saliência que pode ser interpretada como um terceiro volume.

Um hatch com cacoete de sedã não chega a ser inédito na Citroën. O próprio DS 19 - mais conhecido no Brasil como Citroën Sapo - cumpria o duplo papel.

Mas as dimensões do novo top da marca mostram que o C5 se propõe realmente a ocupar um nicho entre os dois antecessores: com 4,68 m, tem 28 cm de comprimento a mais que o Xantia e exatos 28 cm a menos que o XM.

E embora o entre-eixos de 2,75 m seja apenas um centímetro maior que o do Xantia, o C5 ganha conforto pelo 1,48 m altura, 10 cm a mais que o antigo médio-grande da marca. Isso permite melhor utilização do espaço interno e posição de dirigir.

Segundo Robson Mendes, consultor da concessionária AutoFrance, é exatamente ao volante que se percebe que não só a "casca" é diferente no C5. Para começar, são 18 computadores embarcados, boa parte deles dedicados a facilitar o controle dinâmico do veículo.

Eles atuam na segurança, com o ABS, controle de pressão de frenagem e no controle de estabilidade, além dos seis airbags que protegem o habitáculo e no controle da pressão dos pneus.

Facilitam ainda a vida do motorista, com faróis automáticos, sensor de chuva, ar-condicionado automático de duplo termostato, sensor de obstáculos na traseira e até no rebatimento automático dos espelhos externos no travamento do carro.

Um carro que ao ser projetado, considerou detalhes que muitos outros ainda estão longe de alcançarem. O detector de obstáculo também é destaque e útil no momento de manobrar com o veículo.

Suspensão aperfeiçoada - Mas como se trata de um Citroën, a suspensão é inevitavelmente um dos pontos de destaque. O sistema Hidractive passou a ser composto de seis esferas com gás e óleo - antes eram cinco - e ficou independente na frente e na traseira. E o controle da rigidez e altura, que era mecânico, através de uma alavanca no console, agora é totalmente eletrônico, regido por 18 sensores.

A Citroën tratou de usar as centrais eletrônicas para aliviar até mesmo o trabalho de definir a regulagem de rigidez de suspensão mais adequada para cada situação. Até os 70 km/h, a distância livre do solo é de 15,3 cm. Acima de 70 km/h até os 110 km/h, o modelo mantém 14 cm de altura em relação ao piso.

A partir daí, o C5 assume uma posição de ataque aerodinâmico, com 12,5 cm na frente e 12,9 cm na traseira. Nessa postura, o C5 despeja com mais desenvoltura os 210 cv do motor 3.0 V6 do modelo top ou os 138 cv de potência do 2.0 16V - propulsor idêntico ao do Picasso produzido no Brasil, a não ser por um chip que reduz a potência do monovolume a 118 cv. No caso da versão 2.0, o câmbio pode ser um manual de cinco marchas ou automático com modo seqüencial de quatro velocidades.

Tarcisio Dias - Mecânica Online

LANÇAMENTOS 2002
Celta ganha mais requinte

A General Motors do Brasil iniciou as vendas, em todo o país, da linha 2002 do Celta à rede autorizada de concessionárias Chevrolet. O modelo, ainda mais completo e com a melhor relação custo-benefício em seu segmento, já está disponível para a venda pela forma tradicional e também para a comercialização eletrônica, por meio do pioneiro sistema de vendas pela Internet.

O Chevrolet Celta chega ao mercado contendo um novo e elegante interior, que inclui um acabamento mais requintado, o pacote de opcionais "Super" e uma nova cor, o vermelho Beta (sólida). Segundo Joseph DaMour, diretor geral de Marketing e Vendas da GMB, "a linha 2002 do Celta reforçará ainda mais sua posição de um dos líderes no mercado brasileiro entre os veículos em seu segmento" (hatchback de 3-portas com motor 1.0 litro).

"O Celta já criou entre os consumidores brasileiros a imagem de tecnologia, segurança, economia, design moderno, conveniência e conforto. São realmente atributos que têm consolidado o sucesso do modelo Chevrolet, pouco mais de um ano desde seu lançamento no país, em setembro de 2000", destaca DaMour.

Celta e o novo pacote "Super"

A grande novidade da linha 2002 do Celta é o "Pacote Super". Ele oferece, por um preço competitivo, itens de esportividade, requinte e beleza, ampliando ao modelo Chevrolet o valor agregado percebido pelos clientes mais exigentes. Estas são as novidades que compõem o "Pacote Super":

- tacômetro (conta-giros);

- iluminação do painel de instrumentos na cor vermelha;

- acabamentos do painel de instrumentos e saídas de ar na cor prata

- acabamento em tecido nos painéis das portas e nos painéis laterais traseiros;
- volante de direção com logotipo cromado em vitro-trim;

- revestimento dos bancos em tecido exclusivo (novo design e textura aveludada).

Além desses itens, o "Pacote Super" incorpora também todos os itens do "Pacote Mais", ou seja: proteção do cárter do motor, vidros verdes com pára-brisa laminado degradê, desembaçador com ar quente e sistema de recirculação de ar, desembaçador elétrico do vidro traseiro, limpador e lavador elétrico do vidro traseiro e temporizador do limpador de pára-brisa.

Portanto, com o lançamento do "Pacote Super", o consumidor passa a ter à disposição, dois pacotes opcionais ("Super" e "Mais") e um opcional livre — o sistema de ar-condicionado. Com estas possibilidades, o Celta destaca-se ainda mais no mercado como o modelo de melhor relação custo-benefício em seu segmento.

Já no interior do Celta 2002 a cor predominante é preta (para todas as versões), com detalhes de acabamento do painel central e saídas de ar na cor cinza. O revestimento dos bancos tem tom cinza escuro, enquanto os painéis das portas e das laterais traseiras, a cor preta. O carpete também é preto, em harmonia com as novas cores do interior do veículo. O porta-mapas, por sua vez, também ganhou um novo e prático formato .

Sucesso absoluto de vendas

Com pouco mais de um ano de participação no mercado brasileiro, o Celta já é um dos preferidos pelos consumidores dos carros de pequeno porte. Suas vendas, de setembro de 2000 a setembro de 2001, já totalizam 88.147 unidades. O recorde mensal do modelo foi registrado em agosto último, com 10.025 unidades.

Mecânica Online

LANÇAMENTOS 2002
Chega o classe A Spirit,
uma versão exclusiva, com um toque de esportividade

• Classe A Spirit incorpora mais 11 equipamentos exclusivos
• Interior do modelo ganha conforto e sofisticação
• Nova versão é equipada com motor 1.9 de 125 cavalos de potência
• Visual esportivo é realçado pelas novas rodas e a ponteira cromada do escapamento

A DaimlerChrysler do Brasil apresenta mais novidades para o Mercedes-Benz Classe A. Após o sucesso da linha 2002, lançada em agosto, chega este mês à rede de concessionárias da marca Mercedes-Benz o novo Classe A Spirit. A versão exclusiva vem com um pacote de equipamentos ainda mais completo e diferenciado para atender aos clientes que buscam no modelo um toque extra de esportividade.

O novo Classe A Spirit foi desenvolvido a partir do Classe A 190 Classic e traz, além do motor de 125 cavalos de potência, uma série de equipamentos exclusivos. Com o completo pacote de equipamentos de série, o Spirit dá ao Classe A um estilo atraente e esportivo - melhorando ainda mais sua relação entre custo e benefício.

Sofisticação e esportividade na parte de fora

Quando se olha pela primeira vez o Classe A Spirit logo chama a atenção o novo desenho das rodas de liga-leve aro 15" com cinco furos. Outra exclusividade da série é a ponteira cromada do escapamento e as lanternas monocromáticas vermelhas. Para completar o visual arrojado e esportivo do Classe A Spirit, duas cores estão disponíveis para o modelo: o Preto Formal é a opção de cor sólida, enquanto que o Prata Brilhante, incorporada recentemente à gama de cores da linha 2002 do Classe A, é a opção de cor metálica.

Conforto e requinte se destacam no interior da nova versão

As marcantes e exclusivas alterações do Classe A Spirit continuam no interior do modelo. A começar pelo pára-brisa degradê e o quadro de instrumentos do painel com fundo branco, que acabam realçando a esportividade e o dinamismo do modelo. Para aumentar ainda mais o conforto e a dirigibilidade, o Spirit vem equipado de série com regulagem de altura para o volante - antes disponível apenas para as versões da linha Elegance - e rádio toca-fitas. Já a alavanca do câmbio e o painel receberam revestimento de couro. Completam o pacote de equipamentos e acessórios da nova versão do Classe A as soleiras das portas em aço escovado e a chave com controle remoto.

Com esses atributos, o Classe A Spirit torna-se mais uma excelente opção de compra, como explica o Diretor de Vendas da DaimlerChrysler do Brasil, Roberto Bógus: "Com o Classe A Spirit o cliente leva, além da consagrada tecnologia e o pacote completo de equipamentos, uma série de itens exclusivos". O preço sugerido para o Classe A Spirit é de R$ 39.800,00, na cor sólida e sem o frete.

Motor moderno e câmbio manual de cinco marchas

O Classe A Spirit vem equipado com o motor do A 190, capaz de gerar 125 cavalos de potência. Com esta motorização e equipado com o câmbio manual de cinco marchas, o novo Spirit atinge 190 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 9,4 segundos. O modelo conta com uma excelente relação peso x potência, de 8,7 kg/cv, que o torna um dos mais rápidos de seu segmento, com um desempenho comparável ao de modelos equipados com motorizações maiores. A média de consumo para o Classe A Spirit é de 16,7 km/litro rodando a 90 km/h.

Tecnologia de ponta, sempre

Assim como as demais versões do Classe A, o novo Spirit vem equipado com a tecnologia mais avançada do segmento, que acabou estabelecendo novos referenciais de mercado. Isso se deve, em grande parte, ao seu revolucionário projeto, com o duplo chassi e o motor Silitec, e a extensa lista de equipamentos de série, com inovações totalmente indisponíveis em outros carros nacionais.

Essas inovações incluem o exclusivo Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP), o Brake Assist (BAS), os freios com ABS e EBD, o controle de tração ASR, o duplo air-bag, os cintos de segurança com tensionadores e limitadores de força, a direção hidráulica eletrônica, o acelerador sem cabo (drive-by-wire) e o gerenciador eletrônico de revisões ASSYST, para ficar apenas entre os principais recursos.

Graças à sua tecnologia, o Classe A é um dos carros mais seguros do mundo e atingiu o índice de satisfação de 97% entre os consumidores brasileiros. Sua construção e os inúmeros recursos de segurança ativa e passiva o tornam um veículo que dificilmente se envolve em acidentes e, se isso ocorrer, os danos tendem a ser mínimos. Seus pára-choques e pára-lamas de polímero flexíveis, por exemplo, resistem a pequenos choques e, se necessário, são fáceis de reparar.

A tecnologia é uma aliada também no controle da manutenção. As revisões são controladas pelo sistema ASSYST, que avisa a época de visitar a oficina. E as eventuais falhas no funcionamento do carro são identificadas pelo sistema Star Diagnosis, o qual localiza o problema e informa como corrigi-lo, evitando falhas humanas no diagnóstico.

Com tudo o que oferece - estilo, tecnologia, segurança e baixos custos de manutenção -, o Classe A é um carro valorizado pelo consumidor e alcança um ótimo preço de revenda no mercado.

Mecânica Online

LANÇAMENTOS 2002
Doblò, um novo estilo de vida

         Uma família tradicional, com três filhos, é bem atendida por um carro comum. Mas se no final de semana o amiguinho do filho caçula resolve ir passear também, é um problema. Se a namorada do filho mais velho quer ir junto na viagem de férias então, nem pensar. Não há espaço em um carro para tanta gente viajar confortavelmente. E o que dizer quando toda a turma resolve viajar com skate, prancha de surf e bicicleta?

Foi para resolver esses problemas do dia-a-dia que a Fiat Automóveis lançou o Fiat Doblò, uma versátil multivan que pode transportar até sete passageiros com espaço e conforto.

Originalmente, a capacidade é para cinco pessoas, mas acrescentando-se dois bancos suplementares na traseira, ela leva sete sem o menor aperto. Rebatidos para as laterais quando não estão em uso, eles permitem o total aproveitamento de espaço no compartimento de bagagem.

O Doblò é o único modelo da categoria a oferecer esse recurso, disponível nas versões EX e ELX. Para os ocupantes de trás, se uma porta deslizante lateral for pouco, pode-se ter duas – as versões dispõem da segunda porta lateral deslizante como opcional, agilizando a entrada e saída do veículo mesmo em vagas de estacionamento apertadas.

Exclusividade
Os bancos da segunda e da terceira fileiras de passageiros podem ser rebatidos para as laterais, permitindo o uso pleno da capacidade de carga do Doblò, solução exclusiva no segmento.

As novidades não param por aí. Se o objetivo é transportar cargas, o Fiat Doblò possui a versão Cargo, um veículo robusto, prático e com grande espaço interno, ideal para o uso nas grandes cidades. Com as mesmas motorizações das versões para passageiros – Fire 1.3 16V e Torque 1.6 16V – o Fiat Doblò Cargo oferece desempenho, economia e confiabilidade em qualquer situação. Mecanicamente, as versões para passageiros e carga também são idênticas, mudando apenas a calibragem da suspensão traseira. Assim, ela se adequa às diversas solicitações de carga, mesmo que não estejam uniformemente distribuídas, mantendo o equilíbrio do veículo em todas as condições de direção.

A versão Cargo chega para disputar uma fatia de mercado que já conhece a tradição da Fiat Automóveis de criar veículos perfeitos para as funções que cumprem. Afinal, o Fiat Fiorino Furgão tem sido, há vários anos, o veículo mais bem-sucedido do segmento. Para se ter uma idéia, no ano passado ele abocanhou 66,4% das vendas dos furgões pequenos.

O segmento de mercado que o Fiat Doblò de passageiros disputa é recente. Nasceu na Europa em 1996 e está no Brasil há apenas dois anos. Só no ano passado, este segmento cresceu quatro vezes na Europa. "Na verdade, vamos inaugurar de vez o segmento no Brasil, já que os únicos dois concorrentes do Doblò são importados", comenta o gerente de Marketing da Fiat Automóvies, Carlos Eugênio Dutra. O Fiat Doblò está sendo produzido na fábrica da Fiat Automóveis em Betim (MG), abastecerá o mercado nacional e será exportado para a América Latina a partir de 2002.

Denominado "P", este nicho de mercado traz um novo design – de linhas mais arredondadas e agradáveis – e uma renovação do conceito de funcionalidade, no qual conforto e segurança para os ocupantes passaram a ser prioridade absoluta. Se antes os grandes MPVs – veículos monovolume multifuncionais – imperavam quando se tratava do transporte de pessoas, agora os MPVs de porte menor disputam com eles cada centímetro do mercado. E com vantagens: custam bem menos; são mais compactos e, portanto, se adequam melhor ao trânsito das grandes cidades e às apertadas vagas de estacionamento; e, por serem mais leves, podem ter motores de menor cilindrada, significando maior economia.

Uma das características mais marcantes do Fiat Doblò é seu espaço interno, aproveitado de maneira inteligente e racional. O teto alto, os bancos generosos, o enorme vão para as pernas, o vasto compartimento de bagagem e as cores e texturas do interior do carro fazem com que os 4,159 metros de comprimento por 1,715 de largura do veículo pareçam ser bem maiores. Pessoas altas conseguem se acomodar com todo conforto nos bancos dianteiros e traseiros.

Dependendo da conformação interna do veículo, a porta traseira pode ser de dois tipos. No Fiat Doblò para cinco ocupantes ela é basculante, abrindo-se para cima (protegendo da chuva quem estiver carregando ou descarregando o veículo). No Fiat Doblò para sete ocupantes – opcional tanto na versão EX quanto na ELX – e na versão para carga a porta é assimétrica, abrindo-se para os lados com uma divisão de 2/3 e 1/3.

O vasto porta-malas do Fiat Doblò acomoda 750 litros – e isso até a altura dos vidros. Não só é o maior compartimento de bagagem do segmento P, como é o mais inteligente: o assoalho perfeitamente plano permite o total aproveitamento do espaço, e ele fica a apenas 53 centímetros do solo, tornando a operação de carregar e descarregar o veículo fácil e cômoda mesmo que haja objetos pesados para manipular.

Economia e potência

• Com 80 cv de potência e 12 kgm de torque, o motor Fire 1.3 16 V dá ao Fiat Doblò economia e desempenho. Ele atinge a velocidade máxima de 149 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 16 segundos. Na cidade, roda 11,7 km com um litro de gasolina, enquanto na estrada faz 14,4 km/l.

• Já o motor 1.6 tem torque máximo de 15,4 kgm, com potência de 106 cv a 5.500 rpm. Ele alcança 160 km/h de velocidade máxima e vai de 0 a 100 km/h em 12,4 segundos. A ótima performance não impede a economia: faz 10,4 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada.

O banco traseiro é rebatível, ampliando o vão do porta-malas para acomodar até 3.000 litros. Aliás, para cada um dos ocupantes na versão passageiro, o Fiat Doblò pode levar 35 quilos de bagagem. Já o Doblò Cargo oferece volume útil de 3,2 metros cúbicos, o maior da categoria. Os seis ganchos de retenção dispostos em locais estratégicos permitem a fixação da carga com segurança.

A preparação para o lançamento do Fiat Doblò – que aconteceu com uma grande festa no último dia 15 em Caldas Novas (GO) – começou há alguns meses. Desde setembro, por exemplo, o pessoal das concessionárias está sendo treinado. Em outubro, os vendedores começaram a participar de treinamentos específicos, com direito a test drive. A partir do final deste mês, o Doblò poderá ser visto na mídia, em campanhas de TV, outdoor e revistas. Os investimentos feitos para o lançamento do Doblò fazem parte do R$ 1 bilhão previstos pela Fiat Automóveis para os próximos quatro anos.

LANÇAMENTOS 2002
Fiesta Sedan disputa espaço entre os carros familiares

          A Ford está lançando no Brasil o Ford Fiesta Sedan 2002, de quatro portas, equipado com motor Zetec RoCam 1.0 ou 1.6 L, que chega com fortes atrativos para disputar espaço no concorrido segmento B de veículos familiares.

A marca estréia na categoria com um produto que oferece uma das melhores relações de custo-benefício da categoria, dirigibilidade e desempenho elevados, economia, amplo espaço para passageiros e bagagem, design moderno, padrão superior de acabamento e conforto, além de um pacote equilibrado de equipamentos.

A primeira impressão positiva do novo sedã é no visual: na traseira, o espaçoso porta-malas de 400 litros confere um ar robusto e imponente ao carro, que por isso é pode até ser confundido com um modelo de segmento maior. O design, harmônico e atual, destaca-se pelas grandes lanternas traseiras, com linhas que acompanham os recortes angulares da carroceria, e pára-choques envolventes na cor do veículo, contornados por uma moldura contrastante na mesma altura dos frisos laterais.

Outra característica importante é o espaço interno. O Fiesta Sedan é o modelo com a maior distância entreeixos da categoria - 2.486 milímetros, 40 milímetros maior que o Fiesta Hatch de três e cinco portas -, o que garante mais espaço para as pernas e conforto para os passageiros, especialmente, os que viajam no banco de trás.

Desempenho, economia e segurança
O carro também apresentou nos testes os mesmos níveis de comportamento dinâmico e silêncio da versão Hatch, considerados excepcionais pelos usuários desse produto, com os motores Zetec RoCam 1.0 e 1.6 L, produzidos pela Ford na unidade de Taubaté, assim como a transmissão IB5. Suas principais características são o alto torque em baixas rotações - responsável pela sensação de maior potência na condução na cidade - economia, robustez e simplicidade, proporcionados pelo sistema de oito válvulas com trem de balancins roletados, desenvolvido pela engenharia da Ford.

A principal alteração de desempenho registrada em relação ao modelo Hatch consiste na melhor eficiência aerodinâmica. Por isso, o Fiesta Sedan atinge velocidade final maior, devido ao desenho da traseira que modifica a curva do vento e favorece a aerodinâmica.

O Ford Fiesta Sedan com motor 1.0 L, de 65 cv de potência, atinge a velocidade máxima de 152 km/h, com consumo de 11,1 km/l no ciclo urbano e 16,9 km/l no ciclo estrada. O modelo com motor 1.6 L, de 95 cv de potência, acelera de 0 a 100 km/h em 12,69 segundos e alcança velocidade máxima de 180 km/h, com consumo de 10 km/l na cidade e 14,1 km/l em circuito rodoviário.

Ao volante, esses números se traduzem em um veículo de respostas rápidas, gostoso de dirigir, que transmite a sensação de potência e segurança quando é exigido, principalmente em ultrapassagens e subidas, sem deixar de lado a economia de combustível e de manutenção, qualidades já conhecidas da família Fiesta.

O carro destaca-se, ainda, em dois outros atributos importantes: alto nível de segurança e conforto. Todas as versões do Fiesta Sedan possuem barra estabilizadora frontal, que contribui para o seu padrão de dirigibilidade. E apresentam, ainda, trava para crianças nas portas traseiras, freios de circuito duplo diagonal, barras de proteção lateral, cintos de segurança de três pontos e carroceria concebida dentro do conceito de "célula de sobrevivência", com áreas de deformação programada.

Sucesso internacional
O Fiesta Sedan vem colecionando sucessos em todos os países em que é vendido. Ele foi lançado inicialmente na Índia, com o nome de Ford Ikon. Atualmente, é produzido também na África do Sul e no México. Na Índia, ele é equipado com os motores 1.3 L e 1.6 L a gasolina (os mesmos utilizados na África do Sul) além de uma versão 1.8 L a diesel. E foi eleito o "Carro do Ano" logo após seu lançamento, numa avaliação que abrangeu itens como desempenho, conteúdo de equipamentos, consumo de combustível, preço, estilo, aceleração, espaço, conforto, dirigibilidade e custo-benefício, superando 24 concorrentes.

O México, que utiliza o motor 1.6 L a gasolina, agora está produzindo também os modelos 1.6 L e 1.0 L a gasohol para o Brasil e 1.6 L a gasolina para a Venezuela. No México, O Fiesta Sedan também acaba de ser eleito o melhor da categoria em satisfação do consumidor, com um índice de 88%, contra 76% do competidor mais próximo. O modelo também lidera a lista de menor custo de garantia entre os veículos Ford vendidos no país.

O desenvolvimento do Ford Fiesta Sedan para o mercado brasileiro e da Venezuela foi feito no Campo de Provas da Ford em Tatuí, no interior de São Paulo. O trabalho concentrou-se na certificação do veículo para utilização do combustível nacional, com adição de álcool, e na recalibração da suspensão, tendo por base o modelo Hatch, que incorpora as mesmas características. O modelo com motor 1.0 L foi desenvolvido exclusivamente para atender o mercado brasileiro. O Ford Fiesta Sedan foi projetado para ser um carro surpreendente em termos de espaço, desempenho e dirigibilidade.

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LANÇAMENTOS 2002
Ford Ka: Reestilizado e com mais equipamentos
Ford Ka já está no mercado

O Ford Ka 2002, que será lançado para o público em dezembro, traz uma série de novidades que reforçam o seu conceito de carro moderno, prático, econômico, de forte personalidade e com conforto superior em seu segmento.

Em termos de estilo, a principal mudança externa é o desenho da traseira, que recebeu nova tampa do porta-malas, reestilizada, além da incorporação de um vidro maior, lanternas verticais transparentes e pára-choque de linhas retas e marcantes. A frente também traz novo pára-choque e grade do radiador, de desenho mais robusto e esportivo.

A nova linha Ford Ka é oferecida nas versões com motorização Zetec RoCam 1.0 e 1.6 L, uma das mais eficientes no mercado brasileiro. Na linha 2002, a versão Ka XR, equipada com o motor Zetec RoCam 1.6 L, deixa de ser série especial e passa a ter fabricação regular, ao lado das versões GL e Image, com o motor Zetec RoCam 1.0 L.

O Ford Ka, pioneiro no segmento dos subcompactos, avançou ainda mais nas linhas futuristas que o distinguem como um produto diferenciado, tanto em relação ao estilo como também no desempenho e no custo-benefício. Ele foi o primeiro veículo da Ford a adotar o conceito "new edge", atualmente utilizado em praticamente todos os veículos da linha de automóveis da marca. Externamente, o Ford Ka 2002 passou a oferecer também quatro novas cores e vem com vidros verdes mais escuros, que o tornam ainda mais atraente e acentuam seu estilo jovem e moderno.

Itens funcionais e de conforto
O interior passou por um aprimoramento nos itens de acabamento e conforto, para oferecer ainda mais comodidade aos ocupantes. Duas novidades importantes são o reprojeto do porta-luvas, agora maior, fixo e com tampa retrátil, e a instalação de um porta-objetos no teto, próximo à borda do vidro dianteiro, item exclusivo no seu segmento.

Na parte funcional, o novo Ford Ka 2002 oferece como itens de série, entre outros aprimoramentos, lavador do vidro traseiro incorporado ao braço do limpador, tomada de força adicional para telefone celular e quadro de instrumentos híbrido. Os catálogos mais equipados incluem, ainda, airbag para passageiro e motorista, abertura elétrica do porta-malas, limpador/lavador do vidro traseiro intermitente e temporizador do vidro elétrico e da luz de cortesia.

Mecânica eficiente
Aos novos equipamentos da linha 2002 somam-se as qualidades já conhecidas do veículo, entre as quais destacam-se o desempenho proporcionado pelos motores Zetec RoCam 1.0 e 1.6 L, a economia de combustível e de manutenção, a ótima dirigibilidade, a facilidade de estacionar e o mais alto nível de segurança ativa e passiva da categoria.

A eficiência do conjunto mecânico do automóvel pode ser medida pelas pesquisas de opinião junto aos proprietários: o Ford Ka detém um dos mais altos níveis de satisfação entre os proprietários do segmento de subcompactos e compactos. As novidades incorporadas ao modelo 2002 tendem a ampliar essa aceitação.

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LANÇAMENTOS 2002
S10 e Blazer estão ainda mais eficientes

         A General Motors do Brasil está lançando as linhas Chevrolet S10 e Blazer 2002, com um conjunto de mudanças que tornam ainda mais eficientes os dois veículos, campeões absolutos de vendas em seus segmentos no mercado brasileiro — desde seus lançamentos no país mantém hegemonia no ranking em suas categorias.

No varejo, no período de janeiro a outubro, a S10 teve uma participação em torno de 45%, exatamente o dobro em relação à segunda colocada. O mesmo resultado foi obtido pelo utilitário esportivo Blazer, também com participação acumulada de 45% no mesmo período.

O motor 4.3 V6, que equipa o utilitário esportivo Blazer 2002, versão Executive, recebeu novo sistema de gerenciamento de combustível, o S.F.I. — "Sequential Fuel Injection" —, que favorece o funcionamento do conjunto e oferece ganhos de potência e torque. Com essa alteração, o motor 4.3 V6 ganhou 12 cv de potência, passando a desenvolver 192 cv a 4.400 rpm e 35.0 mkgf de torque máximo, a 3.200 rpm.

Um novo e eficiente pacote acústico, que acrescenta isolantes e materiais diferenciados, foi incorporado a toda linha S10 e Blazer, aumentando o conforto no interior dos veículos. Complementam esse resultado o novo compressor de ar-condicionado (nas versões 2.8 turbodiesel e 2.4), similar ao empregado na linha Chevrolet Vectra, mais eficaz e silencioso.

Um toque especial foi dado à aparência do Blazer 2002 nos vidros traseiros do compartimento de bagagens. Agora com 50% de transparência (mínimo aceito pela legislação), os vidros escurecidos também aumentam a eficiência do sistema de ar-condicionado, pois reduzem a incidência de radiação solar para o interior do veículo. Eles estão incorporados nas versões Executive e DLX e são opcionais na versão gasolina 2.4.

Além disso, as duas linhas de produtos ganharam novas cores: Cinza Nobre, Vermelho Cardeal, e Verde Amazonas.

Evolução constante

Design, desempenho, segurança, versatilidade e conveniência são também apelos fortes na pickup Chevrolet S10 e no utilitário esportivo Blazer. São essas características que aparecem na preferência dos consumidores dos dois segmentos, que têm idade média entre 37 e 40 anos. Pessoas que valorizam a aparência, fazem questão do conforto, não abrem mão do desempenho e querem o melhor custo-benefício.

Para enfrentar a competição e acompanhar as rápidas mudanças do mercado, a General Motors tem atualizado constantemente os modelos S10 e Blazer, modernizando suas linhas e incorporando novas tecnologias e motores.

Originalmente utilizado no lançamento da S10 em 1995, o motor 2.2 E.F.I. de 4 cilindros, de injeção monoponto, foi substituído pelo 2.2 M.P.F.I. multiponto, e, mais tarde, pelo "Chevrolet" 2.4 M.P.F.I., de 128 cv líquidos a 4.800 rpm, com ganho de 14% no torque e aumento de 9,4% na cilindrada (o torque máximo líquido é de 21,9 mkgf a 2.600 rpm).

O potente motor MWM 2.8 turbodiesel intercooler substituiu o original 2.5 turbodiesel, nas duas linhas. O motor 2.8 turbodiesel MWM intercooler com 132 cavalos e 34 mkgf de torque deu ao Blazer os melhores resultados entre os veículos a diesel do seu segmento, e à S10 o título de melhor pickup diesel do mercado.

Também são bons exemplos de inovações o imobilizador eletrônico do motor de segunda geração em todos os modelos da S10, inclusive nas versões a diesel, únicas do mercado com este equipamento; freios ABS nas quatro rodas, airbag duplo e alarme com sensor ultra-som.

O design da carroceria da S10 e do Blazer modernizou a aparência dos dois veículos segundo as tendências mundiais, com vincos bem definidos, grade e capô integrados e sustentação por molas a gás para reduzir o esforço de abertura. Os faróis — inclusive o de neblina – passaram a incorporar a tecnologia de superfície complexa e lente transparente (see-through), como nos Chevrolet Corsa, Astra e Vectra, com ganho na luminosidade e visibilidade noturna. As rodas de alumínio com novo design e pneus 225/R75 e 235/R75, completam o arrojado conjunto externo.

Interior prático, confortável e seguro

O painel de instrumentos tem design arredondado e o material que o compõe oferece maior segurança no caso de impacto frontal. Moderno, de linhas arredondadas, os instrumentos são de fácil visualização. Todas as versões dos dois modelos oferecem relógio integrado digital com mostrador de cristal líquido e exibição alternada com o hodômetro parcial. O assoalho dianteiro agora é totalmente plano, beneficiando principalmente o passageiro.

Um botão giratório substitui a tecla do interruptor de luzes em ambos os modelos. O sinal auditivo de aviso para luzes ligadas, cinto de segurança não atado e chave no interruptor de ignição e partida possui sons diferenciados e pode ser desligado. O comando é feito pelo botão do reostato da iluminação dos instrumentos. A luz interna é associada à ativação do alarme e incorpora temporizador, que a desliga progressivamente. Com o farol alto acionado, o baixo permanece ligado, para melhor segurança e melhor iluminação.

O sistema elétrico tem uma arquitetura de chicotes que permite diagnóstico de todos os módulos com o equipamento Tech-2, existente nas concessionárias Chevrolet, além da adição de 18 fusíveis, individualizando as fontes de consumo de energia. O Blazer Executive disponibiliza tomada adicional de energia elétrica 12 volts de corrente contínua.

Todas as versões da S10 e do Blazer 2002 estão disponíveis, opcionalmente, com duplo airbag. A pickup S10 cabine simples traz ainda um interruptor para desativar o airbag do acompanhante para o caso de transportar criança com banco próprio voltada para trás. Complementando os itens de segurança, os dois modelos incorporam um elemento de proteção para os joelhos do motorista e do passageiro.

A exclusividade da bicampeã do Rally dos Sertões

A S10 é a única em seu segmento com faróis e lanternas de superfície complexa, grade incorporada ao capô com abertura auxiliada por molas a gás, rodas com tecnologia "full face" e pára-choques na cor do veículo até em suas versões mais básicas. É também a única a oferecer imobilizador eletrônico de série, inclusive nos modelos a diesel.

As versões básicas têm a maior oferta de opcionais do segmento, podendo ser equipadas com duplo airbag, ABS nas quatro rodas com distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD), trio elétrico, alarme ultra-som com controle remoto, rodas de alumínio e ar-condicionado entre outros. Além disso, estão disponíveis como itens de série, desde as versões básicas: direção hidráulica, ABS nas rodas traseiras, desembaçador com ar quente, banco dianteiro bipartido com descansa-braço central e porta-objetos.

Em 2001, a S10 mostrou mais uma vez porque é a melhor pickup compacta do mercado. Além da variada oferta de equipamentos, seu conjunto chassi/suspensão, associado ao desempenho do motor diesel 2.8 turbo intercooler, garantiu o bicampeonato do modelo no Rally Internacional dos Sertões.

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LANÇAMENTOS 2002
Vectra 2002: mais conteúdo, maior conforto

            Líder absoluto na preferência do consumidor brasileiro no segmento dos automóveis de porte médio-grande, a linha 2002 do Chevrolet Vectra está sendo lançada pela General Motors do Brasil. O modelo incorpora mais conteúdo e novos itens de conforto e segurança, além de aparência interna e externa ainda mais atraente.

Com vendas acumuladas no varejo de 16.547 unidades, no período de janeiro a outubro deste ano, o Vectra mantém-se como o líder do ranking de vendas com uma participação média de 40% em seu segmento de mercado.

O diretor geral de Vendas e Marketing, Joseph DaMour, acredita que as mudanças incluídas na linha 2002 do Vectra, "serão fundamentais para mantermos este nosso consagrado modelo como o mais vendido em seu segmento". Segundo ele, o Vectra permanece no Brasil, "como o automóvel símbolo de conforto, beleza, segurança e status, além de oferecer aos consumidores excelente relação custo-benefício".

Junto com o Astra — líder de vendas desde seu lançamento —, a GM se consagra como a montadora de maior sucesso no segmento de compactos/médios. Considerando apenas os sedans, o Astra ficou à frente do Honda Civic, o segundo colocado no ranking do último trimestre.

Elegante, robusto e seguro
O Vectra 2002 oferece um visual ainda mais bonito e harmonioso, com um novo pára-choque dianteiro, incluindo a nova grade inferior, além de novas molduras dos faróis de neblina. Essas mudanças conferiram ao modelo mais agressividade e equilíbrio, em sintonia com a robustez do pára-choque traseiro.

Além de incorporar novos opcionais como ítens de série, a linha 2002 do Vectra oferece como destaques, para as três versões disponíveis — GL, GLS e CD —, bancos e painéis das portas com novos tecidos e revestimento interno da coluna "A" em cor clara cujo resultado é a impressão de um ambiente mais amplo e iluminado.

Os modelos apresentam também um novo painel de instrumentos — mais moderno e com grafismo na cor cinza com molduras na cor preta (GL e GLS) e na cor preta com molduras na cor cinza (CD), além de oferecer dispositivo alertando o usuário a respeito de vários itens de segurança do veículo.

Na parte mecânica foram incluídas ainda melhorias de suspensão e freios, além de novos volantes de direção com quatro raios e formato ainda mais anatômico.
A GM manteve os consagrados motores a gasolina 2.2 MPFI, de quatro cilindros em linha e 8 válvulas, com potência de 123 cavalos, nas versões GL e GLS, e o 2.2 16V SFI, de 16 válvulas também de quatro cilindros em linha e potência de 138 cv, na versão CD.

Aprimoramento
Os modelos Vectra 2002 estão chegando ao mercado ainda mais enriquecidos e a GM buscou, em cada detalhe, aprimorar suas qualidades, para mantê-lo como um dos dos modelos mais cobiçados pelo consumidor brasileiro.

Para todas as versões os faróis possuem o desligamento temporizado automático, como também o fechamento automático das portas após a partida do veículo tão logo ele atinja a velocidade média de 15 quilômetros horários. Essa novidade é um avanço no que diz respeito à segurança dos ocupantes e também já estava disponível na linha 2002 do monovolume Zafira. O motorista poderá também estabelecer uma velocidade máxima, sendo avisado por um sinal sonoro quando ultrapassá-la.

Outras importantes novidades para a segurança do motorista e dos passageiros foram as as inclusões dos avisos, no painel de instrumentos, do excesso de velocidade pré-estabelecido, e do indicador de fechamento das portas (sinaliza quando qualquer uma das quatro não esteja bem fechada) e cinto de segurança não afivelado (nas versões equipadas com air-bag).

Todas as portas têm um um adesivo reflexivo na parte interna para alertar os demais motoristas de que a porta está aberta. Além disso a porta do motorista destrava-se quando a chave é retirada do contato.

No que diz respeito às cores, por exemplo, estão disponíveis seis opções, com destaque para as novas Cinza Nobre (metálica) e Vermelho Cardeal (perolizada). As outras quatro são: Prata Escuna (metálica) e Azul Darsena (perolizada), além das consagradas Branco Mahler e Preto Lizt (sólidas).

Freios, suspensão, rodas e pneus modificados
A linha Vectra 2002 apresenta modificações nos seus sistemas de suspensão, freios, rodas e pneus, que visam aumentar ainda mais o prazer em dirigir e possuir um veículo de alta confiabilidade.

Os novos conjuntos de rodas e pneus, enriquecem a aparência externa do veículo devido ao seu maior tamanho e novo e exclusivo visual das rodas e calotas para toda a linha. Além disso, os pneus mais largos para as versões GL, GLS e CD, garantem melhor desempenho tanto em estradas quanto no uso urbano.

A versão GL possui rodas em chapa de aço estampada de 15 polegadas com calotas de desenho exclusivo e pneus 195/65 R15 e pode, opcionalmente, ter rodas em alumínio de 15 polegadas.

Já na versão GLS as novas e exclusivas rodas são de 15 polegadas, enquanto que para a versão CD — com transmissões manual ou automática —, as novas e exclusivas rodas são de 16 polegadas e pneus mais largos 205/55 R16, que o torna único com essa configuração em sua categoria.

No conjunto da suspensão o conforto aumentou, sem comprometimento da estabilidade, graças a uma nova regulagem do sistema que compreende: barra estabilizadora traseira de maior diâmetro, novos batentes e amortecedores dianteiros e traseiros e novas molas dianteiras com tecnologia Side-load, possibilitando assim melhor absorção das irregularidades de pista, com maior conforto, segurança e prazer para os ocupantes, seja qual for a condição de tráfego.

Outra novidade está nos freios que foram unificados para toda a linha com a utilização de um sistema de maior capacidade de frenagem, anteriormente disponível apenas na versão CD do modelo. O novo sistema garante melhor desempenho, mesmo em utilização mais severa, além de proporcionar menor desgaste dos componentes, com maior durabilidade.

Um dispositivo sonoro adicionado ao freio dianteiro emite um ruído específico quando as pastilhas estão desgastadas, avisando o melhor momento para a troca das mesmas com segurança, o que facilita a manutenção, e dá maior tranqüilidade ao usuário. Além disso, para a versão GLS que possui a opção Display Multi-função — foi incorporado o alerta visual de pastilhas de freio desgastadas, função anteriormente disponível só para a versão CD.

Os freios ABS continuam como equipamento de série na versão CD e o Sistema de Controle de Tração (Traction Control) como uma opção disponível. A versão GLS tem o ABS como opção, idêntico ao existente na versão CD.

Exclusividades de série em cada modelo
A significativa evolução da linha 2002 do Vectra, desde a versão GL, quanto à incorporação de itens de série, atende aos gostos mais exigentes. São detalhes de aparência, conforto, conveniência e segurança que valorizam e dão ainda mais status ao modelo.

O novo e exclusivo volante de direção de quatro raios, macio ao toque e com almofada central que garante o acionamento da buzina em toda a sua superfície equipa as versões GL e GLS, esse último ainda com exclusivo volante revestido em couro com controle de rádio incorporado como item opcional. A versão CD utiliza um volante mais completo, que além do revestimento em couro e controle de rádio, possui o sistema de segurança "air bag".

No Vectra GL, o escapamento agora é polido. As laterais ganharam molduras de proteção na cor preta com lanternas indicadoras de direção integradas, e "saias" na cor do veículo. Para completar o novo e elegante perfil da versão GL, as novas rodas estampadas aro 15 de cinco furos, com calotas redesenhadas e pneus 195/65 R.

O cinto de segurança central traseiro é de três pontos. Os espelhos retrovisores são elétricos. São também de série na versão GL, o levantador elétrico dos vidros das portas, com sistema um toque para subida e descida, dispositivo anti-esmagamento, fechamento automático dos vidros e sistema de alívio de pressão.

O novo escapamento do Vectra GLS é também polido. Nas laterais as molduras de proteção e maçanetas são da cor do veículo. Novas rodas de alumínio aro 15", de cinco furos, com pneus radiais 195/65R e os faróis de neblina — com regulagem elétrica de altura dos faróis halógenos —, dão o toque final no visual externo.

Os bancos dianteiros da versão GLS oferecem convenientes porta-revistas na parte traseira do encosto. Atrás, o cinto de segurança central agora é de três pontos.

O espelho retrovisor interno é eletrocrômico (com escurecimento automático), um conforto especial indispensável no trânsito noturno. A temperatura do ar-condicionado é controlada eletronicamente. A versão GLS passou a ter freios a disco traseiros, reforçando a eficiência na frenagem.

Ponteira dupla e superfície polida. É assim o novo escapamento de série da versão CD passando a imagem de veículo mais potente. As novas rodas de alumínio aro 16" com pneus radiais 205/55R, com perfil mais baixo, chamam a atenção pela elegância, assim como os novos faróis com lentes fumê e as lanternas traseiras com detalhe na cor fumê na região da luz de ré. O "cruise control" — controlador de velocidade de cruzeiro —, agora é de série nessa versão.

Para maior conforto ainda, a versão CD conta com uma rede de fixação de bagagem, que evita que os objetos transportados se desloquem de um lado para outro, podendo ocasionar ruídos e desconforto aos ocupantes.

Os novos opcionais para as três versões
A linha 2002 do Vectra traz novidades disponíveis como itens opcionais para as três versões:
"Cruise control" para transmissão manual (GL e GLS);
Rodas de alumínio aro 15" de cinco furos (GL);
Acabamento interno em couro na cor cinza (CD);
A opção de transmissão automática traz agora informações de posicionamento de marchas no painel de instrumentos (CD).

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LANÇAMENTOS 2002
Volvo XC90 representa a próxima geração dos SUVs
A Volvo Car Corporation mostra as primeiras fotos oficiais do XC90, um SUV (Sport Utility Vehicle). Este carro passa a ser o top da nova linha XC da montadora sueca. "Nosso carro todo-terreno representa a próxima geração de SUVs, e será um dos mais seguros e impressionantes do mercado", diz Hans Wikman, diretor do projeto.

O Volvo XC90 será mostrado primeiro ao público norte-americano no Detroit Motor Show, em sete de janeiro de 2002. Em seguida ele será exibido aos brasileiros, durante a parada da regata Volvo Ocean Race no Rio de Janeiro, em fevereiro. Durante 19 dias (de 19/02 a 09/03/2002) as pessoas interessadas em conhecer de perto o novo utilitário, poderão vê-lo na Marina da Glória. Nesta ocasião, a Volvo Automóveis começa a aceitar encomendas para o XC90, que chega às revendas em novembro de 2002.

Beleza e inteligência
Ao observar este novo carro, não restam dúvidas de que se trata de um Volvo moderno. Os elementos de design da marca, como o capô com vincos em forma de V e os "ombros" pronunciados, estão todos presentes. "Nós procuramos criar um visual masculino, que transmite uma sensação de segurança, sem conferir uma aparência bruta ao carro", explica Peter Horbury, vice-presidente e designer chefe.

O desenho funcional e elegante da carroceria em combinação com os motores transversais permite ao novo Volvo XC90 um alto grau de flexibilidade e versatilidade em seu interior. Ele pode levar sete pessoas confortavelmente e seguras em bancos "puxados" mais a frente do que em outros SUVs.

Segurança com nova tecnologia
Quando a Volvo Cars lança um novo modelo, um dos objetivos é sempre reforçar a posição de liderança da companhia no campo da segurança. O Volvo XC90 não é exceção - em termos de segurança ativa e passiva. Por exemplo: ele tem um sistema anticapotagem, visão noturna e proteção para terceiros em caso de colisão.

Solucionar os problemas decorrentes de colisões de SUV com carros mais baixos foi uma prioridade no desenvolvimento do Volvo XC90.

Motores
No Brasil, inicialmente estão previstos dois tipos de motor do Volvo XC90. Um biturbo de seis cilindros com 272cv, que permite um desempenho mais esportivo, e outro com turbo de alta pressão, cinco cilindros e 250cv. Há ainda um motor a turbo diesel de cinco cilindros.

A produção do novo carro começa em 2002 na fábrica de Torslanda, na costa oeste da Suécia, onde a Volvo Cars está centralizando todos os seus modelos maiores. O mercado norte-americano deverá ser responsável por 65% do total de vendas do Volvo XC90.

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LANÇAMENTOS 2002
VT 600C Shadow, versão 2002: sofisticação no estilo custom

          Motocicleta estradeira conceituada no mercado, a Honda VT 600C Shadow chega ao consumidor em sua versão 2002. Dentre seus pontos fortes está o grande número de peças cromadas e partes polidas, garantindo um visual moderno e sofisticado.

Todos os detalhes da VT 600C Shadow têm como destaque o conforto. A começar pelo assento em dois níveis, amplo, com encosto para a região lombar. O guidão alto, montado em coxins de borracha, propicia a condução por longos percursos, transmitindo comodidade com grande sensação de liberdade, o que a torna perfeita para o uso estradeiro.

O velocímetro e as luzes indicadoras conferem personalidade ao modelo. Os interruptores de manopla e manetes, assim como os pedais de apoio em alumínio polido com anéis de borracha, e a tampa do motor, do cabeçote e do filtro cromadas valorizam o estilo custom.

A motocicleta vem equipada com o forte motor SOHC (Single Over Head Camshaft), de quatro tempos, bicilíndrico em “V”, arrefecido a líquido, com três válvulas por cilindro, comando no cabeçote com duas velas de ignição por cilindro e carburadores de acionamento a vácuo. Durável, robusta e de baixa manutenção, desenvolve potência de 39 cv a 6.500 rpm com torque de
4,9 kgf.m em apenas 3.500 rpm, características indispensáveis para a condução nas estradas.

Seu câmbio de cinco marchas não exige trocas constantes graças à construção do motor em “V”, a 52º, que lhe confere um expressivo torque, aumentando a durabilidade de seu propulsor e apresentando ótima performance nas retomadas. A fim de garantir frenagens mais seguras e eficientes, o sistema de freios é composto de disco com cáliper de duplo, pistão na dianteira e tambor na traseira.

Estabilidade direcional e excelente comportamento em longos percursos são oferecidos pela suspensão dianteira de garfos telescópicos com acentuado ângulo de cáster. A suspensão traseira, que se assemelha às antigas hard tail, é monoamortecida, com sete posições de ajuste da tensão da mola, proporcionando conforto ao usuário. O tanque de combustível tem capacidade para 11 litros (reserva de 2 litros) e seu peso seco é de 203 kg.

A Honda VT 600C Shadow 2002 está disponível na rede de concessionáriasda marca nas cores preta e cinza metálico (nova tonalidade), ao preço público sugerido de R$ 15.702,00 , base Estado de São Paulo, sem frete, seguro e óleo.

NOVA TECNOLOGIA CHEGA AO BRASIL
Motor a ar comprimido

O inventor Guy Nègre, desenvolveu um motor com a capacidade de mover o carro até 110/130 km/h e numa distância de 300km com uma recarga dos cilindros. Há um custo entre R$3 e R$ 4,00 por 200/300km corridos. Tendo a vantagem de não poluir como também purifica o ar.

Não só estamos referindo a um carro especial, mas também de todo um sistema de transformar energia numa maneira ecologicamente correta. O desenvolvimento de novas aplicações do motor MDI terão muitas possibilidades na indústria de hoje e do futuro, inclusive no armazenamento de energia.

No momento o carro MDI está em fase de certificação para rodar em estradas. Ao mesmo tempo com a apresentação oficial em São Paulo, oferecemos licenças de fabricação e venda exclusiva para todo o continente latino americano, incluíndo numerosas concessões para o mercado de peças, serviços técnicos e abastecimento de energia.

Como funciona
O carro deve a sua autonomia a quatro tanques que armazenam 90 m3 de ar comprimido a 300 bars. A expansão deste ar, introduzido em um recinto fechado (o cilindro), impulsa o pistão conseguindo assim o movimento.

Como não existe combustão, não há poluição. O ar que sai do escape é ar limpo a -15° C . A troca de óleo ocorre somente a cada 50.000 km rodados.

Neste momento temos quatro modelos disponíveis, sendo: Carro Familiar, Taxi, Van e Pick up. Seu preço de venda será aproximadamente de R$ 18.000,00.

A empresa criadora
Motor Development International é uma empresa com sede social em Luxemburgo e radicada na França, com representação oficial em Barcelona para toda América Latina.

MDI pesquisou e desenvolveu o seu motor durante 10 anos e protegeu com cerca de 30 patentes em 130 países. A MDI está oferecendo licenças de fabricação de seus veículos em todo território brasileiro.

O projeto da fábrica
Cada fábrica produzirá 2000 carros por ano com um turno de 8 horas e quadro de funcionários de umas 100 pessoas, podendo expandir a três turnos e uma produção de até 6000 carros.

MDI oferece uma concessão de grande duração, com regime de franquia industrial, com uma ampla margem de benefícios que aumentaram posteriormente com os mercados periféricos (troca de peças, serviços mecânicos e venda do ar comprimido).

CONSCIENTIZAÇÃO
Desobediência das leis faz Brasil ter alto índice de atropelamentos
No Brasil acontecem cerca de um milhão de acidentes de trânsito por ano. Mas enquanto a maior preocupação das autoridades tem sido em evitar vítimas dentro dos carros, os pedestres estão muitas vezes indefesos nas ruas.

                Os motoristas costumam desrespeitar quem está a pé, as ruas não são projetadas pensando nos pedestres e eles mesmos não seguem as normas de segurança. Assim, atualmente, cerca de 40 mil pessoas morrem por causa de acidentes no país a cada ano e, segundo estatísticas do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito -, nada menos do que 44% foram atropeladas.

"O índice do Brasil é muito elevado. Na Europa, Estados Unidos e Japão menos de 15% dos mortos em acidentes de trânsito são vítimas de atropelamento", afirma o médico Alberto Sabag, diretor da Abramet - associação brasileira de medicina de trânsito. E como no país só são consideradas vítimas de trânsito as pessoas que morrem no local do acidente, os médicos consideram que os índices nos atropelamentos são ainda muito maiores. Isso porque quem morre no hospital ou dias depois por conseqüência do acidente não entra na "estatística" dos órgãos de trânsito.

A falta de obediência às leis pelos motoristas é a principal causa dos atropelamentos no país. Principalmente por causa da velocidade excessiva e desatenção dos motoristas. Para a Abramet, se um adulto for atropelado por um carro a 40 km/h sua possibilidade de vir a morrer é de 15%. Mas se a velocidade do veículo subir apenas para 70 km/h, o percentual de óbito se eleva para 70%.

Sem atenção ou desobedecendo as sinalizações, os motoristas também acabam fazendo muitas vítimas. Mas mesmo dirigindo com cuidado, obstáculos urbanos podem fazer os condutores só verem os pedestres tarde demais para evitar o acidente. Árvores, bancas de jornais e até mesmo camelôs perto de lugares de travessia de pessoas podem encobrir a visão de quem está no carro. Estes mesmos obstáculos, como também buracos e carros estacionados na calçada, acabam contribuindo para fazer os transeuntes desviarem para as ruas e se tornarem "alvos" para os automóveis.

Além disso, as regulagens de abertura dos sinais de trânsito nem sempre levam em conta uma pesquisa para ver se o tempo é suficiente para a travessia mesmo de pessoas idosas. "Falta planejamento das cidades para os pedestres. Não se pensa em passarelas ou sinalizações para facilitar a passagem pelas ruas", reclama o consultor de engenharia de trânsito Fernando McDowell, que atualmente trabalha para os Detrans do Paraná e Rio Grande do Sul. Mas nem sempre a culpa é do motorista ou da via pública. "Os pedestres brasileiros não têm educação. Também desrespeitam os sinais e não atravessam nos lugares seguros", conclui Edgar Welzel, diretor internacional dos cursos de segurança no trânsito da DaimlerChrysler.

Como existem vários fatores no dia-a-dia que podem facilitar a chance de ocorrer um atropelamento, as montadoras têm tentado reduzir as lesões nas pessoas caso o choque com um automóvel seja inevitável. A maior ação tem sido feita no desenho dos automóveis. As linhas arredondadas são consideradas pelos engenheiros das montadoras menos nocivas no atropelamento do que as formas "quadradonas" dos veículos mais antigos. Elas deixam o carro sem quinas e sem grandes áreas retas que podem provocar lesões internas mais graves nas pessoas.

Além disso, a tendência nos projetos atuais é de se abaixar a altura dos pára-choques, para que eles não atinjam nem os joelhos, nem as coxas das vítimas. "Estas são partes mais delicadas dos membros inferiores. O choque abaixo do joelho causa menos danos", afirma Alberto Sabag, da Abramet.

Medidas de impacto

O interior dos veículos mais modernos está se transformando em uma verdadeira célula de sobrevivência para proteger os passageiros. Como a proteção de quem está dentro do carro é cada vez maior, as montadoras começam a investir também em equipamentos para quem está do lado de fora do veículo.

A sueca Volvo, por exemplo, desenvolve airbags que ficam do lado de fora do pára-brisa dos automóveis. A idéia é amortecer o impacto de quem foi atropelado e projetado para cima do carro. Além disso estas bolsas de ar podem evitar que a vítima quebre o pára-brisa e entre no veículo, o que pode causar ferimentos provocados pelos estilhaços do vidro e também lesões nos passageiros.

Com a mesma proposta de tentar suavizar o choque contra o carro, a empresa de autopeças sueca Autoliv desenvolve outro sistema. A Autoliv colocou bolsas infláveis sob o capô de um veículo para que ele seja elevado em 10 cm quando acontece o atropelamento. Assim, quando o corpo do atropelado cai sobre o capô é amortecido.

Já a Ford pesquisa a adoção de airbags integrados no pára-brisa e também no pára-choque frontal. Primeiro seria acionada uma grande bolsa no pára-choque, para evitar que a vítima fosse jogada para cima do capô. Logo em seguida é disparado o airbag do pára-brisa, para caso a primeira bolsa de ar não cumpra o seu papel. Todos estes equipamentos são acionados por sensores de aproximação localizados nos pára-choques, que cruzam informações com a desaceleração do carro e pressão nos freios.

Instantâneas

# Para evitar perfurações em caso de atropelamento, a Jaguar foi proibida de usar a estátua do felino símbolo da marca nos seus carros na Inglaterra. Em outros países, como no Brasil, porém, a estátua é mantida.

# Para testar o nível de lesões que um carro pode provocar em um pedestre, as entidades de segurança viária fazem crash-tests de carros contra dummies - bonecos com sensores eletrônicos utilizados para simular pessoas de verdade.

# O Honda Civic é o único carro testado pela EuroNcap - órgão de segurança veicular da Comunidade Européia - a ter recebido o máximo de estrelas, três, na avaliação de proteção contra lesões a pedestres desde que a entidade foi criada em 1997.

# Os airbags para pedestres da Ford estão sendo testados em "sport utilities" Excursion.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS
Motor mais rápido do mundo fracassa nos testes
Outro lançamento está marcado para a próxima semana

WOOMERA, Austrália (CNN) -- O teste de vôo de um revolucionário motor de foguete falhou, mas os cientistas continuam otimistas diante da perspectiva de criar o mais rápido motor aéreo a combustão do mundo.

Caso o teste tivesse sido bem-sucedido, o motor seria o mais rápido de seu tipo já construído, quebrando o recorde do avião Lockheed SR-71, que tem um Mach 3.6.

O motor a combustão supersônico HyShot , capaz de voar sete vezes mais rápido que a velocidade do som, que é de 1.200 quilômetros por hora, foi lançado a partir de dois foguetes na área de testes de Woomera, na Austrália.

A equipe de pesquisa -- um grupo internacional monitorado pela Universidade de Queensland -- declarou que possui dados valiosos do lançamento que serão usados em testes futuros.

O diretor do projeto, Dr Allan Paull, se declarou satisfeito com a capacidade do motor de resistir à viagem até seu retorno ao solo.

"Embora não tenhamos alcançado todas as metas, conseguimos reunir dados valiosos, e estamos encorajados pelo fato de ele ter resistido a uma dura viagem", declarou Paull.

Os cientistas pesquisam agora o que eles chamaram de "anomalias" no vôo do foguete pouco antes do experimento com o motor, que teriam provocado o fracasso do teste.

Como funciona
O sistema de propulsão do motor a combustão usa uma tecnologia diferente de outros motores de jato e dos foguetes tradicionais, não tendo peça móveis.

Ao invés de operar tanto com combustível -- por exemplo, hidrogênio líquido -- e oxigênio para a ignição, o motor usa apenas combustível, e logo, pode reduzir á metade o peso e a eficiência da aeronave.

Entretanto, ele depende do oxigênio na atmosfera. Para obter o oxigênio para a ignição, ele precisa absorver oxigênio em velocidades elevadas usando sua câmara de combustão.

O lançamento foi planejado para levar o motor até 300 quilômetros de altura antes que o nariz do foguete fosse lançado. Em seguida, a cápsula com o motor cairia, ganhando velocidade.

Instrumentos do HyShot transmitiram informações que os cientistas devem analisar posteriormente.

A tecnologia poderá ser empregada para reduzir drasticamente o tempo de vôo. Um vôo entre Londres e Sidney duraria cerca de duas horas, por exemplo. Além disso, o custo do lançamento de satélites pode ser barateado pelo novo motor.

Em breve, deve acontecer um novo teste, caso os estudos do lançamento fracassado decorram de modo satisfatório.

CÉLULA DE COMBUSTÍVEL
Honda reprojeta modelo movido a hidrogênio
Honda FCX-V4, movido a célula de combustível, é uma evolução do FCX-V3: autonomia passou de 180 km para 300 km

A Honda apresentou no Japão um novo veículo movido a célula de combustível, o FCX-V4. O modelo é uma evolução do FCX-V3, que foi totalmente reprojetado e teve o aumento da velocidade máxima de 130 km/h para 140 km/h e da autonomia, que passou de 180 quilômetros para 300 quilômetros.

Movido a hidrogênio sob alta pressão, o FCX-V4 conta com reservatório de combustível instalado embaixo do piso do veículo, o que possibilita a criação de um espaço para bagagens.

Segundo a Honda, as regiões de impacto - partes dianteira e traseira - foram reformuladas para aumentar a segurança dos ocupantes.

Civic híbrido - A montadora também anunciou no Japão o Civic híbrido, movido a gasolina e eletricidade. O modelo é equipado com uma nova versão do sistema adotado no Insight - primeiro veículo híbrido produzido pela marca -, o IMA (Integrated Motor Assist, motor integrado de auxílio), aperfeiçoado para se tornar mais eficiente e econômico. O modelo chega a fazer 29 km/l de consumo.

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