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Online
Edição 25 - Janeiro de 2002
Conteúdo básico
TRANSITANDO LEGAL
Pedestre, bicicleta e veículo
sem placa
1. BICICLETA I
A bicicleta é um veículo como qualquer outro.
Infelizmente, a maioria dos ciclistas não conhecem
ou não respeitam as regras de trânsito. Assim,
a chance de acidentes envolvendo ciclistas é muito
grande. Se você perceber que ele está desatento,
buzine levemente antes de ultrapassá-lo. Mas cuidado:
não buzine forte para não assustá-lo
e acabar provocando acidentes.
2. BICICLETA II
Fique atento com os ciclistas, principalmente à noite.
A bicicleta é um veículo silencioso e muitas
vezes, o motorista não percebe sua aproximação.
Cuidado ao abrir a porta. Cuidado também quando for
dobrar uma esquina : um ciclista pode introduzir-se entre
o seu veículo e o meio-fio sem ser notado.
3. ESTACIONAMENTO DE MOTOCICLETA I
As Motocicletas devem ser estacionadas de
maneira perpendicular à guia da calçada. Exceto
que haja sinalização específica determinando
outra coisa.
4. ESTACIONAMENTO DE MOTOCICLETA II
Aquele que insistir em estacionar motocicleta fora das condições
estabelecidas pelo CTB (perpendicular à guia da calçada)
, comete uma infração média, com penalidade
de multa de 80 UFIR, tendo seu veículo removido para
o pátio da autoridade de trânsito competente.
Você, ainda, ganha quatro pontos no prontuário.
5. PEDESTRE I
Todos são Pedestre. Ao sair de casa, lembre-se que
de uma forma ou de outra você faz parte do trânsito.
Nas estradas, andar sempre em sentido contrário ao
dos veículos e em fila única, utilizando,
obrigatoriamente, o acostamento (onde existir);
6. PEDESTRE II
Os pedestres nas vias urbanas, onde não houver calçadas
ou faixas privativas a eles destinadas, devem andar sempre
à esquerda da via em fila única e em sentido
contrário ao dos veículos.
7. PEDESTRE III
Os pedestres só devem cruzar a via pública
na faixa própria, obedecendo à sinalização.
Quando não houver faixa própria (faixa de
pedestre), devem atravessar a via pública perpendicularmente
às calçadas e área de seu prolongamento.
8. BRAÇO FORA DO VEÍCULO
Os Motoristas não pode dirigir com o braço
pendente para fora do veículo, além de arriscar
a sua saúde, pode ser autuado com uma multa de 80
UFIR e , ainda, ganha quatro pontos no prontuário.
9. VEÍCULO SEM PLACA I
O veículo será identificado externamente por
meio de placas dianteiras e traseiras, sendo esta lacrada
em sua estrutura. As motocicletas só possuem a placa
traseira. Ao comprar um veículo novo (0 KM), é
bom saber que esta obrigatoriedade é, também,
para eles, podendo haver o deslocamento da concessionária
para o órgão de trânsito.
10. VEÍCULO SEM PLACA II
Os condutores que insistirem em trafegar com seu veículo
faltando qualquer umas de suas placas, comete uma infração
gravíssima, com penalidade de multa (180 UFIR) e
apreensão do veículo, tendo como medida administrativa
o recolhimento do documento do veículo e a remoção
do veículo ao pátio do DETRAN.
11. FUGA DO LOCAL DE ACIDENTE
O condutor que afastar-se do local de acidente, para fugir
à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser
atribuída, poderá cometer o crime previsto
no art. 305 do CTB, com pena de detenção de
6 (seis) meses a 1 (um) ano ou multa.
12. DIREÇÃO ATENTA
Nunca dirija cansado, com stress ou sono, nem sob o efeito
de bebidas alcóolicas ou drogas. Isso diminui em
muito seus reflexos e torna você um verdadeiro perigo
no volante. Seja responsável e se cuide.
Artigos publicados nessa edição: 75 a 90
Para acessar as edições anteriores, acesse
a seção arquivo.
Autor: Wilson de Barros Santos.
Advogado, Bacharel em Ciências Econômicas, Ten
Cel PM RO da Reserva, Especializado em Trânsito pela
Polícia Militar do Estado de São Paulo (1990)
e Polícia Militar do Distrito Federal (1997).
Email:wilson@transitobrasil.com - Responsável pelo
site Trânsito Brasil - http://www.transitobrasil.com.br
VISÃO DE
MERCADO
Tentando entender o mercado
Parte 2
No
nosso artigo anterior intitulado "Tentando Entender
o Mercado", levantamos a questão das dificuldades
do reparador independente em manter-se no mercado. Tentamos
passar algumas informações importantes para
que o nosso amigo reparador fique de olhos bem abertos e
observe os movimentos dos concessionários.
Naquele artigo, falamos da maior participação
dos funcionários da rede concessionária nos
exames da ASE, falamos também nas eventuais baixas
dos preços de serviços de reposição
de peças realizados pelas concessionárias.
Entretanto, há alguns fatores que favorecem o setor
independente: o primeiro deles é a baixíssima
escolaridade dos profissionais das concessionárias.
Se por um lado os concessionários
investem pesadamente em treinamento, por outro eles encontram
sérios obstáculos na questão da assimilação
de conhecimentos por parte de seus funcionários.
Na verdade, essas empresas vêm gastando dinheiro para
oferecer formação básica aos seus profissionais,
pois mais da metade não possuem se quer o 2º
grau completo.
E mais, além de não terem concluído
o curso secundário, esses profissionais têm
idades acima de 30 anos, o que para as concessionárias
é um problema, pois um funcionário mais maduro
é sempre mais resistente ao novo e as mudanças
de procedimentos de trabalho.
Pesquisas mostram que as concessionárias
também enfrentam problemas com a alta circulação
de mão de obra, pois que poucos funcionários
realmente criam raízes em suas empresas.
Veja-se, portanto, que se o mercado reparador
apresenta-se difícil e muitas vezes desestimulante
para o setor independente, esse mesmo mercado não
é menos difícil aos olhos dos concessionários.
Ademais, o setor independente guarda larga
margem de distância dos seus concorrentes concessionários,
pois já está habituado a lidar com um mercado
extremamente competitivo, não tem a menor dificuldade
em mudar de conduta rapidamente para abocar filões
de mercado. O setor independente é formado de pequenas
células que são as oficinas mecânicas.
Estas células são dotadas de
iniciativa própria com a vantagem adicional de poderem
corrigir suas atitudes de forma rápida quando o mercado
assim lhes exigir. Elas não são estruturas
complexas e enormes como o são seus adversários
concessionários (se assim podem ser chamados...),
que por sua vez devem obediência a estruturas gigantescas
que são os fabricantes e sistemistas, os detentores
das bandeiras.
O mercado de reposição já
começa a buscar no mercado independente os expoentes
para firmarem parceria - as bandeiras de reposição:
BOSCH, VISTEON, MARELLI, DELPHI, VARGA, LUK e outras - em
busca de melhores soluções para o usuário
e fortalecimento da marca no aftermarket. Mais uma porta
se abre para a reparação independente.
Enfatizamos, entretanto, que o reparador
independente não deva se esquecer que, para continuar
na frente, jamais abandone o tripé escolaridade,
conhecimento tecnológico e visão gerencial,
sobre o qual falamos no nosso último artigo.
Também não se deve prescindir
das certificações ASE, posto que o sucesso
nos exames do mais respeitado órgão mundial
de certificação e de distinção
da mão de obra no setor de reparação
automotiva, certamente trará maior entusiasmo ao
reparador no exercício de suas funções;
proporcionando com isso automotivação na busca
de conhecimento formal, melhor espírito competitivo
e, por último, uma visão gerencial mais aprimorada.
Seus clientes agradecem! O mercado também!
Reparos de qualidade = cliente satisfeito =>menor índice
de quebra\melhor qualidade de vida e de trânsito.
Paulo Roberto Poydo e Marco Calixto - Synergy
Consultoria e Treinamento Automotivo
REVISÃO DE FÉRIAS
VI
Conhecendo o Código de
Trânsito
É bom conhecer melhor as infrações
de trânsito. Respeite a sinalização,
evite acidentes e multas para que a sua carteira de habilitação
não seja cassada. Veja o que diz a legislação,
em alguns artigos do Código Nacional de Trânsito:
Art. 162. Dirigir veículo:
I sem possuir Carteira Nacional de Habilitação
ou Permissão para Dirigir:
Infração gravíssima;
Penalidade multa (três vezes) e apreensão
do veículo;
II com Carteira Nacional de Habilitação
ou Permissão para Dirigir cassada ou com suspensão
do direito de dirigir:
Infração gravíssima;
Penalidade multa (cinco vezes) e apreensão
do veículo;
III com Carteira Nacional de Habilitação
ou Permissão para Dirigir de categoria diferente
da do veículo que esteja conduzindo:
Infração gravíssima;
Penalidade multa (três vezes) e apreensão
do veículo;
Medida administrativa recolhimento do documento
de habilitação;
IV fora das restrições impostas para
a Permissão para Dirigir: (VETADO)
Infração gravíssima;
Penalidade multa (cinco vezes) e cassação
da Permissão para Dirigir;
Medida administrativa recolhimento da Permissão
para Dirigir;
V com validade da Carteira Nacional de Habilitação
vencida há mais de trinta dias:
Infração gravíssima;
Penalidade multa;
Medida administrativa recolhimento da Carteira Nacional
de Habilitação e retenção do
veículo até a apresentação de
condutor habilitado;
VI sem usar lentes corretoras de visão, aparelho
auxiliar de audição, de prótese física
ou as adaptações do veículo impostas
por ocasião da concessão ou da renovação
da licença para conduzir:
Infração gravíssima;
Penalidade multa;
Medida administrativa retenção do
veículo até o saneamento da irregularidade
ou apresentação de condutor habilitado.
Art. 163. Entregar a direção do veículo
a pessoa nas condições previstas no artigo
anterior:
Infração as mesmas previstas no artigo
anterior;
Penalidade as mesmas previstas no artigo anterior;
Medida administrativa a mesma prevista no inciso
III do artigo anterior.
Art. 164. Permitir que pessoa nas condições
referidas nos incisos do art. 162 tome posse do veículo
automotor e passe a conduzi-lo na via:
Infração as mesmas previstas nos incisos
do art. 162;
Penalidade as mesmas previstas no art. 162;
Medida administrativa a mesma prevista no inciso
III do art. 162.
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool,
em nível superior a seis decigramas por litro de
sangue, ou de qualquer substância entorpecente ou
que determine dependência física ou psíquica.
Infração: Gravíssima.
Penalidade: Multa (cinco vezes) e suspensão do direito
de dirigir.
Medida Administrativa: Retenção do veículo
até a apresentação de condutor habilitado
e recolhimento do documento de habilitação.
Parágrafo único. A embriaguez também
poderá ser apurada na forma do art. 277.
Art. 166. Confiar ou entregar a direção de
veículo a pessoa que, mesmo habilitada, por seu estado
físico ou psíquico, não estiver em
condições de dirigi-lo com segurança:
Infração gravíssima;
Penalidade multa.
Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto
de segurança, conforme previsto no art. 65:
Infração grave;
Penalidade multa;
Medida administrativa retenção do
veículo até colocação do cinto
pelo infrator.
Mecânica Online - GM Notícias
- Nereu Leme
REVISÃO DE FÉRIAS
- PARTE I
Os cuidados que você deve
tomar,
para fazer uma viagem segura.
Nesta
época, em que as férias se iniciam, o risco
de acidentes, em função do grande movimento
nas estradas, é muito grande, principalmente se o
veículo não estiver em boas condições.
Por isso, antes de sair em férias com a família
e viajar para aquele merecido repouso, faça uma checagem
completa no carro, vistoriando os principais itens de segurança,
como pneus, freios, amortecedores, luzes, limpador do pára-brisas
etc. Não se esqueça, de acordo com os técnicos
da Chevrolet, uma boa viagem começa com todos usando
o cinto de segurança e com atenção
especial para as crianças.
Lugar de criança é no banco
de trás.
Mas esta não é a única recomendação
que deve ser seguida. Crianças devem ser transportadas
em cadeiras de segurança, de acordo com o seu tamanho
e até 36 kg. Testes comprovam que a criança
usando cadeira de segurança tem até 71% de
chance de sobreviver em um acidente de carro. "A maioria
das mortes e lesões que ocorrem com as crianças
no carro pode ser prevenida, usando-se cadeiras e cinto
de segurança corretamente", explica o Dr. Miguel
Doherty, professor de cirurgia pediátrica e coordenador
nacional do Criança Segura Safe Kids Brasil.
Por que as crianças estão em risco no trânsito.
Os acidentes de trânsito, dentre as causas externas,
são a causa-líder de mortes com crianças
até 14 anos. Para se ter uma idéia, a cada
ano, no Brasil, mais de 1.200 crianças passageiras
morrem vítimas de acidentes de carro. Mesmo um motorista
cuidadoso não pode controlar o comportamento dos
outros ou eliminar a probabilidade de um acidente. E nessas
ocasiões as crianças podem ser as maiores
vítimas. Andar de carro sem proteção
é o grande fator de risco para morte e lesões
em crianças ocupantes de veículos.
Veja qual é o tipo de cadeira de segurança
mais adequado ao peso e à idade de seu filho
1 - Bebês até 1 ano de idade que pesem até
9 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de costas
para o movimento. Nunca coloque seu bebê no banco
da frente do carro. A cadeirinha de segurança deve
ficar de costas para o movimento.
2 - Crianças maiores de 1 ano que pesem entre 9
e 18 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de
frente para o movimento. A cadeirinha deve ser colocada
na posicão vertical.
3 - Crianças entre 18 e 36 kg devem usar suporte
de segurança. Algumas crianças são
crescidas demais para ocupar cadeirinhas de segurança,
mas ainda não possuem tamanho suficiente para utilizarem
somente o cinto. O suporte de segurança permite que
o cinto de segurança do veículo ajuste-se
corretamente à criança, ou seja, deve manter-se
sobre os quadris e acima das coxas, passando confortavelmente
pelo ombro. O suporte de segurança deve eleva a criança,
posicionando corretamente o cinto de segurança.]
4 - Mais de 36 kg. A maioria das crianças que pesam
mais de 36 kg e com idade a partir de 10 anos pode usar
o cinto de segurança de 3 pontos, sem suporte de
segurança. Para que uma criança fique segura
usando um cinto, ela deve ter altura suficiente para sentar-se
e dobrar seus joelhos na a borda do assento sem deslizar.
O cinto de segurança deve ser ajustado no ombro e
nos quadris. Nunca coloque o cinto de 3 pontos por baixo
do braço de seu filho nem por trás das costas.
Mecânica Online - GM Notícias
- Nereu Leme
REVISÃO DE FÉRIAS
- PARTE II
Cuidados especiais também
com o carro
Água e Óleo
O superaquecimento é um dos maiores inimigos do
motor. Por isso, antes de viajar, observe os níveis
de água e óleo. Para uma checagem perfeita,
mantenha o carro em um terreno plano e com o motor frio.
O nível do óleo deve estar rigorosamente
entre os limites máximo e mínimo da vareta
de medição (em geral, são dois pequenos
traços no final da vareta).
O Manual do Proprietário traz a quilometragem ideal
para a troca rotineira do óleo e dos filtros. Sempre
que possível, faça a substituição
completa. Evite misturar óleos de marcas distintas
ou com tempo de uso diferente. Com o passar do tempo, o
óleo perde parte de suas propriedades anticorrosivas
e antitérmicas.
Cuidado extra deve ser tomado com o filtro. Se estiver
muito contaminado, vai "sujar" o novo óleo
que passa a circular no motor. A água é outro
item vital para o motor. Também exerce papel fundamental
na refrigeração. Motores que não utilizam
radiadores selados precisam de verificação
constante. No mercado, além do aditivo ACDelco, há
outras marcas de aditivos para radiadores que evitam não
apenas a corrosão e o superaquecimento, mas até
o congelamento (boa dica para quem pretende rodar por lugares
com temperaturas muito baixas).
Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas
- Ver e ser visto
Esse é o princípio básico da segurança.
Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas
devem estar em boas condições e têm
de ser usados corretamente. Ao fazer uma conversão,
um carro pode tornar-se perigoso se o motorista esquecer
de acionar as setas.
O mesmo acontece com os faróis. Uma vez desregulados,
ofuscam quem vem em sentido contrário e impossibilitam
uma visualização perfeita do que o motorista
tem à sua frente.
Freios
Tão importante quanto ter um carro com ótima
aceleração, é saber que está
em boas condições para frenagens de emergência.
Se você costuma rodar com seu carro em grandes centros
urbanos o ano inteiro, todos os dias da semana, é
bom avaliar o estado das lonas, pastilhas de freio e fluido.
Nos congestionamentos, acionamos inúmeras vezes
os freios, o que reduz a vida útil desses componentes.
Mesmo quem conta com o moderno sistema ABS no carro, deve
estar atento à sua manutenção.
Uma dica para quem já providenciou a substituição
das lonas ou pastilhas dos freios, e deseja que mantenham
o máximo de eficiência, é utilizar o
freio do motor (marcha reduzida) principalmente em descidas
de serra. Também é bom lembrar que os freios
ABS servem para manter a dirigibilidade e não apenas
para parar mais rápido.
Diminuir a velocidade do veículo utilizando a redução
racional das marchas é sinônimo de economia
e segurança. Tentar manter a velocidade constante
ao longo do trajeto (evitando arrancadas fortes e frenagens
bruscas) poupa o sistema de freios e a suspensão
de maiores esforços.
Com aditivos adequados, rode melhor e gaste menos
Utilizar corretamente os vários tipos de aditivos,
na hora de abastecer o tanque de combustível ou trocar
o óleo do motor, é o segredo para que os proprietários
de veículos e motoristas consigam reduzir os gastos
com sua manutenção, melhorar o desempenho
do motor e economizar em consumo e troca de peças.
Aditivo não é supérfluo. É uma
forma de manutenção preventiva. Os aditivos
agem diretamente sobre as causas do desgaste excessivo de
peças e componentes dos veículos, como a formação
de depósitos no sistema de lubrificação
e de admissão de combustível, falhas na lubrificação
especialmente em partidas a frio , corrosão
no sistema de refrigeração do motor etc.
Não utilizar aditivos como forma de economia é,
na verdade, uma maneira de gastar muito mais ao fazer a
manutenção do veículo ou nas revisões
periódicas. Além disso, os aditivos promovem
economia de combustível e diminuem a emissão
de poluentes, o que deve ser uma preocupação
de todos, principalmente nos grandes centros urbanos.
Veja como é fácil saber se o aditivo utilizado
está dando resultado:
Verifique se foi reduzida a emissão de poluentes;
se aumentou o desempenho do motor ou caiu o consumo de combustível.
Em um nível mais profissional, mecânicos poderão
constatar se houve redução no desgaste das
peças, e se não há depósitos
nos sistemas de lubrificação e de admissão
de combustível.
Os aditivos têm, como principal função,
manter e restaurar as condições originais
dos sistemas mecânicos, garantindo que continuem funcionando
em sua faixa ótima de desempenho.
Aditivo evita falhas na injeção eletrônica
A injeção eletrônica dos veículos
corre um perigo constante: o entupimento do orifício
por meio do qual o combustível é injetado
para o interior do cilindro (câmara de combustão).
Depósitos de impurezas e borras formados no sistema
de injeção do combustível podem obstruir
essa passagem, e aí ocorrerão falhas de funcionamento,
o que só poderá ser corrigido por uma limpeza
periódica nos bicos injetores. Para se evitar esses
transtornos, deve-se utilizar o aditivo adequado, que mantém
o bico injetor funcionando em seu melhor desempenho.
A limpeza de bicos injetores em uma oficina é uma
operação complexa e demorada.
Por isso, é muito mais prático e descomplicado
utilizar aditivos que evitem e limpem a formação
de depósitos nos bicos injetores.
Mecânica Online
REVISÃO DE FÉRIAS
VII
Conheça seu perfil ao
volante
Há motoristas que obedecem à sinalização,
respeitam os limites de velocidade, cuidam bem de seus veículos.
Mas, por incrível que pareça, provocam acidentes.
Conheça os perfis psicológicos de alguns desses
motoristas, veja se você tem algumas características
de um ou mais deles. E procure corrigir-se no que estiver
errado.
Playboy Dirige sempre no limite de velocidade permitido,
quando não infringe a lei, superando essa velocidade.
Usa o carro como instrumento de conquista, e não
respeita os outros motoristas. Liga o som no volume máximo,
o que o impede de ouvir buzinas de outros veículos,
ou mesmo um apito do guarda de trânsito. Sua música
é aquela: "Ele é o bom, é o bom,
é o bom. Meu carro é vermelho, só uso
espelho p'ra me pentear
".
Folgado Estaciona em fila dupla, faz conversões
em locais proibidos, pára no acostamento para tomar
um refrigerante. Esquece as setas ligadas, por preguiça.
Freqüentemente, fica sem combustível, por que
se esqueceu de encher o tanque antes de um longo trajeto.
Ultrapassa mesmo quando outro veículo já iniciou
a fazê-lo.
Chaleira Ferve e solta fumaça por qualquer
motivo. Briga com todos, xinga, e às vezes não
presta atenção na própria direção.
Já sai de casa querendo brigar.
Dono do mundo Avança na faixa de outros carros,
anda devagar se está só passeando, mas, se
está com pressa, pressiona o veículo da frente
com buzinadas, luzes e gritos. Só ele tem direitos.
Os outros têm deveres. As leis de trânsito foram
feitas para todo mundo menos ele, que dirige melhor
e tem mais direitos.
Farofeiro Transforma o carro quase em um trailer,
transportando malas em excesso, sempre com mais passageiros
do que o carro e o Código de Trânsito permitem.
Uma de suas mãos está sempre ocupada, com
lanches, refrigerantes, cigarro etc.
Piloto Aposta corrida o tempo todo, até se
dar conta de que o carro que ultrapassou a 150 km/h é
uma viatura da Polícia Rodoviária. Gosta de
viver perigosamente, e coloca passageiros e outros motoristas
em perigo ainda maior. Sabe de cor qual a potência
de cada modelo de veículo.
Obs: Esses perfis se aplicam a ambos os sexos.
Mecânica Online - GM Notícias
- Nereu Leme
REVISÃO DE FÉRIAS
III
Conheça bem o pneu do
seu carro antes de entrar em férias
Os cuidados que você deve tomar, para fazer
uma viagem segura.
As
estatísticas da Polícia Rodoviária
Federal mostram que, dos 120 mil acidentes ocorridos nas
estradas federais no ano de 1998, 4% ocorreram por defeitos
nos veículos.
O risco de acidentes durante o período de férias,
em função do grande movimento nas estradas,
é muito grande, principalmente se o veículo
ou os pneus não estiver em boas condições.
Por isso, antes de sair em férias com a família
e viajar para aquele merecido repouso, faça uma checagem
completa no carro, vistoriando os principais itens de segurança,
como pneus, freios, amortecedores, luzes, limpador do pára-brisas
etc.
Dê atenção especial para as crianças.
Elas devem viajar no banco de trás e, dependendo
da idade, usar cadeirinhas de segurança.
De todos os itens de segurança do carro, pneu é
um dos mais sérios. Uma calibragem mal feita, a banda
de rodagem meio gasta e até a escolha errada da roda
podem representar o fracasso das férias. Portanto,
antes de pegar a estrada, faça uma checagem rigorosa
das condições dos pneus de seu veículo.
Saiba a seguir como deve ser essa inspeção:
1 O Manual do Proprietário de seu veículo
é a referência exata do que é mais adequado
para cada condição de uso. Normalmente, a
pressão dos pneus deve ser ligeiramente maior quando
o veículo roda com sua capacidade total de carga
e passageiros. O manual indica essa diferença de
pressão para os pneus dianteiros e traseiros.
2 - Modelos com motores dianteiros dotados de ar-condicionado,
por exemplo, exigem uma calibragem maior nos pneus da frente
em relação aos traseiros. Consulte o manual
do veículo.
3 - Se o pneu costuma esvaziar com freqüência,
é sinal de algum dano na roda (pneus sem câmara)
ou da presença de algum objeto perfurante. Nesses
casos, jamais tente contornar o problema aplicando maior
pressão no pneu avariado para mantê-lo "cheio
por mais tempo". Lembre-se: a calibragem deve ser equilibrada.
Procure um revendedor autorizado para resolver o problema.
4 - Calibrar os pneus não requer esforço:
aproveite quando reabastecer o veículo. Além
de durar menos, pneus mal calibrados aumentam o consumo
de combustivel. Também causam problemas de estabilidade,
aumentam a distância de frenagem, podem provocar falhas,
defeitos e até acidentes. Use sempre a pressão
recomendada pelo fabricante do seu veículo: os engenheiros
das montadoras chegam aos números recomendados depois
de muitas experiências. Não siga as sugestões
de leigos.
5 - A pressão recomendada aplica-se sempre aos pneus
frios, ou seja, que não tenham rodado mais do que
1,5 quilômetro. Não se esqueça de que
se o carro estiver com carga total, os pneus precisam de
pressão maior. E lembre-se de calibrar também
o estepe, para evitar surpresas desagradáveis, caso
necessite dele. Se a banda de rodagem estiver mais gasta
nas laterais, o mais provável é que você
esteja usando pouca pressão. Se o desgaste for mais
acentuado no centro, o problema pode ser pressão
excessiva.
6 - Certifique-se de que as rodas não estejam amassadas
ou com trincas. Cheque com freqüência a banda
de rodagem e a lateral dos pneus. Desgaste excessivo, presença
de rachaduras ou eventuais cortes exigem a substituição
imediata do pneu.
7 - Procure manter os quatro pneus com o mesmo desenho
da banda de rodagem e com o mesmo tipo de roda. Dessa forma,
o desempenho do veículo se manterá linear,
principalmente sob chuva.
8 - Com pneus cheios demais, o carro vibra excessivamente
e apresenta desgaste precoce da suspensão e da parte
central da banda de rodagem. Pneus com baixa pressão
fazem o carro gastar mais combustível e desgastar
as laterais da banda de rodagem.
9 - Pelo menos a cada seis meses faça o rodízio
de pneus. Ele é outra garantia de longa vida para
banda de rodagem. Pneus da frente para trás e vice-versa.
As rodas de tração, principalmente se forem
dianteiras, causam maior desgaste nos pneus De preferência,
faça o rodízio cruzado, mantendo no entanto
o sentido direcional de rodagem do pneu (que pode ser identificado
pelo desenho da banda de rodagem) e no sentido indicado
pelo Manual do Proprietário de seu carro.
10 - Faça, a cada ano, o alinhamento e o balanceamento
das rodas. De nada adianta comprar pneus novos para seu
carro se todo o conjunto restante (rodas, amortecedores,
suspensão, freios etc) estiver com problemas. A boa
dirigibilidade de um veículo depende do equilíbrio
entre todos os componentes.
11 - O alinhamento correto pode aumentar em anos a vida
de seus pneus. Uma roda desalinhada faz com que o pneu se
arraste lateralmente nas retas e provoca desgastes irregulares.
Pneus que "cantam" nas curvas e volantes que teimam
em permanecer tortos nas retas são sintomas de desalinhamento.
Os defeitos em nossas ruas e estradas podem desalinhar a
suspensão com muita facilidade. Por isso, preste
atenção: alinhar as rodas de um carro é
muito menos desgastante e preocupante do que as conseqüências
de um possível acidente.
12 - Jamais esqueça do estepe! Quase sempre escondido
sob a bagagem de toda a família, ele deve receber
a mesma atenção dedicada aos demais pneus,
principalmente na hora de fazer o rodízio.
13- Na hora de cuidar da aparência do carro, outro
detalhe importante: escolha com cuidado o produto para melhorar
o visual do pneu. Muitos têm em sua fórmula
substâncias que ressecam a borracha, o que pode causar
rachaduras.
14 Na chuva, verifique pelo retrovisor as marcas
que os pneus deixam no asfalto. Se elas sumirem, o veículo
poderá estar aquaplanando. Assim, tire o pé
do acelerador gradativamente, até que as marcas dos
pneus se tornem visíveis novamente, com o conseqüente
retorno da aderência.
15 - Sempre que possível, examine o estado das bandas
de rodagem. Preste atenção a possíveis
desgastes irregulares, que podem ser causados por pressão
de ar incorreta, falta de balanceamento, alinhamento nas
rodas ou na suspensão. Verifique também a
profundidade dos sulcos, que são responsáveis
pela dispersão de água, terra ou areia, e
garantem a aderência ao solo.
16 - Os pneus têm indicadores que aparecem quando
o desgaste é excessivo. O ideal é não
usar pneus com sulcos com menos de 3 milímetros de
profundidade. Dê uma boa olhada nas laterais em busca
de cortes ou bolhas. Verifique, ainda, se as rodas não
estão amassadas ou trincadas, pois isso pode provocar
vazamentos de ar. As válvulas também são
importantes: quando for colocar pneus novos, aproveite para
trocá-las.
17- Pneus sem câmara não devem jamais ser
usados com câmara. Portanto, nunca aceite essa sugestão,
comum aos borracheiros. Os pneus sem câmara têm
uma superfície interna rugosa, que em atrito com
a câmara pode provocar furos ou rasgos. Além
disso, pneus sem câmara raramente estouram quando
furados o que é um importante fator de segurança.
18- O pneu tem seu"RG". Suas características
tamanho do aro, largura da banda de rodagem, altura
do costado suas características e informações
de segurança como por exemplo a velocidade limite
que suporta com segurança estão identificadas
no costado.
Mas, que informações são essas? Por
exemplo, um pneu com a medida 185/70R14 é recomendado
para um aro 5,5.
Ainda na banda de rodagem, há um símbolo
de velocidade, representado por uma dessas letras: N, P,
Q, R, S, T, U, H, V, W, Y. Cada uma indica a velocidade
máxima suportada pelo pneu. Por exemplo, se no pneu
do seu carro estiver gravada a letra "R", significa
que você não deve ultrapassar os 170 Km/h,
sob pena de danificar o pneu, comprometendo sua segurança.
Há também um número muito importante,
o índice de carga. Um pneu com o número "84",
por exemplo, não deve ser utilizado para conduzir
um automóvel com carga superior a 500 Kg.
Assuntos Corporativos Goodyear - Mecânica
Online
REVISÃO DE FÉRIAS
IV
Seguro é tranquilidade
com contrato assinado
Hoje em dia, fazer um seguro do automóvel é
uma precaução indispensável. Todo o
investimento com a manutenção preventiva pode
ser totalmente perdido em segundos. Quem já teve
um carro roubado ou danificado em uma colisão, conhece
o assunto muito bem.
Por isso, investir parte do seu 13º salário
em uma apólice é uma forma de garantir sua
tranqüilidade durante as férias deste ano. Ou,
dependendo do contrato, durante vários anos. Atualmente,
existem inúmeros contratos com as mais variadas formas
de pagamento e pacote de benefícios.
Porém, antes de fechar negócio, é
vital que o proprietário do veículo certifique-se
da idoneidade da seguradora, dando preferência àquelas
empresas com tradição no ramo de seguros para
veículos.
No mercado brasileiro, há várias empresas
que oferecem não apenas seguros de automóveis,
mas residenciais ou seguro de vida individual e familiar,
todos com qualidade. Portanto, faça uma boa pesquisa
de preços e vantagens oferecidas.
Veja o que fazer se você vendeu o veículo
segurado:
Comunicar imediatamente à seguradora a venda do
seu veículo, conforme mencionado nas condições
gerais da apólice. Um contrato de seguro avalia o
bem segurado. Portanto, o seguro é exclusivo da pessoa
que o contrata. Quando o veículo muda de proprietário,
o risco muda com o perfil do segurado.
Algumas seguradoras dão descontos de acordo com
a faixa etária, sexo e estacionamento em garagem
fechada. Mais um motivo para o seguro ser exclusivo da pessoa.
Da mesma forma, o bônus só é válido
para o contratante do seguro, e não pode ser transferido.
Para quem comprou: ligar ou ir a um posto do DETRAN, para
verificar se existe alguma restrição para
o veículo, tais como multas, alienação,
bloqueios, débitos, queixas de furto.
Solicite de imediato a transferência de direito e
obrigação da apólice para o novo proprietário.
Confira, nos veículos fabricados desde 1988, se as
três etiquetas adesivas obrigatórias (onde
está parte da numeração do chassi)
não apresentam qualquer tipo de rasura.
Alguns cuidados para garantir a segurança da
casa e de sua família
Nestas férias, se você pretende ficar fora
de casa por um longo período, é bom tomar
certos cuidados para não ter de enfrentar problemas:
1- Ao sair, não deixe as luzes da casa acesas para
dar a impressão de que há sempre alguém
na propriedade. À noite, pode parecer uma boa idéia.
Mas, durante o dia, deixa claro que a família está
viajando, o que pode atrair a atenção de ladrões.
2 - Serviços de entrega em domicílio, como
os de jornais, revistas, leite e outros devem ser cancelados
para não transformar a frente de sua casa em um depósito.
3 - Se puder, peça a algum vizinho ou amigo para
recolher os folhetos de publicidade, cartas e contas, que
costumam lotar a caixa de correspondência.
4 - O ideal é arrumar a bagagem no carro dentro
da garagem do prédio ou de sua casa. Não são
raros os casos de assaltantes que abordam a família,
levando o carro com tudo dentro.
5 - Se mora em apartamento, oriente o zelador do seu edifício
sobre onde poderá encontrá-lo durante as férias,
caso haja necessidade.
6 - Certifique-se de que desligou eletrodomésticos
ou mesmo o abastecimento de gás antes de sair.
7 - Animais domésticos, normalmente, acompanham
a família durante as férias. Mas, se, por
alguma razão, não puder levá-los o
melhor é deixá-los com alguém de confiança
como um parente ou mesmo em um pet shop. Afinal, nada mais
desagradável do que ouvir durante dias e dias o cãozinho
do vizinho uivando ou latindo sem parar. Isso sem falar
no descaso com animal.
8 - Na hora de definir o que levar no carro, o bom senso
deve imperar. Evite sobrecarregar o veículo ou levar
objetos pesados e soltos dentro do habitáculo. Além
de prejudicar o desempenho do motor, excesso de bagagem
pode comprometer a segurança dos ocupantes. Em uma
frenagem mais brusca, qualquer objeto colocado sobre o tampão
atrás do banco traseiro, por exemplo, é projetado
para a frente e pode atingir a cabeça dos passageiros.
9 Não dirija usando chinelos nos pés.
Além de você correr o risco de ser multado,
lembre-se que pode provocar colisão. O chinelo prende
aos pedais do breque ou do acelerador. Use sapatos.
10 Sempre que possível, guarde seu automóvel
em um estacionamento, pois grande parte dos assaltos ocorre
quando se entra ou sai do veículo.
11 Para evitar surpresas, procure dirigir sempre
com os vidros fechados e as portas travadas.
12 Fique atento ao se aproximar da sua garagem.
Se notar a presença de pessoas em atitudes suspeitas
nas imediações, dê a volta na quadra.
13 Nunca deixe a chave no contato do seu carro,
ainda que por poucos momentos.
14 Evite dirigir pela pista ao lado de calçadas,
pois facilita a aproximação do ladrão
ao motorista.
15 Caso perceba que está sendo seguido por
outro veículo, vá para as ruas de grande movimento
e peça ajuda a um policial.
16 Não dê carona a estranhos, por melhor
aparência que tenham.
17 Não pare em locais desertos, mal iluminados
ou próximos árvores que possam ocultar assaltantes.
Mecânica Online
TARCISIO EM DIAS
Revisão de férias
Nada
mais comum que a relação entre o mês
de janeiro e as férias, e por isso preparamos uma
seção Seu Automóvel com dicas e informações
que vão ser muito útil para que você
fique realmente de férias. Uma viagem de férias
é um tempo de prazer, de despreocupação
e de alegria. Para que isso aconteça, tudo deve ser
programado com antecedência: os locais, a acomodação
e o dinheiro necessário.
Veja agora os pequenos cuidados que você
deve ter com seu carro, na ida e na volta. Eles podem, até,
evitar maiores despesas.
1 - Como arrumar a bagagem de modo prático
e seguro?
Todo mundo que viaja nas férias - e
nos feriados - sabe que o conforto e a segurança
dependem muito da arrumação correta da bagagem
que será levada. Mas nem todos sabem como distribuí-la.
Vejamos por parte:
Porta-malas - Arrume os volumes de acordo com o tamanho
e peso buscando dar melhor equilíbrio ao carro. Procure
colocá-los de forma que, em caso de emergência,
não seja necessário esvaziar todo o porta-malas,
para chegar ao estepe e às ferramentas.
Interior do carro - Os pequenos volumes
não devem ser colocados de forma a obstruir o ângulo
de visão do motorista, pelo retrovisor. Eles também
não devem ficar soltos no interior do carro, pois
uma curva mais fechada ou uma freada mais brusca podem jogá-los
em cima das pessoas.
Bagageiro - É sempre bom lembrar
que o bagageiro muda a dinâmica do carro afetando
a estabilidade e aumentando o consumo de combustível.
Ao usar o bagageiro não esqueça de:
- Amarrar bem tudo que estiver nele.
- Cobrir com plástico, de modo a oferecer uma superfície
menos resistente ao ar.
- Levar em conta o aumento de peso e altura. Por isso, tome
maior cuidado nas curvas e quando estiver ventando forte.
Não exagere no peso e altura.
2 - Dirigir na estrada é mais ou
menos perigoso do que na cidade?
Nem uma coisa, nem outra. É apenas
diferente. E isso porque a velocidade desenvolvida é,
em geral, muito superior à média observada
no trânsito de cidades. O motorista menos habituado
a dirigir em estrada freqüentemente esquece alguns
cuidados muito importantes:
Velocidade e visibilidade - Há
uma regra que parece óbvia, mas que nem todos se
lembram de observar. É a seguinte: quanto maior
a velocidade do tráfego, tanto maior sua distância
do carro da frente. Só assim você poderá
acompanhar com segurança, e a tempo, as evoluções
do tráfego. O campo visual do motorista tem que ser
quase total para o veículo que está à
sua frente não atrapalhar a visibilidade.
Velocidade nas ultrapassagens: Uma
ultrapassagem segura exige, antes de mais nada, uma avaliação
correta da distância necessária para fazê-la.
Feita a avaliação imprima maior
velocidade ao seu veículo, pois você estará
ultrapassando outros que também trafegam em velocidade
de estrada.
À medida que você vai se aproximando
do carro da frente - e quer ultrapassá-lo - poderá
se valer da transparência do pára-brisa desse
carro, para observar o movimento dos veículos que
estão vindo em sentido contrário.
Você já poderia ter visto o onibús
que está se aproximando, há alguns segundos,
através do pára-brisa do carro da frente.
Mas tudo isso só será possível se você
evitar o hábito urbano de andar colado na traseira
do carro da frente.
Velocidade ao ser ultrapassado
O motorista que estiver sendo ultrapassado deve facilitar
ao máximo essa operação, encostando
o mais que puder à direita e aliviando o pé
do acelerador se a ultrapassagem ocorrer numa subida. Se
for descida, pise no freio levemente para abrir espaço
ao outro.
Passagem por cidade
A maioria das estradas atravessam pequenas cidades e
lugarejos. É comum você encontrar quebra-molas.
Bicicletas também. O melhor é reduzir a velocidade
até que a cidade fique para trás.
Às vezes você depara com cavalos
e charretes. Se os encontrar, evite usar a buzina, pois
poderá assustar os animais.
3 - Como saber se o carro está agüentando
bem a viagem?
Da seguinte forma: observe com regularidade
o painel de instrumentos, controlando as indicações
de temperatura e as demais luzes de aviso.
Esteja, também, atento aos diferentes
cheiros que possam surgir de dentro e de fora do carro.
Como o de gasolina, que pode indicar vazamento. Ou borracha
queimada, que também é indício de algum
problema. O certo é parar e verificar a origem dessas
irregularidades. É sempre bom lembrar que o freio
deve ser testado durante a viagem.
4 - De que modo planejar as paradas na
estrada?
Calculando as necessidades dos passageiros
e do seu carro, para organizar o tempo de forma prática
e inteligente. Procure coincidir as paradas para ir ao banheiro,
ou fazer um lanche, com o reabastecimento do tanque, verificação
dos pneus, nível de óleo do motor e da água
do radiador.
É sempre bom, também dar uma
volta em torno do carro, para examinar se tudo está
em ordem. Um corte ou rachadura lateral num dos pneus, um
farol quebrado, um pisca-pisca danificado, o cano de escapamento
caído, uma palheta de pára-brisa solta ou
mesmo um vazamento são problemas que podem ser reparados
em paradas planejadas.
Evite refeicões pesadas. Lembre-se
que um dos grandes inimigos do motorista, em viagem, é
o cansaço. Não dirija por mais de duas horas
seguidas. E também, à noite, que exige maior
atenção pela redução de visibilidade.
Finalmente, se um trecho da estrada for desconhecido,
ou se houver um contra-tempo, procure obter informações
sobre a situação do trajeto dali para a frente,
com motoristas de caminhão que venham em sentido
contrário ou com a Polícia Rodoviária.
5 - Como fazer em caso de enjôo?
Estacione o veículo em lugar seguro
e aberto. Faça o passageiro que está enjoado
caminhar um pouco e tomar um gole de água. Se estava
sentado no banco de trás, passe-o para o da frente,
onde terá mais conforto. Ao prosseguir a viagem,
evite perguntar sobre seu estado.
Converse sobre outros assuntos procurando
distraí-lo. Deixe os vidros abertos, para arejar.
Dirija suavemente. Não force nas curvas, nem dê
freadas bruscas.
O motorista normalmente é menos afetado
por enjôos. Eles ocorrem com maior freqüência
entre crianças até 12 anos. De qualquer forma,
um passageiro com enjôo pode distrair sua atenção.
Só prossiga viagem quando o passageiro estiver bem.
6 - As roupas que uso, em viagem, podem
causar algum problema?
Podem. Roupas apertadas prejudicam a circulação
do sangue. Quando se dirige, certas partes de nosso corpo
como coxas, pernas e pés não se movem. Por
isso o sangue circula mal. Para auxiliar a circulação
do sangue nessas partes use roupas leves e folgadas. O mesmo
se aplica aos sapatos que não devem ser apertados.
Chinelos devem ser evitados. Além do que são
proibidos para dirigir.
7 - E as crianças? O que devo fazer
para não ficarem impacientes?
Quem viaja no fim de férias sabe que
ocorrem enervantes engarrafamentos. Para a viagem de volta,
sugiro que você prepare uma boa merenda e leve alguns
jogos para entreter as crianças, no caso de uma parada
forçada e prolongada. Ou procure voltar um dia antes.
Você sacrifica um dia de prazer, mas evita aborrecimentos.
Confira antes de viajar, na ida e na volta.
Caixa de primeiros socorros
Taxas rodoviárias
Documentos (condutor e veículo)
Mapas rodoviários
Agenda de telefones
Seguro (apólice)
Estepe (verificar estado e calibrar)
Macaco
Triângulo
Extintor de Incêndio (verificar carga)
Alicate, chaves de fenda, chaves de boca, chave de vela
Toalha para limpar as maõs
Fusíveis
Lâmpadas para o farol e lanternas
Lanterna com pilha
Pedaço de arame (na necessidade caso algum componente
solte-se)
Tarcisio Dias é o responsável
editorial da Mecânica Online
REVISÃO DE FÉRIAS
V
Hora de aproveitar as férias!!!
Férias,
calor e sol levam, quase que imediatamente, à praia
ou ao campo. Em todos esses lugares, é fundamental
tomar algumas precauções, para não
estragar a diversão.
Sol
Os melhores horários para a exposição
ao sol são das 8h até às 10h (11h pelo
horário de Verão), e das 16h em diante (17h
no horário de Verão). É que nesses
horários, predominam os raios infravermelhos que,
além de melhor tolerados pela pele, ajudam o sol
a estimular a formação de vitamina D
que fortalece os ossos. Bronzeadores não protegem
a pele.
Deve-se utilizar protetores solares, sob orientação
médica (há um tipo de protetor para cada pele).
Os médicos recomendam que a exposição
ao sol, mesmo com protetor adequado e nos horários
recomendados, seja gradativa.
O ideal é começar com 15 minutos, aumentando
5 minutos por dia. E não se esqueça de tomar
muito líquido, de preferência água,
água de coco ou sucos de frutas.
Repouso
Você está em férias, não tem
compromissos com hora marcada, mas não descuide de
seu descanso.
Dormir de 6 a 8 horas, de acordo com suas necessidades,
é indispensável. Principalmente antes de viagens
e passeios. Se não tiver dormido o suficiente, não
dirija.
Bebida
Bebidas alcoólicas e direção não
combinam. Quer tomar dois ou mais chopes? Vá de táxi
ou na companhia de alguém que também dirija,
e não beba. Além das multas, e dos pontos
na carteira de habilitação, dirigir alcoolizado
arrisca a sua vida, a de seus familiares e amigos, e a de
outras pessoas.
Segurança
Na praia ou em qualquer passeio, atenção
com carteiras, cartões de crédito e documentos.
É bom que mais de uma pessoa tenha cópias
das chaves. E não custa nada se informar, antes de
sair à noite, se a região é segura
ou não.
Se você comprou ou vendeu o veículo, providencie
imediatamente os documentos de transferência. Leve
sempre com você cópias autenticadas pelo Departamento
de Trânsito dos documentos de seu veículo.
Deixe os documentos originais em casa e nunca no carro.
Leve-os sempre com você.
Alimentação
Antes do mergulho no mar, no rio, lagoa ou na piscina
do seu prédio prefira uma alimentação
leve, à base de carnes brancas, saladas, frutas.
Essa dieta, aliás, é a mais adequada para
enfrentar altas temperaturas.
Em locais com incidência direta de sol, abra mão
de legumes e verduras já temperados e muita atenção
com frutos do mar.
Mecânica Online
DETROIT
Os destaques da marca Mercedes-Benz
para o Salão de Detroit 2002
O conceito Vision GST - "Grand
Sports Tourer"
Première americana do novo SL
Os novos motores V8 para as Classes M e G
A marca Mercedes-Benz estará mais
uma vez reafirmando seu papel de inovadora e definidora
de tendências por ocasião do 13º Salão
Internacional Norte-Americano de Automóveis em
Detroit, que acontece de 6 a 21 de janeiro de 2002. A
marca estará apresentando, no segmento de carros
premium, o atraente carro-conceito Vision GST - estudo
que engloba um conceito veicular totalmente novo, projetado
para satisfazer às exigências e os desejos
dos atuais consumidores.
A abreviação GST vem de Grand
Sports Tourer, ou turismo grande esporte, ou ainda gran
turismo esportivo, e descreve uma nova e original categoria
veicular, que reúne conceitos estabelecidos de
várias categorias diversas, combinando-os para
criar um perfil novo e independente: o GST é sedã,
perua, multi-purpose vehicle (MPV) e utilitário
esportivo (SUV) em um só veículo - mas,
acima de tudo, é um carro que dá uma sensação
inédita, um novo sentido ao conceito do prazer
de viajar longas distâncias.
Design elegante com traços de carro
esporte
O Vision GST é a resposta da Mercedes-Benz
às freqüentes demandas por um carro atraente,
ativo e sofisticado, adequado a todas as ocasiões
- por um carro que ofereça bastante espaço
para a família, para equipamentos de lazer, para
as necessidades de trabalho ou de viagem, mas sempre com
agilidade e estabilidade extraordinárias e supremo
desempenho. Neste estudo de design, essas qualidades são
garantidas por um desenho sofisticado acoplado a inovações
tecnológicas e a um motor AMG de alto desempenho.
A aparência dinâmica é
dominada, antes de tudo, pela linha da capota, que une
as colunas A e C numa curva suave. Ela enfatiza a silhueta
alongada de um veículo de estudos, e indica, em
termos muito diretos, que sob a espaçosa carroçaria
bate um coração totalmente esportivo. As
grandes rodas, de 22 polegadas, e o perfil em cunha, reforçam
essa impressão.
Na capota, uma grande área de vidro
eletrocrômico estende-se do pára-brisa à
traseira, com os ocupantes podendo alterar o escurecimento,
a proteção contra o sol, ao toque de um
botão. Igualmente notáveis são as
janelas: a falta de uma coluna B cria uma grande área
envidraçada, reforçando a aparência
esportiva do veículo. Portas de borboleta são
outro ponto alto deste estudo: elas abrem em direções
opostas, cada uma a 90 graus, oferecendo facilidade única
de acesso e abrindo novas possibilidades de design do
interior.
Materiais acabados a mão no interior
Materiais de alta qualidade, como madeira,
couro e alumínio, trabalhados a mão, estão
por trás da sensação única
que o Vision GST oferece em seu interior. Um conceito
de iluminação sofisticado, com um novo tipo
de faixa iluminada no forro do teto, nos painéis
de porta e no túnel central, reforçam sua
atmosfera luxuosa. Os bancos são confortáveis
e eletricamente ajustáveis, com cintos de segurança
integrados. Uma terceira fileira de bancos, para mais
dois passageiros, é disponível, o que significa
que o GST pode levar seis pessoas com conforto.
A característica que mais chama atenção
no painel de instrumentos é um console central
que parece levitar: são na realidade dois painéis
em alumínio e vidro escuro, que acomodam a tela
em cores, o toca-CD, o rádio e boa parte dos elementos
de controle. O monitor pertence ao sistema de navegação,
e é controlado por um novo tipo de software que
projeta na tela mapas urbanos e rodoviários, flechas
direcionais e elementos gráficos, com efeito tridimensional.
Os instrumentos azuis do cockpit também se utilizam
desta nova tecnologia de display, ou mostra. Um sistema
de entretenimento, com toca-DVD e videogames, é
disponível para os passageiros de trás.
Equipamento de alta tecnologia e inovações
Mercedes-Benz
Sob o capô do Vision GST está
um motor Mercedes-AMG de oito cilindros em V, com 5,5
litros de deslocamento e 365 cavalos de potência.
Outros pontos altos deste veículo de estudo incluem
o sistema 4-ETS de tração nas quatro rodas,
eletronicamente controlado, utilizado nas Classes M e
G, o sistema de suspensão pneumática AIRMATIC
e o novo sistema Sensotronic Brake Control de frenagem
a alta pressão. Os grandes discos de freio são
feitos de cerâmica reforçada com fibra de
vidro. A proteção dos ocupantes é
ampliada pelo novo sistema PRE-SAFE, que detecta a possibilidade
de uma colisão e ativa os tensionadores de cinto
antes do impacto.
O novo SL faz sua primeira apresentação
americana
O novo Mercedes-Benz SL está fazendo
sua primeira apresentação pública
na América do Norte, no Salão de Detroit.
O atraente veículo de dois lugares celebrou sua
première mundial em julho de 2001, e desde o terceiro
trimestre daquele ano está disponível nas
revendas européias. Dotado de avançadíssimos
sistemas eletrônicos como ABC, ESP e SBC, que pela
primeira vez trabalham em conjunto, o SL estabelece novos
padrões em termos de segurança ativa. Nenhum
outro carro de produção em série
oferece tantas inovações em termos de tecnologia
de suspensão e freios quanto este roadster Mercedes.
O novo SL é o primeiro carro do mundo equipado
de fábrica com o sistema eletrohidráulico
de freios Sensotronic Brake Control- SBC.
O design externo do novo SL 500 reflete
a avançada tecnologia deste carro esporte, que
simultaneamente evoca o prazer e a excitação
de andar num carro aberto. Seus designers incluíram
toques discretos do original de 1954, modelo no qual a
série foi baseada, garantindo continuidade à
rica tradição histórica da Classe
SL.
A integração perfeita do recém-desenvolvido
vario-roof, teto variável, ilustra também
a alta qualidade de design do novo SL, que projeta as
mesmas sensações com o teto fechado ou aberto:
puro prazer de dirigir, aliado a uma elegância única.
Para garantir a experiência dinâmica
de um carro esporte, o SL é equipado com um potente
motor V8 de cinco litros que desenvolve 310 cavalos de
potência e 460 Nm de torque. Este motor está
entre os mais potentes de sua classe, atende às
mais altas restrições de emissões
de gases especificadas no padrão EU4, e acelera
o novo SL 500 de 0-100 Km/h em apenas 6,3 segundos.
O SL 55 AMG oferece ainda mais potência
e torque. Sob o capô vai um motor V8 com supercompressor,
que desenvolve 482 cavalos de potência e o torna
o modelo mais potente da atual gama de automóveis
Mercedes-Benz. Este motor tem um torque máximo
de 700 Nm a apenas 2.650 rpm, o mais alto de todos os
motores V8 de carros esporte, e acelera o SL 55 de 0-100
km/h em apenas 4,7 segundos.
A Classe G terá ESP e tração
eletronicamente controlada nas quatro rodas
Além do modelo Classe M 2002, com
melhorias de desenho e tecnologia, e que está sendo
lançado com dois poderosos motores V8, a marca
Mercedes-Benz estará também presente no
Salão de Detroit com o veículo cross-country
G 500, agora também disponível no mercado
americano.
Clássico entre os veículos
cross-country, a Classe G vem com motor V8 da Classe S,
com potência de 209 cavalos e torque de 456 Nm a
apenas 2.800 rpm. A partir do segundo trimestre deste
ano, a Mercedes-Benz estará equipando todas as
versões da Classe G com o programa de estabilidade
eletrônica, ESP, e com assistência automática
de frenagem, significando que este veículo cross-country,
atravessa-mato e fora-de-estrada, agora conta com o melhor
e mais poderoso sistema de segurança ativa atualmente
disponível. O sistema de tração nas
quatro rodas da Classe G foi otimizado com o uso do melhor
de sistema de tração eletronicamente controlado,
o 4-ETS, que melhora a estabilidade na aceleração
e sobre superfícies deslizantes. Ao passar por
terrenos difíceis, o piloto da Classe G poderá
selecionar três tipos de travamento de diferencial.
Mecânica Online - DaimlerChrysler
FIAT DOBLÒ
Mecânica evoluída
para um veículo moderno
Tudo no Fiat Doblò, da escolha dos
materiais de revestimento aos menores componentes, foi
projetado visando o conforto, a segurança e a confiabilidade.
Com a mecânica não poderia ser diferente.
Dela, afinal, dependem o desempenho do veículo
em qualquer condição de rodagem e a integridade
dos ocupantes nas situações mais críticas.
Para o Fiat Doblò foram escolhidos sistemas robustos
e duráveis, que proporcionam conforto aos ocupantes
e reações rápidas frente a circunstâncias
imprevistas. Assim, a experiência de dirigir ou
viajar no Fiat Doblò torna-se ainda mais segura
e aprazível.
SUSPENSÃO
Proporcionar segurança, conforto e estabilidade
são as funções básicas de
um sistema de suspensão. Ele deve permitir ao veículo
encarar qualquer tipo de percurso, absorvendo sempre as
irregularidades do piso (sem transmiti-las aos ocupantes)
e mantendo o veículo firmemente plantado no solo
com máxima aderência. Para o motorista, isso
significa segurança na condução e
confiança nas reações do veículo.
Para os passageiros, um rodar macio e sem solavancos.
O sistema de suspensão que equipa o Fiat Doblò
faz exatamente isso, comportando-se de modo muito próximo
aos automóveis de passeio convencionais.
Na dianteira, o Fiat Doblò possui
um sistema com molas independentes tipo McPherson. Amortecedores
e molas funcionam como elementos amortecedores e elásticos,
estruturais e cinemáticos. Seus principais componentes
são: Molas helicoidais tipo "side-load".
Descentralizadas em relação à linha
do impulso proveniente das cargas do solo, elas reduzem
as forças tangenciais sobre a haste do amortecedores,
absorvendo melhor as irregularidades do piso, principalmente
em curvas.
Braços oscilantes com buchas dianteiras
e traseiras alinhadas horizontalmente e rigidez diferenciada,
absorvem as pequenas irregularidades do piso - ou seja,
as vibrações transmitidas aos ocupantes
- e ao mesmo tempo garantem absoluto domínio do
veículo nas curvas.
Travessa de aço de alta resistência
projetada para suportar cargas particularmente severas
e receber os braços da suspensão. Fica ancorada
rigidamente à carroceria. É capaz de filtrar
os ruídos de ingresso no habitáculo.
Amortecedores hidráulicos telescópicos
com duplo efeito (comportam-se de modo diferente na compressão
e na distensão), para amortecer as oscilações
verticais sem gerar ou transmitir ruídos e vibrações.
A menor rigidez dinâmica do coxim e a maior rigidez
da zona de fixação superior reduzem os ruídos
que ingressam na carroceria.
Na traseira, o Fiat Doblò possui
eixo rígido, molas semi-elipticas e barra estabilizadora
transversal. Esta conformação é simples,
robusta e de fácil manutenção. Ademais,
a calibragem "soft" das molas semi-elípticas
proporciona maior conforto aos ocupantes, não importam
as condições do piso.
FREIOS
Segurança e reações precisas foram
os principais parâmetros que nortearam a escolha
do sistema de freios que equipa o Fiat Doblò. Na
dianteira ele traz discos ventilados com 257 milímetros
de diâmetro, para garantir a eficiência da
frenagem, a resistência à fadiga, um menor
desgaste das pastilhas e máxima confiabilidade.
Na traseira, freios a tambor -- de 228 mm de diâmetro
--, com sapatas autocentrantes que recuperam a folga automaticamente.
Essa disposição assegura um curso reduzido
do pedal e seu funcionamento constante e confiável
ao longo do tempo.
Para aumentar a eficiência da frenagem
e exigir menor pressão no pedal, o sistema vem
com servofreio de 9 polegadas.
Em todas as versões do Doblò
há um corretor de frenagem com carga variável.
Ele reparte com precisão a intensidade de frenagem
sobre o eixo traseiro em qualquer condição
de carga e reduz o espaço de parada. O corretor
de frenagem é eletrônico quando o Doblò
vem equipado com ABS.
O ABS, opcional disponível em todas
as versões, possui quatro sensores ativos, quatro
canais, uma central hidráulica, oito eletroválvulas
e repartidor de frenagem EBD (Electronic Brake Distribution).
O ponto forte do sistema são os sensores ativos,
que processam dados relativos à velocidade das
rodas (em vez de enviar esses dados à central)
e podem ler valores próximos de zero -- os sensores
passivos não registram velocidades inferiores a
2,5 km/h.
O repartidor eletrônico EBD complementa
o moderno sistema ABS. Ele subdivide a ação
frenante entre as quatro rodas, impedindo o bloqueio das
traseiras e assegurando uma resposta equilibrada do veículo
em qualquer situação de frenagem. E mais:
o EBD adapta a resposta do sistema às condições
de aderência das rodas e à eficiência
das pastilhas. Isso só aumenta a eficiência
da frenagem ainda mais.
DIREÇÃO
A direção hidráulica, item de série
tanto do Fiat Doblò EX (equipado com motor 1.3
16V) quanto do Fiat Doblò ELX (motor 1.6 16V),
é leve, precisa e ágil, permitindo manobrar
o veículo rapidamente com pouquíssimo esforço.
Ela oferece máxima comodidade e segurança
na condução do veículo.
Mecânica Online - Fiat Press
LANÇAMENTOS
GMB lança Série
Expression 2002
A General Motors do Brasil está
lançando mais uma novidade no mercado, a Série
Especial Expression para a dupla campeã de vendas
entre os sedãs em seus segmentos, Astra Sedan e
Vectra. Seguindo a fórmula de sucesso da Série
Milenium, a Série Especial Expression foi criada
para oferecer a melhor relação custo-benefício,
privilegiar o conforto e a elegância nos veículos,
que além de completos em itens de segurança,
agregam tecnologia de última geração.
A Série Expression incorpora nos
dois modelos os itens mais desejados pelo consumidor,
como ar-condicionado, alarme e rádio AM/FM e CD
Player com controle remoto no volante, que são
disponíveis como opcionais para os demais veículos
da linha Astra e Vectra.
"Baseamo-nos na aplicação
dos opcionais mais requisitados nas linhas Astra e Vectra
e incluímos como ítens de série todos
aqueles que o cliente Chevrolet mais valoriza, daí
o nome Expression, que expressa o desejo e a necessidade
desse consumidor, a um preço também especial",
diz o diretor geral de Vendas e Marketing da General Motors
do Brasil, Joseph DaMour.
Compacto e moderno, com uma dirigibilidade
surpreendentemente agradável, o Astra Expression
é um carro para pessoas dinâmicas e que apreciam
o requinte e têm prazer em dirigir. O perfil desse
exigente consumidor: 63% homens , 76% casados com filhos
em casa, 59% com idade entre 35 e 54 anos, 56% com 3º
grau completo ou pós-graduação.
Para pessoas ativas e arrojadas, o Vectra
Expression é um sedã médio cujo design
único e sofisticado o tornam o carro dos sonhos.
Dessas pessoas, 88% são homens, 77% casados com
filhos em casa, 67% com idade entre 35 e 54 anos, 62%
com 3º grau completo ou pós graduação.
Conteúdo
Além de todas as novidades de série
das linhas Astra e Vectra 2002, a Série Expression
oferece conteúdo ainda mais completo.
Os itens a seguir são comuns aos
dois sedãs:
Na parte externa, emblemas "Expression"
aparecem nas portas dianteiras, personalizando a série;
as maçanetas, as molduras laterais e do porta-malas,
capas dos espelhos retrovisores e saias laterais são
na cor do veículo. Faróis de neblina e rodas
de alumínio aro 15" completam e harmonizam
o conjunto. No interior, os tecidos que revestem os bancos
são exclusivos da Série Especial Expression.
São também itens comuns aos dois veículos
o ar-condicionado, rádio AM/FM com CD player e
comandos no volante, sistema de alarme anti-furto e as
luzes de leitura dianteiras e traseiras, o dispositivo
de regulagem elétrica de altura dos faróis
e sombreiras com espelhos e iluminação para
o motorista e passageiro.
O Vectra Expression 2.2 oferece ainda controle
eletrônico de ar-condicionado, espelho retrovisor
interno eletrocrômico, volante revestido em couro,
grade do radiador com moldura na cor do veículo
e freio traseiro a disco. O Astra e o Vectra Expression
também incorporam os seguintes itens, que são
de série para toda a linha 2002 do Astra e Vectra:
Vidros elétricos com sistema um
toque para subida e descida;
Sistema anti-esmagamento e fechamento automático
com acionamento remoto;
Espelhos retrovisores externos elétricos;
Trava elétrica das portas com acionamento
remoto "keyless entry system";
Banco traseiro com encosto bipartido rebatível
descansa braços central;
Cinto de segurança central traseiro
de três pontos;
Sistema de travamento automático
das portas ativado pelo movimento do veículo;
Faróis com desligamento automático
temporizado.
TEST DRIVE MECÂNICA
ONLINE
Peugeot 206: design, dinamismo
e performance
Versão testada pela Equipe da Mecânica Online
foi bastante bem na cidade
O novo Peugeot 206 1.0 16 válvulas,
consegue reunir design, dinamismo e performance, oferecendo
linhas harmoniosas que combinam modernidade, arrojo e
sedução.
Recém-chegada ao Brasil, a Peugeot
tinha que oferecer um produto de qualidade e com preço
competitivo. E conseguiu. Tanto externamente como no interior
é notável o cuidado com os detalhes.
Entre os equipamentos básicos estão
a regulagem de altura do volante, trava de segurança
nas portas traseiras, para evitar que crianças
abram e sofram acidentes, regulagem de altura dos faróis,
vidros verdes, alarme para avisar a chave na ignição
ou luzes acesas, abertura das portas com controle remoto.
No trânsito recifense o Peugeot 206
mostrou-se o quanto é arrojado. As 16 válvulas
contribuem para o carro ter saídas rápidas
e aceleração forte. Mas outro recurso que
assegura o bom desempenho é a relação
curta das marchas e o ajuste para que o motor, de 70 cavalos
de potência gire, sempre em alta rotação.
Esta solução evita constantes reduções
de marchas.
O propulsor é o mesmo que equipa
o Renault Clio e as alterações mecânicas
deixaram o ronco mais forte, passando a sensação
de um esportivo para quem está dentro do habitáculo.
Pisando fundo, é possível
alcançar os 160km/h e fazer de zero a 100km/h na
casa dos 15 segundos. O espaço interno é
outro ponto forte. O pára-brisa amplo tem ângulo
bem aberto e a distância entre eixos assegura conforto
para quem viaja no banco traseiro. O porta-malas, contudo,
foi sacrificado e só tem capacidade para 245 litros.
Consumo - Na cidade, segundo o fabricante,
o 206 faz 14,7 km/l. Na estrada, o desempenho do francês
surpreende, com 21,7 km/l. E para situação
mista chega a 17,5 km/l.
Segundo o gerente comercial de uma das concessionárias
Peugeot do Recife, Franklin Medeiros, o Peugeot 206 Soleil
avaliado, com três portas, CD player, vidros e travas
elétricas, ar-condicionado e direção
hidráulica custa R$ 25.410,00.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
ESPAÇO
Nasa cria novos jipes para
pesquisar a superfície de Marte
Cientistas do Laboratório de Propulsão
a Jato (JPL) da Nasa, a agência espacial norte-americana,
estão desenvolvendo pequenos jipes que um dia irão
explorar os escarpados montes e vales da superfície
de Marte.
Essa nova categoria de exploradores, que
usa tecnologias de miniaturização (nanotecnologia),
está sendo desenhada especialmente para investigar
as paredes dos penhascos marcianos, onde os cientistas
-baseados em recentes imagens da sonda Mars Global Surveyor-
acreditam que haja concentração de minerais
provenientes da evaporação da água.
Segundo fotos enviadas pela Surveyor, a
superfície marciana é repleta de canais,
pelos quais provavelmente correu água há
alguns milhares de anos.
Chamados de "robôs-penhasco",
os novos jipes exploradores vão trabalhar sozinhos
ou em equipes de três unidades. Dois deles ancoram-se
na borda do desfiladeiro, enquanto o terceiro -seguro
por cabos- pode descer a parede em ângulos superiores
a 60 graus.
"Nós sabemos que as informações
históricas e científicas mais interessantes
e importantes de Marte virão desse terreno inacessível.
Alcançar esses pontos -navegando por eles ou explorando-os-
vai exigir o trabalho conjunto de novos tipos de veículos-robôs",
diz Paul Schencker, supervisor do grupo de tecnologias
mecânicas e robóticas do JPL.
"Isso inclui sistemas de escavação
que podem vencer as bases montanhosas de montes e descer
pela encosta para estudar as camadas externas da terra
e poder determinar suas respectivas idades", diz.
No ano passado, o JPL também desenvolveu
e demosntrou um robô que pode atravesar terreno
arenoso em ângulos de 40 a 50 graus. Parecidos com
um animal ágil, esse explorador de todos os tipos
de terreno pode ser mecanicamente reconfigurável
de modo a ter seu comportamento adaptado conforme sua
posição, o terreno explorado e o equilíbrio.
Mecânica Online
TEST DRIVE MECÂNICA
ONLINE
Peugeot 206: análise
do test drive
Confira como se saiu o modelo testado pela nossa equipe
Apresentamos a nossa análise desse
modelo que ainda vai fazer muito sucesso. Um carro bastante
disposto, que não deixou nada a desejar aos modelos
considerados mais populares.
Perfeito para ser conduzido na cidade, o
carro é de fácil dirigibilidade, estando
sempre disposto a correr mais. A primeira impressão
que fica é que o carro corre bastante, que é
reflexo do torque e das relações curtas
das marchas. Com certeza, se você deseja um carro
para rodar na cidade, ida e vinda do trabalho, o Peugeot
206 é um carro que merece ser conhecido.
O motor equipado com software inteligente,
programado para se auto-adaptar ao modo de condução
de cada motorista, responde com precisão tanto
em conduções na estrada quanto no pára-e-anda
da cidade.
O motor 1.0 litro é montado transversalmente,
com 999 cm³ de cilindrada, dotado de quatro cilindros
em linha. Desenvolve potência máxima de 70
cv a 5.500 rpm, um dos melhores do seu segmento, e um
torque de 9,3 mkgf a 4.200 rpm, possibilitando aceleração
de 0 a 100 km/h em 14s4 e velocidade máxima de
160 km/h, segundo a fábrica.
DADOS DO VEÍCULO
Fabricante: Peugeot
Modelo: 206
Ano Modelo: 2001/2001
Versão: Soleil
Motorização: 1.0
Válvulas: 16
Quilometragem analisada: 4000Km
Tarcisio Dias - Mecânica
ENGENHARIA
Salvando vidas brincando
Entre
1961 e 1999, aconteceram 281.241 acidentes na Região
Metropolitana do Recife (RMR). Nestes últimos quarenta
anos, 121.727 pessoas ficaram feridas e 6.821 pernambucanos
foram vitimados pelo trânsito nas vias urbanas e
estradas que circundam a cidade. Atualmente, o trânsito
mata uma pessoa a cada dois dias na RMR. Em 1999, 568
pessoas foram a óbito na rede pública Estadual
em decorrência de acidentes de trânsito.
Objetivo : reduzir o número de
acidentes e vítimas de trânsito em todo o
Estado, concentrando ações na Região
Metropolitana do Recife (RMR)
Órgãos envolvidos - Secretaria
de Infra-Estrutura, Departamento Estadual de Trânsito
(DETRAN), Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos
(EMTU), Batalhão de Policiamento de Trânsito
(BPTran) e Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE)
Início - 18 de setembro, em conjunto
com o lançamento da Semana Nacional de Trânsito
(SNT), cujo tema foi Faixa de pedestres: A vida pede passagem.
Ações
Institucionais - várias instituições
e órgãos foram visitados para que se engajassem
na campanha. Durante a SNT, os 400 carteiros funcionários
dos Correios distribuíram 25 mil panfletos educativos
e usam até hoje, camisetas com a logomarca da campanha.
O Banco do Estado de Pernambuco (BANDEPE) traz, nos extratos
mensais de seus clientes, mensagens alusivas à
educação de trânsito. O mesmo procedimento
será adotado em breve pela Companhia Pernambucana
de Saneamento (COMPESA).
Arte-educadores - Desde o dia 18 de setembro,
arte-educadores vêm orientando motoristas e pedestres
quanto ao uso correto da faixa. Mais de 50 pontos de grande
fluxo da RMR já foram contemplados e a equipe de
arte-educadores foi ampliada de 40 para 52 pessoas e são
divididos em três grupos:
Palhaços-educadores
- foram os primeiros 40 artistas atuantes. Vestem-se como
palhaços e usam as camisas da campanha.
Super-heróis - Lançados
no dia 09 de outubro, são quatro duplas antagonistas
formados pelos heróis (Super-faixa) e os anti-heróis
(Caveirinha). Um estimula o bom comportamento no trânsito
enquanto o outro parabeniza aqueles que não respeitam
a faixa, dizendo que se transformarão nele.
Educadores-ciclistas - lançados
no dia 07 de novembro, os quatro ciclistas estão
vestidos como os palhaços. Em compensação,
estão montados em bicicletas devidamente equipadas
e trafegam pelas ruas e avenidas do Grande Recife enquanto
orientam os ciclistas.
Cronograma de ações:
18 de setembro - Lançamento do
projeto junto à sociedade. Atuação
de arte-educadores em pontos de grande fluxo de veículos
na RMR
19 de setembro - Faculdade de Direito
de Caruaru - Os alunos do Diretório Acadêmico
daquela Universidade promoveram ações educativas
em Caruaru.
21 de setembro - Prêmio - entrega
do prêmio Brasil 500 anos: Em Terra Firme;
Trânsito Seguro à Vista, que teve participação
de mais de 800 alunos das redes pública e particular
de ensino. O aluno da Escola Recanto, Mateus Farias, vence
o prêmio DENATRAN de segurança e trânsito.
A entrega do prêmio foi feita posteriormente (dezembro),
em Brasília.
23 de setembro - Dia da Oração
- a Arquidiocese de Olinda e Recife promoveu, em todas
as paróquias da Região Metropolitana, o
Dia da Oração pelas vítimas de trânsito.
27 de setembro - Palestra para PM - o
Coronel Renato Azevedo, ex-comandante do Policiamento
de Trânsito do DF visita Recife e ministra palestra
para todo o oficialato da PM de Pernambuco.
04 de outubro - Copa João Havelange
- Durante os principais jogos do Campeonato, o DETRAN
instalou faixas de pedestre nas saídas dos vestiários
dos estádios em que aconteciam as partidas. No
primeiro jogo, Santa Cruz e Sport levaram 59 mil pessoas
ao Arruda, local do evento.
09 de outubro - lançamento do Super-faixa
e Caveirinha.
11 de outubro - Visita do Diretor do Departamento
Nacional de Trânsito - DENATRAN - Délio Cardoso
a Recife. O Diretor visita as faixas e concede entrevistas
para os meios de comunicação, incentivando
o projeto.
19 de outubro - Apresentação
da peça O Circo chegou e o Palhaço
sumiu, nas dependências do Museu do Estado
de Pernambuco (MEP), durante o Salão de Artes Pernambucanas.
A peça. Patrocinada pelo DETRAN, contém
ensinamentos de educação de trânsito
e foi assistida por mais de 3.000 crianças. O DETRAN
manteve, entre os meses de setembro e novembro, período
do Salão de Artes, stands interativos onde educadores
do DETRAN matinham brincadeiras permanentes com as crianças
e distribuíam material educativo alusivo ao trânsito.
06 a 10 de novembro - Semana de prevenção
de Acidentes do Shopping Center Recife. O maior Shopping
do Brasil promoveu ações educativas nas
10 faixas de pedestres situadas no estacionamento do Centro
de Compras .
07 de novembro - Blitze educativas para
ciclistas. Neste dia foram lançadas as blitze educativas
para ciclistas, que são abordados por policiais
da PM nos Bloqueios de Segurança Integrado (BSI)
e convidados a assistir uma mini-palestra sobre a maneira
certa de circular nas vias e quais são os equipamentos
obrigatórios, exigíveis a partir de 1º
de janeiro deste ano. Quem assiste à mini-aula
recebe adesivos refletivos para pedais como forma de estimular
a aquisição dos equipaments obrigatórios
09 a 19 de novembro - Noites do Terror
do PlayCenter - o maior parque de diversões do
Estado incluiu, na programação do evento,
o tema trânsito, alertando jovens e adolescentes
quanto aos acidentes, excesso de velocidade e ingestão
de bebida alcóolica.
20 de novembro - Operação
Calçada Livre - O BPTran iniciou uma oeração
nos 16 maiores corredores de tráfego da RMR para
retirar os veículos estacionados nas calçadas,
que obrigam os pedestres a circularem pelas ruas.
27 de novembro - Mltas para motoristas
que não respeitarem a faixa - após dois
meses de intensa campana educativa ns ruas da RMR, o DETRAN
e o BPTran passaram a cobrar maior responsabilidade dos
motoristas que não respeitassem a faixa. O órgão
veiculou intensa campanha televisiva e de rádio
informando o valor das multas para quem infringisse as
normas.
24 a 27 de novembro - II Jogos Abertos
da Terceira Idade. O DETRAN ministrou palestras para os
participantes dos Jogos.
06 de dezembro - I Feira de Educação
de Trânsito. Na Feira, 14 escolas das redes pública
e particular de ensino apresentaram trabalhos desenvolvidos
pelos alunos quanto ao tema educação de
trânsito de forma traversalizada.
22 de dezembro - Confratenização
da Alegria. Nesta Sexta-feira, os 54 arte-educadores da
campanha visitaram as alas pediátricas e de traumatologia
dos hospitais Restauração, Getúlio
Vargas e Otávio de Freitas. No total, 358 presentes
foram entregues e os educadores puderam levar mensagens
de conforto às vítimas de trânsito
e alegria aos demais pacientes internados naqueles hospitais,
estendendo a mensagem de Paz no Trânsito a todos
os motoristas e pedestres do Estado.
05 de janeiro - Turistas/ Recife Antigo
- Durante as sextas e sábados de janeiro, quatro
arte-educadores promoveram performances na Rua do Bom
Jesus, orientando pedestres e realizando testes de alcoolemia
entre os freqüentadores da redondeza.
08 de janeiro - Turistas/ Aeroporto -
Os turistas que chegarem a Recife pelo Aeroporto Internacional
do Guararapes se depararam com um arte-educador na faixa
de pedestres que fica situada em frente ao setor de embarque
e desembarque de passageiros. Desta forma, o órgão
pretende conscientizar não apenas os habitantes
da Região Metropolitana do Recife (RMR), mas todos
aqueles que chegam à cidade.
15 de janeiro - Turistas estrangeiros
- 16 arte-educadores tiveram aulas de inglês para
orientar turistas estrangeiros que visitam a cidade. Os
artistas ficaram em locais de grande fluxo de estrangeiros
como a Orla de Boa Viagem, em frente aos hotéis.
26 de janeiro - Metrô - Cerca de
170 mil usuários utilizam o Metrô diariamente.
No dia 26 de janeiro, DETRAN e METROREC iniciaram ações
educativas na Estação Central do metrô
e dentro dos vagões que fazem a linha TIP/ Recife
e Jaboatão/ Recife. Na estação, dois
arte-educadores recepcionam os usuários que chegam
ao centro da cidade. Nos trens, um arte-educador troca
sistematicamente de vagão entre as estações.
Na faixa de pedestres defronte à estação,
outra arte-educadora orienta pedestres sobre a maneira
correta de atravessar sobre a faixa.
27 de janeiro - Prêmio APACEPE de
Teatro e Dança - o DETRAN recebeu da Associação
dos Produtores de Artes Cênicas do Estado de Pernambuco,
o Troféu APACEPE de Teatro e Dança, destinado
às empresas que contribuíram com o desenvolvimento
do setor no Estado. O DETRAN foi agraciado por abrir mercado
de trabalho a 54 artistas pernambucanos que trabalham
como arte-educadores no Projeto Vida no Trânsito.
06 de feveiro - O Jornal do Commercio
publica matéria sobre a situação
do trânsito na Região Metropolitana do Recife.
Na reportagem, de acordo com dados fornecidos pela Empresa
Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), houve 30%
de redução no número de atroplemantos
no ano de 2000. Ainda de acordo com o JC, um dos fatores
que contribuíram para esta queda foi o Projeto
Vida no Trânsito.
07 de fevereiro - Brigadas Mirins - Na
volta às aulas, a Diretoria de educação
de trânsito entrou em contato com alguns dos grandes
estabelecimentos de ensino na RMR. No horário de
entrada dos estudantes, grupos de dez alunos, apoiados
por policiais do BPTran e de erta-educadores ajudam seus
colegas de escola a atravessar corretamente sobre a faixa
de pedestres.
09 de fevereiro - Arte-educadores assumem
personagens carnavalescos - Os arte-educadores passam
a usar indumentária carnavalesca que resgata as
seis principais manifestações e folguedos
populares de Pernambuco : passistas de frevo, caboclinhos,
papangus, caboclos de lança do Maracatu Rural,
reisado e burrinhas.
19 de fevereiro - Município de
Paulista abraça Projeto - A campanha educativa
do DETRAN/PE em respeito à faixa de pedestre é
estendida à Paulista, com apoio da Guarda Municipal,
Arte-educadores e Brigadas Mirins da Escola Firmino Veiga
20 de fevereiro - Elogio da Assembléia
Legislativa - o Deputado Lula Cabral (PFL) pediu à
Tribuna da Assembléia um voto de aplauso e congratulações
ao DETRAN/ PE pelo desempenho da campanha Vida no Trânsito.
Cita a redução de atropelamentos e a valorização
da vida.
23 de fevereiro - Corredor da Folia -
Na Sexta-feira da semana pré-carnavalesca, 25 arte-educadores
passaram a manhã concentrados na Avenida Conde
da Boa Vista, em frente à Estação
Central do Metrô e Aeroporto, locais de ampla concentração
de pedestres. A ação foi uma despedida calorosa
dos arte-educadores, que se retiraram das ruas durante
sos festejos carnavalescos .
08 de março - Metropolitana abraça
Projeto Vida no Trânsito. A empresa de ônibus
lança o Vida no Trânsito na companhia com
o objetivo de disseminar entre seus 470 motoristas de
ônibus o respeito à faixa de pedestres. Foram
distribuídos/ afixados folders educativos e cartazes
nos 30 terminais de ônibus da empresa na Região
Metropolitana do Recife (RMR)
07 de abril (Semana Santa) - Operários
da Vida na BR-232
Entre os dias 7 e 15 de abril, o DETRAN
colocou, ao longo da BR-232, 25 Operários da Vida,
novos personagens trajados de operários devido
às obras da rodovia BR-232, maior obra rodoviária
em andamento no País. Munidos de placas educativas,
os arte-educadores chamaram atenção dos
motoristas quanto aos cuidados redobrados que deveriam
ser tomados devidos aos trechos em obra.
11 a 15 de abril - Paixão pela
Paz - Entre os dias 11 e 15 de abril, os já conhecidos
palhacinhos da faixa orientaram os espectadores da paixão
de Cristo do Recife. Nos arredores do Estádio do
Arruda, os arte-educadores distribuíram 3 mil flores
de Ikebana (uma doação da Igreja Messiânica)
ao público do espetáculo.
23 de abril - Caxangá - de 23 de
abril a 25 de maio, 20 arte-educadores e uma dupla de
Super-faixa e Caveirinha realizaram ações
educativas em sete pontos ao longo da Caxangá.
A avenida, que registra um fluxo diário de 61 mil
veículos, é a primeira no ranking de vítimas
da cidade (registrando 11 mortos e 117 feridos em 2000).
02 de maio - Garanhus - Segundo município
a se engajar na campanha, Garanhuns abraçou o projeto
Vida no Trânsito nos dias que antecederam a Garanheta
(festival fora de época da cidade). As ações
aconteceram no cruzamento entre a Rua Nilo Peçanha
e a Avenida Dr. José Mariano, no centro da cidade,
que conta com 17.774 veículos registrados e cuja
população é formada por 114 mil habitantes.
Curiosidade : Em maio o arte-educador
Frederico Seabra recebeu correspondência do turista
canadense Glen Petrie. Na cartinha, Petrie enviava foto
que havia feito de Frederico e agradecia pela orientação
que recebeu em inglês por ocasião de sua
visita ao Recife no verão de 2001.
30 de maio - o Projeto Vida no Trânsito
chega a Limoeiro, terceira cidade a aderir ao Projeto.
Durante um mês, arte-educadores orientaram a população
de 56.301 habitantes do município, localizado a
90km de Recife. Com uma frota de 5.280 veículos
registrados, Limoeiro passa a ser o terceiro município
a aderir à campanha de forma espontânea,
precedido por Paulista e Garanhuns, que já aderiram
ao projeto.
15 de junho - Entre os dias 15 de junho
e 01 de julho, os motoristas que trafegaram pela BR-232,
no trecho entre Recife e Caruaru, presenciaram a ação
dos Operários da Vida, personagem especialmente
criado para orientar os motoristas quanto ao cuidado necessário
devido às obras que estão sendo desenvolvidas
na rodovia. Os Operários da Vida estiveram distribuídos
em sete pontos estratégicos ao longo da BR-232
orientando motoristas durante as sextas, sábados
e domingos, apoiando o trabalho da Polícia Rodoviária
Federal (PRF). Foram distribuídas revistinhas em
quadrinhos para as crianças com os arte-educadores
dando dicas de segurança.
03 de julho - lançamento
da segunda fase da campanha : velocidade
A partir desta data, os arte-educadores foram colocados
nos corredores que registravam desenvolvimento de alta
velocidade e o gestual foi alterado, de forma a pedir
aos condutores que tivessem calma no trânsito, estimulando
a desaceleração dos veículos.
Mecânica Online
Iara Lima - Assessora de Comunicação do
DETRAN/ PE
CIÊNCIA DA MECÂNICA
Uso de Anti-Congelante no Radiador
do Automóvel
Olá, como foram nas Festas de Natal
e Ano Novo? Antes de comentar a questão do mês
(ano?) passado, gostaria de desejar a todos um Próspero
Ano Novo, com votos de muitas felicidades, paz, saúde,
dinheiro e atenção especial pois este é
um ano de eleições muito importantes para
o povo brasileiro.
Assim, é hora de começarmos
a nos ocupar (ou seja, a nos pre-ocupar) com a escolha
dos candidatos que já estão aparecendo.
Devemos votar naqueles que considerarmos os melhores,
independentes de sexo, e não naqueles que nos são
simpáticos por serem bonitos, importantes ou famosos,
não é mesmo? Bem, vamos ao nosso assunto.
Mês passado levantei a questão do uso do
fluido anti-congelante nos nossos carros. Será
que há alguma necessidade neste uso?
Como vocês sabem, os frentistas
dos postos de gasolina têm o maior interesse em
fazer com que consumamos outros produtos que não
a gasolina (ou álcool). Infelizmente, o treinamento
que eles recebem é muito deficiente no quesito
técnico e muito eficiente nas técnicas de
convencimento (bem, isto talvez seja um dom natural, mas
que pode ser sempre melhorado).
Assim, basta abrir o capô do carro
que o "especialista" olha rapidamente para o
reservatório do fluido do radiador, ansiando para
sugerir uma "troca rápida pois o nível
está baixo", "a cor do líquido
está ruim", ou qualquer outro argumento.
Como se nossos olhos (ou o deles!) pudessem
ser capazes de tal sensibilidade.
Experiência deles? Claro, experiência
aprendida com a arte de procurar vender. Fato é
que só conheço um posto no Rio de Janeiro
que tem um indicador do índice de refração
daquela mistura. Dependendo da concentração
do fluido, a densidade da mistura muda e com ela, o índice
de refração.
Mediante uma calibração,
pode-se saber, com alguma margem de erro, claro, qual
é a proporção entre o fluido, chamado
de etileno glicol, e a água. Em tese, se a proporção
for muito inferior a 50%, convem a troca ou pelo menos,
completar o nível do reservatório com mais
fluido. Mas a pergunta que faço é simples:
qual a relação entre a densidade ou o índice
de refração com a capacidade de refrigeração
da mistura? Ou seja, a questão que quero examinar
aqui é outra, diz respeito ao próprio uso
do fluido. Vamos lá?
No que eu aprendi após ter conversado
com diversos frentistas, o fluido refrigerante deve ser
usado pelas razões:
1. Efeito anti-congelante;
2. Elevação da temperatura de ebulição;
3. Efeito anti-ferrugem;
4. Pela cor forte utilizada, pode-se identificar facilmente
vazamentos no circuito de arrefecimento.
Nesta coluna, vou discutir os dois primeiros ítens,
por dizer respeito às questões que eu estudo.
Entretanto, vou começar declarando: "Não
há nenhum argumento razoável que justifique
o uso de uma mistura etileno glicol-água nos radiadores
dos automóveis, como fluido refrigerante, nas regiões
quentes do Brasil"
Como tenho procurado mostrar, a ciência
é uma forma poderosa de busca de informação
sobre os processos naturais ou artificiais que envolvem
o cotidiano da vida. Não é a resposta para
tudo mas certamente oferece muitas explicações
interessantes e comprováveis. Assim, vamos estudar
o problema da adição de um componente (etileno
glicol) em outro (água), a partir do entendimento
do que acontece com um deles. Por todos os motivos, vou
começar a estudar o comportamento da água
no tocante ao nosso problema.
A experiência indica que água
pura, na pressão atmosférica normal, isto
é, ao nível do mar, solidifica (isto é,
congela) a 0 C e vaporiza (isto é, entra em ebulição
virando vapor) a 100 C. Nesta sentença, temos vários
termos importantes que definem o problema:
· Água pura;
· Pressão Atmosférica Normal;
· Solidificação;
· Vaporização;
Assim, se alterarmos alguns destes componentes,
o resultado final será alterado: isto é,
a solidificação e a vaporização
poderão acontecer em outras temperaturas. Na dúvida?
Experimente trocar a água pura por álcool
etílico (etanol) ou amônia. À pressão
atmosférica normal, o etanol entra em ebulição
a 78,5 C e a amônia vaporiza a 33,5 C. Isto é,
a natureza das substâncias definitivamente afeta
as suas propriedades. O efeito da pressão é
também bastante conhecido, bastando lembrar o que
acontece com as panelas de pressão.
Nelas, o tempo de cozimento dos alimentos
diminui, visto que a temperatura de ebulição
da água aumenta ligeiramente (para uns 110 C).
Por outro lado, em lugares altos, a pressão atmosférica
diminui (pois diminui a espessura da camada de ar da atmosfera
sobre a superfície da Terra) e com isto, água
ferve em menor temperatura. Alguns exemplos são
mostrados na tabela abaixo:
| Pressão
[kPa] |
Pressão
[atm] |
Temperatura de
Ebulição [C] |
| 84,55 |
0,83 |
95 |
| 120,8 |
1,2 |
105 |
Voltando à água, preciso
inicialmente argumentar que água pura é
uma substância diferente da água com sal,
da água com açúcar, da água
com laranja (isto é, a laranjada) e da água
com etileno glicol, pela presença de alguma substância
substituindo algumas (ou muitas) moléculas de água.
Razoável isto?
Vamos supor que a mistura possa ser uniformemente
misturada, para facilitar a análise. A razão
desta substituição é simples: as
moléculas dos líquidos têm grande
mobilidade, ao contrário das moléculas dos
sólidos. Com a redução da temperatura,
isto é, com a retirada de energia do sistema propiciada
pela perda de calor para o meio ambiente, por exemplo,
esta mobilidade vai diminuindo e as moléculas tendem
a assumir posições mais rígidas,
como em um engessamento gradual, até que o congelamento
aconteça. No caso do sistema de arrefecimento,
este congelamento é ruim por duas razões:
· Cessa o escoamento do líquido de refrigeração
do motor;
· Na solidificação, a água
se expande (discutimos isto nesta mesma coluna, na sua
sexta edição), o que produz um aumento nas
tensões internas nas paredes dos tubos de alimentação
da água. Isto pode resultar em rupturas nestes
tubos, com os correspondentes vazamentos.
Ao colocarmos um corpo estranho na água,
ou seja, moléculas de uma outra substância,
trocamos a natureza da água e com isto, alteramos
as condições do congelamento. Acontece que
o resultado disto é que passa a haver necessidade
de se liberar mais energia para o início do processo,
o que resulta no abaixamento da temperatura de solidificação.
Isto acontece com qualquer substância, embora com
diferentes resultados finais (ou seja, diferentes temperaturas
de solidificação).
O uso do etileno glicol é especialmente
interessante pois sua mistura em partes iguais com água
resulta numa nova substância que congela a 37 graus
negativos (-37C !), o que é ótimo para os
países de clima frio. A questão deste mês
tem sua pertinência pois o etileno glicol puro congela
a 12 graus negativos. Ou seja, a mistura com água
também funciona para abaixar a temperatura de solidificação
do etileno! Como mencionado por R. L. Wolke, autor desta
explicação, a água evita o congelamento
do anti-congelante! Fascinante isto, não?
Claro que estas questões mais geladas
não nos interessam, já que vivemos em um
país tropical que tem na maior parte do seu território,
apenas duas estações: quente e muito quente.
Entretanto, como a natureza é esperta, a influência
de uma substância também é verificada
na ebulição. A presença das moléculas
de outras substâncias dissolvidas na água
fazem com que a temperatura de vaporização
(ou de ebulição) seja superior aos conhecidos
100 C, o que é uma boa notícia em princípio,
já que é muito ruim que a água ferva
nos carros. Infelizmente, o aumento obtido é muito
pequeno.
As cozinheiras costumam colocar sal à
água que irá cozinhar o macarrão.
A química nos ensina que a adição
de 30 gramas de sal a um litro de água resulta
em um aumento de 0,5 C!, desprezível. No caso da
mistura de 50% água-50% etileno glicol, a nova
mistura irá entrar em ebulição a
108 C, apenas 8 C superior! Na minha avaliação,
este aumento é totalmente irrelevante, por ser
mínimo. No caso do macarrão, o efeito único
do sal diz respeito ao sabor, praticamente nada afetando
o tempo de cozimento.
Quanto ao nosso problema, há um
dado adicional. Você deve lembrar que nos carros
modernos, o sistema de arrefecimento é pressurizado
(como pode ser visto ao abrirmos a tampa do reservatório
de expansão. O barulho típico da perda de
pressão é facilmente observado, semelhante
ao que ocorre quando abrimos uma lata de refrigerante
gasoso). Como vimos no início deste texto, o aumento
de pressão já resulta em um certo aumento
de temperatura de ebulição.
Em suma, a menos que você pretenda
ir aos Andes de carro ou resida em uma região onde
haja congelamento, o uso de etileno glicol para melhorar
a condição do sistema de arrefecimento é
muito pouco eficiente no Brasil! Talvez ele sirva, de
fato, para combater a ferrugem. Isto, infelizmente, eu
ainda não tenho a resposta. Mas será que
um anti-ferrugem do mercado não sai mais barato?
Para o próximo mês, minha questão
é:
"Por que os mergulhadores precisam subir lentamente
até a superfície, sob risco de vida?
Lembrem-se: a melhor resposta ganha um curso online! Abraços
e até o próximo mês.
Washington Braga Filho, PhD - wbraga@maua.mec.puc-rio.br
Professor Associado do Departamento de Engenharia Mecânica
- PUC - Rio - Coordenador Administrativo da Rede Rio de
Computadores / FAPERJ - Website: http://venus.rdc.puc-rio.br/wbraga/hpn.htm
ENGENHARIA
Salvando vidas brincando: Informações
importantes:
A velocidade é uma das principais
causas de mortes no trânsito, uma vez que o peso
normal de objetos e pessoas aumenta com o impacto. Um
veículo a 80km/h necessita de uma distância
de 60m (quase um campo de futebol) para parar totalmente
após acionar os freios. Mesmo a 50km/h, o veículo
percorre uma distância de 30m após a frenagem
Durante o último ano, o DETRAN,
a EMTU e o BPTran têm investido em campanhas educativas,
instalação de equipamentos e reforçado
a fiscalização nas faixas de pedestre. Foram
instaladas 110 novas faixas e 56 semáforos para
travessia de pedestres, realizadas campanhas permanentes
através dos arte-educadores nas vias e a fiscalização
tem trabalhado intensivamente peo respeito à faixa.
Como primeiro resultado, a EMTU constatou que houve uma
redução de 32% no número de vítimas
fatais por atropelamento no Grande Recife em 2000.
A campanha de velocidade contará
com a ajuda dos já conhecidos arte-educadores -
que irão ostentar placas indicando os limites de
velocidade nos corredores de grande fluxo de veículos
- outdoors, anúncios nos jornais e nas rádios
da RMR. Durante a semana, os já conhecidos palhacinhos
da faixa irão estar também entre os cruzamentos
de maior fluxo de veículos ostentando as placas
educativas e pedindo calma aos motoristas
pernambucanos.
Informações adicionais :
Objeto Peso Normal Peso relativo (com o impacto)
Lápis 20 gramas 1,11 quilos
Caixa de cerveja 18 quilos 1.000 quilos
Filmadora 08 quilos 44,4 quilos
Telefone celular 300 gramas 16,7 quilos
Mochila 05 quilos 277 quilos
Cachorro 08 quilos 444 quilos
Bater o carro a 60 km/h é como
cair de um prédio de quatro andares. A 80km/h,
o impacto equivale a uma queda livre de 25 metros. Mesmo
a 20 km/h o impacto equivale a uma força superior
até 15 vezes o peso do ocupante do veículo.
Em uma colisão a 50km/ h, os corpos
são projetados com força 20 vezes superior
ao peso de cada pessoa. Desta forma, um bebê de
10 kg equivalerá a 200 kg, sendo impossível
segurá-lo, caso ele esteja no colo. Um adulto de
60kg que segura este mesmo bebê irá esmagá-lo,
pois com o impacto, seu peso relativo será quivalente
a 1,2 tonelada.
Agosto : Volta às
aulas
Pela primeira vez, o DETAN optou por fazer
um trabalho diferente e levou os arte-educadores para
dentro das salas de aula, pátios e quadras. Em
uma mini-palestra, educadores de trânsito da equipe
do DETRAN passam dicas de segurança aos alunos
que assistiriam, após a palestra, uma apresentação
dos palhacinhos da faixa. A ação tem como
objetivo atingir os futuros motoristas e pedestres. São
distribuídos brindes tais como réguas, revistinhas
em quadrinhos e material educativo (palavrinhas cruzadas
e jogo dos sete erros, todos alusivos a trânsito).
Dados curiosos - Paralelamente à
ação de conscientização das
crianças, o DETRAN/PE mantém em 106 escolas,
desde o ano passado, o Programa Educação
de Trânsito no Ensino Fundamental - PET/EF, responsável
pela capacitação de 1.714 professores que
ministram ensinamentos de educação de trânsito
a 46 mil alunos em Pernambuco. A ação de
volta às aulas foi tão bem recebida que,
projetada para funcionar durante uma semana, aconteceu
durante todo o mês de agosto, estendendo-se por
setembro e outubro a pedido das escolas. Apenas no primeiro
mês de ação, 47 mil crianças
foram atendidas em 47 estabelecimentos de ensino. Até
hoje, o DETRAN atende a pedidos de forma gratuita, bastando,
para isso, que as escolas entrem em contato com o órgão
e solicitem o serviço.
05 de setembro - amigos especiais - Arte-educadores
do DETRAN participam do Desfile Cívico dos 300
alunos da Escola Especial Ulisses Pernambucano, especializada
no atendimento a crianças com deficiência
mental. Com a ação, os arte-educadores dão
continuidade à conquista de novos amigos especiais,
uma vez que os palhacinhos da faixa já realizaram
ações educativas no Instituto dos Cegos
e no Centro Educacional Concórdia do Recife, instituição
especializada no atendimento a crianças com deficiência
auditiva.
07 de setembro - ação verão
- a partir deste final de semana, os palhacinhos começaram
a atuar nas avenidas litorâneas da RMR para orientar
turistas e banhistas sobre a forma de se portar nas vias.
A ação acontece aos sábados e domingos
e se estenderá até fevereiro de 2001.
09 de setembro - Homenagem da Igreja Messiânica
- Neste domingo (09.09), a Sede do Movimento Messiânico
- Mokiti Okada, homenageou o Governo do Estado, através
do DETRAN, pelo Projeto Vida no Trânsito, campanha
educativa que vem sendo desenvolvida há um ano
na Região Metropolitana do Recife (RMR).
17 de setembro - Comemoração
de um ano de Vida no Trânsito - Nesta data, o Governo
de Pernambuco vai celebrou, junto com a sociedade, um
ano do Projeto Vida no Trânsito. Para comemorar
a data, arte-educadores e diversas instituições
que apoiaram a campanha foram homenageados em uma solenidade
na avenida Agamenon Magalhães, em frente ao Tribunal
de Justiça de Pernambuco, às 9h30.
18 de setembro - Lançamento da
Semana Nacional de Trânsito 2001 (duração
: 18 a 25 de setembro. Tema álcool X Trânsito).
Em Pernambuco, foi lançada a campanha 100%
Sóbrio: Só dirija se estiver assim. Os artistas
foram às ruas com tulipas de chopp e nos bares
o DETAn atuou com o Amigo da Vez, campanha em parceria
com o Governo Federal que pretende incentivar a um voluntário
em cada grupo de amigos que se torne o Amigo da Vez, aquele
que irá se abster de bebidas alcoólicas
para levar todos em segurança para casa
Curiosidade: o Governador Jarbas Vasconcelos
foi pego de surpresa em um bar visitado pela caravana
do Amigo da Vez, que atua em dez bares a cada sexta e
sábado. A ação aconteceu no bar Marinhos
e o Governador, segundo consta das colunas sociais, tinha
ido de táxi ao bar.
18 de setembro - arte-educadores se preparam
para receber turistas na abertura do verão - Entre
os dias 18 e 21 de setembro, vinte arte-educadores do
DETRAN irão receber aulas de inglês fundamental.
Palestras - mesmo antes do projeto, várias
palestras foram ministradas tanto para os participantes
do projeto como para o público em geral. Estiveram
em Recife o professor Davi Duarte, da Universidade de
Brasília (Unb), Coronel Maynardi, do Comando de
Policiamento de Trânsito do Distrito Federal.
Mecânica Online
Iara Lima - Assessora de Comunicação do
DETRAN/ PE
ENGENHARIA - CONTINUAÇÃO
EVOLUÇÃO DO CARRO - PARTE II
Pane elétrica era outro fantasma
Pane
no sistema elétrico era outro fantasma que atormentava
a vida dos motoristas. O Simca, por exemplo, era avesso
ao uso da luz indicadora de direção (pisca-pisca).
Ao ser acionada, vez por outra saia uma fumaça
debaixo do volante, deixando claro que um fio estava em
curto-circuito.
A melhoria nos veículos brasileiros
foi atingida com o tempo. Em 1967, praticamente todos
os modelos produzidos no país já incorporavam
freio a disco nas rodas dianteiras. Os motores também
eram mais potentes.
Entre os caminhões, o FNM (Fábrica
Nacional de Motores) foi o primeiro veículo de
carga fabricado no Brasil. Além dele, eram nacionais
também os motores Ford V-8 4.500 (para caminhões)
e o Romi-Isetta, um pequeno carro urbano só para
duas pessoas. Em 1º de novembro de 1956, a Vemag
lançou uma perua. A Kombi e o Fusca chegaram ao
mercado três anos depois até então
eram somente montados aqui, com componentes importados.
Renault Dauphine, Simca Chambord e Jeep
Willys também começaram a ser produzidos
no Brasil em 1959. No caso do Jeep, que já rodava
no país equipado com um motor importado, incorporou
um propulsor de seis cilindros em linha nacional
o mesmo que mais tarde foi utilizado na perua Rural Willys
e nas primeiras versões do Ford Maverick.
No início dos anos 60, carros como
o Alfa Romeo JK, um dos mais caros da época, começaram
a se tornar mais populares, com preços acessíveis
para um maior número de consumidores. O JK, primeiro
automóvel brasileiro a oferecer caixa de câmbio
com cinco marchas, chegou inclusive a ter uma versão
esportiva, o TIMB (Turismo Internacional Modelo Brasil)
com alavanca de câmbio posicionada no assoalho (a
versão normal trazia a alavanca na coluna de direção).
Paralelamente, os motores também
passaram a incorporar melhorias técnicas, ganhando
mais potência e torque. As relações
de marchas foram reprojetadas e desenvolvidas de forma
a melhor se adaptar às necessidades das ruas e
estradas brasileiras. Sistemas de suspensão e pneus
evoluíram no mesmo nível, a ponto de ganhar
mercados internacionais e dar início ao processo
de exportação do automóvel brasileiro.
Percy Faro - Diário
do Grande ABC
ENGENHARIA
Evolução do carro passa
pela tropicalização
Motor fervendo, embreagem patinando e
freio ineficiente eram problemas comuns apresentados pelos
automóveis que circulavam no Brasil cinco décadas
atrás, quando a indústria automobilística
nacional brasileira engatinhava.
Atualmente, defeitos como esses, que fizeram
parte do dia-a-dia de muita gente naquele tempo, só
ocorrem por falta de manutenção preventiva
do veículo. Quem compra um carro, mesmo usado,
sabe que se o sistema de arrefecimento estiver em ordem,
dificilmente o motor irá ferver, o que antigamente
acontecia inclusive com automóveis novos.
O trecho da Serra do Mar entre a capital
paulista e a cidade de Santos era o maior dilema dos motoristas
nos anos 50. Originários de projetos norte-americanos
e europeus, portanto desenvolvidos para trafegar em regiões
com temperaturas baixas, os automóveis enfrentavam
uma série de dificuldades com o clima tropical
brasileiro.
Foi por isso que, a partir de 1991, quando
o governo promoveu a reabertura das importações,
a expressão carro tropicalizado popularizou-se.
O termo passou a identificar o carro importado preparado
tecnicamente para rodar no país, considerando inclusive
mais dois outros aspectos: o precário estado de
conservação da malha viária brasileira
e péssima qualidade da nossa gasolina.
Portanto, o carro tropicalizado surgiu
no Brasil há apenas uma década. Antes disso,
os problemas apresentados foram vencidos, gradativamente,
com a evolução natural do automóvel.
Exemplo disso está no sistema de
freio, motivo de grande preocupação dos
motoristas que se deslocavam de São Paulo para
o litoral: a tambor e sem assistência do servo-hidráulico,
bastava algumas frenagens mais fortes para ocorrer o fenômeno
fading, quando o pedal, ao ser acionado, torna-se elástico
e não pára o carro.
Para complicar a situação,
os veículos daquela época eram bem mais
pesados do que os atuais fator que, aliado aos
motores de pouco torque e uma caixa de câmbio com
relações de marchas inadequadas, impunha
um castigo aos motoristas na subida da serra.
Determinada situação exigia
o uso da primeira marcha seca (não
sincronizada e, por conseqüência, só
possível de ser engrenada com o veículo
parado). Muitas vezes, em rampas acentuadas, o motor não
tinha força para arrastar a carroceria mesmo em
primeira marcha, e com isso todo o esforço era
transferido para a embreagem, que por sua vez começava
a patinar pelo desgaste do conjunto platô/disco.
A Kombi foi o primeiro veículo
nacional, em 1959, a receber a caixa de câmbio sincronizada.
Equipada, na época, com motor de 1,2 mil cm³
e 36 cv de potência, transportava uma tonelada de
carga e exigia com maior freqüência a utilização
da primeira marcha. Dois anos mais tarde, o Fusca e o
DKW Vemag também passaram a ser produzidos com
câmbio sincronizado. Em 1963, outros dois modelos
surgiam no mercado brasileiro com o mesmo componente
o Aero Willys 2.600 e o Simca Chambord Três Andorinhas,
ambos com uma caixa de câmbio de quatro marchas.
Percy Faro - Diário
do Grande ABC
ENGENHARIA
Começam preparativos para
a FIMMEPE 2002
O
maior e mais importante evento da indústria no
Nordeste do Brasil, a FIMMEPE / MECÂNICA NORDESTE,
que neste ano se realizará no período de
21 a 25/10/2002, das 17hs às 22hs, no Centro de
Convenções de Pernambuco, atrai, anualmente,
os mais destacados produtores de bens de capital do setor
eletro-metal-mecânico de todo o País e um
número cada vez mais expressivo de visitantes desejosos
de comprarem máquinas, componentes e ferramentas,
bens que não são produzidos pela indústria
das regiões Norte e Nordeste.
Por este motivo, nos últimos 7
anos a FEIRA tem crescido a uma taxa anual de 25% em termos
da área ocupada por expositores, e as pesquisas
realizadas durante o evento têm revelado um índice
de aprovação superior a 85%, tanto da parte
das empresas quanto da parte dos visitantes.
Este ano, em sua 8a versão, a FEIRA
ocupará uma área de 11.000 metros quadrados
e contará com a participação dos
principais produtores de bens de capital do país
que exporão seus produtos numa região predominantemente
compradora.
A sua empresa não pode ficar de
fora deste grande acontecimento que já se consolidou
como a Maior Vitrine de Produtos do setor Eletro-Metal-Mecânico
do Nordeste.
Para participar da Fimmepe 2002 / Mecânica
Nordeste, entre em contato agora mesmo com o Simmepe,
através dos fones (0xx81) 3423-8744 / 34240568
e (0xx81) 3423-8441, Fax (0xx81) 3423-8231, ou através
do nosso e-mail simmepe@simmepe.org.br.
Para informações complementares
sobre a importância do evento como oportunidade
de realização de negócios, consulte
o nosso site: www.simmepe.org.br
Evento constante do Calendário
de Feiras do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior.
Mecânica Online &
SIMMEPE
ENGENHARIA - CONTINUAÇÃO
EVOLUÇÃO DO CARRO - PARTE III
Romi-Isetta, uma história
à parte
O
pioneiro da indústria automobilística brasileira
foi a Romi-Isetta, o pequeno carro urbano para duas pessoas
que, se vivo, completaria em setembro próximo
45 anos de idade. O veículo chegou ao Brasil, em
1956, com motor dois tempos de 9,5 cv e reduzidíssimas
dimensões: 2,32 m de comprimento, 1,35 m de largura
e 1,32 m de altura, o que lhe permitia que fosse estacionado
de frente ou de ré para o meio-fio.
Era feito pela Iso, empresa italiana que
cedera para a Romi, fabricante nacional de máquinas
industriais, o direito de produção no Brasil.
O modelo era um projeto com soluções avançadas
para a época. Suas linhas ovais, sem cantos vivos,
e o chassi tubular conferiam grande resistência
ao conjunto.
Seu sistema elétrico, de 12 volts,
chegaria ao Fusca apenas em 1967. A Romi-Isetta também
tinha pisca-pisca quando o Volks ainda usava bananinhas
como luz de direção. E o teto solar já
era equipamento de série. O eixo traseiro curto
deixava as rodas bastante próximas uma solução
para dispensar o diferencial. A transmissão era
feita por corrente banhada em óleo.
A Isetta nasceu na Itália em 1953
e, com a Europa empobrecida pela Segunda Guerra Mundial,
o minicarro agradou. Foi produzida também na França,
Inglaterra, Espanha, Bélgica e Alemanha (neste
país foi feita pela BMW, com motor quatro-tempos
de moto e mais potente, com 13 cv).
No Brasil, a fabricação
durou cinco anos de 1956 a 1958 com motor italiano,
de 1959 a 1961 com motor BMW. Em 1957, o presidente Juscelino
Kubitschek criou o Grupo Executivo da Indústria
Automobilística, mas a Romi-Isetta foi excluída
porque, para gozar de incentivos, o carro deveria ter
duas portas ou capacidade para quatro passageiros.
Por isso, o carro que deveria custar US$ 700 foi vendido
por US$ 1,4 mil.
A Romi vendeu aproximadamente 3 mil unidades,
das quais estima-se que 300 ainda estejam espalhadas pelo
Brasil, principalmente nas mãos de colecionadores.
Percy Faro - Diário
do Grande ABC
ENGENHARIA
Mil quilômetros com 1 litro de gasolina: esse carro
já existe
Estudantes da FEI construíram dois protótipos
de carros-conceito super econômicos, que podem rodar
até mil quilômetros com 1 litro de gasolina.
Durante testes realizados na pista do
Centro Tecnológico da Pirelli, melhor marca foi
de 760 km. Mas estudantes-projetistas garantem que modelo
pode fazer muito mais.
Economia de combustível é
uma das principais preocupações da indústria
automobilística mundial. Tradicional incentivadora
de pesquisas na área automotiva e sempre atenta
às mais modernas alternativas para soluções
dos problemas desse setor, a Pirelli do Brasil, em parceria
com a FEI, Faculdade de Engenharia Industrial de São
Bernardo do Campo, realizou recentemente na pista de testes
do seu Centro Tecnológico, em Sumaré, interior
de São Paulo, provas de avaliação
de dois protótipos de veículos, projetados
com o principal objetivo de percorrer a máxima
distância possível com apenas um litro de
combustível.
Projetados e construídos para percorrer
500 km e 1.000 km, respectivamente, com apenas um litro
de combustível, os protótipos FEI X-10 e
FEI X-11, foram os destaques do teste-drive.
Todo o processo de produção
dos veículos, do projeto à construção,
foi feito pelos alunos da FEI como trabalho de conclusão
de curso, e trazem à tona a possibilidade de comercialização
de veículos de passeio mais econômicos, combatendo
os altos preços do combustível praticados
não apenas no Brasil, como também no resto
do mundo.
De acordo com o engenheiro Ricardo Bock,
professor do curso de mecânica automobilística
da FEI, é importante que os estudantes de
engenharia mecânica estejam ligados nas exigências
do mercado. E é mais importante ainda que as universidades
e empresas do setor, como a Pirelli, incentivem cada vez
mais a produção de projetos econômicos
para o consumidor final.
Bock, que também é piloto
de corridas, conclama outras universidades a seguirem
o mesmo caminho possibilitando, assim, a realização
de uma competição nacional entre veículos-conceito
econômicos, como já ocorre, com estrondoso
sucesso, nos Estados Unidos, Japão e Inglaterra.
FEI X-10 e FEI X-11
O FEI X-10 é um veículo
com baixa resistência ao atrito produzido pelo movimento,
que faz mais de 500 quilômetros com um litro de
combustível. Construído com tecido de fibra
de vidro, tubos de aço e alumínio, o FEI
X-10 pesa apenas 36 quilos e mede escassos 3m20cm. Seu
coeficiente de penetração aerodinâmica
é de 0.12 (Cx), o sistema deS direção
é direta (tipo kart), e utiliza, normalmente, um
motor Honda estacionário, igual ao dos cortadores
de grama portáteis, com 30 cilindradas e 1,5 cv
de potência. As rodas e os pneus são de bicicleta
de corrida, e a transmissão é feita por
corrente.
Construído nas oficinas da FEI
pelos alunos do curso de Engenharia Automobilística
César Augusto Ferreira, Giovanni Palomba, Leandro
Nalesso, Marcel do Prado, Guilherme Coelho, Leandro Seixas,
Rafael Fernandez, Eduardo Frias, Luciano Orbite e Luiz
Carlos Levy, sob a supervisão do professor Ricardo
Bock, o protótipo alcançou, um ano atrás,
a marca de 525 km rodados, ulizando apenas um litro de
combustível. Utilizando no dia dos testes, por
motivo de experimentação, um motor mais
potente, de 125 cc, o FEI X-10 ficou um pouco abaixo dessa
marca, com 518 km rodados.
O FEI X-11, projetado pelos alunos Fernando
Vergueiro, Ricardo de Jesus, Henrique Burin, Anne Pahl,
Francisco Ganzararolli, Luis Machado e Cláudio
Gregório, é uma versão atualizada
do FEI X-10. O diferencial fica por conta do motor inteligente
que incorpora, um Honda de 5,5 cv de potência,o
mesmo utilizado nas provas de kart indoor, mas controlado
eletronicamente e com aceleração programada.
Até atingir os 45 km/hora o motor do X-11
funciona normalmente, como o de um veículo convencional.
Após essa velocidade, o sistema desliga o propulsor
automaticamente, visando o máximo de economia de
combustível sem prejudicar o desempenho do carro,
explica Bock.
Estreito, leve e com pouca potência
específica, o X-11 é capaz de alcançar
até 80 km/h. Durante testes oficiais, porém,
pilotado exclusivamente por uma ex-aluna da FEI, que pesa
apenas 38 kg, mantém velocidades máximas
e mínimas de 40 km/h e 15 km/h respectivamente.
Conduzido também pelos jornalistas que acompanharam
a apresentação, todos com mais de 40 kg
e sem conhecer os procedimentos básicos de condução
do veículo, o X-11 ficou longe de sua melhor marca,
cerca de mil km, mas percorreu respeitáveis 760
km com apenas um litro de combustível.
Projeto do Vraptor (VR) visa máxima
velocidade
O terceiro carro-conceito apresentado
pelos alunos da FEI na pista de testes da Pirelli foi
o Vraptor. Idealizado pelos alunos Alexandre Rizzardo,
André Sperl, Marcelo Federici e Jeronimo Nogueira,
o Vraptor é uma versão mais econômica
e moderna do Lotus Super Seven, automóvel fabricado
no final dos anos 50. A proposta do projeto é solucionar
lacunas do modelo original. Trata-se de um carro esporte
de dois lugares, conversível e com alto desempenho.
Feito em carroceria de alumínio
e fibra de vidro, foi projetado com motor Audi V6 5 válvulas,
acelerador eletrônico Fly By Wire, tração
traseira e câmbio manual de 5 marchas. Segundo os
alunos, o VR pode alcançar velocidade máxima
de 260 km/hora, e o desempenho de sua aceleração
pode bater uma Ferrari.
Reportagem: Juliana Doimo
e Ricardo Panessa
ENGENHARIA
Projeto Phantom: novidades para os motores quatro tempos
Carlos Alberto Petry
phantomp51@tca.com.br
Desde que no século XIX o engenheiro
francês Otto criou o primeiro motor de combustão
interna com o princípio de quatro tempos, a evolução
destes motores foi restrita a posicionamento de peças,
à emprego de materiais mais evoluídos e
finalmente, no final do século XX, à incorporação
da eletrônica a estes motores, o que implicou num
esquecimento da evolução mecânica
em si.
Agora, o Projeto PHANTOM traz uma novidade
extraordinária para os motores quatro tempos, eis
que elimina comando de válvulas, válvulas,
molas de válvulas, e todas as demais peças
necessárias ao funcionamento desses motores substituindo-as
por um único eixo rotativo que incorpora esferas
em número igual ao de cilindros do motor as quais
têm túneis para a admissão e a descarga.
Encontramos no site www.phantom.adv.br
esta novidade revolucionária;
Carlos Alberto
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