Mecânica Online
Edição 26 - Fevereiro de 2002
Conteúdo básico

MANUTENÇÃO IMPORTANTE
Amortecedores velhos colocam em risco sua segurança
Amortecedores velhos não dão aderência necessária aos pneus. Nestas condições, o veículo desgarra mais nas curvas e pode se desgovernar numa poça de água ou buraco.

O carro a 50 km/h, com apenas um amortecedor 50% gasto, já pode aumentar a distância de frenagem em dois metros a mais que o mesmo automóvel com os amortecedores em boas condições.

Ao fazer uma curva com os quatro amortecedores 50% gastos, começa-se a perder o controle a 57 km/h, bem antes que o carro com os amortecedores em boas condições. Com quatro amortecedores 50% gastos, o veículo fica sujeito a aquaplanar a 81 km/h, muito mais cedo que o automóvel com os amortecedores em boas condições.

Numa estrada com bom estado de conservação, os amortecedores se comprimem uma média de 2.625 vezes a cada quilômetro percorrido.

Isto corresponde a 105 milhões de ações estabilizadoras a cada 40 mil quilômetros, período em que os amortecedores devem ser checados.

A Monroe, fabricante de amortecedores, alerta sobre os problemas que o componente com sua vida útil superada pode causar:
perder estabilidade em curvas e pistas ruins;
balanço excessivo, após freadas e arrancadas;
vibração e ruídos na suspensão;
aumento do desgaste dos outros componentes da suspensão;
desgaste prematuro dos pneus.

Além do prejuízo no bolso do motorista, existe um risco muito pior: a grande possibilidade de causar acidentes fatais.

FIQUE ESPERTO
Seguro obrigatório para quê?
DPVAT pesa no bolso, mas traz alguns benefícios aos motoristas em caso de acidente no trânsito

DPVAT, você já ouviu falar disso? Com a chegada do ano novo, essa palavrinha vai voltar a fazer parte do imaginário de todo motorista brasileiro. Estamos falando do seguro obrigatório, que custa cerca de R$ 52,00 a menos no bolso. Muita gente reclama, achando que se trata de mais um complô do Governo para tirar dinheiro do trabalhador. No entanto, essas mesmas pessoas nem se dão conta dos benefícios concedidos por essa taxa anual.

A tradução não corresponde exatamente à sigla. O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, como o próprio nome já diz, é um seguro que pode - e deve - ser utilizado na hora, por exemplo, de pagar despesas médicas decorrentes de acidentes de trânsito. Isso sem falar nas indenizações em casos de invalidez permanente ou morte.

Trocando em miúdos, se você se machucou no trânsito, pode receber de volta o que gastou com atendimento médico e remédios até o limite de R$ 1.524,00. Se o caso for invalidez ou morte, esse valor pula para R$ 6.754,00. Mais: qualquer pessoa tem direito, seja pedestre ou passageiro, culpado do acidente ou não.

Para ter direito ao benefício, basta o boletim da ocorrência da delegacia e um relato do médico descrevendo o tratamento, diagnóstico e a lista de remédios prescritos. Isso, claro, no caso de acidentes. Se o caso é invalidez ou morte, vale o laudo de perícia médica usado no pedido de pensão ao INSS.

De posse desses documentos, basta dirigir-se a qualquer agência de seguros, que é obrigada a encaminhar o pedido e tirar qualquer dúvida sem cobrar nada por isso. Querendo maiores informações, deve-se ligar gratuitamente para a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg), no telefone 0800-221204.

SAIBA MAIS

O que o DPVAT não cobre:

- Danos materiais (roubo, colisão ou incêndio de veículos)

- Acidentes ocorridos fora do território nacional

- Multas e fianças impostas ao condutor ou proprietário do veículo e quaisquer despesas decorrentes de ações ou processos criminais

- Danos pessoais resultantes de radiações ionizantes ou contaminações por radioatividade de qualquer tipo de combustível nuclear, ou de qualquer resíduo de combustão de matéria nuclear

Quem é beneficiário?

- O beneficiário do Seguro Obrigatório não é apenas a pessoa que o contratou ou quem pagou o prêmio do seguro. São beneficiárias todas as pessoas que forem vítimas de acidentes de trânsito causado por Veículos Automotores de Vias Terrestres, transportadas ou não, bastando que o Seguro Obrigatório de DPVAT do veículo que deu causa ao evento tenha sido contratado na data correspondente ou, na pior hipótese, em data anterior ao da ocorrência do sinistro.

Quem são os beneficiários em caso de morte?

- A indenização será paga ao cônjuge. Na faltadeste, aos herdeiros legais.

- A(o) companheira(o) será equiparada(o) à(ao) esposa(marido) nos casos admitidos pela Lei Previdenciária.

- Na falta de conjuge ou companheira(o) os beneficiários serão os descendentes diretos (filhos, netos, etc); ou os ascendentes (pais, avós, etc); ou os colaterais (irmãos, tios e sobrinhos); ou conforme determina a Lei das Sucessões.

- Ainda em caso de morte em acidente em que o veículo causador não tenha sido identificado, a indenização não será prejudicada.

Receber mais de uma indenização pelo mesmo acidente é possível?

As indenizações do DPVAT podem ou não ser cumulativas, conforme descrito a seguir:

- Morte e Invalidez Permanente não são coberturas cumulativas. Uma vez paga, a indenização por invalidez será descontada da indenização por morte que venha a ser paga em decorrência de um mesmo acidente.

- Uma vez efetuado, o Reembolso de Despesas Médicas e Hospitalares (DAMS) não será descontado da indenização por Morte ou Invalidez Permanente que venha a ser paga em decorrência de um mesmo acidente.

Quando envolver transporte coletivo a vítima tem direito a receber indenização?

- Quando o acidente envolver ônibus, microônibus e demais veículos de transportes coletivos, a vítima ou beneficiários tem direito a indenização mas esta só poderá ser paga através da seguradora em que o seguro do veículo foi contratado.

Existe cobertura se o motorista infringiu as leis de trânsito?

- Sim. A cobertura do DPVAT não está vinculada às regras de trânsito. Basta que haja acidente com um veículo automotor, para que haja cobertura às vítimas.

Acidentes com veículos estrangeiros estão cobertos?

- Não. Os veículos estrangeiros circulando no Brasil não estão sujeitos ao Código Nacional de Trânsito. Portanto, seus acidentes não estão cobertos.

Acidentes com veículos brasileiros estão cobertos no exterior?

- Não, pois a cobertura do DPVAT é válida somente em território nacional.

SEU CARRO
Gasolina alcoolizada
Durante o ano passado, foi comum o governo autorizar o aumento da adição de álcool anidro ao combustível e especialistas garantem que problemas serão mínimos

Motores equipados com injeção eletrônica não terãodesempenho comprometido, garantem os especialistas

Volta e meia, a gasolina ganha espaço de destaque nos principais veículos da imprensa nacional. O governo federal autoriza um aumento do percentual de mistura de álcool anidro no combustível, que salta de 22% para 24%. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Ministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), órgão formado por 12 ministérios e responsável por todo assunto relacionado aos dois produtos.

De acordo com o coordenador geral do Ministério da Agricultura, Cid Caldas, a medida não agride o decreto federal que estipula o grau máximo de mistura exatamente em 24%. Caldas explica que o acréscimo de 2% da substância à gasolina visa recuperar a cotação de açúcar no mercado externo, diminuindo sua produção. Além de possibilitar que o escoamento da safra de cana deste ano, que cresceu 20% em relação ao mesmo período de 2001, seja utilizado para a fabricação de álcool. Em suma, a velha lei da oferta e procura associada ao forte lobby dos usineiros.

Porém, a notícia causou alvoroço no universo automotivo. Isso porque existe temor por parte de montadoras, revendedores, associações ligadas ao setor e consumidores, devido a especulações sobre a possibilidade de que o aumento de álcool anidro no combustível prejudique o desempenho dos veículos . "Para os proprietários e fabricantes de automóveis, a medida não altera nada e ainda melhora os atuais níveis de emissão de poluentes", garante Caldas.

Sua afirmação encontra eco entre técnicos da área. "É verdade que o álcool polui menos o meio ambiente do que a gasolina", confirma o engenheiro mecânico especializado em tecnologia automotiva, Gilson Dantas. Ele explica também que boa parte dos carros atuais equipados com injeção eletrônica, dotados de módulos de leitura inteligentes, é produzida para se adaptar a essas modificações. Quase todas as peças recebem, inclusive, tratamento anticorrosão, principalmente nos sistemas de alimentação, conjunto de componentes que possuem maior contato com a mistura.

Para o assessor técnico da Fiat, Carlos Henrique Ferreira, as alterações no rendimento dos carros da marca não foram substanciais. "Fizemos testes em todos os nossos modelos e chegamos à conclusão de que até o limite estipulado de 24% não tem problema algum no motor", atesta Ferreira. Já o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo), Franklin de Mello Neto, é mais cauteloso: "Existe um grau de tolerância que os veículos de duas rodas podem suportar. O que preocupa são as mudanças constantes, pois as motos saem de fábrica com carburação regulada".

Dantas alerta que, embora os consumidores não devam se preocupar tanto com o motor, é preciso estar atento para algumas pequenas transformações. O especialista chama a atenção para um leve aumento do consumo, pois o álcool tem menor poder calorífico do que a gasolina. "Agora, será necessário um pouco mais de combustível para gerar a mesma energia. Por conta disso, o carro perderá também um pouco da potência". "Se existem problemas de fato, esses se referem aos carros mais antigos, que ainda são carburados e terão de se adaptar aos novos percentuais", conclui.

"Batizada" é mais prejudicial

O aumento de dois pontos percentuais da mistura de álcool anidro à gasolina não deve surtir efeito negativo em larga escala ao bolso do consumidor e ao desempenho do motor do veículo. Contudo, o que ainda prejudica os proprietários é a adulteração criminosa do combustível, mais conhecida como "batismo", que pode causar sérios danos ao desempenho dos automóveis.

A gasolina é "batizada" geralmente com solventes industriais. Os sinais de combustível fraudado com esse tipo de produto não são tão difíceis de se perceber. O primeiro indício é a dificuldade em dar partida no carro pela manhã quando o motor começa a falhar, o popular "engulho". À medida que o propulsor esquenta, esses sintomas vão desaparecendo gradativamente, causando a sensação de que o defeito é temporário.

Porém, basta uma olhada do mecânico para se detectar o causador desse problema, observado através do forte cheiro dos solventes aliado ao fraco desempenho dos carros abastecidos com a mistura. Sem contar o prejuízo ao sistema de alimentação, principal equipamento a sentir as conseqüências do uso de gasolina adulterada. Outro produto muito comum presente neste tipo de fraude é o álcool utilizado em proporções bem maiores do que a estabelecida pela legislação.

Nesse caso, pode ocorrer corrosão em diversas partes do automóvel, perda de potência e torque e aumento exagerado de consumo. Para constatar o "batismo", é preciso apenas retirar uma pequena quantidade de combustível do tanque, coloca-lo em um recipiente com água e esperar para ver a reação. Caso a combinação adquira coloração esbranquiçada, o melhor a fazer é esvaziar o reservatório, fugir do local onde o carro foi abastecido e procurar um posto confiável.

Jairo Costa Júnior - Correio da Bahia

FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIAS EM REABILITAÇÃO
A hora e a vez dos portadores de deficiências

No Brasil existem cerca de 20 milhões de pessoas portadoras de deficiências (PPDs), sejam física, mental, visual, auditiva ou múltiplas. Conforme a ONU, diariamente 500 pessoas se tornam PPDs no Brasil e a principal causa é a violência urbana, sendo que 46% destas pessoas são da classes A e B.

Discriminados até pouco tempo pela sociedade, as PPDs tem uma rotina diária de superar obstáculos e mostrar ao mundo que são pessoas que merecem respeito e um lugar ao sol.

Conforme Rodrigo Antônio Rosso, editor da maior revista especializada do País para portadores de deficiências, a Reabilitação, muita coisa já mudou, mas ainda existe um oceano a ser atravessado.

Consciência elevada de alguns, hoje não é difícil encontrar empresas que não tenham em seu quadro de funcionários pelo menos um portador de deficiência. Lojas, restaurantes, shopping-centers e supermercados estão cada vez mais preocupados em adaptar suas áreas para que eles possam usufruir a mesma igualdade de ir e vir de outras pessoas.

O mercado de aparelhos, acessórios e produtos em geral para este setor cresce e se especializa a cada momento. Prova disto é que as PPDs ganharam este ano uma feira só para atender suas necessidades. Trata-se da ReaTech 2002, a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação e Inclusão, organizada pelo Grupo Cipa Congressos & Feiras Comerciais, e promoção da Revista Reabilitação, que acontece nos dias 21 a 24 de Março, no Centro Imigrantes de Exposições, em São Paulo.

Serão cerca de 70 expositores apresentando diversas novidades e lançamentos em produtos, serviços, tratamentos e medicamentos do Brasil e exterior, que visam melhorar a qualidade de vida das PPDs.

Entidades e associações como a APAE, AACD, AVAPE, Força Sindical e muitos outros, apóiam o evento que deve receber cerca de 10 mil visitantes.

Entre as empresas participantes estão a Allergam (fabricante mundial do Botox), Ortofor, Freedon, Baxmann, Ortobras, Otto Bock, Tok Leve, Cober, Cajumoro, Morumbi Equipamentos, Condutrom e muitos outros.

Diversas atrações estão agendadas para acontecer durante os quatro dias do evento. Shows com mágicos, cantores de música sertaneja e MPB, coral de surdos-mudos, dança com cadeiras de rodas, etc., serão realizados diariamente por artistas portadores de deficiências.

Também será montada uma pista para test-drive de carros adaptados de empresas como Honda, GM, Volkswagen, Fiat e Mercedes-Benz e pista para demonstração da Equoterapia, terapia que utiliza o cavalo como agente terapêutico.

Damaris M. Lago

ANIVERSARIANTE
GM: com o Brasil há 77 anos

A General Motors do Brasil está comemorando os 77 anos de atividades no país completados no último dia 26 de janeiro. Em 2001 a empresa aumentou sua participação no mercado interno, passando de 21,9% para 22,6 %, nas vendas no varejo. As exportações também foram ampliadas, com a conquista de novos e disputados mercados, como Estados Unidos, Índia, Egito e a China. "Os resultados alcançados em 2001, ano de alta competitividade nos mercados interno e externo e de grandes dificuldades econômicas mundiais, comprovam a qualidade dos produtos e serviços Chevrolet", destaca o presidente da GMB, Walter Wieland.

Graças à estratégia de exportação historicamente agressiva, as vendas externas de CKD (Completely Knocked Down ou veículos completamente desmontados) da GMB saltaram de 20 mil unidades, em 1994, para 140 mil em 2001. "Não só lideramos esse tipo de exportação no país, como somos os principais exportadores de CKD de toda a corporação", destaca o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto.

Só no Estado de São Paulo a GMB está investindo US$ 1,5 bilhão no triênio 2000-2002, aplicados no desenvolvimento e lançamento de novos produtos, ampliação e sofisticação de sua linha, a mais completa do mercado brasileiro. Dentro desse plano de investimentos, já chegaram ao mercado os bem-sucedidos Celta, o primeiro carro do mundo a ser comercializado em grande volume pela internet, e o monovolume Zafira, pioneira com seus sete lugares e o sistema Flex-7, que permite 28 posições diferentes de bancos, com variações no volume de bagagem de 150 até 1.700 litros, sem remoção de assentos. Em 2002, quatro novos veículos Chevrolet serão lançados no mercado brasileiro.

Saindo na frente, sempre

A história da GMB começou em 1925, quando montava veículos importados dos Estados Unidos em galpões alugados no bairro do Ipiranga (SP). A produção começou com 25 veículos/dia, e um ano depois já alcançava 150 veículos/dia. Apenas cinco anos depois desse difícil começo, a GMB inaugurava oficialmente sua primeira fábrica, em São Caetano do Sul. Em 1958 iniciaram-se as operações da segunda fábrica brasileira, em São José dos Campos (SP), inaugurada oficialmente só um ano depois pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira.

No início da nacionalização da indústria automobilística deflagrada por Juscelino, a GMB foi uma das primeiras empresas a apresentar ao governo um projeto para a montagem de veículos. Em 12 de dezembro de 1956 o Grupo Executivo da Indústria Automobilística — GEIA, aprovava o plano de nacionalização para a fabricação de caminhões Chevrolet. Em 1957, saía o primeiro caminhão leve Chevrolet e no ano seguinte, em 1958, a fábrica de São José dos Campos produzia o primeiro motor fundido e forjado no Vale do Paraíba.

Decidida a ampliar sua linha de produtos, a GMB lançou no Salão do Automóvel de 1968 o seu primeiro automóvel da marca Chevrolet fabricado no país, o Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, em 1992, com mais de 1 milhão de unidades vendidas.

Em 1970, a GMB inaugurava uma nova linha de montagem em São José dos Campos, para a produção de seu primeiro veículo compacto, o Chevette, que foi lançado em 1973 e acumulou vendas superiores a 1,2 milhão de unidades até ser substituído pelo Corsa, em 1994, primeiro veículo popular com injeção eletrônica de combustível..

Em 1982 um campeão de vendas chegava simultaneamente ao Brasil, Alemanha e Estados Unidos: o Monza, primeiro Chevrolet concebido no conceito de carro mundial, que trouxe significativos avanços tecnológicos e liderou as vendas no seu segmento por três anos consecutivos. Em 1989 chegava o Kadett e a sua versão station-wagon, Ipanema, carros que marcaram uma nova fase tecnológica da GMB.

Aproveitando a abertura do mercado brasileiro no início dos anos 90, a empresa investiu US$ 1 bilhão no quinquênio 91-95 para a renovação de seus modelos. A nova fase teve início com o Omega, na categoria grande porte. Depois foi lançado o Vectra, no segmento dos médios de luxo. Na seqüência chegou o Novo Vectra, reestilizado em 1996. Mais tarde os novos Chevrolet Tigra e Omega imiportados e o novo Astra, fabricado no Brasil, além da família de pickups S10 e Silverado, e do sport-utility Blazer (todos com produção local). No segmento de veículos comerciais, começaram a ser fabricados no país, em 1997, no Complexo Industrial Automotivo de São José dos Campos, os caminhões da marca GMC, operação encerrada no início de 2002.

A GM na Corporação e no Brasil

A GMB é a maior subsidiária da Corporação GM na América do Sul, e ainda está crescendo. Produz em média 400 mil veículos por ano, dos quais 20% exportados para várias partes do mundo, principalmente para os mercados latino-americanos, países do Oriente Médio, África do Sul e Rússia. Também exporta motores para os Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, além de peças, componentes e serviços para vários países. Emprega 19.500 funcionários diretos, sem contar a Rede Chevrolet, que possui 500 concessionárias em todo o território brasileiro.

O parque industrial da General Motors do Brasil distribui-se por São Paulo e Rio Grande do Sul, com três Complexos Industriais Automotivos responsáveis pela produção de veículos. Em São Caetano do Sul, região do ABC, produz as linhas Astra, Vectra e Corsa); em São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba, as linhas Corsa, pick-ups S10 e sport-utility Blazer, além de motores, transmissões e peças fundidas; e, em Gravataí, Rio Grande do Sul, a linha do Celta, uma das fábricas mais produtivas do mundo, capaz de fabricar um carro a cada dois minutos e tem como grande novidade a participação de 17 fornecedores, os sistemistas, que formam um condomínio industrial.

A GM possui também uma fábrica no Estado de São Paulo, inaugurada em 1999, em Mogi das Cruzes (SP), a primeira da indústria automobilística brasileira dedicada exclusivamente à produção de peças estampadas em aço para veículos descontinuados, e também de peças que já tenham saído das linhas regulares de montagem por causa da atualização de modelos ainda em produção.

Mundialmente, poucos fabricantes de veículos, como a General Motors nos Estados Unidos, a Toyota e a Honda no Japão, possuem estamparias exclusivas para peças de veículos fora de linha. Em Mogi opera também um Centro de Distribuição de Peças, de onde os itens já saem embalados.

A GM possui outras atividades, como a de Indaiatuba (SP), onde funciona o Campo de Provas da Cruz Alta, o mais moderno centro de engenharia automotiva da América Latina e o terceiro da Corporação. Lá são desenvolvidos e validados os veículos Chevrolet, em testes como os mais avançados do mundo. São 40 km de pistas circundadas por 11,272 milhões de m_ de área verde, que reproduzem com exatidão as estradas brasileiras.

Em seus laboratórios equipados com instrumentos de última geração, sem igual na América Latina, o Campo de Provas da Cruz Alta realiza cerca de 7 mil testes por ano, de Segurança Veicular, Ruídos e Vibrações e Emissões, muitos deles acima dos padrões exigidos pela legislação brasileira.

Em Sorocaba (SP) está o Centro de Armazenamento e Distribuição de Peças e Componentes da GMB, o maior e mais moderno centro distribuidor de peças da América Latina, que recebe, embala, e despacha itens produzidos por fornecedores, que vão equipar os veículos Chevrolet. Uma operação estratégica para garantir confiabilidade e agilidade no abastecimento. Para oferecer ao consumidor brasileiro alternativas de aquisição dos seus produtos, a GMB conta com o Banco General Motors, que cuida das operações financeiras de crédito.

Na vanguarda tecnológica e ambiental

No prazo de apenas 14 meses a GMB conquistou a certificação ISO 14001 (que determina padrões de rotinas para eliminar ou diminuir impactos ambientais e avalia possíveis conseqüências geradas pelas atividades) para todas as suas unidades (São Caetano do Sul, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Sorocaba, Indaiatuba, em São Paulo, e Gravataí, no Rio Grande do Sul). Também obtiveram a certificação a Powertrain (joint-venture da GM com a Fiat na área de motores e transmissões), a unidade Allison (transmissões para veículos comerciais) e o Banco General Motors, em São Paulo.

Um reconhecimento por seus esforços permanentes na área ambiental. A GMB é a primeira indústria automobilística do país a ter uma estação de tratamento de efluentes implantada em 1951, na unidade de São Caetano do Sul.

Desde o lançamento do Chevrolet Opala em 1968, o primeiro automóvel de passageiros produzido no Brasil pela GMB, a empresa tem ocupado posição de vanguarda na tecnologia de seus processos de manufatura e de seus produtos, sempre na busca da qualidade e da harmonia com o meio ambiente.

Na década de 60 a GMB já introduzia no processo produtivo de seus motores o controle de emissões de gases do cárter, obrigatório somente 28 anos depois.

A GM é também a pioneira na substituição do carburador pela injeção eletrônica. Em 1990 iniciava esse processo lançando o Monza EF 500, o primeiro Chevrolet com injeção eletrônica de combustível. Quatro anos mais tarde, em 1994, toda a linha já utilizava a injeção eletrônica, inclusive os veículos a álcool.

Atenta para os possíveis impactos ambientais de todas as suas atividades, a GMB tem se voltado também para a reciclagem e para a aplicação de métodos e materiais mais compatíveis à preservação do meio ambiente. Por isso eliminou o uso do CFC, tanto na linha de produção como nos sistemas de ar-condicionado dos veículos Chevrolet, substituindo-o pelo HFC, menos agressivo à camada de ozônio.

Para desenvolver novos projetos tendo em vista o uso de materiais recicláveis, os engenheiros da GMB, juntamente com os colegas do ITDC — International Technical Development Center (centro técnico internacional de desenvolvimento da GM, com sede na Alemanha) e da NAO — North American Operations, escolhem as matérias-primas segundo os mais rigorosos critérios de qualidade e de respeito à natureza. Eles buscam também soluções técnicas dentro dos processos organizacionais que tornem a reciclagem economicamente viável.

Nos veículos Chevrolet existem componentes fabricados com material reciclado do mais elevado padrão de qualidade, como peças plásticas de acabamento e peças de motor em alumínio. Os fornecedores são incentivados a substituir em sua manufatura os produtos químicos agressivos ao meio ambiente pelos biodegradáveis.

Preservação

A preservação de áreas verdes e matas em seus complexos industriais e comerciais, e das espécies animais que nelas vivem, também faz parte do conjunto de ações ambientais da GMB. No Campo de Provas da Cruz Alta, por exemplo, boa parte da mata nativa encontrada na época da Fazenda Cruz Alta, há 25 anos, foi preservada. Hoje o campo de provas da GMB abriga uma reserva florestal de 4,6 milhões de m_, formada por variadas espécies, vegetais e animais. Em outros 2,27 milhões de m_ de área de reflorestamento do CPCA foram plantadas 350 mil mudas de árvores nativas da região. Há ainda 60 hectares plantados com mais de dez mil nogueiras macadâmia e outros 70 hectares ocupados pela cultura do milho. Uma terceira atividade comercial agrícola contribui para a preservação: o reflorestamento com pinheiros, eucaliptos e casuarinas.

No complexo industrial de São José dos Campos, uma área de 100 mil m2 de mata nativa abriga capivaras, corujas, cachorros do mato, quatis e répteis. Dentro daquele complexo há 10 mil árvores frutíferas, plantadas por funcionários, mais de 1 milhão de m_ de gramado ao redor das fábricas, além de milhares de peixes de várias espécies.

Em Gravataí, figueiras centenárias são preservadas e formam o Parque das Figueiras, uma reserva ecológica de 50 hectares. Lá, cerca de 23.700 mudas de árvores nativas e 650 bromélias foram plantadas com a ajuda de uma empresa especializada em gerenciamento ambiental. Na unidade industrial e comercial de Mogi das Cruzes há uma reserva ecológica com mais de 40 mil metros quadrados e espécies nativas da Mata Atlântica.

Susete Davi

VISÃO DE MERCADO
Tentando entender o mercado
Parte 2

               No nosso artigo anterior intitulado "Tentando Entender o Mercado", levantamos a questão das dificuldades do reparador independente em manter-se no mercado. Tentamos passar algumas informações importantes para que o nosso amigo reparador fique de olhos bem abertos e observe os movimentos dos concessionários.

Naquele artigo, falamos da maior participação dos funcionários da rede concessionária nos exames da ASE, falamos também nas eventuais baixas dos preços de serviços de reposição de peças realizados pelas concessionárias. Entretanto, há alguns fatores que favorecem o setor independente: o primeiro deles é a baixíssima escolaridade dos profissionais das concessionárias.

Se por um lado os concessionários investem pesadamente em treinamento, por outro eles encontram sérios obstáculos na questão da assimilação de conhecimentos por parte de seus funcionários. Na verdade, essas empresas vêm gastando dinheiro para oferecer formação básica aos seus profissionais, pois mais da metade não possuem se quer o 2º grau completo.

E mais, além de não terem concluído o curso secundário, esses profissionais têm idades acima de 30 anos, o que para as concessionárias é um problema, pois um funcionário mais maduro é sempre mais resistente ao novo e as mudanças de procedimentos de trabalho.

Pesquisas mostram que as concessionárias também enfrentam problemas com a alta circulação de mão de obra, pois que poucos funcionários realmente criam raízes em suas empresas.

Veja-se, portanto, que se o mercado reparador apresenta-se difícil e muitas vezes desestimulante para o setor independente, esse mesmo mercado não é menos difícil aos olhos dos concessionários.

Ademais, o setor independente guarda larga margem de distância dos seus concorrentes concessionários, pois já está habituado a lidar com um mercado extremamente competitivo, não tem a menor dificuldade em mudar de conduta rapidamente para abocar filões de mercado. O setor independente é formado de pequenas células que são as oficinas mecânicas.

Estas células são dotadas de iniciativa própria com a vantagem adicional de poderem corrigir suas atitudes de forma rápida quando o mercado assim lhes exigir. Elas não são estruturas complexas e enormes como o são seus adversários concessionários (se assim podem ser chamados...), que por sua vez devem obediência a estruturas gigantescas que são os fabricantes e sistemistas, os detentores das bandeiras.

O mercado de reposição já começa a buscar no mercado independente os expoentes para firmarem parceria - as bandeiras de reposição: BOSCH, VISTEON, MARELLI, DELPHI, VARGA, LUK e outras - em busca de melhores soluções para o usuário e fortalecimento da marca no aftermarket. Mais uma porta se abre para a reparação independente.

Enfatizamos, entretanto, que o reparador independente não deva se esquecer que, para continuar na frente, jamais abandone o tripé escolaridade, conhecimento tecnológico e visão gerencial, sobre o qual falamos no nosso último artigo.

Também não se deve prescindir das certificações ASE, posto que o sucesso nos exames do mais respeitado órgão mundial de certificação e de distinção da mão de obra no setor de reparação automotiva, certamente trará maior entusiasmo ao reparador no exercício de suas funções; proporcionando com isso automotivação na busca de conhecimento formal, melhor espírito competitivo e, por último, uma visão gerencial mais aprimorada.

Seus clientes agradecem! O mercado também!
Reparos de qualidade = cliente satisfeito =>menor índice de quebra\melhor qualidade de vida e de trânsito.

Paulo Roberto Poydo e Marco Calixto - Synergy Consultoria e Treinamento Automotivo

TRANSITANDO LEGAL
Pedestre, bicicleta e veículo sem placa

1. BICICLETA I
A bicicleta é um veículo como qualquer outro. Infelizmente, a maioria dos ciclistas não conhecem ou não respeitam as regras de trânsito. Assim, a chance de acidentes envolvendo ciclistas é muito grande. Se você perceber que ele está desatento, buzine levemente antes de ultrapassá-lo. Mas cuidado: não buzine forte para não assustá-lo e acabar provocando acidentes.

2. BICICLETA II
Fique atento com os ciclistas, principalmente à noite. A bicicleta é um veículo silencioso e muitas vezes, o motorista não percebe sua aproximação. Cuidado ao abrir a porta. Cuidado também quando for dobrar uma esquina : um ciclista pode introduzir-se entre o seu veículo e o meio-fio sem ser notado.

3. ESTACIONAMENTO DE MOTOCICLETA I
As Motocicletas devem ser estacionadas de
maneira perpendicular à guia da calçada. Exceto que haja sinalização específica determinando outra coisa.

4. ESTACIONAMENTO DE MOTOCICLETA II
Aquele que insistir em estacionar motocicleta fora das condições estabelecidas pelo CTB (perpendicular à guia da calçada) , comete uma infração média, com penalidade de multa de 80 UFIR, tendo seu veículo removido para o pátio da autoridade de trânsito competente. Você, ainda, ganha quatro pontos no prontuário.

5. PEDESTRE I
Todos são Pedestre. Ao sair de casa, lembre-se que de uma forma ou de outra você faz parte do trânsito. Nas estradas, andar sempre em sentido contrário ao dos veículos e em fila única, utilizando, obrigatoriamente, o acostamento (onde existir);

6. PEDESTRE II
Os pedestres nas vias urbanas, onde não houver calçadas ou faixas privativas a eles destinadas, devem andar sempre à esquerda da via em fila única e em sentido contrário ao dos veículos.

7. PEDESTRE III
Os pedestres só devem cruzar a via pública na faixa própria, obedecendo à sinalização. Quando não houver faixa própria (faixa de pedestre), devem atravessar a via pública perpendicularmente às calçadas e área de seu prolongamento.

8. BRAÇO FORA DO VEÍCULO
Os Motoristas não pode dirigir com o braço pendente para fora do veículo, além de arriscar a sua saúde, pode ser autuado com uma multa de 80 UFIR e , ainda, ganha quatro pontos no prontuário.

9. VEÍCULO SEM PLACA I
O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteiras e traseiras, sendo esta lacrada em sua estrutura. As motocicletas só possuem a placa traseira. Ao comprar um veículo novo (0 KM), é bom saber que esta obrigatoriedade é, também, para eles, podendo haver o deslocamento da concessionária para o órgão de trânsito.

10. VEÍCULO SEM PLACA II
Os condutores que insistirem em trafegar com seu veículo faltando qualquer umas de suas placas, comete uma infração gravíssima, com penalidade de multa (180 UFIR) e apreensão do veículo, tendo como medida administrativa o recolhimento do documento do veículo e a remoção do veículo ao pátio do DETRAN.

11. FUGA DO LOCAL DE ACIDENTE
O condutor que afastar-se do local de acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída, poderá cometer o crime previsto no art. 305 do CTB, com pena de detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano ou multa.

12. DIREÇÃO ATENTA
Nunca dirija cansado, com stress ou sono, nem sob o efeito de bebidas alcóolicas ou drogas. Isso diminui em muito seus reflexos e torna você um verdadeiro perigo no volante. Seja responsável e se cuide.

Autor: Wilson de Barros Santos.
Advogado, Bacharel em Ciências Econômicas, Ten Cel PM RO da Reserva, Especializado em Trânsito pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (1990) e Polícia Militar do Distrito Federal (1997).
Email:wilson@transitobrasil.com - Responsável pelo site Trânsito Brasil - http://www.transitobrasil.com.br

SALÃO DE DETROIT
Bentley Arnage T
Chega às lojas o sedã mais veloz do mundo

O Bentley Arnage T estréia em Detroit como o sedã produzido em série mais veloz do mundo. O carro é o resultado de três anos de trabalho e representa o primeiro modelo da marca inglesa depois da aquisição pelo Grupo Volkswagen. Com estilo inconfundível, o novo modelo faz parte da linha 2002 e vai conviver com os sucessores dos modelos Arnage Red Label e Arnage limusine.

O visual elegante inclui detalhes exclusivos, como os pára-choques dianteiros com novas entradas de ar para refrigerar os freios ou as rodas de aro 19 com pneus 255/45ZR. Internamente, as novidades resumem-se aos bancos de couro com o emblema da marca inglesa, além de uma série de itens que reforçam a imagem esportiva do sedã. O botão que aciona o motor é um deles, assim como a tela escamoteável no centro do painel, para visualizar as coordenadas do sistema de navegação por satélite.

Mas os principais atrativos do Arnage T estão centrados na nova estrutura e no conjunto mecânico. O monobloco teve a rigidez torcional aumentada em 57% em relação aos modelos Continental T e Red Label. A suspensão (com amortecedores controlados eletronicamente) ganhou novas barras estabilizadoras e molas mais rígidas. O resultado na prática, segundo o fabricante, é um rodar livre de vibrações e que transmite segurança mesmo de curvas feitas em alta velocidade, sensação reforçada pelo sistema de controle de estabilidade (ESP).

O título de ser o sedã mais rápido do mundo é explicado principalmente pelo motor V8 6.75 sobrealimentado por duas turbinas Garret T3. São 450 cavalos de potência e incríveis 89,3 kgfm de torque, valor suficiente para garantir outro recorde: o de ter o maior torque entre os modelos fabricados em série atualmente. Graças ao reformulado propulsor, o Arnage T acelera de 0 a 100 km/h 5,8 segundos e atinge 270 km/h. O câmbio automático de quatro marchas não é um um dos mais modernos, mas é capaz de suportar toda essa força.

SALÃO DE DETROIT
Hummer H2
Mais luxo para o jipe acostumado a guerras

O Hummer H2, versão de luxo do jipão do exército norte-americano, chega finalmente à sua versão definitiva de mercado. Disposto a enfrentar qualquer tipo os obstáculo, o H2 tem tração integral, sistema de suspensão traseira a ar e distribuição da tração entre os eixos controlada pelo motorista, que pode fazer girar apenas uma roda, se as outras estiverem patinando.

A bordo do H2, há espaço de sobra para cinco ocupantes e suas respectivas bagagens, além de um painel de instrumentos com todas as informações necessárias sobre o carro. Na lista de itens ligados ao conforto estão ar-condicionado, sistema de som com nove alto-falantes e bancos revestidos de couro.

Ao pisar fundo no acelerador, os 325 cavalos do motor V8 6.0 são despertados rapidamente. E isso não é tudo. O ponto forte dessa verdadeira usina de força é o torque máximo de 53,5 kgfm. Para suportar toda essa disposição, o câmbio é automático de quatro marchas.

SALÃO DE DETROIT
Honda Model X
Um carro para quem gosta de esportes radicais

O Honda Model X chama atenção pelo visual inusitado. O carro, mostrado em outros salões como protótipo, chega à versão definitiva e será fabricado em série dentro de um ano. Seu público-alvo é formado por jovens esportistas, que praticam esportes radicais como surfe, ciclismo de montanha e esqui na neve.

No interior, o assoalho é plano, o que favorece o espaço interno. As operações de carga e descarga são facilitadas pelo deslizamento da parte onde fica apoiada a bagagem. Os assentos são feitos de um material facilmente lavável e podem ser transformados em um par de camas.

Para diversão dos que estão a bordo do Model X, a Honda inclui telas de cristal líquido conectada a aparelhos de DVD, além de um sistema de som que reproduz músicas gravadas em MP3. O motor é de quatro cilindros com comando de válvulas variável, acoplado a um câmbio manual de cinco marchas, com alavanca no console central.

SALÃO DE DETROIT
Chevrolet SSR
Picape conversível será lançada em 2003

Que tal uma picape conversível? É o que a Chevrolet vai fabricar no final desse ano e começar a vender nos Estados Unidos no início de 2003. Mostrada como protótipo há dois anos, a inovadora SSR faz parte das atrações no estande da GM. Com visual repleto de nostalgia, o novo modelo chama atenção por detalhes como os faróis partidos ao meio pelo friso da grade do radiador, pára-lamas salientes e capota acionada eletricamente.

No interior há espaço para duas pessoas e o ambiente dá ênfase à esportividade. Os bancos são revestidos de couro, com largos apoios laterais. A alavanca de câmbio é cromada e o painel tem instrumentação circular, como nos esportivos que fizeram sucesso no passado. No console central, o revestimento metálico contrasta com as cores vivas da carroceria.

Feito de alumínio, o motor V8 5.3 gera 285 cavalos e 44,9 kgfm de torque, acoplado a câmbio automático de quatro marchas. Como todo esportivo norte-americano, a tração é traseira. Por causa da ausência da capota rígida, a estrutura do monobloco dessa picape conversível foi reforçada, o que garante a eficiência da suspensão nas curvas.

TECNOLOGIA
Eletrônica embarcada nos veículos atuais

Com a abertura do mercado brasileiro no início dos anos 90, tivemos como conseqüência, novos investimentos de montadoras e fornecedores para um mercado emergente, com grande demanda, em tecnologias automotivas existentes nos países do primeiro mundo. Rapidamente nos transformamos num parque automotivo como poucos no mundo. Mais de 13 montadoras produzindo diferentes modelos de veículos e considerável parque de fornecedores.

Sem dúvida, a tecnologia que vemos hoje em nossos veículos é a mesma que temos lá fora, tanto no que se refere a técnicas e processos de produção como também a de eletrônica embarcada, que nos proporciona mais conforto, segurança, desempenho, menor consumo, menos emissões de poluentes e principalmente mais prazer em dirigir.

Regidos por normas de qualidade como ISO, QS, programa de controle de emissões, características específicas de nossos combustíveis gasolina e álcool e condições extremas de vibração em virtude de nossas estradas, foram viabilizadas tecnologias novas para montadoras instaladas no Brasil.

A Bosch foi pioneira na introdução dessas novas tecnologias de eletrônica embarcada. Podemos dizer que, quase todas as tecnologias relativas à eletrônica embarcada no primeiro mundo, estão disponíveis para nossas montadoras. Isto, porém, não significa que são viáveis economicamente ou podem ser incorporadas em grande escala em nossos veículos em virtude do poder limitado de compra do nosso mercado. Essa é a principal razão de termos um mercado altamente concentrado em veículo compactos de baixa cilindrada .

Mesmo assim podemos ressaltar algumas tecnologias embarcadas que são encontradas em nossos veículos atuais como: sistemas avançados de gerenciamento eletrônico de motor a base de torque com acelerador eletrônico sem fio (drive by wire), proporcionando um motor mais limpo nas suas emissões de gases, menor consumo, melhor performance e agradável dirigibilidade; módulos de admissão em plástico com controle eletrônico de geometria reduzindo sensivelmente o peso do veículo; câmbio eletrônico automático com "cruise control" proporcionando a redução de consumo.

Além dos alternadores mais compactos e mais leves com controle de carga na partida e balanço energético; sistemas eletrônicos de freios antibloqueio, ABS, proporcionando maior segurança de frenagem e controle de tração TC evitando "patinação" das rodas; air-bag como proteção a impacto; painéis eletrônicos interligados aos demais sistemas eletrônicos do veículo através de sistemas de comunicação já bem difundidos nos automóveis como o CAN-Bus; sistemas eletrônicos para controle de estabilidade, ESP, tornando a dirigibilidade mais segura; gerenciamento de motores ciclo diesel do tipo "common rail", proporcionando melhor desempenho, menor consumo e emissões, e melhor dirigibilidade; controle eletrônico de arrefecimento de motores; dispositivos para acionamento de vidros/ajuste de bancos; sensor de chuva para acionamento automático de limpadores de vidros.

Hoje não podemos mais imaginar o automóvel sem o uso de sistemas eletrônicos. A eletrônica viabiliza a tecnologia embarcada, substituindo funções mecânicas, melhorando a qualidade e durabilidade dos novos veículos. A evolução na aplicação da eletrônica e seus benefícios no veículo do futuro é, sem dúvida, um constante desafio para nossos engenheiros e para a indústria automotiva como um todo.

Besaliel Soares Botelho – diretor da Divisão de Sistemas à Gasolina da Bosch

SALÃO DE DETROIT
Volvo XC 90
Enfim a marca sueca põe as rodas na lama

O primeiro utilitário-esportivo da Volvo foi revelado ao mundo. Trata-se do XC 90, modelo em que a marca sueca aposta para entrar na acirrada disputa com as marcas alemãs, japonesas e norte-americanas.

Baseado nos modelos S60 e S80, o jipão sueco mantém a tradição da Volvo em prezar pela segurança dos ocupantes, com o emprego de dispositivos como distribuidor de força de (EBD), controle eletrônico de estabilidade (DSTC) e sistema de transmissão que distribui a tração entre os eixos conforme a aderência do piso.

No interior, há espaço para sete ocupantes, todos devidamente protegidos pelas bolsas infláveis laterais e pelos encostos de cabeça que evitam lesões na coluna em colisões laterais. O painel e os instrumentos são semelhantes aos do sedã S80, o que inclui o sofisticado sistema de som de alta-fidelidade Dolby Pro Logic, cujas principais funções podem ser controladas pelas teclas do volante mutifunção.

São três as opções de motorização, duas delas a gasolina e uma a diesel. O modelo a gasolina mais em conta tem cinco cilindros em linha, 2.5 litros de cilindrada e sobrealimentação por uma turbina. É capaz de gerar 210 cavalos e 32,6 kgfm de torque a 1.500 rpm. O outro é o mesmo 2.9 biturbo do S80, que gera 272 cv e 38,7 kgfm desde os 1.800 rpm. A opção a diesel conta com um novo 2.4 turbo, de cinco cilindros, capaz de produzir 163 cv e 34,7 kgfm de torque a 1.750 rpm. Todos os modelos são equipados com câmbio automático seqüencial de quatro marchas Geartronic.

TECNOLOGIA
Futuro é presente no painel do automóvel
Parece até filme de desenho, mas o futuro já se faz presente nos protótipos aprsentados no Salão de Detroit, onde os veículos exploram novos recursos para os quadros de instrumentos.

Os painéis futuristas nos automóveis estão mais próximos da realidade. Pelo menos é o que indicam os carros-conceito mostrados no Salão de Detroit deste ano. As idéias apresentadas trazem novos formatos e materiais para visualização dos instrumentos tradicionais, além de recursos inéditos para conforto e segurança.

Gosto pessoal
Com os novos materiais sugeridos pelos designers será possível escolher cor, intensidade luminosa e definição dos painéis de instrumentos
Vários protótipos, com destaque para quatro — Oldsmobile 04, Pontiac VER, GMC Terracross e Cadillac Vizón —, estavam equipados com painéis de instrumentos de Liquid Crystal Displays (LCD), ou telas de cristal líquido. A tecnologia é a mesma das telas dos computadores portáteis. Oferece uma variedade infinita de cores, resoluções e intensidade do brilho.

Essa tecnologia permite a reconfiguração do painel. O motorista escolhe como e onde as informações sobre o carro serão mostradas. Se para alguém o velocímetro e o conta-giros devem ser grandes e centralizados, para outros os dados mais importantes podem ser a faixa musical que está sendo reproduzida no disco ou a distância da próxima parada. "Como os carros apresentam cada vez mais informações e inovações a fim de entreter o motorista, a reconfiguração é uma forma de resolver esse problema", opina Ed Welburn, diretor-executivo do Centro GM de marcas corporativas.

Vários ângulos
Câmeras instaladas em várias partes do veículo, como nos espelhos retrovisores externos, vão monitorar com mais precisão e amplitude a área externa próxima, ajudando a evitar colisões

O painel do Oldsmobile 04, inspirado no Palm Pilot e outros computadores de mão, tem o formato de uma meia-lua. Chamado de Info Ring, o sistema conta com comandos acionados em dez pontos ao seu redor. Eles substituem as teclas e botões convencionais.

O Cadillac Vizón, utilitário esportivo de luxo, recebeu uma inovação futurista mais exclusiva, de cristal liquido. São três painéis circulares inspirados no estilo da famosa joalheria grega Bulgari. Quando é dada a partida no motor, uma tampa desliza e surgem os painéis, em tamanhos gradualmente maiores. As informações que serão mostradas também são escolhidas pelo motorista.

Monitores de TV estão sendo adaptados aos quadros de instrumentos dos carros para aumentar a segurança em manobras e na condução. Câmeras de vídeo no lugar dos retrovisores mostram no painel o que o motorista vê hoje no espelho, além de outros ângulos normalmente não visualizados.

Com o sistema CamCar’s Traffic View, o departamento de tecnologia da Ford está experimentando o uso de três microcâmeras para eliminar pontos cegos. Os três monitores atrás do volante permitem a observação de vários ângulos do carro, que mudam de acordo com a vontade do condutor. Dois deles fazem o papel de espelhos retrovisores na maior parte do tempo.

Outro tipo de câmera para o futuro também é voltado para a segurança. O Cadillac Vizón traz ainda o sistema Night Vision (visão noturna) baseado em tecnologia do exército norte-americano. Por ele é possível enxergar à noite objetos em locais escuros graças ao sistema de raios infravermelhos.

Visão Noturna
O Deville linha 2000, sedã de luxo da Cadillac, é o primeiro modelo a trazer como item de série este recurso, mostrado no conceito Vizón
Arquivo digital

Como a música digital vem ganhando mais espaço e admiradores, a Mazda anunciou que o sedã MP3 vai trazer de série o primeiro sistema de som, já instalado na linha de montagem, com reprodutor de MP3, os arquivos que contêm áudio encontrados na internet. O sistema é fornecido pela Kenwood, tem 280 watts de potência e trará ainda toca-discos, quatro alto-falantes, quatro canais e um subwoofer — equipamento para ressaltar sons graves.

O Ford Explorer 2002 chegará ao mercado com indicador da pressão dos pneus, instrumento já oferecido no novo Renault Laguna. Quando algum pneu estiver com a calibragem fora do padrão normal, o motorista será avisado por uma luz no painel.

LANÇAMENTO
Ford lança Fiesta Action - Versão especial limitada

A Ford lança este mês mais uma novidade na linha Fiesta, que cresceu recentemente com a chegada do sedã: o Fiesta Action, versão especial do modelo básico de cinco portas, equipado com motor Zetec RoCam 1.0 L e diversos itens adicionais de estilo. Além de dar ao carro um visual arrojado e esportivo, o pacote de equipamentos incluído na nova série tem no custo-benefício o seu principal atrativo para o consumidor.

Produzido exclusivamente na cor prata Geada, o Fiesta Action vem com pára-choques integrais, moldura lateral e espelhos retrovisores pintados na cor da carroceria, vidro degradê, rodas de aço de aro 14, pneus 175/65 e calotas integrais do mesmo estilo do Focus. Possui também grade do radiador e ponteira do escapamento cromados, spoiler na tampa traseira com brake-light, espelho retrovisor azulado, contagiros e quadro de instrumentos com fundo branco, além do emblema "Action" estampado na lateral e na traseira. Como opcionais, ele oferece ainda, no segundo catálogo, ar-condicionado e faróis de neblina.

Além desses itens adicionais, o Fiesta Action traz como equipamentos de série do modelo básico: vidros verdes plus (75% de transparência), console central, acendedor de cigarros, cinto de segurança de três pontos retrátil, alças de segurança dianteira e traseira, antena no teto, preparação de instalação para rádio com dois alto-falantes, pára-sol e espelho de cortesia para motorista e passageiro, suporte para documento no quebra-sol do motorista, lavador, limpador e desembaçador do vidro traseiro, moldura preta de cerâmica no vidro traseiro, faróis dianteiros transparentes, pisca lateral com lente transparente e gancho de reboque.

Custo-benefício

Com produção limitada a 750 unidades, o Fiesta Action tem preço sugerido de lançamento de R$18.300,00 para o primeiro catálogo e de R$20.490,00 para o segundo (base São Paulo), com ar-condicionado e faróis de neblina. "O objetivo do produto é atender consumidores e famílias jovens que procuram um carro compacto, atraente, com excelente desempenho, segurança, conforto, dirigibilidade e, sobretudo, ótima relação custo-benefício", afirma Luis Salem, gerente geral de Marketing da Ford.

A criação de séries limitadas - como já foi feito, por exemplo, com o Ka Black e o Fiesta e Courier Sport - é uma forma de oferecer um produto diferenciado, com custo competitivo, para públicos específicos. A nova versão especial também faz parte da estratégia da Ford de fortalecer a marca Fiesta Street e enfatizar ao mercado que ela continuará em produção mesmo após o lançamento da nova família de veículos Amazon, programada para o primeiro semestre deste ano.

Desempenho, segurança e dirigibilidade

Com vendas que superam 10 milhões de unidades no mundo, sendo mais de 330 mil delas no Brasil, o Fiesta é resultado do projeto mais caro já desenvolvido pela Ford para a criação de um automóvel. Ele vem recebendo constantes aperfeiçoamentos, desde o lançamento, e detém os maiores índices de satisfação dos consumidores no seu segmento. Um dos responsáveis por esse desempenho é o motor Zetec RoCam, que une alto torque, durabilidade, baixo consumo de combustível e facilidade de manutenção.

Seu insuperável padrão de dirigibilidade, silêncio e conforto também é resultado de tecnologias desenvolvidas pela Ford. A fixação do motor com a utilização de sub-chassi, que isola a carroceria dos efeitos provocados pelo conjunto de transmissão e do contato das rodas com o solo, é uma delas. O Ford Fiesta oferece também o mais elevado nível de segurança ativa e passiva da categoria, com carroceria projetada dentro do conceito de célula de sobrevivência, reforços nas colunas, barras de proteção lateral e válvula de corte de combustível em caso de impactos.

LANÇAMENTO
Mitsubishi L200R2: pronta para competição
Estrutura

· Chassi Integral Tubular com sub-chassi para suspensão dianteira e traseira
· Carroceria
· Construída em material plástico "composite"

Dimensões

Comprimento (mm) - 4550 | Largura (mm) - 1875 | Altura (mm) - 1750 | Entre-eixos (mm) - 2960
Bitola dianteira (mm) - 1560 | Bitola traseira (mm) - 1560 | Ângulo de Entrada - 65º
Ângulo de Saída - 45º | Altura livre do solo (mm) - 310 | Peso em ordem de marcha (kg) - 1650
Peso bruto total (kg) - 2650 | Tanque de combustível (Litros) - 80 | Lugares - 2

Motor

Código - 4M41 DI-D (Direct Injection - Diesel) | Cilindrada (cm3) - 3200
Disposição e Combustível - Longitudinal, Dianteiro, a Diesel | Taxa de compressão - 17,0
Cilindros e Válvulas - 4 em linha, 16 válvulas, DOHC | Diâmetro e curso (mm) - 98,5 x 105,0
Alimentação - Bomba Injetora Eletrônica, Injeção Direta, Turbocompressor e Intercooler
Potência Máxima (C.V.@RPM) - 165 @ 3800 | Torque Máximo (kgf.m @ RPM) - 38.0 @ 2000

Transmissão

Tipo - Mecânica, 5 marchas
Relações de marchas: 1ª - 4.234 / 2ª - 2.238 / 3ª - 1.398 / 4ª - 1.000 / 5ª - 0.761 / Ré - 3.553
Redução Final - 4.100

Direção
Hidráulica, Pinhão e Cremalheira, Relação Variável

Tração

- Possibilidade de Engate 2H « » 4H com o veículo em movimento a até 100km/h
- Diferencial central com aclopamento viscoso (VCU) de distribuição variável de torque entre eixos traseiro/dianteiro 67/33 « » 50/50
- Caixa de Transferência Super Select 4WD-II, com as seguintes opções:
» 2H = Tração 4x2 traseira
» 4H = Tração 4x4 com os três diferenciais atuantes
» 4HLc = Tração 4x4 com diferencial central (VCU) bloqueado
» 4LLc = Tração 4x4 com diferencial central (VCU) bloqueado e Reduzida

Caixa de transferência
Normal - 1.000
Reduzida - 1.900

Suspensão

Dianteira - Independente, Braços triangulares duplo, Duas molas helicoidas e dois amortecedores hidráulicos por roda, Barra Estabilizadora

Traseira - Independente, Multi-link, Duas molas helicoidas e dois amortecedores hidráulicos por roda
Freios
Dianteiro - Disco Ventilado 16", pinça de pistões duplos
Traseiro - Disco ventilado 16"

Pneus

Pirelli Scorpion A/T - 265/75 R16

Rodas

Liga leve, 16" x 7.0" JJ

TECNOLOGIA
Romiseta ultra-esportiva
Fábrica dos EUA lança veículo que é o resultado do casamento de um triciclo com uma moto-estradeira

As estradas americanas são povoadas por uma categoria de automóveis inexistente no Brasil, os roadsters. São os carros esportivos, conversíveis ou não, e sobretudo caros.

Transportam geralmente apenas dois privilegiados, aqueles capazes de gastar mais de US$ 60 mil num carro. Exemplos são o Audi TT, o BMW Z3, o Porshe Boxster ou o Mercedes classe SLK. Todos esses veículos, como se sabe, rodam sobre quatro rodas.

O que você não sabe é que o próximo esportivo dessa categoria só terá três. É o Merlin Roadster, triciclo motorizado de última geração, que a americana Corbin Motors começa a produzir sob encomenda neste trimestre ao preço unitário de US$ 23.900.

Os concorrentes diretos do Merlin não são os roadsters tradicionais, mas na verdade as supermotos estradeiras como a Honda Gold Wing 1800 (que no Brasil custa R$ 87 mil). Para ingressar nesse mercado ultracompetitivo, a californiana Corbin optou por um nicho abandonado desde os tempos da saudosa romiseta, o dos triciclos. Também pode vir a competir com os ultracompactos de uso urbano como o Smart, vendido na Europa pela DaimlerChrysler. Mas o Merlin não foi projetado para o dia-a-dia. Primeiro porque é para solteiros convictos, pois em seu cockpit só há lugar para o motorista. E em segundo lugar porque é um conversível sem capota. Em caso de chuva, é melhor estacionar e procurar abrigo.

Equipado com um motor Harley-Davidson de 1.442 cm³, o Merlin tem transmissão manual de quatro velocidades e freios a disco nas três rodas. Segundo o fabricante, o veículo atinge 160 km/h. Na estrada, seu consumo é de 25 km por litro. O porta-malas é de 100 litros e ele sairá da linha de montagem com rádio AM/FM e CD player. Quem ficou interessado por entrar em contato com a Corbin Motors. Eles aceitam encomenda. Mas a reserva é de US$ 1000.

Istoé Digital

LANÇAMENTO 2002
Peugeot 206 ganha mais tecnologia e segurança
A versão 2002 do modelo passa a ser equipada com a tecnologia da 'Multiplexagem', que proporciona a otimização e o compartilhamento de informações, além de facilitar a manutenção

O Peugeot 206 1.0, modelo que movimentou o mercado nacional no ano passado, conquistando vários prêmios, ganha em 2002 mais conforto, tecnologia, comodidade e segurança.

Segundo Guillaume Couzy, diretor de Marketing da Peugeot do Brasil, o acréscimo de novos itens à versão 2002 do 206 1.0 agrega mais valor ao já consagrado custo/benefício do modelo. "Quando lançamos a versão com motor de 1.000 cc, optamos por preservar as mesmas características do veículo com motor 1.6 litro, tornando-o um dos carros mais bem equipados do seu segmento. Agora, com a Multiplexagem – disponível quase que apenas em veículos de alta gama - a Peugeot passa a oferecer na sua versão de entrada maior quantidade de recursos, proporcionando aos clientes um carro acima da média em tecnologia, conforto e segurança.", conclui o executivo.

Multiplexagem - Entre as principais novidades incorporadas na versão 2002 do modelo 206 1.0, a avançada tecnologia da 'Multiplexagem' é a que chama mais atenção.

Com ela, várias funções elétricas e eletrônicas do automóvel estão centralizadas em um mesmo calculador (central), o que proporciona a otimização e o compartilhamento de informações. Com isso, ampliam-se os espaços e a quantidade de fios, conectores, sensores e etc é reduzida, possibilitando a transmissão de uma grande quantidade de dados e informações de forma mais ágil e segura, melhorando o desempenho do veículo.

Um bom exemplo dos benefícios dessa tecnologia está na segurança: em caso de colisão, o acionamento do airbag "inteligente" acontece em três estágios, dependendo da força do impacto, com os sensores ativando, além das bolsas, vários recursos como destravamento das portas, acionamento do pisca-alerta e o corte da bomba de combustível - função que evita vazamentos.

A Multiplexagem permite ainda a maximização dos espaços existentes no habitáculo do compartimento do motor, através da redução da quantidade de fios e aumento da confiabilidade dos circuitos elétricos; agilizando ainda a manutenção do veículo, pois o diagnóstico e a solução de eventuais problemas tornam-se mais simples e rápidos.

Outro importante benefício da Multiplexagem no Peugeot 206 1.0 16v, é a incorporação de recursos e equipamentos antes disponíveis apenas nas versões equipadas com propulsor de 1.6 litro.

Entre os novos itens podemos citar: limpador do pára-brisa com temporizador, controlado de acordo com a velocidade do veículo ; gerenciamento da energia elétrica do veículo (evitando perda da carga mínima da bateria e permitindo que o motorista tenha energia suficiente para dar partida no automóvel).

Novos equipamentos de série e opcionais - A Selection, versão de entrada do 206 1.0, passa a contar com nova iluminação do painel de instrumentos e limpador de pára-brisa com temporizador indexado de acordo com a velocidade do veículo, como itens de série.

Esses itens se somarão aos já oferecidos anteriormente: chave de ignição codificada, cintos de segurança dianteiros retrateis com pré-tensionadores pirotécnicos e bloqueio de folga, protetor de cárter, coluna de direção com regulagem de altura, calotas integrais, pára-choques pintados na mesma cor da carroçaria e vidros verdes.

Na versão Selection Pack, aos equipamentos descritos anteriormente somam-se: indicador de portas abertas no mostrador digital, indicador do nível do óleo do motor no hodômetro, iluminação no porta-malas e relógio digital no painel com indicação de data.

Foram incorporados também ao 206 1.0, na Soleil (top de linha) a mudança do tecido de revestimento dos bancos, que agora oferecem nova padronagem e o banco traseiro rebatível em 1/3 - 2/3. E, nos veículos equipados com trava elétrica, chave com duplo comando com localizador do veículo, um interessante recurso de conforto.

Outra novidade disponível nesta versão de acabamento é o rádio AM/FM com CD Player, com comando no volante e display no painel, dois tweeters e dois auto-falantes, que passam a ser oferecidos como opcional a partir de abril.

O 206 1.0 16v custa, em sua versão de entrada, a Selection, R$ 19.450,00 (3 portas) e R$ 20.430,00 (5 portas). Já a Selection Pack, versão intermediária, está sendo comercializada por R$ 20.000,00 (3 portas) e R$ 20.980,00 (5 portas). A Soleil, top de linha do modelo 1.0, tem o preço fixado em R$ 21.250,00 e R$ 22.230,00, com 3 e 5 portas, respectivamente.

SEGURANÇA
Sistema bloqueia e rastreia veículos em 30 segundos
Com tecnologia 100% nacional, sistema tem melhor relação custo-benefício
e 96% de confiabilidade técnica para evitar furto e roubo de veículos

A Tectran Tecnologia e Segurança Automotiva, empresa do grupo Negresco, lançou, em julho de 2001, no mercado nacional, o Sascar Celular, sistema ativo de segurança que, em 30 segundos, bloqueia, rastreia e localiza veículos, aciona dispositivo anti-seqüestro e dá apoio a resgate.

O maior diferencial do produto em relação aos concorrentes é o custo, acessível também à classe média. A Tectran tem como meta atingir 100 mil veículos em 24 meses.

Inédito do gênero no País, o Sascar Celular tem tecnologia 100% nacional (patenteada no Brasil e em 16 países) e funciona em qualquer lugar do território nacional ao alcance de operadora celular, sem as restrições de captação de sinal do GPS (rastreamento por satélite).

O sistema elimina travas e alarmes e garante 96% de confiabilidade técnica para furtos e roubos. O Sascar Celular permite que 87% dos veículos roubados ou furtados retornem intactos às mãos dos proprietários.

O Sascar Celular chega ao mercado com grandes diferenciais em relação aos concorrentes. Ele oferece como itens de séries o que os outros comercializam como opcionais: monitora conversas no interior do veículo, corta o combustível e a parte elétrica, impede que os carros funcionem com ligação direta, tem dispositivo anti-seqüestro (botão anti-pânico), alarme com sirene e aviso sonoro para o exterior do veículo e funcionamento durante 24 horas, independentemente da bateria do carro. Além disso, não precisa de antena e fica oculto dentro do automóvel.

Outra vantagem é o preço, acessível à classe média. O Sascar Celular, instalado com todos os opcionais, custa R$ 873,00, quantia bem inferior aos R$ 3.000,00 cobrados, em média, por outros sistemas de segurança automotiva. O proprietário do carro paga uma manutenção mensal de R$ 68,30.

A área de cobertura é outro grande diferencial. O Sascar Celular utiliza tecnologia TDMA, ao alcance de qualquer operadora celular em todo o Brasil, sem restrições de sinais em ambientes fechados ou abertos. Para isso, a empresa já fechou parcerias com as operadoras TESS, BCP, TIM, ATL, Telemig e Claro Digital. O sistema se diferencia do GPS, que tem ótimo desempenho nas estradas, mas não nas cidades. Nas metrópoles, o sinal do satélite é refletivo, com risco maior de interferência, não alcançando regiões cobertas como garagens, túneis e estacionamentos de shoppings-centers, por exemplo.

SISTEMA ANTI-SEQÜESTRO

Todo o sistema é monitorado 24 horas, todos os dias da semana, inclusive nos fins de semana e feriados, a partir de uma central de informações em Curitiba (PR). Atualmente, a central tem seis pontos de atendimento com doze operadores, especialmente treinados, que se revezam em turnos de seis horas para monitoramento das ocorrências. O serviço pode ser acionado pelo 0300-7896004.

O serviço de resgate - aéreo ou terrestre - é opcional ao pacote de segurança oferecido pela Tectran e já está disponível em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Curitiba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e em breve será oferecido em Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco.

Dependendo da gravidade da ocorrência, a central de informações da Sascar entra em contato com uma empresa de segurança terceirizada que forma a equipe e inicia os procedimentos para atuar na situação de risco. Em caso de seqüestros, a empresa localiza o carro; acompanha, sem interferir, todos os movimentos dos seqüestradores e oferece apoio logístico à polícia para o trabalho de resgate. Durante a operação, todas as conversas dentro do veículos são monitoradas.

O lançamento do Sascar Celular não beneficia apenas o consumidor final. O sistema proporciona vantagens às seguradoras (que podem oferecer descontos na apólice a quem instalar o sistema); concessionárias (que têm a opção de utilizar o dispositivo como diferencial na venda) e a transportadoras e frotistas (que podem usar o serviço para monitorar o transporte de cargas sem os inconvenientes da perda de sinal de satélite ou de fuga de rota). Segundo estimativas, a cada 1 minuto e 20 segundos um carro é roubado no País e apenas 20% são recuperados.

"Investimos inicialmente US$ 3 milhões em tecnologia, pesquisas e testes para oferecer ao mercado um produto diferenciado que atendesse com eficiência às necessidades de segurança automotiva", afirma Jorge Bau, presidente executivo da Tectran. "Nosso objetivo é estender os serviços e benefícios do Sascar Celular a 100 mil veículos nos próximos 24 meses", completa.

TECNOLOGIA

O Sascar Celular é o primeiro serviço de segurança automotiva capaz de bloquear, rastrear e localizar veículos, parados ou em movimento, utilizando um aparelho celular. Com uma placa sistêmica acoplada a um celular instalado de maneira discreta e imperceptível no veículo, é possível, com uma simples ligação telefônica, bloquear ou desbloquear o automóvel utilizando tecnologia TDMA.

Entre outros recursos, o Sascar Celular dispõe de dispositivo anti-seqüestro (botão anti-pânico colocado estrategicamente em três pontos no interior do veículo), escuta interna, alarme com sirene e aviso sonoro.

Em caso de qualquer anomalia com o veículo - violação, furto, roubo, fraude, tentativa de seqüestro -, o cliente aciona a central de operações de qualquer telefone disponível. "A partir daí, a central Sascar entra em operação, acionando comandos e procedimentos definidos para cada tipo de situação, sem colocar em risco a vida e a integridade física da vítima", explica Jorge Bau.

BLOQUEIO DE VEÍCULOS PARADOS - Travas e alarmes não são 100% eficientes. Estudos comprovam que, de cada 10 carros roubados, quatro possuíam algum tipo de segurança.
1. Para efetuar o bloqueio, o cliente liga para o número instalado no veículo, espera três toques e desliga.
2. O automóvel fica bloqueado e não funciona nem com ligação direta.
3. Para desbloquear, segue-se o mesmo procedimento e, em 30 segundos, o sistema está desativado.

BLOQUEIO DE VEÍCULOS EM FUNCIONAMENTO - Em caso de furto:
1. O proprietário aciona, de qualquer telefone, o número da central e comunica o fato.
2. A central Sascar abre escuta interna, rastreia, localiza e inicia os procedimentos para o bloqueio do veículo.
3. O Sascar Celular aciona o pisca alerta, em seguida corta o combustível e/ou parte elétrica e, por último, dispara um aviso sonoro para o exterior do carro.
4. Imediatamente, uma gravação avisa que o sistema de segurança foi violado e divulga o 0800 para qualquer pessoa que estiver ouvindo comunicar o ocorrido.
5. A central de informação entrará, então, em contato com o proprietário e iniciará os procedimentos para recuperar o veículo.

BOTÃO DE PÂNICO (ANTI-SEQÜESTRO) - Instalado em três pontos estratégicos dentro do veículo:
1. Permite ao usuário acionar a central em caso de seqüestro.
2. O sistema abre uma escuta que monitora e grava ininterruptamente toda a conversa no interior do veículo, sem que os seqüestradores percebam. Ao mesmo tempo, a central rastreia e localiza o veículo.
3. Um software identifica o número do telefone, os dados do carro e reconhece
o proprietário.
4. A central acompanha toda a ação sem falar com o usuário e comunica a uma empresa terceirizada de segurança, que aciona a polícia.
5. No caso da opção resgate ser contratada, um helicóptero localiza o veículo.
Motoqueiros podem ser acionados para acompanhar discretamente o veículo, sem interferir, até que a polícia entre em ação, de acordo com as coordenadas de rastreamento e localização fornecidas pela central Sascar.

LOCALIZAÇÃO DE VEÍCULOS
1. Por meio de uma aproximação de sinais do celular com a estação Rádio Base de transmissão e recepção de ondas omini-direcionais sem GPS, o sistema localiza o veículo.
2. Na central, uma carta vetorizada da cidade é aberta e os pontos descritos pelos sinais são mapeados em AVL, ou seja, uma fotografia "em zoom" com as coordenadas de latitude/longitude e a distância do ponto.
3. A central inicia os procedimentos para recuperação do veículo.

Para maiores informações, entre em contato com a TecTran, através do telefone 0xx 11 5548 0666.

Tarcisio Dias & Lide Comunicações

LANÇAMENTO
Volvo Automóveis começa a aceitar pedidos para o XC90
Interessados podem ver o carro na Marina do Glória, em visita guiada por Robert Scheidt.

Com o lançamento de um hot site do XC90 a Volvo Automóveis começa a aceitar os pedidos dos interessados em comprar o primeiro utilitário-esportivo da marca sueca, que chega ao mercado brasileiro em novembro.

Com duas versões de motor, o 2.4T de 210hp eT5 de 272hp, o XC90 estará na mesma faixa de preço dos seus concorrentes. Quem quiser já reservar seu carro pode acessar a página www.volvocars.com.br/XC90 e se cadastrar.

Estas pessoas terão seus dados encaminhados para a revenda Volvo mais próxima ao seu endereço, que fará uma lista de espera. Quando as primeiras unidades começarem a chegar às lojas em novembro, esses clientes serão chamados para efetivar a compra.

Quem não quiser esperar até novembro, pode ver já o carro de perto, agendado pelo site também, uma visita à Marina da Glória, onde O Volvo XC90 estará exposto, aproveitando a parada da regata Volvo Ocean Race (www.VolvoOceanRace.org), de 19 de fevereiro a 09 de março.

O guia será Robert Scheidt, pentacampeão mundial de vela e eleito melhor iatista de 2001 pela Federação Internacional de Vela (ISAF), além de duas medalhas em Olimpíadas. É preciso escolher dia e horário para a visita sugeridos na página.

Um vendedor de plantão no estande fará a reserva do XC90 se o cliente preferir, agilizando o processo. O carro teve sua estréia mundial há um mês no Salão de Detroit e o Brasil é o segundo país a conhecer o novo modelo da Volvo Car Corporation. Em seguida, o XC90 será exibido no Salão de Genebra, em março.

Mais informações sobre o Volvo XC90 podem ser adquiridas no site da Volvo Automóveis: www.volvocars.com.br.

Mecânica Online

TECNOLOGIA
Scénic ganha motor mais potente e novo câmbio automático
Mudanças melhoram desempenho da Scénic e facilitam dirigibilidade

Menos de seis meses após o lançamento no Brasil da segunda geração da minivan Scénic, a Renault passa a oferecer o modelo com motor mais potente e câmbio automático Proactive, que se adapta ao modo de dirigir de cada motorista, com nove diferentes programas de condução. A versão RXE com câmbio automático, “top” de linha.

Substituindo o antigo 2.0 8V, de 115 cv, que equipava a versão anterior desse modelo, o novo motor da Scénic é um 2.0 16V, agora com 140 cv de potência. A razoável diferença de 25 cavalos tornou esse monovolume mais vigoroso nas acelerações e retomadas de velocidade, importantes para garantir melhores desempenhos, tanto na cidade quanto na estrada.

Como os demais modelos desse segmento, o Renault Scénic foi projetado para atender famílias. Como tal, prioriza o espaço e conforto internos, oferecendo o máximo de funcionalidade. De “cara nova” desde abril deste ano, quando foi lançado no mercado brasileiro, além de um design mais arrojado e expressivo, o carro ganhou maior quantidade de equipamentos de série.

Além das mesinhas reclináveis, tipo avião, nas costas dos bancos dianteiros, o novo Scénic oferece novos espaços do tipo “porta-objetos”, como a gaveta embaixo do banco do passageiro. Esses novos espaços complementam os anteriores, distribuídos nas laterais das portas e da área de bagagens. Mas o útil espaço localizado à frente da alavanca de câmbio (nas versões com câmbio manual) não está mais disponível na versão com câmbio automático, e o porta-luvas só serve mesmo para o que propõe o nome: guardar um (talvez dois) par de luvas.

Batizado de Proactive, o câmbio automático de quatro marchas que a Renault está utilizando no novo Scénic é auto-adaptável, ou seja, modela-se ao estilo de condução do motorista. Enquanto uma caixa automática tradicional possui geralmente apenas duas programações para troca de marchas (normalmente classificadas de modo “econômico” ou modo “esportivo”), a caixa Proactive dispõe de nove programas diferentes.

Um calculador “inteligente” avalia qual a melhor marcha para determinada situação ou o melhor momento para a troca de marchas, em função do estilo de condução de cada motorista. Esse calculador trabalha com base em uma série de parâmetros, como rotação do motor, posição e velocidade de acionamento do pedal do acelerador, velocidade do carro e carga do veículo.

O novo motor 2.0 16V que equipa o novo Scénic é o mais potente da categoria. Desenvolve 140 cv de potência a 5.500 rpm e 19,2 mkgf de torque máximo a 3.750 rpm. O cabeçote é produzido em liga leve de alumínio, tem distribuição variável de torque, e utiliza uma série de inovações técnicas para otimizar o desempenho e o consumo.

Com um desenho mais expressivo e harmonioso, o Scénic mudou para atrair uma clientela mais masculina, além do público familiar já conquistado. As maiores mudanças no design do Novo Scénic foram realizadas na dianteira do veículo, que foi totalmente redesenhada. O capô ficou mais arredondado e menos inclinado, o que deu ao veículo uma aparência mais “musculosa”, forte e arrojada. Os faróis, de grande dimensão, são formados por um conjunto duplo óptico de plástico liso, que reforçam a modernidade do veículo. Outros destaques ficam por conta de novos pára-lamas, pára-choques e a grade frontal com duas entradas de ar em formato de colmeia de abelha, que valoriza o losango Renault.

Mecânica Online

DICA DE PORTUGUÊS - NÚMERO 1
De caras e focinhos

          Morreu o sósia de Mário Covas. Plínio Augusto de Camargo tinha 61 anos. Foi o principal destaque da Ala Amigos de Covas, da Escola de Samba Leandro de Itaquera. Na passarela, recebeu aplausos a torto e a direito.

Emocionou-se. Passou mal. E, como dizem por aí, dormiu e acordou morto. No mundo nada se perde. Tudo se aproveita. De Plínio Augusto fica uma palavra. Sósia é ter a cara de um e o focinho do outro. No começo, sósia dava nome a uma pessoa. Era personagem da comédia Anfitrião, de Plauto. Na peça, Mercúrio e Júpiter vêm ao mundo com a cara de Sósia. Os dois papéis são representados pelo mesmo ator. Na versão, sobrevive o personagem. Aí, sósia virou substantivo comum.

"O livro é a única imortalidade." Rufus Choate

Praga

Está lá, no bloco J da SQN 206. Um cartaz anuncia: "Favor identificar-se junto à portaria". Cruz-credo! Junto a virou curinga. No recall, as montadoras pedem aos clientes "marcar hora junto à gerência". Os jornais dizem que a Argentina "negocia empréstimo junto ao FMI". Xô! A locução junto a gosta de ser usada com significado físico. Joga no time de ao lado de, em companhia de: Parou junto ao portão. Estava no cinema junto aos irmãos. Não é isso? Vire-se. Busque a preposição adequada: Favor identificar-se na portaria. Os clientes devem marcar hora na gerência. A Argentina negocia empréstimo com o FMI.

Variedade 1

Bruno Câmara mora em Olinda. Ele tem várias qualidades. Uma delas: quando fala, olha fundo nos olhos da pessoa. Com o tempo, se deu conta de que existem poucos olhos iguais. Há mil e uma nuances que diferenciam uns de outros. Surgiu, então, uma dúvida. Por que, no plural dos adjetivos indicadores de cor, só claro e escuro se flexionam? As outras indicações de tonalidade ficam invariáveis. O mistério tem um porquê? Tem. É a velha história dos adjetivos compostos. Quando os dois elementos são adjetivos, o primeiro apela pra lei do menor esforço. Acomoda-se. Deixa a dureza com o segundo: olhos castanho-claros, olhos azul-escuros, olhos verde-claros.

Variedade 2

Às vezes, quem responde pela diferença é um substantivo. É o caso de verde-mar, castanho-avelã, azul-bebê, verde-canário. Ora, mar, avelã, bebê e canário são substantivos. Não indicam cores. Então, a língua recorre a um truque. Deixa subentendida a expressão da cor de. Com ela, o substantivo não tem saída. Fica sempre no singular: olhos verde-(da cor do) mar, olhos castanho- (da cor da) avelã, olhos verde-(da cor do) canário.

Variedade 3

Ultravioleta e infravermelho não são adjetivos compostos. Mas jogam no time dos duplos. Violeta é substantivo. Não se flexiona. Vermelho é adjetivo. Varia: raios ultravioleta, raios infravermelhos.

Ser prudente é...

Inspirar-se no mineiro que está à beira da morte. Antes de lhe dar a extrema unção, o padre diz:

n Para descansar em paz, você deve reafirmar sua fé em Cristo e renegar o demônio. Repita comigo: "Eu renego o demônio".

O velhinho olha para o padre, mas fica calado.

n Vamos, meu amigo, repita comigo: "Eu renego o demônio".

O velhinho continua calado. E o padre:

n Por que você não quer renegar o demônio?

O velhinho olha para o sacerdote e, com voz trêmula, murmura:

n Enquanto eu não souber para onde vou, não quero me comprometer com ninguém.

Interessa?

Sabe qual o coletivo de baleia? A dúvida desafiou o João Luís. Procura daqui, pesquisa dali, eureca! É baleal.

Leitor pergunta
Acredite se quiser. Até hoje tenho dúvida no emprego do lhe. Pode me dar umas dicas? Monika Souza, lugar incerto

O pronome lhe tem duas funções:

1. Objeto indireto. No caso, complementa o verbo transitivo indireto. Lembra-se dele? É o que quer distância do objeto. Entre ele e o complemento, aparece sempre uma preposição:

n Dei o livro a Maria. Dei-lhe o livro.

n Ofereci o livro a João. Ofereci-lhe o livro.

n Obedeço ao diretor. Obedeço-lhe.

2. Adjunto adnominal. Aí, substitui o pronome 'dele' e o possessivo 'seu': n Luís quebrou a asa do pássaro (asa dele). Luís lhe quebrou a asa.

n Mudou a mentalidade do chefe (mentalidade dele). Mudou-lhe a mentalidade. *Fiz seu trabalho. Fiz-lhe o trabalho.

Dad Squarisi - dad@cbdata.com.br

Dica de Português é uma coluna semanal do Diário de Pernambuco - Pernambuco.com
Mensalmente você encontrará na atualização da seção Engenharia um novo texto.

SALÃO DE DETROIT
Protótipos antecipam tendências da indústria
Grande número de carros conceituais exibidos no Salão de Detroit confirma a tradição dos anos anteriores

A grande diferença do Salão de Detroit para eventos do mesmo gênero é a quantidade de carros conceituais apresentados na feira, este ano, estimados em cerca de 700. Mantendo a tradição dos anos anteriores, todas as montadoras revelaram seus protótipos no gigantesco pavilhão do Cobo Hall, antecipando as tendências que irão nortear o futuro da indústria automobilística mundial.

No estande da alemã Mercedes-Benz (pertencente à Daimler Chrisler), quem brilhou foi o protótipo híbrido Vision GST, que mistura elementos variados e possui um formato inédito. Voltado à família, o veículo transporta seis passageiros com folga e é equipado com acessórios e itens luxuosos, tais como painéis em alumínio e vidro escuro, DVD, CD e videogame. O estilo do Vision GST causa impacto, tanto pelas suas linhas futuristas, quanto pelas portas em formato borboleta, que se abrem em direção oposta ao convencional.

A Daimler Chrisler aposta também na sua nova linha Jeep exibida no salão. O mais novo representante da marca atende pelo nome de Compass, que adotou a proposta de reestilização da companhia para a série, cuja característica são os faróis redondos e a grade tracejada, além do luxo do acabamento interno em couro verde e Gore Tex, material sintético de fácil limpeza. Construído sobre a plataforma do Liberty, o jipe de teto rígido e três portas é adaptado para todo tipo de terreno, possuindo tração 4x4 e motor V6 de 3.7 litros.

Razor - Em mais uma marca da DaimlerChrisler, a Dodge, a estrela é o conceitual Razor, inspirado nos modelos esportivos europeus da década de 60 (principalmente o Super 8 Hemi) e que utiliza o nome de um tradicional fabricante americano de ciclomotores e bicicletas. Destinado aos consumidores mais jovens, o automóvel (sic) não traz estepe; no lugar entram dois scooters que, acreditam os projetistas da máquina, servem para locomoção, caso fure um pneu.

A Volkswagen mantém o perfil de lançar pelo menos um carro-conceito anualmente em Detroit. Em 2000, foi a picape AAC, seguida pela nova Kombi. Para este ano, a montadora reservou o híbrido Magellan, que se situa na fronteira entre minivan e utilitário esportivo e tem capacidade para transitar em diferentes condições. O protótipo foi configurado com três fileiras de assentos, sendo que o banco traseiro é retrátil e pode ser acoplado ao assoalho, e seu desenho externo em nada lembra o estilo sóbrio dos modelos atuais da montadora.

MELHOR CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA DO BRASIL - PROVÃO 2001
O ITA é o melhor curso de Engenharia Mecânica
Com a melhor colocação entre as instituições avaliadas no provão 2001, O ITA mostra os diferenciais de uma instituição que possui o melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil

O êxito de uma instituição depende da existência de um conjunto de ideais básicos que a identifiquem, da livre adesão e consciente manutenção desses ideais e da presteza com que seus profissionais corrijam e adaptem objetivos táticos e operativos, ante às imposições de um mundo continuamente em evolução. É nesses termos, possivelmente, que se explique a duradoura credibilidade do ITA como instituição.

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi criado pelo Decreto no 27.695, de 16 de janeiro de 1950 e definido pela Lei no 2.165 de 05 de janeiro de 1954 como órgão de ensino superior do Ministério da Aeronáutica - hoje, Comando da Aeronáutica - , tendo por finalidade formar profissionais de alto nível de concepção, realizar pesquisas e realizar atividades de extensão universitária, no campo da tecnologia avançada, prioritariamente de interesse aeroespacial.

Sediado em São José dos Campos (SP), o ITA faz parte do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), que é uma instituição científica de ensino, pesquisa e fomento do Ministério da Aeronáutica - hoje, Comando da Aeronáutica - , ao qual está vinculado administrativamente.

Atualmente, o ITA é responsável pela formação de engenheiros de alto nível nas especialidades de Engenharia Aeronáutica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica-Aeronáutica, Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica e Engenharia de Computação.

Desde suas origens, o ITA mantém características peculiares, destacando-se, dentre outras: estrutura em Departamentos; permanente contato aluno-professor; professores em regime de dedicação exclusiva; turmas reduzidas de alunos; sistema de aconselhamento; organização semestral de cursos e ensino de matérias não técnicas. O Curso de Graduação tem a duração de 5 anos, dos quais os 2 primeiros constituem o Curso Fundamental - comum a todos os alunos, e os 3 últimos, o Curso Profissional - específico a cada especialidade de Engenharia.

O ITA é, portanto, um dos elementos importantes para o desen-volvimento do Complexo Científico-Tecnológico Aeroespacial. Por Lei, o ITA é a instituição responsável pela formação de engenheiros destinados ao Quadro de Oficiais Engenheiros da Aeronáutica (QOEng), assim como pela formação da Reserva Técnica da Aeronáutica, complementando as necessidades de recursos humanos para o Setor Aeroespacial.

Graduação

Curso Fundamental
O Curso Fundamental corresponde aos dois primeiros anos do Curso de Engenharia, que é composto de 05 anos. O objetivo do Curso Fundamental é estender e aprofundar a base científica, teórica e experimental do aluno que ingressa no Curso de Engenharia, capacitando-o a completar com sucesso, no Ciclo Profissional, um curso de Engenharia de alto nível.

Curso de Engenharia Mecânica-Aeronáutica
Forma engenheiros qualificados para atuarem nas áreas de sistemas térmicos, dinâmica dos fluidos, projeto de máquinas, instrumentação e controle, ciência dos materiais, processos de fabricação, materiais conjugados e organização e administração industrial.

Desde o início de seu funcionamento, o ITA incumbiu Departamentos - e não cátedras - das atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento e administração acadêmica. Filia-se a um mesmo Departamento disciplinas afins que, dessa forma, podem ser eliminadas, transformadas ou acrescidas com grande facilidade, assegurando-se flexibilidade aos currículos que são anualmente revistos e eventualmente modificados, tendo em vista as exigências do mercado de trabalho.

Cada um dispõe de seu próprio Corpo Docente, assessorado pelo Corpo Administrativo e, quando caiba, por um Corpo Técnico. Distribuem-se os professores por uma carreira que abrange as classes de Professores Assistentes, Adjuntos e Titulares, fazendo-se a passagem de uma para outra com base em títulos acadêmicos e realizações de caráter científico, técnico e pedagógico, exceção feita para os Professores Titulares que prestam concurso público.

Grande Contato Professor-Aluno
O contato Professor-Aluno em classe (aulas de teoria, laboratórios, de projetos e oficinas) é de 30 horas semanais em média, dosando-se a matéria ministrada de sorte que os alunos devam dedicar cerca de 20 a 30 horas de estudo semanal em seus apartamentos (preparo de trabalhos, séries de exercícios, relatórios e estudo para as avaliações em classe).

Vivendo alunos e professores no mesmo Campus, amiúdam-se as oportunidades de contato (nos escritórios dos professores, em suas residências, nos apartamentos dos alunos, em viagens de estudos, em atividades sociais, culturais e desportivas).

Assim, cria-se um ambiente propício ao funcionamento de um sistema de disciplina consciente, visando o desenvolvimento do espírito de responsabilidade e camaradagem entre colegas. Afinal, professores e alunos são colegas de trabalho.

Além das funções docentes, cabe ao professor a função de conselheiro de um grupo de alunos, incumbindo lhe assisti-los na solução dos problemas acadêmicos, extracurriculares ou pessoais, que os aconselhados lhe confiem.

Ensino Básico, Intensivo e de Caráter Experimental
No ITA dá-se ênfase ao ensino de disciplinas fundamentais. Durante os dois primeiros anos, os alunos dedicam-se ao estudo de Matemática, Física, Química, Português, Inglês, etc. Dá-se importância também a trabalhos práticos de laboratório que, em alguns semestres, chega a corresponder a até 40 % do trabalho acadêmico do estudante.

No último ano, os alunos devem apresentar um "Trabalho de Graduação" (TG), que demonstra a capacidade do aluno em resolver problemas de engenharia.

Ensino de Matérias Não-Técnicas
O ITA mantém um Departamento de Humanidades, encarregado de completar a formação técnica dos estudantes através de cursos como Inglês, Português, Direito.

Organização Semestral dos Cursos
O ano letivo estende-se por dois períodos , compreendendo cada um dezesseis semanas efetivas de aulas e uma semana de exames finais. Cada período de aula é dividido em dois semi-períodos de oito semanas, separados por uma semana de descanso. Os períodos letivos iniciam geralmente na primeira segunda-feira útil dos meses de março e agosto.

Tendo concluído com aproveitamento os dois anos do Curso Fundamental, o aluno ingressa no Curso Profissional pelo qual optou ao se matricular no ITA. Após os três anos do referido Curso, o estudante é declarado engenheiro.

O ITA é hoje uma escola de renome nacional, que se orgulha de ter ex-alunos em posições de destaque. Toda essa história de sucesso deveu-se a idealistas no passado e a muito esforço e competência de profissionais que fizeram dessa escola suas próprias vidas. Cabe a nós, futuros ex-iteanos, darmos nossa contribuição para que o sonho de Casimiro Montenegro Filho tenha um futuro digno de seu passado.

Mecânica Online

ENGENHARIA
O melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil

         Qual o melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil?
O provão 2001, divulgado pelo Ministério da Educação, mostra a situação dos principais cursos de engenharia mecânica das universidades brasileiras.

As universidades, de acordo com o MEC, são avaliadas e recebem os conceitos A, B, C, D e E de acordo com o desempenho dos graduandos nas provas e também pela administração e desenvolvimento do departamento.

Ao todo, 66 universidades foram avaliadas pelo provão, onde 12 obteram o conceito A, e 14 o conceito mais baixo, o E. Em nossa análise para determinar o melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil ano 2001, consideramos os últimos 3 anos de provão (1999, 2000 e 2001), aplicando pontos de acordo com o conceito da universidade, de forma que conceito A valia 1 ponto e o conceito E valiam cinco pontos. Dessa forma, ao final teríamos grupos de universidades que compreenderiam a escala mínima de 3 a 15 pontos máximos. Na situação de empate nas seis primeiras instituições com melhores cursos, foram considerados o conceito de evolução, e a porcentagem de acertos entre 75-100% das questões do provão 2001.

Assim como em 2001, quando a Mecânica Online também realizou esse levantamento, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) figurou entre as últimas posições do provão, empatada com a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Esse ano apenas houve uma mudança de posição, onde a UEMG ficou com a última colocação, tendo obtido o conceito E nos três últimos provões realizados.

Entre as 07 melhores do provão anterior, apenas o CEFET/PR deixou de figurar novamente entre as que obtiveram três conceitos A, pois obteve conceito B no provão 2001. O melhor curso de 2001, realizado pela Universidade de Brasília, manteve o padrão, mas perdeu sua posição para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que possue o melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil, com três conceitos A seguidos, uma evolução de 13,4%, sendo que 87,5% dos seus alunos acertaram entre 75 e 100% das questões do provão 2001.

O curso de Engenharia Mecânica do ITA, consta de 140 docentes, distribuídos de forma que 68,6% são doutores e 24,3% mestres. Desses docentes, 92,1% possui uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Enquanto isso em Minas Gerais, na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), existem apenas 21 docentes, distribuídos de forma que 23,8% são doutores e 38,1% possuem especialização. No provão nenhum aluno alcançou os 75% de acerto nas provas, enquanto 73,1% acertaram entre 0 e 25% da prova. Apesar dos poucos docentes, na UEMG, apenas 14,3% dos docentes possui jornada de trabalho igual a 40 horas semanais.

Os dados mostram o quanto temos que melhorar para termos uma formação mais uniforme para toda a comunidade acadêmica das graduações em Engenharia Mecânica desenvolvidas no Brasil. Assim como na área social, fica mais caracterizada as diferenças entre as instituições e sua localização.

Mecânica Online - Tarcisio Dias

MECATRÔNICA ONLINE - NÚMERO 1
Mecatrônica: da teoria à prática

        Vemos milhares de coisas no dia a dia, mas por falta de informações e orientações acabamos deixando de fazer coisas, que poderiam resultar em projetos inovadores.

Existem muitas alternativas criadoras no ar, ou sejam pessoas que transitam, ficam a observarem tudo que se passa, quando muitas informações passam-lhes, mas não notam.

As imaginações daqueles que vagam por aí, e então acabam sem querer tendo uma "idéia" inovadora, que no momento em que colocam em prática, começa a gerar lucros, são os "gênios" ou pessoas de "sorte", que possuem visão apurada, de algo que todos com certeza vão querer, pois atende necessidades de outrem.

Quando alguém objetiva chegar num evento! Que culminará na vitória! Através justamente do modo o qual foi orientado para obter a vitória, poderá ou não chegar a vitória! Esta, tratada aqui de forma abstrata, quando na vida real, pode ser um campeonato, um certame, um concurso, um projeto, aonde o objetivo é sempre o mesmo: vençer.

Cobiçando e objetivando são as palavras mais adequadas? Para se atinjir a taça da vitória! Melhor elucidação do caso, pode ser através citamos do caso de um pernilongo. Este quando vem a picar, vem sempre naquele momento em que a pessoa está desatenta! Por que, neste instante a pessoa exala uma química, o qual o pernilongo presente, e deste modo ataca sem ser banido do local do ataque. Química eis a questão! Quem saberia desta coisas? E, por aí se vai, aconteçem cada uma! Nós nunca percebemos o que realmente nos cercam!

Quanto aos gladiadores que se enfrentão numa luta, suas químicas já foram orientadas para vençerem, assim encontram-se preparados para atingir seus objetivos. O autor vem a exemplicar, para que voce leitor, possa comprender em como chega-se a ocorrer a "prática inovadora". As "idéias mirambolantes", seria o enfoque resuntantes de situações adversas, quando também nascem em momentos, em que, as pessoas se encontram descontraídas, pareçe incrivil, mas o é. Lembra-se como foi a descoberta do microondas?

Dizem, que alguém pesquisava no laboratório, quando percebeu que o transformador de uma máquina por liberar calor, era um ponto interessante para esquentar seu lanche! Porém, aconteçeu mais, quando veio a perceber este fato, notou que seu lanche chegou a ficar quase torrado! Veio a analisar o ocorrido, quando descobriu o que o esquentou! Não foi o calor, mas sim raios - nasceu o microondas, por acaso.

Na mecânica, o que tem tudo a ver com isto? Muitas coisas, que se passam a todos os instantes na cabeça de quem vive querendo inventar, assim com certeza, por condicionamento, treinamentos acaba-se achando "idéias", que atenderão a seus objetivos.

Jovens estudantes que teêm a oportunidade de serem bem orientados, podem chegar a por em prática suas ações, quando bem direcionados, seus reflexos são melhor dirigidos. Assim, podemos dizer que, existem mecanismos em que um mestre usa para atingir seus objetivos? Sim, deste modo é colocado aqui uma questão que culminou em sucesso para uma minoria de estudantes, que resolveram atender os preceitos e principios de seu mestre. Por ocasião de um evento, o qual foi televisionado, pode-se ver a agilidade do equipamento no clássico evento de "Guerra de Robôs".

A prática inovadora foi colocada em prática? Sim, seguindo-se as idéias aqui citadas, através de uma metodologia simples, coerente e organizada, todos atingiram seus objetivos, quando mostraram a mídia, que existem potencial, que depende de uma boa orientação de um mestre nesta modalidade da mecatrônica: automação e robótica.

O autor, descreve e relata fatos, situações e pontos em que a percepção quando bem trabalhada e bem direcionada! Pode buscar lá no fundo das "idéias", pontos que fazem com a participação passa a ser ousada, fervorosa com a vitalidade desejada; para se atingir a vitória, aliando a química em que se usa para se combater e derrotar seus inimigos. Outro exemplo clássico neste tipo de ação e reação é a tão conheçida situação de abordagem, que pela má impressão facial ao inimigo, este passa-se ser vitima, ou por outras vezes por indiferença, acaba nocauteando inimigos numa verdadeira "guerra fria".

Assim, a prática inovadora esta associada a questões de buscas de recursos apropriados para uma dada questão, no qual no caso citado de "Guerra de Robôs", os integrantes da equipe vencedora foram orientados para construir um armamento realmente imbatível, o que foi demonstrado no evento ter sido o melhor artefato bélico até então visto neste evento nacional.

Existem outros pontos a serem destacados, e assim, para aqueles que queiram entrar em contato, o façam, pois poderão receber diretrizes em como devem ser o comportamento social e técnico, para se alcançar o sucesso, com ética, organização e com o mais: prática inovadora.

Pastore, Paulo Luporini
Professor em Robótica - Escola Federal de Engenharia de Itajubá - EFEI
Coordenador do CROBOLAB - Construtores de Robôs de Laboratório
GAII - Grupo de Automação e Informática Industrial

ENGENHARIA
O melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil
Classificação Completa

       Confira como ficou a Classificação de cada instituição

Ao todo, 66 universidades foram avaliadas pelo provão, onde 12 obteram o conceito A, e 14 o conceito mais baixo, o E.

Em nossa análise para determinar o melhor curso de Engenharia Mecânica do Brasil ano 2001, consideramos os últimos 3 anos de provão (1999, 2000 e 2001), aplicando pontos de acordo com o conceito da universidade, de forma que conceito A valia 1 ponto e o conceito E valiam cinco pontos. Dessa forma, ao final teríamos grupos de universidades que compreenderiam a escala mínima de 3 a 15 pontos máximos.

Na situação de empate nas seis primeiras instituições com melhores cursos, foram considerados o conceito de evolução, e a porcentagem de acertos entre 75-100% das questões do provão 2001.

Critério Mecânica Online A=1; B=2; C=3; D=4; E=5

Grupo de Elite
3 conceitos A consecutivos - Pontuação Mecânica Online = 3 pontos
1 - INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA (ITA)
Estabelecimento Isolado - Federal

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) Universidade - Estadual
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP) Universidade - Estadual
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC) Universidade - Federal
6 - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO (PUC RIO) Universidade Privada

Pontuação Mecânica Online = 4 pontos - AAB ABA BAA
7 - INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA (IME) Estabelecimento Isolado - Federal
8 - CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PARANÁ (CEFET/PR)

Pontuação Mecânica Online = 5 pontos
9 - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)
Universidade - Federal
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS) Universidade - Federal
12 - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) Universidade - Federal

Pontuação Mecânica Online = 6 pontos
13 - FACULDADE DE ENGENHARIA INDUSTRIAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO (FEI) Estabelecimento Isolado - Privada
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA (UFU) Universidade - Federal
17 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES) Universidade - Federal

Pontuação Mecânica Online = 7 pontos
18 - CENTRO UNIVERSITÁRIO DO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA Centro Universitário - Privada
ESCOLA FEDERAL DE ENGENHARIA DE ITAJUBÁ (EFEI) Estabelecimento Isolado - Federal
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO - UNESP (UNESP) Universidade - Estadual
19 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR) Universidade - Federal

Pontuação Mecânica Online = 8 pontos
20 - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ (PUC-PR) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC) Universidade - Federal
22 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN) Universidade - Federal

Pontuação Mecânica Online = 9 pontos
23 - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA (UDESC) Universidade - Estadual
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS (PUC/MG) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL (UCS) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO (UPE) Universidade - Estadual
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ) Universidade - Estadual
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (UNIJUI) Universidade - Privada
31 - UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU (USJT) Universidade - Privada

Pontuação Mecânica Online = 10 pontos
32 - CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA (CEFET/RJ) Estabelecimento Isolado - Federal
ESCOLA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (EEI) Estabelecimento Isolado - Privada
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL (PUC/RS) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES (UMC) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA (UNOESC) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS (UNISINOS) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM) Universidade - Federal
UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES (URI) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA (UNISANTA) Universidade - Privada
41 - UNIVERSIDADE SEVERINO SOMBRA (USS) Universidade - Privada

Pontuação Mecânica Online = 11 pontos
42 - ESCOLA DE ENGENHARIA DE PIRACICABA (EEP) Estabelecimento Isolado - Municipal
FACULDADE DE ENGENHARIA DA FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO - FAAP (FEFAAP) Estabelecimento Isolado - Privada
FUNDAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE SÃO JOÃO DEL REI (FUNREI) Estabelecimento Isolado - Federal
UNIVERSIDADE DE ITAÚNA (UI) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO (UPF) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ (UNITAU) Universidade - Municipal
UNIVERSIDADE GAMA FILHO (UGF) Universidade - Privada
49 - UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE) Universidade - Privada

Pontuação Mecânica Online = 12 pontos
50 - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS (UCP) Universidade - Privada
51 - UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO (USF) Universidade - Privada

Pontuação Mecânica Online = 13 pontos
52 - UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS (UBC) Universidade - Privada
UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA (UNIMEP) Universidade - Privada
54 - UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE (UNIVALE) Universidade - Privada

Pontuação Mecânica Online = 14 pontos - EDD DED DDE
55 - CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS (CEFET/MG)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS (ICMG) Centro Universitário - Privada
FACULDADE DE ENGENHARIA SOUZA MARQUES (FTESM) Estabelecimento Isolado - Privada
INSTITUTO DE TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA (UTAM) Estabelecimento Isolado - Estadual
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA (UNIFOR) Universidade - Privada
60 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) Universidade - Federal

Pontuação Mecânica Online = 15 pontos - Equivale a três conceitos 'E' consecutivos - E E E
61 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA) Universidade - Estadual
62 - UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS (UEMG) Universidade - Estadual

Grupo Extra - Nesse Grupo Universidades que não realizaram em algum dos anos analisado o provão:
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL (UNICSUL) Universidade - Privada 2000C - 2001D
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC (UniABC) Universidade - Privada 2000C - 2001E
UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) Universidade - Privada 2000C - 2001C
UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA (USU) Universidade - Privada 1999E - 2001D

Mecânica Online - Tarcisio Dias

PROVÃO 2001
Cursos apresentam desempenho satisfatório no Provão
Das 20 áreas avaliadas este ano, em 15 houve uma concentração maior de cursos com conceito A do que com conceito E

Os resultados do Provão 2001 mostram que há um significativo conjunto de cursos de graduação com desempenho satisfatório na avaliação realizada pelo Ministério da Educação. Os dados revelam uma maior concentração de cursos com conceitos A do que E.

Das 20 áreas avaliadas, em 15 o percentual de cursos na mais alta faixa de desempenho é maior do que os que obtiveram os piores resultados. De acordo com o relatório, 14,3% dos cursos tiveram conceito A e 11,4%, conceito E.

O maior percentual de conceitos A foi identificado em Medicina Veterinária. Nessa área, 20,3% dos cursos ficaram no patamar mais alto da avaliação. O menor foi registrado em Jornalismo, onde 7,1% alcançaram a faixa de melhor desempenho.

A carreira de Engenharia Química teve o maior percentual de conceitos E, com 20,8% dos cursos posicionados no pior nível. A menor concentração nessa faixa de desempenho foi em Matemática: 3,1%.

Dos 3.668 cursos avaliados pelo Provão deste ano, 2.514 (68%) obtiveram conceitos A, B ou C. Os outros 32% ficaram com conceitos D ou E, considerados como baixo desempenho e que podem levar o curso a perder a sua autorização de funcionamento. Trinta e três cursos ficaram sem conceito, pois apenas um aluno fez a prova ou não houve comparecimento dos graduandos.

Os dados do Exame Nacional de Cursos de 2001 foram divulgados pelo ministro Paulo Renato Souza e pela presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), Maria Helena Guimarães de Castro.

Participaram da avaliação os cursos de Agronomia, Administração, Biologia, Direito, Economia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Farmácia, Física, Jornalismo, Letras, Matemática, Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Pedagogia, Psicologia e Química.

Mudança na avaliação flexibiliza resultados

O Provão 2001 apresenta uma flexibilização dos resultados devido à mudança na sistemática de distribuição dos conceitos. A partir deste ano, o desempenho de cada um dos cursos depende exclusivamente da distância da média do curso em relação à média geral da área.

Antes, a distribuição era pré-fixada. Aos 12% com desempenho mais alto atribuía-se o conceito A; aos 18% seguintes, o conceito B; aos 40% a seguir, com desempenho médio, o conceito C; e os conceitos D e E aos 18% e aos 12% com desempenhos mais baixos, respectivamente.

O ponto de partida do novo critério é a média geral de cada área. A partir dela é calculada a dispersão das médias dos cursos, o chamado desvio-padrão, que permite a construção de faixas de valores para a distribuição dos desempenhos dos cursos. A média de cada curso estará, sempre, dentro de um dos intervalos determinados e cada um desses intervalos corresponde a um conceito (A, B, C, D ou E). A nova metodologia visa aumentar a nitidez da fotografia do sistema e, com isso, captar com mais precisão a evolução no desempenho dos cursos.

Com base na média geral e no desvio padrão, a classificação dos cursos ficará da seguinte forma:

- Conceito C - cursos que tiverem seu desempenho no intervalo de meio desvio-padrão em torno da média geral;

- Conceito B - cursos com desempenho entre meio (inclusive) e um desvio-padrão acima da média geral;

- Conceito A - cursos com desempenho acima de um desvio-padrão (inclusive) da média geral;

- Conceito D - cursos cujo desempenho estiver no intervalo entre um e meio desvio-padrão (inclusive) abaixo da média geral;

- Conceito E - cursos com desempenho abaixo de um desvio-padrão (inclusive) da média geral.

Em Engenharia Elétrica, por exemplo, cuja média geral da área, em 2001, é igual a 42,3 e o desvio padrão é de 10,8, a distribuição dos conceitos dos cursos é a seguinte:

Conceito A - Acima de 53,1 (inclusive)

Conceito B - Entre 53,1 e 47,7 (inclusive)

Conceito C - Entre 47,7 e 36,9

Conceito D - Entre 36,9 (inclusive) e 31,5

Conceito E - Abaixo de 31,5 (inclusive)

Mecânica Online

PROVÃO 2001
Regiões Sul e Centro-Oeste têm bom desempenho

Duas regiões se destacam das demais na distribuição dos conceitos do Provão. No Centro-Oeste, quatro áreas (Engenharia Mecânica, Farmácia, Medicina e Odontologia) tiveram a maioria dos seus cursos com conceitos A ou B, sendo que em Engenharia Elétrica apenas um curso foi avaliado. Já no Sul o mesmo ocorre em três áreas (Jornalismo, Medicina e Odontologia).

No Nordeste, a soma de conceitos A e B dos cursos de Engenharia Elétrica alcançou 55,6% do total. Na região Sudeste existe uma distribuição mais homogênea de notas e, em nenhuma área, registrou-se concentração de notas mais altas.

O desempenho no Provão dos cursos oferecidos na região Norte do País pode ser considerado fraco.

Em 12 áreas, nenhum curso alcançou notas A ou B. Em 10 áreas pelo menos a metade dos cursos avaliados apresentou conceitos D ou E.

Mecânica Online

PROVÃO 2001
Maioria das instituições federais obtêm conceitos A e B

O desempenho das instituições federais no Provão mostra que, em 15 áreas, a soma de conceitos A e B foi igual ou superior a 50% do total de cursos avaliados. Agronomia, Economia, Jornalismo, Medicina e Química não alcançaram esses níveis de desempenho mas, mesmo assim, em nenhuma dessas áreas a soma dos dois patamares mais elevados é inferior ao total de conceitos D e E.

Os cursos de Direito oferecidos pelas instituições federais tiveram, no seu conjunto, a melhor performance no Provão: 73,2% tiveram A ou B. Em Medicina, 36,4% alcançaram os dois melhores resultados, o menor índice entre as 20 áreas. Nessa área também foram registrados 39,4% de C e 24,2% de D ou E. Em Engenharia Civil, nenhum curso das federais ficou nos últimos níveis de desempenho.

Nas instituições estaduais de Educação superior oito áreas conseguiram metade ou mais de conceitos A e B. São elas: Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Farmácia, Medicina e Medicina Veterinária. O melhor desempenho ficou por conta no conjunto dos cursos de Farmácia, com 75% nos dois níveis mais elevados.

Na rede privada, três áreas avaliadas conseguiram ter um percentual de cursos A e B maior ou igual à soma de conceitos D e E. Os cursos de Jornalismo foram os que mais se destacaram, com 39,7% de A e B. Esse cenário se repete em Pedagogia e Medicina.

PROVÃO 2001
Estudante do Mato Grosso do Sul é o único a tirar 100

Participaram do Provão 271.421 alunos de 3.701 cursos de 20 áreas. Apenas um tirou 100, a nota máxima do Exame. O estudante Markus Samuel Rebmann cursa Engenharia Civil na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e autorizou o Inep a divulgar a sua colocação no Exame.

Na última segunda-feira, 10, o Inep enviou aos alunos participantes do Provão o Boletim de Desempenho do Graduando. Nesse documento, consta a média geral do estudante e suas notas nas provas de múltipla escolha e discursiva. Para efeito de comparação, ele vai receber essas mesmas informações sobre o desempenho dos alunos do Brasil, da região, do estado e da instituição onde concluiu seu curso.

Os estudantes com as melhores médias em cada área avaliada pelo Provão terão direito à bolsa para mestrado ou doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). O objetivo do Ministério da Educação é reconhecer o esforço dos alunos que, pela dedicação aos estudos, alcançarem as maiores notas na avaliação.

PROVÃO 2001
Regiões Sul e Centro-Oeste têm bom desempenho

Duas regiões se destacam das demais na distribuição dos conceitos do Provão. No Centro-Oeste, quatro áreas (Engenharia Mecânica, Farmácia, Medicina e Odontologia) tiveram a maioria dos seus cursos com conceitos A ou B, sendo que em Engenharia Elétrica apenas um curso foi avaliado. Já no Sul o mesmo ocorre em três áreas (Jornalismo, Medicina e Odontologia).

No Nordeste, a soma de conceitos A e B dos cursos de Engenharia Elétrica alcançou 55,6% do total. Na região Sudeste existe uma distribuição mais homogênea de notas e, em nenhuma área, registrou-se concentração de notas mais altas.

O desempenho no Provão dos cursos oferecidos na região Norte do País pode ser considerado fraco.

Em 12 áreas, nenhum curso alcançou notas A ou B. Em 10 áreas pelo menos a metade dos cursos avaliados apresentou conceitos D ou E.

PIOR CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA DO BRASIL - PROVÃO 2001
Curso oferecido na UEMG fica em último no provão

           Empatada com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), a Universidade Estadual de Minas Gerais, seleciona no campus de Varginha, o pior curso de Engenharia Mecânica analisado pelo provão, tendo obtido três conceitos 'E' consecutivos.

O curso

Além das disciplinas básicas de engenharia, o aluno assiste a aulas de termodinâmica e mecânica dos fluidos. Há muita atividade em laboratórios, aparelhados para ensaios e desenvolvimento de protótipos, estudos de combustíveis alternativos e de tecnologia de ponta. O curso participa do Projeto Mini Baja entre outros.

Modalidade: Bacharelado

Horário de Funcionamento: Noturno

Número de Vagas: 60

Duração: 05 (cinco) anos

Regime: Semestral

Índice Candidato/Vaga em 1999: 1,07

Caracterização: este curso permite ao profissional atuar em duas áreas: mecânica pesada e de produção em série.

O Profissional: o Engenheiro Mecânico estará capacitado para exercer atividades como projetos, instalações, operações e manutenções nas indústrias mecânicas, automobilísticas, têxteis, em setores específicos como engenharia mecânica em geral, armamentos, energia nuclear, calefação, ventilação e refrigeração.

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