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Online
Edição 28 - Abril de 2002
Conteúdo básico
TESTE DRIVE RENAULT SCÉNIC
Dirigindo um carro automático
Durante
o teste drive com o Renault Scénic Automático,
a Equipe da Mecânica Online preparou esse material que
explica como conduzir um carro com câmbio automático.
Para muitos, isso ainda é novidade. No Renault Scénic,
a indicação do posicionamento da alavanca seletora
fica na barra indicadora (F), no quadro de instrumentos, onde
temos as seguintes opções: P
: estacionamento
R : marcha à ré
N : ponto morto
D : marcha à frente automática (relações
autorizadas: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª)
2 : 2ª imposta (relações autorizadas:
1ª e 2ª )
1 : 1ª imposta.
No geral, para a condição de
trânsito, utilizamos o câmbio na posição
D. Em algumas situações mais específicas,
utilizamos algumas funções disponíveis
no sistema.
Posição D3 ou 3ª imposta
(relações autorizadas: 1ª, 2ª e
3ª)
Com a alavanca seletora na posição D, pressione
o botão B. O indicador (I) se acende no quadro de
instrumentos. Para sair desta seleção, pressione
novamente o botão B (o indicador se apaga). Essa
seleção possui maior utilidade no momento
de uma ultrapassagem, onde você precisa de mais desenvolvimento
do veículo, para ultrapassar com segurança.
Para rodar de forma econômica, deve-se
deixar sempre a alavanca na posição D; ao
pressionar ligeiramente o pedal de acelerador, as marchas
mudarão automaticamente para uma velocidade menor.
No geral, é bastante simples conduzir um veículo
com câmbio automático, bastando apenas selecionar
a posição da alavanca de acordo com a situação
a ser desenvolvida. No carro analisado, constatamos uma
perfeita relação nas mudanças de marchas,
não existindo "solavancos" no momento de
mudança de marcha automaticamente.
VEÍCULOS
USADOS
Usados da Fiat oferecem mais vantagens
A Fiat Automóveis começa a oferecer este
mês novas vantagens aos seus clientes de carros usados,
como a exclusiva Assistência 24 Horas Integral, válida
em todo o Brasil, com serviços e benefícios
semelhantes aos oferecidos pela Fiat para carros zero quiômetro.
O Programa Fiat Usados Plus, iniciativa pioneira da montadora
e que já possui o maior número de concessionárias
certificadas do País, passa também a trabalhar
somente com veículos seminovos e inteiramente revisados
- a partir de um check-up de 70 itens.
"Os Usados Plus da Fiat possuem maior valor de revenda
porque contam com três tipos de garantia: de procedência,
de satisfação e de produto, o que significa
mais segurança, tranqüilidade, serviços
de alta qualidade", explica Lélio Ramos, diretor
comercial da Fiat Automóveis.
Para obter a certificação Usados Plus, concedida
pela própria montadora, as Concessionárias
Fiat estão passando por um rigoroso programa de padronização
de processos. Atualmente, 75 Concessionárias Fiat
em todo o Brasil já oferecem o Programa Usados Plus,
com previsão de alcançar toda a Rede ainda
este ano. São muitas as vantagens e os novos serviços
do programa:
Garantia de procedência - Os veículos
do Programa Usados Plus mantêm suas características
originais de fabricação e mais: são
garantidos contra qualquer reserva que impeça a sua
comercialização. Ou seja, toda documentação
é regularizada, inclusive com a quitação
de multas, pagamento de IPVA e seguro obrigatório.
Para completar, o Programa Usados Plus garante a originalidade
da gravação do chassi.
Garantia de satisfação - Caso o cliente
não fique satisfeito ao adqüirir um veículo
Usados Plus, seja por qualquer motivo, ele poderá
trocá-lo por outro que melhor o atenda, em até
cinco dias após a data de aquisição
do seu carro.
Garantia de produto - Para garantir ao cliente
um veículo com alto padrão de qualidade, o
veículo Usados Plus precisa superar todos os testes
de um rigoroso check-up de 70 itens, envolvendo motor, freios,
câmbio, suspensão, direção, rodas,
sistema elétrico, carroceria e pintura. E tudo o
que precisou ser feito no carro pode ser conferido pelo
novo proprietário, garantindo a máxima transparência
do negócio.
Ótimo estado de conservação
- Um veículo Usado Plus possui, no máximo,
cinco anos de fabricação ou 100 mil quilômetros
rodados. Além disso, a concessionária realiza
um serviço completo de higienização
do veículo, deixando-o com aparência de um
carro novo. A pintura recebe ainda um tratamento especial,
de revitalização.
Manual detalhado - Para seu maior esclarecimento
e comodidade, o cliente leva para casa o Manual do Cliente,
com todas as informações necessárias
para conhecer em detalhes todos benefícios disponíveis
de seu Usado Plus. O manual permite ainda o registro e o
controle das Revisões Programadas indicadas pelo
fabricante.
Cartão do Cliente - O cliente recebe também
o Cartão de Cliente, contendo seus dados personalizados
do seu veículo e da concessionária responsável
pela venda. O cartão serve também para o cliente
solicitar os serviços da Assistência 24 Horas
Integral.
Assistência 24 Horas Integral - Este plano assistencial
prevê uma série de providências para
melhor atender o cliente Usados Plus em situações
imprevistas. No caso de algum imprevisto elétrico
ou mecânico em qualquer lugar do Brasil, o cliente
Usados Plus só terá que discar para uma central
de atendimento para receber socorro local.
Caso o reparo não seja possível naquele
momento e naquele local, o programa cobrirá o rebocamento
do veículo até a Concessionária ou
Ponto Assistencial Fiat mais próximo. Se este atendimento
também não for possível em menos de
24 horas e o cliente estiver a mais de 100 quilômetros
de sua residência, será priorizado o retorno
dos passageiros ou prosseguimento da viagem. Não
havendo tempo hábil para essa providência,
será fornecida hospedagem ao cliente e passageiros.
Até mesmo em casos de pane seca (veículo
sem combustível) ou de pneu danificado sem condição
de ser trocado no local, a Assistência 24 Horas Integral
providencia o reboque até posto ou borracharia mais
próxima.
Veículo reserva - Durante a reparação
do veículo Usado Plus, devido a um imprevisto mecânico
ou elétrico que o impeça de se locomover por
meios próprios por mais de dois dias úteis,
o cliente terá direito a três diárias
de um veículo reserva.
Mecânica Online & Diretoria de
Comunicação Social Fiat
SUA SEGURANÇA
O cinto de segurança ainda é o mais
seguro
Desde que a Chevrolet iniciou suas atividades no Brasil,
a segurança veicular sempre foi prioridade absoluta.
Ao longo dos anos vários itens se tornaram opcionais
na maioria dos veículos, como freios ABS, bolsas
infláveis, controle de tração, entre
outros, mas o cinto de segurança ainda é considerado
o mais importante equipamento entre todos os voltados a
diminuir as consequências de um acidente.
O cinto de segurança é um dispositivo simples
que impede, em caso de colisão, que o corpo se choque
contra o volante, painel de instrumentos ou pára-brisa.
Todo veículo é projetado para que os ocupantes
utilizem o equipamento, inclusive os dos bancos traseiros.
"O cinto de segurança é o principal
componente projetado no automóvel para aumentar a
segurança de seus ocupantes, tanto que o uso é
obrigatório por lei. O par de "air bags"
ou freios ABS são itens que complementam a segurança",
destaca José Celso Mazarin, gerente do Laboratório
de Segurança da GMB.
"Air bag" frontal: acidentes menos violentos
É importante salientar que os ocupantes não
estarão protegidos em um veículo com "air
bag" frontal se não estiverem usando o cinto
de segurança. Isso acontece porque o "air bag"
é um sistema complementar, ou seja, durante o impacto,
o cinto de segurança retarda a projeção
dos ocupantes para frente, dando o tempo necessário
para que o "air bag" seja inflado. Além
disso, o cinto limita a trajetória do ocupante para
assegurar que ele seja projetado contra o "air bag",
onde efetivamente haverá amortecimento do impacto
com consequente redução das lesões.
"O acionamento do "air bag" não depende
da velocidade de impacto do veículo, mas sim, da
aceleração imposta ao ocupante, ou seja, da
severidade com que este é projetado para frente,
que está associada ao risco de lesões graves.
Assim, o "air bag" deve ser acionado somente em
situações onde o cinto de segurança
não for suficiente para proteger adequadamente o
ocupante, impedindo que este se choque contra os componentes
do interior do veículo", esclarece José
Celso Mazarin, gerente dos Laboratório de Segurança
da GMB.
Por isso o cinto de segurança é o principal
dispositivo de proteção aos ocupantes de um
veículo e deve ser usado sempre. A não utilização
pode ocasionar lesões graves ou fatais, mesmo em
veículos equipados com "air bag".
Veículos - Para oferecer maior segurança
a nossos clientes, os veículos Chevrolet, fabricados
no Brasil, possuem o "air bag" frontal vinculado
aos pré-tensionadores dos cintos de segurança.
O pré-tensionador é um dispositivo que faz
parte do sistema do cinto de segurança e serve para
eliminar a folga entre o cinto e o corpo do ocupante, retendo-o
ainda mais e diminuindo a velocidade com que este venha
a tocar o "air bag". Ele contribui para que o
ocupante atinja o "air bag", quando este estiver
totalmente inflado.
Mecânica Online & GM Center
FIQUE ESPERTO
Fraude na quilometragem é
comum
Voltar o hodômetro do carro é estelionato, mas
há oficinas que facilmente concordam em executá-lo.
Hodômetro do tipo mecânico: o mais fácil
de ser adulterado
Modificar o hodômetro do carro, reduzindo a quilometragem
indicada, é uma fraude aplicada com freqüência
em São Paulo. Facilmente se encontra quem a execute,
numa operação de baixo custo que pode resultar
em prejuízo de alguns milhares de reais para quem
compra carro usado.
De sete oficinas mecânicas procuradas pelo Estado
na zona norte de São Paulo, uma concordou em adulterar
a numeração do hodômetro e todas as
outras indicaram casas especializadas em velocímetros
onde a fraude poderia ser realizada.
Numa dessas empresas, o atendente explicou que existem
dois meios para se mexer na quilometragem. A mais comum
é desmontar o painel e retroceder manualmente os
algarismos. Neste caso, o lacre de segurança do marcador
de quilometragem não é rompido. Para esse
serviço, a oficina cobra R$ 30,00.
Também costuma-se retroceder a numeração
pela parte de trás do painel com o auxílio
de um arame, caso em que não há desmontagem.
No entanto, esse método é pouco utilizado
por estragar os números, evidenciando a adulteração.
Em uma loja especializada em velocímetro, a fraude
custava de R$ 20,00 a R$ 30,00, conforme a dificuldade para
se desmontar o painel, e a demora seria de aproximadamente
uma hora e meia. O orçamento exato só não
foi passado de imediato porque o funcionário realizava
o mesmo serviço em outro veículo.
Há facilidade para se retroceder os números
do hodômetro convencional, mas o serviço se
torna mais complicado quando o componente é eletrônico.
Carlos Eduardo Moraes Barros, gerente de marketing do Auto
Shopping Global, diz que mexer na eletrônica pode
causar danos ao carro, embora, segundo ele, haja quem utilize
até software especial para fazer essa gambiarra.
Barros diz que, para não comprar carro com hodômetro
adulterado, os profissionais que trabalham em lojas de usados
fazem uma inspeção detalhada no automóvel.
O chamado tombo na quilometragem, como é
conhecido no meio automobilístico, é um crime
de estelionato, com pena de um a cinco anos de reclusão.
O delegado Rafael Rabinovich, com 18 anos de experiência
e atuando nos últimos anos no Detran, nunca soube
de esse tipo de crime ter sido flagrado ou punido. Mas ele
adverte: Sempre há uma primeira vez.
Juliana Sih
ENTENDA MELHOR
Saiba o que significam as letras
e os números impressos nos pneus As
informações estão na lateral da banda
de rodagem. Inscrições nos flancos determinam
medida do aro, largura e altura da banda de rodagem, entre
outras informações
Todas aquelas letrinhas, aqueles números, as siglas
e códigos impressos na lateral da banda de rodagem
dos pneus têm um significado. As inscrições
nos flancos determinam medida do aro, largura e altura da
banda de rodagem, quantidade máxima de libras, marca,
tipo, modelo, ano, mês e até semana de fabricação
do pneu, entre outras informações.
Para entender melhor, nada como um exemplo. Tendo como
base o Pirelli P6000 P195/60 R14 85H, conheceremos o que
significam os "pês", números, "erres"
e "agás". O gerente da Rodavale Pneus,
Fábio Campos, 26 anos, dos quais, dez destinados
ao estudo de pneus, explica que a inscrição
P 6000 identifica o tipo e modelo de pneus. "Este é
um pneu de passeio, mas existem os de camioneta, off road,
caminhões, agrícola, industrial e de motos".
Campos acrescenta que o "p" é um código
da marca para carro de passeio e o 195/60 determina a largura
e a altura da banda de rodagem. O R 14 determina o aro ou
jante, como é comumente chamado, e que no manual
do veículo estabelece as medidas exatas dos pneus
ideais para o carro (tipo, modelo e marca).
O 85H M+S indica o índice de carga e a velocidade
limite que os pneus podem suportar. Esse código representa
que cada pneus pode suportar 515kg a uma velocidade de 210km/h.
O M+S significa: destinado para lama e neve. De acordo com
Campos, não tem utilidade prática, é
mais uma exigência para exportação.
Em letras menores, estão as especificações
da quantidade máxima de libras que suporta (44 libras).
No flanco ainda consta especificações sobre
o tipo de banda de rodagem: radial ou diagonal, tubeless
(para rodas sem câmara) ou tubetape (para rodas com
câmara). A diferença entre ambas é que
a primeira é confeccionada em fibras de aço,
enquanto a segunda, em lona. Campos afirma que o pneu radial
propicia melhor dirigibilidade e é mais durável.
Fique de olho no selo do Imetro e em um nódulo no
meio da banda de rodagem identificado pela sigla inglesa
T.W.I. O certificado do Imetro é uma garantia que
o pneu é novo. A sigla inglesa T.W.I é um
indicador de desgaste. Quando o nódulo é atingido,
indica que o pneu precisa ser trocado, os sulcos estão
com apenas 1,6mm de resíduo da área emborrachada
ou quase "carecas".
Campos chama a atenção do proprietário
para, antes de trocar o pneu, consultar o manual do veículo,
onde constam as informações sobre medida e
tipo de pneu mais adequado ao veículo e as condições
de uso. "A utilização de pneus inapropriados
compromete a dirigibilidade, o conforto, a estabilidade
e a segurança", esclareceu o especialista.
DICAS
O pneu tem uma vida útil de aproximadamente 40
mil quilômetros, podendo ultrapassar essa quilometragem.
Saiba como prolongar a durabilidade dos pneus:
Alinhar, balancear e fazer rodízio a cada dez mil
quilômetros;
Calibrar semanalmente;
Verificar itens da suspensão (amortecedor, coxim,
buchas, etc.)
Evite aceleração brusca e frenagem violenta;
Na substituição do pneu, somente utilize
pneus e aros especificados e nunca coloque um pneu novo
em conjunto com um gasto, no mesmo eixo;
Ao substituir um pneu, substitua também a válvula
de calibragem;
Não é permitido utilizar câmaras de
ar em pneus sem câmara
Najara Sousa - Correio da Bahia
SUA SAÚDE
Motoristas têm mais chances de desenvolver
hérnia de disco
Motoristas profissionais têm mais chances de desenvolver
hérnia de disco. Isto porque, passando muitas horas
sentados, a tendência dos motoristas é relaxar
o tronco, depositando todo o seu peso sobre os ossos da
coluna lombar e da bacia.
A melhor dica para quem passa muitas horas sentado
é corrigir a postura e tonificar os músculos
abdominais. A posição barriga para dentro
também ajuda na sustentação do tronco,
diz o ortopedista Lafayette Lage.
No Programa de Saúde Ocupacional que a Radial Transporte
Coletivo, de Ferraz de Vasconcelos, implantou no ano passado,
há um módulo dedicado à prevenção
de problemas relacionados à coluna. Apesar
de haver cerca de dois ou três casos ao ano de funcionários
nossos pedirem afastamento por problemas na coluna, esse
é um assunto que nos preocupa bastante. Temos um
motorista afastado há um ano com hérnia de
disco e um cobrador que há um mês vem enfrentando
dores nas costas, diz Maria Auristênia Ferreira,
gerente de Recursos Humanos da Radial.
Os discos são como amortecedores
que existem entre as vértebras. São compostos
por um anel exterior, que reveste o centro macio (núcleo),
quase todo composto por água. As lesões de
disco podem ser resultado de um rompimento do mesmo. Isso
faz com que o centro macio seja forçado para fora
ou se rompa, algumas vezes chegando a pressionar os nervos
dos canais da coluna. Essa é a chamada hérnia
de disco, explica o dr. Lafayette Lage.
Mecânica Online e Ex-Libris Assessoria
e Edições
VISÃO
DE MERCADO - NÚMERO 3
Qual a dificuldade em repassar
informação tecnológica?
"Por que as concessionárias brasileiras (ou
os fabricantes?) possuem tantas dificuldades em repassar
informação tecnológica?"
Todos
nós sabemos que hoje em dia é extremamente
difícil ao reparador executar seu trabalho sem ferramentas
e equipamentos adequados. Entretanto, ainda que o profissional
esteja suprido com os instrumentos necessários a
reparação de um veículo, jamais deve
lhe faltar à informação sobre os procedimentos
técnicos de correção do problema.
Sem informação tecnológica, simplesmente
lhe é impossível consertar qualquer veículo,
mormente no que diz respeito a Mecatrônica Automotiva.
Mas, por que as concessionárias brasileiras (ou os
fabricantes?) têm tantas dificuldades em repassar
informação tecnológica ao reparador
independente?
Não há argumentos claros que possam justificar
essa conduta. As concessionárias são representantes
diretos de suas respectivas montadoras, logo funcionam como
postos de assistência técnica e como tal, é
evidente que gozam das prerrogativas de serem as primeiras
beneficiadas na obtenção de informação
tecnológica.
A questão fundamental que se coloca é a atitude
talvez deliberada das concessionárias ou dos seus
fabricantes em restringir o acesso do reparador independente
à informação tecnológica.
Declarar que este profissional não é qualificado,
que não possui o acervo de ferramentas e equipamentos
minimamente necessários a realização
do serviço é pura demagogia.
Esse discurso soa bem aos órgãos de defesa
do consumidor, e mesmo assim eles preferem o tom conciliatório
em eventuais conflitos entre o cliente e o prestador de
serviços, que pode ser até uma concessionária.
Por mais incrível e intrigante que possa parecer,
ao que tudo indica, isso só acontece no Brasil.
Digo isso por experiência vivida no corpo e na alma.
Pois, neste exato momento, meus caros leitores, escrevo-lhes
da cidade de Vancouver, no Canadá, a pouquíssimos
quilômetros do Alaska, e afirmo-lhes que nunca em
toda minha vida me foi tão fácil conseguir
material bibliográfico automotivo.
A facilidade em obter informação tecnológica
é flagrante em todos os sentidos. As lojas de peças
e ferramentas automotivas abrigam prateleiras de manuais
de reparação, não só de veículos
canadenses, mas também dos modelos importados que
rodam no país. As livrarias têm sempre pelo
menos uma estante destinada aos temas "automóveis"
e "transportes rodoviários".
A minha maior surpresa, no entanto, foi quando tive a oportunidade
de visitar as Bibliotecas Públicas de Vancouver e
de uma cidade vizinha, Burnaby. As duas somam mais de cinco
mil volumes respeitantes à tecnologia automotiva.
Meu caros leitores devo dizer-lhes que me sinto francamente
envergonhado de ter que lutar para obter informação
aí no nosso Brasilzinho, muitas vezes as mais simples,
por exemplo, a localização exata de uma peça
ou componente num determinado veículo que nós
mesmos fabricamos, em nossa Terra-Brasilis.
Já dizia o nosso saudoso Nelson Rodrigues que, do
alto da sua extrema habilidade em entender as atitudes humanas
e sintetizá-las em poucas palavras, nos deixou algumas
frases geniais do tipo: "Toda unanimidade é
burra".
De fato, em se tratando de comportamento humano, preenchido
de conteúdos emocionais os mais diversos, há
que se respeitar à multiplicidade de opiniões,
de gostos, de preferências.
Não há, porém, um só indivíduo
minimamente alfabetizado e detentor das suas plenas faculdades
mentais, que ouse em discordar que "1+1=2". Aí,
até mesmo o nosso querido Nelson haveria de fazer
parte da unanimidade.
Acontece que "1+1=2" é informação
tecnológica e, por conseqüência, totalmente
desprovida de cargas emocionais. Daí a razão
da sua unanimidade, da sua universalidade.
Bom! A menos que o gelo do Pólo Norte esteja matando
os meus neurônios presumo que tudo que seja universal
deva pertencer a todos sem distinção de raça,
credo ou condição sócio-econômica.
Será que os departamentos técnicos das montadoras
olham para o mercado independente como parte de um problema?
Deveriam olhar com olhos de busca, de encontro, da solução.
Somente assim poderemos construir um mercado competente
e confiável do ponto de vista da assistência
técnica.
Algumas iniciativas, ainda que incipientes, estão
espocando pelo mercado. Fornecedores, sistemistas, distribuidores
e varejistas de autopeças juntam esforços
para construir uma ponte sobre o fosso da ignorância,
encurtando as distâncias e fazendo um mercado reparador
mais digno.
Tudo foi conquistado por simpatia? Claro que não!
Foi o sentimento de estar perdendo, sem conseguir reagir
ao inimigo discreto e incisivo, chamado mercado ultracompetitivo,
regente maior desta orquestra fora de ritmo e tom, escondida
sob os auspícios da proteção e cartelização
do mercado, naufragando sem direito a bote e colete salva-vidas.
O caminho do prejuízo tocou no ponto mais sensível
do corpo humano: o bolso!
Buscar aliados para competir de igual para igual foi à
solução para reforçar marcas, divulgar
a qualidade do seu produto e usar o marketing direto mais
antigo que se tem conhecimento o "marketing boca-a-boca".
Este aliado está no mercado independente.
Paulo Roberto Poydo e Marco Calixto - Synergy
Consultoria e Treinamento Automotivo
ESCOLHA DOS MECÂNICOS
Mecânicos escolhem os
melhores carros e suas marcas preferidas
A CINAU (Central de Inteligência Automotiva),
instituto de pesquisa especializado no setor de reparação
automotiva e ligado ao jornal Oficina Brasil, realizou a
quarta edição da pesquisa Melhor Carro
Opinião Profissional - 2001, que tem
como objetivo apontar os melhores veículos e montadoras
do ponto de vista do mecânico independente.
De acordo com Cássio Hervé,
diretor da CINAU, essa pesquisa é realizada junto
aos mecânicos por serem importantes formadores de
opinião para o consumidor final. Geralmente,
antes de efetuar a compra de um carro, novo ou usado, o
consumidor consulta esses profissionais, que normalmente
são os encarregados da manutenção do
seu veículo. É importante lembrar que as oficinas
independentes atendem mais de 70% da frota circulante no
País (um número superior a 14 milhões
de carros), informa Hervé.
Para apontar os melhores veículos e montadoras, 748
profissionais da reparação responderam a uma
pesquisa. Nesse levantamento, eles avaliaram o preço
e a disponibilidade das peças, facilidade na obtenção
de informações, acesso aos componentes/sistemas,
entre outros aspectos técnicos e comerciais.
Em nossa pesquisa não existe a preocupação
de evidenciar marcas e modelos e nem visa a distribuição
de prêmios. Nosso objetivo com ela é promover
uma mudança de parâmetros quando se trata de
avaliar os fatores que influenciam a venda de carros novos
no Brasil. A maioria das pesquisas desenvolvidas pelas montadoras
envolvem apenas as preferências e opiniões
do consumidor, desprezando a avaliação do
mecânico independente. Nosso trabalho visa justamente
mensurar a opinião desse profissional e as suas conseqüências
na cabeça do consumidor, seu cliente
na oficina, comenta Marcelo F. Aranha, coordenador
de Pesquisa da CINAU.
OS CARROS MAIS VOTADOS
Na categoria 1.0 litro, o primeiro colocado na pesquisa
foi o Gol, com 23,3% de aprovação;
na de 1.1 a 1.5 litro, o mais apontado foi o Palio, com
24,1%; na de 1.6 a 1.9 litro, novamente o Gol, com motor
1.6, obtendo 13,5%; na de 2.0 a 2.4 litros, o escolhido
foi o Vectra, 20,1%; acima de 2.5 litros ganhou o Omega
3.6 litros, 13,3%. Entre as picapes leves a escolhida foi
a Saveiro, com 38,8%, e entre as picapes pesadas, a F-250,
com 17,4%.
Na pesquisa, o mecânico também foi questionado
sobre qual carro ele compraria hoje, independente do preço.
O primeiro colocado foi o Vectra CD 2.2 16V, com
7,6% da preferência.
RECOMENDAÇÃO DA OFICINA
No que se refere às montadoras, a pesquisa mostrou
nitidamente uma mudança nas indicações
positivas e negativas - dos profissionais da reparação.
Para medir essas mudanças foi elaborado um indicador,
o coeficiente RO (Recomendação da Oficina),
que nada mais é que o cálculo matemático
da diferença entre o percentual de indicação
de uma marca e o de não indicação da
mesma.
Pelo coeficiente RO, a Volkswagen foi a montadora que mais
perdeu no último ano, apesar de continuar como a
marca mais indicada. O índice de RO da Volks
teve uma forte queda: passou de 60,8% em 2000 para 43,5%
em 2001. Um dos motivos dessa redução é
que a montadora passou a ser apontada pelos mecânicos
como desatualizada tecnologicamente.
Outra mudança importante do quadro das montadoras
é que a Fiat e a Ford estão
diminuindo o seu índice de rejeição
junto aos mecânicos. A Fiat, por exemplo, passou de
um índice RO negativo de 35,7% em 2000 para
20,5% no ano passado e a Ford, de 34,5% para
-30,5%. Entre os itens apontados como favoráveis
para a Fiat estão tecnologia, qualidade e inovação.
Já a Ford teve como pontos positivos qualidade, tecnologia
e acabamento. Enquanto isso, a GM manteve-se estável
no índice RO, com 17,7% (em 2000 tinha 19%), considerando
uma margem de erro de cerca de dois pontos percentuais,
observada pelo estatístico responsável pela
pesquisa.
Apesar de real, é impossível apontar
com exatidão o quanto a opinião do mecânico
influencia na compra de um veículo, mas é
fato que há uma influência. E é sintomático
verificar que no ano que a Volkswagen perdeu a sua liderança
no mercado e a Fiat conquistou esse posto, o fenômeno
foi registrado na pesquisa junto às oficinas de reparação
independente, com uma queda no índice de recomendação
da Volks e uma redução no índice de
rejeição da Fiat junto aos mecânicos.
Com isso, podemos afirmar que o mecânico tem o poder
de vender ou condenar marcas e modelos,
enfatiza Hervé.
A OFICINA E O FUTURO DAS VENDAS EM 2002
A equipe da CINAU, para enfatizar a tese desenvolvida sobre
a influência da oficina mecânica independente
na comercialização de carros novos, entende
que é possível prever o desempenho das vendas
mediante a análise prévia da opinião
dos profissionais que atuam nesse setor (materializada no
coeficiente RO), em relação ao prestígio
ou desprestígio das marcas e modelos.
Levando em consideração os atuais coeficientes
RO e mantidas as condições presentes de mercado,
a CINAU prevê para 2002 o seguinte quadro no desempenho
das vendas das principais montadoras:
- Fiat consolida sua liderança;
- GM terá uma manutenção dos atuais
níveis de venda, mas com tendência de baixa;
- Volkswagen experimenta um decréscimo nas vendas
em um ritmo mais acelerado que a GM, podendo, em alguns
momentos, atingir o terceiro lugar no ranking de vendas;
- Ford terá uma moderada tendência de aumento
da participação no mercado, avalia Hervé.
A seguir, o resultado da pesquisa:
CATEGORIAS VEÍCULOS MAIS INDICADOS
Até 1.0 litro VW Gol (23,3%)
1.1 a 1.5 litro Fiat Palio 1.5 (24,1%)
1.6 a 1.9 litro VW Gol 1.6 (13,5%)
2.0 a 2.4 litros GM Vectra 2.0 (20,1%)
Acima de 2.5 litros GM Omega 3.6 (13,3%)
Picapes leves VW Saveiro (38,8%)
Picapes pesadas Ford F-250 (17,4%)
CATEGORIAS VEÍCULOS MENOS
INDICADOS
Até 1.0 litro Fiat Palio (9,0%)
1.1 a 1.5 litro Ford Fiesta 1.3 (13,6%)
1.6 a 1.9 litro Fiat Tipo 1.6 (9,8%)
2.0 a 2.4 litros Fiat Tempra 2.0 (13,6%)
Acima de 2.5 litros GM Omega 3.0 (6,9%)
Picapes leves Ford Courier (15,6%)
Picapes pesadas GM Silverado (11%)
Qual veículo o mecânico
compraria hoje?
1º - GM Vectra CD 2.2 16V (7,6%)
2º - VW Golf (5,7%)
3o - GM Omega V6 (5,0%)
4o - VW Parati (3,8%)
5o - BMW (3,5%)
Mecânica Online & Printer Press
Assessoria de Comunicação
QUANTO VALE SUA
SEGURANÇA
Opcionais X Segurança: quanto custa cada parte?!
Legislação, preço
alto e displicência. Três fatores que têm
respectivamente como responsáveis governo, montadoras
e consumidor, e que resultam na preferência por equipamentos
de conforto em detrimento dos de segurança
Ao comprar um veículo zero e equipá-lo com
os vários opcionais disponíveis, a preferência
do consumidor passa longe de equipamentos como airbag e
freios ABS, que custam muito caro. Além do preço,
a mentalidade do brasileiro ainda não está
preparada para exigir a presença de tais itens de
segurança que (é importante lembrar, com poucas
exceções) só são de série
nos veículos luxuosos.
As pessoas acham que o que a legislação manda
é o essencial: cintos de segurança, apoios
de cabeça dianteiros e pelo menos para os ocupantes
dos bancos traseiros laterais. Ainda não existe uma
consciência clara sobre o benefício do airbag.
Aliás, nem no que diz respeito à importância
do apoio de cabeça central para o passageiro do meio.
Fato também ignorado por várias montadoras.
Na opinião da Promotoria de Justiça de Defesa
do Consumidor de Belo Horizonte, o airbag deveria virar
equipamento obrigatório. Não poderia ser disponível
simplesmente para as pessoas que quiserem (e pagarem por
isso). Os jovens, que são os que mais se envolvem
em acidentes, normalmente possuem um carro 1.0, mais barato,
quase sempre sem airbag.
Aparência
O consumidor prefere aqueles itens que pode ver o benefício
de cara, como direção hidráulica, ar-condicionado
e duo elétrico. Devido ao fato de o Brasil ser um
país de clima quente, um dos equipamentos mais desejados
é o ar-condicionado, que tem um preço elevado,
de cerca de R$ 2 mil.
Num automóvel popular, como o Gol, a
aplicação de airbag e freios ABS é
reduzida. Ainda existe uma procura maior por rodas de liga
leve do que por esse tipo de equipamento. Tais itens de
aparência têm sido pedidos em cerca de 20% a
30% dos veículos, enquanto a adesão aos airbags
e ABSs não chega a 5%.
Na Ford, tal porcentagem não é diferente.
O público consumidor ainda é mais ligado ao
conforto. Normalmente os itens mais comentados, ou seja,
aqueles que o consumidor considera que têm que haver
no carro, são direção hidráulica,
ar-condicionado, CD Player, bancos e volante ajustáveis.
Já nas pick-ups grandes e médios da marca,
os freios ABS são itens de série nas rodas
traseiras.
Na Fiat Automóveis, menos de 1% das solicitações
nas vendas são de airbag e freios ABS. A montadora
tem feito para contrabalançar é aumentar a
oferta, pelo menos, do airbag, como equipamento de série.
Nos Palio Stile e Palio Weekend Stile, o airbag já
é de série e também no ELX 2002. Além
disso, Brava e Marea já oferecem o sidebag (airbag
lateral) como opcional.
A presença ou não dos equipamentos de segurança
depende também do tipo do carro. Num carro de luxo,
além de querer estilo, o cliente vai querer um bom
nível de equipamentos de segurança e de conforto.
A partir de certa faixa, ele faz questão.
Para um carro de R$ 40 mil, R$ 50 mil, o consumidor passa
a exigir o que há de melhor. Ou seja, não
só airbags e freios ABS, como tudo mais a que tem
direito. Em contrapartida, quem está adquirindo um
carro 1.0 ainda vai ter que escolher o que colocar no veículo.
É quando entra a questão do preço do
equipamento.
De série
Uma estratégia que deu certo: todos os veículos
da Renault, independente da categoria, vêm com airbag
duplo de série. O consumidor passou a identificar
a marca com o fator segurança. Pesquisa recente da
montadora mostrou que quem compra um Clio está preocupado
com segurança. Enquanto o conceito de inovação
é o mais forte quando o assunto é o monovolume
Scénic.
TRANSITANDO LEGAL
Entenda mais sobre legislação
no trânsito
1. Prioridade à defesa da vida
Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes
ao Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade
em suas ações à defesa da vida, nela
incluída a preservação da saúde
e do meio ambiente.
2. Sistema Nacional de Trânsito
Os órgãos e entidades que pertencem ao Sistema
Nacional de Trânsito que são: O CONTRAN; DENATRAN,
DETRAN, SEMTRAN, Polícia Militar, Polícia
Rodoviária Federal e todos os que estão elencados
no artigo 7º do Código de Trânsito Brasileiro.
3. Competência da Polícia Militar I
A Polícia Militar compete executar a fiscalização
de trânsito, quando e conforme convênio firmado,
como agente do órgão ou entidade executivos
de trânsito ou executivos rodoviários, concomitantemente
com os demais agentes credenciado.
4. Competência da Polícia Militar II
Cabe, também, a Polícia Militar executar o
policiamento ostensivo, conforme a Constituição
Federal, e o policiamento de Trânsito é uma
das especialidades de tal policiamento.
5. Ultrapassagem I
A ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá
ser feita pela esquerda, obedecida a sinalização
regulamentar e as demais normas estabelecidas no CTB, exceto
quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando
o propósito de entrar à esquerda;
6. Ultrapassagem II
Todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem,
certificar-se de que: a) nenhum condutor que venha atrás
haja começado uma manobra para ultrapassá-lo;
b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não
haja iniciado indicado o propósito de ultrapassar
um terceiro; c) a faixa de trânsito que vai tomar
esteja livre numa extensão suficiente para que sua
manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito
que venha em sentido contrário
7. Ultrapassagem III
Todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
a) indicar com antecedência a manobra pretendida,
acionando a luz indicadora de direção do veículo
ou por meio de gesto convencional de braço; b) afastar-se
do usuário ou usuários aos quais ultrapassa,
de tal forma que deixe livre uma distância lateral
de segurança; c) retomar, após a efetivação
da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando
a luz indicadora de direção do veículo
ou fazendo gesto convencional de braço, adotando
os cuidados necessários para não pôr
em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos
que ultrapassou.
8. Ultrapassagem IV
Nas interseções e suas proximidades, o condutor
não poderá efetuar a ultrapassagem
9. Cruzamento I (Teia de Aranha)
Mesmo que a indicação luminosa do semáforo
lhe seja favorável, nenhum condutor pode entrar em
uma interseção se houver possibilidade de
ser obrigado a imobilizar o veículo na área
de cruzamento, obstruindo ou impedindo a passagem do trânsito
transversal.
10. Cruzamento II (Teia de Aranha)
O condutor que insistir em imobilizar (parar) o seu veículo
na área de cruzamento de vias, prejudicando a circulação
de veículos e pedestre, comete uma infração
média, com penalidade de multa (80 UFIR), perdendo
quatro pontos no documento de habilitação.
11. Reprovação no Exame
No caso de reprovação no exame escrito sobre
legislação de trânsito ou de direção
veicular, o candidato só poderá repetir o
exame depois de decorridos 15 (quinze) dias da divulgação
do resultado.
12. Livros obrigatórios I
Os estabelecimentos onde se executem reformas ou recuperação
de veículos e os que comprem, vendam ou desmontem
veículos, usados ou não, são obrigados
a possuir livros de registro de seu movimento de entrada
e saída e de uso de placas de experiência.
13. Placas de Experiência I
Os estabelecimentos onde são recuperados os veículos
ao realizarem testes nos veículos nas vias públicas,
deverão portar a placa de experiência, onde
no caso de infração de trânsito serão
identificados a oficina responsável
14. Placas de Experiência II
Se você vai colocar seu carro em uma oficina, verifique
se lá existe a placa de experiência e exija
que seja colocada toda vez que a referida oficina for realizar
teste na via pública. Com esta medida você
poderá evitar aborrecimentos ao receber notificação
de multas em decorrência de infração
de trânsito, pois quem recebe é o proprietário
da oficina.
Mecânica Online
TARCISIO EM DIAS
Desgastes precoces podem ser
resultados de vícios ao volante
Dirigir é um ato que exige prática e que,
depois de alguns anos, torna-se automático: a mão
corre do volante para a alavanca de câmbio, enquanto
os pés acionam a embreagem e acelera.
A intimidade com o veículo faz com que o condutor
se descuide um pouco com o direção e adquira
hábitos ao volante, geralmente, nada saudáveis.
Os vícios como descansar o pé no pedal da
embreagem, manter a mão sobre a alavanca do câmbio,
"cantar" pneus, andar de ré em longos percursos,
danificam precocemente componentes veiculares.
O vício mais comum entre os motoristas e observado
por mecânicos é descansar o pé no pedal
da embreagem com o carro em movimento. Essa atitude desgasta
várias peças do sistema, como platô,
rolamento, disco, resultando em trepidações
no conjunto e ruídos durante a troca de marchas.
O certo é deixar o pé ao lado do pedal, para
acioná-lo somente durante as passagens de marchas.
Outra atitude incorreta que virou vício é
manter a mão sobre a alavanca de câmbio. O
peso da mão sobre a peça compromete o sincronizador
da caixa de marcha. Para quem já é habilitado,
e ainda não sabe, o lugar das mãos é
no volante. Também vale lembrar que dirigir com uma
mão só pode dar multa. E por falar em volante,
não o movimente com o carro parado para evitar desgastes
na caixa de direção e seus terminais.
Ao sair com o carro, verifique se soltou totalmente o freio
de mão, pois mesmo sem indicação luminosa
no painel, ele pode continuar acionado e isso resultar em
desgaste precoce das lonas, além de danos nos cilindros
do sistema hidráulico. Chegando na garagem de casa
ou em alguma parada, contenha o desejo de acelerar o veículos
antes de desligá-lo. Além de aumentar o consumo,
a ação deixa um pouco de combustível
não queimado no catalisador e, com o tempo, o líquido
corrói o interior do componente.
DICAS
Saiba como agir corretamente ao volante para evitar
desgaste precoce de componentes veiculares.
* O som dos pneus "cantando" no chão é
emocionante, não é? Mas vai custar caro para
o bolso quando precisar trocá-los antes do tempo.
Essa atitude, além de desgastar precoce e irregularmente
os pneus, danifica juntas homocinéticas, transmissão
e diferencial, pois a carga de força é muito
grande para esses sistemas;
* O pedal de embreagem serve apenas para passar a marcha.
Descansar o pé sobre ele desgasta componentes da
transmissão;
* Andar de ré, somente quando for necessário.
A ré é uma marcha apenas para manobras, usada
em percursos longos provoca desgaste da engrenagem;
* Engate a primeira e a ré com o veículo
parado. Se estiver andando em marcha à ré,
pare completamente o veículo para engatar a primeira,
isso também evita desgaste de peças;
* Sabe aquele "quebra-carro - lombada"? Nunca
passe de lado, como geralmente faz. A forma correta para
superar obstáculo, como lombada ou valeta, é
passar com as duas rodas do mesmo eixo, evitando torções
na carroceria e danos na estrutura;
* Não apóie a mão na alavanca de câmbio:
use-a somente durante a troca de marchas, pois esse procedimento
desgasta peças internas do sistema.
Tarcisio Dias
LANÇAMENTOS
Audi A4 Avant: um novo estilo
de viver
Com mais espaço, novas opções
de motor e a exclusividade do câmbio Multitronic,
chega este mês às concessionárias Audi
do País a nova geração da A4 Avant,
que concilia, como nenhum outro modelo da categoria, o conforto
e o prazer de dirigir a inéditos atributos de funcionalidade
e desempenho.
A exemplo do sedã, lançado no País
em outubro passado, a A4 Avant recebeu uma série
de mudanças estruturais que representam um salto
tecnológico em relação ao modelo anterior,
responsável, desde seu lançamento, em 1996,
por mais de 300 mil unidades vendidas na Europa.
As novidades começam pela carroceria - que cresceu
em todos os sentidos, ampliando o espaço para os
passageiros -, prosseguem com o novo motor V6, de bloco
de alumínio e alto desempenho, e culminam com o revolucionário
câmbio Multitronic, de variação contínua
de marchas, presente nas três versões da A4
Avant disponíveis no mercado brasileiro.
Estilo marcante e mais espaço - Com contornos
limpos e discreta esportividade, a carroceria da nova A4
Avant impõe-se pela arquitetura moderna e perfeição
de detalhes, o que lhe confere um Cx de apenas 0,32 e superior
padrão de segurança. Faróis com lentes
transparentes, grade do radiador característica dos
Audi e uma linha de cintura mais alta enfatizam sua associação
com o atual padrão estético da marca.
A utilização de tecnologia de ponta estende-se
ao interior da nova A4 Avant, onde a excelente ergonomia
envolve o motorista como uma roupa bem modelada. Para os
passageiros, em especial do banco traseiro, houve um aumento
generoso de espaço para os joelhos, e também
cresceu o espaço para a cabeça e ombros de
todos os ocupantes. O benefício chega ao porta-malas,
agora com capacidade para 442 litros ou 1 184 litros com
o banco traseiro rebaixado - e que conta ainda com uma espécie
de esconderijo, abaixo do assoalho, com 65 litros de capacidade.
Os números falam por si:
· Comprimento interno, mais 32 mm;
· Espaço traseiro para os joelhos, mais 43
mm;
· Espaço dianteiro para a cabeça, mais
15 mm, e traseiro, mais 14 mm
· Espaço dianteiro para os ombros, mais 11
mm;
· Espaço dianteiro para cotovelo, mais 17
mm, e traseiro, mais 29 mm.
NOVIDADES
Dana inova design do chassi
da
nova picape Harley-Davidson F-150 SuperCrew
Estabilidade de um carro esporte com a capacidade de carga
de uma picape. A união dessas características
na edição limitada da nova Ford Harley-Davidson
F-150 SuperCrew foi possível graças à
colaboração da Dana no design do chassi do
veículo.
Um dos maiores fornecedores independentes de autopeças
em todo o mundo, a Dana fornece, desde fevereiro desse ano,
cardans com sistemas balanceados e soluções
estruturais para o modelo.
Com tecnologia própria de balanceamento, a Dana
criou um cardan de duas peças de rolagem mais macia,
que reduz consideravelmente os níveis de NVH (ruído,
vibração e aspereza) e aumenta o desempenho
e a eficiência de veículo.
Para melhorar as características de dirigibilidade
e tornar a picape mais estável, a Dana, em conjunto
com engenheiros de Ford, também reprojetou o chassi
e a suspensão, fazendo com que a picape fique a uma
menor distância do solo, baixando o seu centro de
gravidade e reduzindo a tendência de rolagem (body
roll), que o motorista sente ao fazer curvas.
A picape é equipada com rodas de 20 polegadas e
pneus de perfil 45, muito baixo. "Devido a essas mudanças
no design, o veículo possui características
de dirigibilidade de um Mustang, com todas as vantagens
de carga e reboque de uma picape", destaca Bill Carroll,
presidente do Grupo de Sistemas Automotivos da Dana.
O Grupo de Sistemas Automotivos da Dana é um fornecedor
líder de tecnologia de integração para
fabricantes de veículos em todo o mundo. Com um século
de experiência, o grupo oferece avançados sistemas
de transmissão de força e tecnologia de tração,
soluções de design de chassis, conceitos de
módulos avançados, completa engenharia de
sistemas integrados e logística.
LANÇAMENTOS
Audi A4 Avant: um novo estilo
de viver (parte 2)
Apurada escolha de materiais e esmerado acabamento
contribuem para o alto padrão de conforto e qualidade
da nova A4 Avant, que soma a isso uma numerosa lista de
equipamentos de série.
Entre esses destacam-se o teto solar com acionamento elétrico,
piloto automático, ajuste de altura dos faróis
e ar-condicionado com sensor de sol, que garante, em qualquer
situação, a distribuição homogênea
da temperatura no interior do carro.
Motores de alto desempenho - A A4 Avant é
apresentada em três versões de motor, que vão
do irrequieto 1.8 Turbo, de 150 CV, ao novo V6 3.0, de bloco
de alumínio e 220 CV, passando pelo V6 2.4, que teve
sua potência aumentada de 165 para 170 CV.
Todos são dotados do sistema de cinco válvulas
por cilindro, coletor variável de admissão
e injeção seqüencial de última
geração, o que lhes garante alto desempenho,
suavidade de funcionamento e baixo consumo de combustível.
Com o novo motor V6 3.0, um dos mais modernos e potentes
da categoria, a nova A4 Avant, com câmbio Multitronic,
acelera de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e alcança
a velocidade máxima de 236 km/h - praticamente os
mesmos números obtidos pelo sedã. Outro destaque
desse motor é seu elevado torque de 300 Nm, já
disponível a 3 200 rpm, o que se completa com uma
mais do que favorável média de consumo de
10,8 km/l, entre cidade e estrada.
As mais importantes inovações desse motor
são:
· Bloco de alumínio com camisas de ferro fundido,
desenvolvido pela Cosworth;
· Novos pistões, mais leves;
· Eixo antioscilações de alumínio,
integrado à bomba de óleo;
· Ajuste contínuo do ângulo de abertura
do eixo de comando de válvulas de admissão;
· Ajuste, em duas posições, do ângulo
de abertura do eixo de comando de válvulas de escape;
· Novo coletor de admissão variável
que modifica, segundo as conveniências, a distância
percorrida pelo ar de admissão;
· Injeção Bosch Motronic ME7.1.1, com
acelerador eletrônico, gerenciamento de torque e sistema
de ajuste simultâneo do ângulo de abertura dos
quatro comandos de válvulas.
Com o motor V6 2.4, de 170 CV, a A4 Avant acelera de 0
a 100 km/h em 9,2 segundos e atinge a velocidade máxima
de 219 km/h, enquanto com o motor 1.8 Turbo, com intercooler,
acelera de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e chega à
velocidade máxima de 216 km/h.
Multitronic marca uma nova era - A revolução
no prazer de dirigir não estaria completa se a nova
A4 Avant não fosse a primeira station no País
a incorporar de série o câmbio Multitronic.
Símbolo de uma nova era, o Multitronic representa
o estágio mais avançado do sistema de variação
contínua, por meio do qual a troca de marchas, numa
escala de desmultiplicação de 2,1:1 a 12,7:1,
é feita automaticamente e acompanhando as variações
de rotação do motor, o que se traduz no máximo
aproveitamento do motor.
Por essa razão, além de economia de combustível,
o Multitronic consegue ser o primeiro câmbio automático
do mundo a proporcionar acelerações iguais
às obtidas com câmbio manual ou até
mais rápidas. No caso da A4 Avant com motor V6 3.0,
por exemplo, a aceleração de 0 a 100 km/h,
nos dois casos, é de 7,1 segundos.
O novo sistema produz som agradável e uniforme,
o que até poderia supor monotonia. Mas até
nisso a Audi pensou e desenvolveu o DRP (Dinamisches Regel
Program), um sistema eletrônico de regulagem das relações
de transmissão que ajusta o Multitronic às
características do condutor. Ou seja, dependendo
da forma de se acionar o acelerador, ele responde privilegiando
a economia ou o desempenho.
No caso da economia, quando o carro atinge velocidade de
cruzeiro superior a 60 km/h, o sistema aciona um espécie
de overdrive, o que corresponderia nos câmbios tradicionais
a um alongamento das marchas. Com isso há uma abreviação
de esforço do motor e, em conseqüência,
uma redução de consumo.
Quando, no entanto, o sistema detecta um estilo de condução
mais agressivo, imediatamente altera a relação
para underdrive, permitindo, então, o aproveitamento
máximo da força do motor. No caso de nenhuma
das duas tendências se manifestar mais claramente,
o sistema apenas seleciona a relação mais
favorável entre os dois extremos.
O segredo está na superação de um
crônico problema dos câmbios de transmissão
contínua, que consistia em não suportar torques
elevados. Isso, no entanto, foi resolvido pela Audi com
a incorporação ao sistema de uma corrente
composta de placas articuladas, que, trabalhando em volta
de duas polias cônicas, alargou de forma até
então inimaginável o espaçamento entre
a marcha mais curta e a mais longa.
Além disso, graças a esse tipo de corrente,
as relações de marcha, mesmo a partir da mais
curta, sucedem-se com enorme rapidez, o que dispensou o
uso de conversor hidráulico de torque. Para substituí-lo,
a Audi desenvolveu uma embreagem multiplaca refrigerada
a óleo, que não só evita as perdas
próprias dos conversores como elimina aquele característico
efeito de derrapagem.
Na aparência, o Multitronic assemelha-se a um câmbio
Tiptronic, com a diferença de ser um pouco menor
devido à diminuição das posições
disponíveis - apenas P, R, N e D. E, a exemplo do
Tiptronic, oferece ao lado uma opção manual
de mudanças, com seis marchas, o que pode ser feito
na própria alavanca ou por meio de botão no
volante, como na Fórmula 1.
Inteligência a serviço da segurança
- Além do câmbio Multitronic, a A4 Avant
vem equipada de série com o programa eletrônico
de estabilidade (ESP) da Audi, que auxilia o condutor a
manter o controle do carro mesmo em situações
potencialmente críticas.
A suspensão dianteira é de alumínio,
do tipo four-link, que reduz a transmissão para o
volante das irregularidades do piso, enquanto a traseira,
agora do tipo trapezoidal-link, foi redesenhada incorporando
conceitos já consagrados dos modelos com tração
Quattro.
Como no sedã, a A4 Avant dispõe de unidades
eletrônicas que interpretam, em frações
de segundo, a verdadeira intenção do condutor.
Interligadas por um conjunto de cabos, essas unidades trocam
ininterruptamente entre si informações sobre
o controle do carro, mantendo-as disponíveis para
qualquer necessidade. Essas informações abrangem
aceleração/frenagem, acionamento dos air bags,
volume do rádio, intensidade do ar-condicionado e
até travamento automático das portas em alta
velocidade.
Função semelhante tem o novo servofreio da
A4 Avant, que, com base na velocidade e pressão do
pedal, pode detectar uma eventual situação
de emergência, aumentando a pressão sobre o
pedal além do limite que um condutor poderia conseguir,
para evitar o travamento das rodas. Isso significa que,
mesmo condutores inexperientes, podem recorrer à
desaceleração máxima sem se expor a
maiores riscos.
A segurança da nova A4 Avant, nas três versões,
é complementada, além dos air bags frontais
e laterais, pelo sistema Sideguard, que cobre praticamente
toda a área das janelas, desde a coluna A até
o compartimento traseiro. Isso sem falar na carroceria projetada
para sofrer mínima deformação em caso
de impacto, barras de proteção, chave com
sensor por radiofreqüência e alarme. Na nova
A4 Avant, o condutor só tem mesmo de se preocupar
com a paisagem.
LANÇAMENTOS
Clio 2002 apresenta novidades
A linha Clio 2002 está ganhando uma série
de novidades e chega aos concessionários Renault
com preços ainda mais competitivos. A maior novidade
fica por conta do lançamento de uma versão
mais básica para o Clio Sedan - a RL 1.0 16V -, que
permitirá ao modelo concorrer em uma faixa mais baixa
de preços.
O Clio Sedan RL 1.0 16V passa a ser a versão de
entrada do modelo custando R$ 20.990, o que representa uma
diferença de R$ 700 em relação à
versão RN 1.0 16V. Com este lançamento, a
Renault entra num novo segmento de mercado, competindo com
o novo Corsa Sedan, Siena EX 1.0 e Fiesta Street Sedan,
apresentando como diferenciais em relação
aos concorrentes o motor 1.0 16V e air bag duplo de série.
O carro oferece, ainda, ar quente, calota "Aquarius",
vidros verdes e pára-choques pintados na cor da carroceria
como equipamentos de série, além da opção
de ar-condicionado e direção hidráulica.
Praticamente todas as versões de acabamento do Clio
/ Clio Sedan ganharam novos equipamentos de série
e tiveram seus preços reposicionados (redução
de 2,2% em média), passando a oferecer uma melhor
relação custo-benefício. Na versão
RT, a mais completa em termos de acabamento, a Renault fez
uma aposta no visual. Esta versão passa a contar
com faróis de duplo óptico, os mesmos aplicados
nas versões Si e Tech Run, que proporcionam não
somente um design mais esportivo como maior segurança.
Apesar de contar com este novo diferencial, o preço
do Clio RT passou de R$ 26.160 para R$ 25.990 na configuração
hatch e de R$ 27.390 para R$ 27.190 na configuração
sedan.
A partir de agora, a versão de acabamento RN (tanto
para 1.6 16V como 1.0 16V e 1.0 8V) passa a oferecer o travamento
elétrico das portas com controle remoto e temporizador
de iluminação como equipamentos de série.
Outra novidade é a adoção do sistema
CAR (Condamnation Automatique des Ouvrants en Roulant),
que tranca todas as portas automaticamente quando a velocidade
do carro excede os 6 Km/h, fornecendo segurança adicional
para os ocupantes. Apesar da mudança, o Clio RN 1.0
16V, por exemplo, teve seu preço reduzido de R$ 21.400
para R$ 20.490 na configuração hatch e de
R$ 22.890 para R$ 21.690 no sedan.
Em resposta às críticas e pedidos dos clientes,
a Renault acrescentou vidros e travas elétricas ao
pacote de equipamentos do Clio Tech Run 1.0 16V. Apesar
da inclusão desses itens, o carro ainda teve seu
preço reduzido de R$ 25.960 para R$ 24.990.
O Clio Yahoo!, versão de entrada da linha Renault
comercializada também pela internet, agora passa
a ser comercializado com calotas do tipo "Aquarius",
mantendo seu preço sugerido em R$ 18.250 (rede) e
R$ 17.490 (internet), ambos com air bag duplo.
Com a introdução do Clio RL 1.0 16V e o reposicionamento
de preços em toda a linha, a Renault espera aumentar
sua participação de mercado no segmento dos
carros populares dos atuais 4% para 6%. "Estas mudanças
fazem parte da visão audaciosa da empresa de atender
às expectativas de seus consumidores e ser cada vez
mais competitiva no mercado brasileiro", afirma Antonio
Megale, Diretor de Marketing da Renault do Brasil.
Em 2001, a Renault comercializou 27.988 unidades do Clio
e 16.108 unidades do Clio Sedan e para este ano a Renault
está projetando um crescimento de 25% para os dois
modelos. "A evolução do Renault Clio
está acompanhando a notoriedade e o melhor posicionamento
do produto no mercado. Ele satisfaz a todos os gostos e
preferências com uma perfeita combinação
de desempenho, conforto, segurança e habitabilidade.
Além dos 6% de participação no segmento
dos "populares", a Renault está projetando
um crescimento de vendas de aproximadamente 25%, com a comercialização
de 88 mil unidades, ante 70.344 veículos em 2001.
Esse volume representa uma participação superior
a 5% no mercado de automóveis e comerciais leves.
A rede de concessionários da Renault também
deverá crescer dos atuais 185 pontos de venda para
220 pontos até o final de 2002.
O Renault Clio chegou ao mercado brasileiro importado da
Argentina, em julho de 1996. Em novembro de 1999, foi substituído
pelo novo Clio, já fabricado no Brasil e lançado
com o conceito "o pequeno grande carro brasileiro".
O modelo inovou o segmento de carros pequenos, principalmente
o dos "populares". Pela primeira vez neste segmento,
um modelo saiu de fábrica equipado com duplo air
bag original em todas as versões.
LANÇAMENTOS
Clio Jovem Pan, une Renault
à maior rádio jovem do país
(parte 2)
A exemplo do que ocorreu no lançamento do Clio Yahoo!,
via internet, com o Clio Jovem Pan a Renault do Brasil inovará
no conceito de divulgação, desta vez utilizando
o meio rádio.
Além da mídia regular na própria Jovem
Pan, será adotada uma estratégia diferenciada,
aproveitando as "peruinhas" da rádio (a
partir de agora automóveis Renault Kangoo), que fazem
promoções pelas cidades de todo o País,
chamando o ouvinte da rádio e potencial consumidor
até elas.
Também estão previstas ações
nas transmissões de Fórmula 1 da rádio,
tanto AM como FM, e divulgação em praias badaladas.
A campanha de lançamento prevê, ainda, comerciais
de televisão e anúncios na mídia impressa.
Outras estratégias inovadoras na chegada do Clio
Jovem Pan são a realização de um show
musical de lançamento em São Paulo, a produção
de um CD com as melhores músicas do verão
e um kit de produtos especiais, referentes à parceria,
que será oferecido aos compradores.
Com a missão de atrair um novo tipo de consumidor
às lojas da Renault em todo o Brasil, o Clio Jovem
Pan chega acompanhado de uma linguagem específica
de vendas e atendimento. "Como o consumidor do Clio
Jovem Pan é jovem, haverá um treinamento específico
para receber e abordar esse novo cliente de uma forma mais
correta", explica Megale.
Preço e excelente relação custo-benefício
- Para atrair esse novo e exigente consumidor, o Clio
Jovem Pan chega às concessionárias a partir
de 8 de abril, exibindo algumas armas poderosas.
A maior delas é o equilíbrio entre preço
e o bom pacote de itens de série, entre eles air
bag duplo, rádio CD com comando satélite na
coluna de direção, painel com fundo branco
e conta-giros, aerofólio traseiro e pneus 175/60
R14, pelo preço sugerido de R$ 19.990,00.
Como toda série limitada, o Clio Jovem Pan tem data
para chegar e sair do mercado. As 2.000 unidades que serão
produzidas devem ser todas vendidas em quatro meses. "Nos
meses em que será comercializado, o Jovem Pan responderá
por 15% da produção do Clio Hatch", revela
Ricardo Fischer, Coordenador de Produto da Renault do Brasil,
acrescentando que o veículo tem participação
de 4% no mercado de carros populares do País.
Detalhes como som instalado de fábrica fazem do
Clio Jovem Pan um produto que se posiciona na imagem jovem,
descontraída, irreverente e moderna da emissora que
empresta o nome ao carro. "O carro tem alguns apelos
que o jovem gosta, por conta do preço adequado e
o conteúdo que ele valoriza. São itens que
reforçam a idéia de jovialidade, arrojo e
segurança", enumera Megale.
O Clio Jovem Pan será vendido em quatro cores: Vermelho
Vivo, Prata Boreal, Preto Nacré e Cinza Eclipse.
As vendas serão feitas no sistema convencional e
não haverá comercialização pela
internet.
Parcerias - Uma das estratégias utilizadas
pela Renault do Brasil, adotada com sucesso na Europa, é
o lançamento de produtos "co-branded".
A primeira experiência da montadora no Brasil foi
o Clio Yahoo!, em julho do ano passado. "Fizemos uma
parceria com a empresa que é sinônimo de internet
para criar um novo canal de vendas", informa Megale.
"O co-branding é uma prática não
muito usual no Brasil, em especial no setor automobilístico.
A Renault que procura novas formas de negócios, foi
inovadora nesse sentido", afirma Megale. "Na Europa,
essa prática é bastante utilizada, também
pela Renault, com lançamentos de veículos
ligados a conjuntos de rock, artigos esportivos, heróis
infantis etc."
Agora, para reforçar a idéia de que é
uma marca nacional, a Renault do Brasil faz uma nova parceria,
buscando atender à demanda de um mercado em franca
expansão, o do consumidor jovem, que vai comprar
seu primeiro automóvel e, embora preocupado com a
relação custo- benefício, não
abre mão de adquirir um produto de qualidade.
Segundo Megale, o lançamento do Clio Jovem Pan não
é a primeira ação da Renault do Brasil
em co-branding e também não será a
última. "A experiência com o Clio Yahoo!
foi bastante positiva. Agora temos outro tipo de parceiro,
e poderemos fazer novos acordos, dependendo do foco."
LANÇAMENTOS
Clio Jovem Pan, une Renault
à maior rádio jovem do país
Seduzir o público jovem que está em busca
de seu primeiro carro, mas não abre mão de
qualidade e de uma boa relação custo/benefício.
Foi com esse objetivo que a Renault do Brasil preparou
o lançamento da série limitada Clio Jovem
Pan, que marca a nova parceria da montadora, ao lado da
principal emissora de rádio para o público
jovem do País, a Jovem Pan FM.
Atualmente responsável por 4,7% das vendas do mercado
de automóveis no País, a Renault do Brasil
pretende alcançar a marca de 10% de participação
em 2005.
Para atingir este objetivo, ações ousadas
como o Clio Jovem Pan são passos importantes para
esta conquista.
"Este lançamento reforça a filosofia
da Renault do Brasil em termos de identidade e imagem. A
Renault é inovadora, audaciosa e calorosa e seus
produtos mostram isso", explica Antônio Megale,
Diretor de Marketing da Renault do Brasil.
A parceria com a Jovem Pan reforça a característica
de montadora nacional da Renault do Brasil. "A Renault
é uma marca brasileira, com produção
local e três fábricas instaladas no País.
A Jovem Pan é a rádio de maior penetração
nacional, com 41 emissoras afiliadas e 17 milhões
de ouvintes, sendo 45% deles com idade entre 20 e 39 anos",
argumenta Antônio Megale.
"Queremos que o jovem tenha o Clio como opção
de primeiro carro. O jovem que entra na faculdade, depois
começa a trabalhar e tem sua primeira renda. Esse
é o perfil do ouvinte da Jovem Pan. Além disso,
esses jovens serão os futuros formadores de opinião
e compradores de outros produtos Renault", acrescenta.
NOVIDADES
Audi Sorana inaugura o mais
moderno
centro técnico da marca na América Latina
Que tal levar seu carro para uma revisão ou reparo
no começo do dia e, enquanto espera pelo diagnóstico,
toma o café da manhã, à disposição
na sala vip? Melhor: que tal dar uma passadinha na oficina
no fim de tarde para um happy hour, no tempo em que seu
veículo passa por uma checagem? A partir de agora,
o conceito tradicional de oficina precisará ser revisto.
A Audi Sorana inaugurou o mais moderno centro técnico
da marca na América Latina, que impressiona não
apenas pelas proporções (a área tem
1.800 metros quadrados), mas pela concepção.
Entre outros detalhes, há até um pequeno jardim
japonês e banheiros masculino e feminino com pia de
mármore.
Esqueça aquele ambiente de chão sujo de
óleo. O Centro Técnico Audi Sorana, localizado
atrás da loja que fica na Avenida Braz Leme,
268, zona norte de São Paulo , chama a atenção
já no lado de fora: por trás dos muros, o
primeiro destaque são as duas grandes entradas pintadas
de vermelho, que lembram boxes de autódromos.
Por dentro, o local assemelha-se mais a um escritório.
O atendimento na recepção é feito por
consultores-técnicos instalados em um ambiente com
piso de granito, teto de madeira e luminárias de
alumínio escovado. O teto não tem colunas
de sustentação, e apóia-se numa estrutura
de 7 toneladas de ferro. Embora sofisticada, esta área
já faz parte da oficina, de onde está separada
apenas pelo desnível do piso.
Da recepção, enquanto o carro segue para
uma verificação mais detalhada (depois de
receber cobertura no volante e no banco), o cliente pode
aguardar na sala vip, localizada ao lado, equipada com TV
de tela plana, frigobar e máquina de café
expresso, entre outras mordomias. A parede de vidro possibilita
o acompanhamento do serviço. Aqui tudo é
transparente, diz o gerente de vendas, José
Laerte Veronezi. Se o trabalho for demorado, pode-se utilizar
o serviço leva-e-traz.
Outra novidade, que deverá funcionar em pouco tempo,
é o acompanhamento do serviço pela Internet.
Aliás, no salão de 1.300 metros quadrados
de construção, já há pequenas
câmeras distribuídas que em breve disponibilizarão
imagens para serem acessadas por computador.
A ampla área do centro técnico na
qual trabalham cerca de 35 pessoas recebeu piso com
revestimento de epóxi, responsável pela aparência
clara e brilhante. Se o chão mereceu cuidados, o
telhado também não foi esquecido: além
de claro (as telhas de alumínio são pintadas
de branco), o teto recebeu um sanduíche de 30 cm
de isolante térmico, que proporciona uma temperatura
amena, mesmo no alto verão. Vinte e um canhões
de luz garantem iluminação suficiente para
todo o centro técnico.
No fundo da oficina, há áreas especialmente
destinadas para lavagem, ajustes, montagem e desmontagem
de conjuntos mecânicos (motor, câmbio e suspensão).
Há ainda um box para serviços rápidos
e aparelhagem completa para diagnósticos, além
de equipamentos para alinhamento de direção
e balanceamento de rodas. Para facilitar o trabalho, cada
mecânico conta com um carrinho de ferramentas, substituto
das pesadas caixas. Outra novidade diz respeito ao óleo
usado: todo lubrificante retirado dos veículos vai
diretamente para um reservatório subterrâneo,
de onde é retirado por um caminhão, pelo lado
externo da oficina, evitando sujeira e contaminação
do solo.
O centro dispõe também de um estoque com
cerca de 5 mil peças, localizado no mezanino, que
atende tanto a oficina como a clientes que desejam apenas
adquirir algum item.
De acordo com Veronezi, as obras do novo centro técnico
duraram cerca de oito meses e consumiram cerca de R$ 1 milhão,
mas ele diz que o resultado valeu a pena: Estamos
inaugurando este centro técnico pensando não
apenas no presente, mas também no futuro.
O gerente de vendas garante que o Centro Técnico
Audi Sorana está apto para realizar qualquer serviço
mecânico, e tem capacidade para atender a 1.000 veículos
por mês. Mas por que um gerente de vendas estaria
tão empolgado com a oficina? Ele mesmo responde:
Uma boa oficina aumenta as vendas. A Sorana
é concessionária Audi desde dezembro de 1995,
e foi campeã nacional de vendas por três anos
consecutivos (de 1998 a 2000).
LANÇAMENTO
Volkswagen lança série
limitada
do Golf Black and Silver
A Volkswagen está lançando uma ação
promocional denominada Black and Silver para o Golf nas
versões 1.6 e 2.0. Além de um pacote de itens
de série, os modelos serão ofertados em duas
únicas cores: Preto Ninja sólida ou Prata
Reflex metálica - as duas mais representativas dentro
do mix do Golf.
Limitada em 3.100 unidades, sendo 2.700 da versão
1.6 e 400 da 2.0, os carros serão produzidos até
o final de junho. A estratégia é oferecer,
de série, um pacote com os itens mais desejados pelo
consumidor, mas com preços subsidiados. Entre os
equipamentos incorporados, destacam-se o ar-condicionado;
os comandos elétricos dos vidros, dos espelhos retrovisores,
o travamento central e alarme ultra som; além do
sistema de som com novo rádio CD Player, 4 alto-falantes
e 4 tweeters.
O apelo externo é garantido pelas rodas de liga-leve
"Avus" de 15", com pneus 195/65 e o acabamento
body color: a carcaça dos retrovisores externos,
o puxador da tampa do porta-malas, os insertos dos pára-choques
e os frisos laterais foram pintados na cor do carro.
Os modelos dessa ação promocional já
estão sendo comercializados pela rede de concessionárias
Volkswagen com o preço sugerido de R$ 36.478,00,
para a versão 1.6 e R$ 37.848,00, para a 2.0.
REVOLUÇÃO COMPUTADORIZADA
Esqueceram de mim
A repetição de acidentes com crianças
deixadas em carros obrigou as montadoras a desenvolver desde
sistemas que permitem abrir automaticamente o porta-malas,
até sensores de respiração
Um número impressionante vem preocupando a indústria
automobilística: apenas no verão de 1998,
11 crianças morreram asfixiadas por ficar presas
no porta-malas de veículos nos EUA. Outras 19 perderam
a vida ao ser esquecidas no interior de carros em estacionamentos.
Em virtude disso, a National Highway Traffic Safety Administration
(NHTSA), agência do governo norte-americano que cuida
da segurança no trânsito daquele país,
iniciou, desde o ano passado, uma campanha para evitar a
repetição desse tipo de acidente.
A principal providência foi a recomendação
de que os veículos produzidos sejam equipados com
um mecanismo que permita abrir a tampa do porta-malas de
seu interior.
A DaimlerChrysler saiu na frente, com um sistema que, segundo
a empresa, pode ser operado por crianças até
de três anos. Consiste em uma pequena alça,
de cor amarela, que permanece iluminada (mesmo com o carro
desligado) por até uma hora depois de a tampa do
compartimento ser fechada.
Essa alça é acoplada ao sistema de abertura
interna do porta-malas. Basta girá-la suavemente
para abri-lo. Já a Ford apresentou, em outubro, um
sistema de detecção e alarme que avisa sobre
a presença de pessoas dentro do carro.
Ainda experimental, o recurso foi instalado em um Volvo
S80 e é composto basicamente por dois sensores e
um processador, acionados pelo chaveiro, o mesmo que ativa
o alarme do carro. Uma vez acionado, um dos sensores vai
procurar por batimentos cardíacos no interior do
veículo e, em caso positivo, avisa o motorista por
intermédio do próprio chaveiro.
Sensor cardíaco Por meio do chaveiro, o motorista
pode ser avisado sobre a presença de alguém
no interior do veículo.
Esse dispositivo foi desenvolvido por causa da morte das
19 crianças trancadas dentro de carros, durante o
verão norte-americano. No Brasil, embora não
existam estatísticas sobre o assunto, houve um caso
semelhante em junho de 2000, na cidade de Franca. Um pai
esqueceu sua filha de 1 ano e 4 meses no interior do carro,
no estacionamento. Ao retornar, quatro horas depois, a criança
ainda estava viva, mas não resistiu.
Fuga rápida
Basta um toque de qualquer parte do corpo no sensor para
a tampa do porta-malas se abrir. O equipamento também
é útil em casos de assalto, quando a vítima
fica presa no compartimento
O outro sensor, por sua vez, detecta a existência
de dióxido de carbono (gás exalado pelo ser
humano durante a respiração) no porta-malas,
o que indica a presença de uma pessoa no compartimento.
Se houver alguém ali, o sistema poderá simplesmente
avisar o motorista ou até mesmo abrir a tampa, de
acordo com a preferência do dono do carro. Mesmo que
esse sensor falhe, ainda há um dispositivo chamado
touchpad, que abre o porta-malas, bastando um simples contato
de qualquer parte do corpo.
Isso é especialmente útil no caso de crianças
muito pequenas, já que o interior do compartimento
é escuro. Apenas tateando em volta ela pode acabar
encostando no touchpad. Vale também para assaltos
em que ladrões prendem as vítimas no porta-malas.
E não é só isso: o sistema da Ford
permite também que o motorista se previna ao deixar
o automóvel no estacionamento por longo tempo. Basta
imaginar a cena: você estaciona seu carro e sai para
fazer compras. Ao voltar, percebe que restou apenas seu
veículo no pátio. Para assegurar-se de que
não exista risco de "surpresas desagradáveis",
basta acionar os sensores para ter certeza de que não
há ninguém em seu interior. Como se nota,
até as montadoras de automóveis estão
se preocupando com a violência urbana. E não
é só no Brasil.
Airbags externos - Depois de desenvolver várias
soluções para a proteção dos
ocupantes dos veículos, as montadoras de automóveis
estão pensando um pouco mais em quem está
fora deles: os pedestres. A Ford, por exemplo, está
projetando airbags externos, que serão instalados
logo acima do pára-choque e sobre o capô, junto
ao pára-brisa. Isso porque, após o primeiro
impacto, a tendência é o corpo da vítima
ser atirado em direção ao vidro do carro.
O disparo das bolsas é efetuado por sensores que
detectam a iminência de um atropelamento, em velocidades
a partir de 16 km/h, aproximadamente.
Já a Mazda trabalha no projeto de uma espécie
de radar que identifica a presença de pedestres cruzando
a via. Esse sistema é útil à noite,
ou em situações de pouca visibilidade, como
neblina, por exemplo. Assim que detecta uma pessoa à
frente, o equipamento avisa o motorista por meio de um mostrador
no painel, além de acionar a buzina automaticamente,
alertando o pedestre.
O melhor, porém, é que se trata de equipamentos
simples, cuja tecnologia se encontra em um nível
bem adiantado. A expectativa é de que esses itens
possam estar disponíveis nos automóveis em
um futuro bem próximo.
REVOLUÇÃO COMPUTADORIZADA
Informática chega de
vez aos automóveis
sofisticados através de tecnologias de última
geração
Novidades como navegação por satélite
já fazem parte de modelos de ponta das montadoras
A indústria automobilística sempre absorveu
os avanços tecnológicos com velocidade espantosa.
Em relação à informatização,
não poderia ser diferente e agora os veículos
entraram de vez na era do computador. Modelos de última
geração contam com dezenas de sofisticados
sistemas, que se interligam a chips e sensores espalhados
pelas mais diversas partes do carro, da mecânica aos
acessórios.
Alguns itens computadorizados já estão presentes
em boa parte dos veículos top de linha das grandes
montadoras. Regulagem automática de faróis,
bancos e retrovisores, computadores de bordo, ou mesmo controle
eletrônico de tração e sistema de antitravamento
de rodas (ABS), não são mais novidades no
universo automotivo. Controle automático de temperatura,
com filtragem de odores e partículas, monitoramento
de pressão de pneus e painéis tridimensionais
podem causar ainda certo espanto. Porém, ultimamente
as atenções se voltam para recursos muito
mais inovadores.
Um bom exemplo é o sistema de gerenciamento por
satélite. Grande vedete dos veículos mais
requintados do planeta, o equipamento é capaz de
indicar os trajetos mais curtos, além de possuir
programas carregados com imagens digitalizadas de mapas
urbanos e rodoviários e mostrar em que ponto exato
o automóvel se encontra. Em metrópoles, a
aparelhagem pode significar redução de caminhos,
e conseqüentemente de combustível e tempo, além
de evitar que o motorista se perca pela cidade.
Em alguns casos, a tecnologia está inclusa em um
pacote, que conta com uma tela de cristal líqüido
de 6,5 polegadas, adaptada para exibir também DVD,
e navegação por GPS. Para possuir esses "brinquedos",
é preciso desembolsar algo entre US$4mil e US$5,5mil.
Um protótipo concebido para utilizar esse conjunto
é o híbrido Vision GST, conceitual da Mercedes-Benz
que causou furor no Salão de Detroit de 2002.
Visão noturna - Outro sistema de ponta é
o de visão noturna, apresentado como principal destaque
do primeiro utilitário esportivo da sueca Volvo,
o XC90, também lançado com pompa no evento
da capital norte-americana dos automóveis. A novidade
combina circuitos informatizados e uma câmera de raios
infravermelhos instalada nos faróis do veículo,
que possibilitam a transmissão precisa de imagens
captadas à noite. Se, por exemplo, algum animal atravessar
a pista, lá estarão o seu formato e localização
expressas nitidamente em uma tela de cristal líqüido.
A internet chega como mais uma evolução que
os computadores imprimiram aos veículos. Agora, é
possível acessar, através de microcomputadores
modernos, a rede de dentro do carro, trocar correspondências
eletrônicas, baixar músicas em MP-3 e disputar
uma partida de videogame. Muitos carros luxuosos, em três
ou quatro anos no máximo, irão obrigatoriamente
dispor essas maravilhas informatizadas em seus automóveis.
Pensando nisso, é que montadoras como a General
Motors já estão anunciando a pretensão
de lançar, num futuro bem próximo, equipamentos
computadorizados para os modelos de sua linha. E aí
entram sistemas requintados, a exemplo de navegação
por imagens, reconhecimento de voz, acesso rápido
à internet. O projeto da GM visa aumentar a capacidade
de recepção e envio de informações,
por intermédio da interconexão total entre
telefones celulares e microcomputadores pessoais, tudo amparado
pela tecnologia wireless (sem-fio).
TESTE DRIVE MECÂNICA ONLINE
Renault Scénic Automático:
espaço de sobra com desempenho de carro pequeno.
A Equipe da Mecânica Online teve a oportunidade de
conhecer de perto esse monovolume da Renault, que apresenta
entre os seus principais diferenciais, espaço de
sobra e desempenho arrojado. O modelo testado foi o RXE
2.0 litros, de 16 válvulas e 140 cavalos de potência.
O câmbio automático serviu mesmo para otimizar
ainda mais o desenvolvimento do motor durante o trânsito.
Basta apenas acelerar e ir embora, que o carro desenvolve
com facilidade de maneira suave as trocas de marchas.
Na briga das minivans, quem oferece mais opções
de conforto e segurança está saindo na frente.
E a Renault Scénic Automática está
forte nesse páreo. Tendo sido a primeira a ter esse
tipo de transmissão.
Conhecido como Proactive, o novo câmbio de quatro
marchas vem com sistema de monitoramento eletrônico.
Ele comanda as trocas de marcha baseando-se em informações
como rotação do motor, peso do carro e posição
e velocidade de acionamento do acelerador.
Além dos nove modos possíveis de funcionamento
normal, há um botão que pode ser acionado
em pisos de baixa aderência - ele faz o carro sair
em segunda marcha para que as rodas não girem em
falso. A caixa, fabricada na França, foi projetada
para rodar 150 mil quilômetros e tem a vantagem de
dispensar a troca do óleo do câmbio.
Para obter mais agilidade, é possível acionar
o botão "underdrive" (na própria
alavanca), para que o câmbio funcione só até
a terceira marcha, recurso útil para usar o freio-motor
em descidas, ou ainda para reduzir de quarta para terceira
antes de uma ultrapassagem. A passagem das marchas é
suave e bem sintonizada com o propulsor. Toda a movimentação
no câmbio é sinalizada no painel do carro,
que também foi remodelado.
Vale ressaltar no Scénic seu amplo espaço
interno e o porta-malas, além do pacote de itens
de série que inclui airbag duplo, direção
hidráulica, vidros e travas elétricas, acionamento
das portas por controle remoto, ar-condicionado e freios
com sistema ABS.
Sentimos a ausência do comando "um toque"
nos vidros. A minivan da família, também é
conhecida como rainha dos porta-trecos (com gavetas e espaço
de sobra para todos os lados).
Sem a necessidade de trocar marchas e pisar na embreagem,
é só sentar a bordo, girar a chave e contemplar
a beleza interna do quadro de instrumentos. Os leds de indicação
das marchas são uma solução interessante,
acabando com a necessidade de olhar para a alavanca. A posição
de dirigir é confortável e não incomoda
em longos percursos, e a suspensão ganhou uma nova
configuração, para deixá-la mais precisa
e o carro mais estável e seguro nas curvas.
Para segurar tudo isso, a scénic possui o bem dimensionado
sistema com quatro discos e ABS, que garante segurança
e agildade nas frenagens.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
Veículo disponibilizado pela Renault do Brasil
LANÇAMENTO
Chevrolet lança S10
Executive a diesel
A campeoníssima família Chevrolet de pickups
S10 e do utilitário esportivo Blazer, que lidera
as estatísticas de vendas desde seus lançamentos
no país, está mais completa ainda.
A rede de concessionárias Chevrolet já tem
disponível o mais recente lançamento do mercado
brasileiro de pickups, a consagrada versão Executive
da pickup S10 Cabine Dupla, agora equipada com o potente
motor MWM 2.8 litros turbodiesel intercooler com potência
de 132 cv e tração 4x4.
Além da Executive a diesel, a marca Chevrolet incorporou
outras mudanças em toda a linha S10 e Blazer, reforçando
ainda mais sua posição de a mais completa
do mercado.
As versões básicas da S10 contam agora com
a opção de interior com acabamento no mesmo
padrão da versão DLX. Além disso passam
a contar com mais equipamentos de série e uma gama
maior de opcionais, aprimorando ainda mais sua qualidade,
conforto e aparência.
Outro destaque nesta evolução da linha S10/Blazer
é a Blazer DLX 2.8 4x4, que ganhou um pacote de conforto
extra, com opções disponíveis de revestimento
interno em couro dos bancos e dos painéis de acabamento
das portas, além de regulagem elétrica do
banco do motorista.
Executive a diesel, uma pickup completa - A marca
Chevrolet decidiu lançar a Executive a diesel, graças
ao sucesso alcançado no passado com a mesma versão
na linha S10 equipada com motor a gasolina e, principalmente,
porque as vendas dos modelos a diesel no Brasil representam
hoje 80% do total do segmento de pickups compactas.
O novo modelo, além da potente motorização,
incorpora o sistema de airbag duplo (motorista e passageiro
dianteiro), sistema antitravamento dos freios ABS nas quatro
rodas com distribuição eletrônica da
força de frenagem (EBD), revestimento interno em
couro dos bancos, regulagem elétrica do banco do
motorista com 6 movimentos e ajuste lombar, volante de direção
revestido em couro, bancos dianteiros individuais com console
central composto de porta-copos, porta-objetos e descansa-braço
integrados.
Outros itens incorporados e que aumentam a beleza, funcionalidade
e o conforto interno são o console de teto com bússola
e termômetro digitais, luzes de leitura direcionais,
porta-óculos e porta-objetos, apliques padrão
madeira no interior, sombreiras com multi-funções
e espelhos iluminados em ambos os lados, sobretapetes, tomada
adicional de energia (12 volts) e rádio com CD player
(mais dois tweeters).
O veículo possui ainda alarme anti-furto com keyless,
rodas de alumínio com pintura e acabamento especiais,
faixas laterais e emblemas exclusivos, e cobertura da soleira
das portas.
A S10 Executive a diesel sai de fábrica já
incorporando direção hidráulica, ar
condicionado, vidros, espelhos e travas elétricas,
imobilizador eletrônico do motor com código
variável e também o amortecedor transversal
traseiro, que vinha sendo utilizado exclusivamente na Blazer
e agora passa a equipar toda a linha S10 com o objetivo
de melhorar a dirigibilidade e o conforto do veículo.
Este amortecedor hidráulico especial liga a longarina
esquerda do chassi ao centro da carcaça do diferencial,
reduzindo significativamente a oscilação lateral
("lateral shake") da parte traseira do veículo
e melhorando a estabilidade principalmente em terrenos irregulares.
Novidades incorporadas à linha S10/Blazer - Além
do amortecedor transversal, outras novidades foram incorporadas
à linha 2002 das pickups S10, como o ar condicionado
(para todas as versões básicas da S10 Cabine
Dupla), tacômetro e coluna de direção
regulável (para todas as versões básicas
da S10 Cabines Simples e Dupla) e luz de advertência
para dreno de água do combustível (para todas
as versões a diesel).
Foram criados também novos pacotes de opcionais
para as S10 Cabine Simples e Dupla com motor 2.4 litros
a gasolina e S10 Cabine Simples 2.8 litros a diesel, que
disponibilizam bancos dianteiros individuais (tecido com
padrão da versão DLX), console central, acabamento
das portas em tecido (padrão DLX), carpete no assoalho
e luz de leitura de duplo foco. Além disso, também
estão disponíveis farol de neblina, molduras
de proteção lateral, detalhe cromado na grade
do radiador e rodas de alumínio com aro de 15 polegadas.
Toda a linha S10 também conta agora com a opção
do CD player.
Já a Blazer teve a incorporação de
equipamentos como o tacômetro e coluna de direção
regulável (para o modelo 2.4 a gasolina) e luz de
advertência para dreno de água do combustível
(para o modelo 2.8 a diesel). Dentre os novos itens oferecidos
nos pacotes de opcionais para a versão 2.4 a gasolina
estão a cobertura do compartimento de bagagem, faróis
de neblina, molduras de proteção lateral e
detalhe cromado na grade do radiador. O CD player também
passa a ser opcional na Blazer 2.4 a gasolina.
Mecânica Online & Imprensa GM
TESTE DRIVE MECÂNICA ONLINE
Renault Scénic Automático:
nossa análise
A
versão testada pela Equipe da Mecânica Online
teve um ótimo desenvolvimento tanto na cidade quanto
na estrada. O motor sempre disposto, respondia bem quando
era solicitado dele mais força durante as ultrapassagens
ou subidas.
O design foi muito bem aceito, principalmente quando considerado
com a versão anterior. O espaço interno é
bastante amplo, sem falar nos lugares ocultos que o carro
oferece, além da flexibilidade na arrumação
dos bancos traseiros.
De série a versão testada vem preparada para
som, mas já deveria vir com o som incluído.
Sendo tão completo, apenas a ausência do som
foi notada. Bastante silencioso e muito confortável
durante sua dirigibilidade e também para os passageiros,
que possuem ampla área envidraçada para visualização.
A estabilidade do carro está muito boa, assim como
o porta-malas, que pode aumentar seu volume, através
da variação de posição dos bancos
traseiros. O consumo ficou na média dos demais do
seu segmento, variando entre 7,5 e 9,0km/litro. O câmbio
não demonstra qualquer solavanco durante as passagens
das marchas.
Entre as comodidades, o tanque de combustível que
pode ser aberto através de um botão no interior
do veículo, não havendo necessidade de entregar
a chave do veículo para o frentista.
DADOS DO VEÍCULO
Fabricante: Renault - Modelo: Scénic
Automático
Versão: RXE - Motorização:
2.0
Válvulas: 16 - Quilometragem do carro analisado:
10000Km
Tarcisio Dias - Mecânica Online
Veículo disponibilizado pela Renault do Brasil
TESTE DRIVE MECÂNICA ONLINE
Como funciona o câmbio
Proactive
Batizado
de Proactive, o câmbio automático de quatro
marchas que a Renault está utilizando no Scénic
é auto-adaptável, ou seja, modela-se ao estilo
de condução do motorista. Enquanto uma caixa
automática tradicional possui duas programações
para passagem das marchas (que podem ser classificadas de
econômica ou esportiva), a caixa Proactive dispõe
de nove programas diferentes, que vão desde
uma condução mais suave até uma performance
mais esportiva.
Esta caixa de câmbio conta com um calculador "inteligente",
que avalia, a todo instante, qual a melhor marcha para determinada
situação ou o melhor momento para a troca
de marchas, em função do estilo de condução
do motorista.
Esse calculador trabalha com base em uma série de
parâmetros, como rotação do motor, posição
e velocidade de acionamento do pedal do acelerador, velocidade
do carro e carga do veículo.
"O grande mérito do câmbio Proactive
é o de fazer com que uma transmissão automática
tradicional proporcione ao motorista uma sensação
muito próxima à de uma caixa manual, com a
vantagem do conforto e suavidade na passagem das marchas",
avalia Antonio Megale, Diretor de Marketing da Renault do
Brasil.
Sistema inteligente - Como em toda transmissão
automática, o sistema permite o retardamento da passagem
de marcha mantendo um regime elevado de rotação
do motor ou até mesmo uma redução de
marcha quando o pedal do acelerador é pressionado
até o fundo - recurso conhecido como "kick-down".
A grande diferença no Scénic Câmbio
Automático é que, neste caso, o calculador
da caixa de câmbio (que é ligado ao calculador
do motor) faz a redução num tempo menor, quase
instantaneamente. Além disso, o calculador analisa
se há a necessidade de redução de mais
de uma marcha, realizando essa operação automaticamente,
proporcionando maior segurança nas ultrapassagens.
Somada à vantagem dos nove programas auto-adaptáveis,
a caixa Proactive oferece ao motorista a opção
de selecionar uma 3ª marcha "imposta", ou
seja, fazer com que a mudança de marchas seja feita
apenas até a 3ª marcha, operação
que é feita por meio de um botão localizado
na lateral da alavanca do câmbio. Um indicador no
painel de instrumentos permanece aceso enquanto o dispositivo
está sendo utilizado.
Outro recurso importante da caixa Proactive é o
recurso de condução em pisos de baixa aderência,
acionado por um botão localizado no console do câmbio.
Com a marcha selecionada em Drive (D), este dispositivo
permite que o veículo saia da imobilidade em 2ª
marcha ao invés de 1ª marcha, evitando que o
veículo patine ao trafegar por um terreno escorregadio,
como lama, grama molhada ou neve. A caixa automática
do Scénic permite também limitar a passagem
até a 2ª marcha (posição 2), ou
até a 1ª marcha (posição 1), caso
o motorista se encontre em situações que exijam
mais força do motor, como em subidas muito íngremes.
A caixa Proactive também incorpora importantes dispositivos
de segurança. A partida do carro ocorre apenas com
a alavanca de câmbio nas posições P
(Park) ou N (Neutro), ainda assim com o pedal do freio pressionado.
Já a seleção das marchas D (Drive)
ou R (Ré) deve ser feita exclusivamente com o veículo
parado e o pedal de freio acionado.
Em termos de ergonomia, o Scénic Câmbio Automático
apresenta uma vantagem ao motorista, que é a visualização
da marcha selecionada no painel de instrumentos do carro
(P, R, N, D, 2, 1), além da 3ª marcha "imposta".
Em caso de pane imobilizante, o motorista é avisado
por um sinal no painel. O veículo passa a utilizar
um "programa de emergência", que permite
ao carro rodar apenas em 3ª marcha, para que o veículo
possa ser levado com segurança à concessionária
mais próxima.
Produzida na França, essa caixa automática
equipa, além do próprio Scénic, também
os modelos europeus do Novo Laguna, Mégane, Clio
e Kangoo. Exportada para o México, países
da Europa e do Mercosul, ela foi desenvolvida para atingir
uma durabilidade mínima de 150 mil quilômetros
e apresenta a vantagem de não ser necessária
a troca do óleo de câmbio.
Tarcisio Dias - Mecânica Online &
Comunicação Renault
Veículo disponibilizado pela Renault do Brasil
CITROËN C5
Inteligência embarcada
As novas perspectivas abertas pela tecnologia dos sensores,
da rede multiplex e da central BSI tornaram possível
o desenvolvimento de uma série de funções
para aumentar o conforto, prazer de dirigir e segurança.
A função black-panel reduz a iluminação
dos instrumentos para tornar a condução noturna
menos cansativa para os olhos. A velocidade dos limpadores
do pára-brisa varia com a velocidade do veículo.
Os limpadores dianteiros são equipados com sensores
de chuva e entram em ação automaticamente.
O acendimento automático dos faróis é
acionado por um sensor duplo que capta a luminosidade à
frente e acima do veículo, transmitindo à
central BSI (Caixa de Serviços Inteligentes) informações
que identificam se é dia, noite, ou se o veículo
está passando por um túnel ou viaduto.
Os faróis acendem ao anoitecer ou ao entrar num
túnel, mas não acontece o mesmo sob uma passarela
ou obstáculo passageiro. Também são
acesos automaticamente se a central BSI deteta o mais leve
movimento dos limpadores ativados pela chuva. Os faróis
principais do C5 são equipados com refletores de
amplo espectro para maior eficiência, utilizando lâmpadas
de xenon que ampliam a potência de luz e tornam desnecessários
os faróis de neblina (de série no V6).
O Citroën C5 é equipado com direção
hidráulica de assistência variável de
forma contínua de acordo com a velocidade, usando
um circuito independente da suspensão. O sistema
de freios ABS - com distribuidor eletrônico de frenagem
- e a função de assistência em frenagens
de emergência são equipamentos de série
no C5.
Os vidros são de acionamento elétrico e podem
ser rebaixados ou elevados por uma tecla de um toque, além
do sensor anti-esmagamento. O teto solar tem as mesmas funções
e ainda oferece seis estágios de abertura e três
de inclinação. Os vidros das janelas e do
teto solar também fecham automaticamente quando começa
a chover.
Com quatro sensores no pára-choque traseiro, o C5
ajuda o motorista a manobrar o carro com segurança.
Ao aproximar-se de um obstáculo, um bip intermitente
dá o sinal de alerta e sua freqüência
aumenta até transformar-se num sinal contínuo
quando o obstáculo está a 20 centímetros
do carro. Esse sistema entra em ação automaticamente
com o engate da marcha à ré. Outro avanço
do C5: sensores de queda da pressão dos pneus nas
quatro rodas, que disparam um alarme e enviam uma mensagem
imediata à tela multi-função no painel.
Graças ao sistema Multiplex, o C5 ganha uma nova
chave-transponder de alta freqüência com três
botões de controle. O primeiro botão é
usado para travar todas as portas, o segundo para destravar
e o terceiro para acionar os vidros laterais e do teto solar.
Quando se pressiona o terceiro botão várias
vezes em seqüência, o usuário pode fechar
todas as janelas e o teto solar, abri-las levemente para
arejar o carro ou ainda aumentar sua abertura. Se o carro
for destravado pela chave-transponder e nenhuma das portas
for aberta em 30 segundos, o veículo é travado
automaticamente como proteção nos casos de
abertura acidental. Quando o C5 começa a mover-se,
a tampa do porta-malas também é travada até
que seja reaberta pelo transponder.
A rede Multiplex também proporciona uma série
de soluções para ampliar o conforto e a segurança
como, por exemplo, o controle da iluminação
interna, volume do rádio ajustado à velocidade,
retrovisor do passageiro indexado à marcha-à-ré,
retrovisores externos que se retraem quando o carro é
travado, limpadores ativados com o lavador e com freqüência
de acionamento ajustada à velocidade, corte automático
de consumo de energia como do rádio e da iluminação
30 minutos após o desligamento do motor.
Os vidros das janelas e o ajuste dos bancos ficam também
ativos por 30 segundos. A tela multifunção,
em local ergonômico no painel principal, mostra informações
do sistema de áudio e do computador de bordo, além
das mensagens de alarme.
Mecânica Online & Imprensa Citroën
LANÇAMENTO
Nova Mercedes-Benz SL 500:
chega ao Brasil a quinta geração do mito
Novo conversível reúne esportividade,
conforto e tecnologia
Primeiro automóvel do mundo a vir equipado
com o novo Sensotronic Brake Control - controle eletrônico
de frenagem
Design moderno, que incorpora características
do lendário 300 SL
Roadster e cupê em um só veículo,
devido à capota variável vario-roof
Motor V8 desenvolve 306 cavalos de potência
O mito chega ao Brasil. A Mercedes-Benz lança a
nova SL 500, que vem para perpetuar a longa tradição
dos roadsters SL com seu estilo ousado e os inúmeros
avanços tecnológicos.
O novo conversível de dois lugares é a quinta
geração desta classe de sucesso, que iniciou
sua história gloriosa em 1954, com o lendário
300 SL "Asa de gaivota". Desde então a
marca de Stuttgart já produziu mais de 490.000 destes
exclusivos automóveis esportivos.
Com o auxílio de uma série de novos sistemas
eletrônicos, a nova SL oferece uma experiência
dinâmica única, ao mesmo tempo em que esses
equipamentos geram máxima segurança ao dirigir,
fazendo do modelo da Mercedes-Benz uma nova categoria de
automóvel esportivo.
A trajetória dos lendários Mercedes-Benz
SL
1954-1957: 300 SL Coupé (Asa de Gaivota) -
1400 unidades produzidas
1957-1963: 300 SL Roadster - 1858 unidades produzidas
1963-1971: 230 SL - 280 SL - 48.912 unidades produzidas
1971-1989: 280 SL - 560 SL - 237.287 unidades produzidas
1989-2001: SL 280 - SL 600 - aprox. 200.000 unidades
Novo modelo combina sofisticados sistemas eletrônicos
- De todos as inovações tecnológicas
implementadas na SL, é o Sensotronic Brake Control,
SBC, o sistema eletro-hidráulico de frenagem, que
aparece encabeçando a lista.
A Mercedes-Benz é a primeira marca de automóveis
do mundo a oferecê-lo em um automóvel. O SBC
trabalha em conjunto com o ESP, o programa eletrônico
de estabilidade, e com o sistema Active Body Control, o
ABC, que funciona como uma suspensão ativa, mantendo
e controlando constante a altura do assoalho do carro em
relação ao solo. Ou seja, este sistema é
capaz de reduzir ao mínimo a inclinação
da carroçaria em curvas ou frenagens.
O SBC abre a porta ao futuro mundo dos sistemas by wire.
Esta tecnologia comunica os comandos do piloto eletronicamente,
por cabo (by wire) em vez de mecânica ou hidraulicamente.
Entre as principais características de desempenho
do SBC estão a geração extremamente
rápida da pressão no circuito dos freios,
e a observação precisa do comportamento do
condutor e veículo, através de um complexo
sistema de sensores.
CIÊNCIA DA MECÂNICA
- NÚMERO 11
O sol é o limite
Olá! Mês passado propus uma questão
sobre o potencial de utilização de energia
solar para a produção de energia elétrica
na Terra. Este mês, como usual, irei comentá-la.
A seqüência de comentários que se segue
é baseada na Teoria dos Grandes Números, com
freqüência chamada de Análise de Ordem
de Grandeza. A idéia é termos uma idéia
do tamanho da coisa e não acertarmos a "resposta
certa". Lembram-se das velhas questões dos exames
vestibulares do tipo: "quantos litros de água
cabem no Maracanã?" ? Pois é, elas servem
para muitas coisas.
O primeiro passo na nossa trajetória é a
determinação da quantidade de energia que
chega à nossa porta, que é o limite superior
da atmosfera da Terra. No final do século XIX, Wien,
colega de Planck, chegou à conclusão que havia
uma relação entre a temperatura de um corpo
negro e o comprimento da máxima emissão de
energia do mesmo. Esta relação, conhecida
como lei do deslocamento de Wien, é tal que:

De posse de medições feitas na Terra que
indicam que a emissão do Sol é máxima
para ,
obtemos que a sua temperatura aparente é de aproximadamente
5800 K, bastante quente, certamente. Esta é a temperatura
superficial do Sol. Dentro dele, a temperatura é
evidentemente, muito maior. Da Radiação Térmica,
sabemos que o poder emissivo total de um corpo negro é
expresso pela lei de Stefan-Boltzmann:

onde a constante tem o valor numérico:

Observando que o raio do Sol é de 695 mil quilômetros
e aproximando-o como uma esfera, obtemos que a potência
emitida pelo Sol é da ordem de 4 x 1026 Watts, o
que é uma imensa quantidade de energia. Felizmente,
esta energia é enviada radialmente em todas as direções.
Desta forma, a energia por unidade de área na órbita
da Terra, distante cerca de 150 milhões de quilômetros
do Sol é bem menor: 1378 W/m2. Esta é a quantidade
que chega à atmosfera da Terra, incidindo perpendicularmente
à superfície. Nesta situação,
a energia que incide no disco cujo raio é o da Terra
vale:

O que é uma quantidade razoável para a Terra
mas mínima para o Sol (inferior a 5x10-8 % da energia
emitida pelo Sol). Considerando que a Terra gira, chegamos
a um valor médio para esta energia, se dividirmos
pela área da esfera da Terra, o que nos dá
um valor médio de 344 W/m2. Esta é a quantidade
de energia que na média chega à borda da atmosfera
da Terra.
Aproximadamente um terço desta energia é
imediatamente refletida de volta para o exterior, pelas
nuvens, pelo mar, etc, sem qualquer interação
com a atmosfera. Ou seja, temos livre cerca de 230 W/m2
para aquecer a atmosfera e o solo. A experiência indica
que a atmosfera absorve cerca de 70 W/m2 da radiação
de ondas curtas provenientes do Sol, reduzindo para uns
160 W/m2 a parcela que alcança de fato o solo. Assim,
para a Radiação proveniente do Sol, temos
na média que:
energia chegando na média em cada
m2 da superfície = energia diretamente refletida
pelas camadas superiores da atmosfera + energia que é
absorvida pela atmosfera + energia que chega à superfície
da Terra proveniente do Sol
o que significa:

A situação fica um pouco mais complicada
e talvez interessante pois a atmosfera e a própria
Terra emitem radiação. No caso da Terra, a
energia emitida pode ser também calculada pela lei
de Stefan-Boltzmann, considerando que a temperatura média
de uns 288 K (cerca de 15 C). Assim, a energia emitida pela
Terra é:

Em conseqüência, se tivermos cerca de 230 W/m2
para aquecer a atmosfera e o solo mas o solo emitir para
a atmosfera cerca de 390 W/m2, no espírito do efeito
estufa, podemos dizer então que a atmosfera captura
cerca de 160 W/m2, o que é uma quantidade imensa
de energia. Utilizando o argumento de Z. Wasrhaft, em seu
livro "Thermal-Fluid Engineering", Cambridge University
Press, 1997, isto significa uma lâmpada de 160 W colocada
em cada metro quadrado de área da Terra! Pare um
minuto e imagine o "tamanho" de uma área
de 1 metro de largura por 1 metro de comprimento! Provavelmente,
isto assaria todo ser vivo deste planeta. Assim, há
outras coisas em jogo.
Pela lei de Stefan-Boltzmann, a atmosfera que já
absorveu 70 W/m2 provenientes do Sol, está a uma
temperatura média de 3 C e portanto também
emite radiação. O valor calculado para a energia
que ela emite para a Terra é da ordem de uns 330
W/m2. Isto é, um balanço de energia para a
atmosfera nos dará:
energia absorvida do Sol + energia capturada
pelo efeito estufa - energia emitida para a Terra = Saldo
(ou déficit) de energia radiativa
ou seja:
Isto é, nestas contas, a atmosfera estaria se esfriando
neste processo. Entretanto, como veremos, há outras
parcelas em jogo. Mas antes de prosseguir, vejamos o Balanço
de Radiação para a Terra.
energia radiativa recebida da atmosfera
+ energia radiativa recebida do Sol - Energia emitida (radiação)
= Saldo (ou déficit) de energia radiativa
Se a Radiação fosse a única parcela
envolvida, a Terra estaria se aquecendo. Levando em contas
as incertezas associadas, os dois números acima devem
ser vistos como equivalentes, de mesma ordem, não
como exatamente iguais. Mas vejamos as próximas etapas.
A energia que chega à Terra vinda diretamente do
Sol (160 W/m2) não incide perpendicularmente à
superfície da Terra durante o dia todo, pois pela
manhã bem cedo e à tarde, a inclinação
dos raios solares é bastante grande. Supondo um ângulo
médio de 45 graus, nossa estimativa se reduz para
113 W/m2 (= 160 cos 45). Como todo processo tem suas perdas,
vamos supor que a eficiência do nosso processo de
conversão de energia solar em energia elétrica
seja de 15%, utilizando dados de John Shonle no seu livro
"Environmental Applications of General Physics",
publicado pela Addison-Wesley em 1975. Assim, teríamos
cerca de 17 W/m2 para serem convertidos em eletricidade.
Precisamos saber então qual é a área
que poderemos usar para a usina solar. Segundo Shonle, este
número é da ordem de 2,5x1013 m2, desprezando
as áreas habitadas, industriais, agrícolas,
montanhosas, etc. Isto nos permite obter como estimativa
de potencial elétrico o valor:

As necessidades atuais do mundo são hoje da ordem
de 1013 W. Vemos assim que o potencial solar é da
ordem de 40 vezes maior que as necessidades do mundo. Isto
é, o processo de conversão dos raios solares
em energia elétrica é um processo irreversível
no mundo, face ao seu potencial. Mais cedo ou mais tarde,
precisaremos olhar melhor esta gigantesca fonte de energia.
Hoje ele é ainda de reduzida aplicação
face aos custos. Entretanto, com o eventual e também
irreversível término do petróleo, os
custos passarão a ser competitivos.
Para finalizar este estudo, vejamos como a natureza gerencia
o fato da atmosfera estar perdendo 100 W/m2, o que significa
estar ela se esfriando, e a Terra estar ganhando 100 W/m2,
isto é, se aquecendo, como vimos acima.
Até este ponto, consideramos apenas a influência
da Radiação Térmica na atmosfera. Entretanto,
um outro fator bastante importante é a imensa evaporação
da água dos mares e rios, o que acontece continuamente.
Lembrando o valor da entalpia de vaporização,
da ordem de 2400 kJ/kg (consulte uma tabela de propriedades
termodinâmicas), e considerando que a precipitação
anual de água (isto é, chuva!) na Terra é
da ordem de 5x1017 kg (os oceanos contem cerca de 1021 kg
de água), temos que a evaporação desta
massa de água consome cerca de 3,8x1016 W. Considerando
os 230 W/m2 que penetram na atmosfera provenientes do Sol,
temos que a parcela de energia chegando à Terra é
da ordem de:

ou seja, a energia associada à evaporação
da água é cerca de 32% da energia do Sol que
penetra na atmosfera da Terra. Certamente, uma parcela considerável.
Esta quantidade de massa evaporando retira esta energia
do próprio sistema, resfriando a Terra e esquentando
o ar. Se dividirmos a energia consumida na evaporação
pela área superficial da Terra, obteremos que cerca
de 75 W/m2 são retirados da Terra e transferidos
para a atmosfera. Uma outra parcela é utilizada para
movimentar a atmosfera, que pode ser estimada nos 25 W/m2
restantes. Com isto, chegamos aos 100 W/m2 que estavam faltando.
Como podemos ver, não há equilíbrio
radiativo entre a Terra e a atmosfera mas há uma
possibilidade de equilíbrio se envolvermos convecção.
A situação é frágil pois não
entendemos tudo o que se passa. Por exemplo, se o efeito
estufa aumentar, como resultado da maior emissão
de CO2, etc, a atmosfera irá emitir mais energia
para a Terra, que aumentará a evaporação
da água que provocará mais nuvens e talvez
alterando a quantidade de energia absorvida pela atmosfera
que por sua vez, .... Muito complicada esta análise
pois um mecanismo alimenta outro, numa seqüência
de ajustes.
Um último ponto interessante é o dado que
estas trocas não acontecem uniformemente pela Terra,
pois a evaporação é grande nos oceanos
e mínima nos desertos, o gelo dos pólos reflete
muito a radiação infravermelha, etc. Além
disto, os valores discutidos aqui, além de serem
aproximados, variam na presença de nuvens, tornando
o problema muito mais complexo. Isto é apenas um
indício do complicador efeito da latitude e da longitude
das regiões da Terra nas condições
climáticas do planeta. Entretanto, estas "complicações"
nos afetam diretamente e estudá-las é um dos
problemas mais importantes deste século.
Para o próximo mês, minha questão é:
"Considere um termômetro
clínico. Quando a temperatura é medida, o
mercúrio se expande. Por que o nível do mercúrio
não cai imediatamente após você ter
lido a temperatura?"
Lembrem-se: a melhor resposta ou talvez a análise
da situação ganha um curso online!
Abraços e até o próximo mês.
Washington Braga Filho, PhD - wbraga@maua.mec.puc-rio.br
Professor Associado do Departamento de Engenharia Mecânica
- PUC - Rio
Coordenador Administrativo da Rede Rio de Computadores /
FAPERJ
Website: http://venus.rdc.puc-rio.br/wbraga/hpn.htm
COMBUSTÍVEL
Álcool: combustível
pode ser a solução para o efeito estufa
A poluição atmosférica e o efeito
estufa cada vez mais estão prejudicando a vida de
milhares de pessoas em todo o mundo. Durante o seminário
Automóveis e Efeito Estufa, organizado
pela AEA Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva, especialistas apresentaram soluções
para reduzir a poluição e, principalmente,
o efeito estufa. Os combustíveis alternativos
como o álcool combustível (etanol), o gás
natural e o biodiesel ajudam na redução do
problema, explica José Edison Parro, presidente
da AEA.
O efeito estufa é um fenômeno causado pelo
acúmulo de gases e nuvens na atmosfera que provocam
o aquecimento da superfície da Terra, pelo bloqueio
de parte da radiação infravermelha emitida
pela superfície terrestre. Alguns gases como o dióxido
de carbono, o metano, o óxido nitroso e ozônio
protegem a atmosfera de receber todo o calor do sol. Cerca
de 51% da radiação que recebemos é
refletida de volta e os 49% restantes ficam retidos na Terra.
O excesso de poluição pode aumentar a capacidade
da atmosfera de reter calor e elevar a temperatura do Planeta.
Os prejuízos da poluição atmosférica
podem vir a longo prazo. Estudos desenvolvidos na Universidade
de Harvard, nos Estados Unidos, entre 1977 e 1993, mostraram
que a alta concentração de poluentes, principalmente
nos grandes centros urbanos, pode reduzir em um ano e meio
a expectativa de vida dos habitantes. As conseqüências
do efeito estufa, se confirmadas, podem ser desastrosas.
Inversão térmica, aumento do nível
do mar, alteração no suprimento de água
doce, chuvas em grandes quantidades e o super aquecimento
da Terra são alguns exemplos, analisa o presidente
da entidade.
De acordo com especialistas presentes no seminário
Automóveis e o Efeito Estufa, da AEA,
o álcool combustível (etanol) é a opção
ideal para a redução do efeito estufa e também
para a diminuição da poluição
atmosférica no País. A principal vantagem
desse combustível alternativo é o fato de
ser obtido a partir da cana-de-açúcar que
ajuda a reduzir o gás carbônico presente na
atmosfera, através da fotossíntese nos canaviais.
O etanol, além de poluir menos, tem a vantagem
do Brasil poder se tornar um exportador do produto e gerar
empregos para a população, completa
Parro.
Outra opção para diminuir o efeito estufa
e a poluição é o biodiesel, combustível
obtido através de óleos vegetais, como a soja
e o girassol. O biodiesel pode ser usado 100% puro (B100),
como também misturado ao diesel, com 20% (B20) ou
5% (B5). A mistura de 5% pode ser utilizada em motores sem
a necessidade de recalibração, mas é
necessário verificar sua compatibilidade com as borrachas
do sistema de alimentação. Esse combustível
alternativo reduz as emissões de dióxido de
carbono, além disso, não contém enxofre,
melhora a lubricidade do motor, é biodegradável
e uma importante opção energética para
o Brasil. O biodiesel é um combustível
ecológico, que também pode trazer inúmeras
vantagens econômicas ao País que, gradualmente,
pode tornar-se um grande produtor e consumidor de biodiesel,
já que é segundo produtor e exportador de
óleo de soja, explica Parro.
Atualmente, o Brasil consome cerca de 35 bilhões
de litros de óleo diesel por ano, sendo que 15% desse
combustível é importado, produzindo biodiesel
o País reduziria a importação de petróleo
e também geraria empregos. Mas, apesar das vantagens
ao meio ambiente, o alto custo de produção
torna mais difícil a comercialização
do produto.
O gás natural veicular, já bastante utilizado
no País, é também uma opção
para diminuir o problema. Com o uso do GNV pode ocorrer
uma redução dos teores de materiais particulados
e a eliminação de derivados de enxofre. Além
disso, polui 70% menos do que a gasolina. Atualmente, temos
300 mil carros movidos a gás e até o fim do
ano serão 450 mil.
Mecânica Online & Printer Press
Assessoria de Comunicação
DICA DE PORTUGUÊS - NÚMERO
3 Deu
no que deu
Os professores de Brasília entraram em greve.
Pais e alunos estão preocupados. Há mais de
um mês a meninada não pisa a sala de aula.
Faixas tomam conta da cidade. Uma delas tremula na 106 Norte.
"Governador", diz o texto, "a escola pública
define o futuro desse país".
"Cruz-credo", exclamou Afonso de Araújo
Lopes. Ele leu o recado e tremeu na base. Indignado, fotografou
a mensagem. E comentou: "A frase tropeça no
emprego do pronome demonstrativo. E justamente por quem
jamais poderia cometer tamanho absurdo. Pode?"
Não poderia. Mas acontece. O demonstrativo é
um calo no pé. Muitos não sabem quando usar
o este ou o esse. No caso, o danado se refere ao país
onde a pessoa que escreve está. É vez do este:
"Governador, a escola pública define o futuro
deste país" (o país onde estamos). Este
(o país onde estamos) é um país que
vai em frente. Que país é este (o Brasil)?
Moral da história: o governador leu a frase. Não
enfiou a carapuça. Os mestres continuam de braços
cruzados. Azar nosso!
"A minha poesia é natural e simples como a
água bebida na concha da mão." Mário
Quintana
Abuso - Em português, existe uma palavra com
três tremas. Sabe qual é? O Rômulo Marinho
descobriu. É qüinqüelíngüe.
Quer dizer cinco línguas. Pode ser um texto escrito
em meia dezena de idiomas. Ou alguém que fala esse
montão de línguas.
Ter propriedades vocabular é... - Usar mais
para palavras ou expressões que indicam quantidade.
E maior para dar idéia de intensificação:
Preciso de mais dinheiro. Xuxa não quer mais filhos.
Para mais informações, telefone. O comércio
dá maior prazo para vendas a crédito. Governo
quer maior participação dos cidadãos.
É lei - Gilson Maia escreve: "Hoje ou
amanhã teremos uma mulher na Presidência da
República. Estamos preparados para isso. Mas tenho
uma dúvida. Ela será presidenta ou presidente?"
Usar o feminino não é favor. É obrigação.
A Lei 2.749, de 1956, manda escrever no feminino os cargos
públicos exercidos por mulheres: presidenta, senadora,
ministra, soldada.
Presidente e chefe têm dois gêneros. Podem
ser masculinos ou femininos. Mas chefa, ao contrário
de presidenta, soameio jocoso. De qualquer forma, a escolha
é sua: A presidente (ou presidenta) da Nicarágua
visitou o Brasil. A chefe (ou chefa) da seção
saiu mais cedo.
Grande e pequeno - A Ana Júlia está
em via de arrancar os cabelos encaracolados. Culpado? O
correio eletrônico. O endereço dela tem hífen.
Quando ela o dita, a pergunta é inevitável:
- Hífen é o tracinho grande ou o pequeno?
Resposta: pequeno (-). É o sinalzinho que liga o
pronome ao verbo (beijá-lo), forma palavras compostas
(beija-flor) e evita que o prefixo tire uma casquinha da
vizinha (neo-rico).
n n n Grandão rima com travessão. É
o dobro do hífen (-). O senhor duplo joga em três
times. Um: junta palavras. Mas lhes mantém a independência
(Ponte Rio - Niterói). Dois: dá destaque a
termos meio murchos (JK - o construtor de Brasília
- nasceu em Minas). Três: no diálogo, introduz
a fala de alguém. Vale o exemplo de Manuel Bandeira:
Andorinha lá fora está dizendo:
- Passei o dia à toa, à toa.
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vidaà toa, à toa...
Leitor pergunta
Cerca de 13 toneladas de alimentos foram arrecadados
ou arrecadadas?
Waldemar Filmiano, Uberaba
A regra é velha como andar pra frente. O predicativo
concorda com o sujeito. Qual é o sujeito? Cerca de
13 toneladas de alimentos. Núcleo? Toneladas. Conclusão:
lé com lé. Feminino com feminino: quase treze
toneladas de alimentos foram arrecadadas.
n n n A reunião foi em Haia? Na Haia?
João Jacques de Andrade, Brasília
O xis da questão é o artigo. Nome de cidade
detesta o pequenino. A gente diz: Belô é a
capital dos barezinhos do Brasil. Natal tem belas praias.
Conclusão: A reunião foi em Haia.
Observação: três cidades são
desobedientes. Todas masculinas: o Rio, o Cairo, o Recife
(ou, simplesmente, Recife).
n n n Como se pronuncia a palavra subsistência?
Robson, lugar desconhecido
O s soa como se fosse ss. Subsistência joga no time
de subsolo.
Dad Squarisi - dad@cbdata.com.br
Dica de Português é uma coluna semanal
do Diário de Pernambuco - Pernambuco.com
Mensalmente você encontrará na atualização
da seção Engenharia um novo texto.
ENGENHARIA
Energia limpa
A tecnologia das células a combustível
avança e já move uma pequena frota mundial
de protótipos, em uma ampla pesquisa em que o Brasil
também está envolvido
Você pode duvidar, mas as chances de trocar seu carro
por um veículo movido a hidrogênio daqui a
dez anos são grandes.
Esse gás como opção de combustível
vem sendo, nos últimos tempos, alvo de incessantes
pesquisas em quase todo o mundo.
Nesses estudos, montadoras e universidades investem milhões
de dólares em projetos para colocar nas ruas os chamados
carros "limpos".
O Brasil não está fora dessa corrida tecnológica.
A Electrocell, empresa apoiada pelo Centro Incubador de
Empresas Tecnológicas, o Cietec, instalado no campus
da Universidade de São Paulo (USP), pesquisa células
a combustível há dois anos.
"Mas estudo as células desde 1991", diz
Gerhard Ett, um dos engenheiros responsáveis pelo
projeto, ao lado de Gilberto Janólio, Ângelo
Massatoshi Ebsui e Volkmar Ett. As principais montadoras
já exibem protótipos movidos a hidrogênio.
A Ford, por exemplo, tem o Mondeo elétrico P2000
HFC rodando nos EUA.
Alimentação
variada A célula a combustível do Necar 5,
protótipo da Mercedes baseado no Classe A, extrai
energia do metanol
Hidrogênio combustível
Além dele, testa o FC5, que obtém hidrogênio
a partir do metanol. A DaimlerChrysler, um dos grupos mais
avançados nas pesquisas, mantém o Necar 4
e o Necar 5, ambos baseados no Classe A. Ela briga pelo
primeiro lugar na produção desses veículos
com a BMW, que por sua vez mantém 15 unidades dos
sedãs Série 7 circulando com hidrogênio
líquido em Munique.
A Honda apresentou, nos salões de Detroit e Tóquio,
os carros-conceito V2 da série FCX, desenvolvidos
a partir do elétrico EV-Plus. A GM, por seu braço
europeu Opel, tem o Zafira, também com hidrogênio
líquido, e o Hydrogen 1. E anuncia para 2002 o lançamento
de uma pickup S-10, que extrairá o hidrogênio
da gasolina através de um catalisador.
As células a combustível são baterias
(pilhas) que transformam energia química diretamente
em elétrica e térmica, gerando corrente para
o deslocamento do veículo e também de sua
parte elétrica ou sistema periférico. O processo
é possível graças à alimentação
constante por um combustível e às reações
que ocorrem dentro da célula. São duas as
reações necessárias: a oxidação
de um combustível (no caso o hidrogênio) e
a redução de um oxidante, o oxigênio
do ar ambiente. "A célula combina átomos
de hidrogênio e oxigênio que produz, de um lado,
corrente elétrica, e de outro vapor d'água",
explica Janólio.
O pesquisador Gerhard Ett confere um dos instrumentos do
laboratório daElectrocell, empresa onde, ao lado
de Gilberto Janólio e outros engenheiros, a utilização
das células a combustível está sendo
desenvolvida
Para promover o funcionamento de um veículo como
o Necar 4, por exemplo, seriam necessários dois conjuntos
com 160 células cada, instaladas em série.
"Já dominamos a tecnologia das células,
agora estamos na fase experimental do projeto", afirma
Janólio. Para que a tecnologia saia do laboratório
e vá para as ruas, a empresa busca parcerias com
montadoras. "Há duas empresas interessadas",
afirma Gerhard. Os cientistas desenvolvem também
computadores e programas para o controle das células.
Suas funções são controlar a razão
entre hidrogênio e oxigênio, a vazão
dos gases e a tensão das células. "Eles
monitoram e diagnosticam possíveis problemas",
explica Gerhard.
O novo combustível apresenta diversas vantagens.
A emissão zero de poluentes, no caso do uso de células,
é uma das principais. Os gases resultantes da queima
de combustíveis fósseis, como a gasolina e
o diesel, são responsáveis por fenômenos
nocivos ao meio ambiente. Um deles é o efeito estufa,
que vem provocando alterações climáticas
no planeta.
Entre esses gases, o dióxido de carbono é
o maior vilão. Além de não poluir,
os veículos a hidrogênio são muito mais
silenciosos que os tradicionais. Outra vantagem do novo
combustível em relação à gasolina
é que ele pode ser obtido de fontes renováveis.
É possível extrair hidrogênio da água
(por meio da eletrólise), do sol, da gaseificação
de resíduos agrícolas, dissociação
do metanol, etanol e do gás natural, entre várias
outras fontes.
A BMW é uma das poucas que não apostam nas
células para obtenção do hidrogênio.
Nos seus 15 sedãs Série 7 modelo 750hL do
projeto CleanEnergy (Energia Limpa), as células são
usadas apenas para alimentar o sistema elétrico dos
carros. Para seu funcionamento é usado hidrogênio
líquido e um tradicional motor a combustão
interna, que resulta numa emissão "quase zero"
de dióxido de carbono, segundo a montadora. "Todos
os veículos dessa geração de carros
a hidrogênio, a quinta da BMW, são híbridos",
afirma o alemão Christoph Huss, responsável
pela área de pesquisas em tráfego e meio ambiente
do grupo.
A opção pelo hidrogênio líquido
foi feita por sua densidade menor que a do gasoso - o tanque
pode ser menor. Com o combustível, o motor de 12
cilindros e 5,4 litros dos 750hL desenvolve 204 cv de potência,
o que proporciona aceleração de 0 a 100 km/h
em 9,6 segundos e velocidade máxima de 226 km/h.
"A perda de potência varia de um terço
a um quarto em comparação com a gasolina,
porque a tecnologia do motor não está projetada
para monocombustível", afirma Huss.
Já o Mercedes-Benz Necar 5, movido a célula
combustível, tem velocidade máxima de 145
km/h. O peso das células é de 100 quilos,
instaladas no assoalho do carro. "O peso é ainda
um problema, mas não é crítico",
afirma o engenheiro Gerhard Ett. Os estudos sobre o combustível
na BMW começaram em 1978 e se intensificaram nos
últimos anos. Eles mobilizam, segundo Huss, 10% da
verba total para pesquisas e 500 pessoas. O investimento
da montadora não é revelado. "Vários
milhões de marcos alemães estão sendo
investidos", afirma. A previsão para que os
carros cheguem ao mercado europeu é de sete a oito
anos.
Abastecimento robotizado
Emissões zero Grandes montadoras, como a Ford, que
montou seu motor " limpo" no Mondeo, estão
pesquisando sistemas que não poluam
Segundo os pesquisadores do Cietec, o abastecimento de
um veículo movido a hidrogênio pode ser feito
de várias formas. Pode-se trocar ou completar o cilindro
que armazena o combustível ou ainda usar hidretos
metálicos. "O hidreto é uma espécie
de esponja que absorve o hidrogênio, usada no abastecimento
direto", explica Gerhard.
Ele calcula que, para cada litro de hidrogênio, são
necessários 20 quilos de hidretos. Já os carros
da BMW exigem um sistema mais complexo, totalmente automatizado.
"As pessoas não podem ter contato com o hidrogênio",
afirma Huss, explicando que o combustível é
armazenado criogenicamente, à temperatura de 253°
C negativos. Os tanques dos 15 carros da montadora são
abastecidos em um posto instalado no aeroporto de Munique,
totalmente operado por robôs.
Seja para deslocar o veículo, ou apenas alimentar
seus sistemas, o hidrogênio deve estar amplamente
disponível, o que ainda não acontece. Outro
problema seria a rede de distribuição. "Ainda
não temos a resposta", diz o executivo da montadora
alemã. Algumas das empresas envolvidas nas discussões,
parceiras da BMW, são a Shell, a RWE, Opel e a DaimlerChrysler.
"É preciso criar uma sociedade mundial do hidrogênio",
diz Huss.
Alguns passos estão sendo dados nesse sentido. O
Projeto Europeu de Hidrogênio Integrado, apoiado pela
BMW, é um exemplo. Ele tem como objetivo adequar
a legislação referente ao hidrogênio
em todo o mundo, como padronização de infra-estrutura
e até componentes dos veículos.
Placas de força
Sanduíche energético
Cada placa do conjunto acima forma uma célula a combustível,
detalhada ao lado. Nos eletrodos (camadas externas), o hidrogênio
entra em contato com o catalisador, a base de platina (camada
central). No processo, seus átomos ficam ionizados:
os prótons (partículas positivas) separam-se
dos elétrons (negativas). Uma membrana plástica
especial deixa os prótons passarem, e barra os elétrons.
Os prótons atravessam a membrana e reagem com o oxigênio
do ar, produzindo vapor d'água, enquanto os elétrons
formam a corrente elétrica que alimenta o motor do
veículo.
Kart ecológico
Rezzo Schlauch, líder parlamentar do Partido Verde
alemão, entende de política, mas pôs
os fotógrafos para correr ao tentar manobrar um kart
movido a célula a combustível.
O modelo foi fabricado pela Ballard, empresa baseada perto
de Stuttgart, na Alemanha, em parceria de alta tecnologia
com a DaimlerChrysler. Schlauch e outros políticos
ambientalistas visitaram a Ballard para obter mais informações
sobre formas alternativas de motores e energias aplicadas
ao automóvel.
Por Daniela Saragiotto
Fotos de Luca Bassani/Divulgação
EDUCAÇÃO
Pesquisa: emprego, a preocupação
do estudante
42% dos entrevistados têm medo de ficar sem trabalho
ao sair da faculdade
O medo de não conseguir um emprego após terminar
a faculdade é a grande preocupação
dos jovens, segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de
Integração Empresa-Escola (CIEE). Segundo
o levantamento, 42% dos entrevistados afirmaram estar preocupados
com o futuro profissional em curto prazo. Foram ouvidos
500 estudantes de 16 a 25 anos que procuraram a entidade
em busca de um estágio.
"É um índice expressivo, que representa
um momento do Brasil e do mundo", analisa Regina Hein,
supervisora da área de projetos institucionais do
CIEE.
"O desemprego é uma realidade muito próxima
de todo mundo hoje em dia e o jovem sabe que um diploma
não é mais garantia de emprego." Os dados
do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) indicam que a preocupação dos jovens
tem fundamento. De 1992 a 1999 a taxa de desemprego na faixa
dos 18 a 24 anos: saltou de 9,6% para 14,6%.
O problema, porém, não se restringe ao contexto
sócio-econômico, mas passa pelos padrões
e referências culturais, acrescenta a psicoterapeuta
Lisandre Castello Branco. "A criança é
ensinada, desde pequena, que seu futuro reside em conseguir
um emprego. Só que o mundo não é mais
assim, o que cria um descompasso entre expectativas e realidade",
afirma.
"Emprego é como um animal em extinção
e praticamente não existem políticas públicas
para preservá-lo. A escola também não
ajuda muito porque não mostra ao jovem que há
outras alternativas e ele não sai da escola preparado
para buscá-las."
De fato, conseguir um emprego continua sendo a meta de
boa parte dos estudantes e supera em muito o desejo de realização
profissional: apenas 4% disseram se preocupar com isso na
pesquisa do CIEE. A qualidade de vida e a independência
financeira também não fazem parte das prioridades
dos entrevistados - respectivamente, 14% e 15% dos jovens
afirmaram ter esse tipo de preocupação.
E a preocupação se traduz em demanda. Só
na unidade da capital do CIEE, cerca de mil pessoas se cadastram
para fazer estágio todos os dias. Mas entre preencher
o cadastro e conseguir uma vaga, o percurso pode ser demorado
e, muitas vezes, não dá em nada. Fabiana Cristina
dos Santos teve de esperar um ano para conseguir um estágio,
até que foi aceita pela TAM há um mês.
"Preciso ganhar experiência e me preparar para
um emprego de verdade", conta. Por isso, ela aceitou
as condições da empresa: nos três primeiros
meses, ela não receberá salário. Após
o período, haverá uma seleção
e se ela for aprovada, começará a ser remunerada.
Mesmo assim, a disputa foi acirrada e ela teve de passar
por várias etapas de seleção. "O
grau de exigência está muito alto", diz
ela. A percepção de Fabiana tem fundamento,
segundo Regina, do CIEE. "As empresas preferem quem
fala pelo menos uma língua estrangeira e, dependendo
da área, para quem já viajou para o exterior",
afirma.
Esse fato, aliado à concorrência, gera tensão,
afirma Mirele Noronha, que há quatro meses é
estagiária na consultoria Trevisan. "Todo mundo
fica preocupado com o futuro, mesmo quem consegue estágio,
porque não há garantia de efetivação",
diz. "Tem de correr atrás, mandar currículo
para todos os lugares, fazer cursos e aprender pelo menos
duas línguas." Cidinaldo Wilson Pereira, que
também faz estágio na Trevisan resume: "Só
o diploma não vale mais nada. É preciso batalhar."
Marta Avancini
ARTIGO
Futuro sem violência
Sergio Amoroso*
É com tristeza que os brasileiros assistem à
transformação da mídia jornalística
em imensa editoria de polícia. A imprensa nacional
vai cumprindo com dignidade, estoicismo e coragem o seu
dever de mostrar à sociedade a conseqüência
mais danosa da exclusão social e os equívocos
no combate imediato ao crime e à violência,
que já interferem no sagrado direito de ir e vir
dos cidadãos.
A inevitável exposição do tema nos
jornais, revistas, rádios e televisões têm
sido fator decisivo para mobilizar a sociedade e sensibilizar
as autoridades para um problema grave, cujos limites do
tolerável já foram há muito superados.
Ações amplas e multidisciplinares devem ser
desenvolvidas. De imediato, a sociedade espera medidas policiais,
de logística de segurança e de âmbito
judiciário capazes de atenuar a onda de criminalidade,
reverter a sensação de impunidade existente
no País e resgatar a tranqüilidade das pessoas.
Isto, contudo, é insuficiente, pois não se
pode aceitar como pressuposto filosófico a paz social
como fator resultante exclusivamente da repressão
física ou da existência de uma estrutura eficiente
de segurança pública. É necessário
construir uma Nação em que a paz reflita uma
realidade concreta de equilíbrio e harmonia da sociedade.
Defender essa situação ideal está
longe de ignorar que as causas do crime não são
exclusivamente a injustiça e a exclusão sociais.
O crime organizado estrutura-se de forma independente da
miséria, mas também a utiliza para se manter,
se ramificar e se fortalecer cada vez mais nas comunidades
em que a presença do Estado ou da sociedade organizada
ainda não se consolidou. Porém, é preciso
reconhecer, sem preconceito e acima de questões ideológicas,
que a mais significativa causa da criminalidade é
a dívida social brasileira.
Assim, é necessário que o Estado possa investir
mais em saúde, educação, habitação
popular, abertura de frentes de trabalho, requalificação
de trabalhadores e assentamentos agrários. Ainda
nessa direção, é gratificante observar
o aumento dos investimentos privados no social. Ou seja,
a sociedade, por meio de empresas, fundações,
institutos e organizações não-governamentais,
está realizando cada vez mais programas naqueles
campos, contribuindo para atenuar a exclusão. É
o avanço do Terceiro Setor, indicando novos caminhos
e possibilidades para que a sociedade seja mais pró-ativa
e responsável na solução de seus próprios
problemas.
Quanto ao crime organizado, trata-se de um caso para ação
policial, incluindo os serviços de inteligência,
efetivo, eficiente e urgente. Essa vertente da criminalidade
articula-se nacional e internacionalmente, recruta militantes
refugiados da miséria, tem logística empresarial
e procura infiltrar-se em todos os espaços da sociedade,
pressionando até mesmo o poder público.
O crime como business não está ligado, em
sua origem, aos problemas sociais, embora se utilize deles,
mas aos negócios bilionários do tráfico
de drogas, do roubo de cargas, da exploração
ilegal do jogo, da prostituição e do contrabando
de armas.
Graças à exposição de todos
esses problemas na mídia, parece que, finalmente,
vai-se edificando um consenso nacional sobre a criminalidade.
Em síntese, todos parecem concordar com a necessidade
de se empreenderem já três vertentes de medidas:
mobilização imediata, na esfera policial e
repressiva, para se conter a criminalidade e a violência;
ações de inteligência mais amplas e
abrangentes contra o crime organizado; e resgate da dívida
social. Neste último item, o desafio certamente é
ainda mais árduo, pois o Brasil tem imenso caminho
pela frente para conquistar situação econômica
melhor e se transformar em País desenvolvido.
A dívida social é o mais perverso e desafiador
item na pauta de prioridades nacionais. Caso não
seja solucionada, será impossível vislumbrar
uma sociedade menos estigmatizada pelo medo e a criminalidade.
Nesse sentido, é preciso cuidado muito especial com
a infância, possibilitando que toda uma geração
de brasileiros cresça com a devida assistência
e com a atenção mínima necessária,
nos campos da saúde, alimentação, educação,
formação e cidadania. Resgatar as crianças
brasileiras das ruas, das favelas, da cooptação
do crime organizado e da desventura da miséria é
fator condicionante para o alvorecer de um futuro sem violência.
*Sergio Amoroso, presidente do Grupo
Orsa e instituidor da Fundação Orsa, ganhou
o Prêmio Empreendedor do Ano (2001) da Ernest Young
- Categoria Responsabilidade Social
MECATRÔNICA ONLINE - NÚMERO
2
Mecânica x Sabedoria x Brasil
x Direitos? Uma das maneiras mais simples, para
mexer com mecânica, aposto que Henry Ford por exemplo,
iniciou suas construções miranbolantes de
algum tipo de veículo, através de percalços,
ou seja buscou justamente como eu um simples mortal engenheiro
mecânico, como faço hoje.
Buscas em sucatas, ora vejam só "sucatas"!
Mas não, se você parar e prestar a atenção,
justamente neste ponto reside a essência da pesquisa,
um dos modos de se empregar idéias, através
de coisas pronta abandonadas.
No Japão há alguns anos atrás, fizeram
justamente isto, por outras vias, através de buscas
de produtos americanos, que não tinham sidos atualizados
e nem tecnologicamente refeitos, vieram a inserir sistemas
eletrônicos e acabaram virando uma das maiores potências
mundias em tecnologias de ponta, até hoje praticamente,
apesar da crise que lhe abalou, continuam sendo vistos pelo
mundo, o único país tecnologicamente viável,
principalmente em termos de minha área hoje, a qual
trabalho com robótica, que pobreza aqui no Brasil,
não haver investimentos.
Busco patrocinadores para que façam um projeto social,
as empresas alegam falta de recursos neste ponto, mas para
explorarem nossa mão de obra, que ao ver eles, vem
para o Brasil, justamente por esta razão, incentivados
pelo governo que lhes concedem ainda isenção
de impostos, áreas de terras (desapropriadas), etc.
Enquanto, que países aonde os seus governos pensam
e usam a massa cinzenta, principalmente, já estão
com robôs quase humanóides, a mostrar na mídia.
Aqui no Brasil, o que tem de errado? Os brasileiros só
pensam em luxúrias, mostrar seus carros quando passeiam,
ou sejam de certo modo características de país
pobre e subdesenvolvido, quando pensa-se que está
em crescimento? Tudo ilusão, haja visto reportagens
atuais em que grande parte dos autores, alegam que investimentos
em tecnologias é tudo "mentira", que o
governo nos levam no "bico", enquanto que muitos
brasileiros estão indo embora para outros países,
que lá os tratam como seres humanos, aqui o que impera
é a violência (modismo do sequestro) e corrupções,
é pena, mas é a realidade brasileria.
Como podemos transmitir conhecimentos, conceitos, em como
se fazer de idéias mirabolantes? Através de
buscas em ferro velho? Se, o povo pensa errado, temos que
mudarmos, antes que o Brasil, entre na fase do autodestruimento,
aquela em que você daqui a pouco, ao sair na rua,
uma pessoa vem abordá-lo e já te enfia umas
facadas, sem motivo, por que o "louco" é
você ter saído na rua, e não ele, do
jeito que dão moral para bandidos no Brasil, com
certeza estamos sendo fritados vivos.
Pensem e reflitam os poucos internautas que estão
tendo a oportunidade de ler, minhas más traçadas
linhas, de um brasileiro, como todos "medrosos"
e "temerosos" de quem será empossado presidente?
Será mais um viajante do tapete mágico? Tive
a insasitez de ver outro dia um cara a "lá"
marroquino, não sei se está influenciado pela
novela das oito, ou se realmente era um "sei lá
quem", ficou se mostrando com aquele avental que vai
até os pés, aqui no Brasil, com toda a licença,
se vêem a morar aqui, tem que ser de acordo com nossos
costumes e não trazer aberrações a
natureza, que nós não estamos acostumados,
agora se voce vai para lá, no país deles,
fazem de tudo para se portar de acordo com os costumes deles,
que aberração.
Do jeito que as coisas estão indo, que o brasileiro
copia tudo que vê na televisão, olha, se preparem,
se nossa vida, começar a ser tipo "casas dos
artistas" e "Big Brother", meus amigos se
cuidem, pois aí as coisas vão pegar fogo,
imagem entrando no seu banheiro um cara, por que viu na
tv e achou legal!
Sugiro a você caro internauta, que experimente fazer
um teste, vá a um depósito de ferro velho,
em busca de algo. Que possa tornar sua idéias realidade.
É, lógico que vai deparar-se com um monte
de ferros retorçidos, sujos, carcomidos, mas é
assim mesmo, quem trabalha atingindo seus objetivos, não
espera encontrar lá, coisas prontas, não.
Posso citar um exemplo, em 2000, quando fui contratado
para inventar uma máquina para manufaturar um sistema
lógico de posicionamento, um fabricante na capital
paulista, tinha uma meta: precisava de uma máquina
automatizada para fazer um tal sensor rodar num aparato
X, não estou revelando qual a máquina, por
uma questão de sigilo industrial e manter meus direitos
autorais.
O projeto da tal máquina iniciei numa tarde junto
de meu "chefe", aleguei a ele tudo o que estou
alegando neste artigo, que voce está tendo a graça
de ler, assim fomos num ferro velho tal, e por incrível
que pareça, num meio de armações retorcidas,
havia algo misterioso ali escondido! Eu, com meus olhos
de lince ( cá entre nós, quando você
acostuma em mecância, você passa a visualizar
coisas que não existem, daí pintar idéias
mirabolantes, que nem foi com Ford), neste ímpeto,
pude achar uma linda máquina abandonada e esquecida,
a qual meu chefe pagou ao dono do ferro velho R$ 38,00 pela
sucata.
Desmontei em todas as letras a tal máquina, que
tinha engrenagens, alavancas, enfim uma estrutura apropriada
para sediar a minha nova máquina, foi um sucesso,
atingimos nossos objetivos, e hoje ela se encontra em uso
total, satisfazendo a necessidade do fabricante na capital
paulista, pude ganhar uns bons trocados, não deu
para ficar rico, mas pelo menos serviu a minha audácia
tecnológica, que vi uma máquina sucateada
virar uma nova, que beleza, pena que não vou mostrar
aqui, por que os "maus olhos' da sociedade corrupta
em que vivemos vai querer copiar a idéia e vender
a preço de ouro por aí.
Bem senhores e senhoras, torçemos para que no Brasil,
possamos a continuar a trabalhar com seriedade, honestidade,
e hombridade pelo menos qualidade; estas "qualidades",
que já não se fazem mais como antigamente.
Um dos motivos em estar relatando estas minhas peripécias,
é que na semana passada deparei-me com um site de
um militar, que fala só sobre condecorações,
os seus significados, assim pude captar o seguinte trecho,
que serve de lição de moral para nossos governantes,
quem sabe ainda existe tempo de acordá-los para que
façam este país voltar aos tempos aúreos.
"A premiação é um ramo de
Medalhística, através da qual as sucessivas
gerações recordam ou aprendem lições
de história e civismo, uma vez que se constitui num
monumento metálico que, resistindo a ação
do tempo e do espaço, rememora fatos e feitos que
ficariam esquecidos se a história Metálica
não as tivesse preservado", segundo Alfredo
Solano de Barros
Tive a oportunidade de estar num evento no ano passado,
que fiquei estarrecido pela total falta de organização,
quando pude ganhar o primeiro lugar no dito evento, que
também não vou citar, para se manter o respeito
para com eles, que não souberam manter comigo, mas,
mais vale um bom profissional do que muitos que não
sabem apreciar os momentos históricos, enfim, em
jogo, alguém perde, e de praxe tanto o vencedor como
o perdedor são esportivos e homens o bastante, para
assumirem suas posições e no final se congratularem,
mas neste caso do ano passado, justamente faltou ética
e ponderação da parte deles, que se digam
pelo menos a premiação tivesse sido digna,
tanto não é que vieram depois na mídia
a dar enfoque que houve o evento, mas não citaram
quem ganhou ou quem perdeu, uma tremenda falta de postura
ética. É pena que no Brasil, tem muito disto,
mas é a nossa sociedade em que só pensam em
seus egóismos na redoma de vida que vivem.
Depois destas minhas aventuras, espero que você internauta,
possa tirar proveitos destas minhas histórias, quando
estaremos envidando esforços, para fazer de idéias
mirabolantes, fatos presentes, como foram para todos os
projetos mecânicos que trabalhei, estarem em uso comum
nas mãos de muitos consumidores por aí, que
nem imaginam quem foi seu projetista, que virou uma idéia
em realidade, posso afirmar com convicção:
de uma idéia por mais imbecil que seja, eu à
transformo em produto viável, é lógico
que dentro de meus padrões e sobre as minhas experiências
em automação e robótica, mas aqui no
Brasil é algo complicado, enquanto as cabecinhas
de muitos brasileiros não mudarem, quando quem tem
que fazer mudanças é o governo.
Mas, como, se existem desvios de verbas em universidades,
conforme os últimos artigos na internet a este respeito.
Então, senhores governantes, por que não criam
um novo emprego, para aquele cara que será um analista
(um profissional a paisana, disfarçado de agente
007, que tal? É, fácil estes tipos por aí
não faltam), de uma determinada universidade para
ver para aonde estão indo os recursos que lhes competem?
Também, não devemos nos prender só
as universidades, mas também acabar com abusos de
poder, por parte das empresas multinacionais e transacionais,
que détem um grande poder dentro do Brasil, quando
se diga que suas isenções tenham já
acabado a bons anos, assim senhores governantes, que tal
dar um novo controle sobre estas empresas e triar realmente
quantos brasileiros fazem parte ou não de seus quadros
funcionais, o que seria elegante e muito ético, segundo
o CREA SP, muitos turistas (visto de turista, apenas) vêem
para o Brasil e ficam ocupando cargos, estes que deviam
ser destinados a nós pobres mortais, tanto na alta
administração, principalmente, por serem parentes
dos proprietários, mas por falta de legislação
nós vemos estrangeiros as nossas frentes no dia a
dia, tomando o lugar de quem mereceria, agora da mesma forma,
vá lá para o país deles, cito por exemplo
a alemanha, vá você simples brasileiro
trabalhar lá, simplesmente te ignoram, isto
é fato e já pude vivenciar isto, quando uma
vez soube que haviam vagas para engenheiros através
de um grupo forte no Brasil, que promovia intercâmbio,
quando busquei apoio de um senhor meu amigo alemão,
diante de minha notícia enviou seus filhos que moraram
e viveram lá, quando soube que pelo fato de terem
nascidos no Brasil, não tinham tanto direito como
os que lá moravam, quer dizer senti na carne, que
eu simples brasileiro fui colocado de lado, para que os
filhos dele fossem e foram morar lá, ainda o que
ganhei passados anos, nunca mais tive notícias destes
meus queridos amigos, que de querido acho que não
tinham nada.
Portanto, caros internautas, acho louvável da parte
de cada um, que se houverem críticas por minhas exposições
aqui, direitos a quem? Que quem vier a criticar, que conte
suas proezas como as minhas e aí darei ouvidos, agora
se vier a falar sem ter vivenciado situações
como as minhas, ou não se encaixa a meu nível
ético, é um demagogo, que vai só infernizar
nossas vidas.
Existem muitas outras histórias à contar,
por enquanto estas são apenas umas, para que você
internauta possa sentir o que é criar algo e colocar
no mercado funcionando, um projeto bom e viável,
na mecânica, assim este portal hoje serve como intermediador,
aonde os que lhe fazem parte, podem ler e apreciar assuntos
correlatos, de quem é da área e sabe o quanto
é dificil colocar produtos no mercado, cercados de
pessoas de má fé, enquanto não existir
uma legislação, que seja cumprida, muitos
produtos serão lançados no mercado, com uma
infinidades de problemas, e quem paga o consumidor, como
sempre, veja o caso do Recall, por que acontece isto
agora, nunca houveram estes tipos de qualidade barata, assim
o governo deveria criar um sistema de pontuação,
a empresa que infringir tantos pontos no seu prontuário,
seria caso de intervenção, para que os nossos
auditores brasileiros e não estrangeiros, pois estamos
em solo brasileiro e não na casa deles, assim funciona,
agora vir delegações estrangeiras, isto é
notório de país pobre e sudsenvolvido.
Pastore, Paulo Luporini - Professor
em Robótica
Escola Federal de Engenharia de Itajubá - EFEI
Coordenador do CROBOLAB - Construtores de Robôs de
Laboratório
GAII - Grupo de Automação e Informática
Industrial
GERAÇÃO DE ENERGIA
DaimlerChrysler lança
motor
a gás para geração de energia elétrica
A DaimlerChrysler do Brasil lança o exclusivo motor
Mercedes-Benz M 366 G movido a gás natural, para
geração e co-geração de energia
elétrica. Tradicional fabricante de motores a diesel
veicular que equipam os caminhões e ônibus
Mercedes-Benz, a empresa passa a oferecer ao mercado o primeiro
motor estacionário movido a gás natural objetivando
a geração de energia.
O motor M 366 G naturalmente aspirado é indicado
para aplicação em grupos geradores em condomínios
residenciais ou comerciais, indústrias e estabelecimentos
comerciais para suprir a falta de energia ou para contribuir
na geração em horários de pico em que
a tarifa da energia elétrica é mais cara.
Esse motor também pode ser aplicado em máquinas
de pequeno porte em indústrias e estabelecimentos
comerciais como supermercados, hotéis e hospitais.
Uma grande vantagem é a co-geração
de energia, ou seja, o reaproveitamento da energia dos gases
para aquecimento da água de calefação
ou de caldeira, contribuindo para reduzir os custos com
energia elétrica do estabelecimento, como hotel ou
hospital.
Vantagens
O motor M 366 G, de 6 litros e seis cilindros em linha
funciona no ciclo Otto com um redutor de pressão,
um estabilizador, misturador ar-combustível e regulador
eletrônico de rotação e oferece duas
opções de potência: 65 kW a 1.800 rpm
ou 55 kW a 1.500 rpm. Trabalhando com baixa pressão,
o motor utiliza como combustível o gás encanado
disponível na rede pública e em instalações
domésticas, comerciais e industriais. A diferença
é que o motor automotivo utiliza o gás comprimido
a 200 bar de pressão.
Além do baixo índice de material particulado,
o motor M 366 G é mais silencioso que o diesel conservando
as vantagens do custo-benefício e dispensando o abastecimento
periódico do combustível, já disponibilizado
na rua ou no próprio estabelecimento. O motor a gás
tem durabilidade similar ao diesel, a assistência
técnica é fornecida pela rede Mercedes-Benz
e a manutenção é mais simples.
Pioneirismo e excelência
A DaimlerChrysler do Brasil é pioneira no desenvolvimento
de motores a gás no país, experiência
que acumula desde 1985, quando apresentou o primeiro propulsor
para uso em ônibus urbano como alternativa ao diesel.
A empresa é considerada pelo grupo DaimlerChrysler
na Alemanha, centro de referência para o desenvolvimento
de motores a gás da marca Mercedes-Benz, fornecendo
à matriz, e ao mercado internacional os motores desenvolvidos
no Brasil.
Preocupada com a preservação do meio ambiente
e identificando o aumento da disponibilidade do gás
encanado nos grandes centros urbanos, a DaimlerChrysler
oferece, com o novo motor a gás M 366 G, a geração
de energia elétrica, com todos os benefícios
da tecnologia de última geração para
motores a gás.
Em 1977, a Mercedes-Benz do Brasil, atual DaimlerChrysler,
adquiriu competência mundial da marca para desenvolver
motores com combustíveis alternativos, uma vez que
vinha acumulando experiências com motores a álcool,
álcool aditivado e óleos vegetais.
O primeiro motor a gás natural M 352 G com 150 cavalos
foi apresentado ao mercado em 1985. Sua evolução
conquistou para a filial brasileira o centro de competência
para produção e vendas dos motores a gás
a nível mundial. A versão mais recente do
motor Mercedes-Benz a gás, M 366 LAG ciclo Otto com
injeção eletrônica e 230 cavalos de
potência, foi lançado na Expobus'2001.
A grande disponibilidade do gás combustível,
seu baixo custo e as vantagens sobre o diesel no controle
de emissões gasosas, aliado ao bom desempenho do
motor Mercedes-Benz "made in Brazil" - levaram
o grupo DaimlerChrysler a optar pelo gás como combustível
alternativo valorizando a tecnologia brasileira.
Ficha técnica do M 366 G
Motor Otto aspirado
Cilindros 6 em linha
Cilindrada total 5.958 cm3
Ordem de ignição 1-5-3-6-2-4
Diâmetro do cilindro 97,5 mm
Curso do pistão 133 mm
Relação de compressão 12:1
Kit de gás Woodward
Aplicação Grupo gerador
Potências 55 kW/1.500 rpm/ 50Hz 65 kW/1.800 rpm/ 60Hz
Consumos 13,3 Kg/h ou 238 g/kWh 15,5 Kg/h ou 243 g/kWh
Os motores Mercedes-Benz atendem à legislação
ambiental estabelecida pelo Programa Nacional de Controle
de Poluição do Ar por Veículos Automotores
(Proconve), baseado nos limites europeus, mas que ainda
não são exigidos para os motores estacionários.
Exportação - O motor a gás
desenvolvido pela DailmerChrysler do Brasil é exportado
para a Evobus, empresa do grupo responsável pela
produção de ônibus na Alemanha, nas
versões M 447 h G (aspirado) e o M 447 h LAG (com
intercooler), para equipar o modelo de ônibus Citaro
e também a versão articulada. Além
de atender ao mercado alemão, a Evobus exporta ônibus
a gás para os demais países da Europa e para
a Austrália.
CÉLULA DE COMBUSTÍVEL
Volkswagen realiza o mais
severo teste com célula de combustível
A Volkswagen acaba de realizar um dos mais severos testes
já feitos com carros movidos a célula de combustível.
O Bora HY.POWER, de 102 cv de potência, cruzou o estreito
de Simplon, entre a Suiça e a Itália, a mais
de 2005 metros de altitude. O mesmo teste envolveu outro
Bora TDI movido a SunFuel® combustível alternativo
que, dentro da estratégia de combustível da
Volkswagen, representa um dos primeiros passos para a introdução
da célula de combustível.
O protótipo Volkswagen venceu as íngremes
estradas que ligam os dois países com o mesmo desempenho
de um carro de produção em série de
mesma potência. As baixas temperaturas ambientais
ampliaram a dificuldade do teste. Esse, inclusive, foi o
objetivo da engenharia Volkswagen e do Instituto Paul Sherer
(PSI), de Zurique, na Suíça, que desenvolveram
a célula de combustível com duas inovações.
A primeira delas é o uma nova membrana, de custo
de fabricação mais baixo do que as atualmente
conhecidas. A outra são os capacitores especiais
que armazenam energia adicional, podendo ser usada em períodos
curtos, como numa aceleração forte, em ultrapassagens,
ou para vencer rampas íngremes.
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