Mecânica Online
Edição 29 - Maio de 2002
Conteúdo básico

SEGURANÇA
Correias sempre são esquecidas
Na maioria das vezes, os equipamentos do veículo são lembrados somente quando quebram. E isso normalmente acontece nos momentos mais inoportunos.

Correias – as correias fazem parte da lista dos esquecidos. Além da direção hidráulica e do alternador, o ar-condicionado, a bomba d’água e o próprio motor funcionam por meio de correias – no caso do motor, a correia dentada do comando de válvulas movimenta a árvore de manivelas que, por sua vez, movimentam bielas, mancais e pistões que geram a força motriz. Daí a importância de verificar periodicamente todas elas e, quando necessário, substituí-las. As peças têm vida útil longa e não custam caro.

Checar a condição das correias é fácil: se brilharem em sua face interna, é hora de trocá-las. Para testar a tensão, com o motor desligado coloque o polegar no meio da correia e pressione para baixo – ela não deve ceder mais do que 1,5 cm a 2 cm – a espessura aproximada de um dedo. Se a correia tiver rachaduras ou estiver ressecada, chegou a hora de fazer a troca.

Alguns veículos possuem apenas uma correia (chamada também de poli-V) que aciona alternador, ar-condicionado, bomba d’água e direção hidráulica. Nestes casos é mais difícil sair de uma emergência por meio de um quebra-galho. Em modelos com duas correias – que aciona bomba d’água e alternador –, por exemplo, caso rompa-se numa estrada deserta, pode-se tentar uma solução com a ajuda de um barbante forte, um cinto ou, melhor ainda, uma corda ou meia de náilon de mulher. Faça um cordão improvisado e coloque no lugar da correia, dê várias voltas e deixe-o bem esticado. Trafegue assim por 2 km ou 3 km e estique novamente o cordão improvisado, pois pode ter ficado frouxo.

A tentativa para chegar em uma oficina mecânica é válida principalmente por causa da bomba d’água, pois funcionar o motor sem o sistema de arrefecimento vai provocar superaquecimento e pode resultar em cabeçote empenado ou até mesmo em motor fundido. A correia dentada, por sua vez, não aceita qualquer tipo de quebra-galho, sob risco de danificar as válvulas e, conseqüentemente, o motor. O mais correto, entretanto, é sempre ter correias de reserva no porta-malas do automóvel.

Percy Faro - Diário Online

SEGURANÇA
Conhecer o carro amplia a segurança

        Habilidade no volante, dirigir com responsabilidade e dispensar atenção máxima ao trânsito são atitudes que identificam o bom motorista, mas não garantem total segurança. Para isso é necessário conhecer mais intimamente o automóvel. Saber o que é e para que serve determinado componente é a única maneira que o motorista tem para tirar melhor proveito e rendimento do equipamento. Além disso, o conhecimento mais técnico também ajuda o usuário a enfrentar com sucesso algumas situações de emergência.

Avalie o seu conhecimento em relação aos principais itens do veículo e confira algumas dicas importantes que, sem dúvida, serão úteis em muitas ocasiões, como na viagem de férias com a família:

Motor – como se sabe, o motor é o componente mais caro do automóvel. A quebra de qualquer peça interna vai pesar no bolso do usuário. Como normalmente não existe quebra-galho para esses casos, a manutenção preventiva é vital para o motor.

O primeiro passo nesse sentido é fazer a verificação do nível do óleo pelo menos uma vez por semana e a sua troca na quilometragem correta. Determinados ruídos também são sintomas de anomalias no motor. Por exemplo: o barulho de duas peças metálicas batendo uma contra a outra pode ser de bielas e mancais com folga. A fumaça azulada que sai do escapamento, por sua vez, indica queima de óleo por causa de anéis, pistões ou camisas desgastados e, conseqüentemente, também com folgas.

Cabeçote – é o componente que trabalha na parte superior do bloco do motor, onde se localiza a câmara de combustão. A partir da explosão gerada pela mistura ar/combustível, os pistões movimentam-se para cima e para baixo e geram assim a força motriz que irá movimentar o carro.

É, portanto, um componente que opera sob forte pressão e pode apresentar vazamentos de óleo, que normalmente são detectados com o motor a frio, antes da primeira partida do dia – com o bloco quente, o óleo que vaza desaparece rapidamente.

Os locais a serem verificados estão abaixo da linha de cintura da tampa de válvulas (em cima do cabeçote) e na junção da parte inferior do cabeçote com o bloco do motor. Quando há qualquer sintoma anormal no motor relacionado tanto a ruídos como a vazamentos, a melhor providência é levar o carro ao mecânico de confiança para evitar despesas extraordinárias mais tarde.

Direção hidráulica – é um componente que representa conforto e prazer ao dirigir. Para reduzir o esforço a ser feito pelo motorista no volante, o sistema possui uma bomba, acionada pelo motor por meio de correia, que fornece óleo sob alta pressão, com o auxílio de um dispositivo ligado ao sistema de direção.

Surgiu nos Estados Unidos, no começo dos anos 50, fruto da necessidade de facilitar as manobras com carros de grande porte. A manutenção é simples: verificar com freqüência a condição da correia que aciona a bomba e o nível do reservatório de óleo, específico para sistemas hidráulicos.

Alternador – muitos problemas costumam ser atribuídos à bateria, mas nem todos os motoristas se lembram de que esse equipamento é alimentado por outro, o alternador, responsável pelo fornecimento de eletricidade para vários componentes, como motor de arranque, luzes, ventilador e rádio.

Acionado por correia, o alternador exige manutenção mínima. Basta fazer a troca das escovas que trabalham em contato com o eixo e transmitir a corrente que se forma em seu interior. As escovas têm vida útil longa. Entretanto, quando gastas, deixam de recarregar a bateria.

Percy Faro - Diário Online

SEGURANÇA
Ferramentas e criatividade ajudam

Ao conhecer tecnicamente melhor o automóvel, o motorista consegue sair-se bem de muitas emergências. Precisa, entretanto, usar da sua criatividade e ter em mãos uma boa caixa de ferramentas, na qual não deve faltar, além de chave de fenda, alicate e chaves de boca, uma boa tesoura, canivete, rolo de arame fino, abraçadeiras de plástico e de metal, fita adesiva plástica larga e resistente, um pedaço de mangueira, alguns parafusos e porcas de diferentes medidas e, por que não, um tubo de cola instantânea. Às vezes ocorrem verdadeiros milagres quando o carro tem uma pane longe da oficina.

Com o pedaço de mangueira, por exemplo, pode-se substituir uma que se rompeu por estar ressecada. Mas, dependendo da maneira que ela se rompeu, também pode ser que o quebra-galho seja feito com a ajuda da fita plástica larga e resistente.

Se o problema ocorrer no sistema de dutos do combustível, pode estar nas abraçadeiras de metal a tentativa para não ficar na estrada à espera da boa vontade de outro motorista que irá prestar socorro.

Os parafusos com porcas de diferentes medidas ou a abraçadeira de plástico, numa emergência, conseguem fixar por algum tempo um agregado qualquer do motor, tipo filtro de ar ou alternador.

A cola, por sua vez, servirá para vedar um pequeno furo no radiador ou prender uma peça pequena que se soltou, como a palheta do limpador de pára-brisa ou um dos sensores do gerenciamento eletrônico do motor.

Ao recorrer à criatividade, o motorista pode até resolver o caso de um pneu furado mesmo sem ter disponível o estepe. Se o carro é pequeno fica ainda mais fácil: procure às margens da estrada um capim grosso e resistente e, enrolando-o o mais apertado e na maior quantidade possível, coloque-o no lugar da câmara de ar. Com certeza o rodar do automóvel ficará comprometido, mas será possível chegar à borracharia mais próxima.

Percy Faro - Diário Online

FIQUE ESPERTO
Saiba como escolher um bom mecânico para cuidar do carro
Verifique se o funcionário tem qualificação profissional
Encontrar um mecânico honesto e competente para entregar o veículo é uma preocupação de todos os motoristas quando o carro tem algum problema. Como saber se o funcionário é, realmente, confiável? Verificando se o funcionário tem certificação ASE ou outros cursos de qualificação profissional, como os oferecidos pelo Senai.

A ASE (Automotive Service Excellence) é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo atestar a capacidade dos reparadores de veículos. Presente no Brasil desde 1996, já certificou cerca de 18 mil mecânicos. Toledo afirma que, onde o consumidor encontrar o símbolo da ASE, no uniforme do mecânico ou na fachada de uma oficina ou concessionária de veículos, ele poderá ter certeza quanto à capacidade técnica desse profissional.

Para comprovar que o profissional certificado pela ASE possui diferenciais foi realizada uma pesquisa com um universo de 230 mecânicos aprovados pela entidade, na área de Reparo de Motor. Os resultados foram reveladores. De acordo com o levantamento, 95% dos entrevistados possuem um curso profissional - com destaque para o Senai, que atendeu a 71% dos profissionais pesquisados. Desse universo, 65% diz não ter problemas para obter informações técnicas sobre os veículos.

O profissional ASE demonstrou ainda ter uma grande preocupação com a qualidade do seu serviço e, dessa forma, 89% deles não costumam aplicar peças de reposição remanufaturadas. Outro dado importante da pesquisa é que 87% dos mecânicos entrevistados dispõem de, pelo menos, um computador em sua oficina e os mesmos 87% dispõem de CD-Rom. Em termos de acesso à internet, o que hoje é uma importante fonte de informação, 80% afirmaram possuir e 79% têm e-mail.

Certificação internacional

A certificação ASE foi criada nos Estados Unidos em 1972 a pedido do governo norte-americano, que percebeu a intranqüilidade do consumidor quando levava seu veículo para ser consertado, em razão da má qualidade dos serviços de reparação. Com o tempo, veio o aprendizado dos consumidores daquele país, que passaram a confiar naquelas oficinas e concessionárias onde o profissional ostentava o símbolo da ASE. Nos Estados Unidos já há mais de 600 mil mecânicos certificados.

No Brasil, há cerca de 18 mil profissionais certificados pela ASE e o consumidor, como já ocorre nos Estados Unidos, pode optar por oficinas que tenham mecânicos que possuam a certificação ASE. Esse procedimento do consumidor irá forçar que as oficinas que não tenham certificados ASE também reciclem os seus profissionais, melhorando, assim, toda a cadeia do setor de reparação automotiva.

Obediência ao código de ética

O profissional certificado ASE, além de possuir diferenciais constatados pela pesquisa, dispõe ainda de um código de ética, com os "mandamentos" que deve seguir no seu dia-a-dia, buscando sempre o melhor resultado e a satisfação do cliente. O código possui os seguintes itens:

-Empenhar em prestar um serviço de primeira classe;

-Aproveitar toda oportunidade de aumentar os conhecimentos e a capacidade de trabalho;

-Usar apenas produtos que são comprovadamente seguros e recomendados pelo fabricante;

-Recomendar ao cliente que realize em seu veículo apenas o trabalho ou substituição de produtos necessários;

-Tratar o veículo do cliente como se fosse seus

-Buscar corrigir qualquer erro involuntário feito por outro profissional automotivo, sem atingir a reputação desta pessoa ou de seu negócio;

-Comprometer-se de forma a manter e aumentar o respeito público pelos profissionais automotivos certificados pela ASE Brasil;

Praticar a integridade de serviços. Sempre trabalhar pelo interesse do cliente, do emprego e do empregado.

DIVERSAS APLICAÇÕES
A versatilidade da linha Chevrolet
reflete seu sucesso em vendas diretas

De estrutura exclusiva, o Depto. de Vendas Diretas da General Motors do Brasil atende toda e qualquer empresa que possua, no mínimo, uma frota de 5 veículos. Esta mesma estrutura, aliada à versatilidade e robustez dos veículos Chevrolet, tornou a GM a montadora campeã no setor de vendas diretas para orgãos governamentais - federais, estaduais e municipais -, além de ser uma das principais fornecedoras dos grandes frotistas no País.

Condições especiais são oferecidas aos clientes para a aquisição da mais completa e moderna linha de veículos, inclusive com o desenvolvimento de produtos exclusivos para frotas como: Chevrolet Blazer Patrulheira, Chevrolet Astra Policial, Chevrolet Corsa Patrulheiro e Chevrolet S10 Ambulância.

A Chevrolet S10, líder de vendas no segmento de pickups médias, como ambulância possui grande espaço interno e preço competitivo. É amplamente usada por hospitais de todo o País e por serviços ambulatoriais de prefeituras. Seu motor é de 2.4 litros MPFI, gasolina, 128 cv de potência.

Já a Chevrolet Blazer Patrulheira, adotada pelas Polícias Rodoviárias Federal e Estaduais, e pelas Polícias Militar e Civil Metropolitana, atualmente está prestando excelentes serviços em todo o País. Também líder de vendas em seu segmento, ela oferece a opção de dois motores: 2.4 litros MPFI, gasolina, de 128 cv, ou o motor V6, gasolina, 4.3 litros, de 192 cv de potência.

O Astra Policial é outro veículo Chevrolet de alta patente no cumprimento de suas funções, sendo de grande utilidade em qualquer situação. Seu motor de 116 cv MPFI, gasolina, possui torque de 17,3 mkgf a 2.400 rpm, resultando num veículo ágil e com excelentes retomadas.

Já o Chevrolet Corsa Patrulheiro é bastante versátil, podendo ser utilizado tanto no patrulhamento rodoviário como em aplicações específicas de policiamento militar ou civil metropolitano. O motor é de 1.6 litro, MPFI, gasolina, com 92 cv a 5.600 rpm e torque de 13,0 mkgf a 2.800 rpm, ou 1.0 litro, MPFI, gasolina, com 60 cv a 6.000 rpm.

Os Chevrolet Astra e Corsa também são comercializados pelo Depto de Vendas Diretas da General Motors do Brasil nas versões a álcool, com motores 1.8 e 1.0, respectivamente. Ressalte-se que o Astra e o Corsa, modelos sedã a álcool, são recordistas de vendas para taxistas, segmento onde a Zafira, a Blazer e o Vectra também fazem sucesso. Locadoras, corpos diplomáticos e deficientes físicos são outros nichos de mercado atendidos pelo Depto. de Vendas Diretas da GM.

VISÃO DE MERCADO - NÚMERO 4
Os caminhos da Reparação

O leitor que nos acompanha já há alguns meses, lendo e refletindo conosco sobre os temas aqui apresentados, teve a oportunidade de seguir o nosso raciocínio segundo o qual, o reparador que centrar suas atenções no tripé escolaridade, conhecimento tecnológico e visão gerencial terá realmente grande probabilidade de permanecer no mercado, embora saibamos e sentimos até na carne que, em se tratando de mercado reparador automotivo, todos nós nos comportamos como leões, com o agravante de sermos bastante numerosos dentro dessa arena chamada Brasil.

Pela nossa natureza leonina, extremamente selvagem e predatória, é de se supor que desejamos, ou melhor, ansiamos por devorar o outro, a fim de garantir maior espaço e segurança dentro da arena.

Entretanto, é importante questionar se essa atitude compulsiva de aniquilamento seja, de fato, a mais correta para garantir nossa estabilidade e evolução dentro do grupo. Muitas vezes, a atitude de observarmos a nós mesmos, tentando corrigir os nossos defeitos, as nossas mazelas e fortalecendo as nossas qualidades, pode nos ser muito mais útil do que manter a postura primitiva de observarmos os movimentos do nosso vizinho, a fim de destruí-lo.

Observar o concorrente é, sem dúvida, uma preocupação sobre a qual o reparador não pode e não deve dispensar. É evidente que essa constante preocupação, todos nós a temos. Já tivemos oportunidade de estudar em artigos anteriores o comportamento dos nossos concorrentes concessionários; sabemos hoje que eles gastam uma fortuna para oferecer escolaridade básica aos seus empregados, pois o grande contingente de profissionais que atuam no setor de reparação sequer possui o segundo grau completo.

Mas, e nós do mercado independente? Como estamos nesta área? Será que gozamos da vantagem sobre os nossos concorrentes concessionários de deter em nossas mãos os conhecimentos básicos para assimilar tecnologia? É possível que possamos ler sem tropeços um texto sobre combustível, ou sobre tecnologia automotiva, com total fluência, sem o mínimo de estranhamentos com termos do tipo "octanagem", "mistura estequiométrica", "taxa de compressão", "capacitância", "forma de onda de um sinal e suas deformidades" etc.?

Achamos que, além de constatarmos as falhas dos nossos concorrentes, vale a pena também olharmos para o nosso próprio umbigo e descobrirmos onde estão os nossos defeitos. Fica aqui registrado, desde agora, o compromisso desta Seção "Visão de Mercado" em apresentar em futuro próximo um retrato do reparador independente quanto ao aspecto da escolaridade.

Depois de lido tudo o que escrevemos acima, talvez muitos de nossos leitores se sintam apavorados. Talvez estejam neste momento se questionando: "O que é que eu faço, eu também não tenho o segundo grau completo? Será que eu vou desaparecer do mercado?".

À primeira pergunta respondemos: "Procure imediatamente escolas de excelência e conclua o seu segundo grau. Esqueça os cursinhos rápidos do tipo 'SEGUNDO GRAU EM SEIS MESES'. Procure o que há de melhor, nem que demore dois, três ou quatro anos para se formar - de preferência uma escola de formação técnica, esta é de grande demanda de mercado. Tenha sempre em mente a necessidade de que todos nós reparadores devemos adquirir uma sólida base de conhecimentos, a fim de nos possibilitar a aquisição, em futuro próximo, de conhecimentos mais complexos e específicos dentro da nossa área de atuação".

À segunda pergunta respondemos:
"Por enquanto você não vai sumir do mercado, mas é bom não cochilar."

Resolvida essa questão da escolaridade necessária para alçar novos e mais elaborados vôos dentro da tecnologia automotiva, surge um novo impasse: "Onde obter informação tecnológica, se os fabricantes não repassam tais conhecimentos ao mercado independente?"

De fato, isso também já foi comentado em artigo anterior. É lastimável tal conduta além de ser totalmente irracional. Para contornar essa atitude deplorável dos fabricantes de veículos, o mercado independente tem investido na formação de redes de estabelecimentos de reparação. É óbvio que essa tendência tem seus prós e contras, mas concordamos que seja uma boa solução ao problema da aquisição de informação tecnológica.

Hoje temos a possibilidade de nos tornar um posto de assistência técnica de um sistemista, por exemplo, VISTEON, MAGNETI MARELLI, DELPHI, DANA, LUK e outros, ou de um fabricante de equipamentos como a ALFATEST, NAPRO, BOSCH E etc. Essa modalidade de filiação a uma rede credenciada vem se mostrando a mais vantajosa, pois o reparador sente-se resguardado quanto às novidades do mercado sob todos os aspectos, não só com respeito à diagnose e correta instrução de reparação de um veículo, mas também em relação às facilidades de adquirir informações sobre máquinas, ferramentas ou equipamentos que ele pode precisar no dia-a-dia de sua oficina.

Outra modalidade de aglutinação dos reparadores, que vem crescendo de ano para ano e promete disseminar-se pelo país, consiste de critérios associativistas. A rede AutentiCar, atuante no mercado reparador paulista, é um belo exemplo de como o reparador independente pode manter e sustentar o seu negócio, gozando de independência administrativa e atendendo às particularidades do mercado de sua região. Nos próximos artigos teremos oportunidade de contar em detalhes essa alternativa inovadora que surgiu em São Paulo e que certamente crescerá ao longo dos anos.

Há quem opte pela rede de franquias, entretanto é bom que o reparador saiba que essa alternativa apresenta seriíssimas restrições quanto a autonomia do seu estabelecimento automotivo. É comum que a detentora da marca exija metas de produtividade, cobertura dos custos de propaganda e marketing, além de cobrar altos honorários ou os caríssimos custos de taxas sobre o lucro ou sobre a rentabilidade do estabelecimento.

Não bastasse tudo isso, o reparador deve seguir a doutrina da marca; deve, também, obediência gerencial à marca, o que significa que a sua própria visão gerencial ficará senão totalmente neutralizada e reprimida, pelo menos com sérias limitações. Ademais, as franquias ainda não chegaram a fixar-se definitivamente dentro do setor automotivo, deixando muita gente à deriva.

Paulo Roberto Poydo e Marco Calixto
paulopoydo@uol.com.br / calixto@mecanicaonline.com.br
Synergy Consultoria e Treinamento Automotivo

TARCISIO EM DIAS
Violência x Direção defensiva: dicas para fugir com segurança

No Brasil os índices crescentes de violência urbana estão sempre em alta, e qualquer que seja o obstáculo para impedir a ação dos marginais pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

O mesmo vale para o trânsito, e os cursos de direção defensiva e preventiva trazem dicas para criar um grupo seleto de pessoas menos suscetíveis a assaltos ou envolvimento em acidentes.

Primeiro passo: Ande com as portas do carro trancadas, vidros fechados, manter-se atento e, se o carro não é blindado, nunca reagir. Usar óculos escuros também pode ajudar. Já a película de proteção solar, é uma faca de dois gumes, pois pode confudir o ladrão caso pretenda assaltar determinado carro, mas ao mesmo tempo, caso o ladrão entre no carro, ficará difícil para a polícia perceber.

Para a direção defensiva, você deve ter visão global para localizar as possibilidades de perigo que possam existir. Muitas vezes desviar de um obstáculo que surja em sua frente pode ser mais seguro que frear o carro.

Outras dicas básicas: nunca parar o carro em locais de pouco movimento, mesmo se o carro apresentar algum problema ou um pneu furado. Ficar atento para não entrar em ruas sem saída.

Sentar mais próximo ao volante, também é uma forma de manter a dirigibilidade mais segura do seu automóvel, procurando manter um ângulo de cerca de 120º entre as duas mãos que ficam presas ao volante.

Distância segura
Uma distância mínima durante a condução do veículo é essencial para manter a sua segurança e não se tornar uma presa fácil. Pelo menos manter cerca de 3 segundos do carro à frente (60 metros a 80km/h). Em engarrafamentos nunca nade na pista do meio, para não ficar cercado. As faixas laterais têm áreas de escape, mas a da direita é a melhor, pois o lado do passageiro distancia o motorista de uma abordagem na rua.

Situação de risco
Parar em semáforos é uma situação de risco, dessa forma o motorista deve controlar a velocidade para encontrar os faróis (sinal) sempre abertos. Basicamente, o ideál é manter o carro sempre em movimento, pois cerca de 99,9& dos casos de assalto, ocorre quando o carro está parado.

Fique atento às situações adversas provocas pela natureza. Após uma chuva forte, forma-se sobre o asfalto uma lâmina d’água. Se o motorista estiver em alta velocidade e os pneus, carecas, o carro vai flutuar e o volante ficará leve. Se frenar, as rodas travam. Quando o carro voltar a ter aderência, pode rodar. Isso é a aquaplanagem. É necessário segurar firme a direção, tirar o pé do acelerador e aguardar aderência do pneu ao solo. Em chuvas fortes é indicado acender a luz baixa para tornar o carro mais visível, mesmo durante o dia.

Fique esperto
O risco não está só no carro chamativo ou no uso de jóias, pois, se fosse assim, só os donos de importados seriam abordados. Os motoristas devem entender como os criminosos agem e tomar atitudes. Uma delas é não fornecer informações por meio de adesivos no carro que indiquem onde o proprietário estuda, trabalha ou faz academia.
Ao sair de casa, deve verificar se não há alguém suspeito por perto. Também é necessário sair de casa em horários alternados e variar itinerários, além de saber onde ficam pontos seguros, como hospitais e delegacias de polícia, e locais perigosos. Ao chegar em casa é bom dar uma volta no quarteirão, para observar a área antes de parar, além de reduzir ao máximo o tempo de parada. Também não é indicado deixar pacotes, malas e bolsas sobre os bancos, para não chamar atenção.

Tarcisio Dias
tarcisio@mecanicaonline.com.br

LANÇAMENTOS
Citroën Xsara Picasso
Brasil chega com mais requinte e conforto

Em comemoração ao primeiro aniversário do lançamento do monovolume Xsara Picasso no Brasil, a rede de concessionárias Citroën está lançando a promoção Xsara Picasso Brasil.

Com uma edição limitada de quatro mil unidades, disponíveis para as versões GLX e Exclusive, o modelo chega às lojas ainda mais completo com rodas de liga leve, cd player e bancos de couro.

Tudo isso somado a sua já extensa lista de equipamentos de série, como direção hidráulica, ar condicionado, quatro air bags, painel de instrumentos digital, computador de bordo, retrovisores com comando elétrico, vidros elétricos nas quatros portas, volante com regulagem em altura, entre outros.

Uma bem humorada campanha de propaganda baseada no tema "descoberta do Brasil" - desenvolvida pela agência Duet - destaca as vantagens da excelente relação custo x benefício do Xsara Picasso Brasil. . Na promoção, o consumidor sai ganhando com os preços anunciados: R$ 39.990,00, para a versão GLX, e R$ 43.160,00, para a versão top Exclusive. O modelo é equipado com o moderno motor 2.0 16V EW-10, que gera 118 cv de potência a 5.500 rpm e 19,4 kgm de torque a 4.100 rpm

LANÇAMENTOS
Chevrolet lança Zafira com transmissão automática

Lançado no país em abril de 2001, o modelo Chevrolet Zafira — um dos mais vendidos no segmento dos monovolumes —, agora oferece a opção da transmissão automática, exclusivamente na versão equipada com motor de 2.0 litros de 8 válvulas.

O sistema de transmissão automática "AF20", de quatro velocidades, é o mais inteligente já montado em veículos produzidos no Brasil. Ele já é utilizado com sucesso no Astra hatchback e sedã, e oferece dispositivos exclusivos no segmento de monovolumes nacionais, como o "Neutral Control" e o "Modo Esportivo".

Junto com a transmissão automática, a Zafira já sairá de fábrica equipada também com o controle de velocidade ("Cruise Control"), conhecido popularmente como "piloto automático".

Além da transmissão automática, a Chevrolet também oferecerá em breve, como novidade na família Zafira, a opção do acabamento interno em couro, nas duas versões do modelo, de 8 e 16 válvulas.

"A Zafira está completando um ano de vendas e buscamos oferecer aos nossos clientes o que de existe de melhor em tecnologia. A marca Chevrolet está sempre atenta à evolução do mercado e agora a Zafira fica ainda mais completa", destaca José Carlos Pinheiro Neto, Vice-Presidente da General Motors do Brasil.

Destaque no segmento dos monovolumes

A Zafira, em seu primeiro ano de mercado, já se posicionou como uma das líderes de vendas no país. No atacado, no período de março a dezembro de 2001, acumulou 13.521 unidades comercializadas, enquanto no varejo, o volume foi de 12.949 unidades, no mesmo período.

Os modelos equipados com motores de 8 válvulas representaram 70% do total das vendas em 2001, enquanto os com motores de 16 válvulas, 30%.

"A linha Zafira já se consolidou no mercado brasileiro como uma das preferidas pelos consumidores no segmento dos monovolumes. Agora, com os novos opcionais, o modelo oferece ainda mais praticidade, segurança e conforto", acrescenta Joseph DaMour, diretor geral de Vendas e Marketing da GMB.

A transmissão "AF20"

A transmissão automática "AF20" que equipa a Zafira é, tecnicamente, a mais moderna entre os veículos montados no Brasil. Graças à sua tecnologia avançada, ela oferece excelente dirigibilidade e desempenho em qualquer condição de uso e também uma enorme variedade de recursos técnicos.

Todos os sinais de velocidade do veículo, a posição do acelerador, a posição da alavanca de marchas, as rotações de entrada e saída da transmissão, o acionamento da luz de freio e a temperatura do óleo, são enviados ao módulo eletrônico de controle do sistema, que seleciona a marcha ideal para cada condição e determina também o momento ideal para a troca.

O módulo de controle eletrônico da transmissão também interpreta o tipo de condução do motorista e a inclinação da pista, selecionando o "programa" de troca de marchas mais adequado para aquela condição e proporcionando assim um conforto adicional. Com isso evita-se a "caça de marchas" contínua, por exemplo da terceira para a quarta marcha e da quarta para a terceira, sucessivamente, em uma determinada rampa.

O modo normal de operação da transmissão é o "Econômico". Para os motoristas que preferem uma condução mais esportiva o "Modo Esporte" pode ser acionado por meio de um botão na alavanca seletora de marcha. Ao acionar o "Modo Esporte", as marchas são trocadas em uma rotação mais elevada do motor, o que proporciona um desempenho mais esportivo.

No "Modo Antipatinação", o módulo de controle eletrônico seleciona automaticamente a utilização da terceira marcha para saídas em terrenos de baixa aderência proporcionando maior segurança ao usuário. O acionamento é feito por um botão no console ao lado da alavanca seletora.

Praticidade e economia

A função "kick down" da transmissão automática permite que, toda vez em que o acelerador seja pressionado bruscamente até o fim do curso, o módulo de controle eletrônico selecione uma marcha mais curta, desde que não ultrapasse o limite de giro do motor naquela condição, podendo ocorrer a redução de mais de uma marcha em determinadas condições. Em suma, a transmissão "entende" que o motorista está exigindo mais torque do veículo e responde imediatamente.

O conversor de torque da Zafira automática possui uma embreagem interna ("lock up") que faz um acoplamento mecânico entre a transmissão e o motor em determinadas condições. Isso diminui a perda de energia no sistema e contribui para uma melhora no consumo de combustível.

Graças ao exclusivo dispostivo "Neutral Control", se o veículo em movimento estiver com a alavanca seletora na posição "D"(drive), ao se acionar o pedal de freio, o módulo de controle da transmissão comanda a mudança de marcha de "D" para "N" (neutro), quando a velocidade cair abaixo de 3 km/h. Esta mudança de "D" para "N" acontece internamente, pois a alavanca continua em "D". Por sua vez, quando o motorista tira o pé do pedal do freio, o módulo faz a mudança de "N" para "D", colocando o veículo novamente em condição de tração.

Numa situação de partida e com o veículo estacionado (alavanca em "P"), somente após ligar-se o motor e acionar-se o pedal de freio, é possível selecionar a posição "D", como medida de segurança. Uma vez acionada a posição "D", ocorre o engate da primeira marcha. Porém, se o freio permanecer acionado, e após aproximadamente dois segundos não houver movimentação do veículo, o módulo comanda internamente a mudança de marcha de "D" para "N" (neutro).

Estas duas condições proporcionam mais conforto para o motorista, uma vez que, quando parado com a alavanca na posição "D", o carro não apresenta a tendência de "querer" andar. Esta característica também contribui para a diminuição do consumo de combustível.

Mecânica Online

LANÇAMENTOS
Fiat Brava: conforto, desempenho e economia

O Fiat Brava 2003 segue com seus principais atributos: design moderno e arrojado, motores potentes e com uma lista de equipamentos de série bem completa, desde sua versão de entrada, a SX. A única mudança é que ele ganha agora uma nova cor, Prata Bari.

Muito bem equipado, todas as versões do Brava vêm de série com ar condicionado automático, banco do motorista com regulagem de altura, faróis polielípticos com regulagem elétrica de altura, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas das portas, Fiat Code, volante com regulagem de altura, brake light, banco traseiro com três apoios de cabeça, entre outros.

O Brava ELX conta também com faróis de neblina, CD player e roda em liga leve. E o HGT traz ainda de série telecomando abertura e fechamento das portas, spoiler traseiro e retrovisores externos na cor do veículo com comando elétrico.

A generosa lista de equipamentos, a tecnologia presente na mecânica confiável e nos recursos eletrônicos que facilitam a vida do motorista e tornam o carro ainda mais seguro, somados aos econômicos motores - 1.6 16V Corsa Lunga e 1.8 16V - e ao baixo custo de manutenção, fazem o sucesso do Fiat Brava.

Mecânica Online e Assessoria de Imprensa Fiat

LANÇAMENTOS
Perfume novo no ar: Clio Sedan "O Boticário"

Voltado para a mulher moderna, que procura conforto e segurança sem abrir mão de um design inovador e diferenciado, a série especial Clio Sedan "O Boticário" incorpora uma gama completa de opcionais ao modelo, que oferece o maior porta-malas da categoria - 510 litros.

As mulheres já são responsáveis pela venda de metade do volume de sedãs pequenos comercializados no Brasil. Pesquisas publicadas recentemente nos principais veículos de comunicação nacionais sinalizam que a mulher já é responsável, direta ou indiretamente, por 70% dos negócios envolvendo veículos novos no País.

Focando neste universo, a Renault se associou ao O Boticário para lançar um produto que atendesse às expectativas femininas, com bom gosto, a um preço bastante competitivo. A série especial Clio Sedan "O Boticário" foi pensada com o objetivo de oferecer à mulher sofisticada, exigente e, ao mesmo tempo, prática e inovadora, um produto com soluções de segurança e conforto, com design moderno e diferenciado.

Ricardo Fischer, Coordenador de Produto da Renault do Brasil, explica que o Clio Sedan "O Boticário" oferece uma extensa lista de equipamentos de segurança e conforto, sem que isso represente um grande adicional no preço do carro. "Além da força da parceria, a série especial oferece exclusividade e uma excelente relação custo x benefício".

Com preço sugerido de R$ 23.990,00, o Clio Sedan "O Boticário" deverá estar disponível nas concessionárias Renault a partir da segunda semana de maio. "Para se ter uma idéia da vantagem para o cliente, o Clio Sedan RN 1.0 16V, versão base desta série limitada, tem preço sugerido de R$ 21.690,00. O acréscimo somente do ar-condicionado custaria cerca de R$ 2.300,00, mas na série "O Boticário", o cliente leva outros equipamentos além do ar-condicionado, sem qualquer custo adicional", explica.

O Clio Sedan RN 1.0 16V traz de série, air bag duplo dianteiro, barras de proteção laterais e cintos de segurança dianteiros com LEI (Limitador de Esforço Integrado) pré tensionadores, itens comuns a todos os modelos Renault, além de travas elétricas das portas, conta-giros, temporizador da iluminação, brake-light, pára-choques na cor da carroceria, desembaçador do vidro traseiro e bloqueio de ignição.

A versão "O Boticário" acrescenta a esta lista de equipamentos o ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros com acionamento elétrico e volante com regulagem de altura, além de itens exclusivos, como pára-sol do lado do motorista com espelho e revestimento dos bancos com veludo especial, que não desfia roupas ou meias-finas.
A definição dos equipamentos incorporados à série especial O Boticário foi baseada nos itens mais procurados e valorizados pelas mulheres, no momento da compra de um veículo. Disponível nas cores Branco Glacier (sólida), Prata Boreal, Cinza Eclipse, Vermelho Cereja e Verde Epicéa (todas metálicas), o carro traz monogramas "O Boticário" na lateral e na parte traseira.

Atualmente são 185 pontos de venda espalhados pelo País, número que deverá chegar a 220 até o final deste ano. A Renault espera vender 2.200 unidades desta série especial em três meses.

Desempenho com economia

O Clio Sedan "O Boticário" é equipado com o motor D4D, 1.0 litro com cabeçote de 16 válvulas, que rende 70 cavalos (DIN) de potência. Equipado com pneus 175/60 R14, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 15,0 segundos e atinge a velocidade máxima de 160 km/h. O consumo urbano médio do Clio Sedan "O Boticário" é de 13,4 km/litro na cidade e 19,7 km/litro na estrada. Graças à modernidade do projeto deste motor, as trocas de óleo são feitas a cada 20.000 km e a primeira revisão está programada para ocorrer apenas quando o carro chegar a 40.000 km.

O motor D4D é dotado de acelerador eletrônico, que elimina o uso do cabo do acelerador, proporcionando respostas mais rápidas, redução do consumo de combustível e do nível de emissão de poluentes, além de tornar a condução mais suave.

O Clio Sedan é produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) e chegou ao mercado brasileiro em setembro de 2.000, inicialmente equipado apenas com motor 1.6 de 16 válvulas. A versão com motor 1.0 litro de 16 válvulas foi lançada em março do ano passado.

LANÇAMENTOS
Novo Fiesta representa a mais nova geração de compactos
Mais estilo, mais espaço, mais prazer em dirigir

O totalmente Novo Ford Fiesta chega ao mercado brasileiro com a proposta de oferecer a melhor combinação de estilo, espaço e prazer em dirigir do mercado.

Produzido no Complexo Industrial Ford Nordeste, a fábrica de automóveis mais moderna do mundo, o Novo Fiesta foi projetado e construído com o estado-da-arte da tecnologia automotiva - que inclui o inovador motor 1.0 L Supercharger, de 95 cv -, incorporando toda a experiência da Ford em dinâmica veicular e manufatura para criar um novo padrão de dirigibilidade e qualidade em carros dessa categoria.

O Novo Ford Fiesta dá seqüência à atualização da linha de automóveis da marca. Mais do que o lançamento de um produto, esse projeto, que incluiu a construção de uma nova e avançada fábrica, com investimentos de US$1,9 bilhão, demonstra o compromisso da Ford com o segmento de carros compactos superiores. E desempenha um papel-chave na transformação que a levará rumo ao crescimento de participação nos mercados brasileiro e latino-americano.

"Estamos orgulhosos de nossos avanços nos anos recentes, que fortaleceram significativamente nossa estrutura de negócios e a identidade da marca no mercado sul-americano.

Mas estamos mais orgulhosos ainda quanto ao que importa para nossos clientes: a credibilidade de nossos produtos e o compromisso com o que eles desejam e esperam", diz Antonio Maciel Neto, presidente da Ford Motor Company Brasil. "O Novo Fiesta é o primeiro passo de uma jornada que irá trazer ao mercado uma família única de veículos para atender a diferentes necessidades dos consumidores."

O Novo Ford Fiesta vai além do que o consumidor espera de um automóvel compacto no que se refere a design, espaço, dirigibilidade, motorização, potência, qualidade e valor ao cliente. Para isso, a Ford desenvolveu um veículo totalmente novo.

Motorização
A tecnologia aplicada no Novo Ford Fiesta começa com dois modernos motores 1.0 L, especialmente desenvolvidos para o mercado brasileiro a partir da consagrada família Zetec RoCam: o 1.0 L de aspiração natural, com nova calibração, de 66 cv, e o inédito 1.0 L Supercharger (SC), de 95 cv, com recursos técnicos que se traduzem em ganhos de potência, durabilidade e economia.

O Novo Ford Fiesta Supercharger constitui a primeira aplicação dessa tecnologia em um carro "popular". Utilizado até então apenas em veículos de categoria de alto luxo e esportivos, como Jaguar, o Supercharger incorpora, basicamente, um compressor mecânico acionado por correia pelo virabrequim, que aumenta o rendimento volumétrico do motor. O componente foi desenvolvido pela Eaton, em conjunto com a Ford, especificamente para otimizar o desempenho desse propulsor. O seu grande diferencial é proporcionar ao motor 1.0 L potência equivalente à de um motor 1.6 L, conservando com as vantagens de preço, economia e durabilidade de um 1.0 L.

Além desses, o Novo Ford Fiesta será produzido com dois outros motores: o modelo 1.6 L, com potência de 98 cv, que além de atender o mercado interno será exportado para o México, Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile e Uruguai, e o 1.4 L a diesel, exclusivo para exportação.
Os modelos a gasolina seguem a configuração básica da família Zetec RoCam, reconhecida como a melhor da categoria nos aspectos de resposta, curva de torque, durabilidade, confiabilidade e manutenção. E receberam uma série de aprimoramentos que, junto com o aumento da potência, ampliam as qualidades já provadas desse motor.

GIRO NA TECNOLOGIA
Espanha: co-piloto automático evita acidentes

MADRI - Uma nova tecnologia, criada pelo Instituto Nacional de Tecnologia Espacial (INTA), pode pôr fim aos acidentes de trânsito provocados por falhas humanas. O TCD (Tech Co Driver) é um sistema inteligente capaz de medir o grau de distração e de cansaço do motorista e até de tomar atitudes mecânicas para evitar acidentes.

O co-piloto tecnológico está equipado com 4 sensores situados no exterior do veículo, próprios para medir variações durante a tragetória do automóvel. Apresenta ainda um pequeno computador escondido no interior do carro para analisar as informações dos sensores. O TCD é capaz de testar também a resposta do motorista a estímulos externos, como espelhos retrovisores e ainda os que são emitidos pela sinalização da rodovia.

O projeto deve estar pronto em dois anos, data em que o TCD começará a ser comercializado pelo preço estimado de 1.200 euros (US$ 1.048)

Britânicos encontram futuro em feira de alta tecnologia
LONDRES - Deprimido, sozinho, precisando de animação? Tente 'conversar' com o Paro. Cansado de fazer trabalhos domésticos? Arrume um Aibo.

A economia do Japão pode estar em desaceleração mas a inovação no país não, disse Atira Itoh, autoridade do governo japonês para os setores de indústria e tecnologia, na abertura da exposição no Museu de Ciência de Londres, na quinta-feira.

O evento, batizado de 'Japan: Gateway to the Future' (Japão: Portão de entrada para o futuro) dá uma idéia da casa, do carro e dos animais de estimação dos próximos anos.

O Paro, uma espécie de robô terapeuta, é apenas algo para acalmar uma pessoa após um dia estressante de trabalho, disse o inventor Takanori Shibata.

- É gentil e carinhoso e pega sentimento por tudo...os robôs ampliam a qualidade da existência - afirmou. O robô branco e com penugem está animando a vida de crianças em hospitais - e estará à venda nas lojas em breve, disse Shibata.

Já os cachorros Aibo, da Sony, já estão no mercado, equipados com uma memória de oito megabytes, o que faz com que eles possam organizar uma casa, disse o gerente de marketing da Sony Carton Price.

A fabricante de automóveis Toyota também marca presença em Londres. A montadora afirma que os carros que não vão precisar de motorista ainda estão 10 anos a frente, mas a companhia disse que está trabalhando no projeto.

As pessoas que vão até a exposição, principalmente adolescentes e jovens adultos, podem sentar num carro 'inteligente', que tem sensores programados para detectar solavancos na estrada e frear para evitá-los, disse o gerente da Toyota Kohei Yamada.

E enquanto o visitante fica sentado e curte o carro, o Monet, sistema móvel de rede, fornece informações sobre trânsito, previsão de tempo, mapas rodoviários, música e e-mail dentro de um 'cockpit' futurista. O curador da exibição Doron Swade disse que escolheu tecnologias para dar aos britânicos um gostinho do futuro.

- Alguns dos itens estão à venda no Japão, alguns estão em produção e outros são experimentos - disse Swade.

Mecânica Online

LANÇAMENTOS
Chegam as primeiras unidades do novo Honda CR-V

Em sua segunda geração, o sport utility foi totalmente reprojetado, com base nos conceitos segurança, qualidade e confiabilidade. As mudanças vão da plataforma ao design, do motor ao acabamento e espaço interno, conferindo ao modelo melhor desempenho, mais conforto e versatilidade

Após dois anos do início da importação do CR-V (março/2000), a Honda traz ao mercado nacional o sport utility em sua 2ª geração. Importado do Japão, o CR-V foi criado sob o conceito de veículo on-off road, para uso misto, destinado a pessoas que buscam as vantagens de um 4x4, mas não abrem mão do conforto de um automóvel de passeio

Sucesso de vendas em todos os mercados onde é comercializado, o Honda CR-V também agradou o consumidor brasileiro. Pesquisa realizada pela montadora revela um alto índice de satisfação dos usuários (96%), que citam como características de destaque do modelo a segurança, o design e a tecnologia.

Equipado com direção hidráulica, ar condicionado, CD player estéreo, airbag duplo, freios ABS, vidros, travas e espelhos elétricos, entre outros itens de série, o CR-V chega ao Brasil na versão com transmissão automática, novo motor i - VTEC 2,4 litros, 16V em alumínio e nas cores verde perolizada (Clover Green), preta perolizada (Nighthawk Black) e prata metálica (Satin Silver). O sport utility tem dois anos de garantia, sem limite de quilometragem, e seu preço público sugerido é R$ 87.299,49.

Conceito O Honda CR-V tem características diferenciadas dos SUVs - Sport Utility Vehicles e pertence a uma categoria chamada pela Honda de "creative life". Foi criado para enfrentar condições variadas de terreno, com alta performance e versatilidade.

Por ser montado sobre plataforma de sedan, o modelo oferece as vantagens de um veículo de passeio, como ótima dirigibilidade, conforto e comodidade, itens ideais tanto para o dia-a-dia quanto em viagens de lazer nos finais de semana, por estradas alternativas.

Na sigla CR-V (Comfortable Runabout Vehicle), a palavra Runabout significa "correr para todos os lados" e, para este modelo, tem o sentido específico de versatilidade - das condições e finalidades de uso até o estilo de vida dos seus proprietários. Pode ser funcional, prático e confortável e, ao mesmo tempo, arrojado e divertido. É um veículo para uso diário e que pode, ainda, enfrentar adversidades em ruas, rodovias ou estradas rurais.

Em sua 2ª geração, o CR-V recebeu mudanças em todos os aspectos e traz, além da nova carroceria, uma plataforma totalmente modificada para proporcionar melhor desempenho, maior espaço interno, estilo mais arrojado, maior sofisticação e menores níveis de ruídos e vibrações.

O modelo tem, ainda, novo motor i - VTEC 2,4 litros - a geração anterior era equipada com motor 2.0 -, sistemas de suspensão e freios reprojetados, conferindo alta performance e maior espaço interno. Além do design, dirigibilidade e conforto, três conceitos foram o foco no desenvolvimento do novo CR-V: segurança, qualidade e confiabilidade. O resultado é um dos veículos mais versáteis do mercado para pessoas que têm um estilo de vida dinâmico e aventureiro.

Plataforma de sedan Projetado para unir o conforto de um automóvel de passeio às vantagens de um veículo off-road, em terrenos de condições adversas, a Honda desenvolveu uma nova plataforma para o CR-V. Além de possibilitar um aumento no espaço interno, melhor dirigibilidade, estabilidade e segurança, a nova estrutura é 50% mais resistente à torção e 30% à flexão, devido ao uso de travessas no assoalho e reforços na carroceria.

A nova plataforma teve um aumento da bitola traseira, em relação à geração anterior, de 1.535 mm para 1.540 mm. Essa modificação, unida ao sistema de suspensão independente nas quatro rodas (dianteira do tipo McPherson e traseira Double Wishbone), garante uma excelente dirigibilidade, com pequena inclinação da carroceria em curvas. Outra vantagem foi a redução do nível de ruído interno do motor, da vibração durante a aceleração e da superfície de rodagem, que tornou a cabine ainda mais silenciosa.

Novo motor i - VTEC O CR-V está equipado com o novo motor i - VTEC, um avançado sistema de controle de válvulas desenvolvido pela Honda, em busca de desempenho, eficiência e menores índices de emissão de poluentes. O i - VTEC ("i" significa inteligente) combina o VTC (Variable Timing Control - Controle de Sincronização Variável), que ajusta de forma contínua o momento de abertura das válvulas pela árvore de comando, com o VTEC, que atua mais especificamente na abertura e tempo de abertura das mesmas.

O novo CR-V conta com motor de 2,4 litros, 4 cilindros e 16 válvulas DOHC (Double Over Head Camshaft - duplo comando de válvulas no cabeçote), que desenvolve 156 cv de potência a 6.000 rpm e possui torque de 22 kgfm a 3.600rpm - isso corresponde a um aumento de 6,0% na potência e 19% no torque, em relação ao modelo 2001. O resultado é um melhor desempenho em todas as situações, tanto em trechos urbanos como em rodovias e terrenos irregulares, além da economia de combustível, conseguindo ótima autonomia - o reservatório tem capacidade para 58 litros.

O bloco em alumínio com inserção de camisas de ferro fundido possibilitou o desenvolvimento de um motor leve, compacto, de alta rigidez e durabilidade. A árvore de manivelas, feita em aço e sustentada por uma única peça em alumínio, recebeu acabamento especial micro-polido para reduzir o atrito e aumentar a durabilidade. Nos mancais foi inserido ferro-carbono para maior resistência.

O i - VTEC tem um sistema de Injeção Programada de Combustível (PGM-FI) que monitora as variações de posição do acelerador, temperatura do motor, pressão do coletor de admissão, pressão atmosférica, teor de oxigênio nos gases do escapamento, temperatura do ar de admissão, entre outros fatores. A quantidade de combustível é controlada com base nestas informações e através de sensores que detectam a posição da árvore de manivelas e das duas árvores de comando.

O sistema VTEC (Variable Timing and Lift Electronic Control - Controle Eletrônico de Sincronização e Abertura Variável das Válvulas) foi projetado inicialmente para a Fórmula 1 e aumenta de forma significativa o torque em baixas rotações, eleva a potência em altas rotações, reduzindo o consumo de combustível e a emissão de poluentes. Em rotações mais baixas, o VTEC ajusta a abertura e sincronizaçãodas válvulas para preencher os cilindros de forma mais completa. A abertura para admissão varia de forma assimétrica, criando um efeito de turbilhonamento dentro das câmaras de combustão e resultando na queima mais rápida e mais homogênea do combustível.

Com o aumento da rotação do motor, o VTEC aumenta a abertura e o tempo de abertura das válvulas, gerando maior potência em altas rotações. O sistema possui dois balancins com roletes em cada par de válvulas de admissão. Em baixas rotações, o ar admitido é conduzido principalmente através da válvula primária uma vez que a válvula secundária tem abertura mínima, criando o efeito de turbilhonamento para otimizar a combustão. Em rotações mais altas, o balancim secundário se acopla ao primário e faz com que a abertura e o tempo de abertura das duas válvulas sejam iguais, aumentando de forma considerável o fluxo de ar para o cilindro e melhorando o desempenho. Esse processo unido ao VTC permitiu ampliar a faixa de potência e torque, com um funcionamento mais suave.

A função do VTC é avançar ou retardar o comando de admissão para aumentar a potência e reduzir as emissões de gases. O processo é realizado através da unidade de controle do motor, a qual monitora a posição da árvore de comando, posição da árvore de manivelas, pressão absoluta no coletor de admissão, temperatura do ar de admissão, temperatura do motor e posição do acelerador.

Durante o funcionamento normal, a sincronização da árvore de comando de admissão é atrasada, quase atingindo a marcha lenta, para manter a rotação estável. Com o motor em rotações mais altas, a árvore é avançada para antecipar a abertura da válvula de admissão e aumentar o intervalo de sobreposição de abertura com as válvulas de escape. Para gerar mais potência em todas as faixas de rotação, a árvore de comando de admissão varia de forma contínua o avanço ou retardo, ajustando-se constantemente às condições de funcionamento do motor e resultando em economia de combustível e redução dos gases de escapamento.

Além disso, a posição do bloco do motor foi alterada em 180º, permitindo um posicionamento mais próximo do coletor de escapamento com o catalisador - na parte traseira do motor. Essa mudança reduziu a distância percorrida pelos gases até o conversor catalítico de alta densidade e, em conseqüência, tornou a conversão mais rápida e completa, diminuindo as emissões também durante a partida. O sistema de escapamento foi totalmente reprojetado, em material de grande resistência à corrosão, com pequena massa térmica.

Transmissão automática Outra importante mudança do novo CR-V foi a transmissão automática. Remodelada para garantir maior suavidade nas trocas de marchas e economia de combustível, a caixa de quatro velocidades está mais compacta e o sistema com funcionamento mais preciso. A alavanca do câmbio, antes na coluna de direção, agora está localizada no painel, ao lado direito do volante.

A nova transmissão também conta com o exclusivo sistema Grade Logic Control, que seleciona e mantém automaticamente as marchas reduzidas em subidas íngremes, eliminando a troca constante ocasionada, normalmente, com o aumento da rotação do motor. Em descidas e frenagens, diminuir as marchas para auxiliar na redução de velocidade ou parada do veículo. Com um desempenho mais linear e eficiente desse novo câmbio automático, as trocas são suaves e precisas, o que também colabora para um menor consumo de combustível.

O CR-V traz, ainda, o modo de sobremarcha Over Drive, que pode ser desativado através de um botão localizado na extremidade da alavanca de mudança de marcha. A utilização desse modo é indicada em rodovias e é automaticamente selecionado ao ser acionada a ignição. Caso o motorista queira manter a transmissão em marchas mais reduzidas, no tráfego intenso, ladeiras ou estradas sinuosas, poderá desativar o modo sobremarcha através do botão O/D.

Tração 4WD Real Time
O CR-V é equipado com o exclusivo sistema de tração 4WD Real Time (em tempo real), criado para eliminar as conhecidas desvantagens da tração integral convencional, como maior consumo de combustível, altos níveis de ruído e vibrações, maior peso e dificuldade de adaptação ao ABS (Anti-lock Braking System ou sistema de freios antitravamento).

Para proporcionar ao motorista a dirigibilidade de um automóvel de passeio, na maior parte do tempo, o CR-V utiliza apenas a tração dianteira. Em terrenos molhados, escorregadios ou acidentados, quando se necessita maior aderência, a tração nas quatro rodas passa a agir automática e imediatamente, garantindo estabilidade e segurança. Quanto mais escorregadia for a pista, maior será a tração transmitida às rodas traseiras.

Outra vantagem do sistema 4WD Real Time é que, ao contrário dos convencionais, ele desativa automaticamente durante as frenagens, permitindo a atuação do ABS. O ótimo desempenho do CR-V, em pisos irregulares, é complementado pela distância livre do solo (205 mm), pelos ângulos de ataque (29º) e saída (24º) e pela distância entre-eixos (2.620 mm), que conferem ao sport utility maior versatilidade em um fora-de-estrada leve.

Mecânica Online e Assessoria de Imprensa Honda
Jornalista Responsável: Ricardo Ghigonetto

LANÇAMENTOS
Peugeot 307: um novo conceito
A chegada no mercado automobilístico brasileiro do modelo 307, em abril de 2002, marcou uma evolução importante no segmento dos carros médios.

Concebido de forma inovadora, o 307 hatchback impressiona pela robustez e combina como poucos o prazer de dirigir com uma relação renovada dos ocupantes com o ambiente interno, oferecendo uma arquitetura monovolume diferente dos outros veículos médios. Ao mesmo tempo, o 307 inova em design e tecnologia, incorporando equipamentos e recursos antes disponíveis somente em veículos de alta gama.

Em todos os sentidos este novo veículo agrada seus condutores e passageiros. Ao prazer de dirigir somam-se uma estética diferenciada pelo design interno e externo, os materiais utilizados em seu acabamento e os equipamentos de série, resultando em um impacto visual comparando-se aos padrões atuais dos hatchback de seu segmento.

O estilo do 307 é marcante, seguindo o design dos últimos lançamentos da Peugeot. Apesar de ser um modelo hatchback, tem aparência claramente inspirada nos modelos monovolume, destacando-se sua área envidraçada, em especial o imenso pára-brisa de 1,46 m2 que prolonga-se em direção ao teto bastante alto.

A segurança oferecida pelo 307 também é um capítulo à parte, já que este modelo incorpora recursos disponíveis em veículos de segmentos superiores. São muitas as novidades encontradas neste modelo como freios ABS de 5ª geração, assistência à frenagem de urgência, airbags inteligentes, acendimento automático dos faróis, dentre outros.

Muitas das novidades no modelo 307 podem ser oferecidas aos usuários, em termos de segurança, conforto e dirigibilidade, graças a avançada tecnologia da 'Multiplexagem', que, através de sensores instalados em quase todos os equipamentos do veículo, alimentam até 18 microprocessadores gerenciados por uma Caixa de Serviço Inteligente -CSI por meio de uma única rede,
otimizando as informações e permitindo ganhos de eficiência na utilização dos recursos disponíveis no veículo.

"O modelo 307 é um carro diferenciado em seu segmento. Ele apresenta um novo conceito arquitetônico, mas, principalmente, inova na tecnologia e segurança. O 307 vem democratizar uma gama de equipamentos e acessórios, antes encontrados apenas em veículos de segmentos superiores. Por tudo isso, acreditamos que o 307 terá uma ótima aceitação no mercado brasileiro", aposta Guillaume Couzy, diretor de Marketing da Peugeot.

Mercado - Inicialmente importado da França em três versões de acabamento, Soleil, Passion e Rallye, todas com motorização 1.6 l 16v e 110 cavalos de potência; o modelo 307 tem a missão de representar a Marca Peugeot no segundo mercado mais importante do Brasil: o segmento dos carros médios.

"Temos a meta de conquistar 5% de participação de mercado entre os veículos de passageiros no Brasil em 2004, e, com certeza, o modelo 307 terá um papel relevante na conquista desses objetivos. O 307 vai trazer um importante ganho na imagem e notoriedade da Marca no segmento de carros médios, seguindo as conquistas já iniciadas com o modelo 206 no segmento de carros pequenos", afirma Bruno Grundeler, diretor-superintendente da Peugeot do Brasil.

As expectativas em relação ao lançamento desse novo carro no Brasil são alimentadas pela repercussão de suas vendas em outros mercados onde já foi lançado, cujas inovações vêm sendo apontadas com destaque, valendo ao modelo já alguns títulos, inclusive o de "Carro do Ano 2002" na Europa.

Mecânica Online e Imprensa Peugeot

 

LANÇAMENTOS
Peugeot 307: Tecnologia da Multiplexagem
a serviço da segurança, comodidade e dirigibilidade

Entre as principais novidades do modelo 307 destaca-se a avançada tecnologia da 'Multiplexagem', que, através de sensores instalados em quase todos os equipamentos do veículo, alimentam até 18 microprocessadores, gerenciados por uma Caixa de Serviço Inteligente (CSI) por meio de uma única rede (VAN), otimizando as informações e permitindo ganhos de eficiência na utilização dos recursos disponíveis no veículo.

Esse compartilhamento de informações proporciona ainda a redução da quantidade de cabos e fios condutores, maximização de espaço, reduz as possibilidades de mau contato e o peso total do veículo. Essa integração de equipamentos de conforto e segurança se revela em ganhos de comodidade, facilitando o ato de dirigir.

A 'Multiplexagem' já está presente em diversos modelos Peugeot, em maior ou menor intensidade. O 307 já foi projetado para utilizar essa tecnologia, o que lhe permite oferecer uma gama de equipamentos e recursos normalmente encontrados em veículos de alta gama.

Podemos citar como exemplos dessa integração o acendimento automático das luzes de emergência em caso de frenagem forçada; acionamento automático dos faróis e do painel quando a luminosidade diminui, ou quando os limpadores de pára-brisa são acionados pelo sensor de chuva; acendimento dos faróis por 45 segundos após o desligamento do contato (follow me home) e travamento automático do porta-malas com o veículo em movimento.

Temos ainda, o indicador de manutenção inteligente, que considera a utilização real do veículo para avisar a necessidade de revisão e a função de localizador na chave, ideal para estacionamentos.

Outro benefício da 'Multiplexagem' é a maximização dos espaços existentes no habitáculo, através da redução da quantidade de fios, permitindo projetar um porta-luvas de grandes proporções (mais de 17 litros) e a confiabilidade dos circuitos elétricos, agilizando ainda a manutenção do veículo; pois o diagnóstico e a solução de eventuais problemas tornam-se mais simples e rápidos.

Grande quantidade de informações

A Multiplexagem possibilita ao cliente ter ao seu alcance, de maneira simples, ágil e segura, uma série de informações sobre o funcionamento do veículo e de outras funções importantes do ato de dirigir.

Um computador de bordo com comando no volante e exibição na tela multifunção instalada na parte superior do painel, informa ao motorista, nas versões Passion e Rallye, os consumos instantâneos e médios, autonomia, velocidade média e distância percorrida.

Na área central do painel de instrumentos estão instalados até 16 alertas luminosos, que informam desde o nível do óleo do motor a temperatura da água do sistema de arrefecimento. Integrado ao velocímetro estão os hodômetros parcial e total (digitais), também interligados pela 'Multiplexagem'.

O indicador de manutenção inteligente que equipa de série todas as versões do modelo 307 exibe a distância que falta ser percorrida antes que a próxima revisão seja realizada. Esta distância é medida automaticamente pela Caixa de Serviço Inteligente (CSI) durante todo o tempo de utilização do automóvel por parte do cliente.

Além disso, caso necessário, pode-se realizar uma adaptação da periodicidade em que a manutenção deve ocorrer, sendo que as revisões estão programadas para acontecer em intervalos de 20 mil quilômetros.

Segurança contra furtos

Graças à tecnologia da 'Multiplexagem', o modelo 307 conta com uma série de recursos que dificultam qualquer tipo de roubo: um sistema evoluído de bloqueador de partida eletrônico como o transponder (a cada partida é feita a leitura de códigos eletrônicos entre o Calculador da Injeção Eletrônica e a CSI, para confirmar o arranque do motor); fechaduras que impedem a introdução de qualquer outro objeto que não seja a chave do veículo e supertravamento (oferecido na versão Rallye), que desativa o comando interno e externo das portas e impede sua abertura durante um arrombamento.

Um alarme (de série na versão Rallye) com duas funções: volumétrica ultra-sônica, que detecta qualquer movimento realizado no interior do habitáculo e perimétrica, que identifica a abertura das portas, capô e porta-malas, complementam o conjunto.

Mecânica Online e Imprensa Peugeot

LANÇAMENTOS
Carro que atende ao comando do dono
Veja logo abaixo, também:
- BMW com navegação por satélite chega ao Brasil
- Sistema de computação pode acusar motoristas bêbados, diz pesquisador

"Computador: estime a distância entre a ponte X e a rua Y" ou "existem vagas disponíveis nesta rua?" ou ainda "como foi o desempenho de minhas ações na bolsa?" Em breve motoristas vão contar com computadores móveis capazes de atender comandos humanos e oferecer informações. Pelo menos são os planos do serviço de internet móvel da MobileAria.

A empresa californiana desenvolveu um sistema em parceria com a Palm, fabricante de portáteis, e a Delphi Automotive Systems, de soluções de telemática. Acompanhado de palmtop e celular, o motorista pode emitir comandos de voz para receber dados de forma inteligente pela internet. A solução da MobileAria também serve de base de conectividade para o CommuniportMPC Pro, da Delphi.

Via conexão celular, o portátil recebe conteúdo multimídia áudio e vídeo, realizar compras sem fio, consultar o mercado de ações, receber mensagens e, no futuro, manter conexão com redes corporativas de dados para acesso remoto a dados.

BMW com navegação por satélite chega ao Brasil

A BMW anunciou por meio de comunicado que o modelo BMW Série 7, que foi mundialmente lançado em setembro, na Alemanha, chegou ao Brasil. O modelo é um dos poucos à venda no país com o maior número de recursos eletrônicos disponíveis em automóveis. A série traz o sistema ''iDrive'', tecnologia de comandos da Siemens que envolve navegação por satélite, assistência a distância e câmbio.

Pela tela do terminal de bordo, o usuário pode controlar todo o funcionamento do carro e, em algumas cidades, consultar mapas e rotas on-line de cidades, bem como receber informações sobre o trânsito.

A Microsoft anunciou esta semana uma parceria com a Siemens para oferecer uma versão compacta do Windows para automóveis que possuem o sistema ''iDrive'', mas não há previsão da chegada do sistema ao BMW.

Sistema de computação
pode acusar motoristas bêbados, diz pesquisador

Um sistema de computação de bordo capaz de monitorar o atraso entre os movimentos dos olhos de um motorista e a direção tomada poderia ser utilizado para identificar motoristas bêbados, de acordo com um cientista inglês.

Segundo informações de edição on-line da revista 'New Scientist', Dilwyn Marple-Horvat, pesquisador da Universidade de Bristol, chegou a esta conclusão depois de testar a coordenação dos olhos para direção em pessoas que estavam jogando games de automóveis e que tinham ingerido bebidas alcoólicas.

Uma pesquisa anterior mostrou que motoristas normalmente olham para uma esquina aproximadamente 0.85 segundos antes de virar o volante na direção desejada. Marple-Horvat descobriu que esse tempo cai significativamente com a ingestão de álcool.

- O problema é que, quando você fica bêbado, começa a movimentar os olhos mais tarde - explicou o pesquisador. - Com duas doses de Vodka, o tempo entre olhar a esquisa e virar o volante cai para 0.5 segundos ou menos. Em alguns casos, porém, tomar quatro doses de Vodka não resulta em qualquer diferença - acrescentou.

Uma câmera foi utilizada para monitorar os movimentos dos olhos e um computador para comparar estes com os movimentos das rodas do carro. Marple-Horvat afirma que um sistema similar poderia ser instalado em automóveis para automaticamente alertar a polícia ou ainda diminuir a velocidade do carro, caso fosse detectado que a coordenação do usuário está prejudicada.

De acordo com outro pesquisador da Universidade de Sussex, um sistema como este pode custar mais de R$ 100 mil. Michael Land, não muito confiante na aplicação da pesquisa, acredita que pode ser um problema fazer os motoristas cooperarem:

- Não consigo acreditar que um motorista sóbrio vá querer um sistema assim no seu carro. Motoristas que bebem certamente também não - afirmou o cientista à 'New Scientist'.

Mecânica Online

TESTE DRIVE MECÂNICA ONLINE
Novo Corsa chega realmente novo ao mercado

Tá pensando que aqueles menininhos do comercial do novo corsa estão mentindo? Que nada! O novo Corsa que chega ao mercado apresenta muitas novidades, dentro as quais, ele poderia até mesmo ter outro nome, pois o carro sofreu bastantes modificações.

A Equipe da Mecânica Online recebeu inicialmente o modelo hatch 1.0 e logo em seguida o Corsa sedan 1.8, ambos equipados com direção hidráulica, som com cd player, ar condicionado, travas e vidros elétricos, e alarme.

O visual robusto dos novos corsas foi o destaque principal durante o trânsito na capital pernambucana. Com capô mais elevado, a frente adotou características mais agressivas e bem parecida com a do Astra. A traseira do hatch ganhou lanternas verticais integradas ao vidro traseiro, melhorando a visualização dos motoristas que vêm atrás. Enquanto a traseira do sedan é mais limpa, com destaque para o aerofólio na tampa do porta-malas.

As duas versões podem ser equipadas com o novo motor 1.0 (de 71 cavalos) ou 1.8 (102 cavalos, que é o mesmo motor que equipava o Astra). Na versão testada, o motor 1.0 com todos os recursos em uso, demonstrou uma certa morosidade nas respostas junto ao acelerador quando o veículo era solicitado.

No trânsito urbano o carro comportou-se bem, apesar dessa dificuldade. Sem o ar ligado, e em estradas, o corsa hatch conseguiu desenvolveu melhor, mas você não deve esperar muito de um motor 1.0, 8 válvulas com ar e direção hidráulica em operação.

Enquanto isso a versão sedan, completa com a motorização 1.8 não deixou nada a desejar. O carro desenvolveu-se muito bem nas vias urbanas e também nas estradas. Respostas rápidas e silenciosas, dão o requinte tão merecido ao novo corsa sedan. O espaço que para muitos pode parecer pouco, comporta muito bem uma família de até 4 pessoas, ou apertando-se aqui e ali, até cinco passageiros. No porta-malas, espaço suficiente para àquela viagem de final de semana com todos, são 432 litros, um aumento de cerca de 10% em relação à linha anterior.

Os dois modelos 1.0 e 1.8 testados pela Equipe da Mecânica Online, prezam pela estabilidade e pelo conforto interno. A boa posição para dirigir, os ajustes do banco e o câmbio com engates precisos e o novo visual do painel deixaram o carro gostoso de ser conduzido.

Em relação ao modelo anterior, o carro cresceu, e a distância entre eixos passou para 2,49m, largura 1,64m, altura 1,43m e comprimento (3,82m hatch e 4,17m no sedan).

O carro traz recursos novos entre os populares nacionais, como limpador de pára-brisa traseiro (que é acionado pela combinação marcha-a-ré/limpador dianteiro), trava automática das portas quando o carro atinge a velocidade de 20km/h, que só destrava quando o carro pára e a chave é retirada do contato ou em em caso de colisão. O sistema de som também vem com novidades, sendo a disqueteira de seis discos embutida no painel, oferecida como opcional.

Durante o teste drive tivemos a oportunidade de conduzir o Corsa sedan em um dia de bastante chuva e caos na cidade do Recife. Um fato interessante foi que o carro após passar por algumas áreas mais alagadas pela chuva torrencial que caia sobre a capital pernambucana, começou a sair uma grande quantidade de vapor da parte dianteira do capô, em virtude de algumas partes quente do motor terem sidos atingidas pela água do motor. A única menção a relatar, foi a forma estranha como o vapor d'àgua superaquecido saia da parte dianteira do carro, dando até mesmo a impressão de ser alguma fumaça.

O modelo mais barato é o hatch com motor 1.0, que custa a partir de R$ 19.995. A versão sedan, com a mesma motorização, tem preço sugerido de R$ 20.995. Se a escolha for pelo hatch 1.8, paga-se a partir R$ 24.995, valor que sobe para R$ 25.995 na versão sedan. Segundo a Chevrolet, a linha Corsa antiga continua em linha nas versões básicas.

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Novo Corsa: Motores novos e mais potentes
O novo Corsa oferece um excelente conjunto de motor e transmissão, que incorpora significativas evoluções. Os motores movidos a gasolina são exclusivos, o 1.0 litro "VHC" e 1.8 litro de capacidade volumétrica, ambos de 8 válvulas e derivados da consagrada "Família Um" da Chevrolet.

Mais do que a potência, a engenharia buscou privilegiar o torque no desenvolvimento dos dois motores, proporcionando melhores arrancadas e retomadas e garantindo ao consumidor mais conforto no uso diário do veículo. As duas motorizações disponíveis utilizam o que há de melhor em tecnologia, como o sistema de injeção multiponto digital e ignição direta conjugada (D. I. S.), conhecidos por sua durabilidade e eficiência.

No 1.0 litro "VHC", por exemplo, os pistões e anéis são de baixo atrito, otimizados quanto à geometria da cabeça do pistão e compatíveis com a câmara de combustão. Assim, foi possível elevar a taxa de compressão, sem comprometer a resistência termo-mecânica do conjunto e obtendo uma melhoria significativa na eficiência térmica do motor.

A linha Corsa conta também com um sensor de detonação, o "Knock Sensor", disponível nas duas motorizações e que permite a otimização do avanço de ignição em todas as condições de carga e rotação do motor.

O sistema de gerenciamento eletrônico dos motores, efetuado por um módulo de controle eletrônico híbrido de última geração, com capacidade de memória maior e mais resistente ao calor e vibrações que os módulos convencionais, permite sua instalação dentro do compartimento do motor, simplificando sua montagem e manutenções periódicas.

As inovações resultaram em ganho de performance do motor, com maior eficiência no desempenho e também no consumo de combustível, além de redução no nível de emissões.

A eletrônica a bordo do novo Corsa permite a utilização do sistema de autodiagnóstico, que facilita a identificação de qualquer anomalia, e conseqüentemente a sua correção. Esta anomalia é indicada através de um código de falha que fica registrada na memória, permitindo ser identificada por meio do equipamento Tech 2.

Nos dois conjuntos de motorização, a linha Corsa passa a contar com embreagem com comando hidráulico, que propicia menor esforço no pedal, além de redução do ruído e dos custos de manutenção do sistema. Eles possuem também o sistema trambulador das transmissões F17 com dispositivo compensador, que elimina a vibração da alavanca de trocas das marchas, reduz as chances de as marchas escaparem, torna o engate mais preciso e reduz o nível de ruídos.

O escalonamento das relações de marchas das transmissões, utilizadas nos dois motores do Corsa, tem como objetivo obter-se uma melhor performance e dirigibilidade dos dois veículos. Na versão com motor 1.0 encurtou-se a primeira marcha, para uma melhor arrancada do veículo em qualquer condição, incluindo rampa, e manteve a quinta marcha mais longa, para maior economia de combustível.

Os freios dianteiros são a disco ventilados em todas as versões, proporcionando mais segurança nas frenagens. Já os modelos equipados com motor 1.8 apresentam discos de freios com diâmetros maiores.

1.0 litro "VHC" 8 válvulas, o mais potente do mercado

O motor 1.0 litro "VHC" (8 válvulas) tem potência de 71 cavalos a 6.400 rotações por minuto (rpm) – a maior desta categoria no mercado –, oferece uma excelente performance e torque máximo de 8,8 mkgf (metros quilograma-força) a 3.000 rpm. Isso tornou-se possível em função de sua elevada taxa de compressão: o novo Corsa utiliza com pioneirismo a exclusiva tecnologia "VHC" (very high compression), que introduz um novo conceito de queima do combustível dentro dos cilindros.

Com isso, consegue-se uma taxa de compressão mais elevada, de 12,6:1 – uma das maiores dentre os motores 8 válvulas –, específica para a gasolina brasileira, que tem uma adição aproximada de 22% de álcool em sua especificação.

Graças à essa tecnologia desenvolvida pela Fiat-GM Powertrain, que aproveita e utiliza a evolução dos sistemas eletrônicos de combustíveis, para um melhor controle da combustão e ignição mesmo a taxas de compressão mais elevadas.

Este motor 1.0 litro "VHC" do novo Corsa apresenta ganho de 11 cv, tornando-o o melhor na categoria. Com esse novo motor, o veículo acelera de 0 a 100 quilômetros horários no tempo de 15s5 e tem velocidade máxima de 157 km/h, a melhor marca de sua categoria. Esse avanço é tão significativo que a potência final do motor 1.0 "VHC" supera inclusive a da maioria dos motores 1.0 de 16 válvulas.

Esse novo conceito de operação do motor 1.0 litro "VHC" difere, em sua essência, do verificado nos motores atuais. O processo de combustão foi modificado de forma a permitir o aumento da razão de compressão sem que isso ocasionasse o fenômeno da detonação, vulgarmente conhecido por "batida de pino".

O aumento da razão de compressão permitiu então o aumento do rendimento do motor, com um resultado excelente, diminuindo o consumo de combustível e os níveis de emissões de gases poluentes. A maior compressão do motor foi obtida com o emprego de um pistão de cabeça plana, com tratamento superficial a base de estanho. Foi aplicado um novo conjunto de anéis com espessura reduzida e menor força tangencial, o que possibilitou redução de atrito interno do motor e maior eficiência do sistema de ventilação do cárter.

Motor 1.8: mais torque e potência

O novo motor 1.8 litro SOHC (8 válvulas) oferece potência máxima de 102 cv a 5.200 rpm e torque máximo de 16,8 mkgf a 2.800 rpm. Sua taxa de compressão é de 9,4:1.

Graças à maior cilindrada e avanços na calibragem, o motor 1.8 do Corsa oferece mais torque e potência em rotações mais baixas, proporcionando ao motorista um ganho expressivo em dirigibilidade e conforto. Em suma, ao dirigir ele sente o carro "mais na mão", além de conseguir mais força principalmente nas arrancadas. O veículo acelera de 0 a 100 km/h em 10s9 e tem velocidade máxima de 179 km/h.

O motor 1.8 SOHC conta com cárter estrutural em alumínio, fixado diretamente à carcaça de transmissão, reduzindo a vibração do conjunto transmitida para o interior do veículo, com maior conforto ao usuário. Os pistões e anéis também são de baixo atrito, condição obtida em função da pequena altura dos anéis de compressão. Devido a isso, existe uma melhoria significativa no atrito das peças giratórias e menores níveis de ruídos e vibrações.

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Novo Corsa: uma revolução eletrônica
Principais funções do carro são controladas por uma rede de computadores

O novo Corsa está equipado com o sistema CAN Bus, uma grande evolução no que diz respeito à arquitetura eletrônica dos automóveis, sendo o primeiro automóvel da linha Chevrolet produzida no Brasil a contar com este recurso. Trata-se de uma rede de comunicação de dados local, só utilizada atualmente pela linha Chevrolet no modelo Omega importado.

A comunicação entre os diversos módulos eletrônicos é acompanhada por meio de um módulo de controle de carroceria ("Body Computer Module" ou BCM) que, na verdade, controla praticamente todos os sistemas eletrônicos do veículo e se comunica com todos os demais módulos existentes, como por exemplo o módulo de controle do motor e o sistema "Autoclutch".

O BCM é uma espécie de cérebro eletrônico, responsável pelo controle da iluminação externa (faróis, lanternas, setas e pisca-alerta), da iluminação interna (luz de cortesia com acendimento e desligamento progressivos, como no Vectra, Astra e Zafira) e do sistema limpador e lavador dos vidros. Além disso, os sistemas de travamento elétrico e alarme, quando disponíveis, também são controlados pelo BCM.

Sobre as funções controladas pelo BCM, destacam-se:

• O travamento automático das portas assim que o carro atinge a velocidade de 15 km/h. Este valor pode ser alterado, ao gosto do cliente, através de um concessionário Chevrolet.

• O sensor de colisão que, em caso de uma batida, destrava todas as portas automaticamente, mesmo nos veículos não equipados com "airbag".

• A personalização do comportamento do destravamento das portas por meio do controle remoto e do cilindro da porta do motorista e também o tempo de funcionamento contínuo da luz interna de cortesia.

• O destravamento de todas as portas quando se retira a chave do contato.

• Os interruptores de controle de abertura de portas. O primeiro abre ou fecha as portas do veículo quando acionado. O segundo, disponível somente na versão sedã, destranca o porta-malas. Entretanto, seu acionamento só é interpretado quando a velocidade do veículo for zero km/h e as portas estiverem destravadas, garantindo assim a integridade do conteúdo do porta-malas.

• O sistema limpador e lavador do pára-brisa possui um atraso proposital de 0,5 segundo entre o acionamento da bomba d’água (lavador) e o início de operação das palhetas (limpador), reduzindo as possibilidades de danos às palhetas e ao vidro, uma vez que a limpeza será realizada com o mínimo de água sobre o mesmo.

• A velocidade intermitente do limpador do pára-brisa pode ser regulada pelo motorista, o qual pode programar o sistema para operar dentro de uma faixa de 0 a 30 segundos, otimizando o funcionamento do sistema sob as mais diversas condições de garoa.

• O limpador traseiro, na versão "hatchback", é acionado automaticamente caso o limpador dianteiro esteja ligado e a marcha a ré engatada, facilitando a execução das manobras com o veículo.

• O limpador de parabrisas evoluiu tecnicamente e possui um sistema que evita a queima do motor caso o braço do limpador fique travado por um certo período. O mesmo sistema também existe no sistema limpador traseiro na versão "hatchback" 5 portas.

Painel: acesso fácil a muitas informações

Os instrumentos do painel compreendem um módulo de circuito eletrônico montado numa única placa de componentes, controlados por um micro processador integrado, programável na linha de montagem.

Todos os instrumentos (velocímetro, tacômetro, indicador de temperatura e indicador de combustível) são acionados pelo circuito eletrônico, que recebe informação dos diversos sensores, e através do tratamento adequado dos sinais provê informação aos respectivos indicadores.

O circuito eletrônico permite indicações com amortecimento suficiente para eliminar as indesejáveis oscilações de ponteiro como, por exemplo, a indicação de combustível em situações de curvas ou acelerações bruscas.

Outra novidade no painel é a indicação de necessidade do serviço. Quando o veículo atingir a marca de 15.000 quilômetros ou 52 semanas – o que ocorrer primeiro – a indicação "Insp" aparecerá no hodômetro, alertando para a realização da primeira revisão obrigatória do veículo. Ela permanece por 7 segundos após ligar-se a chave de ignição. Em seguida, o hodômetro parcial retorna no display.

Outra novidade é o mostrador de informação tripla (TID), instalado na parte superior do cockpit, que apresenta as seguintes informações em setores distintos: relógio, temperatura externa e data – esta última é substituída pela freqüência de estação de rádio, quando ele estiver ligado. Duas teclas localizadas à direita do mostrador permitem o ajuste do relógio.

O fechamento e a abertura expressa é uma característica de conforto do módulo de controle dos vidros que permite o total fechamento ou abertura dos vidros com um toque apenas no interruptor sem que seja necessário manter-se o comando acionado até o final da operação.

O usuário simplesmente deve pressionar o interruptor por um pequeno período de tempo de forma que o sistema possa entender sua intenção e automatizar a operação. Por outro lado, caso deseje-se interromper o movimento expresso basta um novo toque nos interruptores (em qualquer sentido) que a operação é cancelada.

A proteção anti-esmagamento impede que os vidros esmaguem ou prendam qualquer obstáculo (como a mão de uma pessoa, por exemplo) durante o fechamento. Se um obstáculo é interposto entre o vidro e a canaleta, o sistema automaticamente interromperá e inverterá o movimento de subida de modo a preservar a integridade física dos ocupantes.

Uma outra característica do módulo de controle dos vidros destina-se a proporcionar uma operação customizada em relação a ruído. Quando qualquer vidro é acionado, utilizando a abertura expressa, ele pára poucos milímetros antes de se atingir o batente inferior. Esta medida visa evitar o incômodo ruído emitido quando os vidros chegam ao limite inferior do seu curso. Ao acionar novamente o interruptor de comando dos vidros na posição abertura, o mesmo se movimenta até o fim de curso, permitindo uma abertura total da janela.

As baterias, por sua vez, possuem um novo sistema de fixação, sem retentores e parafusos avulsos agregados à bandeja (estes componentes já fazem parte do conjunto da bandeja). Elas possuem de 36 amperes (motores 1.0 litro sem aquecedor) a 45 amperes (todos motores 1.0 com aquecedor e sem condicionador de ar e 1.8 litro sem condicionador de ar) e 55 amperes (todos com condicionador de ar).

Vidros, portas e sensor de inclinação

Outra característica implementada neste módulo é o fechamento automático dos vidros por meio de um simples toque no controle remoto da chave, seguindo o mesmo funcionamento do Astra, Vectra e Zafira.

O alívio interno de pressão facilita o fechamento das portas. Quando qualquer porta é aberta um dos vidros dianteiros (alternados a cada ciclo) é aberto aproximadamente 30 milímetros.

O Corsa incorpora um sistema de trava e alarme equipado também com sensor de colisão. Em caso de uma batida, todas as portas são automaticamente destravadas, mesmo nos veículos não equipados com "airbag".

Voltando a falar do BCM, graças a ele, há o monitoramento de algumas funções do veículo para reduzir as possibilidades de descarga da bateria. A porta aberta dispara, automaticamente, um aviso sonoro para alertar o motorista, caso o mesmo esqueça os faróis e lanternas ligados e/ou a chave ao contato. O sistema ainda controla o consumo da bateria, desligando automaticamente a luz interna de cortesia, quando o motorista a esquece acesa.

Sistema de som inédito no Brasil

O sistema de áudio incorpora muitos avanços no mercado brasileiro, como o exclusivo rádio Double DIN (tamanho dobrado em relação ao convencional) – o novo Corsa é o primeiro automóvel brasileiro a utilizar este conceito –, projetado para oferecer mais recursos e para dificultar roubos e sua reutilização.

Outra novidade na linha Chevrolet é o rádio "dual play-back", que incorpora na mesma unidade, além da recepção AM/FM e a reprodução de fitas-cassete, uma disqueteira integrada ("in dash") no próprio rádio, com capacidade para 6 CDs, eliminando o inconveniente de se ter de manusear os CDs no compartimento do porta-malas.

O sistema de som oferece várias outras características programáveis, a exemplo do aumento de volume automático proporcional ao aumento de velocidade do veículo, RDS (Radio Data System) que recebe mensagens de texto transmitidas por algumas emissoras de rádios no display –, e o conhecido Locktronic Code (código de segurança do rádio), dentre outras.

LANÇAMENTOS
O Volvo ACC2 - transporte rápido para o aventureiro exigente
o Um estudo introduzindo um conceito excepcional
o Superfícies frias, materiais quentes e funcionalidade inteligente
o Novo projeto de bancos
o Segurança visível
o A última inovação em tecnologia da informação
o Para todas as estradas e pistas

O Volvo ACC2 (Adventure Concept Car 2) foi desenvolvido com o objetivo de demonstrar que a atual linha Volvo Cross Country tem um futuro excepcional à sua frente.

O ACC2 é o resultado de um estudo de conceito para veículos de alto desempenho para atividades esportivas, - o carro definitivo para aquelas aventuras de inverno. A exclusividade da cor "prata-aço" realça a sua aparência dinâmica.

Pela integração inteligente de avançadas soluções de tecnologia da informação, ele nos oferece uma idéia da tecnologia de informação que está à nossa espera no futuro.

Os grandes arcos das rodas imprimem força à sua forma inspirada em motores a jato, acomodando uma distância entre rodas mais larga e conferindo ao carro a idéia de capacidade. As partes mais baixas da carroceria foram protegidas por molduras nas portas.

As rodas de 18 polegadas têm pneus reforçados, desenvolvidos pela Michelin. Conhecidos como "pneus murchos ou vazios", eles permitem que o motorista mantenha o controle do veículo, mesmo quando o pneu perde repentinamente a pressão.

Os faróis dianteiros se conectam ao sistema GPS, ajustando-os automaticamente ao padrão de luz, característico de tráfego na mão direita ou esquerda.

Frio, quente e inteligente
O interior do ACC2 se inspira no hotel de gelo de Jukkasjärvi, na Suécia, e no famoso canivete suíço, resultando em um mix de superfícies frias, materiais quentes e funcionalidade inteligente.

"As superfícies de aço e alumínio enfatizam a percepção de se estar diante de uma máquina capaz, enquanto que os materiais suaves e naturais despertam uma sensação de conforto e aconchego", explica o projetista de interiores Jonathan Dale.

Novo projeto de bancos
A configuração de assentos do Volvo ACC2 é 2 + 2. O novo projeto de bancos é uma das características mais diferenciadas deste carro conceitual. O fino contorno do banco se baseia no design arredondado das cadeiras de madeira escandinavas e no formato dinâmico dos bancos de carros de corrida.

O ângulo fixo entre o assento e o encosto do banco revestido em couro natural e o suporte para a região lombar proporcionam máximo conforto. Os encostos dos bancos traseiros podem ser dobrados para a frente, formando uma ótima superfície plana para receber carga.

O carpete quente e lanoso é feito do mesmo material das camas do hotel de gelo sueco, à prova d'água e macio ao toque. Um brilho quente e laranja emana do console central, aumentando a sensação de calor e de aconchego.

Funcionalidade laranja
e funções de segurança visíveis

O laranja foi usado para indicar funcionalidade. Sempre que se vê a cor laranja, existe uma função ou uma interação entre o carro e seus ocupantes. Isso inclui todos os botões existentes no carro, as maçanetas das portas e os importantes acessórios e funções de segurança, como o indicador do sistema WHIPS (Whiplash Protection System), um sistema de proteção contra o efeito de chicote, bem como a barra SIPS (Side Impact Protection System), instalada em todos os bancos dando proteção contra impactos laterais.

Os acessórios de segurança embarcados foram tornados visíveis, pois pretendia-se ressaltar o avanço tecnológico da Volvo neste campo. No ACC2, o cinto de segurança cruzado CrissCross, introduzido nos carros SCC (Safety Concept Cars), no ano passado, não é, de forma alguma, o único acessório de segurança visível.

As barras de segurança instaladas nas portas também servem para o passageiro se segurar e integram a gaiola de segurança. O airbag do volante pode ser visto através do vidro fosco, assim como o estojo de primeiros-socorros e a caixa de ferramentas, ambos integrados nas portas dianteiras.

O console central - um "cinto de utilidades"
O console central do ACC2 aloja toda uma seleção de funções e acessórios high-tech. A melhor descrição que lhe cabe é a de "cinto de utilidades", permitindo ainda o acoplamento de vários itens, inclusive a conexão de um assistente digital PDA (Personal Digital Assistant), câmara fotográfica e filmadora digital de vídeo. O PDA inteligente e portátil, desenvolvido em conjunto com a Hewlett Packard, inclui um telefone e um sistema GPS online, que pode ser usado tanto fora como dentro do carro.

Possibilidades fantásticas
Quando você remove o PDA do carro, ele emprega tecnologia bluetooth para a transmissão de informações. Esta tecnologia abre toda uma ampla gama de possibilidades fantásticas para o futuro.

o Use o controle de voz e diga "give me powder" ("dê-me neve") e o PDA vai navegar na web, em busca de informações sobre a localização da melhor neve, ainda intocada.
o Aponte para uma montanha e você obterá informações sobre encostas, condições do tempo e qualidade da neve.
o Se ficar preso em uma avalanche ou por causa do mau tempo, o PDA emitirá um sinal de SOS, através do sistema Volvo On Call. O equipamento de GPS vai repassar à equipe de resgate sua posição exata.
o O sistema também vai ajudá-lo a encontrar seu caminho de volta para casa, quando as condições do tempo estão péssimas. Além disso, poderá pré-aquecer o carro para seu maior conforto.

De volta ao carro, você poderá conectar sua filmadora e assistir suas aventuras na tela instalada no console e voltada para o banco traseiro. O "cinto de utilidades" também inclui tocadores MP3 e DVD, uma garrafa térmica, quatro copos e óculos de sol laranja.

Motor de 300 hp
Embaixo do capô do ACC2, se encontra uma versão potente do motor de cinco cilindros e 2435 cilindradas da Volvo, gerando 300 hp e um torque de, no mínimo, 400 Nm. Toda essa potência se soma à caixa de transmissão compacta, semi-automática, de seis marchas e quatro eixos, desenvolvida pela Volvo. Os botões "Up" (para cima) e "Down" (para baixo) do câmbio foram integrados no volante, enquanto que o botão da marcha a ré se encontra no console central.

FOUR-C - uma exclusividade em chassis
O chassis continuamente controlado FOUR-C (Continuously Controlled Chassis Concept) é o mesmo dos carros com conceito de desempenho (Performance Concept Car).

A exclusividade do chassis FOUR-C consiste na sua capacidade de coletar uma grande quantidade de informações sobre a maneira do se mover e responder instantaneamente, ajustando as características do amortecedor de acordo.

O Volvo ACC2 também vem equipado com o sistema de tração nas quatro rodas AWD (All Wheel Drive), controlado eletronicamente. Sem dúvida, um carro para todas as estradas e pistas.

Mecânica Online & Imprensa Volvo

LANÇAMENTOS
Volvo apresenta o seu segundo
Adventure Concept Car (ACC2)
Dois meses após o lançamento do novo Volvo XC90 em Detroit, a Volvo Car oferece uma nova visão do futuro da linha Volvo Cross Country .

O segundo carro ACC2 com conceito de aventura da Volvo claramente demonstra que a atual linha Volvo Cross Country tem um grande futuro à sua frente.

"A família Cross Country tem dois membros distintos. São dois veículos distintos, capazes de atrair compradores com desejos bem diferentes", diz Hans-Olov Olsson, presidente e CEO da Volvo Cars.

O Volvo XC90 é a escolha ideal para as aqueles que estão em busca de exclusividade. Trata-se de um utilitário-esportivo do mais puro sangue, enquanto que o Cross Country ou Volvo XC70, como será chamado a partir do modelo do ano 2003, continua atraindo aqueles que preferem um carro inspirado em um utilitário-esportivo.

"A família XC (Cross Country) continua sendo desenvolvida. Nosso novo ACC2 mostra como as vantagens do conceito Cross Country podem ser refinadas, para se chegar à escolha ideal daqueles que desejam um carro que faça parte de seus estilos de vida. O ACC2 é o carro daqueles que partem em busca de aventuras no inverno. Sem dúvida, essa mesma linha de pensamento pode ser aplicada a outras atividades de lazer", acrescenta Hans-Olov Olsson.

Uma viagem rápida e confortável
O Volvo ACC2 proporciona uma viagem rápida e confortável ao mundo da aventura - e conta com a tecnologia para fazer dessa experiência algo perfeito. O motor e o chassis são os mesmos do Volvo Performance Concept Car (PCC); com 300 cv, 400 Nm de torque, um chassis continuamente controlado e tração nas quatro rodas controlada eletronicamente (All Wheel Drive).

Seu visual é uma excitante e exclusiva mistura de superfícies frias, materiais quentes e funcionalidade inteligente. No seu interior há um novo design para os bancos, uma área de carga totalmente plana, funções e acessórios de segurança visíveis e um console central informatizado com o que há de mais avançado.

O cinto de utilidades
O console central é o "cinto de utilidades", com acomodações para vários itens, como um assistente eletrônico PDA (Personal Digital Assistant), uma câmara e uma filmadora digital de vídeo.

O PDA inteligente e portátil vem equipado com um telefone e uma unidade GPS. Quando removido do carro, ele usa tecnologia bluetooth para o envio e recebimento de informações.

"Pode parecer complicado. Mas o nosso objetivo foi organizar e apresentar toda a tecnologia embarcada de uma forma simples e funcional. Com este carro, o design e a funcionalidade escandinavas atingem um novo patamar", diz o projetista de interiores Jonathan Dale.

LANÇAMENTO
Novos modelos VW Golf oferecem mais
tecnologia, conforto e prazer ao dirigir
Novidades tecnológicas e sofisticado acabamento interno aumentam o prazer de dirigir os novos modelos Golf, que chegam aos concessionários Volkswagen de todo o País, neste mês de maio.

O Golf GTI agora está equipado com motor de 180 cv de potência e nova curva de torque, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e oferece a opção de câmbio automático Tiptronic de 5 velocidades no console, antes só disponível para a família Passat. Além de maior potência e torque, o novo motor 1.8 Turbo do GTI incorporou a tecnologia E-GAS (acelerador eletrônico inteligente) até então exclusiva da versão 1.6 Plus.

O Golf 2.0 também foi beneficiado com o acelerador eletrônico inteligente que otimiza o desempenho, a dirigibilidade e o consumo de combustível.

Nos Golf 1.6 Plus e 2.0, a estrutura de oferta inclui a opção pelo acabamento interno em couro Softline e de rádio com CD Player montado com 4 alto-falantes e 4 tweeters, equipamento que é de série na versão GTI.

A introdução dos novos itens consolidam o Golf como um carro único em sua categoria. Destaque para a tecnologia aplicada em sua produção, que inclui a soldagem de chapas a laser, e a carroceria totalmente galvanizada que garante a seu proprietário 12 anos de proteção contra a perfuração por corrosão.

Com visual elegante, de supefícies lisas sem vincos, conjunto ótico com quatro refletrores e pára-brisa inclinado o Golf tem aparência dinâmica. Internamente, oferece de série itens de conforto e segurança, como alças de apoio escamoteáveis no teto, direção hidráulica, volante de direção regulável em altura e profundidade, banco do motorista com regulagem de altura e pára-brisa laminado com vidro verde degradé.

A preocupação com segurança continua com as colunas, portas e soleiras reforçadas que asseguram maior proteção em impactos laterais, o freio a disco nas quatro rodas, o imobilizador eletrônico e as fechaduras com cilindros que giram em falso, impossibilitando abrir o carro ou dar a partida sem a chave original e a coluna de direção com travamento por atrito, que impede o rompimento da trava e aumenta a proteção contra furtos.

Novo motor 1.8 turbo com 180 cv
O motor 1.8 turbo da família EA-113 que equipa o GTI tem 4 cilindros em linha, 5 válvulas por cilindro e uma nova calibração, que aumentou de 150 para 180 cv sua potência máxima (ganho de 20%) e de 210 para 235 Nm seu torque máximo (ganho de 12%). Além disso, incorpora a nova tecnologia do acelerador eletrônico Inteligente (E-GAS), que funciona sem cabo e, entre outras vantagens reduz a emissão de gases poluentes, melhora a dirigibilidade e contribui para a economia de combustível.

Equipado com transmissão manual de 5 velocidades, o novo GTI acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos (era 8,5 s) e alcança a velocidade máxima de 227 km/h (era 216 km/h). Esse melhor desempenho não compromete o consumo de combustível: o carro faz 9,2 km/l (era 7,7) na cidade e 15,9 km/l (era 14,9) na estrada.

Tiptronic, um câmbio de classe superior
As mudanças na transmissão automática do Golf GTI foram audaciosas: em lugar do câmbio de 4 velocidades com controle eletrônico DSP (Dynamic Shift Program), ele recebeu um câmbio Tiptronic de 5 velocidades, o mesmo usado em veículos de classe superior.

Entre outras vantagens, o Tiptronic pode ser utilizado como transmissão automática convencional ou como transmissão semi-automática sequencial. Neste caso, o motorista faz as mudanças de marcha dando leves toques na alavanca, depois de movê-la para o encaixe à direita. Toques para a frente elevam as marchas; para trás, elas são reduzidas.

Com o Tiptronic no modo manual, o motorista tem o conforto adicional de não precisar reduzir de uma marcha mais alta para a primeira, ao parar em um semáforo fechado. Automaticamente, o gerenciamento eletrônico do câmbio providencia a troca.

O GTI equipado com câmbio automático Tiptronic, vai da imobilidade aos 100 km/h em 8,2 segundos e atinge a velocidade máxima de 205 km/h. Seu consumo no trânsito da cidade é de 7,5 km/l e, no da estrada, de 14,7 km/l.

ESP, estabilidade a toda prova
O Golf GTI é o primeiro Volkswagen brasileiro a ser equipado, de série, com o ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade), um programa de segurança ativa que garante a máxima estabilidade possível ao veículo, mesmo em condições adversas de uso. Com o ESP, o motorista pode contornar uma curva sobre piso de baixa aderência (asfalto molhado, por exemplo), sem derrapar. E mais: o programa eletrônico corrige eventuais reações incorretas do motorista durante a curva ou em outra situação de risco.

O ESP evita o sobre-esterçamento (saída de traseira) - independentemente da vontade do motorista - freando a roda dianteira do lado de fora da curva e se apoiando nos sistemas de gerenciamento do motor e da transmissão para acelerar ou reduzir a velocidade do carro e, assim, manter sua estabilidade.

Se o automóvel começar a sair de frente, o sistema freia a roda traseira do lado de dentro da curva e mantém a estabilidade usando os sistemas de gerenciamento do motor e transmissão.

E para o Golf não ficar desgovernado depois de desviar de um obstáculo à sua frente (quando o motorista vira bruscamente o volante para a esquerda), o ESP freia a roda traseira esquerda, depois a dianteira direita e por fim a dianteira esquerda. A ação impede uma rodada de traseira e mantém a estabilidade direcional do GTI (ver ilustrações).

Como funciona o programa de estabilidade
O ESP trabalha com os sistemas de gerenciamento do motor (ECU) e do ABS (equipamento que impede o bloqueio das rodas durante uma freagem) e incorpora, ainda, as funções ASR, EDL, EBD e EBC.
ASR, sigla em alemão que significa Antriebs-Schlupf-Regelung, também conhecida como TCS (Traction Control System), na lingua inglesa, é o sistema que controla a tração e evita que as rodas patinem durante a aceleração, em pisos de pouca aderência, como gelo, cascalho, areia, lama ou asfalto molhado, entre outros.

EDL, do inglês Eletronic Differencial Lock, é o travamento eletrônico do diferencial que permite trafegar em segurança sobre superfícies de diferentes coeficientes de atrito. Exemplo: com as rodas do lado esquerdo sobre asfalto seco e as do lado direito na terra, o EDL freia a roda de tração que está sobre a terra, para evitar que ela patine, e distribui mais força para a roda sobre o asfalto, que tem mais aderência.

O EBD, do inglês Electronic Brake Force Diistribution distribui eletronicamente a força de freagem entre as rodas dianteiras e as traseiras do Golf.
Por fim, o EBC, Engine Brake Control, evita o travamento das rodas de tração - em consequência da ação do freio-motor - se o motorista tirar repentinamente o pé do acelerador ou se frear o GTI com uma das marchas engatada.

Além desses sistemas, há um sensor que acompanha todos os movimentos que o motorista imprime ao volante de direção, enquanto outro se preocupa com a aceleração lateral do carro. Todos -- sistemas, válvulas, módulos e sensores -- estão atentos à condução do veículo, a partir do momento em que o motor é ligado. E a qualquer tendência de desvio da trajetória ideal do carro -- antes mesmo que o motorista perceba --, o programa de estabilidade entra em ação. Uma luz no painel pisca para avisar que o ESP está agindo.

O motorista pode desativar as funções do programa de estabilidade -- apertando a tecla ESP do painel -- se precisar transitar com correntes no pneu, para vencer trechos de lama ou neve, ou se precisar desatolar o carro com movimentos contínuos para a frente e para trás.

Desligando-se a tecla ESP, sòmente o programa de estabilidade fica inativo. Os sistemas de freio ABS e o bloqueio eletrônico do diferencial (EDL) permanecerão em funcionamento. Recomenda-se reativar o programa de estabilidade, reapertando a tecla ESP, tão logo o veículo saia do atoleiro ou deixe de usar as corrente.

LANÇAMENTOS
Surge um novo conceito de automóvel, é o novo Polo

Surge um novo conceito de automóvel com o Novo Polo. Ele foi desenvolvido a partir de um projeto que revolucionou tanto o design quanto a produção de veículos de passeio no Brasil. Para produzir o Novo Polo, a Volkswagen investiu na criação da fábrica Nova Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), que foi equipada com uma linha de produção totalmente informatizada.

O Novo Polo é oferecido nas versões 1.6, com 101 cv de potência, e 2.0 litros, com 116 cv. Outro grande diferencial do Novo Polo diante da concorrência é oferecer o melhor pacote de itens de série da categoria, sem que isso seja refletido em seu valor. O modelo básico sai por R$ 28.990,00 e conta com itens de conforto, segurança e conveniência, como o sistema de ar-condicionado Climatic, direção eletro-hidráulica, coluna de direção ajustável e acelerador eletrônico E-GAS.

Revolução no design

A frente do Novo Polo é uma das maiores mostras do seu design inovador. Os faróis duplos redondos contam com lentes lisas e transparentes, de alta eficiência de iluminação, com lentes de policarbonato de elevada resistência.

O sistema pode ser complementado por faróis de neblina, com blocos ópticos de superfície complexa e lentes lisas. Esse recurso técnico permite uma redução da área frontal do farol e maior eficiência de iluminação. Já as lanternas traseiras seguem a mesma linha high-tech, destacando-se pelas lentes bicolores e refletores em forma de círculo e retângulo.

Segurança é um dos pontos fortes do Novo Polo

O sistema de airbag do Novo Polo, tipo full size, oferece proteção adicional para as regiões da cabeça e do tórax do motorista e do passageiro, em colisões frontais de elevada gravidade.

Eles são complementados pelos cintos de segurança de três pontos. Eles são compostos por duas bolsas, uma de 64 litros para o motorista e outra de 120 litros para o acompanhante da frente. Quando o equipamento é acionado, as portas se destravam (quando possui travamento central), as luzes de advertência ficam piscando e a luz interna se acende.

Itens de série exclusivos

O Novo Polo vem com dois sistemas de climatização, o novo Climatic e o Climatronic, ambos com filtro de pó e pólen, que controla a entrada de impurezas no interior do veículo. Outra inovação é a presença de direção eletro-hidráulica, que torna ainda mais agradável o ato de dirigir, e do acelerador eletrônico E-GAS, que garante maior desempenho do seu Novo Polo.

Entre os itens de segurança estão os cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura e pré-tensionadores, sistema Isofix, usado para fixação de cadeiras de crianças, apoios de cabeça traseiros, barras de proteção nas portas e brake-lights.

Uma nova forma de produção

Com o Novo Polo, a Volkswagen inicia as atividades da fábrica Nova Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), que foi radicalmente reformulada para receber o novo modelo. Nessa linha toda informatizada e de conceito modular, o Novo Polo é montado por 400 robôs, soldado e checado por sistema a laser, entre outros avanços tecnológicos, o que garante melhor qualidade e precisão de construção e maior produtividade.

ENCONTRO
Associação Brasileira de
Engenharia discute inspeção veicular

Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou em São Paulo o tradicional Jantar do Meio Ambiente. Neste ano, o evento discutiu os avanços tecnológicos da indústria automobilística e as medidas governamentais, como a nova fase do Proconve, que irá impor limites ainda mais rigorosos, visando a preservação do meio ambiente. Mas, o principal assunto abordado foi a Inspeção Veicular.

“O Proconve e os avanços tecnológicos só terão significado se a Inspeção for implantada, pois fará com que os motoristas mantenham seus veículos em ordem, atendendo às especificações do Programa. Há anos, a AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva vem dando apoio ao Governo na tentativa de viabilizar sua implantação, mas até agora nada de concreto foi conseguido”, explica José Edison Parro, presidente da AEA.

O evento teve o patrocínio da Anfavea, Robert Bosch, Delphi, TRW, Petrobras, Afeevas (Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul) e Magnetti Marelli.

Proconve e Inspeção Técnica Veicular

Desde a implantação do Proconve em 1987, atingiu-se uma redução de 97% da emissão de poluentes. Segundo o coordenador do Proconve, Paulo Cesar Macedo, antes do programa, a emissão média de monóxido de carbono por veículo era de 54 g/km, hoje essa emissão é de 0,7 g/km. “Uma meta não foi alcançada, a implementação em todo o País dos programas de inspeção de emissões, que certamente contribuirão para a manutenção dos níveis de emissões homologados”, explica Macedo.

A implantação da Inspeção Veicular é uma das medidas do Código de Trânsito Brasileiro, sancionado em 1997, que prevê uma vistoria técnica periódica das condições de segurança e das emissões dos veículos. “Há anos, esse programa está na pauta do Ministério da Justiça, mas ainda não se chegou a uma conclusão de como aplicar a inspeção de maneira transparente e com credibilidade frente à população”, analisa o presidente da AEA.

Segurança no Trânsito

Além de melhorar a qualidade do ar, a Inspeção Técnica Veicular é imprescindível para que as vias públicas se tornem locais seguros para a população. No Brasil, atualmente, acontecem cerca de 40 mil mortes no trânsito por ano, que representam 10% de todas as mortes no trânsito em todo o mundo. “A Inspeção Veicular e a renovação da frota ajudariam a reverter esse quadro. Soma-se a isso a melhoria das vias públicas e, com certeza, o Brasil pode vir a ser um país com ruas mais seguras”, explica Parro.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo consultor de trânsito Roberto Scaringella, fundador da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e membro do conselho da AEA, a maioria dos acidentes está ligada à falha humana, às condições dos veículos e das vias, sendo que 27% desses acidentes estão relacionados ao estado de conservação dos veículos.

Benefícios da Inspeção Técnica Veicular

Os benefícios trazidos pela Inspeção Veicular são inúmeros. Além da redução no número de acidentes, também haverá uma diminuição da poluição urbana, economia de combustível e, principalmente, redução, de maneira significativa, do tempo gasto nos congestionamentos das grandes cidades, causados pela falta de manutenção dos veículos.

“A economia do País também será afetada de forma positiva. Haverá geração de emprego em toda a cadeia automotiva, ampliação dos investimentos em todos os setores envolvidos e diminuição de gastos com a saúde pública, gerados por acidentes de trânsito e pela poluição”, acrescenta Parro.

Printer Press Assessoria de Comunicação

MAIS AVANÇO
Paraná é o primeiro estado a importar a célula a combustível

Há muito o homem alimenta o desejo de ter um automóvel movido a Hidrogênio (H) e Oxigênio (O), emitindo água pura, ao invés de dióxido de carbono (CO2) e outros poluentes. Talvez isso não faça diferença a alguns que não se importam com a qualidade do ar que respiram, mas para os ambientalistas seria um sonho. A responsável pela concretização dessa possibilidade é a já conhecida tecnologia denominada célula a combustível, uma alternativa em que a combustão é realizada de maneira controlada, aumentando a eficiência do aproveitamento da energia liberada e de modo menos poluente.

Essa tecnologia já existe há 150 anos, mas não tinha utilidade prática. Por isso, foi só em 1960 que a agência espacial norte-americana Nasa desenvolveu o primeiro produto a ser aplicado nas missões espaciais. “Não havia preocupação com o custo, mas com a segurança”, explica o físico do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), do Paraná, Patrício Rodolfo.

Hoje, a célula a combustível tem aplicação em quase todo o mundo. Não que os carros, por exemplo, estejam já em grande número se abastecendo em “postos de hidrogênio”. Os países – EUA, Japão, Alemanha, França, Espanha, Itália, Canadá e Austrália – estão em fase de desenvolvimento, com protótipos em testes, ou seja, as grandes montadoras já têm carros rodando em fase experimental para a análises de uma série de fatores, como o aquecimento do veículo, ruídos produzidos e a potência, entre outros fatores. “Antigamente este carro era vinte, trinta vezes mais caro, hoje é apenas o dobro do preço de um normal. Por esse e outros motivos é que acredito que essa será a principal tecnologia do futuro”, diz Rodolfo com entusiasmo.

Segundo o professor do Instituto de Química (IQ) de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), Ernesto Rafael Gonzalez, o alto custo é resultado da escassez do equipamento gerador de energia elétrica. “As indústrias internacionais não têm estoque, trabalham em pequena escala, por isso a compra deve ser negociada antes”, explica Gonzalez. A USP estuda sobre o assunto há 20 anos. A Universidade formou uma equipe com quatro docentes do IQ e vinte estudantes de pós-graduação que desenvolvem as células para pesquisas, importando apenas a matéria-prima.

Outras indústrias e laboratórios também apostam nesse sonho. É o caso do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipem), em São Paulo, a Petrobras e o Lactec, entre outros. A maioria dessas empresas não comercializa, apenas estuda a tecnologia. Mas o Lactec foi além, o laboratório adquiriu três unidades de células a combustível de 200 kilowattes de potência, dos Estados Unidos. Instalou uma nas suas próprias dependências há dois meses, para testes, pesquisas e levantamento de dados; outra na Companhia de Energia do Paraná (Copel), para uso no centro de processamento de dados (central de comando); e a terceira será ainda implantada no hospital que pesquisa câncer em criança no Paraná.

“Essas unidades são da tecnologia de ácido fosfórico, pois é a única disponível comercialmente em todo o mundo. Há outras quatro células que estão na fase de protótipos, e se diferenciam principalmente na temperatura e nos materiais de funcionamento, são elas: alcalinas, óxidos sólidos, carbonatos fundidos e polimétricos”, explica Rodolfo. Mas todos esses geradores de energia utilizam H e O, a diferença é similar aos combustíveis dos carros, que hoje utilizam o gás, a gasolina, o óleo diesel ou o álcool. “A importação do equipamento não foi fácil. Entramos com pedidos por intermédio do CNPq demonstrando que seriam feitas apenas pesquisas, sem fins comerciais, para que o governo isentasse os impostos”, contou o químico. O governo então facilitou a compra, que foi financiada pelo Lactec e pela Copel.

De acordo com Rodolfo, é importante que se faça uma campanha divulgando e conscientizando a sociedade dos benefícios que a célula a combustível traz principalmente ao meio ambiente. “Agora no início do mês o gerente do projeto no Lactec esteve em Brasília para negociar como será empregada a verba, que já têm valores definidos, nessas pesquisas. Resta estabelecer um programa nacional, por meio do qual todos que estão estudando a metodologia devem se apresentar para obter fundos”, diz o físico.

Agência Brasil - Cecília Resende

AVANÇO
Brasil ganha terceiro centro
para habilitação especial de motoristas

O Brasil passou a contar desde maio com três Detrans equipados com centros especialmente desenvolvidos para facilitar a habilitação de motoristas portadores de deficiência física.

O Centro de Mobilidade Autonomy de São Paulo, inaugurado hoje pela Fiat Automóveis, Banco Real AMRO Bank e o Departamento de Trânsito (Detran-SP), vem se juntar a outros dois recém-inaugurados no País - em Minas Gerais (Detran-MG) e no Distrito Federal (Detran-DF) - como a realização de uma proposta apresentada pelo Grupo Fiat à autoridades brasileiras no início do ano.

Os três centros ofecerem, como principal novidade, um simulador de direção de tecnologia inédita na América Latina, que auxilia na avaliação da capacidade psicomotora do condutor por meio de testes específicos. Assim como nos outros centros, o Centro de Mobilidade de São Paulo conta, ainda, com um modelo da nova Família Palio - um Fiat Siena ELX 1.3 16V - adaptado para que o portador de deficiência física possa realizar tanto os exames simulados quanto a prova prática de direção. A Fiat Automóveis é a montadora pioneira no Brasil no segmento de produtos para portadores de deficiência física, através de seu programa Autonomy.

Importado da Itália pela Fiat e o Banco Real ABN AMRO Bank, o simulador de direção do Centro de Mobilidade é capaz de medir a força residual da pessoa sobre seus membros superiores e inferiores, sua capacidade de reação física e mental a estímulos visuais e sonoros, seu campo visual e seu senso de direção, entre outras funções. Os resultados dos testes são apresentados na forma de atestados objetivos, descritivos e pontuais, dados que auxiliam a análise da comissão médica, simplificando o caminho burocrático para a emissão da carteira de habilitação especial ao candidato portador de deficiência.

Após o teste no simulador, são realizadas as provas práticas de condução em um veículo Fiat Autonomy. O Fiat Siena ELX cedido ao Detran-SP pela Fiat Automóveis possui adaptações que incluem acelerador e freio manuais, embreagem automática e inversão do pedal de acelerador.

O primeiro Centro de Mobilidade foi implantado na Itália em 1998 e hoje já são 28 espalhados por toda a Europa, sendo 14 na Itália e os demais na França, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Polônia. Nesses países, os Centros de Mobilidade já são uma experiência de sucesso e se tornaram um local de referência para os portadores de deficiência física. A tendência é que o mesmo venha a acontecer no Brasil, através dos três centros recém-inaugurados.

Os simuladores são produzidos na Itália pela empresa Media in Progress. Os testes podem ser realizados sem que a pessoa precise sair da cadeira de rodas. As provas de aceleração e frenagem são feitas com os pedais ou pelo sistema push & pull, alavanca que permite acelerar e frear com movimentos manuais de rotação e pressão.

Já o grau de controle motor que a pessoa portadora de deficiência possui sobre seus membros superiores e inferiores é medido por meio de um teste que combina o movimento do acelerador com o ronco simulado do motor. O campo visual é medido com a ajuda de um semicírculo com luzes posicionado ao redor da cabeça. A pessoa fixa o olhar à frente, indicando quando e de que lado percebe o sinal luminoso. A capacidade de análise e reação é medida por meio de luzes verdes e vermelhas que acendem em frente ao simulador.

Os sensores do simulador registram também a capacidade de direção, a progressão de aceleração e freada e a reação a qualquer tipo de sinal. Todos os impulsos são enviados para um computador que analisa os dados e imprime um atestado. Este documento oferece informações objetivas específicas com respeito à capacidade motora do portador de deficiência física, simplificando o caminho para a conquista a obtenção de habilitação especial.

Mecânica Online & Imprensa Fiat

COMPORTAMENTO
Qual é seu rótulo?

Sabe aqueles colegas que você vê todos os dias no escritório, mas com os quais nunca trocou mais que duas palavras?

Apesar de conhecê-los pouco, é bem provável que você tenha uma impressão, positiva ou negativa, de cada um deles, motivado pelos comentários de outros colegas ou pela percepção de atitudes do cotidiano.

Lembre-se de que o inverso também acontece: você está sendo o tempo todo observado. Gestos simples, como ser gentil à entrada do elevador, contribuem para construir, gradualmente, boa reputação.

Criar má fama, no entanto, é um processo bem mais rápido. A situação beira o irreversível quando a pessoa vira assunto constante das conversas de corredores e ganha rótulos depreciativos, como "mal-humorado", "prepotente", "folgado", "galanteador barato", "imaturo", "puxa-saco" ou "dedo-duro". "O jogo das relações dentro de uma empresa é mesmo bem complicado", diz o conselheiro de carreiras Rubens Gimael, da Personal Consulting. "É preciso ter consciência da própria imagem diante dos colegas, mas ao mesmo tempo não se deve perder a espontaneidade nem dar ouvido a tudo o que se fala.

" A regra número 1 desse jogo de intrigas é resistir à tentação e jamais falar de um colega algo que não gostaria que falassem de você.

CIÊNCIA DA MECÂNICA - NÚMERO 12
Termômetros

Olá, estamos de volta com mais uma coluna sobre Ciência. Mês passado fiz a seguinte pergunta:

"Considere um termômetro clínico. Quando a temperatura é medida, o mercúrio se expande. Por que o nível do mercúrio não cai imediatamente após você ter lido a temperatura?"

Este mês, como temos feito, vamos discuti-la.

Acho que todos lidamos com os chamados Termômetros Clínicos desde criança, embora hoje em dia, eles já não sejam tão populares pelo aparecimento dos termômetros digitais. Basicamente, aqueles termômetros constituem de uma coluna graduada, feita de vidro, no qual um fluido, normalmente mercúrio, é colocado.

O princípio de funcionamento é bastante simples: uma vez que o termômetro tenha sido colocado embaixo do braço de um paciente para medir a temperatura, o fluido dentro do bulbo, inicialmente a uma temperatura inferior, digamos uns 25 C, entre em contato térmico com o corpo do paciente que está a uns 37-40 C, digamos 38 C. Havendo uma diferença de temperaturas, teremos calor trocado, no caso por condução térmica.

Como resultado desta transferência de energia do corpo para o sistema vidro-mercúrio, este se dilata (falando nisto, você sabia que uma das poucas substâncias que se contraem no aquecimento é a borracha?). Devo mencionar que a dilatação do vidro é desprezível, muito inferior que a do mercúrio. Assim, a tendência do fluido é aumentar seu volume, de acordo com a fórmula:

onde é o coeficiente de expansão volumétrica e é a diferença inicial de temperaturas entre o mercúrio e o corpo, esta suposta constante. Pelo projeto de construção do Termômetro, o que temos de fato é uma dilatação linear e a coluna de mercúrio aparece. Naturalmente, a temperatura do mercúrio irá subir e só para quando o fluido entra em equilíbrio térmico com o corpo. O processo de aquecimento do mercúrio pode ser modelado a partir da primeira Lei da Termodinâmica, aplicada ao sistema:

onde
· é a densidade do mercúrio
· é o calor específico do mercúrio
· V é o volume do mercúrio
· é a temperatura do corpo
· T é a temperatura do mercúrio, que irá variar desde a temperatura inicial até a final.
· A é a área transversal do bulbo
· esp é a espessura do bulbo
· k é a condutividade térmica do vidro

O resultado desta equação é o perfil exponencial de temperaturas, cuja representação gráfica é mostrada na figura abaixo.

Pode ser notado que após um determinado tempo, a temperatura do termômetro se igualará à temperatura do corpo humano. Este tempo, claro, depende dos parâmetros do termômetro em questão. Isto explica porque as enfermeiras pedem que deixemos o termômetro no lugar por um ou dois minutos.

Fato é que, sob a ação da diferença entre as duas temperaturas, a dilatação térmica acontece e o mercúrio dispara ao longo do bulbo. No equilíbrio, podemos associar números ao comprimento da coluna e com isto construir um termômetro. A altura alcançada é tal que a equação da hidrostática se aplica:

separando as variáveis,

A vantagem do uso do mercúrio é simples: como ele tem uma grande densidade, , o comprimento da coluna de mercúrio é pequeno. Sua grande desvantagem é a grande toxidade do produto. Em algumas situações, usa-se álcool ou água, que tendo uma menor densidade resulta num maior comprimento de coluna.

Bem, chegou a hora de analisarmos o que acontece quando o termômetro é retirado do braço do doente. Para que o mercúrio volte ao depósito inferior, é preciso sacudir o dito cujo ou como é feito nos consultórios pelas enfermeiras, ele precisa ser colocado em um copo com água (que estando na temperatura ambiente, provoca a contração do mercúrio, o que é sabido pelas enfermeiras). Isto acontece pois no bulbo de todo termômetro clínico há uma seção onde é feito um certo estrangulamento, isto é, há uma diminuição de área. Na presença de um potencial térmico (termômetro embaixo do braço), a dilatação tem "força" suficiente para superar o obstáculo. Entretanto, no instante que o termômetro é retirado de baixo do braço, a coluna de fluido embaixo do estrangulamento não consegue mais adesão ao resto da coluna e ela se parte! Ou seja, pela construção, a coluna de fluido se rompe no instante que o potencial térmico é anulado. Veja a figura. Simples e inteligente, não?

Para o próximo mês, minha questão é:
"Como um avião se sustenta no ar?"
Lembrem-se: a melhor resposta ou talvez a análise da situação ganha um curso online! Abraços e até o próximo mês.

Washington Braga Filho, PhD - wbraga@maua.mec.puc-rio.br
Professor Associado do Departamento de Engenharia Mecânica - PUC - Rio
Coordenador Administrativo da Rede Rio de Computadores / FAPERJ
Website: http://venus.rdc.puc-rio.br/wbraga/hpn.htm

DICA DE PORTUGUÊS - NÚMERO 4
Palavras caprichosas

Capricho não é privilégio dos homens. As palavras também se dão o direito de ter inconstâncias. É o caso dos substantivos. Alguns rejeitam o plural. Não que não tenham dois números. Têm. Mas, em alguns empregos, se permitem certos luxos. Só se usam no singular.

Vale a pena conhecê-los. Entendendo-os, você só tem a lucrar. Faz bonito diante do amorzinho. Evita mal-entendidos. Tira boa nota na escola. Não perde pontos no vestibular. E, sobretudo, transmite recados corretos.

Um dos temperamentais é o nome das partes do corpo (fica no singular quando se refere a mais de uma pessoa):

l Os senadores balançaram a cabeça.

l Os presentes empinaram o nariz.

l PC e Suzana levaram um tiro no coração.

l O corpo das vítimas foi encaminhado ao IML.

Reparou? O capricho procede. Se o plural tiver vez, você dará falsa impressão. Os senadores balançaram as cabeças? Empinaram os narizes? Levaram tiro nos corações? Cruz-credo! Só se cada um tivesse mais de uma cabeça, mais de um nariz, mais de um coração.

Xô!

Atenção, gente fina. Cuidado com a generalização. A regra não vale para as partes plurais (olhos, pernas, orelhas):

l Os atores levantaram os olhos (os dois) para o céu.

l Os presentes ergueram os braços (os dois) na missa celebrada pelo padre Marcelo.

l A mãe puxou-lhe as orelhas (as duas) do filho.

Se for só um olho, um braço e uma orelha, cessa tudo que a musa antiga canta. É vez do singular:

l Os atores levantaram o olho para o céu (cada um levantou um olho).

l Os presentes ergueram o braço (cada um ergueu um) na missa do padre Marcelo.

l A mãe puxou-lhe a orelha (uma só). Mas como doeu!

Um segredo da frases curta é...

Substituir o gerúndio por ponto. Vale o exemplo: Jade e Rânia se pegaram aos tapas dias antes do casamento tornando públicas as desavenças que as dividem. Xô, gerúndio! Sem ele, a frase ganha em clareza e elegância: Jade e Rânia se pegaram aos tapas dias antes do casamento. Tornaram públicas as desavenças que as dividem.

Além das Gerais

Itamar não quis arriscar. Cauteloso, desistiu de se candidatar à Presidência da República. Preferiu concorrer à reeleição. "Mais vale um pássaro na mão que dois voando", pensou ele. Tradução: não troco uma vantagem real, ainda que modesta, por outra que, parecendo muito maior, não é tão segura.

A precaução ultrapassa os limites das Gerais. Ou as fronteiras brasileiras. Os portugueses têm provérbio semelhante. "Antes um pardal na mão que uma perdiz a voar", dizem eles. Os italianos não ficam atrás: "Um pássaro na gaiola é melhor que dez à solta", afirmam. Os ingleses não deixam por menos. "Um pássaro na mão vale dois no mato", pregam os súditos da rainha.

Conclusão: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

"Escrever suga todas as energias. No entanto, eu me sinto mais vivo e mais humano quando escrevo." Paul Auster

Leitor pergunta

"Oferta das Casas Bahia: seguro grátis contra o desemprego", dizia a frase. O professor pediu a classe gramatical da palavra grátis. Escrevi advérbio. Perdi preciosos pontinhos. Mas não me conformei. Acho que estou certo. Ou não?

Sueldo Araújo, Sobradinho

Grátis é palavra bivalente. Pode ser adjetivo ou advérbio. Como saber? É fácil. O adjetivo faz companhia ao substantivo: seguro grátis, estacionamento grátis, trabalho grátis, entrada grátis. O advérbio pertence a outra gangue. Acompanha o verbo: estacione grátis, trabalhe grátis, viaje grátis.

Dica: o advérbio pode ser substituído por gratuitamente. O adjetivo não.

Li na Folha de S. Paulo: "Viagem de Bush à América Latina visa eleitores latinos nos Estados Unidos". Fiquei confuso. Aprendi na escola que o verbo visar tem duas regências. Uma direta. Outra indireta. A frase escolheu a forma correta?

Sebastiana Silva, Palmas

Visar, soltinho, sem preposição, quer dizer 'pôr visto': O professor visou o caderno do aluno. A PF visou o passaporte. Visar a joga em outro time. Significa 'ter por objetivo': Bush visa eleitores latinos. Maria visa ao sucesso profissional. Serra visa à Presidência da República.

Dad Squarisi - dad@cbdata.com.br
Dica de Português é uma coluna semanal do Diário de Pernambuco - Pernambuco.com
Mensalmente você encontrará na atualização da seção Engenharia um novo texto.

INDÚSTRIA
A indústria e o mercado de trabalho

O emprego industrial ficou estável no início do ano e interrompeu a trajetória de queda observada no segundo semestre de 2001. A estabilidade é resultado do reaquecimento da atividade do setor no primeiro trimestre. A pequena intensidade da recuperação, a interrupção da queda da taxa de juros e o aumento das incertezas no segundo trimestre dificultam, todavia, o aumento do emprego industrial em 2002.

Os Indicadores Industriais da CNI mostram um crescimento de 0,12% do emprego no setor no primeiro bimestre. Quando descontadas as influências dos fatores sazonais, o crescimento é ligeiramente maior (0,23%), mas ainda insuficiente para compensar a queda ao longo do ano passado. Comparado ao mesmo período de 2001, a indústria de transformação empregava 1,1% menos trabalhadores no primeiro bimestre desse ano.

Os dados do IBGE para o mesmo período mostram que 12 dentre os 17 setores industriais pesquisados reduziram o emprego nesse período. As maiores quedas ocorreram nos setores: de Madeira (-11,4%); Máquinas e Aparelhos Elétricos, Eletrônicos, de Precisão e de Comunicações (-8,6%); Máquinas e Equipamentos (-4,2%).

Dentre os setores que ampliaram o número de empregados, os destaques foram o setor de Coque, Refino de petróleo, Combustíveis Nucleares e Álcool e o setor de Fumo, ambos com crescimento de dois dígitos (30,2% e 18,6%). População ocupada A população ocupada nas principais regiões metropolitanas do país já é maior do que há um ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. O crescimento de março foi o quarto consecutivo nesta base de comparação. No primeiro trimestre, a média de 17,4 milhões de pessoas ocupadas superou em 1,2% o total correspondente no ano passado.

Mas o crescimento se acelerou nos últimos quatro meses e chegou a 2,0% em março. Como o reaquecimento da atividade é pouco intenso e as perspectivas para o segundo trimestre são menos favoráveis, é improvável que esta aceleração se mantenha, mas a ocupação deve seguir acima dos níveis de 2001. A evolução da população ocupada foi desigual entre os setores de atividade. Houve redução no número de ocupados na indústria de transformação (-1,0%) e na construção civil (-6,8%), e crescimento no comércio (2,9%), no setor de serviços (2,5%) e em outras atividades (4,8%). Em termos absolutos, é no setor de serviços que foi criada a maioria das ocupações.

Do aumento de cerca de 265 mil pessoas na população ocupada total entre os primeiros trimestres de 2001 e 2002, 235 mil se devem àquele setor. O crescimento da população ocupada foi bastante disseminado regionalmente. Dentre as seis regiões metropolitanas onde o levantamento é feito, apenas o Rio de Janeiro apresentou pequena queda de 0,5%.

A região de Recife foi a de maior expansão na ocupação, embora responda por apenas 7% do total da população ocupada. Em São Paulo, por outro lado, onde se encontram 44% dos ocupados nas principais regiões metropolitanas, o crescimento de 1,9% ficou abaixo da média nacional. Taxa de desemprego O crescimento da população ocupada nos últimos 12 meses não foi suficiente para compensar o aumento da população à procura de emprego. Esta cresceu 21,0% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, muito acima da expansão de 2,4% da população economicamente ativa (PEA), de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Como a taxa de desemprego é a razão entre a população à procura de emprego – ou desocupada, na terminologia da pesquisa – e a PEA, a taxa de desemprego subiu de 6,0% para 7,0% no período. O aumento da procura de emprego é um reflexo do reaquecimento da atividade econômica, que aumenta as perspectivas de sucesso na busca por ocupação. O que se observa agora é, portanto, o oposto do verificado no ano passado, quando a recessão da economia desestimulou a busca de trabalho, o que acabou permitindo a queda da taxa de desemprego anual.

Livre de influências sazonais, a taxa de desemprego mostrou pequeno recuo nos últimos quatro meses e foi de 6,4% em março, o que sugere que demanda e oferta de trabalho se aproximaram no período recente. Na ausência de fatos novos que imprimam um ritmo mais intenso ao crescimento econômico, porém, a taxa de desemprego prosseguirá acima das registradas em 2001.

Dentre as seis regiões metropolitanas pesquisadas, Salvador, São Paulo e Belo Horizonte registraram taxas de desemprego acima da média nacional, ao contrário de Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Salário e rendimento médio O rendimento médio real do trabalhador ocupado nas principais regiões metropolitanas prosseguiu em queda no início do ano.

Os dados da pesquisa domiciliar do IBGE para o primeiro bimestre mostraram recuo de 5,8% em comparação com o mesmo período de 2001. O rendimento médio real cai desde 1998 e, dados a intensidade da queda atual e o desemprego elevado, dificilmente encerrará o ano com resultado positivo. A queda do rendimento acumulada no primeiro bimestre foi comum a todos os setores de atividade, mas foi mais intensa na construção civil (-12,5%) e menos intensa na indústria de transformação (-3,6%). O comércio e os serviços registraram ambos redução de cerca de 7%.

A queda também foi disseminada entre as regiões pesquisadas, mas foi menor em Recife (-3,7%) e maior em Salvador (-9,2%). A folha salarial por empregado da indústria de transformação também recuou 0,9% em termos reais no primeiro bimestre em relação aos primeiros dois meses de 2001, de acordo com o IBGE.

Houve queda em 11 dos 17 setores que compõem a indústria. Ao contrário do que se observa para o rendimento médio real nas regiões metropolitanas, porém, o salário médio real pago pela indústria cresceu nos últimos anos. Os Indicadores Industriais CNI mostram crescimento praticamente ininterrupto da média anual desde 1993, com a única exceção de 1999.

Simone Saisse Lopes
Coordenadora adjunta da PEC/CNI

ENGENHARIA
Em julho tem encontro dos
estudantes de metalurgia e materiais

Futuros profissionais da área metalúrgica, cerca de 400 estudantes de engenharia estarão reunidos no 2º Enemet – Encontro Nacional de Estudantes de Engenharia que será realizado, em julho, simultaneamente ao 57º Congresso Anual da ABM. O encontro tem por objetivo preparar os universitários para o mercado de trabalho e, durante os quatro dias, eles terão a rara oportunidade de conviver com profissionais da indústria e especialistas do meio acadêmico; de debater temas que contribuirão para aumentar suas chances de empregabilidade ou orientar vocações empreendedoras; e, ainda, de iniciar sua rede de relacionamentos.

Tudo isso sem qualquer dispêndio, já que a vinda dos alunos e o próprio Encontro estão sendo patrocinados pelas empresas que apóiam o Congresso da ABM, entre elas Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, Companhia Brasileria de Metalurgia e Mineração – CBMM, Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, Gerdau, Samarco Mineração, Sobremetal e Villares.

Os universitários que participarão do 2º Enemet virão de 23 faculdades, do norte ao sul do País, o que por si só já prometeria um rico mosaico de experiências. Entretanto, como os participantes são ultimoanistas de engenharia, a comissão organizadora do evento – formada por alunos, professores, representantes das áreas de Recursos Humanos das siderúrgicas e de eventos da ABM – está definindo uma programação com foco no mercado de trabalho. Através de painéis, com especialistas convidados, debaterão durante um dia temas como visão empresarial da formação de engenheiro, admissão de engenheiros, qualidade de vida, empreendedorismo e educação continuada. Outro dia será reservado a visitas técnicas a empresas do setor e, nos demais, estarão livres para participar das sessões técnicas e reuniões abertas do 57º Congresso da ABM.

O apoio das empresas patrocinadoras foi decisivo para contornar o problema econômico-financeiro dos alunos e que se constituiu em um dos fatores inibidores de uma participação maior no ano passado. O 1º Enemet contou com cerca de 80 participantes, basicamente estudantes da UFMG e UFOP – que tiveram a iniciativa de realizar o evento e solicitaram ajuda da ABM – e de alunos das faculdades do Rio Grande do Sul, que foram patrocinados pela Gerdau. Este ano, devido à parceria entre a ABM e as empresas, os estudantes terão gratuitamente transporte, hospedagem, alimentação, além do encontro propriamente dito e a participação no Congresso.

Cada escola define os critérios e seleção dos estudantes que participarão do 2º Enemet. Em algumas, isso está sendo feito pelos próprios estudantes, através dos diretórios acadêmicos, e, em outras, pelos professores. Por parte da ABM, a única condição é de que o aluno seja associado.

Na opinião de Fabiano Cristeli de Andrade, aluno da UFMG e que integrou a comissão organizadora dos dois encontros, o evento é muito importante para a formação profissional dos estudantes. “É a oportunidade de entrar em contato com alguns temas que fogem do nosso ambiente acadêmico, de trocar conhecimentos com colegas de outras escolas do Brasil e de conhecer pessoas que já estão na área há muito tempo, além de poder participar do maior fórum de metalurgia e materiais da América Latina, que é o Congresso internacional da ABM”, disse Fabiano, ressaltando o quanto foi decisivo o subsídio aos estudantes. “Sem o patrocínio, nós não conseguiríamos participar do evento, especialmente por ser em outro estado. O esforço da ABM para conseguir estes benefícios é muito válido”.

A mesma opinião é compartilhada por Tiago Falco, da UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto: “o patrocínio propiciará uma maior participação dos estudantes porque muitos são interessados mas não teriam condições de tirar dinheiro do próprio bolso para bancar uma viagem dessas”. Falco considera o encontro importante por propiciar aos estudantes conhecer o funcionamento das empresas.
Além dos dois estudantes, também Artur Santoro Júnior, da Escola Politécnica da USP e Egídio Moisés de Azevedo Chaves, da UFOP, integram a Comissão Organizadora, que é formada ainda por José Augusto dos Santos Servino, da área de recursos humanos da CST; Magno Levi A. Mendes, da Vesuvius; os professores Paulo Santos Assis (UFOP),Carlos Alberto S. Oliveira (UFSC), Jefferson Caponero (EPUSP), Marcelo Breda Mourão (EPUSP), Marcino Dias de Oliveira Júnior (UFRN), Antônio Cezar F. Vilela (UFRGS), José Carlos D´Abreu (PUC-Rio) , Sérgio Sodré da Silva (UFF), e a equipe da ABM.

O 2º Enemet, bem como o 57º Congresso Anual da ABM e a Metal Negócios – Feira de Fornecedores para a Siderurgia e Empresas Metalúrgicas, será realizado, de 22 a 25 de julho, no Convention Center do Frei Caneca Shopping, em São Paulo.

Associação Brasileira de Metalurgia

PROJETANDO E GANHANDO
Brasileiros garantem
3º e 6º lugares em competição de Mini Baja nos EUA

A Faculdade de Engenharia Industrial (UniFei), de São Bernardo do Campo, conseguiu o terceiro lugar com a equipe Baja FEI 2 e sexta colocação com a Baja FEI 1 na classificação geral da SAE Midwest Mini Baja Competition, que aconteceu no último final de semana (31 de maio a 2 de junho), no Circuito de Motocross Aztalan, em Milwaukee, Wisconsin, nos Estados Unidos.

A competição reuniu 120 SAE Mini Baja (carros off road), construídos por estudantes de engenharia de universidades dos Estados Unidos, Argentina, Coréia do Sul, Canadá e do Brasil. As duas equipes da UniFei conquistaram o direito de representar o Brasil depois de vencer o primeiro e segundo lugares na VIII Competição SAE Brasil-Petrobras de Mini Baja, realizada em abril deste ano, em São Paulo, num total de 70 equipes de 48 universidades do País. Esta é a quinta vez que projetos construídos pelos alunos da UniFei disputam a SAE Midwest Mini Baja Competition.

Criada há quase 40 anos, a SAE Midwest Mini Baja Competition foi a inspiradora da SAE Brasil-Petrobras de Mini Baja, lançada em 1995 pela SAE BRASIL (Society of Automotive Engineers), para promover a aproximação dos estudantes de Engenharia com a futura profissão.

O desafio lançado pelas duas competições consiste nos estudantes desenvolverem e construírem carros off road, para disputar a uma bateria de provas, dinâmicas e estáticas, aplicadas por engenheiros da indústria automobilística, e que terminam com um enduro de 4 horas em pista off road. Na prática, os SAE Mini Baja são projetados a partir de um regulamento, usando chassis tubulares condizentes com normas e procedimentos de segurança da SAE, suspensão, transmissão e outros elementos frutos da capacidade inovadora das equipes, além de motores de 10 HP padronizados.

FÍSICA
Continuam os desafios das pontes de macarrão
Alunos do Porto Seguro desafiam a Física com espaguete e cola. No ano passado ponte de 500gr suportou 7 kg de carga. Este ano a mesma estrutura deve suportar 15 kg

Parece coisa de louco, mas não é. O Campeonato de Pontes de Espaguete do Colégio Visconde de Porto Seguro/Valinhos/SP chega à sua terceira edição. Na sexta-feira, dia 14 de junho, durante todo o dia, os estudantes vão fabricar as pontes usando apenas o macarrão espaguete doado pelo Pastifício Selmi e cola a quente. No Sábado, dia 15 de junho, a ponte vai quebrar!

Depois de prontas as pontes construídas pelos alunos serão submetidas à prova de resistência. Sobre elas serão colocados pacotes de arroz e feijão doados pela Broto Legal Alimentos até ruirem. A que suportar a maior carga será considerada a vencedora do III Campeonato de Pontes de Espaguete.

PESO DOBRADO

No ano passado a ponte vencedora pesava 568 gramas e suportou 7 quilos de carga. O professor Dionei Andreatta, organizador da "macarronada", manteve as características da ponte a ser construída: vão livre de 1 metro e massa máxima de 1 quilo. "O campeonato passado mostrou que podemos chegar a 14 quilos de carga sobre uma ponte com as mesmas características, ou seja, vamos dobrar a carga", explica.

SEIS TONELADAS

O III Campeonato de Pontes de Espaguete pretende também ultrapassar outra marca importante. A quantidade de alimentos doados. Como a participação dos alunos está condicionada à doação individual de 8 quilos de alimentos diversos e como estão confirmadas mais de 600 inscrições, o alimento a ser doado no final deverá chegar, no mínimo, a 6,8 toneladas uma vez que o Pastifício Selmi e a Broto Legal Alimentos doam 1 tonelada cada.

ENGENHARIA PRÓXIMA DE VOCÊ!
No escurinho do cinema
Mecânica não é um assunto que se ouve com freqüência no cabeleireiro. Nem na academia de ginástica. Muito menos em uma sessão de cinema. Entretanto a tecnologia dos automóveis está mais perto desses lugares do que se imagina.

Todos têm em comum a utilização da mola a gás, peça que dá sustentação e suavidade na abertura de porta-malas e bagageiros dos veículos.

Nos últimos anos a mola a gás vem se popularizando de tal forma além do setor automotivo que já é usada em cerca de 50 equipamentos diferentes.

Na cadeira do dentista, por exemplo, ela serve para suavizar os movimentos. No salão de beleza a mola a gás permite a inclinação do encosto das cadeiras e nas salas de cinema ela regula tanto o assento quanto o encosto, o que significa mais conforto na hora de curtir o filme. Vai tirar um dinheiro no banco? Pois fique sabendo que também no caixa eletrônico tem uma mola a gás, que facilita sua abertura para manutenção.

Auditório
Ao lado: na linha de produção a poltrona recebe a instalação da mola a gás;

A mola a gás contribui também com os amantes da boa forma. No aparelho de ginástica que trabalha pernas, braços e abdômen ela garante a flexibilidade e a suavidade na prática dos exercícios, além de aumentar a resistência do aparelho. "A mola a gás possui alta durabilidade e não se desgasta com facilidade", diz Shirley Melo, vendedora do equipamento.

Múltiplo uso
A mola a gás facilita a troca de cartazes de propaganda nos pontos de ônibus do Rio de Janeiro; garante o conforto e a flexibilidade na cadeira do salão de beleza e é também a peça principal de um aparelho de musculação.

Há cerca de 15 anos outros setores da indústria vêm descobrindo os usos múltiplos da mola a gás. A Magneti Marelli, maior fabricante de autopeças do Brasil, comercializou no ano passado mais de 100 mil dessas peças só no mercado não automotivo. Nos últimos cinco anos esse mercado cresceu cerca de 50% e a previsão é que aumente mais 30% em 2002.

Segundo Adriano Pivoto, do setor de vendas da Magneti Marelli Cofap, além de agregar valor ao equipamento e facilitar sua utilização, a mola a gás proporciona também maior qualidade estética aos produtos. "Os fabricantes estão percebendo a facilidade de aplicação da mola a gás em seus equipamentos e os benefícios do seu uso, o que só aumenta a perspectiva de crescimento desse mercado", afirma Adriano. Com uma previsão otimista assim nem precisava de propaganda, ainda assim, quando olhar para um painel publicitário, lembre que ali também pode estar escondida uma mola a gás...

Mecânica Online & Mundo Fiat

TECNOLOGIA DO DIA-A-DIA
Talhas que não agride a natureza e nem o homem
Trata-se da linha de talhas LLA Atlas Copco Tools, única com pastilhas de freio sem amianto, substância que induz a vários efeitos nocivos ao corpo humano quando inalada por longos períodos

A Atlas Copco Tools, empresa líder no segmento de ferramentas industriais, atenta à saúde e segurança de quem manuseia seus produtos, desenvolveu a linha de talhas pneumática LLA sem amianto. A empresa investe cerca de 5% de seus lucros em pesquisa e desenvolvimento, visando fabricar produtos mais avançados e seguros.

As talhas pneumáticas LLA Atlas Copco Tools já encontram-se disponíveis no mercado. São as mais confiáveis porque, modernas e compactas, apresentam excelente desempenho em locais confinados ou de difícil acesso, principalmente em ambientes rudes, poluentes e agressivos como indústrias de fundição, químicas, petroquímicas, inflamáveis, etc.

Diferente das talhas elétricas, as talhas pneumáticas possuem pressão interna maior que a externa, ou seja, pó, sujeira ou resíduos não entram no equipamento. Um novo dispositivo de partida, o CMV - Carretel Modulador de Velocidade, foi incorporado às talhas LLA, e permite um controle integral do início do levantamento da carga, com segurança e sem solavancos nem perda de velocidade. Este sistema diferencial foi desenvolvido e patenteado pela Atlas Copco.

O mais interessante porém, é que as pastilhas do freio a disco são isentas de amianto, o que significa uma evolução tecnológica e ecologicamente correta. O manuseio do amianto pode causar problemas pulmonares e cancerígenos. A poeira induz a vários efeitos nocivos no corpo humano, tanto pela inalação como pela ingestão.O aparelho respiratório é o mais afetado, resultando em asmas, bronquites, limitações respiratórias crônicas, etc. Além disso, tem grande capacidade de poluir o meio ambiente.

Tendo consciência dos males que eles podem causar, a Atlas Copco preocupou-se em desenvolver esta solução inovadora. Além disso, as pastilhas são facilmente substituídas sem necessidade de mão de obra especializada e sem necessidade de desmontagem de todo o equipamento; a troca leva em torno de 15 minutos. Daí sua importância no projeto para a garantia de um ambiente limpo e saudável para os operadores.

Em caso de falhas no sistema de ar comprimido, o freio é acionado automaticamente, mantendo a carga parada. Se o suprimento de ar for interrompido o freio permite, ainda assim, que a carga seja recolocada no solo com toda segurança. Os freios foram projetados para serviço rápido e fácil. Não há paradas longas e os ajustes podem ser feitos facilmente, através de um parafuso externo, em poucos minutos.

Também como segurança adicional, as talhas da Atlas Copco acima de 1000 Kg já vêm equipadas com um dispositivo “protetor de sobrecarga”. Caso haja tentativa de erguer uma carga maior que a capacidade nominal, o equipamento não é acionado.

Com esta nova linha, a Atlas Copco antecipa-se às tendências do mercado mundial, oferecendo um produto que não agride a natureza. Os equipamentos atendem a todas as exigências da CE (Comunidade Européia) e são certificados com ISSO 9002. As talhas possuem capacidade de 250 Kg até 5000 Kg, disponíveis em cinco modelos e uma linha completa de acessórios para cada tipo de operação. Podem ser operadas em alturas que podem variar de 3 a 30 metros. Além disso, ganchos e correntes também são certificados.

Através de um sofware específico, que pode ser baixado pelo site da Atlas Copco, www.atlascopco.com.br, é possível dimensionar as Talhas, Trolleys e seus acessórios. A empresa está situada na Av. Santa Catarina, 1.352 - São Paulo /SP, o telefone para contato comercial é (11) 5564-9144.

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