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Edição 29 - Maio de 2002
Conteúdo básico
SEGURANÇA
Correias sempre são esquecidas
Na maioria das vezes, os equipamentos
do veículo são lembrados somente quando quebram.
E isso normalmente acontece nos momentos mais inoportunos.
Correias as correias fazem parte
da lista dos esquecidos. Além da direção
hidráulica e do alternador, o ar-condicionado, a
bomba dágua e o próprio motor funcionam
por meio de correias no caso do motor, a correia
dentada do comando de válvulas movimenta a árvore
de manivelas que, por sua vez, movimentam bielas, mancais
e pistões que geram a força motriz. Daí
a importância de verificar periodicamente todas elas
e, quando necessário, substituí-las. As peças
têm vida útil longa e não custam caro.
Checar a condição das correias é fácil:
se brilharem em sua face interna, é hora de trocá-las.
Para testar a tensão, com o motor desligado coloque
o polegar no meio da correia e pressione para baixo
ela não deve ceder mais do que 1,5 cm a 2 cm
a espessura aproximada de um dedo. Se a correia tiver rachaduras
ou estiver ressecada, chegou a hora de fazer a troca.
Alguns veículos possuem apenas uma correia (chamada
também de poli-V) que aciona alternador, ar-condicionado,
bomba dágua e direção hidráulica.
Nestes casos é mais difícil sair de uma emergência
por meio de um quebra-galho. Em modelos com duas correias
que aciona bomba dágua e alternador
, por exemplo, caso rompa-se numa estrada deserta,
pode-se tentar uma solução com a ajuda de
um barbante forte, um cinto ou, melhor ainda, uma corda
ou meia de náilon de mulher. Faça um cordão
improvisado e coloque no lugar da correia, dê várias
voltas e deixe-o bem esticado. Trafegue assim por 2 km ou
3 km e estique novamente o cordão improvisado, pois
pode ter ficado frouxo.
A tentativa para chegar em uma oficina mecânica é
válida principalmente por causa da bomba dágua,
pois funcionar o motor sem o sistema de arrefecimento vai
provocar superaquecimento e pode resultar em cabeçote
empenado ou até mesmo em motor fundido. A correia
dentada, por sua vez, não aceita qualquer tipo de
quebra-galho, sob risco de danificar as válvulas
e, conseqüentemente, o motor. O mais correto, entretanto,
é sempre ter correias de reserva no porta-malas do
automóvel.
Percy Faro - Diário Online
SEGURANÇA
Conhecer o carro amplia a segurança
Habilidade
no volante, dirigir com responsabilidade e dispensar atenção
máxima ao trânsito são atitudes que
identificam o bom motorista, mas não garantem total
segurança. Para isso é necessário conhecer
mais intimamente o automóvel. Saber o que é
e para que serve determinado componente é a única
maneira que o motorista tem para tirar melhor proveito e
rendimento do equipamento. Além disso, o conhecimento
mais técnico também ajuda o usuário
a enfrentar com sucesso algumas situações
de emergência.
Avalie o seu conhecimento em relação aos
principais itens do veículo e confira algumas dicas
importantes que, sem dúvida, serão úteis
em muitas ocasiões, como na viagem de férias
com a família:
Motor como se sabe, o motor é o componente
mais caro do automóvel. A quebra de qualquer peça
interna vai pesar no bolso do usuário. Como normalmente
não existe quebra-galho para esses casos, a manutenção
preventiva é vital para o motor.
O primeiro passo nesse sentido é fazer a verificação
do nível do óleo pelo menos uma vez por semana
e a sua troca na quilometragem correta. Determinados ruídos
também são sintomas de anomalias no motor.
Por exemplo: o barulho de duas peças metálicas
batendo uma contra a outra pode ser de bielas e mancais
com folga. A fumaça azulada que sai do escapamento,
por sua vez, indica queima de óleo por causa de anéis,
pistões ou camisas desgastados e, conseqüentemente,
também com folgas.
Cabeçote é o componente que
trabalha na parte superior do bloco do motor, onde se localiza
a câmara de combustão. A partir da explosão
gerada pela mistura ar/combustível, os pistões
movimentam-se para cima e para baixo e geram assim a força
motriz que irá movimentar o carro.
É, portanto, um componente que opera sob forte pressão
e pode apresentar vazamentos de óleo, que normalmente
são detectados com o motor a frio, antes da primeira
partida do dia com o bloco quente, o óleo
que vaza desaparece rapidamente.
Os locais a serem verificados estão abaixo da linha
de cintura da tampa de válvulas (em cima do cabeçote)
e na junção da parte inferior do cabeçote
com o bloco do motor. Quando há qualquer sintoma
anormal no motor relacionado tanto a ruídos como
a vazamentos, a melhor providência é levar
o carro ao mecânico de confiança para evitar
despesas extraordinárias mais tarde.
Direção hidráulica é
um componente que representa conforto e prazer ao dirigir.
Para reduzir o esforço a ser feito pelo motorista
no volante, o sistema possui uma bomba, acionada pelo motor
por meio de correia, que fornece óleo sob alta pressão,
com o auxílio de um dispositivo ligado ao sistema
de direção.
Surgiu nos Estados Unidos, no começo dos anos 50,
fruto da necessidade de facilitar as manobras com carros
de grande porte. A manutenção é simples:
verificar com freqüência a condição
da correia que aciona a bomba e o nível do reservatório
de óleo, específico para sistemas hidráulicos.
Alternador muitos problemas costumam ser
atribuídos à bateria, mas nem todos os motoristas
se lembram de que esse equipamento é alimentado por
outro, o alternador, responsável pelo fornecimento
de eletricidade para vários componentes, como motor
de arranque, luzes, ventilador e rádio.
Acionado por correia, o alternador exige manutenção
mínima. Basta fazer a troca das escovas que trabalham
em contato com o eixo e transmitir a corrente que se forma
em seu interior. As escovas têm vida útil longa.
Entretanto, quando gastas, deixam de recarregar a bateria.
Percy Faro - Diário Online
SEGURANÇA
Ferramentas e criatividade ajudam
Ao conhecer tecnicamente melhor o automóvel, o motorista
consegue sair-se bem de muitas emergências. Precisa,
entretanto, usar da sua criatividade e ter em mãos
uma boa caixa de ferramentas, na qual não deve faltar,
além de chave de fenda, alicate e chaves de boca,
uma boa tesoura, canivete, rolo de arame fino, abraçadeiras
de plástico e de metal, fita adesiva plástica
larga e resistente, um pedaço de mangueira, alguns
parafusos e porcas de diferentes medidas e, por que não,
um tubo de cola instantânea. Às vezes ocorrem
verdadeiros milagres quando o carro tem uma pane longe da
oficina.
Com o pedaço de mangueira, por exemplo, pode-se
substituir uma que se rompeu por estar ressecada. Mas, dependendo
da maneira que ela se rompeu, também pode ser que
o quebra-galho seja feito com a ajuda da fita plástica
larga e resistente.
Se o problema ocorrer no sistema de dutos do combustível,
pode estar nas abraçadeiras de metal a tentativa
para não ficar na estrada à espera da boa
vontade de outro motorista que irá prestar socorro.
Os parafusos com porcas de diferentes medidas ou a abraçadeira
de plástico, numa emergência, conseguem fixar
por algum tempo um agregado qualquer do motor, tipo filtro
de ar ou alternador.
A cola, por sua vez, servirá para vedar um pequeno
furo no radiador ou prender uma peça pequena que
se soltou, como a palheta do limpador de pára-brisa
ou um dos sensores do gerenciamento eletrônico do
motor.
Ao recorrer à criatividade, o motorista pode até
resolver o caso de um pneu furado mesmo sem ter disponível
o estepe. Se o carro é pequeno fica ainda mais fácil:
procure às margens da estrada um capim grosso e resistente
e, enrolando-o o mais apertado e na maior quantidade possível,
coloque-o no lugar da câmara de ar. Com certeza o
rodar do automóvel ficará comprometido, mas
será possível chegar à borracharia
mais próxima.
Percy Faro - Diário Online
FIQUE ESPERTO
Saiba como escolher um bom mecânico
para cuidar do carro
Verifique se o funcionário tem qualificação
profissional
Encontrar um mecânico honesto
e competente para entregar o veículo é uma preocupação
de todos os motoristas quando o carro tem algum problema.
Como saber se o funcionário é, realmente, confiável?
Verificando se o funcionário tem certificação
ASE ou outros cursos de qualificação profissional,
como os oferecidos pelo Senai.
A ASE (Automotive Service Excellence) é uma entidade
sem fins lucrativos que tem como objetivo atestar a capacidade
dos reparadores de veículos. Presente no Brasil desde
1996, já certificou cerca de 18 mil mecânicos.
Toledo afirma que, onde o consumidor encontrar o símbolo
da ASE, no uniforme do mecânico ou na fachada de uma
oficina ou concessionária de veículos, ele
poderá ter certeza quanto à capacidade técnica
desse profissional.
Para comprovar que o profissional certificado pela ASE
possui diferenciais foi realizada uma pesquisa com um universo
de 230 mecânicos aprovados pela entidade, na área
de Reparo de Motor. Os resultados foram reveladores. De
acordo com o levantamento, 95% dos entrevistados possuem
um curso profissional - com destaque para o Senai, que atendeu
a 71% dos profissionais pesquisados. Desse universo, 65%
diz não ter problemas para obter informações
técnicas sobre os veículos.
O profissional ASE demonstrou ainda ter uma grande preocupação
com a qualidade do seu serviço e, dessa forma, 89%
deles não costumam aplicar peças de reposição
remanufaturadas. Outro dado importante da pesquisa é
que 87% dos mecânicos entrevistados dispõem
de, pelo menos, um computador em sua oficina e os mesmos
87% dispõem de CD-Rom. Em termos de acesso à
internet, o que hoje é uma importante fonte de informação,
80% afirmaram possuir e 79% têm e-mail.
Certificação internacional
A certificação ASE foi criada nos Estados
Unidos em 1972 a pedido do governo norte-americano, que
percebeu a intranqüilidade do consumidor quando levava
seu veículo para ser consertado, em razão
da má qualidade dos serviços de reparação.
Com o tempo, veio o aprendizado dos consumidores daquele
país, que passaram a confiar naquelas oficinas e
concessionárias onde o profissional ostentava o símbolo
da ASE. Nos Estados Unidos já há mais de 600
mil mecânicos certificados.
No Brasil, há cerca de 18 mil profissionais certificados
pela ASE e o consumidor, como já ocorre nos Estados
Unidos, pode optar por oficinas que tenham mecânicos
que possuam a certificação ASE. Esse procedimento
do consumidor irá forçar que as oficinas que
não tenham certificados ASE também reciclem
os seus profissionais, melhorando, assim, toda a cadeia
do setor de reparação automotiva.
Obediência ao código de ética
O profissional certificado ASE, além de possuir
diferenciais constatados pela pesquisa, dispõe ainda
de um código de ética, com os "mandamentos"
que deve seguir no seu dia-a-dia, buscando sempre o melhor
resultado e a satisfação do cliente. O código
possui os seguintes itens:
-Empenhar em prestar um serviço de primeira classe;
-Aproveitar toda oportunidade de aumentar os conhecimentos
e a capacidade de trabalho;
-Usar apenas produtos que são comprovadamente seguros
e recomendados pelo fabricante;
-Recomendar ao cliente que realize em seu veículo
apenas o trabalho ou substituição de produtos
necessários;
-Tratar o veículo do cliente como se fosse seus
-Buscar corrigir qualquer erro involuntário feito
por outro profissional automotivo, sem atingir a reputação
desta pessoa ou de seu negócio;
-Comprometer-se de forma a manter e aumentar o respeito
público pelos profissionais automotivos certificados
pela ASE Brasil;
Praticar a integridade de serviços. Sempre trabalhar
pelo interesse do cliente, do emprego e do empregado.
DIVERSAS APLICAÇÕES
A versatilidade da linha Chevrolet
reflete seu sucesso em vendas diretas
De estrutura exclusiva, o Depto. de Vendas Diretas da General
Motors do Brasil atende toda e qualquer empresa que possua,
no mínimo, uma frota de 5 veículos. Esta mesma
estrutura, aliada à versatilidade e robustez dos
veículos Chevrolet, tornou a GM a montadora campeã
no setor de vendas diretas para orgãos governamentais
- federais, estaduais e municipais -, além de ser
uma das principais fornecedoras dos grandes frotistas no
País.
Condições especiais são oferecidas
aos clientes para a aquisição da mais completa
e moderna linha de veículos, inclusive com o desenvolvimento
de produtos exclusivos para frotas como: Chevrolet Blazer
Patrulheira, Chevrolet Astra Policial, Chevrolet Corsa Patrulheiro
e Chevrolet S10 Ambulância.
A Chevrolet S10, líder de vendas no segmento de
pickups médias, como ambulância possui grande
espaço interno e preço competitivo. É
amplamente usada por hospitais de todo o País e por
serviços ambulatoriais de prefeituras. Seu motor
é de 2.4 litros MPFI, gasolina, 128 cv de potência.
Já a Chevrolet Blazer Patrulheira, adotada pelas
Polícias Rodoviárias Federal e Estaduais,
e pelas Polícias Militar e Civil Metropolitana, atualmente
está prestando excelentes serviços em todo
o País. Também líder de vendas em seu
segmento, ela oferece a opção de dois motores:
2.4 litros MPFI, gasolina, de 128 cv, ou o motor V6, gasolina,
4.3 litros, de 192 cv de potência.
O Astra Policial é outro veículo Chevrolet
de alta patente no cumprimento de suas funções,
sendo de grande utilidade em qualquer situação.
Seu motor de 116 cv MPFI, gasolina, possui torque de 17,3
mkgf a 2.400 rpm, resultando num veículo ágil
e com excelentes retomadas.
Já o Chevrolet Corsa Patrulheiro é bastante
versátil, podendo ser utilizado tanto no patrulhamento
rodoviário como em aplicações específicas
de policiamento militar ou civil metropolitano. O motor
é de 1.6 litro, MPFI, gasolina, com 92 cv a 5.600
rpm e torque de 13,0 mkgf a 2.800 rpm, ou 1.0 litro, MPFI,
gasolina, com 60 cv a 6.000 rpm.
Os Chevrolet Astra e Corsa também são comercializados
pelo Depto de Vendas Diretas da General Motors do Brasil
nas versões a álcool, com motores 1.8 e 1.0,
respectivamente. Ressalte-se que o Astra e o Corsa, modelos
sedã a álcool, são recordistas de vendas
para taxistas, segmento onde a Zafira, a Blazer e o Vectra
também fazem sucesso. Locadoras, corpos diplomáticos
e deficientes físicos são outros nichos de
mercado atendidos pelo Depto. de Vendas Diretas da GM.
VISÃO
DE MERCADO - NÚMERO 4
Os caminhos da Reparação
O leitor que nos acompanha já há alguns meses,
lendo e refletindo conosco sobre os temas aqui apresentados,
teve a oportunidade de seguir o nosso raciocínio
segundo o qual, o reparador que centrar suas atenções
no tripé escolaridade, conhecimento tecnológico
e visão gerencial terá realmente grande probabilidade
de permanecer no mercado, embora saibamos e sentimos até
na carne que, em se tratando de mercado reparador automotivo,
todos nós nos comportamos como leões, com
o agravante de sermos bastante numerosos dentro dessa arena
chamada Brasil.
Pela nossa natureza leonina, extremamente selvagem e predatória,
é de se supor que desejamos, ou melhor, ansiamos
por devorar o outro, a fim de garantir maior espaço
e segurança dentro da arena.
Entretanto, é importante questionar se essa atitude
compulsiva de aniquilamento seja, de fato, a mais correta
para garantir nossa estabilidade e evolução
dentro do grupo. Muitas vezes, a atitude de observarmos
a nós mesmos, tentando corrigir os nossos defeitos,
as nossas mazelas e fortalecendo as nossas qualidades, pode
nos ser muito mais útil do que manter a postura primitiva
de observarmos os movimentos do nosso vizinho, a fim de
destruí-lo.
Observar o concorrente é, sem dúvida, uma
preocupação sobre a qual o reparador não
pode e não deve dispensar. É evidente que
essa constante preocupação, todos nós
a temos. Já tivemos oportunidade de estudar em artigos
anteriores o comportamento dos nossos concorrentes concessionários;
sabemos hoje que eles gastam uma fortuna para oferecer escolaridade
básica aos seus empregados, pois o grande contingente
de profissionais que atuam no setor de reparação
sequer possui o segundo grau completo.
Mas, e nós do mercado independente? Como estamos
nesta área? Será que gozamos da vantagem sobre
os nossos concorrentes concessionários de deter em
nossas mãos os conhecimentos básicos para
assimilar tecnologia? É possível que possamos
ler sem tropeços um texto sobre combustível,
ou sobre tecnologia automotiva, com total fluência,
sem o mínimo de estranhamentos com termos do tipo
"octanagem", "mistura estequiométrica",
"taxa de compressão", "capacitância",
"forma de onda de um sinal e suas deformidades"
etc.?
Achamos que, além de constatarmos as falhas dos
nossos concorrentes, vale a pena também olharmos
para o nosso próprio umbigo e descobrirmos onde estão
os nossos defeitos. Fica aqui registrado, desde agora, o
compromisso desta Seção "Visão
de Mercado" em apresentar em futuro próximo
um retrato do reparador independente quanto ao aspecto da
escolaridade.
Depois de lido tudo o que escrevemos acima, talvez muitos
de nossos leitores se sintam apavorados. Talvez estejam
neste momento se questionando: "O que é que
eu faço, eu também não tenho o segundo
grau completo? Será que eu vou desaparecer do mercado?".
À primeira pergunta respondemos: "Procure imediatamente
escolas de excelência e conclua o seu segundo grau.
Esqueça os cursinhos rápidos do tipo 'SEGUNDO
GRAU EM SEIS MESES'. Procure o que há de melhor,
nem que demore dois, três ou quatro anos para se formar
- de preferência uma escola de formação
técnica, esta é de grande demanda de mercado.
Tenha sempre em mente a necessidade de que todos nós
reparadores devemos adquirir uma sólida base de conhecimentos,
a fim de nos possibilitar a aquisição, em
futuro próximo, de conhecimentos mais complexos e
específicos dentro da nossa área de atuação".
À segunda pergunta respondemos:
"Por enquanto você não vai sumir do
mercado, mas é bom não cochilar."
Resolvida essa questão da escolaridade necessária
para alçar novos e mais elaborados vôos dentro
da tecnologia automotiva, surge um novo impasse: "Onde
obter informação tecnológica, se os
fabricantes não repassam tais conhecimentos ao mercado
independente?"
De fato, isso também já foi comentado em
artigo anterior. É lastimável tal conduta
além de ser totalmente irracional. Para contornar
essa atitude deplorável dos fabricantes de veículos,
o mercado independente tem investido na formação
de redes de estabelecimentos de reparação.
É óbvio que essa tendência tem seus
prós e contras, mas concordamos que seja uma boa
solução ao problema da aquisição
de informação tecnológica.
Hoje temos a possibilidade de nos tornar um posto de assistência
técnica de um sistemista, por exemplo, VISTEON, MAGNETI
MARELLI, DELPHI, DANA, LUK e outros, ou de um fabricante
de equipamentos como a ALFATEST, NAPRO, BOSCH E etc. Essa
modalidade de filiação a uma rede credenciada
vem se mostrando a mais vantajosa, pois o reparador sente-se
resguardado quanto às novidades do mercado sob todos
os aspectos, não só com respeito à
diagnose e correta instrução de reparação
de um veículo, mas também em relação
às facilidades de adquirir informações
sobre máquinas, ferramentas ou equipamentos que ele
pode precisar no dia-a-dia de sua oficina.
Outra modalidade de aglutinação dos reparadores,
que vem crescendo de ano para ano e promete disseminar-se
pelo país, consiste de critérios associativistas.
A rede AutentiCar, atuante no mercado reparador paulista,
é um belo exemplo de como o reparador independente
pode manter e sustentar o seu negócio, gozando de
independência administrativa e atendendo às
particularidades do mercado de sua região. Nos próximos
artigos teremos oportunidade de contar em detalhes essa
alternativa inovadora que surgiu em São Paulo e que
certamente crescerá ao longo dos anos.
Há quem opte pela rede de franquias, entretanto
é bom que o reparador saiba que essa alternativa
apresenta seriíssimas restrições quanto
a autonomia do seu estabelecimento automotivo. É
comum que a detentora da marca exija metas de produtividade,
cobertura dos custos de propaganda e marketing, além
de cobrar altos honorários ou os caríssimos
custos de taxas sobre o lucro ou sobre a rentabilidade do
estabelecimento.
Não bastasse tudo isso, o reparador deve seguir
a doutrina da marca; deve, também, obediência
gerencial à marca, o que significa que a sua própria
visão gerencial ficará senão totalmente
neutralizada e reprimida, pelo menos com sérias limitações.
Ademais, as franquias ainda não chegaram a fixar-se
definitivamente dentro do setor automotivo, deixando muita
gente à deriva.
Paulo Roberto Poydo e Marco Calixto
paulopoydo@uol.com.br / calixto@mecanicaonline.com.br
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TARCISIO EM DIAS
Violência x Direção defensiva:
dicas para fugir com segurança
No Brasil os índices crescentes de violência
urbana estão sempre em alta, e qualquer que seja
o obstáculo para impedir a ação dos
marginais pode fazer a diferença entre a vida e a
morte.
O mesmo vale para o trânsito, e os cursos de direção
defensiva e preventiva trazem dicas para criar um grupo
seleto de pessoas menos suscetíveis a assaltos ou
envolvimento em acidentes.
Primeiro passo: Ande com as portas do carro trancadas, vidros
fechados, manter-se atento e, se o carro não é
blindado, nunca reagir. Usar óculos escuros também
pode ajudar. Já a película de proteção
solar, é uma faca de dois gumes, pois pode confudir
o ladrão caso pretenda assaltar determinado carro,
mas ao mesmo tempo, caso o ladrão entre no carro,
ficará difícil para a polícia perceber.
Para a direção defensiva, você deve
ter visão global para localizar as possibilidades
de perigo que possam existir. Muitas vezes desviar de um
obstáculo que surja em sua frente pode ser mais seguro
que frear o carro.
Outras dicas básicas: nunca parar o carro em locais
de pouco movimento, mesmo se o carro apresentar algum problema
ou um pneu furado. Ficar atento para não entrar em
ruas sem saída.
Sentar mais próximo ao volante, também é
uma forma de manter a dirigibilidade mais segura do seu
automóvel, procurando manter um ângulo de cerca
de 120º entre as duas mãos que ficam presas
ao volante.
Distância segura
Uma distância mínima durante a condução
do veículo é essencial para manter a sua segurança
e não se tornar uma presa fácil. Pelo menos
manter cerca de 3 segundos do carro à frente (60
metros a 80km/h). Em engarrafamentos nunca nade na pista
do meio, para não ficar cercado. As faixas laterais
têm áreas de escape, mas a da direita é
a melhor, pois o lado do passageiro distancia o motorista
de uma abordagem na rua.
Situação de risco
Parar em semáforos é uma situação
de risco, dessa forma o motorista deve controlar a velocidade
para encontrar os faróis (sinal) sempre abertos.
Basicamente, o ideál é manter o carro sempre
em movimento, pois cerca de 99,9& dos casos de assalto,
ocorre quando o carro está parado.
Fique atento às situações adversas
provocas pela natureza. Após uma chuva forte, forma-se
sobre o asfalto uma lâmina dágua. Se
o motorista estiver em alta velocidade e os pneus, carecas,
o carro vai flutuar e o volante ficará leve. Se frenar,
as rodas travam. Quando o carro voltar a ter aderência,
pode rodar. Isso é a aquaplanagem. É necessário
segurar firme a direção, tirar o pé
do acelerador e aguardar aderência do pneu ao solo.
Em chuvas fortes é indicado acender a luz baixa para
tornar o carro mais visível, mesmo durante o dia.
Fique esperto
O risco não está só no carro chamativo
ou no uso de jóias, pois, se fosse assim, só
os donos de importados seriam abordados. Os motoristas devem
entender como os criminosos agem e tomar atitudes. Uma delas
é não fornecer informações por
meio de adesivos no carro que indiquem onde o proprietário
estuda, trabalha ou faz academia.
Ao sair de casa, deve verificar se não há
alguém suspeito por perto. Também é
necessário sair de casa em horários alternados
e variar itinerários, além de saber onde ficam
pontos seguros, como hospitais e delegacias de polícia,
e locais perigosos. Ao chegar em casa é bom dar uma
volta no quarteirão, para observar a área
antes de parar, além de reduzir ao máximo
o tempo de parada. Também não é indicado
deixar pacotes, malas e bolsas sobre os bancos, para não
chamar atenção.
Tarcisio Dias
tarcisio@mecanicaonline.com.br
LANÇAMENTOS
Citroën Xsara Picasso
Brasil chega com mais requinte e conforto
Em comemoração ao primeiro aniversário
do lançamento do monovolume Xsara Picasso no Brasil,
a rede de concessionárias Citroën está
lançando a promoção Xsara Picasso Brasil.
Com uma edição limitada de quatro mil unidades,
disponíveis para as versões GLX e Exclusive,
o modelo chega às lojas ainda mais completo com rodas
de liga leve, cd player e bancos de couro.
Tudo isso somado a sua já extensa lista de equipamentos
de série, como direção hidráulica,
ar condicionado, quatro air bags, painel de instrumentos
digital, computador de bordo, retrovisores com comando elétrico,
vidros elétricos nas quatros portas, volante com
regulagem em altura, entre outros.
Uma bem humorada campanha de propaganda baseada no tema
"descoberta do Brasil" - desenvolvida pela agência
Duet - destaca as vantagens da excelente relação
custo x benefício do Xsara Picasso Brasil. . Na promoção,
o consumidor sai ganhando com os preços anunciados:
R$ 39.990,00, para a versão GLX, e R$ 43.160,00,
para a versão top Exclusive. O modelo é equipado
com o moderno motor 2.0 16V EW-10, que gera 118 cv de potência
a 5.500 rpm e 19,4 kgm de torque a 4.100 rpm
LANÇAMENTOS
Chevrolet lança Zafira
com transmissão automática
Lançado no país em abril de 2001, o modelo
Chevrolet Zafira um dos mais vendidos no segmento
dos monovolumes , agora oferece a opção
da transmissão automática, exclusivamente
na versão equipada com motor de 2.0 litros de 8 válvulas.
O sistema de transmissão automática "AF20",
de quatro velocidades, é o mais inteligente já
montado em veículos produzidos no Brasil. Ele já
é utilizado com sucesso no Astra hatchback e sedã,
e oferece dispositivos exclusivos no segmento de monovolumes
nacionais, como o "Neutral Control" e o "Modo
Esportivo".
Junto com a transmissão automática, a Zafira
já sairá de fábrica equipada também
com o controle de velocidade ("Cruise Control"),
conhecido popularmente como "piloto automático".
Além da transmissão automática, a
Chevrolet também oferecerá em breve, como
novidade na família Zafira, a opção
do acabamento interno em couro, nas duas versões
do modelo, de 8 e 16 válvulas.
"A Zafira está completando um ano de vendas
e buscamos oferecer aos nossos clientes o que de existe
de melhor em tecnologia. A marca Chevrolet está sempre
atenta à evolução do mercado e agora
a Zafira fica ainda mais completa", destaca José
Carlos Pinheiro Neto, Vice-Presidente da General Motors
do Brasil.
Destaque no segmento dos monovolumes
A Zafira, em seu primeiro ano de mercado, já se
posicionou como uma das líderes de vendas no país.
No atacado, no período de março a dezembro
de 2001, acumulou 13.521 unidades comercializadas, enquanto
no varejo, o volume foi de 12.949 unidades, no mesmo período.
Os modelos equipados com motores de 8 válvulas representaram
70% do total das vendas em 2001, enquanto os com motores
de 16 válvulas, 30%.
"A linha Zafira já se consolidou no mercado
brasileiro como uma das preferidas pelos consumidores no
segmento dos monovolumes. Agora, com os novos opcionais,
o modelo oferece ainda mais praticidade, segurança
e conforto", acrescenta Joseph DaMour, diretor geral
de Vendas e Marketing da GMB.
A transmissão "AF20"
A transmissão automática "AF20"
que equipa a Zafira é, tecnicamente, a mais moderna
entre os veículos montados no Brasil. Graças
à sua tecnologia avançada, ela oferece excelente
dirigibilidade e desempenho em qualquer condição
de uso e também uma enorme variedade de recursos
técnicos.
Todos os sinais de velocidade do veículo, a posição
do acelerador, a posição da alavanca de marchas,
as rotações de entrada e saída da transmissão,
o acionamento da luz de freio e a temperatura do óleo,
são enviados ao módulo eletrônico de
controle do sistema, que seleciona a marcha ideal para cada
condição e determina também o momento
ideal para a troca.
O módulo de controle eletrônico da transmissão
também interpreta o tipo de condução
do motorista e a inclinação da pista, selecionando
o "programa" de troca de marchas mais adequado
para aquela condição e proporcionando assim
um conforto adicional. Com isso evita-se a "caça
de marchas" contínua, por exemplo da terceira
para a quarta marcha e da quarta para a terceira, sucessivamente,
em uma determinada rampa.
O modo normal de operação da transmissão
é o "Econômico". Para os motoristas
que preferem uma condução mais esportiva o
"Modo Esporte" pode ser acionado por meio de um
botão na alavanca seletora de marcha. Ao acionar
o "Modo Esporte", as marchas são trocadas
em uma rotação mais elevada do motor, o que
proporciona um desempenho mais esportivo.
No "Modo Antipatinação", o módulo
de controle eletrônico seleciona automaticamente a
utilização da terceira marcha para saídas
em terrenos de baixa aderência proporcionando maior
segurança ao usuário. O acionamento é
feito por um botão no console ao lado da alavanca
seletora.
Praticidade e economia
A função "kick down" da transmissão
automática permite que, toda vez em que o acelerador
seja pressionado bruscamente até o fim do curso,
o módulo de controle eletrônico selecione uma
marcha mais curta, desde que não ultrapasse o limite
de giro do motor naquela condição, podendo
ocorrer a redução de mais de uma marcha em
determinadas condições. Em suma, a transmissão
"entende" que o motorista está exigindo
mais torque do veículo e responde imediatamente.
O conversor de torque da Zafira automática possui
uma embreagem interna ("lock up") que faz um acoplamento
mecânico entre a transmissão e o motor em determinadas
condições. Isso diminui a perda de energia
no sistema e contribui para uma melhora no consumo de combustível.
Graças ao exclusivo dispostivo "Neutral Control",
se o veículo em movimento estiver com a alavanca
seletora na posição "D"(drive),
ao se acionar o pedal de freio, o módulo de controle
da transmissão comanda a mudança de marcha
de "D" para "N" (neutro), quando a velocidade
cair abaixo de 3 km/h. Esta mudança de "D"
para "N" acontece internamente, pois a alavanca
continua em "D". Por sua vez, quando o motorista
tira o pé do pedal do freio, o módulo faz
a mudança de "N" para "D", colocando
o veículo novamente em condição de
tração.
Numa situação de partida e com o veículo
estacionado (alavanca em "P"), somente após
ligar-se o motor e acionar-se o pedal de freio, é
possível selecionar a posição "D",
como medida de segurança. Uma vez acionada a posição
"D", ocorre o engate da primeira marcha. Porém,
se o freio permanecer acionado, e após aproximadamente
dois segundos não houver movimentação
do veículo, o módulo comanda internamente
a mudança de marcha de "D" para "N"
(neutro).
Estas duas condições proporcionam mais conforto
para o motorista, uma vez que, quando parado com a alavanca
na posição "D", o carro não
apresenta a tendência de "querer" andar.
Esta característica também contribui para
a diminuição do consumo de combustível.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS
Fiat Brava: conforto, desempenho
e economia
O Fiat Brava 2003 segue com seus principais atributos:
design moderno e arrojado, motores potentes e com uma lista
de equipamentos de série bem completa, desde sua
versão de entrada, a SX. A única mudança
é que ele ganha agora uma nova cor, Prata Bari.
Muito bem equipado, todas as versões do Brava vêm
de série com ar condicionado automático, banco
do motorista com regulagem de altura, faróis polielípticos
com regulagem elétrica de altura, direção
hidráulica, vidros elétricos dianteiros, travas
elétricas das portas, Fiat Code, volante com regulagem
de altura, brake light, banco traseiro com três apoios
de cabeça, entre outros.
O Brava ELX conta também com faróis de neblina,
CD player e roda em liga leve. E o HGT traz ainda de série
telecomando abertura e fechamento das portas, spoiler traseiro
e retrovisores externos na cor do veículo com comando
elétrico.
A generosa lista de equipamentos, a tecnologia presente
na mecânica confiável e nos recursos eletrônicos
que facilitam a vida do motorista e tornam o carro ainda
mais seguro, somados aos econômicos motores - 1.6
16V Corsa Lunga e 1.8 16V - e ao baixo custo de manutenção,
fazem o sucesso do Fiat Brava.
Mecânica Online e Assessoria de Imprensa
Fiat
LANÇAMENTOS
Perfume novo no ar: Clio Sedan
"O Boticário"
Voltado para a mulher moderna, que procura conforto e
segurança sem abrir mão de um design inovador
e diferenciado, a série especial Clio Sedan "O
Boticário" incorpora uma gama completa de opcionais
ao modelo, que oferece o maior porta-malas da categoria
- 510 litros.
As mulheres já são responsáveis pela
venda de metade do volume de sedãs pequenos comercializados
no Brasil. Pesquisas publicadas recentemente nos principais
veículos de comunicação nacionais sinalizam
que a mulher já é responsável, direta
ou indiretamente, por 70% dos negócios envolvendo
veículos novos no País.
Focando neste universo, a Renault se associou ao O Boticário
para lançar um produto que atendesse às expectativas
femininas, com bom gosto, a um preço bastante competitivo.
A série especial Clio Sedan "O Boticário"
foi pensada com o objetivo de oferecer à mulher sofisticada,
exigente e, ao mesmo tempo, prática e inovadora,
um produto com soluções de segurança
e conforto, com design moderno e diferenciado.
Ricardo Fischer, Coordenador de Produto da Renault do Brasil,
explica que o Clio Sedan "O Boticário"
oferece uma extensa lista de equipamentos de segurança
e conforto, sem que isso represente um grande adicional
no preço do carro. "Além da força
da parceria, a série especial oferece exclusividade
e uma excelente relação custo x benefício".
Com preço sugerido de R$ 23.990,00, o Clio Sedan
"O Boticário" deverá estar disponível
nas concessionárias Renault a partir da segunda semana
de maio. "Para se ter uma idéia da vantagem
para o cliente, o Clio Sedan RN 1.0 16V, versão base
desta série limitada, tem preço sugerido de
R$ 21.690,00. O acréscimo somente do ar-condicionado
custaria cerca de R$ 2.300,00, mas na série "O
Boticário", o cliente leva outros equipamentos
além do ar-condicionado, sem qualquer custo adicional",
explica.
O Clio Sedan RN 1.0 16V traz de série, air bag duplo
dianteiro, barras de proteção laterais e cintos
de segurança dianteiros com LEI (Limitador de Esforço
Integrado) pré tensionadores, itens comuns a todos
os modelos Renault, além de travas elétricas
das portas, conta-giros, temporizador da iluminação,
brake-light, pára-choques na cor da carroceria, desembaçador
do vidro traseiro e bloqueio de ignição.
A versão "O Boticário" acrescenta
a esta lista de equipamentos o ar-condicionado, direção
hidráulica, vidros dianteiros com acionamento elétrico
e volante com regulagem de altura, além de itens
exclusivos, como pára-sol do lado do motorista com
espelho e revestimento dos bancos com veludo especial, que
não desfia roupas ou meias-finas.
A definição dos equipamentos incorporados
à série especial O Boticário foi baseada
nos itens mais procurados e valorizados pelas mulheres,
no momento da compra de um veículo. Disponível
nas cores Branco Glacier (sólida), Prata Boreal,
Cinza Eclipse, Vermelho Cereja e Verde Epicéa (todas
metálicas), o carro traz monogramas "O Boticário"
na lateral e na parte traseira.
Atualmente são 185 pontos de venda espalhados pelo
País, número que deverá chegar a 220
até o final deste ano. A Renault espera vender 2.200
unidades desta série especial em três meses.
Desempenho com economia
O Clio Sedan "O Boticário" é equipado
com o motor D4D, 1.0 litro com cabeçote de 16 válvulas,
que rende 70 cavalos (DIN) de potência. Equipado com
pneus 175/60 R14, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 15,0
segundos e atinge a velocidade máxima de 160 km/h.
O consumo urbano médio do Clio Sedan "O Boticário"
é de 13,4 km/litro na cidade e 19,7 km/litro na estrada.
Graças à modernidade do projeto deste motor,
as trocas de óleo são feitas a cada 20.000
km e a primeira revisão está programada para
ocorrer apenas quando o carro chegar a 40.000 km.
O motor D4D é dotado de acelerador eletrônico,
que elimina o uso do cabo do acelerador, proporcionando
respostas mais rápidas, redução do
consumo de combustível e do nível de emissão
de poluentes, além de tornar a condução
mais suave.
O Clio Sedan é produzido na fábrica da Renault
em São José dos Pinhais (PR) e chegou ao mercado
brasileiro em setembro de 2.000, inicialmente equipado apenas
com motor 1.6 de 16 válvulas. A versão com
motor 1.0 litro de 16 válvulas foi lançada
em março do ano passado.
LANÇAMENTOS
Novo Fiesta representa a mais
nova geração de compactos
Mais estilo, mais espaço, mais prazer em dirigir
O totalmente Novo Ford Fiesta chega ao mercado brasileiro
com a proposta de oferecer a melhor combinação
de estilo, espaço e prazer em dirigir do mercado.
Produzido no Complexo Industrial Ford Nordeste, a fábrica
de automóveis mais moderna do mundo, o Novo Fiesta
foi projetado e construído com o estado-da-arte da
tecnologia automotiva - que inclui o inovador motor 1.0
L Supercharger, de 95 cv -, incorporando toda a experiência
da Ford em dinâmica veicular e manufatura para criar
um novo padrão de dirigibilidade e qualidade em carros
dessa categoria.
O Novo Ford Fiesta dá seqüência à
atualização da linha de automóveis
da marca. Mais do que o lançamento de um produto,
esse projeto, que incluiu a construção de
uma nova e avançada fábrica, com investimentos
de US$1,9 bilhão, demonstra o compromisso da Ford
com o segmento de carros compactos superiores. E desempenha
um papel-chave na transformação que a levará
rumo ao crescimento de participação nos mercados
brasileiro e latino-americano.
"Estamos orgulhosos de nossos avanços nos anos
recentes, que fortaleceram significativamente nossa estrutura
de negócios e a identidade da marca no mercado sul-americano.
Mas estamos mais orgulhosos ainda quanto ao que importa
para nossos clientes: a credibilidade de nossos produtos
e o compromisso com o que eles desejam e esperam",
diz Antonio Maciel Neto, presidente da Ford Motor Company
Brasil. "O Novo Fiesta é o primeiro passo de
uma jornada que irá trazer ao mercado uma família
única de veículos para atender a diferentes
necessidades dos consumidores."
O Novo Ford Fiesta vai além do que o consumidor
espera de um automóvel compacto no que se refere
a design, espaço, dirigibilidade, motorização,
potência, qualidade e valor ao cliente. Para isso,
a Ford desenvolveu um veículo totalmente novo.
Motorização
A tecnologia aplicada no Novo Ford Fiesta começa
com dois modernos motores 1.0 L, especialmente desenvolvidos
para o mercado brasileiro a partir da consagrada família
Zetec RoCam: o 1.0 L de aspiração natural,
com nova calibração, de 66 cv, e o inédito
1.0 L Supercharger (SC), de 95 cv, com recursos técnicos
que se traduzem em ganhos de potência, durabilidade
e economia.
O Novo Ford Fiesta Supercharger constitui a primeira aplicação
dessa tecnologia em um carro "popular". Utilizado
até então apenas em veículos de categoria
de alto luxo e esportivos, como Jaguar, o Supercharger incorpora,
basicamente, um compressor mecânico acionado por correia
pelo virabrequim, que aumenta o rendimento volumétrico
do motor. O componente foi desenvolvido pela Eaton, em conjunto
com a Ford, especificamente para otimizar o desempenho desse
propulsor. O seu grande diferencial é proporcionar
ao motor 1.0 L potência equivalente à de um
motor 1.6 L, conservando com as vantagens de preço,
economia e durabilidade de um 1.0 L.
Além desses, o Novo Ford Fiesta será produzido
com dois outros motores: o modelo 1.6 L, com potência
de 98 cv, que além de atender o mercado interno será
exportado para o México, Argentina, Venezuela, Colômbia,
Chile e Uruguai, e o 1.4 L a diesel, exclusivo para exportação.
Os modelos a gasolina seguem a configuração
básica da família Zetec RoCam, reconhecida
como a melhor da categoria nos aspectos de resposta, curva
de torque, durabilidade, confiabilidade e manutenção.
E receberam uma série de aprimoramentos que, junto
com o aumento da potência, ampliam as qualidades já
provadas desse motor.
GIRO NA TECNOLOGIA
Espanha: co-piloto automático
evita acidentes
MADRI - Uma nova tecnologia, criada pelo Instituto Nacional
de Tecnologia Espacial (INTA), pode pôr fim aos acidentes
de trânsito provocados por falhas humanas. O TCD (Tech
Co Driver) é um sistema inteligente capaz de medir
o grau de distração e de cansaço do
motorista e até de tomar atitudes mecânicas
para evitar acidentes.
O co-piloto tecnológico está equipado com
4 sensores situados no exterior do veículo, próprios
para medir variações durante a tragetória
do automóvel. Apresenta ainda um pequeno computador
escondido no interior do carro para analisar as informações
dos sensores. O TCD é capaz de testar também
a resposta do motorista a estímulos externos, como
espelhos retrovisores e ainda os que são emitidos
pela sinalização da rodovia.
O projeto deve estar pronto em dois anos, data em que o
TCD começará a ser comercializado pelo preço
estimado de 1.200 euros (US$ 1.048)
Britânicos encontram futuro
em feira de alta tecnologia
LONDRES - Deprimido, sozinho, precisando de animação?
Tente 'conversar' com o Paro. Cansado de fazer trabalhos
domésticos? Arrume um Aibo.
A economia do Japão pode estar em desaceleração
mas a inovação no país não,
disse Atira Itoh, autoridade do governo japonês para
os setores de indústria e tecnologia, na abertura
da exposição no Museu de Ciência de
Londres, na quinta-feira.
O evento, batizado de 'Japan: Gateway to the Future' (Japão:
Portão de entrada para o futuro) dá uma idéia
da casa, do carro e dos animais de estimação
dos próximos anos.
O Paro, uma espécie de robô terapeuta, é
apenas algo para acalmar uma pessoa após um dia estressante
de trabalho, disse o inventor Takanori Shibata.
- É gentil e carinhoso e pega sentimento por tudo...os
robôs ampliam a qualidade da existência - afirmou.
O robô branco e com penugem está animando a
vida de crianças em hospitais - e estará à
venda nas lojas em breve, disse Shibata.
Já os cachorros Aibo, da Sony, já estão
no mercado, equipados com uma memória de oito megabytes,
o que faz com que eles possam organizar uma casa, disse
o gerente de marketing da Sony Carton Price.
A fabricante de automóveis Toyota também
marca presença em Londres. A montadora afirma que
os carros que não vão precisar de motorista
ainda estão 10 anos a frente, mas a companhia disse
que está trabalhando no projeto.
As pessoas que vão até a exposição,
principalmente adolescentes e jovens adultos, podem sentar
num carro 'inteligente', que tem sensores programados para
detectar solavancos na estrada e frear para evitá-los,
disse o gerente da Toyota Kohei Yamada.
E enquanto o visitante fica sentado e curte o carro, o
Monet, sistema móvel de rede, fornece informações
sobre trânsito, previsão de tempo, mapas rodoviários,
música e e-mail dentro de um 'cockpit' futurista.
O curador da exibição Doron Swade disse que
escolheu tecnologias para dar aos britânicos um gostinho
do futuro.
- Alguns dos itens estão à venda no Japão,
alguns estão em produção e outros são
experimentos - disse Swade.
Mecânica Online
LANÇAMENTOS
Chegam as primeiras unidades
do novo Honda CR-V
Em sua segunda geração, o sport utility
foi totalmente reprojetado, com base nos conceitos segurança,
qualidade e confiabilidade. As mudanças vão
da plataforma ao design, do motor ao acabamento e espaço
interno, conferindo ao modelo melhor desempenho, mais conforto
e versatilidade
Após dois anos do início da importação
do CR-V (março/2000), a Honda traz ao mercado nacional
o sport utility em sua 2ª geração. Importado
do Japão, o CR-V foi criado sob o conceito de veículo
on-off road, para uso misto, destinado a pessoas que buscam
as vantagens de um 4x4, mas não abrem mão
do conforto de um automóvel de passeio
Sucesso de vendas em todos os mercados onde é comercializado,
o Honda CR-V também agradou o consumidor brasileiro.
Pesquisa realizada pela montadora revela um alto índice
de satisfação dos usuários (96%), que
citam como características de destaque do modelo
a segurança, o design e a tecnologia.
Equipado com direção hidráulica, ar
condicionado, CD player estéreo, airbag duplo, freios
ABS, vidros, travas e espelhos elétricos, entre outros
itens de série, o CR-V chega ao Brasil na versão
com transmissão automática, novo motor i -
VTEC 2,4 litros, 16V em alumínio e nas cores verde
perolizada (Clover Green), preta perolizada (Nighthawk Black)
e prata metálica (Satin Silver). O sport utility
tem dois anos de garantia, sem limite de quilometragem,
e seu preço público sugerido é R$ 87.299,49.
Conceito O Honda CR-V tem características diferenciadas
dos SUVs - Sport Utility Vehicles e pertence a uma categoria
chamada pela Honda de "creative life". Foi criado
para enfrentar condições variadas de terreno,
com alta performance e versatilidade.
Por ser montado sobre plataforma de sedan, o modelo oferece
as vantagens de um veículo de passeio, como ótima
dirigibilidade, conforto e comodidade, itens ideais tanto
para o dia-a-dia quanto em viagens de lazer nos finais de
semana, por estradas alternativas.
Na sigla CR-V (Comfortable Runabout Vehicle), a palavra
Runabout significa "correr para todos os lados"
e, para este modelo, tem o sentido específico de
versatilidade - das condições e finalidades
de uso até o estilo de vida dos seus proprietários.
Pode ser funcional, prático e confortável
e, ao mesmo tempo, arrojado e divertido. É um veículo
para uso diário e que pode, ainda, enfrentar adversidades
em ruas, rodovias ou estradas rurais.
Em sua 2ª geração, o CR-V recebeu mudanças
em todos os aspectos e traz, além da nova carroceria,
uma plataforma totalmente modificada para proporcionar melhor
desempenho, maior espaço interno, estilo mais arrojado,
maior sofisticação e menores níveis
de ruídos e vibrações.
O modelo tem, ainda, novo motor i - VTEC 2,4 litros -
a geração anterior era equipada com motor
2.0 -, sistemas de suspensão e freios reprojetados,
conferindo alta performance e maior espaço interno.
Além do design, dirigibilidade e conforto, três
conceitos foram o foco no desenvolvimento do novo CR-V:
segurança, qualidade e confiabilidade. O resultado
é um dos veículos mais versáteis do
mercado para pessoas que têm um estilo de vida dinâmico
e aventureiro.
Plataforma de sedan Projetado para unir o conforto de um
automóvel de passeio às vantagens de um veículo
off-road, em terrenos de condições adversas,
a Honda desenvolveu uma nova plataforma para o CR-V. Além
de possibilitar um aumento no espaço interno, melhor
dirigibilidade, estabilidade e segurança, a nova
estrutura é 50% mais resistente à torção
e 30% à flexão, devido ao uso de travessas
no assoalho e reforços na carroceria.
A nova plataforma teve um aumento da bitola traseira, em
relação à geração anterior,
de 1.535 mm para 1.540 mm. Essa modificação,
unida ao sistema de suspensão independente nas quatro
rodas (dianteira do tipo McPherson e traseira Double Wishbone),
garante uma excelente dirigibilidade, com pequena inclinação
da carroceria em curvas. Outra vantagem foi a redução
do nível de ruído interno do motor, da vibração
durante a aceleração e da superfície
de rodagem, que tornou a cabine ainda mais silenciosa.
Novo motor i - VTEC O CR-V está equipado com o novo
motor i - VTEC, um avançado sistema de controle de
válvulas desenvolvido pela Honda, em busca de desempenho,
eficiência e menores índices de emissão
de poluentes. O i - VTEC ("i" significa inteligente)
combina o VTC (Variable Timing Control - Controle de Sincronização
Variável), que ajusta de forma contínua o
momento de abertura das válvulas pela árvore
de comando, com o VTEC, que atua mais especificamente na
abertura e tempo de abertura das mesmas.
O novo CR-V conta com motor de 2,4 litros, 4 cilindros
e 16 válvulas DOHC (Double Over Head Camshaft - duplo
comando de válvulas no cabeçote), que desenvolve
156 cv de potência a 6.000 rpm e possui torque de
22 kgfm a 3.600rpm - isso corresponde a um aumento de 6,0%
na potência e 19% no torque, em relação
ao modelo 2001. O resultado é um melhor desempenho
em todas as situações, tanto em trechos urbanos
como em rodovias e terrenos irregulares, além da
economia de combustível, conseguindo ótima
autonomia - o reservatório tem capacidade para 58
litros.
O bloco em alumínio com inserção de
camisas de ferro fundido possibilitou o desenvolvimento
de um motor leve, compacto, de alta rigidez e durabilidade.
A árvore de manivelas, feita em aço e sustentada
por uma única peça em alumínio, recebeu
acabamento especial micro-polido para reduzir o atrito e
aumentar a durabilidade. Nos mancais foi inserido ferro-carbono
para maior resistência.
O i - VTEC tem um sistema de Injeção Programada
de Combustível (PGM-FI) que monitora as variações
de posição do acelerador, temperatura do motor,
pressão do coletor de admissão, pressão
atmosférica, teor de oxigênio nos gases do
escapamento, temperatura do ar de admissão, entre
outros fatores. A quantidade de combustível é
controlada com base nestas informações e através
de sensores que detectam a posição da árvore
de manivelas e das duas árvores de comando.
O sistema VTEC (Variable Timing and Lift Electronic Control
- Controle Eletrônico de Sincronização
e Abertura Variável das Válvulas) foi projetado
inicialmente para a Fórmula 1 e aumenta de forma
significativa o torque em baixas rotações,
eleva a potência em altas rotações,
reduzindo o consumo de combustível e a emissão
de poluentes. Em rotações mais baixas, o VTEC
ajusta a abertura e sincronizaçãodas válvulas
para preencher os cilindros de forma mais completa. A abertura
para admissão varia de forma assimétrica,
criando um efeito de turbilhonamento dentro das câmaras
de combustão e resultando na queima mais rápida
e mais homogênea do combustível.
Com o aumento da rotação do motor, o VTEC
aumenta a abertura e o tempo de abertura das válvulas,
gerando maior potência em altas rotações.
O sistema possui dois balancins com roletes em cada par
de válvulas de admissão. Em baixas rotações,
o ar admitido é conduzido principalmente através
da válvula primária uma vez que a válvula
secundária tem abertura mínima, criando o
efeito de turbilhonamento para otimizar a combustão.
Em rotações mais altas, o balancim secundário
se acopla ao primário e faz com que a abertura e
o tempo de abertura das duas válvulas sejam iguais,
aumentando de forma considerável o fluxo de ar para
o cilindro e melhorando o desempenho. Esse processo unido
ao VTC permitiu ampliar a faixa de potência e torque,
com um funcionamento mais suave.
A função do VTC é avançar ou
retardar o comando de admissão para aumentar a potência
e reduzir as emissões de gases. O processo é
realizado através da unidade de controle do motor,
a qual monitora a posição da árvore
de comando, posição da árvore de manivelas,
pressão absoluta no coletor de admissão, temperatura
do ar de admissão, temperatura do motor e posição
do acelerador.
Durante o funcionamento normal, a sincronização
da árvore de comando de admissão é
atrasada, quase atingindo a marcha lenta, para manter a
rotação estável. Com o motor em rotações
mais altas, a árvore é avançada para
antecipar a abertura da válvula de admissão
e aumentar o intervalo de sobreposição de
abertura com as válvulas de escape. Para gerar mais
potência em todas as faixas de rotação,
a árvore de comando de admissão varia de forma
contínua o avanço ou retardo, ajustando-se
constantemente às condições de funcionamento
do motor e resultando em economia de combustível
e redução dos gases de escapamento.
Além disso, a posição do bloco do
motor foi alterada em 180º, permitindo um posicionamento
mais próximo do coletor de escapamento com o catalisador
- na parte traseira do motor. Essa mudança reduziu
a distância percorrida pelos gases até o conversor
catalítico de alta densidade e, em conseqüência,
tornou a conversão mais rápida e completa,
diminuindo as emissões também durante a partida.
O sistema de escapamento foi totalmente reprojetado, em
material de grande resistência à corrosão,
com pequena massa térmica.
Transmissão automática Outra importante mudança
do novo CR-V foi a transmissão automática.
Remodelada para garantir maior suavidade nas trocas de marchas
e economia de combustível, a caixa de quatro velocidades
está mais compacta e o sistema com funcionamento
mais preciso. A alavanca do câmbio, antes na coluna
de direção, agora está localizada no
painel, ao lado direito do volante.
A nova transmissão também conta com o exclusivo
sistema Grade Logic Control, que seleciona e mantém
automaticamente as marchas reduzidas em subidas íngremes,
eliminando a troca constante ocasionada, normalmente, com
o aumento da rotação do motor. Em descidas
e frenagens, diminuir as marchas para auxiliar na redução
de velocidade ou parada do veículo. Com um desempenho
mais linear e eficiente desse novo câmbio automático,
as trocas são suaves e precisas, o que também
colabora para um menor consumo de combustível.
O CR-V traz, ainda, o modo de sobremarcha Over Drive, que
pode ser desativado através de um botão localizado
na extremidade da alavanca de mudança de marcha.
A utilização desse modo é indicada
em rodovias e é automaticamente selecionado ao ser
acionada a ignição. Caso o motorista queira
manter a transmissão em marchas mais reduzidas, no
tráfego intenso, ladeiras ou estradas sinuosas, poderá
desativar o modo sobremarcha através do botão
O/D.
Tração 4WD Real Time
O CR-V é equipado com o exclusivo sistema de
tração 4WD Real Time (em tempo real), criado
para eliminar as conhecidas desvantagens da tração
integral convencional, como maior consumo de combustível,
altos níveis de ruído e vibrações,
maior peso e dificuldade de adaptação ao ABS
(Anti-lock Braking System ou sistema de freios antitravamento).
Para proporcionar ao motorista a dirigibilidade de um automóvel
de passeio, na maior parte do tempo, o CR-V utiliza apenas
a tração dianteira. Em terrenos molhados,
escorregadios ou acidentados, quando se necessita maior
aderência, a tração nas quatro rodas
passa a agir automática e imediatamente, garantindo
estabilidade e segurança. Quanto mais escorregadia
for a pista, maior será a tração transmitida
às rodas traseiras.
Outra vantagem do sistema 4WD Real Time é que, ao
contrário dos convencionais, ele desativa automaticamente
durante as frenagens, permitindo a atuação
do ABS. O ótimo desempenho do CR-V, em pisos irregulares,
é complementado pela distância livre do solo
(205 mm), pelos ângulos de ataque (29º) e saída
(24º) e pela distância entre-eixos (2.620 mm),
que conferem ao sport utility maior versatilidade em um
fora-de-estrada leve.
Mecânica Online e Assessoria de Imprensa
Honda
Jornalista Responsável: Ricardo Ghigonetto
LANÇAMENTOS
Peugeot 307: um novo conceito
A chegada no mercado automobilístico brasileiro do
modelo 307, em abril de 2002, marcou uma evolução
importante no segmento dos carros médios.
Concebido de forma inovadora, o 307 hatchback impressiona
pela robustez e combina como poucos o prazer de dirigir
com uma relação renovada dos ocupantes com
o ambiente interno, oferecendo uma arquitetura monovolume
diferente dos outros veículos médios. Ao mesmo
tempo, o 307 inova em design e tecnologia, incorporando
equipamentos e recursos antes disponíveis somente
em veículos de alta gama.
Em todos os sentidos este novo veículo agrada seus
condutores e passageiros. Ao prazer de dirigir somam-se
uma estética diferenciada pelo design interno e externo,
os materiais utilizados em seu acabamento e os equipamentos
de série, resultando em um impacto visual comparando-se
aos padrões atuais dos hatchback de seu segmento.
O estilo do 307 é marcante, seguindo o design dos
últimos lançamentos da Peugeot. Apesar de
ser um modelo hatchback, tem aparência claramente
inspirada nos modelos monovolume, destacando-se sua área
envidraçada, em especial o imenso pára-brisa
de 1,46 m2 que prolonga-se em direção ao teto
bastante alto.
A segurança oferecida pelo 307 também é
um capítulo à parte, já que este modelo
incorpora recursos disponíveis em veículos
de segmentos superiores. São muitas as novidades
encontradas neste modelo como freios ABS de 5ª geração,
assistência à frenagem de urgência, airbags
inteligentes, acendimento automático dos faróis,
dentre outros.
Muitas das novidades no modelo 307 podem ser oferecidas
aos usuários, em termos de segurança, conforto
e dirigibilidade, graças a avançada tecnologia
da 'Multiplexagem', que, através de sensores instalados
em quase todos os equipamentos do veículo, alimentam
até 18 microprocessadores gerenciados por uma Caixa
de Serviço Inteligente -CSI por meio de uma única
rede,
otimizando as informações e permitindo ganhos
de eficiência na utilização dos recursos
disponíveis no veículo.
"O modelo 307 é um carro diferenciado em seu
segmento. Ele apresenta um novo conceito arquitetônico,
mas, principalmente, inova na tecnologia e segurança.
O 307 vem democratizar uma gama de equipamentos e acessórios,
antes encontrados apenas em veículos de segmentos
superiores. Por tudo isso, acreditamos que o 307 terá
uma ótima aceitação no mercado brasileiro",
aposta Guillaume Couzy, diretor de Marketing da Peugeot.
Mercado - Inicialmente importado da França
em três versões de acabamento, Soleil, Passion
e Rallye, todas com motorização 1.6 l 16v
e 110 cavalos de potência; o modelo 307 tem a missão
de representar a Marca Peugeot no segundo mercado mais importante
do Brasil: o segmento dos carros médios.
"Temos a meta de conquistar 5% de participação
de mercado entre os veículos de passageiros no Brasil
em 2004, e, com certeza, o modelo 307 terá um papel
relevante na conquista desses objetivos. O 307 vai trazer
um importante ganho na imagem e notoriedade da Marca no
segmento de carros médios, seguindo as conquistas
já iniciadas com o modelo 206 no segmento de carros
pequenos", afirma Bruno Grundeler, diretor-superintendente
da Peugeot do Brasil.
As expectativas em relação ao lançamento
desse novo carro no Brasil são alimentadas pela repercussão
de suas vendas em outros mercados onde já foi lançado,
cujas inovações vêm sendo apontadas
com destaque, valendo ao modelo já alguns títulos,
inclusive o de "Carro do Ano 2002" na Europa.
Mecânica Online e Imprensa Peugeot
LANÇAMENTOS
Peugeot 307: Tecnologia da
Multiplexagem
a serviço da segurança, comodidade e dirigibilidade
Entre as principais novidades do modelo 307 destaca-se
a avançada tecnologia da 'Multiplexagem', que, através
de sensores instalados em quase todos os equipamentos do
veículo, alimentam até 18 microprocessadores,
gerenciados por uma Caixa de Serviço Inteligente
(CSI) por meio de uma única rede (VAN), otimizando
as informações e permitindo ganhos de eficiência
na utilização dos recursos disponíveis
no veículo.
Esse compartilhamento de informações proporciona
ainda a redução da quantidade de cabos e fios
condutores, maximização de espaço,
reduz as possibilidades de mau contato e o peso total do
veículo. Essa integração de equipamentos
de conforto e segurança se revela em ganhos de comodidade,
facilitando o ato de dirigir.
A 'Multiplexagem' já está presente em diversos
modelos Peugeot, em maior ou menor intensidade. O 307 já
foi projetado para utilizar essa tecnologia, o que lhe permite
oferecer uma gama de equipamentos e recursos normalmente
encontrados em veículos de alta gama.
Podemos citar como exemplos dessa integração
o acendimento automático das luzes de emergência
em caso de frenagem forçada; acionamento automático
dos faróis e do painel quando a luminosidade diminui,
ou quando os limpadores de pára-brisa são
acionados pelo sensor de chuva; acendimento dos faróis
por 45 segundos após o desligamento do contato (follow
me home) e travamento automático do porta-malas com
o veículo em movimento.
Temos ainda, o indicador de manutenção inteligente,
que considera a utilização real do veículo
para avisar a necessidade de revisão e a função
de localizador na chave, ideal para estacionamentos.
Outro benefício da 'Multiplexagem' é a maximização
dos espaços existentes no habitáculo, através
da redução da quantidade de fios, permitindo
projetar um porta-luvas de grandes proporções
(mais de 17 litros) e a confiabilidade dos circuitos elétricos,
agilizando ainda a manutenção do veículo;
pois o diagnóstico e a solução de eventuais
problemas tornam-se mais simples e rápidos.
Grande quantidade de informações
A Multiplexagem possibilita ao cliente ter ao seu alcance,
de maneira simples, ágil e segura, uma série
de informações sobre o funcionamento do veículo
e de outras funções importantes do ato de
dirigir.
Um computador de bordo com comando no volante e exibição
na tela multifunção instalada na parte superior
do painel, informa ao motorista, nas versões Passion
e Rallye, os consumos instantâneos e médios,
autonomia, velocidade média e distância percorrida.
Na área central do painel de instrumentos estão
instalados até 16 alertas luminosos, que informam
desde o nível do óleo do motor a temperatura
da água do sistema de arrefecimento. Integrado ao
velocímetro estão os hodômetros parcial
e total (digitais), também interligados pela 'Multiplexagem'.
O indicador de manutenção inteligente que
equipa de série todas as versões do modelo
307 exibe a distância que falta ser percorrida antes
que a próxima revisão seja realizada. Esta
distância é medida automaticamente pela Caixa
de Serviço Inteligente (CSI) durante todo o tempo
de utilização do automóvel por parte
do cliente.
Além disso, caso necessário, pode-se realizar
uma adaptação da periodicidade em que a manutenção
deve ocorrer, sendo que as revisões estão
programadas para acontecer em intervalos de 20 mil quilômetros.
Segurança contra furtos
Graças à tecnologia da 'Multiplexagem', o
modelo 307 conta com uma série de recursos que dificultam
qualquer tipo de roubo: um sistema evoluído de bloqueador
de partida eletrônico como o transponder (a cada partida
é feita a leitura de códigos eletrônicos
entre o Calculador da Injeção Eletrônica
e a CSI, para confirmar o arranque do motor); fechaduras
que impedem a introdução de qualquer outro
objeto que não seja a chave do veículo e supertravamento
(oferecido na versão Rallye), que desativa o comando
interno e externo das portas e impede sua abertura durante
um arrombamento.
Um alarme (de série na versão Rallye) com
duas funções: volumétrica ultra-sônica,
que detecta qualquer movimento realizado no interior do
habitáculo e perimétrica, que identifica a
abertura das portas, capô e porta-malas, complementam
o conjunto.
Mecânica Online e Imprensa Peugeot
LANÇAMENTOS
Carro que atende ao comando
do dono
Veja logo abaixo, também:
- BMW com navegação por satélite chega
ao Brasil
- Sistema de computação pode acusar motoristas
bêbados, diz pesquisador
"Computador: estime a distância entre a ponte
X e a rua Y" ou "existem vagas disponíveis
nesta rua?" ou ainda "como foi o desempenho de
minhas ações na bolsa?" Em breve motoristas
vão contar com computadores móveis capazes
de atender comandos humanos e oferecer informações.
Pelo menos são os planos do serviço de internet
móvel da MobileAria.
A empresa californiana desenvolveu um sistema em parceria
com a Palm, fabricante de portáteis, e a Delphi Automotive
Systems, de soluções de telemática.
Acompanhado de palmtop e celular, o motorista pode emitir
comandos de voz para receber dados de forma inteligente
pela internet. A solução da MobileAria também
serve de base de conectividade para o CommuniportMPC Pro,
da Delphi.
Via conexão celular, o portátil recebe conteúdo
multimídia áudio e vídeo, realizar
compras sem fio, consultar o mercado de ações,
receber mensagens e, no futuro, manter conexão com
redes corporativas de dados para acesso remoto a dados.
BMW com navegação por satélite
chega ao Brasil
A BMW anunciou por meio de comunicado que o modelo BMW
Série 7, que foi mundialmente lançado em setembro,
na Alemanha, chegou ao Brasil. O modelo é um dos
poucos à venda no país com o maior número
de recursos eletrônicos disponíveis em automóveis.
A série traz o sistema ''iDrive'', tecnologia de
comandos da Siemens que envolve navegação
por satélite, assistência a distância
e câmbio.
Pela tela do terminal de bordo, o usuário pode controlar
todo o funcionamento do carro e, em algumas cidades, consultar
mapas e rotas on-line de cidades, bem como receber informações
sobre o trânsito.
A Microsoft anunciou esta semana uma parceria com a Siemens
para oferecer uma versão compacta do Windows para
automóveis que possuem o sistema ''iDrive'', mas
não há previsão da chegada do sistema
ao BMW.
Sistema de computação
pode acusar motoristas bêbados, diz pesquisador
Um sistema de computação de bordo capaz de
monitorar o atraso entre os movimentos dos olhos de um motorista
e a direção tomada poderia ser utilizado para
identificar motoristas bêbados, de acordo com um cientista
inglês.
Segundo informações de edição
on-line da revista 'New Scientist', Dilwyn Marple-Horvat,
pesquisador da Universidade de Bristol, chegou a esta conclusão
depois de testar a coordenação dos olhos para
direção em pessoas que estavam jogando games
de automóveis e que tinham ingerido bebidas alcoólicas.
Uma pesquisa anterior mostrou que motoristas normalmente
olham para uma esquina aproximadamente 0.85 segundos antes
de virar o volante na direção desejada. Marple-Horvat
descobriu que esse tempo cai significativamente com a ingestão
de álcool.
- O problema é que, quando você fica bêbado,
começa a movimentar os olhos mais tarde - explicou
o pesquisador. - Com duas doses de Vodka, o tempo entre
olhar a esquisa e virar o volante cai para 0.5 segundos
ou menos. Em alguns casos, porém, tomar quatro doses
de Vodka não resulta em qualquer diferença
- acrescentou.
Uma câmera foi utilizada para monitorar os movimentos
dos olhos e um computador para comparar estes com os movimentos
das rodas do carro. Marple-Horvat afirma que um sistema
similar poderia ser instalado em automóveis para
automaticamente alertar a polícia ou ainda diminuir
a velocidade do carro, caso fosse detectado que a coordenação
do usuário está prejudicada.
De acordo com outro pesquisador da Universidade de Sussex,
um sistema como este pode custar mais de R$ 100 mil. Michael
Land, não muito confiante na aplicação
da pesquisa, acredita que pode ser um problema fazer os
motoristas cooperarem:
- Não consigo acreditar que um motorista sóbrio
vá querer um sistema assim no seu carro. Motoristas
que bebem certamente também não - afirmou
o cientista à 'New Scientist'.
Mecânica Online
TESTE DRIVE MECÂNICA
ONLINE
Novo Corsa chega realmente novo
ao mercado
Tá pensando que aqueles menininhos do comercial
do novo corsa estão mentindo? Que nada! O novo Corsa
que chega ao mercado apresenta muitas novidades, dentro
as quais, ele poderia até mesmo ter outro nome, pois
o carro sofreu bastantes modificações.
A Equipe da Mecânica Online recebeu inicialmente
o modelo hatch 1.0 e logo em seguida o Corsa sedan 1.8,
ambos equipados com direção hidráulica,
som com cd player, ar condicionado, travas e vidros elétricos,
e alarme.
O visual robusto dos novos corsas foi o destaque principal
durante o trânsito na capital pernambucana. Com capô
mais elevado, a frente adotou características mais
agressivas e bem parecida com a do Astra. A traseira do
hatch ganhou lanternas verticais integradas ao vidro traseiro,
melhorando a visualização dos motoristas que
vêm atrás. Enquanto a traseira do sedan é
mais limpa, com destaque para o aerofólio na tampa
do porta-malas.
As duas versões podem ser equipadas com o novo motor
1.0 (de 71 cavalos) ou 1.8 (102 cavalos, que é o
mesmo motor que equipava o Astra). Na versão testada,
o motor 1.0 com todos os recursos em uso, demonstrou uma
certa morosidade nas respostas junto ao acelerador quando
o veículo era solicitado.
No trânsito urbano o carro comportou-se bem, apesar
dessa dificuldade. Sem o ar ligado, e em estradas, o corsa
hatch conseguiu desenvolveu melhor, mas você não
deve esperar muito de um motor 1.0, 8 válvulas com
ar e direção hidráulica em operação.
Enquanto isso a versão sedan, completa com a motorização
1.8 não deixou nada a desejar. O carro desenvolveu-se
muito bem nas vias urbanas e também nas estradas.
Respostas rápidas e silenciosas, dão o requinte
tão merecido ao novo corsa sedan. O espaço
que para muitos pode parecer pouco, comporta muito bem uma
família de até 4 pessoas, ou apertando-se
aqui e ali, até cinco passageiros. No porta-malas,
espaço suficiente para àquela viagem de final
de semana com todos, são 432 litros, um aumento de
cerca de 10% em relação à linha anterior.
Os dois modelos 1.0 e 1.8 testados pela Equipe da Mecânica
Online, prezam pela estabilidade e pelo conforto interno.
A boa posição para dirigir, os ajustes do
banco e o câmbio com engates precisos e o novo visual
do painel deixaram o carro gostoso de ser conduzido.
Em relação ao modelo anterior, o carro cresceu,
e a distância entre eixos passou para 2,49m, largura
1,64m, altura 1,43m e comprimento (3,82m hatch e 4,17m no
sedan).
O carro traz recursos novos entre os populares nacionais,
como limpador de pára-brisa traseiro (que é
acionado pela combinação marcha-a-ré/limpador
dianteiro), trava automática das portas quando o
carro atinge a velocidade de 20km/h, que só destrava
quando o carro pára e a chave é retirada do
contato ou em em caso de colisão. O sistema de som
também vem com novidades, sendo a disqueteira de
seis discos embutida no painel, oferecida como opcional.
Durante o teste drive tivemos a oportunidade de conduzir
o Corsa sedan em um dia de bastante chuva e caos na cidade
do Recife. Um fato interessante foi que o carro após
passar por algumas áreas mais alagadas pela chuva
torrencial que caia sobre a capital pernambucana, começou
a sair uma grande quantidade de vapor da parte dianteira
do capô, em virtude de algumas partes quente do motor
terem sidos atingidas pela água do motor. A única
menção a relatar, foi a forma estranha como
o vapor d'àgua superaquecido saia da parte dianteira
do carro, dando até mesmo a impressão de ser
alguma fumaça.
O modelo mais barato é o hatch com motor 1.0, que
custa a partir de R$ 19.995. A versão sedan, com
a mesma motorização, tem preço sugerido
de R$ 20.995. Se a escolha for pelo hatch 1.8, paga-se a
partir R$ 24.995, valor que sobe para R$ 25.995 na versão
sedan. Segundo a Chevrolet, a linha Corsa antiga continua
em linha nas versões básicas.
TESTE DRIVE MECÂNICA ONLINE
Novo Corsa: Motores novos e
mais potentes
O novo Corsa oferece um excelente conjunto de motor
e transmissão, que incorpora significativas evoluções.
Os motores movidos a gasolina são exclusivos, o 1.0
litro "VHC" e 1.8 litro de capacidade volumétrica,
ambos de 8 válvulas e derivados da consagrada "Família
Um" da Chevrolet.
Mais do que a potência, a engenharia buscou privilegiar
o torque no desenvolvimento dos dois motores, proporcionando
melhores arrancadas e retomadas e garantindo ao consumidor
mais conforto no uso diário do veículo. As
duas motorizações disponíveis utilizam
o que há de melhor em tecnologia, como o sistema
de injeção multiponto digital e ignição
direta conjugada (D. I. S.), conhecidos por sua durabilidade
e eficiência.
No 1.0 litro "VHC", por exemplo, os pistões
e anéis são de baixo atrito, otimizados quanto
à geometria da cabeça do pistão e compatíveis
com a câmara de combustão. Assim, foi possível
elevar a taxa de compressão, sem comprometer a resistência
termo-mecânica do conjunto e obtendo uma melhoria
significativa na eficiência térmica do motor.
A linha Corsa conta também com um sensor de detonação,
o "Knock Sensor", disponível nas duas motorizações
e que permite a otimização do avanço
de ignição em todas as condições
de carga e rotação do motor.
O sistema de gerenciamento eletrônico dos motores,
efetuado por um módulo de controle eletrônico
híbrido de última geração, com
capacidade de memória maior e mais resistente ao
calor e vibrações que os módulos convencionais,
permite sua instalação dentro do compartimento
do motor, simplificando sua montagem e manutenções
periódicas.
As inovações resultaram em ganho de performance
do motor, com maior eficiência no desempenho e também
no consumo de combustível, além de redução
no nível de emissões.
A eletrônica a bordo do novo Corsa permite a utilização
do sistema de autodiagnóstico, que facilita a identificação
de qualquer anomalia, e conseqüentemente a sua correção.
Esta anomalia é indicada através de um código
de falha que fica registrada na memória, permitindo
ser identificada por meio do equipamento Tech 2.
Nos dois conjuntos de motorização, a linha
Corsa passa a contar com embreagem com comando hidráulico,
que propicia menor esforço no pedal, além
de redução do ruído e dos custos de
manutenção do sistema. Eles possuem também
o sistema trambulador das transmissões F17 com dispositivo
compensador, que elimina a vibração da alavanca
de trocas das marchas, reduz as chances de as marchas escaparem,
torna o engate mais preciso e reduz o nível de ruídos.
O escalonamento das relações de marchas das
transmissões, utilizadas nos dois motores do Corsa,
tem como objetivo obter-se uma melhor performance e dirigibilidade
dos dois veículos. Na versão com motor 1.0
encurtou-se a primeira marcha, para uma melhor arrancada
do veículo em qualquer condição, incluindo
rampa, e manteve a quinta marcha mais longa, para maior
economia de combustível.
Os freios dianteiros são a disco ventilados em todas
as versões, proporcionando mais segurança
nas frenagens. Já os modelos equipados com motor
1.8 apresentam discos de freios com diâmetros maiores.
1.0 litro "VHC" 8 válvulas, o mais
potente do mercado
O motor 1.0 litro "VHC" (8 válvulas)
tem potência de 71 cavalos a 6.400 rotações
por minuto (rpm) a maior desta categoria no mercado
, oferece uma excelente performance e torque máximo
de 8,8 mkgf (metros quilograma-força) a 3.000 rpm.
Isso tornou-se possível em função de
sua elevada taxa de compressão: o novo Corsa utiliza
com pioneirismo a exclusiva tecnologia "VHC" (very
high compression), que introduz um novo conceito de queima
do combustível dentro dos cilindros.
Com isso, consegue-se uma taxa de compressão mais
elevada, de 12,6:1 uma das maiores dentre os motores
8 válvulas , específica para a gasolina
brasileira, que tem uma adição aproximada
de 22% de álcool em sua especificação.
Graças à essa tecnologia desenvolvida pela
Fiat-GM Powertrain, que aproveita e utiliza a evolução
dos sistemas eletrônicos de combustíveis, para
um melhor controle da combustão e ignição
mesmo a taxas de compressão mais elevadas.
Este motor 1.0 litro "VHC" do novo Corsa apresenta
ganho de 11 cv, tornando-o o melhor na categoria. Com esse
novo motor, o veículo acelera de 0 a 100 quilômetros
horários no tempo de 15s5 e tem velocidade máxima
de 157 km/h, a melhor marca de sua categoria. Esse avanço
é tão significativo que a potência final
do motor 1.0 "VHC" supera inclusive a da maioria
dos motores 1.0 de 16 válvulas.
Esse novo conceito de operação do motor 1.0
litro "VHC" difere, em sua essência, do
verificado nos motores atuais. O processo de combustão
foi modificado de forma a permitir o aumento da razão
de compressão sem que isso ocasionasse o fenômeno
da detonação, vulgarmente conhecido por "batida
de pino".
O aumento da razão de compressão permitiu
então o aumento do rendimento do motor, com um resultado
excelente, diminuindo o consumo de combustível e
os níveis de emissões de gases poluentes.
A maior compressão do motor foi obtida com o emprego
de um pistão de cabeça plana, com tratamento
superficial a base de estanho. Foi aplicado um novo conjunto
de anéis com espessura reduzida e menor força
tangencial, o que possibilitou redução de
atrito interno do motor e maior eficiência do sistema
de ventilação do cárter.
Motor 1.8: mais torque e potência
O novo motor 1.8 litro SOHC (8 válvulas) oferece
potência máxima de 102 cv a 5.200 rpm e torque
máximo de 16,8 mkgf a 2.800 rpm. Sua taxa de compressão
é de 9,4:1.
Graças à maior cilindrada e avanços
na calibragem, o motor 1.8 do Corsa oferece mais torque
e potência em rotações mais baixas,
proporcionando ao motorista um ganho expressivo em dirigibilidade
e conforto. Em suma, ao dirigir ele sente o carro "mais
na mão", além de conseguir mais força
principalmente nas arrancadas. O veículo acelera
de 0 a 100 km/h em 10s9 e tem velocidade máxima de
179 km/h.
O motor 1.8 SOHC conta com cárter estrutural em
alumínio, fixado diretamente à carcaça
de transmissão, reduzindo a vibração
do conjunto transmitida para o interior do veículo,
com maior conforto ao usuário. Os pistões
e anéis também são de baixo atrito,
condição obtida em função da
pequena altura dos anéis de compressão. Devido
a isso, existe uma melhoria significativa no atrito das
peças giratórias e menores níveis de
ruídos e vibrações.
TESTE DRIVE MECÂNICA ONLINE
Novo Corsa: uma revolução
eletrônica
Principais funções do carro são
controladas por uma rede de computadores
O novo Corsa está equipado com o sistema CAN Bus,
uma grande evolução no que diz respeito à
arquitetura eletrônica dos automóveis, sendo
o primeiro automóvel da linha Chevrolet produzida
no Brasil a contar com este recurso. Trata-se de uma rede
de comunicação de dados local, só utilizada
atualmente pela linha Chevrolet no modelo Omega importado.
A comunicação entre os diversos módulos
eletrônicos é acompanhada por meio de um módulo
de controle de carroceria ("Body Computer Module"
ou BCM) que, na verdade, controla praticamente todos os
sistemas eletrônicos do veículo e se comunica
com todos os demais módulos existentes, como por
exemplo o módulo de controle do motor e o sistema
"Autoclutch".
O BCM é uma espécie de cérebro eletrônico,
responsável pelo controle da iluminação
externa (faróis, lanternas, setas e pisca-alerta),
da iluminação interna (luz de cortesia com
acendimento e desligamento progressivos, como no Vectra,
Astra e Zafira) e do sistema limpador e lavador dos vidros.
Além disso, os sistemas de travamento elétrico
e alarme, quando disponíveis, também são
controlados pelo BCM.
Sobre as funções controladas pelo BCM, destacam-se:
O travamento automático das portas assim
que o carro atinge a velocidade de 15 km/h. Este valor pode
ser alterado, ao gosto do cliente, através de um
concessionário Chevrolet.
O sensor de colisão que, em caso de uma batida,
destrava todas as portas automaticamente, mesmo nos veículos
não equipados com "airbag".
A personalização do comportamento
do destravamento das portas por meio do controle remoto
e do cilindro da porta do motorista e também o tempo
de funcionamento contínuo da luz interna de cortesia.
O destravamento de todas as portas quando se retira
a chave do contato.
Os interruptores de controle de abertura de portas.
O primeiro abre ou fecha as portas do veículo quando
acionado. O segundo, disponível somente na versão
sedã, destranca o porta-malas. Entretanto, seu acionamento
só é interpretado quando a velocidade do veículo
for zero km/h e as portas estiverem destravadas, garantindo
assim a integridade do conteúdo do porta-malas.
O sistema limpador e lavador do pára-brisa
possui um atraso proposital de 0,5 segundo entre o acionamento
da bomba dágua (lavador) e o início
de operação das palhetas (limpador), reduzindo
as possibilidades de danos às palhetas e ao vidro,
uma vez que a limpeza será realizada com o mínimo
de água sobre o mesmo.
A velocidade intermitente do limpador do pára-brisa
pode ser regulada pelo motorista, o qual pode programar
o sistema para operar dentro de uma faixa de 0 a 30 segundos,
otimizando o funcionamento do sistema sob as mais diversas
condições de garoa.
O limpador traseiro, na versão "hatchback",
é acionado automaticamente caso o limpador dianteiro
esteja ligado e a marcha a ré engatada, facilitando
a execução das manobras com o veículo.
O limpador de parabrisas evoluiu tecnicamente e
possui um sistema que evita a queima do motor caso o braço
do limpador fique travado por um certo período. O
mesmo sistema também existe no sistema limpador traseiro
na versão "hatchback" 5 portas.
Painel: acesso fácil a muitas informações
Os instrumentos do painel compreendem um módulo
de circuito eletrônico montado numa única placa
de componentes, controlados por um micro processador integrado,
programável na linha de montagem.
Todos os instrumentos (velocímetro, tacômetro,
indicador de temperatura e indicador de combustível)
são acionados pelo circuito eletrônico, que
recebe informação dos diversos sensores, e
através do tratamento adequado dos sinais provê
informação aos respectivos indicadores.
O circuito eletrônico permite indicações
com amortecimento suficiente para eliminar as indesejáveis
oscilações de ponteiro como, por exemplo,
a indicação de combustível em situações
de curvas ou acelerações bruscas.
Outra novidade no painel é a indicação
de necessidade do serviço. Quando o veículo
atingir a marca de 15.000 quilômetros ou 52 semanas
o que ocorrer primeiro a indicação
"Insp" aparecerá no hodômetro, alertando
para a realização da primeira revisão
obrigatória do veículo. Ela permanece por
7 segundos após ligar-se a chave de ignição.
Em seguida, o hodômetro parcial retorna no display.
Outra novidade é o mostrador de informação
tripla (TID), instalado na parte superior do cockpit, que
apresenta as seguintes informações em setores
distintos: relógio, temperatura externa e data
esta última é substituída pela freqüência
de estação de rádio, quando ele estiver
ligado. Duas teclas localizadas à direita do mostrador
permitem o ajuste do relógio.
O fechamento e a abertura expressa é uma característica
de conforto do módulo de controle dos vidros que
permite o total fechamento ou abertura dos vidros com um
toque apenas no interruptor sem que seja necessário
manter-se o comando acionado até o final da operação.
O usuário simplesmente deve pressionar o interruptor
por um pequeno período de tempo de forma que o sistema
possa entender sua intenção e automatizar
a operação. Por outro lado, caso deseje-se
interromper o movimento expresso basta um novo toque nos
interruptores (em qualquer sentido) que a operação
é cancelada.
A proteção anti-esmagamento impede que os
vidros esmaguem ou prendam qualquer obstáculo (como
a mão de uma pessoa, por exemplo) durante o fechamento.
Se um obstáculo é interposto entre o vidro
e a canaleta, o sistema automaticamente interromperá
e inverterá o movimento de subida de modo a preservar
a integridade física dos ocupantes.
Uma outra característica do módulo de controle
dos vidros destina-se a proporcionar uma operação
customizada em relação a ruído. Quando
qualquer vidro é acionado, utilizando a abertura
expressa, ele pára poucos milímetros antes
de se atingir o batente inferior. Esta medida visa evitar
o incômodo ruído emitido quando os vidros chegam
ao limite inferior do seu curso. Ao acionar novamente o
interruptor de comando dos vidros na posição
abertura, o mesmo se movimenta até o fim de curso,
permitindo uma abertura total da janela.
As baterias, por sua vez, possuem um novo sistema de fixação,
sem retentores e parafusos avulsos agregados à bandeja
(estes componentes já fazem parte do conjunto da
bandeja). Elas possuem de 36 amperes (motores 1.0 litro
sem aquecedor) a 45 amperes (todos motores 1.0 com aquecedor
e sem condicionador de ar e 1.8 litro sem condicionador
de ar) e 55 amperes (todos com condicionador de ar).
Vidros, portas e sensor de inclinação
Outra característica implementada neste módulo
é o fechamento automático dos vidros por meio
de um simples toque no controle remoto da chave, seguindo
o mesmo funcionamento do Astra, Vectra e Zafira.
O alívio interno de pressão facilita o fechamento
das portas. Quando qualquer porta é aberta um dos
vidros dianteiros (alternados a cada ciclo) é aberto
aproximadamente 30 milímetros.
O Corsa incorpora um sistema de trava e alarme equipado
também com sensor de colisão. Em caso de uma
batida, todas as portas são automaticamente destravadas,
mesmo nos veículos não equipados com "airbag".
Voltando a falar do BCM, graças a ele, há
o monitoramento de algumas funções do veículo
para reduzir as possibilidades de descarga da bateria. A
porta aberta dispara, automaticamente, um aviso sonoro para
alertar o motorista, caso o mesmo esqueça os faróis
e lanternas ligados e/ou a chave ao contato. O sistema ainda
controla o consumo da bateria, desligando automaticamente
a luz interna de cortesia, quando o motorista a esquece
acesa.
Sistema de som inédito no Brasil
O sistema de áudio incorpora muitos avanços
no mercado brasileiro, como o exclusivo rádio Double
DIN (tamanho dobrado em relação ao convencional)
o novo Corsa é o primeiro automóvel
brasileiro a utilizar este conceito , projetado para
oferecer mais recursos e para dificultar roubos e sua reutilização.
Outra novidade na linha Chevrolet é o rádio
"dual play-back", que incorpora na mesma unidade,
além da recepção AM/FM e a reprodução
de fitas-cassete, uma disqueteira integrada ("in dash")
no próprio rádio, com capacidade para 6 CDs,
eliminando o inconveniente de se ter de manusear os CDs
no compartimento do porta-malas.
O sistema de som oferece várias outras características
programáveis, a exemplo do aumento de volume automático
proporcional ao aumento de velocidade do veículo,
RDS (Radio Data System) que recebe mensagens de texto transmitidas
por algumas emissoras de rádios no display ,
e o conhecido Locktronic Code (código de segurança
do rádio), dentre outras.
LANÇAMENTOS
O Volvo ACC2 - transporte rápido
para o aventureiro exigente
o Um estudo introduzindo um conceito excepcional
o Superfícies frias, materiais quentes e funcionalidade
inteligente
o Novo projeto de bancos
o Segurança visível
o A última inovação em tecnologia da
informação
o Para todas as estradas e pistas
O Volvo ACC2 (Adventure Concept Car 2) foi desenvolvido
com o objetivo de demonstrar que a atual linha Volvo Cross
Country tem um futuro excepcional à sua frente.
O ACC2 é o resultado de um estudo de conceito para
veículos de alto desempenho para atividades esportivas,
- o carro definitivo para aquelas aventuras de inverno.
A exclusividade da cor "prata-aço" realça
a sua aparência dinâmica.
Pela integração inteligente de avançadas
soluções de tecnologia da informação,
ele nos oferece uma idéia da tecnologia de informação
que está à nossa espera no futuro.
Os grandes arcos das rodas imprimem força à
sua forma inspirada em motores a jato, acomodando uma distância
entre rodas mais larga e conferindo ao carro a idéia
de capacidade. As partes mais baixas da carroceria foram
protegidas por molduras nas portas.
As rodas de 18 polegadas têm pneus reforçados,
desenvolvidos pela Michelin. Conhecidos como "pneus
murchos ou vazios", eles permitem que o motorista mantenha
o controle do veículo, mesmo quando o pneu perde
repentinamente a pressão.
Os faróis dianteiros se conectam ao sistema GPS,
ajustando-os automaticamente ao padrão de luz, característico
de tráfego na mão direita ou esquerda.
Frio, quente e inteligente
O interior do ACC2 se inspira no hotel de gelo de Jukkasjärvi,
na Suécia, e no famoso canivete suíço,
resultando em um mix de superfícies frias, materiais
quentes e funcionalidade inteligente.
"As superfícies de aço e alumínio
enfatizam a percepção de se estar diante de
uma máquina capaz, enquanto que os materiais suaves
e naturais despertam uma sensação de conforto
e aconchego", explica o projetista de interiores Jonathan
Dale.
Novo projeto de bancos
A configuração de assentos do Volvo ACC2 é
2 + 2. O novo projeto de bancos é uma das características
mais diferenciadas deste carro conceitual. O fino contorno
do banco se baseia no design arredondado das cadeiras de
madeira escandinavas e no formato dinâmico dos bancos
de carros de corrida.
O ângulo fixo entre o assento e o encosto do banco
revestido em couro natural e o suporte para a região
lombar proporcionam máximo conforto. Os encostos
dos bancos traseiros podem ser dobrados para a frente, formando
uma ótima superfície plana para receber carga.
O carpete quente e lanoso é feito do mesmo material
das camas do hotel de gelo sueco, à prova d'água
e macio ao toque. Um brilho quente e laranja emana do console
central, aumentando a sensação de calor e
de aconchego.
Funcionalidade laranja
e funções de segurança visíveis
O laranja foi usado para indicar funcionalidade. Sempre
que se vê a cor laranja, existe uma função
ou uma interação entre o carro e seus ocupantes.
Isso inclui todos os botões existentes no carro,
as maçanetas das portas e os importantes acessórios
e funções de segurança, como o indicador
do sistema WHIPS (Whiplash Protection System), um sistema
de proteção contra o efeito de chicote, bem
como a barra SIPS (Side Impact Protection System), instalada
em todos os bancos dando proteção contra impactos
laterais.
Os acessórios de segurança embarcados foram
tornados visíveis, pois pretendia-se ressaltar o
avanço tecnológico da Volvo neste campo. No
ACC2, o cinto de segurança cruzado CrissCross, introduzido
nos carros SCC (Safety Concept Cars), no ano passado, não
é, de forma alguma, o único acessório
de segurança visível.
As barras de segurança instaladas nas portas também
servem para o passageiro se segurar e integram a gaiola
de segurança. O airbag do volante pode ser visto
através do vidro fosco, assim como o estojo de primeiros-socorros
e a caixa de ferramentas, ambos integrados nas portas dianteiras.
O console central - um "cinto de utilidades"
O console central do ACC2 aloja toda uma seleção
de funções e acessórios high-tech.
A melhor descrição que lhe cabe é a
de "cinto de utilidades", permitindo ainda o acoplamento
de vários itens, inclusive a conexão de um
assistente digital PDA (Personal Digital Assistant), câmara
fotográfica e filmadora digital de vídeo.
O PDA inteligente e portátil, desenvolvido em conjunto
com a Hewlett Packard, inclui um telefone e um sistema GPS
online, que pode ser usado tanto fora como dentro do carro.
Possibilidades fantásticas
Quando você remove o PDA do carro, ele emprega tecnologia
bluetooth para a transmissão de informações.
Esta tecnologia abre toda uma ampla gama de possibilidades
fantásticas para o futuro.
o Use o controle de voz e diga "give me powder"
("dê-me neve") e o PDA vai navegar na web,
em busca de informações sobre a localização
da melhor neve, ainda intocada.
o Aponte para uma montanha e você obterá informações
sobre encostas, condições do tempo e qualidade
da neve.
o Se ficar preso em uma avalanche ou por causa do mau tempo,
o PDA emitirá um sinal de SOS, através do
sistema Volvo On Call. O equipamento de GPS vai repassar
à equipe de resgate sua posição exata.
o O sistema também vai ajudá-lo a encontrar
seu caminho de volta para casa, quando as condições
do tempo estão péssimas. Além disso,
poderá pré-aquecer o carro para seu maior
conforto.
De volta ao carro, você poderá conectar sua
filmadora e assistir suas aventuras na tela instalada no
console e voltada para o banco traseiro. O "cinto de
utilidades" também inclui tocadores MP3 e DVD,
uma garrafa térmica, quatro copos e óculos
de sol laranja.
Motor de 300 hp
Embaixo do capô do ACC2, se encontra uma versão
potente do motor de cinco cilindros e 2435 cilindradas da
Volvo, gerando 300 hp e um torque de, no mínimo,
400 Nm. Toda essa potência se soma à caixa
de transmissão compacta, semi-automática,
de seis marchas e quatro eixos, desenvolvida pela Volvo.
Os botões "Up" (para cima) e "Down"
(para baixo) do câmbio foram integrados no volante,
enquanto que o botão da marcha a ré se encontra
no console central.
FOUR-C - uma exclusividade em chassis
O chassis continuamente controlado FOUR-C (Continuously
Controlled Chassis Concept) é o mesmo dos carros
com conceito de desempenho (Performance Concept Car).
A exclusividade do chassis FOUR-C consiste na sua capacidade
de coletar uma grande quantidade de informações
sobre a maneira do se mover e responder instantaneamente,
ajustando as características do amortecedor de acordo.
O Volvo ACC2 também vem equipado com o sistema de
tração nas quatro rodas AWD (All Wheel Drive),
controlado eletronicamente. Sem dúvida, um carro
para todas as estradas e pistas.
Mecânica Online & Imprensa Volvo
LANÇAMENTOS
Volvo apresenta o seu segundo
Adventure Concept Car (ACC2)
Dois meses após o lançamento do novo
Volvo XC90 em Detroit, a Volvo Car oferece uma nova visão
do futuro da linha Volvo Cross Country .
O segundo carro ACC2 com conceito de aventura da Volvo
claramente demonstra que a atual linha Volvo Cross Country
tem um grande futuro à sua frente.
"A família Cross Country tem dois membros distintos.
São dois veículos distintos, capazes de atrair
compradores com desejos bem diferentes", diz Hans-Olov
Olsson, presidente e CEO da Volvo Cars.
O Volvo XC90 é a escolha ideal para as aqueles que
estão em busca de exclusividade. Trata-se de um utilitário-esportivo
do mais puro sangue, enquanto que o Cross Country ou Volvo
XC70, como será chamado a partir do modelo do ano
2003, continua atraindo aqueles que preferem um carro inspirado
em um utilitário-esportivo.
"A família XC (Cross Country) continua sendo
desenvolvida. Nosso novo ACC2 mostra como as vantagens do
conceito Cross Country podem ser refinadas, para se chegar
à escolha ideal daqueles que desejam um carro que
faça parte de seus estilos de vida. O ACC2 é
o carro daqueles que partem em busca de aventuras no inverno.
Sem dúvida, essa mesma linha de pensamento pode ser
aplicada a outras atividades de lazer", acrescenta
Hans-Olov Olsson.
Uma viagem rápida e confortável
O Volvo ACC2 proporciona uma viagem rápida e confortável
ao mundo da aventura - e conta com a tecnologia para fazer
dessa experiência algo perfeito. O motor e o chassis
são os mesmos do Volvo Performance Concept Car (PCC);
com 300 cv, 400 Nm de torque, um chassis continuamente controlado
e tração nas quatro rodas controlada eletronicamente
(All Wheel Drive).
Seu visual é uma excitante e exclusiva mistura de
superfícies frias, materiais quentes e funcionalidade
inteligente. No seu interior há um novo design para
os bancos, uma área de carga totalmente plana, funções
e acessórios de segurança visíveis
e um console central informatizado com o que há de
mais avançado.
O cinto de utilidades
O console central é o "cinto de utilidades",
com acomodações para vários itens,
como um assistente eletrônico PDA (Personal Digital
Assistant), uma câmara e uma filmadora digital de
vídeo.
O PDA inteligente e portátil vem equipado com um
telefone e uma unidade GPS. Quando removido do carro, ele
usa tecnologia bluetooth para o envio e recebimento de informações.
"Pode parecer complicado. Mas o nosso objetivo foi
organizar e apresentar toda a tecnologia embarcada de uma
forma simples e funcional. Com este carro, o design e a
funcionalidade escandinavas atingem um novo patamar",
diz o projetista de interiores Jonathan Dale.
LANÇAMENTO
Novos modelos VW Golf oferecem
mais
tecnologia, conforto e prazer ao dirigir
Novidades tecnológicas e sofisticado acabamento
interno aumentam o prazer de dirigir os novos modelos Golf,
que chegam aos concessionários Volkswagen de todo
o País, neste mês de maio.
O Golf GTI agora está equipado com motor de 180
cv de potência e nova curva de torque, controle eletrônico
de estabilidade (ESP) e oferece a opção de
câmbio automático Tiptronic de 5 velocidades
no console, antes só disponível para a família
Passat. Além de maior potência e torque, o
novo motor 1.8 Turbo do GTI incorporou a tecnologia E-GAS
(acelerador eletrônico inteligente) até então
exclusiva da versão 1.6 Plus.
O Golf 2.0 também foi beneficiado com o acelerador
eletrônico inteligente que otimiza o desempenho, a
dirigibilidade e o consumo de combustível.
Nos Golf 1.6 Plus e 2.0, a estrutura de oferta inclui
a opção pelo acabamento interno em couro Softline
e de rádio com CD Player montado com 4 alto-falantes
e 4 tweeters, equipamento que é de série na
versão GTI.
A introdução dos novos itens consolidam
o Golf como um carro único em sua categoria. Destaque
para a tecnologia aplicada em sua produção,
que inclui a soldagem de chapas a laser, e a carroceria
totalmente galvanizada que garante a seu proprietário
12 anos de proteção contra a perfuração
por corrosão.
Com visual elegante, de supefícies lisas sem vincos,
conjunto ótico com quatro refletrores e pára-brisa
inclinado o Golf tem aparência dinâmica. Internamente,
oferece de série itens de conforto e segurança,
como alças de apoio escamoteáveis no teto,
direção hidráulica, volante de direção
regulável em altura e profundidade, banco do motorista
com regulagem de altura e pára-brisa laminado com
vidro verde degradé.
A preocupação com segurança continua
com as colunas, portas e soleiras reforçadas que
asseguram maior proteção em impactos laterais,
o freio a disco nas quatro rodas, o imobilizador eletrônico
e as fechaduras com cilindros que giram em falso, impossibilitando
abrir o carro ou dar a partida sem a chave original e a
coluna de direção com travamento por atrito,
que impede o rompimento da trava e aumenta a proteção
contra furtos.
Novo motor 1.8 turbo com 180 cv
O motor 1.8 turbo da família EA-113 que equipa o
GTI tem 4 cilindros em linha, 5 válvulas por cilindro
e uma nova calibração, que aumentou de 150
para 180 cv sua potência máxima (ganho de 20%)
e de 210 para 235 Nm seu torque máximo (ganho de
12%). Além disso, incorpora a nova tecnologia do
acelerador eletrônico Inteligente (E-GAS), que funciona
sem cabo e, entre outras vantagens reduz a emissão
de gases poluentes, melhora a dirigibilidade e contribui
para a economia de combustível.
Equipado com transmissão manual de 5 velocidades,
o novo GTI acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos (era
8,5 s) e alcança a velocidade máxima de 227
km/h (era 216 km/h). Esse melhor desempenho não compromete
o consumo de combustível: o carro faz 9,2 km/l (era
7,7) na cidade e 15,9 km/l (era 14,9) na estrada.
Tiptronic, um câmbio de classe superior
As mudanças na transmissão automática
do Golf GTI foram audaciosas: em lugar do câmbio de
4 velocidades com controle eletrônico DSP (Dynamic
Shift Program), ele recebeu um câmbio Tiptronic de
5 velocidades, o mesmo usado em veículos de classe
superior.
Entre outras vantagens, o Tiptronic pode ser utilizado
como transmissão automática convencional ou
como transmissão semi-automática sequencial.
Neste caso, o motorista faz as mudanças de marcha
dando leves toques na alavanca, depois de movê-la
para o encaixe à direita. Toques para a frente elevam
as marchas; para trás, elas são reduzidas.
Com o Tiptronic no modo manual, o motorista tem o conforto
adicional de não precisar reduzir de uma marcha mais
alta para a primeira, ao parar em um semáforo fechado.
Automaticamente, o gerenciamento eletrônico do câmbio
providencia a troca.
O GTI equipado com câmbio automático Tiptronic,
vai da imobilidade aos 100 km/h em 8,2 segundos e atinge
a velocidade máxima de 205 km/h. Seu consumo no trânsito
da cidade é de 7,5 km/l e, no da estrada, de 14,7
km/l.
ESP, estabilidade a toda prova
O Golf GTI é o primeiro Volkswagen brasileiro a ser
equipado, de série, com o ESP (Programa Eletrônico
de Estabilidade), um programa de segurança ativa
que garante a máxima estabilidade possível
ao veículo, mesmo em condições adversas
de uso. Com o ESP, o motorista pode contornar uma curva
sobre piso de baixa aderência (asfalto molhado, por
exemplo), sem derrapar. E mais: o programa eletrônico
corrige eventuais reações incorretas do motorista
durante a curva ou em outra situação de risco.
O ESP evita o sobre-esterçamento (saída de
traseira) - independentemente da vontade do motorista -
freando a roda dianteira do lado de fora da curva e se apoiando
nos sistemas de gerenciamento do motor e da transmissão
para acelerar ou reduzir a velocidade do carro e, assim,
manter sua estabilidade.
Se o automóvel começar a sair de frente,
o sistema freia a roda traseira do lado de dentro da curva
e mantém a estabilidade usando os sistemas de gerenciamento
do motor e transmissão.
E para o Golf não ficar desgovernado depois de
desviar de um obstáculo à sua frente (quando
o motorista vira bruscamente o volante para a esquerda),
o ESP freia a roda traseira esquerda, depois a dianteira
direita e por fim a dianteira esquerda. A ação
impede uma rodada de traseira e mantém a estabilidade
direcional do GTI (ver ilustrações).
Como funciona o programa de estabilidade
O ESP trabalha com os sistemas de gerenciamento do motor
(ECU) e do ABS (equipamento que impede o bloqueio das rodas
durante uma freagem) e incorpora, ainda, as funções
ASR, EDL, EBD e EBC.
ASR, sigla em alemão que significa Antriebs-Schlupf-Regelung,
também conhecida como TCS (Traction Control System),
na lingua inglesa, é o sistema que controla a tração
e evita que as rodas patinem durante a aceleração,
em pisos de pouca aderência, como gelo, cascalho,
areia, lama ou asfalto molhado, entre outros.
EDL, do inglês Eletronic Differencial Lock, é
o travamento eletrônico do diferencial que permite
trafegar em segurança sobre superfícies de
diferentes coeficientes de atrito. Exemplo: com as rodas
do lado esquerdo sobre asfalto seco e as do lado direito
na terra, o EDL freia a roda de tração que
está sobre a terra, para evitar que ela patine, e
distribui mais força para a roda sobre o asfalto,
que tem mais aderência.
O EBD, do inglês Electronic Brake Force Diistribution
distribui eletronicamente a força de freagem entre
as rodas dianteiras e as traseiras do Golf.
Por fim, o EBC, Engine Brake Control, evita o travamento
das rodas de tração - em consequência
da ação do freio-motor - se o motorista tirar
repentinamente o pé do acelerador ou se frear o GTI
com uma das marchas engatada.
Além desses sistemas, há um sensor que acompanha
todos os movimentos que o motorista imprime ao volante de
direção, enquanto outro se preocupa com a
aceleração lateral do carro. Todos -- sistemas,
válvulas, módulos e sensores -- estão
atentos à condução do veículo,
a partir do momento em que o motor é ligado. E a
qualquer tendência de desvio da trajetória
ideal do carro -- antes mesmo que o motorista perceba --,
o programa de estabilidade entra em ação.
Uma luz no painel pisca para avisar que o ESP está
agindo.
O motorista pode desativar as funções do
programa de estabilidade -- apertando a tecla ESP do painel
-- se precisar transitar com correntes no pneu, para vencer
trechos de lama ou neve, ou se precisar desatolar o carro
com movimentos contínuos para a frente e para trás.
Desligando-se a tecla ESP, sòmente o programa de
estabilidade fica inativo. Os sistemas de freio ABS e o
bloqueio eletrônico do diferencial (EDL) permanecerão
em funcionamento. Recomenda-se reativar o programa de estabilidade,
reapertando a tecla ESP, tão logo o veículo
saia do atoleiro ou deixe de usar as corrente.
LANÇAMENTOS
Surge um novo conceito de automóvel,
é o novo Polo
Surge um novo conceito de automóvel com o Novo Polo.
Ele foi desenvolvido a partir de um projeto que revolucionou
tanto o design quanto a produção de veículos
de passeio no Brasil. Para produzir o Novo Polo, a Volkswagen
investiu na criação da fábrica Nova
Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), que foi
equipada com uma linha de produção totalmente
informatizada.
O Novo Polo é oferecido nas versões 1.6,
com 101 cv de potência, e 2.0 litros, com 116 cv.
Outro grande diferencial do Novo Polo diante da concorrência
é oferecer o melhor pacote de itens de série
da categoria, sem que isso seja refletido em seu valor.
O modelo básico sai por R$ 28.990,00 e conta com
itens de conforto, segurança e conveniência,
como o sistema de ar-condicionado Climatic, direção
eletro-hidráulica, coluna de direção
ajustável e acelerador eletrônico E-GAS.
Revolução no design
A frente do Novo Polo é uma das maiores mostras
do seu design inovador. Os faróis duplos redondos
contam com lentes lisas e transparentes, de alta eficiência
de iluminação, com lentes de policarbonato
de elevada resistência.
O sistema pode ser complementado por faróis de neblina,
com blocos ópticos de superfície complexa
e lentes lisas. Esse recurso técnico permite uma
redução da área frontal do farol e
maior eficiência de iluminação. Já
as lanternas traseiras seguem a mesma linha high-tech, destacando-se
pelas lentes bicolores e refletores em forma de círculo
e retângulo.
Segurança é um dos pontos fortes do Novo
Polo
O sistema de airbag do Novo Polo, tipo full size, oferece
proteção adicional para as regiões
da cabeça e do tórax do motorista e do passageiro,
em colisões frontais de elevada gravidade.
Eles são complementados pelos cintos de segurança
de três pontos. Eles são compostos por duas
bolsas, uma de 64 litros para o motorista e outra de 120
litros para o acompanhante da frente. Quando o equipamento
é acionado, as portas se destravam (quando possui
travamento central), as luzes de advertência ficam
piscando e a luz interna se acende.
Itens de série exclusivos
O Novo Polo vem com dois sistemas de climatização,
o novo Climatic e o Climatronic, ambos com filtro de pó
e pólen, que controla a entrada de impurezas no interior
do veículo. Outra inovação é
a presença de direção eletro-hidráulica,
que torna ainda mais agradável o ato de dirigir,
e do acelerador eletrônico E-GAS, que garante maior
desempenho do seu Novo Polo.
Entre os itens de segurança estão os cintos
de segurança dianteiros com ajuste de altura e pré-tensionadores,
sistema Isofix, usado para fixação de cadeiras
de crianças, apoios de cabeça traseiros, barras
de proteção nas portas e brake-lights.
Uma nova forma de produção
Com o Novo Polo, a Volkswagen inicia as atividades da fábrica
Nova Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), que
foi radicalmente reformulada para receber o novo modelo.
Nessa linha toda informatizada e de conceito modular, o
Novo Polo é montado por 400 robôs, soldado
e checado por sistema a laser, entre outros avanços
tecnológicos, o que garante melhor qualidade e precisão
de construção e maior produtividade.
ENCONTRO
Associação Brasileira
de
Engenharia discute inspeção veicular
Em comemoração à Semana do Meio Ambiente,
a AEA Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva organizou em São Paulo o tradicional Jantar
do Meio Ambiente. Neste ano, o evento discutiu os avanços
tecnológicos da indústria automobilística
e as medidas governamentais, como a nova fase do Proconve,
que irá impor limites ainda mais rigorosos, visando
a preservação do meio ambiente. Mas, o principal
assunto abordado foi a Inspeção Veicular.
O Proconve e os avanços tecnológicos
só terão significado se a Inspeção
for implantada, pois fará com que os motoristas mantenham
seus veículos em ordem, atendendo às especificações
do Programa. Há anos, a AEA - Associação
Brasileira de Engenharia Automotiva vem dando apoio ao Governo
na tentativa de viabilizar sua implantação,
mas até agora nada de concreto foi conseguido,
explica José Edison Parro, presidente da AEA.
O evento teve o patrocínio da Anfavea, Robert Bosch,
Delphi, TRW, Petrobras, Afeevas (Associação
Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de
Emissões Veiculares da América do Sul) e Magnetti
Marelli.
Proconve e Inspeção Técnica Veicular
Desde a implantação do Proconve em 1987, atingiu-se
uma redução de 97% da emissão de poluentes.
Segundo o coordenador do Proconve, Paulo Cesar Macedo, antes
do programa, a emissão média de monóxido
de carbono por veículo era de 54 g/km, hoje essa
emissão é de 0,7 g/km. Uma meta não
foi alcançada, a implementação em todo
o País dos programas de inspeção de
emissões, que certamente contribuirão para
a manutenção dos níveis de emissões
homologados, explica Macedo.
A implantação da Inspeção Veicular
é uma das medidas do Código de Trânsito
Brasileiro, sancionado em 1997, que prevê uma vistoria
técnica periódica das condições
de segurança e das emissões dos veículos.
Há anos, esse programa está na pauta
do Ministério da Justiça, mas ainda não
se chegou a uma conclusão de como aplicar a inspeção
de maneira transparente e com credibilidade frente à
população, analisa o presidente da AEA.
Segurança no Trânsito
Além de melhorar a qualidade do ar, a Inspeção
Técnica Veicular é imprescindível para
que as vias públicas se tornem locais seguros para
a população. No Brasil, atualmente, acontecem
cerca de 40 mil mortes no trânsito por ano, que representam
10% de todas as mortes no trânsito em todo o mundo.
A Inspeção Veicular e a renovação
da frota ajudariam a reverter esse quadro. Soma-se a isso
a melhoria das vias públicas e, com certeza, o Brasil
pode vir a ser um país com ruas mais seguras,
explica Parro.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo consultor de trânsito
Roberto Scaringella, fundador da CET (Companhia de Engenharia
de Tráfego) e membro do conselho da AEA, a maioria
dos acidentes está ligada à falha humana,
às condições dos veículos e
das vias, sendo que 27% desses acidentes estão relacionados
ao estado de conservação dos veículos.
Benefícios da Inspeção Técnica
Veicular
Os benefícios trazidos pela Inspeção
Veicular são inúmeros. Além da redução
no número de acidentes, também haverá
uma diminuição da poluição urbana,
economia de combustível e, principalmente, redução,
de maneira significativa, do tempo gasto nos congestionamentos
das grandes cidades, causados pela falta de manutenção
dos veículos.
A economia do País também será
afetada de forma positiva. Haverá geração
de emprego em toda a cadeia automotiva, ampliação
dos investimentos em todos os setores envolvidos e diminuição
de gastos com a saúde pública, gerados por
acidentes de trânsito e pela poluição,
acrescenta Parro.
Printer Press Assessoria de Comunicação
MAIS AVANÇO
Paraná é o primeiro
estado a importar a célula a combustível
Há muito o homem alimenta o desejo de ter um automóvel
movido a Hidrogênio (H) e Oxigênio (O), emitindo
água pura, ao invés de dióxido de carbono
(CO2) e outros poluentes. Talvez isso não faça
diferença a alguns que não se importam com
a qualidade do ar que respiram, mas para os ambientalistas
seria um sonho. A responsável pela concretização
dessa possibilidade é a já conhecida tecnologia
denominada célula a combustível, uma alternativa
em que a combustão é realizada de maneira
controlada, aumentando a eficiência do aproveitamento
da energia liberada e de modo menos poluente.
Essa tecnologia já existe há 150 anos, mas
não tinha utilidade prática. Por isso, foi
só em 1960 que a agência espacial norte-americana
Nasa desenvolveu o primeiro produto a ser aplicado nas missões
espaciais. Não havia preocupação
com o custo, mas com a segurança, explica o
físico do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento
(Lactec), do Paraná, Patrício Rodolfo.
Hoje, a célula a combustível tem aplicação
em quase todo o mundo. Não que os carros, por exemplo,
estejam já em grande número se abastecendo
em postos de hidrogênio. Os países
EUA, Japão, Alemanha, França, Espanha,
Itália, Canadá e Austrália estão
em fase de desenvolvimento, com protótipos em testes,
ou seja, as grandes montadoras já têm carros
rodando em fase experimental para a análises de uma
série de fatores, como o aquecimento do veículo,
ruídos produzidos e a potência, entre outros
fatores. Antigamente este carro era vinte, trinta
vezes mais caro, hoje é apenas o dobro do preço
de um normal. Por esse e outros motivos é que acredito
que essa será a principal tecnologia do futuro,
diz Rodolfo com entusiasmo.
Segundo o professor do Instituto de Química (IQ)
de São Carlos da Universidade de São Paulo
(USP), Ernesto Rafael Gonzalez, o alto custo é resultado
da escassez do equipamento gerador de energia elétrica.
As indústrias internacionais não têm
estoque, trabalham em pequena escala, por isso a compra
deve ser negociada antes, explica Gonzalez. A USP
estuda sobre o assunto há 20 anos. A Universidade
formou uma equipe com quatro docentes do IQ e vinte estudantes
de pós-graduação que desenvolvem as
células para pesquisas, importando apenas a matéria-prima.
Outras indústrias e laboratórios também
apostam nesse sonho. É o caso do Instituto de Pesquisas
Energéticas Nucleares (Ipem), em São Paulo,
a Petrobras e o Lactec, entre outros. A maioria dessas empresas
não comercializa, apenas estuda a tecnologia. Mas
o Lactec foi além, o laboratório adquiriu
três unidades de células a combustível
de 200 kilowattes de potência, dos Estados Unidos.
Instalou uma nas suas próprias dependências
há dois meses, para testes, pesquisas e levantamento
de dados; outra na Companhia de Energia do Paraná
(Copel), para uso no centro de processamento de dados (central
de comando); e a terceira será ainda implantada no
hospital que pesquisa câncer em criança no
Paraná.
Essas unidades são da tecnologia de ácido
fosfórico, pois é a única disponível
comercialmente em todo o mundo. Há outras quatro
células que estão na fase de protótipos,
e se diferenciam principalmente na temperatura e nos materiais
de funcionamento, são elas: alcalinas, óxidos
sólidos, carbonatos fundidos e polimétricos,
explica Rodolfo. Mas todos esses geradores de energia utilizam
H e O, a diferença é similar aos combustíveis
dos carros, que hoje utilizam o gás, a gasolina,
o óleo diesel ou o álcool. A importação
do equipamento não foi fácil. Entramos com
pedidos por intermédio do CNPq demonstrando que seriam
feitas apenas pesquisas, sem fins comerciais, para que o
governo isentasse os impostos, contou o químico.
O governo então facilitou a compra, que foi financiada
pelo Lactec e pela Copel.
De acordo com Rodolfo, é importante que se faça
uma campanha divulgando e conscientizando a sociedade dos
benefícios que a célula a combustível
traz principalmente ao meio ambiente. Agora no início
do mês o gerente do projeto no Lactec esteve em Brasília
para negociar como será empregada a verba, que já
têm valores definidos, nessas pesquisas. Resta estabelecer
um programa nacional, por meio do qual todos que estão
estudando a metodologia devem se apresentar para obter fundos,
diz o físico.
Agência Brasil - Cecília Resende
AVANÇO
Brasil ganha terceiro centro
para habilitação especial de motoristas
O Brasil passou a contar desde maio com três Detrans
equipados com centros especialmente desenvolvidos para facilitar
a habilitação de motoristas portadores de
deficiência física.
O Centro de Mobilidade Autonomy de São Paulo, inaugurado
hoje pela Fiat Automóveis, Banco Real AMRO Bank e
o Departamento de Trânsito (Detran-SP), vem se juntar
a outros dois recém-inaugurados no País -
em Minas Gerais (Detran-MG) e no Distrito Federal (Detran-DF)
- como a realização de uma proposta apresentada
pelo Grupo Fiat à autoridades brasileiras no início
do ano.
Os três centros ofecerem, como principal novidade,
um simulador de direção de tecnologia inédita
na América Latina, que auxilia na avaliação
da capacidade psicomotora do condutor por meio de testes
específicos. Assim como nos outros centros, o Centro
de Mobilidade de São Paulo conta, ainda, com um modelo
da nova Família Palio - um Fiat Siena ELX 1.3 16V
- adaptado para que o portador de deficiência física
possa realizar tanto os exames simulados quanto a prova
prática de direção. A Fiat Automóveis
é a montadora pioneira no Brasil no segmento de produtos
para portadores de deficiência física, através
de seu programa Autonomy.
Importado da Itália pela Fiat e o Banco Real ABN
AMRO Bank, o simulador de direção do Centro
de Mobilidade é capaz de medir a força residual
da pessoa sobre seus membros superiores e inferiores, sua
capacidade de reação física e mental
a estímulos visuais e sonoros, seu campo visual e
seu senso de direção, entre outras funções.
Os resultados dos testes são apresentados na forma
de atestados objetivos, descritivos e pontuais, dados que
auxiliam a análise da comissão médica,
simplificando o caminho burocrático para a emissão
da carteira de habilitação especial ao candidato
portador de deficiência.
Após o teste no simulador, são realizadas
as provas práticas de condução em um
veículo Fiat Autonomy. O Fiat Siena ELX cedido ao
Detran-SP pela Fiat Automóveis possui adaptações
que incluem acelerador e freio manuais, embreagem automática
e inversão do pedal de acelerador.
O primeiro Centro de Mobilidade foi implantado na Itália
em 1998 e hoje já são 28 espalhados por toda
a Europa, sendo 14 na Itália e os demais na França,
Alemanha, Inglaterra, Espanha e Polônia. Nesses países,
os Centros de Mobilidade já são uma experiência
de sucesso e se tornaram um local de referência para
os portadores de deficiência física. A tendência
é que o mesmo venha a acontecer no Brasil, através
dos três centros recém-inaugurados.
Os simuladores são produzidos na Itália
pela empresa Media in Progress. Os testes podem ser realizados
sem que a pessoa precise sair da cadeira de rodas. As provas
de aceleração e frenagem são feitas
com os pedais ou pelo sistema push & pull, alavanca
que permite acelerar e frear com movimentos manuais de rotação
e pressão.
Já o grau de controle motor que a pessoa portadora
de deficiência possui sobre seus membros superiores
e inferiores é medido por meio de um teste que combina
o movimento do acelerador com o ronco simulado do motor.
O campo visual é medido com a ajuda de um semicírculo
com luzes posicionado ao redor da cabeça. A pessoa
fixa o olhar à frente, indicando quando e de que
lado percebe o sinal luminoso. A capacidade de análise
e reação é medida por meio de luzes
verdes e vermelhas que acendem em frente ao simulador.
Os sensores do simulador registram também a capacidade
de direção, a progressão de aceleração
e freada e a reação a qualquer tipo de sinal.
Todos os impulsos são enviados para um computador
que analisa os dados e imprime um atestado. Este documento
oferece informações objetivas específicas
com respeito à capacidade motora do portador de deficiência
física, simplificando o caminho para a conquista
a obtenção de habilitação especial.
Mecânica Online & Imprensa Fiat
COMPORTAMENTO
Qual é seu rótulo?
Sabe aqueles colegas que você vê todos os dias
no escritório, mas com os quais nunca trocou mais
que duas palavras?
Apesar de conhecê-los pouco, é bem provável
que você tenha uma impressão, positiva ou negativa,
de cada um deles, motivado pelos comentários de outros
colegas ou pela percepção de atitudes do cotidiano.
Lembre-se de que o inverso também acontece: você
está sendo o tempo todo observado. Gestos simples,
como ser gentil à entrada do elevador, contribuem
para construir, gradualmente, boa reputação.
Criar má fama, no entanto, é um processo
bem mais rápido. A situação beira o
irreversível quando a pessoa vira assunto constante
das conversas de corredores e ganha rótulos depreciativos,
como "mal-humorado", "prepotente", "folgado",
"galanteador barato", "imaturo", "puxa-saco"
ou "dedo-duro". "O jogo das relações
dentro de uma empresa é mesmo bem complicado",
diz o conselheiro de carreiras Rubens Gimael, da Personal
Consulting. "É preciso ter consciência
da própria imagem diante dos colegas, mas ao mesmo
tempo não se deve perder a espontaneidade nem dar
ouvido a tudo o que se fala.
" A regra número 1 desse jogo de intrigas é
resistir à tentação e jamais falar
de um colega algo que não gostaria que falassem de
você.
CIÊNCIA DA MECÂNICA
- NÚMERO 12
Termômetros
Olá, estamos de volta com mais uma coluna sobre
Ciência. Mês passado fiz a seguinte pergunta:
"Considere um termômetro clínico.
Quando a temperatura é medida, o mercúrio
se expande. Por que o nível do mercúrio não
cai imediatamente após você ter lido a temperatura?"
Este mês, como temos feito, vamos discuti-la.
Acho que todos lidamos com os chamados Termômetros
Clínicos desde criança, embora hoje em dia,
eles já não sejam tão populares pelo
aparecimento dos termômetros digitais. Basicamente,
aqueles termômetros constituem de uma coluna graduada,
feita de vidro, no qual um fluido, normalmente mercúrio,
é colocado.
O princípio de funcionamento é bastante simples:
uma vez que o termômetro tenha sido colocado embaixo
do braço de um paciente para medir a temperatura,
o fluido dentro do bulbo, inicialmente a uma temperatura
inferior, digamos uns 25 C, entre em contato térmico
com o corpo do paciente que está a uns 37-40 C, digamos
38 C. Havendo uma diferença de temperaturas, teremos
calor trocado, no caso por condução térmica.
Como resultado desta transferência de energia do
corpo para o sistema vidro-mercúrio, este se dilata
(falando nisto, você sabia que uma das poucas substâncias
que se contraem no aquecimento é a borracha?). Devo
mencionar que a dilatação do vidro é
desprezível, muito inferior que a do mercúrio.
Assim, a tendência do fluido é aumentar seu
volume, de acordo com a fórmula:

onde
é o coeficiente de expansão volumétrica
e é
a diferença inicial de temperaturas entre o mercúrio
e o corpo, esta suposta constante. Pelo projeto de construção
do Termômetro, o que temos de fato é uma dilatação
linear e a coluna de mercúrio aparece. Naturalmente,
a temperatura do mercúrio irá subir e só
para quando o fluido entra em equilíbrio térmico
com o corpo. O processo de aquecimento do mercúrio
pode ser modelado a partir da primeira Lei da Termodinâmica,
aplicada ao sistema:

onde
·
é a densidade do mercúrio
·
é o calor específico do mercúrio
· V é o
volume do mercúrio
·
é a temperatura do corpo
· T é a
temperatura do mercúrio, que irá variar desde
a temperatura inicial até a final.
· A é a
área transversal do bulbo
· esp é
a espessura do bulbo
· k é a
condutividade térmica do vidro
O resultado desta equação é o perfil
exponencial de temperaturas, cuja representação
gráfica é mostrada na figura abaixo.

Pode ser notado que após um determinado tempo,
a temperatura do termômetro se igualará à
temperatura do corpo humano. Este tempo, claro, depende
dos parâmetros do termômetro em questão.
Isto explica porque as enfermeiras pedem que deixemos o
termômetro no lugar por um ou dois minutos.
Fato é que, sob a ação da diferença
entre as duas temperaturas, a dilatação térmica
acontece e o mercúrio dispara ao longo do bulbo.
No equilíbrio, podemos associar números ao
comprimento da coluna e com isto construir um termômetro.
A altura alcançada é tal que a equação
da hidrostática se aplica:

separando as variáveis,

A vantagem do uso do mercúrio é simples:
como ele tem uma grande densidade, , o comprimento da coluna
de mercúrio é pequeno. Sua grande desvantagem
é a grande toxidade do produto. Em algumas situações,
usa-se álcool ou água, que tendo uma menor
densidade resulta num maior comprimento de coluna.
Bem, chegou a hora de analisarmos o que acontece quando
o termômetro é retirado do braço do
doente. Para que o mercúrio volte ao depósito
inferior, é preciso sacudir o dito cujo ou como é
feito nos consultórios pelas enfermeiras, ele precisa
ser colocado em um copo com água (que estando na
temperatura ambiente, provoca a contração
do mercúrio, o que é sabido pelas enfermeiras).
Isto acontece pois no bulbo de todo termômetro clínico
há uma seção onde é feito um
certo estrangulamento, isto é, há uma diminuição
de área. Na presença de um potencial térmico
(termômetro embaixo do braço), a dilatação
tem "força" suficiente para superar o obstáculo.
Entretanto, no instante que o termômetro é
retirado de baixo do braço, a coluna de fluido embaixo
do estrangulamento não consegue mais adesão
ao resto da coluna e ela se parte! Ou seja, pela construção,
a coluna de fluido se rompe no instante que o potencial
térmico é anulado. Veja a figura. Simples
e inteligente, não?

Para o próximo mês, minha questão é:
"Como um avião se sustenta
no ar?"
Lembrem-se: a melhor resposta ou talvez a análise
da situação ganha um curso online! Abraços
e até o próximo mês.
Washington Braga Filho, PhD - wbraga@maua.mec.puc-rio.br
Professor Associado do Departamento de Engenharia Mecânica
- PUC - Rio
Coordenador Administrativo da Rede Rio de Computadores /
FAPERJ
Website: http://venus.rdc.puc-rio.br/wbraga/hpn.htm
DICA DE PORTUGUÊS - NÚMERO
4
Palavras caprichosas
Capricho não é privilégio
dos homens. As palavras também se dão o direito
de ter inconstâncias. É o caso dos substantivos.
Alguns rejeitam o plural. Não que não tenham
dois números. Têm. Mas, em alguns empregos,
se permitem certos luxos. Só se usam no singular.
Vale a pena conhecê-los. Entendendo-os, você
só tem a lucrar. Faz bonito diante do amorzinho.
Evita mal-entendidos. Tira boa nota na escola. Não
perde pontos no vestibular. E, sobretudo, transmite recados
corretos.
Um dos temperamentais é o nome das partes do corpo
(fica no singular quando se refere a mais de uma pessoa):
l Os senadores balançaram a cabeça.
l Os presentes empinaram o nariz.
l PC e Suzana levaram um tiro no coração.
l O corpo das vítimas foi encaminhado ao IML.
Reparou? O capricho procede. Se o plural tiver vez, você
dará falsa impressão. Os senadores balançaram
as cabeças? Empinaram os narizes? Levaram tiro nos
corações? Cruz-credo! Só se cada um
tivesse mais de uma cabeça, mais de um nariz, mais
de um coração.
Xô!
Atenção, gente fina. Cuidado com a generalização.
A regra não vale para as partes plurais (olhos, pernas,
orelhas):
l Os atores levantaram os olhos (os dois) para o céu.
l Os presentes ergueram os braços (os dois) na missa
celebrada pelo padre Marcelo.
l A mãe puxou-lhe as orelhas (as duas) do filho.
Se for só um olho, um braço e uma orelha,
cessa tudo que a musa antiga canta. É vez do singular:
l Os atores levantaram o olho para o céu (cada um
levantou um olho).
l Os presentes ergueram o braço (cada um ergueu
um) na missa do padre Marcelo.
l A mãe puxou-lhe a orelha (uma só). Mas
como doeu!
Um segredo da frases curta é...
Substituir o gerúndio por ponto. Vale o exemplo:
Jade e Rânia se pegaram aos tapas dias antes do casamento
tornando públicas as desavenças que as dividem.
Xô, gerúndio! Sem ele, a frase ganha em clareza
e elegância: Jade e Rânia se pegaram aos tapas
dias antes do casamento. Tornaram públicas as desavenças
que as dividem.
Além das Gerais
Itamar não quis arriscar. Cauteloso, desistiu de
se candidatar à Presidência da República.
Preferiu concorrer à reeleição. "Mais
vale um pássaro na mão que dois voando",
pensou ele. Tradução: não troco uma
vantagem real, ainda que modesta, por outra que, parecendo
muito maior, não é tão segura.
A precaução ultrapassa os limites das Gerais.
Ou as fronteiras brasileiras. Os portugueses têm provérbio
semelhante. "Antes um pardal na mão que uma
perdiz a voar", dizem eles. Os italianos não
ficam atrás: "Um pássaro na gaiola é
melhor que dez à solta", afirmam. Os ingleses
não deixam por menos. "Um pássaro na
mão vale dois no mato", pregam os súditos
da rainha.
Conclusão: cautela e caldo de galinha não
fazem mal a ninguém.
"Escrever suga todas as energias. No entanto, eu
me sinto mais vivo e mais humano quando escrevo."
Paul Auster
Leitor pergunta
"Oferta das Casas Bahia: seguro grátis contra
o desemprego", dizia a frase. O professor pediu a classe
gramatical da palavra grátis. Escrevi advérbio.
Perdi preciosos pontinhos. Mas não me conformei.
Acho que estou certo. Ou não?
Sueldo Araújo, Sobradinho
Grátis é palavra bivalente. Pode ser adjetivo
ou advérbio. Como saber? É fácil. O
adjetivo faz companhia ao substantivo: seguro grátis,
estacionamento grátis, trabalho grátis, entrada
grátis. O advérbio pertence a outra gangue.
Acompanha o verbo: estacione grátis, trabalhe grátis,
viaje grátis.
Dica: o advérbio pode ser substituído por
gratuitamente. O adjetivo não.
Li na Folha de S. Paulo: "Viagem de Bush à
América Latina visa eleitores latinos nos Estados
Unidos". Fiquei confuso. Aprendi na escola que o verbo
visar tem duas regências. Uma direta. Outra indireta.
A frase escolheu a forma correta?
Sebastiana Silva, Palmas
Visar, soltinho, sem preposição, quer dizer
'pôr visto': O professor visou o caderno do aluno.
A PF visou o passaporte. Visar a joga em outro time. Significa
'ter por objetivo': Bush visa eleitores latinos. Maria visa
ao sucesso profissional. Serra visa à Presidência
da República.
Dad Squarisi - dad@cbdata.com.br
Dica de Português é uma coluna semanal
do Diário de Pernambuco - Pernambuco.com
Mensalmente você encontrará na atualização
da seção Engenharia um novo texto.
INDÚSTRIA
A indústria e o mercado
de trabalho
O emprego industrial ficou estável no início
do ano e interrompeu a trajetória de queda observada
no segundo semestre de 2001. A estabilidade é resultado
do reaquecimento da atividade do setor no primeiro trimestre.
A pequena intensidade da recuperação, a interrupção
da queda da taxa de juros e o aumento das incertezas no
segundo trimestre dificultam, todavia, o aumento do emprego
industrial em 2002.
Os Indicadores Industriais da CNI mostram um crescimento
de 0,12% do emprego no setor no primeiro bimestre. Quando
descontadas as influências dos fatores sazonais, o
crescimento é ligeiramente maior (0,23%), mas ainda
insuficiente para compensar a queda ao longo do ano passado.
Comparado ao mesmo período de 2001, a indústria
de transformação empregava 1,1% menos trabalhadores
no primeiro bimestre desse ano.
Os dados do IBGE para o mesmo período mostram que
12 dentre os 17 setores industriais pesquisados reduziram
o emprego nesse período. As maiores quedas ocorreram
nos setores: de Madeira (-11,4%); Máquinas e Aparelhos
Elétricos, Eletrônicos, de Precisão
e de Comunicações (-8,6%); Máquinas
e Equipamentos (-4,2%).
Dentre os setores que ampliaram o número de empregados,
os destaques foram o setor de Coque, Refino de petróleo,
Combustíveis Nucleares e Álcool e o setor
de Fumo, ambos com crescimento de dois dígitos (30,2%
e 18,6%). População ocupada A população
ocupada nas principais regiões metropolitanas do
país já é maior do que há um
ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
O crescimento de março foi o quarto consecutivo nesta
base de comparação. No primeiro trimestre,
a média de 17,4 milhões de pessoas ocupadas
superou em 1,2% o total correspondente no ano passado.
Mas o crescimento se acelerou nos últimos quatro
meses e chegou a 2,0% em março. Como o reaquecimento
da atividade é pouco intenso e as perspectivas para
o segundo trimestre são menos favoráveis,
é improvável que esta aceleração
se mantenha, mas a ocupação deve seguir acima
dos níveis de 2001. A evolução da população
ocupada foi desigual entre os setores de atividade. Houve
redução no número de ocupados na indústria
de transformação (-1,0%) e na construção
civil (-6,8%), e crescimento no comércio (2,9%),
no setor de serviços (2,5%) e em outras atividades
(4,8%). Em termos absolutos, é no setor de serviços
que foi criada a maioria das ocupações.
Do aumento de cerca de 265 mil pessoas na população
ocupada total entre os primeiros trimestres de 2001 e 2002,
235 mil se devem àquele setor. O crescimento da população
ocupada foi bastante disseminado regionalmente. Dentre as
seis regiões metropolitanas onde o levantamento é
feito, apenas o Rio de Janeiro apresentou pequena queda
de 0,5%.
A região de Recife foi a de maior expansão
na ocupação, embora responda por apenas 7%
do total da população ocupada. Em São
Paulo, por outro lado, onde se encontram 44% dos ocupados
nas principais regiões metropolitanas, o crescimento
de 1,9% ficou abaixo da média nacional. Taxa de desemprego
O crescimento da população ocupada nos últimos
12 meses não foi suficiente para compensar o aumento
da população à procura de emprego.
Esta cresceu 21,0% no primeiro trimestre em relação
ao mesmo período do ano passado, muito acima da expansão
de 2,4% da população economicamente ativa
(PEA), de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Como a taxa de desemprego é a razão entre
a população à procura de emprego
ou desocupada, na terminologia da pesquisa e a PEA,
a taxa de desemprego subiu de 6,0% para 7,0% no período.
O aumento da procura de emprego é um reflexo do reaquecimento
da atividade econômica, que aumenta as perspectivas
de sucesso na busca por ocupação. O que se
observa agora é, portanto, o oposto do verificado
no ano passado, quando a recessão da economia desestimulou
a busca de trabalho, o que acabou permitindo a queda da
taxa de desemprego anual.
Livre de influências sazonais, a taxa de desemprego
mostrou pequeno recuo nos últimos quatro meses e
foi de 6,4% em março, o que sugere que demanda e
oferta de trabalho se aproximaram no período recente.
Na ausência de fatos novos que imprimam um ritmo mais
intenso ao crescimento econômico, porém, a
taxa de desemprego prosseguirá acima das registradas
em 2001.
Dentre as seis regiões metropolitanas pesquisadas,
Salvador, São Paulo e Belo Horizonte registraram
taxas de desemprego acima da média nacional, ao contrário
de Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Salário
e rendimento médio O rendimento médio real
do trabalhador ocupado nas principais regiões metropolitanas
prosseguiu em queda no início do ano.
Os dados da pesquisa domiciliar do IBGE para o primeiro
bimestre mostraram recuo de 5,8% em comparação
com o mesmo período de 2001. O rendimento médio
real cai desde 1998 e, dados a intensidade da queda atual
e o desemprego elevado, dificilmente encerrará o
ano com resultado positivo. A queda do rendimento acumulada
no primeiro bimestre foi comum a todos os setores de atividade,
mas foi mais intensa na construção civil (-12,5%)
e menos intensa na indústria de transformação
(-3,6%). O comércio e os serviços registraram
ambos redução de cerca de 7%.
A queda também foi disseminada entre as regiões
pesquisadas, mas foi menor em Recife (-3,7%) e maior em
Salvador (-9,2%). A folha salarial por empregado da indústria
de transformação também recuou 0,9%
em termos reais no primeiro bimestre em relação
aos primeiros dois meses de 2001, de acordo com o IBGE.
Houve queda em 11 dos 17 setores que compõem a indústria.
Ao contrário do que se observa para o rendimento
médio real nas regiões metropolitanas, porém,
o salário médio real pago pela indústria
cresceu nos últimos anos. Os Indicadores Industriais
CNI mostram crescimento praticamente ininterrupto da média
anual desde 1993, com a única exceção
de 1999.
Simone Saisse Lopes
Coordenadora adjunta da PEC/CNI
ENGENHARIA
Em julho tem encontro dos
estudantes de metalurgia e materiais
Futuros profissionais da área metalúrgica,
cerca de 400 estudantes de engenharia estarão reunidos
no 2º Enemet Encontro Nacional de Estudantes
de Engenharia que será realizado, em julho, simultaneamente
ao 57º Congresso Anual da ABM. O encontro tem por objetivo
preparar os universitários para o mercado de trabalho
e, durante os quatro dias, eles terão a rara oportunidade
de conviver com profissionais da indústria e especialistas
do meio acadêmico; de debater temas que contribuirão
para aumentar suas chances de empregabilidade ou orientar
vocações empreendedoras; e, ainda, de iniciar
sua rede de relacionamentos.
Tudo isso sem qualquer dispêndio, já que a
vinda dos alunos e o próprio Encontro estão
sendo patrocinados pelas empresas que apóiam o Congresso
da ABM, entre elas Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira,
Companhia Brasileria de Metalurgia e Mineração
CBMM, Companhia Siderúrgica de Tubarão
- CST, Gerdau, Samarco Mineração, Sobremetal
e Villares.
Os universitários que participarão do 2º
Enemet virão de 23 faculdades, do norte ao sul do
País, o que por si só já prometeria
um rico mosaico de experiências. Entretanto, como
os participantes são ultimoanistas de engenharia,
a comissão organizadora do evento formada
por alunos, professores, representantes das áreas
de Recursos Humanos das siderúrgicas e de eventos
da ABM está definindo uma programação
com foco no mercado de trabalho. Através de painéis,
com especialistas convidados, debaterão durante um
dia temas como visão empresarial da formação
de engenheiro, admissão de engenheiros, qualidade
de vida, empreendedorismo e educação continuada.
Outro dia será reservado a visitas técnicas
a empresas do setor e, nos demais, estarão livres
para participar das sessões técnicas e reuniões
abertas do 57º Congresso da ABM.
O apoio das empresas patrocinadoras foi decisivo para contornar
o problema econômico-financeiro dos alunos e que se
constituiu em um dos fatores inibidores de uma participação
maior no ano passado. O 1º Enemet contou com cerca
de 80 participantes, basicamente estudantes da UFMG e UFOP
que tiveram a iniciativa de realizar o evento e solicitaram
ajuda da ABM e de alunos das faculdades do Rio Grande
do Sul, que foram patrocinados pela Gerdau. Este ano, devido
à parceria entre a ABM e as empresas, os estudantes
terão gratuitamente transporte, hospedagem, alimentação,
além do encontro propriamente dito e a participação
no Congresso.
Cada escola define os critérios e seleção
dos estudantes que participarão do 2º Enemet.
Em algumas, isso está sendo feito pelos próprios
estudantes, através dos diretórios acadêmicos,
e, em outras, pelos professores. Por parte da ABM, a única
condição é de que o aluno seja associado.
Na opinião de Fabiano Cristeli de Andrade, aluno
da UFMG e que integrou a comissão organizadora dos
dois encontros, o evento é muito importante para
a formação profissional dos estudantes. É
a oportunidade de entrar em contato com alguns temas que
fogem do nosso ambiente acadêmico, de trocar conhecimentos
com colegas de outras escolas do Brasil e de conhecer pessoas
que já estão na área há muito
tempo, além de poder participar do maior fórum
de metalurgia e materiais da América Latina, que
é o Congresso internacional da ABM, disse Fabiano,
ressaltando o quanto foi decisivo o subsídio aos
estudantes. Sem o patrocínio, nós não
conseguiríamos participar do evento, especialmente
por ser em outro estado. O esforço da ABM para conseguir
estes benefícios é muito válido.
A mesma opinião é compartilhada por Tiago
Falco, da UFOP Universidade Federal de Ouro Preto:
o patrocínio propiciará uma maior participação
dos estudantes porque muitos são interessados mas
não teriam condições de tirar dinheiro
do próprio bolso para bancar uma viagem dessas.
Falco considera o encontro importante por propiciar aos
estudantes conhecer o funcionamento das empresas.
Além dos dois estudantes, também Artur Santoro
Júnior, da Escola Politécnica da USP e Egídio
Moisés de Azevedo Chaves, da UFOP, integram a Comissão
Organizadora, que é formada ainda por José
Augusto dos Santos Servino, da área de recursos humanos
da CST; Magno Levi A. Mendes, da Vesuvius; os professores
Paulo Santos Assis (UFOP),Carlos Alberto S. Oliveira (UFSC),
Jefferson Caponero (EPUSP), Marcelo Breda Mourão
(EPUSP), Marcino Dias de Oliveira Júnior (UFRN),
Antônio Cezar F. Vilela (UFRGS), José Carlos
D´Abreu (PUC-Rio) , Sérgio Sodré da
Silva (UFF), e a equipe da ABM.
O 2º Enemet, bem como o 57º Congresso Anual da
ABM e a Metal Negócios Feira de Fornecedores
para a Siderurgia e Empresas Metalúrgicas, será
realizado, de 22 a 25 de julho, no Convention Center do
Frei Caneca Shopping, em São Paulo.
Associação Brasileira de Metalurgia
PROJETANDO E GANHANDO
Brasileiros garantem
3º e 6º lugares em competição de
Mini Baja nos EUA
A Faculdade de Engenharia Industrial (UniFei), de São
Bernardo do Campo, conseguiu o terceiro lugar com a equipe
Baja FEI 2 e sexta colocação com a Baja FEI
1 na classificação geral da SAE Midwest Mini
Baja Competition, que aconteceu no último final de
semana (31 de maio a 2 de junho), no Circuito de Motocross
Aztalan, em Milwaukee, Wisconsin, nos Estados Unidos.
A competição reuniu 120 SAE Mini Baja (carros
off road), construídos por estudantes de engenharia
de universidades dos Estados Unidos, Argentina, Coréia
do Sul, Canadá e do Brasil. As duas equipes da UniFei
conquistaram o direito de representar o Brasil depois de
vencer o primeiro e segundo lugares na VIII Competição
SAE Brasil-Petrobras de Mini Baja, realizada em abril deste
ano, em São Paulo, num total de 70 equipes de 48
universidades do País. Esta é a quinta vez
que projetos construídos pelos alunos da UniFei disputam
a SAE Midwest Mini Baja Competition.
Criada há quase 40 anos, a SAE Midwest Mini Baja
Competition foi a inspiradora da SAE Brasil-Petrobras de
Mini Baja, lançada em 1995 pela SAE BRASIL (Society
of Automotive Engineers), para promover a aproximação
dos estudantes de Engenharia com a futura profissão.
O desafio lançado pelas duas competições
consiste nos estudantes desenvolverem e construírem
carros off road, para disputar a uma bateria de provas,
dinâmicas e estáticas, aplicadas por engenheiros
da indústria automobilística, e que terminam
com um enduro de 4 horas em pista off road. Na prática,
os SAE Mini Baja são projetados a partir de um regulamento,
usando chassis tubulares condizentes com normas e procedimentos
de segurança da SAE, suspensão, transmissão
e outros elementos frutos da capacidade inovadora das equipes,
além de motores de 10 HP padronizados.
FÍSICA
Continuam os desafios das pontes
de macarrão
Alunos do Porto Seguro desafiam a Física com
espaguete e cola. No ano passado ponte de 500gr suportou
7 kg de carga. Este ano a mesma estrutura deve suportar
15 kg
Parece coisa de louco, mas não é. O Campeonato
de Pontes de Espaguete do Colégio Visconde de Porto
Seguro/Valinhos/SP chega à sua terceira edição.
Na sexta-feira, dia 14 de junho, durante todo o dia, os
estudantes vão fabricar as pontes usando apenas o
macarrão espaguete doado pelo Pastifício Selmi
e cola a quente. No Sábado, dia 15 de junho, a ponte
vai quebrar!
Depois de prontas as pontes construídas pelos alunos
serão submetidas à prova de resistência.
Sobre elas serão colocados pacotes de arroz e feijão
doados pela Broto Legal Alimentos até ruirem. A que
suportar a maior carga será considerada a vencedora
do III Campeonato de Pontes de Espaguete.
PESO DOBRADO
No ano passado a ponte vencedora pesava 568 gramas e suportou
7 quilos de carga. O professor Dionei Andreatta, organizador
da "macarronada", manteve as características
da ponte a ser construída: vão livre de 1
metro e massa máxima de 1 quilo. "O campeonato
passado mostrou que podemos chegar a 14 quilos de carga
sobre uma ponte com as mesmas características, ou
seja, vamos dobrar a carga", explica.
SEIS TONELADAS
O III Campeonato de Pontes de Espaguete pretende também
ultrapassar outra marca importante. A quantidade de alimentos
doados. Como a participação dos alunos está
condicionada à doação individual de
8 quilos de alimentos diversos e como estão confirmadas
mais de 600 inscrições, o alimento a ser doado
no final deverá chegar, no mínimo, a 6,8 toneladas
uma vez que o Pastifício Selmi e a Broto Legal Alimentos
doam 1 tonelada cada.
ENGENHARIA PRÓXIMA DE
VOCÊ!
No escurinho do cinema
Mecânica não é um assunto que
se ouve com freqüência no cabeleireiro. Nem na
academia de ginástica. Muito menos em uma sessão
de cinema. Entretanto a tecnologia dos automóveis
está mais perto desses lugares do que se imagina.
Todos têm em comum a utilização da
mola a gás, peça que dá sustentação
e suavidade na abertura de porta-malas e bagageiros dos
veículos.
Nos últimos anos a mola a gás vem se popularizando
de tal forma além do setor automotivo que já
é usada em cerca de 50 equipamentos diferentes.
Na cadeira do dentista, por exemplo, ela serve para suavizar
os movimentos. No salão de beleza a mola a gás
permite a inclinação do encosto das cadeiras
e nas salas de cinema ela regula tanto o assento quanto
o encosto, o que significa mais conforto na hora de curtir
o filme. Vai tirar um dinheiro no banco? Pois fique sabendo
que também no caixa eletrônico tem uma mola
a gás, que facilita sua abertura para manutenção.
Auditório
Ao lado: na linha de produção a poltrona recebe
a instalação da mola a gás;
A mola a gás contribui também com os amantes
da boa forma. No aparelho de ginástica que trabalha
pernas, braços e abdômen ela garante a flexibilidade
e a suavidade na prática dos exercícios, além
de aumentar a resistência do aparelho. "A mola
a gás possui alta durabilidade e não se desgasta
com facilidade", diz Shirley Melo, vendedora do equipamento.
Múltiplo uso
A mola a gás facilita a troca de cartazes de propaganda
nos pontos de ônibus do Rio de Janeiro; garante o
conforto e a flexibilidade na cadeira do salão de
beleza e é também a peça principal
de um aparelho de musculação.
Há cerca de 15 anos outros setores da indústria
vêm descobrindo os usos múltiplos da mola a
gás. A Magneti Marelli, maior fabricante de autopeças
do Brasil, comercializou no ano passado mais de 100 mil
dessas peças só no mercado não automotivo.
Nos últimos cinco anos esse mercado cresceu cerca
de 50% e a previsão é que aumente mais 30%
em 2002.
Segundo Adriano Pivoto, do setor de vendas da Magneti Marelli
Cofap, além de agregar valor ao equipamento e facilitar
sua utilização, a mola a gás proporciona
também maior qualidade estética aos produtos.
"Os fabricantes estão percebendo a facilidade
de aplicação da mola a gás em seus
equipamentos e os benefícios do seu uso, o que só
aumenta a perspectiva de crescimento desse mercado",
afirma Adriano. Com uma previsão otimista assim nem
precisava de propaganda, ainda assim, quando olhar para
um painel publicitário, lembre que ali também
pode estar escondida uma mola a gás...
Mecânica Online & Mundo Fiat
TECNOLOGIA DO DIA-A-DIA
Talhas que não agride
a natureza e nem o homem
Trata-se da linha de talhas LLA Atlas Copco Tools,
única com pastilhas de freio sem amianto, substância
que induz a vários efeitos nocivos ao corpo humano
quando inalada por longos períodos
A Atlas Copco Tools, empresa líder no segmento de
ferramentas industriais, atenta à saúde e
segurança de quem manuseia seus produtos, desenvolveu
a linha de talhas pneumática LLA sem amianto. A empresa
investe cerca de 5% de seus lucros em pesquisa e desenvolvimento,
visando fabricar produtos mais avançados e seguros.
As talhas pneumáticas LLA Atlas Copco Tools já
encontram-se disponíveis no mercado. São as
mais confiáveis porque, modernas e compactas, apresentam
excelente desempenho em locais confinados ou de difícil
acesso, principalmente em ambientes rudes, poluentes e agressivos
como indústrias de fundição, químicas,
petroquímicas, inflamáveis, etc.
Diferente das talhas elétricas, as talhas pneumáticas
possuem pressão interna maior que a externa, ou seja,
pó, sujeira ou resíduos não entram
no equipamento. Um novo dispositivo de partida, o CMV -
Carretel Modulador de Velocidade, foi incorporado às
talhas LLA, e permite um controle integral do início
do levantamento da carga, com segurança e sem solavancos
nem perda de velocidade. Este sistema diferencial foi desenvolvido
e patenteado pela Atlas Copco.
O mais interessante porém, é que as pastilhas
do freio a disco são isentas de amianto, o que significa
uma evolução tecnológica e ecologicamente
correta. O manuseio do amianto pode causar problemas pulmonares
e cancerígenos. A poeira induz a vários efeitos
nocivos no corpo humano, tanto pela inalação
como pela ingestão.O aparelho respiratório
é o mais afetado, resultando em asmas, bronquites,
limitações respiratórias crônicas,
etc. Além disso, tem grande capacidade de poluir
o meio ambiente.
Tendo consciência dos males que eles podem causar,
a Atlas Copco preocupou-se em desenvolver esta solução
inovadora. Além disso, as pastilhas são facilmente
substituídas sem necessidade de mão de obra
especializada e sem necessidade de desmontagem de todo o
equipamento; a troca leva em torno de 15 minutos. Daí
sua importância no projeto para a garantia de um ambiente
limpo e saudável para os operadores.
Em caso de falhas no sistema de ar comprimido, o freio
é acionado automaticamente, mantendo a carga parada.
Se o suprimento de ar for interrompido o freio permite,
ainda assim, que a carga seja recolocada no solo com toda
segurança. Os freios foram projetados para serviço
rápido e fácil. Não há paradas
longas e os ajustes podem ser feitos facilmente, através
de um parafuso externo, em poucos minutos.
Também como segurança adicional, as talhas
da Atlas Copco acima de 1000 Kg já vêm equipadas
com um dispositivo protetor de sobrecarga. Caso
haja tentativa de erguer uma carga maior que a capacidade
nominal, o equipamento não é acionado.
Com esta nova linha, a Atlas Copco antecipa-se às
tendências do mercado mundial, oferecendo um produto
que não agride a natureza. Os equipamentos atendem
a todas as exigências da CE (Comunidade Européia)
e são certificados com ISSO 9002. As talhas possuem
capacidade de 250 Kg até 5000 Kg, disponíveis
em cinco modelos e uma linha completa de acessórios
para cada tipo de operação. Podem ser operadas
em alturas que podem variar de 3 a 30 metros. Além
disso, ganchos e correntes também são certificados.
Através de um sofware específico, que pode
ser baixado pelo site da Atlas Copco, www.atlascopco.com.br,
é possível dimensionar as Talhas, Trolleys
e seus acessórios. A empresa está situada
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