| Mecânica
Online
Edição 32 - Agosto de 2002
Conteúdo básico
LANÇAMENTO
Audi S3: um compacto de 225
cavalos de potência
O Audi S3 ficou ainda mais rápido. A versão
mais esportiva do A3, que está chegando no início
deste mês ao mercado, recebeu motor de 225 cavalos,
capaz de levá-lo a 243 km/h de máxima (o modelo
anterior, de 210 cv, alcança 238 km/h).
O tempo de aceleração de 0 a 100 km/h baixou
de 6,8 para 6,6 segundos no novo modelo. Com esses números,
a Audi reforça a proposta de garantir a seu compacto
premium desempenho superior ao de veículos de outras
marcas com motorização maior.
Além do acréscimo de 15 cavalos na potência
máxima, o torque também subiu: foi de 270
para 280 Nm, disponíveis entre 2 200 e 5 500 rpm.
Por isso, apesar de sua vocação esportiva,
o modelo pode perfeitamente ser utilizado no dia-a-dia,
mesmo em baixa velocidade, graças à oferta
de muita força em baixas rotações.
O segredo de tanto desempenho está no mesmo motor
1.8 de quatro cilindros e 20 válvulas, utilizado
na versão mais brava do esportivo TT: vem com turbocompressor
que pode trabalhar com pressão de até 2,1
bar, além de dois intercoolers (resfriadores de ar).
Resfriada, a mistura ar-combustível entra em maior
quantidade na câmara de combustão, o que proporciona
rendimento superior. Combinado com o câmbio manual
de seis marchas e a tração integral Quattro
- que distribui nas quatro rodas a força gerada pelo
motor -, o conjunto garante desempenho excepcional e estabilidade
acima da média em qualquer situação.
O consumo médio é de 10,7 km/l.
Afora a tração nas quatro rodas, outro fator
que justifica a alta estabilidade direcional é a
carroceria levemente rebaixada, por causa da suspensão
mais esportiva. Essa providência, porém, não
comprometeu a suavidade: o S3 continua oferecendo conforto
acima da média quando comparado a outros modelos
com suspensão esportiva.
Na frente, o sistema McPherson recebeu novos braços
triangulares e alterações na geometria, que
tornaram a direção ainda mais precisa. Na
suspensão traseira, independente, as molas e amortecedores,
instalados em ângulo, são montados separadamente,
para aumentar o espaço interno.
Os quatro discos de freio são ventilados e assistidos
por sistema antitravamento (ABS). O projeto inclui também
o Electronic Brake-force Distribution (EBD), um distribuidor
eletrônico de força de frenagem que assegura
confiabilidade sob qualquer condição. O Programa
Eletrônico de Estabilidade (ESP) é equipamento
de série.
Os pára-choques e as grandes entradas de ar foram
desenhados especialmente para o S3. Os faróis de
gás xênon fazem parte do projeto original,
assim como as rodas Avus aro 17 - com pneus de perfil baixo
(225/45 R 17) -, que contribuem para a aparência esportiva.
Na traseira, destacam-se o spoiler no teto e o escapamento
de saída dupla.
Para reforçar a segurança, há quatro
bolsas infláveis (duas frontais e duas laterais,
montadas no encosto dos bancos da frente). O acabamento
mescla esportividade e sobriedade, bem caracterizadas pelas
aplicações de madeira laqueada e elementos
de fibra de carbono no painel e nas laterais. Há
integração perfeita com os bancos esportivos
Recaro e o quadro de instrumentos, que inclui o sistema
Driver Information System (DIS), computador de bordo e check
control.
LANÇAMENTO
BMW Z4: conversível com
classe chega no Salão de Paris
A BMW apresentará pela primeira vez um roadster
totalmente novo no final de setembro no salão do
automóvel em Paris - o Z4.
Este conversível de dois lugares não somente
define mais uma etapa do novo estilo de formas da BMW, mas
ele também estabelece novos padrões em sua
classe: ele é potente, esportivo e elegante, oferece
um manuseio extremamente preciso e seguro, garantindo assim
um maior prazer em dirigir.
Este carro apresenta as características clássicas
de um típico roadster - um capô alongado, uma
maior distância entre os eixos, poucas saliências
e uma posição de assento baixa, bem inclinada
para trás.
Seu design arrojado é caracterizado pelo contraste
interessante entre as superfícies côncavas
e convexas, de cantos rígidos e curvas arredondadas.
Este visual interessante cria sempre novos contrastes entre
a luz e a sombra e forma o caráter especial do Z4
da BMW.
A nova carroceria do roadster apresenta as suas vantagens
para os clientes não somente em um habitáculo
espaçoso com assentos esportivos de série,
mas também em seu porta-malas com a tampa da caixa
da capota variável que oferece um volume de até
260 litros, grande suficiente para duas sacolas de golfe.
O material da capota dobra-se em sanfona e possui um vidro
traseiro com aquecimento.
Tanto o Z4 3.0i (170 kW / 231 HP / velocidade máxima
250 km/h) com o seu sound-engineering especial, como também
o Z4 2.5i (141 kW / 192 HP / 235 km/h ), ambos equipados
com motores de seis cilindros em linha de alto desempenho,
garantem o puro prazer de um roadster.
Esta potência é transmitida ao eixo traseiro
modificado da BMW da série 3 com uma nova caixa de
câmbio com seis marchas (Z4 2.5i: 5 marchas). O controle
dinâmico de velocidade (FDC) permite uma recepção
mais espontânea de aceleração, uma característica
de dirigibilidade direta e esportiva, assim como um programa
de marchas mais dinâmico com uma caixa de câmbio
automática de cinco velocidades opcional.
A agilidade especial do novo Z4 deve-se ainda a sua maior
distância entre as rodas, um centro de gravidade extremamente
baixo, uma distribuição otimizada da carga
nos eixos de 50:50, assim como uma direção
muito precisa (Electric Power Steering). Freios de alta
performance e pneus runflat em série, assim como
o Dynamic Stability Control (DSC III) com modo de tração
acionável garantem a mais alta segurança de
condução em todas as situações.
Além disso o Z4 da BMW é um sucesso com excelentes
valores de segurança no teste de crash.
O piloto do Z4 tem todas as funções de seu
carro sob controle através dos instrumentos em um
painel esportivo. Como opcionais podem ser solicitados entre
outros um sistema de navegação de alta qualidade
com um display 16:9, o qual pode ser completamente embutido
no painel de instrumentos, um sistema de som de última
geração com a tecnologia Carver para uma acentuada
reprodução de graves, assim como um telefone
para o carro. Como uma extensão dos equipamentos
do novo Z4 são fornecidos de fábrica em série
a direção esportiva em couro, o sistema de
proteção anti-capotagem e muitos porta-objetos
espaçosos.
O roadster da BMW Z4 será lançado no mercado
americano ainda em outubro deste ano, na Europa na primavera
de 2003. Como opcional também será oferecido
o SMG, uma caixa de câmbio seqüencial para ambas
variantes de motores, uma característica, que aumenta
ainda mais o prazer em dirigir.
LANÇAMENTO
Volvo apresenta
sua Série Especial 25 anos
Lançamento aconteceu no Ceará e contou
com a presença da Mecânica Online
Tarcisio Dias*
Como parte da comemoração de seu 25º
aniversário, a Volvo do Brasil apresentou em Fortaleza
(CE) sua nova série especial e limitada de caminhões.
São duas versões de acabamento, SCV - veículos
Standard com pacote de acessórios - e TC - Top Class
- veículos Premium com pacotes de acessórios
exclusivos - sendo as duas opções de acabamento
disponíveis para os modelos NH e FH.
Os veículos da série especial estão
disponíveis para venda na rede de concessionários
Volvo. "Nada mais apropriado para marcar o momento
histórico em que a Volvo celebra seu 25º aniversário,
do que brindar nossos clientes oferecendo produtos ainda
mais qualificados", declara Carlos Pacheco, Gerente
Nacional de Vendas Caminhões.
A série especial 25 anos SCV, traz itens como: airbag,
climatizador, cd player, espelho de meio fio, travamento
central das portas, embreagem reforçada, espelhos
retrovisores com desembaçador e controle remoto,
luz de quinta roda, tanque especial de alumínio com
capacidade para 425 litros, cor branca e faixas decorativas
exclusivas.
Além deste pacote especial, os veículos contam
também com o já consagrados freio motor VEB
com capacidade de frenagem de 390 cv, computador de bordo,
piloto automático, motores eletrônicos de última
geração, coluna de direção ajustável
em ângulo e profundidade, acionamento elétrico
dos vidros de porta, faróis de neblina/milha, compartimentos
para bagagem com acesso interno/externo, assento do motorista
com suspensão a ar e pára-sol externo, entre
outros itens.
Já a série especial 25 anos Top Class, oferece
além dos itens do pacote SCV o exclusivo pacote TC
25 anos, que representa o estado da arte em caminhões
pesados. Os caminhões Volvo Top Class são
os mais desejados do mercado por sua tecnologia, elevado
nível de conforto, e acabamento sofisticado.
Este pacote especial conta com: Cabine Globetrotter (alta,
Leito, com duas camas), Motor 420 cv com o maior torque
da categoria em sua faixa de potência, caixa de câmbio
Volvo, ar condicionado automático, ABS, rodas de
alumínio polidas, imobilizador eletrônico do
veículo, climatizador, revestimento dos assentos
em couro, painel com detalhes em padrão madeira,
alarme de ré, banco do passageiro rebatível
e deslizante (FH), basculamento elétrico da cabine
(FH), painel de controle na cama com timer (iluminação,
CD, despertador), revestimentos internos exclusivos, prancheta
para anotações, suspensão da cabine
totalmente a ar, faixas decorativas exclusivas e pintura
especial na cor Prata Alaska.
"Com este pacote de acabamento nossos caminhões
estão compatíveis ou até mesmo superiores
aos melhores automóveis importados", finaliza
Carlos Pacheco.
VEM AÍ
Touran, a primeira minivan compacta
da Volkswagen
A Volkswagen alemã revelou as primeiras imagens da
Touran, sua primeira minivan compacta, a chegar no mercado
europeu a partir do primeiro trimestre de 2003. Baseada
na plataforma da nova família Golf, ela mede 4,39
m de comprimento, 1,79 m de largura e 1,63 m de altura,
sendo uma das mais longas de seu segmento - que inclui Zafira,
Xsara Picasso, Scénic, Fiat Multipla e outras.
A Touran será apresentada no Salão de Paris
em setembro, e terá até sete lugares, seguindo
tendência mundial de oferecer diferentes opções
de configuração no interior do veículo.
Os bancos da fileira central serão rebatíveis
e removíveis, e os da terceira fileira (opcionais),
serão escamoteáveis, escondendo-se no assoalho.
Sem eles, o espaço disponível para bagagens
deverá superar os 600 litros.
Serão três opções de acabamento
e três de motorização, com tecnologias
FSI (injeção direta de gasolina) e TDI (turbodiesel),
e potências entre 100 e 136 cavalos. A VW germânica
ainda anunciou uma nova e inovadora transmissão automática
de seis marchas, que provavelmente deverá ser a multitronic
de variação contínua dos Audis A4 e
A6.
Segurança - Entre os itens de segurança anunciados
pela fábrica estão controle de estabilidade
(ESP), assistência de frenagem em emergências,
encostos de cabeça ativos na frente e bolsas infláveis
frontais e laterais, estas para as duas primeiras fileiras
de bancos. Além disso, existem 39 porta-trecos espalhados
pelo interior da minivan e a carroceria será fabricada
em aço galvanizado soldado a laser.
A Touran deverá ser a aposta da Volks para competir
no crescente segmento de monovolumes. Na Europa, o mercado
é grande, enquanto em outros países, como
o nosso, não pára de crescer. Não existe
ainda nenhum indício de que o automóvel possa
vir para o Brasil. Ainda assim, uma rápida análise
de mercado pode acenar para uma grande possibilidade.
Afinal, o segmento não pára de colecionar
bons índices de crescimento, e a marca alemã
perdeu a primeira posição em vendas para a
Fiat no ano passado. Aumentar o mix de produtos sempre foi
uma boa alternativa para incrementar as vendas. Na Europa,
o modelo começa a ser vendido até abril do
ano que vem, e a fabricação será feita
na unidade de Wolfsburg.
TECNOLOGIA
Transmissão CVT é
destaque em simpósio
A transmissão CVT (Continuously Variable Transmission
Transmissão Continuamente Variável)
com aplicação ampliada em automóveis
de várias marcas, nos últimos anos, foi apresentada
pela ZF do Brasil no "II Simpósio Internacional
da VDI sobre Tecnologia de Automotivos". O diretor
técnico da empresa, Marco Aurélio Salvany,
mostrou projeto de desenvolvimento da ZF CFT 23, para veículos
de tração dianteira com motor de até
230 Nm de torque.
Considerada a transmissão do futuro, a CVT é
um modelo de câmbio de variação contínua,
com funcionamento de acordo com o regime de rotação
do motor. Constituída por duas polias (uma, acoplada
ao motor, e outra, unida ao diferencial do veículo)
no lugar das tradicionais engrenagens, elimina as mudanças
de marchas e proporciona funcionamento suave e silencioso,
sem os "trancos" das transmissões convencionais,
além de contribuir para o menor consumo de combustível
e a preservação do meio ambiente.
"As dimensões compactas, que permitem melhor
aproveitamento do espaço existente no cofre do motor,
e a correia metálica, livre de rupturas e com grande
durabilidade, ampliarão ainda mais a utilização
da CVT, como já tem ocorrido nos últimos anos",
explica Salvany.
Economia de combustível de até 14%
A nova transmissão CVT da ZF permite economia de
combustível de até 14%, em relação
às transmissões automática e mecânica
convencionais, em uso misto (transito urbano e rodoviário).
Em desempenho a CVT mostrou-se cerca de 10% melhor, em aceleração
e retomadas de velocidade.
Segundo o executivo da ZF, o projeto aponta os próximos
desafios: melhorar a eficiência mecânica, especialmente
da bomba e da correia, para permitir a sua utilização
em veículos com motores de maiores torque e potência,
e calibração orientada por NVH (Noise, Vibration
and Harshness ruído, vibração
e aspereza).
Com esse objetivo, a divisão de Transmissões
da ZF desenvolveu um novo sistema "Mechatronic",
com componentes eletrohidráulicos. O sistema eleva
os níveis de qualidade e confiabilidade, com a redução
das tolerâncias elétricas e nível de
operação de montagem. Uma nova bomba de êmbolo,
com instalação em linha atrás do conversor
de torque, apresenta reduz o consumo de energia e contribui
para a eficiência global do veículo.
Realizado pela VDI Associação Técnica
Brasil Alemanha - o evento aconteceu entre os dias 12 e
14 de agosto, no Instituto de Engenharia, na cidade de São
Paulo (SP). Além da ZF, também participaram
empresas como Volkswagen, BMW, Daimler-Chrysler e Bosch,
entre outras.
LANÇAMENTO
Inovações para
o mercado é a marca do Fiat Stilo
No dia 14 de setembro a Fiat irá inovar e surpreender
mais uma vez o mercado automotivo. Neste dia, chega às
concessionárias de todo o Brasil um novo modelo da
marca que revolucionará o tradicional segmento dos
veículos hatchback de porte médio: o Fiat
Stilo.
Cuidadosamente pensado em cada detalhe, o Fiat Stilo resultou
em um automóvel que está além de seu
tempo. Seu interior lembra o de um monovolume, com espaço
de sobra e versatilidade a toda prova. Além disso,
permite ao motorista personalizar várias funções
do carro de acordo com suas preferências. E traz em
seu projeto recursos até hoje inéditos em
nosso mercado, mesmo em veículos nacionais de segmentos
superiores.
O Fiat Stilo é o primeiro carro produzido no Brasil
a oferecer itens como: teto solar Sky Window, com cinco
lâminas de vidro que se estendem até a parte
traseira do teto; oito air bags; ar-condicionado Dual temp,
que permite regulagem de temperaturas distintas para o lado
direito e o esquerdo; sistema de direção Dual
Drive, com a função City, que reduz em 50%
o esforço em manobras; e o revolucionário
My Car Stilo, para personalizar várias funções
do carro, como o display do quadro de instrumentos, a abertura
das portas, entre outras.
Além das grandes inovações, o Fiat
Stilo traz também três potentes motores, mecânica
confiável, um design moderno e elegante, excelente
visibilidade, uma carroceria hipersegura, ampla oferta de
itens de série e dirigibilidade e ergonomia excepcionais.
O cliente poderá escolher entre três versões:
Stilo, com motor 1.8 8V; Stilo 16V, com motor 1.8 16V; e
Stilo Abarth, com motorização 2.4 de 5 cilindros
e 20 válvulas, que tem torque de sobra para a cidade,
mais a potência de um esportivo. Com qualquer uma
delas, estará muito bem servido: será dono
de um produto que foi pensado não só para
o motorista mas também para os passageiros, tendo
como filosofia a democratização da tecnologia,
em um espaço versátil e com muita personalidade.
TESTE DRIVE
Agilidade e bom desempenho
na Palio Working
Apesar da Palio Adventure mostrar-se preparada para
enfrentar situações mais difícies,
a Palio Working mostrou ótima agilidade no trânsito
urbano e desempenho de motor mais disposto quando comparado
com a pick-up adventure
Vamos ao trabalho? Analisamos a pick-up da Fiat preparada
para o trabalho, a Palio Working.
Com uma relação de marchas menor que sua
irmã Adventure (testada na edição anterior
da seção tecnovidade), nota-se logo um carro
mais disposto e com vontade de sair para o trabalho. Considerando
a situação, já é um bom dia
mais motivador para cair em campo.
O espaço para duas pessoas na frente é suficiente
realmente para os dois e mais nada, aí vai a vantagem
da cabine estendida que possibilita um espaço interno
mais protegido e de fácil acesso.
As lanternas traseiras continuam com o mesmo formato da
versão anterior, mas ganharam lentes mais transparentes
O painel tem comandos bem localizados e instrumentação
completa.
Equipada com motor 1.6 de 16 válvulas que gera 106
cavalos (o mesmo do Palio, e não o Corsa Lunga do
Brava), a Strada Working responde bem ao comando do acelerador,
contanto que o ponteiro do contagiros seja mantido acima
dos 3.500 rpm. Isso porque os 15,4 kgfm de torque são
atingidos a 4.500 rpm, regime de rotação relativamente
alto.
Com a caçamba de 2 m² de área, a Strada
Working oferece 685 kg de carga útil. No que se refere
às melhorias técnicas, vale a pena citar a
embreagem de acionamento hidráulico (que exige menos
esforço para ser acionada), além da suspensão
reforçada e ligeiramente elevada.
Entre os opcionais, destacam-se o sistema de freios antitravamento
(ABS), duplo air bag e cintos de segurança com pré-tensionador.
O modelo básico da líder de mercado, sem qualquer
opcional custa cerca de 18 mil reais.
TECNOLOGIA
Hy-wire faz carro viajar ao
futuro
A General Motors acredita estar próxima de
reinventar o automóvel ao anunciar o Hy-wire, o primeiro
veículo do mundo a combinar propulsão com
célula de combustível de hidrogênio
com tecnologia by-wire.
Sem motor, volante ou pedais, o revolucionário carro-conceito
será apresentado ao público no Salão
de Paris, na França, em 26 de setembro. Mas as fotos
do sedã já foram divulgadas.
O Hy-wire é resultado de uma cooperação
entre designers e engenheiros da GM nos Estados Unidos e
em Mainz-Kastel, na Alemanha, que integraram ao veículo
o sistema de propulsão por célula de combustível,
o mesmo projetado para o carro-conceito HydroGen 3
cuja velocidade máxima é de 160 km/h ,
baseado em uma Opel Zafira e mostrado pela primeira vez
em 2001 no Salão de Frankfurt, na Alemanha.
Segundo o vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento
e Planejamento da GM norte-americana, Larry Burns, a propulsão
do Hy-wire e todos seus sistemas de controle estão
contidos em um chassi no formato de uma tábua de
skate com 11 polegadas de espessura. Isso maximiza
o espaço interior para cinco ocupantes e suas bagagens.
Não há motor visível, nem pedais para
se operar, mas simplesmente uma unidade chamada X-drive
que é facilmente acionada tanto para a posição
de direção direita como esquerda, explica
Burns.
O X-drive, que pode ser incorporado a sistemas de outros
veículos e controlá-los eletronicamente em
vez de mecanicamente, confere aos condutores grande liberdade.
Esse dispositivo contém botões com todos os
comandos para o motorista: acelerador, freio, volante, etc.
Por exemplo, para acelerar basta girar um botão.
O X-drive agrega também um monitor eletrônico
com as funções vitais do carro, dispostas
em uma barra horizontal que se estende por toda a largura
do carro.
Uma porta de recepção proporciona a conexão
elétrica entre o chassi, feito todo de alumínio,
e a carroceria de fibra de vidro. A bateria da célula
de combustível, que produz uma energia contínua
de 94 kw, está instalada na parte traseira do chassi.
O motor elétrico, que comanda as rodas dianteiras,
está disposto de forma transversal entre elas. Três
tanques cilíndricos estão localizados no centro
do chassi. Requisitos passivos de segurança serão
preenchidos por meio do uso de elementos de absorção
de impactos, chamados de crash boxes (caixas de colisão),
em um futuro estágio de desenvolvimento do carro.
O Hy-wire pesa 1,9 mil quilos e tem pneus dianteiros de
20 polegadas e traseiros de 22 polegadas. Segundo a montadora,
o fato de todos os elementos técnicos estarem dentro
do chassi proporciona um baixo centro de gravidade, dando
à arquitetura altos níveis de segurança
e de potencial dinâmico de dirigibilidade.
Externamente, o Hy-wire é um elegante e esportivo
veículo de quatro portas com linhas claras e definidas
e extremidades curtas. Segundo o diretor-executivo de Design
para Arquiteturas de Carroceria da montadora norte-americana,
Ed Welburn, o design do sedã é construído
a partir do fato de não existir compartimento de
motor. O veículo é muito aberto, desde
a frente até a traseira. Isso foi feito intencionalmente
para realçar a abertura no interior, afirma
Welburn. Os painéis dianteiro e traseiro são
feitos de vidro transparente, o que, aliado à ausência
de tampas, favorece a visibilidade das vias pelo motorista.
O fato de termos desenvolvido o Hy-wire como um veículo-conceito
em apenas oito meses (desde sua introdução
em Detroit) mostra nosso comprometimento com essa tecnologia
e a velocidade com que estamos avançando, diz
o presidente mundial da GM, Rick Wagoner. O Hy-wire
acelera nosso progresso com uma prova funcional de conceito
que reforça a confiança na nossa habilidade
de ganhar a aceitação do mercado de produção
de veículos com células de combustível,
diz Wagoner.
Christiano Carvalho - Do Diário do
Grande ABC - Com Agências
LANÇAMENTO
Mitsubishi TR 4 possue completo
sistema de tração
Japonesa rebatiza modelo Io, que agora começa a ser
fabricado no interior de Goiás
Um utilitário esportivo diminuto, mas bem-equipado
e valente na lama. Este é o currículo do Pajero
TR4, o segundo veículo brasileiro da Mitsubishi feito
pela MMC Automotores, representante oficial da marca japonesa
no país.
Produzido em Catalão, Goiás - na mesma fábrica
onde é feita desde 1998 a picape L200 -, o novo modelo
chega às lojas só na segunda semana de agosto,
mas não é totalmente desconhecido. O TR4 é
o mesmo Pajero Io que era importado do Japão, com
retoques feitos para se adequar ao gosto e a um erro de
leitura dos brasileiros.
Uma dessas mudanças foi no nome. Segundo o fabricante,
havia confusão com o nome Io, instalado na traseira
do utilitário. Muitos achavam que era 1.0 e que se
tratava de um Pajero "popular". Como não
é bem o caso - o modelo custa mais de R$ 60 mil,
a empresa viu por bem rebatizá-lo de TR4, para destacar
a tração 4X4.
A troca de nome atende às necessidades do marketing
e a preocupação com o "status" do
veículo, mas o novo Mitsubishi Pajero TR4 também
apresenta novidades no visual externo e motorização.
Com módicos 4,03 m de comprimento e "generosos"
1,72 m de altura, o veículo não foge do estilo
"quadrado" que caracteriza pequenos utilitários
esportivos.
Mas o novo modelo brasileiro mostra personalidade com um
estilo bem mais agressivo que o do Io japonês. Para
isso, a grade do motor ficou maior e dá origem a
um pronunciado ressaltado em V no capô. Já
os faróis, que lembram uma máscara, ganharam
lentes totalmente brancas e os pára-choques são
mais encorpados. O pára-choque dianteiro ainda incorpora
faróis de neblina e protetor de cárter aparente.
Na traseira, as mudanças se resumem ao nome Pajero
TR4 na tampa do porta-malas, no lugar do inusitadamente
dúbio Pajero Io, e a adoção de um aerofólio.
Como um toque de sofisticação, as maçanetas
das portas, carcaça dos retrovisores e os pára-choques
são na cor da carroceria.
A outra novidade do Mitsubishi Pajero TR4 fica sob o capô.
O utilitário é equipado com um propulsor 2.0
16V que desenvolve 131 cv de potência a 5.500 rpm
e torque de 18 kgfm de torque a 4.500 rpm. Estes números
são bem superiores aos 117 cv e 16,8 kgfm do motor
1.8 16V usado no Pajero Io. O novo motor do Pajero TR4 pode
funcionar com um câmbio mecânico de cinco marchas
ou automático de quatro marchas, de acordo com a
versão.
Já o sistema de tração faz o veículo
nacional TR4 ter "jogo de cintura" para enfrentar
situações com terrenos bem diferentes. O modelo
tem tração traseira, mas através do
acionamento de uma alavanca entre os bancos dianteiros,
pode ser alterada para 4X4, 4X4 com bloqueio do diferencial
e ainda 4X4 com reduzida.
Como no "grandalhão" Pajero Full, o primeiro
modo 4X4 é denominado "contínuo on-road"
e mantém o diferencial central acionado para melhorar
a estabilidade. No segundo modo, o 4X4 "off-road",
o diferencial bloqueado ajuda a encarar trechos mais encrencados
no fora-de-estrada.
Sem o acabamento em couro, o Pajero TR4 custará
R$ 61 mi, com câmbio mecânico e R$ 66 mil com
o automático. Como a Mitsubishi já vinha segurando
o preço do Pajero Io, o modelo nacional acaba tendo
preço parecido com o do importado. Fruto também
de um índice de nacionalização de apenas
50%.
Mesmo assim, o TR4 é bem mais barato que os rivais
com motor a gasolina. O Suzuki Grand Vitara 2.0 custa a
partir de R$ 67.733, 00 o Toyota RAV4 sai por R$ 78.555,00
e o Honda CR-V tem preço de tabela de R$ 82.432,00..
Com esta boa diferença de preço, a expectativa
da montadora é de vender cerca de 900 unidades do
Pajero TR4 até o final do ano.
O menor da linha no País
- A Mitsubishi conta com 75 concessionárias no Brasil.
Até o final do ano, a expectativa é de ter
80 lojas.
- Para produzir o Pajero TR4 no Brasil, a MMC Automotores
investiu US$ 100 milhões na nacionalização
do veículo e ampliação da fábrica
de Catalão.
- Para certificar a qualidade das peças e produção
do Pajero TR4 dentro do padrão exigido pela Mitsubishi
mundial, há dois meses a fábrica de Catalão
está sendo vistoria por engenheiros japoneses.
- A linha Pajero chegou ao Brasil em 1992, na época
só na versão quatro portas. Três anos
depois a Mitsubishi iniciou as vendas também do modelo
de duas portas. Já em 1999, a linha foi ampliada
com o lançamento dos modelos Sport e Io.
- Para produzir o Pajero TR4, a fábrica de Catalão
teve a área construída ampliada de 14 mil
para 41 mil m2.
- Os veículos da Mitsubishi passaram a ser importados
oficialmente para o Brasil em 1991 pela MMC Automotores.
- O Io não é o menor modelo da linha Pajero.
No Japão, a Mitsubishi comercializa o Pajero Mini,
que tem apenas 3,39 m de comprimento - 64 cm menor do que
o Io.
LANÇAMENTO
Mini-Scooter elétricos
trazem mobilidade com diversão e economia
Uma original e inteligente alternativa para a locomoção
individual em centros urbanos, condomínios residenciais,
clubes e parques públicos está chegando ao
País. Os criativos mini-scooters (motonetas) ZAG
são movidos por um econômico e silencioso motor
elétrico de 200 watts de potência, que permite
a segura velocidade máxima de 20 km/h.
As baterias (24 volts) podem ser recarregadas em qualquer
tomada residencial de 110 ou 220 V entre quatro e oito horas
dependendo do nível remanescente de carga
e garantem autonomia de até 25 km por recarga.
Com preço final ao consumidor variando de R$ 1.000
a R$ 1.200, o ZAG é uma ótima alternativa
de presente de Natal para jovens com idade acima de 16 anos
ou adultos. Ele é bastante adequado para pequenos
e rápidos deslocamentos como ir comprar jornal, ir
à padaria ou simplesmente passear. Nos condomínios
fechados com velocidade controlada, permite um transitar
seguro e dispensa totalmente as saídas para abastecimento
em postos externos.
Além disso é ecológico, pois sua
motorização elétrica é isenta
das emissões nocivas de gases ao meio ambiente, causadas
pelos propulsores a combustão interna (gasolina,
diesel etc.). Esses gases provocam danos à camada
de ozônio da Terra e causam o contínuo aquecimento
global. Por essa razão a motorização
elétrica é a última tendência
nos países mais avançados, como Estados Unidos,
Alemanha, Japão e outros, cujas autoridades têm
incentivado ativamente sua adoção pelas indústrias
automobilística e motociclística.
Condução fácil e descontraída
O mini-scooter completo pesa apenas 24 kg em ordem de
marcha e vem equipado com sistema elétrico de 24
volts que inclui farol dianteiro halógeno, pisca-piscas
direcionais luminosos e sonoros, luz traseira de freio e
buzina. Como não possui câmbio, assegura condução
extremamente fácil e descontraída.
A tração à roda posterior é
realizada por corrente. Suas compactas dimensões
(102 cm de comprimento, 46 cm de largura e 101 cm de altura)
e fácil semi-desmontagem permitem até que
ele seja levado no porta-malas do automóvel, como
estratégica alternativa de locomoção
em casos de congestionamentos extremos.
O ZAG tem freios dianteiro e traseiro funcionando de forma
solidária. Quando o freio é acionado por manete
no guidão, um controlador central corta a alimentação
elétrica do motor, que se imobiliza aos poucos e
atua como freio traseiro complementar.
Os pneus são de borracha com pressão interna
de ar, garantindo conforto de marcha e o transporte de condutor
de até 90 kg de peso. O painel é metálico,
há indicador de carga, chave de ignição
e tampa das baterias também com chave. O acabamento
dos tubos do guidão e do selim é cromado,
enquanto a bela carenagem tem elegante pintura metalizada.
No Brasil esses mini-scooters são comercializados
pela EVBR - Veículos Elétricos do Brasil Ltda.
(telefones: 11 3872-5625 e 11 9814 6852, e-mail evbr@terra.com.br),
que está selecionando revendedores em todo o País.
LANÇAMENTO
Honda Civic Híbrido nos
EUA
Usando um motor elétrico e outro a gasolina,
modelo roda 21 quilômetros comum litro de combustível,
o que o torna o sedã mais econômico do mundo
A Honda apresentou recentemente nos EUA o Honda Civic Híbrido
2003, a mais nova versão do modelo líder de
vendas em seu segmento naquele país. O veículo
movido a gasolina e a eletricidade está à
venda no mercado norte-americano desde abril deste ano e
foi projetado com a tecnologia do futuro, que proporciona
excelente performance em termos de consumo e baixa emissão
de poluentes. A expectativa de vendas da Honda para o primeiro
ano é de 20 mil unidades.
O Honda Civic Híbrido usa um pequeno motor a gasolina
acoplado a outro a eletricidade para proporcionar o máximo
em economia e desempenho. O consumo urbano da versão
com câmbio manual é da ordem de 20 km/l, enquanto
na estrada é de 21,7 km/l, significando uma melhoria
de 30% em comparação com as demais versões
do Civic, tornando-o, assim, o sedã para cinco passageiros
mais econômico do mundo.
Segundo modelo híbrido fabricado pela Honda, o Civic
Híbrido segue a concepção do hatchback
Insight, o veículo mais econômico dos EUA,
em que as baterias se recarregam automaticamente, sem a
necessidade de uma fonte de energia elétrica externa.
O Honda Civic Híbrido conta com a nova e ainda mais
avançada versão do sistema Integrated Motor
Assist (IMA), ou motor de assistência integrada, com
93 cv (cavalos) de potência e um torque máximo
de 16 kgfm. O motor a gasolina de 1,3 litro de quatro cilindros
e oito válvulas conta com a tecnologia i-DSI, com
duas velas de ignição por cilindro, o que
permite uma combustão mais eficiente e economia de
combustível com baixo nível de emissão
de gases poluentes.
Além disso, utiliza a tecnologia VTEC, exclusiva
da Honda, que nesta versão desliga três dos
quatro cilindros do motor quando há desaceleração,
reduzindo o freio do motor em 50%, aumentando a quantidade
de energia disponível a ser recuperada e armazenada
nas baterias.
O sistema IMA é combinado com a transmissão
automática CVT (Continuously Variable Transmission)
ou com a manual de cinco velocidades. A exemplo do Insight,
o Civic Híbrido dispõe de um sistema que desliga
o motor a gasolina quando o veículo está parado
em um semáforo, por exemplo, ligando-o automaticamente
se o condutor libera o pedal do freio ou volta a engatar
a marcha, no caso da versão com câmbio manual.
Este sistema contribui para a redução do consumo
de combustível e emissões de gases poluentes.
Um outro avanço significativo é a combinação
da Unidade de Controle de Potência (Power Control
Unit), o "cérebro" do sistema, e o conjunto
de baterias em um sistema central chamado Intelligent Power
Unit (IPU).
O acoplamento reduziu o tamanho do equipamento em 50% e
proporcionou um formato estratégico, que permitiu
sua instalação atrás do assento traseiro,
com comprometimento mínimo da capacidade de carga
do porta-malas e sem impacto no espaço interno.
O Honda Civic Híbrido possui freios com sistema
ABS-EBD, que evita o travamento das rodas, airbags laterais
e frontais, rodas de liga leve, CD player, rádio
AM/FM, ar-condicionado automático, indicador de acionamento
e de desempenho do IMA, acionamento elétrico dos
vidros, controle de velocidade de cruzeiro, além
dos demais equipamentos de série que fazem do modelo
um dos mais completos do mercado norte-americano em sua
categoria.
LANÇAMENTO
Meriva: compacto, inovador e
versátil
O Meriva é a mais nova surpresa da marca Chevrolet
para o mercado brasileiro. A novidade, um veículo
compacto, inovador e versátil, começa a ser
vendido neste mês de agosto no Brasil.
O monovolume de cinco lugares foi idealizado para atender
a um perfil de consumidores cada vez maior na indústria
automobilística mundial, constituído por pessoas
bastante exigentes e que buscam, ao mesmo tempo, um veículo
que lhes ofereça as vantagens, desempenho e conforto
propiciadas por um automóvel, aliadas à um
grande espaço interno e flexibilidade de utilização.
Justamente neste aspecto de funcionalidade e praticidade
o Meriva oferece um conceito inédito e tem, como
um de seus destaques, o revolucionário conjunto de
assentos traseiros batizado internacionalmente de "FlexSpace".
A opção desse novo sistema de bancos, em
sua configuração completa, proporciona três
lugares na traseira, que podem ser convertidos em dois lugares
mais espaçosos, com o rebatimento do assento central.
Essa versátil utilização dos bancos
traseiros faz com que o Meriva, por uma opção
de seu proprietário, se torne um confortável
veículo de quatro lugares com espaço para
pernas e ombros dos ocupantes equivalente ao de um automóvel
sedã médio.
Novo segmento
"O Meriva é mais um importante trunfo da Chevrolet
no competitivo mercado brasileiro. Vamos inaugurar um novo
segmento de mercado e oferecer um veículo versátil
e com performance capaz de atrair um público com
espírito jovem que quer mais espaço e conforto,
sem abrir mão da beleza e esportividade", destaca
o presidente da General Motors do Brasil e do Mercosul,
Walter Wieland.
Segundo ele, o Meriva demonstra a criatividade dos designers
da GM e a força da marca Chevrolet, ao mesmo tempo
em que amplia ainda mais o portifólio da empresa
no Brasil com o objetivo de atingir a total satisfação
do consumidor.
O Meriva foi desenvolvido em um esforço conjunto
dos engenheiros e designers da General Motors no Brasil
e da Opel na Alemanha. Na Europa, o Meriva será produzido
na fábrica de Zaragoza (Espanha) a partir de janeiro
de 2003.
Aqui no Brasil, já é produzido em série
desde o início do último mês de junho,
no Complexo Industrial Automotivo de São José
dos Campos, na região do Vale do Paraíba (SP),
na mesma linha de outros dois modelos, o novo Corsa e o
monovolume Zafira.
Oferecido em duas versões, o novo modelo é
propulsionado por motores 1.8 de 8 e 16 válvulas,
respectivamente com potências de 102 e 122 cavalos,
ambos derivados da Família 1.
Nestas duas configurações, a GM prevê
um mix inicial de vendas de 80% para o modelo 8 válvulas
e de 20% para o modelo 16 válvulas.
Para o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro
Neto, o Meriva "reforça ainda mais a posição
de destaque da marca Chevrolet no país, que oferece
aos consumidores brasileiros a linha mais completa e moderna
de veículos. Temos a convicção de que
este novo modelo será mais um sucesso de vendas no
Brasil e no mercado mundial".
Segundo Pinheiro Neto, a General Motors do Brasil está
sempre atenta às evoluções do mercado
e as preferências e exigências dos consumidores.
"O Meriva é uma resposta imediata ao desejo
cada vez maior dos clientes em substituir os automóveis
por monovolumes", acrescenta ele.
Novo perfil de consumidor
O Meriva, para o diretor geral de Vendas e Marketing da
General Motors, Marcos Munhoz, chega para atender a uma
tendência cada vez mais marcante do mercado mundial:
"Este nosso modelo cria um segmento direcionado a um
novo perfil de consumidor, constituído por pessoas
solteiras e de espírito jovem, que buscam um veículo
para o uso no dia-a-dia e também no lazer".
O Meriva chega ao mercado brasileiro com a missão
de liderar o segmento de monovolumes e terá como
concorrentes o Scénic, da Renault, e o Picasso, da
Citroën. A Zafira, também da marca Chevrolet,
estará posicionada em um outro subsegmento superior
de monovolumes.
"Vamos oferecer aos consumidores, além da Zafira,
também uma excelente opção de veículo
na base desse segmento. O Meriva terá um preço
coerente e competitivo, posicionado abaixo da Zafira e em
linha com as características dos veículos
compactos", destaca Munhoz.
Os novos proprietários de monovolumes, segundo pesquisas
feitas pela marca Chevrolet, serão geralmente donos
de veículos compactos e ainda de "wagons"
compactas. Os pontos mais apreciados por esses consumidores
são o espaço interno e a funcionalidade, seguido
pela altura do carro em relação ao chão,
o "design" exterior e a visibilidade oferecida
pelo veículo.
Apesar de ser um monovolume que competirá com Scénic
e Picasso, o Meriva também disputará mercado
com os automóveis "hatchbacks" e "wagons"
compactos.
"Design" arrojado
O Meriva é um veículo que oferece um visual
agradável e diferenciado dos monovolumes existentes
no mercado, com um estilo voltado principalmente para o
público mais jovem.
O diretor de Design da GMB, David Rand, acredita que o
novo modelo Chevrolet "possui um design arrojado, que
segue a tendência mais moderna da indústria
automobilística mundial, ou seja, uma combinação
de linhas de superfícies arredondadas com vincos,
que resultam num aspecto mais técnico e de alta tecnologia.
David Rand explica que os designers da GMB e da Opel buscaram
definir em todas as linhas do veículo, um "design"
arrojado mas bastante harmônico entre as partes dianteira
e traseira. "O Meriva é, sem dúvida,
um veículo que oferece um visual e um conjunto agradáveis
que, com certeza, atenderão plenamente os anseios
do consumidor mundial".
A área envidraçada do Meriva proporciona
uma visibilidade muito boa ao motorista e aos seus usuários.
O modelo também utiliza, a exemplo do novo Corsa
"hatchback" lançado em março
último , o conceito das lanternas traseiras
superiores, que tem feito sucesso junto aos consumidores.
Outra característica marcante das linhas do Meriva
é bastante visível na lateral do veículo,
ou seja, um vinco com recorte em ângulo desde o contorno
da janela traseira, na coluna "D", até
a parte dianteira, nos pára-lamas.
O Meriva foi idealizado conceitualmente para permitir a
criação de uma arquitetura de "design"
que propiciasse aos usuários o máximo de espaço
interno possível. A base para esse sucesso e flexibilidade
de espaço é uma distância entreeixos
do veículo de 2.630 milímetros, quase 2 cm
maior que a do Astra. Já o comprimento exterior,
de 4.042 mm, é cerca de 6 cm menor que o do Astra.
O entreeixos do Meriva é maior do que o entreeixos
de seu principal concorrente, o Scénic.
Inovações tecnológicas
Além do interior espaçoso e do "design"
atraente e inovador, o Meriva possui dimensões externas
compactas, que facilitam sua movimentação
no tráfego cada vez mais pesado das grandes cidades.
Além de ser o monovolume mais flexível do
mercado nas configurações dos lugares e na
oferta de espaço interno, o Meriva incorpora inúmeros
avanços nos aspectos de segurança, tecnologia
e qualidade, antes só disponíveis em veículos
maiores do segmento.
O chassi, por exemplo, é composto por uma suspensão
dianteira que adota tecnologias e benefícios para
proporcionar mais estabilidade ao veículo. A suspensão
dianteira é do tipo independente, McPherson, com
amortecedores pressurizados, estrutura em aço, haste
maciça e limitador hidráulico que evita a
descida (queda) brusca da roda em buracos e lombadas. Uma
nova calibração dos amortecedores e molas
com carga lateral minimizam os atritos internos nas válvulas
e haste dos amortecedores.
O sistema propulsor do veículo é montado
sobre o quadro da suspensão dianteira (subframe),
que diminui a transmissão de vibrações
para a carroceria. Os braços de controle da suspensão
são fixados ao "subframe" por meio de bucha
hidráulica na dianteira e bucha vertical na traseira,
o que melhora a sensibilidade do sistema de direção.
A direção é hidráulica (assistida)
de série nas duas versões. O veículo
também possui, como item de série, a válvula
proporcional à carga (ajusta a pressão de
frenagem traseira de acordo com o peso do veículo),
garantindo a menor distância de parada em qualquer
condição.
O eixo traseiro do Meriva utiliza o mesmo conceito empregado
nos modelos Astra e Zafira. A posição de dirigir,
um pouco mais elevada do que o usual, oferece ergonomia
superior aos concorrentes, além de ampla visibilidade
graças a uma maior área envidraçada.
Os espelhos retrovisores externos também possuem
um campo de visão convexo no lado direito, enquanto
no lado esquerdo, dois raios convexo e esférico (curvatura
menor), que abrem o campo de visão.
Flexibilidade e maior espaço
O banco traseiro possui o encosto dividido 1/3 e 2/3 e
escamoteável, o que permite um maior volume para
bagagens. O veículo sai de fábrica equipado
com dois apoios de cabeça, cintos retráteis
de 3 pontos para os passageiros laterais, e cinto sub-abdominal
para o passageiro central. Os cintos de segurança
retráteis de três pontos possuem limitador
de carga para o motorista e passageiro, que reduz a compressão
no peito dos ocupantes em caso de colisão.
O novo sistema de bancos "FlexSpace" (item opcional)
oferece intercambialidade entre carga e passageiros. Com
alguns simples movimentos, qualquer um que necessite maior
espaço para carga pode mover os assentos traseiros
individualmente ou dobrá-los completamente, formando
uma superfície plana que permite melhor acomodação
de carga.
Em um piscar de olhos, o Chevrolet Meriva pode ser transformado
novamente em um prático veículo de cinco lugares,
ou ainda quatro lugares, proporcionando um posicionamento
diferenciado no interior do veículo, graças
à possibilidade de movimentação dos
bancos para as laterais e para a traseira, o que aumenta
o espaço para as pernas dos ocupantes.
Este sistema foi concebido levando-se em conta o fato de
veículos compactos serem geralmente ocupados por
uma ou duas pessoas, e raramente por mais de quatro. Nesse
sentido, o conceito "FlexSpace" proporciona o
máximo de liberdade em termos de configuração
interior.
Para permitir essa flexibilidade os bancos deslocam-se
por meio de trilhos e mecanismos reclináveis, os
quais permitem todos os movimentos sem que haja a necessidade
de remoção dos assentos, ao contrário
dos veículos competidores do mercado. Quando equipado
com o "FlexSpace", o Meriva possui 3 cintos retráteis
de 3 pontos inclusive para o passageiro central (este integrado
ao teto) e também 3 apoios de cabeça.
Outras vantagens oferecidas pelo veículo são
o maior espaço do porta-malas, mais espaço
traseiro para dois passageiros e possibilidade de se reclinar
o encosto para maior conforto dos passageiros.
Nos bancos traseiros podem ser montadas inúmeras
configurações, como por exemplo 5 pessoas,
com o espaço normal para bagagem; 4 pessoas com muito
espaço para as 2 pessoas de trás; 3 pessoas
com muito espaço para a terceira pessoa mais carga;
e, 2 pessoas e muita carga.
TESTE DRIVE
Com exclusividade, Peugeot
206 cc
Conhecemos de perto os detalhes desse conversível
"popular".
Com o designer marcante do Peugeot 206, as características
de um coupé e também de um cabriolet, o Peugeot
206 Coupé Cabriolet foi analisado pela equipe da
Mecânica Online com exclusividade.
Nas ruas percebe-se logo que você não está
em um carro comum. O carro destaca-se entre os demais, principalmente
quando a capota é levantada, com uma sensação
maior de liberdade. Ideal para a nossa região, o
Nordeste, pois o clima de sol intenso ajuda bastante a utilizar
todos os recursos de um carro conversível.
Falando em liberdade, a capota do Peugeot 206 Coupé
Cabriolet é rígida e composta por duas peças
articuladas pintadas na mesma cor da carroceria, o que possibilita
um alto nível de segurança e elimina o risco
de infiltrações de água ou pó
no habitáculo. Quando recolhido, o conjunto da capota
é totalmente acomodado no interior do porta-malas,
mantendo espaço para a bagagem pessoal.
O espaço interno para motorista e acompanhante é
satisfatório, o mesmo não se pode dizer para
quem poderia vir no banco de trás, onde a princípio
existem dois lugares, que podem comportar muito bem duas
crianças. Mas nada de querer levar alguém
maior, pois o espaço é pequeno.
Moderno, clássico e elegante fazem parte do 206cc.
Sobre o porta-malas, as ranhuras em volume lembram as dos
lendários cabriolets, e a tampa do tanque de combustível
com acabamento em alumínio e a saída do escapamento
cromada conferem a esportividade e sofisticação
que o diferenciam em sua categoria, tornando-o único
no Brasil.
Motor
Equipado com motor 1.6L e 16 válvulas, que desenvolve
potência de 110cv a 5750 RPM, câmbio com cinco
marchas, ideal tanto para condução suave como
para condução esportiva. Atinge a velocidade
máxima de 193 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em cerca
de 11,2 segundos.
Conforto
O acabamento é extremamente luxuoso, através
de banco de couro, direção hidráulica,
ar-condicionado com regulagem automática de temperatura
e cd player. O carro conta também com retrovisores
elétricos com desembaçador; nos vidros elétricos,
dianteiros e traseiros, e na abertura das portas e da tampa
do porta-malas através de controle de alta freqüência.
Os bancos e pedais são esportivos, o painel de instrumentos
possui quatro mostradores, de formato redondo e fundo branco,
com velocímetro, conta-giros, marcador de combustível
e de temperatura da água e do óleo. Além
disso tudo, a presença do alumínio nas maçanetas
internas de abertura das portas, no botão de freio
de estacionamento e na manopla da alavanca de câmbio.
Ergonomia
Direção, alavanca de câmbio, controles
de luzes, piscas, comando dos vidros elétricos, controle
dos retrovisores externos, comando elétrico para
abertura e fechamento da capota, todos os itens estão
posicionados de forma a facilitar o acessar durante a condução
do veículo.
Segurança
Um dos destaques do Peugeot 206 cc, além da boa relação
custo x benefício, encontra-se na segurança.
De série ele já vem equipado com air bags
frontais e laterais para motorista e passageiro, ABS, freios
a disco nas quatro rodas, faróis dianteiros com vidro
de superfície lisa e faróis de neblina.
Além disso, a parte inferior da carroceria e os
montantes do pára-brisa são reforçados,
melhorando o nível de rigidez do carro, que permite
absorver, da melhor maneira possível, as conseqüências
de um eventual choque ou rolagem em 360º. Para garantir
ainda mais a segurança, o carro conta com três
paddings (almofadas de espuma de poliuretano) nas portas
e barras de proteção lateral, que absorvem
impactos laterais.
TESTE DRIVE
Suspensão é destaque
no Renault Clio
Para muitos o visual do Renault Clio pode parecer
até diferente, mas nas ruas, o carro despertou o
interesse e se saiu muito bem durante nosso teste drive.
Com a competição cada vez mais acirrada no
segmento dos carros populares, o Renault Clio 1.0 16V passa
a ser uma boa opção para quem quer adquirir
um carro mil, porém, com um pouco mais de potência
e performance.
Testado pela Equipe da Mecânica Online, em percurso
de cerca de 200 km entre cidade e estrada, o Clio Básico
1.0 16V ofereceu bom desempenho. Dentro de sua categoria
de motorização, o carro demonstrou ter fôlego
para realizar ultrapassagens e retomadas de velocidade.
O Clio também apresentou aceleração
suave e boa dirigibilidade. O compacto da Renault possui
potência máxima de 70 cv a 5,5 mil rpm e torque
máximo de 9,5 kgfm a 4,2 mil rpm. Da imobilidade
aos 100 km/h o carro chega em 15 segundos, e sua velocidade
máxima é de 157 km/h.
Nas manobras em curvas, o Clio mostrou-se estável
e confere segurança para quem está no volante.
Os freios, com discos ventilados dianteiros e tambores traseiros,
também obtiveram bom desempenho.
E os buracos? No Recife, assim como nas principais cidades,
os buracos são uma constante nas vias públicas,
mas o Renault Clio se saiu muito bem. A suspensão
é excelente, e o carro rapidamente mantém
sua estabilidade ao sofrer os lavancos da pista.
Externamente, as linhas arrojadas do Clio Básico
dividem opiniões. A parte frontal com grandes faróis
e a traseira com formato diferenciado não constituem
o tipo de design que agrada a todo mundo. De acordo com
a Renault, foi realizada uma aposta visual na versão
testada pela Mecânica Online.
Já internamente, o carro traz bom nível de
conforto para os passageiros do banco dianteiro e traseiro.
O porta-malas de 255 litros parece pequeno para uma família,
mas é ideal para o trânsito urbano. Se procura
um porta-malas maior, uma opção pode ser o
modelo sedã.
O motorista também possui boa visibilidade. No painel,
os comandos estão bem localizados. Já os comandos
dos vidros elétricos e da trava da porta, posicionados
no console central, poderiam estar localizados na porta
para facilitar o manuseio pelo motorista. Isso no modelo
mais luxuoso. Na versão testado, os vidros eram manuais
e estavam localizados nas portas.
Na versão 1.0 16V RT, o consumidor tem a sua disposição
equipamentos de série como brake light, air bag para
condutor e passageiro, alarme sonoro de advertência
de luzes acesas, ar-condicionado, direção
hidráulica, faróis de neblina, hodômetro
geral e parcial digital, iluminação do porta-malas,
porta-luvas com dois porta-copos, travamento automático
das portas a 6 km/h, travas elétricas das portas
e no porta-malas com comando a distância por rádio
freqüência, volante com regulagem de altura,
rádio CD com display no painel, comando satélite
na coluna de direção e alto-falantes.
Em nossa versão testada, a básica, 1.0 16
v, o carro possue como itens de série
Para adquirir o Clio Básico 1.0 16V, o consumidor
terá de desembolsar R$ 24.000 em Pernambuco, segundo
Antônio Figueiredo, gerente da Eurovia Veículos
localizada na Imbiribeira.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
Veículo disponibilizado pela Concessionária
Eurovia - Imbiribeira
Colaboração: Antônio Figueiredo - Gerente
da Eurovia - Imbiribeira / Renault
SE A QUESTÃO É
ECONOMIA, ENTÃO...
Nada mal, 100 km com um litro
de óleo diesel
A Volkswagen já faz um carro de três
litros - não um motor de três litros de deslocamento
(isso qualquer montadora faz), e sim um carro que cobre
100 km com três litros de óleo diesel.
Ferdinand Piech, austríaco, neto de Ferdinand Porsche,
engenheiro que se tornou industrial, com uma carreira controversa
mas mesmo assim brilhante, e ex-presidente do império
Volkswagen, ao se despedir de sua posição
de executivo-chefe da quarta maior montadora do mundo no
dia 14 de abril passado, cobriu os 230 quilômetros
de Wolfsburg a Hamburgo gastando apenas 2,1 litros de óleo
diesel, para uma média de mais de 109 km/litro.
Piech ia na frente de um imenso comboio, debaixo de uma
forte chuva, sempre na faixa da direita, mantendo entre
80 a 90 km/h, uns 30 km/h abaixo da velocidade máxima
de seu carro experimental, seguido por uma infinidade de
veículos de TV, rádio, jornais e revistas,
que forçaram um dos grandes engarrafamentos que a
estrada já presenciou, durante quase três horas.
A velocidade média para todo o percurso foi de quase
71 km/h.
Ele foi a Hamburgo para presidir sua última reunião
com os acionistas da empresa, tendo como passageiro seu
substituto, Bernd Pischetsrieder, que depois voltou dirigindo
na tarde do dia seguinte.
Pronto para a viagem de volta, e já como ex, Piech
entregou as chaves a Pischstrieder, dizendo Dr. Pischetsrieder,
seu carro está pronto. A viagem de retorno
não foi das mais tranqüilas, tendo começado
na hora de maior tráfego da cidade, e Pischetsrieder
não conseguiu fazer mais de 88 km/litro.
Piech queria fazer um carro de 2 litros (50 km/litro),
prático, de duas portas e quatro lugares, menor que
o Polo e maior que o Lupo. O carro ficou pronto há
três anos, mas era caro demais para entrar em produção
normal. Resolveu então dar a seus engenheiros o objetivo
de chegar aos 100 km/litro num veículo de pesquisas
que mantivesse os padrões de segurança dos
atuais carros de produção.
O engenheiro-chefe de pesquisas da Volkswagen, Ulrich Eichhorn,
que a estas alturas já havia feito mais de mil quilômetros
com o 1 litro, garante que o carrinho é quase absurdamente
ágil, virando quase mais rápido do que seu
motorista consegue girar o volante.
O chassi espacial é feito em magnésio, revestido
por uma carroçaria em fibra de carbono que pesa apenas
74 kg. O entre-eixos é de 2.205 mm, o comprimento
total de 3.646 mm, a largura de 1.248 mm, a altura de 1,10
m, a bitola dianteira de 1 m e a traseira de 810 mm, a capacidade
do porta-malas é de 80 litros e o peso global de
290 kg, apesar da existência de airbag para o motorista,
freios ABS de quatro canais, programa eletrônico de
segurança, duas câmaras de TV nas lanternas
traseiras para substituir os espelhos retrovisores laterais,
e uma terceira câmara no brake light para marcha-à-ré.
O carrinho tem dois lugares em tandem (um atrás
do outro). O motorista tem à sua frente um volante
de direção tipo F1, dois pedais (não
precisa de pedal de embreagem), painel de instrumentos aeronáutico,
conjunto de instrumentos com velocímetro, hodômetro,
temperatura do motor e computador de bordo, à esquerda
e à direita monitores para as câmaras de TV,
controles de aquecimento elétrico, ventilação
e luzes à esquerda, e botão de mudanças
de marchas, freio eletrônico de estacionamento e botão
de partida; o carona tem apoios para os pés à
esquerda e à direita do banco do motorista.
A capota transparente em policarbonato, com proteção
solar integrada, tem praticamente metade da largura do carro
todo, e as rodas traseiras são cobertas por saias,
tudo ajudando a atingir um Cx de 0,16 (0,159 exatos). Os
faróis são bi-zenônio de 32 watts, com
iluminação equivalente aos convencionais de
60 watts, e todos os outros aparelhos de iluminação
são LEDs.
A suspensão dianteira é por braços
transversais duplos, os superiores em magnésio e
os inferiores em alumínio; a traseira De Dion com
molas em fibra de carbono, as rodas são em fibra
de carbono, seus cubos em titânio e os pneus são
Michelin com 30% a menos de resistência ao rolamento
do que um pneu convencional do mesmo tamanho, 95/80 R16
na frente e 115/70 R16 atrás. A direção
é por pinhão e cremalheira, mecânica
e extremamente direta. Seu tanque de combustível
é de 6,5 litros, para uma autonomia superior a 60
km.
O motor é um diesel monocilíndrico monobloco
(bloco e cabeçote em uma só peça) de
299 cm3 (69 x 80 mm), taxa de compressão de 16,5:1com
injeção direta por bomba de mais de 2.000
bar de pressão, e bico, dois eixos-comando de válvula,
duas válvulas de admissão e uma de escape,
que desenvolve 8,5 hp de potência a 4.000 rpm e 1,88
kgm de torque a 2.000 giros.
Pesa 26 kg sem acessórios, e 38 kg completo, pronto
para funcionar. É colocado entre-eixos à traseira
e entrega sua força às rodas traseiras através
de uma caixa manual automatizada de seis marchas seqüenciais,
que pesa ao todo 23 kg e possui função de
roda-livre nas velocidades de cruzeiro, o 1L roda
com o motor desligado. Quando o motorista aperta novamente
o pedal acelerador, um gerador de partida, alojado entre
o motor e a caixa de câmbio, põe o motor a
funcionar.
Nas frenagens, a energia usada para diminuir a velocidade
é armazenada no gerador, que sempre que necessário
fornece esta energia como suplemento extra à do motor.
O 1L vai de 0 a 80 km/h em 31 segundos, e atinge máxima
de 120 km/h.
NO LABORATÓRIO E NAS
PISTAS
480 km por litro de gasolina
Mineiros ganham destaque internacional com carro
que roda 480 km por litro de gasolina
Um carro com design futurista que consome apenas um litro
de gasolina para rodar 480 quilômetros: assim poderia
ser descrito o veículo brasileiro que participou
da 18a Shell Éco-Marathon, realizada nos dias 31
de maio e 1o de junho no circuito de fórmula-1 Paul
Armagnac, em Nogaro (França).
A competição, que ocorre anualmente e reúne
equipes de todo o mundo, tem por objetivo avaliar carros
mais econômicos e menos poluentes que usam combustíveis
derivados de petróleo. O grupo brasileiro, formado
por professores e alunos da Universidade Federal de Itajubá
(Unifei) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg),
era o único representante da América Latina
em 2002. O veículo mineiro, batizado de Sabiá
4, foi considerado o carro de melhor design.
Se comparado aos carros tradicionais, que às vezes
rodam menos de dez quilômetros com um litro de combustível,
o veículo da equipe mineira apresenta excelente desempenho.
Para economizar gasolina, o Sabiá 4 foi equipado
com um computador que ajuda o piloto a dirigir o veículo
de modo mais econômico. A máquina orienta o
motorista, por exemplo, sobre a rotação ideal
do motor em cada situação.
Ela também pode tomar certas medidas para evitar
o desperdício de combustível sem consultar
o piloto: se o carro desce uma ladeira íngreme, o
computador desliga o motor e só volta a ligá-lo
quando a velocidade estiver abaixo de um dado limite. O
bom desempenho do veículo também está
associado ao tipo de motor e aos materiais usados em sua
construção.
O carro de cada uma das 180 equipes participantes da 18a
Shell Éco-Marathon deveria, em quatro tentativas,
dar até seis voltas no circuito, enquanto computadores
na pista registrariam seu desempenho. O veículo vencedor,
criado por um grupo da Universidade de Toulouse (França),
estabeleceu o novo recorde mundial: é capaz de percorrer
3492 quilômetros com um litro de gasolina.
Embora o desempenho do carro brasileiro tenha
sido muito bom, ele foi bem inferior ao do primeiro colocado.
Segundo Laércio Caldeira, professor da Unifei e um
dos coordenadores da equipe mineira, isso se deve ao pouco
patrocínio conseguido pelo grupo: enquanto algumas
equipes estrangeiras chegaram a gastar US$ 250 mil na construção
de seu veículo, a brasileira usou menos de R$ 25
mil. "Muitos grupos estrangeiros contavam com motores
cerâmicos, que têm desempenho surpreendente",
diz. "Além disso, seus carros pesavam 30 ou
40 quilos, pois as carrocerias eram feitas de materiais
leves, como fibra de carbono ou policarbonato." A equipe
mineira construiu um veículo de 83 quilos que usava
motor convencional e tinha carroceria de fibra de vidro.
"Como não tínhamos condições
de investir no desempenho, decidimos apostar em um design
arrojado e diferente", afirma Caldeira. Foi uma boa
opção: o Sabiá 4 foi considerado o
carro mais bonito da competição. Porém,
os pesquisadores, que contam com o apoio do CNPq, pretendem
desenvolver um veículo com melhor desempenho para
os próximos torneios.
Fernanda Marques - Ciência Hoje on-line
NOVOS CAMINHOS
Mercado de Carbono Uma
oportunidade
para o mercado financeiro?
Vladimir Miranda Abreu* e Naoka Sera Furuiti*
A recente aprovação do Protocolo de Kyoto
pela Plenária da Câmara dos Deputados, os pronunciamentos
favoráveis à ratificação desse
Protocolo por parte do Presidente Fernando Henrique Cardoso,
bem como o grande potencial que representa a futura comercialização
de créditos de carbono, sinalizam que em breve o
chamado mercado de carbono saia do atual grey market
para o mercado formal, representando possibilidades crescentes
de investimentos para países em desenvolvimento como
o Brasil.
O que deverá impulsionar o desenvolvimento desse
mercado é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
MDL, um dos mecanismos de flexibilização previstos
no Protocolo de Kyoto. Vale lembrar que o Protocolo de Kyoto
prevê para os países desenvolvidos signatários
da Convenção Quadro das Nações
Unidas sobre Mudança do Clima (Países
do Anexo I) metas de redução diferenciada
para suas emissões combinadas de gases causadores
do efeito estufa, entre 2008 e 2012, para que elas se tornem
em média 5,2% inferiores aos níveis de emissão
de 1990.
No âmbito internacional, o Protocolo de Kyoto entrará
em vigor após a sua ratificação por
pelo menos cinqüenta e cinco países partes da
Convenção Quadro das Nações
Unidas sobre Mudança do Clima e, também, por
países que representem pelo menos cinqüenta
e cinco porcento das emissões globais de dióxido
de carbono em 1990.
A expectativa brasileira e internacional é a de
que, no mais tardar na COP8 a ser realizada na Índia
entre os dias 23 de outubro e 1 de novembro de 2002, o Protocolo
seja ratificado e as regras internacionais estejam mais
definidas.
Pelo MDL, os Países do Anexo I podem investir em
projetos que minimizem a emissão, não emitam
ou seqüestrem gases que causam o efeito estufa que
estejam sendo desenvolvidos em países em desenvolvimento
(Países Não-Anexo I).
Os créditos de carbono gerados poderão ser
convertidos em Certificados de Emissões Reduzidas
(CERs), os quais, por sua vez, poderão
ser contabilizados nas metas de redução dos
Países do Anexo I e comercializados no mercado de
carbono.
Pelas poucas regras existentes até o momento, tem-se
que os principais projetos elegíveis à emissão
de CERs são projetos que tratam do aumento da eficiência
energética, uso de fontes e combustíveis renováveis,
adoção de melhores tecnologias e sistemas
para o setor de transportes e para o processo produtivo
de modo geral, resgate de emissões através
de sumidouros e da estocagem dos gases de efeito estufa
retirados da atmosfera, além deatividades relacionadas
ao uso da terra, como o reflorestamento e o aflorestamento,
entre outros.
A estrutura de um projeto de MDL assemelha-se à
estrutura de um project finance e requer a negociação
de vários contratos complexos, dependendo da linha
básica de ação que se adote dentro
do MDL. Na medida em que várias questões de
interesse das partes ainda não estão definidas
em regulamentação específica, a estruturação
de referidos projetos deverá envolver uma grande
flexibilidade contratual.
A negociação com base na estrutura regulamentar
atualmente existente de contratos envolvendo redução
de emissões e que potencialmente gerarão créditos
de carbono baseiam-se em projetos que futuramente atenderão
os critérios de elegibilidade elencados no Protocolo
de Kyoto.
Tais questões devem ser analisadas no início
da estruturação do projeto e requerem assessoria
especializada devido à complexidade das políticas
internacional e nacional que lidam com as questões
relativas à mudança do clima. Caso os critérios
de elegibilidade não sejam atendidos, as reduções
de emissão correrão o risco de não
ser reconhecidas perante as regras do Protocolo de Kyoto
e a regulamentação nacional e, portanto, não
terem qualquer valor perante o mercado.
Embora a base para o desenvolvimento de um mercado de
carbono dependa do estabelecimento de regras para a estruturação
de projetos viáveis, as quais ainda estão
em discussão, já existem negócios sendo
realizados no âmbito deste mercado, especialmente
em função do desconto que pode ser obtido
no preço atribuído à tonelada de carbono.
O desenvolvimento de referidos projetos esbarra na necessidade
de financiamento.
Visando contribuir com a implementação do
MDL, o Banco Mundial criou o Prototype Carbon Fund, o primeiro
fundo de investimento cujo objetivo principal é fomentar
o desenvolvimento de projetos de MDL nos países em
desenvolvimento através de recursos públicos
e privados dos países industrializados.
Na esteira do Prototype Carbon Fund, outras formas de financiamento
estão sendo estudadas para projetos de MDL. O próprio
Banco Mundial dispõe de uma linha de crédito
denominada Global Environment Facility GEF, que também
deverá financiar projetos no âmbito to Protocolo
de Kyoto. Além disso, no futuro, espera-se que o
BNDES se envolva no financiamento de projetos no âmbito
do Protocolo de Kyoto.
As opções de financiamento privado ainda
são reduzidas. Não obstante, pode-se verificar
a existência de interesse de alguns fundos de capital
de risco (private equity) por investimentos
nessa área. Os projetos no âmbito do Protocolo
de Kyoto trazem um atrativo adicional para este tipo de
investimento na medida que possibilita a adoção
de uma estratégia de desinvestimento interessante:
a entrega de certificados de crédito de carbono,
que poderão ser negociados no mercado, uma vez que
o mesmo tenha liquidez.
A estruturação de negócios no Brasil
com fundos de private equity requer a análise de
um planejamento societário, na medida em que o fundo
torna-se sócio dos projetos que busca financiar.
Possivelmente, as instituições financeiras
privadas nacionais também poderão participar
como financiadores de projetos de MDL, seja por de empréstimos
diretos, seja por operações estruturadas de
corporate finance.
Outra possibilidade que se coloca para a atuação
das instituições financeiras nacionais é
a estruturação de fundos de investimento voltados
para projetos desse tipo. Na medida em que se consubstanciem
negócios visando à futura redução
de emissão de gases efeito estufa, os créditos
decorrentes desses contratos poderão ser objeto de
investimento por um eventual fundo de investimento em direitos
creditórios.
* Vladimir Miranda Abreu - Sócio na
área de Mercado de
Capitais de Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados
* Naoka Sera Furuiti - Advogado Sênior na área
de Direito
Ambiental de Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados
TECNOLOGIA
Raytek combina fotografia digital
e termometria infravermelha
Novo PhotoTemp MX6 faz simultaneamente a medição
da temperatura e documenta com fotos digitais para um relatório
completo.
Raytek® Corporation, líder mundial em termometria
infravermelha, lança o PhotoTempÔ MX6, a melhor
forma para os profissionais de manutenção
para verificarem simultaneamente a temperatura sem contato
enquanto tiram fotos digitais do processo. Pode-se fazer
medições consistentes em pouco tempo com eficiência
e precisão.
O PhotoTemp MX6 mostra precisamente a temperatura com o
laser circular True Spot, o qual aparece claramente na fotografia
dos objetos. Dados de temperatura, nome do objeto medido,
e data/hora aparecem sobrepostos nas imagens. Inclui software
DataTemp e cabo USB.
O PhotoTemp MX6 apresenta muitas características
dos produtos da série MX, incluindo True Spot laser
coaxial de 16 pontos, o mais preciso sistema de precisão
encontrado em termômetros infravermelhos.
Além disso, possui display backlit com 30 valores
de emissividade pre-configurados, flash para áreas
de pouca iluminação, foco configurado para
conseguir os melhores resultados em longas distâncias,
capacidade de armazenamento até 100 fotografias para
download. Caixa de transporte resistente, 2 baterias AA,
sonda termopar, cabo de interface USB, software DataTemp
MX, e guia de utilização no CD incluso.
Aplicações:
· Manutenção Elétrica
· Manutenção Preventiva
· Reparos
· Inspeções
· Controle de Qualidade
Perguntas e Respostas sobre o PhotoTemp MX6
O que é o PhotoTemp MX6, termômetro
fotográfico infravermelho?
R: O termômetro fotográfico infravermelho combina
medição de temperatura e fotografia digital.
Ele pode capturar a imagem instantaneamente em tempo real
do objeto medido enquanto simultaneamente e automaticamente
grava o local, a temperatura, data e hora da medição.
A imagem e as informações da medição
podem ser facilmente descarregadas no computador para visualização
e análise produzindo relatórios visuais para
inspeções de manutenção.
Como funciona o PhotoTemp MX6?
R: É muito fácil de usar, como outro Termômetro
infravermelho da Raytek, você pode fazer tudo com
o PhotoTemp, com suas características de True Spot
sistema de laser circular, mire no objeto que você
deseja medir e aperte o gatilho. Quando o gatilho é
acionado, a fotografia digital é tirada e armazenada
juntamente com a temperatura em sua memória. Até
100 dados de uma rotina de inspeção podem
ser armazenados no PhotoTemp MX6. O local, data/hora, e
a temperatura são gravados junto com a imagem. Todas
as informações aparecerão na fotografia
garantindo uma documentação perfeita das medições
feitas.
Qual é o range de temperatura do PhotoTemp MX6 e
qual a distância máxima que é possível
fazer as medições de temperatura e tirar as
fotos?
A: Você pode chegar até 13 metros do objeto
que deseja medir. O PhotoTemp MX6 pode medir altas temperaturas
até 900º C e baixas até -30º C com
o modelo Sub Zero. Assim com os modelos MX tradicionais,
o PhotoTemp está disponível em modelos close
focus que podem medir alvos pequenos de 25 polegadas numa
distância de 13 metros.
O que acontece se não tiver iluminação
suficiente para fazer a foto?
O PhotoTemp MX6 possui um flash embutido que ilumina o objeto
em locais escuros ou com baixa iluminação.
O flash é automaticamente ativado quando a objeto
se encontra nessas condições. Com o flash
ativado, basta puxar o gatilho e a foto será feita.
Qual é a vantagem do sistema de sinal laser circular
True Spot?
O sinal True Spot oferece clara visibilidade do local do
alvo bem como sua distância e a área de medição.
Também oferece maior precisão na medição
e o laser duplo é fácil de ver as condições
de iluminação do objeto.
Como posso inserir as fotografias e as informações
de temperatura que estão armazenadas no PhotoTemp
MX6 em meus relatórios de manutenção?
O PhotoTemp MX6 possui um cabo USB que pode ser conectado
a um computador. Desde que PhotoTemp possua o software DataTemp®
MX, você pode fazer o download de todas as informações
e fotos armazenadas no PhotoTemp para um computador. Quando
já estiver no computador, as fotos podem ser visualizadas
lado a lado juntamente com os dados de temperatura. Você
pode facilmente compartilhar, enviar por e-mail ou criar
relatórios após importar os dados de inspeção
e fotos e colar dentro de arquivos nos formatos de Excel
ou Access.
Qual sistema de computador é preciso para poder
utilizar o PhotoTemp MX6 para meus relatórios?
PhotoTemp MX6 necessita de uma porta USB e um sistema operacional
Windows versão 98, 2000, ou XP para rodar o software
(incluso) DataTemp MX. O Windows NT não suporta USB.
Mecânica Online & Raytek do Brasil
CHEIRO DE CEBOLA...ARHG!!!!
QUE NADA!
Audi analisa cheiro do veículo
durante produção
A marca é pioneira e benchmark na análise
de odores dos veículos
O Audi Nose Team, equipe de especialistas na análise
de odores dos veículos, mete o nariz nos carros da
Audi como parte de sua atividade. A equipe trabalha no rastro
de cheiros desagradáveis nos automóveis e
assegura que o consumidor encontrará bons odores
nos veículos Audi.
Itens de plástico que liberam odores desagradáveis,
couro que cheira como óleo de peixe ou tapeçaria
que emana aroma similar ao de uma cebola não têm
nenhuma chance na Audi. O mesmo rigor se aplica para materiais
que possam emitir descargas prejudiciais à saúde.
André Luis Stefanello, 27 anos, Rafael Patrzyk,
21 anos, Roseli de Almeida Maftoum, 47 anos, Marlon Belger,
29 anos - equipe de qualidade que realiza testes de odores
em peças de veículo Audi A3, produzido na
Fábrica da Audi do Brasil.
Cerca de 500 componentes do interior dos veículos
são analisados pelo sistema de avaliação
do nariz humano. A Audi aplica os mais estritos padrões
na luta contra cheiros desagradáveis e é benchmark
em seu segmento.
"Não há como, nem nunca teremos um carro
inodoro. Este também não é nosso desejo,
da mesma maneira que o consumidor não gostaria de
um veículo absolutamente silencioso", explica
Heiko Geiger, o químico chefe do Audi Nose Team.
Carros simbolizam um evento emocional. "Você
passa tanto tempo no interior de um automóvel que
as percepções sensoriais tornam-se mais importantes",
completa Geiger. "Um veículo zero quilômetro
deveria sempre ter um odor característico, mas nunca
desagradável. É dever dos especialistas garantirem
este prazer ao consumidor", afirma o chefe da equipe.
O Audi Nose Team alemão é composto por cinco
profissionais, sendo três mulheres e dois homens.
A equipe não participa apenas do estágio de
desenvolvimento de novos modelos, mas também monitora
a qualidade de odor na linha de produção.
Modelos aleatórios são retirados da linha
de produção e cuidadosamente cheirados no
laboratório de análises químicas.
A escala de pontuação se assemelha ao que
acontece nas escolas alemãs, de um até seis.
Um é a nota para inodoro e seis a avaliação
para odores "insuportáveis". Para aprovação,
os veículos devem atingir nota menor que três
e meio.
Na fábrica da Audi do Brasil, joint venture com
a Volkswagen, em São José dos Pinhais, na
região metropolitana de Curitiba (PR), outros profissionais
trabalham como os narizes da Audi. A equipe comandada pelo
químico de polímeros Marlon Belger, de 29
anos, foi treinada na Alemanha e segue os mesmos padrões
internacionais. "Os narizes são calibrados anualmente.
A matriz manda a mesma amostra para que todas as fábricas
possam realizar os testes", afirma.
Para a realização dos testes, os especialistas
não podem ser fumantes e devem seguir as seguintes
recomendações: não consumir bebida
alcoólica ou café, nem comer uma hora antes
do trabalho começar. Eles devem beber água
antes da realização das análises. Dois
tipos de testes são realizados: o carro inteiro,
fechado sob o sol ou em estufa a 65 graus centígrados,
e também uma análise individual das peças.
Por semana são testados em média cinco veículos.
Vários testes são realizados, dentre eles
o aquecimento de peças individuais em recipiente
fechado - que evita a contaminação de odores
e até mesmo o uso de uma câmara de aço
fechada e aquecida, para a avaliação de peças
maiores, como o painel. Uma mangueira conecta o interior
da câmara a uma máscara de vidro. Desta maneira,
nenhum odor externo afeta a análise.
Depois da bateria de testes, um odor discreto é
alcançado. Todas as partes de um Audi possuem um
odor neutro que garantem o agradável cheiro de carro
novo ao qual o consumidor está habituado. A possibilidade
de conscientemente dar aos veículos uma fragrância
qualquer, como por exemplo floral ou lavanda, não
é oferecida pela Audi - "Não há
um aroma que agrade universalmente todos os consumidores.
O que é muito agradável para uma pessoa pode
ser de mau gosto para outra", explica o chefe do Nose
Team.
A Audi é uma empresa que desenvolve e produz automóveis
de alta qualidade. Em 2001 a companhia vendeu mais de 726.000
modelos. Com mais de 50.000 empregados, o faturamento do
Grupo Audi totalizou cerca de EUR 22 bilhões no ano
passado. A Audi também possui uma fábrica
no Brasil, joint venture com a Volkswagen, onde empregam
outros 2600 funcionários.
VIA MARÍTIMA
Importaram uma fábrica
inteira da Áustria
Parece até brincadeira, principalmente aqui no Brasil
onde não é comum acontecer esse tipo de transporte.
A Wilson Logistics traz da Áustria de uma
só vez a nova fábrica de refusão
e produção de tarugos da Hydro Alumínio
Acro, de Itu
Empresa de origem norueguesa investiu U$ 5,8 milhões
na instalação das 700 toneladas de equipamentos
em sua recém-ampliada planta no interior de São
Paulo; início das operações está
previsto para novembro; processo demandou dois anos de aplicação
da líder escandinava em logística de transportes
Já estão em Itu as 700 toneladas de equipamentos
da nova unidade integrada para refusão de alumínio
reciclado e produção de tarugos da Hydro Alumínio
Acro. A fábrica, que ocupa área de 18 mil
metros quadrados na recém-ampliada planta da Hydro
Alumínio Acro no interior paulista, foi trazida da
Áustria num único embarque por via marítma
pela subsidiária brasileira da líder escandinava
em logística de transportes, a Wilson Logistics.
A Hydro Alumínio Acro, pertencente ao grupo norueguês
Norsk Hydro, investiu cerca de 5,8 milhões de dólares
na importação e na infra-estrutura da nova
unidade. O início das operações está
previsto para novembro deste ano. A empresa pretende alcançar
70 % da produção máxima em janeiro
do ano que vem. O retorno do capital investido é
esperado para dentro de quatro anos. O investimento proporcionará
50 postos de trabalho (diretos e indiretos).
A Hydro Alumínio Acro, que fatura 47 milhões
de dólares no Brasil, fornece produtos manufaturados
para a construção civil (perfis de alumínio
e sistemas de alta tecnologia para fachadas e esquadrias)
e para a indústria automobilística.
Os equipamentos embarcados desmontados e levados
do porto de Hamburgo a Itu em 40 contêineres de 40
pés e quatro caixas extra-size com logística
da Wilson Logistics foram desenvolvidos com medidas
específicas para a instalação na planta
de Itu. Não existem instalações semelhantes
no país: o conceito desta linha de fabricação
focado em maior produtividade, economia e drástica
redução da emissão de poluentes
foi desenvolvido pela Hydro na Europa, informa o diretor
financeiro da subsidiária brasileira, Armando Sayão.
A capacidade de produção mensal desta unidade
deverá ficar entre 900 e 1.000 toneladas, destinando-se
principalmente a transformar o retorno do processo gerado
na planta de extrusão já existente e parte
dos retalhos gerados por clientes da Hydro Alumínio
Acro. Ela atenderá de 30% a 40% das necessidades
da empresa no item refusão. A parte restante continuará
a vir dos atuais fornecedores, de Minas Gerais e Rio de
Janeiro.
Produtividade
Os novos equipamentos todos em acordo com a legislação
ambiental brasileira e com as rigorosas normas européias
para o setor proporcionarão redução
nos custos e aumento da produtividade. A economia virá
principalmente do corte nos custos de frete e preparação
do retalho para o envio destes para reciclagem em outros
Estados, explica o diretor financeiro da Hydro Alumínio
Acro, Armando Sayão.
Nosso foco neste investimento é a segurança
de termos parte de nossas necessidades produzida em nossas
instalações. O reflexo será positivo
para nossos clientes, pois estaremos disponibilizando condições
bastante satisfatórias para a reciclagem devido à
alta tecnologia empregada nesta nova unidade.
Expertise Wilson Logistics
O processo de importação de uma fábrica
inteira, uma expertise da Wilson Logistics, é pouco
no Brasil, extremamente complexo e demanda muito tempo,
em planejamento e procedimentos junto à Receita Federal,
à Decex e à Abimaq, lembra Alcides Fernandes,
diretor da Wilson Logistics. O portfólio da empresa,
no Brasil e no mundo, exibe vários procedimentos
semelhantes, de grande porte até o deslocamento
de um casal de baleias entre países da Europa.
Uma operação como essa, de trazer para
o Brasil uma fábrica inteira, comporta, evidentemente,
altos riscos, os quais a Hydro Alumínio não
poderia correr. Danos a um dos equipamentos, por exemplo,
poderia comprometer a entrada em funcionamento de toda a
unidade.
Escolhemos a Wilson Logistics pela tradição
e expêriencia em serviços similares ou de maior
complexidade, complementa o diretor financeiro da
Hydro Alumínio Acro, Armando Sayão.
Logística integrada em 29 países A
Wilson Logistics, companhia de capital 100% sueco, líder
em logística global e freight forward na Escandinávia,
possui 130 escritórios em 29 países e representantes
nos principais portos e aeroportos internacionais.
ILEGALIDADE
ABNT denuncia "pirataria"
de normas técnicas
A transparência com que a ABNT - Associação
Brasileira de Normas Técnicas vem conduzindo suas
atividades revelou à sociedade nos primeiros meses
deste ano uma situação de crise, que provocou,
inclusive, seu afastamento temporário da ISO (International
Organization for Standardization).
Esta situação certamente não teria
ocorrido, se a principal fonte de recursos da ABNT, que
é a venda de normas, não sofresse de modo
brutal com a pirataria. A falta de ética
que leva à pirataria de produtos, serviços
e idéias tem sido denunciada pela mídia, mas
isso não é suficiente. É preciso que
os empresários tenham consciência de que a
ABNT tem papel fundamental para a economia do País
e para os seus (deles) próprios negócios,
colaborando no sentido de coibir tais abusos.
A ABNT alerta para o fato de os empresários estarem
sendo vítimas da pirataria em suas empresas,
sem saber. Usar xerox, vender, comprar normas, sem ser diretamente
da ABNT, é crime. Sem contar o risco de alguém
estar adquirindo, fora da ABNT, cópias de normas
que já se tornaram obsoletas, incorrendo em projetos
mal feitos. Somente na ABNT é possível adquirir
normas técnicas atualizadas e ter conhecimento de
todos os avanços tecnológicos de cada área.
Aos observadores menos atentos é preciso lembrar
que a ABNT é a maior rede de conhecimento do Cone
Sul, com mais de 1100 Comissões de Estudos. São
12 mil técnicos, das mais variadas especialidades,
trabalhando diariamente nos 53 Comitês Brasileiros
de Normalização, por todo o Brasil.
Com uma tradição de 62 anos como único
fórum de normalização do País
e perto de 11 mil normas editadas, a ABNT representa do
estrato da sociedade. É neste contexto que convocamos
a sociedade brasileira e principalmente os empresários
de todos os segmentos da atividade econômica a dizer
Não! à pirataria que assola o
País.
A ABNT vai continuar denunciando a falta de ética
na venda de normas pirateadas, certa de que a sociedade
a apóia nesta iniciativa, que tem como único
objetivo o desenvolvimento e o fortalecimento da normalização
no Brasil!
CIÊNCIA DA MECÂNICA
- NÚMERO 13
Avião voa? Como um avião
se sustenta no ar?
Washington Braga Filho*
Olá,
estamos de volta com mais uma coluna sobre Ciência.
Mês passado fiz a seguinte pergunta:
"Como um avião se sustenta
no ar?"
Estamos todos bastante acostumados com
os aviões, ainda que talvez nem todos estejamos acostumados
a voar neles, por diferentes razões, evidentemente.
Muitos passageiros sentem medo (ou como preferem alguns,
"medo, não receio!", hehehe) e/ou um grande
desconforto ao se sentir dentro destes aviões, verdadeiros
ônibus voadores a quase 10 km de altura e sem para-quedas!
Este artigo, evidentemente, não
irá tratar das questões psicológicas
associadas aos medos de confinamento, das grandes altitudes
e nem de outras como as dos desconfortos das poltronas da
classe econômica, da normalmente péssima comida
servida, etc. Ao contrário, o objetivo é apresentar
alguns conceitos por trás dos princípios mecânicos
aplicáveis ao vôo.
Talvez,
se entendermos um pouco melhor a Física por trás
do vôo do avião, os tais receios de voar diminuam.
Se isto vai resultar em vôos mais freqüentes,
eu não posso garantir, até mesmo pensando
nos atuais custos das passagens aéreas (face, lógico,
aos nossos salários). Bem, vamos lá.
Nos cursos de Mecânica dos Fluidos,
aprendemos sobre a conhecida lei proposta por (David) Bernoulli
que associa velocidade, pressão e alturas entre dois
pontos dentro do fluido. Considerando que o escoamento seja
subsônico, com número de Mach inferior a uns
0,3 (99 m/s ou 360 km/h, bastante inferior aos 1000 km/h,
típicos de um grande avião moderno), podemos
escrever que:

onde P, V, z, e g são, respectivamente, a pressão,
a velocidade, a altura, a massa específica e a aceleração
da gravidade. Claro, estamos desconsiderando perdas nesta
análise simplificada. Desprezando as variações
de altura entre dois pontos, o que temos é simplesmente:

que indica que se a velocidade aumentar,
a pressão diminui e vice-versa. Lembrando que a pressão
é o resultado de uma força aplicada sobre
uma área, a equação acima está
indicando que com o aumento da velocidade local, a força
também local aplicada sobre determinada área
diminui. Vejamos agora com isto se aplica ao avião,
ou seja, vamos ver como isto se aplica às asas dos
aviões, equipamentos que têm duas funções
principais: dar sustentação aos aviões
e servir de tanques de combustível. Na verdade, elas
servem também para abrir espaço para algumas
brigas famosas em filmes, como por exemplo, a briga entre
o herói Bruce Willis e um bandido de plantão
no filme Duro de Matar II.
Ok, foi só uma pausa para recreio.
Para o avião se sustentar no ar,
sem cair, precisamos apenas de uma força de sustentação,
de intensidade suficiente para anular o peso total do avião.
Para obtermos uma força de sustentação,
basta acelerarmos o fluido de um lado (reduzindo a pressão
neste lado). Assim, o que veremos aqui são algumas
teorias que explicam ou tentam explicar como tal velocidade
maior é conseguida em um dos lados do avião.
Bem, acho que já posso dizer que tem que ser o lado
superior, certo? Isto é, preciso ter velocidades
superiores na parte superior das asas se comparadas com
as velocidades nas partes inferiores.
Ao olharmos a seção transversal
de uma asa (veja a próxima figura), podemos notar
que a superfície superior da mesma é curva
e a inferior é plana (aumente o tamanho e use a sua
imaginação para ver também o popular
"fusca" e a razão da tão pequena
estabilidade do famoso carrinho).
Ao
analisarmos o vôo do avião, é comum
trocarmos de referencial e considerarmos o avião
parado e o ar se movendo. Isto é possível
enquanto não houver aceleração temporal,
isto é, enquanto estivermos em regime permanente.
Assim, note bem, nosso avião que
já não estava se acelerando (o que acontece
especialmente na decolagem e na aterrissagem, em vôo
normal, o avião fica usualmente na chamada velocidade
de cruzeiro, que é constante. Isto reduz o consumo,
claro), agora estará parado. Um destes milagres da
natureza.
Bem, nesta nova situação,
um pacote de ar chegando próximo à asa terá
que decidir se ele irá seguir a superfície
superior ou se ele irá seguir a superfície
inferior. Para evitar esta complexa decisão, vamos
pegar dois pacotes de ar, um ligeiramente acima da linha
divisória e outro imediatamente abaixo desta linha.
Parece razoável supor que o de cima irá seguir
a superfície curva, superior e o de baixo irá
seguir ao longo da superfície plana, inferior.
Lembrando
que os dois pacotes estavam juntos antes da asa, um acima
e outro embaixo, a primeira explicação para
a sustentação do avião envolve uma
necessidade que os dois "pacotes" têm de
seguir juntos. Pela curvatura da asa, o comprimento a ser
percorrido pelo pacote superior é maior que o do
pacote inferior (certifique-se que você concorda com
este argumento, pois caso contrário, o próximo
será devastador!).
Assim, para que o pacote superior possa se encontrar com
o pacote inferior ao final da asa, o pacote superior retira
energia de pressão e se acelera, pois o caminho a
percorrer é maior. Ao final deste processo, o pacote
mais rápido se encontra com o pacote mais lento,
se casam e têm muitos pacotinhos, vivendo felizes
pela eternidade. É, muito complexa esta necessidade
de "seguir juntos", no mesmo tempo. Assim, vamos
desprezar esta primeira explicação.
Vamos esquecer, por um instante, os pacotes
inferiores e pensar apenas no que acontece com os pacotes
superiores. Veja novamente o desenho da asa. Considere a
região ABCD mostrada na figura. Nitidamente, o tamanho
BC é menor que o tamanho DA, ambos indicativos da
seção transversal reta ao escoamento. A diferença
é pequena pois o escoamento não é confinado
a um túnel de vento ou semelhante mas existe.

Lembrando que a equação da continuidade de
massa exige que a vazão mássica permaneça
constante, temos que:

Isto é, à medida que a seção
reta vai diminuindo, de AD para BC, a velocidade vai aumentando
e pela equação de Bernoulli, a pressão
vai diminuindo. Assim, isto é o que acontece à
esquerda do ponto B da figura. O ponto B é o ponto
de máxima velocidade e portanto o ponto de mínima
pressão da parte superior da asa. À direita
deste ponto, a velocidade se reduz e a pressão começa
a aumentar, procurando retornar à condição
externa inicial. Neste processo todo, a pressão na
parte superior da asa é inferior à pressão
na parte inferior.
Lembrando que a força contrária
a uma superfície pode ser obtida pelo produto da
pressão no centro de pressão da superfície
submersa pela área projetada, temos como resultado
destas pressões maiores e menores, uma força
de sustentação, de sentido contrário
ao do peso. Bem, acontece que esta força não
é muito grande para manter grandes aviões
no ar, especialmente, se observarmos de perto a asa de um
avião e notarmos que na verdade ela não é
exatamente como a desenhamos. Ela é, na verdade,
um pouco mais simétrica. O efeito existe, mas é
relativamente pequeno.
Então, vamos prosseguir. Você
obviamente já ouviu falar em um sujeito chamado de
Newton, certo? O sujeito, muito brilhante, viveu numa época
onde não havia MTV e praia ainda não era conhecida
como tal. Assim, ele descobriu, inventou, deduziu, etc,
um monte de coisas mas, no nosso particular interesse aqui,
ele deduziu 3 leis que ficaram conhecidas como as 3 Leis
de Newton. Embora as outras leis tenham também muita
pertinência em Ciências Mecânicas, aqui,
o que nos interessa mais imediatamente é a 3a. Lei
de Newton, que afirma que
Para cada ação há
uma reação, igual e contrária, se exercendo
em corpos diferentes
Esta
lei explica, por exemplo, como podemos nos aproximar da
margem do rio ao puxarmos uma corda amarrada ao tronco de
uma árvore ou como podemos nos mover se estivermos
no meio de um lago gelado, com atrito nulo (ok, mínimo),
jogando alguma coisa para um lado e indo para o outro. Inúmeros
exemplos existem: ao remarmos, jogamos, isto é, empurramos
água para trás e vamos para a frente. Ao caminharmos,
empurramos o chão para trás e este nos empurra
para a frente. Simples conservação de momentum
(isto é, quantidade de movimento).
Voltando de avião, quero dizer,
voltando ao avião, podemos então argumentar
que se o avião empurrar massa de ar para trás,
ele poderá ir para a frente. Se ele empurrar massa
para baixo, poderá ir para cima. Um exemplo bastante
próximo disto é o do helicóptero que
para se manter no ar, joga ar para baixo, conseguindo neste
processo uma força de sustentação suficiente
para compensar o peso e como resultado o helicóptero
consegue "parar" no ar.
Transferimos, então, o problema
da sustentação provocada pela aceleração
do ar para a sustentação provocada pelo empurrão
para baixo que o avião (ou as suas asas, claro) dá
ao ar que escoa ao longo das asas. Isto pode ser feito pelo
próprio formato da asa.
Note agora que o formato favorece a uma
mudança na direção dos pacotes de ar
localizados acima da linha média da asa. Os pacotes
inferiores seguem normalmente (vamos ignorar os ângulos
de ataque) ao longo da superfície inferior, que estamos
supondo absolutamente plana aqui.
Os pacote superiores são empurrados
para cima na parte dianteira da asa e depois são
direcionados para baixo na parte traseira. Isto é,
os pacotes superiores saem da asa com um componente descendente
forte e com isto, empurram a asa para cima, o suficiente
para aumentar de altitude numa taxa adequada, para manter
a altitude, igualando o peso, ou para diminuir de altitude.
O piloto para subir ou diminuir sem variação
de velocidade, precisa apenas alterar o ângulo de
ataque da asa, naturalmente.

Este efeito já acontece naturalmente
pois as asas de avião não são mais
construídas como no passado, sem inclinação.
Hoje elas são ligeiramente inclinadas, com cerca
de 4o, para diminuir a velocidade de decolagem, por exemplo.
Assim, temos os dois efeitos produzindo sustentação:
aquele associado à equação de Bernoulli
e este outro, diretamente associado a Isaac Newton. Na prática,
os pilotos utilizam os dois efeitos, aumentando o tamanho
da asa, aumentando o ângulo de inclinação
das asas e acelerando o avião. Que tal?
Para o próximo mês, vou continuar
esta análise um pouco mais e procurar ver o que acontece
com os vórtices de ponta de asa, por exemplo.
Para o próximo mês, minha
questão é:
"Formação
dos Vórtices de ponta de asa"
Lembrem-se: a melhor resposta ou talvez a análise
da situação ganha um curso online! Abraços
e até o próximo mês.
*Washington
Braga Filho, PhD
wbraga@mec.puc-rio.br
Professor Associado do Departamento
de Engenharia Mecânica - PUC - Rio
Coordenador Administrativo da
Rede Rio de Computadores / FAPERJ
Website: http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/wbraga/hpn.htm
|