Mecânica Online
Edição 33 - Setembro de 2002
Conteúdo básico


Especial Salão de Paris 2002

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
Bentley Continental GT: um carro de rei

Os ingleses produzem dois carros de luxo mitológicos – o Rolls-Royce e o Bentley. Com mecânica e acabamento de primeiríssima, ambos atingem preços dignos de reis. Literalmente. Dos oito carros que a rainha Elizabeth II tem para uso pessoal, cinco são Rolls-Royce e um é Bentley, este último adicionado à frota de sua majestade na comemoração de seu cinqüentenário no trono, em junho.

A Rolls-Royce, empresa que também produz turbinas de aviões, foi dona da Bentley durante setenta anos. Em 1998, atolada em prejuízos, vendeu as duas marcas. A Rolls-Royce ficou com a BMW, fabricante alemã de carros de luxo. A Bentley foi comprada pela Volks, também alemã, mas especializada em veículos populares.

No Salão do Automóvel de Paris, finalmente se viu o primeiro Bentley 100% Volkswagen – o Continental GT, um esportivo de motor turbinado, capaz de atingir 290 quilômetros por hora. Esqueça qualquer comparação com os carros da Volks. Trata-se de um autêntico Bentley, com requintes de luxo que se podem esperar num carro de 150.000 dólares.

O preço do Continental GT – que importado com a escandalosa taxa cambial da semana passada custaria o valor estratosférico de 1,4 milhão de reais – pretende ser, digamos, uma barganha. O objetivo da Volks foi oferecer um carro mais barato que os demais modelos Bentley, mas ainda assim caro o suficiente para que a marca continue sendo um símbolo de exclusividade.

O Bentley Arnage R, até então o mais barato, custa 230.000 dólares. Com o dinheiro que se pagaria para trazer um Bentley para o Brasil é possível comprar aqui três Jaguar modelo XK8 conversível, outro carrão esportivo feito na Inglaterra. O GT é bastante diferente dos outros automóveis da Bentley, como o Arnage, o Azure e o antigo Continental.

A intenção é que concorra com os superesportivos. "É um carro que corre tanto quanto uma Ferrari, mas com a classe, a elegância e o conforto de um carro de luxo", diz o brasileiro Raul Pires, chefe de design da Bentley e um dos responsáveis pelo projeto do GT.

Há detalhes na fabricação de um Bentley que explicam por que custa tão caro. Com produção relativamente pequena e parcialmente artesanal, a fábrica mantém 100 funcionários só para o controle de qualidade dos estofamentos e do revestimento de couro. A Volks tem planos ambiciosos para a Bentley.

Quer aumentar as vendas dos atuais 2.000 veículos para 10.000 anuais até 2005 e, também, rejuvenescer a freguesia, sem alterar o prestígio e a qualidade dos carros. O comprador típico da Bentley tem em torno de 50 anos e fortuna pessoal acima de 18 milhões de dólares. A empresa espera ainda ampliar as vendas às mulheres, que hoje representam menos de 5% dos compradores.

Desde que comprou a Bentley, a Volks injetou 1,4 bilhão de dólares na empresa. Modernizou a linha de montagem e deu atenção a detalhes que demonstravam decadência. Eram coisas como botões de plástico no painel e um sistema de som que poderia ter sido instalado na loja da esquina.

A nova linha do Arnage, lançada neste ano, mantém a mesma carroceria classuda do modelo anterior, mas traz inovações no painel, que agora só tem couro, madeira e alumínio. O projeto do interior do GT levou em conta as medidas de jogadores de basquete com mais de 2 metros de altura.

O resultado é um carro confortável para pessoas muito altas. É um trunfo e tanto. De modo geral, os jogadores de basquete, que têm dinheiro e gosto por carros caríssimos, viajam bem apertados nas Ferrari, Maserati e Porsche, concorrentes diretos do Bentley Continental GT.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
O carro-conceito ELLYPSE:
"uma bolha de otimismo na paisagem automotiva"

Última criação dos carros-conceito Renault, o Ellypse dá início a uma relação harmoniosa entre o veículo e o meio ambiente. Suas formas suaves, estruturadas e desprovidas de qualquer agressividade, conferem-lhe uma aparência simpática. Em seu interior, voluntariamente minimalista, encontra-se um ambiente suave e sereno. Veículo surpreendente, o Ellypse propõe novas soluções para o automóvel e confirma a tendência "Touch Design" para estabelecer uma melhor relação entre o homem e a máquina.

Este carro-conceito encarna também a preocupação da Renault em conceber o veículo do futuro, dentro de uma lógica de desenvolvimento durável. O Ellypse foi criado para respeitar o meio ambiente: seu desenho facilita a desmontagem e a reciclagem do veículo no fim de sua vida útil e sua motorização e arquitetura elétrica apresentam evoluções que reduzem os níveis de consumo e de emissões poluentes.

O Ellypse é um automóvel compacto (3,90m de comprimento) que expõe claramente seu lado simpático. A forma de seu conjunto óptico, assim como a grade frontal tratada de acordo com a nova identidade visual da marca, conferem-lhe uma expressão jovial. Suas linhas simples e desprovidas de qualquer agressividade, seu pára-brisa envolvente e a forma arredondada de sua janela traseira, fazem do Ellypse um veículo cativante. O carro-conceito da Renault apresenta soluções interessantes, como células solares distribuídas por toda a extensão do teto transparente, que contribuem para a boa distribuição do ar-condicionado na cabine.

A abertura das portas também revela um sistema original e inovador: no lado direito, a porta traseira apresenta um duplo sentido de abertura apesar da falta de coluna "B"; ela pode ser aberta como uma porta batente clássica permitindo acesso apenas aos assentos traseiros, ou como uma porta antagônica, da frente para trás. Nesta segunda configuração, quando a porta da frente também está aberta, fornece um acesso completo à cabine, convidando a entrar no veículo.

Em resumo, o Ellypse é simples, acolhedor e caloroso. "É uma bolha de otimismo na paisagem automotiva", diz Patrick le Quément, diretor do Design Industrial Renault.

Um interior simples e astucioso

A convivência agradável na cabine deve-se ao uso da amarela, que combinada a um habitáculo minimalista, transmite uma sensação suave e serena. O longo teto transparente, associado a uma grande superfície envidraçada, conferem ao carro maior luminosidade e visibilidade externa. O movimento do painel de instrumentos prolonga-se pelo assoalho, formando uma leve onda que sustenta os quatro assentos.

O painel de instrumentos, constituído de mostradores simples e puros, possui duas telas situadas no centro para uma visualização sintética dos dados. Uma destina-se ao motorista, para as informações relacionadas à direção e a outra fornece as informações destinadas aos passageiros, sendo esta última escamoteável.

Integrado sob o painel de instrumentos, um comando central multifunções, também escamoteável, permite utilizar facilmente a maioria dos elementos de bordo: ar-condicionado, rádio, sistema de navegação GPS com informação sobre o trânsito em tempo real, agenda pessoal de endereços, manual de manutenção e diário de bordo, indicações de manutenção personalizada do veículo, etc.

Confirmando a vontade da Renault de oferecer novas respostas em relação à cabine do automóvel, o interior do Ellypse beneficia-se da função "Touch Design" já existente no Talisman, que permite ao homem utilizar-se melhor e de forma simplificada da tecnologia. O tratamento das interfaces, às vezes lúdico, favorece a manipulação intuitiva, eficaz e agradável de cada comando.

Seguindo a linhagem de seus primogênitos, este carro-conceito dispõe de assentos de expessura mais fina, cuja adoção aumenta o espaço interno. O conforto é garantido por um tecido de espuma que alia maciez, elasticidade e resistência a um toque superficial agradável. A espuma, com "memória" de forma, adapta-se ao corpo dos passageiros para dar-lhes total conforto.

O Ellypse desvenda também um conceito inédito de "assentos engenhosos": uma cinemática astuciosa permite aos assentos que passem da posição "estrada" para a posição "repouso", ficando embutidos no assoalho. Este movimento motorizado, acionado por um botão localizado nas portas dianteiras, é realizado em alguns segundos. Este sistema permite que, após uma longa viagem, os passageiros possam descansar, deitando-se no veículo. A curva do assoalho acompanha, da melhor forma, o formato do corpo, e o travesseiro ergonômico, previsto para sustentar a cabeça nessa configuração, otimiza seu conforto.

Um veículo pensado para respeitar o ambiente

O Ellypse traduz a preocupação da Renault - empresa cidadã - em inscrever o automóvel do futuro em uma lógica de desenvolvimento durável. Criado para respeitar o meio ambiente, o carro-conceito inaugura uma nova forma de conceber e de desenvolver um automóvel. O primeiro objetivo é de facilitar a desmontagem e a escolha das peças para a reciclagem no fim da vida útil do veículo.

A criatividade dos desenhistas foi orientada por um cuidado de simplificação do desenho do veículo. O número de peças foi voluntariamente limitado: capô, pára-choque e grade frontal, por exemplo, formam uma só peça. Os cortes simples e precisos contribuem para a pureza do conjunto. Além disso, os sistemas de fixação facilitam a desmontagem dos elementos. As peças possuem uma marca que informa seu material de origem, permitindo uma coleta rápida e eficaz. Esta mesma filosofia foi adotada no interior do veículo. O tecido que recobre os assentos e o painel de instrumento pode facilmente ser retirado.

Dentro desta mesma lógica de respeito ao meio ambiente, a escolha dos materiais beneficiou-se de uma pesquisa profunda por parte dos criadores. O Ellypse é composto, na sua maior parte, por materiais reciclados, recicláveis ou renováveis. As portas laterais são em alumínio reciclável. Além de suas propriedades recicláveis, o alumínio torna o veículo mais leve, acarretando um consumo menor de combustível. A estrutura é um conjunto de alumínio e de aço, também produzido a partir de ferragens recicladas. O capô, os pára-lamas e a parte traseira do veículo são de polipropileno, um material reciclado oriundo de peças plásticas automotivas sobre o qual foi colocada uma película tingida reciclável. O revestimento do assoalho é confeccionado em "synderme", um material natural e renovável, fabricado principalmente a partir de restos de couro.

Os revestimentos anti-ruído são leves e eficientes, produzidos com material composto por dois elementos reciclados principais: fibras vegetais (essencialmente algodão), oriundas da reciclagem de roupas, e fibras de poliéster, provenientes das garrafas e embalagens recolhidas na coleta seletiva de lixo.

Preservando a qualidade do ar

O Ellypse dispõe de um novo motor turbodiesel 1.2 litro 16V, que desenvolve 100 cv (72kW) e torque de 200Nm. O sistema de injeção Common Rail evoluído, baseia-se em injetores piezelétricos específicos, dotados de 10 orifícios (ante quatro ou cinco nos motores atuais), que permitem uma pressão de injeção da ordem de 2.000 bars.

Para preservar a qualidade do ar, o sistema de despoluição é completo e inédito: um catalisador de quatro vias garante, simultaneamente, o tratamento dos óxidos de carbono (CO), dos óxidos de azoto (Nox), dos hidrocarbonetos não queimados (HC) e das partículas. O motorista também tem à sua disposição um sistema de diagnóstico embarcado, que não somente o avisa dos desvios dos parâmetros de despoluição, como também analisa, de forma permanente, a composição fisico-química das emissões, fluidos e gases presentes no veículo.

Esta motorização turbodiesel é assistida por um alternador-motor de arranque de 12kW. Funcionando como uma máquina elétrica, tem diferentes funções: a de alternador, produzindo eletricidade principalmente pela recuperação de energia nas frenagens; de motor de arranque; e de motor elétrico complementar, fornecendo um acréscimo de potência ao motor ou podendo até mesmo impulsionar sozinho o veículo em distâncias curtas. A transmissão é feita graças a uma caixa de câmbio robotizada, que otimiza o consumo do veículo de acordo com a forma de dirigir.

A tecnologia evoluída de todo o grupo motopropulsor, associada ao peso leve do veículo (980 kg), permite que seja atingido bom nível de desempenho e baixo nível de emissões.

Eletricidade e eletrônica também contribuem para o meio ambiente

O Ellypse coloca uma arquitetura elétrica específica a serviço do meio ambiente. Com uma tensão de 42V (e não 14V, como de costume) na rede de bordo, o alternador-motor de arranque permite, por um lado, um rendimento elétrico global melhor e por outro lado, o aumento do número de equipamentos que podem funcionar com eletricidade, como o compressor do ar-condicionado, por exemplo.

O carro-conceito da Renault também aposenta os circuitos hidráulicos, ampliando o conceito "drive by wire". Os freios, a direção e a caixa de câmbio robotizada são acionados por dispositivos elétricos. Os fluidos restantes (resfriamento do motor e lubrificantes) são não-tóxicos e biodegradáveis.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
BMW Z4:visual distinto com curvatura suave
Caracterizado por superfícies convexas e côncavas, extremidades próprias e curvatura suave, o Z4 é a primeira produção da BMW a ser influenciado fortemente pelo novo design que se viu no X-cupê e conceitos de CS1.

A dianteira e as linhas das portas definem os limites de um tratamento muito escultural que enfatiza o distintivo da BMW e incorpora o sinal graficamente. A interação de linhas e superfícies cria transições novas de luz e sombras de todos os lados, gerando para o Z4 um caráter visual distintivo.

O Z4 tem todos os carimbos oficiais clássicos de um cavalo estradeiro - um longo e poderosamente motor, uma posição mais baixa para o 'piloto', criando uma sensação propositada mais esportiva. O espaço do porta-mala foi aumentado para a capacidade de 260 litros, o que é o bastante para levar duas sacolas de golfe.

O Z4 estará disponível com dois motores de seis cilindros. Os 3.0i tem 231 bhp e uma velocidade máxima de 155 mph e os 2.5i, 192 bhp e uma velocidade máxima de 146 mph. O Z4 3.0i possui câmbio de seis velocidades. A caixa de câmbio manual seqüente da BMW (SSG) estará disponível como uma opção em ambos os modelos de motorização.

O BMW Z4 foi projetado com um foco em agilidade e controle. Caracterizando o eixo traseiro modificado do BMW Série 3, o Z4 novo tem 50/50 distribuição de peso frente/traseira e alto desempenho de frenagem.

Novo para o Z4 é "Controle Dinâmico " ou DDC que são ativados apertando um botão no centro do console. O DDC permite para o Z4 a administração de todo o sistema, além das respostas do motor serem mais rápidas quando do aperto do pedal do acelerador, possibilitando uma dirigibilidade mais esportiva, chegando até mesmo a alternar o peso da direção durante as curvas.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
Ford Ka Street: diversão com elegância
Nos últimos 20 anos a Ford mostrou diversos modelos baseados nos pequenos spiders, mas só agora, dois anós depois de mostrar o Ghia, o Ka Street passa de conceito para um carro de produção disponível.

O Ford Ka transformado em Street necessitou de várias modificações, principalmente no ambiente interno. As portas e janelas foram modificadas e a visão externa ficou ótima.

O Ford Ka Street possui um estilo sem igual com forte imagem. Foram alargadas frente e traseiras ligeiramente acomodar as rodas de liga maiores 16", generosamente com pneus 195/45 de perfil que especificamente foram desenvolvidos para Ford.

O plano de chassi modificado significou reposicionamento do tanque de gasolina. A capota de tecido é operada manualmente, levando cerca de 30 segundo. O espaço total para bagagem é de 180 litros, pequeno, mas o carro compensa. Jpa imaginou você nas ruas do Brasil com o Ka Street?!

A motorização do Ka Street é 1,6l de 8 válvulas. "O Streetka é uma realização em muitos níveis. Estende mais adiante nossa linha para cima de excitar e modelos elegantes, demonstra como derivado podem depressa e com precisão bater em atração de cliente e é o exemplo mais tangível contudo do compromisso da Ford em produzir diversão, carros elegantes e disponíveis. Streetka é um vencedor em todo senso", conclui Paul Thomas, o diretor da Ford Motor Company.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
Kangoo Break'up, novo conceito baseado no Kangoo

Desde seu lançamento em 1997, o Kangoo desenvolveu uma polivalência que fez muito sucesso junto a uma clientela que estava a procura de um veículo funcional e prático. Por trás desta filosofia, Renault expõe um conceito inédito: o Kangoo Break'up, um conceito de veículo 4x4 que explora a trilha dos veículos abertos e incentiva o lazer ao ar livre.

Fruto das pesquisas de Renault em matéria de veículos abertos, o Kangoo Break'up destina-se a uma utilização de lazer, voltada para o ar livre e para a aventura (bicicletas cross, esqui, prancha de surfe), ao mesmo tempo que conserva o caráter familiar do Kangoo.

Com seu design simples e autêntico, o Break'up é tão sedutor e simpático quanto o Kangoo. Apesar de ser mais comprido, o Break'up conserva toda a maneabilidade do Kangoo de série. Com uma motorização a gasolina 1.6 16V com 110 cv de potência, e rodas amplamente dimensionadas com aros de 17 polegadas, o Kangoo Break'up possui uma direção precisa, que oferece ao motorista a liberdade de explorar todos os tipos de caminhos.

A altura em relação ao solo e a transmissão 4x4 permanente, confirmam as qualidades de veículo off-road. A associação do tom da carroceria em Amarelo "bouton d'Or", especialmente concebido para este conceito, e as proteções em volta de toda a carroceria na cor Cinza Camaïeu (Camafeu), dão um tom bicolor de intenso efeito visual. Com tais proteções, a aventura torna-se quase natural para Kangoo break'up.

Kangoo Break'up, Kangoo pick-up

Com o Kangoo, a Renault provou que a inovação é a maior de suas preocupações. O conceito Kangoo Break'up prossegue nesta direção, mostrando-se particularmente funcional e astucioso. A parte de trás do veículo é recortada (teto + laterais da carroceria), oferecendo a funcionalidade de uma picape. O Break'up reforça o aspecto prático e polivalente do Kangoo, oferecendo uma zona de carregamento útil, com muita imaginação. O transporte de objetos volumosos, como bicicletas, pranchas de surfe, prancha com vela e esquis, por exemplo, nunca foi tão simples.

A porção picape do Break'up fecha-se por meio de portas batentes 50/50 do tipo "saloon", que se abrem até 90º nos dois sentidos (para fora ou para dentro), multiplicando as possibilidades de transporte e permitindo a colocação de objetos que ultrapassem o comprimento da "caçamba". Um sistema de fixações multi-funcionais patenteado pela Renault, composto de duas travas no assoalho da picape e duas fixações situadas acima do vidro traseiro da cabine, permitem, transportar bicicletas muito facilmente.

O Kangoo Break'up foi desenvolvido para ser utilizado para o lazer ao ar livre. Para tanto, é apresentado com uma bicicleta-conceito Renault Sport, assinada pela Renault Design, que possui uma estrutura em carbo-titânio que lhe dá uma linha tão dinâmica quanto leve. Antes de ser utilizado em terra firme, ela se encaixa naturalmente dentro da picape. O sistema Break'up para o transporte de bicicletas não prejudica a visão da placa do veículo. As laterais são de chapa e vazadas, integrando os faróis traseiros para preservar a silhueta de Kangoo. Essas partes vazadas das duas janelas laterais traseiras oferecem vários porta-objetos. Na lateral direita, o Kangoo Break'up dispõe de uma mala removível, trancada a chave, para guardar pequenos objetos com segurança.

O vidro traseiro, de acionamento elétrico, se abre totalmente de cima para baixo, separando a cabine da caçamba e oferecendo uma luminosidade interna complementar. Sob este vidro, a caçamba tem um estepe com uma proteção decorada com o logo Renault.

Uma cabine em harmonia com seu conceito

Pertencer à família Kangoo, é sinônimo de simpatia. O conceito Kangoo Break'up propõe um interior acolhedor e espaçoso que conserva, como no Kangoo de série, os cinco assentos e as duas portas laterais deslizantes. A diferença e novidade ficam por conta do revestimento azul "canard" confeccionado com um novo tipo de tecido particularmente resistente. Trata-se de um tecido forrado com fibra, que proporciona aos passageiros além de muito conforto, praticidade para limpar, pois é lavável com uma esponja.

Para tirar proveito do céu azul, da natureza e das paisagens encontradas durante os passeios, o Break'up oferece um grande teto fixo de vidro. Dividido em duas partes, este teto de vidro percorre o comprimento do veículo e oferece uma grande superfície envidraçada. Ele oferece muita luminosidade, reforçando a habitabilidade do automóvel.

Devido a sua simplicidade e astúcia, a tecnologia encontra naturalmente seu lugar no Break'up. Com um grande monitor de navegação Carminat, localizado no painel de instrumentos, é difícil perder-se.

O conceito Kangoo Break'up confirma a união sutil e bem sucedida de características sofisticadas, com detalhes funcionais. Graças a seu aspecto lúdico, o Kangoo facilita este tipo de exercício e leva a criatividade para o lazer e o aspecto prático. Tal como Kangoo, o conceito Break'up é simples, astucioso e polivalente.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
Mégane II mostra sua personalidade
O Mégane II, disponível nas configurações sedã e cupê, abre a porta para a renovação completa da oferta da Renault no mais importante segmento do volume de mercado automóvel europeu.

O programa X84, como é chamado internamente, incluirá sete modelos, cada um com suas características bem definidas. Inaugurando a nova plataforma C, comum a Aliança Renault-Nissan, o Mégane II constitui a maior aposta comercial, financeira e industrial na estratégia de crescimento rentável da Renault.

Este programa introduz uma oferta inédita na tradição Renault: o sedã individual, que pode ser resumido em três palavras: compacto, expressivo, dinâmico. Seu design diferente, o torna um veículo de muita personalidade.

Como sugere seu design, o Mégane II dá prazer ao ser dirigido. Concebido para oferecer um nível de excelência em segurança para todos os ocupantes, o Mégane II beneficia-se também das inovações em matéria de conforto e inteligência a bordo, introduzidos pela Renault em segmentos superiores.

A qualidade também está no centro do projeto Mégane II: a confiabilidade e a durabilidade são as melhores do mercado e os critérios ambientais foram levados em consideração desde o início do desenvolvimento até o fim de vida do carro.

Competindo com o Volkswagen Golf, Audi A3, Peugeot 307 e Fiat Stilo, entre outros, o Mégane II inaugura a plataforma C, segunda plataforma comum com a Nissan. Concebida para receber os veículos do segmento médio das duas marcas, ela representará mais de 25% da produção da Aliança em 2006, ou seja, aproximadamente 1,8 milhão de veículos.

O programa X84 desde seu início foi concebido como um programa internacional. O Mégane II será distribuído em 75 países. Na Europa, a Renault visa 14% do segmento dos carros médios, com uma contribuição equilibrada dos diversos veículos. A industrialização dos sete modelos do programa X84 está programada para um período reduzido: os seis primeiros lançamentos serão realizados nos próximos doze meses. A Renault investiu 2,1 bilhões de euros, a metade sendo destinada aos investimentos industriais: Palencia, na Espanha; Douai, na França; e Bursa, na Turquia (que fabricará o Mégane sedã).

O design diferente do Mégane II

O Mégane II deve sua personalidade à sua linha dinâmica e estilizada. O design expressivo e musculoso marca a versão cupê de três portas e sedã de cinco portas. O Mégane II remete ao design inovador do Avantime e do Vel Satis. O Mégane II apresenta um conjunto diferenciado, em um segmento onde muitos veículos se parecem: apela para as emoções, sem sacrificar a funcionalidade e a praticidade. É um veículo "enérgico", que não esconde seu lado esportivo, principalmente na direção, enquanto promove o prazer ao dirigir.

Longe de se conformar com os valores do seu segmento, o Mégane II distingue-se por um design expressivo. Patrick Le Quément, diretor do Design Industrial de Renault, resume o carro. "A sobriedade do volume de seu porta-malas, seus ombros serenamente abertos, marcados sem serem incisivos, o arco de suas rodas torneadas: tantos elementos formam um conjunto compacto, sugerindo agilidade e controle".

Robusto, o Mégane II apresenta também um acabamento excelente nos recortes e nos alinhamentos. A bordo, tudo é modernidade, sobriedade e ergonomia. A filosofia "Touch Design" criada pela Renault aparece pela primeira vez num veículo de série, atestando assim o cuidado com sua concepção. O Mégane II responde à palavra de ordem "simplicidade na utilização", presente durante o seu desenvolvimento.

A Renault levou a noção de personalização até seu último limite para dar aos clientes uma grande liberdade de escolha, o que a empresa acredita ser um fator decisivo de compra de veículo. As possibilidades de combinações são quase ilimitadas na escolha dos ambientes, das motorizações e dos equipamentos aos quais são acrescentadas numerosas opções.

Ágil e seguro, o Mégane II demonstra seu dinamismo

Baseado em uma plataforma inédita, o Mégane II dispõe de novos eixos que associam precisão e poder elevado de filtração de vibrações e ruídos. O eixo dianteiro repousa sobre uma geometria "pseudo" McPherson, associada a um braço inferior retangular.

A suspensão traseira é constituída por um eixo flexível com desvio programado, associado a molas helicoidais. Apresentando um nível de dirigibilidade excelente em qualquer circunstância, o comportamento dinâmico do Mégane II atinge um alto nível de eficiência.

Ele oferece conforto de suspensão associado ao rigor na estabilidade. As rodas de dimensão generosa (15, 16 e 17 polegadas) otimizam o comportamento e a segurança, ampliada pelo irrepreensível comportamento do sistema de freios.

O Mégane II é o primeiro modelo a utilizar uma nova geração do Controle Eletrônico de Estabilidade (ESP), que integra um controle de derrapagem - Understeer Control Logic (UCL). Este sistema atua mais efetivamente nos casos de derrapagens severas ou perda de aderência no eixo dianteiro. O controle atua nas duas rodas do mesmo lado ou sobre todas as rodas ao mesmo tempo, de acordo com a severidade da derrapagem. O controle de tração completa as funções do sistema ESP evitando patinagem das rodas na saída da imobilidade ou em condições precárias de aderência.

Além do sistema de freios ABS de última geração, o Mégane II é equipado com uma assistência à frenagem de emergência, que intervém de acordo com a velocidade de frenagem. O Mégane II dispõe também de um sistema de alerta ao motorista em caso de pressão inadequada de um ou vários pneus por meio de um sistema de vigilância da pressão dos pneus. A direção elétrica assistida variável reforça a precisão da direção, com leis adaptadas para cada situação de utilização. Quanto à ergonomia, ela foi definida para que o motorista realmente se adapte ao carro.

Conjugando um melhor rendimento luminoso a uma excelente homogeneidade da iluminação, as lâmpadas de xenônio ampliam os níveis da segurança ativa. No Mégane II, a altura dos fachos dos faróis se ajusta automaticamente à velocidade do veículo.

O Mégane II oferece uma vasta oferta de motores a gasolina e diesel de alto desempenho, associados a transmissões de nova geração. A linha movida a gasolina é composta de três motorizações: 1.4 16V de 98 cv, 1.6 16V de 115 cv e 2.0 16V de 136CV, os dois últimos equipados com novo eixo do comando de válvulas, beneficiando o prazer da direção e a economia de combustível. Todas as motorizações a gasolina respeitam as normas de despoluição Euro 3, (Euro 2000) e satisfazem os incentivos fiscais IF Euro 4, de acordo com seus destinos. A linha turbodiesel Common Rail do Mégane II terá, no início, duas motorizações: 1.5 dCi de 80 cv (120g de CO²/km) e 1.9 dCi de 120 cv. Durante o ano de 2003, duas novas versões serão apresentadas: 1.5 dCi de 100 cv e 1.9dCi de 140 cv.

As transmissões do Mégane II foram desenvolvidas para explorar todo o potencial das motorizações. As motorizações gasolina 1.4 16V, 1.6 16V e diesel 1.5 dCi beneficiam-se com uma nova geração de caixas de câmbio manuais de cinco velocidades. A nova caixa de câmbio manual de seis relações, batizada de NDO, de origem Nissan, está associada às motorizações mais potentes - 1.9 dCi e 2.0 16V. O Mégane II, num segundo estágio, estará disponível com uma transmissão automática associada às motorizações 2.0 16V e 1.6 16V: a caixa automática Proactive de quatro velocidades, agora com um comando de impulsão. Elemento maior do prazer de direção e de conforto a bordo, o tratamento acústico de Mégane II foi objeto de diversos estudos e aplicações inovadoras.

Mégane II visa a excelência em matéria de segurança

O conceito do Mégane II segue os passos do seu antecessor, considerado "best in class" em seu segmento, e do Laguna II, veículo que alcançou cinco estrelas nos teste severos da EuroNCAP. A estrutura reforçada de Mégane II, com zonas de deformação programadas, garante uma perfeita absorção dos choques. Em relação aos ocupantes, o Mégane II dispõe de uma grande diversidade de equipamentos, que oferecem uma proteção máxima para todos os assentos.

O Mégane II na versão cupê apresenta um novo avanço da Renault em matéria de segurança: é o primeiro automóvel no mundo a dispôr de um air bag anti-mergulho nos assentos dianteiros, oferecendo assim o mesmo nível de segurança do sedã. Num veiculo de três portas, o acesso aos assentos traseiros não permite a instalação do segundo pré-tensionador, posicionado na lateral externa do assento. A solução foi colocar um air bag dentro do assento, para que, em caso de choque, os ocupantes permaneçam junto ao assento não somente pela ação do pré-tensionador, como também pelo acionamento do air bag anti-mergulho.

Os engenheiros da Renault pesquisaram a adequação perfeita entre a capacidade de absorção da estrutura e os meios de retenção. O Mégane II está equipado com o Sistema Renault de Proteção de terceira geração, (SRP3), inaugurado pelo Laguna II. Este dispositivo, que combina air bags adaptativos de dois volumes e cintos adaptativos, adota, pela primeira vez, um duplo limitador de esforços e um duplo pré-tensionador nos dois assentos dianteiros.

Além dos air bags frontais adaptativos, o Mégane II (sedã e cupê) dispõe de dois air bags laterais de tórax integrados aos assentos dianteiros para os passageiros dianteiros e dois air bags de cortina destinados à proteção da cabeça dos passageiros do banco traseiro em caso de choque lateral. Com isso, o Mégane II oferece uma grande diversidade de airbags, que podem chegar a um total de oito para o sedã e dez para o cupê.

Vida inteligente a bordo e conforto digno dos carros de luxo

O Mégane II exprime toda a experiência Renault em matéria de conforto e inteligência a bordo. O carro foi objeto de novas escolhas arquiteturais, como o duplo assoalho. Cada espaço livre foi transformado em porta-objetos, totalizando uma capacidade de 44 litros somando-se somente esses espaços.

O teto panorâmico fornece aos ocupantes uma abertura excepcional para o exterior. A exemplo dos sistema proposto por Avantime, ele é composto de dois painéis nivelados, um móvel na frente e um fixo na parte de trás. Com seus 1,32 m² de superfície total, o vidro deste teto solar é o maior do segmento.

O Mégane II também é o primeiro carro do seu segmento a aposentar a chave, evolução que só havia sido incorporada aos automóveis topo de linha. O cartão que substitui a chave destrava as portas ao toque de um botão. Nas versões mais completas, este cartão não somente abre as portas do carro como oferece a função "mãos livres", que destrava as portas quando se aproxima o cartão ao veículo.

Incorporando todas as inovações oriundas dos veículos dos segmentos superiores, o Mégane II oferece uma série de equipamentos de ponta, como o sistema de navegação por satélite Carminat com monitor de 16 polegadas escamoteável, além de controlador automático de velocidade e sensores de chuva e de luminosidade, que reforçam o conforto de direção.

A qualidade e o meio ambiente no centro do projeto Mégane II

Concebido com cuidado em seus mínimos detalhes, o Mégane II foi projetado para oferecer um nível elevado de qualidade, confiabilidade e durabilidade, um custo baixo de manutenção e a preservação do valor de revenda. No Mégane II, o consumo de combustível é reduzido e os períodos de manutenção espaçados, com troca de óleo a cada 30.000 km e substituição das velas e do filtro de ar só ocorrendo a cada 60.000 km.

O projeto Mégane II passou por rigorosos testes de rodagem e durabilidade, que complementaram os cálculos virtuais, realizados já no início do desenvolvimento. Diversos avanços, como a confiabilidade elétrica e eletrônica com a "multiplexagem", além de sistemas de proteção anti-roubo e garantia anti-corrosão de 12 anos, contribuem para a tranquilidade na sua utilização.

O Mégane II é o primeiro projeto Renault que leva em consideração os requisitos da administração do meio ambiente, não somente em relação à redução de consumo e de emissões de poluentes, mas também no que diz respeito ao ciclo de vida dos automóveis e sua posterior reciclagem. Em termos de emissões sonoras, Renault reafirma sua ambição em colocar o Mégane II na frente de seu segmento, atingindo o nível de 71 dB, 3 dB abaixo do que é exigido pela legislação européia.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
Novo Clio V6, consagrado
à paixão automobilística e ao prazer de dirigir
Veículo esportivo exclusivo que carrega a grife Renault Sport, o Clio V6 adota o mesmo estilo que o Clio última geração. Associando esportividade e fluidez, seu design único contribui para a eficiência do conjunto. Graças as numerosas evoluções, o Novo Clio V6 alia prazer de dirigir e desempenho raro. O carro acelera de 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos.

O Clio V6 recebe um novo chassis associado a pneus de 18 polegadas. Equipado com um motor inédito - V6 de 3.0 litros 24V -, o Novo Clio V6 possui 255 cv de potência a 7.150 rpm e 300 Nm a 4.650 rpm. A caixa de câmbio de seis marchas beneficia-se de um desenvolvimento específico, adotando relações curtas e uma alavanca de câmbio com curso reduzido. Montado na Alpine, em Dieppe, o Novo Clio V6 será comercializado na Europa no final de 2002, com um alto nível de equipamentos e de qualidade.

Lançado com sucesso em junho de 2001, a nova geração do Clio não pára de progredir e ocupa desde agosto do ano passado o segundo lugar do segmento de carros compactos na Europa Ocidental, e, desde janeiro de 2002, o primeiro lugar no mercado francês. Veículo que traduz a imagem da linha Renault e emblema da dimensão passional da marca, o Clio V6, por sua vez, evolui profundamente.

Novo Clio V6 : objeto único, prazeres múltiplos

Com sua arquitetura de dois lugares com motor V6 na posição transversal central traseira, o Novo Clio V6 é um veículo esportivo exclusivo, destinado a oferecer o máximo prazer: prazer de possuir um veículo diferente e prazer de dirigir um novo chassi ágil e seguro, que combina um motor expressivo de 255 cv com uma caixa de câmbio esportiva.

Com um design único e distinto, o Novo Clio V6 apresenta uma parte dianteira ainda mais incisiva, com a adoção do estilo da última geração do Clio. Pára-choque, grade frontal, capô e faróis de óptica dupla, com lâmpada de xenônio. Muito alongados, esses faróis se inserem em novos pára-lamas dianteiros, agora mais largos, que recebem pneus de 18 polegadas montados em rodas "Superturismo", com acabamento brilhante. A distância entre os eixos foi aumentada, o que afastou ainda mais as rodas para os cantos do carro, o que reforça seu aspecto esportivo.

O design da parte traseira também evoluiu. A antena, mais curta, é deslocada para a parte posterior do teto e os faróis traseiros são do tipo "cristal". O logotipo aparece no centro da tampa traseira e integra a abertura do compartimento do motor. O novo aerofólio, alongado e sobrelevado, prolonga a linha de fuga do teto.

Marca da grife Renault Sport, o escapamento duplo cromado e as grades de entrada de ar, com uma grande malha, dão um acabamento mais esportivo. Estas grades aumentam o fluxo de ar para as novas conchas laterais com acabamento em Cinza "Titane". A parte baixa do pára-lama, bastante perfurada, otimiza o resfriamento do motor.

Além de seu caráter especial, este novo design caracteriza-se por sua fluidez. O pára-lama liso, com a parte inferior vertical prolongada por uma lâmina rígida, permite melhorar o escoamento do fluxo de ar. Unidos ao novo aerofólio da porta traseira, os apoios aerodinâmicos foram ampliados para uma maior eficiência.

Um novo chassis associado a um conjunto motriz expressivo

O novo chassis do Clio V6 beneficia-se de uma definição mais esportiva, que associa rigidez e progressividade. A bitola dianteira foi aumentada, e a barra estabilizadora, com diâmetro maior, amplia a eficiência do conjunto.

A cinemática do eixo traseiro foi inteiramente reformulada, adotando-se um novo berço. Graças aos novos pontos de fixação e braços radiais mais longos, a roda traseira foi recuada. O acréscimo de uma barra estabilizadora, aumenta significativamente a progressividade das reações em conduções mais esportivas.

Uma distribuição equilibrada de carga entre as rodas dianteiras e traseiras permitiu uma calibragem perfeita das molas, garantindo o controle otimizado da carroceria. Estas novas molas oferecem um bom nível de conforto de rodagem associado a uma estabilidade exemplar.

Este novo chassis repousa sobre pneus Michelin Pilot Sport de 18 polegadas, desenvolvidos especificamente para o Novo Clio V6. Eles oferecem uma maior rigidez de direção para uma maior precisão e uma melhor sensação ao dirigir. Já utilizado no modelo anterior, o sistema de frenagem ABS é beneficiado pelo potencial de aderência superior desses novos pneus.

Graças ao novo berço traseiro, as novas regulagens do eixo dianteiro e as rodas de 18 polegadas, a distância entre os eixos foi aumentada. Estas novas dimensões, maiores, aumentam de forma significativa o potencial de passagem para a curva e a estabilidade de apoio. Junto com os desenvolvimentos aerodinâmicos, eles também otimizam a estabilidade na linha reta.

O motor V6 de 3.0 litros evoluiu muito para que seu caráter esportivo fosse aumentado. Desenvolvendo 255 cv (87kW) de potência a 7.150 rpm, este motor gosta de regimes altos. Ele também é muito confortável em regimes normais, com uma grande regularidade da curva do torque e um valor máximo de 300 Nm em 4.650 rpm.

A parte alta do motor, da entrada do filtro de ar até a câmara de combustão é nova, favorecendo o enchimento em regimes médios e altos. Uma câmara plena com válvulas integradas, repartidores com mecanismos de condutores de admissão curtos e uma árvore de cames de admissão, tipo eixo de comando, foram desenvolvidos. Este eixo de comando dispõe de cortes mais pontudos, que resultam numa elevação maior e mais rápida das válvulas. As molas das válvulas estão reforçadas para um melhor controle da elevação. Os alteradores de árvore de cames na admissão foram conservados.

A alimentação da gasolina foi modificada por meio de uma nova rampa de injeção dupla, com injetores de maior vazão. O funcionamento da centralina de gerenciamento eletrônico do motor foi otimizado e a nova calibragem caracteriza-se por uma gestão mais fina das fases transitórias, com melhor controle da resposta do acelerador.

O uso de novos catalisadores permite alcançar o nível IF Euro 4, conservando-se a contra-pressão e emissões acústicas de melhor nível.

No Novo Clio V6, a caixa de câmbio de seis velocidades "PK6" teve um desenvolvimento específico para o modelo. Uma alavanca de câmbio com curso reduzido (engates mais próximos e precisos), aliada a um diferencial mais curto e novas relações para a 1ª, 2ª e 3ª marchas, acentuam de forma significativa o prazer de dirigir.

A acústica do Novo Clio V6 foi especialmente trabalhada, resultando em uma sonoridade esportiva que acentua o prazer de dirigir. O "ressonador" trata os ruídos de admissão em regimes altos, e a adoção de um pára-brisa isolante permite eliminar os zumbidos.

Generoso em equipamentos

Destinados a uma clientela de apaixonados, que seu antecessor já tinha conquistado com 1.630 exemplares produzidos em 20 meses, o Novo Clio V6 é montado em Alpine, Dieppe, a partir de carrocerias provenientes de um departamento específico da usina de Flins. O Novo Clio V6 beneficia-se dos padrões de qualidade oriundos da produção industrial Renault e da experiência dos funcionários da Fábrica Alpine em Dieppe, com uma produção diária de 12 veículos.

O conforto a bordo aumentou muito graças ao novo painel de instrumentos revestido, com um design elegante e dinâmico. A sensação produzida pelo toque dos tecidos e dos comandos confirmam esta sensação. Os assentos em couro com o logotipo Renault Sport bordado, o volante de couro com apoio para os polegares, o acabamento em alumínio para a manopla da alavanca de câmbio e para os pedais, as novas soleiras com a grife Renault Sport, dão personalidade ao ambiente interno. No Novo Clio V6, o acabamento do volante, na cor da carroceria, assim como as molduras do painel de instrumentos e da coluna central, finalizam esta apresentação esportiva.

Novos equipamentos de segurança e de conforto a bordo aparecem. Em matéria de segurança, o Novo Clio V6 dispõe de reforços de estrutura no Clio de última geração e uma variedade completa de equipamentos de segurança ativa e proteção aos ocupantes: freios ABS, faróis com lâmpada de xeno, air bags duplos frontais adaptativos, associados a cintos equipados com limitadores de esforços e pré-tensionadores, air bags laterais cabeça-tórax.

Graças à "multiplexagem", o novo Clio V6 recebe uma grande variedade de equipamentos de conforto e conveniência, tais como um sensor de chuva acoplado ao sensor de luminosidade ou ar-condicionado com visualização digital. Um novo rádio topo de linha 4x 40W com CD player e disqueteira para seis discos sob o banco do motorista, encontra-se disponível.

O Novo Clio V6 será comercializado na Europa no fim deste ano e estará disponível em três cores de carroceria: cinza, azul e vermelho.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
C-Airdream: combinação de luxo e sofisticação
Apresentado em Paris, o C-Airdream expressa a visão da Citroën no desenvolvimento de um design de cupê esportivo, com linhas correntes, contornos limpos, materiais sofisticados e variações de espaço.

O C-Airdream combina um comprimento longo e frente também longa com uma parte traseira curta para uma proporção sem igual. O perfil do C-Airdream gera um ótimo design aerodinâmico.

As linhas retrocedendo que convergem para a parte traseira do veículo sugestionam movimento e fluidez, enquanto a linha de meio e as asas proeminentes sugestionam estabilidade. O capô fortemente curvado sugestiona poder oculto, e é moldado através de faróis esbeltos e distintivos.

A parte de superior completamente envidraçada do veículo possibilita um campo visual muito bom para os ocupantes, gerando a impressão de espaço e luz, uma impressão sem igual para um cupê.

O teto vítreo panorâmico difunde uma luz suave que esquenta os tons sombrios do interior de veículo. As linhas limpas, aéreas do consolo central enfatizam a atmosfera amigável enquanto criando espaço individual para cada ocupante.

Em qualquer lateral do console, assentos com um tato cetinoso provocando a mistura sutil de escuridão, lustroso e couro cobre o compartimento de passageiro.

Dois assentos dobradiços à oferta para a traseira, possibilitando espaço generoso para bagagem, uma característica que faz o veículo mais versátil.

Os instrumentos e exibições de informação estão sobre o eixo do volante que caracteriza um centro central fixo. A navegação e informação na tela de sistema no centro do painel é usando controlado um mouse localizado ao término de um descanso para braço que se estende em cima do console central.

O C-Airdream adota uma aproximação inovadora ao ajuste da posição de dirigir, possibilitando diversos ajustes para uma perfeita e agradável condução do veículo.

C-Airdream é provido de umk motor 3.0i V6 que gera 150kW junto com uma caixa de câmbio automática auto-adaptável com controles seqüentes no volante. A suspensão Hydractive 3, provê conforto e estabilidade. Duas configurações de suspensão estão disponíveis.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
GM Hy-wire: um carro presente no futuro
'Toda tecnologia em desenvolvimento num carro conceito que promete ser uma revolução no mundo do automóvel

O Hy-wire é resultado de uma cooperação entre designers e engenheiros da GM nos Estados Unidos e em Mainz-Kastel, na Alemanha, que integraram ao veículo o sistema de propulsão por célula de combustível, o mesmo projetado para o carro-conceito HydroGen 3 – cuja velocidade máxima é de 160 km/h –, baseado em uma Opel Zafira e mostrado pela primeira vez em 2001 no Salão de Frankfurt, na Alemanha.

Segundo o vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento e Planejamento da GM norte-americana, Larry Burns, a propulsão do Hy-wire e todos seus sistemas de controle estão contidos em um chassi no formato de uma tábua de skate com 11 polegadas de espessura.

“Isso maximiza o espaço interior para cinco ocupantes e suas bagagens. Não há motor visível, nem pedais para se operar, mas simplesmente uma unidade chamada X-drive que é facilmente acionada tanto para a posição de direção direita como esquerda”, explica Burns.

O X-drive, que pode ser incorporado a sistemas de outros veículos e controlá-los eletronicamente em vez de mecanicamente, confere aos condutores grande liberdade. Esse dispositivo contém botões com todos os comandos para o motorista: acelerador, freio, volante, etc. Por exemplo, para acelerar basta girar um botão. O X-drive agrega também um monitor eletrônico com as funções vitais do carro, dispostas em uma barra horizontal que se estende por toda a largura do carro.

Uma porta de recepção proporciona a conexão elétrica entre o chassi, feito todo de alumínio, e a carroceria de fibra de vidro. A bateria da célula de combustível, que produz uma energia contínua de 94 kw, está instalada na parte traseira do chassi. O motor elétrico, que comanda as rodas dianteiras, está disposto de forma transversal entre elas. Três tanques cilíndricos estão localizados no centro do chassi. Requisitos passivos de segurança serão preenchidos por meio do uso de elementos de absorção de impactos, chamados de crash boxes (caixas de colisão), em um futuro estágio de desenvolvimento do carro.

O Hy-wire pesa 1,9 mil quilos e tem pneus dianteiros de 20 polegadas e traseiros de 22 polegadas. Segundo a montadora, o fato de todos os elementos técnicos estarem dentro do chassi proporciona um baixo centro de gravidade, dando à arquitetura altos níveis de segurança e de potencial dinâmico de dirigibilidade.

Externamente, o Hy-wire é um elegante e esportivo veículo de quatro portas com linhas claras e definidas e extremidades curtas. Segundo o diretor-executivo de Design para Arquiteturas de Carroceria da montadora norte-americana, Ed Welburn, o design do sedã é construído a partir do fato de não existir compartimento de motor.

“O veículo é muito aberto, desde a frente até a traseira. Isso foi feito intencionalmente para realçar a abertura no interior”, afirma Welburn. Os painéis dianteiro e traseiro são feitos de vidro transparente, o que, aliado à ausência de tampas, favorece a visibilidade das vias pelo motorista.

“O fato de termos desenvolvido o Hy-wire como um veículo-conceito em apenas oito meses (desde sua introdução em Detroit) mostra nosso comprometimento com essa tecnologia e a velocidade com que estamos avançando”, diz o presidente mundial da GM, Rick Wagoner. “O Hy-wire acelera nosso progresso com uma prova funcional de conceito que reforça a confiança na nossa habilidade de ganhar a aceitação do mercado de produção de veículos com células de combustível”, diz Wagoner.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
A nova geração da Audi: o Audi A8
No desenvolvimento do novo Audi A8 haviam quatro áreas de prioridade: Projeto, construção de peso leve, dinamismo e eletrônica. Essas quatro áreas foram unidas em um único projeto - o novo Audi A8.

Em outras palavras, uma melhor harmonia no design, facilidades na aceleração e na condução do veículo. A idéia é que um motorista de um A8 não terá a impressão de dirigir um carro da sua dimensão. Seu design é marca sem igual. Superfícies longas, notadamente curvadas são moldadas por precisas linhas. Um carro mais forte, 'musculoso', reforçam suas características dinâmicas.

Dois motores V8 estão disponíveis nesse modelo. Um com 4.2 litros desenvolve 246kW (335bhp) e um com 3.7 litro, versão que desenvolve 206 kW (280 bhp). Uma característica nova no A8 é a transmissão automática 6 velocidades tiptronic, que funciona constantemente e assegura uma transição ótima entre as várias fases de velocidade.

ESPECIAL TECNOVIDADE: PARIS MOTOR SHOW 2002
C3 Pluriel: cinco carros em um
A Citroën apresentou uma alternativa nova e radical para o mercado de carro pequeno com o debute mundial do C3 Pluriel no Paris Motor Show

Originalmente desvendado no salão de Frankfurt em 1999 como um modelo de conceito, o Pluriel é notável pelo seu tipo variável de teto. Muitos carros conceito propuseram este tipo de formato, mas nenhum chegou em produção como o C3 Pluriel.

Efetivamente cinco carros em um, o C3 Pluriel é totalmente sem igual oferecendo para os compradores um veículo que compreende e satisfaz o dia-a-dia e as atividades de lazer. É um carro configurável de acordo com a sua necessidade.

Vejamos as possibilidades:
- C3 Pluriel Saloon: configuração mais básica, com o teto completamente fechado

- C3 Pluriel Panorâmico: ao toque de um botão toda visão ao seu alcance, sendo possível até mesmo baixar as janelas. Sem colunas para atrapalhar a visão.
- C3 Pluriel Cabriolet: Além do amplo espaço do teto, descem o tecido, além de baixar a janela traseira

- C3 Pluriel Spider: hora de assanhar os cabelos, os grandes arcos do C3 Pluriel podem ser removidos e transformados em um novo assento completamente aberto

- C3 Pluriel Spider Pick-up: seu disfarce final, é aberta a tampa da capota do C3 Pluriel para baixo e os assentos traseiros dobram para criar o segundo assento Aumenta e muito o espaço interno, podendo levar muito mais coisas.

Embora o C3 Pluriel tenha sido desenvolvido ao mesmo tempo que o hatchback C3 e retém seus essencialmente arredondamentos e olhar atraente, não compartilha nenhum painel de corpo exterior.

As portas mais longas são novas, com uma seção arredondada simples e o protetor de lado montou abaixo à base, enquanto à parte traseira.

Em contraste, o interior é levado basicamente em cima da do hatchback C3. Toques somados vêem por todo lado do carro, apoios para a cabeça e cintos com assento integrados na parte de trás. Graças ao uso do sistema elétrico de multiplexagem o C3 Pluriel oferece operação automática dos faróis, ainda funções específicas novas como administração do ar condicionado e corrente de ar, e desativação do aquecedor de janela traseiro foi introduzido.

Fabricado pelo sucesso do Peugeot 206CC, a Citroën está planejando produzir 75,000 C3 Pluriel por ano na planta de Villaverde na Espanha.

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