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Edição 37 - Janeiro de 2003
Conteúdo básico

SEGURANÇA ACIMA DE TUDO
Institutos independentes comprovam
eficiência do equipamento da Volvo Car contra efeito chicote

Dois respeitados institutos independentes, um nos Estados Unidos e outro na Europa, comprovaram a eficiência do WHIPS (Whiplash Protection System) ou Sistema de Proteção Contra Efeito Chicote. Trata-se de um atestado incontestável da sua eficácia.

No recente estudo realizado pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), dos Estados Unidos, concluiu-se que o sistema WHIPS da Volvo reduz em 49% os ferimentos no pescoço.

Já a companhia britânica de pesquisas para seguradoras Thatcham apresentou sua nova avaliação do efeito chicote em carros novos, em outubro, e a Volvo foi uma das três marcas que tiveram toda sua linha de veículos na melhor classificação da pesquisa.

O ESTUDO NORTE-AMERICANO - Usando dados das três maiores companhias de seguro norte-americanas, o IIHS descobriu que a chave para reduzir os ferimentos em impactos traseiros é manter a cabeça e o torso se movimentando juntos. A IIHS concluiu que o WHIPS da Volvo reduz os ferimentos da cabeça e do pescoço, porque limita a aceleração para frente do torso e da cabeça, numa colisão traseira.

Primeiro deste tipo, o estudo comparou veículos de anos diferentes, que tiveram assentos e encostos de cabeça redesenhados, mas não tiveram mudanças significativas em outros quesitos. Comparando sedans Volvo S70 sem o WIHPS com àqueles que já possuíam o equipamento, o resultado foi uma redução de 49% nas taxas de lesões na espinha.

NOTA MÁXIMA NA AVALIAÇÃO EUROPÉIA - A Thatcham realizou testes estatísticos para medir como os encostos de cabeça em 500 modelos europeus são projetados e posicionados.

"Nós estamos muito orgulhosos de nos sairmos assim tão bem" disse a perita em efeito chicote da Volvo Car Corporation Lotta Jakobsson. "Há muito tempo a Volvo compreendeu como os encostos de cabeça são importantes, e conduziu a indústria na utilização deles."

Mas as avaliações estáticas dos encostos de cabeça mostram somente uma parte do que acontece na vida real. Por isso, a Volvo tem trabalhado na questão do encosto de cabeça há mais de uma década, e em 1998 introduziu o sistema de proteção de efeito chicote, chamado de WHIPS, no luxuoso sedan S80.

A partir de 2001, a Volvo passou a oferecer este sistema de segurança como equipamento standart em todos os seus modelos, em todos os mercados.

Os assentos com WHIPS fornecem sustentação espinhal melhorada porque o encosto dos bancos mergulha para trás quando o carro recebe um impacto na traseira, embalando a pessoa como um bebê no colo de um adulto. Este sistema, combinado com o desenho do encosto de cabeça projetado para frente, ficando bem mais próximo da nuca, ajuda a limitar a "chicotada" que ocorre durante um impacto traseiro. Testes da Volvo mostraram que a aceleração da cabeça dos ocupantes é reduzida em cerca de 50% pelo mecanismo reclinável do WHIPS.

O WHIPS é apenas um dos numerosos princípios de segurança criados pela Volvo. Entre outros, podemos citar o uso pioneiro de cintos de três pontos nos bancos dianteiros como equipamento standart em 1959, o uso pela primeira vez no mundo de airbags laterais (chamados SIPS), e o sistema anti-capotagem (Roll Stability Control - RSC), tecnologia que será usada pela primeira vez num SUV, no Volvo XC90, que chegará ao mercado em 2003.

MAIOR FLEXIBILIDADE OPERACIONAL
CST utiliza novo laminador de tiras a quente
Equipamento novo – que exigiu investimento de US$ 450 milhões – dará maior flexibilidade operacional e rentabilidade à empresa

A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) inaugurou em 2002 seu Laminador de Tiras a Quente (LTQ), que incorpora a mais avançada tecnologia disponível no mercado mundial. A unidade representou investimentos de US$ 450 milhões e abre um novo capítulo na história da empresa, que diversifica seu portfólio de produtos com a inclusão de bobinas laminadas a quente. O produto será destinado, prioritariamente, ao mercado nacional e ao Mercosul.

O LTQ — instalado em área de 137 mil m2 — tem capacidade para produzir dois milhões de toneladas por ano e deverá atingir funcionamento pleno em 2005. A produção estimada para 2003 é de 1,6 milhão de toneladas. O projeto prevê ampliações progressivas no futuro, que poderão dobrar sua capacidade produtiva. A nova unidade gerou 450 empregos diretos e outros 450 indiretos.

Qualidade, volume, rendimento e índices de aprovação dos clientes são as quatro variáveis que estão sendo ajustadas a partir do funcionamento do LTQ. A CST também oferecerá elaboradas soluções logísticas e práticas comerciais personalizadas para possibilitar a redução de custos de processamento, tornando o produto mais competitivo em sua cadeia de valor.

BOBINAS DIFERENCIADAS - As bobinas a quente produzidas pela CST terão características variadas para que possam ser utilizadas em diversos segmentos, tais como relaminação, centros de serviço e distribuição, autopeças, compressores, tubos, construção e perfilação, entre outros. A diversificação de modelos e dimensões é o grande diferencial do produto em relação aos existentes no mercado. O LTQ poderá gerar bobinas com lâminas de no mínimo 1,2 milímetro de espessura e de no máximo 16 milímetros.

A oferta de um produto com maior valor agregado dará maior flexibilidade operacional e rentabilidade à CST. A média histórica mostra que a diferença entre o preço da placa de aço e da bobina a quente é de cerca de US$ 80 por tonelada. O mercado de bobinas movimenta 40 milhões de toneladas/ano, quase o dobro do mercado mundial de placas de aço, em que a empresa concentrava sua atuação desde 1983.

A entrada da CST no mercado de bobinas a quente preenche o espaço deixado por outras siderúrgicas, que têm investido nos segmentos de laminados a frio e galvanização.

A colocação do produto no mercado passa pelo fornecimento de 800 mil toneladas para sua coligada Vega do Sul, em São Francisco do Sul (SC), e o restante nos mercados externo e doméstico. Considerando que Vega só iniciará sua produção no segundo semestre do próximo ano, e como a CST estará ainda em fase de rating up produzindo cerca de 1.300 mil toneladas, a estratégia para 2003 é direcionar aproximadamente 50% das vendas para o mercado externo, por meio de alianças estratégicas.

As vendas no mercado interno serão estimuladas pelas vantagens competitivas que o LTQ proporciona à empresa. Além disso, o laminador permitirá uma compensação fiscal, à medida que os créditos de ICMS e de IPI acumulados, oriundos das compras de insumos, forem utilizados. O valor desses créditos acumulados era de R$ 260 milhões até 30/09/02. Em 2002, o acúmulo foi de R$ 63 milhões, o equivalente a uma média de R$ 7 milhões ao mês. Estes valores vão ser compensados em 12% (ICMS) e 5% (IPI) em cada venda.

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL - A CST investiu US$ 12,6 milhões na capacitação de empregados para operar o LTQ. Foram realizados treinamentos específicos no Brasil e no Exterior. No Brasil, foram treinados 490 empregados e no exterior, 97 empregados, em usinas da França, Bélgica, Alemanha e Finlândia. Equipes de operação e manutenção estiveram em contato direto com processos de laminação e acabamento de bobina a quente, desenvolvendo o conhecimento do processo.

LOGÍSTICA - A companhia criou um novo Departamento de Logística para planejar o esquema de transporte e distribuição das bobinas produzidas pelo LTQ. Como anteriormente a produção da empresa destinava-se basicamente à exportação, a logística de distribuição restringia-se ao transporte marítimo. O novo contexto, requer um sistema muito mais complexo. A partir de agora, serão utilizados outros meios de transporte — rodoviário, ferroviário e marítimo —, além de centros de distribuição e de serviços. Futuramente, o esquema incluirá nova modalidade de transporte costeiro, feito por barcaças oceânicas.

MANUTENÇÃO - A manutenção do LTQ será realizada dentro da mesma filosofia adotada para os demais processos da CST, com destaques para o gerenciamento dos equipamentos através da análise de tendência dos itens de controle, uma grande ênfase nas atividades de PPC (planejamento, programação e controle) e metodologia de manutenção por conjunto. Esta filosofia tem como objetivo principal a garantia da confiabilidade dos equipamentos, que é fundamental para a estabilidade dos processos de produção. O processo do LTQ possui alto nível de automação e de complexidade, o que exigiu treinamento e preparação das nossas equipes aqui no Brasil e no exterior.

CONTROLE AMBIENTAL E ENERGIA ELÉTRICA - Todo o processo de implantação do projeto do LTQ foi permeado pela responsabilidade de preservação ao meio ambiente. A empresa, que é certificada pela ISO 14.001, instalou modernos recursos tecnológicos para um efetivo controle ambiental em toda a linha produtiva da nova unidade.

Entre as inovações destacam-se: precipitador eletrostático para linha de laminação; sistema de exaustão para o forno de reaquecimento de placas; filtro de mangas para linha de tesouras e estações de tratamento de toda a água a ser utilizada. A CST está investindo também na construção de sua 4a. Central Termelétrica, com o objetivo de restabelecer sua auto-suficiência energética, que ficaria comprometida com a plena operação do LTQ e com o aumento da produção de placas de aço a partir desse ano.

O investimento, de cerca de US$ 85 milhões, envolve — além da construção da própria termelétrica — implantação de sistemas captação e limpeza do gás de aciaria para a produção de energia elétrica. A CST já investiu mais de US$ 200 milhões em energia desde sua implantação, buscando sempre a auto-suficiência.

PRODUÇÃO EM CRESCIMENTO
PST Eletrônica produz o 100.000º painel
para a DaimlerChrysler do Brasil

A PST Eletrônica, empresa de Campinas conhecida no país por meio da marca Positron, líder em alarmes, está mostrando ao mercado todo seu potencial de tecnologia e segue em pleno crescimento também na área de fornecimento de produtos para montadoras. Um grande exemplo é a parceria entre a DaimlerChrysler do Brasil e o Grupo Stoneridge, do qual a PST faz parte, que comemorou em 2002 a fabricação do 100.000º painel de instrumentos para ônibus e caminhões da montadora no Brasil.

A PST lidera esse projeto desde 2000, sendo responsável pelo sucesso da total transferência da produção dos EUA, da Pollak TED, também do Grupo, para o Brasil, inaugurando a nova linha de produção dos painéis na fábrica da PST em Campinas. Das 100 mil unidades fabricadas, a PST foi responsável por 55 mil peças. A produção mensal chega a 3 mil unidades, que são entregues pelo sistema “just in time” duas vezes ao dia, diretamente na linha de montagem da DaimlerChrysler, em São Bernardo do Campo.

“Atualmente, cerca de 90% dos caminhões da DaimlerChryler são equipados com os nossos painéis. As peças entram diretamente na linha de produção e isto demonstra a confiança depositada pela montadora em nosso trabalho e na nossa qualidade”, diz Angelo Indelicato Filho, gerente de OEM (área de fornecimento direto de produtos para montadoras) da PST.

Outro fato importante são as exportações crescentes para o Mercosul e México, equipando veículos da DaimlerChrysler. Na Argentina, 100% dos ônibus montados têm painéis da empresa. Para o mercado mexicano, fornece painéis para a maioria dos chassis de ônibus, que após a montagem são vendidos também para os Estados Unidos. Do total, cerca de 20% dos painéis produzidos pela PST são destinados a esses países.

A qualidade da PST foi reconhecida pela DaimlerChryler no prêmio InterAção 2001 como a melhor fornecedora de produtos eletroeletrônicos. A inspeção de qualidade dos painéis eletrônicos da PST Eletrônica para a DaimlerChryler reúne modernidade, rapidez e eficiência. Na linha de montagem da unidade Campinas, um equipamento que dispõe de um sistema de visão artificial verifica eletronicamente 100% dos painéis, em poucos segundos.

São inspecionados todos os componentes como velocímetro, odômetro, conta-giros, indicador de pressão do ar e indicador de seta e faróis, fazendo a leitura do painel e testando a calibragem de cada dispositivo.

Grande parte do sucesso, além da tecnologia, é o fato de a PST ter plena capacidade de produção e total interação entre as diferentes áreas do processo. O compromisso com a qualidade também está nas certificações conquistadas, como a QS 9000, um dos mais importantes padrões de qualidade exigido pelas indústrias automotivas no mundo, e a adequação à versão 2000 da norma ISO 9001.

“Os laços entre a DaimlerChryler e a PST estão cada vez mais sólidos. Temos muitos projetos juntos em andamento, para serem lançados no mercado brasileiro no início de 2003, prometendo apresentar grandes inovações. É um orgulho para nós essa parceria”, completa Angelo.

INTERAGINDO COM VOCÊ!
Nova versão do robô Honda Asimo
é capaz de interagir com pessoas
Tecnologia empregada permite interpretar posturas e gestos, identificar pessoas e nomes, movimentar-se na direção indicada e fornecer informações

A Honda apresentou recentemente no Japão uma nova versão do robô humanóide Asimo, cuja “inteligência” permite interpretar gestos e movimentos humanos. A habilidade de interagir é o principal destaque. Ele pode cumprimentar pessoas, acompanhá-las, mover-se na direção que elas indicam e ainda reconhecer seus rostos e localizá-las pelo nome. Além disso, utilizando ferramentas como a Internet, o Asimo pode fornecer informações enquanto executa diferentes tarefas. É o primeiro robô do mundo a possuir capacidades tão amplas.

Usando uma micro-câmera em sua cabeça, o Asimo pode detectar os movimentos de objetos, calcular distância e direção. Ele também pode seguir movimentos de pessoas com a câmera, acompanhá-las e cumprimentá-las quando se aproximarem. Baseado nesses dados, o robô pode interpretar o posicionamento e o movimento de uma mão, reconhecendo posturas e gestos. Assim, ele reage não só a comandos de voz, mas também a movimentos naturais dos seres humanos. Ele também retribui apertos de mão e responde a acenos.

O Asimo identifica a posição de obstáculos e pessoas e evita colisões quando algo aparece subitamente em sua frente, além de reconhecer objetos imóveis pelo caminho e mover-se ao redor deles. O robô também é capaz de identificar a origem dos sons, distinguindo-os de vozes, reconhecer quando seu nome é chamado, dirigir-se à pessoa que o chamou e gravar os rostos de dez pessoas diferentes, mesmo quando estiverem em movimento.

Em virtude de sua capacidade, o Asimo é encarregado de receber os visitantes na matriz da Honda no Japão. Ele cumprimenta, fornece informações institucionais, transmite mensagens e fotos, além de guiar as pessoas pelo local. Acessando informações pela Internet, o Asimo pode ainda tornar-se provedor de notícias e de boletins meteorológicos ou responder a outras questões. A partir de janeiro de 2003, a Honda planeja alugar a nova versão do Asimo para órgãos públicos e empresas privadas.

PRODUÇÃO MUNDIAL
Global Engine Alliance anuncia planos para desenvolver e operar em conjunto instalação de produção nos EUA

O Presidente e CEO do Chrysler Group, Dieter Zetsche, abriu a temporada de feiras de automóveis de 2003 anunciando planos para a operação conjunta pelo Chrysler Group, Hyundai Motor Company e Mitsubishi Motors Corporation da instalação de produção norte- americana que produzirá um Motor Mundial co-desenvolvido.

Em um discurso na Feira de Automóveis de Los Angeles, Zetsche disse que as três fabricantes de automóveis assinaram uma carta de intenções, que leva a um acordo exclusivo.

O Motor Mundial será fabricado em instalações de produção localizadas na Coréia, Japão e nos Estados Unidos. Antes desse anúncio, esperava-se que todas as instalações de produção seriam gerenciadas individualmente.

ABRA OS VIDROS, FECHE AS PORTAS, ACENDA OS FARÓIS...
Chip faz carro da GM obedecer a comando de voz
Parceria entre PI Componentes, FEI e Instituto Genius viabiliza sistema de comando de voz em um Vectra

Você já se imaginou frente a frente com um carro, onde ao invés de utilizar as chaves ou comandos wireless, simplesmente solicita que a porta seja aberta? Ou ainda que abra os vidros? Acenda os faróis? Tudo isso apenas "falando", sem necessidade de apertar qualquer botão ou trava? Há cerca de 10 anos, isso poderia ser a descrição de uma cena de ficção. Entretanto, há alguns meses, isso é realidade e... no Brasil.

Tudo começou no primeiro semestre deste ano a partir da iniciativa de um grupo de alunos e professores da Faculdade de Engenharia Industrial - FEI, que se uniu ao Instituto Tecnológico Genius, da Gradiente, com a proposta de desenvolver uma aplicação para a tecnologia de comandos de voz em português desenvolvida e disponibilizada pelo instituto.

"No mundo já existia essa solução, porém, em outros idiomas. Considerando-se o avanço nas pesquisas brasileiras e o nosso nível de conhecimento industrial, chegamos a conclusão de que deveríamos desenvolver uma aplicação. E que a utilização em um carro seria a mais adequada", explica Renato Giacomini professor da FEI e mentor do projeto.

Com o apoio da GM, que cedeu um Vectra top de linha, foi possível viabilizar a experiência. Todo o desenvolvimento do projeto foi suportado pela tecnologia FLEX, um componente de lógica programável da ALTERA, que disponibilizou recursos de um programa de qualificação profissional por meio do "PUPI - Programa Universitário da PI Componentes ", mantido na FEI em parceria com a PI, distribuidora exclusiva da fabricante no Brasil.

Com a utilização da tecnologia ALTERA, a aplicação foi finalizada em apenas quatro meses, cerca de 50% a menos de tempo do que projetos baseados em outras plataformas.

O carro foi modelado pelo grupo da FEI usando máquinas de estado, que foram traduzidas para VHDL (Very High Speed IC Hardware Description Language) e implementadas num componente FLEX 10K20, que controla um conjunto de circuitos de acionamento que interferem diretamente nos motores, lâmpadas e relés do circuito elétrico do veículo.

Assim, os comandos podem ser transmitidos diretamente por qualquer pessoa, o que elimina a necessidade de "treinamento prévio" do equipamento, como ocorre com sistemas mais antigos de reconhecimento da fala.

Uma frase curta, com um verbo e um predicado pré-estabelecidos, faz funcionar as travas das portas, o pisca alerta, as setas de direção, os vidros, a luz interna, as lanternas, faróis (altos e baixos), ou sistema de ventilação, entre outros.

Na análise do professor, o sucesso do projeto, cuja qualidade atende a padrões internacionais, é apenas uma amostra da capacidade técnica que o País ainda tem a explorar no segmento de microeletrônica. "Parcerias como as estabelecidas entre as GM, FEI e Genius, aliadas a programas de qualificação profissional como os da ALTERA-PI Componentes, são exemplos a serem seguidos pela iniciativa privada para o pleno desenvolvimento de todo potencial brasileiro", conclui.

O QUE VEM POR AÍ
Honda apresenta carros
conceito de alta performance em evento nos EUA
Entre os destaques da feira de equipamentos especiais estão os kits esportivos originais para o Accord Coupé e o Civic Si e acessórios para a multivan Element

A Honda apresentou recentemente nove modelos de alta performance na mais importante mostra de produtos, equipamentos e serviços especiais para automóveis dos Estados Unidos, a Sema 2002 (Specialty Equipment Market Association), realizada em Las Vegas em dezembro.

Entre os destaques estavam automóveis construídos especialmente para obter alta performance esportiva, como os carros conceito Honda Accord Concept Coupé 2003 e o Honda Civic Si Concept 2003, o Honda Accord Coupé 2003 equipado com o kit esportivo original de fábrica, a multivan Honda Element com acessórios genuínos Honda e o Civic Si Pro Drag Car 2003, além de outros veículos Honda e Acura modificados pelos maiores especialistas em preparação automotiva.

Honda Accord Concept Coupe 2003
Completamente reprojetado em sua sétima geração, o Honda Accord 2003 ganhou diversas possibilidades de personalização. Agora com 240 cv (cavalos) de potência e transmissão manual, motor V6 e câmbio manual de seis marchas, o desempenho do modelo pode chegar praticamente ao nível de um automóvel de competição.

Criado pela Honda, o Accord Concept Coupe 2003 é o exemplo da evolução dessa plataforma, tradicionalmente entre as mais populares da indústria da modificação. O modelo apresenta mais potência, baixo peso e alta performance.

Motorização e modificações: Novos dutos de admissão e escape, motor 3.2 litros V-6, de 300 cv de potência, diferencial auto-blocante, transmissão semi-manual de seis marchas, quatro pinças de freio de dupla ação (protótipos) e suspensão de competição rebaixada.

Design externo: item de carroceria em fibra de carbono (incluindo pára-choque, soleira, grade, spoiler, etc.), escapamento integrado duplo de alumínio, aerofólio de fibra de alumínio/fibra de carbono, faróis e lanternas traseiras escurecidas, rodas de 20 polegadas anodizadas na cor preta, pneus Bridgestone Potenza S03 235/45 ZR20, abas nos pára-lamas e pintura amarela NSX Spa na carroceria.

Design interno: câmbio manual acionado no volante por meio de borboletas, como nos carros de F-1, painel de múltiplas funções com diagnóstico, bancos Sparco de carbono/kevlar e revestidos de camurça, cinto de segurança dianteiros de quatro pontos, volante de competição de três raios e pedais esportivos de alumínio.

Honda Civic Si Concept 2003
O carro conceito Honda Civic Si Concept 2003 tem presença marcante e exibe adaptações para a melhoria da aerodinâmica, além de outras personalizações. Utilizando o turbo protótipo desenvolvido pela GReddy, para uso urbano, o Civic Si Concept produz 230 cv de potência. Embaixo, emprega uma suspensão de competição desenvolvida pela Honda, com molas e amortecedores de alta performance, além de freios Brembo e rodas de 18 polegadas.

A carroceria recebeu a cor vermelha, herança da motocicleta Honda CBR, vencedora de inúmeros campeonatos. O habitáculo de fibra de carbono acomoda bancos de competição e o painel digital Mugen traz informações completas do motor e diversos tipos de diagnósticos adicionais relacionados ao veículo.

Motorização e modificações: turbo protótipo GReddy T518Z com válvula de alívio integrada, bos-resfriador (intercooler) protótipo Greddy em alumínio, dutos de admissão Greddy Airinx, gerenciador eletrônico GReddy de controle do motor, suspensão esportiva desenvolvida pela Honda, sistema de exaustão central, sistema de freio Brembo com quatro pistões.

Design externo: kit de carroceria inspirada nos carros de rali, rodas de 18 polegadas com acabamento em titânio polido, grade de fibra de carbono, admissão frontal de ar e difusor no pára-choque traseiro, faróis escurecidos e lanternas traseiras fumê, aerofólio com dois estágios. Design interno: bancos de fibra de carbono e kevlar Mugen revestidos de camurça vermelha Alcantera, cinto de segurança de seis pontos, volante esportivo de alumínio de três raios, pedais e empunhadura do câmbio de alumínio, painel de instrumentos digital de alta performance, com display de informações central.

Honda Accord Coupe 2003 equipado com Factory Performance Package (pacote de alta performance original de fábrica) - O Honda Accord Coupe 2003 poderá ser equipado com o novo kit de suspensão esportiva, disponível a partir de meados do ano que vem nas concessionárias Honda dos Estados Unidos. O kit rebaixa a altura do modelo em relação ao solo em aproximadamente uma polegada, aumentando a dirigibilidade, em conjunto com amortecedores e molas de competição, além de contar com rodas de 17 polegadas e pneus esportivos.

Modificações no chassi e no design exterior: suspensão Factory Performance (mola e amortecedores), kit aerodinâmico sob a carroceria, rodas de 17 polegadas em alumínio e pneus de alta performance 215/50VR-17 e spoiler traseiro. Acessórios internos: alavanca de câmbio esportiva.

Honda Element 2003 com acessórios genuínos Honda
O Honda Element 2003, que chega ao mercado norte-americano este ano, traz uma robusta e adaptável plataforma, que incorpora o espaço de uma picape com assoalho plano, com o conforto de um sport-utility e a agilidade e economia de um carro de passeio. Com preço estimado em US$ 16 mil, o Element permite uma extensa personalização e a unidade exposta no evento mostrou alguns acessórios disponibilizados pela Honda para este segmento totalmente novo. Com um motor i-VTEC 2.4 litros, de quatro cilindros e 160 cv (cavalos), o modelo está disponível com tração dianteira ou integral, além da transmissão automática ou manual.

O modelo pode carregar itens como uma prancha de surfe e a portas laterais facilitam o acesso de objetos mais volumosos. O interior assoalho é revestido com um composto químico chamado uretano, que o deixa resistente a água e arranhões. Acessórios externos: estribo, faróis de neblina, bagageiro, suporte para prancha de surfe, rodas de liga leve de 16 polegadas e travas de roda. Acessórios internos: painel com detalhes de metal e tampa traseira acolchoada.

Civic Si Pro Drag Car 2003
No evento, o piloto profissional e especialista em preparação de automóveis norte-americano Adam Saruwatari apresentou o Civic Si Pro Drag Car 2003, com o qual irá competir naquele país em 2003 no campeonato organizado pela NHRA (National Hot Rod Association), voltada a competições de dragster. Nessa categoria, as baterias têm dois veículos participantes por vez, avaliados pela capacidade de arrancada e aceleração, dentro de uma distância de 400 metros. O mais lento vai sendo eliminado, até que se chega ao vencedor. O Civic Si Pro Drag Car 2003 tem chassi tubular, tração traseira e motor 3.2 litros V-6 do Acura NSX, com incríveis mil cavalos de potência.

Modificações no propulsor: motor 3.2 litros Acura NSX V-6, com mil cavalos de potência, turbo Tial Sport, câmbio sequencial de cinco marchas G-Force, embreagem de duplo disco ajustável em titânio East-West. Especificações da suspensão: chassi Hansen Race Cars, suspensão ajustável, molas Eibach ERS, rodas Enkei, pneus lisos especiais Nitto. Expecificações externas: aerofólio Hansen Race Cars, teto rebaixado e carroceria totalmente modificada feita de fibra de carbono. Interior: detalhes feitos de fibra de carbono e alumínio, além de bancos Sparco.

PRODUÇÃO
Ford comemora produção de 50.000 novos Fiesta

A Ford comemorou, no final de 2002, a produção de 50.000 unidades do Novo Fiesta no Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Esse número, atingido apenas seis meses após o lançamento público, é mais um marco na trajetória de sucesso do veículo, que já é o quinto modelo mais vendido no Brasil e o produto mais bem-sucedido do novo segmento de compactos Premium.

Comandando o crescimento na participação de mercado da marca, o Novo Ford Fiesta foi desenvolvido pela engenharia brasileira somado à tecnologia e experiência mundial da Ford A combinação de estilo moderno, amplo espaço interno, prazer de dirigir e preço competitivo fizeram o carro cair no gosto dos consumidores.

Com vendas crescentes desde o lançamento, o modelo registrou o recorde de 6.759 unidades comercializadas no varejo em outubro. Nesse mês, a Ford elevou a sua participação para cerca 11% do mercado, média mantida nos últimos meses.

Para atender à forte demanda, a unidade da Ford em Camaçari antecipou em dois meses o início de operação do segundo turno. A flexibilidade do sistema de produção modular seqüenciada instalado na nova fábrica – a pioneira no Nordeste brasileiro, fruto de um investimento de R$ 4 bilhões – também é responsável por esse sucesso. Ela permite que o cliente compre o seu carro pela internet, por meio do site forddirect.com.br, com a motorização, cor e equipamentos que desejar, e o retire no distribuidor Ford escolhido, no prazo médio de uma semana.

Exportação

Do total produzido este ano, mais de 14.000 unidades estão sendo exportadas para o México, Argentina e Chile. “O Novo Fiesta trouxe uma contribuição importante para os resultados expressivos que a Ford vem obtendo no comércio exterior. Assumimos este ano posição de destaque nas exportações na área automobilística, com uma participação de 19,2%. Junto com o Ka e a pick-up Courier, o Novo Fiesta faz parte do grupo dos dez principais veículos brasileiros exportados”, diz Rogelio Golfarb, diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da Ford.

SISTEMA DE PRODUÇÃO
Sistema de Produção da DaimlerChrysler em Juiz de Fora é o melhor entre as fábricas Mercedes-Benz

Pela terceira vez consecutiva, a fábrica de Juiz de Fora conquistou o primeiro lugar na avaliação da implantação do Sistema de Produção, entre as nove unidades DaimlerChrysler que produzem automóveis Mercedes-Benz no mundo. A fábrica obteve nota 96 na auditoria, o que significa que as ferramentas asseguram uma produção livre de falhas, garantindo a qualidade dos produtos, através da participação e envolvimento dos colaboradores.

A auditoria foi realizada pelo especialista da Alemanha, Jüergen Kaeber, do escritório central do Sistema de Produção da Área de Automóveis, e pelo auditor da Gestão de Qualidade - AGDQ -, William Moreira.

A partir de questionários e de verificação nas áreas produtivas, o auditor verificou a eficácia da aplicação das ferramentas, atendendo às rigorosas exigências do Sistema de Produção. "Através da auditoria, conseguimos provar, mais uma vez, que os nossos processos são eficientes e enxutos. Com isso, a fábrica está muito bem preparada para receber o novo projeto", enfatiza Axel Weltzer, diretor adjunto de Produção e Logística da unidade DaimlerChrysler de Juiz de Fora.

Metas superadas

Em 2000, a fábrica obteve a média de 83% na aplicação das ferramentas. A confirmação como primeira no ranking veio no ano seguinte, quando a auditoria constatou 97% de eficiência no processo de produção enxuta. Desta vez, Juiz de Fora consolidou a posição de destaque mundial no Grupo, ficando à frente de fábricas como Tuscaloosa (EUA), Sindelfingen (Stuttgart), Bremem, Untertürkheim (Stuttgart), Hamburgo, África do Sul e Berlim.

Padrão de qualidade

Na unidade da DaimlerChrysler em Juiz de Fora são produzidos os modelos Mercedes-Benz Classe A e Classe C - este destinado ao mercado externo. Desde que foi inaugurada, em abril de 1999, a unidade vem se destacando por seu alto padrão de qualidade. Utilizando os mais modernos processos de produção, a planta já conquistou as certificações de qualidade ISO 9001, VDA 6.1, ISO/TS 16949 e do meio ambiente ISO 14001.

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