Mecânica Online
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Edição 37 - Janeiro de 2003
Conteúdo básico

E O OSCAR VAI PARA...
Eleitos os melhores no Prêmio
Imprensa Automotiva 2002 da Abiauto
O nacional Fiat Stilo, o popular Ford Fiesta, o importado Mercedes-Benz Classe E, a picape Ford Ranger e o utilitário esportivo Jeep Cherokee Sport receberam o Prêmio Imprensa Automotiva 2002, em eleição realizada por 35 jornalistas especializados de todo o Brasil.

A Abiauto (Associação Brasileira da Imprensa Automotiva) realizou pelo quarto ano consecutivo, a mais representativa eleição da indústria automobilística: o Prêmio Imprensa Automotiva 2002.

Um júri composto por 35 jornalistas especializados em carros, representando jornais, revistas, sites e emissoras de rádio e televisão de todo o Brasil, elegeu os melhores carros do ano nas categorias Nacional, Importado, Picape, Utilitário Esportivo e Popular.

Entre os 26 carros finalistas das cinco categorias da premiação, foram eleitos: Nacional, Fiat Stilo com 20 votos;
Popular, Ford Fiesta, com 29 votos;
Importado, Mercedes-Benz Classe E, com 21 votos;
Picape, Ford Ranger, com 30 votos;
e, Utilitário Esportivo, Jeep Cherokee Sport, com 19 votos.

Os demais colocados (segundo e terceiro lugar) em cada categoria foram os seguintes: Nacional, Ford Fiesta com 9 votos, terceiro, Volkswagen Pólo, com 5 votos; Popular, Volkswagen Polo, com 4 votos e Fiat Palio com 2 votos; Importado, Alfa Romeo 147 e Citroën C5 empatados com 5 votos e Peugeot 307 com 4 votos; Picape, Strada, com 2 votos, e Chevrolet S10 e Mitsubishi L200 com 1 voto; e, Utilitário Esportivo, Mitsubishi Pajero TR4, com 10 votos e BMW X5 com 4 votos.

A eleição final, como no ano passado, foi feita individualmente e pessoalmente pelos 35 jornalistas que compõem o júri e que vieram a São Paulo especialmente para essa eleição. O resultado da votação e a premiação foram divulgados no mesmo dia.

Os 26 veículos finalistas ao Prêmio Imprensa Automotiva 2002, nas categorias Nacional, Importado, Picape, Utilitário Esportivo e Popular, foram escolhidos durante a realização do Salão do Automóvel, dia 9 de outubro em São Paulo.

Participaram da eleição final os seguintes veículos: Carro Nacional: Ford Fiesta, Fiat Stilo, Citröen Picasso, Volkswagen Polo, Toyota Corolla e Ford Focus. Carro Importado: Alfa Romeo 147, Audi A4, Citroën C5, Mercedes-Benz Classe E e Peugeot 307. Picape: Chevrolet S10, Fiat Strada, Ford Ranger, Toyota Hilux e Mitsubishi L200. Utilitário Esportivo: Mitsubishi Pajero TR-4, BMW X5, Jeep Cherokee Sport, Audi Allroad e Toyota RAV 4. Popular: Ford Fiesta, Peugeot 206, Renault Clio, Volkswagen Polo e Fiat Palio.

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ANO NOVO, QUE TAL CARRO NOVO?!
Como comprar um carro usado com 'segurança'
Comprar ou vender carro usado sempre foi uma complicação. Além da consulta à internet, anúncios e classificados, você perde horas pendurado no telefone, atendendo interessados ou visitando os veículos de sua preferência. Além disso, tem que tomar uma série de precauções para não comprar um carro roubado ou cair no conto do vigário e ser enganado.

               O primeiro passo para quem vai comprar um carro é checar a autenticidade dos documentos. Confira dados como os números do chassi, placa, nome do proprietário, tipo de combustível, etc. Desconfie e jamais aceite cópias de documentos, mesmo que sejam autenticadas por órgãos de trânsito.

Verifique no documento se existe alguma restrição à venda, identificadas através de expressões como "Alienação Fiduciária" ou "Reserva de Domínio". Quando um carro é financiado, ele pertence à financeira e só pode passar para o nome do comprador após a quitação completa de todas as prestações. A expressão "Sem Reserva" indica que não há impedimentos à transferência da propriedade do veículo.

Fique ligado: alterações na potência do motor, tipo de combustível, pintura, carroceria ou outros equipamentos precisam ser homologados no Detran e devem constar no documento.

Veja na placa se o carro está registrado (licenciado) em seu município e se quem o está vendendo é realmente o proprietário. A transferência de veículos de outras cidades exigirá mais custos, burocracia e documentações, como certidões negativas para checagem e posterior licenciamento.

Observe se o número do chassi (gravado perto do motor, nos vidros e na carroceria) bate com o do certificado do veículo. Veja se esses números estão adulterados ou com sinais de terem sido regravados. Os números e letras da gravação na chapa devem estar alinhados, com espaços regulares e contornos uniformes.

Mesmo que esteja tudo ok até agora, não feche ainda o negócio. Anote o nome do proprietário, número do Renavan, placa, ano-modelo e a cor do veículo para levantar o mais rápido possível o histórico do carro (multas, bloqueios de IPVA, alienação ou se este figura na lista de roubados). Isso pode ser feito por despachantes, diretamente no Departamento de Trânsito ou ainda nos sites do Detran (www.detran.sp.gov.br), da Secretaria de Segurança Pública (www.seguranca.sp.gov.br) e da Secretaria da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br).

Feito tudo isso, é hora de verificar o carro em si. Primeiro, verifique se o veículo traz todos os equipamentos obrigatórios de segurança exigidos pelo Código de Trânsito:

1) Extintor de incêndio;
2) Macaco;
3) Triângulo de sinalização;
4) Chave de roda;
5) Cintos de segurança;
6) Estepe mecânicos

Depois, é hora de verificar como se encontra a mecânica do pretendido....

CHECK-UP PRÉVIO DO VEÍCULO - Quando você se interessar por um veículo usado, é recomendável fazer uma pré-avaliação para verificar seu estado geral. Aqui vão algumas dicas simples, que podem ajudá-lo a descobrir se aquela mosca branca que você achou nos classificados não é, na realidade, um verdadeiro mico preto!

É importante lembrar que depois, de qualquer forma, é indispensável consultar um mecânico de confiança para fazer uma verificação mais apurada e profissional. As dicas a seguir servem apenas para identificar, logo de cara, casos em que não vale a pena prosseguir com o negócio:

1. Inspecione o veículo sempre à luz do dia e na rua. Evite garagens, locais apertados, escuros ou dias chuvosos.

2. Procure por ondulações, marcas ou bolhas de ferrugem na lataria. Respingos de tinta ou pintura brilhante pode camuflar uma eventual batida.

3. Fique atento a buracos ou ferrugem escondidos sob a pintura, passando um imã sobre um pano na lataria. Onde houver massa plástica, o imã se desprenderá da chapa.

4. Cheque com atenção os vãos, folgas e encaixes de capô, portas, porta-malas. Desalinhamentos podem denunciar reparo recente ou uma eventual colisão.

5. Confira a distância das rodas em relação às abas dos pára-lamas. Veja se os eixos (dianteiro e traseiro) estão perfeitamente alinhados em relação à carroceria.

6. Ligue o motor e dê algumas aceleradas. Batidas metálicas fortes no bloco denunciam graves problemas em peças internas e necessidade de desmontagem ou retífica.

7. Enquanto acelera olhe o escapamento. Fumaça em excesso ou cano de escape sujo de óleo indica má vedação dos anéis ou motor com vida útil muito curta.

8. Verifique a cor da água no radiador ou no reservatório de expansão do sistema de refrigeração. Sinal de ferrugem ou de óleo pode indicar corrosão acelerada ou ainda vazamentos internos no motor ou no cabeçote.

Se o carro for aprovado, é hora de partir para os trâmites legais.

Fonte: Detran/Procon/Banco Central/Abac

ANO NOVO, QUE TAL CARRO NOVO?!
Procedimentos burocráticos na compra do usado

Carro aprovado, é hora de concretizar a transação. Pelas normas atuais o documento de transferência do veículo só pode ser assinado em cartório, pelo atual dono e pelo comprador, no ato do reconhecimento da assinatura. Esse recibo deverá ser autenticado e posteriormente entregue ao Departamento de Trânsito. O novo proprietário tem 30 dias para fazer essa transferência.

Como a negociação envolve um valor elevado, para maior segurança tanto do comprador quanto do vendedor, o pagamento deve ser feito com cheque visado ou cheque administrativo (de banco para banco), nominal, e entregue apenas no ato da assinatura do recibo em cartório.

Tire duas cópias autenticadas do recibo de transferência e fique com uma delas para recorrer de eventuais infrações cometidas pelo proprietário anterior antes da data da venda. O mesmo é válido para quem está vendendo o veículo, para não responder por atos e infrações do novo dono.

Envie a outra cópia para o Detran. Com o atual sistema de pontuação do novo Código de Trânsito é importante comunicar logo a transação e a mudança de proprietário. Com isso, quem está comprando (ou vendendo) o carro se isenta de multas, do acúmulo de pontos na carteira e da responsabilidade em eventuais acidentes a partir da data da venda.

Confira, a seguir, os documentos que você deve exigir na hora da compra e o que você precisa para fazer a transferência de propriedade

DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS - O carro e o proprietário devem ter toda a documentação em dia e em ordem. Exija os seguintes documentos na hora da compra:

1) Comprovante atual do pagamento do IPVA, além das cópias dos comprovantes dos dois anos anteriores.
2) Comprovante atual de pagamento do Seguro Obrigatório.
3) Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos.
4) Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido e com firma reconhecida.
5) Quarta via de importação, no caso de veículos estangeiros.

DOCUMENTOS PARA TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE - Para transferir o veículo para o seu nome, sem que haja alteração de placas, o Detran exige os seguintes documentos:

1) Comprovantes do pagamento do IPVA atual (e de dois anos anteriores), do seguro obrigatório e de multas pendentes.
2) Certificado de Registro e Licenciamento do veículo.
3) Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido e com firma reconhecida.
4) Cópias da Carteira de Identidade e do CPF.
5) Comprovante de residência (conta ou extrato bancário, confirmando endereço).
6) Decalque do número do chassi do veículo.

PARA TRANSFERIR A PLACA DO CARRO - Caso o veículo esteja emplacado em outra cidade ou Estado, para a transferência de propriedade, além dos itens acima será preciso acrescentar os seguintes documentos:

1) Prontuário ou histórico do carro.
2) Certidão Negativa de Multa (do município de origem do veículo).
3) Certidão Negativa de Furto/Roubo (caso de veículo com origem em outro Estado).
4) Comprovantes do pagamento do IPVA
5) Licenciamento do veículo com seguro obrigatório.
6) Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido e com firma reconhecida.
7) Vistoria obrigatória nos postos do Detran e decalque do chassi.

OUTRAS DICAS IMPORTANTES - Desconfie dos classificados de carros ou de veículos de consórcios anunciados apenas com telefone celular e/ou com preços e condições de pagamento vantajosos.

Antes de ver o carro, certifique-se de que está falando com o proprietário e não com um intermediário. Informe-se sobre o local onde está o veículo, conheça o seu dono e experimente o carro. Tome cuidado com veículos pertencentes a empresas, pois estes podem estar comprometidos como garantia de dívida, ou com comerciantes não-estabelecidos, que não têm nenhum compromisso com o comprador.

Na compra em lojas ou revendas exija que o vendedor discrimine na nota fiscal o estado de conservação e eventuais problemas do veículo. Alguns estabelecimentos costumam emitir uma nota fiscal ou recibo contendo a expressão "Venda no Estado", o que significa que o veículo não está em perfeitas condições.

No caso de pessoas físicas, fique atento se o proprietário não estiver presente, porque quem está vendendo o veículo pode ser um intermediário ou comerciante de carros ou mesmo estelionatário, e causar complicações posteriores.

Importante: a compra de um veículo diretamente de outra pessoa física (no caso de um particular) não tem amparo no Código de Defesa do Consumidor, deixando o comprador desprotegido. Portanto verifique bem o carro antes de adquiri-lo, porque depois você não terá como exigir seus direitos.

Já o veículo comprado em lojas ou concessionárias conta com uma garantia prevista em lei (estabelecida pelo Código de Defesa do Consumidor) de 90 dias sobre eventuais defeitos que vierem a ocorrer após a sua aquisição. Se os problemas não forem perceptíveis, a reclamação poderá ser feita a partir de sua constatação, obedecendo ao mesmo prazo de três meses. O Procon pode ser contatado, em qualquer parte do país, pelo telefone: 1512.

Além dessa garantia legal prevista pelo Código do Consumidor, a loja ou concessionária poderá conceder uma garantia própria, que não é obrigatória. Mas ela deve ser fornecida por escrito, incluindo as regras e as condições de cobertura.

CONSÓRCIOS - CUIDADOS ESPECIAIS - Veja os cuidados a serem tomados ao comprar veículos vinculados a empresas de consórcio:

1) No caso de carro adquirido por pessoa física integrante de grupo de consórcio, faça antes um levantamento das parcelas pagas pelo proprietário para saber o valor real a ser dado como pagamento do veículo. Peça todos os carnês com as respectivas prestações quitadas e depois confirme com a empresa de consórcio.
2) Levante a existência de eventuais dívidas e pendências do consorciado com o seu grupo, para que possam ser regularizadas ou abatidas do preço do veículo. A transferência do nome do titular do contrato, para maior segurança, deve ser feita dentro da própria empresa de consórcio.
3) Ao adquirir qualquer cota de consórcio dê preferência pelos consórcios nacionais de rede autorizada, vinculados à fábrica, que contam com a garantia de entrega do veículo pela montadora.
4) Antes de fechar qualquer negócio com veículos em consórcios faça um levantamento sobre eventuais reclamações que possam existir contra a empresa no Procon de sua cidade.
5) Verifique também se a empresa de consórcio tem operação autorizada e se está registrada no Banco Central (0800-992345, em São Paulo). Veja também os telefones do órgão em outros Estados. (LINK)

Fonte: Detran/Procon/Banco Central/Abac

DESFAZENDO O MITO
Carro blindado não tem performance prejudicada
A Gepco realizou comparativos entre um Subaru Impreza Turbo blindado com o vidro mais leve do mercado e um convencional. Resultados mostram performance praticamente idêntica entre os dois carros

"O motorista 'leigo' não percebe a diferença. Nós, pilotos profissionais, que temos outra sensibilidade ao dirigir, notamos pequenas variações". Esta foi a opinião do piloto Tino Viana, vice-campeão brasileiro de rali de velocidade em 2002, que participou dos testes comparativos de desempenho entre um carro blindado e um convencional promovidos pela Gepco no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Foram realizados cinco tipos de testes - aceleração, retomada, slalom, desvio e frenagem.

A Gepco teve como parceiras, no evento, a montadora Subaru e a blindadora Safety Life. O principal objetivo da empresa era desmistificar a teoria que todo veículo blindado tem sua performance prejudicada, pelo elevado peso dos vidros e mantas balísticas. No final, foram feitos ataques balísticos ao pára-brisa do carro blindado e na porta avulsa de um Vectra, com armas de calibre 38, nove milímetros e Magnum 357. O especialista e consultor balístico Creso Zanotta atirou nos vidros.

Os testes de desempenho foram feitos com dois carros da mesma marca e modelo, o Subaru Impreza WRX Turbo, e organizados pelo Centro de Pilotagem Roberto Manzini, atualmente comentarista de automobilismo do canal a cabo ESPN Brasil. O carro blindado, cujo peso é de 1.551 kg, foi equipado com o vidro CrystalGard High Performance, de 17mm, o mais leve do mercado, fabricado pela Gepco desde o início deste ano.

Já o Subaru convencional pesa 1.409 kg (a diferença é de 142 kg). Além de Tino, os testes contaram com o piloto Giuliano Losacco, da Stock Car Light. "Realmente, as diferenças entre os dois carros são quase imperceptíveis. No teste de arrancada, por exemplo, o veículo blindado 'segura' mais no chão", opinou Losacco, de 18 anos.

De acordo com Gerson Branco, diretor-presidente da empresa, os comparativos atingiram plenamente os objetivos da empresa. "Os números das avaliações realizadas em Interlagos comprovam que o desempenho do carro blindado não foi comprometido e ratificam a alta qualidade do nosso produto, que é até 27% mais leve que os vidros existentes no mercado", disse. "O CrystalGard HP é resultado de muita pesquisa dos profissionais da Gepco na área de laminação de termoplásticos e rapidamente conquistou uma fatia significativa do segmento no país, que hoje chega a 10%".

Evolução dos vidros blindados no Brasil

Gerson Branco fez uma rápida explanação aos jornalistas e demais convidados das empresas envolvidas sobre a evolução dos vidros blindados no Brasil. Até o início da década de 90, a maioria dos vidros que equipavam os carros blindados no país tinha 40 milímetros de espessura e peso de 108 quilos por metro quadrado.

Com isso, o carro podia acrescentar ao seu peso quase 600 kg, entre vidro e proteção opaca feita em aço. Em meados da última década, a Gepco desenvolveu um vidro de 21 milímetros, com a mesma capacidade de retenção balística (nível III-A) - resistente à bala de pistolas 9mm e revólveres até calibre 44 - e metade do peso do vidro existente no mercado, pois tinha uma camada de policarbonato, termoplástico de alta absorção energética, portanto era mais leve.

"O CrystalGard HP de 17 milímetros, que chegou ao mercado este ano, é a evolução dos vidros blindados no país, pois foi desenvolvido com duas camadas de policarbonato, que o torna mais leve e resistente. Com este produto, estamos ratificando nossa posição de líderes do segmento no país, que nos últimos cinco anos cresceu em média 30% ao ano, índice raramente alcançado em outros setores da economia", lembrou.

Rogério Garrubo, diretor da Safety Life, destacou que uma blindadora precisa de um bom projeto para executar bem o seu trabalho. "Estes testes que realizamos em Interlagos confirmam que um carro blindado com produtos de alta qualidade, como os vidros CrystalGard HP, sai da blindadora como um modelo standard que deixa uma concessionária", afirmou.

Para Marcelo Marques, diretor do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, que já fez inúmeros cursos de direção defensiva para executivos, donos de carros blindados, o avanço das tecnologias usadas nos vidros blindados e em materiais opacos é muito importante para este segmento. "Os resultados destes testes realmente me surpreenderam. Esperava diferenças muito maiores nos números. Além disso, a diferença de peso entre o Subaru convencional e o blindado é pequena, de apenas 142 quilos, se comparada a de outros carros blindados", completa.

Números dos testes

Antes dos testes, os dois carros foram pesados pelo Centro de Pilotagem na antiga reta dos boxes de Interlagos, local do evento. O Impreza blindado apresentou 1.551 kg e o convencional, 1.409 kg.

A diferença (142 kg) representa um acréscimo de apenas 10% no peso do carro blindado, entre vidros e a proteção opaca. Esta última era o YellowGard, manta balística que também é fabricada pela Gepco e tem como matéria-prima o kevlar, material produzido pela DuPont.

Nos testes de aceleração, de 0 a 100 km, a performance dos dois carros foi praticamente idêntica na pilotagem de Tino Viana, enquanto Giuliano Losacco mostrou que o blindado foi apenas 8% mais lento. Na retomada de velocidade, Losacco conseguiu ser mais rápido com o blindado. Os dois pilotos apresentaram menos de 10% de diferença no teste do slalom. A quarta amostragem, o "Teste do Alce" (desvio), também não mostrou diferenças significativas, enquanto que no último teste, de frenagem, as marcas foram quase iguais.

Os resultados dos cinco testes comparativos realizados com os Subaru Impreza WRX Turbo são os seguintes:

1- Aceleração - Nesta avaliação, foram comparados o peso e a potência dos carros, que foram exigidos quanto ao trabalho e a força do motor na transferência do peso do veículo sobre as rodas.
Veja os tempos de 0 a 100 km/h:
- carro convencional (média das três passagens) Tino Viana: 7,6 seg Giuliano Losacco: 6,7 seg
- carro blindado (média das três passagens) Tino Viana: 7,5 seg Giuliano Losacco: 7,2 seg

2- Retomada - Neste teste, o carro passava pelo primeiro radar a 40 km/h em quarta marcha e percorria 300 metros até cruzar o segundo radar. O objetivo era verificar a maior velocidade atingida pelos veículos.
- carro convencional (média das três passagens) Tino Viana: 77,6 km/h Giuliano Losacco: 72,6 km/h
- carro blindado (média das três passagens) Tino Viana: 59,6 km/h Giuliano Losacco: 76 km/h

3- Slalom - Os carros superavam em zigue-zague oito cones distantes oito metros um do outro. O objetivo era verificar a agilidade do carro e a transferência de peso do veículo. Veja os tempos médios:
- carro convencional Tino Viana: 25,4 seg Giuliano Losacco: 26,1 seg
- carro blindado Tino Viana: 27,8 seg Giuliano Losacco: 26,9 seg

4- Desvio - Neste exercício, conhecido por "Teste do Alce", foram verificadas as velocidades que o carro blindado e o convencional atingiriam ao percorrer um trecho de 30 metros, mas executando um desvio repentino feito com cones, retornando sua trajetória anterior e passando entre dois cones. A avaliação foi feita em quatro velocidades máximas - 40, 60, 80 e 100 km/h.
- carro convencional
Tino Viana: 34, 54, 73 e 85 km/h (com derrubada de um cone)
Giuliano Losacco: 36, 60, 77 (com derrubada de um cone) e 92 km/h (com derrubada de um cone)
- carro blindado
Tino Viana: 40, 46, 77 e 92 km/h
Giuliano Losacco: 41, 55, 74 e 88 km/h (com derrubada de dois cones)

5- Frenagem - Esta avaliação mostrou a distância de parada dos carros em três velocidades: 80, 100 e 120 km/h. Confira os números:
- carro convencional
Tino Viana: 29m a 80 km/h, 44m a 100 km/h e 59m a 120 km/h
Giuliano Losacco: 23m a 80 km/h, 37m a 100 km/h e 53,5m a 120 km/h
- carro blindado
Tino Viana: 24m a 80 km/h, 37m a 100 km/h e 62m a 120 km/h
Giuliano Losacco: 25m a 80 km/h, 38m a 100 km/h e 52m a 120 km/h

BARATO HOJE, CARO AMANHÃ
Mistura de combustíveis: quando o barato sai caro
Distribuidoras alertam sobre o prejuízo causado pelos chips e rabos de galo

Pernambuco é o campeão brasileiro de falsificação de combustíveis. O percentual impressiona: 20,3% dos postos vendem gasolina adulterada. Quem tem carro à álcool deve se preocupar ainda mais, afinal 31,3% dos revendedores adicionam água ao produto.

Os números são oficiais da ANP, Agência Nacional de Petróleo, que junto com as distribuidoras, passaram a investir pesado nos últimos anos, para tentar reverter este quadro. A ANP intensificou a fiscalização e as distribuidoras gastaram milhões de reais para ter um controle de qualidade mais rigoroso. Tanto que qualidade de gasolina virou peça de marketing para as empresas, na tentativa de ganhar o consumidor.

O fechamento do cerco, no entanto, não impede que muita gente continue dirigindo com misturas que não fazem nada bem ao carro. Atualmente os motoristas mais desinformados podem cair em duas novas armadilhas: a troca do chip original da injeção de combustível, por outro que converte a gasolina em álcool; e o rabo-de-galo, que consiste em misturar álcool e gasolina direto no tanque.

A troca do chip original custa, em média, R$ 250 e permite que o motorista encha 80% do tanque com álcool e o restante com gasolina. O problema é que este procedimento é clandestino, sem autorização da Anfavea -Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos.

Como é uma prática ilegal, que não obedece a nenhum padrão de qualidade, as oficinas que realizam o serviço não oferecem garantia para os defeitos que podem surgir. Um carro à gasolina tem o motor produzido com componentes metálicos e não está preparado para entrar em contato com a água. O álcool hidratado contém 7,4% de água. A gasolina tem 25% de sua composição à base de álcool anidro.

Prejuízo - Com esta mistura o que acontece dentro do veículo é a separação química, entre álcool e gasolina. "Como é mais pesada a gasolina vai para o fundo do tanque", explica o assessor técnico da Ipiranga, Marcelo Gonçalves. Este efeito reduz a potência do motor, que para continuar tendo o desempenho previsto é maisexigido e consome mais.

Já o rabo-de-galo é uma mistura, em partes iguais, entre álcool e gasolina, direto no tanque. Uma improvisação também completamente estranha ao motor do carro. Como ele é feito na hora, e a pedido do próprio dono do veículo, é impossível de proibir, ou controlar.

Tanto o rabo de galo, quanto a utilização do chip, comprometem o sistema de injeção e a bomba de gasolina, causando prejuízos bem altos aos proprietários. Num carro popular, por exemplo, o motorista pode ter que desembolsar até mil reais, num caso de troca das peças danificadas.

Os problemas causados pelo combustível híbrido, no entanto, não acabam por aí: as partes metálicas do sistema de alimentação sofrem com a corrosão e os bicos injetores se desgastam mais depressa. O tempo de vida útil do motor pode ser reduzido em 90%, pois a retifica, que é feita a cada 100 mil quilômetros, precisa ser feita a cada 10 mil", diz o gerente de vendas de varejo Nordeste da Shell, Mário Reis.

Reis admite que o melhor remédio é trabalhar para conscientizar o consumidor, alertando que a esse tipo de economia pode virar um grande prejuízo. "Depois vai gastar muito com manutenção", avisa.

SUA SEGURANÇA
Mitos atrapalham o uso do cinto de segurança

Embora seja obrigatório por lei, e por isso passível de punição com multa e apreensão do veículo, o uso do cinto de segurança no Brasil ainda enfrenta resistência em diferentes situações.

Nas estradas, praticamente 100% dos motoristas e passageiros do banco dianteiro agem corretamente – o que não ocorre na mesma proporção em relação aos que viajam no banco traseiro. Mas é na cidade que a legislação deixa de ser cumprida por um significativo número de motoristas. Inúmeros mitos tentam justificar a atitude errônea, embora os fatos, baseados em estatísticas, indiquem o contrário. Veja alguns exemplos:

Mito: “Eu não preciso usar o cinto de segurança quando dirijo em baixa velocidade, nem quando faço pequenos percursos.”
Fato: Em cada quatro acidentes, três ocorrem dentro de uma distância de 40 km de casa. O número de acidentes registrados nas ruas das cidades é extremamente mais elevado do que aqueles ocorridos em rodovias.

Mito: “Eu não quero ser apanhado numa armadilha pelo cinto de segurança. É muito melhor estar livre quando ocorre um acidente.”
Fato: A chance de morrer é 25 vezes maior se você for lançado para fora do veículo. O cinto de segurança evitará que você seja arremessado através do pára-brisa e atirado contra um muro, árvore ou poste, seja colhido por outro veículo ou, ainda, arrastado pelo chão. Se estiver usando o cinto, muito provavelmente estará consciente depois do acidente, para se livrar e ajudar outros passageiros.

Mito: “Mulheres grávidas não devem usar cinto de segurança.”
Fato: Segundo associações médicas, a mulher grávida e o feto estarão mais protegidos com o cinto. Deve-se apenas observar se a presilha do cinto está o mais baixo possível, sobre a pélvis.

Mito: “Eu não preciso usar o cinto de segurança porque sou um bom motorista.”
Fato: Não importa que você seja bom motorista. Você não poderá controlar o outro carro, que vem em sua direção, como resultado de uma falha mecânica. E também não há nenhuma forma de protegê-lo de um mau motorista.

Mito: “Não preciso do cinto porque, em caso de acidente, posso me proteger com meus braços.”
Fato: A 50 km/h, o impacto no motorista ou nos passageiros é violento. Não há maneira de se proteger com braços ou pernas. A força do impacto à velocidade de apenas 15 km/h é equivalente à força do impacto de um saco de cimento de 90 kg caindo da altura do primeiro andar de um edifício.

Mito: “Muitas pessoas podem ficar ofendidas se eu pedir a elas que coloquem o cinto de segurança.”
Fato: Pesquisas indicam que a maioria das pessoas colocaria prontamente e de boa vontade o cinto de segurança se você, motorista, assim solicitasse.

Mito: “Eu absolutamente não acredito que um acidente irá acontecer comigo.”
Fato: Todos nós motoristas devemos esperar estar envolvidos em um acidente a cada dez anos. Uma em cada 20 pessoas sofrerá um sério acidente e, a cada 60 acidentes, pelo menos um terá uma vítima fatal.

Mito: “Eu posso bater a cabeça no pára-brisa enquanto estiver com o cinto de segurança. Por isso, não há nenhuma forma em que o equipamento possa me ajudar em caso de acidente.”
Fato: Os cintos de segurança são projetados e desenhados de forma a permitir que se possa mover livremente. Eles têm um dispositivo que trava o cinto no momento de uma freada brusca e evita assim que você venha a bater a cabeça ou seja arremessado para fora do veículo. O cinto está sempre pronto para ajudá-lo – e da melhor maneira possível.

Você conhece regras de trânsito?Você conhece regras de trânsito?

A resistência de muitos motoristas não se resume apenas ao uso do cinto de segurança. Resultado de décadas de uma cultura de impunidade em relação aos crimes de trânsito, boa parte deles ainda dirige de qualquer jeito e faz o quem bem entende sem levar em conta as novas regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro, que ataca os imprudentes onde dói mais: no bolso.

Confira a seguir exemplos e atitudes que identificam o bom e o mau motorista e veja em qual você se enquadra:

Preferência: em vias sem sinalização específica, tem preferência quem está transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente de auto-estrada; quem estiver circulando uma rotatória e quem trafegar pela direita do condutor nos demais casos.

Circulação: na maioria das vezes, a circulação de veículos pelas vias públicas deve ser feita pelo lado direito. Ao deslocar-se lateralmente, para trocar de pista ou fazer uma conversão à direita ou à esquerda, é necessário sinalizar com bastante antecedência sua intenção – e nunca em cima da hora, cena comum hoje em dia em São Paulo.

Ultrapassagem: a menos que haja sinalização que permita a manobra, jamais deve ser feita uma ultrapassagem sobre pontes ou viadutos, travessias de pedestres, passagens de nível, cruzamentos ou em suas proximidades, trechos sinuosos ou aclives sem visibilidade e nas áreas de perímetro urbano das rodovias.

Velocidade máxima: a permitida para cada via normalmente é indicada por meio de placas. Mas, quando não existir, vale o seguinte: 80 km/h nas vias de trânsito rápido; 60 km/h nas vias arteriais; 40 km/h nas vias coletoras; e 30 km/h nas vias locais.

Luzes e faróis: o uso de luzes e faróis deve obedecer aos seguintes critérios: luz baixa à noite ou no interior de túneis sem iluminação pública durante o dia; luz alta nas vias não-iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo; luz alta e baixa (intermitente) por curto período de tempo para advertir outros motoristas da sua intenção de fazer ultrapassagem ou quanto à existência de perigo para quem trafega em sentido oposto; lanterna sempre sob chuva, neblina, à noite e quando o veículo estiver estacionado para embarque, desembarque, carga ou descarga; pisca-alerta em imobilizações ou em situação de emergência; e luz de placa quando em circulação, à noite. Se você tem em mente e segue estas regras, é bom motorista. Caso contrário, uma reciclagem sobre seus conhecimentos das leis de trânsito é o melhor remédio.

Código prevê apreensão do carro

Especial para o Diário

O Código de Trânsito Brasileiro dividiu as infrações em gravíssimas, graves, médias e leves, além de implementar sistema de pontos (máximo de 20) cumulativos no caso de reincidência que prevê inclusive a suspensão da habilitação pelo período de até um ano.

Os valores das multas são em UFIR (unidade fiscal extinta, mas com valor congelado em dezembro de 2000 em R$ 1,06401). As gravíssimas têm valor de 180 UFIR. Contudo, dependendo do caso, pode ser triplicada ou até multiplicada por cinco nas ocorrências mais sérias. Você sabia que:

Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes de trânsito resulta em multa de 180 UFIR vezes cinco (R$ 957,60)?

Dirigir alcoolizado, com concentração no sangue superior a 6 dg/l, também custa 180 UFIR vezes cinco, além de ter suspenso o direito de dirigir e pegar de seis meses a 3 anos de detenção?

Conduzir agressivamente em relação a pedestres e outros veículos implica em multa também de 180 UFIR, suspensão do direito de dirigir, retenção do veículo e recolhimento da habilitação?

Não usar o cinto de segurança é uma multa grave, com valor de 120 UFIR (R$ 127,68) e pode resultar na apreensão do automóvel?

As infrações gravíssimas correspondem a sete pontos; as graves a cinco; médias, a quatro; e as leves, a três pontos?

Se você não sabia das penalidades do CTB, seus conhecimentos estão deixando a desejar e podem resultar em surpresas extremamente desagradáveis.

A resistência de muitos motoristas não se resume apenas ao uso do cinto de segurança. Resultado de décadas de uma cultura de impunidade em relação aos crimes de trânsito, boa parte deles ainda dirige de qualquer jeito e faz o quem bem entende sem levar em conta as novas regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro, que ataca os imprudentes onde dói mais: no bolso.

Confira a seguir exemplos e atitudes que identificam o bom e o mau motorista e veja em qual você se enquadra:

Preferência: em vias sem sinalização específica, tem preferência quem está transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente de auto-estrada; quem estiver circulando uma rotatória e quem trafegar pela direita do condutor nos demais casos.

Circulação: na maioria das vezes, a circulação de veículos pelas vias públicas deve ser feita pelo lado direito. Ao deslocar-se lateralmente, para trocar de pista ou fazer uma conversão à direita ou à esquerda, é necessário sinalizar com bastante antecedência sua intenção – e nunca em cima da hora, cena comum hoje em dia em São Paulo.

Ultrapassagem: a menos que haja sinalização que permita a manobra, jamais deve ser feita uma ultrapassagem sobre pontes ou viadutos, travessias de pedestres, passagens de nível, cruzamentos ou em suas proximidades, trechos sinuosos ou aclives sem visibilidade e nas áreas de perímetro urbano das rodovias.

Velocidade máxima: a permitida para cada via normalmente é indicada por meio de placas. Mas, quando não existir, vale o seguinte: 80 km/h nas vias de trânsito rápido; 60 km/h nas vias arteriais; 40 km/h nas vias coletoras; e 30 km/h nas vias locais.

Luzes e faróis: o uso de luzes e faróis deve obedecer aos seguintes critérios: luz baixa à noite ou no interior de túneis sem iluminação pública durante o dia; luz alta nas vias não-iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo; luz alta e baixa (intermitente) por curto período de tempo para advertir outros motoristas da sua intenção de fazer ultrapassagem ou quanto à existência de perigo para quem trafega em sentido oposto; lanterna sempre sob chuva, neblina, à noite e quando o veículo estiver estacionado para embarque, desembarque, carga ou descarga; pisca-alerta em imobilizações ou em situação de emergência; e luz de placa quando em circulação, à noite. Se você tem em mente e segue estas regras, é bom motorista. Caso contrário, uma reciclagem sobre seus conhecimentos das leis de trânsito é o melhor remédio.

Código prevê apreensão do carro - O Código de Trânsito Brasileiro dividiu as infrações em gravíssimas, graves, médias e leves, além de implementar sistema de pontos (máximo de 20) cumulativos no caso de reincidência que prevê inclusive a suspensão da habilitação pelo período de até um ano.

Os valores das multas são em UFIR (unidade fiscal extinta, mas com valor congelado em dezembro de 2000 em R$ 1,06401). As gravíssimas têm valor de 180 UFIR. Contudo, dependendo do caso, pode ser triplicada ou até multiplicada por cinco nas ocorrências mais sérias. Você sabia que:

Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes de trânsito resulta em multa de 180 UFIR vezes cinco (R$ 957,60)?

Dirigir alcoolizado, com concentração no sangue superior a 6 dg/l, também custa 180 UFIR vezes cinco, além de ter suspenso o direito de dirigir e pegar de seis meses a 3 anos de detenção?

Conduzir agressivamente em relação a pedestres e outros veículos implica em multa também de 180 UFIR, suspensão do direito de dirigir, retenção do veículo e recolhimento da habilitação?

Não usar o cinto de segurança é uma multa grave, com valor de 120 UFIR (R$ 127,68) e pode resultar na apreensão do automóvel?

As infrações gravíssimas correspondem a sete pontos; as graves a cinco; médias, a quatro; e as leves, a três pontos?

Se você não sabia das penalidades do CTB, seus conhecimentos estão deixando a desejar e podem resultar em surpresas extremamente desagradáveis.

Percy Faro - Diário On-line

HISTÓRIA DE ORIGEM E ACIDENTES
A história do automóvel no Brasil
O primeiro automóvel desembarcou no Brasil há exatos 111 anos. Foi em novembro de 1891, quando o navio de luxo Portugal, procedente da Europa, atracou no porto de Santos.

Era um modelo Peugeot, equipado com motor Daimler, movido a gasolina, de dois cilindros em V e 3,5 cv de potência máxima. Quem o trouxe: Alberto Santos Dumont (1873-1932), que retornava da França com a família. O Peugeot deixou o porto de Santos e seguiu direto para o palacete da alameda Nothman, esquina com alameda Cleveland, em São Paulo, onde Santos Dumont foi morar com seus pais e sete irmãos. Uma garagem foi construída, mas o carro não era visto pelas ruas. Tudo leva a crer que o então futuro pai da aviação tenha comprado o carro mais para estudar o motor do que para dirigi-lo.

A história do automóvel no Brasil é rica em detalhes interessantes e curiosos. A máquina de quatro rodas que substitui a tração animal pela mecânica mudou conceitos, transformou o cenário das grandes cidades, influiu no comportamento cultural da sociedade e alavancou a economia do país. Hoje, poucos conhecem essa história, que muito em breve, provavelmente será desconhecida das futuras gerações.

Ainda não existe a preocupação de resgatar a memória do automóvel, e as montadoras instaladas no país limitam-se a passos tímidos neste sentido. O pouco que ainda sobra está resumido em algumas literaturas, editadas pela iniciativa privada, como é o caso de O Século do Automóvel no Brasil.

A Brasinca, empresa que se insere na história da indústria automobilística brasileira desde a sua origem, acompanhou todas as fases do setor. Fundada em 1949, quando ocupava galpões alugados na avenida Henry Ford, no bairro paulistano do Ipiranga, consolidou-se gradativamente no mercado automobilístico.

Ao comemorar 40 anos, em 1989, a Brasinca achou por bem homenagear todos aqueles que lutaram para que a indústria automobilística nacional chegasse ao lugar de destaque que alcançou. Resgatar e registrar a memória do automóvel foi a forma encontrada pela empresa para prestar a homenagem, lançando O Século do Automóvel no Brasil, obra da qual extraímos os seguintes trechos:

“O jornalista José do Patrocínio trouxe o segundo automóvel para o Brasil. Assim como o Peugeot de Santos Dumont, o carro de Patrocínio, um Serpollet, movido a vapor, com motor de 8 cv e quatro cilindros em V, fora comprado na França, nos arredores de Paris. Causou espanto e admiração entre os transeuntes ao circular pelas ruas do Rio”.

“José do Patrocínio convidou diversos amigos para a estréia do automóvel, mas ninguém aceitou o desafio. Em nome da segurança, preferiram continuar andando de tílburi, puxado por burros e cavalos. Mas, em dado momento, um deles concordou com o jornalista. Tratava-se do poeta Olavo Bilac, que desejava aprender ‘a difícil arte de dirigir’. Os dois amigos marcaram um encontro, numa manhã de domingo, para colocar em prática a aventura.”

Acidentes começam no século 18 - O Século do Automóvel no Brasil conta que José do Patrocínio e Olavo Bilac saíram com o automóvel espalhando pânico entre os moradores da rua Olinda. Depois de atravessar a cidade alarmada, o Serpollet tomou o rumo da estrada da Tijuca. Bilac estava no comando e Patrocínio insistia para o poeta dar cada vez mais pressão no veículo. O inevitável para um motorista sem prática aconteceu numa curva: Olavo Bilac perde o controle da alavanca de direção, o carro bate numa árvore e depois despenca num barranco. Jornalista e poeta se salvam, mas o veículo fica inutilizado, tem perda total.

Ainda em meados de 1897, também no Rio de Janeiro, aconteceu o que talvez tenha sido o segundo acidente automobilístico ocorrido no Brasil. O industrial Álvaro Fernandes da Costa Braga, fundador da fábrica de chocolate e café Moinho de Ouro, importara um carro Benz, com motor monocilíndrico de 6 cv. Na parte traseira da carroceria, mandou instalar um pequeno moinho estilo holandês, de quatro pás, para fazer propaganda de seus produtos.

Como não sabia dirigir, Braga pediu ajuda a dois amigos – James Mitchell, que assumiu a alavanca de direção, e J.A. Byington, que se instalou dentro do moinho. Braga vai na boléia. Na praia de Botafogo, o trio cruza com um bonde puxado a burros, os quais se espantaram com as pás do moinho girando. Os animais empinam e partem pra cima do carro-propaganda. “Quando tentei sair dos escombros, o bonde estava atravessado na linha, diversas passageiras tinham desmaiado e o cocheiro português tentava convencer um dos burros que no moinho não podia ficar”, relembrou Byington tempos depois do acidente.

Até 1900 apenas quatro automóveis haviam sido importados para o Brasil. Os dois existentes em São Paulo, o de Santos Dumont e o de Tobias de Aguiar, quase não rodavam por causa das ruas estreitas com calçamento precário. Os outros dois que foram para o Rio de Janeiro viraram sucata. Portanto, o transporte continuava sendo feito por veículos de tração animal e as novidades ficavam restritas a umas poucas linhas de bondes elétricos.

São Paulo e Rio se transformam - O automóvel transformou São Paulo e Rio de Janeiro mais intensamente a partir dos anos 10 do século passado. Ruelas coloniais foram substituídas por avenidas, o que mudou o traçado viário das duas capitais. O Centro de São Paulo passou a acolher mansões de ricos fazendeiros e os imigrantes começaram a chegar cada vez em maior número para trabalhar em indústrias emergentes.

As importações de automóveis também cresceram rapidamente. A novidade tomou conta não apenas das ruas. A imprensa destacava o automóvel sempre como um grande assunto e até uma revista foi lançada utilizando o som característico das buzinas da época como título: Fon-Fon!

Em 1907, o automóvel já era destaque do carnaval carioca, surgindo nos anos seguintes o tradicional corso, com guerras de serpentina, confete e jatos de lança-perfume entre os foliões que desfilavam de carro pelas ruas centrais.

Nesta época o carro mudou o comportamento da sociedade até em relação aos trajes. Para dirigir, os homens usavam longas capas, bonés e óculos semelhantes aos de aviadores, enquanto as mulheres se vestiam como se fossem a um baile. Elas também usavam véus para proteger a pele contra o pó que os carros levantavam nas estradas de terra. No interior de São Paulo e do Rio de Janeiro foram abertas estradas para permitir maior circulação de mercadorias, favorecendo os centros produtores.

“Aos poucos as máquinas de quatro rodas movidas por motores a combustão vão deixando de ser objeto de luxo da elite para servir também a classe média. Fazendeiros do interior passam a transportar suas mercadorias nos pequenos caminhões Ford modelo T, cujas peças podem ser encontradas até em quitandas e botequins à beira das estradas”, publica O Século do Automóvel no Brasil.

Este capítulo da história do automóvel no cenário nacional que se refere à disponibilidade de peças já na primeira década do século passado nos remete aos dias atuais: a importância do pós-venda e da assistência técnica para determinar o sucesso ou o fracasso de uma marca no mercado. O Departamento de Peças e Serviço continua sendo um dos desafios, exigindo constantes investimentos tanto por parte da montadora como das concessionárias porque representam, antes de mais nada, a fidelidade do cliente.

No caso do Ford modelo T, este foi o grande segredo desvendado por Henry Ford. Um veículo produzido em escala suficiente para torná-lo, em termos de preços, acessível a um número cada vez maior de consumidores deveria obrigatoriamente ter o atendimento ao cliente como uma de suas principais armas. Henry conseguiu isso!

Percy Faro - Diário On-line

MACHISTA E NADA DEMOCRÁTICA

O acesso à internet ainda é bastante restrito, apesar dos incentivos dados por bancos e outras instituições para a compra de equipamentos. Atualmente, somente 17 % da população mundial tem acesso à internet.

No Brasil, ainda que o número de sites seja grande, o volume de internautas representa somente 10% da população brasileira. Os sites de e-commerce ainda são os de menor fluxo e os usuários são, em sua maioria, homens.

CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA

o 9,39% do total de internautas ativos brasileiros visitam sites ligados ao mercado automotivo.
o Em abril de 2002, 669 mil internautas domiciliares visitaram essas homepages.
o O site www.webmotors.com.br foi o preferido, visitado por cerca de 383 mil pessoas.
o Entre as montadoras, o site da Chevrolet foi o mais visitado, com 134 mil. A Fiat ocupa o segundo lugar, com 72 mil.
o 181 mil usuários acessam sites de montadoras.
o 548 mil usuários acessaram sites independentes

Fonte: Pesquisa IBOPE e.Ratings.com Abr./02

INTELIGENTE

É difícil encontrar quem discorde. Oferecer sempre mais para o cliente deve ser o objetivo de qualquer empresa. Aqueles que apostam no e-commerce defendem que as lojas virtuais representam a melhor maneira de levar para o público o máximo de informações, serviços e produtos e, com isso, alavancar vendas e novos consumidores.

Porém, as experiências mostraram que os clientes, sobretudo no mercado de reposição independente, buscam ainda mais - o contato com vendedor, uma vez que tanto varejistas quanto mecânicos prezam muito a liberdade de negociação. "O assédio aos clientes é sempre muito grande. Por isso não acreditamos em mudanças no hábito de compras em curto prazo. Além disso, o acesso e a aquisição de infra-estrutura para internet ainda não são ideais", comenta Eduardo Casimiro, gerente de marketing da Roles, cujo site fornece somente informações institucionais.

Porém não restam dúvidas de que os benefícios trazidos pela internet são saudáveis para qualquer empresa, principalmente se a rede é usada de forma racional e estratégica. Além de facilitar a comunicação entre funcionários e forne-cedores, agilizando negociações e possíveis evoluções, o uso inteligente da rede pode até mesmo alavancar as vendas sem "esfriar" o relacionamento entre vendedores e clientes, corrigir erros administrativos e redirecionar políticas comerciais. "Ainda que a cultura do e-commerce não esteja disseminada no nosso mercado, a internet tem sido muito útil para o desenvolvimento de nossa política comercial e, principalmente, para a evolução de nossos negócios", conta Casimiro.

A Roles foi a primeira a investir na informatização dos seus representantes. Hoje, é possível à empresa levar ao cliente toda a sua estrutura e estoque em tempo real. "Os principais benefícios conquistados com a informatização dos representantes são a velocidade e a segurança com que as operações comerciais são efetuadas.

A única preocupação do representante é com a atualização diária do estoque", explica Casimiro. Armados com um computador portátil, os representantes da Roles efetuam e transferem os pedidos imediatamente. "Inicialmente sentimos uma certa resistência de alguns representantes, inseguros diante da novidade. Porém, o manuseio do equipamento é extremamente fácil e, além disso, esses profissionais receberam treinamento e um CD-ROM de ajuda.

A idéia é mostrar que as atividades e resultados da equipe serão cada vez melhores", completa Casimiro. "O grande diferencial do nosso sistema é que o representante pode trabalhar offline, ou seja, não é necessário que ele se conecte quando está na loja do cliente", finaliza.

Assim como a Roles, a DPK também tem investido na informatização dos seus representantes, ao desenvolver uma linha interna de financiamento para ajudá-los na compra do equipamento. "Hoje 30% dos nossos representantes já possuem o computador, nossa meta é expandir o número de pessoas que tenham acesso online às informações da DPK", revela Alexandre Tauil.

Em busca da agilidade e excelência no atendimento, a Sama também disponibiliza um sistema que permite aos clientes rastrear de forma online seus pedidos em tempo real. "Ao equipar o representante com notebooks, aumentamos sua produtividade, já que eliminamos de bloco de pedidos e lista de preços", conta Rodrigo Carneiro, diretor comercial da empresa.

Paulo Poydo

CONHECENDO O ÓLEO IDEAL
Qual o óleo mais indicado para o motor do seu carro
A boa lubrificação é um dos aspectos mais importantes para a longevidade do motor. Usar óleos de boa qualidade e respeitar os prazos de troca que constam no manual do proprietário é fundamental.

Na hora de escolher o melhor lubrificante, é preciso saber não apenas o significado das siglas e dos números relacionados à viscosidade e ao nível de aditivos, mas também os tipos de óleo disponíveis. Confira o que cada um deles significa e qual é o tipo mais adequado para o motor do seu carro.

MINERAIS MULTIVISCOSOS: são os mais comuns no mercado. Adequados para motores convencionais de qualquer cilindrada, têm a viscosidade adaptada à temperatura de funcionamento do motor, atingindo os principais pontos de lubrificação com eficiência mesmo no inverno, quando há maior resistência ao escoamento do lubrificante pelas galerias de óleo.

Mas, com o tempo, provocam carbonização principalmente no cabeçote e nas sedes de válvula, caso não sejam usados aditivos especiais para evitar o problema.

SEMI-SINTÉTICOS: são os de base sintética e mineral, recomendados para motores mais potentes e que atingem um nível de rotação acima da média. Por terem menor quantidade de compostos de carbono mineral, provocam menos carbonização das câmaras de combustão, o que facilita a entrada e saída dos gases de admissão e escape, além de evitar problemas de batida de pino.

Outra propriedade desse tipo de óleo é a de formar uma película protetora nas paredes dos cilindros, diminuindo o atrito entre as partes móveis durante a partida.

SINTÉTICOS: são os mais caros, usados nos carros das categorias mais importantes do automobilismo mundial pela curva de viscosidade constante, independentemente da temperatura de funcionamento do motor, e por não provocarem carbonização. Também podem ser usados nos modelos esportivos com alta taxa de compressão ou nos turbinados.

Devem ser usados desde os primeiros quilômetros, por causa dos aditivos dispersantes, que desprendem a carbonização (o uso tardio pode entupir as galerias de óleo). O único problema em usá-los em carros convencionais é o desperdício de dinheiro.

Importante: Ao contrário do que muitos pensam, os óleos sintéticos NÃO SÃO os mais indicados para os carros 1.0, só porque estes trabalham em regime de alto giro. Para escolha do óleo, o que conta é o nível de potência e a taxa de compressão, e não a faixa de giro do motor. Portanto, carros econômicos pedem óleos também de preço mais acessível, como os minerais.

SAIBA O SIGNIFICADO DAS LETRAS E NÚMEROS
O número colocado antes da letra W (de winter, inverno em inglês) corresponde ao código da temperatura mínima que o óleo é capaz de suportar sem perder suas propriedades lubrificantes, e o número que vem em seguida está relacionado à temperatura máxima em que pode ser usado.

O número depois da letra W varia de 0 a 25. Quanto menor ele for, menor será a temperatura que ele suportará. O outro, fica entre 30 e 60, seguindo a mesma lógica: quanto maior ele for, maior será a temperatura a que ele irá resistir. Citando um exemplo: um óleo 0W30 vai lubrificar o motor com a mesma eficiência entre -60ºC e 300ºC (há uma tabela que indica a correspondência entre os números e a temperatura.

Já o nível de aditivos é medido pela norma API (American Petroleum Institute). Da seguinte forma: sempre depois da letra S existe uma outra letra correspondente à quantidade de aditivos. Quanto mais próxima da letra Z, maior será a quantidade de aditivos. Assim, um óleo API SJ terá mais aditivos do que um SE. Por isso é importante respeitar os códigos de óleo indicados pelo fabricante do carro, no manual do proprietário.

TUDO BEM, VOCÊ É UM ÓTIMO MOTORISTA...
Lançado sensor de proximidade que evita batidinhas

A Olimpus, maior fabricante de antenas automotivas da América Latina, está lançando a nova versão do Back Sonar, sensor de proximidade que facilita as manobras, principalmente dos veículos maiores como as Vans e Pick Ups, prevenindo as famosas batidinhas traseiras na hora de estacionar.

O lançamento da Olimpus ficou ainda mais eficiente e conta agora com três sensores que são ativados toda vez que a marcha a ré é engatada: conforme o veículo vai se aproximando do obstáculo, o motorista é alertado por um som de bip que fica dentro do veículo: a 90 centímetros do obstáculo, o bip do sensor começa a tocar. Com 60 centímetros, o som do bip aumenta a freqüência e perto dos 40 centímetros de distância, o sinal sonoro torna-se contínuo.

Fácil e rápido de instalar é imperceptível e não afeta o design do carro. Além dos veículos tipo Vans e Pick Ups, o Back Sonar pode ser instalado em qualquer carro, nacional ou importado.

O kit do Back Sonar é composto por três sensores de microondas, uma central eletrônica, um alimentador de 12 volts e o bip que emite o som de alerta.

Os sensores, no formato oval, são colados, um em cada uma das extremidades da traseira do veículo e, outro no meio.

São ligados à luz da ré. A central eletrônica pode ser instalada dentro do carro ou do porta-malas e o bip fica no interior do veículo.

O Back Sonar da Olimpus pode ser encontrado e instalado em todo o Brasil, nas melhores lojas de som e acessórios.

Mecânica Online & Agile Comunicação

NA HORA DA VIAGEM
Cuidados para fazer uma viagem segura
Os cuidados que você deve tomar, para fazer uma viagem sem sobressaltos no início do ano

As estatísticas da Polícia Rodoviária Federal mostram que grande parte dos acidentes ocorridos nas estradas federais ocorreram por defeitos nos veículos.

Nesta época, em que as férias se iniciam, o risco de acidentes, em função do grande movimento nas estradas, é muito grande, principalmente se o veículo não estiver em boas condições.

Por isso, antes de sair em férias com a família e viajar para aquele merecido repouso, faça uma checagem completa no carro, vistoriando os principais itens de segurança, como pneus, freios, amortecedores, luzes, limpador do pára-brisas etc.

Não se esqueça, uma boa viagem começa com todos usando o cinto de segurança e com atenção especial para as crianças.

Lugar de criança é no banco de trás - Mas esta não é a única recomendação que deve ser seguida. Crianças devem ser transportadas em cadeiras de segurança, de acordo com o seu tamanho e até 36 kg. Testes comprovam que a criança usando cadeira de segurança tem até 71% de chance de sobreviver em um acidente de carro. "A maioria das mortes e lesões que ocorrem com as crianças no carro pode ser prevenida, usando-se cadeiras e cinto de segurança corretamente", explica o Dr. Miguel Doherty, professor de cirurgia pediátrica e coordenador nacional do Criança Segura Safe Kids Brasil.

Por que as crianças estão em risco no trânsito - Os acidentes de trânsito, dentre as causas externas, são a causa-líder de mortes com crianças até 14 anos. Para se ter uma idéia, a cada ano, no Brasil, mais de 1.200 crianças passageiras morrem vítimas de acidentes de carro. Mesmo um motorista cuidadoso não pode controlar o comportamento dos outros ou eliminar a probabilidade de um acidente. E nessas ocasiões as crianças podem ser as maiores vítimas. Andar de carro sem proteção é o grande fator de risco para morte e lesões em crianças ocupantes de veículos.

Veja qual é o tipo de cadeira de segurança mais adequado ao peso e à idade de seu filho

1 - Bebês até 1 ano de idade que pesem até 9 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de costas para o movimento. Nunca coloque seu bebê no banco da frente do carro. A cadeirinha de segurança deve ficar de costas para o movimento.

2 - Crianças maiores de 1 ano que pesem entre 9 e 18 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de frente para o movimento. A cadeirinha deve ser colocada na posicão vertical.

3 - Crianças entre 18 e 36 kg devem usar suporte de segurança. Algumas crianças são crescidas demais para ocupar cadeirinhas de segurança, mas ainda não possuem tamanho suficiente para utilizarem somente o cinto. O suporte de segurança permite que o cinto de segurança do veículo ajuste-se corretamente à criança, ou seja, deve manter-se sobre os quadris e acima das coxas, passando confortavelmente pelo ombro. O suporte de segurança deve eleva a criança, posicionando corretamente o cinto de segurança.

4 - Mais de 36 kg. A maioria das crianças que pesam mais de 36 kg e com idade a partir de 10 anos pode usar o cinto de segurança de 3 pontos, sem suporte de segurança. Para que uma criança fique segura usando um cinto, ela deve ter altura suficiente para sentar-se e dobrar seus joelhos na a borda do assento sem deslizar. O cinto de segurança deve ser ajustado no ombro e nos quadris. Nunca coloque o cinto de 3 pontos por baixo do braço de seu filho nem por trás das costas.

Cuidados especiais também com o carro

Água e Óleo - O superaquecimento é um dos maiores inimigos do motor. Por isso, antes de viajar, observe os níveis de água e óleo. Para uma checagem perfeita, mantenha o carro em um terreno plano e com o motor frio.

O nível do óleo deve estar rigorosamente entre os limites máximo e mínimo da vareta de medição (em geral, são dois pequenos traços no final da vareta).

O Manual do Proprietário traz a quilometragem ideal para a troca rotineira do óleo e dos filtros. Sempre que possível, faça a substituição completa. Evite misturar óleos de marcas distintas ou com tempo de uso diferente.

Com o passar do tempo, o óleo perde parte de suas propriedades anticorrosivas e antitérmicas.

Cuidado extra deve ser tomado com o filtro. Se estiver muito contaminado, vai "sujar" o novo óleo que passa a circular no motor.

A água é outro item vital para o motor. Também exerce papel fundamental na refrigeração. Motores que não utilizam radiadores selados precisam de verificação constante. No mercado, além do aditivo ACDelco, há outras marcas de aditivos para radiadores que evitam não apenas a corrosão e o superaquecimento, mas até o congelamento (boa dica para quem pretende rodar por lugares com temperaturas muito baixas).

Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas - Ver e ser visto - Esse é o princípio básico da segurança. Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas devem estar em boas condições e têm de ser usados corretamente. Ao fazer uma conversão, um carro pode tornar-se perigoso se o motorista esquecer de acionar as setas. O mesmo acontece com os faróis. Uma vez desregulados, ofuscam quem vem em sentido contrário e impossibilitam uma visualização perfeita do que o motorista tem à sua frente.

Freios - Tão importante quanto ter um carro com ótima aceleração, é saber que está em boas condições para frenagens de emergência. Se você costuma rodar com seu carro em grandes centros urbanos o ano inteiro, todos os dias da semana, é bom avaliar o estado das lonas, pastilhas de freio e fluido.

Nos congestionamentos, acionamos inúmeras vezes os freios, o que reduz a vida útil desses componentes.

Mesmo quem conta com o moderno sistema ABS no carro, deve estar atento à sua manutenção.

Uma dica para quem já providenciou a substituição das lonas ou pastilhas dos freios, e deseja que mantenham o máximo de eficiência, é utilizar o freio do motor (marcha reduzida) principalmente em descidas de serra. Também é bom lembrar que os freios ABS servem para manter a dirigibilidade e não apenas para parar mais rápido.

Diminuir a velocidade do veículo utilizando a redução racional das marchas é sinônimo de economia e segurança. Tentar manter a velocidade constante ao longo do trajeto (evitando arrancadas fortes e frenagens bruscas) poupa o sistema de freios e a suspensão de maiores esforços.

Onze mandamentos dos pneus - Pneu é assunto sério. Uma calibragem mal feita, a banda de rodagem meio gasta e até a escolha errada da roda podem representar o fracasso das férias. Portanto, antes de pegar a estrada, faça uma checagem rigorosa das condições dos pneus de seu veículo, de acordo com orientação dos especialistas da General Motors do Brasil.

1 - Se você possui o Manual do Proprietário de seu veículo, parabéns. Ele é a referência exata do que é mais adequado para cada condição de uso. Normalmente, a pressão dos pneus deve ser ligeiramente maior quando o veículo roda com sua capacidade total de carga e passageiros.

2 - Modelos com motores dianteiros dotados de ar-condicionado, por exemplo, exigem uma calibragem diferenciada nos pneus da frente em relação aos traseiros.

3 - Se o pneu costuma esvaziar com freqüência, é sinal de algum dano na roda (pneus sem câmara) ou da presença de algum objeto perfurante. Nesses casos, jamais tente contornar o problema aplicando maior pressão no pneu avariado para mantê-lo "cheio por mais tempo". Lembre-se: a calibragem deve ser equilibrada.

4 - Certifique-se de que as rodas não estejam amassadas ou com trincas. Cheque com freqüência a banda de rodagem e a lateral dos pneus. Desgaste excessivo, presença de rachaduras ou eventuais cortes exigem a substituição imediata do pneu.

5 - Procure manter os quatro pneus com o mesmo desenho da banda de rodagem e com o mesmo tipo de roda. Dessa forma, o desempenho do veículo se manterá linear, principalmente sob chuva.

6 - Com pneus cheios demais, o carro vibra excessivamente e apresenta desgaste precoce da suspensão e da parte central da banda de rodagem. Pneus com baixa pressão fazem o carro gastar mais combustível e desgastar as laterais da banda de rodagem.

7 - Pelo menos a cada seis meses faça o rodízio de pneus. Ele é outra garantia de longa vida para banda de rodagem.

8 - Faça, a cada ano, o alinhamento e o balanceamento das rodas. De nada adianta comprar pneus novos para seu carro se todo o conjunto restante (rodas, amortecedores, suspensão, freios etc) estiver com problemas. A boa dirigibilidade de um veículo depende do equilíbrio entre todos os componentes.

9 - Jamais esqueça do estepe! Quase sempre escondido sob a bagagem de toda a família, ele deve receber a mesma atenção dedicada aos demais pneus, principalmente na hora de fazer o rodízio.

10 - Na hora de cuidar da aparência do carro, outro detalhe importante: escolha com cuidado o produto para melhorar o visual do pneu. Muitos têm em sua fórmula substâncias que ressecam a borracha, o que pode causar rachaduras.

11 — Na chuva, verifique pelo retrovisor as marcas que os pneus deixam no asfalto. Se elas sumirem, o veículo poderá estar aquaplanando. Assim, tire o pé do acelerador gradativamente, até que as marcas dos pneus se tornem visíveis novamente, com o conseqüente retorno da aderência.

Com aditivos adequados, rode melhor e gaste menos - Utilizar corretamente os vários tipos de aditivos, na hora de abastecer o tanque de combustível ou trocar o óleo do motor, é o segredo para que os proprietários de veículos e motoristas consigam reduzir os gastos com sua manutenção, melhorar o desempenho do motor e economizar em consumo e troca de peças. Aditivo não é supérfluo. É uma forma de manutenção preventiva. Os aditivos agem diretamente sobre as causas do desgaste excessivo de peças e componentes dos veículos, como a formação de depósitos no sistema de lubrificação e de admissão de combustível, falhas na lubrificação — especialmente em partidas a frio —, corrosão no sistema de refrigeração do motor etc.

Não utilizar aditivos como forma de economia é, na verdade, uma maneira de gastar muito mais ao fazer a manutenção do veículo ou nas revisões periódicas. Além disso, os aditivos promovem economia de combustível e diminuem a emissão de poluentes, o que deve ser uma preocupação de todos, principalmente nos grandes centros urbanos.

Veja como é fácil saber se o aditivo utilizado está dando resultado:

Verifique se foi reduzida a emissão de poluentes; se aumentou o desempenho do motor ou caiu o consumo de combustível. Em um nível mais profissional, mecânicos poderão constatar se houve redução no desgaste das peças, e se não há depósitos nos sistemas de lubrificação e de admissão de combustível.

Os aditivos têm, como principal função, manter e restaurar as condições originais dos sistemas mecânicos, garantindo que continuem funcionando em sua faixa ótima de desempenho.

Aditivo evita falhas na injeção eletrônica - A injeção eletrônica dos veículos corre um perigo constante: o entupimento do orifício por meio do qual o combustível é injetado para o interior do cilindro (câmara de combustão). Depósitos de impurezas e borras formados no sistema de injeção do combustível podem obstruir essa passagem, e aí ocorrerão falhas de funcionamento, o que só poderá ser corrigido por uma limpeza periódica nos bicos injetores. Para se evitar esses transtornos, deve-se utilizar o aditivo adequado, que mantém o bico injetor funcionando em seu melhor desempenho.

A limpeza de bicos injetores em uma oficina é uma operação complexa e demorada.

Por isso, é muito mais prático e descomplicado utilizar aditivos que evitem e limpem a formação de depósitos nos bicos injetores.

Seguro é tranquilidade com contrato assinado - Hoje em dia, fazer um seguro do automóvel é uma precaução indispensável. Todo o investimento com a manutenção preventiva pode ser totalmente perdido em segundos. Quem já teve um carro roubado ou danificado em uma colisão, conhece o assunto muito bem.

Por isso, investir parte do seu 13º salário em uma apólice é uma forma de garantir sua tranqüilidade durante as férias deste ano. Ou, dependendo do contrato, durante vários anos. Atualmente, existem inúmeros contratos com as mais variadas formas de pagamento e pacote de benefícios.

Porém, antes de fechar negócio, é vital que o proprietário do veículo certifique-se da idoneidade da seguradora, dando preferência àquelas empresas com tradição no ramo de seguros para veículos.

No mercado brasileiro, há várias empresas que oferecem não apenas seguros de automóveis, mas residenciais ou seguro de vida individual e familiar, todos com qualidade. Portanto, faça uma boa pesquisa de preços e vantagens oferecidas.

Veja o que fazer se você vendeu o veículo segurado - Comunicar imediatamente à seguradora a venda do seu veículo, conforme mencionado nas condições gerais da apólice. Um contrato de seguro avalia o bem segurado. Portanto, o seguro é exclusivo da pessoa que o contrata. Quando o veículo muda de proprietário, o risco muda com o perfil do segurado. Algumas seguradoras dão descontos de acordo com a faixa etária, sexo e estacionamento em garagem fechada. Mais um motivo para o seguro ser exclusivo da pessoa. Da mesma forma, o bônus só é válido para o contratante do seguro, e não pode ser transferido.

Para quem comprou: ligar ou ir a um posto do DETRAN, para verificar se existe alguma restrição para o veículo, tais como multas, alienação, bloqueios, débitos, queixas de furto. Solicite de imediato a transferência de direito e obrigação da apólice para o novo proprietário. Confira, nos veículos fabricados desde 1988, se as três etiquetas adesivas obrigatórias (onde está parte da numeração do chassi) não apresentam qualquer tipo de rasura.

Mecânica Online & Texto base: Nereu Leme - GM

PILOTOS URBANOS
Habilidade de pilotos no trânsito
Profissionais precisam agir com rapidez e segurança

Um dos fatores mais estressantes do mundo moderno é o trânsito. Em horários de pico, como meio-dia e seis da tarde, os motoristas podem levar horas para percorrer trechos pequenos, graças aos congestionamentos, cada vez mais comuns em grandes centros urbanos.

Se apenas de imaginar esta situação você já se sente nervoso, imagine como é a vida de quem precisa furar os engarrafamentos com velocidade e segurança. Este é o dia-a-dia dos pilotos de ambulância, carros de resgate e viaturas da polícia.

Para estes motoristas rapidez e eficiência é uma necessidade, pois alguns minutos a mais podem significar uma vida. "Além de tudo temos que pensar nos nossos companheiros dentro do carro, que colocam suas vidas em nossas mãos", afirma Edson Peçanha, que há seis anos dirige viaturas da Rádio Patrulha da Polícia Militar. O policial já participou de diversas perseguições e diz que o maior problema é antever os gestos dos outros motoristas. "As pessoas não têm muita noção de trânsito e cometem diversas infrações", comenta.

Há sete anos dirigindo um dos carros de resgate do Corpo de Bombeiros, José Wilson Simas diz que já se acostumou à responsabilidade que o trabalho exige. Ele sabe que o tempo que leva para fazer o percurso, entre o quartel na avenida João de Barros e o local da ocorrência, pode ser determinante para quem está acidentado. Simas afirma que precisa dirigir ofensiva e defensivamente. "Tenho sempre que pensar rápido, agir logo e, ainda assim, tomar cuidado com os outros no trânsito".

O motorista de ambulância Carlos Freire e o policial Moisés Lino concordam com Simas. Para eles os motoristas na rua dificultam a passagem, na maioria das vezes por falta de conhecimento. "As pessoas conduzem de forma lenta na faixa esquerda e tentam ser rápidas pela direita. O trânsito fica mais difícil assim", diz Moisés Nilo.

Outra queixa dos pilotos é sobre a falta de atenção nas ruas. Eles contam que é comum encontrar pessoas com os vidros do carro fechados, e o som ligado em volume alto, o que atrapalha na hora de escutar a sirene. Além dos que falam ao celular, apesar da proibição legal. Os profissionais do volante fazem um alerta e pedem aos motoristas para que fiquem atentos, principalmente nos maiores corredores viários, por onde circulam sempre muitos veículos. "Eles podem perder uns minutos, não nós", observa Carlos Freire.

DIFÍCIL - Ter uma profissão destas não é fácil: além de precisar ser aprovado num concurso público, no caso dos policiais militares e bombeiros, é necessário um curso de direção específica. Os aprovados também têm que ficar, periodicamente, fazendo cursos de reciclagem.

Os cursos duram, em média, quinze dias e com instruções de oficiais das corporações e de técnicos do Detran. Ao terminar as aulas o motorista vai adquirindo aos poucos o ritmo do trabalho nas ruas. Nas aulas eles aprendem como guiar em situações de perigo, sem pôr em risco a vida dos integrantes da viatura, ou os outros motoristas no trânsito. "O mais difícil é enfrentar um tiroteio em velocidade. Temos a responsabilidade de nunca atingir ninguém, ao contrário dos bandidos", conta Peçanha.

Os motoristas da Rádio Patrulha ainda devem desempenhar uma segunda função, auxiliando os colegas na hora de isolar um local. Para isto eles empunham a arma e se posicionam atrás do veículo, para dar cobertura ao pessoal de campo. "Todos envolvidos na operação devem participar, antes de sermos motoristas, somos policiais", diz Nilo.

Encarar troca de tiros é exclusividade da polícia, mas o motorista de ambulância Carlos Freire vive situações difíceis, ouvindo os pacientes gritarem, o que, normalmente, tiraria a concentração no trânsito. "No começo ficava muito nervoso quando isto acontecia, hoje tento deixar um pouco de lado, porque tenho que ser rápido e ao mesmo tempo cuidadoso ao volante".

TRANSPORTE (IN)SEGURO
“Usar vidro temperado em pára-brisa
de ônibus fere leis de trânsito”, alerta executivo

De acordo com o artigo 1º da resolução do Conselho Nacional de Trânsito nº 710, de 16 de agosto de 1988, é obrigatório o uso de vidro de segurança laminado no pára-brisa de todos veículos automotores de fabricação nacional, produzidos a partir de 1º de janeiro de 1991. No entanto, segundo o gerente da Vitrotec Vidros de Segurança, Luiz Carlos Mendes, “muitas empresas de ônibus não cumprem esta exigência”.

O executivo diz haver empresários que alegam não saber distinguir um vidro laminado de um vidro temperado. O artigo 2º da resolução, no entanto, é muito claro: determina que os pára-brisas laminados devem conter a identificação com o certificado emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) em local apropriado. “Não há justificativa plausível para não ver a diferença. Se não houver identificação no vidro, este produto está irregular”, afirma Mendes.

O gerente da Vitrotec informa que os veículos saem das montadoras com vidros laminados e que o problema começa depois. “Quando ocorre algum problema que exige a troca do vidro, este é substituído por um temperado, geralmente mais barato que o laminado”, diz Mendes.

“Os usuários e os condutores correm riscos. É preciso que os empresários tenham esta consciência e que os sindicatos lutem pela segurança dos trabalhadores”, afirma o executivo. Em um acidente ocorrido recentemente em Fortaleza, uma passageira foi atirada para fora do ônibus pelo pára-brisa e em seguida atropelada pelo próprio veículo. “Se o vidro fosse laminado, ele não teria se rompido”, afirma Mendes. “Em colisões, os estilhaços de vidros temperados podem causar sérios ferimentos aos motoristas, podendo até mesmo cegá-los.”

O vidro laminado, é composto por lâminas de vidro intercaladas por películas de polivinil butiral, um plástico (polímero) resistente que impede o estilhaçamento.

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