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Seu Automóvel
Edição 37 - Janeiro de 2003
Conteúdo básico
E O OSCAR VAI
PARA...
Eleitos os melhores no Prêmio
Imprensa Automotiva 2002 da Abiauto
O nacional Fiat Stilo, o popular Ford Fiesta, o importado
Mercedes-Benz Classe E, a picape Ford Ranger e o utilitário
esportivo Jeep Cherokee Sport receberam o Prêmio Imprensa
Automotiva 2002, em eleição realizada por
35 jornalistas especializados de todo o Brasil.
A Abiauto (Associação Brasileira da Imprensa
Automotiva) realizou pelo quarto ano consecutivo, a mais
representativa eleição da indústria
automobilística: o Prêmio Imprensa Automotiva
2002.

Um júri composto por 35 jornalistas especializados
em carros, representando jornais, revistas, sites e emissoras
de rádio e televisão de todo o Brasil, elegeu
os melhores carros do ano nas categorias Nacional, Importado,
Picape, Utilitário Esportivo e Popular.

Entre os 26 carros finalistas das cinco categorias da premiação,
foram eleitos: Nacional, Fiat Stilo com 20 votos;
Popular, Ford Fiesta, com 29 votos;
Importado, Mercedes-Benz Classe E, com 21 votos;
Picape, Ford Ranger, com 30 votos;
e, Utilitário Esportivo, Jeep Cherokee Sport,
com 19 votos.

Os demais colocados (segundo e terceiro lugar) em cada
categoria foram os seguintes: Nacional, Ford Fiesta com
9 votos, terceiro, Volkswagen Pólo, com 5 votos;
Popular, Volkswagen Polo, com 4 votos e Fiat Palio com 2
votos; Importado, Alfa Romeo 147 e Citroën C5 empatados
com 5 votos e Peugeot 307 com 4 votos; Picape, Strada, com
2 votos, e Chevrolet S10 e Mitsubishi L200 com 1 voto; e,
Utilitário Esportivo, Mitsubishi Pajero TR4, com
10 votos e BMW X5 com 4 votos.

A eleição final, como no ano passado, foi
feita individualmente e pessoalmente pelos 35 jornalistas
que compõem o júri e que vieram a São
Paulo especialmente para essa eleição. O resultado
da votação e a premiação foram
divulgados no mesmo dia.
Os 26 veículos finalistas ao Prêmio Imprensa
Automotiva 2002, nas categorias Nacional, Importado, Picape,
Utilitário Esportivo e Popular, foram escolhidos
durante a realização do Salão do Automóvel,
dia 9 de outubro em São Paulo.

Participaram da eleição final os seguintes
veículos: Carro Nacional: Ford Fiesta, Fiat Stilo,
Citröen Picasso, Volkswagen Polo, Toyota Corolla e
Ford Focus. Carro Importado: Alfa Romeo 147, Audi A4, Citroën
C5, Mercedes-Benz Classe E e Peugeot 307. Picape: Chevrolet
S10, Fiat Strada, Ford Ranger, Toyota Hilux e Mitsubishi
L200. Utilitário Esportivo: Mitsubishi Pajero TR-4,
BMW X5, Jeep Cherokee Sport, Audi Allroad e Toyota RAV 4.
Popular: Ford Fiesta, Peugeot 206, Renault Clio, Volkswagen
Polo e Fiat Palio.
Mecânica Online & Casa da Notícia
ANO NOVO, QUE
TAL CARRO NOVO?!
Como comprar um carro usado
com 'segurança'
Comprar ou vender carro usado sempre foi uma complicação.
Além da consulta à internet, anúncios
e classificados, você perde horas pendurado no telefone,
atendendo interessados ou visitando os veículos de
sua preferência. Além disso, tem que tomar
uma série de precauções para não
comprar um carro roubado ou cair no conto do vigário
e ser enganado.
O
primeiro passo para quem vai comprar um carro é checar
a autenticidade dos documentos. Confira dados como os números
do chassi, placa, nome do proprietário, tipo de combustível,
etc. Desconfie e jamais aceite cópias de documentos,
mesmo que sejam autenticadas por órgãos de
trânsito.
Verifique
no documento se existe alguma restrição à
venda, identificadas através de expressões
como "Alienação Fiduciária"
ou "Reserva de Domínio". Quando um carro
é financiado, ele pertence à financeira e
só pode passar para o nome do comprador após
a quitação completa de todas as prestações.
A expressão "Sem Reserva" indica que não
há impedimentos à transferência da propriedade
do veículo.
Fique ligado: alterações na potência
do motor, tipo de combustível, pintura, carroceria
ou outros equipamentos precisam ser homologados no Detran
e devem constar no documento.
Veja na placa se o carro está registrado (licenciado)
em seu município e se quem o está vendendo
é realmente o proprietário. A transferência
de veículos de outras cidades exigirá mais
custos, burocracia e documentações, como certidões
negativas para checagem e posterior licenciamento.
Observe se o número do chassi (gravado perto do
motor, nos vidros e na carroceria) bate com o do certificado
do veículo. Veja se esses números estão
adulterados ou com sinais de terem sido regravados. Os números
e letras da gravação na chapa devem estar
alinhados, com espaços regulares e contornos uniformes.
Mesmo que esteja tudo ok até agora, não feche
ainda o negócio. Anote o nome do proprietário,
número do Renavan, placa, ano-modelo e a cor do veículo
para levantar o mais rápido possível o histórico
do carro (multas, bloqueios de IPVA, alienação
ou se este figura na lista de roubados). Isso pode ser feito
por despachantes, diretamente no Departamento de Trânsito
ou ainda nos sites do Detran (www.detran.sp.gov.br), da
Secretaria de Segurança Pública (www.seguranca.sp.gov.br)
e da Secretaria da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br).
Feito tudo isso, é hora de verificar o carro em
si. Primeiro, verifique se o veículo traz todos os
equipamentos obrigatórios de segurança exigidos
pelo Código de Trânsito:
1) Extintor de incêndio;
2) Macaco;
3) Triângulo de sinalização;
4) Chave de roda;
5) Cintos de segurança;
6) Estepe mecânicos
Depois, é hora de verificar como se encontra a mecânica
do pretendido....
CHECK-UP PRÉVIO DO VEÍCULO - Quando
você se interessar por um veículo usado, é
recomendável fazer uma pré-avaliação
para verificar seu estado geral. Aqui vão algumas
dicas simples, que podem ajudá-lo a descobrir se
aquela mosca branca que você achou nos classificados
não é, na realidade, um verdadeiro mico preto!
É importante lembrar que depois, de qualquer forma,
é indispensável consultar um mecânico
de confiança para fazer uma verificação
mais apurada e profissional. As dicas a seguir servem apenas
para identificar, logo de cara, casos em que não
vale a pena prosseguir com o negócio:
1. Inspecione o veículo sempre à luz do dia
e na rua. Evite garagens, locais apertados, escuros ou dias
chuvosos.
2. Procure por ondulações, marcas ou bolhas
de ferrugem na lataria. Respingos de tinta ou pintura brilhante
pode camuflar uma eventual batida.
3. Fique atento a buracos ou ferrugem escondidos sob a
pintura, passando um imã sobre um pano na lataria.
Onde houver massa plástica, o imã se desprenderá
da chapa.
4. Cheque com atenção os vãos, folgas
e encaixes de capô, portas, porta-malas. Desalinhamentos
podem denunciar reparo recente ou uma eventual colisão.
5. Confira a distância das rodas em relação
às abas dos pára-lamas. Veja se os eixos (dianteiro
e traseiro) estão perfeitamente alinhados em relação
à carroceria.
6. Ligue o motor e dê algumas aceleradas. Batidas
metálicas fortes no bloco denunciam graves problemas
em peças internas e necessidade de desmontagem ou
retífica.
7. Enquanto acelera olhe o escapamento. Fumaça em
excesso ou cano de escape sujo de óleo indica má
vedação dos anéis ou motor com vida
útil muito curta.
8. Verifique a cor da água no radiador ou no reservatório
de expansão do sistema de refrigeração.
Sinal de ferrugem ou de óleo pode indicar corrosão
acelerada ou ainda vazamentos internos no motor ou no cabeçote.
Se o carro for aprovado, é hora de partir para os
trâmites legais.
Fonte: Detran/Procon/Banco Central/Abac
ANO NOVO, QUE
TAL CARRO NOVO?!
Procedimentos burocráticos
na compra do usado
Carro aprovado, é hora de concretizar a transação.
Pelas normas atuais o documento de transferência do
veículo só pode ser assinado em cartório,
pelo atual dono e pelo comprador, no ato do reconhecimento
da assinatura. Esse recibo deverá ser autenticado
e posteriormente entregue ao Departamento de Trânsito.
O novo proprietário tem 30 dias para fazer essa transferência.
Como a negociação envolve um valor elevado,
para maior segurança tanto do comprador quanto do
vendedor, o pagamento deve ser feito com cheque visado ou
cheque administrativo (de banco para banco), nominal, e
entregue apenas no ato da assinatura do recibo em cartório.
Tire duas cópias autenticadas do recibo de transferência
e fique com uma delas para recorrer de eventuais infrações
cometidas pelo proprietário anterior antes da data
da venda. O mesmo é válido para quem está
vendendo o veículo, para não responder por
atos e infrações do novo dono.
Envie a outra cópia para o Detran. Com o atual sistema
de pontuação do novo Código de Trânsito
é importante comunicar logo a transação
e a mudança de proprietário. Com isso, quem
está comprando (ou vendendo) o carro se isenta de
multas, do acúmulo de pontos na carteira e da responsabilidade
em eventuais acidentes a partir da data da venda.
Confira, a seguir, os documentos que você deve exigir
na hora da compra e o que você precisa para fazer
a transferência de propriedade
DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS - O carro e o proprietário
devem ter toda a documentação em dia e em
ordem. Exija os seguintes documentos na hora da compra:
1) Comprovante atual do pagamento do IPVA, além
das cópias dos comprovantes dos dois anos anteriores.
2) Comprovante atual de pagamento do Seguro Obrigatório.
3) Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos.
4) Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido
e com firma reconhecida.
5) Quarta via de importação, no caso de veículos
estangeiros.
DOCUMENTOS
PARA TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE - Para transferir
o veículo para o seu nome, sem que haja alteração
de placas, o Detran exige os seguintes documentos:
1) Comprovantes do pagamento do IPVA atual (e de dois anos
anteriores), do seguro obrigatório e de multas pendentes.
2) Certificado de Registro e Licenciamento do veículo.
3) Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido
e com firma reconhecida.
4) Cópias da Carteira de Identidade e do CPF.
5) Comprovante de residência (conta ou extrato bancário,
confirmando endereço).
6) Decalque do número do chassi do veículo.
PARA TRANSFERIR A PLACA DO CARRO - Caso o veículo
esteja emplacado em outra cidade ou Estado, para a transferência
de propriedade, além dos itens acima será
preciso acrescentar os seguintes documentos:
1) Prontuário ou histórico do carro.
2) Certidão Negativa de Multa (do município
de origem do veículo).
3) Certidão Negativa de Furto/Roubo (caso de veículo
com origem em outro Estado).
4) Comprovantes do pagamento do IPVA
5) Licenciamento do veículo com seguro obrigatório.
6) Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido
e com firma reconhecida.
7) Vistoria obrigatória nos postos do Detran e decalque
do chassi.
OUTRAS DICAS IMPORTANTES - Desconfie dos classificados
de carros ou de veículos de consórcios anunciados
apenas com telefone celular e/ou com preços e condições
de pagamento vantajosos.
Antes de ver o carro, certifique-se de que está
falando com o proprietário e não com um intermediário.
Informe-se sobre o local onde está o veículo,
conheça o seu dono e experimente o carro. Tome cuidado
com veículos pertencentes a empresas, pois estes
podem estar comprometidos como garantia de dívida,
ou com comerciantes não-estabelecidos, que não
têm nenhum compromisso com o comprador.
Na compra em lojas ou revendas exija que o vendedor discrimine
na nota fiscal o estado de conservação e eventuais
problemas do veículo. Alguns estabelecimentos costumam
emitir uma nota fiscal ou recibo contendo a expressão
"Venda no Estado", o que significa que o veículo
não está em perfeitas condições.
No caso de pessoas físicas, fique atento se o proprietário
não estiver presente, porque quem está vendendo
o veículo pode ser um intermediário ou comerciante
de carros ou mesmo estelionatário, e causar complicações
posteriores.
Importante: a compra de um veículo diretamente de
outra pessoa física (no caso de um particular) não
tem amparo no Código de Defesa do Consumidor, deixando
o comprador desprotegido. Portanto verifique bem o carro
antes de adquiri-lo, porque depois você não
terá como exigir seus direitos.
Já o veículo comprado em lojas ou concessionárias
conta com uma garantia prevista em lei (estabelecida pelo
Código de Defesa do Consumidor) de 90 dias sobre
eventuais defeitos que vierem a ocorrer após a sua
aquisição. Se os problemas não forem
perceptíveis, a reclamação poderá
ser feita a partir de sua constatação, obedecendo
ao mesmo prazo de três meses. O Procon pode ser contatado,
em qualquer parte do país, pelo telefone: 1512.
Além dessa garantia legal prevista pelo Código
do Consumidor, a loja ou concessionária poderá
conceder uma garantia própria, que não é
obrigatória. Mas ela deve ser fornecida por escrito,
incluindo as regras e as condições de cobertura.
CONSÓRCIOS - CUIDADOS ESPECIAIS - Veja os
cuidados a serem tomados ao comprar veículos vinculados
a empresas de consórcio:
1) No caso de carro adquirido por pessoa física
integrante de grupo de consórcio, faça antes
um levantamento das parcelas pagas pelo proprietário
para saber o valor real a ser dado como pagamento do veículo.
Peça todos os carnês com as respectivas prestações
quitadas e depois confirme com a empresa de consórcio.
2) Levante a existência de eventuais dívidas
e pendências do consorciado com o seu grupo, para
que possam ser regularizadas ou abatidas do preço
do veículo. A transferência do nome do titular
do contrato, para maior segurança, deve ser feita
dentro da própria empresa de consórcio.
3) Ao adquirir qualquer cota de consórcio dê
preferência pelos consórcios nacionais de rede
autorizada, vinculados à fábrica, que contam
com a garantia de entrega do veículo pela montadora.
4) Antes de fechar qualquer negócio com veículos
em consórcios faça um levantamento sobre eventuais
reclamações que possam existir contra a empresa
no Procon de sua cidade.
5) Verifique também se a empresa de consórcio
tem operação autorizada e se está registrada
no Banco Central (0800-992345, em São Paulo). Veja
também os telefones do órgão em outros
Estados. (LINK)
Fonte: Detran/Procon/Banco Central/Abac
DESFAZENDO O MITO
Carro blindado não tem
performance prejudicada
A Gepco realizou comparativos entre um Subaru Impreza
Turbo blindado com o vidro mais leve do mercado e um convencional.
Resultados mostram performance praticamente idêntica
entre os dois carros
"O motorista 'leigo' não percebe a diferença.
Nós, pilotos profissionais, que temos outra sensibilidade
ao dirigir, notamos pequenas variações".
Esta foi a opinião do piloto Tino Viana, vice-campeão
brasileiro de rali de velocidade em 2002, que participou
dos testes comparativos de desempenho entre um carro blindado
e um convencional promovidos pela Gepco no autódromo
de Interlagos, em São Paulo. Foram realizados cinco
tipos de testes - aceleração, retomada, slalom,
desvio e frenagem.
A Gepco teve como parceiras, no evento, a montadora Subaru
e a blindadora Safety Life. O principal objetivo da empresa
era desmistificar a teoria que todo veículo blindado
tem sua performance prejudicada, pelo elevado peso dos vidros
e mantas balísticas. No final, foram feitos ataques
balísticos ao pára-brisa do carro blindado
e na porta avulsa de um Vectra, com armas de calibre 38,
nove milímetros e Magnum 357. O especialista e consultor
balístico Creso Zanotta atirou nos vidros.

Os testes de desempenho foram feitos com dois carros da
mesma marca e modelo, o Subaru Impreza WRX Turbo, e organizados
pelo Centro de Pilotagem Roberto Manzini, atualmente comentarista
de automobilismo do canal a cabo ESPN Brasil. O carro blindado,
cujo peso é de 1.551 kg, foi equipado com o vidro
CrystalGard High Performance, de 17mm, o mais leve do mercado,
fabricado pela Gepco desde o início deste ano.
Já o Subaru convencional pesa 1.409 kg (a diferença
é de 142 kg). Além de Tino, os testes contaram
com o piloto Giuliano Losacco, da Stock Car Light. "Realmente,
as diferenças entre os dois carros são quase
imperceptíveis. No teste de arrancada, por exemplo,
o veículo blindado 'segura' mais no chão",
opinou Losacco, de 18 anos.
De acordo com Gerson Branco, diretor-presidente da empresa,
os comparativos atingiram plenamente os objetivos da empresa.
"Os números das avaliações realizadas
em Interlagos comprovam que o desempenho do carro blindado
não foi comprometido e ratificam a alta qualidade
do nosso produto, que é até 27% mais leve
que os vidros existentes no mercado", disse. "O
CrystalGard HP é resultado de muita pesquisa dos
profissionais da Gepco na área de laminação
de termoplásticos e rapidamente conquistou uma fatia
significativa do segmento no país, que hoje chega
a 10%".

Evolução dos vidros blindados no Brasil
Gerson Branco fez uma rápida explanação
aos jornalistas e demais convidados das empresas envolvidas
sobre a evolução dos vidros blindados no Brasil.
Até o início da década de 90, a maioria
dos vidros que equipavam os carros blindados no país
tinha 40 milímetros de espessura e peso de 108 quilos
por metro quadrado.
Com isso, o carro podia acrescentar ao seu peso quase 600
kg, entre vidro e proteção opaca feita em
aço. Em meados da última década, a
Gepco desenvolveu um vidro de 21 milímetros, com
a mesma capacidade de retenção balística
(nível III-A) - resistente à bala de pistolas
9mm e revólveres até calibre 44 - e metade
do peso do vidro existente no mercado, pois tinha uma camada
de policarbonato, termoplástico de alta absorção
energética, portanto era mais leve.
"O CrystalGard HP de 17 milímetros, que chegou
ao mercado este ano, é a evolução dos
vidros blindados no país, pois foi desenvolvido com
duas camadas de policarbonato, que o torna mais leve e resistente.
Com este produto, estamos ratificando nossa posição
de líderes do segmento no país, que nos últimos
cinco anos cresceu em média 30% ao ano, índice
raramente alcançado em outros setores da economia",
lembrou.
Rogério Garrubo, diretor da Safety Life, destacou
que uma blindadora precisa de um bom projeto para executar
bem o seu trabalho. "Estes testes que realizamos em
Interlagos confirmam que um carro blindado com produtos
de alta qualidade, como os vidros CrystalGard HP, sai da
blindadora como um modelo standard que deixa uma concessionária",
afirmou.
Para Marcelo Marques, diretor do Centro de Pilotagem Roberto
Manzini, que já fez inúmeros cursos de direção
defensiva para executivos, donos de carros blindados, o
avanço das tecnologias usadas nos vidros blindados
e em materiais opacos é muito importante para este
segmento. "Os resultados destes testes realmente me
surpreenderam. Esperava diferenças muito maiores
nos números. Além disso, a diferença
de peso entre o Subaru convencional e o blindado é
pequena, de apenas 142 quilos, se comparada a de outros
carros blindados", completa.
Números
dos testes
Antes dos testes, os dois carros foram pesados pelo Centro
de Pilotagem na antiga reta dos boxes de Interlagos, local
do evento. O Impreza blindado apresentou 1.551 kg e o convencional,
1.409 kg.
A diferença (142 kg) representa um acréscimo
de apenas 10% no peso do carro blindado, entre vidros e
a proteção opaca. Esta última era o
YellowGard, manta balística que também é
fabricada pela Gepco e tem como matéria-prima o kevlar,
material produzido pela DuPont.
Nos testes de aceleração, de 0 a 100 km,
a performance dos dois carros foi praticamente idêntica
na pilotagem de Tino Viana, enquanto Giuliano Losacco mostrou
que o blindado foi apenas 8% mais lento. Na retomada de
velocidade, Losacco conseguiu ser mais rápido com
o blindado. Os dois pilotos apresentaram menos de 10% de
diferença no teste do slalom. A quarta amostragem,
o "Teste do Alce" (desvio), também não
mostrou diferenças significativas, enquanto que no
último teste, de frenagem, as marcas foram quase
iguais.
Os resultados dos cinco testes comparativos realizados
com os Subaru Impreza WRX Turbo são os seguintes:
1- Aceleração - Nesta avaliação,
foram comparados o peso e a potência dos carros, que
foram exigidos quanto ao trabalho e a força do motor
na transferência do peso do veículo sobre as
rodas.
Veja os tempos de 0 a 100 km/h:
- carro convencional (média das três passagens)
Tino Viana: 7,6 seg Giuliano Losacco: 6,7 seg
- carro blindado (média das três passagens)
Tino Viana: 7,5 seg Giuliano Losacco: 7,2 seg
2- Retomada - Neste teste, o carro passava pelo
primeiro radar a 40 km/h em quarta marcha e percorria 300
metros até cruzar o segundo radar. O objetivo era
verificar a maior velocidade atingida pelos veículos.
- carro convencional (média das três passagens)
Tino Viana: 77,6 km/h Giuliano Losacco: 72,6 km/h
- carro blindado (média das três passagens)
Tino Viana: 59,6 km/h Giuliano Losacco: 76 km/h
3- Slalom - Os carros superavam em zigue-zague oito
cones distantes oito metros um do outro. O objetivo era
verificar a agilidade do carro e a transferência de
peso do veículo. Veja os tempos médios:
- carro convencional Tino Viana: 25,4 seg Giuliano Losacco:
26,1 seg
- carro blindado Tino Viana: 27,8 seg Giuliano Losacco:
26,9 seg
4- Desvio - Neste exercício, conhecido por
"Teste do Alce", foram verificadas as velocidades
que o carro blindado e o convencional atingiriam ao percorrer
um trecho de 30 metros, mas executando um desvio repentino
feito com cones, retornando sua trajetória anterior
e passando entre dois cones. A avaliação foi
feita em quatro velocidades máximas - 40, 60, 80
e 100 km/h.
- carro convencional
Tino Viana: 34, 54, 73 e 85 km/h (com derrubada de um cone)
Giuliano Losacco: 36, 60, 77 (com derrubada de um cone)
e 92 km/h (com derrubada de um cone)
- carro blindado
Tino Viana: 40, 46, 77 e 92 km/h
Giuliano Losacco: 41, 55, 74 e 88 km/h (com derrubada de
dois cones)
5- Frenagem - Esta avaliação mostrou
a distância de parada dos carros em três velocidades:
80, 100 e 120 km/h. Confira os números:
- carro convencional
Tino Viana: 29m a 80 km/h, 44m a 100 km/h e 59m a 120 km/h
Giuliano Losacco: 23m a 80 km/h, 37m a 100 km/h e 53,5m
a 120 km/h
- carro blindado
Tino Viana: 24m a 80 km/h, 37m a 100 km/h e 62m a 120 km/h
Giuliano Losacco: 25m a 80 km/h, 38m a 100 km/h e 52m a
120 km/h
BARATO HOJE, CARO
AMANHÃ
Mistura de combustíveis:
quando o barato sai caro
Distribuidoras alertam sobre o prejuízo causado
pelos chips e rabos de galo
Pernambuco é o campeão brasileiro de falsificação
de combustíveis. O percentual impressiona: 20,3%
dos postos vendem gasolina adulterada. Quem tem carro à
álcool deve se preocupar ainda mais, afinal 31,3%
dos revendedores adicionam água ao produto.
Os números são oficiais da ANP, Agência
Nacional de Petróleo, que junto com as distribuidoras,
passaram a investir pesado nos últimos anos, para
tentar reverter este quadro. A ANP intensificou a fiscalização
e as distribuidoras gastaram milhões de reais para
ter um controle de qualidade mais rigoroso. Tanto que qualidade
de gasolina virou peça de marketing para as empresas,
na tentativa de ganhar o consumidor.
O fechamento do cerco, no entanto, não impede que
muita gente continue dirigindo com misturas que não
fazem nada bem ao carro. Atualmente os motoristas mais desinformados
podem cair em duas novas armadilhas: a troca do chip original
da injeção de combustível, por outro
que converte a gasolina em álcool; e o rabo-de-galo,
que consiste em misturar álcool e gasolina direto
no tanque.
A troca do chip original custa, em média, R$ 250
e permite que o motorista encha 80% do tanque com álcool
e o restante com gasolina. O problema é que este
procedimento é clandestino, sem autorização
da Anfavea -Associação Nacional dos Fabricantes
de Veículos Automotivos.
Como é uma prática ilegal, que não
obedece a nenhum padrão de qualidade, as oficinas
que realizam o serviço não oferecem garantia
para os defeitos que podem surgir. Um carro à gasolina
tem o motor produzido com componentes metálicos e
não está preparado para entrar em contato
com a água. O álcool hidratado contém
7,4% de água. A gasolina tem 25% de sua composição
à base de álcool anidro.
Prejuízo - Com esta mistura o que acontece dentro
do veículo é a separação química,
entre álcool e gasolina. "Como é mais
pesada a gasolina vai para o fundo do tanque", explica
o assessor técnico da Ipiranga, Marcelo Gonçalves.
Este efeito reduz a potência do motor, que para continuar
tendo o desempenho previsto é maisexigido e consome
mais.
Já o rabo-de-galo é uma mistura, em partes
iguais, entre álcool e gasolina, direto no tanque.
Uma improvisação também completamente
estranha ao motor do carro. Como ele é feito na hora,
e a pedido do próprio dono do veículo, é
impossível de proibir, ou controlar.
Tanto o rabo de galo, quanto a utilização
do chip, comprometem
o sistema de injeção e a bomba de gasolina,
causando prejuízos bem altos
aos proprietários. Num carro popular, por exemplo,
o motorista pode ter que desembolsar até mil reais,
num caso de troca das peças danificadas.
Os problemas causados pelo combustível híbrido,
no entanto, não acabam por aí: as partes
metálicas do sistema de alimentação
sofrem com a corrosão e os bicos injetores
se desgastam mais depressa. O tempo de vida útil
do motor pode ser reduzido em 90%, pois a retifica, que
é feita a cada 100 mil quilômetros,
precisa ser feita a cada 10 mil", diz o
gerente de vendas de varejo Nordeste da Shell, Mário
Reis.
Reis admite que o melhor remédio é trabalhar
para conscientizar o consumidor, alertando que a esse tipo
de economia pode virar um grande prejuízo. "Depois
vai gastar muito com manutenção", avisa.
SUA SEGURANÇA
Mitos atrapalham o uso do cinto
de segurança
Embora seja obrigatório por lei, e por isso passível
de punição com multa e apreensão do
veículo, o uso do cinto de segurança no Brasil
ainda enfrenta resistência em diferentes situações.
Nas estradas, praticamente 100% dos motoristas e passageiros
do banco dianteiro agem corretamente o que não
ocorre na mesma proporção em relação
aos que viajam no banco traseiro. Mas é na cidade
que a legislação deixa de ser cumprida por
um significativo número de motoristas. Inúmeros
mitos tentam justificar a atitude errônea, embora
os fatos, baseados em estatísticas, indiquem o contrário.
Veja alguns exemplos:
Mito: Eu não preciso usar o cinto de segurança
quando dirijo em baixa velocidade, nem quando faço
pequenos percursos.
Fato: Em cada quatro acidentes, três ocorrem dentro
de uma distância de 40 km de casa. O número
de acidentes registrados nas ruas das cidades é extremamente
mais elevado do que aqueles ocorridos em rodovias.
Mito: Eu não quero ser apanhado numa armadilha
pelo cinto de segurança. É muito melhor estar
livre quando ocorre um acidente.
Fato: A chance de morrer é 25 vezes maior se você
for lançado para fora do veículo. O cinto
de segurança evitará que você seja arremessado
através do pára-brisa e atirado contra um
muro, árvore ou poste, seja colhido por outro veículo
ou, ainda, arrastado pelo chão. Se estiver usando
o cinto, muito provavelmente estará consciente depois
do acidente, para se livrar e ajudar outros passageiros.
Mito: Mulheres grávidas não devem usar
cinto de segurança.
Fato: Segundo associações médicas,
a mulher grávida e o feto estarão mais protegidos
com o cinto. Deve-se apenas observar se a presilha do cinto
está o mais baixo possível, sobre a pélvis.
Mito: Eu não preciso usar o cinto de segurança
porque sou um bom motorista.
Fato: Não importa que você seja bom motorista.
Você não poderá controlar o outro carro,
que vem em sua direção, como resultado de
uma falha mecânica. E também não há
nenhuma forma de protegê-lo de um mau motorista.
Mito: Não preciso do cinto porque, em caso
de acidente, posso me proteger com meus braços.
Fato: A 50 km/h, o impacto no motorista ou nos passageiros
é violento. Não há maneira de se proteger
com braços ou pernas. A força do impacto à
velocidade de apenas 15 km/h é equivalente à
força do impacto de um saco de cimento de 90 kg caindo
da altura do primeiro andar de um edifício.
Mito: Muitas pessoas podem ficar ofendidas se eu
pedir a elas que coloquem o cinto de segurança.
Fato: Pesquisas indicam que a maioria das pessoas colocaria
prontamente e de boa vontade o cinto de segurança
se você, motorista, assim solicitasse.
Mito: Eu absolutamente não acredito que um
acidente irá acontecer comigo.
Fato: Todos nós motoristas devemos esperar estar
envolvidos em um acidente a cada dez anos. Uma em cada 20
pessoas sofrerá um sério acidente e, a cada
60 acidentes, pelo menos um terá uma vítima
fatal.
Mito: Eu posso bater a cabeça no pára-brisa
enquanto estiver com o cinto de segurança. Por isso,
não há nenhuma forma em que o equipamento
possa me ajudar em caso de acidente.
Fato: Os cintos de segurança são projetados
e desenhados de forma a permitir que se possa mover livremente.
Eles têm um dispositivo que trava o cinto no momento
de uma freada brusca e evita assim que você venha
a bater a cabeça ou seja arremessado para fora do
veículo. O cinto está sempre pronto para ajudá-lo
e da melhor maneira possível.
Você conhece regras de trânsito?Você
conhece regras de trânsito?
A resistência de muitos motoristas não se
resume apenas ao uso do cinto de segurança. Resultado
de décadas de uma cultura de impunidade em relação
aos crimes de trânsito, boa parte deles ainda dirige
de qualquer jeito e faz o quem bem entende sem levar em
conta as novas regras estabelecidas pelo Código de
Trânsito Brasileiro, que ataca os imprudentes onde
dói mais: no bolso.
Confira a seguir exemplos e atitudes que identificam o
bom e o mau motorista e veja em qual você se enquadra:
Preferência: em vias sem sinalização
específica, tem preferência quem está
transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente
de auto-estrada; quem estiver circulando uma rotatória
e quem trafegar pela direita do condutor nos demais casos.
Circulação: na maioria das vezes, a circulação
de veículos pelas vias públicas deve ser feita
pelo lado direito. Ao deslocar-se lateralmente, para trocar
de pista ou fazer uma conversão à direita
ou à esquerda, é necessário sinalizar
com bastante antecedência sua intenção
e nunca em cima da hora, cena comum hoje em dia em
São Paulo.
Ultrapassagem: a menos que haja sinalização
que permita a manobra, jamais deve ser feita uma ultrapassagem
sobre pontes ou viadutos, travessias de pedestres, passagens
de nível, cruzamentos ou em suas proximidades, trechos
sinuosos ou aclives sem visibilidade e nas áreas
de perímetro urbano das rodovias.
Velocidade máxima: a permitida para cada via normalmente
é indicada por meio de placas. Mas, quando não
existir, vale o seguinte: 80 km/h nas vias de trânsito
rápido; 60 km/h nas vias arteriais; 40 km/h nas vias
coletoras; e 30 km/h nas vias locais.
Luzes e faróis: o uso de luzes e faróis deve
obedecer aos seguintes critérios: luz baixa à
noite ou no interior de túneis sem iluminação
pública durante o dia; luz alta nas vias não-iluminadas,
exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo;
luz alta e baixa (intermitente) por curto período
de tempo para advertir outros motoristas da sua intenção
de fazer ultrapassagem ou quanto à existência
de perigo para quem trafega em sentido oposto; lanterna
sempre sob chuva, neblina, à noite e quando o veículo
estiver estacionado para embarque, desembarque, carga ou
descarga; pisca-alerta em imobilizações ou
em situação de emergência; e luz de
placa quando em circulação, à noite.
Se você tem em mente e segue estas regras, é
bom motorista. Caso contrário, uma reciclagem sobre
seus conhecimentos das leis de trânsito é o
melhor remédio.
Código prevê apreensão do carro
Especial para o Diário
O Código de Trânsito Brasileiro dividiu as
infrações em gravíssimas, graves, médias
e leves, além de implementar sistema de pontos (máximo
de 20) cumulativos no caso de reincidência que prevê
inclusive a suspensão da habilitação
pelo período de até um ano.
Os valores das multas são em UFIR (unidade fiscal
extinta, mas com valor congelado em dezembro de 2000 em
R$ 1,06401). As gravíssimas têm valor de 180
UFIR. Contudo, dependendo do caso, pode ser triplicada ou
até multiplicada por cinco nas ocorrências
mais sérias. Você sabia que:
Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes
de trânsito resulta em multa de 180 UFIR vezes cinco
(R$ 957,60)?
Dirigir alcoolizado, com concentração no
sangue superior a 6 dg/l, também custa 180 UFIR vezes
cinco, além de ter suspenso o direito de dirigir
e pegar de seis meses a 3 anos de detenção?
Conduzir agressivamente em relação a pedestres
e outros veículos implica em multa também
de 180 UFIR, suspensão do direito de dirigir, retenção
do veículo e recolhimento da habilitação?
Não usar o cinto de segurança é uma
multa grave, com valor de 120 UFIR (R$ 127,68) e pode resultar
na apreensão do automóvel?
As infrações gravíssimas correspondem
a sete pontos; as graves a cinco; médias, a quatro;
e as leves, a três pontos?
Se você não sabia das penalidades do CTB,
seus conhecimentos estão deixando a desejar e podem
resultar em surpresas extremamente desagradáveis.
A resistência de muitos motoristas não se
resume apenas ao uso do cinto de segurança. Resultado
de décadas de uma cultura de impunidade em relação
aos crimes de trânsito, boa parte deles ainda dirige
de qualquer jeito e faz o quem bem entende sem levar em
conta as novas regras estabelecidas pelo Código de
Trânsito Brasileiro, que ataca os imprudentes onde
dói mais: no bolso.
Confira a seguir exemplos e atitudes que identificam o
bom e o mau motorista e veja em qual você se enquadra:
Preferência: em vias sem sinalização
específica, tem preferência quem está
transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente
de auto-estrada; quem estiver circulando uma rotatória
e quem trafegar pela direita do condutor nos demais casos.
Circulação: na maioria das vezes, a circulação
de veículos pelas vias públicas deve ser feita
pelo lado direito. Ao deslocar-se lateralmente, para trocar
de pista ou fazer uma conversão à direita
ou à esquerda, é necessário sinalizar
com bastante antecedência sua intenção
e nunca em cima da hora, cena comum hoje em dia em
São Paulo.
Ultrapassagem: a menos que haja sinalização
que permita a manobra, jamais deve ser feita uma ultrapassagem
sobre pontes ou viadutos, travessias de pedestres, passagens
de nível, cruzamentos ou em suas proximidades, trechos
sinuosos ou aclives sem visibilidade e nas áreas
de perímetro urbano das rodovias.
Velocidade máxima: a permitida para cada via normalmente
é indicada por meio de placas. Mas, quando não
existir, vale o seguinte: 80 km/h nas vias de trânsito
rápido; 60 km/h nas vias arteriais; 40 km/h nas vias
coletoras; e 30 km/h nas vias locais.
Luzes e faróis: o uso de luzes e faróis deve
obedecer aos seguintes critérios: luz baixa à
noite ou no interior de túneis sem iluminação
pública durante o dia; luz alta nas vias não-iluminadas,
exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo;
luz alta e baixa (intermitente) por curto período
de tempo para advertir outros motoristas da sua intenção
de fazer ultrapassagem ou quanto à existência
de perigo para quem trafega em sentido oposto; lanterna
sempre sob chuva, neblina, à noite e quando o veículo
estiver estacionado para embarque, desembarque, carga ou
descarga; pisca-alerta em imobilizações ou
em situação de emergência; e luz de
placa quando em circulação, à noite.
Se você tem em mente e segue estas regras, é
bom motorista. Caso contrário, uma reciclagem sobre
seus conhecimentos das leis de trânsito é o
melhor remédio.
Código prevê apreensão do carro
- O Código de Trânsito Brasileiro dividiu as
infrações em gravíssimas, graves, médias
e leves, além de implementar sistema de pontos (máximo
de 20) cumulativos no caso de reincidência que prevê
inclusive a suspensão da habilitação
pelo período de até um ano.
Os valores das multas são em UFIR (unidade fiscal
extinta, mas com valor congelado em dezembro de 2000 em
R$ 1,06401). As gravíssimas têm valor de 180
UFIR. Contudo, dependendo do caso, pode ser triplicada ou
até multiplicada por cinco nas ocorrências
mais sérias. Você sabia que:
Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes
de trânsito resulta em multa de 180 UFIR vezes cinco
(R$ 957,60)?
Dirigir alcoolizado, com concentração no
sangue superior a 6 dg/l, também custa 180 UFIR vezes
cinco, além de ter suspenso o direito de dirigir
e pegar de seis meses a 3 anos de detenção?
Conduzir agressivamente em relação a pedestres
e outros veículos implica em multa também
de 180 UFIR, suspensão do direito de dirigir, retenção
do veículo e recolhimento da habilitação?
Não usar o cinto de segurança é uma
multa grave, com valor de 120 UFIR (R$ 127,68) e pode resultar
na apreensão do automóvel?
As infrações gravíssimas correspondem
a sete pontos; as graves a cinco; médias, a quatro;
e as leves, a três pontos?
Se você não sabia das penalidades do CTB,
seus conhecimentos estão deixando a desejar e podem
resultar em surpresas extremamente desagradáveis.
Percy Faro - Diário On-line
HISTÓRIA
DE ORIGEM E ACIDENTES
A história do automóvel
no Brasil
O primeiro automóvel desembarcou no Brasil
há exatos 111 anos. Foi em novembro de 1891, quando
o navio de luxo Portugal, procedente da Europa, atracou
no porto de Santos.
Era um modelo Peugeot, equipado com motor Daimler, movido
a gasolina, de dois cilindros em V e 3,5 cv de potência
máxima. Quem o trouxe: Alberto Santos Dumont (1873-1932),
que retornava da França com a família. O Peugeot
deixou o porto de Santos e seguiu direto para o palacete
da alameda Nothman, esquina com alameda Cleveland, em São
Paulo, onde Santos Dumont foi morar com seus pais e sete
irmãos. Uma garagem foi construída, mas o
carro não era visto pelas ruas. Tudo leva a crer
que o então futuro pai da aviação tenha
comprado o carro mais para estudar o motor do que para dirigi-lo.
A história do automóvel no Brasil é
rica em detalhes interessantes e curiosos. A máquina
de quatro rodas que substitui a tração animal
pela mecânica mudou conceitos, transformou o cenário
das grandes cidades, influiu no comportamento cultural da
sociedade e alavancou a economia do país. Hoje, poucos
conhecem essa história, que muito em breve, provavelmente
será desconhecida das futuras gerações.
Ainda não existe a preocupação de
resgatar a memória do automóvel, e as montadoras
instaladas no país limitam-se a passos tímidos
neste sentido. O pouco que ainda sobra está resumido
em algumas literaturas, editadas pela iniciativa privada,
como é o caso de O Século do Automóvel
no Brasil.
A Brasinca, empresa que se insere na história da
indústria automobilística brasileira desde
a sua origem, acompanhou todas as fases do setor. Fundada
em 1949, quando ocupava galpões alugados na avenida
Henry Ford, no bairro paulistano do Ipiranga, consolidou-se
gradativamente no mercado automobilístico.
Ao comemorar 40 anos, em 1989, a Brasinca achou por bem
homenagear todos aqueles que lutaram para que a indústria
automobilística nacional chegasse ao lugar de destaque
que alcançou. Resgatar e registrar a memória
do automóvel foi a forma encontrada pela empresa
para prestar a homenagem, lançando O Século
do Automóvel no Brasil, obra da qual extraímos
os seguintes trechos:
O jornalista José do Patrocínio trouxe
o segundo automóvel para o Brasil. Assim como o Peugeot
de Santos Dumont, o carro de Patrocínio, um Serpollet,
movido a vapor, com motor de 8 cv e quatro cilindros em
V, fora comprado na França, nos arredores de Paris.
Causou espanto e admiração entre os transeuntes
ao circular pelas ruas do Rio.
José do Patrocínio convidou diversos
amigos para a estréia do automóvel, mas ninguém
aceitou o desafio. Em nome da segurança, preferiram
continuar andando de tílburi, puxado por burros e
cavalos. Mas, em dado momento, um deles concordou com o
jornalista. Tratava-se do poeta Olavo Bilac, que desejava
aprender a difícil arte de dirigir. Os
dois amigos marcaram um encontro, numa manhã de domingo,
para colocar em prática a aventura.
Acidentes começam no século 18 -
O Século do Automóvel no Brasil conta que
José do Patrocínio e Olavo Bilac saíram
com o automóvel espalhando pânico entre os
moradores da rua Olinda. Depois de atravessar a cidade alarmada,
o Serpollet tomou o rumo da estrada da Tijuca. Bilac estava
no comando e Patrocínio insistia para o poeta dar
cada vez mais pressão no veículo. O inevitável
para um motorista sem prática aconteceu numa curva:
Olavo Bilac perde o controle da alavanca de direção,
o carro bate numa árvore e depois despenca num barranco.
Jornalista e poeta se salvam, mas o veículo fica
inutilizado, tem perda total.
Ainda em meados de 1897, também no Rio de Janeiro,
aconteceu o que talvez tenha sido o segundo acidente automobilístico
ocorrido no Brasil. O industrial Álvaro Fernandes
da Costa Braga, fundador da fábrica de chocolate
e café Moinho de Ouro, importara um carro Benz, com
motor monocilíndrico de 6 cv. Na parte traseira da
carroceria, mandou instalar um pequeno moinho estilo holandês,
de quatro pás, para fazer propaganda de seus produtos.
Como não sabia dirigir, Braga pediu ajuda a dois
amigos James Mitchell, que assumiu a alavanca de
direção, e J.A. Byington, que se instalou
dentro do moinho. Braga vai na boléia. Na praia de
Botafogo, o trio cruza com um bonde puxado a burros, os
quais se espantaram com as pás do moinho girando.
Os animais empinam e partem pra cima do carro-propaganda.
Quando tentei sair dos escombros, o bonde estava atravessado
na linha, diversas passageiras tinham desmaiado e o cocheiro
português tentava convencer um dos burros que no moinho
não podia ficar, relembrou Byington tempos
depois do acidente.
Até 1900 apenas quatro automóveis haviam
sido importados para o Brasil. Os dois existentes em São
Paulo, o de Santos Dumont e o de Tobias de Aguiar, quase
não rodavam por causa das ruas estreitas com calçamento
precário. Os outros dois que foram para o Rio de
Janeiro viraram sucata. Portanto, o transporte continuava
sendo feito por veículos de tração
animal e as novidades ficavam restritas a umas poucas linhas
de bondes elétricos.
São Paulo e Rio se transformam - O automóvel
transformou São Paulo e Rio de Janeiro mais intensamente
a partir dos anos 10 do século passado. Ruelas coloniais
foram substituídas por avenidas, o que mudou o traçado
viário das duas capitais. O Centro de São
Paulo passou a acolher mansões de ricos fazendeiros
e os imigrantes começaram a chegar cada vez em maior
número para trabalhar em indústrias emergentes.
As importações de automóveis também
cresceram rapidamente. A novidade tomou conta não
apenas das ruas. A imprensa destacava o automóvel
sempre como um grande assunto e até uma revista foi
lançada utilizando o som característico das
buzinas da época como título: Fon-Fon!
Em 1907, o automóvel já era destaque do carnaval
carioca, surgindo nos anos seguintes o tradicional corso,
com guerras de serpentina, confete e jatos de lança-perfume
entre os foliões que desfilavam de carro pelas ruas
centrais.
Nesta época o carro mudou o comportamento da sociedade
até em relação aos trajes. Para dirigir,
os homens usavam longas capas, bonés e óculos
semelhantes aos de aviadores, enquanto as mulheres se vestiam
como se fossem a um baile. Elas também usavam véus
para proteger a pele contra o pó que os carros levantavam
nas estradas de terra. No interior de São Paulo e
do Rio de Janeiro foram abertas estradas para permitir maior
circulação de mercadorias, favorecendo os
centros produtores.
Aos poucos as máquinas de quatro rodas movidas
por motores a combustão vão deixando de ser
objeto de luxo da elite para servir também a classe
média. Fazendeiros do interior passam a transportar
suas mercadorias nos pequenos caminhões Ford modelo
T, cujas peças podem ser encontradas até em
quitandas e botequins à beira das estradas,
publica O Século do Automóvel no Brasil.
Este capítulo da história do automóvel
no cenário nacional que se refere à disponibilidade
de peças já na primeira década do século
passado nos remete aos dias atuais: a importância
do pós-venda e da assistência técnica
para determinar o sucesso ou o fracasso de uma marca no
mercado. O Departamento de Peças e Serviço
continua sendo um dos desafios, exigindo constantes investimentos
tanto por parte da montadora como das concessionárias
porque representam, antes de mais nada, a fidelidade do
cliente.
No caso do Ford modelo T, este foi o grande segredo desvendado
por Henry Ford. Um veículo produzido em escala suficiente
para torná-lo, em termos de preços, acessível
a um número cada vez maior de consumidores deveria
obrigatoriamente ter o atendimento ao cliente como uma de
suas principais armas. Henry conseguiu isso!
Percy Faro - Diário On-line
MACHISTA E NADA DEMOCRÁTICA
O acesso à internet ainda é bastante restrito,
apesar dos incentivos dados por bancos e outras instituições
para a compra de equipamentos. Atualmente, somente 17 %
da população mundial tem acesso à internet.
No Brasil, ainda que o número de sites seja grande,
o volume de internautas representa somente 10% da população
brasileira. Os sites de e-commerce ainda são os de
menor fluxo e os usuários são, em sua maioria,
homens.
CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA
o 9,39% do total de internautas ativos brasileiros visitam
sites ligados ao mercado automotivo.
o Em abril de 2002, 669 mil internautas domiciliares visitaram
essas homepages.
o O site www.webmotors.com.br foi o preferido, visitado
por cerca de 383 mil pessoas.
o Entre as montadoras, o site da Chevrolet foi o mais visitado,
com 134 mil. A Fiat ocupa o segundo lugar, com 72 mil.
o 181 mil usuários acessam sites de montadoras.
o 548 mil usuários acessaram sites independentes
Fonte: Pesquisa IBOPE e.Ratings.com Abr./02
INTELIGENTE
É difícil encontrar quem discorde. Oferecer
sempre mais para o cliente deve ser o objetivo de qualquer
empresa. Aqueles que apostam no e-commerce defendem que
as lojas virtuais representam a melhor maneira de levar
para o público o máximo de informações,
serviços e produtos e, com isso, alavancar vendas
e novos consumidores.
Porém, as experiências mostraram que os clientes,
sobretudo no mercado de reposição independente,
buscam ainda mais - o contato com vendedor, uma vez que
tanto varejistas quanto mecânicos prezam muito a liberdade
de negociação. "O assédio aos
clientes é sempre muito grande. Por isso não
acreditamos em mudanças no hábito de compras
em curto prazo. Além disso, o acesso e a aquisição
de infra-estrutura para internet ainda não são
ideais", comenta Eduardo Casimiro, gerente de marketing
da Roles, cujo site fornece somente informações
institucionais.
Porém não restam dúvidas de que os
benefícios trazidos pela internet são saudáveis
para qualquer empresa, principalmente se a rede é
usada de forma racional e estratégica. Além
de facilitar a comunicação entre funcionários
e forne-cedores, agilizando negociações e
possíveis evoluções, o uso inteligente
da rede pode até mesmo alavancar as vendas sem "esfriar"
o relacionamento entre vendedores e clientes, corrigir erros
administrativos e redirecionar políticas comerciais.
"Ainda que a cultura do e-commerce não esteja
disseminada no nosso mercado, a internet tem sido muito
útil para o desenvolvimento de nossa política
comercial e, principalmente, para a evolução
de nossos negócios", conta Casimiro.
A Roles foi a primeira a investir na informatização
dos seus representantes. Hoje, é possível
à empresa levar ao cliente toda a sua estrutura e
estoque em tempo real. "Os principais benefícios
conquistados com a informatização dos representantes
são a velocidade e a segurança com que as
operações comerciais são efetuadas.
A única preocupação do representante
é com a atualização diária do
estoque", explica Casimiro. Armados com um computador
portátil, os representantes da Roles efetuam e transferem
os pedidos imediatamente. "Inicialmente sentimos uma
certa resistência de alguns representantes, inseguros
diante da novidade. Porém, o manuseio do equipamento
é extremamente fácil e, além disso,
esses profissionais receberam treinamento e um CD-ROM de
ajuda.
A idéia é mostrar que as atividades e resultados
da equipe serão cada vez melhores", completa
Casimiro. "O grande diferencial do nosso sistema é
que o representante pode trabalhar offline, ou seja, não
é necessário que ele se conecte quando está
na loja do cliente", finaliza.
Assim como a Roles, a DPK também tem investido na
informatização dos seus representantes, ao
desenvolver uma linha interna de financiamento para ajudá-los
na compra do equipamento. "Hoje 30% dos nossos representantes
já possuem o computador, nossa meta é expandir
o número de pessoas que tenham acesso online às
informações da DPK", revela Alexandre
Tauil.
Em busca da agilidade e excelência no atendimento,
a Sama também disponibiliza um sistema que permite
aos clientes rastrear de forma online seus pedidos em tempo
real. "Ao equipar o representante com notebooks, aumentamos
sua produtividade, já que eliminamos de bloco de
pedidos e lista de preços", conta Rodrigo Carneiro,
diretor comercial da empresa.
Paulo Poydo
CONHECENDO O ÓLEO
IDEAL
Qual o óleo mais indicado
para o motor do seu carro
A boa lubrificação é um dos
aspectos mais importantes para a longevidade do motor. Usar
óleos de boa qualidade e respeitar os prazos de troca
que constam no manual do proprietário é fundamental.
Na hora de escolher o melhor lubrificante, é preciso
saber não apenas o significado das siglas e dos números
relacionados à viscosidade e ao nível de aditivos,
mas também os tipos de óleo disponíveis.
Confira o que cada um deles significa e qual é o
tipo mais adequado para o motor do seu carro.
MINERAIS MULTIVISCOSOS: são os mais comuns no mercado.
Adequados para motores convencionais de qualquer cilindrada,
têm a viscosidade adaptada à temperatura de
funcionamento do motor, atingindo os principais pontos de
lubrificação com eficiência mesmo no
inverno, quando há maior resistência ao escoamento
do lubrificante pelas galerias de óleo.
Mas, com o tempo, provocam carbonização principalmente
no cabeçote e nas sedes de válvula, caso não
sejam usados aditivos especiais para evitar o problema.
SEMI-SINTÉTICOS: são os de base sintética
e mineral, recomendados para motores mais potentes e que
atingem um nível de rotação acima da
média. Por terem menor quantidade de compostos de
carbono mineral, provocam menos carbonização
das câmaras de combustão, o que facilita a
entrada e saída dos gases de admissão e escape,
além de evitar problemas de batida de pino.
Outra propriedade desse tipo de óleo é a
de formar uma película protetora nas paredes dos
cilindros, diminuindo o atrito entre as partes móveis
durante a partida.
SINTÉTICOS: são os mais caros, usados nos
carros das categorias mais importantes do automobilismo
mundial pela curva de viscosidade constante, independentemente
da temperatura de funcionamento do motor, e por não
provocarem carbonização. Também podem
ser usados nos modelos esportivos com alta taxa de compressão
ou nos turbinados.
Devem ser usados desde os primeiros quilômetros,
por causa dos aditivos dispersantes, que desprendem a carbonização
(o uso tardio pode entupir as galerias de óleo).
O único problema em usá-los em carros convencionais
é o desperdício de dinheiro.
Importante: Ao contrário do que muitos pensam, os
óleos sintéticos NÃO SÃO os
mais indicados para os carros 1.0, só porque estes
trabalham em regime de alto giro. Para escolha do óleo,
o que conta é o nível de potência e
a taxa de compressão, e não a faixa de giro
do motor. Portanto, carros econômicos pedem óleos
também de preço mais acessível, como
os minerais.
SAIBA O SIGNIFICADO DAS LETRAS E NÚMEROS
O número colocado antes da letra W (de winter, inverno
em inglês) corresponde ao código da temperatura
mínima que o óleo é capaz de suportar
sem perder suas propriedades lubrificantes, e o número
que vem em seguida está relacionado à temperatura
máxima em que pode ser usado.
O número depois da letra W varia de 0 a 25. Quanto
menor ele for, menor será a temperatura que ele suportará.
O outro, fica entre 30 e 60, seguindo a mesma lógica:
quanto maior ele for, maior será a temperatura a
que ele irá resistir. Citando um exemplo: um óleo
0W30 vai lubrificar o motor com a mesma eficiência
entre -60ºC e 300ºC (há uma tabela que
indica a correspondência entre os números e
a temperatura.
Já o nível de aditivos é medido pela
norma API (American Petroleum Institute). Da seguinte forma:
sempre depois da letra S existe uma outra letra correspondente
à quantidade de aditivos. Quanto mais próxima
da letra Z, maior será a quantidade de aditivos.
Assim, um óleo API SJ terá mais aditivos do
que um SE. Por isso é importante respeitar os códigos
de óleo indicados pelo fabricante do carro, no manual
do proprietário.
TUDO BEM, VOCÊ É
UM ÓTIMO MOTORISTA...
Lançado sensor de proximidade
que evita batidinhas
A Olimpus, maior fabricante de antenas automotivas da América
Latina, está lançando a nova versão
do Back Sonar, sensor de proximidade que facilita as manobras,
principalmente dos veículos maiores como as Vans
e Pick Ups, prevenindo as famosas batidinhas traseiras na
hora de estacionar.
O lançamento da Olimpus ficou ainda mais eficiente
e conta agora com três sensores que são ativados
toda vez que a marcha a ré é engatada: conforme
o veículo vai se aproximando do obstáculo,
o motorista é alertado por um som de bip que fica
dentro do veículo: a 90 centímetros do obstáculo,
o bip do sensor começa a tocar. Com 60 centímetros,
o som do bip aumenta a freqüência e perto dos
40 centímetros de distância, o sinal sonoro
torna-se contínuo.
Fácil e rápido de instalar é imperceptível
e não afeta o design do carro. Além dos veículos
tipo Vans e Pick Ups, o Back Sonar pode ser instalado em
qualquer carro, nacional ou importado.
O kit do Back Sonar é composto por três sensores
de microondas, uma central eletrônica, um alimentador
de 12 volts e o bip que emite o som de alerta.
Os sensores, no formato oval, são colados, um em
cada uma das extremidades da traseira do veículo
e, outro no meio.
São ligados à luz da ré. A central
eletrônica pode ser instalada dentro do carro ou do
porta-malas e o bip fica no interior do veículo.
O Back Sonar da Olimpus pode ser encontrado e instalado
em todo o Brasil, nas melhores lojas de som e acessórios.

Mecânica Online & Agile Comunicação
NA HORA DA VIAGEM
Cuidados para fazer uma viagem
segura
Os cuidados que você deve tomar, para fazer
uma viagem sem sobressaltos no início do ano
As estatísticas da Polícia Rodoviária
Federal mostram que grande parte dos acidentes ocorridos
nas estradas federais ocorreram por defeitos nos veículos.
Nesta época, em que as férias se iniciam,
o risco de acidentes, em função do grande
movimento nas estradas, é muito grande, principalmente
se o veículo não estiver em boas condições.
Por isso, antes de sair em férias com a família
e viajar para aquele merecido repouso, faça uma checagem
completa no carro, vistoriando os principais itens de segurança,
como pneus, freios, amortecedores, luzes, limpador do pára-brisas
etc.
Não se esqueça, uma boa viagem começa
com todos usando o cinto de segurança e com atenção
especial para as crianças.
Lugar
de criança é no banco de trás - Mas
esta não é a única recomendação
que deve ser seguida. Crianças devem ser transportadas
em cadeiras de segurança, de acordo com o seu tamanho
e até 36 kg. Testes comprovam que a criança
usando cadeira de segurança tem até 71% de
chance de sobreviver em um acidente de carro. "A maioria
das mortes e lesões que ocorrem com as crianças
no carro pode ser prevenida, usando-se cadeiras e cinto
de segurança corretamente", explica o Dr. Miguel
Doherty, professor de cirurgia pediátrica e coordenador
nacional do Criança Segura Safe Kids Brasil.
Por que as crianças estão em risco no
trânsito - Os acidentes de trânsito, dentre
as causas externas, são a causa-líder de mortes
com crianças até 14 anos. Para se ter uma
idéia, a cada ano, no Brasil, mais de 1.200 crianças
passageiras morrem vítimas de acidentes de carro.
Mesmo um motorista cuidadoso não pode controlar o
comportamento dos outros ou eliminar a probabilidade de
um acidente. E nessas ocasiões as crianças
podem ser as maiores vítimas. Andar de carro sem
proteção é o grande fator de risco
para morte e lesões em crianças ocupantes
de veículos.
Veja qual é o tipo de cadeira de segurança
mais adequado ao peso e à idade de seu filho
1 - Bebês até 1 ano de idade que pesem até
9 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de costas
para o movimento. Nunca coloque seu bebê no banco
da frente do carro. A cadeirinha de segurança deve
ficar de costas para o movimento.
2 - Crianças maiores de 1 ano que pesem entre 9
e 18 kg devem ocupar cadeirinhas de segurança de
frente para o movimento. A cadeirinha deve ser colocada
na posicão vertical.
3 - Crianças entre 18 e 36 kg devem usar suporte
de segurança. Algumas crianças são
crescidas demais para ocupar cadeirinhas de segurança,
mas ainda não possuem tamanho suficiente para utilizarem
somente o cinto. O suporte de segurança permite que
o cinto de segurança do veículo ajuste-se
corretamente à criança, ou seja, deve manter-se
sobre os quadris e acima das coxas, passando confortavelmente
pelo ombro. O suporte de segurança deve eleva a criança,
posicionando corretamente o cinto de segurança.
4 - Mais de 36 kg. A maioria das crianças que pesam
mais de 36 kg e com idade a partir de 10 anos pode usar
o cinto de segurança de 3 pontos, sem suporte de
segurança. Para que uma criança fique segura
usando um cinto, ela deve ter altura suficiente para sentar-se
e dobrar seus joelhos na a borda do assento sem deslizar.
O cinto de segurança deve ser ajustado no ombro e
nos quadris. Nunca coloque o cinto de 3 pontos por baixo
do braço de seu filho nem por trás das costas.
Cuidados especiais também com o carro
Água e Óleo - O superaquecimento é
um dos maiores inimigos do motor. Por isso, antes de viajar,
observe os níveis de água e óleo. Para
uma checagem perfeita, mantenha o carro em um terreno plano
e com o motor frio.
O nível do óleo deve estar rigorosamente
entre os limites máximo e mínimo da vareta
de medição (em geral, são dois pequenos
traços no final da vareta).
O Manual do Proprietário traz a quilometragem ideal
para a troca rotineira do óleo e dos filtros. Sempre
que possível, faça a substituição
completa. Evite misturar óleos de marcas distintas
ou com tempo de uso diferente.
Com o passar do tempo, o óleo perde parte de suas
propriedades anticorrosivas e antitérmicas.
Cuidado extra deve ser tomado com o filtro. Se estiver
muito contaminado, vai "sujar" o novo óleo
que passa a circular no motor.

A água é outro item vital para o motor. Também
exerce papel fundamental na refrigeração.
Motores que não utilizam radiadores selados precisam
de verificação constante. No mercado, além
do aditivo ACDelco, há outras marcas de aditivos
para radiadores que evitam não apenas a corrosão
e o superaquecimento, mas até o congelamento (boa
dica para quem pretende rodar por lugares com temperaturas
muito baixas).
Faróis, lanternas e limpador de pára-brisas
- Ver e ser visto - Esse é o princípio
básico da segurança. Faróis, lanternas
e limpador de pára-brisas devem estar em boas condições
e têm de ser usados corretamente. Ao fazer uma conversão,
um carro pode tornar-se perigoso se o motorista esquecer
de acionar as setas. O mesmo acontece com os faróis.
Uma vez desregulados, ofuscam quem vem em sentido contrário
e impossibilitam uma visualização perfeita
do que o motorista tem à sua frente.
Freios
- Tão importante quanto ter um carro com ótima
aceleração, é saber que está
em boas condições para frenagens de emergência.
Se você costuma rodar com seu carro em grandes centros
urbanos o ano inteiro, todos os dias da semana, é
bom avaliar o estado das lonas, pastilhas de freio e fluido.
Nos congestionamentos, acionamos inúmeras vezes
os freios, o que reduz a vida útil desses componentes.
Mesmo quem conta com o moderno sistema ABS no carro, deve
estar atento à sua manutenção.
Uma dica para quem já providenciou a substituição
das lonas ou pastilhas dos freios, e deseja que mantenham
o máximo de eficiência, é utilizar o
freio do motor (marcha reduzida) principalmente em descidas
de serra. Também é bom lembrar que os freios
ABS servem para manter a dirigibilidade e não apenas
para parar mais rápido.
Diminuir a velocidade do veículo utilizando a redução
racional das marchas é sinônimo de economia
e segurança. Tentar manter a velocidade constante
ao longo do trajeto (evitando arrancadas fortes e frenagens
bruscas) poupa o sistema de freios e a suspensão
de maiores esforços.
Onze
mandamentos dos pneus - Pneu é assunto sério.
Uma calibragem mal feita, a banda de rodagem meio gasta
e até a escolha errada da roda podem representar
o fracasso das férias. Portanto, antes de pegar a
estrada, faça uma checagem rigorosa das condições
dos pneus de seu veículo, de acordo com orientação
dos especialistas da General Motors do Brasil.
1 - Se você possui o Manual do Proprietário
de seu veículo, parabéns. Ele é a referência
exata do que é mais adequado para cada condição
de uso. Normalmente, a pressão dos pneus deve ser
ligeiramente maior quando o veículo roda com sua
capacidade total de carga e passageiros.
2 - Modelos com motores dianteiros dotados de ar-condicionado,
por exemplo, exigem uma calibragem diferenciada nos pneus
da frente em relação aos traseiros.
3 - Se o pneu costuma esvaziar com freqüência,
é sinal de algum dano na roda (pneus sem câmara)
ou da presença de algum objeto perfurante. Nesses
casos, jamais tente contornar o problema aplicando maior
pressão no pneu avariado para mantê-lo "cheio
por mais tempo". Lembre-se: a calibragem deve ser equilibrada.
4 - Certifique-se de que as rodas não estejam amassadas
ou com trincas. Cheque com freqüência a banda
de rodagem e a lateral dos pneus. Desgaste excessivo, presença
de rachaduras ou eventuais cortes exigem a substituição
imediata do pneu.
5 - Procure manter os quatro pneus com o mesmo desenho
da banda de rodagem e com o mesmo tipo de roda. Dessa forma,
o desempenho do veículo se manterá linear,
principalmente sob chuva.
6 - Com pneus cheios demais, o carro vibra excessivamente
e apresenta desgaste precoce da suspensão e da parte
central da banda de rodagem. Pneus com baixa pressão
fazem o carro gastar mais combustível e desgastar
as laterais da banda de rodagem.
7 - Pelo menos a cada seis meses faça o rodízio
de pneus. Ele é outra garantia de longa vida para
banda de rodagem.
8 - Faça, a cada ano, o alinhamento e o balanceamento
das rodas. De nada adianta comprar pneus novos para seu
carro se todo o conjunto restante (rodas, amortecedores,
suspensão, freios etc) estiver com problemas. A boa
dirigibilidade de um veículo depende do equilíbrio
entre todos os componentes.
9 - Jamais esqueça do estepe! Quase sempre escondido
sob a bagagem de toda a família, ele deve receber
a mesma atenção dedicada aos demais pneus,
principalmente na hora de fazer o rodízio.
10 - Na hora de cuidar da aparência do carro, outro
detalhe importante: escolha com cuidado o produto para melhorar
o visual do pneu. Muitos têm em sua fórmula
substâncias que ressecam a borracha, o que pode causar
rachaduras.
11 Na chuva, verifique pelo retrovisor as marcas
que os pneus deixam no asfalto. Se elas sumirem, o veículo
poderá estar aquaplanando. Assim, tire o pé
do acelerador gradativamente, até que as marcas dos
pneus se tornem visíveis novamente, com o conseqüente
retorno da aderência.
Com aditivos adequados, rode melhor e gaste menos -
Utilizar corretamente os vários tipos de aditivos,
na hora de abastecer o tanque de combustível ou trocar
o óleo do motor, é o segredo para que os proprietários
de veículos e motoristas consigam reduzir os gastos
com sua manutenção, melhorar o desempenho
do motor e economizar em consumo e troca de peças.
Aditivo não é supérfluo. É uma
forma de manutenção preventiva. Os aditivos
agem diretamente sobre as causas do desgaste excessivo de
peças e componentes dos veículos, como a formação
de depósitos no sistema de lubrificação
e de admissão de combustível, falhas na lubrificação
especialmente em partidas a frio , corrosão
no sistema de refrigeração do motor etc.
Não utilizar aditivos como forma de economia é,
na verdade, uma maneira de gastar muito mais ao fazer a
manutenção do veículo ou nas revisões
periódicas. Além disso, os aditivos promovem
economia de combustível e diminuem a emissão
de poluentes, o que deve ser uma preocupação
de todos, principalmente nos grandes centros urbanos.
Veja como é fácil saber se o aditivo utilizado
está dando resultado:
Verifique se foi reduzida a emissão de poluentes;
se aumentou o desempenho do motor ou caiu o consumo de combustível.
Em um nível mais profissional, mecânicos poderão
constatar se houve redução no desgaste das
peças, e se não há depósitos
nos sistemas de lubrificação e de admissão
de combustível.
Os aditivos têm, como principal função,
manter e restaurar as condições originais
dos sistemas mecânicos, garantindo que continuem funcionando
em sua faixa ótima de desempenho.
Aditivo evita falhas na injeção eletrônica
- A injeção eletrônica dos veículos
corre um perigo constante: o entupimento do orifício
por meio do qual o combustível é injetado
para o interior do cilindro (câmara de combustão).
Depósitos de impurezas e borras formados no sistema
de injeção do combustível podem obstruir
essa passagem, e aí ocorrerão falhas de funcionamento,
o que só poderá ser corrigido por uma limpeza
periódica nos bicos injetores. Para se evitar esses
transtornos, deve-se utilizar o aditivo adequado, que mantém
o bico injetor funcionando em seu melhor desempenho.
A limpeza de bicos injetores em uma oficina é uma
operação complexa e demorada.
Por isso, é muito mais prático e descomplicado
utilizar aditivos que evitem e limpem a formação
de depósitos nos bicos injetores.
Seguro é tranquilidade com contrato assinado
- Hoje em dia, fazer um seguro do automóvel é
uma precaução indispensável. Todo o
investimento com a manutenção preventiva pode
ser totalmente perdido em segundos. Quem já teve
um carro roubado ou danificado em uma colisão, conhece
o assunto muito bem.
Por isso, investir parte do seu 13º salário
em uma apólice é uma forma de garantir sua
tranqüilidade durante as férias deste ano. Ou,
dependendo do contrato, durante vários anos. Atualmente,
existem inúmeros contratos com as mais variadas formas
de pagamento e pacote de benefícios.
Porém, antes de fechar negócio, é
vital que o proprietário do veículo certifique-se
da idoneidade da seguradora, dando preferência àquelas
empresas com tradição no ramo de seguros para
veículos.
No mercado brasileiro, há várias empresas
que oferecem não apenas seguros de automóveis,
mas residenciais ou seguro de vida individual e familiar,
todos com qualidade. Portanto, faça uma boa pesquisa
de preços e vantagens oferecidas.
Veja
o que fazer se você vendeu o veículo segurado
- Comunicar imediatamente à seguradora a venda
do seu veículo, conforme mencionado nas condições
gerais da apólice. Um contrato de seguro avalia o
bem segurado. Portanto, o seguro é exclusivo da pessoa
que o contrata. Quando o veículo muda de proprietário,
o risco muda com o perfil do segurado. Algumas seguradoras
dão descontos de acordo com a faixa etária,
sexo e estacionamento em garagem fechada. Mais um motivo
para o seguro ser exclusivo da pessoa. Da mesma forma, o
bônus só é válido para o contratante
do seguro, e não pode ser transferido.
Para quem comprou: ligar ou ir a um posto do DETRAN, para
verificar se existe alguma restrição para
o veículo, tais como multas, alienação,
bloqueios, débitos, queixas de furto. Solicite de
imediato a transferência de direito e obrigação
da apólice para o novo proprietário. Confira,
nos veículos fabricados desde 1988, se as três
etiquetas adesivas obrigatórias (onde está
parte da numeração do chassi) não apresentam
qualquer tipo de rasura.
Mecânica Online & Texto base: Nereu
Leme - GM
PILOTOS URBANOS
Habilidade de pilotos no trânsito
Profissionais precisam agir com rapidez e segurança
Um dos fatores mais estressantes do mundo moderno é
o trânsito. Em horários de pico, como meio-dia
e seis da tarde, os motoristas podem levar horas para percorrer
trechos pequenos, graças aos congestionamentos, cada
vez mais comuns em grandes centros urbanos.
Se apenas de imaginar esta situação você
já se sente nervoso, imagine como é a vida
de quem precisa furar os engarrafamentos com velocidade
e segurança. Este é o dia-a-dia dos pilotos
de ambulância, carros de resgate e viaturas da polícia.
Para estes motoristas rapidez e eficiência é
uma necessidade, pois alguns minutos a mais podem significar
uma vida. "Além de tudo temos que pensar nos
nossos companheiros dentro do carro, que colocam suas vidas
em nossas mãos", afirma Edson Peçanha,
que há seis anos dirige viaturas da Rádio
Patrulha da Polícia Militar. O policial já
participou de diversas perseguições e diz
que o maior problema é antever os gestos dos outros
motoristas. "As pessoas não têm muita
noção de trânsito e cometem diversas
infrações", comenta.
Há sete anos dirigindo um dos carros de resgate
do Corpo de Bombeiros, José Wilson Simas diz que
já se acostumou à responsabilidade que o trabalho
exige. Ele sabe que o tempo que leva para fazer o percurso,
entre o quartel na avenida João de Barros e o local
da ocorrência, pode ser determinante para quem está
acidentado. Simas afirma que precisa dirigir ofensiva e
defensivamente. "Tenho sempre que pensar rápido,
agir logo e, ainda assim, tomar cuidado com os outros no
trânsito".
O motorista de ambulância Carlos Freire e o policial
Moisés Lino concordam com Simas. Para eles os motoristas
na rua dificultam a passagem, na maioria das vezes por falta
de conhecimento. "As pessoas conduzem de forma lenta
na faixa esquerda e tentam ser rápidas pela direita.
O trânsito fica mais difícil assim", diz
Moisés Nilo.
Outra queixa dos pilotos é sobre a falta de atenção
nas ruas. Eles contam que é comum encontrar pessoas
com os vidros do carro fechados, e o som ligado em volume
alto, o que atrapalha na hora de escutar a sirene. Além
dos que falam ao celular, apesar da proibição
legal. Os profissionais do volante fazem um alerta e pedem
aos motoristas para que fiquem atentos, principalmente nos
maiores corredores viários, por onde circulam sempre
muitos veículos. "Eles podem perder uns minutos,
não nós", observa Carlos Freire.
DIFÍCIL - Ter uma profissão destas não
é fácil: além de precisar ser aprovado
num concurso público, no caso dos policiais militares
e bombeiros, é necessário um curso de direção
específica. Os aprovados também têm
que ficar, periodicamente, fazendo cursos de reciclagem.
Os cursos duram, em média, quinze dias e com instruções
de oficiais das corporações e de técnicos
do Detran. Ao terminar as aulas o motorista vai adquirindo
aos poucos o ritmo do trabalho nas ruas. Nas aulas eles
aprendem como guiar em situações de perigo,
sem pôr em risco a vida dos integrantes da viatura,
ou os outros motoristas no trânsito. "O mais
difícil é enfrentar um tiroteio em velocidade.
Temos a responsabilidade de nunca atingir ninguém,
ao contrário dos bandidos", conta Peçanha.
Os motoristas da Rádio Patrulha ainda devem desempenhar
uma segunda função, auxiliando os colegas
na hora de isolar um local. Para isto eles empunham a arma
e se posicionam atrás do veículo, para dar
cobertura ao pessoal de campo. "Todos envolvidos na
operação devem participar, antes de sermos
motoristas, somos policiais", diz Nilo.
Encarar troca de tiros é exclusividade da polícia,
mas o motorista de ambulância Carlos Freire vive situações
difíceis, ouvindo os pacientes gritarem, o que, normalmente,
tiraria a concentração no trânsito.
"No começo ficava muito nervoso quando isto
acontecia, hoje tento deixar um pouco de lado, porque tenho
que ser rápido e ao mesmo tempo cuidadoso ao volante".
TRANSPORTE (IN)SEGURO
Usar vidro temperado
em pára-brisa
de ônibus fere leis de trânsito, alerta
executivo
De acordo com o artigo 1º da resolução
do Conselho Nacional de Trânsito nº 710, de 16
de agosto de 1988, é obrigatório o uso de
vidro de segurança laminado no pára-brisa
de todos veículos automotores de fabricação
nacional, produzidos a partir de 1º de janeiro de 1991.
No entanto, segundo o gerente da Vitrotec Vidros de Segurança,
Luiz Carlos Mendes, muitas empresas de ônibus
não cumprem esta exigência.
O executivo diz haver empresários que alegam não
saber distinguir um vidro laminado de um vidro temperado.
O artigo 2º da resolução, no entanto,
é muito claro: determina que os pára-brisas
laminados devem conter a identificação com
o certificado emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro)
em local apropriado. Não há justificativa
plausível para não ver a diferença.
Se não houver identificação no vidro,
este produto está irregular, afirma Mendes.
O gerente da Vitrotec informa que os veículos saem
das montadoras com vidros laminados e que o problema começa
depois. Quando ocorre algum problema que exige a troca
do vidro, este é substituído por um temperado,
geralmente mais barato que o laminado, diz Mendes.
Os usuários e os condutores correm riscos.
É preciso que os empresários tenham esta consciência
e que os sindicatos lutem pela segurança dos trabalhadores,
afirma o executivo. Em um acidente ocorrido recentemente
em Fortaleza, uma passageira foi atirada para fora do ônibus
pelo pára-brisa e em seguida atropelada pelo próprio
veículo. Se o vidro fosse laminado, ele não
teria se rompido, afirma Mendes. Em colisões,
os estilhaços de vidros temperados podem causar sérios
ferimentos aos motoristas, podendo até mesmo cegá-los.
O vidro laminado, é composto por lâminas de
vidro intercaladas por películas de polivinil butiral,
um plástico (polímero) resistente que impede
o estilhaçamento.
Mecânica Online & Ex-Libris Assessoria
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