Mecânica Online
Tecnovidade
Edição 37 - Janeiro de 2003
Conteúdo básico

CORRENDO PELA 25ª VEZ
Tarek é o protótipo da
Volkswagen
para correr no Rally Dakar 2003

A Volkswagen vai competir pela primeira vez em sua história no Rally Dakar, que começou em primeiro de janeiro. Na edição 2003, que marca os 25 anos de existência da prova, a Volkswagen correrá com o protótipo chamado Tarek. Com chassi tubular, amplo uso de fibra de carbono e motor de 218 cv, o Tarek marca, também, a primeira participação da Volkswagen em uma prova off-road de longa duração. O Rally Dakar tem a largada em Marselha, sul da França, e chegada em Sharm El Sheikh, no Egito.

O protótipo foi desenvolvido em parceria pela Volkswagen e Italdesign, empresa do projetista Giorgetto Giugiaro. A apresentação foi feita no início de dezembro, durante o Salão de Essen, na Alemanha.

O chassi do protótipo utiliza tubos em fibra de carbono, mesmo material da carroceria. O motor é um TDI (Turbo Diesel), que tem quatro cilindros em linha e desenvolve 218 cv. O carro tem 4,60 metros e pesa 1.180 kg. Nos primeiros testes, realizados no Marrocos, o veículo mostrou-se bastante competitivo.

Com o Tarek, a VW pretende adquirir experiência em competições off-road internacionais de longa duração. “Não vamos estabelecer previsões quanto aos nossos resultados no Rally Dakar, mas estou convencido de que podemos nos destacar. Será um enorme aprendizado”, afirmou Rudolf-Helmut Strozyk, diretor da Volkswagen Racing.

A equipe VW será composta por três duplas: a alemã Jutta Kleinschmidt (primeira mulher a vencer uma etapa do Rally Dakar) e a italiana Fabrizia Pons (vice-campeã do Mundial de Rali em 1982 como navegadora), o belga Stéphane Henrard e o irlandês Bobby Willis (ambos com grande experiência em provas de longa duração) e os alemães Dieter Depping (estreante no Rally Dakar) e Walter Bachhuber (ex-piloto de motos e navegador experiente). Mais informações sobre a participação da VW no Rally Dakar podem ser obtidas no site www.touareg-dakar.com.

NOVAS TECNOLOGIAS
Ford avança na tecnologia de diagnóstico dos automóveis

A tecnologia dos automóveis evoluiu muito nos últimos anos, principalmente com o avanço da eletrônica embarcada, cada vez mais integrada aos componentes mecânicos.

Nos veículos mais modernos, módulos eletrônicos comandam desde os sistemas de injeção e ignição do motor, a transmissão automática e os freios ABS até as bolsas infláveis (airbags), a carga do alternador, o ar-condicionado e dispositivos de imobilização e alarme antifurto.

Para o motorista, tudo isso se traduz em maior conforto, segurança, eficiência e controle do automóvel. No entanto, poucos se dão conta da verdadeira revolução que a eletrônica vem promovendo debaixo do capô, no momento de fazer a manutenção do seu carro.

A Ford, pioneira no desenvolvimento de várias tecnologias que marcaram o avanço do automóvel, também está na vanguarda nessa área. Os distribuidores da marca no Brasil e no mundo são equipados com o aparelho WDS (World Diagnostic System), sistema de diagnóstico de última geração, semelhante a um computador portátil, que se comunica com os diversos módulos eletrônicos do veículo por meio de conexões e sensores apropriados.

“O WDS é hoje uma ferramenta tão importante quanto a chave de fenda para nossos técnicos. Ele permite diagnósticos muito mais rápidos e precisos para identificar as condições de funcionamento dos componentes e indica se algum deles necessita de troca ou reparo”, diz Ricardo Olivati, supervisor de Treinamento de Serviço da Ford.

O WDS funciona com um software que é atualizado a cada três meses e distribuído para a rede de distribuidores na forma de CD. Para utilizá-lo, os técnicos passam por um treinamento e também são auxiliados pelas instruções passo-a-passo fornecidas pelo programa. Os comandos são acionados diretamente na tela, no sistema “touch screen”.

“Ao ser conectado em um carro da Ford, o aparelho reconhece automaticamente o modelo, suas características, equipamentos, o local e data em que foi fabricado e busca a programação de testes específica para ele”, explica Olivati. “Ele varre os sistemas elétricos e recolhe informações das peças – incluindo número de código e data da última troca –, comunicando-se com os módulos eletrônicos de cada sistema. Além disso, também verifica se os sistemas estão integrados corretamente entre si.”

O WDS permite realizar automaticamente uma série de testes no motor, como: injeção, compressão, equilíbrio de potência relativa, partida, código de falha e ignição. E também checa outros sistemas, como freios ABS, alarmes, airbags, painel de instrumentos e ar-condicionado. Os testes começam pelas verificações mais simples, como o exame de conexões das peças, e vão evoluindo até cercar todas as possíveis causas de falhas.

Além do português, o aparelho pode ser operado em 20 idiomas diferentes, imprime relatórios dos testes e registra todas as operações executadas pelo técnico. “O diagnóstico eletrônico simplifica o trabalho na oficina e traz maior eficiência e transparência nos serviços. O consumidor pode conferir cada item da manutenção feita no seu carro e também evitar eventuais problemas, fazendo a manutenção preventiva de peças que apresentem maior desgaste. É um poderoso aliado para garantir a satisfação dos clientes Ford”, afirma Olivati.

LANÇAMENTOS
Parati Crossover chega para
desbravar
terrenos, com elegância e durabilidade

Crossover é o nome da mais nova versão da Parati, que já está sendo comercializada em todas as concessionárias VW do Brasil. O modelo chega para oferecer ao consumidor brasileiro um automóvel com conceitos de um todo terreno, baseada nas luxuosas SUVs (Sporty Utillity Vehicles), de visual agressivo e imponente, mas sem perder a essência de um carro de passeio.

Entre os principais destaques da Parati Crossover estão: suspensão elevada (27 mm de relação ao solo), detalhes cromados nos pára-choques e na grade dianteira, ponteira de escape oval, faróis duplos, luzes de neblina, roda exclusiva ANGRA 15” com pneus mais altos 195/55, lanternas traseiras fumês e vidros escurecidos Super Tinted. O logotipo cromado “Crossover” aparece na tampa traseira e nas duas portas dianteiras.

A versão é equipada com os motores 1.0 16V Turbo e 2.0 litros. O modelo Turbo tem 112 cv de potência a 5.500 rpm e torque de 15,8 kgfm a 2.000 rpm. O consumo na cidade é de 11,3 km/l e na estrada 16,5 km/l.

Já o modelo 2.0 litros possui os mesmos 112 cv de potência a 5.250 rpm e torque de 17,3 kgfm a 3.000 rpm. Faz de 0 a 100 km/h em 10,7, consome na cidade 10,2 km/l e na estrada15 km/l.

A Crossover traz alguns diferenciais em relação à categoria de veículos de aventura, como por exemplo, aceleração de 0 a 100 km/h em 9,8 s, modelo 16V Turbo, a mais rápida do segmento, maior velocidade máxima, 191 km/h (16V Turbo) e 190 km/h (versão 2.0) e vidros elétricos nas quatro portas.

De série, a Parati Crossover tem direção hidráulica, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura especial, travas elétricas nas quatro portas, imobilizador eletrônico, alarme sonoro de velocidade, alarme Keyless, brake-light e acabamento interno Tear Fly Vermelho (exclusivo). O preço sugerido para ambas as versões é o mesmo: R$ 34.950,00.

No leque de equipamentos opcionais são oferecidos, airbag duplo, freios ABS, espelhos retrovisores externos com controle elétrico, CD Player com quatro alto-falantes, dois tweeters, teclas no volante e banco parcialmente em couro Softline.

A Parati Crossover será oferecida nas cores Prata Reflex, Preto Magic, Vermelho Merlot e Vermelho Crossover, exclusiva para a série.

LANÇAMENTOS
Citroën lança o Xsara Picasso Etoile

Com uma campanha bem-humorada e alinhada ao momento da transição política no País, a Citroën iniciou a promoção Xsara Picasso Etoile, limitada a 5 mil unidades e disponível para as duas versões de acabamento, GLX e Exclusive.

O Xsara Picasso Etoile incorpora ao já excelente pacote de conteúdos de série do modelo, bancos de couro, CD Player frontal, rodas de liga leve e, para a versão Exclusive, o inédito detector de obstáculos traseiro (DOT).

Além disso, o modelo recebeu dois adesivos com o logotipo "Etoile" (estrela, em francês), posicionados no vidro e vigia traseiro. O Xsara Picasso GLX Etoile será vendido por R$ 42.990,00 (mais frete e pintura metálica), o que representa uma vantagem a favor do consumidor de R$ 5.800,00 em comparação aos preços do veículo básico mais os itens da promoção.

Para o Xsara Picasso Etoile Exclusive, o preço sugerido é de R$ 46.990,00 e a redução chega a R$ 6.000,00.

A Citroën vai utilizar na campanha três filmes e uma série de anúncios promocionais, criados pela DuezT Euro RSCG, dos publicitários Duílio Malfatti e Zuza Tupinambá, inspirados no momento da mudança de governo. A campanha apresenta ao mercado os itens da promoção e presta simpática homenagem ao governo que toma posse em janeiro. "Esta campanha simboliza o voto de confiança que a população está dando ao novo presidente e o nome escolhido não poderia ser mais sugestivo", explica Nívea Morato, diretora de marketing da Citroën.

Mais segurança e conforto com o sistema DOT

O Xsara Picasso Etoile Exclusive passa a contar com o detector de obstáculo traseiro (DOT), sistema que previne o condutor sobre obstáculos na área traseira do veículo, reduzindo o risco de colisões e facilitando as manobras do dia a dia. No engate da marcha à ré, dois sensores de proximidade no pára-choque traseiro detectam, através de um sinal sonoro modulado, a presença de obstáculos.

A medida que o veículo se aproxima, o sinal se torna mais intenso, tornando-se contínuo quando o veículo chega a uma distância de aproximadamente 25 cm. O sistema se neutraliza automaticamente em caso de passagem para ponto morto.

Além dos itens da promoção, o Xsara Picasso Etoile incorpora a extensa lista de equipamentos de série do produto, como direção hidráulica, duplo sistema de ar condicionado, quatro air bags, painel de instrumentos digital, computador de bordo, retrovisores com comando elétrico, vidros elétricos nas quatros portas, volante com regulagem em altura, entre outros. O modelo é equipado com o motor 2.0 16V EW10J4, que gera 118 cv de potência a 5.500 rpm e 19,8 kgm de torque a 4.100 rpm, proporcionando excelente dirigibilidade em todas as faixas de utilização.

LANÇAMENTOS
Fiat Strada agora com novo motor 1.8

Quando a Fiat Strada foi lançada no Brasil, em setembro de 1998, as pick-ups representavam cerca de 29% das vendas totais de veículos comerciais. Desde então, essa participação não parou de crescer e hoje atinge ao redor de 36%, graças, principalmente, ao sucesso da Fiat Strada.

Ela tem sido a preferida dos motoristas que procuram uma pick-up robusta, confiável e econômica no transporte de cargas e dos que desejam um veículo compacto com espírito jovem e descontraído. A Strada assumiu a liderança no segmento em 2000 com 37% do mercado e sua participação continuou crescendo e encerrou o ano passado com 40%. Entre janeiro e outubro de 2002, a Fiat Strada ficou com 41% deste mercado.

O bom desempenho da pick-up da Fiat é uma conseqüência, entre outros fatores, da constante inovação pela qual o modelo vem passando. A mais recente foi o lançamento, em novembro, da Strada Fire 1.3, a versão de entrada da linha. Agora é a vez da pick-up da Fiat ganhar mais fôlego com a nova motorização 1.8 8 válvulas para as versões Working e Adventure em substituição aos motores 1.5 e 1.6 16V. Junto com os novos motores, as duas versões ganharam também novos itens de série, como a janela traseira corrediça na Adventure e a direção hidráulica e o conta-giros na Strada Working.

Com a adoção do motor 1.8, a Strada apresenta uma gama renovada e pronta a, mais uma vez, ditar a tendência no segmento e atender a todos os perfis de consumidores: desde quem precisa de um carro robusto para o trabalho, aos clientes de gosto esportivo e amantes da vida fora-de-estrada, servindo ainda como uma opção, em preço, aos carros populares mais completos. O quadro abaixo mostra o que muda na linha 2003 da Fiat Strada:

Strada Working: disposição para o serviço pesado e para o lazer

A Fiat Strada Working é um modelo voltado para o trabalho, para clientes jovens e para todos os que não abrem mão de carros com bom desempenho. Oferecida em versões de cabine normal ou estendida, a pick-up ganhou um upgrade em desempenho com o motor 1.8 de oito válvulas, produzido no Brasil e que substitui os anteriores 1.5 e 1.6 16V.

Desenvolvido visando o fornecimento de um generoso torque em baixas rotações, de fundamental importância num veículo operacional como esse, o propulsor gera 103 cv de potência a 5.400 rpm e abundantes 17,0 kgm de torque a apenas 2.800 giros. Porém, mais de 92% desta força já está disponível desde as 2.000 rpm. Toda essa elasticidade permite vigorosas arrancadas, fôlego extra em subidas e ágeis retomadas de velocidade, garantindo adicional segurança nas ultrapassagens.

A Strada Working, com cabine normal ou estendida, acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s e atinge a velocidade máxima de 178 km/h. O consumo em cidade é de 11,3 km/l e em estrada de 15,2 km/l, para todas as versões. Contribuem para essa vitalidade o sistema de injeção multiponto e sensor de detonação, que otimizam o avanço da ignição em todas as condições de carga e rotações do motor. Com a ajuda deles, o propulsor responde com alto desempenho e eficiência às mais variadas solicitações impostas ao veículo. Também essencial para a agilidade de respostas do motor é o uso do avançado sistema de acelerador sem cabo drive-by-wire.

A tecnologia de ponta também está presente no sistema VE.N.I.CE (siga em inglês para Rede Veicular com Eletrônica de Controle Integrado), que controla funções de três centrais eletrônicas: body computer, controle do motor e do quadro de instrumentos. Este sofisticado recurso reduz em 23% a utilização de "chicotes", terminais e conexões, além de garantir maior confiabilidade do sistema elétrico. Entre as funções do VE.N.ICE estão os sistemas Fiat Code e Follow Me Home, gestão inteligente dos limpadores de pára-brisa, temporização de desligamento das luzes internas e sistema one touch de abertura do vidro elétrico do motorista.

Conforto otimizado

Além da melhora no desempenho, a linha 2003 da Strada Working ganhou novos itens de série que reforçam o conforto do interior moderno e prático. Além da nova padronagem de tecidos, a pick-up traz agora de série direção hidráulica, painel com conta-giros e regulagem de altura para os cintos de segurança. Esses novos equipamentos vêm reforçar uma lista que já contava com vidros verdes, sistema anti-furto Fiat Code e o Follow me home, recurso que permite manter os faróis acesos por alguns instantes, para iluminar a área próxima ao carro após ele ter sido desligado. Como opcionais, a Strada Working pode ser equipada com ar condicionado, rádio/CD player, janela traseira corrediça e acionamento elétrico para travas e vidros.

Externamente, a pick-up da Fiat traz de série estribo traseiro, capota marítima e protetor interno da caçamba, que tem a maior capacidade de carga da categoria. A boa distância entre-eixos de 2.718 mm permite que o compartimento de carga da Strada transportar um volume de 1.100 litros e 705 kg na versão com cabine simples e 800 litros e 685 kg na estendida. A Working também ganhou pneus maiores, 175/80 R14, no lugar dos anteriores 175/70 R14 das versões 1.5, e podem ser combinados com rodas de liga leve opcionais. Já a boa distância livre em relação ao solo de 165 cm, com o veículo carregado, se manteve, o que facilita a transposição dos mais diversos tipos de obstáculos e buracos.

Carroceria robusta

Com design externo do aclamado estilista Giorgetto Giugiaro, a Strada foi desenvolvida seguindo os rigorosos padrões de importantes organismos europeus, como o EuroNCAP. A carroceria da pick-up oferece maior rigidez torcional e regiões de deformação controlada, barras de proteção nas portas, célula de sobrevivência para os ocupantes e capô retrátil com dobradiças de segurança.

No interior, a Strada apresenta de série bancos com assento que dificulta o escorregamento do ocupante por baixo do cinto (anti-submarining), volante com absorção de energia, coluna de direção articulada, sistema FPS (Fire Prevention System) de prevenção de incêndio com válvula inercial e outros importantes itens de segurança. Opcionalmente, pode vir com duplo air bag de última geração e freios ABS.

Strada Adventure: visual agressivo e espírito de liberdade

A Strada Adventure, desde 2001, tem sido a preferida dos motoristas de espírito jovem e esportivo apreciadores de uma vida alternativa ao ar livre. Agora, a versão, que responde por 35% das vendas da pick-up da Fiat, também tem sua atratividade revigorada com o novo motor 1.8 Powertrain.

Na linha 2003, a Strada Adventure, disponível com cabine estendida, ganha como item de série a janela traseira corrediça, que vem complementar a lista de equipamentos de série que já conta com itens como direção hidráulica, conta-giros, acionamento elétrico de travas e vidros. Como novo opcional, a versão Adventure ganhou o acionamento elétrico dos retrovisores que veio se juntar a opcionais como freios ABS, duplo airbag, ar condicionado, capota marítima, rádio CD player, teto solar, rodas de liga leve e volante com regulagem de altura. Em relação aos demais modelos da gama de pick-ups Fiat, a versão esportiva traz painel com grafismo mais esportivo e a inscrição Adventure no quadro de instrumentos.

Por fora, o visual fora-de-estrada é reforçado por equipamentos como quebra-mato, pneus de perfil alto do tipo cidade/campo e suspensão elevada, que garante 165 mm de vão livre em relação ao solo. Isso é conseguido também graças ao projeto da suspensão traseira com molas parabólicas longitudinais e eixo rígido em formato ômega, elevado no centro, que diminui os riscos de raspar o fundo do carro no piso em estradas irregulares e esburacadas.

Outra vantagem desta arquitetura é não roubar espaço dentro da caçamba, que fica assim com maior área livre para transportar grandes objetos como pranchas de surfe, motos, bicicletas, jet-skis etc. No interior, a cabine estendida da Adventure ainda reserva espaço adicional atrás dos bancos para guardar pacotes, bolsas, pastas e outros objetos.

Strada Fire: a versão de entrada da gama

Lançada no início de novembro, a Strada Fire 1.3 é o novo modelo de entrada da gama, também com opções de cabine simples e estendida. Ela traz o mesmo conceito de interior do Palio Fire, que resgata o desenho interno do modelo anterior e permitiu à pick-up ser uma das melhores relações custo-benefício do segmento. Como o próprio nome diz, ela vem equipada com o motor Fire 1.3 8v, utilizado também no Palio EX 1.3, que traz excelente torque em baixas rotações. São 11,1 kgm a apenas 2.250 rpm, sendo que 85% desse valor já está disponível a partir de 1.500 giros.

Essa é uma característica indispensável para pick-ups, por permitir melhores arrancadas, maior capacidade de subida e ultrapassagens mais rápidas e seguras. O melhor torque favorece ainda um menor consumo de gasolina, por não exigir uso de altas rotações, com reflexos positivos também na vida útil do propulsor. Sua potência atinge 67 cv a 5.250 rpm.

EM DESTAQUE, O QUE FOI DESTAQUE EM 2002
Lançamentos que marcaram 2002
Reestilizações também foram algumas das novidades das montadoras

Grandes lançamentos marcaram o ano de 2002. Mas não foram apenas os veículos novos que fizeram a diferença, alguns modelos ganharam novos desenhos, chamaram a atenção e garantiram clientes dando mais fôlego para as montadoras.

Podemos dizer que a mais ousada foi a General Motors, que trouxe cinco lançamentos em um só ano. A reestilização do Vectra ainda não veio, mas ganharam cara totalmente nova o Corsa nas versões hatch e sedã. O Astra também mudou com novos faróis e pára-choques além de ganhar quatro portas na versão hatch. O Celta 2003 chega num modelo mais potente e agora com a opção quatro portas.

Mas a grande novidade da montadora foi o monovolume Meriva. O novo modelo além de traços bem delineados conta com um preço para amedrontar a concorrência. O sucesso é tanto que o modelo em apenas dois meses de comercialização já é líder de vendas do seu segmento.

A Volkswagen veio com o Polo hacth e depois com a versão sedã. O primeiro ainda conta com o motor 1.0, mas devido às mudanças na redução do IPI, é quase impossível de vê-la nas ruas.

Por isso, a montadora abandonou a idéia de equipar o modelo sedã com o motor popular. No entanto, o hatch 1.6 e 1.8 já conquistou compradores. Até o sedã, lançando a menos de um mês, já pode ser visto nas ruas.

A Fiat trouxe como grande novidade o Stilo. Concorrente do Golf, Focus, A3, o modelo já conquistou vários prêmios como o melhor carro do ano. Apesar do desenho conservador, o veículo chega com inúmeras inovações tecnológicas ainda não oferecidas pela concorrência. É sem dúvida um divisor de águas para os veículos nacionais. Mas fôlego novo ganhou a Ford com o novo Fiesta. O carro também foi bastante premiado como o popular de 2002.

Dentre os modelos importados, destaque para a perfeição do Alfa 147. Seu câmbio Selespeed, opção de troca de marchas no volante, dá ao motorista um ar de piloto de Fórmula 1. A alta do dólar foi o único fator que ofuscou o brilho do veículo.

Estrelas brilham no Salão de São Paulo

O Salão Internacional do Automóvel em São Paulo foi a oportunidade de ratificar a importância do mercado automobilístico brasileiro. Dois lançamentos mundiais confirmam essa afirmação: o Polo sedã e o utilitário da Ford Ecosport. Além dos lançamentos, o da Ford ficou para 2003, o Brasil se firmou como produtor de carros até então importados. Entram para a lista o X-Terra da Nissan, o C3 da Citroën, o Fit da Honda, entre outros.

Mas não dá para falar de Salão do Automóvel sem falar de Ferrari. A Enzo, o carro mais caro do mundo encantou o freqüentadores do evento e sem dúvida foi o estande mais freqüentado. US$ 1.500 milhão separam qualquer mortal da máquina italiana. Dois modelos devem vir para o Brasil, mas a compra não foi confirmada pela Ferrari. No total foram construídos 399 modelos para todo o mundo. Dentre os compradores o cantor Eric Clapton e o lutador Mike Tyson.

Imposto causa grandes mudanças no setor

A modificação na cobrança de um imposto fez uma verdadeira reviravolta no mercado de automóveis do País mexendo com o mix de produção e revendo lançamentos. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sofreu uma redução para os carros com motores acima de 1.0 até 2.0. Hoje, esses veículos têm um incidência do Imposto de 15% gasolina e 14% álcool, bem diferente dos 25% cobrados anteriormente. Já os carros com mais de 2000 cilindradas, continuaram com 25% de IPI, ao contrário desses mesmos carros movidos a álcool, que caíram de 25% para 20%. Os populares sofreram uma pequena queda de 10% para 9%.

Mas o que a redução do IPI trouxe de novo para o mercado de carros? Tudo. A participação dos carros populares que antes beirava os 75% hoje caiu para 56%. Isso aconteceu porque os preços dos veículos mais beneficiados com a redução do IPI (acima de 1.0 até 2.0)ficaram bem próximos dos carros populares e com isso ganhou o consumidor que agora passou a ter poder de escolha. Para se ter uma idéia, um modelo 1.6 chegou a ter uma diferença de apenas R$ 600 para o seu irmão 1.0.

Assim, as montadoras passaram a rever sua produção e começaram a colocar novamente no mercado veículos até então esquecido. O Gol e a Parati 1.6, chegou o Palio 1.3, o Vectra 2.0, até o Polo sedã que abandonou o projeto de possuir motorização popular.


Polo Sedan foi destaque em São Paulo

LANÇAMENTOS
Novos motores e equipamentos na pick-up Ranger

A Ford introduziu uma série de novidades na linha 2003 da Ranger, que ampliam ainda mais os atrativos de desempenho e preço da pick-up, eleita recentemente a campeã de satisfação dos consumidores no segmento.

Para começar, todas as versões da Ford Ranger XL a Diesel agora dispõem de uma nova configuração do motor 2.8 L Power Stroke, com turbo convencional, que além de oferecer o melhor torque da categoria permite um reposicionamento de preços mais competitivo na faixa de entrada do mercado de pick-ups médias à Diesel .

Todos os modelos a Diesel da Ford Ranger receberam ainda novo eixo traseiro, com mudanças na relação do diferencial e da transmissão, que melhoram a dirigibilidade e o conforto do veículo, e a versão com motor 2.3 L a gasolina recebeu aprimoramentos que elevaram sua potência para 145 cv.

Além disso, a Ford Ranger passou por um realinhamento de catálogos para simplificar o processo de comercialização e a escolha por parte do consumidor, reforçando a oferta de equipamentos nos modelos mais procurados.

“Todas as mudanças foram realizadas com base em pesquisas com os consumidores. O cliente de pick-ups está cada vez mais exigente, não só quanto à robustez e desempenho, mas, principalmente, ao nível de conforto oferecido pelo veículo”, diz Herivelto Sousa, gerente de Marketing de Pick-ups da Ford. O recente lançamento da Ranger Limited, modelo de luxo com cabine dupla, motor Turbo Diesel Power Stroke 2.8 L, tração 4x4, bancos de couro e outros requintes, segue esse conceito.

A Ford Ranger com motor Turbo Diesel Power Stroke 2.8 L, lançada este ano, trouxe a tecnologia inovadora do turbo de geometria variável (TGV) para o segmento de pick-ups médias. Agora, a linha também passa a dispor, nas suas versões XL, desse avançado motor Diesel com turbo convencional. Sua principal vantagem é o preço mais acessível, que aumenta a competitividade da pick-up na faixa de entrada do segmento a Diesel, o mais disputado da categoria.

A Ford Ranger turbodiesel é hoje líder do segmento em termos de torque e potência, em todas as configurações. O motor 2.8 L Power Stroke com turbo de geometria variável, disponível nas versões XLT e Limited, fornece 135 cv (a 3.800 rpm) e torque de 38,2 kgfm (a 1.400 rpm), enquanto a versão com turbo convencional, disponível nas versões XL, desenvolve 132 cv (a 3.800 rpm) e torque de 36,2 kgfm (a 1. 600 rpm).

Outra novidade introduzida em todos os modelos da Ford Ranger com motorização a Diesel é a adoção de um novo eixo traseiro, com relação de redução do diferencial de 3,73:1. Essa mudança, feita em conjunto com a alteração das relações da transmissão, permitiu a redução da rotação do eixo cardã, o que melhora a dirigibilidade e o conforto da pick-up, sem alterar o seu desempenho.

Como resultado, o conjunto motriz transmite menor vibração e nível de ruído à cabine, proporcionando menor esforço mecânico e um dirigir mais suave. Além disso, a temperatura do óleo da caixa de transmissão é reduzida, o que aumenta a durabilidade do equipamento e reduz o custo de manutenção.

O motor 2.3 L a gasolina da Ford Ranger, o primeiro do segmento de pick-ups médias no País com bloco, cárter e cabeçote de alumínio e 16 válvulas, recebeu novos aprimoramentos que ampliam a superioridade de seu desempenho em relação aos concorrentes.

A abertura das válvulas e a programação do módulo de comando foram recalibradas, o que possibilitou um ganho de 8 cv. Sua potência aumentou de 137 cv (a 5.050 rpm) para 145 cv (a 5.250 rpm) e o torque passou de 21,2 kgfm (a 3.750 rpm) para 21,3 kgfm. É o motor de quatro cilindros a gasolina mais potente do segmento.

As novidades da linha Ford Ranger 2003 se completam com o realinhamento de catálogos. O número de versões foi reduzido de 17 para 10, para concentrar o foco nas configurações de maior demanda, ou seja, com cabine dupla, motor Diesel e tração 4x4. “Com essa mudança, passamos a oferecer maior número de opções nas versões mais procuradas pelos consumidores. O modelo XL, por exemplo, passou a dispor de trio elétrico, atendendo à solicitação dos clientes”, explica Herivelto Sousa.

A linha Ford Ranger oferece ainda o modelo com motor 4.0 L a gasolina, de seis cilindros em V, bloco de ferro fundido e comando de válvulas nos cabeçotes, com potência de 210 cv, resultado da aplicação de uma avançada tecnologia que estabeleceu novos conceitos no projeto de motores de elevado rendimento.

LANÇAMENTOS
Golf Trip já está a venda nas concessionárias Volkswagen

A Volkswagen começou a vender desde dezembro o Golf Trip. Uma série especial feita em parceria com a revista Trip, que traz além de um visual diferenciado, itens exclusivos de acabamento e um pacote de brindes contendo rack, suporte e uma bicicleta Caloi, especialmente desenvolvidos para a série.

De aparência jovem e esportiva, o Golf Trip traz um pacote de equipamentos que ressaltam a exclusividade da série especial, são eles: vidros escurecidos Super Tinted, lanternas traseira fumê, rodas de liga leve 15” e nova padronagem de bancos.

Entre os itens de conforto, o modelo traz de série ar-condicionado, vidros elétricos (com acionamento one touch para o motorista), coluna de direção com ajuste de altura e de profundidade, limpador do pára-brisas com 4 velocidades, travamento central elétrico, espelhos retrovisores elétricos com aquecimento que evita o embaçamento, além de rádio CD Player com 4 alto-falantes e 4 tweeters.

O Golf Trip também tem disponível vários itens de segurança, como imobilizador eletrônico; cintos de segurança com pré-tensionador, sendo os dianteiros e laterais traseiros com regulagem de altura; alarme com acionamento à distância; freios ABS e airbag dianteiro para motorista e passageiros, esses dois últimos disponíveis como opcionais.

A série especial Trip vem equipada com motor 1.6, com potência máxima de 101 cv a 5.500 rpm e torque de 14,3 kgfm a 3250 rpm. Acelera de 0 a 100 km em 11,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 184 km/h. Consome na estrada 16,9 quilômetros por litro e na cidade, 11,7.

Brindes exclusivos - O rack de teto e o suporte de bicicleta foram importadas da Alemanha especialmente para equipar a série. Além do visual atraente, possui excelente nível de qualidade. A bicicleta também foi desenvolvida com exclusividade e tem como características principais: quadro em alumínio pintado na cor preta, garfo e guidão em aço carbono, seletor de marchas na manopla, alavanca e câmbio dianteiro Sunrace, câmbio traseiro Shimano de 7 velocidades e roda livre indexada. Número total de marchas: 21 velocidades.

A série é personalizada com logotipos “Trip” nas colunas traseiras. O Golf Trip está disponível nas cores preto Ninja, vermelho Tornado, prata Reflex e cinza Urban. Serão produzidas cerca de 4 mil unidades do modelos até março de 2003.

TECNOLOGIA
Um ar de conforto e segurança

O desempenho e a segurança de um carro dependem muitas vezes de os pneus serem mantidos com a pressão correta. Pressão muito baixa, que é o mais comum, faz com que aumentem a resistência à rodagem e, em conseqüência, o consumo de combustível e o desgaste dos pneus.

Para evitar o problema, e também para maior comodidade, os A8 e S8 passam a oferecer como opcional um exclusivo sistema eletrônico de leitura de pressão dos pneus, que poderá mais adiante ser estendido aos demais modelos Audi.

Com esse sistema, pode-se dar adeus à tediosa tarefa de remoção de tampinhas de válvula e conexão e desconexão de tubos toda vez que se pára num posto de serviços para averiguar a pressão dos pneus.

Acima de tudo, porém, sua função é alertar o motorista sobre qualquer situação de perigo que possa ocorrer, por exemplo, ao se passar por um prego ou objeto cortante, e que normalmente não seria notada até que fosse tarde demais.


O leitor aponta diferenças de 0,2 bar ou de 0,4 bar, situação que exige a
parada imediata do veículo.

O sistema atua constantemente, esteja o carro parado ou em movimento. Por meio de um display no painel central, o motorista é avisado em dois níveis sobre qualquer queda significativa de pressão de um ou mais pneus.

Identificado por um símbolo amarelo, o nível 1 aponta queda de pressão acima de 0,2 bar. O motorista deve então providenciar a correção na primeira oportunidade. Já o nível 2, identificado por um símbolo vermelho, aponta queda de pressão de 0,4 bar ou mais e se essa queda se deu repentinamente, caracterizando uma situação de perigo. O motorista deve parar imediatamente.

Dessa forma, o sistema registra tanto as perdas naturais e graduais de pressão, decorrentes da difusão do ar, como as repentinas, provocadas por danos nos pneus. Quando apenas um pneu é afetado, sua posição também é assinalada no display – por exemplo, pneu traseiro esquerdo.

Para facilitar ainda mais, o sistema Audi memoriza a pressão dos pneus, depois de devidamente calibrados, e, por um fator de compensação, ajusta sua leitura às variações de temperatura. Foi projetado para operar sob temperaturas de 40oC negativos a 120oC positivos e suportar velocidades de mais de 300 km/h.

AS PRIMEIRAS NOVIDADES EM 2003
Detroit mostra as novidades para 2003 em diante
Salão da Capital Mundial do Automóvel abriu as portas com as principais novidades da indústria automotiva mundial

A cidade, que abriga o segundo evento mais importante do planeta desde 1907, é sede da General Motors e da Ford, os dois maiores conglomerados da indústria automobilística mundial. Como anfitriões, essas montadoras mostraram suas surpresas. Só a GM, trouxe em seu estande cinco protótipos e quatro modelos produzidos em série.

A Ford aproveitou a festa e comemorou o seu centésimo aniversário com a apresentação de mais de 15 novos automóveis. Além disso, estiveram expostos 94 veículos que fazem parte da história da montadora. Um dos destaques é o novo Mustang, ainda em fase conceitual, que traz linhas inspiradas no modelo de 1964 que chamou bastante a atenção. Os outros emblemas que fazem parte do grupo também levaram seus lançamentos. A Jaguar com oito automóveis, Lincon e Mazda outros dez e a Land Rover com seis modelos.

Os ingleses da Aston Martin não ficam de fora e mostraram o projeto AM305, que talvez se chame DB5, como o antigo carro de James Bond e a BMW, que teve como atração o compacto X3, com plataforma da Série 3. As picapes também tiveram presença e as montadoras apresentaram seus sucessores, como o Colorado, da Chevrolet que irá substituir a S10.

O evento também foi repleto de estréias. A Nissan aproveitou a oportunidade para lançar sua primeira picape grande, a minivan Quest e o novo e belo Maxima. O Beetle Cabriolet também fez sua primeira aparição pública.

Assim como outras surpresas, como o sedã de US$ 220 mil, da Rolls-Royce, agora controlada pela BMW e o conceito Studio E, da Honda, que mais parece uma discoteca. O carro dotado de uma mesa de som giratória, desenvolvido por engenheiros japoneses, é o sonho de qualquer DJ.

GM - A montadora confirmou a presença do conceito Journey, misto de perua e utilitário esporte desenvolvido pela subsidiária do Brasil. Na mesma linha de uso misto, também apresentou o Buick Centurion, que pretende combinar o melhor de sedãs e utilitários. A marca ainda trouxe a picape de grande porte Cheyenne, segmento mais vendido nos EUA, e o Chevrolet SS, que irá deixar com água na boca os admiradores dos muscle-cars da década de 60.

CADILLAC - Apresentou o SRX, utilitário com base em automóvel, a versão normal do roadster XLR e um sedã conceitual de motor V12. O SRX é um veículo de luxo que será lançado como modelo 2004. A marca pretende colocá-lo num plano entre seus sedãs e os utilitários maiores da série Escalade. O comprador poderá optar entre cinco e sete lugares. Os motores serão o Northstar V8 de 4.6 litros e um V6 de 3.6 litros. Neiman Marcus Edition XLR é o nome da série especial de apenas 101 unidades, das quais duas serão utilizadas em programas beneficentes e as restantes serão vendidas pelo catálogo. Esse conversível de dois lugares e linhas angulosas será produzido no estado de Kentucky e competirá com modelos de prestígio como LexusSC 430, Jaguar XK8 e de certa forma, Porsche 911 Cabriolet, além do SL.

PONTIAC - Anunciado como conceito, no Salão de Chicago, o Grand Prix G-Force serviu de base para a nova geração do sedã Grand Prix, que foi revelado e apresentado como modelo 2004. As linhas determinadas marcam o abandono do excesso de frisos, molduras e ornamentos que vinham saturando o estilo da montadora. As versões GT e GTP vêm com o conhecido V6 de 3.8 litros, como o nosso Omega, com compressor e potência de 200 (GT) ou 250 cv (GTP). Além disso, a marca também expõe o seu conceito G6, um quatro portas, com ar esportivo de um cupê e motor V6 com compressor.

MERCEDES - Além do lançamento do conversível SL 600, o modelo topo de linha do esportivo alemão, a marca trouxe o suntuoso Maybach. O novo modelo será produzido na fábrica de Sindelfingen, onde será possível realizar os sonhos e desejos exclusivos de cada comprador. Eles poderão acompanhar a produção do futuro carro e sugerir adequações e soluções conforme suas preferências. Sua carroceria, de mais de seis metros (para quem acha grande é disponibilizado uma com 5,72 metros), possui um desenho que lembra um pouco um Mercedes alongado, onde predominam linhas suaves e o duplo conjunto ótico. O desempenho em um veículo tão pesado foi garantido com a adoção de um motor V12. Tudo isso será disponibilizado por cerca de 300.000 euros (US$ 405.000).

AUDI - Uma das atrações da Audi foi o protótipo de seis lugares Crossover, feito com base no modelo conceitual VW Magellan. O carro é combinação do utilitário-esportivo Touareg com o sedã de luxo da Audi A8. A grade do radiador é a mesma da versão equipada com motor V12 do A8. O Crossover terá seis lugares e contará com uma secção totalmente reformulada e será ponto de partida para um modelo que a marca alemã irá lançar em 2004.

MITSUBISH - A montadora teve duas estrelas em seu estande. O protótipo conversível Tarmac Spyder, inspirado no bem recebido CZ-3 Tarmac, promete ser a vedete da marca. O carro terá mais performancee aparência esportiva e deverá inspirar o Smart, que será fabricado no Brasil em 2005. O outro destaque foi o Endeavor, um pequeno SUV desenhado e construído nos EUA. Este modelo será equipado com um propulsor V6, com variante de tração dianteira ou integral. Tem como concorrentes o Toyota Highlander, Honda Pilot e o Nissan Murano.

TOYOTA - A lexus, divisão de luxo da Toyota, apresentou oficialmente o RX 330, concorrente do BMW X5. As novidades em relação ao anterior, o RX 300, ficam por conta do novo propulsor e da estética. O carro recebeu o logotipo RX 330 devido ao motor de 3.3 litros V6, e 235 cv. Externamente, o veículo deve apresentar design de teto mais estilizado e zonas envidraçadas mais amplas.

LANÇAMENTOS
Mercado recebe o Doblò 2003
Após um ano de grande sucesso, ocupando desde seu lançamento a liderança de vendas em seu segmento, o Fiat Doblò modelo 2003 chega ao mercado.

Primeiro colocado no ranking, o Fiat Doblò praticamente triplicou as vendas de seu segmento, com uma participação hoje de mais de 70% - de janeiro a dezembro, foram 7.731 unidades do Doblò para um total do segmento comercializado no atacado de aproximadamente 11.000 veículos/ano.

Primeiro modelo nacional de sua categoria e também o único com opção de sete lugares, o Fiat Doblò traz como principais características avaliadas pelos seus compradores o grande espaço interno, o conforto ao dirigir e o design arrojado.

O modelo 2003, que acaba de chegar às concessionárias, ficou ainda mais competitivo. Nas versões para passageiros (EX e ELX), ele ganhou novas cores e mais itens de série, como espelhos de cortesia no pára-sol, tanto no lado do motorista como no do passageiro, novos apoios de cabeça no banco traseiro, proporcionando melhor visibilidade ao motorista, e cintos de segurança de três pontos nos bancos opcionais para o sexto e o sétimo passageiros.

A configuração de sete lugares é um dos grandes sucesso do Fiat Doblò, representando mais de 70% de suas vendas. Por este motivo, todas as versões do Fiat Doblò vêm com pré-disposição para sete lugares e passam a ter de série porta traseira bi-partida com abertura horizontal, facilitando o acesso para entrar no veículo.

Com uma gama bem completa, o Fiat Doblò tem excelentes opções de compra tanto para o transporte de passageiros como para o de carga. Todas muito bem equipadas, oferecendo excelente qualidade de vida a bordo para todos os seus ocupantes.

A versão Fiat Dobló EX, equipada com motor Fire 1.3 16V, possui de série, além dos novos itens agregados ao modelo 2003, computador de bordo, direção hidráulica, calotas integrais, banco traseiro rebatível, Fiat Code, Follow Me Home (os faróis permanecem acesos por um período após o desligamento do veículo), vidro traseiro térmico temporizado com limpador e lavador, conta-giros, espelhos retrovisores externos com comando interno, vidros climatizados verdes, entre outros.

Já o Fiat Doblò ELX, equipado com o motor 1.6 16V, sai de fábrica com todos os itens de série da versão EX mais: painéis de portas com porta-objetos, barras longitudinais no teto, tomada 12V no painel, frisos protetores laterais e retrovisores externos pintados na cor da carroceria. Trata-se, portanto, de um veículo completo, que oferece um altíssimo nível de conforto para todos os ocupantes.

Como opcionais o Fiat Doblò oferece equipamentos como freios com ABS, air-bag duplo, banco do motorista com regulagem lombar, faróis de neblina, rádio CD player com RDS e os exclusivos bancos opcionais para seis e sete lugares.

LANÇAMENTOS
Linha 2003 do Fiat Ducato ganha nova
versão e itens de segurança e de comodidade

A linha 2003 do Fiat Ducato chega ao mercado com uma nova versão de carga intermediária e ganha equipamentos que reforçam a segurança, o conforto e a praticidade do modelo.

O novo furgão da linha de comerciais leves da Fiat é uma versão mais longa do modelo 15, que agora se chama Cargo e continua na linha. O Cargo Longo tem distância entre-eixos 350 mm maior (3.200 mm), que confere ao veículo um compartimento de carga de 9,0 m³ contra os 7,5 m³ da versão mais curta.

Além do novo nome do modelo 15, as outras versões de carga do Ducato também foram renomeadas: a 15 Vetrato, utililizada para transformações nas principais empresas de beneficiamento, passa a se chamar Multi e a Maxi é denominada agora Maxicargo.

O Fiat Ducato oferece uma ampla gama de opções para todo tipo de utilização, que passam a ser: o Cargo, o Cargo Longo e o Maxicargo, destinados ao transporte de cargas; as versões Multi Teto baixo e Teto Alto são destinados a transformações realizadas por empresas de beneficiamento enquanto o Combinato, com dez lugares mais espaço para bagagem, e o Minibus, com 16 lugares, são destinados ao transporte de passageiros.

Externamente outras novidades do Ducato 2003 são maçanetas com melhor ergonomia e novos retrovisores com espelhos duplos, que aumentam o campo de visão da parte traseira.

As lanternas também tiveram seu desenho reformulado e trazem agora válvulas de saída de ar, que facilitam o fechamento da porta lateral corrediça. Internamente, a maior mudança ficou por conta de uma nova proteção opcional do piso das versões de carga.

Ela não só aumenta a proteção do compartimento de carga, como transforma o pavimento em um plano liso, facilitando ainda mais a carga e descarga de mercadorias. Já em termos de segurança, a eficiência dos freios a disco nas quatro rodas, que já era disponível para o Maxicargo, foi estendida a toda a linha Ducato.

O primeiro tacógrafo totalmente eletrônico do mercado

A partir do primeiro trimestre de 2003, o Ducato Minibus ganha um equipamento inédito no seu segmento: ele é o primeiro do mercado a vir com tacógrafo totalmente eletrônico. O aparelho, que é opcional para as demais versões, fica localizado no painel, o que facilita a visualização e o manuseio. Por ser totalmente eletrônico, o tacógrafo do Ducato dispensa o uso de discos marcadores, geralmente adotados em equipamentos analógicos.

O registro das informações é feito em uma mini CPU interna ao tacógrafo e pode ser descarregada através de um cartão do tipo smart card com assinatura eletrônica, que permite também o controle do ponto de cada motorista. O tacógrafo do Ducato traz uma impressora incorporada que, além das últimas 24 horas obrigatórias por lei, permite a impressão de outros relatórios mais específicos sobre cada motorista, um determinado período ou viagem. Os dados coletados podem ser armazenados por mais de dez anos. Além disso, o tacógrafo digital possui um sensor que alerta com sinais visuais e sonoros quando o veículo alcança uma velocidade pré-determinada, recurso útil para evitar multas.

Ótimo desempenho em vendas

Com os novos itens, o comercial leve da Fiat ganha uma relação custo/benefício ainda melhor para continuar agradando o exigente consumidor deste segmento. O bom desempenho em vendas registrado nos últimos meses ajudou a Fiat a alcançar a liderança no mercado de comerciais leves. A expectativa é de que o segmento de furgões grandes de carga e de passageiros feche 2002 com 15 mil unidades vendidas.

Desse total, a Fiat espera participar com mais de 22%. Já entre janeiro e outubro deste ano, o Ducato foi responsável por 21,5% do segmento com 2.707 unidades comercializadas. Deste total, 1.613 unidades foram de versões de carga, o que credencia o modelo da Fiat como líder do nicho específico de furgões para transporte de mercadorias com 47% de participação.

Além do sucesso no mercado interno, o Fiat Ducato, fabricado em Sete Lagoas, Minas Gerais, é exportado para diversos países da América Latina, como Argentina, Venezuela, Uruguai e Paraguai.

SEGURANÇA E CONFORTO APURADOS

Além da adoção dos freios a disco na quatro rodas em toda a linha, no Ducato a segurança dos ocupantes sempre recebeu máxima atenção. O modelo conta com todos os itens Fiat de segurança como sistema de proteção antiincêndio (FPS), volante com absorção de energia (EAS), carroceria com deformação progressiva, e, entre os opcionais, oferece ABS (sistema antitravamento dos freios) e air-bag para o motorista.

O motorista dispõe de diversos itens para ampliar seu conforto e tranqüilidade. De série, o Fiat Ducato traz direção hidráulica, ar quente, regulagem de altura dos faróis, conta-giros e vidros climatizados verdes. Entre os opcionais, banco do motorista com regulagem de altura, ar-condicionado, travas elétricas nas portas, vidros dianteiros com acionamento elétrico e espelhos retrovisores externos com controle elétrico e aquecimento.

MOTORIZAÇÃO MODERNA E EFICIENTE

O Fiat Ducato pode ser equipado com duas opções do robusto e econômico motor 2.8 diesel produzido em Sete Lagoas (MG). Uma delas é a turbodiesel com potência de 103,3 cv e torque de 24,5 kgm a 1.900 rpm. O outro propulsor é o turbodiesel com intercooler, que gera 122 cv de potência e torque de 29,1 kgm a 1.800 rpm.

Os dois motores têm componentes avançados como cabeçote de alumínio e pistões refrigerados a óleo. Tão importante quanto essas características é o baixo custo de manutenção dos dois motores - item fundamental em veículos com perfil utilitário.

AMPLA REDE DE ASSISTÊNCIA

O Fiat Ducato conta com uma ampla rede de 101 concessionários espalhados por todo o território nacional. Além disso, o modelo da Fiat conta com garantia de 12 meses, sem limite de quilometragem, e com a assistência 24 horas do Confiat.

LANÇAMENTOS
Fiesta Street Sedan com novo visual

A Ford começa o ano com o lançamento da Linha 2003 do Fiesta Street Sedan, que chega com visual modernizado na traseira para conquistar o consumidor que busca um sedã compacto bem equipado de série por um preço atrativo.

As mudanças reforçam os atrativos da linha, e em especial do modelo 1.6 L, aproveitando a nova tabela do IPI, com um produto de preço acessível, ótima dirigibilidade e desempenho, design moderno, econômico e com amplo espaço para passageiros e bagagem, que surpreende também pelo padrão superior de acabamento e conforto.

Além da nova lanterna traseira, com lentes de cor branca nos piscas, o Ford Fiesta Street Sedan 2003 incorpora luz elevada de freio como item de série. Internamente, o carro ganhou novo revestimento, com tecido padrão "Ocean". A eficiência da motorização Zetec RoCam, 1.0 L (de 65 cv) ou 1.6 L (de 95 cv), é outra vantagem do sedã da Ford.

O modelo, sucesso em vários países, é produzido atualmente na Índia (com o nome Ikon), na África do Sul e no México, e será lançado em breve também na China, com as mesmas características da linha 2003 apresentada agora no Brasil. O traço marcante do Fiesta Street Sedan continua a ser o visual da traseira.

O espaçoso porta-malas de 400 litros, além da praticidade para transportar a bagagem, confere ao sedã um ar robusto e imponente. Junto com as novas lanternas, de desenho bonito e moderno, acompanhando os recortes angulares da carroceria, ele dá ao modelo a aparência de carro de segmento superior. Os pára-choques, envolventes, são da cor do veículo, complementados por molduras laterais de desenho aerodinâmico.

O espaço interno é outro diferencial importante do Fiesta Street Sedan, principalmente no conforto proporcionado para as pernas dos passageiros que viajam no banco de trás. Isso se deve à sua distância entreeixos de 2.486 milímetros, superior aos concorrentes categoria.

Desempenho, economia e segurança
A principal característica dos motores Zetec RoCam 1.0 e 1.6 L, produzidos pela Ford em Taubaté, assim como a transmissão IB-5, de cinco velocidades, é o alto torque em baixas rotações - responsável pela sensação de maior potência na condução na cidade. Seu sistema de oito válvulas, com trem de balancins roletados, garante ao mesmo tempo economia, robustez e simplicidade na manutenção.

O Ford Fiesta Street Sedan com motor 1.0 L, de 65 cv, atinge a velocidade máxima de 152 km/h. O modelo 1.6 L, de 95 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos e alcança velocidade máxima de 177 km/h. Ao volante, esses números se traduzem em um veículo de respostas rápidas, gostoso de dirigir, que transmite a sensação de potência e segurança quando é exigido, principalmente em ultrapassagens e subidas, sem deixar de lado a economia de combustível e de manutenção, qualidades já conhecidas da família Ford Fiesta Street.

O carro destaca-se, ainda, pelo alto nível de segurança e conforto. Todas as versões do Fiesta Street Sedan possuem barra estabilizadora frontal, que contribui para o seu padrão superior de dirigibilidade, trava para crianças nas portas traseiras, freios de circuito duplo diagonal, barras de proteção lateral, cintos de segurança de três pontos e carroceria concebida dentro do conceito de "célula de sobrevivência", com áreas de deformação programada.

Bem equipado
O preço do Ford Fiesta Street Sedan foi posicionado para garantir o melhor custo-benefício em sua faixa de mercado. "O objetivo é oferecer a melhor alternativa no segmento de entrada de sedãs, com um automóvel de preço acessível e bem equipado desde a versão básica", diz Oswaldo Ramos, gerente de Marketing de Carros da Ford.

O Ford Fiesta Street Sedan 1.0 L traz, como itens de série: ar-condicionado, direção hidráulica, trava elétrica das portas e banco traseiro bipartido (60/40), além de acendedor de cigarros, alça de segurança dianteira, aquecedor com comandos iluminados, rodas de aço raio 13" e pneus 175/70, calotas integrais, cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura, cintos de segurança traseiros de três pontos retráteis, trava para crianças nas portas traseiras, jogo de chave/cilindro antifurto, desembaçador do vidro traseiro, pára-sol do motorista e passageiro biarticulado com espelho de cortesia, espelhos retrovisores com controle manual interno, pára-choques e moldura da grade do radiador na cor da carroceria, luz direcional lateral transparente, preparação para instalação de rádio com dois alto-falantes e antena, painel com indicador do nível de temperatura e luz de advertência de reserva de combustível, relógio digital, limpador do pára-brisas com temporizador, painel de portas com acabamento em tecido e vidros verdes plus.

O Ford Fiesta Street Sedan 1.6 L vem equipado, também, com vidro elétrico, sistema antifurto PATS, rodas de alumínio aro 14" e pneus 175/65. A linha é produzida em seis cores: branco Ártico e preto Ebony (sólidas), prata Geada e cinza Trancoso (metálicas), e vermelho Luxor e azul Mônaco (perolizadas).

SALÃO DE DETROIT
Mercedes-Benz apresenta três modelos inéditos e novas tecnologias para o automóvel do futuro

· Classe E: lançamento mundial da nova Touring da Classe E
· Roadster SL: novo SL 600 com motor V12 bi-turbo de 500 cv
· Classe C e Classe S: tração nas quatro rodas 4MATIC em modelos de seis e oito cilindros
· Classe S: sistema PRE-SAFE protege os ocupantes antes da colisão
· Classe A: Modelos "Fuel Cell" submetidos a testes práticos

A Mercedes-Benz inicia o ano de 2003 com três lançamentos mundiais e duas apresentações nos Estados Unidos, no North American International Auto Show. O Salão de Detroit marca o lançamento da nova Classe E Touring, o conversível esportivo SL 600 de 12 cilindros e de um veículo "F-Cell" motorizado com célula combustível. Além disso, os novos modelos Classe C e Classe S 4MATIC estão estreando na América do Norte.

Tecnologia de ponta, design cativante, especificações de alta qualidade e interior com praticidade inteligente – características excepcionais da Classe E Touring, que comemora o lançamento mundial em Detroit. Dinâmica e elegante, a versão Touring completa a linha do Mercedes-Benz Classe E. Após o sucesso do lançamento da versão sedã em 2002, a nova Touring, que chega ao mercado europeu em março, representa a exclusividade tecnológica no mais alto nível.

A lista de equipamentos da Touring traz os principais avanços da tecnologia automotiva, incluindo: Sistema de Frenagem Sensotronic (SBC™) – o sistema de frenagem eletrohidráulico, que incorpora novas funções de conveniência tais como suspensão traseira adaptável à carga e auto-niveladora, airbags frontais adaptáveis, cintos de segurança com limitadores de força em dois estágios e windowbags, para citar apenas algumas das mais de vinte inovações que fazem parte do novo modelo.

Entre os destaques que marcam a estréia da nova Classe E Touring estão os faróis duplos de xenon com Sistema de Luz Ativa – que acompanha os movimentos da direção e, assim sendo, melhoram substancialmente o campo de visão do condutor nas curvas – bem como a nova porta traseira EASY-PACK, com acionamento hidráulico, para fácil abertura e fechamento, e um compartimento de carga com piso que pode ser estendido para trás com o mero toque de um botão.

Um novo nível de praticidade e variabilidade - O sistema EASY-PACK é a resposta da Mercedes-Benz à necessidade de gerenciamento inteligente do compartimento de carga, compreendendo toda uma gama de soluções que melhoram substancialmente a variabilidade, a praticidade e a segurança da nova Touring. Os destaques do sistema EASY-PACK incluem um recém desenvolvido banco traseiro dobrável que pode ser totalmente rebatido para frente com poucos movimentos.

A capacidade do compartimento de carga está entre 690 e 1.950 litros (pelo método de medição VDA), dependendo do arranjo dos assentos traseiros. Se for utilizado o compartimento de carga da caixa do estepe, o novo Classe E é capaz de transportar até 90 litros (15 por cento) mais que o seu predecessor.

Inicialmente três motores a gasolina e três motores diesel CDI estarão disponíveis para a nova Classe E Touring, com potências variando de 150 cv a 204 cv.

Novo SL 600 desenvolve 500 cavalos de potência - A Mercedes-Benz está lançando o modelo SL 600 em nível mundial. Equipado com dois turbo-compressores, um intercooler ar/água, três válvulas por cilindro, ignição com vela dupla e outras inovações de alta tecnologia, a nova unidade de força de doze cilindros sob o capô é um dos mais avançados motores de automóvel do mundo. O motor V12 tem uma potência de 368 kW/500 cv e um torque máximo de 800 Nm, permitindo que o SL 600 acelere de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 segundos e faça a retomada dos 60 aos 120 km/h em 4,9 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h.

A unidade de doze cilindros combina desempenho impressionante com suavidade exemplar e operação extremamente silenciosa – condições ideais para uma experiência de rodagem refinada e extremamente agradável. O novo Roadster SL vem com um nível excepcionalmente elevado de equipamentos, como por exemplo o Sistema COMAND, CD changer, sistema de som e auxílio a estacionamento PARKTRONIC.

Estréia nos Estados Unidos da Classe S com PRE-SAFE - O potente motor V12 está disponível também para o Mercedes-Benz Classe S. A versão do modelo para o ano 2003 apresenta inovações pioneiras que reforçam ainda mais a posição do automóvel como indicador de tendências para todo o setor de tecnologias de veículos de passageiros. Encabeçando a lista de novas tecnologias está o sistema PRE-SAFE de proteção dos ocupantes antes de eventual colisão.

O PRE-SAFE pode detectar uma colisão eminente e ativar medidas de proteção pré-colisão destinadas a garantir uma melhor postura dos ocupantes antes de uma colisão, de modo que os airbags possam funcionar da forma mais eficiente possível.

Esse sistema de proteção dos ocupantes é baseado em sensores pertencentes ao Programa Eletrônico de Estabilidade ESP, cuja função é reconhecer frenagens de emergência ou situações críticas – quando o veículo começa a derrapar, por exemplo – em um estágio antecipado. Numa fração de segundo, as informações necessárias são transmitidas para a unidade de controle PRE-SAFE que, por sua vez, ativa as medidas de proteção dos ocupantes antes da colisão.

Essas medidas incluem o tensionamento automático antecipado dos cintos de segurança. Se necessário, o PRE-SAFE ajusta também o assento do passageiro da frente e os bancos individuais traseiros com ajuste elétrico, e fecha automaticamente o teto solar, se o veículo começar a derrapar. A situação dos componentes do sistema é reversível. Em outras palavras: se o acidente for evitado, o tensionamento antecipado do cinto de segurança é automaticamente liberado e os ocupantes poderão restabelecer as posições dos assentos e do teto solar. O PRE-SAFE está, então, novamente pronto para entrar imediatamente em operação, se necessário.

O Classe A "Fuel Cell" será colocado em teste prático por clientes da Mercedes-Benz - A partir de 2003, a DaimlerChrysler fornecerá uma frota de 60 veículos Classe A equipados com células combustível de tecnologia de ponta, a clientes nos EUA, Europa, Japão e Singapura, onde os veículos serão submetidos a um extenso programa de testes práticos. Esses carros compactos "Fuel Cell" funcionam com hidrogênio puro, que o sistema de célula combustível transforma em energia elétrica para acionar um motor elétrico de 65 kW. O Classe A "Fuel Cell" é um veículo com emissão zero, com velocidade máxima de 140 km/h e autonomia de aproximadamente 150 km com o tanque cheio.

A DaimlerChrysler pretende utilizar esses testes reais para pesquisar e otimizar a praticidade diária desse sofisticado sistema de acionamento. A montadora sediada em Stuttgart apresentou o seu primeiro veículo movido a fuel cell em 1994 e é pioneira nessa área específica de tecnologia de propulsão.

Tração nas quatro rodas 4MATIC, agora disponível também nos Classe S e Classe C - O sistema 4 MATIC, que está disponível como opcional para os modelos Classe C e Classe S de seis e oito cilindros, é capaz de interagir perfeitamente com o Programa Eletrônico de Estabilidade ESP® e com o auxílio eletrônico de tração 4ETS, o sistema permanente de tração nas quatro rodas que auxilia o condutor a controlar o automóvel em situações críticas com segurança e confiança.

Sob condições climáticas desfavoráveis tais como gelo, neve ou chuva, e também nas acelerações e saídas de pavimentos de má qualidade, os novos modelos Classe C e Classe S 4MATIC conseguem tração ainda melhor e dirigibilidade mais dinâmica.

RÁPIDA TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
Direto das pistas
A transferência de tecnologia da Fórmula 1 para os carros esportivos é, agora, instantânea

Para um seleto grupo de ricaços espalhados ao redor do mundo, 2003 pode começar a 350 quilômetros por hora. Essa é a velocidade máxima do novo modelo da Ferrari, o Enzo, que começará a ser distribuído nos primeiros dias de janeiro.

Fabricado em edição limitada de 399 unidades ao preço de 680.000 dólares, o novo superesportivo é uma homenagem ao criador da empresa, Enzo Ferrari, morto em 1988, faz parte da nova geração de carrões em que a transferência de tecnologia da Fórmula 1 para as ruas é praticamente imediata.

Para gerar essa máquina com motor de 12 cilindros com 660 cavalos, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, exigiu que um número inédito de técnicos e engenheiros de sua equipe de Fórmula 1 participasse do projeto.

O modelo leva pneus desenvolvidos exclusivamente pela Bridgestone. A Brembo, outra fornecedora da Ferrari nas pistas, adaptou os freios usados nos carros de corrida para o esportivo.

O modelo competição da Enzo possui um controle de tração igual ao dos carros dirigidos por Rubens Barrichello. Isso permite segurar o carro no freio para aumentar as rotações do motor e só entrar em movimento com a melhor aceleração possível, como se fosse a largada de um grande prêmio.

A fase de testes do Enzo ficou a cargo de ninguém menos que o pentacampeão Michael Schumacher. "Automóveis como esse estão mais próximos de um Fórmula 1 que de um carro comum", afirma André Beer, consultor da indústria automobilística.

A história dos carros está repleta de exemplos de adaptação de tecnologias desenvolvidas para aviões ou para um Fórmula 1. A diferença agora é a velocidade da transferência.

Esse era um processo que levava alguns anos para efetivar-se. A suspensão eletrônica surgiu pela primeira vez em 1987, com a Lotus 99T de Ayrton Senna. A tecnologia, que consiste no ajuste eletrônico da suspensão conforme as variações do terreno pelo qual trafega o carro, foi transferida para os carros de passeio somente em 1989, com o lançamento do Citroën XM.

Assim como o Enzo, outros modelos têm chegado ao mercado para tentar satisfazer os que sonham com as emoções das pistas de corrida. Um deles é o Murciélago, da Lamborghini, lançado em 2002.


Lamborghini Murciélago, lançado em 2002: de zero a 100 quilômetros em 3,8 segundos

Ele custa 273.000 dólares e é capaz de acelerar de zero a 100 quilômetros por hora em apenas 3,8 segundos – quase um Fórmula 1. Atinge a velocidade máxima de 330 quilômetros por hora. O universo de potenciais compradores de carros superluxuosos à prova de recessão é reduzidíssimo. Estima-se que apenas cerca de 8.000 pessoas em todo o mundo possam adquirir um Enzo ou um Murciélago independentemente da conjuntura econômica.

Texto base: Adriana Carvalho

 

ÁLCOOL OU GASOLINA???
Fábricas brasileiras já detêm a
tecnologia do carro que roda com os dois combustíveis

Os postos de serviço do Brasil oferecem dois tipos de combustível para carros de passeio, a gasolina e o álcool. Como queimam de modo diferente dentro do motor e requerem regulagens próprias, trocar um produto pelo outro causaria sérias avarias ao automóvel.

Esta é, pelo menos, a regra atual. Uma nova categoria de motores, batizada de flex-fuel (do inglês flexible fuel, ou flexibilidade de combustível), pode rodar com gasolina ou álcool, ou qualquer mistura dos dois, sem problemas. A diferença básica está num sensor eletrônico que identifica o combustível e ajusta a injeção eletrônica na regulagem correta.

A Ford já mostrou um Fiesta Flex-Fuel 1.6. A Volks já havia apresentado um Gol parecido, em 2000, e a GM um Omega, em 1998. Um carro desses é uma opção interessante para os brasileiros. O consumidor teria maior chance de se defender das altas no preço do petróleo e de eventuais quebras na safra de cana-de-açúcar.

Estima-se que nos Estados Unidos estejam rodando 2,3 milhões de veículos flex-fuel. Há dezesseis modelos, de quatro fabricantes — Ford, GM, DaimlerChrysler e Mazda. Mas não podem ser simplesmente importados para cá, pois o tipo de álcool dos americanos é diferente do brasileiro.

O americano é feito de milho e leva 15% de gasolina em sua composição. Aqui, o álcool é do tipo hidratado, ou seja, leva na mistura 4% de água. Os carros capazes de rodar com gasolina e álcool fazem parte da renovação tecnológica que também gerou os automóveis híbridos, movidos pela combinação de dois motores, um a gasolina e outro a eletricidade. Atualmente existem dois modelos comercializados nos Estados Unidos, o Toyota Prius e o Honda Civic.

Em 2001 foram vendidos 20.000 automóveis híbridos nos Estados Unidos, mas alguns especialistas calculam que até 2006 esse número chegue a 500 000 por ano. É pouco quando comparado aos 17 milhões de veículos comercializados anualmente nos EUA — mas os híbridos já se tornaram objeto de desejo entre os ricos e famosos.

A atriz Cameron Diaz, por exemplo, tem um Prius que custa 20.000 dólares. Leonardo DiCaprio comprou três — para ele, para sua mãe e para seu pai. Os carros híbridos começam a fazer sucesso nos Estados Unidos, mas dificilmente vão chegar ao Brasil. São muito caros e requerem tecnologia extremamente complexa.

Toyota Prius (motor elétrico e motor a gasolina)
O problema: o motor elétrico tem pouca autonomia
A solução: o motor a gasolina dá maior potência e recarrega as baterias do elétrico

Fiesta Flex-Fuel (álcool e gasolina no mesmo tanque)
O problema: cada combustível exige regulagem específica do motor
A solução: um sistema eletrônico detecta a mistura de combustíveis e regula o motor

TENDÊNCIA
General Motors do Brasil credencia empresa para conversão do Astra a álcool para gás natural veicular
Carro a gás tem custo menor por quilômetro rodado

A Chevrolet oferece uma alternativa aos clientes que desejam ter um veículo para funcionar com dois combustíveis, o álcool e o GNV. Trata-se do modelo Astra Sedã equipado com motor 1.8 litro a álcool, que pode, a partir de agora, ser convertido para o GNV sem perder a garantia.

A empresa Rodagás, de São Paulo, é a primeira no país a ser credenciada pela GM do Brasil para a realização do serviço. Em breve outras oficinas da empresa, distribuídas pelo país, também serão credenciadas.

O veículo convertido pela Rodagás mantém a garantia Chevrolet de um ano. A manutenção necessária será feita nas concessionárias da Rede Chevrolet, com apoio das oficinas Rodagás.

O Astra bicombustível possui um sistema de injeção seqüencial que permite, por meio do acionamento de uma chave comutadora instalada no painel do veículo, o funcionamento do motor tanto com álcool quanto com GNV. Em qualquer momento o proprietário do veículo pode mudar a chave, optando por um ou por outro.

As vantagens da conversão

O carro convertido para o GNV oferece redução de despesas com combustível na comparação com a gasolina e o álcool, menor custo de manutenção devido a maior durabilidade do motor, menor freqüência de troca de óleo lubrificante, filtros de óleo e combustível e velas de ignição.

A conversão para o GNV é feita de forma a garantir total segurança ao veículo e aos ocupantes. Os cilindros e os kits de conversão carregados nos veículos são projetados para resistir a choques, colisões e altas temperaturas.

O Astra oferece como vantagem o fato de que os cilindros, instalados pela Rodagás, são de pequeno porte e não comprometem a capacidade total do porta-malas.

Com a conversão para o GNV, o motor do Astra 1.8 gera 99 cv a 5.290 rpm e torque de 13,9 mkgf a 2.450 rpm. A capacidade mínima de abastecimento dos dois cilindros é de 16 Nm_ (Normais metros cúbicos).

A novidade da marca Chevrolet se destina principalmente para os taxistas, que representam o mercado de maior potencial devido a isenção de IPI e de ICMS para os carros a álcool.

http://www.mecanicaonline.com.br capa capa créditos imprimir adicione aos favoritos fale conosco fale conosco