Mecânica Online
Engenharia
Edição 38 - Fevereiro de 2003
Conteúdo básico

QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA
Volkswagen incentiva formação universitária de seus operários
Cento e setenta e três empregados da fábrica Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), recebem este mês o diploma do curso superior de Tecnologia em Processos de Produção.

Esses empregados fazem parte da primeira turma beneficiada pelo convênio inédito de educação corporativa firmado entre a montadora e o Centro Universitário de Santo André (Uni-A), em fevereiro do ano 2000. Pelo convênio, a escola estabeleceu horários flexíveis para que os empregados que trabalham na linha de produção em sistema de revezamento por turnos pudessem frequentar a universidade.

O curso oferece disciplinas como robótica, meio ambiente, logística e relações humanas. Em contrapartida, a Volkswagen fornece informações e recursos necessários para adequar o currículo aos objetivos práticos de formação de seus empregados. A parceria prevê, ainda, descontos para empregados e familiares que se matriculam em qualquer curso do Uni-A.

Segundo o vice-presidente de recursos humanos da Volkswagen do Brasil e patrono da turma, João Rached, o curso proporcionou uma real oportunidade de capacitação e melhoria para montadores e média liderança das linhas de produção da fábrica Anchieta, além de prepará-los para aproveitar os avanços tecnológicos. “Muitos participantes, que possuiam apenas o conhecimento prático, passaram a entender questões teóricas”, afirma.

Vantagens - Entre os formandos está José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, ferramenteiro e membro da comissão de fábrica. Para ele o curso ampliou seus horizontes profissional e pessoal. “Além do conhecimento técnico, aprendemos a aperfeiçoar o relacionamento interpessoal”, declara. Para o empregado, outra vantagem do curso é a flexibilidade de horário que possibilita aos operários em regime de revezamento ter acesso a um curso de graduação. “Muitos trabalhadores não poderiam frequentar a universidade sem esse convênio”, completa.

DETERMINANDO O MERCADO
Lançada pesquisa sobre montadoras e veículos
CINAU lança quinta edição da pesquisa montadoras e veículos - recomendação profissional - Venda de veículos em 2002 reafirma a influência dos mecânicos independentes sobre o consumidor na hora da compra do carro 0 km

A CINAU (Central de Inteligência Automotiva), instituto de pesquisa especializado no setor de reparação automotiva e ligado ao jornal Oficina Brasil, lançou a 5ª edição da pesquisa “Montadoras e Veículos – Recomendação Profissional”, que aponta os melhores e os piores veículos e montadoras do ponto de vista do reparador independente de carros. A pesquisa está sendo realizada por meio de carta-resposta encartada no jornal, Internet e telefone. O resultado será divulgado na segunda quinzena de março de 2003.

De acordo com Cássio Hervé, diretor da CINAU, os mecânicos independentes são importantes formadores de opinião para o consumidor que, geralmente, antes de efetuar a compra de um carro, pede orientação a esses profissionais, responsáveis pelo atendimento de aproximadamente 75% da frota circulante do País, o equivalente a mais de 15 milhões de veículos.

“As análises e previsões obtidas através da 4a edição dessa pesquisa, divulgadas em março de 2002, foram comprovadas pelos números de varejo da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Nessa comparação, verificou-se a real influência do reparador sobre o consumidor e, por conseqüência, no mercado de veículos”, afirma Hervé.

Através dessa pesquisa foram realizadas as seguintes previsões para 2002:

- A Fiat consolidaria sua liderança;

- A General Motors manteria os níveis de venda, mas com leve tendência de baixa;

- A Volkswagen sofreria um decréscimo mais acentuado nas vendas, podendo ocupar eventualmente o terceiro lugar;

- A Ford teria um aumento significativo na participação de mercado.

“Ao fazer um comparativo com os números da Fenabrave, é possível constatar que todas as previsões se realizaram”, destaca o diretor da CINAU. A Fiat fechou o ano na liderança, com a venda de 356.271 veículos, seguida pela Volkswagen, que comercializou 341.861 unidades, volume cerca de 15% inferior às vendas da montadora em 2001. Já a GM negociou 335.574 unidades, uma queda de 5,3% aproximadamente, em relação a 2001, quando a montadora vendeu 353.569, o que indica estabilidade em suas vendas. Para completar, a Ford apresentou um crescimento de 13,3%, passando de 114.018 veículos comercializados em 2001 para 129.160, em 2002.

Segundo o diretor da CINAU, o principal objetivo desta pesquisa é chamar a atenção do mercado automotivo e da sociedade como um todo para a importância e a força do setor independente de reparo de veículos, que não tem o devido reconhecimento. “Decorridos apenas dois anos no máximo, os ‘milionários’ lançamentos das montadoras têm seu período de garantia extinto e vão parar na oficina independente, que vive à sombra da indústria automotiva, o que não é justo, pois é o mecânico independente que mantém a frota brasileira circulando”, completa Hervé.

QUANTOS AINDA VÃO MORRER???
Soluções para reduzir os acidentes com caminhões
Caminhões mal-sinalizados e com pára-choques inadequados causam milhares de mortes todos os anos no Brasil; as soluções para reduzir o perigo estão nas mãos do governo federal, mas até agora nada mudou.


Diferença visível

O uso das faixas retrorrefletivas, iguais às do caminhão à direita, aumenta a
visibilidade dos veículos pesados à noite, melhorando a segurança nas estradas

Olhe com atenção esta foto logo acima. Quantos veículos você pode ver? É difícil perceber, mas há um segundo caminhão bem na frente do primeiro. Muita gente toma sustos nas estradas ao se descobrir a poucos metros de um veículo com lanternas queimadas, mal ou nada sinalizado.

Outros não têm a sorte de perceber a tempo. Dados da Unicamp atestam que, a cada ano, 15 mil brasileiros morrem ao bater seus carros na traseira de um caminhão. Desde 2001, deveria ter entrado em vigor a resolução do Conselho Nacional de Trânsito que manda sinalizar veículos pesados como o da direita, na foto. Por pressão dos caminhoneiros, não entrou até esse momento.

Em uma noite chuva de 1994, Osmar Santos dirigia seu Mercedes-Benz no interior de São Paulo e foi surpreendido por um caminhão manobrando na estrada. A colisão com a traseira do veículo foi inevitável e o ex-narrador esportivo sofreu uma lesão de 7 centímetros na cabeça. Perdeu parte dos movimentos e a fala ficou comprometida.

Casos como o de Osmar Santos, envolvendo muita gente anônima, motivaram o Contran a elaborar a resolução 105. De acordo com ela, veículos acima de 4,5 toneladas devem receber faixas reflexivas para aumentar a visibilidade à noite.

Elas já são obrigatórias na Argentina, Chile, Alemanha, Japão, Grécia, EUA e Austrália. "É segurança ativa", afirma o engenheiro Luiz Otto Fabensmutler, criador do Projeto Impacto e especialista no assunto. Pelos testes feitos no Brasil, as faixas tornam um caminhão visível à distância de, pelo menos, 400 metros. Na Alemanha, seu uso reduziu os acidentes com mortes em 95%, em dois anos de pesquisa.

A decisão final sobre a aplicação desse item de segurança está nas mãos do Denatran, órgão que regulamenta as sugestões do Contran, e era prevista para o fim de dezembro de 2000. Ela se junta às novas medidas dos pára-choques dos caminhões, mais uma mudança eficaz para reduzir o número de mortes. Outro recurso de segurança em estudo pelo governo federal.

Os veículos pesados deveriam estar circulando com as faixas desde 30 de junho de 2001. Mas entidades ligadas aos caminhoneiros pressionaram para a suspensão da resolução 105. Alegaram-se falta de opção, custo alto dos materiais e necessidade de revisão do prazo de aplicação, considerado curto. A maior parte dessas contestações foi rebatida por especialistas nas câmaras temáticas do assunto, promovidas pelo Contran, segundo Neuto Gonçalves dos Reis, assessor-técnico da Associação Nacional de Transporte de Cargas (NTC). O preço, considerado alto para o poder aquisitivo do brasileiro, foi o aspecto mais discutido: "Mostramos que custaria entre R$ 180 e R$ 450", afirma Reis. Os opositores alegam que a despesa chegaria a R$ 1.200.

Efeito guilhotina Mais seguro
Colisões traseiras quase sempre são fatais para os ocupantes dos carros; hoje, o pára-choque do caminhão fica a 40 cm do fim da carroceria e a 55 cm do chão Testes da Unicamp, usando peças posicionadas a 40 cm do solo e no extremo, provaram que os carros não continuam a trajetória embaixo do veículo pesado

Contestando argumentos

A própria obrigatoriedade da faixa foi contestada. Sugeriram-se alternativas no uso de materiais para melhorar a visibilidade. Entre elas, as tintas empregadas na sinalização de trânsito. "Testes mostraram que essa solução não era adequada", lembra Reis. Caminhoneiros e entidades representativas alegaram ainda que fornecedores seriam favorecidos e as faixas durariam pouco. "Os argumentos eram infundados", afirma o engenheiro Fabensmutler. Três fabricantes foram homologados para vender as faixas. O engenheiro defende a idéia com tanto empenho que sugere uma saída arrojada para o impasse: "O governo deveria dar as faixas, pois gastaria menos que a conta dos hospitais."

Oficialmente chamadas faixas retrorrefletivas, pela resolução 105 elas devem cobrir 80% da borda inferior da parte traseira e 50% da borda inferior lateral dos caminhões. "Pedimos novos estudos para reduzir essas porcentagens", informa Délio Cardoso, diretor-geral do Denatran. Para ele, a realidade econômica brasileira e dos caminhoneiros não permitiria a despesa para atender às regras. "Às vezes, é quase o que muitos caminhoneiros ganham por mês", diz. Mesmo assim, Cardoso acha que a faixa é um processo irreversível. "É melhor ter um mínimo do que nada", diz.

Uma vez aprovado o estudo, o Denatran vai estabelecer os prazos para adaptação da frota em circulação. Os caminhões novos deverão sair da linha de montagem com a sinalização.

A regulamentação de um desenho seguro para os pára-choques dos caminhões deve demorar ainda mais para vir. O diretor do Denatran informa que o assunto ainda está em fase de consulta pública. "Estamos recebendo sugestões e depois a discussão dos termos finais começa", explica. Aprovadas as modificações, as montadoras terão um prazo para se adaptar às regras, segundo ele. "Sobre a frota circulante, não quero nem entrar no mérito agora."

É possível que a legislação brasileira sobre o assunto mude bastante. "Muita coisa foi baseada na lei australiana, a mais rígida", afirma Neuto dos Reis, da NTC. Os pára-choques ficariam mais próximos do solo, comparados com os atuais. A força de resistência, hoje de 2,5 toneladas no centro da estrutura, subiria para 10 toneladas. "O que for aprovado ainda será pouco para a segurança", acredita Cardoso.

Uma das sugestões em debate foi feita pela Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É o pára-choque articulado, que pode ser proposto como alternativa para as montadoras de caminhões. Como não é fixa, a peça move-se para trás quando toca em elevações do terreno, como uma lombada alta, e é mais resistente a colisões. "Evita ainda que seja danificado, pois não é rígido", explica Fabensmutler.

A idéia é um dos resultados do Projeto Impacto, uma parceria entre o engenheiro Luiz Fabensmutler, a General Motors e a Mercedes-Benz - as montadoras cederam veículos para testes de impacto. O objetivo é criar e testar estruturas de pára-choques traseiros para caminhões. "É necessário a sociedade tomar a frente do assunto, pois o governo não dá importância para o que acontece", afirma Fabensmutler. "Nem estatísticas são levantadas, pois revelariam o descaso." O professor Celso Arruda, coordenador do Projeto Impacto, conta que a maior parte das mudanças foi sugerida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Byron Bloch, coordenador da Underride Network, associação norte-americana de voluntários sobre o assunto, chama a atenção também para as batidas laterais. Segundo ele, nos EUA, quase metade das fatalidades que envolvem caminhões resulta desse tipo de acidente. "A indústria evita o assunto há mais de 30 anos", afirma. "E as mortes continuam", completa.

Todos os envolvidos no setor acham que as propostas de mudança em andamento terão outras implicações. "O custo social será menor, pois esses acidentes deixam inválidas muitas pessoas da população economicamente ativa", explica o professor Arruda, da Unicamp. "Pode demorar, mas o setor de transporte não vai escapar desse processo", aposta Neuto dos Reis, da NTC.

NA LINHA DE PRODUÇÃO
Desenvolvimento acústico Audi: sinfonia dos quatro anéis
Audi S4, Audi A8 e Audi TT 3.2 quattro são exemplos atuais do design acústico ativo

Música para os ouvidos – todos os carros Audi devem atender a este pré-requisito em um certo nível. O design acústico se tornou um componente adicional importante no desenvolvimento de veículos em Ingolstadt. Pode-se dizer que é o cartão de chamadas acústico da marca das quatro argolas.

Audi S4, Audi A8 e Audi TT 3.2 quattro são exemplos atuais do design acústico ativo dos sons da Audi. Cerca de 45 engenheiros trabalham na análise e no design do som veicular. O design sonoro vem sendo trabalhado de forma intensiva na Audi por pelo menos duas gerações de veículos.

Quem contribuiu muito para esse processo é Thomas Kriegel, responsável pelo departamento de Acústica da série Audi A4. O engenheiro utiliza seqüências sonoras pouco usuais em sua profissão quando fala sobre um “carro orquestrado”, “a arte de compor e dirigir”, “bons músicos” ou “notas erradas” e “a sinfonia dos quatro anéis”.

O som de um carro deve atender às expectativas criadas por seu design e posicionamento junto ao cliente. Isto significa que veículos como o Audi S4 ou o Audi TT 3.2 quattro devem ter uma sonoridade esportiva – devem “soar velozes”. Nestes casos, uma acústica retraída apenas desapontaria o cliente. O A8, por sua vez, tem uma sonoridade que transmite conforto, com um toque esportivo.

Expectativa apropriada: este é um outro desafio para aqueles que desenvolvem os sons. Afinal, cada pessoa percebe os sons de forma diferenciada. O design sonoro deve tornar objetivo as impressões subjetivas. A meta é obter apenas respostas positivas à sonoridade Audi. E sempre levar em consideração a regulamentação acústica existente.

A percepção subjetiva é avaliada de acordo com critérios psico-acústicos, cujos parâmetros existem desde a década de 50. A avaliação de ruídos vai de “estimulante”, “suave” a “questionável”. Kriegel afirma: “Você pode afirmar de forma geral que, quanto mais alto o tom, mais desagradável ele será percebido pelos ocupantes do veículo. Essas tonalidades são irritantes e podem causar agressividade. E isso não deve acontecer quando você está dirigindo. Os tons baixos, por outro lado, provavelmente serão considerados agradáveis.”

O som de um Audi depende de seu modelo. Como deve soar o motor, a entrada de ar ou o sistema de exaustão? Qual é a resposta acústica que deve ser ouvida quando o acelerador é pressionado, quanto barulho exterior deve ser ouvido no interior? Quais os sons que os vidros elétricos ou os indicadores devem fazer? Ou quão retumbante deve ser o som da trava da porta? – os engenheiros acústicos da Audi determinam todos esses sons.

Kriegel diferencia os “bons músicos” e as “notas erradas” na orquestra do carro. Naturalmente, este deve ser conduzido de forma adequada. "No passado, o trabalho do engenheiro acústico era basicamente focado na supressão de sons. Nós chamamos isso de limpeza sonora, “ explica Kriegel. O trabalho mudou com a demanda por “bons músicos” no automóvel. Isto inclui a carroceria, o sistema de exaustão, o motor, a entrada de ar e estruturas agregadas. As “notas erradas” são geradas por pneus, direção, transmissão e ruídos dos auxiliares e do vento. O repertório é variado: os pneus podem cantar, a transmissão ranger, o painel ressoar, o câmbio rugir, os geradores gemer e a ventoinha chiar.

Para compor a sinfonia das quatro argolas com todos eles, os engenheiros acústicos da Audi “tocam” diferentes possibilidades de desing em teclados. Além da entrada de ar, o motor e o sistema de exaustão, em particular, podem compor sons.

É por isso que flaps pneumáticos direcionáveis podem ser encontrados nos novos S4 e TT 3.2 quattro. Estes componentes garantem uma secção transversal menor na geometria da tubulação de escapamento enquanto o motor se encontra em baixas rotações e equivalentemente maior em rotações elevadas. Assim, uma riqueza sonora constante é obtida em todo o espectro de velocidade. No final do dia, a maior preocupação é obter o balanço entre o conforto e a característica esportiva, até mesmo para o super esportivo S4.

O resultado deste trabalho de desenvolvimento não é um som Audi uniforme, mas um conceito acústico planejado para cada modelo. O padrão de qualidade apresentado pelo som Audi é o balanceamento de freqüências, avaliação de sensibilidade e espontaneidade do som, um certo grau de crueza, freqüências naturais e um soar homogêneo do motor. E a característica sonora perfeita de cada Audi no portfólio de modelos continuará a ser objetivada. E isso é mais do que apenas música no futuro.

CHEGA O MOTOR DIESEL DO FUTURO
Conheça em detalhes o motor 1.3 Multijet 16v da Fiat
Um novo motor a óleo diesel absolutamente revolucionário, que estende a um público mais amplo as vantagens oferecidas até agora pelos motores turbodiesel "Common Rail" - em termos de uma melhor relação entre desempenho e consumo e de maior respeito pelo ambiente; um propulsor que destaca a capacidade universalmente reconhecida da Fiat de construir ótimos motores: confiáveis, sólidos, incansáveis.

Estamos falando do 1.3 Multijet 16V, um motor "Common Rail" de segunda geração. Trata-se do motor completamente novo, desenvolvido por Fiat-GM Powertrain, a joint-venture entre Fiat Auto e General Motors que, entre outras coisas, pensa em fazer dele um de seus cavalos de batalha, construindo 500 mil unidades por ano.

Por fim, representa uma nova etapa da sugestiva história tecnológica do diesel. Um grande salto de qualidade do qual - mais uma vez - a Fiat participa como protagonista. Como ocorreu em 1988, com o lançamento do Croma 1.9 TD i.d., primeiro veículo de série no mundo com um propulsor diesel de injeção direta; ou dez anos depois, com a comercialização do 1.9 JTD, primeiro diesel de injeção direta realizado conforme a tecnologia "Common Rail" que todos os Construtores estão adotando.

Tamanho

Como o Fire, também o 1.3 Multijet 16V foi projetado seguindo os critérios da máxima racionalidade, eficiência e confiabilidade. Qualidades que para o cliente final se traduzem em competitividade de custo, excelência dos desempenhos e durabilidade, sem necessidade de manutenção. Mas em relação ao Fire, o 1.3 Multijet 16V se apresenta como um motor com uma tecnologia refinada, encerrada num monobloco de menos de 50 centímetros de comprimento e 65 de altura. Trata-se, de fato, do menor motor diesel quatro cilindros "Common Rail" presente no mercado. O único capaz de encerrar num cilindro com diâmetro de menos de 70 mm, seis componentes de dimensões "normais", quer dizer, quatro válvulas, um injetor e uma vela.

Tecnologia - A este importante recorde de miniaturização, que permite que seja montado não apenas nos supercompactos do segmento B mas também nos city car do segmento A, o novo motor acrescenta outro mérito: o de ser Multijet e pluriválvulas, isto é, um JTD de segunda geração, o mais avançado entre os motores diesel de injeção direta "Common Rail".

Potência - Apesar da cilindrada realmente baixa de 1251 cm3, o pequeno Multijet ganha no confronto com todos os "small diesel" dotados de turbina com geometria fixa hoje presentes no mercado, entre os motores a óleo diesel de 800 a 1500 cm3 é realmente o de melhor desempenho específico: 41 kW/l de potência e 144 Nm/l de torque.

Robustez - Compacto, tecnologicamente sofisticado, capaz de ótimos rendimentos e praticamente "for life" . Basta dizer que o 1.3 Multijet 16V é projetado para uma vida de 250.000 km, em vez dos costumeiros 150.000 - uma longa existência, durante a qual não requer manutenção alguma dos componentes mecânicos (nem mesmo com 80.000 km, a sagrada substituição da correia) e na qual os intervalos para a troca de óleo crescem de 20 a 30.000 km (um óleo, obviamente, de baixa viscosidade portanto "fuel economy" e de respeito ao ambiente: no momento da troca joga-se fora somente o cartucho de papel e não o filtro todo).

Meio ambiente - O 1.3 Multijet 16V é também um motor de vocação ecológica, porque já atende os limites de emissão Euro 4 que entrarão em vigor somente em 2006. Além disso, é um dos pouquíssimos motores no mundo que podem obter este resultado sem adotar um sofisticado dispositivo de pós-tratamento no escapamento, como o coletor de partículas. Em resumo, um motor intrinsecamente limpo: o nível de emissão de partículas (responsável pela poeira e poeira fina), por exemplo, é inferior ao estabelecido pela futura norma Euro 4.

Desafio - O objetivo era construir um propulsor diesel de dimensões reduzidas, pensado para equipar os compactos Fiat da nova geração. Portanto, um motor leve e pequeno mas, de qualquer maneira, com quatro cilindros para ter um funcionamento silencioso e "redondo". Econômico seja na compra como na utilização, mas ao mesmo tempo tecnologicamente sofisticado, para obter - contemporaneamente - baixo consumo, bom desempenho, silêncio e respeito pelo ambiente.
Um projeto que representava um belo desafio, aquele que foi lançado aos técnicos Fiat.

Nascimento - Para entender como os projetistas fizeram para ganhar essa aposta é preciso imaginar toda a tecnologia contida no recentíssimo motor 1.9 Multijet: do dispositivo "Common Rail" de alta pressão às injeções múltiplas; das 16 válvulas ao intercooler, até às câmaras de combustão com o formato particularmente eficiente. Depois, acrescentar um sistema de aspiração com coletor de plástico e condutos direcionais. Por fim, pensar em reduzir massa e dimensões do motor sem perder nada da sofisticação e qualidade técnica. Assim chega-se ao 1.3 Multijet 16v.

Uma obra-prima de tecnologia em miniatura - O resultado é um motor que pesa somente 130kg, mesmo "vestido" com todos os seus acessórios. Ele tem dimensões reduzidas, um "layout" dos componentes estudado para ocupar o mínimo de espaço e garante as mesmas vantagens dos motores maiores porque não foi "diminuído", mas "miniaturizado", conservando toda sua sofisticada tecnologia.

Porque Multijet é melhor que Unijet - O sistema Multijet adotado pelo pequeno 1.3 de 16 válvulas nasce de uma evolução do princípio "Common Rail" aplicado nos motores JTD de primeira geração. O novo motor, de fato, utiliza injetores e um sistema de controle mais sofisticados (a centralina eletrônica que os comanda) para efetuar, durante cada ciclo motor, um número maior de injeções em relação às duas atuais. Deste modo a combustão é ainda mais gradual porque se realiza um controle mais preciso das pressões e das temperaturas que acontecem na câmara de explosão e um melhor aproveitamento do ar introduzido nos cilindros.

CHEGA O MOTOR DIESEL DO FUTURO
Conheça em detalhes o motor 1.3 Multijet 16v da Fiat

CONTINUAÇÃO

As vantagens para o cliente - Para o cliente, toda a tecnologia que se encontra no pequeno 1.3 Multijet 16V se traduz numa redução dos consumos. Em comparação com o atual 1.9 JTD, em igualdade de massa e peso, a redução é de cerca de 10% e a variação das emissões pode ser avaliada, sempre comparando ao mesmo veículo, em 50% a menos. E isto sem levar em conta:
o maior silêncio (vamos imaginar as explosões no cilindro como um golpe num tambor: os ruídos de três golpes num tambor pequeno são menores que um único golpe num tambor grande);
o melhor conforto: menores massas alternadas significam menos vibrações;
o a suavidade e o prazer de dirigir devidos à ótima progressão de torque (que por sua vez é garantida pela possibilidade de um melhor controle, a cada momento, da combustão);
o a elasticidade e a rapidez de resposta de um diesel que se assemelha cada vez mais aos motores a gasolina pela mais ampla excursão do número de rotações (por exemplo, não se percebe mais o "corte" de combustível logo acima das 4000 rpm).
o as características ecológicas que este motor melhora ainda mais a principal qualidade do diesel no lado ambiental - o consumo - reduzindo ao mínimo o principal defeito que é a emissão de partículas.

Histórico - A força da Fiat, durante toda sua longa história, foi sempre baseada em dois elementos: a capacidade de levar inovação no âmbito dos carros compactos, a pesquisa de novas tecnologias e metodologias industriais e de novos processos, que tornassem possível esta operação. Todos os seus modelos de sucesso, realmente, são apreciados por sua praticidade, por sua acessibilidade econômica e pela criatividade das soluções, e pela capacidade de se antecipar aos tempos.

Com o pequeno motor 1.3 Multijet 16V, a Fiat retoma com força este papel. O Unijet, em seu tempo, abriu o caminho a uma nova geração de diesel médios e médio-altos. O 1.3 Multijet 16V foi projetado para dar vida à mesma revolução no segmento dos compactos e naquele dos city car.

1988 - Croma TDI

1997 - Alfa 156 JTD

2002 - Alfa 156 / 147 1.9 JTD 16V de 140 CV

2003 - 1.3 Multijet 16V

Um milhão e meio de pequenos diesel - Todas as estimativas dizem que daqui até o 2006 o mercado dos motores diesel é destinado a crescer de maneira notável, principalmente na faixa das pequenas motorizações. Com base nestas previsões, constata-se que o diesel agrada cada vez mais, também nos carros para a cidade, pela regularidade de funcionamento e pelo grande torque disponível nos regimes baixos.

Além disso, a oferta de motores menores que os atuais vai derrubar também as últimas barreiras psicológicas, ligadas à cilindrada, favorecendo assim a passagem de muitos clientes para um carro a óleo diesel.

Com o revolucionário 1.3 Multijet 16V, a Fiat está pronta a conquistar uma quota substancial deste mercado que ela mesma contribuiu a criar e que é estimado na quantidade de um milhão e meio de unidades anuais.

Novos produtos para um novo mercado - O 1.3 Multijet 16V é, portanto, um motor revolucionário, que será ainda mais atraente porque estará montado em modelos totalmente novos que confirmam a grande tradição Fiat nos carros compactos. Automóveis de grande atratividade, que por um lado se inserem nas tendências fortes e vencedoras do mercado, por outro lado resultam coerentes com a história e a missão da Fiat.

Multijet: o que muda e porquê - Até pouco tempo atrás, a última fronteira no campo do óleo diesel era a os propulsores com tecnologia "Common Rail" unijet, que se chamam assim, mas na realidade não fazem uma, mas duas injeções de óleo diesel na câmara de explosão: uma menor, inicial, e uma principal, maior. Hoje, não é mais assim. Os técnicos da Fiat-GM Powertrain desenvolveram os "Common Rail" de segunda geração, que são multijet, isto é, podem efetuar mais injeções.

O princípio funcional dos dois sistemas é o mesmo. No unijet, a injeção inicial levanta a temperatura e a pressão dentro do cilindro, permitindo assim, no momento da explosão principal, uma melhor combustão. Podendo subdividir a própria injeção principal em muitas injeções menores. A quantidade de óleo diesel queimada dentro do cilindro permanece a mesma, mas obtém-se uma combustão ainda mais gradual e completa, alcançando metas mais avançadas no controle do ruído de combustão, na redução das emissões e no incremento do desempenho.

Os motores "Common Rail" multijet, portanto, se diferenciam dos "common rail" unijet essencialmente por dois componentes: os injetores e a centralina eletrônica que os controla. Para poder aumentar o número das injeções, havia necessidade de injetores capazes de reduzir o tempo entre uma injeção e outra, tempo que desce de uma ordem de grandeza: de 1500 a 150 microssegundos. A seguir, era necessário diminuir a quantidade mínima injetada: que passa de cerca de 2 a menos de 1 milímetro cúbico. Era preciso, por fim, ter uma centralina "mais inteligente", capaz de mudar continuamente a lógica de injeção com a variação de três parâmetros: o número das rotações do motor, o torque solicitado naquele momento pelo motorista e a temperatura do líquido de arrefecimento.

Efetivamente, quando o novo motor 1.3 Multijet 16V está funcionando, a centralina adapta continuamente o esquema e o número de injeções (além da quantidade de óleo diesel injetada). Quando a água está a menos de 60° e o torque solicitado é pouco, acontecem duas injeções pequenas e uma grande, muito próximas entre si. Com o crescimento do torque, as injeções tornam-se apenas duas: uma pequena e uma grande. Na condição de alto número de rotações e grande solicitação de torque, a injeção é somente uma. Com a temperatura da água a mais de 60°, as coisas mudam novamente e para reduzir ao mínimo as emissões, o esquema das injeções torna-se uma pequena, uma grande e uma pequena.

O 1.3 Multijet 16V em detalhes - O 1.3 Multijet 16V é um propulsor de 4 cilindros em linha de 1.251 cm3, com um diâmetro interno de apenas 69,6 mm e um curso "longo" de 82 mm. As válvulas são quatro por cilindro e são acionadas diretamente por um duplo eixo com cames na cabeça.
A potência máxima é de 51 kw a 4000 rpm (70 cv) e o torque é de 180 Nm a 1750 rpm.
Entre as características construtivas que distinguem o novo propulsor encontram-se a distribuição em cadeia com comando em balancim, os tuchos hidráulicos, a base em ferro fundido com sub-base em alumínio, o cabeçote em alumínio, o eixo motor e as bielas em aço.
Uma particularidade da arquitetura do cabeçote dos cilindros é o desenho dos dutos de aspiração do tipo direcional de alta eficiência que permitem a melhor mistura do combustível apesar do diâmetro reduzido.
Os sistemas de alimentação e de combustão são projetados para trabalhar em pressões muito elevadas que oscilam entre os 1400 bar do óleo diesel no "rail", aos 160 bar dos gases no cilindro.
A superalimentação do 1.3 Multijet 16V é confiada a um turbocompressor com válvula "waste gate" e "intercooler" e logo será disponível também uma versão a geometria variável capaz de desenvolver níveis de potência e torque ainda maiores.
O 1.3 Multijet 16V tem uma instalação EGR com controle eletrônico e dispositivo para o arrefecimento dos gases de escapamento.

O mercado dos "small diesel" - O diesel era considerado por todos como um motor "sujo", ruidoso e ofegante demais para se comparar à gasolina. Assim, escolhia um carro a diesel somente quem percorria dezenas e dezenas de milhares de quilômetros por ano, quem estava disposto a comprar um veículo com mais de 2000 cm3 de cilindradas, quem se contentava com desempenhos e com uma imagem não exatamente brilhantes. A única vantagem era a economia realizada na bomba de combustível.

Mais tarde, em 1997, chegou no mercado o primeiro veículo a injeção direta "Common Rail" do mundo: o Alfa 156 1.9 JTD. E o patinho feio transformou-se num lindo cisne. Com o revolucionário sistema nascido da pesquisa Fiat e industrializado pela Bosch, o diesel registrava uma melhora média dos desempenhos: de 12% e uma redução, sempre média, dos consumos de 15%.

Daí em diante todas as Casas adotaram o novo sistema de alimentação que tornava a pressão de injeção do óleo diesel independente do número de rotações do motor e confiava sua gestão a um sistema de controle eletrônico. Com a demanda e a oferta, naturalmente, cresceu também o peso do diesel no total das vendas, que em pouco mais de cinco anos praticamente dobrou: de 20% a cerca de 40%.

Em resumo, um grande sucesso comercial, que cresceu na mesma velocidade da imagem do diesel, percebido pelos clientes como um motor silencioso quanto aqueles a gasolina, mais elástico e agradável de dirigir em baixos regimes, decididamente ecológico e mais eficiente na relação desempenho-consumo.

Agora, com o 1.3 Multijet 16V, o motor a óleo diesel dá mais um salto à frente na conquista do mercado, preparando-se para crescer até mesmo entre os carros compactos e os city-car do segmento A. Com a cumplicidade da cilindrada e peso reduzidos, as emissões menores e a vantajosa relação entre desempenhos e consumos, a quota de diesel está crescendo de maneira firme também nos segmentos baixos: em 1997 era de 5%, hoje vale quase 20% e nos próximos três meses deveria chegar a 40%.

Para este tipo de motores se espera, para os próximos anos, um mercado que vai conquistar rapidamente 1,5 milhão de unidades. Um âmbito no qual os pequenos Fiat, equipados com o sofisticado 1.3 Multijet 16V, poderão conquistar um espaço importante. Como a história do diesel demonstrou, que o produto cria o mercado, mais uma vez a Fiat é protagonista da mudança e pronta a entrar com seus modelos na tendência para cuja criação ela contribuiu.

Os motores diesel à injeção direta: uma história assinada pela Fiat - Com a criação do sistema Multijet, o Grupo Fiat conquista um novo importante primado no campo dos motores a óleo diesel. Resultado que se tornou possível graças ao grande know-how acumulado neste campo desde 1988, quando nasceu o Croma TDI, primeiro veículo diesel a injeção direta do mundo. Tratava-se, naqueles anos, de um resultado brilhante do primeiro grande passo dos motores a óleo diesel para carros em direção a uma maior eficiência de combustão.

Graças àquela preparação técnica, que depois os outros construtores também adotavam, os carros a diesel podiam garantir, contemporaneamente, maiores desempenhos e menores consumos. Ainda ficava um problema: o excessivo ruído do propulsor nos baixos regimes de rotação e nos "transitórios".

E foi aqui que começou a história do Unijet, ou melhor, o estudo de um sistema de injeção direta mais evoluído, capaz de reduzir drasticamente o excessivo ruído da combustão. Esta pesquisa levou, alguns anos mais tarde, ao Unijet, conquistando outras importantes vantagens também no campo dos rendimentos e dos consumos.

Para resolver o problema, havia apenas duas possibilidades: contentar-se de uma ação passiva e portanto isolar o próprio motor para impedir a propagação das ondas sonoras, ou então trabalhar de modo ativo para eliminar o inconveniente na fonte, desenvolvendo um sistema de injeção capaz de reduzir o ruído da combustão.

Tomando este segundo caminho, os técnicos do Grupo Fiat concentraram imediatamente a pesquisa no princípio do "Common Rail", descartando, depois de uma análise cuidadosa, outros esquemas de injeção à alta pressão, porque estes sistemas não permitiam nem gerir a pressão de modo independente em relação ao número de rotações e à carga do motor, nem permitiam ter a pré-injeção, que são exatamente os pontos fortes do Unijet.

Nascido do trabalho de pesquisadores da Universidade de Zurique e nunca antes aplicado num carro, o princípio teórico no qual começou a se trabalhar era simples e genial ao mesmo tempo. Continuando a injetar óleo diesel dentro de um tanque, gera-se pressão, que o torna um acumulador hidráulico ("rail"), isto é, uma reserva de combustível sob pressão pronto para ser usado.

Três anos depois, em 1990, iniciava a pré-industrialização do Unijet. O equipamento desenvolvido pela Magneti Marelli, pelo Centro de Pesquisas Fiat e por Elasis no princípio do "Common Rail". Uma fase que foi concluída em 1994, quando a Fiat Auto decidiu escolher um parceiro que tivesse a máxima competência nos equipamentos de injeção para motores a diesel. O projeto foi portanto cedido a Robert Bosch para finalizar o desenvolvimento e industrializar.

Assim, onze anos depois do Croma TDI, em outubro de 1997, chega no mercado outro carro recorde: o Alfa 156 JTD equipado com um revolucionário turbodiesel que assegura resultados até então inimagináveis.

Os veículos dotados com este motor são incrivelmente silenciosos, têm uma resposta brilhante como aqueles com motor a gasolina e fazem registrar, em relação a um análogo motor com câmara de pré-combustão, um melhoramento médio de desempenho de 12% e uma redução de consumo de 15%.

O sucesso dos carros Alfa 156 com motor JTD foi imediato. Além desse motor ser adotado em outros modelos de Fiat Auto, muitas outras casas automobilísticas também adotam propulsores semelhantes.

Agora é o momento da segunda geração de motores JTD, aqueles de injeção múltipla e com 16 válvulas, que estrearam no outono último no Salão de Paris com o 1.9 JTD montado em Alfa 156 e Alfa 147. Uma família que agora é ampliada pelo pequeno 1.3 Multijet 16V.

VAMOS COMPETIR???!!!
Mais de mil estudantes vão participar do Mini Baja
Vindos de 13 estados participantes, os estudantes de Engenharia Mecânica vão mostrar suas habilidades

Estudantes de engenharia de 13 Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte), e também do Distrito Federal, vão participar da IX Competição SAE Brasil de Mini Baja, dias 24 a 27 de abril, em Piracicaba, interior de São Paulo.

Eles vão mostrar suas habilidades como empreendedores, projetistas e construtores, além da habilidade no volante. Ao todo, 51 universidades estarão representadas na competição, num total de 76 equipes e cerca de mil estudantes. A FEI, vencedora no ano passado, vai trazer um baja com inovações na suspensão dianteira e na utilização de novos materiais, que darão melhor rendimento ao carro.

O Mini Baja é um veículo off road, desenvolvido nos laboratórios das universidades e projetados para a competição. Os carros são submetidos a testes dinâmicos e estáticos, como provas de conforto e operação, tração e manobrabilidade, aceleração, subida de rampa, velocidade máxima e frenagem e um enduro de 4 horas.

Os veículos são projetados a partir de um regulamento, chassis tubulares em aço condizentes a normas e procedimentos de segurança, suspensão inovadora, carroceria em fibra de vidro, carbono ou aluMinio e motores de 10 HP padronizados.

O objetivo da SAE Brasil com a prova é aproximar os estudantes com a futura profissão. O regulamento da competição pode ser obtido no site da SAE Brasil, www.saebrasil.org.br

Mais links:
Equipe Baja Come Come - CEFET/PR - http://www.bajacomecome.com.br

Caso deseje divulgar o site da sua equipe mini baja, envie e-mail para nossa redação com a linha de assunto: Mini Baja.
Nosso e-mail: redacao@mecanicaonline.com.br

ABIMAQ
Desempenho da indústria de máquinas
e equipamentos supera as expectativas em torno de 2002
Queda de 20,2% na média dos pedidos em carteira deve afetar resultado do primeiro semestre de 2003. Mas tendência é de reversão até o final do ano

A indústria de máquinas e equipamentos fechou 2002 com desempenho positivo, superando as expectativas do setor. No acumulado do ano, o faturamento nominal atingiu R$ 34,4 bilhões, o que representa um crescimento de 13,68% em relação aos R$ 30,2 bilhões de 2001. Os investimentos realizados pelo setor, da ordem de R$ 4,5 bilhões, também foram 15% maiores que a previsão anunciada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) no início do ano.

Contribuíram para o resultado do faturamento o desempenho das exportações, que encerraram 2002 com crescimento de 3% – apesar da crise Argentina – e o aumento no faturamento de alguns subsetores, como o de máquinas e implementos agrícolas (37,1%) e de mecânica pesada (27,6%), que atende, entre outras, à indústria de energia, de óleo e gás Além disso, outros segmentos tiveram incremento no ano passado, caso de máquinas para artigos plásticos (18,1%), máquinas e acessórios têxteis (16,1%) e bombas e motobombas (12,4%).

Segundo o presidente da Abimaq, Luiz Carlos Delben Leite, as exportações tiveram participação importante no desempenho do setor, ao atingirem um total de US$ 3,7 bilhões, que corresponde a 31% do faturamento total. “Esse resultado chega a surpreender, se considerarmos a redução das exportações de mais de US$ 330 milhões para a Argentina (-67,79%). Mas o setor realizou grande esforço exportador, que chegou a compensar as perdas para o país vizinho”, afirmou.

O resultado positivo também reflete o desempenho de segmentos que receberam investimentos significativos em 2002. Na área de máquinas pesadas foram entregues vários projetos de longo ciclo. O setor de óleo e gás ainda deu continuidade ao seu programa de investimentos, tanto na modernização das plantas existentes, quanto na meta de atingir a auto-suficiência na produção de petróleo no curto prazo.

As máquinas e implementos agrícolas tiveram como cenário uma safra de grãos superior a 100 milhões de toneladas e um programa de financiamento, o Moderfrota, que graças aos juros fixos de 8,75% e prazos compatíveis, contribui para alavancar as vendas.

Considerando o acumulado do ano, dezembro foi o quinto período consecutivo a apresentar crescimento no faturamento, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Nesse mês, o setor de bens de capital mecânicos registrou um faturamento total de R$ 3,10 bilhões, 30,53% acima dos R$ 2,37 bilhões de dezembro de 2001.

Redução dos pedidos - Delben Leite, alerta, contudo, para a queda da média dos pedidos em carteira, da ordem de 20,5% no ano passado. Para Delben Leite, esse resultado pode interferir nas projeções de faturamento do setor já no primeiro semestre de 2003. “Mas acreditamos na reversão das expectativas no decorrer do ano.

A tendência é de que o volume de encomendas apresente um crescimento de 15% a partir do segundo semestre”, afirma o presidente da Abimaq. “Para isso, vão contribuir a política econômica do governo que, coerente com o discurso, deverá estimular a produção, gerando empregos. Além disso, há os investimentos nas áreas de petróleo e gás e agrícola, esta última reforçada pelo Programa Fome Zero.”

Empregos - O nível de emprego na indústria de máquinas e equipamentos ficou praticamente estável em 2002, registrando uma variação de 0,2% sobre o ano anterior. Em dezembro, o setor empregava 175.566 funcionários, o que representa 343 vagas a mais que no mesmo mês de 2001.

Na utilização da capacidade instalada, o quadro também foi de estabilidade. O resultado médio anual registrou um crescimento de 0,8%, passando dos 77,35% registrados em 2001 para 78% no ano passado.

http://www.mecanicaonline.com.br capa capa créditos imprimir adicione aos favoritos fale conosco fale conosco