| Mecânica
Online
Seu Automóvel
Edição 38 - Fevereiro de 2003
Conteúdo básico
ANDANDO NO FRIO
Ar condicionado também
precisa de manutenção
Para muitos o ar condicionado ainda é um opcional
muito desejado, principalmente se você estiver na
região Nordeste ou mesmo em um dia intenso de trabalho
no Centro de São Paulo. Mas não basta ter
o aparelho de ar condicionado, é preciso saber que
o ar condicionado, assim como seu carro, também precisa
de manutenção.
Cerca de70% dos automóveis populares são
vendidos com ar condicionado, que além de evitar
o calor, protege os ocupantes de pequenos furtos nos semáforos.
Outra vantagem é a diminuição de ruídos
no interior do automóvel, permitindo ouvir com tranquilidade
o aparelho de som.
Além de saber sobre a manutenção,
saber utilizar o ar condicionado na maneira correta pode
valer uma economia a mais durante a sua utilização.
Se estiver muito calor dentro do carro, como por exemplo
na volta da praia quando o carro ficou estacionado ao sol,
é recomendável abrir todas as janelas e deixar
o aparelho ligado na temperatura mínima com o ventilador
no maior nível. Assim, o ar quente será expulso
e não irá forçar o ar-condicionado.
Após aproximadamente um minuto pode-se sair com as
janelas fechadas e diminuir a velocidade do ventilador para
evitar ruídos.
Para manter um bom funcionamento e resfriamento, deve-se
direcionar o ar para cima, o frio tende a aumentar. Também
é importante ligar o ar-condicionado pelo menos uma
vez por semana durante 10 minutos. Assim, as mangueiras
e correias são mantidas lubrificadas, impedindo o
ressecamento e consequente rompimento. Mesmo que o clima
esteja frio.
Um dos problemas mais comuns do ar-condicionado é
a ventoinha do equipamento, chamada de eletroventilador,
que deve estar com os dois estágios funcionando.
O uso incorreto pode danificar o compressor, cujo preço
é quase metade do valor do aparelho, que fica em
torno de 2 mil reais.
A manutenção é simples e relativamente
barata e deve ser realizada anualmente ou entre 30 e 50
mil quilômetros rodados. Os principais problemas,
que podem ser evitados com a manutenção são,
o rompimento da correia do compressor, responsável
pela transmissão da força do motor para o
compressor, vazamento de óleo e gás devido
a problemas nas mangueiras e retentores, problemas nos ventiladores,
responsáveis pela troca térmica entre o sistema
e o ambiente externo, e aquecimento do motor por problemas
no sistema de resfriamento.
Botão - Outra dica que merece atenção
é em relação ao botão de recirculação.
O recomendado é que ele não permaneça
acionado por muito tempo, pois isola o ar interno do externo
e pode sobrecarregar o sistema. No entanto, na cidade como
a poluição externa é grande, pode-se
dar um desconto. O ideal é não ultrapassar
vinte minutos seguidos, mas pode-se aproveitar e recompensar
o sistema em viagens mais longas, com o ar limpo das estradas.
Não esqueça também de desligar o
ar-condicionado quando for desligar o carro, pois ao ligar
o veículo com o aparelho acionado causa-se uma sobrecarga
na bateria. Vale ressaltar que na maioria dos carros com
injeção eletrônica isso já não
é mais problema, pois a Central Eletrônica
só permite o funcionamento do ar condicionado quando
o sistema está normalizado. Para garantir uma máxima
eficiência, o condensador, peça cilíndrica
localizada à frente do radiador, deve ser mantido
sempre limpo para o ar circular livremente.
Mecânica Online
LANÇAMENTO
2003
Nova linha Palio: mais força
com nova motorização
Fiat lança motores 1.8 e 1.3 de 8 V e tira
de linha as versões 1.0 e 1.6 de 16 V
A Fiat tira de cena o motor 1.6 de 16 válvulas e
lança no mercado o seu motor 1.8 de 8 válvulas
com 103 cavalos de potência. Junto com esse lançamento
chega também o motor 1.3 de 67 cavalos que toma o
lugar do 1.0 multiválvulas.
Todo esse desenvolvimento em motorização
pela Fiat é efeito da parceria com a Powertrain,
uma joint-venture da General Motors e Fiat, responsável
pela fabricação dos motores para o Fiat Stilo,
picape Strada, Meriva e toda família Palio.
Sem muitas novidades tanto no interior como no exterior
do veículo, a nova linha Palio que compreende o próprio
Palio, o Siena e a Weekend ganharam um novo câmbio
com relações mais justas e precisas, determinando
uma melhor saída do veículo em virtude do
aumento no torque (17 kgfm). Conseqüentemente, ocorre
uma redução no consumo de combustível,
que de acordo com os dados da Fiat chegou a 6%, ou seja,
o Palio alcança 12,2 Km/l na cidade e 16 Km/l na
rodovia.
O motor 1.8 também alcança a velocidade final
de 186 Km/l e faz de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos.
A suspensão em todas as versões: hatch, Weekend
e Siena dá sinais de que está pronta para
resistir aos buracos. No quebra-molas, lombadas, a dica
é passar bem devagar por causa do protetor do cárter
que certamente vai raspar no chão, não significa
que o Palio ficou mais baixo.
O preço das novas versões variam. Palio 1.3
a partir de R$ 21.600 e 1.8 por R$ 27.640. Weekend 1.3 R$
25.300; EX 1.8 R$ 28.300 e Adventure R$ 33.800. O Siena
sai por R$ 23.300 no modelo EX 1.3 e R$ 26 mil no EX 1.8.
Valores não incluem frete e pacote de acessórios.
Motorização - O motor 1.3 de 8V conhecido
do hatch se encaixou com perfeição na Palio
Weekend. Quem teve paciência e se informou, conseguiu
evitar a compra do 1.0 de 16 V. O 1.3 na Weekend deu mais
força às saídas e o carro ficou mais
consistente. São 67 cv a 5.250 rpm. O torque máximo
de 11,1 Kgm a 2.250 rpm vai satisfazer ao futuro comprador
que planeja utilizar o veículo no regime urbano.
Com direção hidráulica e ar-condicionado
em pleno funcionamento, o 1.3 não sofre para assegurar
o bom andamento da perua com três pessoas a bordo
(isso considerando a relação peso-potência
- tamanho do motor). O veículo é sinal de
economia com média de 13 km/l na cidade e 17 Km/l
na estrada.
No Siena, as impressões são similares, o
que muda é o estilo mais comportado do sedã
contra as versões da Palio Weekend.
| Família
Palio |
| Palio |
Siena |
Palio Weekend |
| Fire 1.0 (2 e 4p) |
Fire 1.0 |
EX 1.3 |
| EX 1.0 |
|
|
| EX 1.3 (2 e 4p) |
EX 1.3 |
EX 1.8 |
| EX 1.8 (4p) |
EX 1.8 |
Adventure 1.8 |
| ELX 1.8 (4p) |
ELX 1.8 |
Stile 1.8 |
A LAMA QUE SE
PREPARE
Ford lança o EcoSport
nesse mês
Asfalto, terra e preço bem competitivos são
os argumentos da Ford para levar o espírito de aventura
para o público urbano em seu mais novo veículo:
o jipe EcoSport.
A lama que se prepare - Pesquisas foram realizadas
no Brasil, Estados Unidos e na Inglaterra durante o desenvolvimento
do mais recente lançamento a ser realizado no Brasil.
Trata-se do EcoSport, a maior aposta da Ford que deverá
marcar presenças em suas concessionárias no
fim de março.
Um carro pequeno, ideal para quem vive no asfalto mas gosta
um pouco de aventuras em estradas de terra, ou possue interesse.
Sem concorrentes em sua faixa de mercado no fator preço,
o EcoSport será fabricado exclusivamente no pólo
industrial de Camaçari, na Bahia.

O modelo da Ford disputará mercado com os jipes
compactos japoneses, como o Suzuki Ignis, o Mitsubishi TR4
e o Honda CR-V, cotados em dólar. São carros
que caíram no gosto do público, evocando sentimentos
de aventura, mas se tornaram pura miragem com o dólar
a mais de R$ 3,50.
O crescimento de vendas dos utilitários esportivos,
chamados de SUVs, foi o fenômeno dos anos 90. No mercado
americano, o maior do mundo, é o segmento que mais
cresce. Corresponde a 25% dos carros comprados nos Estados
Unidos.
Mesmo quem leva uma rotina 90% urbana quer um desses para
ter a sensação de viver como um explorador.
Os utilitários invadiram o Brasil com a abertura
do mercado e o dólar barato da metade da década
passada. Em 1997, foram vendidos 36 mil deles. Entrando
no vazio do mercado, a Fiat adaptou sua perua Palio Weekend
para terreno irregular. A variedade esportiva, lançada
em 1999 como Adventure, já vende mais que a Weekend.
A Ford projetou o EcoSport como um carro que vai bem tanto
na cidade quanto no campo. Ele anda macio nas irregularidades
do asfalto e firme nas trilhas esburacadas, ao contrário
daqueles SUVs que têm suspensão dura demais.
O chassi, a 25 centímetros do solo, escapa das
pedras. Para enfrentar riachos ou enchentes, o carro consegue
navegar a 30 quilômetros por hora com água
a até 45 centímetros de altura. O tamanho
compacto garante facilidade nas manobras do trânsito
ou em vagas apertadas.
Estima-se que o modelo mais barato ficará em torno
de R$ 35 mil, preço 15% menor que o do importado.
Mas ninguém espera que repita a performance do Fiesta,
que foi lançado pela Ford em maio de 2002 e vende
cerca de 6 mil unidades por mês. Com o EcoSport, a
empresa quer a liderança da categoria. Hoje, o modelo
de aventura mais popular é a Blazer da GM, com menos
de 7 mil unidades por ano.
| FICHA TÉCNICA |
| Motores disponíveis
1.6 e 2.0 |
| DIMENSÕES |
| Comprimento |
4,23m |
| Largura |
1,73m |
| Altura |
1,57m |
| Porta-malas |
296 litros |
| Preço estimado
a partir de R$ 35 mil, na versão básica |
Embora vá exportar o EcoSport para a Argentina,
o Chile e a Venezuela, a Ford construiu o novo carro para
o gosto do brasileiro. A empresa fez 20 pesquisas com 2.600
motoristas. Numa delas, selecionou 20 proprietários
de veículos da concorrência e, durante um ano
e meio, levou-os para pilotar SUVs variados e protótipos
do EcoSport na pista de testes.
Nas enquetes, a Ford descobriu curiosidades. Como a de
que veículos com estepe externo são mais desejados
por venderem uma imagem de robustez. No interior do EcoSport
existem 13 porta-trecos. Detalhes assim compõem o
estilo aventureiro do jipe que chega ao mercado nacional
cheio de razão. Até porque, em matéria
de tração 4x4, novidades só no segundo
semestre.
ONDE O ECOSPORT VAI BUSCAR ESPAÇO
Nos últimos anos, o mercado de automóveis
sedãs e peruas, como Parati, Palio e Clio, permaneceu
quase estável
| Sedãs e
Peruas |
| ANO |
UNIDADES VENDIDAS |
| 2000 |
665.623 |
| 2001 |
784.038 |
| 2002 |
740.074 |
Já as vendas de monovolumes, impulsionadas por lançamentos
nacionais como Picasso e Meriva, dobraram
| Monovolumes |
| ANO |
UNIDADES VENDIDAS |
| 2000 |
31.568 |
| 2001 |
51.188 |
| 2002 |
65.952 |
O segmento do EcoSport, onde quase só há
importados, sofreu retração com a subida do
dólar
| SUV´s |
| ANO |
UNIDADES VENDIDAS |
| 2000 |
28.295 |
| 2001 |
26.112 |
| 2002 |
16.935 |
Tarcisio Dias - Mecânica Online
MUDANDO PARA VENDER
MAIS
Conheça a reestruturação
da linha Gol
A Volkswagen está promovendo uma reestruturação
da linha Gol, modelo que há 16 anos ininterruptos
é o mais vendido no mercado brasileiro. O principal
destaque da mudança é a criação
de uma nova versão, o Novo Gol Special 4 portas,
que tem design do Geração III, motor RSH de
65 cv, acelerador eletrônico E-Gas e preço
extremamente competitivo.
A estratégia da medida, de acordo com o presidente
da Volkswagen, Paul Fleming, é buscar uma aproximação
cada vez maior com o consumidor, oferecendo produtos em
praticamente todas as faixas de mercado e com preços
competitivos. Queremos nos tornar a montadora mais
orientada ao cliente do País, diz Paul Fleming.
Com a inclusão do Novo Gol Special 4 portas, que
começou a ser produzido esta semana, a Volkswagen
também está aprimorando as demais versões
do Gol, acrescentando novos itens de série que ampliam
o conforto e valorizam o visual.
A nova oferta da linha Gol será divulgada em anúncios
de TV e mídia impressa a partir da primeira semana
de março.
Maior sucesso da indústria - Maior sucesso
comercial da indústria automobilística brasileira,
o Gol já ultrapassou a marca de 3,5 milhões
de unidades produzidas e comercilizadas no Brasil e no exterior,
superando o marco histórico do lendário Fusca,
que atingiu pouco mais de 3 milhões de unidades.
Em janeiro, o Gol estabeleceu mais um recorde: tornou-se
o carro mais exportado da história, com mais de 322
mil unidades enviadas para 22 países, superando outros
dois modelos Volkswagen, o Fox (Voyage), que foi vendido
para os EUA entre 1987 e 1993 (200 mil unidades), e o Passat
na década de 80 (170 mil unidades).
Novos mercados - No final do ano passado, a Volkswagen
do Brasil fechou com a República Popular da China
um dos maiores contratos de exportação de
sua história, que pode superar US$ 500 milhões
em cinco anos. A empresa iniciou em dezembro o embarque
de kits desmontados do VW Gol para produção
do modelo - a partir de janeiro deste ano - na fábrica
da montadora em Xangai.
O volume exportado será de 30 mil veículos
em 2003 e deverá chegar a 50 mil carros por ano a
partir de 2004. Os chineses fabricarão um volume
de 140 Gol por dia, seis dias por semana, com 60% de componentes
brasileiros e 40% de componentes locais.
Recentemente, o Gol também estabeleceu três
recordes mundias de Endurance (provas de longa distância
que avaliam a resistência e a durablidade de um veículo)
em percursos de 5 mil km, 10 mil km e 25 mil km. Os recordes
foram homologados pela FIA, entidade maior do automobilismo
mundial. Isso reforça ainda mais os atributos de
confiabilidade e robustez do carro, valores intrínsecos
aos modelos VW.
| Situação
atual |
Nova situação
- reestruturação |
| |
|
| Gol Special 1.0 2
portas |
Gol Special 1.0 2
portas |
| |
• supercalotas |
| R$ 15.740 |
R$ 15.740 |
| |
|
| |
Novo Gol
Special 1.0 4 portas |
| |
•
design Geração III
•
motor RSH de 65 cv
•
acelerador
eletrônico E-Gas
• imobilizador eletrônico
•
supercalotas
•
pára-choques pretos |
| |
R$ 16.990 |
| |
|
| Gol City 1.0 2 portas |
Novo Gol City
1.0 2 portas |
| |
•
motor
RSH de 65 cv
• acelerador eletrônico E-Gas
•
pára-choques na cor do carro
•
pneus 175/70
•
limpador/desembaçador traseiro |
| R$ 16.630 |
R$ 16.780 |
| |
|
| Gol City 1.0 4 portas |
Novo Gol City
1.0 4 porta |
| |
•
motor
RSH de 65 cv • acelerador eletrônico E-Gas
•
pára-choques na cor do carro •
pneus 175/70 •
limpador/desembaçador traseiro |
| R$ 17.848 |
R$ 17.990 |
| |
|
| Gol SE 1.0 2 portas |
Novo
Gol Plus 1.0 2 portas |
| |
•
pára-choques do Geração III face-lift na cor
do veículo •
brake light •
motor
RSH de 65 cv • acelerador eletrônico E-Gas
•
pára-choques na cor do carro •
pneus 175/70 •
limpador/desembaçador traseiro |
| R$
18.620 |
R$ 18.620 |
| |
|
| Gol SE 1.0 4 portas |
Novo Gol Plus
1.0 4 portas |
| |
•
pára-choques do Geração III face-lift na cor
do veículo •
brake light •
motor
RSH de 65 cv • acelerador eletrônico E-Gas
•
pára-choques na cor do carro •
pneus 175/70 •
limpador/desembaçador traseiro |
| R$ 19.755 |
R$ 19.755 |
| |
|
| Gol Power 1.6 4 portas |
Gol Power 1.6 4 portas |
| R$ 24.910 |
R$ 24.910 |
LANÇAMENTO
2003
Vectra 2003 com motor competitivo
de 2.0 litros
Vectra 2003 oferece nova motorização,
mais economia e novas configurações de opcionais.
O modelo Chevrolet traz como principal novidade a competitiva
versão equipada com motor 2.0 litros
Em duas versões chega ao mercado a linha Vectra
2003. A versão topo de linha chega como motor de
2.2 litros e 16 válvulas, sendo oferecida apenas
com transmissão automática. Já a versão
de entrada possue motor 2.0 litros de cilindrada e 8 válvulas.
A Chevrolet aproveita o enquadramento do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), que beneficia o consumidor
a adquirir carros com motorização 2.0 com
melhor relação custo x benefício.
Nova motorização - A nova versão
do Chevrolet Vectra 2003 traz a consagrada motorização
2.0 litros da família II, que passou por total recalibração
dos parâmetros de injeção e ignição
a partir do módulo eletrônico de comando do
motor. O trabalho desenvolvido apresentou uma curva de torque
mais plana, que resulta em uma melhor dirigibilidade do
veículo.
O torque máximo é de 17,6 mkgf (metro-kilograma
força) a 2.600 rpm, com 88 % do torque já
disponível a apenas 1.600 rpm, que resulta numa aceleração
de 0 a 100 km/h em 11 segundos e velocidade máxima
de excelentes 193 km/h. Isso tudo aliado a baixos níveis
de consumo de combustível, com 10,2 km/l no circuito
urbano e 14,5 km/l na estrada, segundo norma NBR 7024.
Novas configurações de opcionais -
Todas as versões do Chevrolet Vectra 2003 incluem
vários itens de conforto, na qual podemos destacar,
o sistema de ar-condicionado quente e frio, direção
hidráulica, espelhos retrovisores externos e vidros/travas
elétricos (incluindo o fechamento das janelas ao
trancar o veículo), além do "Keyless
Entry System", que permite a abertura das portas e
porta-malas pelo controle remoto.
Novos itens de série foram incorporados para o modelo
2003, como o sistema de proteção contra descarga
da bateria em casos de esquecimento das luzes internas e/ou
de leitura acesas, lanternas indicadoras de direção
na cor cristal integradas às molduras de proteção
nas laterais; novos tecidos de acabamento e novas cores.
A linha 2003 do Vectra passa a ser oferecida com o pacote
CD, hoje disponibilizado nas linhas Astra e Zafira. Trata-se
de um conjunto de equipamentos equivalente a uma versão
luxo, inclusive com a identificação CD na
tampa traseira, estando disponível como item opcional
para o modelo 2.0 litros e de série para o 2.2 litros
16V com transmissão automática.
O pacote CD é composto de "airbag" duplo
para o motorista e passageiro, controle eletrônico
de temperatura do ar-condicionado, faróis de neblina
instalados no pára-choque, freios traseiros a disco,
regulagem de altura para o banco do motorista, alarme anti-furto,
rodas de 16 polegadas e computador de bordo, espelho retrovisor
interno eletrocrômico, entre outros itens.
O sistema de som incluído no pacote CD é
composto de um rádio AM/FM estéreo com CD
Player, CD Changer (para 6 CDs) e o Premium Sound,
que contém um amplificador de 240 W, oito alto-falantes
e um subwoofer de 60 W, instalado no porta-malas.
Para as cores externas, estão disponíveis
seis opções, com destaque para as novas Cinza
Virgo (metálica) e Azul Cepheus (perolizada). As
outras são: Prata Escuna (metálica) e Vermelho
Cardeal (perolizada), além das consagradas Branco
Mahler e Preto Lizt (sólidas).
Preço - A nova versão com o motor
de 2.0 litros de cilindradas e 8 válvulas é
oferecido por R$ 39.900,00, com uma redução
de 17% em relação a antiga versão GL
da linha 2002 equipada com ar condicionado e trio elétrico.
O pacote CD também tem o preço atraente de
apenas R$ 6.100,00, com uma extensa lista de itens incluídos.
Já a versão topo de linha equipada com o
motor 2.2 litros 16V somente com transmissão automática
e equipada com o pacote CD é oferecida por R$55.800,00,
o que torna o modelo altamente vantajoso diante da concorrência.
MENOS SÓBRIO
Redução do álcool
na gasolina beneficia o carro
Medida tomada pelo governo federal volta a deixar
os carros mais potentes
Com a redução da quantidade de álcool
de 25 para 20%, a melhoria de rendimento dos carros acontece
porque os motores dos veículos são desenvolvidos
para trabalhar apenas com gasolina e quanto mais pura ela
for, melhor será a combustão. "A resposta
fica bem mais eficiente, com a gasolina queimando com mais
velocidade. O carro fica mais robusto e menos exposto a
problemas técnicos", afirmou o mecânico
Beto Monteiro, chefe de oficina da autorizada Fiat Italiana.
O consultor técnico Márcio Dias acredita
que a proporção de álcool utilizada
era grande demais, o queacabava prejudicando peças
extremamente importantes, como os bicos injetores. "Agora
estes componentes vão ganhar em vida útil",
explicou. Com a mistura na antiga proporção
os bicos iam ficando sujos e precisavam ser trocados em
períodos cada vez menores, o que só fazia
aumentar as despesas do proprietário.
Mesmo com os motores sendo desenvolvidos para trabalhar
com a gasolina inteiramente pura, Dias afirma que isto ainda
não seria possível no Brasil pela má
qualidade do combustível oferecido na malha nacional
de postos.
Poucas distribuidoras têm programas específicos
para controle de qualidade e, na maior parte das vezes,
o motorista precisa depender da sorte para não abastecer
o carro com uma gasolina batizada. "Não dá
para confiar na procedência do combustível.
Por isto determinar pureza absoluta na gasolina exigiria
uma grande fiscalização, em todo o país,
o que é difícil de ser feito".
Os especialistas também desmentiram que o consumo
vá aumentar com a mudança, como chegaram a
imaginar alguns motoristas. "Pelo contrário,
como o combustível fica mais limpo e queima mais
rapidamente o consumo tende a diminuir e o carro ganha em
economia", comenta Beto Monteiro.
Para os proprietários isto significa mais tempo
com a mesma gasolina no tanque e menos esforço para
dirigir. "Ainda não é o ideal, mas será
muito bom para quem precisa do carro para trabalhar, por
exemplo", analisa Dias.
LANÇAMENTO
2003
Honda apresenta novas NXR 125
Bros e NXR 150 Bros
Versatilidade é a palavra-chave dos modelos,
que proporcionam desempenho e conforto em qualquer tipo
de terreno, graças às suas características
on-off road
A
linha de motos da Honda ganha o novo modelo on-off road
com duas opções de motorização:
a NXR 125 Bros, disponível nas versões KS
com partida a pedal e ES com partida elétrica, e
a NXR 150 Bros, dotada de partida elétrica e freio
dianteiro a disco.
A grande vantagem desse tipo de moto é a facilidade
em pilotar a motocicleta tanto em estradas de terra e ruas
mal conservadas como no trânsito intenso urbano.
O desenvolvimento do projeto considerou esses fatos, priorizando
a segurança e o conforto do usuário. Como
resultado, uma associação de características
técnicas especiais foi incorporada nas novas NXR
125 Bros e NXR 150 Bros:
· Chassi tipo berço semi-duplo: propicia
maior rigidez e grande resistência a todo conjunto.
· Suspensão dianteira telescópica
com curso de 180 mm: maior capacidade de absorção
das irregularidades do solo, conforto mesmo em estradas
de terra e pisos irregulares.
· Altura do assento de 820 mm: assegura maior facilidade
para o piloto apoiar os pés no chão.
· Aro dianteiro de 19 polegadas (antes 21 nos demais
modelos): maior maneabilidade devido ao menor efeito giroscópico.
· Pneus MT-60, de perfil alto e largo: sensação
de segurança devido a maior área de contato
no solo.
· Suspensão traseira monoamortecida com curso
de 150 mm: assegura grande conforto, mesmo com garupa. Recebeu
mola de duplo estágio, mantendo equilíbrio
entre a resistência ao fim do curso e maciez de amortecimento.
A posição de pilotagem foi estudada com o
objetivo de transmitir maior naturalidade na postura sobre
o banco. Com isso ampliou-se a distância do piloto
ao guidão, adotando-se novo posicionamento para as
pedaleiras, agora menos recuadas.
Dessa forma, foi possível dimensionar a capacidade
do tanque de combustível para 12 litros aumentando
a autonomia e o conforto, sobretudo para quem roda em áreas
rurais, distantes de postos de combustível. O assento,
bem largo e comprido, ganhou espuma com densidade mais macia,
priorizando o conforto para o piloto e o garupa.
O cuidado com o conforto do piloto foi estendido também
ao garupa. O assento possui dois níveis, com área
para acomodação, complementada por pedaleiras
fixas ao chassi e alça para apoio em ambos os lados,
dotada de pontos para amarração, que facilitam
o acondicionamento e o transporte de pequenos volumes. O
bagageiro é um item opcional.
Ambos os modelos possuem transmissão de cinco marchas
- que aproveita melhor a potência do motor -, bateria
selada (isenta de manutenção) e suspensão
traseira monoamortecida. A NXR 125 Bros (nas duas versões
KS e ES) recebeu freios progressivos a tambor, que têm
como maior benefício o baixo custo de manutenção.
Já a NXR 150 Bros ESD, devido ao motor com maior
potência, ganhou freio dianteiro a disco, de acionamento
hidráulico e cáliper de duplo pistão.
Duas versões de motorização - Com
o lançamento de uma nova motocicleta e duas versões
de motorização - um fato inédito no
mercado brasileiro de duas rodas -, a Moto Honda superou
todas as expectativas junto ao consumidor.
A NXR 125 Bros recebeu o consagrado motor de 125cc, OHV
(Over Head Valves) de quatro tempos, monocilíndrico,
arrefecido a ar e com potência de 12,5 cv a 8.250
rpm, o mesmo que equipa a CG125 Titan, sinônimo de
robustez, economia, facilidade e baixa manutenção,
com uma das melhores relações custo-benefício
da categoria. Suas qualidades são atestadas por milhões
de usuários. Esta versão é direcionada,
principalmente, para consumidores que buscam economia, robustez
e baixa manutenção.
O novo motor OHC (Over Head Camshaft) de 150cc adotado
no modelo NXR 150 Bros ESD pertence à mesma família
que equipa os modelos XR 200R, CRF 150 F e CRF 230 F, além
da SL 230. O propulsor possui arrefecimento a ar, comando
de válvulas no cabeçote (OHC), duas válvulas
(uma de admissão e outra de escape), e foi desenvolvido
para o usuário que busca evoluir na categoria e que
deseja um modelo com maior potência. Compacto e moderno,
gera desempenho e força, desde as baixas rotações,
o que contribui para a agilidade de respostas ao comando
do acelerador, sem trocas constantes de marcha.
Ambos são dotados de ignição do tipo
CDI (ignição por descarga capacitiva), que
propicia faíscas mais fortes na vela, resultando
em uma combustão mais eficiente.
O sistema de admissão de ar para o carburador otimiza
o fluxo de admissão desde a entrada de ar na caixa
do filtro até a câmara de combustão.
A caixa do filtro de ar, cujo volume é de 4 litros,
utiliza elemento filtrante de papel seco proporcionando
respostas rápidas e melhor funcionamento em altas
rotações, garantindo maior proteção
ao motor.
Fabricados em Manaus (AM), com um índice médio
de nacionalização de 84% e uma expectativa
de produção para 2003 em torno de 70 mil unidades,
os novos modelos estarão disponíveis em toda
a rede de concessionárias Honda a partir de fevereiro,
em três cores: azul, branco e vermelho. O preço
público sugerido com base no Estado de São
Paulo para a NXR 125 Bros é de R$ 5.157,00 na versão
KS (partida a pedal), e de R$ 5.522,00 na versão
ES (partida elétrica). A NXR 150 Bros ESD (partida
elétrica e freio dianteiro a disco) ainda não
teve definição de preço.
Texto: Tarcisio Dias / Imagens: Divulgação
/ Dados: Moto Honda
LANÇAMENTO
2003
Honda CB 500: potência
com esportividade
Nas cores preta e azul metálica, a motocicleta
pode ser encontrada em toda a rede de concessionárias
da marca
Excelente dirigibilidade, alta performance e conforto ao
pilotar são alguns dos principais atributos da CB
500 2003, disponível em toda a rede de concessionárias
Honda. A motocicleta segue o estilo naked (com ausência
de carenagem), tendência mundial valorizada pelos
consumidores, e possui rodas de liga leve de aro 17 polegadas,
com pneus sem câmara. Devido a sua grande aceitação
no mercado, foram mantidos os seus grafismos e cores - azul
metálica e preta.
O desempenho, tanto em vias urbanas como na estrada, é
proporcionado pelo motor bicilíndrico, de quatro
tempos e 499 cm3 - DOHC (Double Over Head Camshaft), com
duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro
válvulas por cilindro e arrefecimento a líquido
-, que desenvolve potência máxima de 54 cv
a 9.500 rpm e torque máximo de 4,5 kgf.m a 8.000
rpm. Os dois carburadores inclinados a vácuo, responsáveis
pela resposta rápida ao comando do acelerador, e
o câmbio de seis marchas de engates precisos possibilitam
máximo desempenho, com melhor aproveitamento de todas
as faixas de rotação do motor.
O usuário também conta com conforto e segurança,
graças ao chassi de berço duplo, de alta rigidez;
à suspensão traseira com duplo amortecimento
e balança de seção retangular; e ao
assento, projetado em dois níveis. O guidão
estreito e os pedais de apoio mais recuados oferecem esportividade
na condução do motociclista e o tanque assegura
autonomia para longos trajetos, com capacidade de 18 litros,
incluindo 2,5 litros de reserva.
Garantindo ainda mais praticidade ao usuário, o
modelo apresenta um compartimento sob o assento para transporte
de pequenos objetos e um painel de instrumentos com hodômetros
total e parcial, tacômetro eletrônico, marcador
de temperatura do líquido de arrefecimento e conjunto
de interruptores de fácil acesso. Além disso,
há um dispositivo elétrico que corta o funcionamento
do motor, caso a marcha esteja engatada com o cavalete lateral
acionado.
A CB 500 é comercializada ao preço público
sugerido de R$ 16.105,00, base Estado de São Paulo.
Não estão incluídas despesas com frete,
óleo e seguro. O modelo atende os níveis nacionais
de emissão de gases poluentes de motocicletas e ciclomotores,
de acordo com o Programa de Controle da Poluição
de Ar por Motociclos e Veículos Similares (PROMOT),
do Conselho Nacional do Meio Ambiente - resolução
n° 297, de 26 de fevereiro de 2002.
LANÇAMENTO
2003
Novo Clio chega com novo desenho
externo
O tão esperado e falado novo Clio foi apresentado
pela Renault com inovações no desenho externo
da frente, incluindo faróis e lanternas. A motorização
permaneceu a mesma e a segurança perdeu um importante
de item de série: o air bag.
São três versões de acabamento que
variam de acordo com o gosto e o bolso do cliente. A versão
básica, conhecida como versão de entrada passa
a ser denominada Authentique; a intermediária, Expression;
e a top line, Privilège. Os três, respectivamente,
substituem o RL, RN e RT. A alteração será
estendida a todos os modelos da marca para um alinhamento
com a política mundial de Identidade da Renault.
Motorização: São três opções
de motorização: 1.0/8V, 1.0/16V e 1.6/16V
todos com um avançado sistema de injeção
eletrônica multiponto seqüencial. Os motores
com 16 válvulas de 1.0 e 1.6 litros foram apenas
recalibrados, passando de 68 cavalos para 70 cavalos e de
107 cavalos para 110 cavalos respectivamente.

O 1.0 Authentique (hatch) está à venda na
Internet por R$ 17.990,00 e R$ 21.290 (sedan). O Expression
fica na faixa dos R$ 22.090,00 (hatch) e R$ 25.390,00 (sedan);
e o Privilège por 25.490,00 e R$ 29.790,00, cada.
Valores não incluem frete. Como carro de combate,
os franceses apresentaram o Clio duas portas - que será
lançado no próximo mês de maio e terá
valor abaixo do praticado para todas as demais versões
do Clio, algo em torno de R$ 16.000,00.
Para baratear o custo, a montadora abre mão da
segurança. Estranha a decisão de tirar de
cena como item de série o air bag. As bolsas de segurança
que custam cerca de R$ 700,00.
No processo de reestilização, os faróis
do Clio ficaram maiores, prolongando-se sobre o capô
e invadindo as laterais. As lentes estão transparentes
mostrando os duplos refletores com a luz de seta integrada.
O capô ganhou um vinco central acentuado, a grade
ganhou uma textura colméia mais ampla e o pára-choque
na cor da carroceria ganhou um largo friso de borracha.
A capa dos retrovisores também vem pintada e os
pára-lamas estão redesenhados. Na parte de
trás, só as lanternas mudaram destacando do
plástico liso vermelho, um círculo central
transparente - luz de ré e direção.
FIQUE ESPERTO
Um raio-X da falta de manutenção
do carro
Mas se a revisão deixar de acontecer por omissão
consciente do motorista, vale um alerta: a manutenção
corretiva entenda-se por manutenção
corretiva reparar danos que poderiam ser evitados ou minimizados
com a manutenção preventiva vai pesar
no bolso do usuário. E bastante!
A correta manutenção preventiva de um automóvel
é uma questão mais de comportamento cultural
do que de conhecimentos técnicos que o motorista
possa ter ou não. Para cuidar do carro como se deve
e como recomenda o fabricante não é preciso
ser, necessariamente, um expert em mecânica
para estes casos existe o manual do proprietário
que, seguido à risca, resultará em uma manutenção
adequada.
Mas se a revisão deixar de acontecer por omissão
consciente do motorista, vale um alerta: a manutenção
corretiva entenda-se por manutenção
corretiva reparar danos que poderiam ser evitados ou minimizados
com a manutenção preventiva vai pesar
no bolso do usuário. E bastante!
Celso Pellegrini, da Auto Mecânica e Retífica
Pellegrini (av. Lino Jardim, 1133, fone 4990-2398, Santo
André) teve em mãos este mês um caso
típico de falta de manutenção preventiva.
Uma picape Chevrolet S10 1996, com 101 mil quilômetros
rodados, apresentava consumo exagerado de água do
sistema de arrefecimento e o óleo do motor subia
para o cabeçote daí saía pelo
respiro e prejudicava significativamente a alimentação
de combustível.
Para complicar ainda mais, a taxa de compressão
dos quatro cilindros estava praticamente no limite mínimo,
o que fazia com que o motor de 2,2 litros apresentasse um
desempenho baixo e negativo.
Diagnosticar passo a passo o porquê de cada problema
é praticamente impossível. O certo é
que uma série de fatores negativos surgiu gradativamente
ao longo do tempo e, sem a devida manutenção
preventiva no primeiro sintoma de cada um deles, desencadeou
um processo de deterioração de peças
vitais do motor que funcionam interligadas entre si.
O motor de combustão interna possui um ou vários
cilindros mecanizados que trabalham dentro de uma grande
peça básica, construída em ferro fundido
ou liga leve, denominada bloco. No interior dos cilindros
deslizam, no sentido vertical (para cima/para baixo), êmbolos
de alumínio são os pistões.
Eles são unidos por meio de barras de conexão,
chamadas bielas, a um mecanismo de biela-manivela, denominado
virabrequim. A parte superior dos cilindros é fechada
pelo cabeçote, peça robusta que contém
uma câmara de explosão em cada cilindro. No
interior de cada câmara de explosão encontram-se
as válvulas de admissão, que permitem a passagem
da mistura ar-combustível até os pistões,
e as válvulas de escape, as quais liberam a saída
dos gases provenientes da combustão, uma vez concluído
cada ciclo do motor. A parte inferior do bloco é
fechada pelo cárter.
A potência é gerada a partir da queima da
mistura ar-combustível nos cilindros, cuja combustão
provoca uma forte expansão dos gases que empurram
os pistões para baixo. As bielas transmitem esse
movimento retilíneo alternadamente ao virabrequim,
o que resulta em um segundo movimento, desta vez giratório,
capaz de impulsionar o veículo.
No caso da S10 os sintomas apresentados indicavam
problemas tanto na parte superior como na inferior, do cabeçote
às bielas do virabrequim. A solução
era abrir o motor para diagnosticar cada componente, como
de fato foi feito, explica Pellegrini.
Óleo, filtros, correias e velas - Os problemas
com o motor da S10, um propulsor que tem por obrigação
chegar aos 200 mil quilômetros ou mais sem maiores
dificuldades, desde que utilizado corretamente e com a devida
manutenção, só podem ser justificados
pelas seguintes causas:
O motor pode ter sido exigido severa e incorretamente ao
longo do tempo;
As trocas de óleo não foram realizadas nas
quilometragens certas;
O óleo utilizado a cada troca não obedeceu
as especificações recomendadas pelo fabricante,
sendo de baixa qualidade;
Não foram realizadas as trocas de óleo, mas
apenas reposição para completar o nível;
Filtros de óleo, ar e combustível não
foram substituídos no prazo correto;
Pode ter sido usado combustível de baixa qualidade
(adulterado);
Correias não foram trocadas na quilometragem recomendada
pelo fabricante;
A correia dentada, em algum momento, pode ter se rompido
e danificado, mesmo que levemente, as válvulas, o
que provocaria a perda de desempenho do motor;
As velas não foram trocadas no prazo certo ou foram
utilizadas velas com especificação não
recomendada.
Celso Pellegrini lembra ainda outros dois importantes itens
da manutenção preventiva que normalmente são
deixados de lado:
A necessidade de antecipar as trocas do filtro de ar se
o veículo for utilizado em estrada de terra por muito
tempo (no caso da S10 havia indícios dessa ocorrência);
A água do sistema de arrefecimento do motor também
deve ser substituída com relativa freqüência,
mesmo quando se utiliza o aditivo recomendado.
O cuidado com o sistema de arrefecimento do motor
deve ser ainda maior quando o cabeçote é construído
com antimônio (caso da S10/Blazer e Monza, da GM,
e Gol e Passat, da Volkswagen, entre outros) porque o cloro
misturado à água age como agente corrosivo
na parte superior do cabeçote, provocando uma porosidade
que permite a infiltração do líquido
na câmara de combustão, onde funcionam os pistões
e as válvulas de admissão e de escape (daí
o consumo exagerado de água que a S10 apresentava).
Para eliminar a porosidade foi aplicada uma solda especial
no cabeçote da S10, esclarece Pellegrini.
Frustração na hora de pagar a conta -
O arrependimento do motorista por não ter feito a
manutenção preventiva chega no momento da
manutenção corretiva. No caso da S10, uma
vez aberto o motor, constatou-se desgastes nas principais
partes mecânicas do propulsor. Acontece, porém,
que na esteira de um serviço desse tipo, inúmeros
outros componentes e agregados do motor obrigatoriamente
também devem ser substituídos, jogando o orçamento
para um patamar superior ao da retífica propriamente
dita.
Se a manutenção preventiva tivesse sido realizada
corretamente, de acordo com as recomendações
do fabricante e nos prazos determinados, certamente a conta
para o bolso do usuário não seria elevada
como aconteceu.
Estariam fora desta relação todos os itens
relacionados à retífica, que no caso é
a maioria. Poderiam constar da relação itens
como o kit da embreagem, de freio e mangueiras do sistema
de arrefecimento do motor, mesmo assim dependendo da data
da última manutenção preventiva realizada.
Percy Faro - Diário Online
ECONOMIA
Catalisador falsificado aumenta
consumo
mensal de combustível em até 20%
Com os constantes aumentos no preço
do combustível, os motoristas devem ficar atentos
aos problemas que podem elevar o consumo. Um deles se refere
ao catalisador automotivo danificado, falsificado ou que
já tenha perdido sua eficiência.
A OMG, principal fabricante de catalisadores
automotivos, com 60% de participação no mercado
brasileiro, alerta que um veículo com injeção
eletrônica de combustível, que não mais
possua catalisador ou foi substituído por uma peça
falsa, além de contribuir para o agravamento da poluição
do ar, eleva o consumo mensal de combustível em até
20%.
Atualmente, estima-se que cerca de 3,5 milhões
de veículos, no Brasil, circulam com catalisadores
falsos, o que gera graves prejuízos ao veículo,
ao meio ambiente e ao bolso do proprietário.
Considerando que o dono do veículo
gaste, em média, R$ 320,00 por mês de combustível,
ele estaria aumentando seu custo mensal em até R$
60,00. Já se o proprietário realizar a troca
da peça por uma original ou apropriada, em aproximadamente
5 meses pagaria o custo do equipamento que está em
torno de R$ 300,00 (valor para Gol 1.0 ano 98).
O catalisador é projetado para trabalhar
em sintonia com o sistema de alimentação do
motor. A injeção eletrônica recebe informações
sobre a qualidade dos gases pela sonda lambda e controla
a dosagem de combustível em relação
ao ar. Quando o catalisador é falso ou está
danificado, a leitura da sonda lambda é afetada,
gerando uma informação incorreta para o sistema,
o que ocasiona o aumento do consumo de combustível
e a perda de rendimento do motor.
A falta do catalisador ou um equipamento
falsificado provoca outras falhas como alteração
da contrapressão do sistema de escapamento e ruídos.
Isso porque o catalisador falso não possui a cerâmica
interna, que contém metais nobres responsáveis
pela transformação dos gases poluentes em
inofensivos.
No seu lugar, é introduzida uma palha
de aço ou apenas um pedaço de tubo metálico
de escapamento para dar peso, consistência e volume
semelhantes à peça original. Assim, o produto
é totalmente ineficiente e não desempenha
sua função. Qual o momento de trocar o catalisador?
Para detectar se é a hora de trocar o catalisador,
o motorista deve observar se o veículo apresenta
sintomas como perda de força do motor, barulho no
escapamento como se tivesse uma peça solta e escape
preso, ou seja, entupido, o que leva a cerâmica
interna a se desprender da carcaça metálica.
Além disso, a OMG recomenda ao consumidor
fazer freqüentemente uma análise do sistema
de escapamento do automóvel. A simples inspeção
poderá indicar se há necessidade de substituir
a peça. O catalisador é um componente
projetado para ter o mesmo tempo de vida útil que
o automóvel.
O equipamento pode ter a sua carcaça
danificada por impactos, afetando a sua estrutura física,
podendo causar a sua perda total. Situações
extremas de má conservação do carro
ou de abastecimento com combustível adulterado, comprometem
a durabilidade da eficiência na conversão de
gases do catalisador, regulamentada em 80 mil quilômetros.
Além disso, a peça perde a garantia de fábrica,
explica Stephan Blumrich, gerente de Tecnologia de Aplicação
e Industrial da OMG.
Dicas para a substituição do
catalisador Para não comprar um catalisador falso,
antes de autorizar a troca da peça, o consumidor
deve verificar o seu preço. Se estiver muito baixo
- em torno de R$ 100,00 - não corresponde a um catalisador
original. O produto, encontrado nas revendas, também
deve estar dentro de caixas padronizadas com a marca do
fabricante, especificação de suas aplicações
e, principalmente, com o certificado de garantia e a nota
fiscal. Além disso, é aconselhável
acompanhar a substituição da peça.
Após a retirada do catalisador danificado,
o consumidor deve pedir o equipamento que foi retirado do
veículo e verificar o desconto a ser oferecido caso
deixe o produto no local, em torno de R$ 30,00. Outra opção
é encaminhá-lo para reciclagem. O catalisador
corre o risco de voltar ao mercado como um equipamento falso,
para que seja utilizado em outro veículo. Isso não
é correto e é crime ambiental.
PAPO REPARADOR
As implicações
de transformar um veículo para o uso do GNV
Todo motor durante o seu desenvolvimento requer um complexo
estudo cujo objetivo é equacionar desempenho,
consumo de combustível, funcionamento suave, menor
peso, boa performance e, principalmente, ser o mais
"limpo" no que diz respeito aos gases emitidos
pelo escapamento.
Além disso tudo, é exigida a adequação
deste motor na relação peso/potência,
ou seja, o quanto de força ele irá gerar para
deslocar uma determinada massa (o veículo como um
todo).
O motor tem características próprias para
funcionar com determinado tipo de combustível, como
taxa de compressão, temperatura de funcionamento,
tipos de materiais empregados na sua construção,
sistema de gerenciamento etc.
O desenvolvimento da eletrônica embarcada veio adequar
perfeitamente essas exigências.

Um microprocessador CPU - Unidade de Processamento de Dados
- coordena o programa e o funcionamento de diversos atuadores.
A CPU possui a programação de rotinas e sub-rotinas
necessárias para que o sistema funcione com precisão
e rapidez e também processa (interpreta) os dados
enviados pelos diversos sensores distribuídos pelo
motor e chassis e os direciona internamente.
Após rápidos (microssegundos) cálculos
com precisão, novos sinais de comando são
enviados aos atuadores para o perfeito funcionamento do
motor. Podemos distinguir na CPU a parte material (física)
dos programas registrados na memória das instruções
do microprocessador.
A parte material é chamada de "hardware",
os programas e as instruções são chamados
"software", como, por exemplo, a programação
da EEPROM (Eletrical Erasable PROM) que são memórias
onde o conteúdo pode ser trocado através de
comandos elétricos.
Para que tudo funcione perfeitamente, os sistemistas (fabricantes
de sistemas de ignição e injeção
de combustível) desprendem horas de ensaios em dinamômetros
até atingir os valores determinados pelas montadoras.
Após estes ensaios, uma nova fase completa os valores
finais.
São
os testes de rodagem, onde são feitos os ajustes
(calibrações) finais nas CPU's para, finalmente,
o projeto do sistema ser homologado exclusivamente para
um determinado tipo de motor. A memória RAM (Random
Acess Memory) - Memória de Acesso Aleatório
- consiste em memórias nas quais é possível
escrever os dados que devem ser mantidos para o funcionamento
do motor. Esta memória é volátil, isto
é, sem alimentação elétrica
os dados registrados apagarão.
Cada CPU tem a sua tabela de dados com os parâmetros
pré-estabelecidos pela montadora para cada tipo de
motor, que irá funcionar com um determinado tipo
de combustível. A parte interna da CPU responsável
por essa tabela é um componente eletrônico
chamado de circuito integrado (IC), ou circuito eletrônico,
que contém vários elementos ativos e passivos
que executam todas ou partes das funções de
um circuito. A esse circuito integrado chamamos de Memória
ROM (Read Only Memory), ou popularmente "CHIP".
Nessa memória são armazenados os programas
(software) com as características levantadas no dinamômetro.
Estes dados são armazenados na memória ROM
em produção, aplicada em cada tipo de motor.
É a partir deste ponto que começam os trabalhos
voltados para a conversão, ou seja, adequar o motor
para funcionar com combustível(is) não original
àquele do seu desenvolvimento, modificando a tabela
de regulagem interna da CPU.
Constantemente sou questionado sobre o tema "conversão".
Percebi que cada pergunta trazia uma dúvida diferente
com relação a diversas situações.
A minha sugestão, como técnico e empresário,
é antes de tudo estabelecer alguns critérios.
A oficina interessada em trabalhar com este segmento necessariamente
deverá se preparar com procedimentos como: o que
a legislação prevê para este serviço,
quais os meios técnicos possíveis para executar
a modificação, quais empresas oferecem esta
tecnologia (modificar a memória de regulagem do motor),
equipamentos necessários, treinamentos de funcionários,
plano de garantia e assistência técnica (em
todo o território nacional); lembre-se do Código
de Defesa do Consumidor, avaliar o investimento/retorno.
Sabemos que há oficinas que oferecem esse tipo de
serviço mas que não levam tão a sério
os detalhes técnicos exposto acima.
Sua preocupação é somente fazer o
motor funcionar com outro tipo de combustível. OK,
esta é uma opção de serviço.
O resultado, tenho certeza, deixa a desejar nos quesitos
desempenho e economia, além, é claro, da poluição
que esse motor irá gerar no seu processo de queima.
Esta opção evidentemente está associada
à "Lei de Gerson", ou seja, o proprietário
do veículo não se dispõe a gastar e
exige que o motor funcione perfeitamente com um tipo de
combustível mais barato que o original.
Para
esse tipo de serviço o pessoal normalmente altera
a pressão na linha de combustível com a finalidade
de aumentar o volume debitado, trocam-se as velas, alguns
fixam um resistor no circuito do sensor de temperatura do
ar de admissão, enfim, um chute aqui outro ali e
vamos em frente. O cliente reclama da "CONVERSÃO".
O argumento do reparador é que o sistema é
assim mesmo, se o motor tivesse carburador seria mais aceitável
etc., desprezando totalmente o controle de gerenciamento
do sistema através da CPU. Existem empresas que oferecem
os serviços de conversão e prometem mais:
"mais força, mais torque, mais potência"
para o motor convertido, alterando somente o CHIP da CPU.
Continuaremos este assunto na próxima edição
trazendo depoimentos sobre os serviços oferecidos
por empresas especializadas.
Salvador Parisi é consultor técnico
de Mais Automotive
e diretor técnico da CarbuSam Autotrainig Tel: (11)
5562-7067
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