Mecânica Online
Seu Automóvel
Edição 38 - Fevereiro de 2003
Conteúdo básico

ANDANDO NO FRIO
Ar condicionado também precisa de manutenção

Para muitos o ar condicionado ainda é um opcional muito desejado, principalmente se você estiver na região Nordeste ou mesmo em um dia intenso de trabalho no Centro de São Paulo. Mas não basta ter o aparelho de ar condicionado, é preciso saber que o ar condicionado, assim como seu carro, também precisa de manutenção.

Cerca de70% dos automóveis populares são vendidos com ar condicionado, que além de evitar o calor, protege os ocupantes de pequenos furtos nos semáforos. Outra vantagem é a diminuição de ruídos no interior do automóvel, permitindo ouvir com tranquilidade o aparelho de som.

Além de saber sobre a manutenção, saber utilizar o ar condicionado na maneira correta pode valer uma economia a mais durante a sua utilização. Se estiver muito calor dentro do carro, como por exemplo na volta da praia quando o carro ficou estacionado ao sol, é recomendável abrir todas as janelas e deixar o aparelho ligado na temperatura mínima com o ventilador no maior nível. Assim, o ar quente será expulso e não irá forçar o ar-condicionado. Após aproximadamente um minuto pode-se sair com as janelas fechadas e diminuir a velocidade do ventilador para evitar ruídos.

Para manter um bom funcionamento e resfriamento, deve-se direcionar o ar para cima, o frio tende a aumentar. Também é importante ligar o ar-condicionado pelo menos uma vez por semana durante 10 minutos. Assim, as mangueiras e correias são mantidas lubrificadas, impedindo o ressecamento e consequente rompimento. Mesmo que o clima esteja frio.

Um dos problemas mais comuns do ar-condicionado é a ventoinha do equipamento, chamada de eletroventilador, que deve estar com os dois estágios funcionando. O uso incorreto pode danificar o compressor, cujo preço é quase metade do valor do aparelho, que fica em torno de 2 mil reais.

A manutenção é simples e relativamente barata e deve ser realizada anualmente ou entre 30 e 50 mil quilômetros rodados. Os principais problemas, que podem ser evitados com a manutenção são, o rompimento da correia do compressor, responsável pela transmissão da força do motor para o compressor, vazamento de óleo e gás devido a problemas nas mangueiras e retentores, problemas nos ventiladores, responsáveis pela troca térmica entre o sistema e o ambiente externo, e aquecimento do motor por problemas no sistema de resfriamento.

Botão - Outra dica que merece atenção é em relação ao botão de recirculação. O recomendado é que ele não permaneça acionado por muito tempo, pois isola o ar interno do externo e pode sobrecarregar o sistema. No entanto, na cidade como a poluição externa é grande, pode-se dar um desconto. O ideal é não ultrapassar vinte minutos seguidos, mas pode-se aproveitar e recompensar o sistema em viagens mais longas, com o ar limpo das estradas.

Não esqueça também de desligar o ar-condicionado quando for desligar o carro, pois ao ligar o veículo com o aparelho acionado causa-se uma sobrecarga na bateria. Vale ressaltar que na maioria dos carros com injeção eletrônica isso já não é mais problema, pois a Central Eletrônica só permite o funcionamento do ar condicionado quando o sistema está normalizado. Para garantir uma máxima eficiência, o condensador, peça cilíndrica localizada à frente do radiador, deve ser mantido sempre limpo para o ar circular livremente.

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LANÇAMENTO 2003
Nova linha Palio: mais força com nova motorização
Fiat lança motores 1.8 e 1.3 de 8 V e tira de linha as versões 1.0 e 1.6 de 16 V

A Fiat tira de cena o motor 1.6 de 16 válvulas e lança no mercado o seu motor 1.8 de 8 válvulas com 103 cavalos de potência. Junto com esse lançamento chega também o motor 1.3 de 67 cavalos que toma o lugar do 1.0 multiválvulas.

Todo esse desenvolvimento em motorização pela Fiat é efeito da parceria com a Powertrain, uma joint-venture da General Motors e Fiat, responsável pela fabricação dos motores para o Fiat Stilo, picape Strada, Meriva e toda família Palio.

Sem muitas novidades tanto no interior como no exterior do veículo, a nova linha Palio que compreende o próprio Palio, o Siena e a Weekend ganharam um novo câmbio com relações mais justas e precisas, determinando uma melhor saída do veículo em virtude do aumento no torque (17 kgfm). Conseqüentemente, ocorre uma redução no consumo de combustível, que de acordo com os dados da Fiat chegou a 6%, ou seja, o Palio alcança 12,2 Km/l na cidade e 16 Km/l na rodovia.

O motor 1.8 também alcança a velocidade final de 186 Km/l e faz de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos.

A suspensão em todas as versões: hatch, Weekend e Siena dá sinais de que está pronta para resistir aos buracos. No quebra-molas, lombadas, a dica é passar bem devagar por causa do protetor do cárter que certamente vai raspar no chão, não significa que o Palio ficou mais baixo.

O preço das novas versões variam. Palio 1.3 a partir de R$ 21.600 e 1.8 por R$ 27.640. Weekend 1.3 R$ 25.300; EX 1.8 R$ 28.300 e Adventure R$ 33.800. O Siena sai por R$ 23.300 no modelo EX 1.3 e R$ 26 mil no EX 1.8. Valores não incluem frete e pacote de acessórios.

Motorização - O motor 1.3 de 8V conhecido do hatch se encaixou com perfeição na Palio Weekend. Quem teve paciência e se informou, conseguiu evitar a compra do 1.0 de 16 V. O 1.3 na Weekend deu mais força às saídas e o carro ficou mais consistente. São 67 cv a 5.250 rpm. O torque máximo de 11,1 Kgm a 2.250 rpm vai satisfazer ao futuro comprador que planeja utilizar o veículo no regime urbano.

Com direção hidráulica e ar-condicionado em pleno funcionamento, o 1.3 não sofre para assegurar o bom andamento da perua com três pessoas a bordo (isso considerando a relação peso-potência - tamanho do motor). O veículo é sinal de economia com média de 13 km/l na cidade e 17 Km/l na estrada.

No Siena, as impressões são similares, o que muda é o estilo mais comportado do sedã contra as versões da Palio Weekend.

Família Palio
Palio
Siena
Palio Weekend
Fire 1.0 (2 e 4p)
Fire 1.0
EX 1.3
EX 1.0
EX 1.3 (2 e 4p)
EX 1.3
EX 1.8
EX 1.8 (4p)
EX 1.8
Adventure 1.8
ELX 1.8 (4p)
ELX 1.8
Stile 1.8

A LAMA QUE SE PREPARE
Ford lança o EcoSport nesse mês
Asfalto, terra e preço bem competitivos são os argumentos da Ford para levar o espírito de aventura para o público urbano em seu mais novo veículo: o jipe EcoSport.

A lama que se prepare -  Pesquisas foram realizadas no Brasil, Estados Unidos e na Inglaterra durante o desenvolvimento do mais recente lançamento a ser realizado no Brasil. Trata-se do EcoSport, a maior aposta da Ford que deverá marcar presenças em suas concessionárias no fim de março.

Um carro pequeno, ideal para quem vive no asfalto mas gosta um pouco de aventuras em estradas de terra, ou possue interesse. Sem concorrentes em sua faixa de mercado no fator preço, o EcoSport será fabricado exclusivamente no pólo industrial de Camaçari, na Bahia.

O modelo da Ford disputará mercado com os jipes compactos japoneses, como o Suzuki Ignis, o Mitsubishi TR4 e o Honda CR-V, cotados em dólar. São carros que caíram no gosto do público, evocando sentimentos de aventura, mas se tornaram pura miragem com o dólar a mais de R$ 3,50.

O crescimento de vendas dos utilitários esportivos, chamados de SUVs, foi o fenômeno dos anos 90. No mercado americano, o maior do mundo, é o segmento que mais cresce. Corresponde a 25% dos carros comprados nos Estados Unidos.

Mesmo quem leva uma rotina 90% urbana quer um desses para ter a sensação de viver como um explorador. Os utilitários invadiram o Brasil com a abertura do mercado e o dólar barato da metade da década passada. Em 1997, foram vendidos 36 mil deles. Entrando no vazio do mercado, a Fiat adaptou sua perua Palio Weekend para terreno irregular. A variedade esportiva, lançada em 1999 como Adventure, já vende mais que a Weekend.

A Ford projetou o EcoSport como um carro que vai bem tanto na cidade quanto no campo. Ele anda macio nas irregularidades do asfalto e firme nas trilhas esburacadas, ao contrário daqueles SUVs que têm suspensão dura demais.

O chassi, a 25 centímetros do solo, escapa das pedras. Para enfrentar riachos ou enchentes, o carro consegue navegar a 30 quilômetros por hora com água a até 45 centímetros de altura. O tamanho compacto garante facilidade nas manobras do trânsito ou em vagas apertadas.

Estima-se que o modelo mais barato ficará em torno de R$ 35 mil, preço 15% menor que o do importado. Mas ninguém espera que repita a performance do Fiesta, que foi lançado pela Ford em maio de 2002 e vende cerca de 6 mil unidades por mês. Com o EcoSport, a empresa quer a liderança da categoria. Hoje, o modelo de aventura mais popular é a Blazer da GM, com menos de 7 mil unidades por ano.

FICHA TÉCNICA
Motores disponíveis 1.6 e 2.0
DIMENSÕES
Comprimento
4,23m
Largura
1,73m
Altura
1,57m
Porta-malas
296 litros
Preço estimado a partir de R$ 35 mil, na versão básica

Embora vá exportar o EcoSport para a Argentina, o Chile e a Venezuela, a Ford construiu o novo carro para o gosto do brasileiro. A empresa fez 20 pesquisas com 2.600 motoristas. Numa delas, selecionou 20 proprietários de veículos da concorrência e, durante um ano e meio, levou-os para pilotar SUVs variados e protótipos do EcoSport na pista de testes.

Nas enquetes, a Ford descobriu curiosidades. Como a de que veículos com estepe externo são mais desejados por venderem uma imagem de robustez. No interior do EcoSport existem 13 porta-trecos. Detalhes assim compõem o estilo aventureiro do jipe que chega ao mercado nacional cheio de razão. Até porque, em matéria de tração 4x4, novidades só no segundo semestre.

ONDE O ECOSPORT VAI BUSCAR ESPAÇO
Nos últimos anos, o mercado de automóveis sedãs e peruas, como Parati, Palio e Clio, permaneceu quase estável

Sedãs e Peruas
ANO
UNIDADES VENDIDAS
2000
665.623
2001
784.038
2002
740.074

Já as vendas de monovolumes, impulsionadas por lançamentos nacionais como Picasso e Meriva, dobraram

Monovolumes
ANO
UNIDADES VENDIDAS
2000
31.568
2001
51.188
2002
65.952

O segmento do EcoSport, onde quase só há importados, sofreu retração com a subida do dólar

SUV´s
ANO
UNIDADES VENDIDAS
2000
28.295
2001
26.112
2002
16.935

Tarcisio Dias - Mecânica Online

MUDANDO PARA VENDER MAIS
Conheça a reestruturação da linha Gol

A Volkswagen está promovendo uma reestruturação da linha Gol, modelo que há 16 anos ininterruptos é o mais vendido no mercado brasileiro. O principal destaque da mudança é a criação de uma nova versão, o Novo Gol Special 4 portas, que tem design do Geração III, motor RSH de 65 cv, acelerador eletrônico E-Gas e preço extremamente competitivo.

A estratégia da medida, de acordo com o presidente da Volkswagen, Paul Fleming, é buscar uma aproximação cada vez maior com o consumidor, oferecendo produtos em praticamente todas as faixas de mercado e com preços competitivos. “Queremos nos tornar a montadora mais orientada ao cliente do País”, diz Paul Fleming.

Com a inclusão do Novo Gol Special 4 portas, que começou a ser produzido esta semana, a Volkswagen também está aprimorando as demais versões do Gol, acrescentando novos itens de série que ampliam o conforto e valorizam o visual.

A nova oferta da linha Gol será divulgada em anúncios de TV e mídia impressa a partir da primeira semana de março.

Maior sucesso da indústria - Maior sucesso comercial da indústria automobilística brasileira, o Gol já ultrapassou a marca de 3,5 milhões de unidades produzidas e comercilizadas no Brasil e no exterior, superando o marco histórico do lendário Fusca, que atingiu pouco mais de 3 milhões de unidades. Em janeiro, o Gol estabeleceu mais um recorde: tornou-se o carro mais exportado da história, com mais de 322 mil unidades enviadas para 22 países, superando outros dois modelos Volkswagen, o Fox (Voyage), que foi vendido para os EUA entre 1987 e 1993 (200 mil unidades), e o Passat na década de 80 (170 mil unidades).

Novos mercados - No final do ano passado, a Volkswagen do Brasil fechou com a República Popular da China um dos maiores contratos de exportação de sua história, que pode superar US$ 500 milhões em cinco anos. A empresa iniciou em dezembro o embarque de kits desmontados do VW Gol para produção do modelo - a partir de janeiro deste ano - na fábrica da montadora em Xangai.

O volume exportado será de 30 mil veículos em 2003 e deverá chegar a 50 mil carros por ano a partir de 2004. Os chineses fabricarão um volume de 140 Gol por dia, seis dias por semana, com 60% de componentes brasileiros e 40% de componentes locais.

Recentemente, o Gol também estabeleceu três recordes mundias de Endurance (provas de longa distância que avaliam a resistência e a durablidade de um veículo) em percursos de 5 mil km, 10 mil km e 25 mil km. Os recordes foram homologados pela FIA, entidade maior do automobilismo mundial. Isso reforça ainda mais os atributos de confiabilidade e robustez do carro, valores intrínsecos aos modelos VW.

Situação atual Nova situação - reestruturação
   
Gol Special 1.0 2 portas Gol Special 1.0 2 portas
  supercalotas
R$ 15.740 R$ 15.740
   
  Novo Gol Special 1.0 4 portas
 

design Geração III  
motor RSH de 65 cv
acelerador eletrônico E-Gas
imobilizador eletrônico
supercalotas
pára-choques pretos

  R$ 16.990
   
Gol City 1.0 2 portas Novo Gol City 1.0 2 portas
 

motor RSH de 65 cv
acelerador eletrônico E-Gas
pára-choques na cor do carro
pneus 175/70
limpador/desembaçador traseiro

R$ 16.630 R$ 16.780
   
Gol City 1.0 4 portas Novo Gol City 1.0 4 porta
  motor RSH de 65 cv
acelerador eletrônico E-Gas
pára-choques na cor do carro
pneus 175/70
limpador/desembaçador traseiro
R$ 17.848 R$ 17.990
   
Gol SE 1.0 2 portas Novo Gol Plus 1.0 2 portas
  pára-choques do Geração III face-lift na cor do veículo
brake light
motor RSH de 65 cv
acelerador eletrônico E-Gas
pára-choques na cor do carro
pneus 175/70
limpador/desembaçador traseiro
R$ 18.620 R$ 18.620
   
Gol SE 1.0 4 portas Novo Gol Plus 1.0 4 portas
  pára-choques do Geração III face-lift na cor do veículo
brake light
motor RSH de 65 cv
acelerador eletrônico E-Gas
pára-choques na cor do carro
pneus 175/70
limpador/desembaçador traseiro
R$ 19.755 R$ 19.755
   
Gol Power 1.6 4 portas Gol Power 1.6 4 portas
R$ 24.910 R$ 24.910

 

LANÇAMENTO 2003
Vectra 2003 com motor competitivo de 2.0 litros
Vectra 2003 oferece nova motorização, mais economia e novas configurações de opcionais. O modelo Chevrolet traz como principal novidade a competitiva versão equipada com motor 2.0 litros

Em duas versões chega ao mercado a linha Vectra 2003. A versão topo de linha chega como motor de 2.2 litros e 16 válvulas, sendo oferecida apenas com transmissão automática. Já a versão de entrada possue motor 2.0 litros de cilindrada e 8 válvulas.

A Chevrolet aproveita o enquadramento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que beneficia o consumidor a adquirir carros com motorização 2.0 com melhor relação custo x benefício.

Nova motorização - A nova versão do Chevrolet Vectra 2003 traz a consagrada motorização 2.0 litros da família II, que passou por total recalibração dos parâmetros de injeção e ignição a partir do módulo eletrônico de comando do motor. O trabalho desenvolvido apresentou uma curva de torque mais plana, que resulta em uma melhor dirigibilidade do veículo.

O torque máximo é de 17,6 mkgf (metro-kilograma força) a 2.600 rpm, com 88 % do torque já disponível a apenas 1.600 rpm, que resulta numa aceleração de 0 a 100 km/h em 11 segundos e velocidade máxima de excelentes 193 km/h. Isso tudo aliado a baixos níveis de consumo de combustível, com 10,2 km/l no circuito urbano e 14,5 km/l na estrada, segundo norma NBR 7024.

Novas configurações de opcionais - Todas as versões do Chevrolet Vectra 2003 incluem vários itens de conforto, na qual podemos destacar, o sistema de ar-condicionado quente e frio, direção hidráulica, espelhos retrovisores externos e vidros/travas elétricos (incluindo o fechamento das janelas ao trancar o veículo), além do "Keyless Entry System", que permite a abertura das portas e porta-malas pelo controle remoto.

Novos itens de série foram incorporados para o modelo 2003, como o sistema de proteção contra descarga da bateria em casos de esquecimento das luzes internas e/ou de leitura acesas, lanternas indicadoras de direção na cor cristal integradas às molduras de proteção nas laterais; novos tecidos de acabamento e novas cores.

A linha 2003 do Vectra passa a ser oferecida com o pacote CD, hoje disponibilizado nas linhas Astra e Zafira. Trata-se de um conjunto de equipamentos equivalente a uma versão luxo, inclusive com a identificação CD na tampa traseira, estando disponível como item opcional para o modelo 2.0 litros e de série para o 2.2 litros 16V com transmissão automática.

O pacote CD é composto de "airbag" duplo para o motorista e passageiro, controle eletrônico de temperatura do ar-condicionado, faróis de neblina instalados no pára-choque, freios traseiros a disco, regulagem de altura para o banco do motorista, alarme anti-furto, rodas de 16 polegadas e computador de bordo, espelho retrovisor interno eletrocrômico, entre outros itens.

O sistema de som incluído no pacote CD é composto de um rádio AM/FM estéreo com CD Player, CD Changer (para 6 CD’s) e o Premium Sound, que contém um amplificador de 240 W, oito alto-falantes e um subwoofer de 60 W, instalado no porta-malas.

Para as cores externas, estão disponíveis seis opções, com destaque para as novas Cinza Virgo (metálica) e Azul Cepheus (perolizada). As outras são: Prata Escuna (metálica) e Vermelho Cardeal (perolizada), além das consagradas Branco Mahler e Preto Lizt (sólidas).

Preço - A nova versão com o motor de 2.0 litros de cilindradas e 8 válvulas é oferecido por R$ 39.900,00, com uma redução de 17% em relação a antiga versão GL da linha 2002 equipada com ar condicionado e trio elétrico. O pacote CD também tem o preço atraente de apenas R$ 6.100,00, com uma extensa lista de itens incluídos.

Já a versão topo de linha equipada com o motor 2.2 litros 16V somente com transmissão automática e equipada com o pacote CD é oferecida por R$55.800,00, o que torna o modelo altamente vantajoso diante da concorrência.

MENOS SÓBRIO
Redução do álcool na gasolina beneficia o carro
Medida tomada pelo governo federal volta a deixar os carros mais potentes

Com a redução da quantidade de álcool de 25 para 20%, a melhoria de rendimento dos carros acontece porque os motores dos veículos são desenvolvidos para trabalhar apenas com gasolina e quanto mais pura ela for, melhor será a combustão. "A resposta fica bem mais eficiente, com a gasolina queimando com mais velocidade. O carro fica mais robusto e menos exposto a problemas técnicos", afirmou o mecânico Beto Monteiro, chefe de oficina da autorizada Fiat Italiana.

O consultor técnico Márcio Dias acredita que a proporção de álcool utilizada era grande demais, o queacabava prejudicando peças extremamente importantes, como os bicos injetores. "Agora estes componentes vão ganhar em vida útil", explicou. Com a mistura na antiga proporção os bicos iam ficando sujos e precisavam ser trocados em períodos cada vez menores, o que só fazia aumentar as despesas do proprietário.

Mesmo com os motores sendo desenvolvidos para trabalhar com a gasolina inteiramente pura, Dias afirma que isto ainda não seria possível no Brasil pela má qualidade do combustível oferecido na malha nacional de postos.

Poucas distribuidoras têm programas específicos para controle de qualidade e, na maior parte das vezes, o motorista precisa depender da sorte para não abastecer o carro com uma gasolina batizada. "Não dá para confiar na procedência do combustível. Por isto determinar pureza absoluta na gasolina exigiria uma grande fiscalização, em todo o país, o que é difícil de ser feito".

Os especialistas também desmentiram que o consumo vá aumentar com a mudança, como chegaram a imaginar alguns motoristas. "Pelo contrário, como o combustível fica mais limpo e queima mais rapidamente o consumo tende a diminuir e o carro ganha em economia", comenta Beto Monteiro.

Para os proprietários isto significa mais tempo com a mesma gasolina no tanque e menos esforço para dirigir. "Ainda não é o ideal, mas será muito bom para quem precisa do carro para trabalhar, por exemplo", analisa Dias.

LANÇAMENTO 2003
Honda apresenta novas NXR 125 Bros e NXR 150 Bros
Versatilidade é a palavra-chave dos modelos, que proporcionam desempenho e conforto em qualquer tipo de terreno, graças às suas características on-off road

A linha de motos da Honda ganha o novo modelo on-off road com duas opções de motorização: a NXR 125 Bros, disponível nas versões KS com partida a pedal e ES com partida elétrica, e a NXR 150 Bros, dotada de partida elétrica e freio dianteiro a disco.

A grande vantagem desse tipo de moto é a facilidade em pilotar a motocicleta tanto em estradas de terra e ruas mal conservadas como no trânsito intenso urbano.

O desenvolvimento do projeto considerou esses fatos, priorizando a segurança e o conforto do usuário. Como resultado, uma associação de características técnicas especiais foi incorporada nas novas NXR 125 Bros e NXR 150 Bros:

· Chassi tipo berço semi-duplo: propicia maior rigidez e grande resistência a todo conjunto.

· Suspensão dianteira telescópica com curso de 180 mm: maior capacidade de absorção das irregularidades do solo, conforto mesmo em estradas de terra e pisos irregulares.

· Altura do assento de 820 mm: assegura maior facilidade para o piloto apoiar os pés no chão.

· Aro dianteiro de 19 polegadas (antes 21 nos demais modelos): maior maneabilidade devido ao menor efeito giroscópico.

· Pneus MT-60, de perfil alto e largo: sensação de segurança devido a maior área de contato no solo.

· Suspensão traseira monoamortecida com curso de 150 mm: assegura grande conforto, mesmo com garupa. Recebeu mola de duplo estágio, mantendo equilíbrio entre a resistência ao fim do curso e maciez de amortecimento.

A posição de pilotagem foi estudada com o objetivo de transmitir maior naturalidade na postura sobre o banco. Com isso ampliou-se a distância do piloto ao guidão, adotando-se novo posicionamento para as pedaleiras, agora menos recuadas.

Dessa forma, foi possível dimensionar a capacidade do tanque de combustível para 12 litros aumentando a autonomia e o conforto, sobretudo para quem roda em áreas rurais, distantes de postos de combustível. O assento, bem largo e comprido, ganhou espuma com densidade mais macia, priorizando o conforto para o piloto e o garupa.

O cuidado com o conforto do piloto foi estendido também ao garupa. O assento possui dois níveis, com área para acomodação, complementada por pedaleiras fixas ao chassi e alça para apoio em ambos os lados, dotada de pontos para amarração, que facilitam o acondicionamento e o transporte de pequenos volumes. O bagageiro é um item opcional.

Ambos os modelos possuem transmissão de cinco marchas - que aproveita melhor a potência do motor -, bateria selada (isenta de manutenção) e suspensão traseira monoamortecida. A NXR 125 Bros (nas duas versões KS e ES) recebeu freios progressivos a tambor, que têm como maior benefício o baixo custo de manutenção. Já a NXR 150 Bros ESD, devido ao motor com maior potência, ganhou freio dianteiro a disco, de acionamento hidráulico e cáliper de duplo pistão.

Duas versões de motorização - Com o lançamento de uma nova motocicleta e duas versões de motorização - um fato inédito no mercado brasileiro de duas rodas -, a Moto Honda superou todas as expectativas junto ao consumidor.

A NXR 125 Bros recebeu o consagrado motor de 125cc, OHV (Over Head Valves) de quatro tempos, monocilíndrico, arrefecido a ar e com potência de 12,5 cv a 8.250 rpm, o mesmo que equipa a CG125 Titan, sinônimo de robustez, economia, facilidade e baixa manutenção, com uma das melhores relações custo-benefício da categoria. Suas qualidades são atestadas por milhões de usuários. Esta versão é direcionada, principalmente, para consumidores que buscam economia, robustez e baixa manutenção.

O novo motor OHC (Over Head Camshaft) de 150cc adotado no modelo NXR 150 Bros ESD pertence à mesma família que equipa os modelos XR 200R, CRF 150 F e CRF 230 F, além da SL 230. O propulsor possui arrefecimento a ar, comando de válvulas no cabeçote (OHC), duas válvulas (uma de admissão e outra de escape), e foi desenvolvido para o usuário que busca evoluir na categoria e que deseja um modelo com maior potência. Compacto e moderno, gera desempenho e força, desde as baixas rotações, o que contribui para a agilidade de respostas ao comando do acelerador, sem trocas constantes de marcha.

Ambos são dotados de ignição do tipo CDI (ignição por descarga capacitiva), que propicia faíscas mais fortes na vela, resultando em uma combustão mais eficiente.

O sistema de admissão de ar para o carburador otimiza o fluxo de admissão desde a entrada de ar na caixa do filtro até a câmara de combustão. A caixa do filtro de ar, cujo volume é de 4 litros, utiliza elemento filtrante de papel seco proporcionando respostas rápidas e melhor funcionamento em altas rotações, garantindo maior proteção ao motor.

Fabricados em Manaus (AM), com um índice médio de nacionalização de 84% e uma expectativa de produção para 2003 em torno de 70 mil unidades, os novos modelos estarão disponíveis em toda a rede de concessionárias Honda a partir de fevereiro, em três cores: azul, branco e vermelho. O preço público sugerido com base no Estado de São Paulo para a NXR 125 Bros é de R$ 5.157,00 na versão KS (partida a pedal), e de R$ 5.522,00 na versão ES (partida elétrica). A NXR 150 Bros ESD (partida elétrica e freio dianteiro a disco) ainda não teve definição de preço.

Texto: Tarcisio Dias / Imagens: Divulgação / Dados: Moto Honda

LANÇAMENTO 2003
Honda CB 500: potência com esportividade
Nas cores preta e azul metálica, a motocicleta pode ser encontrada em toda a rede de concessionárias da marca

Excelente dirigibilidade, alta performance e conforto ao pilotar são alguns dos principais atributos da CB 500 2003, disponível em toda a rede de concessionárias Honda. A motocicleta segue o estilo naked (com ausência de carenagem), tendência mundial valorizada pelos consumidores, e possui rodas de liga leve de aro 17 polegadas, com pneus sem câmara. Devido a sua grande aceitação no mercado, foram mantidos os seus grafismos e cores - azul metálica e preta.

O desempenho, tanto em vias urbanas como na estrada, é proporcionado pelo motor bicilíndrico, de quatro tempos e 499 cm3 - DOHC (Double Over Head Camshaft), com duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e arrefecimento a líquido -, que desenvolve potência máxima de 54 cv a 9.500 rpm e torque máximo de 4,5 kgf.m a 8.000 rpm. Os dois carburadores inclinados a vácuo, responsáveis pela resposta rápida ao comando do acelerador, e o câmbio de seis marchas de engates precisos possibilitam máximo desempenho, com melhor aproveitamento de todas as faixas de rotação do motor.

O usuário também conta com conforto e segurança, graças ao chassi de berço duplo, de alta rigidez; à suspensão traseira com duplo amortecimento e balança de seção retangular; e ao assento, projetado em dois níveis. O guidão estreito e os pedais de apoio mais recuados oferecem esportividade na condução do motociclista e o tanque assegura autonomia para longos trajetos, com capacidade de 18 litros, incluindo 2,5 litros de reserva.

Garantindo ainda mais praticidade ao usuário, o modelo apresenta um compartimento sob o assento para transporte de pequenos objetos e um painel de instrumentos com hodômetros total e parcial, tacômetro eletrônico, marcador de temperatura do líquido de arrefecimento e conjunto de interruptores de fácil acesso. Além disso, há um dispositivo elétrico que corta o funcionamento do motor, caso a marcha esteja engatada com o cavalete lateral acionado.

A CB 500 é comercializada ao preço público sugerido de R$ 16.105,00, base Estado de São Paulo. Não estão incluídas despesas com frete, óleo e seguro. O modelo atende os níveis nacionais de emissão de gases poluentes de motocicletas e ciclomotores, de acordo com o Programa de Controle da Poluição de Ar por Motociclos e Veículos Similares (PROMOT), do Conselho Nacional do Meio Ambiente - resolução n° 297, de 26 de fevereiro de 2002.

LANÇAMENTO 2003
Novo Clio chega com novo desenho externo
O tão esperado e falado novo Clio foi apresentado pela Renault com inovações no desenho externo da frente, incluindo faróis e lanternas. A motorização permaneceu a mesma e a segurança perdeu um importante de item de série: o air bag.

São três versões de acabamento que variam de acordo com o gosto e o bolso do cliente. A versão básica, conhecida como versão de entrada passa a ser denominada Authentique; a intermediária, Expression; e a top line, Privilège. Os três, respectivamente, substituem o RL, RN e RT. A alteração será estendida a todos os modelos da marca para um alinhamento com a política mundial de Identidade da Renault.

Motorização: São três opções de motorização: 1.0/8V, 1.0/16V e 1.6/16V todos com um avançado sistema de injeção eletrônica multiponto seqüencial. Os motores com 16 válvulas de 1.0 e 1.6 litros foram apenas recalibrados, passando de 68 cavalos para 70 cavalos e de 107 cavalos para 110 cavalos respectivamente.

O 1.0 Authentique (hatch) está à venda na Internet por R$ 17.990,00 e R$ 21.290 (sedan). O Expression fica na faixa dos R$ 22.090,00 (hatch) e R$ 25.390,00 (sedan); e o Privilège por 25.490,00 e R$ 29.790,00, cada. Valores não incluem frete. Como carro de combate, os franceses apresentaram o Clio duas portas - que será lançado no próximo mês de maio e terá valor abaixo do praticado para todas as demais versões do Clio, algo em torno de R$ 16.000,00.

Para baratear o custo, a montadora abre mão da segurança. Estranha a decisão de tirar de cena como item de série o air bag. As bolsas de segurança que custam cerca de R$ 700,00.

No processo de reestilização, os faróis do Clio ficaram maiores, prolongando-se sobre o capô e invadindo as laterais. As lentes estão transparentes mostrando os duplos refletores com a luz de seta integrada. O capô ganhou um vinco central acentuado, a grade ganhou uma textura colméia mais ampla e o pára-choque na cor da carroceria ganhou um largo friso de borracha.

A capa dos retrovisores também vem pintada e os pára-lamas estão redesenhados. Na parte de trás, só as lanternas mudaram destacando do plástico liso vermelho, um círculo central transparente - luz de ré e direção.

FIQUE ESPERTO
Um raio-X da falta de manutenção do carro
Mas se a revisão deixar de acontecer por omissão consciente do motorista, vale um alerta: a manutenção corretiva – entenda-se por manutenção corretiva reparar danos que poderiam ser evitados ou minimizados com a manutenção preventiva – vai pesar no bolso do usuário. E bastante!

A correta manutenção preventiva de um automóvel é uma questão mais de comportamento cultural do que de conhecimentos técnicos que o motorista possa ter ou não. Para cuidar do carro como se deve e como recomenda o fabricante não é preciso ser, necessariamente, um expert em mecânica – para estes casos existe o manual do proprietário que, seguido à risca, resultará em uma manutenção adequada.

Mas se a revisão deixar de acontecer por omissão consciente do motorista, vale um alerta: a manutenção corretiva – entenda-se por manutenção corretiva reparar danos que poderiam ser evitados ou minimizados com a manutenção preventiva – vai pesar no bolso do usuário. E bastante!

Celso Pellegrini, da Auto Mecânica e Retífica Pellegrini (av. Lino Jardim, 1133, fone 4990-2398, Santo André) teve em mãos este mês um caso típico de falta de manutenção preventiva. Uma picape Chevrolet S10 1996, com 101 mil quilômetros rodados, apresentava consumo exagerado de água do sistema de arrefecimento e o óleo do motor subia para o cabeçote – daí saía pelo respiro e prejudicava significativamente a alimentação de combustível.

Para complicar ainda mais, a taxa de compressão dos quatro cilindros estava praticamente no limite mínimo, o que fazia com que o motor de 2,2 litros apresentasse um desempenho baixo e negativo.

Diagnosticar passo a passo o porquê de cada problema é praticamente impossível. O certo é que uma série de fatores negativos surgiu gradativamente ao longo do tempo e, sem a devida manutenção preventiva no primeiro sintoma de cada um deles, desencadeou um processo de deterioração de peças vitais do motor que funcionam interligadas entre si.

O motor de combustão interna possui um ou vários cilindros mecanizados que trabalham dentro de uma grande peça básica, construída em ferro fundido ou liga leve, denominada bloco. No interior dos cilindros deslizam, no sentido vertical (para cima/para baixo), êmbolos de alumínio – são os pistões. Eles são unidos por meio de barras de conexão, chamadas bielas, a um mecanismo de biela-manivela, denominado virabrequim. A parte superior dos cilindros é fechada pelo cabeçote, peça robusta que contém uma câmara de explosão em cada cilindro. No interior de cada câmara de explosão encontram-se as válvulas de admissão, que permitem a passagem da mistura ar-combustível até os pistões, e as válvulas de escape, as quais liberam a saída dos gases provenientes da combustão, uma vez concluído cada ciclo do motor. A parte inferior do bloco é fechada pelo cárter.

A potência é gerada a partir da queima da mistura ar-combustível nos cilindros, cuja combustão provoca uma forte expansão dos gases que empurram os pistões para baixo. As bielas transmitem esse movimento retilíneo alternadamente ao virabrequim, o que resulta em um segundo movimento, desta vez giratório, capaz de impulsionar o veículo.

“No caso da S10 os sintomas apresentados indicavam problemas tanto na parte superior como na inferior, do cabeçote às bielas do virabrequim. A solução era abrir o motor para diagnosticar cada componente, como de fato foi feito”, explica Pellegrini.

Óleo, filtros, correias e velas - Os problemas com o motor da S10, um propulsor que tem por obrigação chegar aos 200 mil quilômetros ou mais sem maiores dificuldades, desde que utilizado corretamente e com a devida manutenção, só podem ser justificados pelas seguintes causas:

O motor pode ter sido exigido severa e incorretamente ao longo do tempo;

As trocas de óleo não foram realizadas nas quilometragens certas;

O óleo utilizado a cada troca não obedeceu as especificações recomendadas pelo fabricante, sendo de baixa qualidade;

Não foram realizadas as trocas de óleo, mas apenas reposição para completar o nível;

Filtros de óleo, ar e combustível não foram substituídos no prazo correto;

Pode ter sido usado combustível de baixa qualidade (adulterado);

Correias não foram trocadas na quilometragem recomendada pelo fabricante;

A correia dentada, em algum momento, pode ter se rompido e danificado, mesmo que levemente, as válvulas, o que provocaria a perda de desempenho do motor;

As velas não foram trocadas no prazo certo ou foram utilizadas velas com especificação não recomendada.

Celso Pellegrini lembra ainda outros dois importantes itens da manutenção preventiva que normalmente são deixados de lado:

A necessidade de antecipar as trocas do filtro de ar se o veículo for utilizado em estrada de terra por muito tempo (no caso da S10 havia indícios dessa ocorrência);

A água do sistema de arrefecimento do motor também deve ser substituída com relativa freqüência, mesmo quando se utiliza o aditivo recomendado.

“O cuidado com o sistema de arrefecimento do motor deve ser ainda maior quando o cabeçote é construído com antimônio (caso da S10/Blazer e Monza, da GM, e Gol e Passat, da Volkswagen, entre outros) porque o cloro misturado à água age como agente corrosivo na parte superior do cabeçote, provocando uma porosidade que permite a infiltração do líquido na câmara de combustão, onde funcionam os pistões e as válvulas de admissão e de escape (daí o consumo exagerado de água que a S10 apresentava). Para eliminar a porosidade foi aplicada uma solda especial no cabeçote da S10”, esclarece Pellegrini.

Frustração na hora de pagar a conta - O arrependimento do motorista por não ter feito a manutenção preventiva chega no momento da manutenção corretiva. No caso da S10, uma vez aberto o motor, constatou-se desgastes nas principais partes mecânicas do propulsor. Acontece, porém, que na esteira de um serviço desse tipo, inúmeros outros componentes e agregados do motor obrigatoriamente também devem ser substituídos, jogando o orçamento para um patamar superior ao da retífica propriamente dita.

Se a manutenção preventiva tivesse sido realizada corretamente, de acordo com as recomendações do fabricante e nos prazos determinados, certamente a conta para o bolso do usuário não seria elevada como aconteceu.

Estariam fora desta relação todos os itens relacionados à retífica, que no caso é a maioria. Poderiam constar da relação itens como o kit da embreagem, de freio e mangueiras do sistema de arrefecimento do motor, mesmo assim dependendo da data da última manutenção preventiva realizada.

Percy Faro - Diário Online

ECONOMIA
Catalisador falsificado aumenta consumo
mensal de combustível em até 20%

Com os constantes aumentos no preço do combustível, os motoristas devem ficar atentos aos problemas que podem elevar o consumo. Um deles se refere ao catalisador automotivo danificado, falsificado ou que já tenha perdido sua eficiência.

A OMG, principal fabricante de catalisadores automotivos, com 60% de participação no mercado brasileiro, alerta que um veículo com injeção eletrônica de combustível, que não mais possua catalisador ou foi substituído por uma peça falsa, além de contribuir para o agravamento da poluição do ar, eleva o consumo mensal de combustível em até 20%.

Atualmente, estima-se que cerca de 3,5 milhões de veículos, no Brasil, circulam com catalisadores falsos, o que gera graves prejuízos ao veículo, ao meio ambiente e ao bolso do proprietário.

Considerando que o dono do veículo gaste, em média, R$ 320,00 por mês de combustível, ele estaria aumentando seu custo mensal em até R$ 60,00. Já se o proprietário realizar a troca da peça por uma original ou apropriada, em aproximadamente 5 meses pagaria o custo do equipamento que está em torno de R$ 300,00 (valor para Gol 1.0 ano 98).

O catalisador é projetado para trabalhar em sintonia com o sistema de alimentação do motor. A injeção eletrônica recebe informações sobre a qualidade dos gases pela sonda lambda e controla a dosagem de combustível em relação ao ar. Quando o catalisador é falso ou está danificado, a leitura da sonda lambda é afetada, gerando uma informação incorreta para o sistema, o que ocasiona o aumento do consumo de combustível e a perda de rendimento do motor.

A falta do catalisador ou um equipamento falsificado provoca outras falhas como alteração da contrapressão do sistema de escapamento e ruídos. Isso porque o catalisador falso não possui a cerâmica interna, que contém metais nobres responsáveis pela transformação dos gases poluentes em inofensivos.

No seu lugar, é introduzida uma palha de aço ou apenas um pedaço de tubo metálico de escapamento para dar peso, consistência e volume semelhantes à peça original. Assim, o produto é totalmente ineficiente e não desempenha sua função. Qual o momento de trocar o catalisador? Para detectar se é a hora de trocar o catalisador, o motorista deve observar se o veículo apresenta sintomas como perda de força do motor, barulho no escapamento como se tivesse uma peça solta e “escape preso”, ou seja, entupido, o que leva a cerâmica interna a se desprender da carcaça metálica.

Além disso, a OMG recomenda ao consumidor fazer freqüentemente uma análise do sistema de escapamento do automóvel. A simples inspeção poderá indicar se há necessidade de substituir a peça. “O catalisador é um componente projetado para ter o mesmo tempo de vida útil que o automóvel.

O equipamento pode ter a sua carcaça danificada por impactos, afetando a sua estrutura física, podendo causar a sua perda total. Situações extremas de má conservação do carro ou de abastecimento com combustível adulterado, comprometem a durabilidade da eficiência na conversão de gases do catalisador, regulamentada em 80 mil quilômetros. Além disso, a peça perde a garantia de fábrica”, explica Stephan Blumrich, gerente de Tecnologia de Aplicação e Industrial da OMG.

Dicas para a substituição do catalisador Para não comprar um catalisador falso, antes de autorizar a troca da peça, o consumidor deve verificar o seu preço. Se estiver muito baixo - em torno de R$ 100,00 - não corresponde a um catalisador original. O produto, encontrado nas revendas, também deve estar dentro de caixas padronizadas com a marca do fabricante, especificação de suas aplicações e, principalmente, com o certificado de garantia e a nota fiscal. Além disso, é aconselhável acompanhar a substituição da peça.

Após a retirada do catalisador danificado, o consumidor deve pedir o equipamento que foi retirado do veículo e verificar o desconto a ser oferecido caso deixe o produto no local, em torno de R$ 30,00. Outra opção é encaminhá-lo para reciclagem. O catalisador corre o risco de voltar ao mercado como um equipamento falso, para que seja utilizado em outro veículo. Isso não é correto e é crime ambiental.

PAPO REPARADOR
As implicações de transformar um veículo para o uso do GNV

Todo motor durante o seu desenvolvimento requer um complexo estudo cujo objetivo é equacionar desempenho, consumo de combustível, funcionamento suave, menor peso, boa performance e, principalmente, ser o mais "limpo" no que diz respeito aos gases emitidos pelo escapamento.

Além disso tudo, é exigida a adequação deste motor na relação peso/potência, ou seja, o quanto de força ele irá gerar para deslocar uma determinada massa (o veículo como um todo).

O motor tem características próprias para funcionar com determinado tipo de combustível, como taxa de compressão, temperatura de funcionamento, tipos de materiais empregados na sua construção, sistema de gerenciamento etc.

O desenvolvimento da eletrônica embarcada veio adequar perfeitamente essas exigências.

Um microprocessador CPU - Unidade de Processamento de Dados - coordena o programa e o funcionamento de diversos atuadores. A CPU possui a programação de rotinas e sub-rotinas necessárias para que o sistema funcione com precisão e rapidez e também processa (interpreta) os dados enviados pelos diversos sensores distribuídos pelo motor e chassis e os direciona internamente.

Após rápidos (microssegundos) cálculos com precisão, novos sinais de comando são enviados aos atuadores para o perfeito funcionamento do motor. Podemos distinguir na CPU a parte material (física) dos programas registrados na memória das instruções do microprocessador.

A parte material é chamada de "hardware", os programas e as instruções são chamados "software", como, por exemplo, a programação da EEPROM (Eletrical Erasable PROM) que são memórias onde o conteúdo pode ser trocado através de comandos elétricos.

Para que tudo funcione perfeitamente, os sistemistas (fabricantes de sistemas de ignição e injeção de combustível) desprendem horas de ensaios em dinamômetros até atingir os valores determinados pelas montadoras. Após estes ensaios, uma nova fase completa os valores finais.

São os testes de rodagem, onde são feitos os ajustes (calibrações) finais nas CPU's para, finalmente, o projeto do sistema ser homologado exclusivamente para um determinado tipo de motor. A memória RAM (Random Acess Memory) - Memória de Acesso Aleatório - consiste em memórias nas quais é possível escrever os dados que devem ser mantidos para o funcionamento do motor. Esta memória é volátil, isto é, sem alimentação elétrica os dados registrados apagarão.

Cada CPU tem a sua tabela de dados com os parâmetros pré-estabelecidos pela montadora para cada tipo de motor, que irá funcionar com um determinado tipo de combustível. A parte interna da CPU responsável por essa tabela é um componente eletrônico chamado de circuito integrado (IC), ou circuito eletrônico, que contém vários elementos ativos e passivos que executam todas ou partes das funções de um circuito. A esse circuito integrado chamamos de Memória ROM (Read Only Memory), ou popularmente "CHIP".

Nessa memória são armazenados os programas (software) com as características levantadas no dinamômetro. Estes dados são armazenados na memória ROM em produção, aplicada em cada tipo de motor. É a partir deste ponto que começam os trabalhos voltados para a conversão, ou seja, adequar o motor para funcionar com combustível(is) não original àquele do seu desenvolvimento, modificando a tabela de regulagem interna da CPU.

Constantemente sou questionado sobre o tema "conversão". Percebi que cada pergunta trazia uma dúvida diferente com relação a diversas situações. A minha sugestão, como técnico e empresário, é antes de tudo estabelecer alguns critérios.

A oficina interessada em trabalhar com este segmento necessariamente deverá se preparar com procedimentos como: o que a legislação prevê para este serviço, quais os meios técnicos possíveis para executar a modificação, quais empresas oferecem esta tecnologia (modificar a memória de regulagem do motor), equipamentos necessários, treinamentos de funcionários, plano de garantia e assistência técnica (em todo o território nacional); lembre-se do Código de Defesa do Consumidor, avaliar o investimento/retorno. Sabemos que há oficinas que oferecem esse tipo de serviço mas que não levam tão a sério os detalhes técnicos exposto acima.

Sua preocupação é somente fazer o motor funcionar com outro tipo de combustível. OK, esta é uma opção de serviço. O resultado, tenho certeza, deixa a desejar nos quesitos desempenho e economia, além, é claro, da poluição que esse motor irá gerar no seu processo de queima. Esta opção evidentemente está associada à "Lei de Gerson", ou seja, o proprietário do veículo não se dispõe a gastar e exige que o motor funcione perfeitamente com um tipo de combustível mais barato que o original.

Para esse tipo de serviço o pessoal normalmente altera a pressão na linha de combustível com a finalidade de aumentar o volume debitado, trocam-se as velas, alguns fixam um resistor no circuito do sensor de temperatura do ar de admissão, enfim, um chute aqui outro ali e vamos em frente. O cliente reclama da "CONVERSÃO".

O argumento do reparador é que o sistema é assim mesmo, se o motor tivesse carburador seria mais aceitável etc., desprezando totalmente o controle de gerenciamento do sistema através da CPU. Existem empresas que oferecem os serviços de conversão e prometem mais: "mais força, mais torque, mais potência" para o motor convertido, alterando somente o CHIP da CPU. Continuaremos este assunto na próxima edição trazendo depoimentos sobre os serviços oferecidos por empresas especializadas.

Salvador Parisi é consultor técnico de Mais Automotive
e diretor técnico da CarbuSam Autotrainig Tel: (11) 5562-7067

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