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Edição 40 - Abril de 2003
Conteúdo básico
DE NOVO
Audi apresenta resultados
recordes pelo sétimo ano consecutivo
Resultados de 2002 foram apresentados na Conferência
Anual de Imprensa na Alemanha
A AUDI AG registrou um recorde em receita bruta e venda
de veículos em 2002, crescendo pela sétima
vez consecutiva: Apesar de um cenário econômico
mundial difícil, a Audi mais uma vez provou o potencial
da companhia. Estaremos engatando a próxima marcha
para acelerar ainda mais, declarou hoje, durante a
Conferência Anual de Imprensa, em Ingolstadt, na Alemanha,
o presidente do Conselho Administrativo da AUDI AG, Dr.
Martin Winterkorn.
A receita bruta gerada pelo Grupo Audi cresceu 2,6% in
2002 para EUR 22,6 bilhões. O lucro líquido
cresceu 0,7% e atingiu EUR 774 milhões e o lucro
consolidado no ano aumentou 4,7% e ficou em EUR 587 milhões,
ambos resultados recordes para a companhia.
O lucro antes dos impostos atingiu quase o mesmo resultado
excepcional registrado no ano anterior, mas caiu cerca de
EUR 68 milhões, alcançando EUR 1,25 bilhões.
Este queda pode ser atribuída a influências
negativas de taxas de câmbio e a investimentos no
desenvolvimento de novos modelos esportivos Apesar
destes fatos especiais, a Audi novamente demonstrou alta
lucratividade no ano passado, comentou Winterkorn.
O membro do Conselho Financeiro, Peter Abele, reforçou
que os resultados recordes obtidos novamente podem ser atribuídos,
dentre outros fatores, ao sucesso da otrimização
de processos e custos. Sem as ocorrências extraordinárias,
o Grupo Audi teria registrado um outro recorde em lucros
em 2002: Mesmo com uma pequena queda nos lucros antes
dos impostos, a tendência de crescimento da Audi é
ascendente desde 1995 com atenção especial
para a lucratividade, explicou Abele.
O total de investimentos em 2002 foi de EUR 2,41 bilhões
(+12%). O principal investimento da companhia foi feito
em novos modelos. Seguindo o escopo de investimentos
a médio prazo, entre 2002 e 2007, um total de EUR
11,4 bilhões foram destinados pelo Grupo Audi. O
valor corresponde a quase 7% da receita bruta do período
programado, explicou Abele.
Venda recorde de veículos uma vez mais em 2002
- A Audi aumentou seu recorde em vendas de veículos
estabelecido em 2001. O crescimento foi de 2,2% para 742.128
unidades em todo o mundo. Na Europa (excluindo-se a Alemanha),
a Audi aumentou suas vendas em 5% para 319.197 veículos.
A Audi atingiu 3,8% de participação de mercado
na Europa Ocidental em 2002 contra 3,6% no ano anterior.
Esta é a melhor participação da companhia
em sua história centenária.
Na Alemanha, a Audi não conseguiu ficar completamente
imune ao fraco mercado automobilístico e vendeu 243.650
unidades (-4,4%). Mesmo assim, a participação
de mercado da companhia na Alemanha de 7,45% ficou quase
igual ao alto índice conquistado no ano anterior
(7,5%). O maior mercado europeu de exportação
para a Audi no ano passado foi a Grã-Bretanha, com
vendas de 65.552 unidades (+21,1%). Na seqüência,
aparecem Itália com 50.107 automóveis (+6,6%),
Espanha, com 41.052 unidades (-2,5%) e França, com
40,793 veículos (+0,7%).
O maior mercado de exportação em todo o mundo
foram novamente os Estados Unidos, com vendas recordes de
85.726 unidades (+2,9%). 11.648 automóveis da Audi
foram comercializados no Japão (+ 43,3%). Em outros
mercados, foram comercializados 81.907 unidades (+8,1%).
Este cenário inclui os 37.034 automóveis vendidos
na China (incluindo Hong Kong), o maior mercado asiático
(+26,1%), dos quais 34.962 unidades foram do modelo A6 produzidos
no país.
A Lamborguini comercializou 424 automóveis esportivos
no ano passado (+42,8%). Junto com as outras marcas do Grupo
Volkswagen comericalizadas na Itália pela Autogerma,
o Grupo Audi vendeu um total de 995.531 unidades (+0,4%).
O Brasil está em décimo quarto lugar no ranking
mundial de vendas, com 10.674 unidades comercializadas no
país entre os modelos importados e o nacional Audi
A3.
A produção de carros (incluindo a Lamborguini)
cresceu 1,2% em 2002 para 735.913 unidades. A produção
de motores cresceu 4,8% e atingiu 1.284.488 unidades.
O número de funcionários no Grupo Audi cresceu
levemente em 2002 para um total de 51.198 pessoas (a média
de 2001 foi de 51.141). das quais 44.260 empregados (44.374)
trabalham na AUDI AG, 4.767 pessoas (4.857) na AUDI HUNGARIA
MOTOR Kft.. Na COSWORTH TECHNOLOGY LIMITED, trabalham 786
pessoas (748) e 567 (482) no Grupo Lamborguini. A AUTOGERMA
S.p.A. emprega 695 (666) pessoas e outras 105 trabalham
no importador para o Brasil, a AUDI SENNA LTDA., que foi,
pela primeira vez, contabilizada em 2002. A Audi também
possui uma fábrica no Brasil, joint venture com a
Volkswagen, onde emprega outros 2600 funcionários.
Winterkorn: força motriz da Audi em potência
máxima
Apesar do contínuo declínio da economia,
estamos confiantes que poderemos repetir, ou até
mesmo superar, os resultados recordes obtidos no ano anterior
em 2003. O novo Audi A3 e o Audi A8, em particular, vão
providenciar uma força extra, explicou Winterkorn.
De qualquer maneira, diante da incerteza política
e econômica, é difícil fazer qualquer
previsão com maior exatidão.
Winterkorn: No ano passado, nós demos uma
nova e mais focada direção para a marca Audi,
mudamos nosso curso em diversas áreas relacionadas
a produtos e montamos o grupo da marca Audi, a divisão
esportiva do Grupo Volkswagen que inclui as marcas Audi,
SEAT e Lamborguini. Nós apareceremos para nossos
clientes com larga extensão de modelos esportivos
e exclusivos. Esportividade, tecnologia de ponta e design
carregado de emoção são os principais
ingredientes de nosso sucesso.
Winterkorn também anunciou uma grande expansão
na flexibilidade de produção e na continuidade
em 2003 da política de sucesso de gerenciamento de
custos. Nós continuaremos trabalhando forte
para oferecer um serviço ainda melhor a nosso clientes.
Vamos investir muito no desenvolvimento de novos e atrativos
modelos. Também vamos melhorar nossa presença
no mercado em comparação com a concorrência.
Nosso objetivo é o de ser o fornecedor esportivo
do segmento premium, declarou o presidente do Conselho
Administrativo da AUDI AG.
EM TEMPO REAL
Fiat inaugura maior sistema
B2B da Indústria Automobilística
Com tecnologia da Attachmate, fabricante disponibiliza informações
da fábrica em tempo real para 300 concessionárias
Ao mesmo tempo em que consolida sua posição
como líder em vendas de automóveis no mercado
nacional, pelo segundo ano consecutivo, conforme dados de
emplacamento do Denatran, a Fiat também comemora
o sucesso da implantação de um projeto B2B
que corresponde atualmente ao maior sistema B2B em volume
de negócios no País, considerando-se sua posição
no ranking de vendas.
A nova aplicação, batizada
de "Dealer Communication System - DCS", conta
com a tecnologia da Attachmate para garantir a comunicação
direta de sua rede de mais de 300 concessionárias
com a fábrica, via Web.
Essa ferramenta se converteu em diferencial competitivo
para as próprias concessionárias, que imprimiram
mais personalização e rapidez em todo o processo",
observa Leandro Siqueira, release manager do IT Settore
da Fiat. Segundo ele, um dos destaques do DCS foi o ganho
de velocidade no processo de "variabilidade",
que permite alteração de características
do veículo solicitado até duas semanas antes
do final da produção do mesmo, dependendo
do item a ser trocado. "Assim, estamos capacitando
a concessionária a atender a nova realidade de negócios
da indústria de automóveis, pois hoje quem
decide o que entra na revenda é o cliente",
observa.
O funcionamento do DCS é simples. Basta para as
concessionárias entrarem na intranet e, através
do DCS, fazer seus pedidos de veículos e peças,
receber informações e acompanhar o andamento
de suas solicitações. Assim, a partir de qualquer
computador com acesso a essa rede, a concessionária
troca informações com as aplicações
em mainframe e com o ERP utilizado pela Fiat, responsáveis
pela manufatura da empresa, por meio da emulação
do MyExtra!, da Attachmate. Dessa forma, ao receber o pedido,
a fábrica imediatamente remete a confirmação
dos mesmos.
O executivo lembra que no processo anterior a solução
era baseada em DOS. Contava ainda com um link acessado por
várias concessionárias ao mesmo tempo, o que
provocava problemas de gargalo. Atualmente, existe um link
dedicado para cada concessionária. Além disso,
com a adoção do MyExtra!, da Attachmate, não
foi necessário reescrever linhas de código
e oferecer ferramentas para o desenvolvimento rápido
e seguro de interfaces 'desktop' para as informações
do host.
Para Siqueira, o reposicionamento do mainframe em redes
corporativas é um dos fatores de sucesso em projetos
desta envergadura, como parte integrante da estratégia
das empresas em estabelecer as melhores práticas
de negócios. Na sua análise, não faz
sentido a velha separação entre desktop e
plataformas maiores, como se os usuários tivessem
de conviver com dois mundos distintos e duas classes diferentes
de problemas. "O que realmente interessa é obter
implementações orientadas para a satisfação
do usuário com o máximo de aproveitamento
dos sistemas legados e das vantagens de gerenciamento e
capacidade que só o mainframe pode oferecer",
considera.
LINHA DE PRODUÇÃO
Volkswagen irá
produzir no Brasil o projeto VW249 para exportação
Fábrica Nova Anchieta, em São Bernardo
do Campo, vence > concorrência internacional promovida
pelo Grupo VW que incluiu unidades industriais de Portugal,
Espanha e Eslováquia
Depois de um longo processo de negociação,
iniciado em meados do ano passado, o Grupo Volkswagen anunciou
sua decisão final: a fábrica Nova Anchieta
será a responsável mundial pela fabricação
do projeto VW249 para exportação, devendo
abastecer os mercados da Europa e, muito provavelmente,
Ásia. O novo carro mundial da Volkswagen foi integralmente
projetado no Brasil e será produzido apenas aqui.
A decisão foi transmitida oficialmente
hoje (14 de abril) pela Volkswagen ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Ao lado do governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin, o presidente Lula esteve reunido com a
diretoria mundial e nacional da Volkswagen no último
dia 24 de março, data em que a montadora comemorou
50 anos de Brasil. Na ocasião, o presidente Lula
e o governador Alckmin conheceram em primeira mão
o novo projeto e autografaram um capô do modelo VW249
estilizado com a bandeira brasileira para marcar a visita
à Volkswagen.
O presidente mundial do Grupo VW, Bernd Pischetsrieder,
e Paul Fleming também assinaram a peça. Até
aquele momento, no entanto, algumas metas de competitividade
ainda não tinham sido alcançadas, especialmente
em relação à redução
de custos com pessoal na linha de produção.
Tais exigências foram cumpridas na
segunda-feira (07/04), durante assembléia geral realizada
no pátio da fábrica Nova Anchieta, quando
a última proposta do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC envolvendo a terceirização da Ala 21
(Peças & Acessórios) foi votada e aprovada.
Ao todo, o programa de reestruturação
envolverá aproximadamente 1.500 empregados, cujas
atividades serão gradativamente terceirizadas. Os
empregados serão transferidos para outras áreas
da fábrica pois um acordo coletivo assinado entre
empresa e sindicato em novembro de 2001 garante estabilidade
de emprego. "Trata-se do reconhecimento inequívoco,
por parte da matriz, da capacidade e da competência
dos profissionais da Volkswagen do Brasil em desenhar, desenvolver
e produzir um carro capaz de atender aos mais elevados padrões
de custo e qualidade exigidos nos mercados mais competitivos
do mundo.
Isso certamente irá consolidar ainda
mais a imagem da marca Volkswagen junto aos clientes",
ressalta Paul Fleming. O presidente da montadora chama a
atenção para outro ponto importante: "O
projeto VW249 poderá qualificar globalmente a Nova
Anchieta como uma unidade exportadora e habilitá-la
para outros novos projetos, inclusive no processo de desenvolvimento
do produto". Caso isto aconteça, a tendência
é que boa parte dos fornecedores mundiais venha também
instalar unidades de desenvolvimento em São Bernardo
do Campo, beneficiando toda a região.
O início da produção
está previsto para 2005. A princípio, o novo
automóvel será destinado à União
Européia, obedecendo a padrões de emissão
e segurança adequados à legislação
dos países de destino. A exportação
para a região asiática está em processo
de negociação. O volume de produção
ainda não foi definido, mas espera-se uma alta escala
pois o VW249 abastecerá mercados de grande volume
de vendas e será produzido exclusivamente no Brasil.
A Volkswagen confirma que a versão
para o mercado interno do modelo VW249 será produzida
na fábrica de São José dos Pinhais
(PR) onde, inclusive, novos equipamentos já foram
instalados e uma série de adaptações
técnicas estão sendo realizadas. Um intenso
programa de treinamento dos empregados está em curso
para que a unidade esteja totalmente preparada para a fabricação
do novo automóvel.
SEGURANÇA
Honda Accord EX 2003
obtém avaliação máxima em segurança
nos EUA
Após rigorosos testes de impacto, modelo, cuja versão
está disponível no Brasil, recebeu aprovação
do instituto de segurança em estradas daquele país
Totalmente reprojetado em sua sétima geração
e recém-lançado no Brasil, o novo Honda Accord,
na versão EX a que está disponível
no País , obteve nos Estados Unidos a certificação
máxima em todas as rigorosas provas de impacto frontal
(crash-tests) realizadas pelo conceituado instituto de segurança
em estradas daquele país, o IIHS (Insurance Institute
for Highway Safety).
Para chegar ao resultado final, o órgão observa
o comportamento do veículo relacionado a aspectos
como resistência estrutural, nível de deformação
e de segurança oferecida aos ocupantes.
· Avaliação geral: o espaço
do condutor se manteve em boas condições na
prova de impacto frontal e as medidas indicaram baixa probabilidade
de lesões significativas. O airbag e os cintos de
segurança se mostraram eficientes.
· Segurança estrutural: aspecto relacionado
ao nível de introdução das ferragens
no espaço frontal da cabine durante o teste. Essa
medição é feita em nove pontos da carroceria,
comparando-se as medidas antes e após o teste.
· Resistência em movimento: envolve a eficiência
dos recursos de proteção contra ferimentos,
incluindo cintos de segurança, airbags, coluna de
direção e outros itens que interagem para
controlar o movimento dos ocupantes. No caso do Honda Accord,
o boneco utilizado nos testes foi bem amparado: ao mover-se
para frente contra o airbag, rebateu sobre o assento sem
que a sua cabeça se chocasse com a estrutura metálica
do veículo.
· Medidas contra lesões: refere-se à
probabilidade de um veículo causar ferimentos graves
a regiões do corpo como cabeça, pescoço,
peito e pernas.
Realizadas desde 1995, as exigentes provas de impacto do
IIHS consistem na colisão frontal de um veículo
contra uma barreira fixa, a uma velocidade de cerca de 64
km/h. A nota máxima indica que a estrutura frontal
do modelo absorve e controla a intensidade da colisão,
mantendo o habitáculo intacto, com pouca introdução
da carroceria no espaço do motorista, e que o movimento
de uma pessoa durante o choque é minimizado, evitando,
dessa forma, lesões graves.
INDÚSTRIA
CST é eleita empresa
do Ano
A CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)
recebeu ontem o prêmio de Empresa do Ano do Setor
Mineral de 2002, na área de Siderurgia, distribuído
desde 1984 pela revista Brasil Mineral.
É a terceira vez que a empresa, líder mundial
na produção de placas de aço, foi indicada
por votação direta dos leitores da revista,
a partir de lista elaborada pelo Conselho Consultivo da
publicação, composto por 34 profissionais
(engenheiros, geólogos, advogados e economistas).
A CST já havia recebido o prêmio em 1993 e
em 1998.
Os critérios para a escolha das empresas candidatas
foram: investimentos realizados e previstos, inovações
tecnológicas, política ambiental e relações
com os colaboradores e comunidades. A empresa levou o título
com 38% dos votos.
"O ano passado foi importante para a companhia não
apenas pelos volumes consolidados, mas especialmente pela
inauguração do Laminador de Tiras a Quente
(LTQ), com capacidade instalada para produzir 2 milhões
de toneladas por ano a partir de 2004", afirma José
Armando Figueiredo Campos, presidente da CST.
Em seu discurso na entrega do prêmio, Figueiredo
Campos afirmou que empresas do porte da CST têm de
se planejar considerando suas relações permanentes
e de longo prazo com o mercado. "Não podemos
estar condicionados a surtos de especulação.
A CST tem suas estratégias respaldadas em fundamentos
sólidos, priorizando as parcerias e a qualidade do
produto", disse.
CST vai investir US$ 180 milhões
este ano
A Companhia Siderúrgica de Tubarão
CST dá continuidade a seu plano de otimização
da produção, aliada à busca de sua
auto-suficiência em energia elétrica. A siderúrgica
pretende elevar sua capacidade instalada para 5 milhões
de toneladas ainda este ano e prepara os fundamentos para
expandi-la para 7,5 milhões de toneladas em 2006.
O chamado programa de otimização da produção
começou no ano passado e segue até 2004. No
final do período de três anos, os recursos
para ampliar a produção de placa de aço
vão somar US$ 115 milhões. Há duas
semanas, a CST enviou carta convite aos consórcios
interessados em investir nos pacotes de expansão
da siderúrgica no terceiro alto-forno, no
convertedor da aciaria e na máquina de lingotamento
contínuo. A siderúrgica espera receber as
propostas dos consórcios até junho.
A expectativa da CST é de que, em 2006, paralelamente
ao início do funcionamento do alto-forno 3, sua unidade
de coqueria tenha capacidade produtiva de 1,5 milhão
de toneladas/ano. O projeto de expansão da coqueria
está sendo executado em parceria com a norte-americana
Sun Coke. Conforme o acordo entre as duas empresas, a CST
vai consumir 900 mil toneladas/ano do coque produzido. O
restante será absorvido pela Belgo-mineira, pela
Acesita e pela Companhia Vale do Rio Doce.
Em 2003, os investimentos da CST vão somar US$ 180
milhões. Boa parte dos recursos tem como destino
a construção de sua quarta termoelétrica,
com capacidade de 75 MW. O início das operações
da termoelétrica está previsto para janeiro
de 2004. A CST passará a ter capacidade de
250 MW, o que garantirá, praticamente, nossa auto-suficiência
na produção da energia consumida, exceto nos
momentos de pico de consumo do laminador, diz o diretor
executivo da CST, Benjamin M. Baptista Filho.
Ainda este ano, a CST vai investir US$ 24 milhões
na conclusão do Laminador de Tiras à Quente
LTQ, inaugurado em novembro de 2002. A produção
da siderúrgica de bobina a quente tem como destino
principal a usina de laminação a frio e galvanização,
Vega do Sul, que deverá entrar em funcionamento no
terceiro trimestre de 2003. A CST tem 25% de participação
na Vega do Sul, enquanto Arcelor e Gestamp detêm 65%
e 10%, respectivamente.
Mas mesmo que o mercado interno seja o principal para as
bobinas a quente da CST, o perfil exportador da empresa
não será alterado. Em 2005, no auge
dos dois mercados (chapas de aço e bobinas a quente),
70% da receita da CST ainda virá da exportação,
diz o diretor de relações com investidores
da siderúrgica, Leonardo Horta. No ano passado, a
CST vendeu 4,651 milhões de toneladas de placas de
aço, 2% a menos que em 2001. A produção
aumentou 2,6%, totalizando 4,865 milhões de toneladas,
enquanto a receita cresceu 44%, para R$ 2,841 milhões.
ENGENHEIROS
FEI está pronta para
a competição nacional Mini Bajas
Com duas equipes, a FEI espera repetir as boas atuações
na competição
Faltando apenas alguns dias para a IX Competição
SAE BRASIL-PETROBRAS de Mini Baja, que será realizada
entre os dias 24 a 27 de abril, no Esporte Clube Piracicabano
de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, São Paulo,
as equipes do Centro Universitário da FEI estão
com os dois Mini Bajas totalmente preparados para disputar
o maior evento da engenharia mecânica brasileira.
A FEI, que conquistou o bicampeonato ano
passado, quando também marcou a dobradinha de campeã
e vice, participa novamente com as equipes FEIBaja 1 e FEIBaja
2, na expectativa de repetir as boas atuações
dos anos anteriores.
A ansiedade para a competição
é evidente entre as duas equipes compostas por 12
alunos do curso de Engenharia Mecânica e professores
orientadores. Desde que a competição nasceu
em 1995, no Brasil, a FEI vem conquistando cada vez melhores
colocações. Por isso, desta vez vamos
tentar conquistar marcas melhores que dos outros anos
avisa, Rafael Serralvo Neto, capitão da FEIBaja 1.
Apesar dos resultados anteriores, os capitães
conhecem o desafio que têm à frente e o fato
de que as demais equipes também evoluíram
tecnicamente. É claro que com os resultados
favoráveis cada vez surgem mais cobranças,
mas sabemos trabalhar sob pressão e isso nos motiva
no trabalho, orgulha-se Marcelo Sakurai, capitão
da equipe FEIBaja 2.
Os carros sofreram alterações
gerais na suspensão, principalmente na dianteira,
na resistência e na dinâmica. Além do
patrocínio de empresas como Magneti Marelli, Cofap,
DigiCAD e Petrobras, que viabilizaram a construção
dos dois protótipos, avaliados em R$ 10 mil cada,
as duas equipes contam com apoio financeiro da FEI.
É um grande aprendizado projetar
e construir um veículo superando todo tipo de dificuldade,
inclusive financeira, num curto período de tempo,
diz Sakurai. Para Serralvo, a competição é
um laboratório para aprofundar e comprovar teorias
dadas em sala de aula.
MINI BAJA Os minibajas são
veículos projetados e fabricados de acordo com regulamento
fornecido pela SAE BRASIL (Society of Automotive Engineers),
organizadora da competição.
Os carros possuem chassis tubulares em aço,
além de suspensões para aplicação
em terrenos irregulares com grande curso nas quatro rodas,
o revestimento do chassi é feito em fibra de vidro,
fibra de carbono ou alumínio, e motores de 10 HP
padronizados. A competição inicia com o envio
de relatórios dos projetos em janeiro, construção
dos veículos dentro das faculdades e encerra com
a realização de provas dinâmicas e estáticas
em Piracicaba.
VEÍCULOS
BICOMBUSTÍVEL
Experiência mundial em
veículos alternativos
A Ford Motor Company realiza, em seus centros tecnológicos
nos Estados Unidos, Europa e Brasil, pesquisas com uma linha
mestra comum que direciona as pesquisas da empresa nesse
campo: o desenvolvimento de tecnologias de mobilidade mais
limpas, mais seguras e que possam trazer resultados práticos
o mais cedo possível.
Não há um combustível ou fonte de
energia de preferência. Essa escolha, como foi visto,
depende de aspectos conjunturais e locais. Por isso, a pesquisa
tem avançado em várias frentes.
A Ford oferece atualmente, em âmbito mundial, o
maior leque de veículos com combustíveis alternativos
(AFVs), incluindo modelos que rodam com gás natural,
propano, etanol e eletricidade. A empresa acredita que os
combustíveis alternativos são parte da solução
para se atingirem as metas de garantir suprimentos sustentáveis
de energia, com segurança e preservação
do meio ambiente. E pretende manter a liderança no
desenvolvimento e venda desse tipo de veículos, que
faz parte do seu programa de investimentos.
A Ford já comercializa nos Estados Unidos linhas
de veículos com combustível flexível.
As pick-ups Ranger e os sedãs Taurus com motores
de 3.0 litros foram os primeiros a oferecer sistemas de
combustível flexível aptos a rodar com etanol,
gasolina ou uma combinação dos dois combustíveis
no mesmo tanque. Hoje, os modelos Explorer e Sportrac também
dispõem da mesma flexibilidade.
A Ford também já oferece uma gama ampla
de produtos a gás natural na América do Norte
e na Europa. Eles incluem uma versão do sedã
Crown Victoria, da pick-up Série F Light Duty e da
van Econoline para frotas de serviços de entregas.
A pick-up Série F Light Duty também é
disponível com um sistema bicombustível, que
opera com gasolina ou gás natural.
Na Europa, a Ford introduziu versões bicombustível
a gás da van Transit e também os modelos bicombustível
do Mondeo e do Focus. Desde 2001, uma versão flex-fuel
do Focus também é disponível na Suécia.
Criada a partir do motor 1.6 L a gasolina, ela permite ao
consumidor utilizar uma mistura de até 85% de etanol
no tanque, possibilitando o uso de combustíveis renováveis
nesse mercado altamente sensível às questões
ambientais.
A Ford também tem feito progressos substanciais
na produção de veículos híbridos
elétricos (HEV). Um de seus planos é colocar
o Ford Escape HEV nas ruas em 2003. O segredo por trás
desse veículo é o Ford PowerSmart, novo sistema
de acionamento que garante potência, desempenho e
economia de combustível superior em relação
aos veículos híbridos existentes atualmente.
Tecnologia do futuro - Algumas das tecnologias hoje
já disponíveis existiam, há poucos
anos, apenas na imaginação. Outras têm
sido objeto de um trabalho intenso de desenvolvimento, com
progressos consideráveis que permitirão, em
breve, a sua disponibilidade no mercado.
Uma das mais promissoras é a das células
de combustível, que convertem água em eletricidade
e eletricidade em hidrogênio. Uma garrafa de um litro
de água, por exemplo, contém aproximadamente
120 gramas de hidrogênio, energia suficiente para
mover o Ford Focus a uma distância de aproximadamente
14 km. O melhor do processo é que as emissões
geradas pelo veículo seriam nada mais do que água
pura.
A Ford produziu efetivamente o seu primeiro veículo
movido a célula de combustível em 1998. Em
2001, lançou o Ford Focus FCV, que torna muito próximo,
em termos de conteúdo e desempenho, o início
de um programa de baixa produção desse tipo
de veículo, que deverá chegar às ruas
por volta de 2004. Ao mesmo tempo, encontra-se em pesquisa
um veículo com motor de combustão interna
direta de hidrogênio, que poderá servir de
ponte entre os motores a gasolina de hoje e a tecnologia
de células de combustível de amanhã.
A política adotada pela Ford nessa área
faz parte de uma visão estratégica mais ampla
que indica para onde a empresa direciona seus esforços
tecnológicos. Para manter a longa liderança
nesse campo, a Ford está ampliando seu pensamento
para abraçar o conceito de "mobilidade sustentável".
"Todos nós, na Ford, trabalhamos e planejamos
o futuro", diz Luc de Ferran. "Quando falamos
em mobilidade sustentável, referimo-nos à
prática de criar e desenvolver negócios, junto
da comunidade, que possam manter-se com recursos disponíveis
e renováveis. Do nosso sucesso em alcançar
os objetivos de satisfazer os consumidores e a comunidade
depende o nosso futuro e o futuro da indústria automobilística".
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