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Online
Seu Automóvel
Edição 40 - Abril de 2003
Conteúdo básico
VAI DE ÁLCOOL
OU GASOLINA? OS DOIS!
Tudo que você sempre
quis saber sobre veículos bicombustível -
parte 1
A moda no setor automotivo esse ano é o motor
que funciona tanto com álcool, tanto com gasolina
ou mesmo com a mistura. É a tecnologia Flexfuel.
Com a alta no preço do petróleo muitos motoristas
começaram a colocar uma combinação
entre dois combustíveis: gasolina e álcool.
O que começou no dia-a-dia ganhou dimensão
na engenharia das montadoras e rapidamente os projetos para
os veículos que funcionam tanto com gasolina como
com álcool foram apresentados.
Ao completar 50 anos de Brasil, a Volkswagen saiu na frente
e lançou o Gol Total Flex, primeiro modelo nacional
a utilizar a tecnologia que possibilita o uso de dois combustíveis
- seu motor funciona com álcool e/ou gasolina, garantindo
flexibilidade de escolha e mais economia para o consumidor.
Mas Fiat, Chevrolet e Ford estão trabalhando forte
em seu desenvolvimento para lançar suas novidades
no mercado. A Fiat não perdeu tempo e lançou
o Palio FlexFuel, com a mesma funcionalidade do Gol Total
Flex. Acompanhe em nossa matéria um resumo sobre
o que cada montadora está fazendo no campo do Flexfuel.
Gol Total Flex, primeiro carro brasileiro
que pode ser abastecido com álcool e/ou gasolina
A Volkswagen saiu na frente e lançou o Gol Total
Flex, primeiro modelo nacional a utilizar a tecnologia que
possibilita o uso de dois combustíveis - seu motor
funciona com álcool e/ou gasolina, garantindo flexibilidade
de escolha e mais economia para o consumidor.
Para o consumidor, o funcionamento do Gol Total Flex é
bem simples. O motor trabalha com álcool, gasolina
ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção
dentro de um único tanque. Por trás dessa
simplicidade aparente está um poderoso programa de
computador, o SFS - Software Flexfuel Sensor - que identifica
e quantifica a mistura entre álcool e gasolina no
tanque, usando informações recebidas de sensores
que já existem em todo o sistema de injeção
de combustível, entre eles: os de temperatura; velocidade;
rotação e a sonda lambda localizada no escapamento.
Com isso, a ECU - Unidade de Comando Eletrônico -
adapta o funcionamento do motor ao combustível, mantendo
a performance do veículo.
Com
a adoção dessa tecnologia, o Gol - há
16 anos ininterruptos o modelo mais vendido no País
- renova seu histórico de pioneirismo tecnológico,
já que em 1988 foi o precursor na utilização
da injeção eletrônica em carros brasileiros.
A Volkswagen é pioneira também em uma série
de inovações em termos de tecnologia. Foi
a primeira a adotar o sistema antitravamento de freios (ABS)
em veículos nacionais, e a primeira a oferecer o
catalisador como item de série em seus produtos,
além de ser pioneira no desenvolvimento de motores
1.0 multiválvulas e turbo.
O Gol Total Flex que está sendo lançado
é um modelo Power equipado com o motor AP 1.6, que
apresenta uma potência que varia de 97 cv (gasolina)
a 99 cv (álcool), dependendo do combustível
utilizado. A taxa de compressão utilizada foi a mesma
do motor a gasolina: 10:1. As diferenças de desempenho
e dirigibilidade do carro com 100% de álcool ou 100%
de gasolina são mínimas. O sistema Total Flex
do Gol é fornecido pela Magneti Marelli.
Além da utilização da nova ECU, o
Gol Total Flex tem alguns poucos diferenciais com relação
às versões gasolina e álcool. Alguns
exemplos: o Cânister, sistema de emissões evaporativas,
foi trazido do carro a gasolina; o sistema de partida a
frio veio do carro a álcool; o coletor de admissão
foi alterado para receber partida a frio; as válvulas
injetoras têm vazão ampliada; as válvulas
de escape ganharam material stelite para evitar corrosão;
as sedes de válvula tiveram material alterado também
contra corrosão; a bomba de combustível é
diferente; o comando de válvulas teve o momento de
abertura e fechamento (timing) das válvulas alterado;
as velas foram especialmente desenvolvidas para o novo carro
e; além disso, o veículo ganhou sensor de
rotação, o mesmo sistema do motor EA 111,
que elimina o uso do distribuidor de ignição.
Por conta do acréscimo tecnológico que permite
ao motor usar os dois combustíveis em qualquer proporção,
o Gol Total Flex custará cerca de R$ 950,00 a mais
do que a versão a gasolina.
A nova tecnologia deverá abrir novos mercados de
exportações para a Volkswagen e para o Gol
em particular, principalmente por países como China,
Índia e Austrália, que já demonstram
interesse no álcool como combustível. A Volkswagen
é a maior exportadora de veículos do país
e o Gol o modelo mais exportado da história, com
mais de 320 mil unidades vendidas fora do país.
As encomendas do novo carro poderão ser feitas por
meio do site da montadora www.vw.com.br
Palio Flexfuel: 2 combustíveis e
o mesmo desempenho
Agora que você já sabe o que é e como
funciona o sistema Flexfuel, surge a grande dúvida
quanto ao desempenho do motor no momento do uso de um dos
combustíveis ou mesmo da mistura.
No caso do Palio quase não se percebe a diferença
entre o uso dos combustíveis. Com a combinação
álcool/gasolina na mesma proporção
(50%), o Palio 1.3 8 válvulas saiu-se bem. Seu comportamento
mostrou-se o mesmo do motor a gasolina, sem apresentar alterações
no nível de ruído, acelerações
ou retomadas.
O que parecia não ser muito esperado aconteceu.
Apenas com álcool o motor foi mais disposto que com
gasolina. Em relação ao consumo, o Palio bicombustível
quando movido apenas com álcool consome 30% a mais.
De acordo com os testes realizados pela Fiat, o consumo
médio ficou em torno de 11km/l, o que representa
7,7 km/l quando trocado pelo álcool. Com a mistura
de ambos em quantidades iguais, o consumo ficounuma faixa
intermediária, ou seja 9,35 km/l.
Vale lembrar que o consumidor só terá mais
vantagem no uso do automóvel bicombustível
se o litro do álcool estiver custando até
70% do preço da gasolina.
Quanto à manutenção o importante é
não deixar gasolina por muito tempo no reservatório
de partida a frio, pois ela pode gerar uma goma e entupir
o orifício de passagem do combustível, deixando
o sistema de partida a frio sem funcionar.
Ford até agora só apresentou
veículos-conceito
Montadora vive grande momento com o lançamento
do EcoSport e diz que desenvolvimentos ainda continuam no
carro bicombustível.
Líder mundial no desenvolvimento e produção
de veículos movidos a combustíveis alternativos,
a Ford apresentou em 2002 três protótipos do
Novo Fiesta, concebidos no Brasil, com motores Zetec RoCam
1.6 litro: o "flex-fuel", ou combustível
flexível, que pode ser abastecido com álcool
hidratado, gasolina ou gasolina misturada com álcool
em qualquer proporção, o bicombustível,
alimentado a álcool ou gás natural, e o movido
a álcool hidratado. O objetivo da apresentação
desses veículos-conceito foi mostrar a tecnologia
disponível hoje pela empresa e a capacidade de sua
Engenharia brasileira em atender futuras demandas de mercado.
Os veículos apresentados foram protótipos
montados a partir do Novo Ford Fiesta e têm como proposta
mostrar os avanços da Engenharia Ford nas áreas
de desenvolvimento de produto e motores no Brasil. Ainda
não há uma previsão para o lançamento
ou mesmo produção regular desses veículos
no País
Os três protótipos utilizam motor com a configuração
de quatro cilindros em linha, oito válvulas, cilindrada
de 1.598 cm3 e diâmetro de 82,07 mm x curso de 75,50
mm. Além deles, foram expostas também as versões
do Novo Ford Fiesta com motor a gasolina pura e a diesel,
desenvolvidos para exportação, e os modelos
para o mercado brasileiro movidos a gasohol: o 1.0 L, de
66 cv, o 1.0 L Supercharger, de 95 cv , e o 1.6 L, de 98
CV.
Flex-fuel I (gasolina/álcool hidratado ou não)
- O protótipo multicombustível é equipado
com motor Zetec RoCam desenvolvido para utilizar, no mesmo
tanque, tanto álcool hidratado como gasolina pura
ou gasohol - gasolina misturada com álcool, como
a existente no mercado brasileiro. Essa flexibilidade, além
de proporcionar a vantagem de escolha do combustível
disponível ou mais econômico em cada situação,
simplifica o sistema de alimentação do veículo,
que dispensa a instalação de compartimentos
de armazenamento independentes.
Com potência de 105 cv a 5.500 rpm, e torque de 15,2
kgfm (149 Nm) a 4.500 rpm, esse motor, desenvolvido com
base no motor a álcool, roda com qualquer mistura
de álcool ou gasolina. Ao contrário dos sistemas
antigos, que operavam com sensores instalados na linha de
combustível, antes da queima, ele utiliza um sensor
de pós-combustão, de resposta rápida,
que avalia o nível de oxigênio resultante da
queima e realimenta o módulo de injeção
eletrônica com informação sobre o combustível
disponível no tanque. É o mesmo sistema utilizado
na Explorer Sportrac, nos Estados Unidos.
Ele funciona com taxa de compressão de 10,7:1, que
resulta de uma média para a queima eficiente dos
dois tipos de combustíveis. Como para a gasolina
a taxa ideal de compressão fica em torno de 9,5:1
e para o álcool ela é próxima de 12,2:1,
optou-se por uma taxa intermediária, com ligeira
diferença para cima.
Como nos modelos a álcool comuns, trata-se de um
motor com custo de produção maior, pelo tratamento
necessário no tanque, linha e bomba de combustível,
sistema de injeção, galerias e outros itens
para resistir à agressividade quimica do etanol hidratado.
No uso constante, os dois combustíveis convivem perfeitamente.
Flex-fuel II - O segundo conceito, Flex-fuel II,
é um veículo bicombustível, equipado
para funcionar com álcool hidratado ou a gás
natural veicular (GNV). Os sistemas, instalados separadamente,
permitem que o consumidor escolha o combustível mais
vantajoso em termos de disponibilidade e de preço
no momento do abastecimento. Para mudar o combustível
utilizado, basta acionar um botão no painel. Ele
dispõe também de um sistema que troca automaticamente
a alimentação a gás, quando este termina,
para o álcool.
Duas centrais de processamento independentes, com injetores
paralelos comandados eletronicamente por válvulas
solenóide, alimentam o motor com álcool ou
gás.
Esse motor, que tem como base o modelo a álcool,
desenvolve 109 cv a 5.500 rpm e torque de 14,48 kgfm (142
Nm) a 4.250 rpm com álcool puro hidratado. Com gás
natural veicular, ele fornece a potência de 97 cv
a 5.500 rpm e torque de 14,2 kgfm (139 Nm) a 4.500 rpm.
A taxa de compressão é igual à do motor
a álcool: 12,2:1. O gás natural se adapta
bem a essa taxa alta e aceitaria taxas ainda maiores. Outra
vantagem dessa combinação é eliminar
a necessidade do sistema de partida a frio: o motor pode
ser acionado com o gás.
Álcool hidratado - Neste momento em que se
cogita a reativação no País do programa
do álcool para uso veicular e inclusive a sua exportação
para outros países, uma das versões apresentadas
é um modelo com motor alimentado a álcool
puro hidratado, com potência de 109 cv e torque de
15,71 kgfm (154 Nm) a 4.500 rpm. O uso do álcool
proporciona um aumento de 11 cv em relação
ao mesmo motor alimentado a gasohol, o que lhe dá
um agradável desempenho esportivo. A taxa de compressão
é de 12,2:1.
Requisitos do mercado - "Essas tecnologias
são utilizadas em pequena escala em alguns países.
Elas também sinalizam possibilidades que podem ser
melhor exploradas, no médio prazo, para a utilização
de fontes de energia mais limpas e eficientes", diz
Luc de Ferran. "Além da questão técnica,
alguns fatores contribuem para a viabilidade da aplicação
em maior escala dos combustíveis alternativos".
A Ford classifica que o sucesso dessas aplicações
futuras está diretamente ligado à capacidade
de satisfazer às necessidades dos consumidores. O
veículo precisa atender aos requisitos de desempenho,
autonomia, confiabilidade, custo e disponibilidade do
combustível. Teoricamente, os três primeiros
pontos, no caso dos protótipos apresentados, estão
satisfatoriamente equacionados. Quanto aos demais, dependem
de medidas de alcance mais amplo, que incluem a própria
modelagem da matriz energética e programas de incentivo
governamentais.
Para ter custo mais acessível ao consumidor, os
veículos com combustíveis alternativos necessitam
ganhar escala. Por isso, praticamente todos os países
adotam algum tipo de incentivo quando se trata de estimular
o seu uso. Outro aspecto importante diz respeito à
garantia de abastecimento do combustível, envolvendo
toda a cadeia, desde a infra-estrutura de produção
até a ampliação da rede de postos de
venda. Por último, mas não menos importante,
é a questão do preço. Sem oferecer
algum atrativo para o consumidor nesse aspecto as chances
de popularização são praticamente nulas,
a não ser que se parta para outro tipo de estratégia,
a da imposição legal, que embute o risco de
gerar distorções no mercado.
Chevrolet avisa: quando lançarmos
o nosso bicombustível já teremos em nossa
revendas para compra
Enquanto a Volkswagen lança, diz que vende, mas
não vende, a Fiat lança, testa e já
se prepara para a venda, a Chevrolet bate o martelo e diz:
quando lançarmos o nosso carro bicombustível,
já o teremos disponível em nossos concessionários
para a venda diretamente com o consumidor.
Mais importante que lançar um novo veículo,
ou mesmo, novas tecnolgias, a Chevrolet não pretende
apenas lançar, mas sim, disponibilizar no mercado
o produto no momento do lançamento para que o consumidor
tenha de imediato a possibilidade de realizar sua compra.
Renault tem projeto em análise
Ainda envolvida com o seu mais recente lançamento,
o Novo Renault Clio, a Assessoria de Imprensa da Renault
informa que a montadora já estuda o desenvolvimento
do seu veículo bicombustível, mas ainda não
há qualquer definição sobre datas,
modelos e lançamentos. É esperar para vermos
o que vai chegar pela frente.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
SEGURANÇA
Lançada nova versão de localizador
e bloqueador de veículos por celular e satélite
Novo dispositivo combina as duas tecnologias, com
cobertura e assistência técnica em todo o território
nacional e a preços mais competitivos
A Sascar acaba de lançar o Sascar GPS, dispositivo
de segurança automotiva que combina aparelho celular
e GPS (gerenciamento por satélite) para bloquear,
rastrear e localizar veículos, em apenas 30 segundos,
em todo o território nacional.
A empresa, do grupo Negresco, foi a primeira no País
a lançar esse tipo de dispositivo por celular e,
agora, une as duas tecnologias para oferecer ao consumidor
um produto ainda mais eficaz em segurança. Com a
maior rede de representantes no País, o Sascar GPS
é também o único que conta com assistência
técnica na maioria dos estados brasileiros.
O Sascar é o único sistema que tem cobertura
nacional por celular para bloquear, rastrear e localizar
veículos roubados e furtados, graças às
parcerias que assinou com as operadoras de telefonia móvel
TESS, BCP, ATL, TIM Maxitel, Americel e Claro Digital, que
cobrem todo o País.
Maior cliente das operadoras do País em número
de linhas, a Sascar habilita uma média de 600 celulares
por mês com cada parceira. Outras empresas oferecem
o mesmo dispositivo, mas não garantem a cobertura
nacional por não terem feito parcerias com as operadoras
em todas as regiões.
A combinação das duas tecnologias
celular e GPS torna mais precisos o rastreamento
e a localização dos veículos roubados.
O celular permite, por exemplo, localizar veículos
em áreas cobertas onde há restrições
de captação do sinal do GPS. O GPS, por sua
vez, permite que as transportadoras controlem suas frotas,
gerenciando dentro da própria empresa a movimentação
dos caminhões, seus trajetos, velocidade e localização.
Por ter seu foco na prestação de serviços
e não na venda do equipamento, a Sascar consegue
manter o melhor valor custo/benefício do mercado.
O sistema instalado com todos os opcionais custa R$ 1.632,40,
quantia bem inferior aos R$ 2.500,00 cobrados, em média,
por outros sistemas de segurança automotiva. O valor
da taxa de manutenção e assistência
é de R$ 98,30.
Parcerias com seguradoras - A empresa
também mantém parcerias com seguradoras como
Marítima, Indiana, HSBC Seguros, Unibanco, Tókio
Marine, Porto Seguro e Sul América. Interessadas
em reduzir os índices de roubos e furtos de veículos,
as seguradoras passaram a oferecer descontos nas apólices
de seguros dos proprietários de veículos que
instalam o Sascar.
Com tecnologia 100% nacional (patenteada no Brasil e em
16 países), utiliza o sistema TDMA, funcionando em
qualquer lugar do território nacional ao alcance
de operadora celular, sem as restrições de
captação de sinal do GPS (rastreamento por
satélite) e sem o risco de interferência.
O Sascar GPS oferece como itens de séries o que
os outros comercializam como opcionais: monitora conversas
no interior do veículo, corta o combustível
e a parte elétrica, impede que os carros funcionem
com ligação direta, tem dispositivo anti-seqüestro
(botão anti-pânico), alarme com sirene e aviso
sonoro para o exterior do veículo e funcionamento
durante 24 horas, independentemente da bateria do carro.
Além disso, não precisa de antena e fica oculto
dentro do automóvel.
O Sascar Celular, que está acoplado ao Sascar GPS,
foi lançado pioneiramente no País há
um ano e meio e já está instalado em 22 mil
veículos de todo o mercado nacional. A meta é
fechar 2003 com pelo menos 50 mil veículos equipados
com o produto. Segundo Jorge Baú, presidente da Sascar,
96% dos veículos roubados e furtados que tinham o
dispositivo retornaram intactos às mãos dos
proprietários.
VISÃO DE
MERCADO
Cuidados ao trabalhar com Air Bag
Com a popularização dos equipamentos
de segurança, o profissional deve ter em mente que
os cuidados com o bem do usuário e com a sua própria
segurança devem ser redobrados. Uma simples troca
de bateria pode resultar em uma detonação
do dispositivo pirotécnico de acionamento do AIR
BAG.
As orientações a seguir foram
compiladas dos manuais de serviço da VW do Brasil
e servem, de forma genérica, aos demais veículos
em produção com este dispositivo de segurança.
Até o próximo!
Paulo Roberto dos S. Poydo
& Marco Calixto Gonzaga.
Air bag- regras de segurança
· Os serviços de verificação,
montagem e reparo do Air Bag, somente, devem ser realizadas
por pessoal especializado.
* A princípio deve-se utlizar um scanner como leitor
de defeitos. De forma alguma se deve empregar lâmpada
de teste, voltímetro ou outro equipamento para verificação.
* Em trabalho de reparo do sistema deve-se desligar o cabo
massa da bateria.
* No final do reparo, ao religar a fonte de energia (bateria),
não deve haver ninguem no habitáculo do veículo,
naquele instante.
* O módulo do Air Bag deve ser montado imediatamente
após ser retirado da embalagem que o transporta.
* Não é permitido que os módulos Air
Bag sejam abandonados sem vigilância.
* Os módulos Air Bag desmontados devem ser sempre
colocados com a sua cobertura voltada para cima.
* A cobertura do módulo do volante, e a superfície
almofadada do Air Bag do lado direito do painel de instrumento,
não podem ser coladas, revestidas ou transformadas
de qualquer forma. Só podem ser limpas com um pano
sêco ou umedecido em água.
* Nenhuma das peças do sistema podem ser submetidas
a qualquer tipo de alteração.
* Os componentes do sistema que apresentarem danos não
devem ser montados novamente.
* O espaço entre os ocupantes do banco da frente
e o raio de ação do Air Bag não poderá
ser ocupado por pessoas, animais ou objetos.
Reparação de danos de um acidente: em princípio
todos os componentes do Air Bag possuem uma vida útil
de cerca de 14 anos.
Na reparação de danos de um acidente deve-se
diferenciar se houve ou não detonação
do Air Bag.
Acidente com detonação: Todos os componentes
a seguir devem ser trocados
Módulo do motorista
Módulo do acompanhante
Unidade de comando com suporte
Cinto de segurança do motorista
Cinto de segurança do acompanhante(mesmo sendo comum)
Volante
Unidade de contato
· Se numa inspeção dá como
resultado que existem danos nos componentes indicados a
seguir, os mesmos também, devem ser substituídos:
* Chicote completo do Air Bag
* Luz de advertência de defeitos
Acidente sem detonação:
Se a luz de advertência de defeito não indicar
nenhuma falha e não existirem danos visíveis
nos componentes, não há necessidade de manutenção.
Importante: Se o veículo ou alguns componentes do
sistema forem sucateados, as unidades de Air Bag devem ser
disparadas a fim de evitar acidentes.
Fonte: VW do Brasil - Manual de Serviços
MANUTENÇÃO
Novo lubrificante para motores a diesel
Na trilha do sucesso de ULTRAMAX VISCUS - que agora
inicia a conquista do mercado diesel da América latina
-, a CASTROL lança TURBOMAX GUARDIAN 3, o lubrificante
desenvolvido especialmente para atender as necessidades
de proteção de motores mais novos, com até
cinco anos de uso.
Produto desenhado e desenvolvido, etapa por etapa, sob
medida para caminhoneiros, proprietários de veículos
ainda com baixa quilometragem, TURBOMAX GUARDIAN 3 é
o resultado de dezenas de pesquisas realizadas junto a este
público, que não só apontou suas necessidades
específicas de lubrificação, como seus
anseios no que se refere a qualidade e confiabilidade.
Preocupados com a conservação de seus motores
ainda jovens, estes proprietários identificaram três
momentos crucias, onde os motores são mais exigidos
e necessitam da ação severa do óleo
lubrificante: durante as subidas e descidas, sob altas temperaturas
e na partida a frio.
Para atender as estas exigências, o Centro de Pesquisas
da CASTROL desenvolveu TURBOMAX GUARDIAN 3, cujo exclusivo
pacote de aditivos, oferece tripla ação protetora,
que atua no motor principalmente nos momentos críticos
de sua operação.

TURBOMAX GUARDIAN 3 ao lado de ULTRAMAX VISCUS consolidam
a presença da CASTROL no segmento diesel, com produtos
diferenciados e de alta tecnologia em lubrificação,
desenvolvidos especialmente para as diversas necessidades
deste mercado.
Linha Diesel Castrol
Apesar da crescente migração do mercado
diesel para os óleos multiviscosos, os monoviscosos
ainda representam parcela significativa deste segmento.
Para ela, a CASTROL lança também CDR TURBO
40, lubrificante monoviscoso que oferece maior proteção
pelo melhor preço.
A nova linha diesel CASTROL, TURBOMAX GUARDIAN 3, ULTRAMAX
VISCUS E CDR TURBO 40, pode ser encontrada em postos de
gasolina, trocas de óleo e lojas de peças
em versões 1 litro, 3 litros e 20 litros.
MECÂNICA DE RISCOS
Poluição do ar
também afeta o coração
Pesquisa do Laboratório de Poluição
Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP revela
que a mortalidade por problemas cardiovasculares cresce
até 14% em dias de inversão térmica
A
poluição atmosférica é responsável
pelo aumento no número de mortes e atendimentos por
complicações cardíacas na região
metropolitana de São Paulo. Segundo estudos do Laboratório
de Poluição Atmosférica Experimental
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(USP), o índice de mortalidade provocado por problemas
cardiovasculares tem acréscimo de até 14%
em dias de inversão térmica.
O resultado da pesquisa vem se somar aos
já conhecidos efeitos da poluição nas
vias respiratórias do paulistano. Nos dias mais poluídos,
há um aumento de 45% nos atendimentos em prontos-socorros
na capital. A maioria com bronquite ou pneumonia. Idosos,
crianças e pessoas com problemas respiratórios
crônicos são os que mais sofrem.Inicialmente,
o estudo do pesquisador-médico Chin An Lim buscava
dar seqüência a suas pesquisas sobre efeitos
da poluição no aumento da mortalidade entre
pacientes com problemas respiratórios.
Mas, para sua surpresa, o número
de atendimentos e mortes relacionados a cardíacos
era proporcionalmente maior. "Sabíamos da relação
entre poluição e problemas cardíacos,
mas não era esperada nessa proporção."Os
dados que serviram de base ao trabalho foram obtidos pela
análise do número de atendimentos a pacientes
cardíacos, na faixa etária de 45 a 80 anos,
no Instituto do Coração (Incor), nos dias
críticos de inversão térmica em 1999
- um período de dois meses, entre maio e agosto.
Londres - Um recente estudo do St. George
Hospital Medical School, em Londres, sugere que o monóxido
de carbono e outros poluentes, como o dióxido de
nitrogênio, fumaça e dióxido de enxofre,
podem ser responsáveis por um em cada 50 ataques
cardíacos.O monóxido de carbono representa
grande perigo para o coração. O gás
tóxico inutiliza a hemoglobina, cuja função
é levar o oxigênio pelo corpo. Doentes cardíacos
crônicos têm reduzido o fluxo de oxigênio
para o coração, o que pode levar a uma parada
cardíaca.
O impacto de materiais particulados e do
ozônio, este em crescimento, também tem sido
considerado como um dos fatores mais nocivos sobre a saúde
humana."A presença dos poluentes ainda é
alta, principalmente materiais particulados e ozônio."De
acordo com Lim, a propagada diminuição, pela
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb),
dos índices de monóxido de carbono não
significa que o risco à saúde esteja diminuindo.A
causa do problema está relacionada à quantidade
de veículos na metrópole.Há cerca de
6 milhões de veículos em circulação,
lançando milhares de toneladas de monóxido
de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e
de nitrogênio, aldeídos, vapores e partículas.
Os congestionamentos agravam ainda mais as emissões.
A Cetesb, responsável pelo monitoramento
dos poluentes na atmosfera, estima que cerca de 12 mil toneladas
de materiais particulados são emitidos anualmente
na cidade. Essa quantidade é lançada, principalmente,
pela fumaça preta emitida por uma frota de aproximadamente
400 mil veículos, movidos a óleo diesel, composta
por ônibus, caminhões e caminhonetes.Responsáveis
por 90% da poluição do ar da região
metropolitana de São Paulo, os cerca de 6 milhões
veículos em circulação despejam algo
em torno de 3 mil toneladas de substâncias tóxicas.
Transporte
- Ambientalistas e pesquisadores são unânimes
em apontar a deficiência dos serviços de transporte
públicos como causas do problema.Para a professora
Maria de Fátima de Andrade, do Instituto Astronômico
e Geofísico da USP, a emissão de poluentes
por veículos é um grave problema, ainda não
adequadamente tratado."O problema do monóxido
ainda não foi resolvido", afirma.
Se houvesse um serviço de qualidade,
que utilizasse mais fontes não poluentes, como metrô,
trens e ônibus a gás, o problema seria menor.
"Fizeram uma opção errada de transportes."A
demora na criação do programa de inspeção
veicular pode pôr a perder as conquistas obtidas com
a redução na emissão de poluentes por
veículos fabricados a partir de 1997 com catalisadores.
"Em breve, esses veículos estarão poluindo
muito, se não forem inspecionados", afirma Maria
de Fátima.
Já o ambientalista Délcio Rodrigues,
do Greenpeace, critica a falta de vontade política
de levar em conta os problemas ambientais no planejamento
de política de saúde e transporte.Para Rodrigues,
o avanço da Cetesb em detectar os problemas ambientais
não teve contrapartida numa ação governamental
correspondente à gravidade do problema.
O secretário de Meio Ambiente, Ricardo
Tripoli, diz que a questão foi prejudicada pela falta
de diálogo entre os poderes públicos, mas
se defende: "O governo estadual tem ampliado a rede
do metrô e está criando uma interligação
com os trens."Inspeção veicular - Para
tentar reduzir o problema, Tripoli aposta na inspeção
veicular a ser adotada em 2001.
Após quase dez anos na gaveta, o programa
foi regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito
em maio. Os governos estaduais ficaram responsáveis
pela escolha das empresas que farão a inspeção,
com supervisão e controle dos Departamentos Estaduais
de Trânsito.Todos os 11 milhões de veículos
que circulam no Estado passarão por inspeção.
Aprovados, vão receber um certificado
que os autoriza para licenciamento.Vítimas - Enquanto
a inspeção não vem, a médica
Maria Antônio Figueiredo diz que o atendimento aumentou
em cerca de 50% a partir de maio, no Hospital Menino Jesus,
onde trabalha. "As principais vítimas são
as crianças de até 3 anos."A passadeira
Santa Rodrigues da Silva, de 34 anos, já perdeu a
conta das vezes em que precisou levar sua filha Jennifer
Barraldine às pressas para o pronto-socorro. Situação
semelhante vive o enfermeiro Elaci Salles da Silva, de 31.
Seu filho Erick, de 1 ano e 8 meses, precisa de constante
socorro hospitalar.A dona de casa Raquel Cardoso dos Santos
cuida de sua prima, Laudicéia Santos, de três
meses - que tem crises há dois. "É duro
vê-la nesse estado e não poder fazer nada."
Texto: José Gonçalves Neto
MANUTENÇÃO
Carros com problemas mecânicos
causaram 27% dos acidentes com vítimas em 2002
A ABRIVE (Associação Brasileira
dos Reparadores Independentes de Veículos), por meio
da campanha Revisão preventiva já! Cuide
de seu carro, faz um alerta à população:
em 2002, 27% dos acidentes de trânsito com vítimas
no estado de São Paulo foram provocados por veículos
com problemas mecânicos e potencializados pelas más
condições das vias.
Já na cidade de São Paulo,
48% das colisões tiveram como causa defeitos nos
automóveis. Os dados são de uma pesquisa coordenada
pelo especialista em trânsito e ex-presidente da CET-SP
(Companhia de Engenharia de Tráfego), Roberto Scaringella.
Está mais que provado. O hábito de se
fazer uma revisão periódica no carro é
uma questão de cidadania. Um veículo em perfeitas
condições, aliado à direção
defensiva, poupa vidas. Além disso, o Brasil gasta
bilhões de reais, anualmente, com os acidentes de
trânsito, afirma Luiz Sérgio Alvarenga,
diretor institucional da ABRIVE.

A pesquisa, que teve como base o método
utilizado pelo Laboratório de Pesquisa de Transporte
e Estrada, da Inglaterra, ainda revelou outros dados importantes.
A maior parte dos veículos envolvidos nas colisões
possuía ano de fabricação entre 1993
e 1996. Esses carros, portanto, já estavam fora da
garantia da fábrica, o que aumenta a necessidade
de uma revisão periódica, no mínimo,
a cada oito meses.
Um outro levantamento realizado entre 1993 e 1996 pelo Instituto
Nacional de Segurança no Trânsito mostra que
o problema de carros sem manutenção, no Brasil,
é antigo. A pesquisa mapeou parte da frota circulante
no País, que na época era próxima a
20 milhões de automóveis, e constatou que
22,2% dos veículos estavam com os quatro pneus em
mau estado, 85,7% possuíam ao menos um problema na
suspensão, 72,4% tinham defeito nos freios e 37,9%
apresentavam falhas nos faróis.
INFLAÇÃO
DO CARRO
Usar o carro em São Paulo ficou 1,3% mais caro em
março
Pesquisa feita pela Agência AutoInforme aponta
aumento da "Inflação do Carro" na
cidade. IPVA e combustível representaram os maiores
gastos.
Usar
e manter o carro em São Paulo ficou 1,3% mais caro
em março. O índice é resultado da pesquisa
feita pela Agência AutoInforme, que desde dezembro
do ano passado passou a calcular o custo de uso e manutenção
do carro na cidade e a evolução desse custo
mês a mês. O novo serviço prestado pela
agência chama-se "Inflação do Carro"
AutoInforme (ICA), e pretende dar uma referência ao
consumidor sobre os gastos mensais que ele tem com o veículo.
A pesquisa - sob supervisão do instituto Franceschini
Análises de Mercado (www.franceschini.com.br) - vem
sendo feita em caráter experimental desde o início
de 2002 e desde dezembro último os preços
passaram a ser apurados e tabulados regularmente. A partir
deste mês vamos divulgar o índice da Inflação
do Carro da AutoInforme (ICA) mensalmente, nos primeiros
dias úteis do mês seguinte ao pesquisado.
Os gastos do carro são maiores nos primeiros três
meses do ano, quando o proprietário tem que pagar
o IPVA. O imposto representou em março 26% de todo
o gasto com uso e manutenção do carro, equivalente
a 1/3 do total (a maior parte do contribuinte recolhe o
IPVA em três vezes).
O aumento de 1,3% nos custos em março foram provocados
principalmente pela alta dos preços de pneus (+ 14%)
e de itens de sistema de freio, como lonas (+16%) e pastilhas
(+10%). Alguns itens, como bateria (- 8%) e gasolina (-
1,5%), tiveram queda em março, embora acumulem alta
no ano. A bateria subiu 6% de janeiro a março e a
gasolina teve alta de 10% nos três primeiros meses
do ano.
IPVA faz Inflação do Carro chegar a 52%
no ano
O imposto pesa muito no bolso do consumidor (26%) nos
três primeiros meses do ano. Com o fim do pagamento,
o índice deve cai drasticamente em abril.
O aumento do custo do uso e manutenção do
carro - a Inflação do Carro, da AutoInforme
(ICA) - foi de 52% no acumulado do ano. O excessivo aumento
é resultado do acúmulo de despesas que o dono
do carro tem nesse período, quando vence o principal
tributo estadual: o Imposto sobre Propriedade de Veículo
Automotores, o IPVA, que representa 26% das despesas totais
em janeiro, fevereiro e março.
Para cálculo da inflação, dividimos
o IPVA em três parcelas, já que essa opção
é dada pela Secretaria da Fazenda e é a mais
utilizada pelos proprietários de veículos.
Assim, o índice teve um salto de 48,6% em janeiro,
quando venceu a primeira parcela. Em fevereiro a alta foi
de 0,9%, provocada principalmente pela alta nos itens "balanceamento",
"velas" e "lona de freio".
Com o fim do pagamento do IPVA em março, a tendência
é de uma queda drástica do índice da
Inflação do Carro da Agência AutoInforme.
Metodologia
O
método utilizado na pesquisa da Inflação
do Carro da AutoInforme (ICA) é de amostragem. São
pesquisados os preços dos principais itens de uso
e manutenção do carro em todas as regiões
de São Paulo, num total de 60 estabelecimentos do
setor. A base é a categoria de carro com motor 1.0,
que é a maior parte da frota e das vendas no mercado
brasileiro.
TEM GASOLINA NOVA
CHEGANDO NO PEDAÇO
Shell lança nova gasolina no mercado
Depois de amargar seguidos prejuízos no começo
da década, quando teve de se livrar de 700 postos
suspeitos de comercializar combustível adulterado,
a Shell do Brasil lança o V-Power, gasolina que deve
consumir R$ 25 milhões em investimentos, entre marketing
e desenvolvimento. Com a assinatura da agência J.
Walter Thompson, será a maior campanha de lançamento
da companhia desde o Fórmula Shell dez anos atrás.
O V-Power é o substituto desse produto.
A meta é aumentar em até 5% o volume de vendas
da rede. Mas o maior desafio é levar a participação
do V-Power no mix da Shell para 30%, contra os atuais 15%
do Fórmula Shell. "Nosso alvo são os
clientes que já abastecem nos postos Shell, para
que possamos fidelizá-los com um produto diferenciado",
diz O gerente regional para Pernambuco, Paraíba e
Alagoas.
A fidelização desejada pela Shell poderá
desvincular, em parte, as operações da companhia
da guerra de preços dos postos brasileiros. "Ainda
estamos muito aquém do que gostaríamos em
termos de rentabilidade", afirma Bruno Motta, diretor
de marketing para a América Latina.
"Estávamos na defensiva, mas agora vamos para
o ataque", completa Motta, referindo-se às dispendiosas
ações judiciais para livrar-se dos postos
indesejáveis e investimentos em marketing para resgatar
a confiança do consumidor na qualidade dos combustíveis,
com a campanha "DNA da Shell". O executivo lembra
que essa campanha ajudou a companhia a aumentar em 7% suas
vendas, mesmo com um número menor de postos.
"Na época, a presença de combustível
adulterado no Brasil chegou a ser de 10%, segundo a ANP
(Agência Nacional do Petróleo)", diz Motta.
Toda essa gasolina adulterada fez a confiabilidade figurar
entre os primeiros fatores que influenciavam a escolha do
consumidor. "Hoje, a presença de gasolina adulterada
é de menos de 5%, o que diminui a importância
da confiabilidade na escolha da marca".
A expectativa é de que o Brasil torne-se o mercado
com maior penetração entre os quinze países
onde o V-Power é comercializado. "O consumidor
brasileiro é bastante receptivo a produtos especiais
para o automóvel", diz Peter.
A Shell conta hoje com um market share de 14,3% no Brasil,
e 17% no estado de Pernambuco e 22% em São Paulo..
O foco deve continuar sendo os centros urbanos, sem expansão,
por enquanto, no número de postos.
Como funciona a nova gasolina
Desenvolvida
no laboratório do grupo, na Inglaterra, especialmente
para o mercado brasileiro, a formulação exclusiva
da nova gasolina Shell V-Power é capaz de diminuir
o atrito entre as peças móveis do motor que
entram em contato com o combustível, conferindo maior
proteção e melhor desempenho. A redução
do atrito proporcionada pelo novo combustível faz
com que o desgaste das peças seja menor (proteção)
e, ao mesmo tempo, a energia que seria dispendida sob a
forma de atrito é melhor aproveitada, representando
um ganho no tempo de resposta em aceleração
para o motor (desempenho).
Além dos novos atributos, a gasolina Shell V-Power
tem ação detergente, evitando a formação
de depósitos e mantendo limpos os coletores, válvulas
e bicos injetores. Assim como as demais gasolinas vendidas
pela companhia, a Shell V-Power terá a procedência
garantida por meio do DNA da Shell.
Apesar de ter a mesma octanagem das gasolinas comum e aditivadas,
a Shell V-Power é, em termos de desempenho, em muitos
casos, mais eficaz do que as gasolinas premium. Isso porque
apenas 10% da frota brasileira é composta por veículos
com motores de alto desempenho e alta taxa de compressão,
que efetivamente se beneficiam do ganho de potência
proporcionado pela maior octanagem dos combustíveis
premium.
O conhecimento e a experiência acumulados em anos
de desenvolvimento de combustíveis para a Ferrari
foram decisivos para se chegar à Shell V-Power. Todo
o processo de desenvolvimento do produto levou em consideração
as características do combustível nacional,
como, por exemplo, a adição de álcool
anidro à gasolina, e as especificações
encontradas no petróleo brasileiro. "Realizamos
coleta de gasolina em diferentes refinarias da Petrobrás
e submetemos esse material a testes que identificaram o
perfil do produto utilizado no país. A partir daí,
buscamos obter os melhores componentes para adicionar à
gasolina e extrair os melhores benefícios do combustível",
afirma o chefe do Departamento de Desenvolvimento e Qualidade
de Combustíveis da Shell, Gilberto Pose.
Pose compara as propriedades da gasolina Shell V-Power
com as dos lubrificantes. "A idéia é
aumentar a lubricidade e fluidez. Quando se reduz o atrito,
dispõe-se de mais energia que vai ser aproveitada
sob a forma de desempenho do motor". Testes realizados
nos laboratórios da Shell confirmaram o ganho de
aceleração em uma prova que comparou a eficiência
do combustível da Shell com a de outro similar da
concorrência. "Houve uma resposta mais rápida
nas acelerações em ultrapassagens", afirma
Pose.
Um carro VW-Polo, com as mesmas características
dos automóveis comercializados no Brasil, foi utilizado
para conferir maior autenticidade ao teste. Pose destaca
também o poder detergente e anticorrosivo da Shell
V-Power, que dispersa a sujeira e previne a corrosão
no sistema de combustão do veículo: bombas,
filtros, mangueiras e bicos injetores.
Lançamento contará com ampla campanha
publicitária - A campanha de lançamento
da Shell V-Power é uma das maiores já promovidas
pela Shell Brasil. Com inserções nas mais
importantes redes de televisão do país, além
de propagandas em rádios, jornais, revistas, outdoors
e nos próprios postos de serviço, o investimento
em publicidade chega a R$ 18 milhões.
O filme publicitário que vai ao ar nos intervalos
de programas como o Jornal Nacional e a novela das 20h,
na rede Globo, tem 30 segundos e exibe um peixinho amarelo
que se aventura no fundo do mar. Tal como os automóveis
no trânsito, em seu percurso, o peixinho enfrenta
congestionamentos e situações que exigem maior
desempenho.
A leveza e agilidade do peixinho são fundamentais
para seu sucesso, assim como os benefícios de proteção
e potência proporcionados pela Shell V-Power são
essenciais para o melhor desempenho dos veículos.
A utilização do fundo do mar como cenário
para fazer a metáfora com o trânsito remonta
à própria origem da marca Shell, que significa
concha em inglês. Em pesquisas para adequar o filme
publicitário ao público brasileiro, a Shell
detectou que o peixe é um personagem carismático,
que tende a conquistar o consumidor.
Tarcisio Dias - Mecânica Online
ANTES DE BARRICHELLO, A SUZUKI
FOI PRIMEIRO
Suzuki encerra comercialização de automóveis
no Brasil
A desvalorização do Real e a perda
de competitividade comercial são os fatores que levaram
a encerrar a importação e comercialização
A Suzuki do Brasil Automotores Ltda., localizada em Barueri
SP, anunciou hoje, 31 de março, o encerramento
das atividades de importação e distribuição
de sua linha de automóveis no Brasil.
Para o presidente da Suzuki no Brasil, Toshio Ozawa, essa
foi uma decisão bastante penosa. "Temos muitos
consumidores no Brasil e somos gratos a eles e a todos os
que nos apoiaram e adquiriram nossos automóveis.
Por isso, relutamos muito para decidir pelo encerramento
de nossos negócios no País". Porém,
completou o presidente, "a forte desvalorização
do Real ocasionou um insustentável aumento nos custos.
A Suzuki, entretanto, faz questão de manter o respeito
que sempre teve por seus clientes e procurará minimizar
os efeitos que esta decisão possa gerar". Para
dar continuidade ao atendimento a seus consumidores, o presidente
da Suzuki no Brasil informa que manterá a assistência
técnica aos usuários de automóveis
da marca, bem como garantindo o fornecimento de peças
originais de reposição.
A importação dos veículos da marca
começou em 1991, pela então distribuidora
Suzuki do Brasil Automóveis Importação
e Exportação Ltda. A receptividade à
marca foi imediata, tanto entre o público feminino
como masculino, e em todas as faixas etárias, principalmente
do utilitário esportivo Vitara e Grand Vitara. Em
1997, por exemplo, foram vendidos mais de quatro mil carros
da marca Suzuki.
Em 2000, substituindo a então distribuidora, a Suzuki
do Brasil Automotores Ltda. iniciou as atividades de importação
e distribuição, ampliando a linha. Além
do carro-chefe, o Grand Vitara, e visando fortalecer sua
oferta para os fãs da marca, a Suzuki trouxe o XL7,
utilitário esportivo de maior porte, e o Ignis, voltado
ao público mais jovem.
A desvalorização do Real ocorrida em 2002,
e a dificuldade em manter a competitividade nos preços,
no entanto, preponderaram e levaram ao encerramento da importação
e comercialização de automóveis da
marca a partir do dia 31 de março.
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