Mecânica Online
Seu Automóvel
Edição 40 - Abril de 2003
Conteúdo básico

VAI DE ÁLCOOL OU GASOLINA? OS DOIS!
Tudo que você sempre
quis saber sobre veículos bicombustível - parte 1
A moda no setor automotivo esse ano é o motor que funciona tanto com álcool, tanto com gasolina ou mesmo com a mistura. É a tecnologia Flexfuel.

Com a alta no preço do petróleo muitos motoristas começaram a colocar uma combinação entre dois combustíveis: gasolina e álcool. O que começou no dia-a-dia ganhou dimensão na engenharia das montadoras e rapidamente os projetos para os veículos que funcionam tanto com gasolina como com álcool foram apresentados.

Ao completar 50 anos de Brasil, a Volkswagen saiu na frente e lançou o Gol Total Flex, primeiro modelo nacional a utilizar a tecnologia que possibilita o uso de dois combustíveis - seu motor funciona com álcool e/ou gasolina, garantindo flexibilidade de escolha e mais economia para o consumidor.

Mas Fiat, Chevrolet e Ford estão trabalhando forte em seu desenvolvimento para lançar suas novidades no mercado. A Fiat não perdeu tempo e lançou o Palio FlexFuel, com a mesma funcionalidade do Gol Total Flex. Acompanhe em nossa matéria um resumo sobre o que cada montadora está fazendo no campo do Flexfuel.

Gol Total Flex, primeiro carro brasileiro
que pode ser abastecido com álcool e/ou gasolina

A Volkswagen saiu na frente e lançou o Gol Total Flex, primeiro modelo nacional a utilizar a tecnologia que possibilita o uso de dois combustíveis - seu motor funciona com álcool e/ou gasolina, garantindo flexibilidade de escolha e mais economia para o consumidor.

Para o consumidor, o funcionamento do Gol Total Flex é bem simples. O motor trabalha com álcool, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção dentro de um único tanque. Por trás dessa simplicidade aparente está um poderoso programa de computador, o SFS - Software Flexfuel Sensor - que identifica e quantifica a mistura entre álcool e gasolina no tanque, usando informações recebidas de sensores que já existem em todo o sistema de injeção de combustível, entre eles: os de temperatura; velocidade; rotação e a sonda lambda localizada no escapamento. Com isso, a ECU - Unidade de Comando Eletrônico - adapta o funcionamento do motor ao combustível, mantendo a performance do veículo.

Com a adoção dessa tecnologia, o Gol - há 16 anos ininterruptos o modelo mais vendido no País - renova seu histórico de pioneirismo tecnológico, já que em 1988 foi o precursor na utilização da injeção eletrônica em carros brasileiros.

A Volkswagen é pioneira também em uma série de inovações em termos de tecnologia. Foi a primeira a adotar o sistema antitravamento de freios (ABS) em veículos nacionais, e a primeira a oferecer o catalisador como item de série em seus produtos, além de ser pioneira no desenvolvimento de motores 1.0 multiválvulas e turbo.

O Gol Total Flex que está sendo lançado é um modelo Power equipado com o motor AP 1.6, que apresenta uma potência que varia de 97 cv (gasolina) a 99 cv (álcool), dependendo do combustível utilizado. A taxa de compressão utilizada foi a mesma do motor a gasolina: 10:1. As diferenças de desempenho e dirigibilidade do carro com 100% de álcool ou 100% de gasolina são mínimas. O sistema Total Flex do Gol é fornecido pela Magneti Marelli.

Além da utilização da nova ECU, o Gol Total Flex tem alguns poucos diferenciais com relação às versões gasolina e álcool. Alguns exemplos: o Cânister, sistema de emissões evaporativas, foi trazido do carro a gasolina; o sistema de partida a frio veio do carro a álcool; o coletor de admissão foi alterado para receber partida a frio; as válvulas injetoras têm vazão ampliada; as válvulas de escape ganharam material stelite para evitar corrosão; as sedes de válvula tiveram material alterado também contra corrosão; a bomba de combustível é diferente; o comando de válvulas teve o momento de abertura e fechamento (timing) das válvulas alterado; as velas foram especialmente desenvolvidas para o novo carro e; além disso, o veículo ganhou sensor de rotação, o mesmo sistema do motor EA 111, que elimina o uso do distribuidor de ignição.

Por conta do acréscimo tecnológico que permite ao motor usar os dois combustíveis em qualquer proporção, o Gol Total Flex custará cerca de R$ 950,00 a mais do que a versão a gasolina.

A nova tecnologia deverá abrir novos mercados de exportações para a Volkswagen e para o Gol em particular, principalmente por países como China, Índia e Austrália, que já demonstram interesse no álcool como combustível. A Volkswagen é a maior exportadora de veículos do país e o Gol o modelo mais exportado da história, com mais de 320 mil unidades vendidas fora do país.

As encomendas do novo carro poderão ser feitas por meio do site da montadora www.vw.com.br

Palio Flexfuel: 2 combustíveis e o mesmo desempenho

Agora que você já sabe o que é e como funciona o sistema Flexfuel, surge a grande dúvida quanto ao desempenho do motor no momento do uso de um dos combustíveis ou mesmo da mistura.

No caso do Palio quase não se percebe a diferença entre o uso dos combustíveis. Com a combinação álcool/gasolina na mesma proporção (50%), o Palio 1.3 8 válvulas saiu-se bem. Seu comportamento mostrou-se o mesmo do motor a gasolina, sem apresentar alterações no nível de ruído, acelerações ou retomadas.

O que parecia não ser muito esperado aconteceu. Apenas com álcool o motor foi mais disposto que com gasolina. Em relação ao consumo, o Palio bicombustível quando movido apenas com álcool consome 30% a mais. De acordo com os testes realizados pela Fiat, o consumo médio ficou em torno de 11km/l, o que representa 7,7 km/l quando trocado pelo álcool. Com a mistura de ambos em quantidades iguais, o consumo ficounuma faixa intermediária, ou seja 9,35 km/l.

Vale lembrar que o consumidor só terá mais vantagem no uso do automóvel bicombustível se o litro do álcool estiver custando até 70% do preço da gasolina.

Quanto à manutenção o importante é não deixar gasolina por muito tempo no reservatório de partida a frio, pois ela pode gerar uma goma e entupir o orifício de passagem do combustível, deixando o sistema de partida a frio sem funcionar.

Ford até agora só apresentou veículos-conceito
Montadora vive grande momento com o lançamento do EcoSport e diz que desenvolvimentos ainda continuam no carro bicombustível.

Líder mundial no desenvolvimento e produção de veículos movidos a combustíveis alternativos, a Ford apresentou em 2002 três protótipos do Novo Fiesta, concebidos no Brasil, com motores Zetec RoCam 1.6 litro: o "flex-fuel", ou combustível flexível, que pode ser abastecido com álcool hidratado, gasolina ou gasolina misturada com álcool em qualquer proporção, o bicombustível, alimentado a álcool ou gás natural, e o movido a álcool hidratado. O objetivo da apresentação desses veículos-conceito foi mostrar a tecnologia disponível hoje pela empresa e a capacidade de sua Engenharia brasileira em atender futuras demandas de mercado.

Os veículos apresentados foram protótipos montados a partir do Novo Ford Fiesta e têm como proposta mostrar os avanços da Engenharia Ford nas áreas de desenvolvimento de produto e motores no Brasil. Ainda não há uma previsão para o lançamento ou mesmo produção regular desses veículos no País

Os três protótipos utilizam motor com a configuração de quatro cilindros em linha, oito válvulas, cilindrada de 1.598 cm3 e diâmetro de 82,07 mm x curso de 75,50 mm. Além deles, foram expostas também as versões do Novo Ford Fiesta com motor a gasolina pura e a diesel, desenvolvidos para exportação, e os modelos para o mercado brasileiro movidos a gasohol: o 1.0 L, de 66 cv, o 1.0 L Supercharger, de 95 cv , e o 1.6 L, de 98 CV.

Flex-fuel I (gasolina/álcool hidratado ou não) - O protótipo multicombustível é equipado com motor Zetec RoCam desenvolvido para utilizar, no mesmo tanque, tanto álcool hidratado como gasolina pura ou gasohol - gasolina misturada com álcool, como a existente no mercado brasileiro. Essa flexibilidade, além de proporcionar a vantagem de escolha do combustível disponível ou mais econômico em cada situação, simplifica o sistema de alimentação do veículo, que dispensa a instalação de compartimentos de armazenamento independentes.

Com potência de 105 cv a 5.500 rpm, e torque de 15,2 kgfm (149 Nm) a 4.500 rpm, esse motor, desenvolvido com base no motor a álcool, roda com qualquer mistura de álcool ou gasolina. Ao contrário dos sistemas antigos, que operavam com sensores instalados na linha de combustível, antes da queima, ele utiliza um sensor de pós-combustão, de resposta rápida, que avalia o nível de oxigênio resultante da queima e realimenta o módulo de injeção eletrônica com informação sobre o combustível disponível no tanque. É o mesmo sistema utilizado na Explorer Sportrac, nos Estados Unidos.

Ele funciona com taxa de compressão de 10,7:1, que resulta de uma média para a queima eficiente dos dois tipos de combustíveis. Como para a gasolina a taxa ideal de compressão fica em torno de 9,5:1 e para o álcool ela é próxima de 12,2:1, optou-se por uma taxa intermediária, com ligeira diferença para cima.

Como nos modelos a álcool comuns, trata-se de um motor com custo de produção maior, pelo tratamento necessário no tanque, linha e bomba de combustível, sistema de injeção, galerias e outros itens para resistir à agressividade quimica do etanol hidratado. No uso constante, os dois combustíveis convivem perfeitamente.

Flex-fuel II - O segundo conceito, Flex-fuel II, é um veículo bicombustível, equipado para funcionar com álcool hidratado ou a gás natural veicular (GNV). Os sistemas, instalados separadamente, permitem que o consumidor escolha o combustível mais vantajoso em termos de disponibilidade e de preço no momento do abastecimento. Para mudar o combustível utilizado, basta acionar um botão no painel. Ele dispõe também de um sistema que troca automaticamente a alimentação a gás, quando este termina, para o álcool.

Duas centrais de processamento independentes, com injetores paralelos comandados eletronicamente por válvulas solenóide, alimentam o motor com álcool ou gás.

Esse motor, que tem como base o modelo a álcool, desenvolve 109 cv a 5.500 rpm e torque de 14,48 kgfm (142 Nm) a 4.250 rpm com álcool puro hidratado. Com gás natural veicular, ele fornece a potência de 97 cv a 5.500 rpm e torque de 14,2 kgfm (139 Nm) a 4.500 rpm. A taxa de compressão é igual à do motor a álcool: 12,2:1. O gás natural se adapta bem a essa taxa alta e aceitaria taxas ainda maiores. Outra vantagem dessa combinação é eliminar a necessidade do sistema de partida a frio: o motor pode ser acionado com o gás.

Álcool hidratado - Neste momento em que se cogita a reativação no País do programa do álcool para uso veicular e inclusive a sua exportação para outros países, uma das versões apresentadas é um modelo com motor alimentado a álcool puro hidratado, com potência de 109 cv e torque de 15,71 kgfm (154 Nm) a 4.500 rpm. O uso do álcool proporciona um aumento de 11 cv em relação ao mesmo motor alimentado a gasohol, o que lhe dá um agradável desempenho esportivo. A taxa de compressão é de 12,2:1.

Requisitos do mercado - "Essas tecnologias são utilizadas em pequena escala em alguns países. Elas também sinalizam possibilidades que podem ser melhor exploradas, no médio prazo, para a utilização de fontes de energia mais limpas e eficientes", diz Luc de Ferran. "Além da questão técnica, alguns fatores contribuem para a viabilidade da aplicação em maior escala dos combustíveis alternativos".

A Ford classifica que o sucesso dessas aplicações futuras está diretamente ligado à capacidade de satisfazer às necessidades dos consumidores. O veículo precisa atender aos requisitos de desempenho, autonomia, confiabilidade, custo e disponibilidade do combustível. Teoricamente, os três primeiros pontos, no caso dos protótipos apresentados, estão satisfatoriamente equacionados. Quanto aos demais, dependem de medidas de alcance mais amplo, que incluem a própria modelagem da matriz energética e programas de incentivo governamentais.

Para ter custo mais acessível ao consumidor, os veículos com combustíveis alternativos necessitam ganhar escala. Por isso, praticamente todos os países adotam algum tipo de incentivo quando se trata de estimular o seu uso. Outro aspecto importante diz respeito à garantia de abastecimento do combustível, envolvendo toda a cadeia, desde a infra-estrutura de produção até a ampliação da rede de postos de venda. Por último, mas não menos importante, é a questão do preço. Sem oferecer algum atrativo para o consumidor nesse aspecto as chances de popularização são praticamente nulas, a não ser que se parta para outro tipo de estratégia, a da imposição legal, que embute o risco de gerar distorções no mercado.

Chevrolet avisa: quando lançarmos
o nosso bicombustível já teremos em nossa revendas para compra

Enquanto a Volkswagen lança, diz que vende, mas não vende, a Fiat lança, testa e já se prepara para a venda, a Chevrolet bate o martelo e diz: quando lançarmos o nosso carro bicombustível, já o teremos disponível em nossos concessionários para a venda diretamente com o consumidor.

Mais importante que lançar um novo veículo, ou mesmo, novas tecnolgias, a Chevrolet não pretende apenas lançar, mas sim, disponibilizar no mercado o produto no momento do lançamento para que o consumidor tenha de imediato a possibilidade de realizar sua compra.

Renault tem projeto em análise

Ainda envolvida com o seu mais recente lançamento, o Novo Renault Clio, a Assessoria de Imprensa da Renault informa que a montadora já estuda o desenvolvimento do seu veículo bicombustível, mas ainda não há qualquer definição sobre datas, modelos e lançamentos. É esperar para vermos o que vai chegar pela frente.

Tarcisio Dias - Mecânica Online

SEGURANÇA
Lançada nova versão de localizador
e bloqueador de veículos por celular e satélite
Novo dispositivo combina as duas tecnologias, com cobertura e assistência técnica em todo o território nacional e a preços mais competitivos

A Sascar acaba de lançar o Sascar GPS, dispositivo de segurança automotiva que combina aparelho celular e GPS (gerenciamento por satélite) para bloquear, rastrear e localizar veículos, em apenas 30 segundos, em todo o território nacional.

A empresa, do grupo Negresco, foi a primeira no País a lançar esse tipo de dispositivo por celular e, agora, une as duas tecnologias para oferecer ao consumidor um produto ainda mais eficaz em segurança. Com a maior rede de representantes no País, o Sascar GPS é também o único que conta com assistência técnica na maioria dos estados brasileiros.

O Sascar é o único sistema que tem cobertura nacional por celular para bloquear, rastrear e localizar veículos roubados e furtados, graças às parcerias que assinou com as operadoras de telefonia móvel TESS, BCP, ATL, TIM Maxitel, Americel e Claro Digital, que cobrem todo o País.

Maior cliente das operadoras do País em número de linhas, a Sascar habilita uma média de 600 celulares por mês com cada parceira. Outras empresas oferecem o mesmo dispositivo, mas não garantem a cobertura nacional por não terem feito parcerias com as operadoras em todas as regiões.

A combinação das duas tecnologias – celular e GPS – torna mais precisos o rastreamento e a localização dos veículos roubados. O celular permite, por exemplo, localizar veículos em áreas cobertas onde há restrições de captação do sinal do GPS. O GPS, por sua vez, permite que as transportadoras controlem suas frotas, gerenciando dentro da própria empresa a movimentação dos caminhões, seus trajetos, velocidade e localização.

Por ter seu foco na prestação de serviços e não na venda do equipamento, a Sascar consegue manter o melhor valor custo/benefício do mercado. O sistema instalado com todos os opcionais custa R$ 1.632,40, quantia bem inferior aos R$ 2.500,00 cobrados, em média, por outros sistemas de segurança automotiva. O valor da taxa de manutenção e assistência é de R$ 98,30.

Parcerias com seguradoras - A empresa também mantém parcerias com seguradoras como Marítima, Indiana, HSBC Seguros, Unibanco, Tókio Marine, Porto Seguro e Sul América. Interessadas em reduzir os índices de roubos e furtos de veículos, as seguradoras passaram a oferecer descontos nas apólices de seguros dos proprietários de veículos que instalam o Sascar.

Com tecnologia 100% nacional (patenteada no Brasil e em 16 países), utiliza o sistema TDMA, funcionando em qualquer lugar do território nacional ao alcance de operadora celular, sem as restrições de captação de sinal do GPS (rastreamento por satélite) e sem o risco de interferência.

O Sascar GPS oferece como itens de séries o que os outros comercializam como opcionais: monitora conversas no interior do veículo, corta o combustível e a parte elétrica, impede que os carros funcionem com ligação direta, tem dispositivo anti-seqüestro (botão anti-pânico), alarme com sirene e aviso sonoro para o exterior do veículo e funcionamento durante 24 horas, independentemente da bateria do carro. Além disso, não precisa de antena e fica oculto dentro do automóvel.

O Sascar Celular, que está acoplado ao Sascar GPS, foi lançado pioneiramente no País há um ano e meio e já está instalado em 22 mil veículos de todo o mercado nacional. A meta é fechar 2003 com pelo menos 50 mil veículos equipados com o produto. Segundo Jorge Baú, presidente da Sascar, 96% dos veículos roubados e furtados que tinham o dispositivo retornaram intactos às mãos dos proprietários.

VISÃO DE MERCADO
Cuidados ao trabalhar com Air Bag

Com a popularização dos equipamentos de segurança, o profissional deve ter em mente que os cuidados com o bem do usuário e com a sua própria segurança devem ser redobrados. Uma simples troca de bateria pode resultar em uma detonação do dispositivo pirotécnico de acionamento do AIR BAG.

As orientações a seguir foram compiladas dos manuais de serviço da VW do Brasil e servem, de forma genérica, aos demais veículos em produção com este dispositivo de segurança.
Até o próximo!

Paulo Roberto dos S. Poydo & Marco Calixto Gonzaga.

Air bag- regras de segurança

· Os serviços de verificação, montagem e reparo do Air Bag, somente, devem ser realizadas por pessoal especializado.
* A princípio deve-se utlizar um scanner como leitor de defeitos. De forma alguma se deve empregar lâmpada de teste, voltímetro ou outro equipamento para verificação.
* Em trabalho de reparo do sistema deve-se desligar o cabo massa da bateria.
* No final do reparo, ao religar a fonte de energia (bateria), não deve haver ninguem no habitáculo do veículo, naquele instante.
* O módulo do Air Bag deve ser montado imediatamente após ser retirado da embalagem que o transporta.
* Não é permitido que os módulos Air Bag sejam abandonados sem vigilância.
* Os módulos Air Bag desmontados devem ser sempre colocados com a sua cobertura voltada para cima.
* A cobertura do módulo do volante, e a superfície almofadada do Air Bag do lado direito do painel de instrumento, não podem ser coladas, revestidas ou transformadas de qualquer forma. Só podem ser limpas com um pano sêco ou umedecido em água.
* Nenhuma das peças do sistema podem ser submetidas a qualquer tipo de alteração.
* Os componentes do sistema que apresentarem danos não devem ser montados novamente.
* O espaço entre os ocupantes do banco da frente e o raio de ação do Air Bag não poderá ser ocupado por pessoas, animais ou objetos.

Reparação de danos de um acidente: em princípio todos os componentes do Air Bag possuem uma vida útil de cerca de 14 anos.
Na reparação de danos de um acidente deve-se diferenciar se houve ou não detonação do Air Bag.

Acidente com detonação: Todos os componentes a seguir devem ser trocados
Módulo do motorista
Módulo do acompanhante
Unidade de comando com suporte
Cinto de segurança do motorista
Cinto de segurança do acompanhante(mesmo sendo comum)
Volante
Unidade de contato

· Se numa inspeção dá como resultado que existem danos nos componentes indicados a seguir, os mesmos também, devem ser substituídos:
* Chicote completo do Air Bag
* Luz de advertência de defeitos

Acidente sem detonação:
Se a luz de advertência de defeito não indicar nenhuma falha e não existirem danos visíveis nos componentes, não há necessidade de manutenção.
Importante: Se o veículo ou alguns componentes do sistema forem sucateados, as unidades de Air Bag devem ser disparadas a fim de evitar acidentes.

Fonte: VW do Brasil - Manual de Serviços

MANUTENÇÃO
Novo lubrificante para motores a diesel
Na trilha do sucesso de ULTRAMAX VISCUS - que agora inicia a conquista do mercado diesel da América latina -, a CASTROL lança TURBOMAX GUARDIAN 3, o lubrificante desenvolvido especialmente para atender as necessidades de proteção de motores mais novos, com até cinco anos de uso.

Produto desenhado e desenvolvido, etapa por etapa, sob medida para caminhoneiros, proprietários de veículos ainda com baixa quilometragem, TURBOMAX GUARDIAN 3 é o resultado de dezenas de pesquisas realizadas junto a este público, que não só apontou suas necessidades específicas de lubrificação, como seus anseios no que se refere a qualidade e confiabilidade.

Preocupados com a conservação de seus motores ainda jovens, estes proprietários identificaram três momentos crucias, onde os motores são mais exigidos e necessitam da ação severa do óleo lubrificante: durante as subidas e descidas, sob altas temperaturas e na partida a frio.

Para atender as estas exigências, o Centro de Pesquisas da CASTROL desenvolveu TURBOMAX GUARDIAN 3, cujo exclusivo pacote de aditivos, oferece tripla ação protetora, que atua no motor principalmente nos momentos críticos de sua operação.

TURBOMAX GUARDIAN 3 ao lado de ULTRAMAX VISCUS consolidam a presença da CASTROL no segmento diesel, com produtos diferenciados e de alta tecnologia em lubrificação, desenvolvidos especialmente para as diversas necessidades deste mercado.

Linha Diesel Castrol

Apesar da crescente migração do mercado diesel para os óleos multiviscosos, os monoviscosos ainda representam parcela significativa deste segmento. Para ela, a CASTROL lança também CDR TURBO 40, lubrificante monoviscoso que oferece maior proteção pelo melhor preço.

A nova linha diesel CASTROL, TURBOMAX GUARDIAN 3, ULTRAMAX VISCUS E CDR TURBO 40, pode ser encontrada em postos de gasolina, trocas de óleo e lojas de peças em versões 1 litro, 3 litros e 20 litros.

MECÂNICA DE RISCOS
Poluição do ar também afeta o coração
Pesquisa do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP revela que a mortalidade por problemas cardiovasculares cresce até 14% em dias de inversão térmica

A poluição atmosférica é responsável pelo aumento no número de mortes e atendimentos por complicações cardíacas na região metropolitana de São Paulo. Segundo estudos do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o índice de mortalidade provocado por problemas cardiovasculares tem acréscimo de até 14% em dias de inversão térmica.

O resultado da pesquisa vem se somar aos já conhecidos efeitos da poluição nas vias respiratórias do paulistano. Nos dias mais poluídos, há um aumento de 45% nos atendimentos em prontos-socorros na capital. A maioria com bronquite ou pneumonia. Idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios crônicos são os que mais sofrem.Inicialmente, o estudo do pesquisador-médico Chin An Lim buscava dar seqüência a suas pesquisas sobre efeitos da poluição no aumento da mortalidade entre pacientes com problemas respiratórios.

Mas, para sua surpresa, o número de atendimentos e mortes relacionados a cardíacos era proporcionalmente maior. "Sabíamos da relação entre poluição e problemas cardíacos, mas não era esperada nessa proporção."Os dados que serviram de base ao trabalho foram obtidos pela análise do número de atendimentos a pacientes cardíacos, na faixa etária de 45 a 80 anos, no Instituto do Coração (Incor), nos dias críticos de inversão térmica em 1999 - um período de dois meses, entre maio e agosto.

Londres - Um recente estudo do St. George Hospital Medical School, em Londres, sugere que o monóxido de carbono e outros poluentes, como o dióxido de nitrogênio, fumaça e dióxido de enxofre, podem ser responsáveis por um em cada 50 ataques cardíacos.O monóxido de carbono representa grande perigo para o coração. O gás tóxico inutiliza a hemoglobina, cuja função é levar o oxigênio pelo corpo. Doentes cardíacos crônicos têm reduzido o fluxo de oxigênio para o coração, o que pode levar a uma parada cardíaca.

O impacto de materiais particulados e do ozônio, este em crescimento, também tem sido considerado como um dos fatores mais nocivos sobre a saúde humana."A presença dos poluentes ainda é alta, principalmente materiais particulados e ozônio."De acordo com Lim, a propagada diminuição, pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), dos índices de monóxido de carbono não significa que o risco à saúde esteja diminuindo.A causa do problema está relacionada à quantidade de veículos na metrópole.Há cerca de 6 milhões de veículos em circulação, lançando milhares de toneladas de monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e de nitrogênio, aldeídos, vapores e partículas. Os congestionamentos agravam ainda mais as emissões.

A Cetesb, responsável pelo monitoramento dos poluentes na atmosfera, estima que cerca de 12 mil toneladas de materiais particulados são emitidos anualmente na cidade. Essa quantidade é lançada, principalmente, pela fumaça preta emitida por uma frota de aproximadamente 400 mil veículos, movidos a óleo diesel, composta por ônibus, caminhões e caminhonetes.Responsáveis por 90% da poluição do ar da região metropolitana de São Paulo, os cerca de 6 milhões veículos em circulação despejam algo em torno de 3 mil toneladas de substâncias tóxicas.

Transporte - Ambientalistas e pesquisadores são unânimes em apontar a deficiência dos serviços de transporte públicos como causas do problema.Para a professora Maria de Fátima de Andrade, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, a emissão de poluentes por veículos é um grave problema, ainda não adequadamente tratado."O problema do monóxido ainda não foi resolvido", afirma.

Se houvesse um serviço de qualidade, que utilizasse mais fontes não poluentes, como metrô, trens e ônibus a gás, o problema seria menor. "Fizeram uma opção errada de transportes."A demora na criação do programa de inspeção veicular pode pôr a perder as conquistas obtidas com a redução na emissão de poluentes por veículos fabricados a partir de 1997 com catalisadores. "Em breve, esses veículos estarão poluindo muito, se não forem inspecionados", afirma Maria de Fátima.

Já o ambientalista Délcio Rodrigues, do Greenpeace, critica a falta de vontade política de levar em conta os problemas ambientais no planejamento de política de saúde e transporte.Para Rodrigues, o avanço da Cetesb em detectar os problemas ambientais não teve contrapartida numa ação governamental correspondente à gravidade do problema.

O secretário de Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, diz que a questão foi prejudicada pela falta de diálogo entre os poderes públicos, mas se defende: "O governo estadual tem ampliado a rede do metrô e está criando uma interligação com os trens."Inspeção veicular - Para tentar reduzir o problema, Tripoli aposta na inspeção veicular a ser adotada em 2001.

Após quase dez anos na gaveta, o programa foi regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito em maio. Os governos estaduais ficaram responsáveis pela escolha das empresas que farão a inspeção, com supervisão e controle dos Departamentos Estaduais de Trânsito.Todos os 11 milhões de veículos que circulam no Estado passarão por inspeção.

Aprovados, vão receber um certificado que os autoriza para licenciamento.Vítimas - Enquanto a inspeção não vem, a médica Maria Antônio Figueiredo diz que o atendimento aumentou em cerca de 50% a partir de maio, no Hospital Menino Jesus, onde trabalha. "As principais vítimas são as crianças de até 3 anos."A passadeira Santa Rodrigues da Silva, de 34 anos, já perdeu a conta das vezes em que precisou levar sua filha Jennifer Barraldine às pressas para o pronto-socorro. Situação semelhante vive o enfermeiro Elaci Salles da Silva, de 31. Seu filho Erick, de 1 ano e 8 meses, precisa de constante socorro hospitalar.A dona de casa Raquel Cardoso dos Santos cuida de sua prima, Laudicéia Santos, de três meses - que tem crises há dois. "É duro vê-la nesse estado e não poder fazer nada."

Texto: José Gonçalves Neto

MANUTENÇÃO
Carros com problemas mecânicos
causaram 27% dos acidentes com vítimas em 2002

A ABRIVE (Associação Brasileira dos Reparadores Independentes de Veículos), por meio da campanha “Revisão preventiva já! Cuide de seu carro”, faz um alerta à população: em 2002, 27% dos acidentes de trânsito com vítimas no estado de São Paulo foram provocados por veículos com problemas mecânicos e potencializados pelas más condições das vias.

Já na cidade de São Paulo, 48% das colisões tiveram como causa defeitos nos automóveis. Os dados são de uma pesquisa coordenada pelo especialista em trânsito e ex-presidente da CET-SP (Companhia de Engenharia de Tráfego), Roberto Scaringella.

“Está mais que provado. O hábito de se fazer uma revisão periódica no carro é uma questão de cidadania. Um veículo em perfeitas condições, aliado à direção defensiva, poupa vidas. Além disso, o Brasil gasta bilhões de reais, anualmente, com os acidentes de trânsito”, afirma Luiz Sérgio Alvarenga, diretor institucional da ABRIVE.

A pesquisa, que teve como base o método utilizado pelo Laboratório de Pesquisa de Transporte e Estrada, da Inglaterra, ainda revelou outros dados importantes. A maior parte dos veículos envolvidos nas colisões possuía ano de fabricação entre 1993 e 1996. Esses carros, portanto, já estavam fora da garantia da fábrica, o que aumenta a necessidade de uma revisão periódica, no mínimo, a cada oito meses.

Um outro levantamento realizado entre 1993 e 1996 pelo Instituto Nacional de Segurança no Trânsito mostra que o problema de carros sem manutenção, no Brasil, é antigo. A pesquisa mapeou parte da frota circulante no País, que na época era próxima a 20 milhões de automóveis, e constatou que 22,2% dos veículos estavam com os quatro pneus em mau estado, 85,7% possuíam ao menos um problema na suspensão, 72,4% tinham defeito nos freios e 37,9% apresentavam falhas nos faróis.

INFLAÇÃO DO CARRO
Usar o carro em São Paulo ficou 1,3% mais caro em março
Pesquisa feita pela Agência AutoInforme aponta aumento da "Inflação do Carro" na cidade. IPVA e combustível representaram os maiores gastos.

Usar e manter o carro em São Paulo ficou 1,3% mais caro em março. O índice é resultado da pesquisa feita pela Agência AutoInforme, que desde dezembro do ano passado passou a calcular o custo de uso e manutenção do carro na cidade e a evolução desse custo mês a mês. O novo serviço prestado pela agência chama-se "Inflação do Carro" AutoInforme (ICA), e pretende dar uma referência ao consumidor sobre os gastos mensais que ele tem com o veículo.

A pesquisa - sob supervisão do instituto Franceschini Análises de Mercado (www.franceschini.com.br) - vem sendo feita em caráter experimental desde o início de 2002 e desde dezembro último os preços passaram a ser apurados e tabulados regularmente. A partir deste mês vamos divulgar o índice da Inflação do Carro da AutoInforme (ICA) mensalmente, nos primeiros dias úteis do mês seguinte ao pesquisado.

Os gastos do carro são maiores nos primeiros três meses do ano, quando o proprietário tem que pagar o IPVA. O imposto representou em março 26% de todo o gasto com uso e manutenção do carro, equivalente a 1/3 do total (a maior parte do contribuinte recolhe o IPVA em três vezes).

O aumento de 1,3% nos custos em março foram provocados principalmente pela alta dos preços de pneus (+ 14%) e de itens de sistema de freio, como lonas (+16%) e pastilhas (+10%). Alguns itens, como bateria (- 8%) e gasolina (- 1,5%), tiveram queda em março, embora acumulem alta no ano. A bateria subiu 6% de janeiro a março e a gasolina teve alta de 10% nos três primeiros meses do ano.

IPVA faz Inflação do Carro chegar a 52% no ano
O imposto pesa muito no bolso do consumidor (26%) nos três primeiros meses do ano. Com o fim do pagamento, o índice deve cai drasticamente em abril.

O aumento do custo do uso e manutenção do carro - a Inflação do Carro, da AutoInforme (ICA) - foi de 52% no acumulado do ano. O excessivo aumento é resultado do acúmulo de despesas que o dono do carro tem nesse período, quando vence o principal tributo estadual: o Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotores, o IPVA, que representa 26% das despesas totais em janeiro, fevereiro e março.
Para cálculo da inflação, dividimos o IPVA em três parcelas, já que essa opção é dada pela Secretaria da Fazenda e é a mais utilizada pelos proprietários de veículos. Assim, o índice teve um salto de 48,6% em janeiro, quando venceu a primeira parcela. Em fevereiro a alta foi de 0,9%, provocada principalmente pela alta nos itens "balanceamento", "velas" e "lona de freio".
Com o fim do pagamento do IPVA em março, a tendência é de uma queda drástica do índice da Inflação do Carro da Agência AutoInforme.

Metodologia
O método utilizado na pesquisa da Inflação do Carro da AutoInforme (ICA) é de amostragem. São pesquisados os preços dos principais itens de uso e manutenção do carro em todas as regiões de São Paulo, num total de 60 estabelecimentos do setor. A base é a categoria de carro com motor 1.0, que é a maior parte da frota e das vendas no mercado brasileiro.

TEM GASOLINA NOVA CHEGANDO NO PEDAÇO
Shell lança nova gasolina no mercado

Depois de amargar seguidos prejuízos no começo da década, quando teve de se livrar de 700 postos suspeitos de comercializar combustível adulterado, a Shell do Brasil lança o V-Power, gasolina que deve consumir R$ 25 milhões em investimentos, entre marketing e desenvolvimento. Com a assinatura da agência J. Walter Thompson, será a maior campanha de lançamento da companhia desde o Fórmula Shell dez anos atrás. O V-Power é o substituto desse produto.

A meta é aumentar em até 5% o volume de vendas da rede. Mas o maior desafio é levar a participação do V-Power no mix da Shell para 30%, contra os atuais 15% do Fórmula Shell. "Nosso alvo são os clientes que já abastecem nos postos Shell, para que possamos fidelizá-los com um produto diferenciado", diz O gerente regional para Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

A fidelização desejada pela Shell poderá desvincular, em parte, as operações da companhia da guerra de preços dos postos brasileiros. "Ainda estamos muito aquém do que gostaríamos em termos de rentabilidade", afirma Bruno Motta, diretor de marketing para a América Latina.

"Estávamos na defensiva, mas agora vamos para o ataque", completa Motta, referindo-se às dispendiosas ações judiciais para livrar-se dos postos indesejáveis e investimentos em marketing para resgatar a confiança do consumidor na qualidade dos combustíveis, com a campanha "DNA da Shell". O executivo lembra que essa campanha ajudou a companhia a aumentar em 7% suas vendas, mesmo com um número menor de postos.

"Na época, a presença de combustível adulterado no Brasil chegou a ser de 10%, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo)", diz Motta. Toda essa gasolina adulterada fez a confiabilidade figurar entre os primeiros fatores que influenciavam a escolha do consumidor. "Hoje, a presença de gasolina adulterada é de menos de 5%, o que diminui a importância da confiabilidade na escolha da marca".

A expectativa é de que o Brasil torne-se o mercado com maior penetração entre os quinze países onde o V-Power é comercializado. "O consumidor brasileiro é bastante receptivo a produtos especiais para o automóvel", diz Peter.

A Shell conta hoje com um market share de 14,3% no Brasil, e 17% no estado de Pernambuco e 22% em São Paulo.. O foco deve continuar sendo os centros urbanos, sem expansão, por enquanto, no número de postos.

Como funciona a nova gasolina

             Desenvolvida no laboratório do grupo, na Inglaterra, especialmente para o mercado brasileiro, a formulação exclusiva da nova gasolina Shell V-Power é capaz de diminuir o atrito entre as peças móveis do motor que entram em contato com o combustível, conferindo maior proteção e melhor desempenho. A redução do atrito proporcionada pelo novo combustível faz com que o desgaste das peças seja menor (proteção) e, ao mesmo tempo, a energia que seria dispendida sob a forma de atrito é melhor aproveitada, representando um ganho no tempo de resposta em aceleração para o motor (desempenho).

Além dos novos atributos, a gasolina Shell V-Power tem ação detergente, evitando a formação de depósitos e mantendo limpos os coletores, válvulas e bicos injetores. Assim como as demais gasolinas vendidas pela companhia, a Shell V-Power terá a procedência garantida por meio do DNA da Shell.

Apesar de ter a mesma octanagem das gasolinas comum e aditivadas, a Shell V-Power é, em termos de desempenho, em muitos casos, mais eficaz do que as gasolinas premium. Isso porque apenas 10% da frota brasileira é composta por veículos com motores de alto desempenho e alta taxa de compressão, que efetivamente se beneficiam do ganho de potência proporcionado pela maior octanagem dos combustíveis premium.

O conhecimento e a experiência acumulados em anos de desenvolvimento de combustíveis para a Ferrari foram decisivos para se chegar à Shell V-Power. Todo o processo de desenvolvimento do produto levou em consideração as características do combustível nacional, como, por exemplo, a adição de álcool anidro à gasolina, e as especificações encontradas no petróleo brasileiro. "Realizamos coleta de gasolina em diferentes refinarias da Petrobrás e submetemos esse material a testes que identificaram o perfil do produto utilizado no país. A partir daí, buscamos obter os melhores componentes para adicionar à gasolina e extrair os melhores benefícios do combustível", afirma o chefe do Departamento de Desenvolvimento e Qualidade de Combustíveis da Shell, Gilberto Pose.

Pose compara as propriedades da gasolina Shell V-Power com as dos lubrificantes. "A idéia é aumentar a lubricidade e fluidez. Quando se reduz o atrito, dispõe-se de mais energia que vai ser aproveitada sob a forma de desempenho do motor". Testes realizados nos laboratórios da Shell confirmaram o ganho de aceleração em uma prova que comparou a eficiência do combustível da Shell com a de outro similar da concorrência. "Houve uma resposta mais rápida nas acelerações em ultrapassagens", afirma Pose.

Um carro VW-Polo, com as mesmas características dos automóveis comercializados no Brasil, foi utilizado para conferir maior autenticidade ao teste. Pose destaca também o poder detergente e anticorrosivo da Shell V-Power, que dispersa a sujeira e previne a corrosão no sistema de combustão do veículo: bombas, filtros, mangueiras e bicos injetores.

Lançamento contará com ampla campanha publicitária - A campanha de lançamento da Shell V-Power é uma das maiores já promovidas pela Shell Brasil. Com inserções nas mais importantes redes de televisão do país, além de propagandas em rádios, jornais, revistas, outdoors e nos próprios postos de serviço, o investimento em publicidade chega a R$ 18 milhões.

O filme publicitário que vai ao ar nos intervalos de programas como o Jornal Nacional e a novela das 20h, na rede Globo, tem 30 segundos e exibe um peixinho amarelo que se aventura no fundo do mar. Tal como os automóveis no trânsito, em seu percurso, o peixinho enfrenta congestionamentos e situações que exigem maior desempenho.

A leveza e agilidade do peixinho são fundamentais para seu sucesso, assim como os benefícios de proteção e potência proporcionados pela Shell V-Power são essenciais para o melhor desempenho dos veículos. A utilização do fundo do mar como cenário para fazer a metáfora com o trânsito remonta à própria origem da marca Shell, que significa concha em inglês. Em pesquisas para adequar o filme publicitário ao público brasileiro, a Shell detectou que o peixe é um personagem carismático, que tende a conquistar o consumidor.

Tarcisio Dias - Mecânica Online

ANTES DE BARRICHELLO, A SUZUKI FOI PRIMEIRO
Suzuki encerra comercialização de automóveis no Brasil
A desvalorização do Real e a perda de competitividade comercial são os fatores que levaram a encerrar a importação e comercialização

A Suzuki do Brasil Automotores Ltda., localizada em Barueri – SP, anunciou hoje, 31 de março, o encerramento das atividades de importação e distribuição de sua linha de automóveis no Brasil.

Para o presidente da Suzuki no Brasil, Toshio Ozawa, essa foi uma decisão bastante penosa. "Temos muitos consumidores no Brasil e somos gratos a eles e a todos os que nos apoiaram e adquiriram nossos automóveis. Por isso, relutamos muito para decidir pelo encerramento de nossos negócios no País". Porém, completou o presidente, "a forte desvalorização do Real ocasionou um insustentável aumento nos custos.

A Suzuki, entretanto, faz questão de manter o respeito que sempre teve por seus clientes e procurará minimizar os efeitos que esta decisão possa gerar". Para dar continuidade ao atendimento a seus consumidores, o presidente da Suzuki no Brasil informa que manterá a assistência técnica aos usuários de automóveis da marca, bem como garantindo o fornecimento de peças originais de reposição.

A importação dos veículos da marca começou em 1991, pela então distribuidora Suzuki do Brasil Automóveis Importação e Exportação Ltda. A receptividade à marca foi imediata, tanto entre o público feminino como masculino, e em todas as faixas etárias, principalmente do utilitário esportivo Vitara e Grand Vitara. Em 1997, por exemplo, foram vendidos mais de quatro mil carros da marca Suzuki.

Em 2000, substituindo a então distribuidora, a Suzuki do Brasil Automotores Ltda. iniciou as atividades de importação e distribuição, ampliando a linha. Além do carro-chefe, o Grand Vitara, e visando fortalecer sua oferta para os fãs da marca, a Suzuki trouxe o XL7, utilitário esportivo de maior porte, e o Ignis, voltado ao público mais jovem.

A desvalorização do Real ocorrida em 2002, e a dificuldade em manter a competitividade nos preços, no entanto, preponderaram e levaram ao encerramento da importação e comercialização de automóveis da marca a partir do dia 31 de março.

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