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Tecnovidade
Edição 40 - Abril de 2003
Conteúdo básico
É MAIS
QUE DEZ
Brasil sai da lista dos dez
maiores fabricantes de veículos
O Brasil saiu do grupo dos dez maiores fabricantes de veículos
do mundo. Segundo o relatório provisório da
produção mundial de automóveis de 2002,
feito pela Organização Internacional dos Fabricantes
de Veículos (OICA), o Brasil ficou no 11º lugar
no ranking dos maiores fabricantes de veículos do
mundo, com uma produção de 1.792.660 veículos
no ano passado.
Com este resultado, que representou uma queda de 1% na
produção, o país caiu uma posição
em relação ao ranking de 2001. Em 2002, o
Brasil foi ultrapassado pelo Reino Unido, que produziu 1.821.084
veículos, um desempenho 8% maior que o obtido em
2001.
O maior destaque do ranking da OICA, porém, foi
a China. O país saiu do oitavo lugar, em 2001, para
a quinta posição, no ano passado. Em 2002,
a China produziu 3.251.225 veículos, o que representou
um crescimento de 39% em apenas um ano. Já nos primeiros
lugares não ocorreram alterações. Os
Estados Unidos, com uma produção de 12.274.917
veículos, mantiveram a liderança do ranking
mundial dos países fabricantes de automóveis,
seguidos pelo Japão e Alemanha.
VEÍCULOS
BICOMBUSTÍVEL
Os desafios técnicos para os carros bicombutíveis
A moda no setor automotivo esse ano é o motor
que funciona tanto com álcool, tanto com gasolina
ou mesmo com a mistura. É a tecnologia Flexfuel.
Considerando
o desenvolvimento tecnológico atual, as dificuldades
técnicas concentram-se nas diferenças de combustível/ar,
octanagem, consumo, torque e curva de destilação
existentes entre a gasolina e o álcool, que exigem
novas soluções.
Na relação combustível/ar, para um
quilograma de ar, por exemplo, são necessários
70 g de gasolina contra 110 g de etanol. Essa relação,
que é fixa nos sistemas convencionais, torna-se uma
variável a ser medida ou inferida, para que os injetores
trabalhem com banda de vazão mais ampla.
As soluções para contornar essa diferença
incluem o uso de algoritmos de aferição da
relação combustível/ar em substituição
ao sensor da linha de combustível, sensores de oxigênio
de ativação rápida (em conjunto com
novas lógicas de inferição), injetores
com maior banda linear de operação e bombas
de combustível maiores, de baixo custo, além
de linha de combustível sem retorno, de menor custo.
A diferença de octanagem, que no etanol é
RON 108 e no gasohol fica em torno de RON 93, também
gera uma dificuldade. Para o aproveitamento ideal, o motor
teria de ter uma taxa de compressão variável,
de 9:1 para a gasolina e de 12:1 para o álcool, o
que, apesar de ser possível, não é
viável para um produto comercial.
O uso de um sistema de controle de detonação
ativo representa o melhor recurso para superar essa barreira
e otimizar o uso de álcool e gasolina no mesmo motor.
Além de reduzir o avanço da ignição
para proteger o motor, ele permite também aumentar
o avanço, procurando o seu ponto ótimo.
Quanto ao consumo, há uma diferença no calor
de combustão: ele é de 44 kJ/g na gasolina
e de 29 kJ/g no etanol. Em vista disso, os veículos
a álcool apresentam menor autonomia e exigem tanques
de combustível maiores.
Além disso, um motor na versão álcool
fornece em torno de 10% mais torque que seu equivalente
a gasolina e o conjunto motriz, de motor e transmissão,
precisa atender a essa solicitação adicional
de potência e ser adequado ao veículo. A aplicação
de algoritmos modernos, baseados em controle de torque,
pode evitar ações dispendiosas com novas transmissões
ou outros mecanismos.
Curva de destilação - Por último,
deve ser considerada também a diferença na
curva de destilação: enquanto a gasolina apresenta
uma progressão constante que varia com a temperatura,
o etanol, por ser uma substância pura, apresenta uma
curva de destilação em formato de degrau.
Isso gera dificuldades na partida e dirigibilidade a frio,
que crescem com o aumento do teor de etanol na mistura álcool/gasolina.
No mercado norte-americano, a solução adotada
envolveu a parceria com os produtores de combustível
para a distribuição de uma mistura no verão,
com 15% de gasolina (E85), e outra no inverno, com 30% de
gasolina (E70). Algoritmos que monitoram o teor de álcool
e alertam o usuário quando a temperatura ambiente
está baixa já foram aplicados e poderiam ser
também uma solução para o Brasil.
Gás natural - Os veículos a gás
natural apresentam como vantagens a alta octanagem, o custo
reduzido do combustível, a oportunidade de seu abastecimento
em casa, a disponibilidade de gasodutos para ampliação
do abastecimento de gás natural, a existência
de fontes nacionais e a redução do nível
de emissões.
As desvantagens do gás natural incluem o número
reduzido de postos de abastecimento (que também têm
custo alto de instalação), o custo mais alto
do veículo, sua autonomia e área de carga
reduzidas e o aumento do peso e volume do tanque de combustível,
que funciona com alta pressão.
Estudos constantes - A pesquisa de fontes de energia
alternativas na Ford tem como centro global seus dois Laboratórios
de Pesquisa Científica, em Dearborn, nos Estados
Unidos, e em Aachen, na Alemanha, onde aproximadamente 1.300
cientistas, engenheiros e técnicos dedicam-se diariamente
a antecipar as necessidades futuras dos consumidores, criando
soluções inovadoras para superar os desafios
técnicos e incorporá-las aos produtos e processos.
Esses estudos são alimentados, também, pelos
centros de desenvolvimento do produto da Ford ao redor do
mundo, que incluem as unidades instaladas no Brasil. O Campo
de Provas de Tatuí e a Fábrica de Motores
de Taubaté, ambos no interior de São Paulo,
têm servido de base para importantes aprimoramentos
locais que otimizaram o desempenho dos veículos Ford
nas últimas décadas, tanto no que se refere
à utilização de novos combustíveis
como à redução do consumo e do nível
de emissões. O desenvolvimento da tecnologia dos
motores a álcool é um exemplo do sucesso desse
trabalho.
MAIS BICOMBUSTÍVEL
Desenvolvimentos do Flexfuel
começou há 11 anos
Quando os primeiros carros Flex Fuel começarem a
rodar pelas ruas brasileiras, um projeto de 11 anos de pesquisa
e desenvolvimento sairá dos laboratórios da
Robert Bosch para se tornar uma realidade acessível
a um grande número de pessoas. Para os engenheiros
da Unidade de Sistema à Gasolina, responsáveis
pelo projeto, os veículos que finalmente chegam aos
motoristas brasileiros são motivo de orgulho.
"Essa
é uma tecnologia desenvolvida por brasileiros, e
que tem como principal benefício dar ao consumidor
o poder de escolher qual combustível disponível
no mercado ele deseja utilizar.
A escolha pode ter critérios como a variação
de preço ou mesmo a resposta que ele quer ter do
automóvel, mas o importante é que com o Flex
Fuel ele tem a garantia de poder escolher entre estes combustíveis,
sem danificar componentes ou prejudicar o desempenho do
veículo", afirma Besaliel Botelho, Vice-Presidente
da Unidade de Sistemas à Gasolina da Robert Bosch.
O Flex Fuel consiste em um novo conceito de injeção
e ignição eletrônica no qual um software
específico realiza de forma automática a adaptação
de todas as funções de gerenciamento do motor
para qualquer proporção de mistura de álcool
e gasolina que estejam no tanque do automóvel, fazendo-o
comportar-se como um original à gasolina ou um original
a álcool, de acordo com a predominância de
um dos dois combustíveis. A detecção
da proporção de álcool presente na
mistura é feita pelo módulo eletrônico,
através do sensor de oxigênio.
A tecnologia começou a ser desenvolvida pela equipe
de engenharia brasileira da Bosch em 1992, como resultado
de pesquisas realizadas, a partir de 1983, para o desenvolvimento
de componentes do sistema de injeção, em motores
ciclo Otto, para trabalhar com álcool.
Em 1994, os engenheiros da empresa apresentaram no Congresso
da SAE Brasil um resumo das pesquisas e os primeiros resultados
conseguidos com o protótipo Omega 2.0. O carro, que
tinha motor original a álcool, foi adaptado para
o sistema Flex Fuel e rodou um total de 165 mil quilômetros,
realizando testes até o ano 2000.
Além do Ômega, vários outros motores
e veículos foram desenvolvidos pela Divisão
de Sistemas Gasolina da Bosch e apresentados para montadoras,
governo, setor alcooleiro e imprensa, demonstrando a viabilidade
da tecnologia Flex Fuel. Exemplos são os dois veículos
que a empresa apresentou durante o Congresso SAE 2002 -
um Vectra com motor 2.2 litros, e um Polo com motor 1.6
litros - nos quais o público do evento pode testar
o sistema.
Atualmente, além de trabalhar em lançamentos
que ainda este ano estarão no mercado brasileiro,
a equipe que desenvolveu o Flex Fuel também é
procurada por especialistas de outros países interessados
em conhecer de perto a tecnologia brasileira, entre eles
o Japão e a Itália.
Mecânica Online & Imprensa Bosch
ENTREVISTA
Comprando diretamente dos Estados
Unidos
Entrevistamos
diretamente dos Estados Unidos Vítor Schwamborn,
da Alltech-On Tecnology para sabermos como realizar uma
importação de uma peça de reposição
ou mesmo performance para manter seu veículo atualizado.
1 - Para que tipo de necessidade
poderá ser utilizado o site da Alltech-on?
Atualmente os serviços da Alltech-On Technology
compreendem o fornecimento de produtos comercializados nos
EUA. Atuamos como exportadores e agentes de compra. Nosso
sistema de atendimento é sob encomenda, prestando
os serviços tanto ao consumidor final como para revendedores.
Os produtos que trabalhamos são peças automotivas
de reposição e performance, acessórios,
ferramentas especiais, eletrônicos e instrumentação
para indústria, laboratórios e hospitais.
Peças de motores e acessórios para barco e
instrumentos náuticos e aeronáuticos.
A legislação brasileira atual impede que
Pessoa Física realize a importação
e dá liberdade somente a Empresa Importadora devidamente
regulamentada. Para que possamos atender nossos clientes
no Brasil que não se caracterizam como Importadores,
o grupo Shelter Enterprises Corp. , proprietária
dos sites Askby.com da Alltech-On Technology, mantém
escritório de importação em Florianópolis
- SC para executar os processos alfandegários e liberação
de cargas. Ainda contamos com os serviços de Transportadoras
que executam a importação e entregam a mercadoria
em S.Paulo.
2 - Para que tipo de veículo e ou produtos vocês
vendem as peças?
Os veículos que podemos atender são àqueles
de fabricação Americana ( Ford, GM, Dodge,
Chrysler e Jeep), Japonesa (Mitsubishi, Nissan, Toyota e
Honda) e Européia somente os clássicos ( Mercedez
Benz, BMW, Porsh, Ferrari, Volvo e outros da VW como o Bettle,
Passat e Golf ). Peças para veiculos antigos e algumas
peças de veículos montados no Brasil que utilizam
peças fabricadas nos EUA como o Jipe Troller. Podemos
atender também peças e acessórios para
o Fusca e peças para motocicletas e motores para
barco (mariner).
Estamos pesquisando a possibilidade de fornecimento de peças
para o motor do Ford Escorte de fabricação
Argentina.
Os produtos que trabalhamos compreendem os eletrônicos
de uso doméstico, computadores, notebooks, video
games, máquinas fotográficas e filmadoras,
GPS, radios amadores, radares e detectores de radares.
3 - Mas, quanto custa trazer uma determinada peça
dos EUA e como é esse processo?
Após realizado o orçamento do preço
da mercadoria, o comprador poderá escolher um dos
4 sistemas de envio. Estas escolha depende do tipo de mercadoria,
quantidade, peso, volume, prazo de entrega e logicamente
custos.
Como exemplo um par de amortecedores Koni Sport pesam
aproximadamente 5 kg e custam na faixa de U$ 200.00. Se
utilizar a transportadora o custo do frete aéreo
até São Paulo é U$ 125.00 - inclui
todos os impostos e desembaraços.
Se utilizar a transportadora o custo do frete marítimo
até São Paulo é U$ 50.00 - inclui todos
os impostos e desembaraços.
Há disponibilidade de enviar a mercadoria por Correio
aéreo até a cidade do comprador no custo de
U$ 76.00 (neste caso a fiscalização brasileira
taxará o imposto. O imposto é de 60% do valor
declarado na Nota Fiscal para toda mercadoria acima de U$
50.00)
E há o sistema através de nosso escritório
em Florianópolis, que no caso só poderá
ser utilizado quando a carga for superior a 100kg.
4 - E como o comprador realiza o pagamento e em quanto
tempo ele estará recebendo?
Para toda solicitação de orçamento
é informado as condições de envio e
a forma de pagamento.
Segue o padrão a baixo.
As condições de frete são as que seguem:
Via transportadora (carga consolidada) até S.Paulo,
o custo do aéreo é de US$ 25.00/kg - entrega
em 10 dias aprox. O custo do marítimo US$ 10.00/kg
- entrega em 45 dias aprox. Neste custo de frete, estão
incluidos Nota Fiscal, todas as taxas e desembaraço
. De S.Paulo a outro destino o frete interno é pago
no recebimento da mercadoria.
Via correios - custo é U$ 12.00/kg para um custo
mínimo de U$ 28.00 entregue na sua cidade no prazo
de 5 dias aprox. após o despacho de
Miami (sujeito a impostos sobre o valor declarado na nota
fiscal). Para algumas peças podemos declarar valor
a baixo de U$ 50.00 para isenção de impostos.
Se taxado o imposto, incide em 60% no valor declarado.
Forma de Pagamento :
Se cartão de crédito (Visa/ Mastercard/ Amex),
o formulário de Autorização de Débito
em anexo a este e-mail deve ser preenchido e reenviado para
nós via fax: 00211-954-975-5697, juntamente com a
cópia do cartão e um documento de identidade.
Se Empresa de Remessa de Valores sugerimos ligar para UNO
Money Transfer F: 000-811-0044391 (ligação
gratuita e atendimento em português). Cobram U$ 30.00
para a remessa e nos pagam aqui no dia seguinte.
5 - O que vocês recomendam como
principal novidade no mercado americano para o nosso mercado?
Acreditamos que a carência do consumidor brasileiro
em adquirir produtos de tecnologia existentes e serviços
de qualidade seja maior do que novidades. Atualmente estamos
formando parceiria com uma empresa revendedora de peças
e despertou-se o interesse em adquirir chips de potência
no que seriam antigamente grandes carburadores. Não
é de hoje que sabemos que a eletrônica está
cada vez mais presente no desempenho dos motores. Acredito
que as novidades serão nesta forma tecnologia.
6 - A baixa do dolar facilita as compras?
O queda do dolar facilita um pouco as compras e nos deixa
um pouco otimistas. Mas para o consumidor brasileiro isso
representa muito pouco visto que o problema todo não
está no dolar mas no congelamento dos salários.
Se usarmos o IPC indice usado para formar o preço
do dolar no Brasil chegaremos a conclusão que o preço
ficará cotado acima do que hoje o dolar está
sendo negociado. Isto significa que o dolar está
em excelente cotação. O problema está
no salário.
7 - Caso a peça que o cliente procure não
esteja no site,
existe alguma outra forma para ele comprar ou mesmo procurar
por essa peça?
O serviços da Alltech-On Technology não se
restritam ao website, o que queremos divulgar são
alguns dos produtos e serviços que podemos fornecer
antes de sermos uma loja virtual. O cliente tem a disposição
qualquer outro website e revistas importadas que estão
a disposição nas principais bancas no Brasil
e Aeroportos. Ele pode solicitar por qualquer produto informando
o endereço para que possamos pesquisar o preço.
Muitos revendedores e fabricantes nos EUA não possuem
o serviço de exportação, pois o próprio
mercado americano é suficientemente grande para comprar
tudo o que é produzido aqui e ainda importar mais
da China. Há algumas marcas de produtos e acessórios
do automobilismo que possuem representação
no Brasil. Ainda assim conseguimos fazer concorrência
pagando todos os impostos e vendendo legalmente com Nota
Fiscal.
Nosso projeto futuro é comercializar produtos Brasileiros
aqui nos EUA, mas para isso precisamos encontrar bons investidores
e também encontrar bons fabricantes, que tenham razoável
capacidade industrial e equipe técnica para atender
as normas técnicas e de segurança dos produtos
norteamericanos. A não ser que forneçam matérias-prima.
Para conhecer o web site da Alltech-On visite: http://www.alltech-on.com/index-brasil.htm
Tarcisio Dias
CARRO DO ANO
Para os deficientes, Honda Civic
é o carro do Ano 2002
Em pesquisa realizada
pela Revista Nacional de Reabilitação, especializada
para portadores de deficiência, leitores elegem o
melhor carro de 2002. Referência para o mercado de
produtos e serviços para o PPD´s, a eleição
do Carro do Ano já se tornou tradição
entre os leitores da revista. Para escolher o melhor veículo,
a revista promove uma vasta pesquisa para saber qual o melhor
carro brasileiro do ponto de vista dos consumidores com
deficiência.
Segundo o diretor, editor
e criador da revista, Rodrigo Antonio Rosso,a pesquisa
também serve como referência para as montadoras
e revendedores, que norteiam seus planos de vendas, marketing
e comunicação, em função do
que o consumidor aponta nas preferências citadas.
A pesquisa para eleger
o melhor modelo em 2002 foi realizada entre os meses de
setembro e dezembro de 2002, com formulários encartados
dentro da própria revista. São avaliados critérios
como beleza, tecnologia e acessórios, conforto e
dirigibilidade, acessibilidade e transferência e espaço
interno e porta-malas, entre outros, além do atendimento
na rede concessionária.
Pela quinta vez consecutiva,
o Honda Civic foi eleito o melhor carro para o portador
de deficiência. O modelo vem, a cada pesquisa,
revelando-se como um campeão na preferência
de PPD´s. Desde a primeira edição da
pesquisa, em 1998, ficou clara a relação de
confiança entre o público portador e a montadora.
Também repetindo
a sua colocação na última pesquisa,
o Mercedez-Benz Classe A ficou em segundo lugar, ao lado
da grande novidade do mercado automobilístico de
2002, o novo Toyota Corolla. Confira abaixo o resultado
completo da pesquisa:
1º - Honda Civic
2º - Classe A/ Novo Corolla
3º- Corsa Sedan
4º - Zafira/ Parati
5º - Astra / Golfi/ Audi A3
6º - Dobló/ Picasso
7º - Peugeot 206/ Palio Weekend
8º - Santana
9º - Palio
10º - Marea/Focus
11º - Outros (Gol, Scénic, Berlingo, etc)

SALÃO DE
GENEBRA
Nos Salões internacionais,
motores turbinados são destaque
A tendência da sobrealimentação de
motores foi o destaque nos principais salões internacionais
realizados este ano, como os de Detroit e Genebra, duas
das mais tradicionais exposições do setor
automotivo mundial. A maioria dos modelos esportivos, cupês
e até sedãs de luxo apresentados pelas principais
empresas comprovaram a tendência mundial da turboalimentação,
neste início de século.
Para Celso Samea, diretor de Engenharia da Garrett do
Brasil, o grande número de automóveis equipados
com turbo observado em Genebra confirma as previsões
da empresa sobre a ampliação do uso desse
recurso para a alimentação de motores. Samea
explica que as pesquisas realizadas pelos laboratórios
da Garrett demonstram a tendência da sobrealimentação,
cujas vantagens principais são o "Downsizing",
que é o uso de motor de menor tamanho, liberando
espaço no compartimento destinado ao conjunto mecânico;
melhor desempenho, com vantagens em torque e potência;
economia de combustível e redução nas
emissões de gases que agridem o meio ambiente e,
principalmente, a camada de ozônio que protege o planeta.
Entre as novidades de Genebra, a Opel (divisão
européia da GM), apresentou o Signum Speedster Turbo,
com motor 2,0 litros, da família Ecotec. Alimentado
por sistema Garrett, tem potência de 200 cv. A velocidade
máxima do Signum Speedster Turbo é de 230
km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em apenas
4,9 segundos.
A DaimlerChrysler mostrou o novo Mercedes-Benz CL 65,
o mais potente modelo desenvolvido até hoje pela
divisão esportiva AMG. Com duas turbinas, o motor
V12, de 6,5 litros, tem 612 cv, que permite ao carro acelerar
de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Também mostrou o
PT Cruiser GT, da Chrysler, com motor turbo com 2,4 litros.
Esse mesmo recurso tecnológico foi utilizado pela
Audi, no Nuvolari quattro, que homenageia o ex-piloto italiano,
Tázio, um estudo baseado no A8. Trata-se de um cupê
de quatro lugares, com motor V10 biturbo FSI de 5 litros,
derivado do Lamborghini. É um modelo equipado com
câmbio Tiptronic (automático) de seis marchas,
que acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos.
A Audi apresentou, ainda, o utilitário-esportivo
Pikes Peak quattro, com nome de uma montanha rochosa do
Colorado. Seu motor V-8, com 4,2 litros, já testado
no RS6, é alimentado por um biturbo e tem torque
de 54 kgfm e potência de 500 cv, suficientes para
atingir 100 km/h em apenas 5 segundos recorde entre
os veículos da categoria - e à velocidade
máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente. O segredo
desse aumento de potência está na injeção
direta de combustível, princípio que ajudou
o tricampeonato da Audi em Le Mans e que logo chegará
aos modelos da marca.
COLECIONE - NÚMERO
3 E 4
Os mais inovadores do mundo
Continuando sua coleção mais dois
veículos da coleção os mais inovadores
do mundo
Lancia
Lambda (1908-1927)

A invenção do chassi monobloco
Vicenzo Lancia foi um grande inovador e a sua principal
obra foi o Lancia Lambda, um modelo equipado com um motor
muito compacto com quatro cilindros em "V"
uma estrutura original na época - com 2,2 litros
de cilindrada. Inspirado pela rigidez dos cascos dos barcos,
ele criou o primeiro chassi monobloco a que se referiu como
"casco de aço". Além disto o Lancia
Lambda contava com uma suspensão dianteira de rodas
independentes que ia contra o princípio do eixo-rígido
comum aos automóveis daquele tempo.
Citroën Traction (1934-1957)

A descoberta da tração dianteira
Os automóveis de André Citroën tinham
uma reputação de solidez e confiabilidade,
sem primarem pelo vanguardismo tecnológico até
que surgiu o Traction. Este modelo deve o seu nome à
sua tração dianteira que "puxavam"
o veículo em vez de "empurrar". Além
desta revolução o Traction contava ainda com
uma carroçaria monobloco que contrastava com o chassi
e a carroçaria separados, um solução
adoptada pela generalidade dos construtores europeus. O
sistema de suspensão abandonou o tradicional esquema
de lâminas para apresentar barras de torsão.
SEGURANÇA
E ECONOMIA
Pastilhas e lonas de freios vão durar mais
A partir do segundo semestre, diversos modelos serão
equipados com pastilhas e lonas de freios que podem durar
até 70 mil quilômetros. Com os novos componentes,
as trocas de peças dos freios poderão ser
feitas no dobro do tempo de uso normal. Esses e outros produtos
para freios serão algumas das novidades que serão
apresentadas no 6º Colloquium Internacional de Freios
& Mostra de Engenharia, em Gramado (RS), entre os
dias 7 e 9 de maio.
Segundo Flávio Marcon, um dos organizadores do evento,
promovido e realizado pela SAE Brasil, explica que o desenvolvimento
de diferentes compostos e mudanças nas variações
de tamanho das peças possibilitaram esse aumento
na durabilidade dos produtos. "Com os novos componentes,
os proprietários de veículos vão trocar
de carro antes mesmo de substituir as pastilhas e lonas,
algo não imaginado há bem pouco tempo atrás."
Outras mudanças importantes foram a adoção
de discos de freios ventilados e pastilhas com até
50 cm² de área de contato no lugar dos discos
sólidos e pastilhas de 25 cm², que equipavam
os automóveis na década de 80 e 90. Ainda
segundo Marcon, "com isso, o espaço médio
de frenagem foi reduzido e o período de troca saltou
de, em média, 10 mil a 15 mil quilômetros para
60 mil a 70 mil km."
COLECIONE - NÚMEROS
3 E 4
Os mais rápidos do mundo
Continuando sua coleção mais dois
veículos da coleção os mais rápidos
do mundo
Chevrolet Corvette

O Chevrolet Corvette é
um dos ícones da indústria automotiva americana.
A primeira geração deste modelo surgiu em
1953 como forma de responder à invasão de
automóveis esportivos europeus que conquistaram o
mercado americano.
Quase meio século depois, o Corvette vai na sua
quinta geração, nascida em 1997. Um ano depois
a gama passou a contar com um novo cabriolet e em 1999 foi
a vez de ser apresentado um coupé conversívell
(tipo Targa).
Equipado com um imponente motor V8 de 5665 cc de cilindrada
que garante uma potência de 350 cv, o Corvette tem
sido recuperado pela General Motors, que tem vindo a apostar
nele como um veículo de competição
na tentativa de dar luta ao bem sucedido Chrysler Viper.
Velocidade máxima: 281 km/h
Aceleração: 0 a 100 km/h: 4,7 s
Potência: 350 cv
Peso: 1470kg
Relação peso/potência: 4,2 kg/cv
Lamborghini Murciélago

O novo Lamborghini chama-se Murciélago Morcego
em espanhol. Adaptou o nome de um touro de liderança
que é apontado como início na origem da raça
Miura. Projetado e desenvolvido por engenheiros da Audi,
marca que passou a controlar a empresa fundada por Ferruccio
Lamborghini, prima pela pureza do design, feita de linhas
suaves, onde elementos aerodinâmicos como as tomadas
de ar para os radiadores estão camufladas no pilar
traseiro, erguendo-se quando a velocidade ou a temperatura
aumentam.
O motor V12 de 6.192 cc e 580 cv de potência que
permite ao Murciélago chegar aos 330 km/h e passar
de 0 a 100 km/h em meros 3,8 segundos, tem por base o bloco
que surgia no Diablo, tendo sido totalmente reformulado
pelos engenheiros italianos.
Velocidade máxima: 330 km/h
Aceleração: 0 a 100 km/h: 3,8 s
Potência: 580 cv
Peso: 1650 kg
| C O L E C I O
N E |
| 3 - CHEVROLET
CORVETTE |
4 - LAMBORGHINI
MURCIÉLAGO |
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| Para salvar o Wallpaper
como papel de parede em seu computador, clique na
opção desejada de tamanho de tela. Após
a abertura da tela, clique com o botão direito
sobre a nova figura e escolha a opção
Salvar como Papel de Parede |
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SÓ ANO
QUE VEM
Toyota lançará
seu 2º carro brasileiro no início de 2004
A Toyota pretende lançar no início de 2004
o seu segundo carro de passeio nacional. O modelo, batizado
de Fielder, é a versão caminhonete do sedã
Corolla. A Toyota apresentou um protótipo do Fielder
no Salão do Automóvel de São Paulo
de 2002 para fazer um estudo de aceitação.
Por meio de pesquisas com visitantes do evento e com consumidores
potenciais, a montadora achou que a caminhonete seria bem-aceita
no mercado e, por isso, decidiu produzir o carro na sua
fábrica em Indaiatuba, São Paulo, onde já
é feito o Corolla.
A Toyota estuda iniciar a produção de um
terceiro carro brasileiro até 2006. O modelo, porém,
ainda não foi definido.
SEGURANÇA,
CONFORTO E REDUÇÃO NO CONSUMO
Novas tecnologias realizam o
sonho do motorista
Na luta incessante para proporcionar segurança,
conforto e redução de consumo de combustível,
assim como desempenho e eficiência aos veículos
e, principalmente, a preservação do meio ambiente,
as empresas automotivas realizam vultosos investimentos
em tecnologias, mantêm pesquisadores em permanente
atividade e dedicam-se a estudos e testes em laboratórios
e campos de provas.
O Salão de Genebra, um dos mais tradicionais da
Europa, mostrou uma série dessas tecnologias, algumas
já em utilização e outras que irão
tornar, muito brevemente, o automóvel no instrumento
de sonhos para os usuários de todo o mundo.
Como resultado dessa busca permanente, hoje, já
é possível a segurança de air bags
frontais e laterais combinados com o programa de retenção,
motores bicombustíveis ou movidos a hidrogênio,
equipamentos de navegação que facilitam a
condução de motoristas por locais que desconhecem
e uma série de recursos impensáveis há
até poucos anos.
Cada vez mais, o câmbio CVT - A cada ano,
aumenta o número de automóveis equipados com
o sistema de transmissão CVT (transmissão
continuamente variável), basicamente composto por
duas roldanas. Uma, ligada à saída do motor
(funcionando como coroa) e a outra à transmissão
(funcionando como pinhão), para acionamento das rodas
motrizes.
Uma
correia metálica une a coroa ao pinhão que,
em função da rotação do motor,
abrem-se e fecham-se, permitindo a movimentação
do automóvel sem os trancos comuns das transmissões
mecânicas ou automáticas. Mais compactas, ocupam
menor espaço no compartimento do motor e também
são mais leves, contribuindo para a redução
de peso dos veículos.
Suas características também permitem melhor
desempenho e economia de combustível. A ZF é
uma das empresas que investem em pesquisas e desenvolvimento
do sistema CVT.
Estrutura hidroformada - Em vez de chapas estampadas
e soldadas, tubos de aço moldados mediante a injeção
de água por alta pressão. Essa tecnologia
já é aplicada pela Dana Corporation no SUV
Lincoln Navigator e na pick-up F-150, e proporciona maiores
eficiência produtiva, resistência estrutural
e menores peso e NVH (ruídos, vibrações
e asperezas).
Com turbo, motores menores e menos poluentes - Com
o emprego de carcaças de turbina divididas e associadas
à injeção direta, a tecnologia da turboalimentação
de motores vai contribuir para o processo de "downsizing"
(uso de motores menores) no mercado europeu nos próximos
três anos. Com essa tecnologia, a Garrett - maior
fabricante mundial de turboalimentadores - desenvolve um
motor de 2.0L que vai gerar cerca de 220 Nm (22 kgfm) de
torque, a apenas 1.250 rpm, o que corresponde ao aumento
de 38% do torque nessa faixa de rotação, contribuindo
para a fácil movimentação do veículo.
Isso significa que motores pequenos poderão ser usados
em carros maiores e mais pesados, com grandes vantagens
em segurança, economia de combustível e redução
do nível de emissões.
Atuadores elétricos (já usados em motores
a diesel em carros de passageiros na Europa), turbo de dois
estágios, "by-pass" no coletor de escape
e turbos com operação em temperatura de 1.000°C
na entrada da turbina são outras tecnologias com
breve utilização em grande escala pela indústria
automobilística.
Monitoramento por satélite - O monitoramento
do funcionamento de todos os componentes do motor e dos
sistemas a ele interligados é a tecnologia em desenvolvimento
pela International Engines South America, maior fabricante
de motores a diesel do Mercosul. Essa tecnologia está
em estudos simultaneamente ao novo motor eletrônico
e de injeção "common rail" que a
empresa pretende lançar no mercado brasileiro no
próximo ano.
A tecnologia de monitoramento vai facilitar que os sistemas
de diagnose das redes de assistência técnica
dos fabricantes do motor e do veículo, acompanhem
o funcionamento do motor e de outros sistemas do veículo
a ele interligados e realizem correções imediatas
com a ajuda de recursos eletrônicos. O monitoramento
via satélite também vai transmitir informações
de acidentes que venham a ocorrer com o veículo,
por intermédio da central de comando.
Segurança dos faróis direcionais - Alguns
automóveis importados e outros com lançamento
previsto para este ano contam com faróis direcionais,
que ampliam a área de iluminação e
o direcionamento do foco das luzes. Por intermédio
dessa tecnologia, os faróis direcionam a iluminação
assim que o motorista acionar a seta indicativa de direção
e girar o volante.
O Grupo Valeo já trabalha com os fabricantes de
veículos para a utilização desses revolucionários
faróis, com o objetivo de antecipar o seu lançamento
no mercado brasileiro.
Pintura de chapas antes da moldagem - A obsessão
pela eficiência está levando a engenharia automotiva
a desenvolver um processo de tratamento de chapas, aplicação
de "primer" e pintura antes da fase de estampagem.
Na fase atual do processo, existem dificuldades a serem
vencidas em algumas operações de estamparia,
que podem afetar a pintura e constituir-se numa futura fonte
de corrosão. Outro obstáculo a ser superado
é a extremidade da chapa, após o corte.
Mas especialistas do setor explicam que, no momento, essas
chapas podem ser utilizadas em partes não visíveis
dos veículos e que dentro de alguns anos as dificuldades
serão superadas e o novo processo utilizado sem restrições.
Pára-brisa anti-embaçante e outras tecnologias
- A Saint-Gobain Sekurit, uma das maiores empresas mundiais
de vidros automotivos, fabrica uma série de produtos
que começam a ser aplicados em automóveis
de luxo, como pára-brisa anti-embaçante e
acústico, vidros laminados para as janelas laterais,
e o "Aquacontrol", que evita o acúmulo
de água.
Já trazidas para o Brasil, estão em testes
por algumas fábricas de veículos. Os produtos
constituem-se em uma verdadeira revolução
no uso do vidros em automóveis que, dos 2m2 utilizados
nos modelos produzidos nos anos 50 já atingem mais
de 5m² nos atuais, além dos diferentes formatos
e tonalidades que contribuem para ampliar o visual automotivo.
PRÓXIMA
CENA
Segundo carro nacional
da Citroën chega ao mercado em junho
A empresa francesa Citroën vai começar a vender
o C3, seu segundo carro feito no Brasil, em junho. O modelo
compacto, que disputa o mesmo segmento de carros como Volkswagen
Polo e Ford Fiesta, está em produção
desde janeiro na fábrica do grupo PSA Peugeot Citroën
em Porto Real, no Rio de Janeiro.
A Citroën vem fazendo um estoque do carro para, na
época do lançamento, ter condições
de atender aos pedidos de todas as suas concessionárias.
O automóvel será equipado com motor 1.6 16v,
também feito em Porto Real, com 110cv de potência.
Segundo a Citroën do Brasil, o preço final
do veículo ainda não foi definido, mas a previsão
é de que custe entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. A montadora
pretende vender 8 mil unidades do C3 ainda em 2003.

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