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Seu Automóvel
Edição 43 - Julho de 2003
Conteúdo básico
OPINIÃO
DE QUEM ENTENDE
Mecânicos apontam as
melhores montadoras
Pesquisa aponta as melhores montadoras na opinião
dos mecânicos
A CINAU Central de Inteligência Automotiva,
instituto de pesquisa especializado no setor de reparação
automotiva e ligado ao jornal Oficina Brasil, acaba de divulgar
os resultados da 5ª edição da pesquisa
Recomendação Profissional, que aponta as melhores
montadoras do País do ponto de vista do reparador
independente. A pesquisa, anual, foi respondida por mais
de mil mecânicos, por meio de carta-resposta, Internet
e telefone.
Os mecânicos basearam-se em diversos pontos para
avaliar os fabricantes de veículos: facilidade/conveniência
para realização de seu trabalho, preço
e disponibilidade de peças de reposição,
abrangência de informações técnicas
e outros.
De acordo com Ernesto de Souza, diretor da CINAU, os mecânicos
independentes são importantes formadores de opinião
para o consumidor, que geralmente recorre a estes profissionais
antes de efetuar a compra de um veículo. Segundo
o diretor, os reparadores autônomos são responsáveis
pelo atendimento de aproximadamente 75% da frota circulante
do País cerca de 15 milhões de veículos.
Esses profissionais representam um novo paradigma
para a venda de veículos novos no mercado brasileiro,
ressalta Souza.
Para Souza, ainda, o principal objetivo da pesquisa é
chamar a atenção do mercado automotivo e da
sociedade para a importância e força do setor
independente da reparação de veículos.
Decorridos em média dois anos, os lançamentos
das montadoras têm seu período de garantia
extinto e vão parar na oficina independente, que
vive à sombra da indústria automotiva, o que
não é justo, pois é o mecânico
independente que mantém a frota brasileira circulando,
completa.
As montadoras recomendadas
Segundo os dados apurados, a Volkswagen manteve a liderança
registrada nos últimos anos do levantamento como
a marca preferida pelo reparador independente. Entretanto,
a exemplo do que ocorre no próprio mercado, sua posição
está seriamente ameaçada. A empresa ficou
com 39,7% das indicações favoráveis,
contra 50,5% do ano anterior. Ao mesmo tempo, o índice
de rejeição subiu: 7,6% em 2002 contra 7%
de 2001.
A segunda colocada na preferência do reparador independente,
General Motors, foi a montadora que registrou o maior crescimento
no índice de aprovação: subiu para
25,2%, comparado a 22,6% do levantamento anterior. Outro
aspecto positivo para a montadora foi o indicativo de rejeição,
que se manteve praticamente estável, registrando
agora 4,8% frente a 4,9% em 2001, compondo o menor índice
de rejeição entre as quatro grandes marcas
do mercado nacional.
A Fiat vem em terceiro lugar. O índice de aprovação
da marca nesta 5a. pesquisa apresentou ligeira alta, 16,6%
contra 15,7% do estudo anterior. Entretanto, o melhor resultado
para a fábrica italiana ficou registrado no índice
de rejeição, que caiu para 29% -- no levantamento
relativo a 2001 era de 36,2%, enquanto que em 2000 chegou
a 43,5%.
A Ford aparece na quarta posição, com resultado
ligeiramente positivo mas tendendo à estabilidade.
A preferência caiu, registrando agora 6,8% comparado
a 8,6% do ano anterior; em compensação a rejeição
foi reduzida, apontando 33,4% frente a 39,1% no levantamento
anterior.
Índice indica novas tendências
O estudo da CINAU incluiu também o coeficiente RO,
ou Recomendação da Oficina, que é a
diferença entre o índice de aprovação
e o de rejeição, o que permite uma análise
mais ampla e detalhada da pesquisa.
Pelo RO pode-se observar com mais clareza as marcas que
estão subindo ou descendo na preferência do
reparador. Segundo os dados divulgados, a distância
do primeiro para o segundo colocado VW para GM ,
por exemplo, caiu para 11,7 pontos. Em 2001 essa mesma diferença
era de 25,8 pontos, enquanto que em 2000 chegou a 41,8 (veja
tabela na página seguinte).
Nesta 5a. pesquisa a GM atingiu seu melhor RO em três
anos, 20,4. No levantamento anterior alcançou 17,7
e, um ano antes, 19. O RO da VW caiu: agora é de
32,1, mas na edição anterior foi de 43,5 e,
dois anos atrás, 60,8.
O fator RO da Fiat vem apresentando constante evolução
ao longo dos últimos três anos, embora o índice
permaneça negativo, ou seja, a rejeição
supera a aprovação. Mas a pesquisa aponta
tendência de reversão do quadro: hoje o RO
Fiat é de -12,4, há dois anos era de -20,5
e, três anos atrás, atingia -35,7.
O caso da Ford é semelhante, com tendência
de reversão de RO negativo, mas em ritmo bem mais
lento que a Fiat. O RO Ford aponta atualmente -26,6; nas
duas pesquisas anteriores era de -30,5 e -34,5, respectivamente.
O futuro nos números
A exemplo das edições anteriores, a CINAU
preparou um estudo de previsão de mercado para 2003
baseando-se nas estatísticas de sua pesquisa. Os
principais pontos deste relatório apostam nas seguintes
tendências:
- A GM deverá encostar na disputa pela liderança
das vendas no País;
- A Fiat tende a seguir na ponta das vendas, mas sofrendo
extrema competição, principalmente da GM;
- A Volkswagen enfrenta difícil momento frente ao
reparador, tendo seu índice de aprovação
reduzido ano a ano; com isso, deverá realizar esforço
extra com seu pacote de produtos e agressividade comercial
para evitar uma terceira colocação no ranking
geral do ano;
- A Ford deverá seguir em tendência de estabilidade,
sem grandes conquistas mas mantendo sua posição
à frente de novos concorrentes como Renault, Peugeot
e Citroën, que registram altíssimos índices
de rejeição junto aos mecânicos.
VW
Indica Não Indica RO
2002
39,7% 7,6% 32,1
2001
50,5% 7% 43,5
2000
63,4% 2,6% 60,8 |
GM
Indica Não Indica RO
2002
25,2% 4,8% 20,4
2001
22,6% 4,9% 17,7
2000
22% 3% 19 |
Fiat
Indica Não Indica RO
2002
16,6% 29% -12,4
2001
15,7% 36,2% -20,5
2000
7,8% 43,5% -35,7 |
Ford
Indica Não Indica RO
2002
6,8% 33,4% -26,6
2001
8,6% 39,1% -30,5
2000
2,6% 37,1% -34,5 |
| Coeficiente RO, ou
Recomendação da Oficina |
SUA SEGURANÇA,
NOSSA SEGURANÇA
Inspeção veicular
volta à tona
Depois de uma série de adiamentos e discussões,
o tema inspeção veicular volta à tona
com mais força. Tudo indica que a partir do ano que
vem a vistoria obrigatória começará
a ser implantada, mas ainda não há data certa.
Enquanto não se resolve o assunto, a falta de manutenção
da frota circulante continua causando acidentes, mortes
e poluindo ainda mais as grandes cidades. Acompanhe como
deverá ser feita a inspeção, qual situação
geral da frota nacional e quais os problemas que a falta
de manutenção tem causado.
Como funciona - A Inspeção Técnica
Veicular é uma vistoria obrigatória que testa
e analisa as condições de segurança
e a quantidade de gases e ruídos emitidos. Segundo
o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que
entrou em vigor em 1998, todos veículos com mais
de três anos de fabricação têm
que ser aprovados nos testes para serem licenciados. Infelizmente
passaram-se cinco anos e essa vistoria ainda não
saiu do papel, embora o governo tenha anunciado que a ITV
será implantada no próximo ano.
Dados do Detran revelam que cerca de 20% dos carros circulantes
na cidade de São Paulo não pagam IPVA nem
são licenciados. Com isso, o Estado deixa de arrecadar
cerca de R$ 2 bilhões por ano. Se esse é um
número alarmante, imagine ter anualmente cerca de
40 mil vítimas fatais em acidentes de trânsito.
Felizmente esses números tendem a cair com a implantação
da ITV no país. O dinheiro arrecadado pela inspeção
poderia ser usado na criação de campanhas
educativas sobre segurança no trânsito e investido
na melhoria das vias. Com essas medidas, o trânsito
se tornaria mais seguro e o número de acidentes seria
bem menor.
Nos Estados Unidos e na Europa, a inspeção
já é uma rotina e o assunto é tratado
com naturalidade. Esses motoristas têm consciência
de que parte da segurança das vias e estradas por
onde circulam deve-se à Inspeção Veicular.
O bem-estar também pesa nessa balança. A
verificação dos níveis de emissão
de poluentes e ruídos é importante para diminuir
o número de doenças respiratórias -
que tem maior incidência no inverno - e problemas
auditivos.
COMO FUNCIONA - A inspeção será
feita em postos autorizados (ainda não definidos)
mediante o pagamento de uma taxa obrigatória. Deve
ser feita em cerca de trinta minutos. Segundo o diretor
do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito -
Ailton Brasiliense Pires, ainda não foi definido
o valor da taxa obrigatória a ser paga no momento
da inspeção.
Segundo o Presidente do SINDIREPA - Sindicato da Indústria
de Reparação de Veículos e Acessórios
no Estado de São Paulo, Geraldo Luiz Santo Mauro,
enquanto as grandes cidades terão unidades fixas
de inspeção, serão criadas estações
móveis para atender as pequenas cidades em datas
pré-determinadas. "A inspeção
será gradativa. Primeiro serão vistoriadas
as frotas mais numerosas em estações fixas,
seguidas pelas frotas menores, em estações
móveis.
A cobrança da sociedade em relação
a acidentes ocasionados por falha mecânica está
contribuindo para a implantação da inspeção
e para a conscientização da importância
da manutenção preventiva" explicou.
Durante a vistoria serão testados itens como identificação
do veículo, carroceria, estrutura, sistema de freios,
sistema elétrico, sinalização, rodas,
embreagem, velocímetro, amortecedores, suspensão,
pneus, direção e o nível de emissão
de gases e ruídos.
Os equipamentos utilizados para a inspeção
simulam situações reais e verificam o comportamento
dos sistemas do veículo diante de cada uma delas.
Terminada a bateria de testes, o proprietário recebe
um laudo técnico com os resultados. Se aprovado,
o carro pode ser licenciado, caso contrário é
necessário fazer os devidos reparos no veículo
e levá-lo para outra inspeção.
BENEFÍCIOS - A ITV é imprescindível
para conhecer a fundo a frota do país, diminuir o
número de acidentes de trânsito e a emissão
de gases e ruídos nocivos. O número de congestionamentos
ocasionados por veículos parados na pista também
poderia ser reduzido, assim como o consumo de combustível,
já que um motor regulado consome menos. Estudos realizados
comprovam que além de falha humana e condição
da via, cerca de 27% dos acidentes com vítimas são
provocados por veículos que seriam reprovados nas
vistorias.
Além de proteger o cidadão e o eco-sistema,
a implantação da ITV aumentaria o volume de
negócios do setor automobilístico tanto para
a renovação como para a conservação
da frota. "Com a Inspeção Veicular, as
pessoas passarão a dar mais valor à manutenção
preventiva, que hoje está esquecida. Então,
para recuperar esse atraso na manutenção,
a produção e venda de autopeças tende
a aumentar no primeiro momento, mas com a longevidade das
autopeças atuais, a demanda vai caindo com o tempo",
declarou o diretor do Sindipeças, Werner Odenheimer.
A importância da Inspeção Veicular
está mobilizando setores da indústria automotiva,
como é o caso da Anfavea (Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
"Nós estamos insistindo nessa tecla, pois já
há legislação e só não
é implementada porque não há vontade.
A Inspeção Veicular vai gerar empregos, evitar
mortes... pra mim já virou questão de cidadania"
declarou o presidente da entidade, Ricardo Carvalho.
PERIGO AMBULANTE - O Brasil, um dos recordistas
em mortes no trânsito, tem uma frota circulante de
19.394.161 veículos com idade média de 9,8
anos. Estima-se que 30% dos veículos serão
reprovados na vistoria. Ao sair nas ruas nos deparamos com
vários "automóveis" que representam
um risco para os seus ocupantes, para os outros motoristas
e pedestres. De acordo com o BID (Banco Interamericano de
Desenvolvimento), os custos sociais dos acidentes de trânsito
estão estimados em 9,6 bilhões de dólares
ao ano.
"É espantoso saber que 30% dos carros que circulam
na Grande São Paulo não tem sequer a documentação
em ordem. Em que estado estarão seus freios, pneus,
amortecedores e cintos de segurança?" declarou
o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho. Um estudo realizado
em 2002 pela empresa Scaringella Trânsito tendo como
base 85 acidentes de trânsito ocorridos na Zona Norte
de São Paulo e em segmentos rodoviários sob
concessão apontou que dos carros acidentados, 86%
tinham problemas na suspensão, 72% nos freios, 48%
nas lanternas, 39% na direção, 38% nos faróis,
23% nas rodas com problemas e 22% foram flagrados com os
quatro pneus em mau estado.
Esses dados sobre a conservação da frota
se confirmam no levantamento feito pelo coordenador da Unidade
Móvel de Inspeção Técnica de
Segurança Veicular do CEFET-SP (Centro Federal de
Educação Tecnológica de São
Paulo), prof. Valter Sanches.
Dos veículos vistoriados pela unidade móvel
que a escola tem em parceria com a empresa Linces, 85% tinham
freios defeituosos, 70% estavam com o extintor vencido,
65% contavam com problemas de iluminação,
50% estavam com pneus em mau estado e 35% apresentavam problemas
na funilaria e pintura (problemas de conservação).
Muitos outros defeitos também foram encontrados.
"A frota circulante está em um estado preocupante"
declarou Sanches.
Muitas empresas já disponibilizam o serviço
de Inspeção. Esse é o caso da Monroe
e da D Paschoal. A Monroe vistoria amortecedores gratuitamente
em um banco de análise computadorizado durante pit
stops que promove em várias cidades desde 1998. Um
levantamento da empresa aponta que dos 48.965 veículos
inspecionados desde 1998, 45% (22.278 veículos) tinham
amortecedores bons, 32% (15.506 veículos) tinham
amortecedores que precisavam ser trocados e 23% (11.181
veículos) tinham amortecedores condenados.
A rede D Paschoal oferece o serviço de Inspeção
Veicular gratuita, que verifica as condições
de uso do automóvel e a necessidade de manutenção
através da análise de 50 itens, entre eles
pneus, amortecedores, molas, escapamento, bateria, suspensão
e freio.
Segundo o gerente da filial Jabaquara (SP), José
Paulo Sanches, "os problemas mais freqüentes estão
relacionados aos pneus e freios, na maioria das vezes proveniente
da falta de manutenção preventiva. De cada
dez carros, pelo menos oito tem algum problema. Alguns apresentam
o disco de freio no limite de segurança e podem causar
acidentes".
A manutenção preventiva é muito importante
e deve ser feita para manter o carro em ordem. Vale frisar
que esse tipo de manutenção é bem mais
barato que a corretiva. Lembre-se sempre que motor bem regulado
é motor mais econômico e problemas nos amortecedores,
freios e pneus são os mais comuns e os que mais provocam
acidentes.
Além do perigo de um choque entre veículos
ou atropelamentos, a probabilidade de se adquirir uma doença
respiratória ou problemas de audição
nas grandes cidades, como é o caso de São
Paulo, é muito grande. A emissão de poluentes
por veículos, por exemplo, representa 90% do total
e a quantidade de gases tóxicos no ar estão
bem acima do máximo recomendado pela Organização
Mundial de Saúde (OMS).
INSPEÇÃO VEICULAR COMEÇA NO ANO
QUE VEM
Diretor do Denatran pretende vistoriar toda a frota
nacional até o fim de 2005. Audiências para
discutir procedimentos e custos das inspeções
começam este ano.
O governo vai começar a inspeção veicular
dos automóveis brasileiros no próximo ano.
De acordo com o diretor do Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran), Ailton Brasiliense Pires, as audiências
públicas que vão definir como as inspeções
serão feitas vão comear este mês. A
primeira vai ser realizada em Brasília.
Segundo ele, a intenção do governo é
ter toda a frota nacional inspecionada até o fim
de 2005. Pires falou sobre a nova verficação
que os Detrans vão fazer nos veículos durante
o Fórum Nacional de Trânsito, esta manhã
em Brasília. O Denatran ainda não sabe quanto
vão custar as inspeções para os motoristas.
"É muito difícil dizer porque o Brasil
tem algumas cidades com milhões de carros e outras
que mal chegam a 50 mil", explicou Ailton Pires. A
intenção do órgão é que
todos os cerca de 35 milhões de veículos que
rodam no País sejam vistoriados pelo menos uma vez
por ano. O novo procedimento vai ser acompanhado de campanhas
publicitárias sobre manutenção preventiva.
Ainda de acordo Pires, os recursos arrecadados com o DPVAT
(Seguro Obrigatório) são suficientes para
que o Denatran possa fazer "muita coisa". As áreas
que envolvem projetos educacionais e de capacitação
de profissionais de trânsito devem ser priorizadas.
Além delas, o Denatran pretende investir na realização
de pesquisas. "O Brasil não tem estatísticas
confiáveis de trânsito", afirmou o diretor.
"O Denatran não fez, mas fará, finalmente,
as suas obrigações", prometeu.
LIVRO ESPERTO
Lançado livro sobre
Como Evitar Problemas na Compra do Seu Carro
À
primeira vista, os direitos do consumidor parecem inacessíveis.
De perto, porém, percebe-se que nem tudo é
culpa das leis. A falta de informação, por
exemplo, é uma das maiores barreiras para a defesa
dos nossos direitos, sobretudo quando o assunto é
a compra de um carro.
Pensando nisso, a Editora Rideel acaba de publicar o livro
Como Evitar Problemas na Compra do Seu Carro,
escrito por um profissional especializado na área
de comércio de veículos para esclarecer as
principais dúvidas no setor.
Para esclarecer as principais dúvidas no setor de
comercialização de veículos, a Editora
Rideel acaba de publicar o livro Como Evitar Problemas
na Compra do Seu Carro, escrito por um profissional
especializado.
A obra foi escrita de forma didática e de fácil
leitura, trazendo orientações muito valiosas
ao consumidor comum e aos profissionais ligados à
comercialização de veículos no país.
A obra está dividida em 19 capítulos, que
tratam de temas diversificados, como roubo, multas de trânsito,
sistemas de segurança, produção nacional,
comercialização autorizada e independente,
seguros, leilões, acessórios, adulteração
de características, documentação, além
de trazer informações úteis como cuidados
específicos, dicas de compra e os macetes utilizados
por comerciantes.
Um dos destaques do livro é a participação
ativa das mulheres entre os melhores condutores de veículos
do Brasil, impondo respeito e marcando presença pela
prudência nas ruas e avenidas.
Sobre a autor: Mauro Antonio Panni trabalha na área
de comércio de veículos no Brasil há
mais de dez anos e foi especialmente convidado para agregar
seus conhecimentos à Biblioteca de Atualidades da
Editora Rideel.
Editora: Rideel
Autor: Mauro Antonio Panni
Preço: R$ 15,00
Páginas: 136
SUA SEGURANÇA,
NOSSA SEGURANÇA
Renault convoca recall no Clio
A Renault do Brasil está convocando,
em caráter preventivo, os proprietários do
modelo Clio com numeração de chassis identificados
abaixo, para checagem e eventual substituição
da balança de suspensão dianteira.
Deverão comparecer às concessionárias
Renault os proprietários de 2.888 automóveis
produzidos entre 2002 e 2003. A chamada faz parte de um
recall mundial da marca, que envolve cerca de 20.000 veículos
em todo o mundo.
Apesar de não haver qualquer registro
de acidentes, a campanha de recall tem como objetivo, através
de checagem e eventual substituição, eliminar
o risco de quebra da balança de suspensão
dianteira que, em caso de choque nas rodas dianteiras, pode
provocar a perda de controle direcional do veículo.
O recall foi convocado após o fornecedor
da peça, a empresa ACI (Auto Chassis Internacional),
ter alertado a Renault que um dos lotes deste componente,
importado da França, estava fora da especificação.
Além de tomar conhecimento pela imprensa, todos os
clientes envolvidos receberão uma carta registrada
da empresa convidando-os a comparecer a uma concessionária
Renault para verificação e possível
substituição da peça defeituosa, gratuitamente.
A empresa também coloca à disposição
de seus clientes o telefone do Serviço de Atendimento
ao Cliente 0800-555615 e o endereço na internet www.renault.com.br.
A relação completa dos veículos é
a seguinte
Modelo: Renault Clio
Motorização: Todas
Ano de fabricação: 2002 a 2003
Números de chassi
93YBB01053J385208 a 93YBB01053J386447
93YBB01253J379841 a 93YBB01253J395019
93YBB06053J382368 a 93YBB06053J395030
93YBB06153J385036 a 93YBB06153J395028
93YBB06253J384972 a 93YBB06253J395682
93YBB0Y053J378311 a 93YBB0Y053J396342
93YLB01153J375387 a 93YLB01153J386674
93YLB01253J383498 a 93YLB01253J395015
93YLB06053J381042 a 93YLB06053J395001
93YLB06153J376975 a 93YLB06153J395031
93YLB06253J378594 a 93YLB06253J395002
93YLB06252J335577
FIQUE ATENTO
Carros baratos lideram ranking
de roubos
Ter um carro mais barato ou fora de linha de fabricação
não significa menor risco de ser alvo dos ladrões.
Entre os dez modelos mais roubados ou furtados no Estado
de São Paulo não há veículos
caros ou de luxo, segundo levantamento da Polícia
Civil.
No topo do ranking do Estado de São Paulo por exemplo,
elaborado com os dados do mês de maio, quando cerca
de 19 mil carros foram furtados ou roubados, está
o Gol, com 13% -- 2.500 unidades. Logo atrás aparecem
outros carros de marcas menos caras e três fora de
linha --Fusca, Monza e Chevette.
A preferência dos ladrões pelos carros baratos
tem uma explicação de mercado. "Os carros
mais baratos alimentam os desmanches e o comércio
clandestino de peças. O que importa para os ladrões
é a liquidez do carro no mercado", afirmou o
delegado Manoel Camassa, da Delegacia de Furtos e Roubos
de Veículos do Deic (Departamento de Investigações
sobre Crime Organizado).
O aparecimento do Fusca na quinta colocação
do ranking e a diminuição de roubos e furtos
de carros mais caros são as principais mudanças
em relação à última pesquisa,
feita em 2000.
Segundo Camassa, quadrilhas especializadas em carros mais
caros são raras. A banalização desse
tipo de crime fez com que os carros mais baratos se transformassem
no principal alvo. "Falsificar a documentação
e revendê-los, com preços atrativos, também
é mais fácil", disse.
Automóveis como BMW, Mercedes e Audi ficaram abaixo
das cem unidades roubadas ou furtadas no Estado em maio.
Além da falsa sensação de segurança,
os donos de carros mais visados levam desvantagem na negociação
do valor do seguro. No cálculo, as seguradoras levam
em consideração o risco de roubo ou furto
e o ranking das marcas prediletas dos ladrões.
Segundo Jorge Bento, vice-presidente da Sul América
Seguros e vice-presidente do Sindicato das Empresas Seguradoras
do Estado, o valor do seguro do carro popular é proporcionalmente
mais alto do que o de um veículo de luxo. "A
taxa de um Gol fica entre 6% e 7% do valor do veículo.
De um Jaguar fica em 4%. As pessoas pensam que estão
mais seguras com um carro popular. Mas isso não é
verdade."
MECÂNICA
AVANÇADA
As novidades da mecânica
na Automec 2003
A edição 2003 da Automec (Feira Internacional
de Autopeças, Equipamentos e Serviços) aconteceu
de 25 a 29 de maio no Parque de Exposições
do Anhembi, em São Paulo. A feira, que esse ano teve
sua décima edição, reuniu 1.208 expositores
de 29 países que levaram ao público participante
várias novidades do setor. Estavam em exposição
produtos para todos os gostos e necessidades. Confira abaixo
o que chamou mais a atenção.
A
apresentação de dois novos modelos da linha
de áudio automotivo da Siemens VDO foi um dos destaques.
A maior novidade dos CD players 2703 e 2803 é que
ambos reproduzem MP3 e têm a tecnologia RDS, que torna
possível ler mensagens enviadas pelas rádios
FM no display.
Os dois modelos têm a frente móvel, que se
desloca para que o usuário possa colocar o CD. Com
esse sistema, a entrada de poeira no mecanismo é
menor e os pulos - freqüentes nesse tipo de equipamento
devido à entrada de poeira no leitor - são
evitados. Esses aparelhos têm uma saída para
o kit viva voz da marca, que também foi apresentado
na Automec.
O
kit viva-voz para celular da Siemens VDO pode ser conectado
aos CD-players da marca e tem um dispositivo que faz com
que o rádio pare de tocar quando o usuário
estiver atendendo uma chamada no celular.
A conversa é transmitida pelos auto-falantes do
carro e assim que o celular for desligado, o rádio
volta a tocar. Como o microfone do viva-voz fica pendurado
na coluna do volante é possível falar no celular
sem infringir as leis de trânsito. O preço
do kit viva-voz, que já está a venda, é
R$ 200. O lançamento dos CD-players está previsto
para junho e o preço estimado é R$ 1.000.
O sensor de estacionamento Parking Aid da Delphi foi lançado
na Automec para auxiliar o motorista na hora das manobras.
Através de microondas, o sensor de estacionamento
identifica objetos localizados fora do campo de visão
do motorista na hora de estacionar. O sensor é acionado
quando a marcha à ré é engatada e,
quando algum obstáculo é detectado em um raio
de 15 a 70 centímetros, é emitido um aviso
sonoro. O sensor pode ser aplicado a qualquer modelo que
possua pára-choques de plástico e não
é necessário fazer nenhuma perfuração
para a instalação do mecanismo. O produto
já está à venda no mercado nacional
e custa R$ 320 para os revendedores.
Para
tornar as horas no trânsito mais divertidas para os
passageiros, a Visteon levou à feira o Family Entertainment
System, um aparelho para entretenimento de quem fica no
banco traseiro.
O produto é o único do mercado com tela totalmente
nacionalizada e chamou a atenção com seu display
colorido LCD 7", controle de direcionamento de áudio,
painel basculante para ajustar a melhor visualização,
fone de ouvido e controle remoto. O FES chega ao mercado
em julho e seu preço sugerido é de R$ 3.000.
Itens simples, mas fundamentais também tiveram destaque
na Automec. Esse é o caso da palheta Cibiè
Smart, lançada pelo grupo Valeo. A palheta tem um
selo indicador de desgaste que pode ser visto pelo motorista
através do pára-brisa. O selo indicador muda
da cor preta para a amarela conforme o desgaste. Quando
a cor ficar amarela significa que está na hora de
substituir a palheta. O produto chega ao mercado para alertar
a necessidade da troca periódica da palheta, hábito
que os motoristas brasileiros não têm. As palhetas
Cibié Smart já estão à venda
em lojas de autopeças e supermercados e custam cerca
de R$ 15 o par.
A fabricante de filtros automotivos MANN+HUMMEL levou à
Automec duas novidades, o filtro bicombustível e
filtro design. O filtro bicombustível foi desenvolvido
para ser utilizado com gasolina, álcool ou qualquer
mistura dos dois combustíveis. O sistema de vedação
entre o elemento filtrante e a tampa 100% nacional é
capaz de suportar a corrosão provocada pelos combustíveis.
O filtro bicombustível já equipa o Gol Total
Flex. Já o filtro design é um filtro de ar
que além sua função original, serve
de tampa de cobertura do motor e atenuador de ruído.
O filtro design faz com que os componentes tenham uma integração
maior. Atualmente é utilizado nos VW Golf e Polo.
Quem
visitou a exposição também pôde
conferir de perto quatro clássicos da indústria
automotiva mundial. A Dana, que completa seu primeiro centenário
em 2004 levou à Automec um Ford Thunderbird 1955,
um Jaguar XK 120 ano 1953, um Chevrolet Bel Air e um BMW
600.
A mostra de carros históricos faz parte dos programas
culturais desenvolvidos pela Dana, a parceria estabelecida
com o Museu de Tecnologia da Universidade Luterana do Brasil
(ULBRA), que detém um dos mais importantes acervos
automobilísticos da América Latina.
LUTANDO PELOS
DIREITOS
Portadores de deficiência
física - As dificuldades para dirigir
Se utilizar o transporte público é
uma tarefa árdua para um deficiente físico,
conseguir um carro adaptado não é menos complicado.
O problema começa na hora de tirar a Carteira Nacional
de Habilitação. Nem todas as auto-escolas
operam com veículos adaptados para deficientes dos
membros inferiores e o exame tem apenas um ponto diferente
das habilitações normais: três médicos
examinam a extensão da deficiência e a desenvoltura
do candidato com as adaptações.
Aprovado na auto-escola, o deficiente físico receberá
um laudo determinando o tipo de deficiência física
e o tipo de veículo com as características
especiais necessárias que está apto a dirigir
- esses dados constarão na Carteira de Habilitação.
Câmbio automático e direção hidráulica
são considerados características especiais
(como nos casos de portadores de LER, que não podem
operar câmbios manuais).
Chega-se, então, à segunda etapa da árdua
tarefa: obter um carro adaptado.
Embora tenha direito a isenções fiscais na
compra do veículo novo, há uma grande burocracia
a ser cumprida antes de conseguir o desconto. Só
pode fazer uso do benefício quem tiver autorização
do Detran, que deve ser levada ao escritório da Receita
Federal (para isenção do IPI) e da Secretaria
da Fazenda (para o ICMS).
Na compra de veículos populares com motor 1.0, a
isenção é do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), que fica em uma média de
10%, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS). Acima desta motorização,
não há isenção de ICMS, mas
a média do IPI sobe para 25%, resultando em um desconto
maior no preço final.
O deficiente também pode ser isento do pagamento
de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF),
ao financiar a compra de um veículo novo de fabricação
nacional e potência de até 127 cavalos. A isenção
deve ser obtida junto ao Departamento de Trânsito
onde residir em caráter permanente - será
emitido um laudo de perícia médica especificando
o tipo de defeito físico e a total incapacidade para
dirigir veículos convencionais.
Depois de receber o veículo, o proprietário
deficiente físico se compromete a ficar com ele por
pelo menos três anos, sob pena de ter que pagar todos
os impostos descontados.
Dentre as montadoras nacionais, a Fiat, através
de seu programa Autonomy, lançado em 1996, oferece
a adaptação de veículos para uso por
deficientes físicos dos membros inferiores. Todos
os carros são oferecidos com garantia de fábrica.
A Volkswagen tem o Programa Mobilidade, parceria da montadora
com a concessionária Cavenaghi, por meio do qual
também são oferecidos veículos adaptados
com garantia de fábrica. O programa Autonomy funciona
em conjunto com três Detrans equipados com centros
especialmente desenvolvidos para facilitar a habilitação
de motoristas portadores de deficiência física.
Os três centros oferecem um simulador de direção,
que auxilia na avaliação da capacidade psicomotora
do condutor por meio de testes específicos. O Centro
de Mobilidade de São Paulo conta, ainda, com um modelo
adaptado para que o portador de deficiência física
possa realizar tanto os exames simulados quanto a prova
prática de direção.
Há, ainda, concessionárias - como a Chevrolet
Dutra Veículos (na unidade da av. Guilherme Cotching,
1874, Vila Maria) -, que dispõem de show-room exclusivo
com atendimento especial e infra-estrutura adequada aos
portadores de deficiência física. Essas concessionárias
realizam as adaptações necessárias
nos veículos e oferecem garantia pelos serviços
executados.
PASSO-A-PASSO PARA A OBTENÇÃO DE ISENÇÃO
Documentos a ser apresentado ao posto da Receita Federal.
IPI - São isentos do IPI os automóveis
de passageiros e os veículos de uso misto, de fabricação
nacional, movidos a qualquer combustível, classificados
na posição8703 da TIPI - Tabela do IPI, que
apresentem características especiais e sejam adquiridos
por pessoas portadoras de deficiência física
que as impossibilite de conduzir veículos comuns
(Lei nº 8989/95/ restaurada pela Lei nº 10.182/01
e Instrução Normativa nº 293/2003). Este
beneficio vigorará até 31/12/2003 (Lei n°
10.182, de 12.02.2001).
- Laudo de Perícia Médica (via original).
- Carteira de Identidade e Cadastro de Pessoa Física
(CPF) - cópia autenticada.
- Carteira Nacional de Habilitação (cópia
autenticada) constando a necessidade de utilização
do veículo especial ou adaptado ou Termo de Responsabilidade
com prazo de 180 dias caso não possua Carteira Nacional
de Habilitação.
- Comprovante de residência (cópia autenticada).
- Comprovação de quitação de
tributos e contribuições federais.
- Requerimento Específico, em três vias.
ICMS - Ficam isentas do ICMS as saídas internas
e interestaduais de veículo novo, com motor até
127 HP de potência bruta (SAE), que se destinar a
uso exclusivo do adquirente, paraplégico ou portador
de deficiência física, impossibilitado de usar
modelos comuns, nos termos estabelecidos na legislação
estadual. Este benefício produzirá efeitos
em relação aos pedidos protocolados até
30/04/2004, cuja saída de veículo ocorra até
31.06.2004 (Convênio nº35, de 23/07/99, prorrogado
pelo Convênio ICMS 21, de 15/03/2002.
- Requerimento de isenção, conseguido no
próprio posto ou na concessionária.
- O original e uma cópia autenticada do laudo médico
do Detran.
- Cópias autenticadas do CIC, RG, comprovante de
residência e carteira de habilitação
(se não tiver a carteira, o procedimento é
o mesmo da isenção de IPI).
- Carta de Repasse de Tributos, fornecida pela própria
autorizada.
IPVA - "A isenção de IPVA está
em vigor sem limitação de potência ou
combustível para automóveis de passageiros
nacionais de propriedade de portador de deficiência
física. Poderá ser utilizado uma única
vez a cada três anos e obtida após o veículo
estar documentado". Fonte: IPVA - Isenção
- Site da Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de
São Paulo.
- Cópia autenticada do Laudo Médico do Detran;
- Cópia da Carteira Nacional de Habilitação
ou Requerimento
- Requerimento Específico
- Certidão Negativa de débitos com a Fazenda
Estadual.
- Comprovante de residência;
- Nota fiscal de compra do veículo e nota fiscal
de adaptação;
- Cópia autenticada do R.G. e C.P.F.
IOF - IOF é o Imposto sobre Operações
de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a
Títulos ou Valores Mobiliários. "É
isenta de IOF a operação de crédito
para aquisição de automóvel de passageiros,
de fabricação nacional, com até 127
HP de potência bruta (SAE), na forma do Artigo 72
da Lei nº 8.383 de 30/12/1991". O benefício
é válido para portadores de deficiência
física que nunca tenha solicitado e obtido isenção
de IOF. Fonte: IOF - Decreto nº 4494 de 04/12/2002.
- Requerimento de isenção do IOF, em duas
vias, conforme modelo que deve ser obtido junto à
Receita Federal.
- Mesma documentação exigida para isenção
do IPI.
Para mais informações acesse:
http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenIpiDefiFisico.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2003/in2932003.htm
(aqui obtém-se o formulário para requerimento
de isenção de IPI)
Fonte: Webmotors
DE OLHOS BEM ABERTOS
Saiba como escolher seu alarme
Um dos dispositivos de segurança automotiva
mais procurados pelos proprietários de veículos
é o alarme, que se multiplica em marcas, modelos
e funções, muitas vezes dificultando a escolha.
A equipe de Pós-Vendas da Positron, marca líder
do mercado de acessórios, tem algumas dicas que podem
fazer a diferença na hora de escolher o modelo mais
apropriado para seu carro.
Do simples ao sofisticado
Existem no mercado dispositivos básicos de qualidade
que oferecem as principais funções de segurança
e costumam ter um preço acessível. Se você
está procurando esse tipo de sistema é só
ficar atento nas características do produto: o alarme
deve monitorar interruptores de portas, capô, porta-malas
e ignição; sensor de ultra-som para disparar
ao detectar algum movimento interno no veículo; saída
para bloqueio do motor de partida.
Para o seu conforto e comodidade, existem funções
agregadas ao alarme que podem trazer benefícios ao
proprietário, como o travamento de portas e subida
de vidros ao acionar o alarme (desde que o veículo
possua estes acessórios); a função
localizador, que pode ser usada em estacionamentos para
encontrar o carro, piscando as setas ao pressionar o botão
do chaveiro; e a função pânico, em que
o motorista pode fazer disparar o alarme quando sentir alguma
situação de risco.
Os modelos intermediários costumam contar ainda
com as opções de trava automática -
trava e destrava as portas ao ligar e desligar a chave de
ignição; reativação automática
- reativa o alarme após 30 segundos em caso de desativação
acidental; check control - aviso pelo LED (sinal luminoso),
a meio brilho, de que a porta, capô ou porta-malas
estão abertos no momento da ativação;
e relatório por LED - indica a entrada que causou
o último disparo.
É importante destacar que há proprietários
que deixam de utilizar o alarme por medo de serem alteradas
as características originais do veículo e
danificar algum outro componente, mas existem alguns modelos
dedicados para veículos mais populares que possuem
preparação adequada para garantir a originalidade
do veículo, o que facilita e traz segurança
na instalação destaca André Betarello,
supervisor de Pós-Vendas da Positron.
Quem quer investir um pouco mais pode optar por um produto
top de linha, como o PX2000, que além das funções
já citadas, costumam oferecer itens de conforto.
Nesse tipo de dispositivo, além de ser possível
acrescentar um sinalizador de velocidade, que evita multas,
até o controle do som é ativado ou desativado
pelo controle do alarme. Além dos que querem um sistema
de grandes recursos, um alarme como esse ajuda bastante
as famílias em dias de chuvas ou de compras no supermercado,
por exemplo, em que a pessoa consegue destravar a porta
do carro e até abrir o porta-malas com um toque no
chaveiro, acrescenta André.
Instalação - A escolha da loja de
instalação também é um fator
imprescindível para não ter dores de cabeça.
A indicação de amigos é sempre
uma segurança a mais para o bom funcionamento do
alarme, lembra André.
Após a instalação siga algumas dicas:
peça ao vendedor um teste do produto, demonstrando
todas as funções do alarme; acompanhe o manual
do produto e confira se todos os interruptores estão
ligados e se os chaveiros estão gravados; guarde
o chaveiro reserva junto com a chave reserva; e fale com
o instalador para ele mostrar onde foi instalada a chave
master e como desativar o alarme sem controle. O fabricante
oferece garantia de seu produto e é importante que
o consumidor negocie com a loja a garantia da instalação,
acrescenta André Betarello.
Assistência Técnica e garantia
Fatores decisivos na hora de escolher seu alarme são
os serviços oferecidos pelos fabricantes. Prazo de
garantia do produto e uma assistência técnica
ágil são importantes para garantir a satisfação
do cliente. A central de atendimento é muito
importante para que o cliente tenha o respaldo da fábrica
em qualquer situação, completa André.
Mais informações - Se você tem mais
alguma dúvida, a Positron conta com a Central de
Atendimento Técnico 0800 880 1400 (de segunda a sexta-feira,
das 8h às 19h, e sábados, das 8h às
13h).
MECÂNICA
QUASE CASEIRA
Como rodar tranqüila sem
entender (quase) nada de carro
Mesmo as mulheres que não gostam de carro, algumas
vezes são obrigadas a tomar certas atitudes. Um pneu
furado, um mecânico falando coisas incompreensíveis,
uma pequena colisão, um frentista perguntando sobre
a gasolina ou o óleo...
Selecionamos dez situações bastante comuns
e damos as dicas de como se safar bem em cada uma delas.
Um guia para aquelas que não se interessam pelo assunto,
mas não passam por tontas no trânsito, nos
postos e nas oficinas.
1. Fique atenta na hora de abastecer
Afinal, qual a diferença entre gasolina comum e aditivada?
É simples. A última contém dispersantes
e detergentes que ajudam a reduzir a carbonização
interna do motor, ou seja, uma crosta de combustível
que se forma com o passar do tempo. Fique atento: desconfie
dos postos onde o preço dos dois tipos de gasolina
é quase o mesmo, pois a aditivada é sempre
um pouco mais cara que a comum.
A escolha do posto de abastecimento exige atenção
redobrada, já que alguns deles adicionam quantidades
superiores de álcool - ou até de água
- do que as permitidas por lei (20%). Com isso, o desempenho
do veículo fica fragilizado, provocando sérios
prejuízos ao funcionamento do motor. Para evitar
que seu carro seja vítima da gasolina adulterada
procure sempre abastecer em postos de marcas conhecidas
e, de preferência, no mesmo local. Pois, caso seu
carro apresente alguma falha, a troca de posto pode ser
a solução para o problema.
Dica: evite deixar o tanque na reserva ou enchê-lo
até a boca. Essas "manias" podem provocar
danos ao carro. No caso de rodar com pouco combustível,
pode acontecer entupimento de filtros pelo acúmulo
de resíduos e sujeiras no sistema de alimentação
e perda de parte do combustível, para os tanques
muito cheios.
2. Escolha o tipo certo de óleo
Existem três tipos de óleo disponíveis
no mercado: minerais multiviscosos, semi-sintéticos
e sintéticos. É essencial que você leve
em conta as características do seu carro para a escolha
do produto. Por exemplo: os mais comuns nas lojas são
os minerais, adequados a motores convencionais de qualquer
cilindrada. Os semi-sintéticos são indicados
a motores mais potentes, e os sintéticos são
usados em modelos esportivos e carros de corrida.
A troca de óleo deve ser feita, no caso dos minerais
e semi-sintéticos, a cada 10 mil quilômetros
rodados. Já para os veículos que utilizarem
os óleos sintéticos, o ideal é que
a cada 30 mil quilômetros seja substituído.
Dica: cuidado para não cair na armadilha "o
melhor é o mais caro", que muitos funcionários
de postos tentam aplicar. Nem sempre o óleo mais
caro é o adequado ao seu carro e a escolha errada
interfere na potência do motor. O óleo sintético,
por exemplo, é o mais caro, porém não
é indicado aos carros com motor 1.0. Nesse caso,
os melhores, tanto para o carro como para o seu bolso, são
os minerais.
3. Não esqueça de calibrar os pneus e
completar a água do radiador
A verificação da calibragem de pneus deve
ser feita semanalmente da seguinte maneira: escolha um posto
perto de sua casa, pela manhã, quando o seu carro
ainda não tiver rodado muito - os pneus devem estar
frios para que não haja alterações
de medidas. Não peça auxílio a um funcionário
do posto. Normalmente, eles colocam a mesma calibragem em
todos os modelos. Consulte o manual do proprietário
do seu veículo e veja qual é a calibragem
certa para o seu carro. Mesmo assim, não esqueça
da caixinha, que deve ser de R$ 1, em média.
Aproveite sua "visita" ao posto para verificar
se é necessário completar a água do
radiador. Isso deve ser feito sempre com o motor frio. O
nível correto deve ficar entre as marcas máxima
e mínima do reservatório. Fique esperta: nunca
deixe o frentista do posto abrir a tampa do radiador com
o motor quente, pois a água aquecida aumenta de volume
e "explode" quando a tampa é aberta. Essa
verificação deve ser feita toda semana.
Dica: todos os segredos que você precisa saber sobre
a manutenção do seu carro está em manutenção.
Confira!
4. Bati o carro: o que fazer?
A primeira dica é manter a calma. Discussão
nesse momento só vai gerar estresse e não
resolverá o problema. Se o acidente não tiver
vítimas trate de liberar rapidamente a pista para
que não forme congestionamento. Anotar os dados do
veículo, das pessoas envolvidas e o endereço
do local da colisão são essenciais para fazer
o boletim de ocorrência (B.O.), na delegacia mais
próxima do local do acidente. Os documentos necessários
para fazer o B.O. são carteira de habilitação
e certificado de licenciamento do veículo.
Se houver necessidade de guinchar o carro, ligue para 190
e solicite o serviço. No caso de veículos
com seguro, o motorista deve acionar a seguradora (é
importante que estejam em mãos os números
da apólice e o da assistência 24 horas da empresa),
que providenciará o guincho, caso necessário.
Quando a culpa for do motorista segurado, os prejudicados
devem entrar em contato com a seguradora imediatamente para
que seja avaliada a situação e reparados os
danos ao veículo.
Dica: se perceber que a batida foi proposital, jamais pare.
Esse é um truque típico de assaltantes para
que você se assuste e estacione para verificar se
ocorreu algum dano ao seu carro. Continue dirigindo e só
pare ao encontrar um local seguro. Se possível, memorize
o número da placa do carro que provocou a colisão
para entregar à polícia.
5. E se meu carro quebrar?
As providências que devem ser tomadas quando
seu carro quebrar são semelhantes às citadas
acima, em caso de acidente de trânsito. Novamente,
manter a calma é o primeiro "mandamento".
Se o carro parar no meio de uma rua ou avenida movimentada,
ligue imediatamente as luzes de advertência (pisca-alerta)
e providencie a colocação do triângulo
de sinalização à distância de
30 metros da parte traseira do veículo.
Em seguida, ligue para o serviço de assistência
do seu seguro e peça ajuda. Para quem não
tem o carro segurado, é importante carregar sempre
o telefone de um mecânico de confiança para
socorrê-la. Mais uma vez, fique alerta a pessoas que
queiram ajudá-la nessa hora: uma boa ação
pode ser uma maneira de assaltantes se aproximarem. Se seu
carro quebrar à noite em um lugar pouco movimentado,
peça proteção à polícia,
ligando no 190, até que a situação
esteja sob controle.
Dica: fique sempre atenta às reações
de seu veículo para que ele não a deixe na
mão. Se perceber algum barulho diferente ou falha,
leve- o ao mecânico para a verificação
do problema. Mas se acontecer algo inesperado, faça
de tudo para não atrapalhar o tráfego do local.
Sinalize e solicite o guinchamento do veículo, caso
necessário. Um carro quebrado em uma avenida pode
ocasionar de 200 a 400 metros de engarrafamento. Se você
demorar meia hora para removê-lo numa marginal, por
exemplo, formará um tráfego caótico,
que precisará de uma hora para dissipar-se. Pense
nisso!
6. Documentação em dia para não
levar multa
R$ 957,70. Esse é o valor da multa mais cara
do Brasil, que tem de ser paga por condutores que estiverem
dirigindo bêbados e/ou drogados e também para
os que conduzirem sem carteira de habilitação
ou com esta suspensa. Quem for abordado participando de
racha ou omitindo socorro, em caso de acidente, também
terá que desembolsar esse valor e ainda terá
suspensa a habilitação. Seguir o CTB (Código
de Trânsito Brasileiro) é imprescindível
para a sua segurança e à saúde de seu
bolso.
Para rodar legalmente nas vias brasileiras é necessário
estar em dia com os seus documentos e os do seu veículo.
Os proprietários devem pagar anualmente o IPVA (Imposto
sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e o
seguro obrigatório (no ato do licenciamento). A data
de pagamento dos impostos é de acordo com o número
final da placa do seu carro. Você não poderá
licenciá-lo se não estiver em dia com o pagamento
do IPVA. Se for abordada por policiais sem os documentos
obrigatórios será multada (considerada uma
infração leve e três pontos na carteira)
e seu veículo será apreendido.
Dica: no mês de abril os veículos com placa
final 1 devem ser licenciados. Confira no link licenciamento
todas as informações sobre o processo, desde
as datas até os postos de licenciamento. Você
também pode licenciar seu carro pela internet. Saiba
como em licenciamento.
7. Assaltos e seqüestros no trânsito: como
evitar?
O farol fica vermelho. Em seguida, vem um garoto(a)
na direção de seu carro e pede um trocado.
Essa situação acontece diariamente com os
motoristas das grandes cidades brasileiras. Pode ser um
simples pedido de ajuda, mas o primeiro pensamento que vem
à mente é o de que se trata de um assalto.
Há algumas dicas que inibem a ação
de assaltantes ou tornam mais difícil o seu "trabalho".
Quando ver que o farol vai fechar, diminua a velocidade
para que o tempo parado seja o menor possível. Evite
andar na faixa da esquerda e parar colado na faixa de pedestres.
Mantenha os vidros fechados e as portas travadas. Não
se distraia com o rádio ou falando no celular. Fique
atento ao que acontece ao seu redor.
Se for abordado por um assaltante, nunca o provoque ou
o force a mostrar a arma. Lembre-se: eles nunca atuam sozinhos
e não aceitam ser desafiados. Não buzine ou
tente arrancar bruscamente. Nem grite ou faça escândalo
- o ladrão dificilmente fugirá e pode se vingar
de você.
Dica: ande sempre com bolsa e carteira velhas no assoalho
do carro com algumas notas de baixo valor e papéis
sem importância para fazer volume. Caso seja abordado
por assaltantes você pode entregá-la no lugar
da sua verdadeira, sem sofrer um grande prejuízo.
Deixe sacolas e casacos no porta-malas e CD's no porta-luvas
para não chamar atenção das pessoas
que estão do lado de fora.
8. Direção segura também é
motorista sem estresse
Manter a calma no trânsito é um desafio
para os motoristas que enfrentam horas de congestionamento
todos os dias. Há algumas formas de reduzir o efeito
do estresse no trânsito, como escutar músicas
estilo New Age, que relaxam e proporcionam sensação
de tranqüilidade.
Existem disponíveis no mercado CD's de meditação
e auto-ajuda, que podem ser grandes aliados quando a fadiga
e a irritação tomam conta. Mas se você
não goste de músicas tão calmas, opte
pelo som de sua preferência. Assim, será difícil
ficar irritada ouvindo uma canção que você
tanto gosta.
Agora que você já sabe como não ficar
estressado no trânsito é hora de prevenir-se
contra acidentes, que na maioria das vezes ocorre por distração
e inexperiência do condutor. Dirigir levando em conta
técnicas de direção defensiva, muitas
delas aprendidas na própria auto-escola, é
essencial para proteger-se e ainda impedir que outros venham
a se machucar. Além disso, seu veículo deve
sempre estar em condições adequadas à
"convivência" no tráfego, para que
não seja o grande vilão em um acidente.
Dica: você pode tornar útil o tempo que fica
parada nos congestionamentos, aprendendo, por exemplo, uma
nova língua com fitas ou CD's apropriados para isso.
Descubra a melhor maneira de fazer do seu carro um grande
aliado sem se esquecer de prestar atenção
ao que acontece ao seu redor. Alivie o estresse, mas não
deixe de lado sua segurança.
9. Oficina: fique alerta aos truques de mecânicos
mal intencionados
Os mecânicos mal intencionados existem e tem como
principal alvo as mulheres. Para não correr o risco
de deixar seu carro na mão de um deles, consulte
diferentes opiniões de profissionais da área
antes de levá-lo para reparação. Se
tiver alguma dúvida sobre o problema do seu carro,
não deixe de perguntar. Fique atenta aos detalhes
que o mecânico disser e mostre que está interessada
em entender o que está acontecendo com o seu carro.
Isso o intimidará a dar informações
falsas.
Um dos principais truques aplicados por esses mecânicos
que agem de má fé é dizer que tem de
trocar uma peça que ainda pode ser usada. Ele pode
até colocar uma peça já gasta no lugar
e dizer que colocou uma nova. Exija etiqueta de garantia
e leve a peça usada com você.
10. Viagem: procedimentos adequados antes de por o pé
na estrada
Se você está com uma viagem programada preste
atenção às providências que devem
ser tomadas antes de cair na estrada. Em primeiro lugar,
verifique se a sua documentação e a do seu
veículo estão em ordem. Os pneus, a suspensão,
os freios, o motor, o limpador de pára-brisa e as
luzes de seu carro devem estar em ótimo estado. Não
vá para estrada se tiver qualquer dúvida quanto
à eficiência de qualquer um desses itens.
Ao distribuir a bagagem no porta-malas, os objetos pesados
devem ficar embaixo, bem perto do banco traseiro. Animais
devem viajar isolados ou em gaiolas que os mantenham bem
arejados. Nas rodovias, sinalize todas as manobras e, mesmo
durante o dia, acenda os faróis. Evite viajar à
noite, a visibilidade sempre é prejudicada e o risco
de acidentes aumenta.
Dica: se você tiver filhos pequenos procure fazer
paradas de três em três horas para que eles
possam comer e beber algo. Não deixe que comam durante
a viagem, se tiverem predisposição para enjôos.
Use a imaginação para tornar o tempo em que
ficam no carro mais agradável: invente brincadeiras
ou dê livrinhos para colorir e ler. Para quem quer
se tornar expert no assunto, há um livro da jornalista
inglesa Lucy Needham Vianna, ex-mulher do cantor e compositor
Herbert Vianna, chamado "Viajando Com as Crianças
- Um Guia de Sobrevivência para Pais de Primeira Viagem".
Texto: Vanessa Garcia
DE OLHOS BEM ABERTOS
II
Clonagem de carros é
uma
prática cada vez mais comum nas grandes cidades
Você estaciona seu carro na rua e, quando volta para
pegá-lo, ele está sem as placas. O que parece
um ato de vandalismo pode ser, na verdade, uma grande dor
de cabeça mais tarde.
Segundo dados da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos
de Curitiba, somente de fevereiro até maio, foram
registrados dezesseis boletins de ocorrência, relatando
desde o roubo de placas até o recebimento de multas
não reconhecidas pelos proprietários multados,
indício de que provavelmente o carro foi clonado.
"Existem várias formas de clonar um veículo",
revela Marcos Paulo de Souza, diretor comercial da Assim
Brasil Assessoria Integrada de Mercado Automotivo.
"Uma delas é com a troca de placas do veículo
que se deseja disfarçar por outras de um veículo
semelhante, geralmente pesquisado em estacionamentos, revendas
de veículos ou mesmo através de anúncios
de venda e confeccionando placas em fábricas clandestinas.
Isso é feito quando o falsário quer evitar
as multas por radares, mas é uma prática arriscada
mesmo para ele pois, se parado numa blitz, seus documentos
de porte obrigatório do veículo não
trarão a informação de acordo com a
placa clonada", explica.
Uma outra forma é com a falsificação
de documentos. Os falsários roubam documentos originais
do Detran, por exemplo, e preenchem o formulário
com os dados de um veículo roubado, trocando apenas
a informação da identificação
de placa, tanto no documento, quanto no próprio carro.
"Assim, quando parado numa blitz, o motorista do veículo
clonado dificilmente terá problemas, uma vez que
as autoridades costumam verificar apenas se as placas coincidem
com o documento", esclarece o diretor da Assim Brasil.
O delegado da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos
de Curitiba, Hamilton Cordeiro da Paz Júnior, explica
que a clonagem de veículos acontece porque o controle
da fraude é muito difícil, uma vez que muitos
dos proprietários nem ficam sabendo que seu carro
foi clonado e, consequentemente, não registram queixas.
"Quando eles descobrem, e se descobrem, já
é tarde demais", diz."O veículo
já foi multado, ou já se envolveu em um assalto
ou atropelamento, e o proprietário real terá
que provar que aquele não era o seu carro e sim um
clone. O Paraná tem 2.748.929 veículos. Só
na capital, são 765.945. Existem 120 estabelecimentos
autorizados a produzir placas no estado, mas nada impede
que uma estamparia de fundo de quintal faça uma placa
igual a de um carro real para ser colocada num carro clonado.Tudo
é passível de fraude. Por isso não
se pode culpar nem o Detran, nem a polícia".
Um vez feito o B.O., a placa do veículo, supostamente
clonado, é colocada no sistema de computador da polícia,
que é acessado por todas as polícias do país.
Se o veículo é localizado ele é parado
e identificado. Trabalho que tem tido resultados positivos,
segundo a delegacia.
Para evitar problemas como esses, a Assim Brasil dá
algumas dicas para aquelas pessoas que desconfiarem que
tiveram o carro clonado:
1 Verificar as informações do próprio
veículo número do chassi, número
do motor, número da carroceria para se assegurar
de que o carro está regularizado;
2 Notificar a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos
sobre a suspeita, levando evidências ou provas que
justifiquem a desconfiança multas estranhas,
não recebimento do licenciamento anual após
o pagamento do IPVA e do Seguro Obrigatório;
3 Deixar o automóvel sob suspeita parado
se possível em lugar onde possa ser
provado que o veículo não trafegou durante
o período de investigação (estacionamentos
pagos, pátio da delegacia, concessionárias);
4 Solicitar junto ao Detran a mudança de placas
do automóvel, se a clonagem realmente for comprovada,
conforme especificações do órgão
fiscalizador.
Outras dicas importantes também ajudam quem pretende
comprar um carro e quer a garantia de que ele não
foi clonado:
1 Pedir para ver o DUT (Documento Único de
Transferência) e conferir os dados com o CRLV (Documento
de Porte Obrigatório) as informações
nos dois devem ser iguais;
2- Fazer consultas em empresas especializadas, através
das placas do veículo, verificando se as informações
contidas nos documentos são as mesmas do Detran
os documentos podem ser falsos e o site de serviços
da autarquia não fornece essas informações;
3 Verificar o número do chassi, que funciona
como uma identidade do veículo.
"O número do chassi deve conter 17 dígitos,
entre letras e números", explica Marcos Paulo.
"Os três primeiros identificam o fabricante e
o país onde o carro foi fabricado.Os seis seguintes,
as características do veículo, como o modelo,
motorização e acessórios. O décimo,
uma letra, identifica o ano de fabricação.
E do décimo primeiro ao décimo sétimo,
revelam o número de série do chassi do veículo,
podendo apresentar outras características, tais como
mês de fabricação, conforme cada fabricante".
Assim, no chassi 9BD146000R0202020, a fração
9BD diz que o carro foi fabricado na América do Sul/Brasil
pela Fiat Automóveis. O número 146, que ele
é um Uno (até 1998) ou uma Elba/Prêmio
Pickup (até 1995), os dígitos 000 seguintes
são um complemento da identificação
do veículo que, por não apresentar características
declaráveis, não possuem um significado e
foram colocados pela fábrica para completar o número
de dígitos necessários para o código
ficar completo. A letra R, que ele foi fabricado em 1994.
E a parte final 0202020 é o número de identificação
do veículo.
Cada montadora possui uma codificação própria,
sendo necessário um trabalho especializado para identificar
corretamente cada veículo. O exemplo, fictício,
é o de um carro nacional. "O processo de decodificação
desses dígitos pode ajudar o consumidor a não
adquirir um veículo fraudado ou clonado", alerta
o diretor comercial da Assim Brasil. "São medidas
preventivas que podem evitar aborrecimentos futuros",
finaliza.
TECNOLOGIA NO
SEU AUTOMÓVEL
Honda Fit: duas velas por cilindro
Especialmente
desenvolvido para o Honda Fit, o revolucionário motor
SOHC i-DSI (Intelligent Dual Sequential Ignition
Ignição dupla sequencial inteligente) caracteriza-se
pela economia de combustível, tamanho reduzido, leveza,
torque máximo em baixas rotações e
baixo nível de emissão de poluentes.
O motor 1.4 litro 8V tem potência de 80 cv (cavalos)
a 5.700 rpm e torque máximo de 11,8 kgfm a 2.800
rpm, favorecendo o uso urbano, em que o veículo é
mais exigido em faixas de rotação baixas.
Em termos de tecnologia, outro destaque é a ignição
diferenciada. As velas, dispostas em pares, ficam em posições
diametralmente opostas, visando reduzir o tempo e a velocidade
de combustão.
Além disso, a ignição não é
simultânea, isto é, a defasagem do tempo de
ignição entre as velas é variável,
sendo controlada por um módulo eletrônico que
constantemente monitora as condições de carga
impostas ao motor, ajustando o melhor momento para a ignição
em cada vela individualmente. Esse mecanismo permite acelerar
e elevar o pico de potência, melhorando a eficiência
da combustão.
O momento de ignição (defasagem do tempo
de ignição das duas velas) varia de acordo
com o regime de rotação do motor e o vigor
com que o motorista pisa no acelerador. O dispositivo sempre
procura o melhor ponto de ignição, comandando
individualmente cada vela.
Utilizando o exclusivo sistema i-DSI, de duas velas por
cilindro, o controle de ignição, normalmente
feito por uma vela em cada cilindro, é efetuado por
duas velas em cada cilindro, totalizando oito pontos de
ignição no caso de motores de quatro cilindros.
Isso aumenta ainda mais a eficiência de combustão
do motor. O par de velas reduz o percurso da chama dentro
da câmara de combustão (distância percorrida
pela chama após a ignição), o que gera
uma combustão mais rápida (combustão
dos gases em menor tempo), transformando a energia de combustão
em potência com maior pressão do que os motores
aspirados tradicionais.
A câmara de combustão compacta permitiu uma
taxa de compressão de 10,4:1, com o menor ângulo
das válvulas, que passam a ter convergência
de 30°.
Outra característica desse projeto foi a redução
do peso e do tamanho do motor. Para tanto, a dimensão
básica que define o tamanho do motor, que é
o espaçamento entre os centros dos cilindros, foi
reduzido de 84 mm para 80 mm, como na maioria dos automóveis
leves. Também foram empregados outros recursos. O
coletor de admissão, de plástico, é
compacto e leve.
O comprimento longitudinal foi reduzido, com o corpo da
borboleta posicionado na parte superior do motor, sem deixar
de reservar espaço para o comprimento do duto do
coletor de admissão, voltado para cima. Além
disso, a fixação de dispositivos complementares
(alternador, bomba de água e compressor do ar-condicionado)
foi feita diretamente no bloco do motor, sem o uso de suportes,
e o acionamento é realizado por correia única
pelo sistema de serpentina, o que liberou espaço
dentro do compartimento do motor.
A baixa emissão de gases poluentes é garantida
pelo sistema de exaustão traseiro, em que a distância
até o catalisador foi diminuída para agilizar
o processo e melhorar o desempenho da purificação
a frio, além da instalação do catalisador
de conversor de fluxo oblíquo: os gases entram diagonalmente
no catalisador e fluem uniformemente.
DE FÉRIAS
Curta as férias com
as dicas de manutenção e segurança
da Renault
O frio aconchegante do inverno e a alegria das férias
escolares, dois ingredientes que, misturados, são
um incentivo para colocar o "pé na estrada"
na busca de um momento de descontração. A
Renault do Brasil dá algumas orientações
para aproveitar as férias de julho com todo o conforto,
comodidade e segurança.
Antes de sair em viagem, o motorista deve verificar as
condições e o nível de desgaste dos
principais equipamentos mecânicos e elétricos
do veículo.
O primeiro item a ser examinado é o estado dos pneus.
O desgaste dos sulcos não deve ser inferior a 1,5
mm e a pressão correta dos pneus deve ser verificada
semanalmente, de preferência na parte da manhã,
pois, com o passar do dia, a temperatura ambiente sobe,
provocando alterações.
Para o transporte de cargas pesadas, recomenda-se calibrar
os pneus com a pressão máxima estabelecida
pelo manual do proprietário. O estepe também
merece cuidado especial. "Além de estar em perfeitas
condições de conservação, o
mesmo dever estar calibrado com algumas libras a mais de
pressão", explica Marcelo Pereira, gerente de
Qualidade da Rede da Renault do Brasil.
O motorista deve ficar atento quanto a trepidações
no volante, "cantadas" de pneus nas curvas e se
o veículo está "puxando" para um
dos lados. Esses sinais significam que o conjunto roda/suspensão
pode estar desalinhado ou desbalanceado.
As palhetas dos limpadores de pára-brisa devem ser
verificadas e substituídas no caso de apresentarem
ruídos ou perderem eficiência quanto a limpeza
do vidro. Este cuidado evita avarias no pára-brisa
e, ao mesmo tempo, garante a visibilidade sob chuva.
As suspensões dianteira e traseira são responsáveis
por garantir a dirigibilidade e o conforto dos ocupantes
do carro, absorvendo as irregularidades do terreno e contribuindo
para a estabilidade. Ruídos, instabilidade do carro
e perda de aderência são sinais de que os amortecedores
(componentes que sofrem o maior desgaste), molas, braços
oscilantes ou algum outro componente devem ser substituídos.
"Se a suspensão não estiver ajustada,
um movimento rápido do volante pode resultar em perda
da direção", alerta Marcelo Pereira.
Outro item essencial é a checagem do sistema de
freios. As pastilhas e discos devem estar funcionando perfeitamente.
O nível e o prazo de validade do fluido de freio
também merecem uma atenção especial.
Os carros que carregam muito peso ou que são conduzidos
mais esportivamente sofrem maior desgaste. "O fluido
de freio empurra o sistema que faz o veículo frear.
Caso a quantidade do fluido não seja suficiente,
a água presente na tubulação evapora,
formando bolhas que diminuem a eficiência do freio",
informa Pereira. A troca do fluido é recomendada
a cada 80 mil km ou dois anos.
Os níveis de óleo do motor, do líquido
do radiador e do reservatório de água para
limpeza do pára-brisa também devem ser verificados.
Ao viajar para regiões mais frias, o cuidado deve
ser redobrado com o líquido do radiador. "É
indispensável que o motorista utilize um aditivo
adicionado à água do radiador. Este produto
evita o superaquecimento do carro, impede o congelamento
da água do sistema de arrefecimento em baixas temperaturas,
além de reduzir a oxidação dos componentes
do sistema, entre os quais tubos e dutos internos do bloco
do motor", esclarece Marcelo Pereira. Ele alerta, ainda,
para a necessidade de levar o veículo a uma concessionária
se forem encontradas manchas ou líquido no piso da
garagem, pois este pode ser um indício de vazamento.
Outro ponto que exige atenção redobrada é
o sistema elétrico. Verifique o nível de carga
da bateria, além do funcionamento do desembaçador
traseiro e dos faróis. "Caso as luzes e lanternas
estejam desreguladas ou queimadas, o veículo não
estará devidamente iluminado e sinalizado, o que
pode ser perigoso, principalmente sob chuva ou neblina,
situação mais freqüente no inverno",
explica Pereira.
Com todos os componentes mecânicos e elétricos
verificados, não se esqueça de checar o estado
dos equipamentos obrigatórios, entre os quais: validade
e carga do extintor de incêndio, triângulo,
chave de roda, chave de fenda, macaco, cintos de segurança
dianteiros e traseiros, etc., além da documentação
do veículo (licenciamento), do seguro (se possuir)
e do motorista (carteira de habilitação).
Agora que você já fez a revisão básica
do seu veículo e dispõe de todos os documentos
e equipamentos obrigatórios, a Renault do Brasil
preparou algumas dicas de condução e de segurança
no trânsito, visando aumentar o conforto e evitar
fadiga e aborrecimentos durante sua viagem.
Fique atento aos mostradores luminosos do painel de instrumentos.
Essas luzes indicam ao motorista que há algum problema
no sistema elétrico, lubrificação,
freios ou no funcionamento do motor. Por isso, ao notar
uma dessas luzes acessas, leve imediatamente o seu veículo
a uma concessionária para a verificação
do problema e a realização dos reparos necessários.
Preste atenção em como você está
dirigindo. O tipo de condução influencia no
consumo de combustível e no desgaste das peças
do veículo. Dirigir de forma moderada, sem freadas
e acelerações bruscas é o ideal. Mantenha-se
também a uma distância segura do veículo
à sua frente, principalmente quando estiver chovendo
ou em um trecho com cascalhos (isso evita danos na pintura
ou a quebra do pára-brisas).
O que você veste para dirigir, seja no verão
ou no inverno, é mais importante do que parece. Além
do bem-estar, o vestuário correto e confortável
garante a agilidade dos reflexos em situações
de emergência, como desvios de direção.
Não ultrapasse os limites de velocidade. Além
do quesito segurança, vale lembrar que há
mais de um ano o sistema de cobranças de multas está
integrado nacionalmente.
Ao cruzar fronteiras com outros países, não
deixe de consultar a legislação local, o que
pode para evitar constrangimentos. Alguns equipamentos não
exigidos no Brasil são obrigatórios nos países
vizinhos. No Chile, por exemplo, a legislação
exige que o carro possua dois triângulos. Já
na Argentina, a lei pede, além dos dois triângulos,
o porte de um 'cambão', espécie de barra de
ferro para o reboque de veículo avariados.
VISÃO DE MERCADO
- JULHO 2003
Automóveis: o futuro
do motor a gasolina
PAULO POYDO
Qual o futuro do motor a gasolina?
Os motores à combustão (movidos quase sempre
a gasolina, mas também a diesel e álcool)
ainda devem predominar por vários anos. No entanto,
há pesquisas crescentes sobre novas tecnologias,
como motor híbrido (com eletricidade) e células
de combustível.
A Ford apresentou recentemente uma versão conceitual
do novo Ford Fiesta, com motor que funciona com qualquer
mistura de gasolina e álcool. O modelo, sem previsão
para estrear no mercado, é um bom exemplo do que
se pode esperar da indústria automobilística
para os próximos anos.
A apresentação do novo veículo reacende
mais uma vez a velha polêmica sobre o futuro dos motores
à combustão - aqueles que funcionam a partir
da energia produzida pela mistura entre ar e combustível
(quase sempre gasolina, mas também álcool
ou diesel).
Em recente artigo publicado pela consultoria McKinsey
Quarterly, o futuro dos motores à combustão
interna é colocado em discussão. Segundo o
texto, esse tipo do motor continuará a existir por
muitos anos, embora existam experimentos e modelos para
fontes alternativas de energia.
Na avaliação da consultoria, o futuro dos
motores poderia estar em novos sistemas, como as dos motores
híbridos (gasolina/elétrico e diesel/elétrico)
e a dos movidos por "células de combustível".
Apesar de ainda distante dos consumidores brasileiros,
a tecnologia de motorização híbrida
(como a que mescla combustível e eletricidade) já
é uma realidade em outros mercados, como o norte-americano.
Montadoras como General Motors e Ford possuem em sua gama
de veículos modelos na versão "gasolina-elétrico".
No entanto, a venda desses carros não decolou nos
Estados Unidos devido ao alto preço, o que torna
a relação custo/benefício algo inviável.
No Brasil, o alto valor também foi barreira para
sistemas de motores alternativos. Um exemplo é a
adaptação para o combustível a gás.
O preço elevado para instalação do
sistema - algo em torno de R$ 2 mil - torna-o inviável
para o consumidor comum. Outro obstáculo é
a instalação do reservatório de gás,
que geralmente ajuda a roubar parte do espaço do
porta-malas.
De qualquer forma, o conceito de carros híbridos
continuará a se desenvolver - pelo menos enquanto
existirem reservas de petróleo. A ciência já
estuda fontes alternativas de energias para motores à
combustão interna. Nesse sentindo, o conceito mais
discutido entre pesquisadores são as chamadas "células
de combustível".
Segundo Roger Guilherme, pesquisador da Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea), as células de combustível são
baseadas em uma tecnologia já utilizada na área
dos foguetes espaciais. O sistema consiste em um conjunto
composto basicamente em uma câmara (ou célula)
e um tanque de hidrogênio.
Na célula, o hidrogênio entraria em contato
com o oxigênio, produzindo eletricidade (energia),
que giraria o motor. A grande vantagem do sistema seria
o fator ecológico, uma vez que o sistema liberaria
apenas calor e água como resultado da reação.
No entanto, até hoje ainda não foi produzido
nenhum carro com essa tecnologia.
Paulo Roberto dos Santos Poydo
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