Mecânica Online
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Edição 43 - Julho de 2003
Conteúdo básico

OPINIÃO DE QUEM ENTENDE
Mecânicos apontam as melhores montadoras
Pesquisa aponta as melhores montadoras na opinião dos mecânicos

A CINAU – Central de Inteligência Automotiva, instituto de pesquisa especializado no setor de reparação automotiva e ligado ao jornal Oficina Brasil, acaba de divulgar os resultados da 5ª edição da pesquisa Recomendação Profissional, que aponta as melhores montadoras do País do ponto de vista do reparador independente. A pesquisa, anual, foi respondida por mais de mil mecânicos, por meio de carta-resposta, Internet e telefone.

Os mecânicos basearam-se em diversos pontos para avaliar os fabricantes de veículos: facilidade/conveniência para realização de seu trabalho, preço e disponibilidade de peças de reposição, abrangência de informações técnicas e outros.

De acordo com Ernesto de Souza, diretor da CINAU, os mecânicos independentes são importantes formadores de opinião para o consumidor, que geralmente recorre a estes profissionais antes de efetuar a compra de um veículo. Segundo o diretor, os reparadores autônomos são responsáveis pelo atendimento de aproximadamente 75% da frota circulante do País – cerca de 15 milhões de veículos. “Esses profissionais representam um novo paradigma para a venda de veículos novos no mercado brasileiro”, ressalta Souza.

Para Souza, ainda, o principal objetivo da pesquisa é chamar a atenção do mercado automotivo e da sociedade para a importância e força do setor independente da reparação de veículos. “Decorridos em média dois anos, os lançamentos das montadoras têm seu período de garantia extinto e vão parar na oficina independente, que vive à sombra da indústria automotiva, o que não é justo, pois é o mecânico independente que mantém a frota brasileira circulando”, completa.

As montadoras recomendadas
Segundo os dados apurados, a Volkswagen manteve a liderança registrada nos últimos anos do levantamento como a marca preferida pelo reparador independente. Entretanto, a exemplo do que ocorre no próprio mercado, sua posição está seriamente ameaçada. A empresa ficou com 39,7% das indicações favoráveis, contra 50,5% do ano anterior. Ao mesmo tempo, o índice de rejeição subiu: 7,6% em 2002 contra 7% de 2001.

A segunda colocada na preferência do reparador independente, General Motors, foi a montadora que registrou o maior crescimento no índice de aprovação: subiu para 25,2%, comparado a 22,6% do levantamento anterior. Outro aspecto positivo para a montadora foi o indicativo de rejeição, que se manteve praticamente estável, registrando agora 4,8% frente a 4,9% em 2001, compondo o menor índice de rejeição entre as quatro grandes marcas do mercado nacional.

A Fiat vem em terceiro lugar. O índice de aprovação da marca nesta 5a. pesquisa apresentou ligeira alta, 16,6% contra 15,7% do estudo anterior. Entretanto, o melhor resultado para a fábrica italiana ficou registrado no índice de rejeição, que caiu para 29% -- no levantamento relativo a 2001 era de 36,2%, enquanto que em 2000 chegou a 43,5%.

A Ford aparece na quarta posição, com resultado ligeiramente positivo mas tendendo à estabilidade. A preferência caiu, registrando agora 6,8% comparado a 8,6% do ano anterior; em compensação a rejeição foi reduzida, apontando 33,4% frente a 39,1% no levantamento anterior.

Índice indica novas tendências
O estudo da CINAU incluiu também o coeficiente RO, ou Recomendação da Oficina, que é a diferença entre o índice de aprovação e o de rejeição, o que permite uma análise mais ampla e detalhada da pesquisa.

Pelo RO pode-se observar com mais clareza as marcas que estão subindo ou descendo na preferência do reparador. Segundo os dados divulgados, a distância do primeiro para o segundo colocado – VW para GM –, por exemplo, caiu para 11,7 pontos. Em 2001 essa mesma diferença era de 25,8 pontos, enquanto que em 2000 chegou a 41,8 (veja tabela na página seguinte).

Nesta 5a. pesquisa a GM atingiu seu melhor RO em três anos, 20,4. No levantamento anterior alcançou 17,7 e, um ano antes, 19. O RO da VW caiu: agora é de 32,1, mas na edição anterior foi de 43,5 e, dois anos atrás, 60,8.

O fator RO da Fiat vem apresentando constante evolução ao longo dos últimos três anos, embora o índice permaneça negativo, ou seja, a rejeição supera a aprovação. Mas a pesquisa aponta tendência de reversão do quadro: hoje o RO Fiat é de -12,4, há dois anos era de -20,5 e, três anos atrás, atingia -35,7.

O caso da Ford é semelhante, com tendência de reversão de RO negativo, mas em ritmo bem mais lento que a Fiat. O RO Ford aponta atualmente -26,6; nas duas pesquisas anteriores era de -30,5 e -34,5, respectivamente.

O futuro nos números
A exemplo das edições anteriores, a CINAU preparou um estudo de previsão de mercado para 2003 baseando-se nas estatísticas de sua pesquisa. Os principais pontos deste relatório apostam nas seguintes tendências:

- A GM deverá encostar na disputa pela liderança das vendas no País;

- A Fiat tende a seguir na ponta das vendas, mas sofrendo extrema competição, principalmente da GM;

- A Volkswagen enfrenta difícil momento frente ao reparador, tendo seu índice de aprovação reduzido ano a ano; com isso, deverá realizar esforço extra com seu pacote de produtos e agressividade comercial para evitar uma terceira colocação no ranking geral do ano;

- A Ford deverá seguir em tendência de estabilidade, sem grandes conquistas mas mantendo sua posição à frente de novos concorrentes como Renault, Peugeot e Citroën, que registram altíssimos índices de rejeição junto aos mecânicos.

VW
Indica Não Indica RO
2002
39,7% 7,6% 32,1
2001
50,5% 7% 43,5
2000
63,4% 2,6% 60,8
GM
Indica Não Indica RO
2002
25,2% 4,8% 20,4
2001
22,6% 4,9% 17,7
2000
22% 3% 19
Fiat
Indica Não Indica RO
2002
16,6% 29% -12,4
2001
15,7% 36,2% -20,5
2000
7,8% 43,5% -35,7
Ford
Indica Não Indica RO
2002
6,8% 33,4% -26,6
2001
8,6% 39,1% -30,5
2000
2,6% 37,1% -34,5
Coeficiente RO, ou Recomendação da Oficina

SUA SEGURANÇA, NOSSA SEGURANÇA
Inspeção veicular volta à tona
Depois de uma série de adiamentos e discussões, o tema inspeção veicular volta à tona com mais força. Tudo indica que a partir do ano que vem a vistoria obrigatória começará a ser implantada, mas ainda não há data certa.

Enquanto não se resolve o assunto, a falta de manutenção da frota circulante continua causando acidentes, mortes e poluindo ainda mais as grandes cidades. Acompanhe como deverá ser feita a inspeção, qual situação geral da frota nacional e quais os problemas que a falta de manutenção tem causado.

Como funciona - A Inspeção Técnica Veicular é uma vistoria obrigatória que testa e analisa as condições de segurança e a quantidade de gases e ruídos emitidos. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que entrou em vigor em 1998, todos veículos com mais de três anos de fabricação têm que ser aprovados nos testes para serem licenciados. Infelizmente passaram-se cinco anos e essa vistoria ainda não saiu do papel, embora o governo tenha anunciado que a ITV será implantada no próximo ano.

Dados do Detran revelam que cerca de 20% dos carros circulantes na cidade de São Paulo não pagam IPVA nem são licenciados. Com isso, o Estado deixa de arrecadar cerca de R$ 2 bilhões por ano. Se esse é um número alarmante, imagine ter anualmente cerca de 40 mil vítimas fatais em acidentes de trânsito.

Felizmente esses números tendem a cair com a implantação da ITV no país. O dinheiro arrecadado pela inspeção poderia ser usado na criação de campanhas educativas sobre segurança no trânsito e investido na melhoria das vias. Com essas medidas, o trânsito se tornaria mais seguro e o número de acidentes seria bem menor.

Nos Estados Unidos e na Europa, a inspeção já é uma rotina e o assunto é tratado com naturalidade. Esses motoristas têm consciência de que parte da segurança das vias e estradas por onde circulam deve-se à Inspeção Veicular.

O bem-estar também pesa nessa balança. A verificação dos níveis de emissão de poluentes e ruídos é importante para diminuir o número de doenças respiratórias - que tem maior incidência no inverno - e problemas auditivos.

COMO FUNCIONA - A inspeção será feita em postos autorizados (ainda não definidos) mediante o pagamento de uma taxa obrigatória. Deve ser feita em cerca de trinta minutos. Segundo o diretor do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito - Ailton Brasiliense Pires, ainda não foi definido o valor da taxa obrigatória a ser paga no momento da inspeção.

Segundo o Presidente do SINDIREPA - Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios no Estado de São Paulo, Geraldo Luiz Santo Mauro, enquanto as grandes cidades terão unidades fixas de inspeção, serão criadas estações móveis para atender as pequenas cidades em datas pré-determinadas. "A inspeção será gradativa. Primeiro serão vistoriadas as frotas mais numerosas em estações fixas, seguidas pelas frotas menores, em estações móveis.

A cobrança da sociedade em relação a acidentes ocasionados por falha mecânica está contribuindo para a implantação da inspeção e para a conscientização da importância da manutenção preventiva" explicou.

Durante a vistoria serão testados itens como identificação do veículo, carroceria, estrutura, sistema de freios, sistema elétrico, sinalização, rodas, embreagem, velocímetro, amortecedores, suspensão, pneus, direção e o nível de emissão de gases e ruídos.

Os equipamentos utilizados para a inspeção simulam situações reais e verificam o comportamento dos sistemas do veículo diante de cada uma delas. Terminada a bateria de testes, o proprietário recebe um laudo técnico com os resultados. Se aprovado, o carro pode ser licenciado, caso contrário é necessário fazer os devidos reparos no veículo e levá-lo para outra inspeção.

BENEFÍCIOS - A ITV é imprescindível para conhecer a fundo a frota do país, diminuir o número de acidentes de trânsito e a emissão de gases e ruídos nocivos. O número de congestionamentos ocasionados por veículos parados na pista também poderia ser reduzido, assim como o consumo de combustível, já que um motor regulado consome menos. Estudos realizados comprovam que além de falha humana e condição da via, cerca de 27% dos acidentes com vítimas são provocados por veículos que seriam reprovados nas vistorias.

Além de proteger o cidadão e o eco-sistema, a implantação da ITV aumentaria o volume de negócios do setor automobilístico tanto para a renovação como para a conservação da frota. "Com a Inspeção Veicular, as pessoas passarão a dar mais valor à manutenção preventiva, que hoje está esquecida. Então, para recuperar esse atraso na manutenção, a produção e venda de autopeças tende a aumentar no primeiro momento, mas com a longevidade das autopeças atuais, a demanda vai caindo com o tempo", declarou o diretor do Sindipeças, Werner Odenheimer.

A importância da Inspeção Veicular está mobilizando setores da indústria automotiva, como é o caso da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). "Nós estamos insistindo nessa tecla, pois já há legislação e só não é implementada porque não há vontade. A Inspeção Veicular vai gerar empregos, evitar mortes... pra mim já virou questão de cidadania" declarou o presidente da entidade, Ricardo Carvalho.

PERIGO AMBULANTE - O Brasil, um dos recordistas em mortes no trânsito, tem uma frota circulante de 19.394.161 veículos com idade média de 9,8 anos. Estima-se que 30% dos veículos serão reprovados na vistoria. Ao sair nas ruas nos deparamos com vários "automóveis" que representam um risco para os seus ocupantes, para os outros motoristas e pedestres. De acordo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), os custos sociais dos acidentes de trânsito estão estimados em 9,6 bilhões de dólares ao ano.

"É espantoso saber que 30% dos carros que circulam na Grande São Paulo não tem sequer a documentação em ordem. Em que estado estarão seus freios, pneus, amortecedores e cintos de segurança?" declarou o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho. Um estudo realizado em 2002 pela empresa Scaringella Trânsito tendo como base 85 acidentes de trânsito ocorridos na Zona Norte de São Paulo e em segmentos rodoviários sob concessão apontou que dos carros acidentados, 86% tinham problemas na suspensão, 72% nos freios, 48% nas lanternas, 39% na direção, 38% nos faróis, 23% nas rodas com problemas e 22% foram flagrados com os quatro pneus em mau estado.

Esses dados sobre a conservação da frota se confirmam no levantamento feito pelo coordenador da Unidade Móvel de Inspeção Técnica de Segurança Veicular do CEFET-SP (Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo), prof. Valter Sanches.

Dos veículos vistoriados pela unidade móvel que a escola tem em parceria com a empresa Linces, 85% tinham freios defeituosos, 70% estavam com o extintor vencido, 65% contavam com problemas de iluminação, 50% estavam com pneus em mau estado e 35% apresentavam problemas na funilaria e pintura (problemas de conservação). Muitos outros defeitos também foram encontrados. "A frota circulante está em um estado preocupante" declarou Sanches.

Muitas empresas já disponibilizam o serviço de Inspeção. Esse é o caso da Monroe e da D Paschoal. A Monroe vistoria amortecedores gratuitamente em um banco de análise computadorizado durante pit stops que promove em várias cidades desde 1998. Um levantamento da empresa aponta que dos 48.965 veículos inspecionados desde 1998, 45% (22.278 veículos) tinham amortecedores bons, 32% (15.506 veículos) tinham amortecedores que precisavam ser trocados e 23% (11.181 veículos) tinham amortecedores condenados.

A rede D Paschoal oferece o serviço de Inspeção Veicular gratuita, que verifica as condições de uso do automóvel e a necessidade de manutenção através da análise de 50 itens, entre eles pneus, amortecedores, molas, escapamento, bateria, suspensão e freio.

Segundo o gerente da filial Jabaquara (SP), José Paulo Sanches, "os problemas mais freqüentes estão relacionados aos pneus e freios, na maioria das vezes proveniente da falta de manutenção preventiva. De cada dez carros, pelo menos oito tem algum problema. Alguns apresentam o disco de freio no limite de segurança e podem causar acidentes".

A manutenção preventiva é muito importante e deve ser feita para manter o carro em ordem. Vale frisar que esse tipo de manutenção é bem mais barato que a corretiva. Lembre-se sempre que motor bem regulado é motor mais econômico e problemas nos amortecedores, freios e pneus são os mais comuns e os que mais provocam acidentes.

Além do perigo de um choque entre veículos ou atropelamentos, a probabilidade de se adquirir uma doença respiratória ou problemas de audição nas grandes cidades, como é o caso de São Paulo, é muito grande. A emissão de poluentes por veículos, por exemplo, representa 90% do total e a quantidade de gases tóxicos no ar estão bem acima do máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

INSPEÇÃO VEICULAR COMEÇA NO ANO QUE VEM
Diretor do Denatran pretende vistoriar toda a frota nacional até o fim de 2005. Audiências para discutir procedimentos e custos das inspeções começam este ano.

O governo vai começar a inspeção veicular dos automóveis brasileiros no próximo ano. De acordo com o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Ailton Brasiliense Pires, as audiências públicas que vão definir como as inspeções serão feitas vão comear este mês. A primeira vai ser realizada em Brasília.

Segundo ele, a intenção do governo é ter toda a frota nacional inspecionada até o fim de 2005. Pires falou sobre a nova verficação que os Detrans vão fazer nos veículos durante o Fórum Nacional de Trânsito, esta manhã em Brasília. O Denatran ainda não sabe quanto vão custar as inspeções para os motoristas.

"É muito difícil dizer porque o Brasil tem algumas cidades com milhões de carros e outras que mal chegam a 50 mil", explicou Ailton Pires. A intenção do órgão é que todos os cerca de 35 milhões de veículos que rodam no País sejam vistoriados pelo menos uma vez por ano. O novo procedimento vai ser acompanhado de campanhas publicitárias sobre manutenção preventiva.

Ainda de acordo Pires, os recursos arrecadados com o DPVAT (Seguro Obrigatório) são suficientes para que o Denatran possa fazer "muita coisa". As áreas que envolvem projetos educacionais e de capacitação de profissionais de trânsito devem ser priorizadas. Além delas, o Denatran pretende investir na realização de pesquisas. "O Brasil não tem estatísticas confiáveis de trânsito", afirmou o diretor. "O Denatran não fez, mas fará, finalmente, as suas obrigações", prometeu.

LIVRO ESPERTO
Lançado livro sobre
“Como Evitar Problemas na Compra do Seu Carro”

À primeira vista, os direitos do consumidor parecem inacessíveis. De perto, porém, percebe-se que nem tudo é culpa das leis. A falta de informação, por exemplo, é uma das maiores barreiras para a defesa dos nossos direitos, sobretudo quando o assunto é a compra de um carro.

Pensando nisso, a Editora Rideel acaba de publicar o livro “Como Evitar Problemas na Compra do Seu Carro”, escrito por um profissional especializado na área de comércio de veículos para esclarecer as principais dúvidas no setor.

Para esclarecer as principais dúvidas no setor de comercialização de veículos, a Editora Rideel acaba de publicar o livro “Como Evitar Problemas na Compra do Seu Carro”, escrito por um profissional especializado.

A obra foi escrita de forma didática e de fácil leitura, trazendo orientações muito valiosas ao consumidor comum e aos profissionais ligados à comercialização de veículos no país.

A obra está dividida em 19 capítulos, que tratam de temas diversificados, como roubo, multas de trânsito, sistemas de segurança, produção nacional, comercialização autorizada e independente, seguros, leilões, acessórios, adulteração de características, documentação, além de trazer informações úteis como cuidados específicos, dicas de compra e os macetes utilizados por comerciantes.

Um dos destaques do livro é a participação ativa das mulheres entre os melhores condutores de veículos do Brasil, impondo respeito e marcando presença pela prudência nas ruas e avenidas.

Sobre a autor: Mauro Antonio Panni trabalha na área de comércio de veículos no Brasil há mais de dez anos e foi especialmente convidado para agregar seus conhecimentos à Biblioteca de Atualidades da Editora Rideel.

Editora: Rideel
Autor: Mauro Antonio Panni
Preço: R$ 15,00
Páginas: 136

SUA SEGURANÇA, NOSSA SEGURANÇA
Renault convoca recall no Clio

A Renault do Brasil está convocando, em caráter preventivo, os proprietários do modelo Clio com numeração de chassis identificados abaixo, para checagem e eventual substituição da balança de suspensão dianteira.

Deverão comparecer às concessionárias Renault os proprietários de 2.888 automóveis produzidos entre 2002 e 2003. A chamada faz parte de um recall mundial da marca, que envolve cerca de 20.000 veículos em todo o mundo.

Apesar de não haver qualquer registro de acidentes, a campanha de recall tem como objetivo, através de checagem e eventual substituição, eliminar o risco de quebra da balança de suspensão dianteira que, em caso de choque nas rodas dianteiras, pode provocar a perda de controle direcional do veículo.

O recall foi convocado após o fornecedor da peça, a empresa ACI (Auto Chassis Internacional), ter alertado a Renault que um dos lotes deste componente, importado da França, estava fora da especificação. Além de tomar conhecimento pela imprensa, todos os clientes envolvidos receberão uma carta registrada da empresa convidando-os a comparecer a uma concessionária Renault para verificação e possível substituição da peça defeituosa, gratuitamente.

A empresa também coloca à disposição de seus clientes o telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente 0800-555615 e o endereço na internet www.renault.com.br.

A relação completa dos veículos é a seguinte
Modelo: Renault Clio
Motorização: Todas
Ano de fabricação: 2002 a 2003

Números de chassi
93YBB01053J385208 a 93YBB01053J386447
93YBB01253J379841 a 93YBB01253J395019
93YBB06053J382368 a 93YBB06053J395030
93YBB06153J385036 a 93YBB06153J395028
93YBB06253J384972 a 93YBB06253J395682
93YBB0Y053J378311 a 93YBB0Y053J396342
93YLB01153J375387 a 93YLB01153J386674
93YLB01253J383498 a 93YLB01253J395015
93YLB06053J381042 a 93YLB06053J395001
93YLB06153J376975 a 93YLB06153J395031
93YLB06253J378594 a 93YLB06253J395002
93YLB06252J335577

FIQUE ATENTO
Carros baratos lideram ranking de roubos

Ter um carro mais barato ou fora de linha de fabricação não significa menor risco de ser alvo dos ladrões. Entre os dez modelos mais roubados ou furtados no Estado de São Paulo não há veículos caros ou de luxo, segundo levantamento da Polícia Civil.

No topo do ranking do Estado de São Paulo por exemplo, elaborado com os dados do mês de maio, quando cerca de 19 mil carros foram furtados ou roubados, está o Gol, com 13% -- 2.500 unidades. Logo atrás aparecem outros carros de marcas menos caras e três fora de linha --Fusca, Monza e Chevette.

A preferência dos ladrões pelos carros baratos tem uma explicação de mercado. "Os carros mais baratos alimentam os desmanches e o comércio clandestino de peças. O que importa para os ladrões é a liquidez do carro no mercado", afirmou o delegado Manoel Camassa, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado).

O aparecimento do Fusca na quinta colocação do ranking e a diminuição de roubos e furtos de carros mais caros são as principais mudanças em relação à última pesquisa, feita em 2000.

Segundo Camassa, quadrilhas especializadas em carros mais caros são raras. A banalização desse tipo de crime fez com que os carros mais baratos se transformassem no principal alvo. "Falsificar a documentação e revendê-los, com preços atrativos, também é mais fácil", disse.

Automóveis como BMW, Mercedes e Audi ficaram abaixo das cem unidades roubadas ou furtadas no Estado em maio.

Além da falsa sensação de segurança, os donos de carros mais visados levam desvantagem na negociação do valor do seguro. No cálculo, as seguradoras levam em consideração o risco de roubo ou furto e o ranking das marcas prediletas dos ladrões.

Segundo Jorge Bento, vice-presidente da Sul América Seguros e vice-presidente do Sindicato das Empresas Seguradoras do Estado, o valor do seguro do carro popular é proporcionalmente mais alto do que o de um veículo de luxo. "A taxa de um Gol fica entre 6% e 7% do valor do veículo. De um Jaguar fica em 4%. As pessoas pensam que estão mais seguras com um carro popular. Mas isso não é verdade."

MECÂNICA AVANÇADA
As novidades da mecânica na Automec 2003

A edição 2003 da Automec (Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços) aconteceu de 25 a 29 de maio no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A feira, que esse ano teve sua décima edição, reuniu 1.208 expositores de 29 países que levaram ao público participante várias novidades do setor. Estavam em exposição produtos para todos os gostos e necessidades. Confira abaixo o que chamou mais a atenção.

A apresentação de dois novos modelos da linha de áudio automotivo da Siemens VDO foi um dos destaques. A maior novidade dos CD players 2703 e 2803 é que ambos reproduzem MP3 e têm a tecnologia RDS, que torna possível ler mensagens enviadas pelas rádios FM no display.

Os dois modelos têm a frente móvel, que se desloca para que o usuário possa colocar o CD. Com esse sistema, a entrada de poeira no mecanismo é menor e os pulos - freqüentes nesse tipo de equipamento devido à entrada de poeira no leitor - são evitados. Esses aparelhos têm uma saída para o kit viva voz da marca, que também foi apresentado na Automec.

O kit viva-voz para celular da Siemens VDO pode ser conectado aos CD-players da marca e tem um dispositivo que faz com que o rádio pare de tocar quando o usuário estiver atendendo uma chamada no celular.

A conversa é transmitida pelos auto-falantes do carro e assim que o celular for desligado, o rádio volta a tocar. Como o microfone do viva-voz fica pendurado na coluna do volante é possível falar no celular sem infringir as leis de trânsito. O preço do kit viva-voz, que já está a venda, é R$ 200. O lançamento dos CD-players está previsto para junho e o preço estimado é R$ 1.000.

O sensor de estacionamento Parking Aid da Delphi foi lançado na Automec para auxiliar o motorista na hora das manobras. Através de microondas, o sensor de estacionamento identifica objetos localizados fora do campo de visão do motorista na hora de estacionar. O sensor é acionado quando a marcha à ré é engatada e, quando algum obstáculo é detectado em um raio de 15 a 70 centímetros, é emitido um aviso sonoro. O sensor pode ser aplicado a qualquer modelo que possua pára-choques de plástico e não é necessário fazer nenhuma perfuração para a instalação do mecanismo. O produto já está à venda no mercado nacional e custa R$ 320 para os revendedores.

Para tornar as horas no trânsito mais divertidas para os passageiros, a Visteon levou à feira o Family Entertainment System, um aparelho para entretenimento de quem fica no banco traseiro.

O produto é o único do mercado com tela totalmente nacionalizada e chamou a atenção com seu display colorido LCD 7", controle de direcionamento de áudio, painel basculante para ajustar a melhor visualização, fone de ouvido e controle remoto. O FES chega ao mercado em julho e seu preço sugerido é de R$ 3.000.

Itens simples, mas fundamentais também tiveram destaque na Automec. Esse é o caso da palheta Cibiè Smart, lançada pelo grupo Valeo. A palheta tem um selo indicador de desgaste que pode ser visto pelo motorista através do pára-brisa. O selo indicador muda da cor preta para a amarela conforme o desgaste. Quando a cor ficar amarela significa que está na hora de substituir a palheta. O produto chega ao mercado para alertar a necessidade da troca periódica da palheta, hábito que os motoristas brasileiros não têm. As palhetas Cibié Smart já estão à venda em lojas de autopeças e supermercados e custam cerca de R$ 15 o par.

A fabricante de filtros automotivos MANN+HUMMEL levou à Automec duas novidades, o filtro bicombustível e filtro design. O filtro bicombustível foi desenvolvido para ser utilizado com gasolina, álcool ou qualquer mistura dos dois combustíveis. O sistema de vedação entre o elemento filtrante e a tampa 100% nacional é capaz de suportar a corrosão provocada pelos combustíveis. O filtro bicombustível já equipa o Gol Total Flex. Já o filtro design é um filtro de ar que além sua função original, serve de tampa de cobertura do motor e atenuador de ruído. O filtro design faz com que os componentes tenham uma integração maior. Atualmente é utilizado nos VW Golf e Polo.

Quem visitou a exposição também pôde conferir de perto quatro clássicos da indústria automotiva mundial. A Dana, que completa seu primeiro centenário em 2004 levou à Automec um Ford Thunderbird 1955, um Jaguar XK 120 ano 1953, um Chevrolet Bel Air e um BMW 600.

A mostra de carros históricos faz parte dos programas culturais desenvolvidos pela Dana, a parceria estabelecida com o Museu de Tecnologia da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), que detém um dos mais importantes acervos automobilísticos da América Latina.

LUTANDO PELOS DIREITOS
Portadores de deficiência física - As dificuldades para dirigir
Se utilizar o transporte público é uma tarefa árdua para um deficiente físico, conseguir um carro adaptado não é menos complicado.

O problema começa na hora de tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Nem todas as auto-escolas operam com veículos adaptados para deficientes dos membros inferiores e o exame tem apenas um ponto diferente das habilitações normais: três médicos examinam a extensão da deficiência e a desenvoltura do candidato com as adaptações.

Aprovado na auto-escola, o deficiente físico receberá um laudo determinando o tipo de deficiência física e o tipo de veículo com as características especiais necessárias que está apto a dirigir - esses dados constarão na Carteira de Habilitação. Câmbio automático e direção hidráulica são considerados características especiais (como nos casos de portadores de LER, que não podem operar câmbios manuais).

Chega-se, então, à segunda etapa da árdua tarefa: obter um carro adaptado.

Embora tenha direito a isenções fiscais na compra do veículo novo, há uma grande burocracia a ser cumprida antes de conseguir o desconto. Só pode fazer uso do benefício quem tiver autorização do Detran, que deve ser levada ao escritório da Receita Federal (para isenção do IPI) e da Secretaria da Fazenda (para o ICMS).

Na compra de veículos populares com motor 1.0, a isenção é do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que fica em uma média de 10%, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Acima desta motorização, não há isenção de ICMS, mas a média do IPI sobe para 25%, resultando em um desconto maior no preço final.

O deficiente também pode ser isento do pagamento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ao financiar a compra de um veículo novo de fabricação nacional e potência de até 127 cavalos. A isenção deve ser obtida junto ao Departamento de Trânsito onde residir em caráter permanente - será emitido um laudo de perícia médica especificando o tipo de defeito físico e a total incapacidade para dirigir veículos convencionais.

Depois de receber o veículo, o proprietário deficiente físico se compromete a ficar com ele por pelo menos três anos, sob pena de ter que pagar todos os impostos descontados.

Dentre as montadoras nacionais, a Fiat, através de seu programa Autonomy, lançado em 1996, oferece a adaptação de veículos para uso por deficientes físicos dos membros inferiores. Todos os carros são oferecidos com garantia de fábrica.

A Volkswagen tem o Programa Mobilidade, parceria da montadora com a concessionária Cavenaghi, por meio do qual também são oferecidos veículos adaptados com garantia de fábrica. O programa Autonomy funciona em conjunto com três Detrans equipados com centros especialmente desenvolvidos para facilitar a habilitação de motoristas portadores de deficiência física.

Os três centros oferecem um simulador de direção, que auxilia na avaliação da capacidade psicomotora do condutor por meio de testes específicos. O Centro de Mobilidade de São Paulo conta, ainda, com um modelo adaptado para que o portador de deficiência física possa realizar tanto os exames simulados quanto a prova prática de direção.

Há, ainda, concessionárias - como a Chevrolet Dutra Veículos (na unidade da av. Guilherme Cotching, 1874, Vila Maria) -, que dispõem de show-room exclusivo com atendimento especial e infra-estrutura adequada aos portadores de deficiência física. Essas concessionárias realizam as adaptações necessárias nos veículos e oferecem garantia pelos serviços executados.

PASSO-A-PASSO PARA A OBTENÇÃO DE ISENÇÃO
Documentos a ser apresentado ao posto da Receita Federal.

IPI - São isentos do IPI os automóveis de passageiros e os veículos de uso misto, de fabricação nacional, movidos a qualquer combustível, classificados na posição8703 da TIPI - Tabela do IPI, que apresentem características especiais e sejam adquiridos por pessoas portadoras de deficiência física que as impossibilite de conduzir veículos comuns (Lei nº 8989/95/ restaurada pela Lei nº 10.182/01 e Instrução Normativa nº 293/2003). Este beneficio vigorará até 31/12/2003 (Lei n° 10.182, de 12.02.2001).

- Laudo de Perícia Médica (via original).
- Carteira de Identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF) - cópia autenticada.
- Carteira Nacional de Habilitação (cópia autenticada) constando a necessidade de utilização do veículo especial ou adaptado ou Termo de Responsabilidade com prazo de 180 dias caso não possua Carteira Nacional de Habilitação.
- Comprovante de residência (cópia autenticada).
- Comprovação de quitação de tributos e contribuições federais.
- Requerimento Específico, em três vias.

ICMS - Ficam isentas do ICMS as saídas internas e interestaduais de veículo novo, com motor até 127 HP de potência bruta (SAE), que se destinar a uso exclusivo do adquirente, paraplégico ou portador de deficiência física, impossibilitado de usar modelos comuns, nos termos estabelecidos na legislação estadual. Este benefício produzirá efeitos em relação aos pedidos protocolados até 30/04/2004, cuja saída de veículo ocorra até 31.06.2004 (Convênio nº35, de 23/07/99, prorrogado pelo Convênio ICMS 21, de 15/03/2002.

- Requerimento de isenção, conseguido no próprio posto ou na concessionária.
- O original e uma cópia autenticada do laudo médico do Detran.
- Cópias autenticadas do CIC, RG, comprovante de residência e carteira de habilitação (se não tiver a carteira, o procedimento é o mesmo da isenção de IPI).
- Carta de Repasse de Tributos, fornecida pela própria autorizada.

IPVA - "A isenção de IPVA está em vigor sem limitação de potência ou combustível para automóveis de passageiros nacionais de propriedade de portador de deficiência física. Poderá ser utilizado uma única vez a cada três anos e obtida após o veículo estar documentado". Fonte: IPVA - Isenção - Site da Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo.

- Cópia autenticada do Laudo Médico do Detran;
- Cópia da Carteira Nacional de Habilitação ou Requerimento
- Requerimento Específico
- Certidão Negativa de débitos com a Fazenda Estadual.
- Comprovante de residência;
- Nota fiscal de compra do veículo e nota fiscal de adaptação;
- Cópia autenticada do R.G. e C.P.F.

IOF - IOF é o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários. "É isenta de IOF a operação de crédito para aquisição de automóvel de passageiros, de fabricação nacional, com até 127 HP de potência bruta (SAE), na forma do Artigo 72 da Lei nº 8.383 de 30/12/1991". O benefício é válido para portadores de deficiência física que nunca tenha solicitado e obtido isenção de IOF. Fonte: IOF - Decreto nº 4494 de 04/12/2002.

- Requerimento de isenção do IOF, em duas vias, conforme modelo que deve ser obtido junto à Receita Federal.
- Mesma documentação exigida para isenção do IPI.

Para mais informações acesse:
http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenIpiDefiFisico.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2003/in2932003.htm
(aqui obtém-se o formulário para requerimento de isenção de IPI)

Fonte: Webmotors

DE OLHOS BEM ABERTOS
Saiba como escolher seu alarme
Um dos dispositivos de segurança automotiva mais procurados pelos proprietários de veículos é o alarme, que se multiplica em marcas, modelos e funções, muitas vezes dificultando a escolha. A equipe de Pós-Vendas da Positron, marca líder do mercado de acessórios, tem algumas dicas que podem fazer a diferença na hora de escolher o modelo mais apropriado para seu carro.

Do simples ao sofisticado

Existem no mercado dispositivos básicos de qualidade que oferecem as principais funções de segurança e costumam ter um preço acessível. Se você está procurando esse tipo de sistema é só ficar atento nas características do produto: o alarme deve monitorar interruptores de portas, capô, porta-malas e ignição; sensor de ultra-som para disparar ao detectar algum movimento interno no veículo; saída para bloqueio do motor de partida.

Para o seu conforto e comodidade, existem funções agregadas ao alarme que podem trazer benefícios ao proprietário, como o travamento de portas e subida de vidros ao acionar o alarme (desde que o veículo possua estes acessórios); a função localizador, que pode ser usada em estacionamentos para encontrar o carro, piscando as setas ao pressionar o botão do chaveiro; e a função pânico, em que o motorista pode fazer disparar o alarme quando sentir alguma situação de risco.

Os modelos intermediários costumam contar ainda com as opções de trava automática - trava e destrava as portas ao ligar e desligar a chave de ignição; reativação automática - reativa o alarme após 30 segundos em caso de desativação acidental; check control - aviso pelo LED (sinal luminoso), a meio brilho, de que a porta, capô ou porta-malas estão abertos no momento da ativação; e relatório por LED - indica a entrada que causou o último disparo.

“É importante destacar que há proprietários que deixam de utilizar o alarme por medo de serem alteradas as características originais do veículo e danificar algum outro componente, mas existem alguns modelos dedicados para veículos mais populares que possuem preparação adequada para garantir a originalidade do veículo, o que facilita e traz segurança na instalação” destaca André Betarello, supervisor de Pós-Vendas da Positron.

Quem quer investir um pouco mais pode optar por um produto top de linha, como o PX2000, que além das funções já citadas, costumam oferecer itens de conforto. “Nesse tipo de dispositivo, além de ser possível acrescentar um sinalizador de velocidade, que evita multas, até o controle do som é ativado ou desativado pelo controle do alarme. Além dos que querem um sistema de grandes recursos, um alarme como esse ajuda bastante as famílias em dias de chuvas ou de compras no supermercado, por exemplo, em que a pessoa consegue destravar a porta do carro e até abrir o porta-malas com um toque no chaveiro”, acrescenta André.

Instalação - A escolha da loja de instalação também é um fator imprescindível para não ter dores de cabeça. “A indicação de amigos é sempre uma segurança a mais para o bom funcionamento do alarme”, lembra André.

Após a instalação siga algumas dicas: peça ao vendedor um teste do produto, demonstrando todas as funções do alarme; acompanhe o manual do produto e confira se todos os interruptores estão ligados e se os chaveiros estão gravados; guarde o chaveiro reserva junto com a chave reserva; e fale com o instalador para ele mostrar onde foi instalada a chave master e como desativar o alarme sem controle. “O fabricante oferece garantia de seu produto e é importante que o consumidor negocie com a loja a garantia da instalação”, acrescenta André Betarello.

Assistência Técnica e garantia

Fatores decisivos na hora de escolher seu alarme são os serviços oferecidos pelos fabricantes. Prazo de garantia do produto e uma assistência técnica ágil são importantes para garantir a satisfação do cliente. “A central de atendimento é muito importante para que o cliente tenha o respaldo da fábrica em qualquer situação”, completa André.

Mais informações - Se você tem mais alguma dúvida, a Positron conta com a Central de Atendimento Técnico 0800 880 1400 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 13h).

MECÂNICA QUASE CASEIRA
Como rodar tranqüila sem entender (quase) nada de carro

Mesmo as mulheres que não gostam de carro, algumas vezes são obrigadas a tomar certas atitudes. Um pneu furado, um mecânico falando coisas incompreensíveis, uma pequena colisão, um frentista perguntando sobre a gasolina ou o óleo...

Selecionamos dez situações bastante comuns e damos as dicas de como se safar bem em cada uma delas. Um guia para aquelas que não se interessam pelo assunto, mas não passam por tontas no trânsito, nos postos e nas oficinas.

1. Fique atenta na hora de abastecer
Afinal, qual a diferença entre gasolina comum e aditivada? É simples. A última contém dispersantes e detergentes que ajudam a reduzir a carbonização interna do motor, ou seja, uma crosta de combustível que se forma com o passar do tempo. Fique atento: desconfie dos postos onde o preço dos dois tipos de gasolina é quase o mesmo, pois a aditivada é sempre um pouco mais cara que a comum.

A escolha do posto de abastecimento exige atenção redobrada, já que alguns deles adicionam quantidades superiores de álcool - ou até de água - do que as permitidas por lei (20%). Com isso, o desempenho do veículo fica fragilizado, provocando sérios prejuízos ao funcionamento do motor. Para evitar que seu carro seja vítima da gasolina adulterada procure sempre abastecer em postos de marcas conhecidas e, de preferência, no mesmo local. Pois, caso seu carro apresente alguma falha, a troca de posto pode ser a solução para o problema.

Dica: evite deixar o tanque na reserva ou enchê-lo até a boca. Essas "manias" podem provocar danos ao carro. No caso de rodar com pouco combustível, pode acontecer entupimento de filtros pelo acúmulo de resíduos e sujeiras no sistema de alimentação e perda de parte do combustível, para os tanques muito cheios.

2. Escolha o tipo certo de óleo
Existem três tipos de óleo disponíveis no mercado: minerais multiviscosos, semi-sintéticos e sintéticos. É essencial que você leve em conta as características do seu carro para a escolha do produto. Por exemplo: os mais comuns nas lojas são os minerais, adequados a motores convencionais de qualquer cilindrada. Os semi-sintéticos são indicados a motores mais potentes, e os sintéticos são usados em modelos esportivos e carros de corrida.

A troca de óleo deve ser feita, no caso dos minerais e semi-sintéticos, a cada 10 mil quilômetros rodados. Já para os veículos que utilizarem os óleos sintéticos, o ideal é que a cada 30 mil quilômetros seja substituído.

Dica: cuidado para não cair na armadilha "o melhor é o mais caro", que muitos funcionários de postos tentam aplicar. Nem sempre o óleo mais caro é o adequado ao seu carro e a escolha errada interfere na potência do motor. O óleo sintético, por exemplo, é o mais caro, porém não é indicado aos carros com motor 1.0. Nesse caso, os melhores, tanto para o carro como para o seu bolso, são os minerais.

3. Não esqueça de calibrar os pneus e completar a água do radiador
A verificação da calibragem de pneus deve ser feita semanalmente da seguinte maneira: escolha um posto perto de sua casa, pela manhã, quando o seu carro ainda não tiver rodado muito - os pneus devem estar frios para que não haja alterações de medidas. Não peça auxílio a um funcionário do posto. Normalmente, eles colocam a mesma calibragem em todos os modelos. Consulte o manual do proprietário do seu veículo e veja qual é a calibragem certa para o seu carro. Mesmo assim, não esqueça da caixinha, que deve ser de R$ 1, em média.

Aproveite sua "visita" ao posto para verificar se é necessário completar a água do radiador. Isso deve ser feito sempre com o motor frio. O nível correto deve ficar entre as marcas máxima e mínima do reservatório. Fique esperta: nunca deixe o frentista do posto abrir a tampa do radiador com o motor quente, pois a água aquecida aumenta de volume e "explode" quando a tampa é aberta. Essa verificação deve ser feita toda semana.

Dica: todos os segredos que você precisa saber sobre a manutenção do seu carro está em manutenção. Confira!

4. Bati o carro: o que fazer?
A primeira dica é manter a calma. Discussão nesse momento só vai gerar estresse e não resolverá o problema. Se o acidente não tiver vítimas trate de liberar rapidamente a pista para que não forme congestionamento. Anotar os dados do veículo, das pessoas envolvidas e o endereço do local da colisão são essenciais para fazer o boletim de ocorrência (B.O.), na delegacia mais próxima do local do acidente. Os documentos necessários para fazer o B.O. são carteira de habilitação e certificado de licenciamento do veículo.

Se houver necessidade de guinchar o carro, ligue para 190 e solicite o serviço. No caso de veículos com seguro, o motorista deve acionar a seguradora (é importante que estejam em mãos os números da apólice e o da assistência 24 horas da empresa), que providenciará o guincho, caso necessário. Quando a culpa for do motorista segurado, os prejudicados devem entrar em contato com a seguradora imediatamente para que seja avaliada a situação e reparados os danos ao veículo.

Dica: se perceber que a batida foi proposital, jamais pare. Esse é um truque típico de assaltantes para que você se assuste e estacione para verificar se ocorreu algum dano ao seu carro. Continue dirigindo e só pare ao encontrar um local seguro. Se possível, memorize o número da placa do carro que provocou a colisão para entregar à polícia.

5. E se meu carro quebrar?
As providências que devem ser tomadas quando seu carro quebrar são semelhantes às citadas acima, em caso de acidente de trânsito. Novamente, manter a calma é o primeiro "mandamento". Se o carro parar no meio de uma rua ou avenida movimentada, ligue imediatamente as luzes de advertência (pisca-alerta) e providencie a colocação do triângulo de sinalização à distância de 30 metros da parte traseira do veículo.

Em seguida, ligue para o serviço de assistência do seu seguro e peça ajuda. Para quem não tem o carro segurado, é importante carregar sempre o telefone de um mecânico de confiança para socorrê-la. Mais uma vez, fique alerta a pessoas que queiram ajudá-la nessa hora: uma boa ação pode ser uma maneira de assaltantes se aproximarem. Se seu carro quebrar à noite em um lugar pouco movimentado, peça proteção à polícia, ligando no 190, até que a situação esteja sob controle.

Dica: fique sempre atenta às reações de seu veículo para que ele não a deixe na mão. Se perceber algum barulho diferente ou falha, leve- o ao mecânico para a verificação do problema. Mas se acontecer algo inesperado, faça de tudo para não atrapalhar o tráfego do local. Sinalize e solicite o guinchamento do veículo, caso necessário. Um carro quebrado em uma avenida pode ocasionar de 200 a 400 metros de engarrafamento. Se você demorar meia hora para removê-lo numa marginal, por exemplo, formará um tráfego caótico, que precisará de uma hora para dissipar-se. Pense nisso!

6. Documentação em dia para não levar multa
R$ 957,70. Esse é o valor da multa mais cara do Brasil, que tem de ser paga por condutores que estiverem dirigindo bêbados e/ou drogados e também para os que conduzirem sem carteira de habilitação ou com esta suspensa. Quem for abordado participando de racha ou omitindo socorro, em caso de acidente, também terá que desembolsar esse valor e ainda terá suspensa a habilitação. Seguir o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) é imprescindível para a sua segurança e à saúde de seu bolso.

Para rodar legalmente nas vias brasileiras é necessário estar em dia com os seus documentos e os do seu veículo. Os proprietários devem pagar anualmente o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e o seguro obrigatório (no ato do licenciamento). A data de pagamento dos impostos é de acordo com o número final da placa do seu carro. Você não poderá licenciá-lo se não estiver em dia com o pagamento do IPVA. Se for abordada por policiais sem os documentos obrigatórios será multada (considerada uma infração leve e três pontos na carteira) e seu veículo será apreendido.

Dica: no mês de abril os veículos com placa final 1 devem ser licenciados. Confira no link licenciamento todas as informações sobre o processo, desde as datas até os postos de licenciamento. Você também pode licenciar seu carro pela internet. Saiba como em licenciamento.

7. Assaltos e seqüestros no trânsito: como evitar?
O farol fica vermelho. Em seguida, vem um garoto(a) na direção de seu carro e pede um trocado. Essa situação acontece diariamente com os motoristas das grandes cidades brasileiras. Pode ser um simples pedido de ajuda, mas o primeiro pensamento que vem à mente é o de que se trata de um assalto.

Há algumas dicas que inibem a ação de assaltantes ou tornam mais difícil o seu "trabalho". Quando ver que o farol vai fechar, diminua a velocidade para que o tempo parado seja o menor possível. Evite andar na faixa da esquerda e parar colado na faixa de pedestres. Mantenha os vidros fechados e as portas travadas. Não se distraia com o rádio ou falando no celular. Fique atento ao que acontece ao seu redor.

Se for abordado por um assaltante, nunca o provoque ou o force a mostrar a arma. Lembre-se: eles nunca atuam sozinhos e não aceitam ser desafiados. Não buzine ou tente arrancar bruscamente. Nem grite ou faça escândalo - o ladrão dificilmente fugirá e pode se vingar de você.

Dica: ande sempre com bolsa e carteira velhas no assoalho do carro com algumas notas de baixo valor e papéis sem importância para fazer volume. Caso seja abordado por assaltantes você pode entregá-la no lugar da sua verdadeira, sem sofrer um grande prejuízo. Deixe sacolas e casacos no porta-malas e CD's no porta-luvas para não chamar atenção das pessoas que estão do lado de fora.

8. Direção segura também é motorista sem estresse
Manter a calma no trânsito é um desafio para os motoristas que enfrentam horas de congestionamento todos os dias. Há algumas formas de reduzir o efeito do estresse no trânsito, como escutar músicas estilo New Age, que relaxam e proporcionam sensação de tranqüilidade.

Existem disponíveis no mercado CD's de meditação e auto-ajuda, que podem ser grandes aliados quando a fadiga e a irritação tomam conta. Mas se você não goste de músicas tão calmas, opte pelo som de sua preferência. Assim, será difícil ficar irritada ouvindo uma canção que você tanto gosta.

Agora que você já sabe como não ficar estressado no trânsito é hora de prevenir-se contra acidentes, que na maioria das vezes ocorre por distração e inexperiência do condutor. Dirigir levando em conta técnicas de direção defensiva, muitas delas aprendidas na própria auto-escola, é essencial para proteger-se e ainda impedir que outros venham a se machucar. Além disso, seu veículo deve sempre estar em condições adequadas à "convivência" no tráfego, para que não seja o grande vilão em um acidente.

Dica: você pode tornar útil o tempo que fica parada nos congestionamentos, aprendendo, por exemplo, uma nova língua com fitas ou CD's apropriados para isso. Descubra a melhor maneira de fazer do seu carro um grande aliado sem se esquecer de prestar atenção ao que acontece ao seu redor. Alivie o estresse, mas não deixe de lado sua segurança.

9. Oficina: fique alerta aos truques de mecânicos mal intencionados
Os mecânicos mal intencionados existem e tem como principal alvo as mulheres. Para não correr o risco de deixar seu carro na mão de um deles, consulte diferentes opiniões de profissionais da área antes de levá-lo para reparação. Se tiver alguma dúvida sobre o problema do seu carro, não deixe de perguntar. Fique atenta aos detalhes que o mecânico disser e mostre que está interessada em entender o que está acontecendo com o seu carro. Isso o intimidará a dar informações falsas.

Um dos principais truques aplicados por esses mecânicos que agem de má fé é dizer que tem de trocar uma peça que ainda pode ser usada. Ele pode até colocar uma peça já gasta no lugar e dizer que colocou uma nova. Exija etiqueta de garantia e leve a peça usada com você.

10. Viagem: procedimentos adequados antes de por o pé na estrada
Se você está com uma viagem programada preste atenção às providências que devem ser tomadas antes de cair na estrada. Em primeiro lugar, verifique se a sua documentação e a do seu veículo estão em ordem. Os pneus, a suspensão, os freios, o motor, o limpador de pára-brisa e as luzes de seu carro devem estar em ótimo estado. Não vá para estrada se tiver qualquer dúvida quanto à eficiência de qualquer um desses itens.

Ao distribuir a bagagem no porta-malas, os objetos pesados devem ficar embaixo, bem perto do banco traseiro. Animais devem viajar isolados ou em gaiolas que os mantenham bem arejados. Nas rodovias, sinalize todas as manobras e, mesmo durante o dia, acenda os faróis. Evite viajar à noite, a visibilidade sempre é prejudicada e o risco de acidentes aumenta.

Dica: se você tiver filhos pequenos procure fazer paradas de três em três horas para que eles possam comer e beber algo. Não deixe que comam durante a viagem, se tiverem predisposição para enjôos. Use a imaginação para tornar o tempo em que ficam no carro mais agradável: invente brincadeiras ou dê livrinhos para colorir e ler. Para quem quer se tornar expert no assunto, há um livro da jornalista inglesa Lucy Needham Vianna, ex-mulher do cantor e compositor Herbert Vianna, chamado "Viajando Com as Crianças - Um Guia de Sobrevivência para Pais de Primeira Viagem".

Texto: Vanessa Garcia

DE OLHOS BEM ABERTOS II
Clonagem de carros é uma
prática cada vez mais comum nas grandes cidades

Você estaciona seu carro na rua e, quando volta para pegá-lo, ele está sem as placas. O que parece um ato de vandalismo pode ser, na verdade, uma grande dor de cabeça mais tarde.

Segundo dados da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba, somente de fevereiro até maio, foram registrados dezesseis boletins de ocorrência, relatando desde o roubo de placas até o recebimento de multas não reconhecidas pelos proprietários multados, indício de que provavelmente o carro foi clonado.

"Existem várias formas de clonar um veículo", revela Marcos Paulo de Souza, diretor comercial da Assim Brasil – Assessoria Integrada de Mercado Automotivo. "Uma delas é com a troca de placas do veículo que se deseja disfarçar por outras de um veículo semelhante, geralmente pesquisado em estacionamentos, revendas de veículos ou mesmo através de anúncios de venda e confeccionando placas em fábricas clandestinas.

Isso é feito quando o falsário quer evitar as multas por radares, mas é uma prática arriscada mesmo para ele pois, se parado numa blitz, seus documentos de porte obrigatório do veículo não trarão a informação de acordo com a placa clonada", explica.

Uma outra forma é com a falsificação de documentos. Os falsários roubam documentos originais do Detran, por exemplo, e preenchem o formulário com os dados de um veículo roubado, trocando apenas a informação da identificação de placa, tanto no documento, quanto no próprio carro.

"Assim, quando parado numa blitz, o motorista do veículo clonado dificilmente terá problemas, uma vez que as autoridades costumam verificar apenas se as placas coincidem com o documento", esclarece o diretor da Assim Brasil.

O delegado da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba, Hamilton Cordeiro da Paz Júnior, explica que a clonagem de veículos acontece porque o controle da fraude é muito difícil, uma vez que muitos dos proprietários nem ficam sabendo que seu carro foi clonado e, consequentemente, não registram queixas.

"Quando eles descobrem, e se descobrem, já é tarde demais", diz."O veículo já foi multado, ou já se envolveu em um assalto ou atropelamento, e o proprietário real terá que provar que aquele não era o seu carro e sim um clone. O Paraná tem 2.748.929 veículos. Só na capital, são 765.945. Existem 120 estabelecimentos autorizados a produzir placas no estado, mas nada impede que uma estamparia de fundo de quintal faça uma placa igual a de um carro real para ser colocada num carro clonado.Tudo é passível de fraude. Por isso não se pode culpar nem o Detran, nem a polícia".

Um vez feito o B.O., a placa do veículo, supostamente clonado, é colocada no sistema de computador da polícia, que é acessado por todas as polícias do país. Se o veículo é localizado ele é parado e identificado. Trabalho que tem tido resultados positivos, segundo a delegacia.

Para evitar problemas como esses, a Assim Brasil dá algumas dicas para aquelas pessoas que desconfiarem que tiveram o carro clonado:

1 – Verificar as informações do próprio veículo – número do chassi, número do motor, número da carroceria – para se assegurar de que o carro está regularizado;

2 –Notificar a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos sobre a suspeita, levando evidências ou provas que justifiquem a desconfiança – multas estranhas, não recebimento do licenciamento anual após o pagamento do IPVA e do Seguro Obrigatório;

3 – Deixar o automóvel sob suspeita parado – se possível – em lugar onde possa ser provado que o veículo não trafegou durante o período de investigação (estacionamentos pagos, pátio da delegacia, concessionárias);

4– Solicitar junto ao Detran a mudança de placas do automóvel, se a clonagem realmente for comprovada, conforme especificações do órgão fiscalizador.

Outras dicas importantes também ajudam quem pretende comprar um carro e quer a garantia de que ele não foi clonado:

1 –Pedir para ver o DUT (Documento Único de Transferência) e conferir os dados com o CRLV (Documento de Porte Obrigatório) – as informações nos dois devem ser iguais;

2- Fazer consultas em empresas especializadas, através das placas do veículo, verificando se as informações contidas nos documentos são as mesmas do Detran – os documentos podem ser falsos e o site de serviços da autarquia não fornece essas informações;

3 –Verificar o número do chassi, que funciona como uma identidade do veículo.

"O número do chassi deve conter 17 dígitos, entre letras e números", explica Marcos Paulo. "Os três primeiros identificam o fabricante e o país onde o carro foi fabricado.Os seis seguintes, as características do veículo, como o modelo, motorização e acessórios. O décimo, uma letra, identifica o ano de fabricação. E do décimo primeiro ao décimo sétimo, revelam o número de série do chassi do veículo, podendo apresentar outras características, tais como mês de fabricação, conforme cada fabricante".

Assim, no chassi 9BD146000R0202020, a fração 9BD diz que o carro foi fabricado na América do Sul/Brasil pela Fiat Automóveis. O número 146, que ele é um Uno (até 1998) ou uma Elba/Prêmio Pickup (até 1995), os dígitos 000 seguintes são um complemento da identificação do veículo que, por não apresentar características declaráveis, não possuem um significado e foram colocados pela fábrica para completar o número de dígitos necessários para o código ficar completo. A letra R, que ele foi fabricado em 1994. E a parte final 0202020 é o número de identificação do veículo.

Cada montadora possui uma codificação própria, sendo necessário um trabalho especializado para identificar corretamente cada veículo. O exemplo, fictício, é o de um carro nacional. "O processo de decodificação desses dígitos pode ajudar o consumidor a não adquirir um veículo fraudado ou clonado", alerta o diretor comercial da Assim Brasil. "São medidas preventivas que podem evitar aborrecimentos futuros", finaliza.

TECNOLOGIA NO SEU AUTOMÓVEL
Honda Fit: duas velas por cilindro

            Especialmente desenvolvido para o Honda Fit, o revolucionário motor SOHC i-DSI (Intelligent Dual Sequential Ignition – Ignição dupla sequencial inteligente) caracteriza-se pela economia de combustível, tamanho reduzido, leveza, torque máximo em baixas rotações e baixo nível de emissão de poluentes.

O motor 1.4 litro 8V tem potência de 80 cv (cavalos) a 5.700 rpm e torque máximo de 11,8 kgfm a 2.800 rpm, favorecendo o uso urbano, em que o veículo é mais exigido em faixas de rotação baixas.

Em termos de tecnologia, outro destaque é a ignição diferenciada. As velas, dispostas em pares, ficam em posições diametralmente opostas, visando reduzir o tempo e a velocidade de combustão.

Além disso, a ignição não é simultânea, isto é, a defasagem do tempo de ignição entre as velas é variável, sendo controlada por um módulo eletrônico que constantemente monitora as condições de carga impostas ao motor, ajustando o melhor momento para a ignição em cada vela individualmente. Esse mecanismo permite acelerar e elevar o pico de potência, melhorando a eficiência da combustão.

O momento de ignição (defasagem do tempo de ignição das duas velas) varia de acordo com o regime de rotação do motor e o vigor com que o motorista pisa no acelerador. O dispositivo sempre procura o melhor ponto de ignição, comandando individualmente cada vela.

Utilizando o exclusivo sistema i-DSI, de duas velas por cilindro, o controle de ignição, normalmente feito por uma vela em cada cilindro, é efetuado por duas velas em cada cilindro, totalizando oito pontos de ignição no caso de motores de quatro cilindros.

Isso aumenta ainda mais a eficiência de combustão do motor. O par de velas reduz o percurso da chama dentro da câmara de combustão (distância percorrida pela chama após a ignição), o que gera uma combustão mais rápida (combustão dos gases em menor tempo), transformando a energia de combustão em potência com maior pressão do que os motores aspirados tradicionais.

A câmara de combustão compacta permitiu uma taxa de compressão de 10,4:1, com o menor ângulo das válvulas, que passam a ter convergência de 30°.

Outra característica desse projeto foi a redução do peso e do tamanho do motor. Para tanto, a dimensão básica que define o tamanho do motor, que é o espaçamento entre os centros dos cilindros, foi reduzido de 84 mm para 80 mm, como na maioria dos automóveis leves. Também foram empregados outros recursos. O coletor de admissão, de plástico, é compacto e leve.

O comprimento longitudinal foi reduzido, com o corpo da borboleta posicionado na parte superior do motor, sem deixar de reservar espaço para o comprimento do duto do coletor de admissão, voltado para cima. Além disso, a fixação de dispositivos complementares (alternador, bomba de água e compressor do ar-condicionado) foi feita diretamente no bloco do motor, sem o uso de suportes, e o acionamento é realizado por correia única pelo sistema de serpentina, o que liberou espaço dentro do compartimento do motor.

A baixa emissão de gases poluentes é garantida pelo sistema de exaustão traseiro, em que a distância até o catalisador foi diminuída para agilizar o processo e melhorar o desempenho da purificação a frio, além da instalação do catalisador de conversor de fluxo oblíquo: os gases entram diagonalmente no catalisador e fluem uniformemente.

DE FÉRIAS
Curta as férias com
as dicas de manutenção e segurança da Renault
O frio aconchegante do inverno e a alegria das férias escolares, dois ingredientes que, misturados, são um incentivo para colocar o "pé na estrada" na busca de um momento de descontração. A Renault do Brasil dá algumas orientações para aproveitar as férias de julho com todo o conforto, comodidade e segurança.

Antes de sair em viagem, o motorista deve verificar as condições e o nível de desgaste dos principais equipamentos mecânicos e elétricos do veículo.

O primeiro item a ser examinado é o estado dos pneus. O desgaste dos sulcos não deve ser inferior a 1,5 mm e a pressão correta dos pneus deve ser verificada semanalmente, de preferência na parte da manhã, pois, com o passar do dia, a temperatura ambiente sobe, provocando alterações.

Para o transporte de cargas pesadas, recomenda-se calibrar os pneus com a pressão máxima estabelecida pelo manual do proprietário. O estepe também merece cuidado especial. "Além de estar em perfeitas condições de conservação, o mesmo dever estar calibrado com algumas libras a mais de pressão", explica Marcelo Pereira, gerente de Qualidade da Rede da Renault do Brasil.

O motorista deve ficar atento quanto a trepidações no volante, "cantadas" de pneus nas curvas e se o veículo está "puxando" para um dos lados. Esses sinais significam que o conjunto roda/suspensão pode estar desalinhado ou desbalanceado.

As palhetas dos limpadores de pára-brisa devem ser verificadas e substituídas no caso de apresentarem ruídos ou perderem eficiência quanto a limpeza do vidro. Este cuidado evita avarias no pára-brisa e, ao mesmo tempo, garante a visibilidade sob chuva.

As suspensões dianteira e traseira são responsáveis por garantir a dirigibilidade e o conforto dos ocupantes do carro, absorvendo as irregularidades do terreno e contribuindo para a estabilidade. Ruídos, instabilidade do carro e perda de aderência são sinais de que os amortecedores (componentes que sofrem o maior desgaste), molas, braços oscilantes ou algum outro componente devem ser substituídos. "Se a suspensão não estiver ajustada, um movimento rápido do volante pode resultar em perda da direção", alerta Marcelo Pereira.

Outro item essencial é a checagem do sistema de freios. As pastilhas e discos devem estar funcionando perfeitamente. O nível e o prazo de validade do fluido de freio também merecem uma atenção especial.

Os carros que carregam muito peso ou que são conduzidos mais esportivamente sofrem maior desgaste. "O fluido de freio empurra o sistema que faz o veículo frear. Caso a quantidade do fluido não seja suficiente, a água presente na tubulação evapora, formando bolhas que diminuem a eficiência do freio", informa Pereira. A troca do fluido é recomendada a cada 80 mil km ou dois anos.

Os níveis de óleo do motor, do líquido do radiador e do reservatório de água para limpeza do pára-brisa também devem ser verificados. Ao viajar para regiões mais frias, o cuidado deve ser redobrado com o líquido do radiador. "É indispensável que o motorista utilize um aditivo adicionado à água do radiador. Este produto evita o superaquecimento do carro, impede o congelamento da água do sistema de arrefecimento em baixas temperaturas, além de reduzir a oxidação dos componentes do sistema, entre os quais tubos e dutos internos do bloco do motor", esclarece Marcelo Pereira. Ele alerta, ainda, para a necessidade de levar o veículo a uma concessionária se forem encontradas manchas ou líquido no piso da garagem, pois este pode ser um indício de vazamento.

Outro ponto que exige atenção redobrada é o sistema elétrico. Verifique o nível de carga da bateria, além do funcionamento do desembaçador traseiro e dos faróis. "Caso as luzes e lanternas estejam desreguladas ou queimadas, o veículo não estará devidamente iluminado e sinalizado, o que pode ser perigoso, principalmente sob chuva ou neblina, situação mais freqüente no inverno", explica Pereira.

Com todos os componentes mecânicos e elétricos verificados, não se esqueça de checar o estado dos equipamentos obrigatórios, entre os quais: validade e carga do extintor de incêndio, triângulo, chave de roda, chave de fenda, macaco, cintos de segurança dianteiros e traseiros, etc., além da documentação do veículo (licenciamento), do seguro (se possuir) e do motorista (carteira de habilitação).

Agora que você já fez a revisão básica do seu veículo e dispõe de todos os documentos e equipamentos obrigatórios, a Renault do Brasil preparou algumas dicas de condução e de segurança no trânsito, visando aumentar o conforto e evitar fadiga e aborrecimentos durante sua viagem.

Fique atento aos mostradores luminosos do painel de instrumentos. Essas luzes indicam ao motorista que há algum problema no sistema elétrico, lubrificação, freios ou no funcionamento do motor. Por isso, ao notar uma dessas luzes acessas, leve imediatamente o seu veículo a uma concessionária para a verificação do problema e a realização dos reparos necessários.

Preste atenção em como você está dirigindo. O tipo de condução influencia no consumo de combustível e no desgaste das peças do veículo. Dirigir de forma moderada, sem freadas e acelerações bruscas é o ideal. Mantenha-se também a uma distância segura do veículo à sua frente, principalmente quando estiver chovendo ou em um trecho com cascalhos (isso evita danos na pintura ou a quebra do pára-brisas).

O que você veste para dirigir, seja no verão ou no inverno, é mais importante do que parece. Além do bem-estar, o vestuário correto e confortável garante a agilidade dos reflexos em situações de emergência, como desvios de direção.

Não ultrapasse os limites de velocidade. Além do quesito segurança, vale lembrar que há mais de um ano o sistema de cobranças de multas está integrado nacionalmente.

Ao cruzar fronteiras com outros países, não deixe de consultar a legislação local, o que pode para evitar constrangimentos. Alguns equipamentos não exigidos no Brasil são obrigatórios nos países vizinhos. No Chile, por exemplo, a legislação exige que o carro possua dois triângulos. Já na Argentina, a lei pede, além dos dois triângulos, o porte de um 'cambão', espécie de barra de ferro para o reboque de veículo avariados.

VISÃO DE MERCADO - JULHO 2003
Automóveis: o futuro do motor a gasolina
PAULO POYDO

Qual o futuro do motor a gasolina?

Os motores à combustão (movidos quase sempre a gasolina, mas também a diesel e álcool) ainda devem predominar por vários anos. No entanto, há pesquisas crescentes sobre novas tecnologias, como motor híbrido (com eletricidade) e células de combustível.

A Ford apresentou recentemente uma versão conceitual do novo Ford Fiesta, com motor que funciona com qualquer mistura de gasolina e álcool. O modelo, sem previsão para estrear no mercado, é um bom exemplo do que se pode esperar da indústria automobilística para os próximos anos.

A apresentação do novo veículo reacende mais uma vez a velha polêmica sobre o futuro dos motores à combustão - aqueles que funcionam a partir da energia produzida pela mistura entre ar e combustível (quase sempre gasolina, mas também álcool ou diesel).

Em recente artigo publicado pela consultoria McKinsey Quarterly, o futuro dos motores à combustão interna é colocado em discussão. Segundo o texto, esse tipo do motor continuará a existir por muitos anos, embora existam experimentos e modelos para fontes alternativas de energia.

Na avaliação da consultoria, o futuro dos motores poderia estar em novos sistemas, como as dos motores híbridos (gasolina/elétrico e diesel/elétrico) e a dos movidos por "células de combustível".

Apesar de ainda distante dos consumidores brasileiros, a tecnologia de motorização híbrida (como a que mescla combustível e eletricidade) já é uma realidade em outros mercados, como o norte-americano. Montadoras como General Motors e Ford possuem em sua gama de veículos modelos na versão "gasolina-elétrico". No entanto, a venda desses carros não decolou nos Estados Unidos devido ao alto preço, o que torna a relação custo/benefício algo inviável.

No Brasil, o alto valor também foi barreira para sistemas de motores alternativos. Um exemplo é a adaptação para o combustível a gás. O preço elevado para instalação do sistema - algo em torno de R$ 2 mil - torna-o inviável para o consumidor comum. Outro obstáculo é a instalação do reservatório de gás, que geralmente ajuda a roubar parte do espaço do porta-malas.

De qualquer forma, o conceito de carros híbridos continuará a se desenvolver - pelo menos enquanto existirem reservas de petróleo. A ciência já estuda fontes alternativas de energias para motores à combustão interna. Nesse sentindo, o conceito mais discutido entre pesquisadores são as chamadas "células de combustível".

Segundo Roger Guilherme, pesquisador da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as células de combustível são baseadas em uma tecnologia já utilizada na área dos foguetes espaciais. O sistema consiste em um conjunto composto basicamente em uma câmara (ou célula) e um tanque de hidrogênio.

Na célula, o hidrogênio entraria em contato com o oxigênio, produzindo eletricidade (energia), que giraria o motor. A grande vantagem do sistema seria o fator ecológico, uma vez que o sistema liberaria apenas calor e água como resultado da reação. No entanto, até hoje ainda não foi produzido nenhum carro com essa tecnologia.

Paulo Roberto dos Santos Poydo

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