Mecânica Online
Seu Automóvel
Edição 44 - Agosto de 2003
Conteúdo básico

PAPO DE CORAÇÃO
Amor sobre quatro rodas
Para os apaixonados, interior dos carros é lugar ideal para o namoro

Os apaixonados mais ousados garantem que quem vê o carro como um simples meio de transporte não sabe o que está perdendo. Por fetiche, curiosidade ou necessidade, o namoro nos carros já virou tradição e as histórias infantis mostram que existe desde os tempos das carruagens.

Para muitos o melhor momento é quando o trânsito está parado. Apesar das películas dificultarem um pouco, a paquera pode rolar e quem sabe a troca de celulares não acontece?

Além de dar uma forcinha no namoro, os carros também são o local preferido de alguns casais para os famosos "amassos". "O carro é um lugar ótimo para ficar juntinho. É quentinho e aconchegante, mas hoje em dia está perigoso e evito ficar no carro por muito tempo", diz Roberta Magalhães, 22, que namora Gustavo Leite, 27, há três anos. Ela diz ser uma pena não poder ficar aproveitando a vista e namorando na avenida Boa Viagem por conta da violência. "É um programa delicioso, mas não dá para ficar de bobeira," explica.

A saudade venceu a responsabilidade no caso do casal Pedro de Sá e Luísa Braga, nomes fictícios pois não quiseram se identificar, juntos há mais de quatro anos. "Tivemos uma briga e quando reatamos preferimos ficar um tempo escondido. Não podíamos ficar em casa, então ficávamos no carro mesmo. A película escura nos dava privacidade", conta Luísa. Os lugares procurados eram os mais desertos e perigosos. "Uma ruazinha escura e deserta era o lugar perfeito. Conhecíamos os riscos, mas não nos controlávamos e às vezes ficávamos nos estacionamentos dos shoppings", lembra Pedro.

Os adeptos dos "amassos" nos carros dizem que alguns modelos são mais indicados, como os compactos onde os bancos podem ser parcial ou totalmente rebatidos. Nesse quesito os mais propícios são o Renault Scénic, Citroën C3, Honda Fit, Fiat Stilo e Ford EcoSport. Mas quem não pode contar com bancos grandes e confortáveis não deixa de se virar com o que tem, um Celta, Palio... Tem até a desculpa de quanto menor, mais apertadinho fica, o que é melhor.

Júlia Kacowicz - Pernambuco.com

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO
Blindagem e vidro
antivandalismo: alternativas e mercados diferenciados
Para quem não pode blindar, vidro antivandalismo pode ser o começo

A violência que atinge o país levou ao desenvolvimento de diferentes formas de proteção, especialmente por parte da classe média, que também passou a ser vítima da violência no trânsito. A blindagem de carros populares e o uso do vidro antivandalismo estão entre as opções. Nem todos, no entanto, são devidamente informados das enormes diferenças entre as duas alternativas. Peso, preço, praticidade e nível de segurança são algumas delas.

"A principal diferença está em que o vidro antivandalismo (AV-Plus) foi desenvolvido para resistir a golpes de armas brancas. Para resistir a balas, são fabricados vidros blindados", afirma José Freire de Sena, diretor da Vitrotec Vidros de Segurança. A Vitrotec é a única empresa brasileira que fabrica os dois tipos. "Acreditamos que a venda de um produto reforçará a venda do outro. Cada um tem seu mercado específico. O pai que blinda seu carro pode adquirir um kit de AV-Plus para proteger sua mulher e seus filhos dos ataques de ladrões nas esquinas da cidade."

A blindagem é mais conhecida, já que é produzida e utilizada há mais tempo. De 1995 a 2001, a produção/ano de carros blindados no país teve um crescimento de 1.106%, segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Pulou de 388 para 4.681 veículos. Em 2002, no entanto, foram produzidos apenas 4.136 veículos blindados, uma queda de 11,65% em relação ao ano anterior.

Para se blindar um carro, não basta colocar vidros com resistência balística. Toda a parte não transparente do carro deve ser protegida por aço e mantas de aramida. Além do mais, o Exército, que regulamenta o setor, não permite que sejam vendidos carros "blindados" com a proteção apenas nos vidros.

De acordo com a Abrablin, o custo médio de uma blindagem é de R$ 50 mil. Uma das alternativas encontrada pela classe média ao alto custo é a blindagem de carros populares. Essa alternativa pode trazer dois benefícios para a segurança: a própria blindagem e o fato de não chamar a atenção. Dois pontos negativos: o preço da blindagem pode sair mais caro do que o preço do carro, já que para o cálculo do custo não se leva em conta o carro e sim a área a ser protegida; pelo motor fraco e freios projetados para pouca carga, o desempenho dos carros populares blindados, tanto em aceleração como em frenagem, fica prejudicado.

A utilização de vidros antivandalismo AV-Plus é uma alternativa mais barata sobretudo quando se constata que cerca de 95% dos ataques se dão com a utilização de armas brancas. Ações de bandidos com armas de fogo são muito menos numerosas. O vidro antivandalismo constitui-se em solução prática (simples troca dos vidros do carro na concessionária ou oficina especializada). O preço é convidativo e financiável em até 24 meses com elevada vantagem na relação custo-benefício. Com um dispêndio de cerca de R$ 4.000,00, pagável em dois anos, a família estará defendida assim como o seu o patrimônio, isto é, o carro e seus acessórios de valor. A substituição do vidro comum pelo AV-Plus demora cerca de duas horas, enquanto uma blindagem leva cerca de trinta dias.

"As vendas do AV-Plus são progressivamente crescentes e, a partir de agosto, quando o kit estiver disponível nos pontos de venda da rede de concessionárias filiadas à Fenabrave, as vendas deverão disparar, para tranqüilidade das famílias que o adquirirem, afirma José Freire de Sena, diretor da Vitrotec.

SUSPENSÃO, FREIOS, MOTOR E TRANSMISSÃO
Dana lança catálogo eletrônico de peças em cd e internet

Para facilitar a busca de informações sobre os componentes que comercializa no mercado de reposição, a Dana colocou em seu portal na Internet (http://www.dana.com.br) o catálogo eletrônico de peças, que inclui as quatro linhas de produtos oferecidas pela empresa - Suspensão, Freios, Motor e Transmissão.

Voltado para distribuidores, lojas de autopeças e mecânicos, o catálogo on-line é utilizado na identificação dos componentes Dana na hora da compra, venda e no momento da aplicação da peça no veículo.

O catálogo eletrônico apresenta quatro diferentes formas de busca. Para encontrar o componente desejado, o cliente pode pesquisar pela aplicação (montadora e veículo), pelo código Dana ou pelo número da peça original. É possível também fazer a pesquisa pelo código de uma peça fabricada por concorrente, pois o sistema faz uma busca pelo componente Dana equivalente.

Outra vantagem do catálogo eletrônico é que o usuário não precisa baixar nenhum programa para seu computador. O banco de dados é totalmente on-line e está sempre atualizado (é o mesmo utilizado para os catálogos impressos) com os novos lançamentos de veículos e produtos.

O cliente consegue visualizar especificações dos componentes e dos kits, como medidas e ilustrações bem detalhadas. O catálogo da Dana também é um dos mais completos do mercado. Na linha de Cardans, por exemplo, estão disponíveis dados sobre o eixo e todos os outros componentes que complementam a família.

São 24 catálogos on-line: amortecedores Nakata, bandejas Nakata, bombas d'água Urba, bombas de combustível Brosol, bombas de combustível Carter, bombas de óleo Brosol, bombas elétricas de combustível Brosol, camisas de cilindro Perfect Circle, carburadores Brosol, cardans Spicer, elastômeros Spicer, eixos diferenciais Spicer, filtros Wix, freios Nakata, juntas de motor Victor Reinz, juntas homocinéticas Spicer, kits de motor Perfect Circle, kits de reparo para amortecedor Nakata, kits de reparo para juntas homocinéticas Spicer, mancais Spicer, molas Nakata, suspensão agrícola Nakata, suspensão leve Nakata e suspensão pesada Nakata.

Também em CD

Além da Internet e dos tradicionais catálogos impressos, outra nova opção para os clientes Dana é o catálogo de peças em CD. Com este formato, os clientes têm acesso ao banco de dados de peças Dana sem a necessidade de se conectar à Internet.

A redação da Mecânica Online recebeu um catálogo da Dana em cd-rom. O conteúdo é bem ilustrado e todas as informações são fáceis de serem encontradas. Com essas implementações com certeza a Dana facilita o acesso da informação mais rapidamente.

ECONOMIA
Seu carro pode durar muito mais
Fazer revisões nos prazos indicados pelas montadoras e tomar alguns cuidados ao volante ajuda a diminuir os custos com a oficina

O uso diário do carro acarreta um desgaste natural das peças, o que é inevitável. Minimizar o prejuízo nas oficinas e prolongar a vida útil dos componentes depende muito da maneira de conduzir do motorista. Separamos 16 dicas dadas pelos técnicos da Volkswagen, para preservar não só bom funcionamento e a performance do veículo como o bolso do motorista, evitando consertos e trocas de peças antes dos prazos estabelecidos pelos fabricantes.

1 - O mais importante: realize as revisões periódicas de acordo com os prazos e quilometragens estabelecidos no manual do veículo. Também siga fielmente as instruções do manual para a limpeza da carroceria, lavagem do vão do motor, abastecimento de fluidos e troca de óleo.

2 - Mesmo com as baixas temperaturas do inverno, não é preciso acelerar o veículo para esquentar o motor, antes de sair da garagem. Seguindo este hábito, o motorista gasta combustível à toa e aquece apenas o motor, enquanto os demais componentes permanecem frios. Em dias de baixa temperatura, coloque o veículo em movimento aumentando a velocidade gradativamente, para que todo o conjunto mecânico se aqueça aos poucos.

3 - Faça a troca de marcha dentro da rotação adequada, marcada no conta-giros e indicada no manual do carro. A troca deve ser suave. Se for preciso fazer força para trocar a marcha, é preciso averiguar o problema.

4 - Não descanse o pé no pedal da embreagem. Isso provoca desgaste precoce das peças que formam o conjunto da embreagem, principalmente do rolamento.

5 - Conserve o motor limpo para manter a boa refrigeração deste componente, mas evite usar produtos químicos que atacam peças metálicas e plásticas. A princípio, lave o motor apenas com água e, no máximo, use detergentes neutros quando tiver enfrentado pisos com areia ou lama. Quando necessário, espere o motor esfriar para lavá-lo, evitando choque térmico.

Rodas e pneus
6 - Quando houver desgaste visível dos pneus da frente, recomenda-se a troca dos pneus traseiros pelos dianteiros, mantendo o mesmo sentido de giro (os do lado esquerdo permanecem no lado esquerdo e os do direito permanecem no lado direito). Deste modo, os quatro pneus atingirão aproximadamente a mesma duração. No caso de certos sinais de desgaste, a troca cruzada (em X) poderá ser vantajosa. Em caso de dúvidas, consulte a assistência técnica ou o manual de instruções do carro.

7 - A duração dos pneus depende da calibragem, do modo de conduzir e do equilíbrio das rodas. Siga as instruções de calibragem para o modelo do seu carro. Fazer curvas em grande velocidade, acelerar e frear bruscamente aumentam o desgaste dos pneus.

8 - O desequilíbrio das rodas se manifesta geralmente por vibrações no volante, portanto fique atento. Este desequilíbrio, além de afetar rodas e pneus, provoca desgastes na direção e na suspensão.

Freios
9 - Em uma descida, não freie bruscamente. Engrene uma marcha inferior para aproveitar a força retentiva do motor e aliviar os freios. Se for preciso frear, não faça de forma brusca, mas aos poucos.

10 - O desgaste dos freios depende muito das condições de tráfego e do estilo de conduzir. Para aqueles que enfrentam diariamente o trânsito urbano ou trajetos curtos (ou ainda motoristas que gostam de dirigir esportivamente), é recomendado checar os freios antes do previsto no plano de assistência técnica.

11 - Quando sentir o nível do pedal de freio baixar, necessitando que se pise mais fundo no freio para obter o mesmo resultado alcançado em níveis normais no pedal, procure a assistência técnica. Chiado nas pastilhas de freio também indica algum tipo de problema, que deve ser sanado imediatamente.

Combustível e fluidos
12 - Abasteça sempre num posto de gasolina de sua confiança. Combustíveis de má qualidade prejudicam todo o sistema de alimentação do motor.

13 - Fique atento ao consumo de combustível e fluidos como os de freio, óleo e água.

14 - Cheque os níveis dos fluidos periodicamente. Fluido de arrefecimento (água) deve ser abastecido com o motor frio.

15 - Cheque sempre o piso sob o veículo, para constatar eventuais vazamentos em tempo.

16 - Use somente o tipo de óleo indicado no manual do veículo. Para quem quer saber mais sobre o assunto, a montadora oferece o curso Mecânica Volkswagen para Amadores, dirigido ao usuário comum de veículos. O curso, ministrado pelas concessionárias VW, dão dicas sobre o funcionamento dos automóveis, operação e condução econômica e até orientações do tipo “faça você mesmo”, no tocante à manutenção do carro.

Paulo Cruz - Correio do Estado/MS

FIM DE PRODUÇÃO
Chega ao final a linha de produção do Fusca
Fim da produção do Fusca encerra a trajetória de 70 anos
do carro mais popular da história

Durante muitos anos, uma velha e machista piada brasileira dizia que todo indivíduo um dia na vida teve ou teria uma mulher feia e um Fusca. Pelo menos a segunda parte desta "afirmação" não se pode ser considerada exagero.

As gerações atuais não devem conhecer bem o modelo, mas o Fusca fez parte do cotidiano nacional entre as décadas de 1950 e 1990.

Durante anos, foi sinônimo de um carro legitimamente popular - só no mercado brasileiro somou 3 milhões de unidades comercializadas. Fabricado por aqui até 1986, com um curto "revival" na década de 90, o Fusca só tinha como único refúgio no mundo: o México.

Mas a Volkswagen acaba de anunciar o fim da produção do carrinho até o término do ano, em função de uma forte queda nas vendas por lá. O golpe de misericórdia foi a nova legislação mexicana, que obriga aos táxis a terem quatro portas. Foi o encerramento lacônico de uma longa trajetória de sucesso.

A história toda começou na Alemanha, mais especificamente em Stuttgart. O ano era 1932 e Ferdinand Porsche esboçou pela primeira vez aquele que seria um carro marcante na história da indústria automobilística mundial. Na verdade, Porsche estava desenvolvendo um carro popular a pedido de Adolf Hitler, numa época em que imperavam carros de luxo.

O primeiro protótipo do modelo surgiria apenas quatro anos mais tarde, sob a alcunha de Volksauto VW-3 e equipado com um motor dois cilindros refrigerado a ar. O péssimo desempenho nos testes fez com que fosse adotado um propulsor traseiro, também refrigerado a ar, só que com quatro cilindros opostos dois a dois - chamado de "boxer".

Podia-se dizer, sem problemas, que o Fusca era um carro ousado, já que naquela época os automóveis tinham motores refrigerados a água e suspensão geralmente em feixe de molas.

O modelo da Volks, agora com o estranho nome de Kdf-Wagen, saía com suspensão dianteira independente e barras de torção. A fábrica que iria abrigar a produção do Fusca foi inaugurada em 39, ano do início da Segunda Guerra Mundial, e o modelo acabou sendo adaptado para uso militar, nascendo versões de carros anfíbios e de jipes. Com a fábrica praticamente destruída pelos aliados, a produção do Fusca só foi retomada em 46.

Beetle

A partir daí, começou a ascensão do modelo e a produção atingiu 46 mil unidades na Alemanha. Em 1949, o Fusca debutou nos Estados Unidos e depois recebeu o apelido de beetle - besouro em inglês. Mas o início na terra do Tio Sam foi difícil e apenas três unidades do carro foram comercializadas. No Brasil, porém, a história foi diferente.

As 30 unidades do primeiro lote importado para cá foram rapidamente vendidas, com o pomposo nome de Volkswagen Sedã 1.200 e motor de 26 cv. Na época, o modelo não tinha quebra-vento e vinha com o vidro traseiro bipartido. Três anos mais tarde, mais precisamente em 23 de março de 1953, a Volks começou a montar - no que seria uma espécie de sistema CKD da época - o Fusca em um pequeno armazém no bairro paulistano do Ipiranga. O modelo já com quebra-vento e vidro traseiro inteiriço.

Em 57, a montadora inaugurou a fábrica de São Bernardo do Campo. Em 58, com a presença do presidente bossa-nova Juscelino Kubitscheck, inaugurou a linha do Fusca nacional, que chegou às lojas em 3 de janeiro de 59.

O carro, desde então, passou por diversas modificações. Em 67, o modelo ganhou motor 1.3 e, no ano seguinte, o carro adotou um sistema elétrico de 12 volts em substituição ao de 6 volts. O apelido Fuscão chegou quando o carro recebeu um motor 1.5 de 52 cv e alavanca de câmbio mais curta. Por fora, o veículo ganhou entradas de ar no capô e novas lanternas.

Antes do fim da produção, em 1986, o carro ainda seria equipado com um motor 1.6 de 65 cv, ganharia as famosas lanternas "Fafá", além de pistões e cilindros redesenhados. Tudo para manter acesa a legião de fãs do "besouro". Legião que, em 1994, contava até com a apreciação do então Presidente Itamar Franco, que solicitou à Volks que retomasse a produção. O "remake" do Fusca durou dois anos, rendeu 40 mil unidades e mais lamentações saudosistas pela segunda despedida carrinho.

Volkswagen encerra a produção do Fusca
e traz 15 unidades da "Última Edición" para o Brasil

No dia 30 de julho de 2003, exatamente às 9h05 no horário local (12h05 em Brasília), a linha de montagem da Volkswagen em Puebla, no México, encerrou a produção do último exemplar da série exclusiva "Última Edición", que marca a despedida do Fusca. Trata-se da unidade nº 21.529.464 de um dos maiores mitos da indústria automobilística mundial em todos os tempos, manufaturado em mais de 20 países durante quase 70 anos.

Para celebrar o acontecimento, a Volkswagen vai atender um número muito pequeno de colecionadores e fãs brasileiros com a importação de apenas 15 unidades da série exclusiva (composta por 3 mil unidades). O carro, exclusivamente na cor Bege Lunar, será comercializado pelo sistema de venda direta pela Internet. Cada unidade vai custar U$ 13,5 mil.

O último Fusca
A série exclusiva apresenta o Fusca em suas características mais marcantes. O design é clássico, com destaque para os frisos cromados. A cor Bege Lunar realça as formas únicas e remete à fase áurea do modelo. Os bancos revestidos em tecido preto são a expressão do conforto Volkswagen. O motor, 1.6 de 4 cilindros, é o mesmo que fez do Fusca um símbolo de eficiência e resistência em sua categoria em todos os tempos.

A síntese da história do modelo -- criado por Ferdinand Porsche e lançado comercialmente em 1945 -- está representada na manopla de abertura do capô dianteiro, onde se encontra o emblema de Wolfsburg, numa homenagem à cidade-sede da fábrica matriz da Volkswagen que o projetou para o mundo. Entre os itens de série, o Fusca "Última Edición" possui componentes e equipamentos como alarme sonoro e visual, antena, calotas parciais cromadas, carpete no assoalho, cintos dianteiros de 3 pontos, cintos traseiros subabdominais, detalhes no painel na cor do veículo, emblema "Última Edición" no porta-luvas, faróis halógenos, faróis e lanternas com molduras cromadas, friso cromado nos estribos laterais, frisos cromados nas laterais, imobilizador, limpador de pára-brisa de duas velocidades, material anti-ruído, pára-choques cromados, ponteira cromada do escapamento, porta-mapas na lateral da porta do lado esquerdo, rádio CD Player com 4 alto-falantes e retrovisores externos cromados.

O último Fusca produzido no mundo -- na cor Azul Aquarius -- foi saudado com flores e música típica do México pelos trabalhadores da fábrica de Puebla. O modelo seguirá para a Alemanha, onde será incorporado ao Museu da Volkswagen.

Instantâneas
- Desde o início da fabricação, o Fusca já teve mais de 21 milhões de unidades produzidas em todo o mundo.

- O modelo anfíbio fabricado pela Volkswagen para o "esforço de guerra" da Alemanha nazista se chamava Schwimmwagen - "carro nadador" - e atualmente há três exemplares desta versão do Fusca - uma no Brasil.

- A linha de montagem dos primeiros Fuscas no início da década de 50 no Brasil tinha 12 empregados.

- O carrinho já foi até protagonista de filme. Em 1969, os estúdios Walt Disney produziram "Herbie - Se Meu Fusca Falasse", onde o carro da Volks tem vida própria.

- No Brasil, um modelo dourado do Fusca era o meio de transporte do atrapalhado Mário Fofoca, interpretado por Luiz Gustavo na novela global "Elas por Elas", de 1983. Depois, o personagem até ganhou um seriado de vida curta, onde continuava pilotando o Fusquinha dourado.

- O ano de 1974 foi o melhor da história do Fusca no país. Naquele ano, 239.393 unidades do carro deixaram a linha de montagem em São Bernardo do Campo. Nunca mais o Fusca alcançou tamanha escala de produção no país até sua despedida.

- As últimas 1.500 unidades fabricadas do Fusca nacional, em 1996, receberam a versão Ouro, que trazia estofamento especial, desembaçador traseiro, faróis de neblina, painel com fundo branco e vidros verdes.

APROVADO
Pesquisa revela satisfação com o Fiat Stilo
Pesquisa realizada com os primeiros compradores do Fiat Stilo revela altíssimo índice de satisfação com o modelo: 98%. Este grau de satisfação mostra o encantamento do cliente com o Fiat Stilo, que também é confirmado pelo alto índice (94%) de recomendação do carro a amigos.

Todas as inovações que o Fiat Stilo trouxe para o mercado visaram uma única finalidade: aumentar a comodidade e o prazer de quem convive com ele. E esta pesquisa mostra que ele alcançou seu objetivo. A modernidade do design, o conforto e a tecnologia de ponta são os atributos mais fortes citados pelos usuários do Fiat Stilo.

As linhas externas arrojadas tornam o Fiat Stilo, na pesquisa, um veículo de forte impacto visual e com um estilo diferenciado. Já o alto grau de satisfação de conforto é representado pelos atributos espaço e acabamento interno. Com o conceito NGI (Next Generation Interior), o generoso habitáculo do Fiat Stilo foi planejado para aproveitar o espaço de forma inteligente, o que implica grande flexibilidade no arranjo dos bancos, nichos estrategicamente posicionados para acondicionar objetos e outros recursos que transformam o modelo excepcionalmente funcional, versátil e muito confortável.

Os recursos e dispositivos inovadores do Fiat Stilo resultaram no alto grau de satisfação com a tecnologia do carro. O My Car Stilo, que permite ao motorista personalizar os comandos de acordo com suas preferências, e o computador de bordo são de série em todas as versões. O Fiat Stilo também foi o primeiro carro produzido no Brasil a oferecer itens como o teto solar Sky Window (com cinco lâminas de vidro), oito air bags e o ar-condicionado Dual Temp, que permite regulagem de temperaturas distintas para o lado direito e esquerdo.

A dirigibilidade é outro fator com bastante força dentro da pesquisa. De acordo com os usuários do Fiat Stilo a leveza da direção elétrica facilita muito as manobras, que aliado ao conforto proporciona um ótimo prazer ao dirigir. Esse benefício se deve ao sistema de direção elétrica Dual Drive, que só o Fiat Stilo oferece ao mercado, que torna a condução extremamente leve nas manobras, demandando pouquíssimo esforço do motorista.

O resultado da pesquisa dos primeiros compradores do Fiat Stilo também mostra uma forte fidelidade com a Fiat. Dos entrevistados, 59% declararam que seu veículo anterior pertencia à marca Fiat, e o grau de satisfação com o veículo anterior encontra-se em um patamar bastante positivo, de 92%.

FAÇA VOCÊ MESMO
Faça você mesmo a inspeção veicular do seu veículo

Ao contrário do que se pode pensar, a inspeção veicular não é um bicho de sete cabeças. Especialista afirma que os próprios motoristas podem identificar itens em mau estado de conservação, a partir de um olhar atento sobre o carro e assim, prevenir acidentes.

Segundo o Instituto Nacional de Segurança no Trânsito, cerca de 27% dos acidentes têm origem na falta de manutenção adequada do veículo. "Sistema de iluminação irregular, amortecedores gastos, folgas na direção, e problemas nos freios são os principais problemas encontrados em inspeções veiculares", afirma o engenheiro Mário Ferro, que é gerente de Inspeção Veicular da Linces Vistorias.

Mario Ferro explica que uma vistoria profissional verifica mais de cem itens no veículo, em um processo que consome apenas 20 minutos, mas que pode salvar vidas ou eliminar gastos posteriores bem maiores. Entretanto, ainda de acordo com o técnico, os próprios motoristas podem garantir sua segurança ao volante se observarem regularmente algumas partes dos automóveis.

Além disso, uma inspeção pode evitar muitas dores de cabeça na hora de comprar um automóvel ou antes de uma viagem. Pneus, freios, cintos de segurança e faróis são peças-chave e fáceis de serem verificadas. (Veja abaixo as dicas de Inspeção Veicular do especialista).

Dicas de Inspeção Veicular
Essas ações devem ser realizadas diariamente, ou pelo menos uma vez por semana:

1 - Verificar sempre a pressão dos pneus, de preferência com o pneu frio, colocando a pressão conforme a recomendação do fabricante do veículo. Pneus descalibrados diminuem a segurança.

2 – Examinar o estado dos pneus. Desgaste excessivo na banda de rodagem, rasgos ou bolhas nas laterais, podem causar sérios acidentes. Substitua o pneu e faça uma revisão nos sistemas de suspensão e direção.

3 - Verificar se todas as luzes estão acendendo (setas, lanternas, faróis etc). Luzes queimadas podem provocar acidentes.

4 - Verificar os freios. Se ao frear o carro não mantiver a trajetória e desviar para um dos lados, é sinal de que existe problema nos freios.

Se ao pressionar o pedal do freio você sentir que ele afundou mais da metade do curso, algo está errado. O pedal do freio deve descer até o meio e então oferecer alguma resistência, como se alcançasse um obstáculo. Tanto o afundamento total quanto a sensação de estar apertando uma esponja são sinais de defeito. Faça uma revisão urgente.

5 - Teste rápido dos amortecedores. Balance o carro para cima e para baixo, fortemente (você pode fazer isso pressionando acima de cada roda). Se os amortecedores estiverem bons, o carro só balançará uma vez e parará. Se o carro balançar duas ou mais vezes, os amortecedores podem estar com pouca ação. É hora de trocá-los.

Mário Ferro

CRASH TEST
Kia Sorento ganha cinco estrelas em impacto lateral
Kia aparece ao lado de Mercedes e Volvo na posição mais elevada do teste

Seul – O sport utility médio Kia Sorento, modelo 2003, acaba de ser indicado como o veículo mais seguro em novo crash test de impacto lateral. O Sorento recebeu cinco estrelas tanto na colisões laterais no banco do motorista quanto dos ocupantes do banco de trás, de acordo com as informações da NHTSA – National Highway Traffic Safety administration.

O Sorento foi o único dos três novos modelos testados recentemente pela NHTSA a receber cinco estrelas na classificação na proteção de impacto lateral. Os outros dois modelos testados foram a Mercedes C240 e o Volvo XC90. Uma classificação cinco estrelas indica risco de ferimento sério de 5% ou menos.

O crash test lateral faz parte do Programa de Tributação de Carros Novos, da NHTSA. Esse programa fornece aos consumidores informações de segurança veicular, em especial sobre a relação ferimento-causa dos impactos. A NHTSA testou o Sorento, modelo 2003, com motor de 3.5 litros, V6, em simulação com "barreira" de 1.368 Kg, em uma velocidade de 62 Km/h.

"A classificação cinco estrelas do Sorento em colisões laterais é clara evidência do compromisso da Kia com a segurança", diz Yong-hwan Kim, COO da Kia Motors. Desde o início de seu lançamento em fevereiro de 2002, o Sorento tem sido um campeão de vendas para a Kia Motors, com mais de 150 mil unidades vendidas em todo o mundo.

UTILIDADE
Atributos da motocicleta
a transformam em ferramenta de trabalho
Versatilidade, praticidade e economia abriram caminho para a utilização crescente do veículo, hoje indispensável tanto nas capitais quanto no interior do País

Nos últimos anos, a motocicleta vem se firmando como importante alternativa de transporte e de obtenção de renda no Brasil, graças a características como praticidade, versatilidade, agilidade e economia.

Segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas), cerca de 22% dos consumidores a utilizam principalmente como ferramenta de trabalho no País.

Reflexo disso é o surgimento de profissões relacionadas ao uso da motocicleta e a popularização de serviços como motofrete, delivery e mototáxi, que estão ganhando as ruas das grandes cidades brasileiras.

Dados do Sindicato das Transportadoras de Carga do Estado de São Paulo (Setcesp) mostram que, apenas na Grande São Paulo, existem hoje 4 mil empresas especializadas em motofrete, empregando cerca de 300 mil motociclistas na região. A agilidade e rapidez proporcionadas por essa atividade são as principais causas do enorme crescimento registrado no setor nos últimos anos, fenômeno presente também em outras capitais.

Os serviços de entrega sobre duas rodas se difundiram tão rapidamente no País, facilitando o dia-a-dia das pessoas, que se tornaram um meio indispensável para o envio dos mais variados tipos de encomendas –documentos, correspondências, refeições, flores, entre outros.

Já no interior do País e na zona rural, sobretudo em regiões onde faltam opções de transporte e as vias são de difícil acesso, o segmento de mototáxi vem conquistando um espaço bastante significativo, representando mais oportunidades para os motociclistas e levando praticidade à vida dos usuários locais.

Os atributos da motocicleta explicam porque uma parcela cada vez maior de consumidores adota essas atividades como forma de obter uma fonte de renda. O veículo reúne baixo custo de manutenção, robustez, versatilidade e durabilidade, que permitem enfrentar diversos tipos de terrenos, além de proporcionar agilidade nos deslocamentos e excelente economia de combustível. Dessa forma, a motocicleta demonstra ser uma ferramenta eficiente para o trabalho do dia-a-dia e uma ótima opção para o lazer nos finais de semana.

Facilidades

Atenta às necessidades desse público, a Honda oferece algumas facilidades para quem deseja adquirir uma motocicleta da marca. Uma delas é o Consórcio Nacional Honda (CNH), que é líder no segmento no Brasil, com mais de 1 milhão de bens entregues, e tem opções de planos com prazos entre 12 e 72 meses. Por exemplo, para adquirir uma CG 125 Titan KS (versão com partida a pedal e freios a tambor), o consumidor pode pagar 72 parcelas mensais de apenas R$ 79,76.

Outra linha de crédito que facilita a aquisição de motocicletas novas de até 125 cc é o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), convênio firmado entre a Honda e o Banco do Brasil. A parceria possibilita financiamentos especiais e com juros baixos, utilizando recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Dessa maneira, disponibilizando produtos que aliam qualidade, preços acessíveis e alta tecnologia, a Honda oferece alternativas para a aquisição de motocicletas aos consumidores que buscam a independência financeira ou até mesmo ingressar no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo.

ARTIGO
Não Venda Produtos. Venda Sonhos

Luiz Renato Roble*

Há algum tempo quando participava de um evento, fiquei impressionado ouvindo a apresentação de um homem que falava sobre sua profissão: “Eu vendo o melhor produto do mundo. O sonho de qualquer pessoa, pois quem já possui um, gostaria de ter outro: Eu vendo imóveis”.

Era notável como aquele senhor falava de seu trabalho, pois ele respirava vendas. O que mais chamou minha atenção foi justamente sua colocação inicial, valorizando sua profissão e seu produto, tornando vendas e locações de imóveis, o que a princípio pode nos soar como ser algo aborrecido, em um ícone do sonho de consumo da sociedade contemporânea.

Profissionais que pensam assim têm razão. Na verdade, as pessoas estudam, batalham e trabalham duro para vencer e progredir, desejando melhorar seu padrão de vida, ter conforto e principalmente adquirir bens que as satisfaçam. Lutam para realizar seus sonhos e o verbo comprar, invariavelmente, está relacionado com essas conquistas.

Para que uma compra seja um sonho não é preciso que se trate de uma casa na praia ou de um apartamento maior. A indústria da publicidade sabe muito bem disso. O simples ato de estar em um supermercado comprando uma margarina pode estar, indiretamente, relacionado ao desejo de uma feliz manhã de sábado junto à família.

Ao comprar uma calça, por exemplo, uma jovem pode estar, indiretamente, conquistando aquela silhueta que ela não tem, mas que deseja ter. E quando compra um carro novo, uma pessoa pode estar adquirindo, também, uma idade ou um status que imagina para si.

O importante é saber que não estamos apenas vendendo ou comprando produtos ou serviços. É um pouco além disso. Vendemos sim, um conceito, uma miragem, um sonho que, com certeza, é muito mais forte do que o próprio produto.

Quem trabalha no comércio deve acordar e trabalhar para que permita às pessoas concretizarem seus sonhos, seja lá qual forem eles. Na verdade, depois que as pessoas saem de casa, enfrentam um trânsito, normalmente complicado, encontram uma vaga no, sempre difícil, estacionamento de um shopping, caminham, olhando vitrines e, finalmente, decidem entrar em uma loja, a intenção de compra já está lá, presente no íntimo delas. Basta saber concretizar a venda. Realizar seus sonhos.

O engraçado é que a maioria das pessoas não se dá conta disto, nem os lojistas e nem quem se dispõem a criar um país da alegria e dos sonhos. Estive recentemente em um famoso parque de diversões no interior de São Paulo. O lugar tem tudo para dar certo. Ainda não deu. Não existe respeito para com os visitantes, desde a falta de sinalização na estrada. Quando finalmente se consegue chegar e entrar, descobre-se que nenhuma informação é colocada com clareza no interior do parque, fazendo com que as pessoas se sintam perdidas, desorientadas e desconfortáveis.

A construção do encantamento e da alegria é constantemente interrompida, pois o atendimento é péssimo. A maioria dos atendentes não olha na cara dos visitantes e o preço da alimentação é um assombro. O visual do parque é interessante, mas as diversas atrações, por falta de manutenção ou de um pessoal treinado e uniformizado de acordo com o tema, não contribuem para que se crie realmente um clima de sonho aos visitantes, como era de se esperar de uma terra da alegria.

Assim como um parque de diversões, valorizar as pessoas no ponto-de-venda é fundamental para que elas viajem durante o atendimento. Ele precisa estar envolto em uma nuvem de magia e sedução para que o mais simples ou o mais sublime dos sonhos seja ali realizado. Isto pode e deve ser obtido por meio de um bom design aplicado na ambientação e na comunicação e de um atendimento profissional e surpreendente, não se esquecendo, é claro, da qualidade dos produtos e serviços ali oferecidos.

Luiz Renato Roble é designer e diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS.
E-mail: criacao@datamaker.com.br

SOM AUTOMOTIVO
Até oito horas de som em seu carro
Mp3 invade de vez o som automotivo

A nova linha de áudio Siemens VDO Automotive – CD Players 2703 e 2803 – permite que você reproduza no seu carro CDs gravados em MP3. Isso significa que você pode gravar seus próprios CDs e escutá-los no trânsito, a caminho de casa, em viagens ou qualquer outra ocasião, criando sua programação musical. É como ter o seu próprio DJ a bordo.

Num CD-Rom comum pode-se armazenar até uma hora e vinte minutos de músicas; se elas estiverem gravadas em MP3, a capacidade sobe para oito horas. Você pode baixar músicas em MP3 pela Internet ou então preparar seleções dos seus próprios CDs, utilizando um simples computador doméstico equipado com gravador de CD.

A nova linha de áudio da Siemens VDO Automotive traz também aparelhos com desenho moderno e display multicolorido, que combinam com o painel e o estilo dos carros vendidos no País. Além disso, oferece opcionais que facilitam o uso do aparelho, principalmente para o motorista: controle remoto de cartão e de volante, disqueteira com capacidade para 6 CDs e kit viva-voz para telefone celular.

Os modelos contam também com sistema flipdown – a entrada do CD fica escondida atrás da frente removível. Além disso, os aparelhos controlam o volume automaticamente, de acordo com a velocidade do veículo, colocando fim à agonia de abaixar o volume quando se pára num farol, por exemplo.


A nova linha de áudio Siemens VDO Automotive é fabricada no Brasil e possui garantia de um ano. O preço sugerido dos aparelhos é de R$ 800,00 a R$ 1 mil.

ORIENTAÇÃO
Conserto de um veículo defeituoso
pode ser feito depois do prazo estipulado pela montadora
Recall é gratuito a qualquer tempo - Do total de donos de automóveis convocados, 35% não respondem ao chamamento para a inspeção

Quando uma montadora anuncia a realização de um recall – inspeção e conserto gratuito de um carro com defeito – sempre é divulgado que existe um prazo limite para a realização do serviço. Mas, na realidade, este "chamamento" não tem prazo para acabar. Ou seja, o reparo pode ser feito a qualquer momento e sempre gratuitamente.

Segundo Cláudio Peret, coordenador geral de Assuntos Jurídicos do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, este prazo é, na realidade, uma forma de pressionar o dono do carro a atender imediatamente o chamado. "Entretanto, pela lei, o consumidor tem direito a fazer o recall a qualquer momento", garante ele. E essa "pressão" tem uma certa justificativa. Segundo projeções do DPDC – baseadas em dados fornecidos pelas montadoras – do total de pessoas convocadas no recall, 35% não respondem ao chamamento para a inspeção de seus carros.

Quem for a uma concessionária após o prazo estabelecido para o recall e não conseguir realizá-lo gratuitamente, não deve pensar duas vezes em procurar seus direitos. O caminho, orienta Peret, é procurar o Procon da cidade para que seja feita a denúncia. O órgão irá abrir um processo administrativo para buscar um acordo com a montadora e, caso não se chegue a um entendimento, irá orientar o proprietário do veículo a buscar seus direitos na Justiça.

E mesmo que o automóvel já tenha sido vendido para uma outra pessoa, permanece o direito deste novo proprietário de fazer o recall grátis. "O Código de Defesa do Consumidor estende esta garantia já que muitas vezes o primeiro proprietário do carro não foi informado da necessidade do reparo", observa o coordenador geral de Assuntos Jurídicos do DPDC.

Peret esclarece ainda que, mesmo tendo promovido o recall, a montadora não fica isenta da responsabilidade por problemas que ocorram após a convocação para o reparo do defeito de fabricação. A afirmação está baseada também no Código de Defesa do Consumidor, que prevê que o fabricante responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção e montagem.

O coordenador geral de Assuntos Jurídicos do DPDC lembra que as montadoras têm a obrigação de comunicar imediatamente aos consumidores quando detectar que colocou no mercado um carro com defeito de fabricação. E as punições previstas em lei poderão mexer com o caixa das montadoras. Em 2001, o DPDC aplicou uma multa de R$ 3,2 milhões contra a GM porque a empresa omitiu dos consumidores um defeito grave no cinto de segurança do modelos Corsa e Tigra, que a própria montadora admitiu que conhecia desde 1999.

Peret salienta que o DPDC tem fiscalizado para garantir a qualidade da informação prestada pelas montadoras aos clientes. "O consumidor precisa saber de forma clara, precisa e objetiva exatamente o que está ocorrendo com o carro e quais os riscos envolvidos. Assim, ele saberá da importância de atender ao chamado para reparar o defeito", completa.

Lista

Para quem quiser saber se o carro foi incluído ou não num recall, o DPDC disponibiliza para os consumidores uma banco de dados. A lista, a partir de 2000, pode ser conferida através do site (www.mj.gov.br/dpdc/). Na página eletrônica, é possível obter ainda informações sobre o que estabelece o Código do Consumidor (lei 8.078/90) sobre o recall. As montadoras, através de seus telefones 0800, também são obrigadas a informar os carros que passaram por recall.

Roberto Couto

MECÂNICA EM DIAS - AGOSTO 2003
Manter os amortecedores em dia é questão de segurança
TARCISIO DIAS

Desgaste prematuro dos pneus, risco de aquaplanagem, perda de estabilidade em curvas, balanço excessivo do carro, ruídos na suspensão, automóvel com mais de 50 mil quilômetros e maior distância para frenagem são sinais de que a vida útil do amortecedor está comprometida.

A Monroe, líder mundial no desenvolvimento e fabricação de amortecedores, recomenda aos proprietários de veículos realizarem uma revisão freqüente do equipamento para evitar desconfortos tanto na cidade como nas estradas, principalmente no mês de julho, período em que muitas famílias fazem viagem de férias.

A boa condição dos amortecedores é fundamental para garantir a segurança de quem está a bordo do automóvel. O equipamento é responsável por manter o contato permanente entre o pneu e o solo. “Se a peça apresentar qualquer anormalidade não vai desempenhar a sua função corretamente e, consequentemente, colocará o veículo e seus ocupantes em risco. Por este motivo, a Monroe recomenda que a primeira revisão dos amortecedores aconteça após 40 mil quilômetros e a troca preventiva ocorra depois dos 50 mil quilômetros”, explica Ivo Izidoro da Silva, gerente de Treinamento e Eventos da Monroe.

Em uma estrada, os amortecedores se comprimem, em média, 2.625 vezes a cada quilômetro percorrido, o que corresponde a 105 milhões de ações estabilizadoras a cada 40 mil quilômetros. “O tipo de piso e as condições de uso do amortecedor influenciam no estado de conservação do equipamento. Se o veículo for muito utilizado em estradas de terra, por exemplo, sua vida útil será reduzida em aproximadamente 15%”, finaliza Silva.

Segurança

Estudos da Polícia Rodoviária Federal apontam que dos 106.399 ocorridos em 2002, 3.821 foram por problemas mecânicos no veículo. Para que o motorista não passe por nenhuma situação de risco nas estradas, a Monroe realiza constantemente diversos pit stops, que mostram as condições dos quatros amortecedores do carro.

O consumidor também pode fazer essa checagem, gratuitamente, em qualquer revendedor Monroe Club. Para mais informações sobre a localização das lojas e locais de pit stop, é só ligar no telefone 0800-166004 (ligação gratuita).

Audi produz 100.000 A6 na China - A Audi acaba de atingir outro marco histórico na China: a produção do Audi A6 de número 100.000 na planta de Changchun. O veículo foi o primeiro sedan de luxo a ser produzido no país, desde setembro de 1999. O sucesso do Audi A6, comprovado pela contínua demanda anual, é uma contribuição essencial para a posição de liderança da Audi no mercado chinês de automóveis premium. Em maio, a Audi atingiu um recorde e entregou 6.000 unidades. Até esta data, a Audi já comercializou 23.500 carros na China, um crescimento de 92% em relação ao ano interior.

Audi cria site para compra de usado - Pensando em facilitar ainda mais a vida de seus clientes, a Audi acaba de criar um site exclusivo para atender os compradores de modelos usados com a garantia Qualified. Como se sabe, todo modelo colocado à venda com essa chancela tem as mesmas vantagens de um zero-quilômetro, asseguradas por escrito.

O site tem indicações detalhadas sobre o carro, como placa, quilometragem, preço de venda, nome, endereço e telefone do concessionário. “Tudo às claras, bem transparente, como manda a cultura Audi”, diz o gerente de seminovos da Audi, Marco Borrs, acrescentando que, se o cliente estiver interessado em determinado modelo, pode marcar hora para conhecê-lo na concessionária ou pedir que o levem até ele.

Ao acessar www.audi.com.br, clique em Seminovos, depois em Qualified. Informe-se sobre o Programa Qualified e, então, clique em Estoque. Nessa página, a tela permite escolher marca, modelo, cor, mecânica, número de portas, ano/modelo. A página seguinte relaciona os carros em estoque. Clicando em um deles, surge a tela com preço, quilometragem, placa, dados do concessionário. Havendo interesse, é só ligar e marcar hora para conhecê-lo.

Unidade Bosch São Paulo conquista certificação IS0 14.001

A Unidade fabril da Robert Bosch em São Paulo é uma das mais novas fábricas com a certificação ISO 14.001. Localizada no bairro de Santo Amaro, a planta já possuía processos internos de gestão ambiental, fundamentados no Sistema de Ecogestão e Auditoria SEGA, desenvolvido mundialmente pela empresa, e que garantiram a base necessária para a conquista da certificação da ISO 14.001.

A Unidade São Paulo abriga a produção de motores elétricos para acionamento de vidro limpador de pára-brisa, motor de arrefecimento, máquinas de embalagem e remanufatura de alternadores. Integrada à comunidade local, esta planta promoveu ao longo dos anos mudanças em suas instalações e em seus processos fabris com o objetivo de não provocar impactos de ruído, vibração ou emissões no ambiente.

Citroën apresenta bons resultados no primeiro semestre de 2003

Registrando um novo recorde de vendas pelo sexto ano consecutivo em 2002, com 1.312.000 unidades comercializadas mundialmente, a Citroën continua fortalecendo sua posição nos principais mercados nos primeiros seis meses de 2003. A marca vendeu 726.000 veículos de janeiro a junho deste ano, com um crescimento de 10,7% sobre o mesmo período do ano passado.

Na Europa Ocidental, a Citroën aumentou sua participação nos emplacamentos de carros de passeio e veículos comerciais leves em 7,4% num mercado que registrou queda de 2,8%. Nos demais mercados internacionais, apesar de contingências econômicas que foram freqüentemente desfavoráveis para o setor automotivo, a Citroën demonstrou sua força com vendas em crescimento de 29,2%.

No Brasil, a marca comercializou 1.805 unidades em junho, conquistando uma participação de 13,54% no segmento VP-B (veículos de passeio menos populares). No acumulado do ano, a Citroën já registrou 9.843 unidades, com 9,54% de participação no segmento VP-B.

O monovolume Xsara Picasso é líder de vendas em seu segmento, com 6.457 unidades comercializadas e 40,33% de participação. O top C5 também mantém a liderança em seu segmento: 446 unidades registradas e 16,51% de participação. Em pouco mais de dois meses de comercialização, o compacto C3 já apresentou vendas superiores a 1.500 unidades. Resultados que confirmam a força da marca também no mercado brasileiro.

Esso quer garantia na qualidade do combustível - Os crescentes índices de adulteração de combustíveis denunciados pela Imprensa e registrados pela Agência Nacional de Petróleo em todo o país, levaram a Esso a intensificar e ampliar as ações destinadas a garantir junto aos consumidores a qualidade dos seus produtos. A coleta de amostras de gasolina nos postos, para posterior exame nos laboratórios da companhia, antes limitada a 1.000 operações mensais, mais do que triplicará passando para 3.600 por mês.

Rally dos Sertões - Doblò Adventure

Nas trilhas do sucesso dos modelos Palio Adventure e Strada Adventure e se preparando para a entrada do mais novo membro desta família, o Doblò Adventure, que será lançado neste segundo semestre, a Fiat Automóveis sai em busca de uma nova aventura participando do 11º Rally Internacional dos Sertões no período de 23 de julho a 2 de agosto com a Equipe Fiat Adventure.

100.000 Unidades do Novo Fiesta - A Ford comemorou a produção de 100.000 unidades do Novo Fiesta no Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Esse volume, atingido um ano após o lançamento público, feito em junho de 2002, é mais um marco na trajetória de sucesso do veículo, que lidera o segmento de compactos Premium e ocupa a posição de sexto modelo mais vendido no mercado brasileiro. Do total produzido, 66.500 unidades foram vendidas no mercado interno e 33.500 destinadas à exportação, para o México, Chile e Argentina.

Crescimento - A Ford somou no primeiro semestre de 2003 a venda de acumulada de 71.758 veículos e apresentou um crescimento de 22% sobre igual período do ano passado. Em junho, também foi a marca que obteve o melhor desempenho entre as líderes do mercado automobilístico, com 12.214 unidades emplacadas, um crescimento de 2,6% em relação a maio. Esse resultado elevou a sua participação para 12,2%, que equivale a um aumento de 1,1 ponto percentual sobre o mês anterior e de 3,2 pontos percentuais em relação a junho de 2002.

O grande destaque da Ford em junho foi o segmento de comerciais leves, no qual somou 3.961 unidades emplacadas, um aumento de 19,2% sobre o mês anterior, enquanto as vendas totais do segmento recuaram 4,4%. Esse avanço garantiu à marca a participação recorde de 29,6% na categoria, 5,9 pontos percentuais acima da registrada em maio, e teve como principal responsável o EcoSport.

O novo utilitário esportivo foi o veículo que mais cresceu entre os líderes de vendas do mercado. Registrou 2.865 emplacamentos em junho – um aumento de 28,6% –, que o colocam na liderança do segmento, com 1.269 unidades à frente do segundo colocado, e na posição de oitavo carro mais vendido do mercado brasileiro. A pick-up Ranger também teve uma contribuição importante para esse resultado, com uma evolução de 23,3%.

Chevrolet S10

A Chevrolet manteve a liderança absoluta no segmento de picapes médias no primeiro semestre do ano. Foram emplacadas 6.645 unidades da picape S10, com 35,2% de participação, contra 4.233 unidades do segundo colocado, que ficou com 22,4% de participação. A S10, líder de vendas desde o seu lançamento, em 1995, registrou no mês de junho 1.110 unidades emplacadas, o que representa 34,5% de participação no segmento, contra 728 unidades da segunda colocada, que fechou com 22,6% de participação.

Segue o ranking das picapes médias mais emplacadas no primeiro semestre:

1º) Chevrolet S10 — 6.645 unidades, com 35,2% de participação
2º) Mitsubishi L200 — 4.233 unidades, com 22,4% de participação
3º) Nissan Frontier — 3.292 unidades, com 17,4% de participação
4º) Ford Ranger — 2.559 unidades, com 13,6% de participação
5º) Toyota Hilux — 2.143 unidades, com 11,4% de participação

Tarcisio Dias é gerente de conteúdo da Mecânica Online

VISÃO DE MERCADO
Confira as primeiras
impressões de Paulo Poydo com o Gol Total Flex
PAULO POYDO

Nem tudo que parece fácil é. Depois de andar em alguns veículos "transformados" via chip bons, alguns poucos muito bons e, em sua grande maioria, veículos horríveis em dirigibilidade, consumo e emissões de poluentes, eis que chega ao mercado o veículo bicombustível (bi, pois só queima álcool, gasolina ou uma mistura de ambos) de fábrica. Grande expectativa e dificuldade para dar uma voltinha em um desses novos modelos.

Nesta semana pude desfrutar de um teste em trânsito urbano com o modelo da VW do Brasil, o Gol 1,6 litros TotalFlex.

Bom preço (custa aproximadamente uns R$ 1000,00 a mais do que o similar a gasolina) e facilidade de manutenção serão os aliados para reduzir os esforços de venda e certamente será um produto que vai mexer com o mercado.

Os componentes internos estão adequadamente ajustados para o uso do álcool, em tese, teremos um veículo com vida útil similar aos monocombustíveis. Aproveitei o contato e perguntei como foram os testes de campo e percebi que não há previsões de como o veículo vai se comportar depois de muitos quilômetros e diversos tipos de mistura.

Saí com uma mistura de 60-40 de álcool etílico hidratado e gasolina, respectivamente, no tanque. Chave no contato, motor operando em marcha lenta sem sustos, trepidações ou dificuldades em fazê-lo funcionar. Andando, nada que lembre os modelos de outrora, nada de engasgos e hesitações. A injeção eletrônica superou todos os pontos negativos dos modelos alcoólicos dos anos 80.

Removendo a emoção do quadro e olhando diretamente para o fundo do bolso, rodar somente com o álcool não é a melhor opção (financeiramente falando), pois o maior consumo joga contra a novidade... Creio que a melhor opção é a que se encontrava no interior do tanque, pois proporcionou bons índices de economia e desempenho (levando em conta a quantidade de álcool no interior do tanque).

Sugeri uma rodagem somente com álcool e para minha decepção o desempenho ficou abaixo das minhas expectativas, fruto da taxa de compressão de um clássico motor movido a gasolina. Já andei em veículos chipados/transformados com melhor desempenho que o "transformado de fábrica". Cheguei à seguinte conclusão: com esta fórmula não dá pra tirar dez no quesito desempenho e tampouco no quesito consumo. Achei o resultado inferior rodando com qualquer mistura ou mesmo com apenas álcool ou gasolina no tanque.

Para tirar a má impressão, nada mais justo do que uma volta somente com gasolina. Aí pude observar um detalhe curioso: o bom e velho AP 1600 também anda mal com o combustível fóssil... Valerá a pena? Só o mercado vai dizer.

Os ajustes no motor e a calibração da injeção deixaram o excelente motor AP chocho, fraco (dava a nítida impressão de estar "atrasado") e gastador... Resumindo: andou mal com gasolina e com álcool... Com uma taxa de compressão de 10:1 certamente ficaria capenga andando com o combustível de cana... Achei o produto inteligente, mas esperava muito mais; a eletrônica poderia ter sido muito mais explorada e alguns ajustes mecânicos poderiam trazer um pouco mais de esperteza ao carrinho. Agora é esperar pela oportunidade de andar com o Corsa da GM.

Eu volto na próxima!

http://www.mecanicaonline.com.br capa capa créditos imprimir adicione aos favoritos fale conosco fale conosco