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Online
Seu Automóvel
Edição 46 - Outubro de 2003
Conteúdo básico
NEM SEMPRE
UM ACIDENTE É ACIDENTE
Volante x distração
O telefone celular foi o grande vilão da história,
mas há muitos hábitos que motoristas mantêm
no carro e que podem ser perigosos. Afinal, em um só
segundo de distração, com a velocidade de
apenas 60 km/h, o carro roda 17 metros sem que o motorista
tenha a devida atenção ao trânsito.
Se houver uma parada súbita...
O Código de Trânsito Brasileiro prevê
punição para quem é flagrado ao volante
falando ao celular ou com fones de ouvido. Mas o motorista
também está sujeito a multa por atitudes que
a fiscalização possa identificar como falta
de atenção enquanto dirige. Abaixo, algumas
idéias do que se pode fazer para evitar um descuido.
| Ação |
Sugestão |
Benefício |
Sintonizar
o rádio |
Memorize as estações, é muito fácil. |
Com o tempo,
não é preciso nem olhar para achar as emissoras favoritas. |
| Trocar discos |
Ponha um novo disco só com
o carro parado ou instale uma disqueteira. |
Para quem não tem paciência
de ficar um minutinho sem música, um magazine de discos
pode ser mais barato
que o conserto de uma batida. |
| Comer |
Faça as refeições antes
de seguir viagem ou apenas no destino. |
Isso evitará, no mínimo,
o risco de uma boa mancha de gordura no assento. |
| Fumar |
Evite. |
Você se livra da ameaça
de várias doenças, é gentil com seus passageiros e não corre
o risco de se distrair ao acender o cigarro ou, pior,
deixá-lo cair já aceso. |
| Ler jornais e revistas |
Sintonize uma emissora de
notícias, como a rede CBN. |
Você se livra daquele buzinaço
quando o farol abre e seu carro não vai segurar a
fila. |
| Ler livros |
Ouça livros gravados em
fita ou disco. |
Para quem estuda idiomas,
ainda reforçam o aprendizado. |
| Transportar crianças |
Acostume-as ao assento infantil
desde cedo. |
Criança solta no carro é
fonte de distração e risco de ferimentos
em caso de acidente. |
| Transportar animais |
Utilize cintos adequados
ou caixas de transporte. |
Se você gosta de seu
bicho, os passeios e viagens irão se tornar
mais seguros para ele. |
FIQUE ESPERTO
Jogo sujo
Qualquer um está sujeito a ter a placa do
carro duplicada; saiba o que fazer caso você seja
uma vítima desse tipo de crime
Foi quase como acertar na loteria: com mais de 5 milhões
de veículos matriculados na capital de São
Paulo, os olhos do comerciante Romeu Sacamori foram bater
logo no BMW preto à frente do seu, em um dos cruzamentos
da cidade. Foi em uma noite de janeiro, mas Sacamori teve
imediatamente certeza: a placa do outro carro também
era idêntica à sua.
O comerciante avisou a polícia com seu celular e
o outro carro acabou sendo parado em uma saída da
cidade. Ao volante, Marcelo Cavalcante de Oliveira, de 26
anos, estudante do quarto ano de direito. No interior do
carro, as placas originais. Sacamori compreendeu na hora
o motivo das inúmeras e inexplicáveis multas
que vinha recebendo. Lançando mão dos conhecimentos
já dominados em seu curso superior, Cavalcante disse
que só falaria diante de um juiz.
O comerciante teve sorte, a mesma que pode não sorrir
para você. Afinal, o número de ocorrências
com carros dublês — ou clonados — vem
crescendo muito nos últimos anos. Segundo a corregedoria
do Detran de São Paulo, não há dados
precisos sobre o assunto, mas apenas em 2000 foram registrados
mais de mil pedidos de investigação de clonagem.
Em média, a cada dia três pilantras copiam
a placa de alguém para transferir suas multas à
vítima.
Com esses indícios na mão, a vítima
dá entrada no recurso para bloquear administrativamente
o automóvel, pedindo a investigação.
O veículo fica mais protegido contra as infrações
cometidas pelo falsário. Se a clonagem for comprovada,
o Detran autorizará a troca da placa. "Nesse
caso, pode-se abrir uma exceção", informa
Lattari.
Administrativo e penal
Perante a lei, o caso do estudante de direito não
é considerado clonagem, e sim tentativa de burlar
a fiscalização legal para benefício
próprio. O dublê existe para os tribunais apenas
se houver adulteração do chassi, feita normalmente
por quadrilhas especializadas para "esquentar"
um carro roubado. Mas isso não afasta a possibilidade
de instauração de inquérito e possível
condenação. "Ele está cometendo
infração administrativa pelo código
de trânsito e crime pelo código penal",
esclarece o advogado Cláudio Augusto Gonçalves
Pereira.
Portanto, o uso da placa de um carro em outro é
enquadrado no artigo 230 do Código de Trânsito
Brasileiro. "Fica sujeito a medidas administrativas
como multa e apreensão do veículo", explica
o delegado do Detran. Se a autoridade entender que houve
crime, o adulterador da placa estará sujeito a processo
pelo artigo 311 do código penal, que dispõe
sobre alteração de sinal identificador de
veículo automotor. "Prisão de três
a seis anos, mais multa e o risco de ser enquadrado como
estelionatário", lembra Lattari. É a
mesma pena para quem clonar o carro, adulterando chassi
e documentação.
Barra limpa
De
acordo com o delegado da corregedoria, as multas recebidas
pela vítima devem ser pagas pelo infrator, assim
como as despesas com o carro apreendido. Caso o falsário
não tenha sido encontrado, os recursos para contestar
as multas são a saída. No caso do estudante
de direito, ele estará livre para usar o carro normalmente
ao resolver toda a burocracia, desde que não perca
a habilitação por excesso de pontos no prontuário
com as multas transferidas.
Raul Haidar, presidente do Tribunal de Ética e Disciplina
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção
São Paulo, afirma que a entidade só pode punir
sócios: "Ou advogado ou estagiário associado."
Não é o caso do estudante. De acordo com a
OAB - SP, Marcelo Cavalcante de Oliveira deixou de ser estagiário
filiado à entidade. A primeira inscrição
foi cancelada por falsificação de documentos.
Natural de Presidente Prudente, interior de São Paulo,
Cavalcante filiou-se à regional de Mato Grosso da
OAB. Quando pediu a transferência para São
Paulo, a fraude foi descoberta.
Limpando o nome
Caso receba multas de locais onde você tem
certeza de não ter estado, e com freqüência,
peça cópias ao órgão responsável
(Detran, se a infração for estadual, por exemplo).
Se forem autuações por meio de radar fotográfico,
solicite as fotos. Se for de um policial, peça a
cópia do auto de infração; se a suspeita
de que seu carro foi clonado aumentar, ou houver certeza,
procure a Corregedoria do Detran de seu Estado para pedir
o bloqueio administrativo do veículo. Antes, porém,
escreva um recurso narrando o que aconteceu e anexe cópias
das multas e autos de infração e do documento.
Confira todos os documentos necessários com o Detran.
Se o carro clonado for encontrado, faça um Boletim
de Ocorrência (B.O.) de encontro de veículo
furtado em uma delegacia de polícia. Veja se é
possível tirar uma foto dos dois carros juntos. Isso
ajudará muito na comprovação da clonagem.
O Detran pode autorizar a troca de placas do seu veículo
se ficar convencido da clonagem. Evita problemas legais
e com multas.O serviço é cobrado e feito diretamente
no Detran, por R$ 8,53 (placas) mais R$ 86,50 (nova documentação).
Se o veículo ainda não foi licenciado no ano,
será preciso somar o custo nesse total, também.
Frota nacional de veículos tem mais de 1,2
milhão de carros adulterados
As estatísticas do Cadastro Nacional de
Veículos Roubados (CNVR) apontam que cerca de 9.200
carros são adulterados por mês nos desmanches
clandestinos. Novo sistema de identificação,
denominado Identicar, pode inibir a receptação
de carros roubados e dificultar sua regularização
fraudulenta.
De acordo com dados do CNVR, no ano de 2002, 364.500 veículos
foram roubados no País. De janeiro a junho de 2003,
só no Estado de São Paulo, mais de 103 mil
automóveis foram roubados ou furtados. Em média,
somente 48% são recuperados pela polícia;
15% têm como destino os desmanches clandestinos; 7%
seguem para o mercado externo (países como Paraguai
e Bolívia); e 30% continuam no mercado interno (adulterados).
As estatísticas do CNVR ainda apontam que os veículos
roubados ou furtados que circulam no mercado interno somam
cerca de 1,2 milhão. (Segue em anexo o balanço
da pesquisa do CNVR do primeiro semestre de 2003).
No comércio ilegal de veículos, os desmanches
clandestinos tornaram-se negócios altamente rentáveis.
Um carro, que leva de três a 15 dias para ser desmanchado,
pode valer até cinco vezes mais do que seu valor
no mercado ilegal, com a venda de suas peças. Só
no primeiro semestre de 2003, o Disque-Denúncia recebeu
589 ligações sobre desmanches clandestinos.
Há diversos tipos de dispositivos anti-furto no
mercado, desde os tradicionais alarmes até os modernos
rastreadores, mas nenhum deles previne que os carros roubados
ou furtados sejam, como é o destino de muitos, desmanchados,
adulterados e reintroduzidos no mercado secundário.
Atendendo à necessidade de coibir a ação
destes desmanches clandestinos, a receptação
de veículos e, inclusive, fraudadores de seguros
e de financiamentos, está sendo lançado no
mercado o Identicar, sistema preventivo de identificação
que grava o número do chassi, em baixa relevo, em
até 16 peças do automóvel (aquelas
de maior valor comercial, como motor, portas, capô,
dentre outras).
Este novo sistema previne que se aumente o número
de carros, motos e caminhões adulterados e fraudados
que circulam pelo País, porque as peças identificadas
com o número do chassi tornam-se desinteressantes
aos desmanches clandestinos devido à impossibilidade
de comercializá-las.
O baixo custo de aplicação (total de R$
160,00) já atrai as seguradoras e pode baratear o
preço do seguro em até 30%. Dois adesivos
externos, um aplicado na parte dianteira e outro na traseira
do veículo, identificam que o carro dispõe
do novo sistema. O Identicar não necessita de manutenção
ou taxas mensais.
Durante o processo de gravação, que marca
até 16 partes do veículo e dura cerca de 15
minutos, é feita a coleta dos principais dados de
identificação, como chassi, motor e carroceria,
e todas as informações passam a figurar num
banco de dados da Identicar. Havendo uma ocorrência
de furto ou roubo, os dados são disponibilizados
automaticamente no CNVR, aumentando assim a possibilidade
de localização e recuperação
do veículo.
QUESTÃO
DE BOM SENSO
Catalisador falsificado
piora a poluição
Pesquisas realizadas pelo Laboratório de Poluição
Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP (Universidade
de São Paulo) apontam que cerca de 300 crianças
são mortas por ano devido a grande concentração
de poluição em grandes centros urbanos, como
São Paulo. Além disso, segundo o SUS (Sistema
Único de Saúde), a taxa de mortalidade de
idosos acima de 65 anos cresce 12%.
Isso se deve ao aumento do nível de óxidos
de nitrogênio que são lançados no ar.
Os veículos são responsáveis por 90%
dessa poluição. Isso porque, em média,
3,5 milhões de automóveis rodam com catalisador
falsificado no País. “É importante conscientizar
os motoristas que o equipamento é fundamental para
evitar que os veículos emitam gases tóxicos
que causam problemas à saúde da população”,
comenta Carlos Eduardo Moreira, gerente de Marketing da
Umicore, principal fabricante de catalisadores do Brasil.
Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública
da Faculdade de Medicina de Harvard aponta que a poluição
reduz a expectativa de vida do ser humano. Durante 16 anos,
pesquisadores acompanharam um grupo de 8 mil pessoas com
idade entre 45 e 60 anos, em diversas cidades norte-americanas.
O estudo comprovou que os habitantes de cidades com altos
índices de poluição vivem, em média,
2,5 anos menos do que os moradores de locais com o ar mais
limpo.
Solução
Para contribuir com a melhora da qualidade do ar é
imprescindível o uso do catalisador automotivo original,
pois o equipamento reduz em até 98% o nível
de gases poluentes emitidos pelos automóveis. O catalisador
é responsável pela conversão de gases
tóxicos liberados pelo motor em inofensivos para
a saúde da população e o meio ambiente.
“O monóxido de carbono, ao passar pelo equipamento,
é transformado em gás carbônico, que
exalamos pela respiração”, explica Stephan
Blumrich, gerente de Tecnologia de Aplicação
e Industrial da Umicore.
O uso do equipamento adulterado representa uma violação
à legislação, além de poluir
o meio ambiente e danificar o motor dos veículos.
Nos carros, as conseqüências imediatas são
o aumento do consumo de combustível pelo desarranjo
da regulagem do motor e perda de potência. “A
marca estimada de 3,5 milhões de catalisadores falsificados
compromete nosso trabalho para reduzir a poluição
do ar”, afirma Moreira.
A falsificação do catalisador ocorre com
a retirada da cerâmica interna, que contém
metais nobres. Estes são responsáveis pela
transformação dos gases poluentes em inofensivos.
Com a carcaça vazia, o interior do equipamento é
preenchido com palha de aço ou um pedaço de
tubo de escapamento, que tem as suas extremidades soldadas
ao corpo da cápsula metálica do catalisador.
Isso confere peso, consistência e volume semelhantes
ao da peça original.
Transformação dos gases
Confira na tabela abaixo os gases emitidos por veículos
sem catalisador, as conseqüências para a saúde
da população e o resultado da catálise
feita por um equipamento original.
| Gases |
Efeitos |
Após a catálise |
| HC (Hidrocarbonetos) |
Causa irritação nas vias respiratórias, anemias, leucemias
e câncer pulmonar |
Transformado em vapor d’água e gás carbônico (gás exalado
ao respirarmos) |
| CO (Monóxido de Carbono) |
Causa asfixia sistêmica, pneumonias e danos cerebrais |
Transformado em gás carbônico (gás exalado ao respirarmos) |
| NOx (Óxidos de Nitrogênio) |
Causa ardência nos olhos, nariz e mucosas. Também provoca
bronquite, enfisema, insuficiência respiratória e
até mutações genéticas |
Transformado em N2 (Nitrogênio), que representa
75% do ar que respiramos da atmosfera |
| O3 (Ozônio) |
Causa irritação nos olhos, na garganta e infecções generalizadas |
São originados das reações fotoquímicas da luz solar
com os poluentes HC e NOx |
| |
|
Fonte: Umicore |
A Umicore Brasil, empresa de origem belga, com sede em
Bruxelas, adquiriu recentemente os negócios Precious
Metal Group (PMG), que pertenciam à americana OMG.
No Brasil, a Umicore está dividida em três
Unidades de Negócios – Catalisadores Automotivos,
em Americana (SP); Metaloquímica e Materiais Técnicos;
em Guarulhos (SP). Seus produtos atendem aos mercados automotivo,
químico, petroquímico, farmacêutico,
eletroeletrônico e energia. A empresa também
atua no refino e reciclagem de metais.
Catalisador: a solução para as motocicletas
Em 1992, a produção de motos para o mercado
brasileiro foi de 53 mil unidades. Após 10 anos,
de acordo com a Abraciclo, associação que
representa os fabricantes de motocicletas, a produção
deste tipo de veículo saltou para 861.469 motos,
sendo que 753.159 unidades foram destinadas ao mercado nacional.
Com o rápido crescimento do segmento, ocorreu no
início deste ano a implantação da primeira
fase do Promot (Programa de Controle da Poluição
por Motociclos e Veículos Similares), que estabelece
o limite de emissão de poluentes em 13 g/km para
monóxido de carbono (CO); 3,0 g/km para hidrocarbonetos
não queimados (HC) e 0,3 g/km para óxidos
de nitrogênio (NOx). “Este primeiro passo da
legislação garante que as motocicletas produzidas
desde o início do ano poluam menos em comparação
aos modelos fabricados até 2002”, afirma Stephan
Blumrich, gerente de Tecnologia de Aplicação
e Industrial da Umicore.
De acordo com a Umicore, principal fabricante de catalisadores
automotivos, com 60% de participação no mercado
brasileiro, para que as motocicletas atinjam o reduzido
nível de emissão de poluentes será
preciso a incorporação de modernas tecnologias.
“Uma das soluções para as motos deixarem
de liberar gases tóxicos na atmosfera é equipá-las
com catalisador”, ressalta Carlos Eduardo Moreira,
gerente de Marketing da Umicore.
A empresa já produz mundialmente o catalisador
para motocicletas. Existem duas tecnologias principais.
Para aplicações leves, a Umicore desenvolveu
o Hot Tube®. Trata-se de um tubo metálico perfurado
que, com um revestimento catalítico, realiza a conversão
dos gases emitidos pelo escapamento da motocicleta. “O
equipamento diminui significativamente as concentrações
de poluentes provenientes dos motores das motocicletas,
com a grande vantagem de ser simples e com quase nenhuma
influência na condução dos gases no
sistema de escape”, explica Blumrich.
A outra tecnologia é o catalisador monolítico.
Este, similar ao equipamento utilizado nos automóveis,
tem maior eficiência, devido à área
superficial da peça ser muito maior.
Nos Estados Unidos e na Europa, a maioria das motos são
equipadas com catalisador monolítico e, na Ásia,
o Hot Tube tem inúmeras aplicações
em motocicletas - a maioria de pequenas cilindradas.
“Com as duas tecnologias disponíveis, podemos
desenvolver uma aplicação otimizada para cada
moto no que se refere à atividade catalítica,
perda de pressão e custos“, afirma Blumrich.
QUE BARULHO
HEIM?!
Hora de ouvir mp3 em
seu automóvel
A nova linha de áudio Siemens VDO Automotive –
CD Players 2703 e 2803 – permite que você reproduza
no seu carro CDs gravados em MP3. Isso significa que você
pode gravar seus próprios CDs e escutá-los
no trânsito, a caminho de casa, em viagens ou qualquer
outra ocasião, criando sua programação
musical. É como ter o seu próprio DJ a bordo.
Num CD-Rom comum pode-se armazenar até uma hora
e vinte minutos de músicas; se elas estiverem gravadas
em MP3, a capacidade sobe para oito horas. Você pode
baixar músicas em MP3 pela Internet ou então
preparar seleções dos seus próprios
CDs, utilizando um simples computador doméstico equipado
com gravador de CD.
A nova linha de áudio da Siemens VDO Automotive
traz também aparelhos com desenho moderno e display
multicolorido, que combinam com o painel e o estilo dos
carros vendidos no País. Além disso, oferece
opcionais que facilitam o uso do aparelho, principalmente
para o motorista: controle remoto de cartão e de
volante, disqueteira com capacidade para 6 CDs e kit viva-voz
para telefone celular.
Os modelos contam também com sistema flipdown –
a entrada do CD fica escondida atrás da frente removível.
Além disso, os aparelhos controlam o volume automaticamente,
de acordo com a velocidade do veículo, colocando
fim à agonia de abaixar o volume quando se pára
num farol, por exemplo.
A nova linha de áudio Siemens VDO Automotive é
fabricada no Brasil e possui garantia de um ano. O preço
sugerido dos aparelhos é de R$ 800,00 a R$ 1 mil.

VAMOS CONVERSAR?!
Importadores mantém
diálogo com governo
Posicionamento dos importadores oficiais de carros importados
acontece no Fórum de Competitividade do Setor Automotivo,
com parâmetros de tecnologia e de produtividade, fatores
imprescindíveis na plataforma de exportação
do País. De outra parte, declarações
recentes do ministro Furlan apontam insatisfação
no superávit da balança comercial baseado
somente na queda das importações.
As empresas filiadas à Abeiva – Associação
Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos
Automotores fecharam o mês de agosto com índice
de crescimento de 66,88% em suas vendas, em relação
ao mês anterior. Foram 257 unidades contra 154 veículos,
respectivamente. Esse resultado, no entanto, está
longe de ser satisfatório ao setor. O desempenho
de agosto, porém, interrompeu a seqüência
de cinco meses consecutivos de quedas na comercialização.
"De alguma forma", salienta André Müller
Carioba, presidente da entidade, "diante do quadro
recessivo do setor automotivo em geral, as empresas filiadas
à Abeiva voltaram a ter certo alento, especialmente
com a maior estabilidade do dólar no patamar de R$
3,00. Vale lembrar que enquanto a importação
geral de veículos automotores registrou, em agosto,
crescimento de 32,32%, os genuínos conseguiram 66,88%".
Na avaliação de Carioba, porém, o
diálogo com o Governo Federal deve ser intensificado,
por meio do Fórum de Competitividade do Setor Automotivo
e, finalmente, as próprias autoridades reconhecerem
que não é a forma mais adequada obter superávit
comercial, apenas com a queda das importações.
Neste aspecto, a Abeiva sempre se posicionou favorável
à ampliação da base do comércio
exterior, ou seja, de crescimento tanto das exportações
quanto das importações.
Até altos representantes do Governo declararam,
recentemente, que produtos variados de consumo ajudam a
ter uma concorrência ativa no mercado interno, em
clara demonstração de balizamento de preços
e de tecnologia", argumenta André Müller
Carioba.
A
flexibilidade do Ministério do Desenvolvimento, da
Indústria e do Comércio Exterior, na realidade,
é um alento ao setor de importação
em geral.
Aliado a esse fato, apesar de o mês
de agosto ter-se mostrado positivo, no acumulado de janeiro
a agosto, os resultados permanecem em queda acentuada. Nos
oito primeiros meses de 2003 foram comercializadas 2.548
unidades contra 6.837 veículos importados do ano
passado, um decréscimo de 62,76%.
Na importação total de veículos,
o acumulado representa 40.321 unidades contra 77.528 carros
em 2002, total 47,99% inferior.
Segundo o presidente da Abeiva, "nem mesmo a redução
de 3 pontos porcentuais no IPI foi suficiente para ativar
o mercado interno de automóveis. Por este motivo,
toda a cadeia automotiva deve continuar a busca por soluções
no Fórum de Competitividade. Quanto aos importados
genuínos, a nossa participação de 0,75%
no ano passado, hoje significa apenas 0,32%. E o total de
importados no ano de 2002 de 8,50% de participação
no País caiu para 5,02%".
Por esse motivo, há quatro meses, a Abeiva continua
mantendo intenso contato com o Governo brasileiro, com a
Acea – Associação Européia de
Construtores Automotores e com a entidade argentina Cidoa
– Camara de Importadores y Distribuidores Oficiales
de Automotores, com o objetivo de buscar alternativas práticas
e realistas ao setor de importação de veículos
automotores e, por conseqüência, impedir a paralisação
do setor.
Em relação ao Governo brasileiro, o principal
item de negociação é a viabilidade
de a alíquota de importação ser reduzida
– como mínimo – ao patamar da TEC –
Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 20%.
COM QUE
COR EU VOU?
Glocar, o carro
que muda de cor à vontade do dono
Nem todos os Ford Modelo T foram pretos – na realidade,
apenas aqueles feitos de 1914 a 1925 eram dessa cor, a única
que secava em tempo razoavelmente curto. Agora, o novo sistema-conceito
da Ford pode lidar com qualquer cor – desde que não
seja preta. O Glocar, foneticamente Glow e Car, carro que
brilha, pode gerar qualquer cor, mimetizando o ambiente
a seu redor ou simplesmente atendendo aos desejos de seu
motorista.
O Glocar possui carroçaria em painéis de
plástico translúcido e usa luzes LED para
mudar a cor, a intensidade e a freqüência cromática
desses painéis gerando mudanças cosméticas
e de grandes benefícios de segurança. O chassi
espacial e as extrusões e fundidos da parte mecânica
são em alumínio.
As estatísticas indicam que mais de 60% dos acidentes
ocorrem em cruzamentos e junções à
noite, e o Glocar, percebendo eletronicamente a radiação
eletromagnética da luz de outro veículo que
esteja chegando muito perto, aumenta a intensidade luminosa
de seus painéis externos, sinalizando ao outro condutor
que mantenha distância de segurança.
A chave para uma maior segurança nesses casos é
ser visto. Mesmo no mais intenso escuro, o Glocar é
visível de todos os ângulos, não apenas
de frente (por seus faróis) ou de trás (por
suas lanternas), mas também de lado: toda a sua traseira
funciona como luz de freio, e toda a sua lateral como pisca-pisca.
A energia elétrica para esse esbanjamento de luzes
vem da tecnologia de células de combustível.
O
Glocar não precisa de pintura, eliminando um processo
caro, intensivo de mão de obra, de muita potencial
emissão ambiental, reduzindo a complexidade de ‘casar’
o interior de um automóvel com sua pintura externa
e simplificando sobremaneira o processo de manufatura.
O Glocar foi criado após os resultados de extensas
pesquisas técnico-sócio-culturais, que determinaram
cinco cenários para o futuro: o universo expandido,
a sociedade mosaica, a sociedade experimental, a sociedade
sustentável e a sociedade filantrópica.
Laurens van den Acker, designer-chefe do Grupo de Imagem
da Marca Ford diz que esses cenários foram utilizados
para antecipar as necessidades futuras de nossos clientes
e fornecer respostas aos desafios que a indústria
automotiva poderá enfrentar. Baseados neles, os designers
exploraram as tendências prováveis envolvidas,
as principais sendo segurança e sustentabilidade.
O Glocar projeta uma imagem de inteligência, preocupação,
leveza e segurança, e tira a posição
do carro de agressor para protetor. Imaginem uma cidade
brilhando com centenas de Glocars, com automóveis
mais inteligentes e otimistas.
O Glocar pode ser visto até 25 de janeiro do ano
que vem no Museu Nacional do Design Cooper-Hewitt, do Instituto
Smithsoniano, em Washington, como parte de exibições
do design contemporâneo chamadas de National Design
Triennial. Criado no segundo trimestre do ano passado, só
agora saiu dos estúdios avançados e está
sendo mostrado ao público em geral. É o único
automóvel entre 80 trabalhos mostrados como objetos,
modelos, fotos, filmes e esboços, que celebram as
inovações técnicas, a evolução
artística e o impacto cultural do design.
TECHTalk
ISSO SIM
É QUE É UMA LINHA DE PRODUÇÃO!
Honda comemora 50 milhões
de automóveis fabricados em todo o mundo
Índice cumulativo global, conquistado em 40 anos
de atividades no segmento de quatro rodas, é resultado
da filosofia da empresa de produzir onde há mercado
A Honda Motor Co. anunciou recentemente ter atingido a
marca de 50 milhões de automóveis fabricados
em todo o mundo, pelas 19 unidades instaladas atualmente
em 15 países. A atuação da empresa
no segmento de quatro rodas começou há 40
anos, quando lançou seus primeiros veículos
no Japão: o Honda T360, um caminhão de pequeno
porte, e o esportivo Honda S500.

O volume de produção começou a crescer
com a subseqüente introdução dos modelos
Honda N360, em 1967, e na década de 70, do Honda
Civic (1972) e do Honda Accord (1976). Após um período
de 20 anos, em 1983, a produção global acumulada
da Honda atingiu os 10 milhões de automóveis.
Quando os Estados Unidos começaram a fabricar em
larga escala os carros da marca, mais especificamente o
Honda Accord, em 1982, contribuíram para o crescimento
global da Honda como montadora.
Em 1990, a produção mundial acumulada de
automóveis alcançou 20 milhões de unidades
e, já em 1995, os 30 milhões. Apenas quatro
anos depois, com o crescimento da produção
na Ásia e em outras áreas, os 40 milhões
de unidades foram atingidos. No dia 27 de agosto de 2003,
cerca de 40 anos após o primeiro veículo sair
da linha de montagem da fábrica de Saitama, no Japão,
a companhia comemora a marca de 50 milhões de automóveis
fabricados.
Seguindo a filosofia de “produzir onde há
mercado”, a Honda engajou-se ativamente em ampliar
a suas atividades fabris. A primeira unidade instalada fora
do Japão foi a de Taiwan, em 1969, voltada para a
produção de miniveículos (Honda N600
e Honda TN600).
Em 1982, a Honda transformou-se na primeira fabricante
japonesa de automóveis nos EUA, iniciando a fabricação
do Honda Accord em território norte-americano. Calcula-se
que, dos 50 milhões de unidades, 33,8 milhões
foram produzidos no Japão e 12,6 milhões na
América do Norte. Do total, aproximadamente 15 milhões
de unidades foram de modelos da linha Honda Civic e cerca
de 13 milhões da linha Honda Accord.

NA ONDA
DO CRESCIMENTO
Empresas do setor automotivo
pegam
carona no aumento das exportações das montadoras
Cresce o número de empresas que estão melhorando
seu desempenho graças às exportações.
E muitas são puxadas por tradicionais setores exportadores,
como o automotivo. É o caso, por exemplo, da Vitrotec
Vidros de Segurança, de Campo Limpo Paulista (SP).
A
indústria automobilística brasileira exportou
300.678 unidades no primeiro semestre deste ano, contra
215.495 no mesmo período de 2002. O maior crescimento
se deu no segmento caminhões (84,7%). No segmento
veículos leves a alta foi de 39,5% e no de ônibus,
de 36,2%, segundo dados da Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A Vitrotec foi beneficiada por esse desempenho. A empresa
fechou novos negócios na Argentina e na Venezuela,
países que já importavam seus produtos. E
representantes da Vitrotec viajam em outubro para os Estados
Unidos e México para ampliar os negócios também
nesses países.
Os produtos da empresa são vendidos para a África
do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Estados Unidos,
Guatemala, México e Paraguai, entre outros países
que importam ônibus brasileiros. “Nossos esforços
são principalmente para vender peças de reposição
nesses mercados”, afirma José Freire de Sena,
diretor de Exportações da Vitrotec. A Vitrotec
produz vidros blindados, antiviolência (AV-Plus) e
laminados.
Em julho, um grupo de dez empresas de ônibus da Venezuela
veio ao Brasil para fechar contrato com a Vitrotec. O negócio
significará, em média, US$ 400 mil por ano.
“A qualidade de nossos vidros já é conhecida
nesses países”, comemora o diretor.
ABRA OS
OLHOS
Como saber se o combustível
foi adulterado?
Você sabe se o combustível que você
usa foi adulterado? Não é fácil identificar
apenas olhando para a gasolina, o álcool ou o diesel.
Além do mais, os sinais da falsificação
só aparecerão um tempo depois de o carro sair
do posto. Os revendedores de combustível são
obrigados por lei a fazer mensalmente a análise da
qualidade dos combustíveis.
E todo consumidor tem o direito garantido pela portaria
248/2000 de conferir o resultado das análises de
qualidade. Caso você tenha dúvida sobre a origem
do produto, veja alguns sinais típicos da adulteração
do combustível:
- consumo aumenta sem motivos;
- desempenho piora, principalmente em subidas;
- torna-se difícil dar a partida pela manhã;
- carro morre no semáforo ou em pequenas paradas;
- o carro começa a bater pino (combustão ocorre
em momento errado).
Onde denunciar - a Agência Nacional
de Petróleo (ANP) mantém o telefone 0800-900267
para receber deúncias de adulteração
do combustível. O comunicado também pode ser
feito para o Centro de Relações com o Consumidor,
da ANP.
Levantamento de preços - a ANP
realiza todas as semanas um levantamento dos preços
dos combustíveis praticados em 411 municípios
brasileiros. A pesquisa é apenas para checar o preço.
Não é averiguada a qualidade dos produtos
vendidos. A pesquisa pode ser feita por Estado ou por município.
E o resultado mostra o nome do posto, o endereço,
o bairro, a bandeira, o preço para a venda e a data
da coleta da informação. Vale a pena conferir.
Clique aqui para conferir o levantamento de preços
da ANP
http://www.anp.gov.br/Precos/aberto.asp
HORA DE
APRENDER SOBRE MECÂNICA
Mecânica
Online oferece treinamentos em cd-rom
Velocidade,
potência, conforto e principalmente estrutura estão
reunidos no novo curso da Mecânica On-line. O segundo
CD-Rom do grupo, que também é responsável
por criar o site para apaixonados por carros, está
sendo lançado no mercado brasileiro. Desta vez, o
Centro de Treinamento traz mais vídeos e fotos digitais,
além da tradicional coletânea de rotinas e
informações sobre o funcionamento das máquinas.
Segundo os organizadores, a idéia do CD-Rom surgiu
a partir do site. O objetivo é oferecer acesso ao
conteúdo mais pesado e difícil de ser disponibilizado
pela internet, como vídeos com matérias televisivas,
por exemplo. "O primeiro CD foi lançado no ano
passado e tem o conteúdo diferenciado. Procuramos
não repetir assuntos e tentamos sempre abordar aulas
contínuas", explica o gerente de conteúdo,
Tarcísio Dias.
O disco abre espaço para a mecânica em geral,
desde treinamentos mais básicos sobre o funcionamento
dos carros até outros mais avançados, como
o processo de refino do petróleo. O menu também
traz uma galeria de bônus, com o dicionário
do automóvel e arquivos de imagens de 36 lançamentos
e protótipos de modelos nacionais e internacionais.
O destaque para este ano é a aula sobre Injeção
Eletrônica, com explicações sobre os
sensores, atuadores, imobilizadores da partida e o sistema
em geral. Além disso, estão disponíveis
treinamentos sobre direção off-road, manutenção
automotiva e dicas para a comprar de veículos usados
e para entender mais sobre a administração
de oficinas.
Os organizadores da Mecânica On-line não
informaram o valor do investimento, mas dizem que o gasto
para esse tipo de trabalho gira em torno de R$ 12 mil. O
disco foi feito em Pernambuco e contou com o patrocínio
e o apoio da Castrol e da DB'D Comunicação,
respectivamente. O curso demorou quatro meses para ser feito
e já abriu espaço para a produção
de um terceiro disco, previsto para ser lançado em
junho de 2004.
"Estamos buscando mais patrocínios e, quem
sabe, parcerias com revistas nacionais para a venda do CD-Rom
em bancas de revista e com preços populares",
comenta Dias. Tanto o segundo como o primeiro cd podem ser
comprados através do site, no endereço http://www.mecanicaonline.com.br,
ao custo de R$ 60,00 e R$ 50,00 (com as despesas de frete
já inclusas para todo o País).
Já os internautas podem tentar para a sorte, pois
o Pernambuco.com estará sorteando cinco CDs
Configuração mínima:
PC - Processador Pentium II, 32 Mb de memória RAM,
Drive de CD, Placa de som, Monitor SVGA 256 cores, Windows
95 ou superior.
Para
saber mais acesse:
http://http://www.mecanicaonline.com.br/cd
Thiago Marinho - Pernambuco.com
ISSO SIM
É QUE É UMA LINHA DE PRODUÇÃO
2!
Honda comemora 6 milhões
de motocicletas produzidas no Brasil
Marca atingida recentemente ilustra trajetória
de sucesso, que inclui a liderança do mercado nacional
e o destaque da fábrica entre as principais do Grupo
no mundo
A Moto Honda da Amazônia comemorou em setembro a
marca de 6 milhões de motocicletas produzidas no
País, 27 anos após a sua implantação
no Brasil. O número comprova o crescimento acelerado
da empresa, cujas atividades foram iniciadas em 1976, no
Pólo Industrial de Manaus (AM), e que atualmente
é líder do mercado, com 86% de participação.
O modelo símbolo da conquista, celebrado ao sair
da linha de montagem em uma cerimônia comemorativa
interna organizada pelos colaboradores, foi a NXR 125 Bros.
Em 1987, enquanto a Honda Motor Co. comemorava 50 milhões
de unidades produzidas em todo o mundo, o primeiro milhão
de motocicletas fabricadas no País era anunciado.
A produção nacional foi dobrada menos de uma
década depois, em 1996. Apenas três anos mais
tarde, em 1999, alcançou 3 milhões. Em 2001,
chegou aos 4 milhões, e em julho de 2002, aos 5 milhões.

Com um investimento acumulado de US$ 550 milhões,
a fábrica, que ocupa um terreno de 561.640 m²
e conta com uma área construída de 130.700
m², chega a mais esta conquista histórica graças,
entre outros fatores, à avançada tecnologia
empregada no processo produtivo, que resulta em motocicletas
de alta qualidade e durabilidade. Com foco na satisfação
total dos consumidores, cada etapa da fabricação
segue os mais rígidos padrões estabelecidos
pela marca no mundo.
No Brasil, a Honda iniciou sua trajetória vitoriosa
em 1971, quando começou a importação
de motocicletas em território nacional. Alguns anos
mais tarde, a empresa já assumiu a liderança
do segmento de duas rodas, e hoje a fábrica brasileira
está entre as cinco maiores do grupo no mundo. Hoje,
da linha de produção saem 3.600 motocicletas
diariamente. Em 1976, quando a fábrica foi instalada
em Manaus, eram produzidas 1.100 unidades por mês,
ou seja, cerca de um terço da produção
diária atual.
Grande parte deste sucesso deve-se ao trabalho conjunto
das 580 concessionárias Honda distribuídas
por todas as regiões do País. Por meio do
desenvolvimento de ações diferenciadas que
atraem o público e da eficiência e agilidade
dos serviços pós-vendas, a rede tem tido papel
fundamental no fortalecimento da marca e na fidelização
crescente dos clientes.
A Moto Honda da Amazônia destaca-se ainda por seu
importante papel social, totalizando hoje cerca de 5.700
colaboradores em seu quadro efetivo, além de gerar
mais de 30 mil empregos indiretos.
Modelos
Representando 54,7% das vendas da Honda no Brasil e com
47,9% de participação no mercado nacional,
a CG 125 Titan, fabricada desde 1976, é considerada
um marco da empresa no País. Juntamente com os outros
oito modelos nacionais e os três importados pela marca,
reúne características que agradam aos mais
variados públicos, desde aqueles que vêem na
motocicleta uma opção de lazer até
os que fazem dela seu meio de transporte ou ferramenta de
trabalho. Para 2003, a expectativa é produzir 780
mil motocicletas destinadas ao mercado interno.
Os diferenciais das motocicletas da Moto Honda da Amazônia
também têm reflexos nas exportações.
Em 2002, a abertura de mercados como Estados Unidos, Canadá,
Austrália e países da Europa e da África,
possibilitou que fossem exportadas 59.340 unidades. Até
dezembro deste ano, estima-se que 85 mil motocicletas serão
vendidas para os 62 países que hoje comercializam
modelos fabricados no Brasil.
Responsabilidade Social
Além de oferecer produtos de alta qualidade que
prezam pelo bem-estar e a segurança do consumidor,
a fábrica também tem a preocupação
de preservar o meio ambiente e garantir a qualidade de vida
da população. Nesse sentido, projetos como
a moderna estação de efluentes construída
no complexo industrial são continuamente desenvolvidos
e mantidos pela Moto Honda da Amazônia.
O laboratório de medição e análise
de gases, inaugurado no ano passado, por exemplo, é
o único da América do Sul e assegura que todos
os modelos estejam em conformidade com o Promot (Programa
de Controle de Poluição do Ar por Motociclos,
Veículos e Similares).
Atingir os 6 milhões de motocicletas fabricadas
no Brasil é uma prova do reconhecimento crescente
dos consumidores ao empenho da Honda em seguir aprimorando
seus produtos no País para, dessa maneira, manter-se
como a marca preferida dos brasileiros.
VISÃO
DE MERCADO
O setor de serviços
Hoje os serviços respondem por 59% do PIB brasileiro.
A indústria, por 53%, e a agropecuária, por
8%. Os serviços serão a grande alavanca para
o crescimento e aumento da empregabilidade nos próximos
anos, porém, para o aumento da empregabilidade é
necessário mais anos de estudo, educação
de qualidade e, conseqüentemente, competência.
Hoje temos uma grande massa de gente alijada do processo.
No caso específico do setor automobilístico,
por exemplo, apenas 17% conseguem ter de novo a carteira
assinada; quem arruma emprego novamente tem uma queda salarial
de 35%.
Trabalhadores altamente qualificados e especializados,
característica básica da indústria,
transformam-se numa espécie de estigma depois da
demissão. Vide os exemplos recentes do ABC paulista.
Com isso, temos o aumento da informalidade na economia brasileira
e o empobrecimento da população economicamente
ativa. O país cai para o alto, dá bons exemplos
para o pessoal de fora e abandona os seus filhos à
própria sorte... Criamos um novo paradoxo.
O paradoxo brasileiro cria uma nova modalidade o "desempregado
intelectual", isto significa que, com mais escolaridade
se ganha menos dinheiro. A conclusão paradoxal é
que o país não poderia dar-se ao luxo de subaproveitar
os poucos formados que tem! Em um país onde a escolaridade
média é de apenas seis (6) anos faltam vagas
para os diplomados e técnicos especializados.
De 1989 a 2001, em cada dez vagas criadas no mercado de
trabalho, sete forma para as atividades de baixa remuneração.
A escolaridade do brasileiro melhorou e a economia se
encontra praticamente estagnada nas duas últimas
décadas, isso se traduz no péssimo aproveitamento
da boa qualificação.
No mercado reparador automotivo vivemos paradoxo similar.
Muita gente investiu pesado, estudou, se aprimorou e para
aonde foi o cliente? Ninguém sabe, ninguém
viu!
Ainda há muitos abismos para construirmos pontes,
mas somente um governo engajado e aberto a ouvir os anseios
da sociedade poderá dar o passo inicial nessa tarefa
de (re)construção nacional.
É preciso atentar para o fato que a indústria
de automóveis cria uma cadeia ímpar de empregos
e de arrecadação, cada emprego gerado na indústria
automobilística gera mais dez (10) na cadeia produtiva
afim, porém, é preciso ter uma política
automotiva, de transportes e rodoviária compatível
com a realidade brasileira. Precisamos parar de fingir.
Abraços e até o próximo artigo.
Paulo Roberto Poydo & Marco Calixto Gonzaga
TARCISIO
EM DIAS
Começa
Série Como Seu Automóvel Funciona
TARCISIO DIAS
Olá!
Quando se fala em mecânica na web a primeira referência
é a Mecânica Online. E por isso a cada mês
a Mecânica Online apresenta suas novidades. A partir
dessa edição vamos publicar a Série
Como Seu Automóvel Funciona.
Serão textos básicos e simples, explicando
de forma genérica o funcionamento de um automóvel.
Podemos considerar como o mínimo do mínimo
para você saber sobre a mecânica de um automóvel.
Para quem tiver um pouquinho mais de tempo, recomendo estudar
o treinamento gratuito Mecânica Automotiva Básica
que oferecemos em nosso Centro de Treinamento On-line.
O Motor
De
forma simples e bem didática você vai ter em
toda edição um pouco mais sobre a mecânica
automotiva. Para compreender facilmente a mecânica
de um automóvel, dividimos o veículo em sete
grupos: motor, transmissão, freios, sistema elétrico,
direção, suspensão e carroceria. A
partir de agora você começa a acompanhar a
série
Como Funciona Seu Automóvel!
O motor é a fonte de energia do automóvel.
Converte a energia calorífica produzida pela combustão
da gasolina em energia mecânica, capaz de imprimir
movimento nas rodas. Uma mistura de gasolina e ar na forma
gasosa é queimada no interior dos cilindros do motor.
A mistura gasosa é formada no carburador ou calculada
pela injeção eletrônica, nos motores
mais modernos, e admitida nas câmaras de explosão.
Os pistões, que se deslocam dentro dos cilindros,
comprimem a mistura que é depois inflamada por uma
vela de ignição. À medida que a mistura
se inflama, expande-se, empurrando o pistão para
baixo.
O
movimento dos pistões para cima e para baixo é
convertido em movimento rotativo pelo virabrequim ou eixo
de manivelas o qual, por seu turno, o transmite às
rodas através da embreagem, da caixa de câmbio,
do eixo de transmissão e do diferencial. Os pistões
estão ligados ao virabrequim pelas bielas. Uma árvore
de cames, também conhecida por árvore de comando
de válvulas, movida pelo virabrequim, aciona as válvulas
de admissão e escapamento situadas geralmente na
parte superior de cada cilindro.
A energia inicial necessária para por o motor em
movimento é fornecida pelo motor de partida. Este
engrena numa cremalheira que envolve o volante do motor,
constituído por um disco pesado, fixado à
extremidade do virabrequim ou árvore de manivelas.
O volante do motor amortece os impulsos bruscos dos pistões
e origina uma rotação relativamente suave
ao virabrequim. Devido ao calor gerado por um motor de combustão
interna, as peças metálicas que estão
em contínuo atrito engripariam se não houvesse
um sistema de arrefecimento.
Para evitar desgastes e aquecimento excessivos, o motor
inclui um sistema de lubrificação. O óleo,
armazenado no cárter sob o bloco do motor, é
obrigado a circular sob pressão através de
todas as peças do motor que necessitam de lubrificação.
*Tarcisio Dias - tarcisio arroba
mecanicaonline ponto com ponto
br
Gerente de conteúdo da Mecânica Online
________________________________
PARA SABER MAIS:
Centro
de Treinamento Mecânica Online
http://http://www.mecanicaonline.com.br/ct
Cd-rom
Mecânica Online 2003
http://http://www.mecanicaonline.com.br/cd
*Essa forma de colocar o endereço
de e-mail é uma maneira de previnir que
motores de busca de lista de e-mail não incluam o
e-mail citado.
DEPOIS DO
ESTATUTO DO IDOSO...
Carro velho também
deve ser protegido por seguro
Maioria das seguradoras brasileiras só faz
apólice para carros com até 10 anos. A CAIXA
SEGUROS larga na frente e aceita "velhinhos" de
até 15 anos
Carro zero é um privilégio de apenas 6% dos
donos de automóvel, no Brasil. A frota nacional tem,
em média, 12 anos de idade – segundo estimativas
da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos
Automotivos (Anfavea). Apesar disso, boa parte das seguradoras
do país só aceita proteger veículos
com até 10 anos de fabricação, devido
aos alto custos de reparação e a maior probalidade
de defeitos mecânicos.
Sempre atenta às necessidades do cliente, a CAIXA
SEGUROS ampliou a cobertura do seguro e está fazendo
apólices para automóveis com até 15
anos. E, em casos específicos, cobre os riscos de
carros ainda mais antigos. Neste último caso, a aprovação
depende apenas do estado de conservação do
mesmo.
Segundo os técnicos da CAIXA SEGUROS, vale a pena
segurar aquele "velhinho" de estimação.
Afinal, se um carro de R$ 6 mil colidir em outro –
zero ou importado – os gastos com o conserto superarão,
em muito, o do próprio veículo. E o melhor
de tudo é que os cliente da CAIXA SEGUROS –
além de desfrutarem de tranqüilidade e segurança
– ainda concorrem a sorteios mensais de automóveis
zero Km, no valor aproximado de R$ 32 mil, até dezembro
de 2004. Conheça outras vantagens oferecidas pela
companhia:
- questionário de avaliação de risco
simplificado, com apenas quatro perguntas
- carro reserva gratuito, por até 15 dias
- serviços gratuitos e descontos em lojas automotivas
e estacionamentos credenciados
- assistência Dia & Noite com serviços
para o veículo e seus ocupantes
- serviço de despachante, para auxiliar o segurado
a providenciar toda a documentação exigida
para casos de perda total.
DE OLHO
NO BOLSO E NA MANUTENÇÃO
Inflação
do Carro tem alta de 0,85% em setembro
A Inflação do Carro, medida pela Agência
AutoInforme registrou alta de 0,85% em setembro, ficando
bem próxima da inflação oficial (o
IPC da Fipe divulgou índice de 0,84% no mês).
No acumulado do ano a Inflação do Carro acumula
alta de 5,7%.
O combustível, que representa mais da metade dos
gastos com uso e manutenção do carro, teve
uma alta inexpressiva em setembro, 0,37%. Da cesta de produtos
e serviços pesquisada a maior alta foi dos amortecedores,
com + 13% e a pastilha de freio, que teve um aumento de
8,4% no mês.
Itens que mais subiram em setembro:
Amortecedores + 13%
Pastilha de freio + 8,4%
Lavagem simples + 6,9%
Itens que mais caíram em setembro:
Velas - 4,4%
Lavagem completa - 1,7%
Pneus - 1,4%
. A Inflação do Carro acumulada no ano é
de 5,7%
. A pesquisa levanta os preços dos produtos e serviços
utilizados no uso e manutenção do carro.
. A pesquisa da Agência AutoInforme tem a supervisão
do instituto de pesquisa Frasceschini Análises de
Mercado.
MANUTENÇÃO
AUTOMOTIVA
Produtos prometem facilidades
na manutenção
FSC da 3M descarboniza as válvulas e câmara
de combustão, aumentando vida útil do motor,
além de limpar os injetores, reduzindo o consumo
de combustível e o nível de emissão
de poluentes
A Divisão de Reparação Automotiva
da 3M está lançando este mês uma solução
inovadora para descarbonização de motores.
Trata-se do FSC, ou Fuel System Cleaner, que promove a limpeza
dos injetores de combustível e descarboniza as válvulas
e câmara de combustão, sem a necessidade de
desmontar o motor. A facilidade de aplicação
se alia a outros benefícios como redução
do consumo de combustível e do nível de emissão
de poluentes.
A conservação e limpeza dos injetores de
combustível são fundamentais para o bom funcionamento
do veículo. "O sistema de injeção
eletrônica tem como principal função,
através da análise de diversas informações
enviadas por um grupo de sensores e atuadores, determinar
e monitorar os tempos de injeção de combustível
em cada um dos cilindros do motor.
Se as válvulas injetoras de combustível estiverem
obstruídas devido ao acúmulo de resíduos,
o sistema eletrônico não poderá operar
com precisão tornando o sistema de alimentação
instável. O excesso de combustível injetado
não só aumenta o consumo do veículo
como também enriquece indevidamente a mistura ar-combustível
gerando um aumento significativo do nível de emissão
de poluentes para a atmosfera", explica o técnico
da 3M, Luiz Rodrigo Tuon.
Adequado aos sistemas de injeção monoponto
ou multiponto, o FSC remove os resíduos instantaneamente,
possibilitando uma melhoria significativa no desempenho
do motor. "A vantagem do FSC é a unificação
de duas funções no mesmo produto: a limpeza
completa e descarbonização", comenta
a especialista da Divisão de Reparação
Automotiva da 3M, Flávia Mateus.
Recomenda-se que seja feita uma manutenção
preventiva no sistema de injeção eletrônica
a cada 15000 km rodados.
Soluções ajudam a prolongar a vida
útil do veículo.
A Henkel Technologies, através de sua Divisão
de Adesivos de Engenharia Marca Loctite, renovou sua linha
de soluções para manutenção
preventiva e corretiva de veículos, todas com as
mesmas tecnologias utilizadas pela McLaren em seus carros
e também no Stock Car nacional.
As
soluções abrangem desde itens de segurança
até estética:
Protetor de Correias - previne o ressecamento, elimina
os chiados, aumenta a flexibilidade, vida útil e
o poder de transmissão de força das correias;
Silenciador para Freios a Disco - elimina chiados das
pastilhas dos freios a disco, causados pela vibração
no momento da frenagem;
Super Lub - reduz o atrito e o desgaste entre as partes
metálicas;
Solvo Rust - penetra e dissolve ferrugem, graxa, poeira
e corrosão (este produto é utilizado para
soltar peças engrimpadas por oxidação
como porcas, parafusos e ferramentas em equipamentos automotivos);
Removedor de Juntas - auxilia na remoção
de juntas, adesivos vedantes, silicones, depósitos
de graxas e óleos carbonizados de motores;
Limpa Carburador e Afogador - elimina resíduos
de difícil remoção depositados nas
partes internas dos carburadores, afogadores, sistemas articulados
e outras peças;
Limpa Contato Elétrico - remove graxa, sujeira,
óleos e outros contaminantes das superfícies
dos contatos elétricos - eletrônicos, sem deixar
nenhum resíduo;
Silicone Spray - limpa, protege e renova painéis,
consoles, assoalhos, pára-choques, peças plásticas,
vinis, dando brilho e protegendo contra o envelhecimento.
Estes produtos podem ser encontrados em toda a rede de
distribuidores autorizados para a linha automotiva.
DESCENDO?
NÃO. SUBINDO!
Ford é a marca
que mais cresceu no mercado em 2003
A Ford manteve o seu ritmo de crescimento em setembro,
com a venda de 14.823 veículos, segundo dados do
Renavam, que lhe deram uma participação de
mercado de 11,9%. No acumulado dos nove meses deste ano,
a marca comercializou 112.789 unidades, atingindo a participação
média de 11,4%, ou seja, 2,3 pontos percentuais acima
dos 8,9% registrados no mesmo período do ano passado,
colocando-a como a marca que mais cresceu em 2003.
Esse desempenho positivo, que se destaca no cenário
geral do mercado, deve-se não só ao sucesso
dos novos produtos lançados recentemente, como o
Novo Fiesta, o EcoSport, o caminhão pesado Cargo
4331 MaxTon e a F-250 Cabine Dupla, como também à
revitalização de outras linhas, como o Ka,
o Focus e a picape Ranger.
Vendas em setembro
Em setembro, entre os produtos de maior destaque nas vendas
figuram: o Focus, que acaba de lançar a linha 2004
com o novo modelo Hatch 1.6 L e vendeu 1.549 unidades –
um crescimento de 22%; o Novo Fiesta, que vendeu 4.689 unidades
(crescimento de 20%) e o Ka, que vendeu 2.036 unidades (mais
2%). No segmento de comerciais leves, a Ford manteve a liderança
com a venda de 4.105 unidades e uma participação
de 26%. Os principais destaques foram o EcoSport, que vendeu
2.933 unidades – um crescimento de 15% – e a
picape Ranger, com 461 unidades e um crescimento de 8%.
No segmento de caminhões, a Ford vendeu 1.170 unidades,
crescimento de 8,9%, e aumentou sua participação
para 21,5%.
No ranking dos dez veículos mais vendidos, a Ford
aparece com dois modelos: o Novo Fiesta é o sexto
colocado, com 38.606 unidades vendidas em 2003, e o EcoSport
ocupa a nona posição, com 16.062 veículos
comercializados desde o lançamento.

Mercado - No mês de setembro, o
mercado automobilístico apresentou sinais de recuperação,
com a venda de 125.105 veículos, que representam
um crescimento de 24,1% em relação a agosto.
No entanto, quando comparado a setembro de 2002, esse volume
ainda é 3,6% menor. Sobre setembro do ano passado,
a Ford teve um crescimento de 4,6%.
Na soma dos primeiros nove meses de 2003, a indústria
automobilística como um todo acumulou uma queda de
9,2% em comparação com igual período
do ano passado. A Ford cresceu 13,6%. Por segmento, a queda
foi de 9,7% na venda de carros e de 9,4% nos comerciais
leves. O mercado de caminhões manteve o mesmo nível
de 2002. |