Mecânica Online
Seu Automóvel
Edição 46 - Outubro de 2003
Conteúdo básico

NEM SEMPRE UM ACIDENTE É ACIDENTE
Volante x distração
O telefone celular foi o grande vilão da história, mas há muitos hábitos que motoristas mantêm no carro e que podem ser perigosos. Afinal, em um só segundo de distração, com a velocidade de apenas 60 km/h, o carro roda 17 metros sem que o motorista tenha a devida atenção ao trânsito. Se houver uma parada súbita...

O Código de Trânsito Brasileiro prevê punição para quem é flagrado ao volante falando ao celular ou com fones de ouvido. Mas o motorista também está sujeito a multa por atitudes que a fiscalização possa identificar como falta de atenção enquanto dirige. Abaixo, algumas idéias do que se pode fazer para evitar um descuido.

Ação Sugestão Benefício
Sintonizar
o rádio
Memorize as estações, é muito fácil. Com o tempo, não é preciso nem olhar para achar as emissoras favoritas.
Trocar discos Ponha um novo disco só com o carro parado ou instale uma disqueteira. Para quem não tem paciência de ficar um minutinho sem música, um magazine de discos pode ser mais barato que o conserto de uma batida.
Comer Faça as refeições antes de seguir viagem ou apenas no destino. Isso evitará, no mínimo, o risco de uma boa mancha de gordura no assento.
Fumar Evite. Você se livra da ameaça de várias doenças, é gentil com seus passageiros e não corre o risco de se distrair ao acender o cigarro ou, pior, deixá-lo cair já aceso.
Ler jornais e revistas Sintonize uma emissora de notícias, como a rede CBN. Você se livra daquele buzinaço quando o farol abre e seu carro não vai segurar a fila.
Ler livros Ouça livros gravados em fita ou disco. Para quem estuda idiomas, ainda reforçam o aprendizado.
Transportar crianças Acostume-as ao assento infantil desde cedo. Criança solta no carro é fonte de distração e risco de ferimentos em caso de acidente.
Transportar animais Utilize cintos adequados ou caixas de transporte.

Se você gosta de seu bicho, os passeios e viagens irão se tornar mais seguros para ele.

FIQUE ESPERTO
Jogo sujo
Qualquer um está sujeito a ter a placa do carro duplicada; saiba o que fazer caso você seja uma vítima desse tipo de crime

Foi quase como acertar na loteria: com mais de 5 milhões de veículos matriculados na capital de São Paulo, os olhos do comerciante Romeu Sacamori foram bater logo no BMW preto à frente do seu, em um dos cruzamentos da cidade. Foi em uma noite de janeiro, mas Sacamori teve imediatamente certeza: a placa do outro carro também era idêntica à sua.

O comerciante avisou a polícia com seu celular e o outro carro acabou sendo parado em uma saída da cidade. Ao volante, Marcelo Cavalcante de Oliveira, de 26 anos, estudante do quarto ano de direito. No interior do carro, as placas originais. Sacamori compreendeu na hora o motivo das inúmeras e inexplicáveis multas que vinha recebendo. Lançando mão dos conhecimentos já dominados em seu curso superior, Cavalcante disse que só falaria diante de um juiz.

O comerciante teve sorte, a mesma que pode não sorrir para você. Afinal, o número de ocorrências com carros dublês — ou clonados — vem crescendo muito nos últimos anos. Segundo a corregedoria do Detran de São Paulo, não há dados precisos sobre o assunto, mas apenas em 2000 foram registrados mais de mil pedidos de investigação de clonagem. Em média, a cada dia três pilantras copiam a placa de alguém para transferir suas multas à vítima.

Com esses indícios na mão, a vítima dá entrada no recurso para bloquear administrativamente o automóvel, pedindo a investigação. O veículo fica mais protegido contra as infrações cometidas pelo falsário. Se a clonagem for comprovada, o Detran autorizará a troca da placa. "Nesse caso, pode-se abrir uma exceção", informa Lattari.

Administrativo e penal
Perante a lei, o caso do estudante de direito não é considerado clonagem, e sim tentativa de burlar a fiscalização legal para benefício próprio. O dublê existe para os tribunais apenas se houver adulteração do chassi, feita normalmente por quadrilhas especializadas para "esquentar" um carro roubado. Mas isso não afasta a possibilidade de instauração de inquérito e possível condenação. "Ele está cometendo infração administrativa pelo código de trânsito e crime pelo código penal", esclarece o advogado Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.

Portanto, o uso da placa de um carro em outro é enquadrado no artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro. "Fica sujeito a medidas administrativas como multa e apreensão do veículo", explica o delegado do Detran. Se a autoridade entender que houve crime, o adulterador da placa estará sujeito a processo pelo artigo 311 do código penal, que dispõe sobre alteração de sinal identificador de veículo automotor. "Prisão de três a seis anos, mais multa e o risco de ser enquadrado como estelionatário", lembra Lattari. É a mesma pena para quem clonar o carro, adulterando chassi e documentação.

Barra limpa
De acordo com o delegado da corregedoria, as multas recebidas pela vítima devem ser pagas pelo infrator, assim como as despesas com o carro apreendido. Caso o falsário não tenha sido encontrado, os recursos para contestar as multas são a saída. No caso do estudante de direito, ele estará livre para usar o carro normalmente ao resolver toda a burocracia, desde que não perca a habilitação por excesso de pontos no prontuário com as multas transferidas.

Raul Haidar, presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção São Paulo, afirma que a entidade só pode punir sócios: "Ou advogado ou estagiário associado." Não é o caso do estudante. De acordo com a OAB - SP, Marcelo Cavalcante de Oliveira deixou de ser estagiário filiado à entidade. A primeira inscrição foi cancelada por falsificação de documentos. Natural de Presidente Prudente, interior de São Paulo, Cavalcante filiou-se à regional de Mato Grosso da OAB. Quando pediu a transferência para São Paulo, a fraude foi descoberta.

Limpando o nome
Caso receba multas de locais onde você tem certeza de não ter estado, e com freqüência, peça cópias ao órgão responsável (Detran, se a infração for estadual, por exemplo). Se forem autuações por meio de radar fotográfico, solicite as fotos. Se for de um policial, peça a cópia do auto de infração; se a suspeita de que seu carro foi clonado aumentar, ou houver certeza, procure a Corregedoria do Detran de seu Estado para pedir o bloqueio administrativo do veículo. Antes, porém, escreva um recurso narrando o que aconteceu e anexe cópias das multas e autos de infração e do documento. Confira todos os documentos necessários com o Detran.

Se o carro clonado for encontrado, faça um Boletim de Ocorrência (B.O.) de encontro de veículo furtado em uma delegacia de polícia. Veja se é possível tirar uma foto dos dois carros juntos. Isso ajudará muito na comprovação da clonagem.

O Detran pode autorizar a troca de placas do seu veículo se ficar convencido da clonagem. Evita problemas legais e com multas.O serviço é cobrado e feito diretamente no Detran, por R$ 8,53 (placas) mais R$ 86,50 (nova documentação). Se o veículo ainda não foi licenciado no ano, será preciso somar o custo nesse total, também.

Frota nacional de veículos tem mais de 1,2 milhão de carros adulterados
As estatísticas do Cadastro Nacional de Veículos Roubados (CNVR) apontam que cerca de 9.200 carros são adulterados por mês nos desmanches clandestinos. Novo sistema de identificação, denominado Identicar, pode inibir a receptação de carros roubados e dificultar sua regularização fraudulenta.

De acordo com dados do CNVR, no ano de 2002, 364.500 veículos foram roubados no País. De janeiro a junho de 2003, só no Estado de São Paulo, mais de 103 mil automóveis foram roubados ou furtados. Em média, somente 48% são recuperados pela polícia; 15% têm como destino os desmanches clandestinos; 7% seguem para o mercado externo (países como Paraguai e Bolívia); e 30% continuam no mercado interno (adulterados). As estatísticas do CNVR ainda apontam que os veículos roubados ou furtados que circulam no mercado interno somam cerca de 1,2 milhão. (Segue em anexo o balanço da pesquisa do CNVR do primeiro semestre de 2003).

No comércio ilegal de veículos, os desmanches clandestinos tornaram-se negócios altamente rentáveis. Um carro, que leva de três a 15 dias para ser desmanchado, pode valer até cinco vezes mais do que seu valor no mercado ilegal, com a venda de suas peças. Só no primeiro semestre de 2003, o Disque-Denúncia recebeu 589 ligações sobre desmanches clandestinos.

Há diversos tipos de dispositivos anti-furto no mercado, desde os tradicionais alarmes até os modernos rastreadores, mas nenhum deles previne que os carros roubados ou furtados sejam, como é o destino de muitos, desmanchados, adulterados e reintroduzidos no mercado secundário.

Atendendo à necessidade de coibir a ação destes desmanches clandestinos, a receptação de veículos e, inclusive, fraudadores de seguros e de financiamentos, está sendo lançado no mercado o Identicar, sistema preventivo de identificação que grava o número do chassi, em baixa relevo, em até 16 peças do automóvel (aquelas de maior valor comercial, como motor, portas, capô, dentre outras).

Este novo sistema previne que se aumente o número de carros, motos e caminhões adulterados e fraudados que circulam pelo País, porque as peças identificadas com o número do chassi tornam-se desinteressantes aos desmanches clandestinos devido à impossibilidade de comercializá-las.

O baixo custo de aplicação (total de R$ 160,00) já atrai as seguradoras e pode baratear o preço do seguro em até 30%. Dois adesivos externos, um aplicado na parte dianteira e outro na traseira do veículo, identificam que o carro dispõe do novo sistema. O Identicar não necessita de manutenção ou taxas mensais.

Durante o processo de gravação, que marca até 16 partes do veículo e dura cerca de 15 minutos, é feita a coleta dos principais dados de identificação, como chassi, motor e carroceria, e todas as informações passam a figurar num banco de dados da Identicar. Havendo uma ocorrência de furto ou roubo, os dados são disponibilizados automaticamente no CNVR, aumentando assim a possibilidade de localização e recuperação do veículo.

QUESTÃO DE BOM SENSO
Catalisador falsificado piora a poluição

Pesquisas realizadas pelo Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) apontam que cerca de 300 crianças são mortas por ano devido a grande concentração de poluição em grandes centros urbanos, como São Paulo. Além disso, segundo o SUS (Sistema Único de Saúde), a taxa de mortalidade de idosos acima de 65 anos cresce 12%.

Isso se deve ao aumento do nível de óxidos de nitrogênio que são lançados no ar. Os veículos são responsáveis por 90% dessa poluição. Isso porque, em média, 3,5 milhões de automóveis rodam com catalisador falsificado no País. “É importante conscientizar os motoristas que o equipamento é fundamental para evitar que os veículos emitam gases tóxicos que causam problemas à saúde da população”, comenta Carlos Eduardo Moreira, gerente de Marketing da Umicore, principal fabricante de catalisadores do Brasil.

Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Harvard aponta que a poluição reduz a expectativa de vida do ser humano. Durante 16 anos, pesquisadores acompanharam um grupo de 8 mil pessoas com idade entre 45 e 60 anos, em diversas cidades norte-americanas. O estudo comprovou que os habitantes de cidades com altos índices de poluição vivem, em média, 2,5 anos menos do que os moradores de locais com o ar mais limpo.

Solução

Para contribuir com a melhora da qualidade do ar é imprescindível o uso do catalisador automotivo original, pois o equipamento reduz em até 98% o nível de gases poluentes emitidos pelos automóveis. O catalisador é responsável pela conversão de gases tóxicos liberados pelo motor em inofensivos para a saúde da população e o meio ambiente. “O monóxido de carbono, ao passar pelo equipamento, é transformado em gás carbônico, que exalamos pela respiração”, explica Stephan Blumrich, gerente de Tecnologia de Aplicação e Industrial da Umicore.

O uso do equipamento adulterado representa uma violação à legislação, além de poluir o meio ambiente e danificar o motor dos veículos. Nos carros, as conseqüências imediatas são o aumento do consumo de combustível pelo desarranjo da regulagem do motor e perda de potência. “A marca estimada de 3,5 milhões de catalisadores falsificados compromete nosso trabalho para reduzir a poluição do ar”, afirma Moreira.

A falsificação do catalisador ocorre com a retirada da cerâmica interna, que contém metais nobres. Estes são responsáveis pela transformação dos gases poluentes em inofensivos. Com a carcaça vazia, o interior do equipamento é preenchido com palha de aço ou um pedaço de tubo de escapamento, que tem as suas extremidades soldadas ao corpo da cápsula metálica do catalisador. Isso confere peso, consistência e volume semelhantes ao da peça original.

Transformação dos gases

Confira na tabela abaixo os gases emitidos por veículos sem catalisador, as conseqüências para a saúde da população e o resultado da catálise feita por um equipamento original.

Gases
Efeitos
Após a catálise
HC (Hidrocarbonetos)
Causa irritação nas vias respiratórias, anemias, leucemias e câncer pulmonar
Transformado em vapor d’água e gás carbônico (gás exalado ao respirarmos)
CO (Monóxido de Carbono)
Causa asfixia sistêmica, pneumonias e danos cerebrais
Transformado em gás carbônico (gás exalado ao respirarmos)
NOx (Óxidos de Nitrogênio)
Causa ardência nos olhos, nariz e mucosas. Também provoca bronquite, enfisema, insuficiência respiratória e até mutações genéticas
Transformado em N2 (Nitrogênio), que representa 75% do ar que respiramos da atmosfera
O3 (Ozônio)
Causa irritação nos olhos, na garganta e infecções generalizadas
São originados das reações fotoquímicas da luz solar com os poluentes HC e NOx
   
Fonte: Umicore

A Umicore Brasil, empresa de origem belga, com sede em Bruxelas, adquiriu recentemente os negócios Precious Metal Group (PMG), que pertenciam à americana OMG. No Brasil, a Umicore está dividida em três Unidades de Negócios – Catalisadores Automotivos, em Americana (SP); Metaloquímica e Materiais Técnicos; em Guarulhos (SP). Seus produtos atendem aos mercados automotivo, químico, petroquímico, farmacêutico, eletroeletrônico e energia. A empresa também atua no refino e reciclagem de metais.

Catalisador: a solução para as motocicletas

Em 1992, a produção de motos para o mercado brasileiro foi de 53 mil unidades. Após 10 anos, de acordo com a Abraciclo, associação que representa os fabricantes de motocicletas, a produção deste tipo de veículo saltou para 861.469 motos, sendo que 753.159 unidades foram destinadas ao mercado nacional. Com o rápido crescimento do segmento, ocorreu no início deste ano a implantação da primeira fase do Promot (Programa de Controle da Poluição por Motociclos e Veículos Similares), que estabelece o limite de emissão de poluentes em 13 g/km para monóxido de carbono (CO); 3,0 g/km para hidrocarbonetos não queimados (HC) e 0,3 g/km para óxidos de nitrogênio (NOx). “Este primeiro passo da legislação garante que as motocicletas produzidas desde o início do ano poluam menos em comparação aos modelos fabricados até 2002”, afirma Stephan Blumrich, gerente de Tecnologia de Aplicação e Industrial da Umicore.

De acordo com a Umicore, principal fabricante de catalisadores automotivos, com 60% de participação no mercado brasileiro, para que as motocicletas atinjam o reduzido nível de emissão de poluentes será preciso a incorporação de modernas tecnologias. “Uma das soluções para as motos deixarem de liberar gases tóxicos na atmosfera é equipá-las com catalisador”, ressalta Carlos Eduardo Moreira, gerente de Marketing da Umicore.

A empresa já produz mundialmente o catalisador para motocicletas. Existem duas tecnologias principais. Para aplicações leves, a Umicore desenvolveu o Hot Tube®. Trata-se de um tubo metálico perfurado que, com um revestimento catalítico, realiza a conversão dos gases emitidos pelo escapamento da motocicleta. “O equipamento diminui significativamente as concentrações de poluentes provenientes dos motores das motocicletas, com a grande vantagem de ser simples e com quase nenhuma influência na condução dos gases no sistema de escape”, explica Blumrich.

A outra tecnologia é o catalisador monolítico. Este, similar ao equipamento utilizado nos automóveis, tem maior eficiência, devido à área superficial da peça ser muito maior.

Nos Estados Unidos e na Europa, a maioria das motos são equipadas com catalisador monolítico e, na Ásia, o Hot Tube tem inúmeras aplicações em motocicletas - a maioria de pequenas cilindradas.

“Com as duas tecnologias disponíveis, podemos desenvolver uma aplicação otimizada para cada moto no que se refere à atividade catalítica, perda de pressão e custos“, afirma Blumrich.

QUE BARULHO HEIM?!
Hora de ouvir mp3 em seu automóvel

A nova linha de áudio Siemens VDO Automotive – CD Players 2703 e 2803 – permite que você reproduza no seu carro CDs gravados em MP3. Isso significa que você pode gravar seus próprios CDs e escutá-los no trânsito, a caminho de casa, em viagens ou qualquer outra ocasião, criando sua programação musical. É como ter o seu próprio DJ a bordo.

Num CD-Rom comum pode-se armazenar até uma hora e vinte minutos de músicas; se elas estiverem gravadas em MP3, a capacidade sobe para oito horas. Você pode baixar músicas em MP3 pela Internet ou então preparar seleções dos seus próprios CDs, utilizando um simples computador doméstico equipado com gravador de CD.

A nova linha de áudio da Siemens VDO Automotive traz também aparelhos com desenho moderno e display multicolorido, que combinam com o painel e o estilo dos carros vendidos no País. Além disso, oferece opcionais que facilitam o uso do aparelho, principalmente para o motorista: controle remoto de cartão e de volante, disqueteira com capacidade para 6 CDs e kit viva-voz para telefone celular.

Os modelos contam também com sistema flipdown – a entrada do CD fica escondida atrás da frente removível. Além disso, os aparelhos controlam o volume automaticamente, de acordo com a velocidade do veículo, colocando fim à agonia de abaixar o volume quando se pára num farol, por exemplo.

A nova linha de áudio Siemens VDO Automotive é fabricada no Brasil e possui garantia de um ano. O preço sugerido dos aparelhos é de R$ 800,00 a R$ 1 mil.

VAMOS CONVERSAR?!
Importadores mantém diálogo com governo

Posicionamento dos importadores oficiais de carros importados acontece no Fórum de Competitividade do Setor Automotivo, com parâmetros de tecnologia e de produtividade, fatores imprescindíveis na plataforma de exportação do País. De outra parte, declarações recentes do ministro Furlan apontam insatisfação no superávit da balança comercial baseado somente na queda das importações.

As empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores fecharam o mês de agosto com índice de crescimento de 66,88% em suas vendas, em relação ao mês anterior. Foram 257 unidades contra 154 veículos, respectivamente. Esse resultado, no entanto, está longe de ser satisfatório ao setor. O desempenho de agosto, porém, interrompeu a seqüência de cinco meses consecutivos de quedas na comercialização.

"De alguma forma", salienta André Müller Carioba, presidente da entidade, "diante do quadro recessivo do setor automotivo em geral, as empresas filiadas à Abeiva voltaram a ter certo alento, especialmente com a maior estabilidade do dólar no patamar de R$ 3,00. Vale lembrar que enquanto a importação geral de veículos automotores registrou, em agosto, crescimento de 32,32%, os genuínos conseguiram 66,88%".

Na avaliação de Carioba, porém, o diálogo com o Governo Federal deve ser intensificado, por meio do Fórum de Competitividade do Setor Automotivo e, finalmente, as próprias autoridades reconhecerem que não é a forma mais adequada obter superávit comercial, apenas com a queda das importações. Neste aspecto, a Abeiva sempre se posicionou favorável à ampliação da base do comércio exterior, ou seja, de crescimento tanto das exportações quanto das importações.

Até altos representantes do Governo declararam, recentemente, que produtos variados de consumo ajudam a ter uma concorrência ativa no mercado interno, em clara demonstração de balizamento de preços e de tecnologia", argumenta André Müller Carioba.

A flexibilidade do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, na realidade, é um alento ao setor de importação em geral.

Aliado a esse fato, apesar de o mês de agosto ter-se mostrado positivo, no acumulado de janeiro a agosto, os resultados permanecem em queda acentuada. Nos oito primeiros meses de 2003 foram comercializadas 2.548 unidades contra 6.837 veículos importados do ano passado, um decréscimo de 62,76%.

Na importação total de veículos, o acumulado representa 40.321 unidades contra 77.528 carros em 2002, total 47,99% inferior.

Segundo o presidente da Abeiva, "nem mesmo a redução de 3 pontos porcentuais no IPI foi suficiente para ativar o mercado interno de automóveis. Por este motivo, toda a cadeia automotiva deve continuar a busca por soluções no Fórum de Competitividade. Quanto aos importados genuínos, a nossa participação de 0,75% no ano passado, hoje significa apenas 0,32%. E o total de importados no ano de 2002 de 8,50% de participação no País caiu para 5,02%".

Por esse motivo, há quatro meses, a Abeiva continua mantendo intenso contato com o Governo brasileiro, com a Acea – Associação Européia de Construtores Automotores e com a entidade argentina Cidoa – Camara de Importadores y Distribuidores Oficiales de Automotores, com o objetivo de buscar alternativas práticas e realistas ao setor de importação de veículos automotores e, por conseqüência, impedir a paralisação do setor.

Em relação ao Governo brasileiro, o principal item de negociação é a viabilidade de a alíquota de importação ser reduzida – como mínimo – ao patamar da TEC – Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 20%.

COM QUE COR EU VOU?
Glocar, o carro que muda de cor à vontade do dono

Nem todos os Ford Modelo T foram pretos – na realidade, apenas aqueles feitos de 1914 a 1925 eram dessa cor, a única que secava em tempo razoavelmente curto. Agora, o novo sistema-conceito da Ford pode lidar com qualquer cor – desde que não seja preta. O Glocar, foneticamente Glow e Car, carro que brilha, pode gerar qualquer cor, mimetizando o ambiente a seu redor ou simplesmente atendendo aos desejos de seu motorista.

O Glocar possui carroçaria em painéis de plástico translúcido e usa luzes LED para mudar a cor, a intensidade e a freqüência cromática desses painéis gerando mudanças cosméticas e de grandes benefícios de segurança. O chassi espacial e as extrusões e fundidos da parte mecânica são em alumínio.

As estatísticas indicam que mais de 60% dos acidentes ocorrem em cruzamentos e junções à noite, e o Glocar, percebendo eletronicamente a radiação eletromagnética da luz de outro veículo que esteja chegando muito perto, aumenta a intensidade luminosa de seus painéis externos, sinalizando ao outro condutor que mantenha distância de segurança.

A chave para uma maior segurança nesses casos é ser visto. Mesmo no mais intenso escuro, o Glocar é visível de todos os ângulos, não apenas de frente (por seus faróis) ou de trás (por suas lanternas), mas também de lado: toda a sua traseira funciona como luz de freio, e toda a sua lateral como pisca-pisca. A energia elétrica para esse esbanjamento de luzes vem da tecnologia de células de combustível.

O Glocar não precisa de pintura, eliminando um processo caro, intensivo de mão de obra, de muita potencial emissão ambiental, reduzindo a complexidade de ‘casar’ o interior de um automóvel com sua pintura externa e simplificando sobremaneira o processo de manufatura.

O Glocar foi criado após os resultados de extensas pesquisas técnico-sócio-culturais, que determinaram cinco cenários para o futuro: o universo expandido, a sociedade mosaica, a sociedade experimental, a sociedade sustentável e a sociedade filantrópica.

Laurens van den Acker, designer-chefe do Grupo de Imagem da Marca Ford diz que esses cenários foram utilizados para antecipar as necessidades futuras de nossos clientes e fornecer respostas aos desafios que a indústria automotiva poderá enfrentar. Baseados neles, os designers exploraram as tendências prováveis envolvidas, as principais sendo segurança e sustentabilidade. O Glocar projeta uma imagem de inteligência, preocupação, leveza e segurança, e tira a posição do carro de agressor para protetor. Imaginem uma cidade brilhando com centenas de Glocars, com automóveis mais inteligentes e otimistas.

O Glocar pode ser visto até 25 de janeiro do ano que vem no Museu Nacional do Design Cooper-Hewitt, do Instituto Smithsoniano, em Washington, como parte de exibições do design contemporâneo chamadas de National Design Triennial. Criado no segundo trimestre do ano passado, só agora saiu dos estúdios avançados e está sendo mostrado ao público em geral. É o único automóvel entre 80 trabalhos mostrados como objetos, modelos, fotos, filmes e esboços, que celebram as inovações técnicas, a evolução artística e o impacto cultural do design.

TECHTalk

ISSO SIM É QUE É UMA LINHA DE PRODUÇÃO!
Honda comemora 50 milhões
de automóveis fabricados em todo o mundo

Índice cumulativo global, conquistado em 40 anos de atividades no segmento de quatro rodas, é resultado da filosofia da empresa de produzir onde há mercado

A Honda Motor Co. anunciou recentemente ter atingido a marca de 50 milhões de automóveis fabricados em todo o mundo, pelas 19 unidades instaladas atualmente em 15 países. A atuação da empresa no segmento de quatro rodas começou há 40 anos, quando lançou seus primeiros veículos no Japão: o Honda T360, um caminhão de pequeno porte, e o esportivo Honda S500.

O volume de produção começou a crescer com a subseqüente introdução dos modelos Honda N360, em 1967, e na década de 70, do Honda Civic (1972) e do Honda Accord (1976). Após um período de 20 anos, em 1983, a produção global acumulada da Honda atingiu os 10 milhões de automóveis. Quando os Estados Unidos começaram a fabricar em larga escala os carros da marca, mais especificamente o Honda Accord, em 1982, contribuíram para o crescimento global da Honda como montadora.

Em 1990, a produção mundial acumulada de automóveis alcançou 20 milhões de unidades e, já em 1995, os 30 milhões. Apenas quatro anos depois, com o crescimento da produção na Ásia e em outras áreas, os 40 milhões de unidades foram atingidos. No dia 27 de agosto de 2003, cerca de 40 anos após o primeiro veículo sair da linha de montagem da fábrica de Saitama, no Japão, a companhia comemora a marca de 50 milhões de automóveis fabricados.

Seguindo a filosofia de “produzir onde há mercado”, a Honda engajou-se ativamente em ampliar a suas atividades fabris. A primeira unidade instalada fora do Japão foi a de Taiwan, em 1969, voltada para a produção de miniveículos (Honda N600 e Honda TN600).

Em 1982, a Honda transformou-se na primeira fabricante japonesa de automóveis nos EUA, iniciando a fabricação do Honda Accord em território norte-americano. Calcula-se que, dos 50 milhões de unidades, 33,8 milhões foram produzidos no Japão e 12,6 milhões na América do Norte. Do total, aproximadamente 15 milhões de unidades foram de modelos da linha Honda Civic e cerca de 13 milhões da linha Honda Accord.

NA ONDA DO CRESCIMENTO
Empresas do setor automotivo pegam
carona no aumento das exportações das montadoras

Cresce o número de empresas que estão melhorando seu desempenho graças às exportações. E muitas são puxadas por tradicionais setores exportadores, como o automotivo. É o caso, por exemplo, da Vitrotec Vidros de Segurança, de Campo Limpo Paulista (SP).

A indústria automobilística brasileira exportou 300.678 unidades no primeiro semestre deste ano, contra 215.495 no mesmo período de 2002. O maior crescimento se deu no segmento caminhões (84,7%). No segmento veículos leves a alta foi de 39,5% e no de ônibus, de 36,2%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A Vitrotec foi beneficiada por esse desempenho. A empresa fechou novos negócios na Argentina e na Venezuela, países que já importavam seus produtos. E representantes da Vitrotec viajam em outubro para os Estados Unidos e México para ampliar os negócios também nesses países.

Os produtos da empresa são vendidos para a África do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Estados Unidos, Guatemala, México e Paraguai, entre outros países que importam ônibus brasileiros. “Nossos esforços são principalmente para vender peças de reposição nesses mercados”, afirma José Freire de Sena, diretor de Exportações da Vitrotec. A Vitrotec produz vidros blindados, antiviolência (AV-Plus) e laminados.

Em julho, um grupo de dez empresas de ônibus da Venezuela veio ao Brasil para fechar contrato com a Vitrotec. O negócio significará, em média, US$ 400 mil por ano. “A qualidade de nossos vidros já é conhecida nesses países”, comemora o diretor.

ABRA OS OLHOS
Como saber se o combustível foi adulterado?
Você sabe se o combustível que você usa foi adulterado? Não é fácil identificar apenas olhando para a gasolina, o álcool ou o diesel. Além do mais, os sinais da falsificação só aparecerão um tempo depois de o carro sair do posto. Os revendedores de combustível são obrigados por lei a fazer mensalmente a análise da qualidade dos combustíveis.

E todo consumidor tem o direito garantido pela portaria 248/2000 de conferir o resultado das análises de qualidade. Caso você tenha dúvida sobre a origem do produto, veja alguns sinais típicos da adulteração do combustível:

- consumo aumenta sem motivos;
- desempenho piora, principalmente em subidas;
- torna-se difícil dar a partida pela manhã;
- carro morre no semáforo ou em pequenas paradas;
- o carro começa a bater pino (combustão ocorre em momento errado).

Onde denunciar - a Agência Nacional de Petróleo (ANP) mantém o telefone 0800-900267 para receber deúncias de adulteração do combustível. O comunicado também pode ser feito para o Centro de Relações com o Consumidor, da ANP.

Levantamento de preços - a ANP realiza todas as semanas um levantamento dos preços dos combustíveis praticados em 411 municípios brasileiros. A pesquisa é apenas para checar o preço. Não é averiguada a qualidade dos produtos vendidos. A pesquisa pode ser feita por Estado ou por município. E o resultado mostra o nome do posto, o endereço, o bairro, a bandeira, o preço para a venda e a data da coleta da informação. Vale a pena conferir.

Clique aqui para conferir o levantamento de preços da ANP
http://www.anp.gov.br/Precos/aberto.asp

HORA DE APRENDER SOBRE MECÂNICA
Mecânica Online oferece treinamentos em cd-rom

Velocidade, potência, conforto e principalmente estrutura estão reunidos no novo curso da Mecânica On-line. O segundo CD-Rom do grupo, que também é responsável por criar o site para apaixonados por carros, está sendo lançado no mercado brasileiro. Desta vez, o Centro de Treinamento traz mais vídeos e fotos digitais, além da tradicional coletânea de rotinas e informações sobre o funcionamento das máquinas.

Segundo os organizadores, a idéia do CD-Rom surgiu a partir do site. O objetivo é oferecer acesso ao conteúdo mais pesado e difícil de ser disponibilizado pela internet, como vídeos com matérias televisivas, por exemplo. "O primeiro CD foi lançado no ano passado e tem o conteúdo diferenciado. Procuramos não repetir assuntos e tentamos sempre abordar aulas contínuas", explica o gerente de conteúdo, Tarcísio Dias.

O disco abre espaço para a mecânica em geral, desde treinamentos mais básicos sobre o funcionamento dos carros até outros mais avançados, como o processo de refino do petróleo. O menu também traz uma galeria de bônus, com o dicionário do automóvel e arquivos de imagens de 36 lançamentos e protótipos de modelos nacionais e internacionais.

O destaque para este ano é a aula sobre Injeção Eletrônica, com explicações sobre os sensores, atuadores, imobilizadores da partida e o sistema em geral. Além disso, estão disponíveis treinamentos sobre direção off-road, manutenção automotiva e dicas para a comprar de veículos usados e para entender mais sobre a administração de oficinas.

Os organizadores da Mecânica On-line não informaram o valor do investimento, mas dizem que o gasto para esse tipo de trabalho gira em torno de R$ 12 mil. O disco foi feito em Pernambuco e contou com o patrocínio e o apoio da Castrol e da DB'D Comunicação, respectivamente. O curso demorou quatro meses para ser feito e já abriu espaço para a produção de um terceiro disco, previsto para ser lançado em junho de 2004.

"Estamos buscando mais patrocínios e, quem sabe, parcerias com revistas nacionais para a venda do CD-Rom em bancas de revista e com preços populares", comenta Dias. Tanto o segundo como o primeiro cd podem ser comprados através do site, no endereço http://www.mecanicaonline.com.br, ao custo de R$ 60,00 e R$ 50,00 (com as despesas de frete já inclusas para todo o País).

Já os internautas podem tentar para a sorte, pois o Pernambuco.com estará sorteando cinco CDs

Configuração mínima:

PC - Processador Pentium II, 32 Mb de memória RAM, Drive de CD, Placa de som, Monitor SVGA 256 cores, Windows 95 ou superior.

Para saber mais acesse:
http://http://www.mecanicaonline.com.br/cd

Thiago Marinho - Pernambuco.com

ISSO SIM É QUE É UMA LINHA DE PRODUÇÃO 2!
Honda comemora 6 milhões
de motocicletas produzidas no Brasil
Marca atingida recentemente ilustra trajetória de sucesso, que inclui a liderança do mercado nacional e o destaque da fábrica entre as principais do Grupo no mundo

A Moto Honda da Amazônia comemorou em setembro a marca de 6 milhões de motocicletas produzidas no País, 27 anos após a sua implantação no Brasil. O número comprova o crescimento acelerado da empresa, cujas atividades foram iniciadas em 1976, no Pólo Industrial de Manaus (AM), e que atualmente é líder do mercado, com 86% de participação. O modelo símbolo da conquista, celebrado ao sair da linha de montagem em uma cerimônia comemorativa interna organizada pelos colaboradores, foi a NXR 125 Bros.

Em 1987, enquanto a Honda Motor Co. comemorava 50 milhões de unidades produzidas em todo o mundo, o primeiro milhão de motocicletas fabricadas no País era anunciado. A produção nacional foi dobrada menos de uma década depois, em 1996. Apenas três anos mais tarde, em 1999, alcançou 3 milhões. Em 2001, chegou aos 4 milhões, e em julho de 2002, aos 5 milhões.

Com um investimento acumulado de US$ 550 milhões, a fábrica, que ocupa um terreno de 561.640 m² e conta com uma área construída de 130.700 m², chega a mais esta conquista histórica graças, entre outros fatores, à avançada tecnologia empregada no processo produtivo, que resulta em motocicletas de alta qualidade e durabilidade. Com foco na satisfação total dos consumidores, cada etapa da fabricação segue os mais rígidos padrões estabelecidos pela marca no mundo.

No Brasil, a Honda iniciou sua trajetória vitoriosa em 1971, quando começou a importação de motocicletas em território nacional. Alguns anos mais tarde, a empresa já assumiu a liderança do segmento de duas rodas, e hoje a fábrica brasileira está entre as cinco maiores do grupo no mundo. Hoje, da linha de produção saem 3.600 motocicletas diariamente. Em 1976, quando a fábrica foi instalada em Manaus, eram produzidas 1.100 unidades por mês, ou seja, cerca de um terço da produção diária atual.

Grande parte deste sucesso deve-se ao trabalho conjunto das 580 concessionárias Honda distribuídas por todas as regiões do País. Por meio do desenvolvimento de ações diferenciadas que atraem o público e da eficiência e agilidade dos serviços pós-vendas, a rede tem tido papel fundamental no fortalecimento da marca e na fidelização crescente dos clientes.

A Moto Honda da Amazônia destaca-se ainda por seu importante papel social, totalizando hoje cerca de 5.700 colaboradores em seu quadro efetivo, além de gerar mais de 30 mil empregos indiretos.

Modelos

Representando 54,7% das vendas da Honda no Brasil e com 47,9% de participação no mercado nacional, a CG 125 Titan, fabricada desde 1976, é considerada um marco da empresa no País. Juntamente com os outros oito modelos nacionais e os três importados pela marca, reúne características que agradam aos mais variados públicos, desde aqueles que vêem na motocicleta uma opção de lazer até os que fazem dela seu meio de transporte ou ferramenta de trabalho. Para 2003, a expectativa é produzir 780 mil motocicletas destinadas ao mercado interno.

Os diferenciais das motocicletas da Moto Honda da Amazônia também têm reflexos nas exportações. Em 2002, a abertura de mercados como Estados Unidos, Canadá, Austrália e países da Europa e da África, possibilitou que fossem exportadas 59.340 unidades. Até dezembro deste ano, estima-se que 85 mil motocicletas serão vendidas para os 62 países que hoje comercializam modelos fabricados no Brasil.

Responsabilidade Social

Além de oferecer produtos de alta qualidade que prezam pelo bem-estar e a segurança do consumidor, a fábrica também tem a preocupação de preservar o meio ambiente e garantir a qualidade de vida da população. Nesse sentido, projetos como a moderna estação de efluentes construída no complexo industrial são continuamente desenvolvidos e mantidos pela Moto Honda da Amazônia.

O laboratório de medição e análise de gases, inaugurado no ano passado, por exemplo, é o único da América do Sul e assegura que todos os modelos estejam em conformidade com o Promot (Programa de Controle de Poluição do Ar por Motociclos, Veículos e Similares).

Atingir os 6 milhões de motocicletas fabricadas no Brasil é uma prova do reconhecimento crescente dos consumidores ao empenho da Honda em seguir aprimorando seus produtos no País para, dessa maneira, manter-se como a marca preferida dos brasileiros.

VISÃO DE MERCADO
O setor de serviços

Hoje os serviços respondem por 59% do PIB brasileiro. A indústria, por 53%, e a agropecuária, por 8%. Os serviços serão a grande alavanca para o crescimento e aumento da empregabilidade nos próximos anos, porém, para o aumento da empregabilidade é necessário mais anos de estudo, educação de qualidade e, conseqüentemente, competência. Hoje temos uma grande massa de gente alijada do processo. No caso específico do setor automobilístico, por exemplo, apenas 17% conseguem ter de novo a carteira assinada; quem arruma emprego novamente tem uma queda salarial de 35%.

Trabalhadores altamente qualificados e especializados, característica básica da indústria, transformam-se numa espécie de estigma depois da demissão. Vide os exemplos recentes do ABC paulista. Com isso, temos o aumento da informalidade na economia brasileira e o empobrecimento da população economicamente ativa. O país cai para o alto, dá bons exemplos para o pessoal de fora e abandona os seus filhos à própria sorte... Criamos um novo paradoxo.

O paradoxo brasileiro cria uma nova modalidade o "desempregado intelectual", isto significa que, com mais escolaridade se ganha menos dinheiro. A conclusão paradoxal é que o país não poderia dar-se ao luxo de subaproveitar os poucos formados que tem! Em um país onde a escolaridade média é de apenas seis (6) anos faltam vagas para os diplomados e técnicos especializados.

De 1989 a 2001, em cada dez vagas criadas no mercado de trabalho, sete forma para as atividades de baixa remuneração.

A escolaridade do brasileiro melhorou e a economia se encontra praticamente estagnada nas duas últimas décadas, isso se traduz no péssimo aproveitamento da boa qualificação.

No mercado reparador automotivo vivemos paradoxo similar. Muita gente investiu pesado, estudou, se aprimorou e para aonde foi o cliente? Ninguém sabe, ninguém viu!

Ainda há muitos abismos para construirmos pontes, mas somente um governo engajado e aberto a ouvir os anseios da sociedade poderá dar o passo inicial nessa tarefa de (re)construção nacional.

É preciso atentar para o fato que a indústria de automóveis cria uma cadeia ímpar de empregos e de arrecadação, cada emprego gerado na indústria automobilística gera mais dez (10) na cadeia produtiva afim, porém, é preciso ter uma política automotiva, de transportes e rodoviária compatível com a realidade brasileira. Precisamos parar de fingir.

Abraços e até o próximo artigo.

Paulo Roberto Poydo & Marco Calixto Gonzaga

TARCISIO EM DIAS
Começa Série Como Seu Automóvel Funciona
TARCISIO DIAS

Olá!
Quando se fala em mecânica na web a primeira referência é a Mecânica Online. E por isso a cada mês a Mecânica Online apresenta suas novidades. A partir dessa edição vamos publicar a Série Como Seu Automóvel Funciona.

Serão textos básicos e simples, explicando de forma genérica o funcionamento de um automóvel. Podemos considerar como o mínimo do mínimo para você saber sobre a mecânica de um automóvel. Para quem tiver um pouquinho mais de tempo, recomendo estudar o treinamento gratuito Mecânica Automotiva Básica que oferecemos em nosso Centro de Treinamento On-line.

O Motor

De forma simples e bem didática você vai ter em toda edição um pouco mais sobre a mecânica automotiva. Para compreender facilmente a mecânica de um automóvel, dividimos o veículo em sete grupos: motor, transmissão, freios, sistema elétrico, direção, suspensão e carroceria. A partir de agora você começa a acompanhar a série
Como Funciona Seu Automóvel!

O motor é a fonte de energia do automóvel. Converte a energia calorífica produzida pela combustão da gasolina em energia mecânica, capaz de imprimir movimento nas rodas. Uma mistura de gasolina e ar na forma gasosa é queimada no interior dos cilindros do motor.

A mistura gasosa é formada no carburador ou calculada pela injeção eletrônica, nos motores mais modernos, e admitida nas câmaras de explosão. Os pistões, que se deslocam dentro dos cilindros, comprimem a mistura que é depois inflamada por uma vela de ignição. À medida que a mistura se inflama, expande-se, empurrando o pistão para baixo.

O movimento dos pistões para cima e para baixo é convertido em movimento rotativo pelo virabrequim ou eixo de manivelas o qual, por seu turno, o transmite às rodas através da embreagem, da caixa de câmbio, do eixo de transmissão e do diferencial. Os pistões estão ligados ao virabrequim pelas bielas. Uma árvore de cames, também conhecida por árvore de comando de válvulas, movida pelo virabrequim, aciona as válvulas de admissão e escapamento situadas geralmente na parte superior de cada cilindro.

A energia inicial necessária para por o motor em movimento é fornecida pelo motor de partida. Este engrena numa cremalheira que envolve o volante do motor, constituído por um disco pesado, fixado à extremidade do virabrequim ou árvore de manivelas.

O volante do motor amortece os impulsos bruscos dos pistões e origina uma rotação relativamente suave ao virabrequim. Devido ao calor gerado por um motor de combustão interna, as peças metálicas que estão em contínuo atrito engripariam se não houvesse um sistema de arrefecimento.

Para evitar desgastes e aquecimento excessivos, o motor inclui um sistema de lubrificação. O óleo, armazenado no cárter sob o bloco do motor, é obrigado a circular sob pressão através de todas as peças do motor que necessitam de lubrificação.

*Tarcisio Dias - tarcisio arroba mecanicaonline ponto com ponto br
Gerente de conteúdo da Mecânica Online

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PARA SABER MAIS:
Centro de Treinamento Mecânica Online
http://http://www.mecanicaonline.com.br/ct

Cd-rom Mecânica Online 2003
http://http://www.mecanicaonline.com.br/cd

*Essa forma de colocar o endereço de e-mail é uma maneira de previnir que
motores de busca de lista de e-mail não incluam o e-mail citado.

DEPOIS DO ESTATUTO DO IDOSO...
Carro velho também deve ser protegido por seguro
Maioria das seguradoras brasileiras só faz apólice para carros com até 10 anos. A CAIXA SEGUROS larga na frente e aceita "velhinhos" de até 15 anos

Carro zero é um privilégio de apenas 6% dos donos de automóvel, no Brasil. A frota nacional tem, em média, 12 anos de idade – segundo estimativas da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea). Apesar disso, boa parte das seguradoras do país só aceita proteger veículos com até 10 anos de fabricação, devido aos alto custos de reparação e a maior probalidade de defeitos mecânicos.

Sempre atenta às necessidades do cliente, a CAIXA SEGUROS ampliou a cobertura do seguro e está fazendo apólices para automóveis com até 15 anos. E, em casos específicos, cobre os riscos de carros ainda mais antigos. Neste último caso, a aprovação depende apenas do estado de conservação do mesmo.

Segundo os técnicos da CAIXA SEGUROS, vale a pena segurar aquele "velhinho" de estimação. Afinal, se um carro de R$ 6 mil colidir em outro – zero ou importado – os gastos com o conserto superarão, em muito, o do próprio veículo. E o melhor de tudo é que os cliente da CAIXA SEGUROS – além de desfrutarem de tranqüilidade e segurança – ainda concorrem a sorteios mensais de automóveis zero Km, no valor aproximado de R$ 32 mil, até dezembro de 2004. Conheça outras vantagens oferecidas pela companhia:

- questionário de avaliação de risco simplificado, com apenas quatro perguntas

- carro reserva gratuito, por até 15 dias

- serviços gratuitos e descontos em lojas automotivas e estacionamentos credenciados

- assistência Dia & Noite com serviços para o veículo e seus ocupantes

- serviço de despachante, para auxiliar o segurado a providenciar toda a documentação exigida para casos de perda total.

DE OLHO NO BOLSO E NA MANUTENÇÃO
Inflação do Carro tem alta de 0,85% em setembro
A Inflação do Carro, medida pela Agência AutoInforme registrou alta de 0,85% em setembro, ficando bem próxima da inflação oficial (o IPC da Fipe divulgou índice de 0,84% no mês). No acumulado do ano a Inflação do Carro acumula alta de 5,7%.

O combustível, que representa mais da metade dos gastos com uso e manutenção do carro, teve uma alta inexpressiva em setembro, 0,37%. Da cesta de produtos e serviços pesquisada a maior alta foi dos amortecedores, com + 13% e a pastilha de freio, que teve um aumento de 8,4% no mês.

Itens que mais subiram em setembro:

Amortecedores + 13%

Pastilha de freio + 8,4%

Lavagem simples + 6,9%

Itens que mais caíram em setembro:

Velas - 4,4%

Lavagem completa - 1,7%

Pneus - 1,4%

. A Inflação do Carro acumulada no ano é de 5,7%

. A pesquisa levanta os preços dos produtos e serviços utilizados no uso e manutenção do carro.

. A pesquisa da Agência AutoInforme tem a supervisão do instituto de pesquisa Frasceschini Análises de Mercado.

MANUTENÇÃO AUTOMOTIVA
Produtos prometem facilidades na manutenção
FSC da 3M descarboniza as válvulas e câmara de combustão, aumentando vida útil do motor, além de limpar os injetores, reduzindo o consumo de combustível e o nível de emissão de poluentes

A Divisão de Reparação Automotiva da 3M está lançando este mês uma solução inovadora para descarbonização de motores. Trata-se do FSC, ou Fuel System Cleaner, que promove a limpeza dos injetores de combustível e descarboniza as válvulas e câmara de combustão, sem a necessidade de desmontar o motor. A facilidade de aplicação se alia a outros benefícios como redução do consumo de combustível e do nível de emissão de poluentes.

A conservação e limpeza dos injetores de combustível são fundamentais para o bom funcionamento do veículo. "O sistema de injeção eletrônica tem como principal função, através da análise de diversas informações enviadas por um grupo de sensores e atuadores, determinar e monitorar os tempos de injeção de combustível em cada um dos cilindros do motor.

Se as válvulas injetoras de combustível estiverem obstruídas devido ao acúmulo de resíduos, o sistema eletrônico não poderá operar com precisão tornando o sistema de alimentação instável. O excesso de combustível injetado não só aumenta o consumo do veículo como também enriquece indevidamente a mistura ar-combustível gerando um aumento significativo do nível de emissão de poluentes para a atmosfera", explica o técnico da 3M, Luiz Rodrigo Tuon.

Adequado aos sistemas de injeção monoponto ou multiponto, o FSC remove os resíduos instantaneamente, possibilitando uma melhoria significativa no desempenho do motor. "A vantagem do FSC é a unificação de duas funções no mesmo produto: a limpeza completa e descarbonização", comenta a especialista da Divisão de Reparação Automotiva da 3M, Flávia Mateus.

Recomenda-se que seja feita uma manutenção preventiva no sistema de injeção eletrônica a cada 15000 km rodados.

Soluções ajudam a prolongar a vida útil do veículo.
A Henkel Technologies, através de sua Divisão de Adesivos de Engenharia Marca Loctite, renovou sua linha de soluções para manutenção preventiva e corretiva de veículos, todas com as mesmas tecnologias utilizadas pela McLaren em seus carros e também no Stock Car nacional.

As soluções abrangem desde itens de segurança até estética:

Protetor de Correias - previne o ressecamento, elimina os chiados, aumenta a flexibilidade, vida útil e o poder de transmissão de força das correias;

Silenciador para Freios a Disco - elimina chiados das pastilhas dos freios a disco, causados pela vibração no momento da frenagem;

Super Lub - reduz o atrito e o desgaste entre as partes metálicas;

Solvo Rust - penetra e dissolve ferrugem, graxa, poeira e corrosão (este produto é utilizado para soltar peças engrimpadas por oxidação como porcas, parafusos e ferramentas em equipamentos automotivos);

Removedor de Juntas - auxilia na remoção de juntas, adesivos vedantes, silicones, depósitos de graxas e óleos carbonizados de motores;

Limpa Carburador e Afogador - elimina resíduos de difícil remoção depositados nas partes internas dos carburadores, afogadores, sistemas articulados e outras peças;

Limpa Contato Elétrico - remove graxa, sujeira, óleos e outros contaminantes das superfícies dos contatos elétricos - eletrônicos, sem deixar nenhum resíduo;

Silicone Spray - limpa, protege e renova painéis, consoles, assoalhos, pára-choques, peças plásticas, vinis, dando brilho e protegendo contra o envelhecimento.

Estes produtos podem ser encontrados em toda a rede de distribuidores autorizados para a linha automotiva.

DESCENDO? NÃO. SUBINDO!
Ford é a marca que mais cresceu no mercado em 2003
A Ford manteve o seu ritmo de crescimento em setembro, com a venda de 14.823 veículos, segundo dados do Renavam, que lhe deram uma participação de mercado de 11,9%. No acumulado dos nove meses deste ano, a marca comercializou 112.789 unidades, atingindo a participação média de 11,4%, ou seja, 2,3 pontos percentuais acima dos 8,9% registrados no mesmo período do ano passado, colocando-a como a marca que mais cresceu em 2003.

Esse desempenho positivo, que se destaca no cenário geral do mercado, deve-se não só ao sucesso dos novos produtos lançados recentemente, como o Novo Fiesta, o EcoSport, o caminhão pesado Cargo 4331 MaxTon e a F-250 Cabine Dupla, como também à revitalização de outras linhas, como o Ka, o Focus e a picape Ranger.

Vendas em setembro

Em setembro, entre os produtos de maior destaque nas vendas figuram: o Focus, que acaba de lançar a linha 2004 com o novo modelo Hatch 1.6 L e vendeu 1.549 unidades – um crescimento de 22%; o Novo Fiesta, que vendeu 4.689 unidades (crescimento de 20%) e o Ka, que vendeu 2.036 unidades (mais 2%). No segmento de comerciais leves, a Ford manteve a liderança com a venda de 4.105 unidades e uma participação de 26%. Os principais destaques foram o EcoSport, que vendeu 2.933 unidades – um crescimento de 15% – e a picape Ranger, com 461 unidades e um crescimento de 8%. No segmento de caminhões, a Ford vendeu 1.170 unidades, crescimento de 8,9%, e aumentou sua participação para 21,5%.

No ranking dos dez veículos mais vendidos, a Ford aparece com dois modelos: o Novo Fiesta é o sexto colocado, com 38.606 unidades vendidas em 2003, e o EcoSport ocupa a nona posição, com 16.062 veículos comercializados desde o lançamento.

Mercado - No mês de setembro, o mercado automobilístico apresentou sinais de recuperação, com a venda de 125.105 veículos, que representam um crescimento de 24,1% em relação a agosto. No entanto, quando comparado a setembro de 2002, esse volume ainda é 3,6% menor. Sobre setembro do ano passado, a Ford teve um crescimento de 4,6%.

Na soma dos primeiros nove meses de 2003, a indústria automobilística como um todo acumulou uma queda de 9,2% em comparação com igual período do ano passado. A Ford cresceu 13,6%. Por segmento, a queda foi de 9,7% na venda de carros e de 9,4% nos comerciais leves. O mercado de caminhões manteve o mesmo nível de 2002.

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