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Online
ENGENHARIA
Edição 47 / 48 - Novembro e Dezembro de 2003
Conteúdo básico
COLUNA ESPECIAL
GUERRA DE ROBÔS
Preparando-se para a luta
A 1º Guerra de Robôs surgiu na
Unicamp em 2001 e teve a participação das
seguintes Instituições: Escola Federal de
Engenharia de Itajubá - EFEI (hoje Universidade Federal
de Itajubá - Unifei), ITA, USP(Poli) e UNICAMP. Sendo
a UNIFEI titulada campeã.
No ano de 2002 a Guerra de Robôs uniu-se
ao ENECA, proporcionando uma participação
maior de universidades nos dois eventos. A 2ª Guerra
de Robôs contou com a presença de sete Instituições:
ETE-GV, ITA, Escola de Engenharia de Mauá, UNIFEI,
USP, Unicamp e UnB.
No
ano de 2003 a 3a Guerra de Robôs aconteceu na Universidade
Federal de Itajubá e contou com a participação
de 11 instituições, entre elas, a Universidade
de Pernambuco. As outras 10 instituições foram:
UNIFEI, UNICAMP, ITA, USP, UnB, PUC-Rio, Escola de Engenharia
de Mauá, ETE GV, SENAI e FPU.
A UNIFEI consagrou-se campeã e a Universidade
de Pernambuco obteve o honroso e surpreendente 6º lugar,
sendo a melhor classificada entre as equipes estreantes
e ficando em melhor classificação que grandes
universidades, com melhor estrutura física e maior
apoio financeiro, como o ITA e a PUC-Rio.
Tendo a maioria das equipes levado três
robôs para a disputa, enquanto, por motivos financeiros,
a Universidade de Pernambuco apenas um, criou-se uma situação
de desvantagem em relação às outras
equipes na disputa, fato que justifica a impossibilidade
de obtenção de uma melhor posição.
Como prova disso, na primeira fase da competição,
o robô da Universidade de Pernambuco classificou-se
à frente dos robôs que seriam o segundo e o
quarto lugar na classificação geral. Tendo
isto acontecido por que essas Universidades puderam substituir
seus robôs derrotados por outros.
A COMPETIÇÃO
Objetivo - A guerra de robôs é
uma competição que envolve robôs controlados
por rádio que têm por objetivo destruir seus
oponentes e sobreviver. Os criadores destes atletas mecânicos
competem entre si utilizando uma combinação
de inteligência, poder e habilidade.
Esta competição tem por objetivo desenvolver
a criatividade e estimular a aplicação dos
conhecimentos adquiridos em sala de aula pelos estudantes
de Engenharia.
Algumas regras
O robô deve ter no máximo 50 Kg;
Não é permitida a utilização
de projéteis soltos;
É proibido qualquer tipo de explosivo, corrosivo
e pirotecnia;
É proibida a utilização de ácidos,
bases, substâncias venenosas e explosivas;
É proibido qualquer tipo de interferência na
comunicação via rádio;
É proibida a utilização de armas de
fogo.
HISTÓRIA DA EQUIPE CARRANCA 22 - A
equipe surgiu em meados de 2002 após a participação
dos estudantes de Engenharia Mecatrônica do 2°
ENECA e da 2ª Guerra de Robôs como espectadores.
A equipe é formada pelos estudantes da primeira turma
do curso da Universidade de Pernambuco. As reuniões
para discussão do projeto do robô iniciaram-se
em dezembro de 2002 e continuaram ao longo do ano de 2003
até o projeto final e posterior execução
do mesmo.

Projeto 2003 da Equipe Carranca 22
Empresas colaboradoras: COMPEX
informática, GEOTEC, JPW engenharia elétrica,
MENGE, MUSASHI do Brasil, Recife Modelismo, Reitoria UPE
/ IAUPE e Mecânica Online.
Coluna desenvolvida em parceria
com a Equipe Carranca 22 da UPE
Aluno colaborador: Alexandre Nunes
DESIGN
Volkswagen anuncia os três
vencedores do Concurso Volkswagen de Design 2003
Gustavo Souza Motta e Yuri Hayek, da Universidade Estadual
Paulista (Bauru-SP), e Marcos Lima Nogueira Costa, da Pontifícia
Universidade Católica, do Rio de Janeiro foram os
vencedores do Concurso Volkswagen de Design 2003. A final
do concurso aconteceu na última sexta-feira (5/12)
na Volkswagen Haus, em São Paulo. O prêmio
para os três estudantes é um ano de estágio
remunerado no Centro de Design da Volkswagen do Brasil,
em São Bernardo do Campo (SP).
Os trabalhos dos universitários
foram avaliados por um júri multidisciplinar formado
por designers, jornalistas especializados e executivos da
empresa. Os projetos foram avaliados considerando o conceito,
a identidade com a marca, a relação com o
tema e a apresentação do trabalho. O desafio
dos futuros designers este ano foi desenvolver uma proposta
de Golf do futuro (Minority Report ou Mad Max? Como será
o Golf em 2053?).
Essa é a 6ª edição
do concurso, que teve um volume recorde de 197 estudantes
inscritos e elegíveis, como pré-requisito
para participar da disputa, os universitários devem
estar cursando o último ano de Desenho Industrial.
Gustavo Souza Motta ganhou o concurso com o projeto The
Dolphin. "É um carro inspirado na combinação
mais perfeita de graça, agilidade, beleza e inteligência
presente na natureza: o Golfinho", comenta.
O carioca Marcos Lima Nogueira
Costa criou o Spot, um veículo conceitual que pretende
discutir materiais, estilos de vida e o estilo esportivo
daqui há 50 anos. A proposta do Golf 2053 do estudante
Yuri Hayek está dentro de um cenário onde
a poluição e o trânsito tomam conta
das cidades, um veículo movido a energia solar 100%
renovável. "O conforto ambiental aliado ao conforto
de mobilidade dos eixos de direção tornam
o Golf um carro ímpar no segmento", conclui
Yuri.
O Concurso -
As inscrições para o concurso começaram
no ínicio do ano, dos 197 inscritos e elegíveis,
15 foram selecionados internamente por profissionais de
diversas áreas da Volkswagen para a 2ª fase
eliminatória. Os futuros designers passaram por um
teste de aptidão, na fábrica Anchieta, onde
os estudantes tiveram que reproduzir o projeto proposto
utilizando técnicas de desenho.
Para a final, os estudantes tiveram
que apresentar sketches com propostas para interior e exterior
do modelo, ambientação do projeto com projeção
tecnológica, social, econômica e ambiental,
além de uma maquete em escala 1:4.
Estagiários 2003
- Os três estudantes que ganharam o concurso de 2002
e estão finalizando o estágio este ano, participaram
da festa expondo seus modelos também com base no
tema proposto para os novos universitários. Daniel
Vicentini Lelis, 22 anos, desenvolveu o projeto do Nomadiz,
" a minha proposta é de um carro nômade,
que se adapta às necessidades de transporte entre
os grandes centros desenvolvidos e possui a flexibilidade
para rodar na cidade ou em regiões áridas",
explica.
Já Márcio Sartori,
26 anos, expôs o Hórus, modelo desenvolvido
a partir dos atributos de todas as gerações
do Golf, mesclado a elementos que não tem qualquer
relação com o automóvel, como animais
e expressões artísticas dentro da mitologia
egípicia.
Para Pedro Guarinon, 26 anos,
"o desafio do tema era criar um veículo de formas
sensuais e ao mesmo tempo robusto, traduzindo a verdadeira
essência do Golf, onde linhas sóbrias e racionais
remetem à esportividade de um clássico",
afirma.
Os três
estagiários que estão saindo da Volkswagen
este ano, comentaram sobre a experiência que tiveram
ao longo do ano. Em uníssono afirmaram que o aprendizado
foi fundamental para o desenvolvimento profissional e pessoal
de cada um deles.
"Foi
um dos melhores momentos da minha vida, estive ao lado de
grandes designers que sempre estiveram dispostos a ensinar",
comentou Daniel Lelis, endossado por Marcio Sartori e Pedro
Guarinon.
DISTRIBUIÇÃO
Vega do Sul, CST e Norsul
assinam contrato para transporte de bobinas via barcaças
marítimas
A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST),
a Vega do Sul e a Companhia de Navegação Norsul
acabam de assinar um contrato para serviços de transporte
por cabotagem de bobinas de aço laminadas à
quente, da siderúrgica capixaba até o porto
de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Esta
modalidade de transporte de bobinas de aço por barcaças
é inédita no país, e permitirá
uma movimentação de 1,1 milhão de toneladas
anuais de bobinas para Vega e outros clientes da CST no
sul do país, a partir de julho de 2006.
A CST tem contrato de venda para a Vega do Sul, da qual
é acionista junto com o grupo Arcelor e a Gonvarri,
de um volume anual de 800 mil toneladas de bobinas à
quente, que serão transportadas totalmente via barcaças,
substituindo o sistema atual de navios convencionais através
do Terminal de Produtos Siderúrgicos de Praia Mole
(ES).
A parceria entre as três empresas permitiu o desenvolvimento
de um sistema customizado que irá proporcionar um
fluxo constante de suprimentos a Vega do Sul, com alta taxa
de produtividade de carga e descarga, e preservando a qualidade
do produto. As barcaças serão do tipo “roll
on/roll off” (que permite o acesso de veículos
de cargas no interior das barcaças), com pontes rolantes
e berços especiais, para o manuseio das bobinas,
constituindo-se em um armazém flutuante.
A CST construirá um terminal privativo para operação
das barcaças que transportarão a carga até
o Porto de São Francisco do Sul, seguindo de lá
até a Vega do Sul por via ferroviária, numa
distância de 8 km. A CST iniciou a sua produção
de bobinas à quente em agosto de 2002, com capacidade
de 2 milhões de toneladas anuais, tendo acumulado
até o dia 7 de outubro de 2003 um volume de 1 milhão
de toneladas.
A Norsul construirá, até 2006, as 4 barcaças
e 2 empurradores que irão operar com capacidade para
o transporte de 10 mil toneladas cada uma. O volume anual
de transporte será da ordem de 1,1 milhão
de toneladas de bobinas, com peso unitário de até
40 toneladas. Esta modalidade, de transporte por barcaças,
já está sendo operada pela Norsul no transporte
de madeira desde o ano passado, com sucesso.
As
barcaças serão construídas no estaleiro
EISA e os empurradores, no estaleiro Promar, ambos no Rio
de Janeiro. O investimento será da ordem de US$ 47
milhões e as obras gerarão, em média,
ao longo dos 2 anos de trabalho, 750 empregos diretos e
1500 indiretos.
A modalidade de contratação compartilhada
permitirá uma melhor gestão e racionalização
de custos operacionais e de estoque, inclusive com o aproveitamento
das barcaças para cargas de retorno de Vega do Sul
ou de terceiros, como por exemplo, contêineres.
Desde setembro, a estrutura do porto de São Francisco
do Sul vem sendo utilizada para receber bobinas que chegam
em navios convencionais, o que marcou o início da
Rota do Aço entre a CST e a VEGA do Sul, que iniciou
suas operações em julho de 2003. Além
disso, o porto catarinense está trabalhando em sua
expansão, o que inclui berços específicos
para receber as barcaças da Norsul.
NA WEB
CST lança novo site
A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
lançou em outubro uma nova home page www.cst.com.br,
que passou por completa reformulação do projeto
gráfico e ampliação do conteúdo,
visando melhorar o relacionamento com seus públicos.
Desenvolvido pela Foster Consulting & Web Solutions
(www.foster.com.br ), empresa especializada em tecnologia,
design e comunicação, com atuação
no Brasil e na América Latina, o novo site, com endereço
www.cst.com.br, conta com um visual mais leve e com uma
grande quantidade de conteúdo, como textos, fotos
e vídeos.
Segundo o Gerente de Meio Ambiente e Comunicação,
Robson de Almeida Melo e Silva, o objetivo da CST com a
reformulação do site é agilizar o processo
de comunicação entre a empresa, clientes,
fornecedores e demais públicos.
O menu interativo do site leva o internauta a inúmeras
opções de serviços e conteúdo,
como, por exemplo, um banco de imagens de fotos da empresa,
além de uma série de vídeos dos processos
de produção do aço.
A melhor organização do conteúdo facilita
o navegante a obter informações da empresa.
Para os jornalistas o novo site disponibiliza uma seção
de cadastro para recebimento de newsletters, dividida por
áreas de interesses, como notícias do mercado,
economia, investimentos, ação social, meio
ambiente e produção. Esse mesmo serviço
está disponível para os analistas de mercado
e para o público em geral.
O site www.cst.com.br estará em constante evolução
e uma das próximas novidades será uma biblioteca
técnica que dará acesso a publicações,
vídeos, trabalhos e apresentações técnicas.
No item interatividade, o site já conta com os serviços
Fale Conosco e com enquetes sobre assuntos de interesse
da empresa.
Na seção multimídia, o destaque fica
com a animação que mostra todo o processo
de produção do aço, desde a fabricação
do aço até a laminação a quente,
chegando à exportação do material acabado.
Portal financeiro aproxima clientes e empresa -
O novo site da CST (www.cst.com.br) também
dá acesso ao Portal Financeiro, que funciona como
um canal eletrônico de comunicação e
de serviços voltado para os fornecedores da companhia.
O portal – uma aplicação de e-business
–, foi construído numa tecnologia de ponta
e com funcionalidades inéditas, com destaque para
a “antecipação de títulos”,
onde os fornecedores podem optar em receber títulos
programados, antes da data de vencimento, com respectivo
deságio.
Desenvolvido em parceria com a Vixteam Consultoria e Sistemas,
o Portal Financeiro da CST utiliza tecnologia 100% web based,
plataforma Net e Oracle e EAI Silverstream na integração
com o ambiente PeopleSoft. Dentre os serviços disponíveis
para os fornecedores, estão a consulta a situação
de títulos em processo e a notas fiscais, além
de disponibilidade de analistas financeiros para atendimento
eletrônico a qualquer hora e de qualquer terminal
de computador conectado à internet.
O serviço já conta com 360 empresas cadastradas
desde maio, o equivalente a 10% da sua carteira de fornecedores.
A expectativa é de que dentro de dois meses entre
80% e 90% dos fornecedores da siderúrgica já
esteja utilizando a ferramenta, o equivalente a um volume
de negociações de R$ 10 milhões.
SAE BRASIL 2003
Tecnologia revolucionária
para os freios
O novo sistema de disco duplo fornece alto torque
específico, com grandes melhorias no controle térmico,
o que proporciona benefícios em termos de peso, packaging
e NVH
A Delphi desenvolveu uma tecnologia revolucionaria que,
ao que tudo indica, deverá ajudar a solucionar muitos
dos desafios atuais da engenharia de frenagem. Com base
numa arquitetura de discos duplos flutuantes com pistão
único, o Módulo de freio Max Torque fornece
uma grande capacidade de torque específico, com melhoras
substanciais no controle térmico, proporcionando
benefícios em termos de peso, packaging e NVH (Noise
Vibration & Harshness / refinement - Ruídos,
Vibração e Aspereza / refinamento).
"A solução tradicional para suportar
aumento de peso e velocidade do veículo é
a de incrementar o sistema convencional de frenagem, com
a colocação de discos de tamanho maior (muitas
vezes exigindo rodas maiores) e materiais avançados,
porém esta é uma solução cara,
que causa um impacto negativo em muitas outras áreas
da engenharia automobilística," explica Chris
Baylis, Diretor de Engenharia do Centro de Inovações
da Delphi em Leamington. "O sistema Módulo de
freio Max Torque resolve esses problemas e representa a
primeira mudança significativa em tecnologia de aplicação
de frenagem desde o início do uso em grande escala
dos freios a disco há mais de 50 anos."
O sistema Módulo de freio Max Torque utiliza dois
discos flutuantes sobre o cubo. Um pistão hidráulico
aplica uma força de frenagem por meio das pastilhas
que atuam nas faces de cada disco, criando quatro superfícies
de atrito. A nova tecnologia pode fornecer uma força
de torque 1,7 vezes maior que a fornecida por um sistema
convencional de disco simples do mesmo diâmetro efetivo,
ou um torque similar utilizando disco de diâmetro
reduzido. O uso e o rendimento são equivalentes ao
produto tradicional de hoje e a arquitetura de discos flutuantes
elimina os problemas com batimento lateral.
O conceito de discos duplos também fornece quatro
superfícies de resfriamento, sem que haja necessidade
de aletas ou de ranhuras de resfriamento, reduzindo substancialmente
a fadiga térmica nos freios e sobre os componentes
montados no cubo. Este melhor controle térmico permite
aos engenheiros automobilísticos lançar mão
de várias opções para melhorar outros
aspectos do sistema de frenagem. Ao aumentar as oportunidades
de otimizar a combinação de disco de freio,
curso do pedal, tamanho do servo freio e material de atrito,
o Módulo de freio Max Torque permite que o sistema
tenha um custo e um desempenho que estejam exatamente de
acordo com as exigências do mercado, sem prejudicar
a dirigibilidade.
Por exemplo, com quatro superfícies de atrito, o
Módulo de freio Max Torque exige cerca de metade
da pressão necessária em relação
a um freio a disco convencional. Isto pode ser utilizado
para reduzir significativamente o tamanho do servo-freio
a vácuo ou para reduzir o esforço sobre o
pedal e seu curso. Um servo-freio reduzido pode baixar o
peso em até 1 kg e ampliar o restrito espaço
debaixo do capô para aumentar a flexibilidade do packaging.
Por outro lado, o diâmetro do disco poderia ser reduzido
em até 25 mm, o que permitiria o uso de rodas menores
(levando a uma substancial redução de custo),
altura maior da banda dos pneus (importante para veículos
fora-de-estrada) e uma redução significante
na massa do conjunto de roda.
O controle térmico superior do Módulo de
freio Max Torque, e o fato dele causar um mínimo
de Variação da Espessura do Disco - DTV -
que é devida ao desgaste irregular dos discos, fornece
também um excelente desempenho de ruído e
vibração (NVH). Isto ajuda a resolver problemas
de garantia. "Os discos flutuam no eixo e, por isso,
seu contato com as pastilhas é sempre uniforme. O
Módulo de freio Max Torque não causa os problemas
relacionados com o desgaste ou com o acúmulo de tolerância
que pode causar as vibrações e os ruídos
dos sistemas convencionais," afirma Baylis.
O Módulo de freio Max Torque foi submetido a diversas
condições de uso para avaliar seu desempenho
em testes conduzidos pela organização independente
AMS (Auto Motor und Sport) utilizando uma BMW X5 equipada
com o sistema. No teste de 12 paradas, que cada vez mais
está se tornando um padrão europeu, o veículo
mostrou um desempenho excepcional em termos de uniformidade
do espaço de frenagem.
Os testes da Delphi mostram que, em uma aplicação
típica de alto desempenho com um veículo utilitário
esportivo, o Módulo de freio Max Torque elimina a
necessidade de várias especificações
para o sistema de freios. Dessa forma ele reduz a temperatura
máxima de operação em mais de 100ºC,
melhorando o refinamento e pode oferecer tanto a redução
do curso do pedal em até 25 mm (devido ao menor volume
de fluído necessário para atuar) como a redução
do servo-freio em cerca de 40 mm. A economia no peso total
do veículo poderia chegar a 7 kg, dependendo da especificação
do sistema e do nível de integração.
O sistema completou mais de 1,5 milhão de quilômetros
em testes com 20 veículos para garantir a uniformidade
de funcionamento, de acordo com as especificações
em qualquer tipo de pista ou modo de uso, durante toda a
vida do veículo. Foram mostrados às montadoras
dois sistemas totalmente adaptados: um montado num pequeno
carro europeu do segmento B e outro em utilitário
esportivo grande, de alto desempenho. O primeiro apresenta
o pistão integrado ao conjunto da suspensão,
enquanto que o último possui uma arquitetura com
pistão separado que poderia ser instalado como parte
de uma adaptação no veículo.
O Módulo de freio Max Torque pode ser fabricado
com os materiais e processos existentes e a Delphi tem se
esforçado para encontrar formas de reduzir ainda
mais os custos e a complexidade do sistema. Um exemplo é
o cubo da roda sobre o qual são montados os discos,
formando uma unidade, especialmente projetada, na qual o
rolamento da roda pode ser encaixado sob interferência.
No futuro, será feita a introdução
de outros materiais de liga leve, o que deverá promover
maiores reduções de massa.
O Módulo de freio Max Torque pode ser fornecido
isoladamente, ou integrado nos módulos de suspensão
do veículo e entregue utilizando as mais recentes
técnicas de fornecimento sequenciado (SILS - Supply
in Line Sequence). Pode também ser integrado com
outros sistemas da linha de produtos Delphi de tecnologia
de frenagem controladas eletronicamente, inclusive com o
uso das tecnologias para estabilidade mais recentes do tipo
"Traxxar" ou com sistemas equivalentes de outros
fornecedores. Na verdade, a necessidade de fornecer uma
ativação dos freios que seja rápida,
efetiva e de alta resolução para esses sistemas
é um dos fatores que a Delphi acredita levará
à sua adoção.
"O Módulo de freio Max Torque proporciona uma
gama incrível de benefícios, tanto para o
fabricante quanto para o proprietário do veículo,"
conclui Baylis. "Com o Módulo de freio Max Torque
teremos um produto original de fábrica, que permitirá
aos clientes da Delphi introduzir uma verdadeira solução
de futuro em termos de frenagem de carro." A Delphi
confirma que as discussões com os fabricantes de
veículos estão bem adiantadas e que o sistema
poderá entrar em produção até
2006.
PROCESSO DE PRODUÇÃO
Qualidade: precisão
de medição para o produto Supercharger
* Luiz Antonio Rosa - Eaton Supercharger Division
A primeira etapa no processo de desenvolvimento
do Supercharger é a qualificação dos
fornecedores dos componentes que serão utilizados
para a sua fabricação. Uma vez concluída
esta etapa, os fornecedores iniciam a fabricação
de amostras que são inspecionadas quanto aos requisitos
dimensionais e de especificação de material.
Posteriormente são realizados os ensaios de validação
desses componentes no Centro de Engenharia da Eaton localizado
nos Estados Unidos.
Uma vez concluída a etapa de validação,
os fornecedores estão aptos a iniciar o fornecimento.
Os componentes utilizados na montagem do Supercharger são
fabricados conforme planos de controles de inspeção
estabelecidos pelos fornecedores e avaliados em conjunto
com a Eaton.
Quando do envio dos componentes a serem
utilizados na manufatura do Supercharger, os mesmos são
inspecionados antes do seu uso por pessoal devidamente capacitado
para essa atividade.
O processo de manufatura do Supercharger
possui pontos de controle estabelecidos e documentados onde
os operadores têm todas as informações
necessárias para a realização de suas
tarefas operacionais bem como as relativas aos controles
a serem realizados.
Para assegurar o perfeito desempenho do
Supercharger, o mesmo é submetido a uma ensaio em
bancada que visa simular a sua condição de
operação no veículo. Esse ensaio é
efetuado em 100% dos Supercharger e os mesmos somente são
embarcas ao Cliente após sua aprovação.
Os equipamentos de medição
utilizados para o controle do processo de fabricação
de Supercharger correspondem ao que há no estado
da arte da metrologia mundial. Todos os controles realizados,
desde o desenvolvimento de fornecedores até o ensaio
de bancada visam assegurar a satisfação do
nosso cliente que terá em suas mãos em produto
da mais alta tecnologia e com a maior confiabilidade.
RISCO
Empresas geradas em incubadoras
apontam mortalidade bem menor do que empresas do mercado
tradicional
Pesquisa realizada pela Anprotec revela que apenas
20% das empresas nascidas em incubadoras fecharam suas portas
Historicamente o desemprego tem sido motivo de aflição
para muitas famílias brasileiras, tendo como uma
de suas causas o elevado índice de falência
de micro e pequenas empresas. Estudos mostram que devido
a barreiras burocráticas, técnicas, comerciais
e ausência de capacidade gerencial, 80% das micro
e pequenas empresas brasileiras, em geral, desaparecem antes
do primeiro ano de existência. Segundo o Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae) o índice de mortalidade das empresas pode
chegar a 97% no período de cinco anos de vida.
Estatísticas americanas e européias indicam
que a taxa de mortalidade entre empresas que passam pelo
processo de incubação é reduzida a
20%, contra 70% das empresas nascidas fora do ambiente de
incubadoras. Os resultados do Panorama 2003, que é
a pesquisa nacional sobre o movimento de incubadoras de
empresas e parques tecnológicos, promovida anualmente
pela Associação Nacional de Entidades Promotoras
de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec),
aponta um índice de mortalidade das empresas que
saem das incubadoras semelhante aos europeus e americanos,
cerca de 20%.
Além do baixo índice de mortalidade, o setor
de incubadoras vem crescendo de forma desproporcional ao
crescimento das empresas convencionais. Nos últimos
quatro anos, o número de empresas graduadas, empresas
que saíram das incubadoras, mais que triplicou, passou
de 320 em 1999 para 1100 em 2003. Enquanto o índice
de nascimento das demais empresas brasileiras, sem vínculo
com incubadoras, apontado pelo BNDES em 2000, foi de 19,4%.
Outra boa notícia contida no Panorama 2003 é
a geração de empregos. Foram criados até
o momento por empresas incubadas e graduadas 18300 postos
de trabalho. Em face ao grande número de desempregados
brasileiros, o número de empregos criados no movimento
de incubadoras não é grande, porém,
a geração de empresas preparadas e fortalecidas
nas incubadoras deixa claro que o setor de incubação
é um mecanismo eficiente para a diminuição
da exclusão social gerada pelo desemprego no país,
que é de 9,4% da população economicamente
ativa, segundo dados do IBGE.
Gerar empregos e fazer girar a roda da economia é
o grande desafio de qualquer nação mundial.
O movimento de incubadoras de empresas brasileiro vem ao
longo dos anos mostrando que é possível manter
empresas sólidas e lucrativas no mercado investindo-se
em formação e capacitação. Durante
os três anos, em média, que uma empresa passa
dentro de uma incubadora, ela recebe todo apoio estrutural
e logístico para sua sobrevivência. Por esse
motivo, o índice de mortalidade das empresas geradas
nas incubadoras é tão destoante das demais
empresas do mercado.
Sobre as Incubadoras
Uma incubadora funciona como um instrumento de apoio ao
surgimento e fortalecimento de novas empresas. É
um ambiente planejado para acolher micro e pequenas empresas
inovadoras que estão começando a surgir. Funcionam
em um espaço físico limitado, dividido em
módulos. As empresas em gestão nas incubadoras
são classificadas como incubadas ou residentes. Elas
têm, em média, 3 anos para deixar o ambiente
comum e partir para competição de mercado.
A partir de então são classificadas como graduadas.
Existem três tipos de incubadoras no Brasil: as que
abrigam preferencialmente empresas de base tecnológica,
as de empresas de setores tradicionais e as mistas, que
reúne os dois tipos anteriores.
DEPOIS DA ENGENHARIA
Administração
e Tecnologia Automotiva em pós-graduação
O Centro Universitário da FEI oferece pós-graduação,
único no Brasil, para formar gestores da indústria
automobilística e segmentos correlatos.
Desde 2001, o Centro Universitário
da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial vem oferecendo,
nos seus campi de São Bernardo do Campo e de São
Paulo, um curso de formação de gestores para
o setor automotivo, incluindo montadoras e segmentos correlatos,
denominado "Administração e Tecnologia
Automotiva". Mais de 120 profissionais já cursaram
ou estão se submetendo ao programa, cujo perfil de
origem inclui quase todas as montadoras e um expressivo
número de fabricantes de autopeças, concessionários,
distribuidores de autopeças e até bancos e
companhias aéreas.
O objetivo do programa é propiciar
a profissionais do setor ou a quem esteja interessado em
ingressar, o instrumental básico para compreensão
e prática de gestão das áreas fundamentais
da operação automotiva, tais como desenvolvimento
do produto, vendas, marketing, finanças, manufatura,
qualidade, compras e logística, relações
públicas, recursos humanos e assuntos jurídicos.
O curso é ministrado por 32 especialistas
no negócio automotivo, em 504 horas/aula e mais 40
de orientação monográfica. O CREA/SP
oferece reconhecimento do certificado de conclusão
do curso, no caso de alunos-engenheiro.
Mais informações pode ser
encontradas no site do Centro Universitário da FEI:
www.iecat.fei.edu.br.
FAZENDO HISTÓRIA
Mecânica Automobilística
da FEI
lança livro comemorativo sobre 40 anos do curso
A obra inusitada ilustra a história do curso
pioneiro no Brasil, através de projetos e protótipos
desenvolvidos por mais de 2,3 mil alunos, muitos hoje em
importantes cargos na indústria nacional e estrangeira.
Este ano, o curso de Engenharia Mecânica com ênfase
em Automobilismo, do Centro Universitário da FEI
completa 40 anos e, para comemorar a data, a instituição
lança esse mês um livro inédito. A obra
conta toda trajetória do curso, através dos
principais projetos e protótipos, desenvolvidos por
mais de 5 mil alunos formados. Em 176 páginas o livro
‘Mecânica Automobilística 40 Anos’
proporciona ao leitor uma viagem sobre a evolução
da indústria automobilística no Brasil e as
diversas contribuições da FEI para o seu crescimento.
O lançamento será às 19h, no Ginásio
de Esportes da FEI, campus São Bernardo, em um evento
especial com personalidades do setor automotivo brasileiro,
ex-professores e outros convidados.
Ao longo dos 40 anos do curso, os alunos produziram cerca
de 50 protótipos de veículos, como o Sistema
Delta de Transporte e o famoso TALAV (Trem Aerodinâmico
Leve de Alta Velocidade). O livro traz desde o primeiro
protótipo, o FEI X1, até o mais recente projeto,
o FEI X13, veículo conceito desenvolvido para competições
de autonomia, capaz de rodar mais de 750 quilômetros
com um único litro de combustível. O FEI X1
foi um veículo anfíbio criado em 1968 para
o Salão do Automóvel, que tinha como pontos
fortes o manche de avião no lugar do volante e o
fato de se equilibrar nas rodas traseiras ao atingir 60
km/h. “O brigadeiro Faria Lima chegou a pilotar o
veículo”, recorda o engenheiro Ricardo Bock,
professor do curso e um dos responsáveis pela elaboração
do livro.
HOVERCRAF - Entre outros projetos, o livro
destaca o protótipo Hovercraft FEI X2; o Lavínia,
criado em 1970 em homenagem à Lavínia Rudge
Ramos, esposa do então prefeito de São Bernardo
do Campo; o FEI X3, veículo GT com carroceria em
aço feito a martelo e motor Chrysler V8; o FEI X9,
um fórmula Super-V de alumínio que teve como
projeto o que seria o primeiro F-1 brasileiro; e a pick-up
Caure, projeto inédito com estrutura monobloco de
kevlar totalmente calculada por computador.
O livro ‘Mecânica Automobilística 40
Anos’ relembra outros projetos, como o Nishimura;
o Merlim, esportivo totalmente elétrico; o Aton,
trator para pequenas lavouras; a Hunter 4x4; o Shak, trator
premiado no Exterior, que opera três implementos simultaneamente;
o Tamanduá, máquina para varrer ruas com filtro
de água para recolher pó; o Girus, operado
por joystic; e ainda os 10 anos de atividades do Projeto
SAE Mini Baja, repletos de vitórias e sucesso.
PRIMEIRA TURMA - Criado em agosto de 1963,
para atender uma nova demanda de profissionais no mercado
brasileiro, o curso de Engenharia Mecânica Automobilística
da FEI formou 30 alunos em sua primeira turma. “A
indústria automobilística estava nascendo
no País e, com isso, surgiu a necessidade de se capacitar
profissionais rapidamente para atender o mercado”,
conta Ricardo Bock. “Hoje, existem no mercado 2.312
profissionais especializados em engenharia automobilística
formados pela FEI, atuando nos mais elevados postos da indústria
nacional e estrangeira”, orgulha-se o professor doutor
Marcio Rillo, reitor da FEI.
Pioneiro no Brasil, o curso conta com os mais modernos
recursos computacionais, laboratórios de última
geração, professores especialistas e diversas
atividades como projetos de formatura para a Expo MecAut,
e extracurriculares, como o FEI Mini Baja e o FEI AeroDesign,
que proporcionam aos alunos amplo conhecimento técnico
e prático, capacitando-os a produzir logo após
formados. “A FEI forma cerca de 70 profissionais por
ano que são rapidamente absorvidos pela indústria,
sendo que vários já tiveram seu primeiro emprego
fora do Brasil”, afirma Ricardo Bock. A obra terá
tiragem de cinco mil exemplares, com distribuição
gratuita para empresas, universidades, imprensa e órgão
governamentais.
DESENVOLVIMENTO
BRASILEIRO
Lobini é testado no
túnel de vento
Com capacidade de realizar os principais testes e ensaios
aerodinâmicos em peças e protótipos
de aeronaves, veículos automotores e anfíbios,
com possibilidade de obter resultados idênticos aos
das grandes montadoras mundiais, o túnel de vento
da Universidade de São Carlos (SP) completou em setembro
um ano de atividade, promovendo testes com o protótipo
do Lobini, conversível esportivo nacional de alto
desempenho que começa a ser produzido em série
em 2004.

No túnel, primeiro do país especializado
no segmento automotivo, podem ser avaliados protótipos
de veículos em escala de até 1:2, ou seja,
50% de seu tamanho original. O projeto foi idealizado pelo
professor doutor Fernando Martini Catalano, especialista
em aerodinâmica da Universidade de São Paulo
(USP) em São Carlos (SP), e teve início em
1998.
"Nosso principal objetivo é alavancar o desenvolvimento
de projetos de veículos automotores nacionais, já
que a falta de equipamento de ponta no país, especialmente
preparado para o segmento, inviabilizava até o ano
passado estudos aprofundados que pudessem alicerçar
realizações das montadoras instaladas em território
brasileiro", explica o professor.
Além do Lobini, primeiro carro testado no túnel
de vento de São Carlos, Catalano cita outros testes
realizados com sucesso pela equipe nesse primeiro ano de
funcionamento do centro de pesquisas de aerodinâmica:
"Asa aeroelástica" (primeiro teste realizado
no Brasil); "Ensaio dinâmico de aeronave com
estabilidade controlada"; "Ensaio de meio modelo
de aeronave bimotor", "Ensaios de aeronave anfíbia";
e "Ensaio de aerofólio para veículo de
competição".
O túnel de vento custou aproximadamente R$ 100
mil e foi viabilizado graças ao suporte técnico
e financeiro da Fundação de Amparo à
Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp); Embraer
de São José dos Campos (SP) e CNPq (Conselho
Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento).
Medição em 500 pontos da superfície
O túnel é aplicado no desenvolvimento de
pesquisas e ensaios gerais em aerodinâmica experimental.
Seu projeto moderno, do tipo "circuito fechado",
atende todos os requisitos de uniformidade de escoamento
e nível de turbulência para uma grande variedade
de testes aerodinâmicos de modelos de aeronaves, veículos
comerciais, de competição e aerodinâmica
industrial.
Possui infra-estrutura adequada, com câmara de ensaio,
um circuito principal e um ventilador de baixo ruído,
e conta com recursos avançados no laboratório
de testes, com anemometria a fio quente, balança
aerodinâmica, visualização com jato
de fumaça (o que permite acompanhar a trajetória
do ar sobre a carroceria) e equipamento para medição
da distribuição de pressão em 500 pontos
da superfície dos modelos. "Hoje temos condições
de avaliar a aerodinâmica de qualquer automóvel",
resume o professor Catalano, um dos quatro PhDs em Aerodinâmica
que compõem o staff que atua no projeto.
Lobini supera expectativa
O teste com o protótipo do Lobini superou as expectativas.
"Fizemos mais de 100 ensaios de distribuição
de pressão e balança aerodinâmica para
diversas configurações do Lobini: com capota,
sem capota, com os vidros levantados e com os vidros abaixados.
Foram também realizados testes de visualização
com fumaça, traçadores e tufts. Os resultados
foram excelentes, pois mostraram repetibilidade e acuracidade.
Com base nos dados obtidos, algumas sugestões foram
apresentadas ao fabricante, e os valores também servirão
para o desenvolvimento de futuras versões do Lobini,
que poderá ter novidades como aerofólios e
spoilers", avalia Catalano.
Mercado recebe em 2004
O Lobini foi lançado no Salão do Automóvel
de São Paulo em outubro de 2002, está em fase
de testes e começa a ser entregue simultaneamente
no Brasil e Inglaterra, no primeiro semestre de 2004, com
produção limitada no primeiro ano a 35 unidades.
O projeto do veículo conta com uma equipe multidisciplinar,
parceiros renomados - como a Volkswagen, que equipará
o carro com o motor VW Audi 1.8 turbo - e uma fábrica
com grande experiência no ramo, a Chamonix, que produz
réplicas de carros dos anos 50 e está há
17 anos no mercado.
O Lobini é uma realização do advogado
José Orlando de Arrochela Lobo e do engenheiro Fábio
Birolini, e o nome é um acrônimo dos sobrenomes
dos idealizadores.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO
TÚNEL DE VENTO
Área de Ensaios: 2m2 (1,70m x 1,20m)
Velocidade máxima: 50m/s (180km/h)
Turbulência: 0,26%
COLUNA ESPECIAL
MINI BAJA 2004
Projeto SAE Brasil de Mini
baja
O Projeto Mini Baja foi introduzido no Brasil pela SAE (Sociedade
dos Engenheiros Automotivos) em 1995 e, desde então,
tem sido realizado anualmente com cada vez mais prestígio.
Nesse ano de 2003 mais de setenta equipes participaram.
As
equipes são formadas por estudantes de engenharia
de todo o país e desafiadas a projetar e construir
um veículo off road com estrutura do tipo tubular
para suportar terrenos acidentados onde a preocupação
não é apenas a velocidade mas também
a resistência do veículo, tudo isto a um custo
máximo de US$ 3.000,00/veículo.
Uma nova equipe que está
se preparando para a competição em abril de
2004 é a BaGerais, formada por alunos das engenharias
Mecânica e Mecatrônica da PUC Minas que, juntamente
com a Mecânica Online, vai apresentar mensalmente
matérias sobre os principais itens de um Mini Baja
tais como estrutura, suspensão, transmissão,
freios, direção e segurança.
Para isto a equipe conta com a
experiência adquirida através da atuação
em áreas relacionadas com projetos e automobilismo
que possibilitaram à equipe uma estruturação
de projeto empregando metodologias utilizadas por montadoras
de veículos.
Estas metodologias contemplam
a elaboração de um cronograma juntamente com
uma planificação geral de todos os sistemas,
abrangendo desde a concepção do produto, projeto
e execução, a realização de
provas de dirigibilidade, conforto e durabilidade, e finalmente
as provas da competição SAE - Mini Baja propriamente
ditas.

Para a realização
de testes de montabilidade foi construída uma carroceria
protótipo,l permitindo a verificação
de possíveis interferências. Tais inconvenientes
são estudados e considerados para a construção
definitiva, proporcionando assim o mínimo de intervenções
posteriores na estrutura definitiva que fará às
provas dinâmicas.
Tal protótipo também
otimiza o tempo de concepção dos sistemas
componentes do veículo (powertrain, suspensão,
direção) permitindo assim aos grupos analisarem
diversas propostas de componentes para o mesmo emprego,
objetivando-se assim ergonomia, redução de
custo e de peso.
O mais importante na concepção
desse tipo de projeto é que o aluno pode verificar
na prática os objetos de seus estudos na sala de
aula, otimizando a aprendizagem e permitindo uma visão
mais ampla dos objetivos entre prática e teoria.
Na próxima matéria:
A composição da suspensão de
um Mini-Baja

Texto: Daniel
Lanza / Tarcisio Dias
A Equipe BaGerais de Mini Baja
tem como parceiros: Mecânica Online, PUC Minas,
Grupo Duarte, Cofap Comau, Fortaço, Protominas, Auto
Centro Metropolitana e Minas 4x4 Off Road.
DESENVOLVIMENTO
II
A fórmula da minivan
* Pode ser estacionada na garagem
* Desenhada de dentro para fora
A Coca-Cola tem a fórmula do refrigerante. O Chrysler
Group tem a fórmula da minivan. "Vinte anos
atrás, criamos a fórmula da minivan e a estamos
aprimorando desde então", disse Mike Donoughe,
Vice-presidente da Family Vehicle Product Team (Equipe de
Produto da Família de Veículos) do Chrysler
Group. "Posso garantir que ainda não terminamos.
Temos mais ingredientes e ainda mais características
guardadas para a minivan".
Os planejadores de produtos do Chrysler Group se determinaram
a criar um novo segmento melhorando uma fórmula de
sucesso de produto anterior -- sua van de passageiros Dodge
Ram. No final dos anos 70, o Chrysler Group dominava o segmento
de vans de tamanho grande com a oferta de conveniências
de carros como as de janelas automáticas, travas
eletrônicas, assentos eletrônicos, desembaçador
para a janela traseira e sofisticados sistemas de som.
Com a simples oferta de mais amenidades de carros em uma
versão menor da sua van, os planejadores pensaram
em criar um segmento que concorresse com as station wagons
sem acabar com as vendas da van da Dodge.
"As vans de tamanho grande não cabiam em uma
garagem comum, sabíamos que teríamos que desenhar
a nossa nova van para que pudesse ser guardada na garagem",
disse Donoughe. "Além de poder ser estacionada
na garagem, sabíamos que teríamos que desenhar
a minivan de dentro para fora. A concentração
em um pacote e recursos inteligentes do interior foi importante
no desenvolvimento deste segmento".
Ao fazer o veículo com tração dianteira,
os criadores puderam garantir um piso plano baixo, para
um fácil acesso de entrada e saída, além
do espaço para assentos altos. Para garantir a criação
de uma minivan voltada para o passageiro, a Chrysler desenhou
uma porta de correr lateral com uma abertura de 30 polegadas,
a abertura da porta de uma casa normal.
Outros requerimentos foram um piso plano e 48 polegadas
entre os eixos das rodas para caber uma folha de compensado
padrão de 4' x 8' e espaço para três
passageiros do mesmo tamanho sentados. O programa da primeira
minivan do Chrysler Group custou $700 milhões (EUA.)
-- um preço baixo para uma "station wagon"
mágica que mudaria o modo de transporte para as famílias.
Vinte anos mais tarde, a fórmula de "dentro
pra fora" do Chrysler Group continua sendo o padrão
das medidas das outras minivans.
Mas é o pacote completo que coloca as minivans da
Chrysler e da Dodge na dianteira do mercado, com cada nova
geração. "Hoje, não é mais
somente a capacidade de estacionamento na garagem e o espaço
interior que contam", disse Donoughe. "Temos que
ter um design e uma inovação extraordinárias
e uma confiabilidade excelente para que os fãs da
minivan voltem sempre. Com minivan após minivan,
o Chrysler Group conquistou isso. É por isso que,
mesmo após 20 anos da invenção deste
segmento, continuamos a atrair aproximadamente 38% das pessoas
que compram minivans, a maior fatia do mercado da indústria".
RALLY DAKAR 2004
Engenheiro brasileiro é
responsável
pelo desenvolvimento da picape Nissan para o Rally Dakar
2004
O paulista Ricardo Divila é o projetista responsável
pelo desenvolvimento da picape Nissan que participará
na edição 2004 do Rally Dakar, a prova mais
difícil da modalidade. Ele ingressou na Nissan em
1995 como consultor do Programa de Pesquisas Aerodinâmicas
da Nissan Motorsports Europe. Desde 2001 trabalha como engenheiro
sênior da Nissan Motorsports.
Divila desenvolveu os primeiros carros de Fórmula
1 da Equipe Fitipaldi e trabalhou nas equipes Ligier, Minardi
e Prost. Atuou como estrategista de campeonatos e táticas
de corrida da Nissan Motorsports entre 1996 e 2000, e como
diretor-técnico da Nissan Motorsports Europe entre
1997 e 2000. Paulistano, ele é formado pela Faculdade
de Engenharia Industrial da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP), tem especialização
em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo (POLI-USP) e Engenharia
Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de
Aeronáutica (ITA).
O modelo 2004 da picape, a grande aposta da Nissan para
vencer o Rally Dakar, é uma adaptação
da Frontier versão 2003 com melhorias para o desempenho
na areia do deserto. Para isso, Divila criou uma carroceria
de fibra de carbono, modificou as linhas do capô dianteiro
para dar mais visibilidade ao subir em dunas e ampliou o
espaço interno. Os resultados foram ótimos,
aumentando a velocidade final de 185 km/h para mais de 200
km/h. Dentre suas principais alterações, destacam-se
a cobertura aerodinâmica sobre a caçamba e
o alargamento da cabine.
Quatro unidades enfrentarão os 17.000 km do Rally
Dakar, passando por temperaturas que vão de menos
zero a 45 graus centígrados. Duas picapes Nissan
Dakar 2004 já passaram por testes no Marlboro Desert
Challange, ocorrido em Dubai mês passado.

NOVIDADE NO MERCADO
Raytek lança novo termovisor:
Themoview Ti30
Inspeções Termográficas – O
novo Thermoview mostra a imagem térmica e a temperatura
medida permitindo a qualquer profissional de manutenção
de plantas industriais fazer o donwload dos dados com a
qualidade e quantidade de informações necessárias
para gerar relatórios para análise. –
O Thermoview Ti30, uma nova classe de produto no mercado
de termovisores.
O Thermoview – um termovisor de alta performance,
foi projetado para maximizar a manutenção
preditiva e oferecer um retorno de investimento nas inspeções
em instalações farmacêuticas, petroquímicas,
processamento de papel e celulose e outras aplicações
preocupadas com segurança, produtividade, controle
de qualidade e reduzir tempo de paradas.
O Thermoview é fácil de utilizar e faz com
que o custo e a freqüência da manutenção
preditiva sejam diminuídos consideravelmente, além
disso, possui um custo imbatível se comparado com
outros produtos no mercado.

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