Edição 51 e 52

Série Combustível
caro de cada dia
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Põe trinta reais de fraude

Imposto pesa 59% no preço da gasolina

ANP: Transparência do mercado para o direito de escolha do consumidor

Estrutura da formação dos preços dos combustíveis!

O que o consumidor deve saber quanto à qualidade e adulteração de combustíveis?

Como ser um
fiscal-cidadão?


Aumentam as vendas dos motores flexíveis

Tem até... gasolina

Entenda os termos relacionados com os combustíveis

Gasolina ecológica começa a ser utilizada na UE

Veja como é feito o teste para verificar o teor de álcool na gasolina

Empresário apresenta detector de combustível adulterado

Inspeção | Segurança para o carro, ocupantes e meio-ambiente

Inflação do carro | Alta de 0,64% em fevereiro

Revista | Dream Cars dedica edição ao Porsche 911, o mito

Risco na via | Buracos causados pelas chuvas prejudicam suspensão

Dúvida | Sistema interativo recebe sua dúvida e envia a resposta diretamente ao seu e-mail

Mecânica em Dias | Tarcisio Dias

Visão de Mercado | Paulo Poydo

2004 | ABRIL - COMBUSTÍVEL CARO DE CADA DIA
Põe trinta reais de fraude!
Mais álcool que gasolina: uma mistura explosiva que pode deixar o consumidor a pé. Conheça os campeões da fraude do combustível no País e saiba como denunciá-los

Encontrar combustível adulterado é bem mais comum do que você imagina. Dois estados do Nordeste são campeões de "batismo" de gasolina. Os números são surpreendentes.

Em Alagoas, o motorista que enche o tanque do carro corre o risco de não ir muito longe. Uma pesquisa feita pela Agência Nacional de Petróleo - ANP - revela: 32% dos postos do estado vendem combustível adulterado. É o maior índice do país.

Em Pernambuco, situação parecida: o estado ocupa o segundo lugar no ranking da adulteração de combustíveis, 18% dos postos vendem gasolina fora dos padrões. Não é difícil para o consumidor descobrir o problema.

Em apenas uma das distribuidoras que abastecem Pernambuco, 66,7% do combustível vendido é adulterado. A empresa diz que desconhece o problema e alega que a adulteração pode ocorrer fora da distribuidora.

Os exames feitos neste laboratório da Universidade Federal de Pernambuco indicam que a mistura do álcool, acima do índice máximo de 23% estabelecido pelo governo, é o principal problema observado na gasolina vendida no Nordeste. De acordo com a ANP, a situação é mais grave na época da safra da cana-de-açúcar, quando cresce a produção de álcool no Nordeste.

“O teste mais simples, que todo dono de posto é obrigado a fazer quando recebe o produto ou quando o consumidor pede é o teste do teor alcoólico”, diz Luiz Augusto Horta, da ANP.

Na dúvida, o consumidor tem o direito de pedir que o gerente do posto faça o teste na hora. E, se ele se recusar, procure a Agência Nacional do Petróleo.

Para fazer uma denúncia, saber mais sobre o seu posto e pesquisar preços, vá ao site da Agência Nacional do Petróleo. www.anp.gov.br.

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