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2004 |
JULHO - QUESTÃO DE ECONOMIA
FEI disputa a 1ª competição
de carros
supereconômicos, com 4 modelos que fazem até
750km/litro
Os protótipos do futuro da série FEI
X serão colocados à prova nos dias 30 e 31
de julho, no campo de provas da GM, em Indaiatuba, SP
Os quatro carros da série FEI X, do Centro Universitário
da FEI (Fundação Educacional Inaciana), estão
prontos para disputar a Maratona Danatureza, a primeira
competição de veículos supereconômicos
do Brasil, que será nos dias 30 e 31 de julho, no
Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, São
Paulo. Desenvolvidos para consumo mínimo de combustível,
os carros FEI X-10, FEI X-11, FEI X-12 e FEI X-13 foram
projetados por estudantes do curso de Engenharia Mecânica
com ênfase em Automobilística, da FEI.
Além da FEI, mais 10 universidades do País
participam da prova, que começa às 8h. No
primeiro dia (30), acontecem as avaliações
de segurança, originalidade e design. A prova prática
terá duração de duas horas e será
no dia seguinte, quando os 11 carros deverão largar
em intervalos de um minuto e completar quatro voltas na
pista de 4,3 km. A competição, que reúne
projetos de sete universidades, segue as regras da Eco Marathon,
realizada há mais de 20 anos na Europa e que estimula
a criação de novas opções para
economia de combustível. Confira os carros da FEI.
FEI X-10 - primeiro modelo da série, o FEI X-10
foi apresentado pela primeira vez em 1997. O modelo tem
carroceria definida a partir de simulações
aerodinâmicas por computador. “Mesmo na fase
embrionária, ele já despertou interesse ao
fazer cerca de 200 km com um litro de combustível,
o que justificou a complementação do projeto”,
afirma Ricardo Bock, coordenador de Mecânica Automobilística
da FEI.
FEI X-11 - evolução do modelo anterior, o
veículo possui rodas carenadas e um sistema eletrônico
de gerenciamento do motor, que proporcionou a marca de 700km/l.
O FEI X-11 teve o desenvolvimento vinculado a regras internacionais
de competição, que determinam parâmetros
mínimos de segurança, como distância
entre rodas e uso de barra anticapotamento e buzina.
FEI X-12 - terceiro da geração, foi desenvolvido
no ano de 2002, em apenas quatro meses. A diferença
em relação aos modelos anteriores é
a carroceria totalmente estrutural, que dispensa o uso do
chassi. Mas a principais inovações são
as rodas orbitais e a posição do motor próximo
à roda de tração. ”Estas inovações
diminuíram o peso das peças de transmissão”,
explica Bock.
FEI X-13 - o mais recente da série, o modelo conta
com design totalmente reformulado, chassis em alumínio,
banco moldado no corpo do piloto e peças aerodinâmicas
instaladas nas rodas dianteiras para melhorar a performance.
“Foram feitos testes de aerodinâmica simulados
nos mais modernos programas de computador”, comenta
o professor.
HISTÓRIA DE SUCESSO - Instituído
em 1963, o curso de Engenharia Mecânica Automobilística,
do Centro Universitário da FEI (Fundação
Educacional Inaciana), criou no final da década dos
anos 60 o DEPV (Departamento de Estudos e Pesquisas de Veículos),
que deu origem aos projetos FEI X, entre outros.
O FEI X-1 foi projetado como veículo anfíbio
de quatro rodas e propulsão aerodinâmica para
andar, também, sobre um colchão de ar. O carro
foi a sensação do Salão do Automóvel
de 1968 e levou menos de dois meses para ser finalizado.
O protótipo foi seguido pelo FEI X-2, um hovercraft
feito com fundo de armário de madeira. O modelo podia
enfrentar rios, pântanos e terrenos alagadiços
e não tocava o chão porque utilizava um colchão
de ar que suspendia o veículo alguns centímetros
da superfície.
O GT (Gran Turismo) ou FEI X-3, também conhecido
como Lavínia, chamou a atenção até
do presidente da República, Emílio Garrastazu
Médici, no Salão do Automóvel de 1970.
O protótipo, tipicamente esportivo, apresentava perfil
aerodinâmico associado à grande potência.
Com o sucesso do Lavínia, o Governo Federal resolveu
apoiar outros importantes projetos da FEI.
Na década de 70, os protótipos da FEI deixaram
de ser nomeados com a sigla FEI X. Mas ainda houve tempo
para um último modelo, o FEI X-9, que no final de
1972 resultou no primeiro carro de Fórmula Super
Vê. O chassi e as peças de suspensão
eram de alumínio.
Após uma reformulação do Departamento
de Engenharia Mecânica Automobilística e outros
vários projetos inusitados, um grupo de formandos
resolveu apresentar, em 1996, o primeiro de uma série
de veículos supereconômicos que daria origem
à nova série FEI X.
Em 1997 foi apresentado pela primeira vez o modelo FEI
X-10, que tinha como principal objetivo percorrer a maior
distância com o menor consumo de combustível.
A marca alcançada nos testes foi de 200 km com um
litro de combustível. Seguida pelos protótipos
FEI X-11, FEI X-12 e FEI X-13, a nova série da FEI
faz parte das atividades extracurriculares dos alunos.

COMPETIÇÃO DE VEÍCULOS SUPERECONÔMICOS
Data: 30 e 31 de julho - Local: Campo de provas
da Cruz Alta da General Motors
Endereço: Indaiatuba, São Paulo.
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