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2004 |
JULHO - NÃO SEJA A PRÓXIMA VÍTIMA!
Acidente de Trânsito -
Não seja o próximo
Quem não conhecer alguém que já
tenha sofrido ou mesmo tenha sido vítima dos acidentes
de trânsito. Vários são os fatores que
fazem do Brasil o líder mundial em vítimas
dos acidentes. Nos jornais as guerras muitas vezes ganham
bastante espaço, mas as vítimas dos acidentes
de trânsito superam esse número em nosso País.
Vivemos uma guerra em nossas vias e você precisa tomar
cuidado para não ser a próxima vítima.
Abrimos esse espaço na seção Seu Automóvel,
pois precisamos conscientizar melhor as pessoas sobre os
riscos que elas correm todos os dias quando saem de casa.
Acompanhe essa série de matérias.
Aumentam os acidentes causados por
carro e pista ruins
O que antes era impressão geral agora foi
confirmado por uma pesquisa da Scaringella Trânsito,
em parceria com a Connection Tecnologia: as más condições
das vias públicas e dos veículos vêm
contribuindo cada vez mais com as tristes estatísticas
de acidentes de trânsito, embora o fator humano (motoristas
e pedestres) ainda seja a causa mais comum.
Segundo o estudo, o grau de conservação do
veículo, das vias públicas e do meio ambiente
pode interferir (e muito) na gravidade do acidente. De acordo
com Roberto Scaringella, coordenador geral da pesquisa,
"nós não podemos ficar apenas com as
estatísticas, mas sim entender a lógica dos
acidentes e separar todos os fatores".
Só no Brasil, o trânsito mata cerca de 50
mil pessoas por ano, o equivalente a 10% das mortes de trânsito
registradas em todo o mundo. O estudo, realizado nas principais
ruas e avenidas da zona norte da cidade de São Paulo
(entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano) e em rodovias
próximas a São Carlos (em 2000 e 2001) revelou
que em 44% dos casos, o acidente foi causado pelo fator
humano. Em 29% dos acidentes, o fator humano e as condições
do meio ambiente e da via pública foram os causadores.
Já as condições do veículo,
aliadas ao fator humano, são responsáveis
por 19% dos casos analisados. Os 8% restantes foram causados
por todos os fatores combinados.
Segundo Scaringella, o Programa de Inspeção
Veicular poderá ser uma das soluções
para diminuir o número de acidentes, pois consiste
não apenas na avaliação dos itens de
emissão de gases poluentes e de ruídos, mas
também dos itens de segurança dos veículos.
Assim, o número de acidentes causados pelo fator
veículo cairá de forma significativa. Scaringella
afirma que a inspeção veicular trará
a questão da renovação de frota. "Cerca
de 20 a 25% da frota de cada estado é irregular;
é absolutamente grave o fato de que 85% da frota
brasileira não passaria na inspeção",
completa Scaringella.
Mais pesquisas - Várias pesquisas
recentes estão ajudando a fazer uma radiografia dos
acidentes de trânsito no país. Uma delas, feita
pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital
das Clínicas de São Paulo, mostrou que as
vítimas de acidentes de trânsito são
responsáveis por cerca de 65% da ocupação
dos leitos por causa de traumas nos hospitais públicos.
Essas vítimas são, em sua maioria, homens
entre 18 e 26 anos que se envolvem em acidentes urbanos.
Em uma outra pesquisa, realizada pela ABDetran (Associação
Brasileira dos Detrans), envolvendo vítimas de acidentes
de trânsito de quatro grandes capitais (Brasília,
Curitiba, Recife e Salvador), foram examinadas 1.114 vítimas
durante sete dias. Foi constatado que 43% dos acidentes
ocorreram no sábado e no domingo. Em uma aferição
feita em 865 vítimas (78% do total), 61% tinham indícios
de alcoolemia (estado do sangue que contém álcool)
e 27,2% destes excediam 0,6 decigramas de álcool
por litro de sangue, ou seja, embriagados segundo a definição
legal.
Crianças também estão em risco
no trânsito - De acordo com o Ministério
da Saúde Brasileiro, os acidentes com veículo
(pedestre e passageiros) são a causa líder
de morte com crianças entre 01 e 14 anos. Para se
ter uma idéia, a cada ano mais de 1.200 crianças
passageiras morrem como vítimas de acidentes de carro.
Mesmo um motorista cuidadoso não pode controlar
o comportamento dos outros ou eliminar a probabilidade de
um acidente. E nessas ocasiões as crianças
podem ser as maiores vítimas. Viajar sem proteção
é o grande fator de risco para morte e lesões
entre crianças ocupantes de veículos. Se o
passageirinho tem até 04 anos de idade e está
viajando sem proteção, ele corre duas vezes
maior risco de morrer ou se machucar do que se estivesse
viajando com proteção. A maneira como se viaja
no carro pode ser tão importante quanto fatores externos
tais como velocidade do veículo e condições
da estrada.
A coisa mais importante que os pais podem fazer para proteger
suas crianças é nunca sair de carro com elas
sem um sistema de retenção adequado. Crianças
soltas no banco de trás ou no colo de um adulto podem
ser jogadas contra outras pessoas, contra partes do automóvel,
ou até para fora do veículo, pois no momento
de uma colisão ou freada brusca o peso aumenta dezenas
de vezes.
Crianças no banco traseiro têm de 35% a 50%
menos probabilidade de morrer em um acidente de carro. Cadeiras
de segurança, quando instaladas e usadas corretamente,
diminuem os riscos de morte em até 71%. Elas também
reduzem em 69% a necessidade de hospitalização
na faixa etária até 04 anos. Porém,
encontrar a cadeira correta pode ser confuso. É importante
usar a cadeira que seja apropriada ao tamanho e ao peso
da criança e que se adapte devidamente ao seu veículo.
DADOS GERAIS - Para cada acidente com
vitima fatal ocorreu aproximadamente seis acidentes com
feridos e quinze com danos materiais. Esta relação
é bem maior na área urbana, onde os acidentes
de trânsito são menos severos;
Cerca de um em cada cinco vítimas fatais é
um pedestre;
57% dos acidentes fatais ocorrem à noite, com ou
sem iluminação pública, em fluxos relativamente
baixos de tráfego;
Uma parte muito significativa dos acidentes graves ocorre
nos finais de semana;
Os acidentes com feridos representam cerca de 30% do total
de acidentes;
A análise das vítimas fatais por tipo de
acidente demonstra que o atropelamento de pedestre / ciclista
é o que gera maior número de óbitos
(30%);
As colisões traseiras destacam-se nos acidentes
com feridos, mas não entre os acidentes fatais, principalmente
em função da utilização do cinto
de segurança, que reduz significadamente a severidade
desses acidentes, sem, porém, reduzir a freqüência;
Os atropelamentos não se destacam entre os acidentes
sem vítimas, já que quase sempre o pedestre
ou o ciclista atropelado sofre lesões , graves ou
fatais;
40% de todas as vítimas fatais morrem nos finais
de semana, sem levar em consideração sexta-feira
à noite e a madrugada de segunda-feira. Grande parte
(64%) dos atropelamentos fatais ocorrem à noite e
somente 23%, ocorrem nos dias úteis durante a luz
do dia;
Nos acidentes classificados pelo Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT como saídas
de pista pelo menos um veículo deixa a pista quando
o condutor perde o controle do seu veículo. Após
sair da pista, o veículo pode capotar, tombar, bater
em um poste ou árvore, cair no barranco, etc. A saída
em si não gera vítimas. O resultado do acidente
depende do que acontece após o veículo sair
da pista. As saídas de pistas noturnas ocorrem durante
toda à noite, as causas podem variar de excesso de
velocidade, sonolência no volante e até defeitos
na geometria das curvas;
Ser atropelado eqüivale a cair do 45º andar de
um prédio, se o veículo estiver a uma velocidade
de 120Km/h, a cair do 20º andar, se estiver a 80 km/h
e a cair do 11º se estiver a 60km/h.
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