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2004 |
JULHO - SEU BOLSO
Carro sobe mais do que dólar
no semestre
Média de aumento do Preço de Verdade
foi de 11,5%, conforme pesquisa AutoInforme/Molicar. Alguns
modelos tiveram alta de mais de 20% em apenas seis meses.
Em
janeiro deste ano era possível comprar um Gol Special
1.0 duas portas - versão básica do carro mais
vendido no Brasil – com R$ 14,8 mil. Hoje, seis meses
depois, esse carro é vendido a R$ 18,8 mil, isto
é: teve um aumento de 27%. Não se trata de
uma exceção. Muitos modelos, especialmente
os chamados populares - os mais vendidos – tiveram
aumentos expressivos, bem acima do aumento médio
de mercado. A pesquisa da Agência AutoInforme feita
com cotação da Molicar aponta um aumento médio
de 11,5% no Preço de Verdade do carro zero no semestre.
A alta ficou bem acima de todos os indicadores econômicos,
aplicações financeiras e dólar.
O estudo compara mês a mês o Preço de
Verdade – o preço de mercado, aquele realmente
praticado – dos 350 modelos vendidos no mercado interno
(incluídos nesse universo todas as versões
de acabamento e motorização de carros importados
e fabricados no Brasil).
Além do Gol Special mais 13 carros tiveram alta
acima de 20% nos seis primeiros meses do ano (veja tabela),
entre eles o Celta, que passou de R$ 15 mil para R$ 18,9
mil, ficando 26% mais caro, e o Palio 1.0 Fire, cujo preço
saltou de R$ 14,9 mil para R$ 18,6 mil (+ 25%). O aumento
médio do segmento dos populares foi de 15,3% no semestre.
Mas na lista dos carros que mais subiram tem também
carro de luxo e modelos médios. O BMW 320i automático
é o segundo carro que mais subiu de preço
no semestre: + 26,5%, passando de R$ 119 mil para R$ 150,5
mil. O Peugeot 307 Soleil 1.6 16V aumentou de R$ 35 mil
para R$ 43,5 mil e o Civic LX 1.7, com câmbio manual,
registrou alta de 23,16% segundo a Molicar: o seu preço
saltou de R$ 38 mil para R$ 46,8 mil em seis meses.
Para se ter idéia do significado do aumento do preço
médio do carro zero no semestre (11,5%), basta comparar
com os demais índices do mercado. O Preço
de Verdade subiu muito acima dos índices econômicos
e das aplicações financeiras
A aplicação em CDB rendeu 7,7%, índice
semelhante à valorização do dólar
no período: a moeda estadunidense ficou 7,6% mais
cara. A inflação (IGP-M) ficou em 6,7%, enquanto
o custo de vida medido pelo IPC – Fipe foi de apenas
2,7%. O rendimento da caderneta de poupança subiu
3,8% e o índice Bovespa teve queda de - 4,9%.
Isso não significa que o carro tenha sido um bom
negócio para o investidor. O carro é um bem
de consumo e não pode ser visto como investimento.
Além disso o estudo compara o Preço de Verdade
do carro zero em janeiro e em junho, mostrando que quem
comprou no início do ano, fez melhor negócio
do que quem está comprando agora. Mas isso não
significa que o carro comprado em janeiro tenha “valorizado”,
pois o modelo 2004 com seis meses de uso não tem
o mesmo valor do OK.
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