Edição 57

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Pintura | Tinta inteligente evita corrosão provocada por agentes químicos

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2004 | AGOSTO - MELHORANDO A PINTURA
Tinta inteligente evita corrosão provocada por agentes químicos
Uma tinta que evita corrosão em metais e que avisa quando precisa de uma nova demão era tudo com que construtores, arquitetos e decoradores sonhavam. Pois cientistas americanos acabam de criar uma tinta que faz isso.

Engenheiros da Universidade do Estado de Ohio agregaram argila e outros componentes químicos a tinta comum e descobriram que o material resultante da mistura não só evita corrosão de metal como também revela, com a ajuda de raio X, quando a superfície pintada precisa de uma nova demão.

A tinta inteligente é única porque seu pigmento contém minúsculas partículas de argila que capturam os componentes químicos que provocam a corrosão e liberam agentes antiferrugem na quantidade certa quando necessário. "Ela funciona como uma caixinha de areia para gatos high-tech", diz Rudolph Buchheit, professor de ciência e engenharia de materiais da universidade.

O novo material ainda está em testes, e os pesquisadores estão agregando a ele pigmentos que poderiam determinar quando uma superfície precisa ser repintada.

O pigmento contém cério, um dos vários minerais naturalmente anticorrosivos conhecidos. Coberturas de fornos autolimpantes, por exemplo, contêm cério. Mas, explica o pesquisador, esse tipo de cobertura é passivo, porque libera cério continuamente somente até a sujeira acabar. O que os cientistas fizeram foi encontrar um elemento que, a um só tempo, absorvesse o cloreto (principal agente corrosivo do metal) e liberasse cério e outros inibidores da corrosão de forma a proteger continuamente a tinta do craquelamento que antecede o processo corrosivo.

Com os primeiros resultados positivos, os pesquisadores decidiram ver o quanto de cério restava na tinta depois que ela fazia o reconhecimento da ferrugem. Usando a ténica de difração de raio X, eles mediram quanto do cério havia sido usado para sentir o craquelamento e quanto havia restado na tinta -o que indicava se o material precisaria ou não ser repintado.

Segundo os pesquisadores, a nova tinta seria útil, principalmente, em pontes, barcos e aviões, que ficam mais sujeitos à ação dos agentes corrosivos.

UOL Inovação

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