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2004 |
AGOSTO - MELHORANDO A PINTURA
Tinta inteligente evita corrosão
provocada por agentes químicos
Uma tinta que evita corrosão em metais e que avisa
quando precisa de uma nova demão era tudo com que
construtores, arquitetos e decoradores sonhavam. Pois cientistas
americanos acabam de criar uma tinta que faz isso.
Engenheiros da Universidade do Estado de Ohio agregaram
argila e outros componentes químicos a tinta comum
e descobriram que o material resultante da mistura não
só evita corrosão de metal como também
revela, com a ajuda de raio X, quando a superfície
pintada precisa de uma nova demão.
A tinta inteligente é única porque seu pigmento
contém minúsculas partículas de argila
que capturam os componentes químicos que provocam
a corrosão e liberam agentes antiferrugem na quantidade
certa quando necessário. "Ela funciona como
uma caixinha de areia para gatos high-tech", diz Rudolph
Buchheit, professor de ciência e engenharia de materiais
da universidade.
O novo material ainda está em testes, e os pesquisadores
estão agregando a ele pigmentos que poderiam determinar
quando uma superfície precisa ser repintada.
O pigmento contém cério, um dos vários
minerais naturalmente anticorrosivos conhecidos. Coberturas
de fornos autolimpantes, por exemplo, contêm cério.
Mas, explica o pesquisador, esse tipo de cobertura é
passivo, porque libera cério continuamente somente
até a sujeira acabar. O que os cientistas fizeram
foi encontrar um elemento que, a um só tempo, absorvesse
o cloreto (principal agente corrosivo do metal) e liberasse
cério e outros inibidores da corrosão de forma
a proteger continuamente a tinta do craquelamento que antecede
o processo corrosivo.
Com os primeiros resultados positivos, os pesquisadores
decidiram ver o quanto de cério restava na tinta
depois que ela fazia o reconhecimento da ferrugem. Usando
a ténica de difração de raio X, eles
mediram quanto do cério havia sido usado para sentir
o craquelamento e quanto havia restado na tinta -o que indicava
se o material precisaria ou não ser repintado.
Segundo os pesquisadores, a nova tinta seria útil,
principalmente, em pontes, barcos e aviões, que ficam
mais sujeitos à ação dos agentes corrosivos.
UOL Inovação
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