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2004 |
AGOSTO - BARATO QUE SAI CARO
Uso de catalisadores falsificados
aumenta as doenças de inverno
A Umicore, principal fabricante de catalisadores automotivos
com 60% de participação no mercado brasileiro,
alerta para os malefícios à saúde e
ao meio ambiente, causados pelo uso de catalisadores falsificados,
especialmente nesta época do ano. Os equipamentos
falsos não desempenham a função de
transformar os gases tóxicos do motor dos carros
em inofensivos à natureza. Desta forma, poluentes
como o monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido
de nitrogênio são emitidos diretamente na atmosfera,
aumentando drasticamente a poluição do ar.
As principais fontes do monóxido de carbono, poluente
emitido em larga escala, são os carros a gasolina
(49%), a diesel (28%) e a álcool (17%).
“Durante o inverno, as baixas temperaturas e o menor
índice pluviométrico fazem com que o ar não
se movimente, causando o fenômeno da inversão
térmica. Por conseqüência, esses gases
tóxicos ficam presos nas camadas mais baixas, aumentando
e agravando doenças típicas da estação,
como bronquite crônica, rinite alérgica, espirros
e irritação nos olhos, entre outros”,
explica o gerente de Marketing da Umicore, Carlos Eduardo
Moreira. Segundo levantamento da empresa, cerca de 3,5 milhões
de veículos em circulação no Brasil
possuem catalisadores falsos, adulterados ou com o funcionamento
comprometido.
Entenda a falsificação - O
catalisador falsificado não possui a cerâmica
interna, composta por metais nobres responsáveis
pela conversão dos gases. O interior do equipamento
é preenchido com palha de aço ou um pedaço
de tubo do escapamento soldado ao corpo da cápsula
metálica do catalisador, o que confere peso, consistência
e volume semelhantes ao da peça original. “O
preço do catalisador falsificado é bem menor
que o valor cobrado pelo produto original. O consumidor
deve sempre desconfiar dos preços muito atrativos,
procurar lojas de confiança e adquirir peças
em embalagens do fabricante, com direito a certificado de
garantia e nota fiscal da compra”, ressalta Moreira.
Danos ao veículo - Além
dos prejuízos ao meio ambiente e à saúde,
os catalisadores falsificados geram danos ao veículo.
O equipamento é desenvolvido para trabalhar em linha
com o sistema de alimentação dos automóveis.
A desregulagem do sistema de injeção eletrônica,
alteração da contrapressão do sistema
de escapamento, aumento do consumo de combustível
e a perda de rendimento do motor são alguns dos danos
causados por peças falsas. Projetado para ter a mesma
vida útil do veículo, o catalisador pode ser
danificado por impactos. Para saber o momento da troca,
o motorista deve ficar atento a sintomas como perda de rendimento
do motor, barulhos no escapamento ou sensação
de “escape preso”.
Umicore lança catalisador para carros movidos
a GNV - Conhecidos pelos benefícios gerados
ao meio ambiente e ao bolso de seus proprietários,
os veículos movidos a GNV – Gás Natural
Veicular - já somam 1 milhão no Brasil, segundo
dados da Anfavea (Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotivos). Para que um
carro passe a rodar a gás, é preciso realizar
a conversão, que consiste na instalação
de um kit com cilindro e demais componentes, como redutor
de pressão e motor de passo. Contribuindo com esse
mercado em expansão, a Umicore está lançando
um modelo de catalisador especialmente desenvolvido para
carros a GNV.
O diferencial deste catalisador em comparação
aos tradicionais, voltados a veículos a gasolina,
está na transformação completa dos
hidrocarbonetos não queimados e, em especial, do
metano, componente principal do GNV. “Muitos dos catalisadores
otimizados para o combustível ‘gasolina’
não conseguem transformar estes componentes. O metano
é um hidrocarboneto muito estável e, portanto,
precisa de altas temperaturas para sua conversão
ou de um catalisador especial para o GNV. A partir desta
necessidade do mercado, criamos um catalisador específico,
que também é compatível com gasolina”,
explica o gerente de Tecnologia de Aplicação
e Industrial da Umicore, Stephan Blumrich.
A vantagem do GNV em relação aos demais combustíveis
é a emissão, em menor escala, de poluentes
na atmosfera. Entretanto, para que os veículos a
gás poluam menos, é preciso que a conversão
seja bem realizada, com a instalação e manutenção
de todos os componentes do kit e que este trabalho seja
efetuado em oficinas credenciadas pelo INMETRO (Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial). Hoje, o País conta com cerca de 500
oficinas regulamentadas que efetuam a conversão.
Centro de Tecnologia - Para garantir a
correta emissão de gases, a Umicore conta com um
Centro Tecnológico de Emissões Veiculares
(CTEV), um dos mais modernos da América Latina, que
realiza diversos testes que detectam a concentração
exata de poluentes durante a rodagem do veículo.
“O laboratório oferece serviços para
os fabricantes regulamentados de kits de conversão
e oficinas credenciadas que, munidos destas informações,
podem calibrar os produtos de acordo com as necessidades
de cada veículo” ressalta Blumrich.
O CETRA – Centro de Engenharia de Trânsito
– organismo de inspeção credenciado
pelo INMETRO presta consultoria para fabricantes dos kits
e atesta a eficiência do Centro Tecnológico
da Umicore. “Nós indicamos o CTEV da Umicore
a nossos clientes em função dos excelentes
equipamentos e tecnologia disponíveis”, ressalta
o diretor Técnico do CETRA, Marcos de Oliveira César.
O CTEV atende clientes de todo o País e desenvolve
serviços sob medida, fundamentais para o processo
de homologação dos kits de conversão. |