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2004 |
AGOSTO - EM 2005
Novo extintor de incêndio
veicular ABC: mais segurança para o motorista
Com a aprovação pelo Conselho Nacional de
Trânsito (Contran) da resolução nº
157 – do o uso do extintor de incêndio automotivo
com pó “ABC” – os carros produzidos
no Brasil estarão mais seguros contra princípio
de incêndio. A lei valerá para os veículos
produzidos a partir de janeiro de 2005.
Atualmente os extintores veiculares são capazes
de apagar princípios de incêndio de classes
B e C. Entenda-se por classe B, os combustíveis líquidos:
óleo, gasolina, álcool e outros. E por classe
C, materiais elétricos energizados como, por exemplo,
a bateria do carro e fiação elétrica
e outros dispositivos elétricos.
Já os novos extintores de incêndio veiculares
com pó ABC são dotados de uma tecnologia que
os tornam mais eficientes do que os atuais equipamentos
próprios para classes B e C, uma vez que são
capazes de apagar princípio de incêndio da
classe A. Entenda-se por classe A, materiais sólidos
combustíveis como por exemplo revestimentos, estofamentos,
pneus, painéis, tapetes, puxadores etc.
Além da maior capacidade extintora, que é
o tamanho do fogo que o extintor pode apagar, a outra vantagem
do “ABC” sobre o “BC” é a
sua garantia, cinco anos. Atualmente os extintores originais
de fabrica com pó químico “BC”
possui três anos de garantia e os recondicionados
um ano. Essa mudança beneficiará o consumidor
porque o novo equipamento é mais seguro, mais potente
e o prazo de garantia é maior.
Com a aprovação da resolução,
a fabricação do extintor com pó “BC”
termina em 2004. Sua substituição pelo extintor
“ABC” será gradual e acontecerá
entre 2005 e 2009, a medida em que for vencendo o prazo
de validade do teste hidrostático (cilindro) e não
da carga.
Apesar de todos os avanços tecnológicos
e a introdução de novos sistemas de segurança
nos automóveis, os números de incêndios
veiculares são altos. Segundo a última estatística
divulgada pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São
Paulo, no ano de 2002, o fogo em veículos foi responsável
por 2.642 ocorrências, ou, sete carros por dia, em
média. Somam-se a esses números, além
de diversas outras ocorrências nos outros estados,
as notificações não registradas pelos
bombeiros porque, provavelmente, foram controladas pelos
próprios ocupantes dos veículos e, seguramente,
com o uso dos extintores automotivos.
O risco de incêndio está presente em razão
do aumento extensivo do uso de materiais combustíveis
nos veículos, tais como, plásticos, borrachas,
conduítes, painéis, bancos, tapetes, puxadores
das portas, etc. E o controle destes materiais, realizado
com base no índice de propagação de
chamas de 250 mm por minuto, não é rigoroso
o suficiente para determinar a segurança contra incêndio
nos veículos. Estes produtos inflamáveis presentes
nos carros podem ser ignizados a partir de um curto-circuito
ou falha elétrica e, conseqüentemente, podem
terminar provocando um princípio de incêndio.
Em resumo, não promovem adequadamente a seleção
dos materiais.
Tão grave quanto isto, é o vazamento do
combustível através das mangueiras de distribuição
do veículo, fato este, já tivemos a oportunidade
de investigar. Em vários acidentes o corte automático
do combustível não foi o suficiente para evitar
a combustão.
Só a introdução de novas tecnologias
não basta. O correto é implementar programas
de esclarecimento e treinamento para habilitar os motoristas,
o que já vem sendo feito. Esta campanha institucional
educativa, em âmbito nacional vem promovendo a orientação
e educação para os futuros motoristas, através
das auto-escolas / CFC (Centro de Formação
de Condutores), para que os mesmos sejam capazes de combater
o princípio de incêndio e fazer a manutenção
correta do extintor de incêndio a fim de mantê-lo
em boas condições de uso. Há também
treinamento e capacitação para policiais militares
e rodoviários.
Tal campanha será levada para escolas, e divulgada
nos veículos de comunicação de massa.
Foram distribuídos cinco milhões de folhetos
educativos em postos de pedágio.
Engenheiro José Carlos Tomina, chefe
do Agrupamento de Segurança ao Fogo do IPT
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