Edição 57

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Bicos | Limpeza garante durabilidade dos bicos injetores

Gás | Linha especial de cabos e velas de ignição para carros a gás

Pneus | Atenção com os pneus garante uma viagem segura

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Segurança | Novo extintor de incêndio veicular ABC

Vida nova | Óleo para motores de alta quilometragem

Mecânica em Dias | Importância da
troca de óleo

Visão de Mercado | Automóveis: o futuro do motor a gasolina

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2004 | AGOSTO - EVITANDO DOR DE CABEÇA
Cuidado na hora de colocar um vidro novo no carro
Vidros de carros roubados, desmanches ou que foram substituídos por blindados têm chassi apagado e retornam ao mercado por preços mais baixos

Na hora de colocar um vidro novo no carro, todo cuidado é pouco. Isso porque é muito comum que o material utilizado não seja original. A origem de tais produtos pode ser carros roubados, desmanches ou blindadoras, que retiram o vidro dos carros em desuso, apagam seu chassi e recolocam o produto no mercado por um preço bem mais em conta. Além de ilegal, no processo de retirada do vidro é muito comum ocorrerem micro fissuras, que comprometem a durabilidade do produto.

O alerta é feito pela Abravauto (Associação Brasileira de Revendedores de Vidros Automotivos), que com 110 associados por todo o Brasil, tem por finalidade auxiliar lojistas e distribuidores do setor. A associação desenvolve programas de capacitação e treinamento de pessoal, fomenta debates acerca das tendências do mercado, dá dicas sobre a maneira mais correta e econômica de se utilizar produtos e, ainda, implementa discussões a respeito da qualidade dos materiais, além de estar sempre atenta à divulgação de lançamentos do setor.

No caso da colocação de vidros não originais, a única segurança do proprietário, que detém toda a responsabilidade por aquilo é utilizar os serviços de um prestador idôneo e sempre requisitar nota fiscal. Os vidros oriundos desse mercado paralelo e ilegal podem trazer complicações jurídicas ao dono do carro se, durante uma vistoria ou perícia, for detectada a presença de tais produtos no veículo.

Probido por Lei, vidro temperado na parte dianteira do carro gera riscos de segurança - Por ser até 50% mais barato que o vidro recomendável - o laminado – vidro temperado, que representa riscos para o usuário, ainda é sugerido no momento da troca

Desde 1990, o uso de vidro temperado na parte dianteira do automóvel é proibido por lei (artigo 1o da resolução do Conselho Nacional de Trânsito número 710, de 16 de agosto de 1988). Devido às suas propriedades, numa colisão, tal vidro se despedaça em pequenos pedaços, tornando-se um grande perigo aos usuários. A solução encontrada foi substituí-lo pelo laminado, que, ao invés de se despedaçar em partes, apenas trinca. O alerta é da Abravauto - Associação Brasileira de Revendedores de Vidros Automotivos.

Por motivos de segurança, a Abravauto aconselha que o usuário atente para essa questão. O fato de o vidro temperado poder ser até 50% mais barato que o laminado faz com que muitos pontos comerciais vendam gato por lebre.

Os consumidores finais alegam não saber distinguir um pára-brisa temperado de um laminado. A diferença entre eles consiste no fato de o laminado possuir uma identificação de procedência, o que não acontece com o temperado.

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