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2004
| AGOSTO - GÁS NATURAL
Turbo é desenvolvido
para Polo Tricombustível
Equipamento proporciona funcionamento eficiente com álcool,
gasolina e até gás natural
Um turbo que funciona com álcool, gasolina, qualquer
mistura desses dois combustíveis e até com
GNV é um dos componentes que contribuíram
para o êxito do projeto do motor "Tri Fuel",
desenvolvido pela Bosch, num automóvel Volkswagen
Polo 1.6. A proposta é proporcionar uma alternativa
viável de aproveitamento de combustíveis alternativos,
com desempenho eficiente, economia de combustível
e reduzido nível de emissão de poluentes,
como dióxido de carbono, responsável pelo
efeito estufa, hidrocarbonetos, monóxido de carbono
e óxidos de nitrogênio.
O turbo utilizado no projeto é um modelo Garrett
GT15S, calibrado para pressão entre 0,8 e 0,9 bar.
Com a utilização de gasolina, o motor do VW
Polo apresentou a potência de 102 cv e permitiu a
sua elevação para 108 cv, com GNV, e para
119 cv, com o álcool. Em testes de aceleração,
o Polo 1.6 tricombustível, com gasolina, registrou
13,4 segundos para atingir a velocidade de 100 km/h. Com
GNV o tempo foi reduzido para 12,1 segundos e com álcool
chegou a 11,2 segundos.
Na avaliação do engenheiro Fábio
Souza Ferreira, gerente da área de injeção
eletrônica da Bosch e responsável pelo desenvolvimento
do protótipo, o objetivo do projeto é oferecer
às fábricas de automóveis alternativas
viáveis de utilização de combustíveis
com a melhor relação custo/benefício.
Fábio Ferreira acrescenta que o projeto também
teve o desafio de proporcionar um carro com dirigibilidade
agradável e de muita eficiência geral.
Celso Samea, diretor comercial da Garrett, esclareceu
que a empresa participa ativamente de programas voltados
para a evolução tecnológica da indústria
automobilística e que resultem em benefícios
ao consumidor. "Por isso, aceitamos o desafio de participar
do projeto da Bosch, que surge num momento oportuno em que
o mundo se defronta com alta do preço do petróleo.
Em situações como essa, a engenharia brasileira
costuma descobrir soluções, como ocorreu com
o Proálcool, na década de 80 e, atualmente,
com as perspectivas de desenvolvimento do biodiesel e a
estratégica adoção dos veículos
flexíveis", finalizou Samea.
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