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2004 |
OUTUBRO l VIDROS SEM RISCOS
Pára-brisa deve ser bem
colocado
Por ser dispositivo de segurança, aparato precisa
seguir normas rígidas de segurança. Veículos
com air bags requerem cuidados especiais
Por ser considerado um dispositivo de segurança,
o pára-brisa de um automóvel requer alguns
cuidados especiais. Na hora de sua colocação,
é preciso que os processos estejam de acordo com
as Normas Internacionais de Segurança FMVSS 212-208
(Federal Motor Vehicle Safity Standards) para assegurar
que o trabalho atenda aos requisitos necessários
para garantir a segurança do veículo. O alerta
é feito pela Abravauto (Associação
Brasileira de Revendedores de Vidros Automotivos).
Na prática, isso significa que o pára-brisa
deve ser fixado à estrutura do carro por adesivos
automotivos especialmente desenvolvidos para este objetivo.
Além da qualidade do produto, é necessário
atentar para o seguinte fato: no processo de colocação
do dispositivo, o carro não pode ser liberado até
que o adesivo tenha tido suficiente “tempo de cura”,
que nada mais é do que o tempo da primeira secagem
da cola para que o veiculo possa ser liberado com segurança.
Portanto, é fundamental que se respeite esse intervalo,
recomendado pelo fabricante da cola.
Caso tais procedimentos básicos não sejam
seguidos, podem ocorrer falhas na colagem do vidro, que
pode se soltar em determinados pontos. Além disso,
são grandes as chances de infiltração
de água no interior do veículo quando for
exposto à chuva. Por fim, um som incômodo,
como se fosse um assobio, pode perturbar os usuários
quando o carro estiver em alta velocidade. O som é
causado pelo ar que penetra no automóvel através
das frestas deixadas pela má colagem.
Veículos com air bags requerem cuidados especiais
- No caso de veículos com air bags, vale uma atenção
extra: é necessário um maior tempo para a
sua liberação, ou então a utilização
de adesivo com cura mais rápida. A entidade ressalta
ainda a existência de estudos indicando que veículos
com air bags geralmente exercem seis vezes mais força
sobre o pára-brisa do que um carro sem o acessório,
fato que faz com que tais veículos demandem adesivos
mais fortes.
Apenas com o uso de adesivos adequados os instaladores
de vidros automotivos estão aptos a atender os requisitos
das normas FMVSS, possibilitando uma condição
segura para os ocupantes dos veículos. A Abravauto
lembra ainda que para garantir qualidade dos trabalhos,
os técnicos devem estar bem treinados e utilizar
somente os adesivos que esteja dentro dos padrões
de segurança. Além disso, faz-se necessário
que se sigam as instruções do fabricante e
que também seja utilizados vidros que atendam aos
requisitos de segurança.
Vidro Temperado na parte dianteira é proibido
por Lei - Por ser até 50% mais barato que
o vidro recomendável - o laminado – vidro temperado,
que representa riscos para o usuário, ainda é
sugerido no momento da troca
Desde 1990, o uso de vidro temperado na parte dianteira
do automóvel é proibido por lei (artigo 1o
da resolução do Conselho Nacional de Trânsito
número 710, de 16 de agosto de 1988). Devido às
suas propriedades, numa colisão, tal vidro se despedaça
em pequenos pedaços, tornando-se um grande perigo
aos usuários. A solução encontrada
foi substituí-lo pelo laminado, que, ao invés
de se despedaçar em partes, apenas trinca. O alerta
é da Abravauto - Associação Brasileira
de Revendedores de Vidros Automotivos.
Por motivos de segurança, a Abravauto aconselha
que o usuário atente para essa questão. O
fato de o vidro temperado poder ser até 50% mais
barato que o laminado faz com que muitos pontos comerciais
vendam gato por lebre.
Os consumidores finais alegam não saber distinguir
um pára-brisa temperado de um laminado. A diferença
entre eles consiste no fato de o laminado possuir uma identificação
de procedência, o que não acontece com o temperado.
Sobre a Abravauto - A Abravauto (Associação
Brasileira de Revendedores de Vidros Automotivos), com 110
associados por todo o Brasil, tem por finalidade auxiliar
lojistas e distribuidores do setor. A associação
desenvolve programas de capacitação e treinamento
de pessoal, fomenta debates acerca das tendências
do mercado, dá dicas sobre a maneira mais correta
e econômica de se utilizar produtos e, ainda, implementa
discussões a respeito da qualidade dos materiais,
além de estar sempre atenta à divulgação
de lançamentos do setor.
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