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2005 |
JANEIRO l MEIO AMBIENTE II
Carro de corrida é movido
a gás de cozinha e óleo de girassol
Graças a uma equipe de engenheiros franceses,
juntar gás de cozinha e óleo de girassol pode
agora resultar em algo mais do que receitas culinárias.
Pode resultar, por exemplo, num super carro de corrida não
poluente.
"O carro do futuro terá que respeitar o meio-ambiente.
Esta é a única forma de criarmos um sistema
de transporte auto-sustentável," afirma Alain
Lebrun, coordenador do projeto IdéeVerte Compétition,
cujo desafio é a criação de um carro
de corridas competitivo e com o menor nível possível
de emissão de poluentes.

O combustível escolhido foi o GLP - Gás Liquefeito
de Petróleo, o conhecido gás de cozinha, um
dos combustíveis menos poluentes do mundo. E, como
carros de corrida funcionam no limite da resistência
mecânica, ele também deve ter um lubrificante
digno de ser chamado de ambientalmente correto. Para isso
foi escolhido o óleo de girassol.
Para quem acha que "carros verdes", também
chamados de ambientalmente corretos, têm que parecer
extravagantes e andar lentamente, o protótipo alcança
a velocidade final de 315 km/h, mais do que suficiente para
competir em várias modalidades.
Para viabilizar o projeto, os engenheiros foram buscar
tecnologias da era espacial, de olho principalmente na segurança
do veículo e do piloto. A tecnologia foi repassada
pela Agência Espacial Européia.
A carroceria recebeu o mesmo sistema de isolamento térmico
utilizado no foguete francês Ariane. A preocupação
era de que a temperatura de até 1000° C do sistema
de escapamento primário pudesse se espalhar e atingir
os tanques de gás. Além do ganho na segurança,
o material refratário mantém a temperatura
do motor, aumentando seu desempenho.
Os tanques ainda receberam uma proteção adicional,
a mesma que equipa os motores do foguete Ariane. O material
térmico é tão eficiente que o carro
pode pegar fogo durante 45 minutos antes que o recipiente
de gás atinja uma temperatura que cause a abertura
das válvulas de segurança. Ou seja, explodir,
nem pensar.

Os tanques de GLP foram construídos com uma liga
leve de titânio mais resistente do que qualquer aço
conhecido, também desenvolvida para o programa espacial
francês. Se tudo isso não bastasse, o carro
é equipado com extintores de incêndio dos foguetes
russos, que podem ser acionados manualmente ou de forma
automática por meio de sensores que detectam níveis
de calor acima do normal.
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