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2005 |
JANEIRO l DESENVOLVENDO A TEORIA NA PRÁTICA!
Antes de receber o diploma
estudantes constróem um monoposto da Fórmula
SAE
Grupo de alunos projeta carro para aprender e disputar
o campeonato.
Antes mesmo de concluir o curso de engenharia mecânica,
um grupo de estudantes da UFRJ (Universidade Federal do
Rio de Janeiro) já construiu um carro de corridas,
ao qual deram o nome provisório de F1. Apaixonados
por automóveis, projetaram um monoposto da Fórmula
SAE, categoria criada pela SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros
da Mobilidade), para dar aos estudantes a oportunidade de
se exercitarem na atividade em que brevemente irão
trabalhar.
Com esse carro, vão representar a faculdade e o
Rio de Janeiro no Campeonato da Fórmula SAE, que
será disputado a partir do próximo ano. Para
as provas do calendário, o F1 estará ainda
mais competitivo, porque o motor a álcool de 500
cm³ de cilindrada vai receber um turbo Garrett que,
pelo menos, duplicará a potência, atualmente
com 54 cv. Com peso de apenas 300 quilos, a velocidade atual
de 100 km/h será ampliada para mais de 150 km/h.
Já no primeiro teste, esses jovens foram aprovados
com o segundo lugar na competição entre faculdades
de engenharia, disputada na área de estacionamento
do Transamérica Expo Center, local do Congresso SAE
2004, em São Paulo (SP). O troféu conquistado
representou a comprovação do êxito do
projeto e se constituiu em incentivo para o grupo. Tão
importante quanto o troféu foram os elogios recebidos
de Wilson Fittipaldi Júnior, que aceitou convite
para entrar no carro e avaliar o trabalho dos estudantes.
Sob a orientação do professor Fernando Castro
Pinto, os estudantes - entre os quais Paula, que também
cuida da comunicação do grupo - desenharam
o chassi, a suspensão e os demais componentes numa
folha de papel vegetal. Depois, cortaram os tubos de acordo
com as medidas previstas e deram forma à estrutura.
Em seguida, construíram os braços da suspensão
independente para as quatro rodas, o tanque, o banco e instalaram
pedais, volante, assim como o conjunto de freios a disco,
a transmissão, o motor da Honda CB 500 e caixa de
câmbio de quatro marchas, cobertos por uma carroceria
mesclada em chapa e em fibra de vidro. As rodas são
de ferro, do Chevrolet Celta, e os pneus, do tipo "slick",
têm medidas 175x50x13, da Fórmula Renault.
Equipe l Na opinião dos estudantes, o resultado das
provas é apenas um detalhe. Para eles, a vitória
será gratificante, mas a prioridade é aprender,
aprimorar os seus talentos e garantir a oportunidade de
trabalhar numa montadora, onde poderão ajudar a projetar
carros modernos, confortáveis, eficientes e seguros.
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