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2005 |
JANEIRO l EM TEMPOS DE GUERRA
Fique esperto na hora de comprar
um blindado usado
Muitos dos cuidados adotados na aquisição
de um carro usado normal também devem ser tomados
na compra de veículos blindados.
O alerta é da Abrablin (Associação
Brasileira de Blindagem). Uma das preocupações
específicas é verificar se o revendedor possui
o Certificado de Registro (CR) junto ao Exército.
É o mesmo documento exigido das blindadoras, porque
os blindados são produtos controlados.
A blindadora também é obrigada a emitir
a seus clientes um Termo de Responsabilidade. Nele está
contido o Relatório Técnico Experimental (ReTex),
que confirma se os materiais utilizados na blindagem foram
aprovados em testes feitos pelo Exército, afirma
Franco Giaffone, presidente da Abrablin.
É preciso levar em consideração não
apenas o custo e o acabamento do veículo, mas, acima
de tudo, a segurança que oferece. É necessário
conferir se a blindagem foi realizada tanto na parte transparente
(vidros), quanto nas áreas opacas. O Exército
não permite blindagens parciais. Deve-se checar se
toda a cabine está devidamente protegida.
Os principais pontos do carro a serem observados são
a suspensão e freios. É comum haver um desgaste
devido ao excesso de peso adicionado ao veículo,
o que pode prejudicar itens de suspensão, como amortecedores
e molas, e o desempenho do motor.
Normalmente, a blindadora que executou o serviço
é a encarregada pela conservação dos
equipamentos. Porém, é prudente confirmar
junto à revendedora quem é o responsável
por essa manutenção. No momento da compra,
deve-se observar se a blindadora que efetuou o serviço
ainda existe. Se a empresa já tiver fechado, não
há a quem recorrer em caso de defeito. Além
disso, o veículo perde valor no mercado.
O vidro blindado é um item que merece muita atenção.
Ele é formado por lâminas de vidro e outros
produtos, que são vulneráveis ao calor e umidade
em excesso. Com o passar do tempo, pode haver a delaminação
(descolamento das lâminas), que diminui a resistência
balística. Isso se verifica facilmente pelo surgimento
de bolhas. Neste caso, a Abrablin recomenda a troca do vidro.
Fonte: Franco Giaffone, presidente da Abrablin
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