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2005
| JANEIRO l PASSANDO PELA GUERRA, CHEGANDO
EM NOSSAS RUAS
A FAB e as armas inteligentes
HAIFA, Israel - Os pilotos dos caças Super Tucano
(o ALX da Embraer), usados pela Força Aérea
Brasileira no patrulhamento da Amazônia, terão
em breve, a bordo, dois sistemas que os aproximam dos usados
nos jatos de combate mais modernos do mundo. O primeiro
é o capacete especial. O segundo é uma curiosa
versão para uma bomba 'inteligente'. Ambos estão
sendo desenvolvidos pela Elbit, empresa de tecnologia bélica
de Haifa, 44ª no ranking global do setor de defesa.
Num dos laboratórios da sede da empresa, nessa cidade
ao Norte que se transformou no pólo de alta tecnologia
de Israel, os engenheiros trabalham num programa similar
ao já existente na Força Aérea dos
EUA, dos países da Otan e de Israel.
No capacete - feito sob medida para cada piloto e conectado
a uma central computadorizada -, o visor à frente
dos olhos se transforma no painel, com as principais informações
de vôo projetadas em caracteres verdes diante dos
olhos. Está em testes também um sistema que
permite ao piloto coordenar o lançamento de mísseis
e bombas, controlando o alvo pelos movimentos dos olhos.
Já a bomba faz parte do chamado Kit Lizard, mecanismo
de controle 'inteligente' que pode ser acoplado a um artefato
comum. Depois da detecção do alvo pelo radar
- feito pela italiana Faer para o ALX -, uma vez que a bomba
é lançada, o Lizard se encarrega de transformá-
la quase em um míssil Ar-Terra ao ampliar sua precisão.
Com isso, o armamento fica mais barato e eficiente.
O interesse brasileiro se deve pelo fato de este ser um
mercado onde a maior parte dos sistemas não é
compartilhado, por motivos óbvios. Com isso, a necessidade
de soluções personalizadas é capaz
de reduzir a diferença eventual entre o poderio aéreo
num eventual conflito.
As engenhocas, no entanto, não servem só
para matar. A empresa estuda o projeto de um capacete comum
para ser usado por motociclistas nas ruas, dotado do leitor
ótico, reduzindo riscos de acidentes. Outro exemplo
já está em testes, agora na área de
nanotecnologia: o sistema que transmite e recebe os dados
da central no equipamento foi miniaturizado e instalado
em um stent, dispositivo já utilizado para desobstruir
artérias do coração.
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