Edição 61

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Combustível | Surge nova alternativa para enfrentar perda de dinamismo tecnológico

Choque | Aprovado o primeiro dispositivo de alerta que previne colisões

E pode? | Conheça os novos pneus sem ar

Novo | Sistema de tração integral foi possibilitada por aço magnético

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Da guerra | A FAB e
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2005 | JANEIRO l ESTÓRIA DE PESCADOR? QUE NADA!
Pneus sem ar
Um contra-senso lingüístico, um retorno ao passado, uma olhada no futuro

No Salão de Paris, a Michelin lançou soluções não pneumáticas – para pneus. Contra-senso, claro, já que a palavra pneumática significa ciência que estuda as propriedades físicas do ar e dos outros gases, e a palavra pneumático significa aro de borracha cheio de ar com que se reveste rodas de veículos. Sem ar, então, pelo menos no que se refere à língua portuguesa, não são pneus.

Um retorno ao passado, já que os primeiros carros, chamados então de carruagens sem cavalos, usavam aros de borracha maciça ao redor de suas rodas (geralmente de madeira) – e a roda de borracha cheia de ar, que viria a ser chamada de pneumático, só apareceu bem mais tarde.

Uma olhada no futuro, sem dúvida, já que os pneus, assim como tudo aquilo que hoje conhecemos como itens tecnológicos, estão com seus dias (anos, ou mesmo décadas) contados.

São três linhas de produtos, Airless (sem ar), Tweel (contração de tire e wheel, pneu e roda) e Active Wheel (roda ativa), que de acordo com a Michelin devem chegar a mercado num prazo de 15 anos. O Airless não precisa ser inflado (lógico, é sem ar), não fura e dispensa manutenção; o Tweel tem banda de rodagem de borracha e raios flexíveis que a unem ao centro, que por sua vez se liga ao eixo – indicado a aplicações militares, máquinas de engenharia civil e cadeiras de rodas; o Active Wheel é um sistema de roda que inclui motor de tração e suspensão ativa, podendo ser aplicado como definição de veículos de tração simples ou múltipla, elétrico a baterias ou a células de combustível, e híbridos.

Simulador ajuda a otimizar desenho de pneus
A empresa japonesa Bridgestone anunciou o início da utilização real de uma nova tecnologia de simulação que é capaz de prever o desempenho de pneus em virtualmente qualquer superfície. A nova tecnologia, batizada de CROSS ("Comprehensive Road Surroundings Simulation"), permite a simulação do comportamento dos pneus em rodovias pavimentadas ou não, secas ou cobertas por chuva ou neve e até em ambientes "off-road".

O programa CROSS é uma ferramenta inovadora em uma área muito especializada, chamada de terramecânica, que estuda o comportamento do solo quando submetido a cargas. Por ser uma ferramenta de simulação intensiva em cálculos, o programa exige um supercomputador para funcionar. A empresa espera utilizar os resultados das simulações para otimizar os desenhos dos pneus de veículos quatro por quatro, equipamentos de movimentação de terra, tratores agrícolas e qualquer outro tipo de veículo que trafegue em condições de pavimentação não ideais.

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