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2005 |
MARÇO l CONHECENDO MELHOR SEU AUTOMÓVEL
Direção Hidráulica:
evitando e corrigindo erros de condução
Se você não puder contar com a força
que aciona a direção hidráulica devido
a parada do motor ou a falha no funcionamento do sistema,
você poderá, ainda assim, esterçar,
mas será necessário usar mais energia muscular.
AO DIRIGIR NAS CURVAS
É importante fazer curvas a velocidade adequada.
Muitos acidentes noticiados em jornais, segundo os quais
o motorista perdeu o controle, acontecem em curvas. Eis
a razões:
Seja o motorista experiente ou novato, ao dirigir em curvas,
eles estão sujeitos às mesmas leis da física.
O atrito dos pneus contra a superfície da pista faz
o veículo sair da rota quando as rodas dianteiras
estão esterçadas. Se não houver atrito,
a inércia manterá o veículo na mesma
direção. Você pode perceber esta condição
quando dirigir sobre a pista escorregadia.
Atrito obtido numa curva depende da condição
de seus pneus e da superfície da pista, do ângulo
da curva e da velocidade desenvolvida, constituindo esta,
um fator que você pode controlar ao fazer curvas.
Suponha que você esteja fazendo uma curva fechada
e, repentinamente, aplica os freios. Os dois sistemas de
controle - direção e freio - têm de
atuar simultaneamente nos quatro pontos de aderência
dos pneus com a superfície.
Se a frenagem for violenta será maior a demanda
nos quatro pontos. Você poderá perder o controle.
O mesmo pode acontecer se você estiver fazendo uma
curva fechada e acelerar subitamente. Os dois sistemas de
controle envolvidos - direção e aceleração
- podem superar aderência dos quatro pneus e fazer
com que você perca o controle. Se isto acontecer alivie
o pedal do acelerador, faça a curva na direção
desejada e dirija mais devagar.
Os sinais de limite de velocidade próximos de curvas
indicam necessidade de ajuste da velocidade. Evidentemente
os limites de velocidades são baseados em condições
ideais do tempo e da estrada. Sob condições
menos favoráveis, reduza a velocidade.
Se for necessário reduzir a velocidade ao se aproximar
de uma curva, faça-o antes de chegar à curva,
enquanto as rodas dianteiras estão em linha reta.
Tente ajustar à velocidade que permita dirigir
na curva. Mantenha velocidade razoável e constante.
Espere para acelerar somente quando sair da curva e acelere
lentamente retomando a linha reta.
ESTERÇAMENTO EM EMERGÊNCIAS
Em algumas situações o esterçamento
pode ser mais eficaz do que as frenagens. Por exemplo, você
se aproxima de uma colina e encontra um caminhão
parado em sua pista, ou se de repente um carro aparece de
algum lugar, ou então, se uma criança sai
correndo entre veículos parados e pára bem
a sua frente. Você poderá evitar estes problemas
freando - se houver a possibilidade de parar a tempo. Mas
algumas vezes isto não é possível;
não há espaço. É o momento para
uma ação defensiva - contornar o problema.
Seu veículo pode desempenhar muito bem em situações
de emergência como a descrita acima. Primeiramente
aplique os freios - não aplique o suficiente para
travar as rodas dianteiras. É melhor reduzir o máximo
possível a velocidade numa situação
de possível colisão.
A seguir contorne o problema, para a direita ou para a
esquerda, conforme o espaço que houver.
Uma situação de emergência como a descrita
anteriormente exige muita atenção e rapidez
de decisão. Se você estiver segurando o volante
da direção conforme recomendado, na posição
entre 9 e 3 horas de um relógio, você poderá
fazer uma curva de 180º rapidamente sem levantar a
mão do volante. Mas você tem que fazer movimento
rápido, esterçar rapidamente e em seguida
retomar a linha reta assim que ultrapassar o objeto.
O fato de que as situações de emergência
são sempre possíveis é razão
suficiente pra exercitar-se em dirigir sempre na defensiva
e usar corretamente os cintos de segurança.
VOLTANDO PARA A PISTA
Poderá haver situações em que as rodas
do lado direito saiam da pista e caiam no acostamento.
Se o nível do acostamento estiver um pouco abaixo
da pista, é muito fácil voltar. Solte o acelerador
e se nada houver a sua frente, esterce para que o veículo
volte à pista. Você pode girar até 1/4
de volta do volante da direção para que as
rodas dianteiras façam contato com a borda da pista.
A seguir gire o volante para alinhar o veículo.
1. Borda da pista
2. Desacelere
3. Gire aproximadamente 1/4 de volta do volante da direção
4. Retome a linha reta
PERDA DE CONTROLE
Vamos recapitular o que os especialistas do volante dizem
sobre o que acontece quando os principais sistemas de controle
(freios, acelerador e direção) não
oferecem aderência suficiente entre os pneus e a estrada
e não obedecem ao comando do motorista.
Em qualquer tipo de emergência, jamais desista! Não
tome a atitude de acionar os freios e fechar os olhos. Tente
manter o controle da direção e procure sempre
uma via de escape ou área de menor perigo.
DERRAPAGENS
Numa derrapagem, o motorista pode perder o controle do
veículo. Os motoristas que dirigem na defensiva evitam
maior parte das derrapagens dirigindo de acordo com as condições
existentes, e não negligenciando-os. Mas as derrapagens
são sempre possíveis.
Os três tipos comuns de derrapagem estão
relacionados com os sistemas de controle de seu veículo.
Na derrapagem devido a frenagem, as rodas do veículo
não estão girando. Nas derrapagens laterais,
o excesso de velocidade faz deslizar os pneus, com a perda
da capacidade de completar a curva. Na derrapagem por aceleração,
o excesso de aceleração faz com que as rodas
de tração girem além do necessário.
A derrapagem lateral e de aceleração são
melhor controladas tirando-se o pé do acelerador.
Se seu veículo começar a derrapar (como acontece
quando você vira uma esquina em pista molhada), tire
o pé do acelerador assim que perceber a derrapagem.
Esterce o volante na direção desejada. Se
você esterçar rapidamente, o veículo
recuperará a direção reta. A seguir
endireite as rodas dianteiras.
Evidentemente, haverá redução de
aderência quando houver água, pedriscos ou
outros materiais na pista. Para segurança, reduza
a velocidade e dirija conforme estas condições.
É importante reduzir a velocidade em superfícies
escorregadias, pois as distâncias de frenagem serão
maiores e o controle do veículo mais fácil.
Ao dirigir em superfície que apresente pouca aderência,
tente tudo para evitar os esterçamentos, acelerações
ou frenagens repentinas (incluindo a aplicação
de freio-motor severo, usando marcha muito reduzida). Qualquer
movimento súbito poderá causar derrapagem
dos pneus. Pode ser que você perceba a pista escorregadia
apenas depois que seu veículo comece a derrapar.
Aprenda a reconhecer alguns indicadores - tais como muita
concentração de água, que torna a pista
espelhada; em caso de dúvida, reduza a velocidade.
Nas derrapagens por aplicações dos freios,
quando as rodas não estiverem girando, alivie a pressão
no pedal do freio para que elas comecem a girar novamente.
Isto devolve o controle da direção.
O sistema de freios anti-travantes nas rodas traseiras
ajudam a evitar somente a derrapagem das rodas traseiras.
Quando for necessário parar subitamente, pressione
firmemente o pedal do freio. Quando as rodas dianteiras
começarem a girar, você recuperará o
controle da direção.
PNEU FURADO
Com o veículo em movimento, é raro um pneu
estourar, principalmente se a manutenção for
adequada. Se o ar escapar de um pneu, é muito provável
que haja vazamento lento. Mas se um pneu estourar, observe
os pontos abaixo:
Se o problema for em roda dianteira, o pneu criará
um arraste que puxará o veículo para aquele
lado. Tire o pé do acelerador e segure firmemente
o volante da direção. Tente corrigir o curso
e manter-se na pista e a seguir freie lentamente para parar
fora da pista.
Um estouro em roda traseira, especialmente em curva, atua
como derrapagem e exige a mesma correção necessária
para o caso de derrapagem. Em qualquer estouro de pneu traseiro,
tire o pé do pedal do acelerador. Controle o veículo
pelo volante tentando mantê-lo na direção
que você deseja. Poderá haver trancos e ruídos,
mas você poderá controlar a direção.
Freie lentamente até parar fora da pista se possível.
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