Edição 63

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2005 | MARÇO l CRESCIMENTO
Veículos a gás batem recorde

Antes do final de 2005, poderá ser alcançada a meta de 1 milhão de veículos movidos a gás natural fixada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). A avaliação é do coordenador do Comitê de GNV da entidade, Rosalino Fernandes, baseada no novo recorde, obtido em janeiro, de conversões para o gás natural veicular (GNV).

No primeiro mês do ano, 25,215 mil veículos – o total da frota brasileira é de 863,841 mil unidades – passaram a circular com esse combustível. “Nós acreditamos que se o número de conversões se mantiver entre 24 mil a 25 mil mensais, a meta de 1 milhão de veículos convertidos poderá ser alcançada em qualquer mês, de maio a outubro”, disse Fernandes.

O estado do Rio de Janeiro mantém a liderança, com 9,184 mil veículos convertidos, seguido por São Paulo, com 5,485 mil, e Santa Catarina, com 2,057 mil. A estabilidade do preço, segundo o coordenador, é fator importante para o resultado obtido em janeiro. Enquanto o preço do gás natural hoje é de R$ 1,088 (em junho de 2004 era de R$ 1,091), o da gasolina subiu mais de 20% em um ano, passando de R$ 2,00 para R$ 2,27.

Em algumas cidades de São Paulo e Santa Catarina, o preço do GNV está abaixo de R$ 1,00. Além de ser cerca de 40% mais barato que a gasolina, o gás natural veicular não pode ser adulterado e é um combustível considerado ambientalmente limpo, com somente uma molécula de carbono, o que reduz em 20% a 25% a emissão do gás causador do efeito estufa. De acordo com o IBP, o Brasil possui reservas comprovadas para 20 anos de consumo.

As conversões de veículos para gás natural tomaram impulso em 1998, registrando aumento médio das vendas em torno de 35% ao ano. Em 2004, o consumo atingiu 1,584 bilhão de metros cúbicos, com venda média mensal de 152 mil metros cúbicos nos cerca de mil postos do país. Ainda de acordo com informações do IBP, o Brasil possui a segunda maior frota de veículos movidos a gás natural, depois da Argentina, com 1,5 milhão de veículos. E o GNV responde hoje por 3,5% do consumo de combustíveis, representando 7% da matriz energética brasileira.

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