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2005
| MARÇO l NOVIDADE AQUI, PASSADO
LÁ FORA
Dez anos de Volvo bi-combustível
A tecnologia bi-combustível da Volvo (gasolina e
metano)está no mercado há dez anos, inicialmente
como um opcional a nível de revenda e desde 2001
como equipamento de linha. Desde então, mais de 12.000
unidades foram comercializadas na Europa, 7.500 delas a
metano e 4.500 a LPG. Os maiores mercados para a empresa
são Alemanha, Itália e Suécia.
Nos Volvo bi-fuel 2.4 de cinco cilindros, a gasolina entra
como suplementar nos modelos S80, V70 e S60 e a potência
máxima é a mesma, com gás ou gasolina:
140 hp. O metano é um gás combustível
que pode ser obtido de duas maneiras, sob a forma de gás
natural ou de refugo biológico - biogás. Suas
emissões de dióxido de carbono, que contribuem
para o efeito estufa, são 25% menores do que as de
um motor a gasolina. Na Europa, existem hoje cerca de dois
mil postos públicos de reabastecimento e esse número
está crescendo rapidamente na Alemanha, Áustria,
Itália, Suécia e Suíça. Na Alemanha,
são abertos três novos postos por semana, na
Itália já existem 400.000 veículos
a gás e na Suíça o aumento anual do
número de veículos é de 62% e o de
postos de reabastecimento de mais de 80%.
O biogás ainda é produzido em pequena escala,
mas o interesse vem aumentando. O país comercialmente
mais avançado é a Suécia, que o gera
a partir de lixo e o adiciona, sistematicamente, à
rede de distribuição de gás natural.
Os governos locais estão fazendo muita força
neste sentido, oferecendo, por exemplo, vantagens de estacionamento
gratuito no centro de cidades, direito de circular pelas
faixas de ônibus e isentando-os de restrições
de tráfego em certos dias da semana e diminuindo
taxas e impostos.
O custo de um motor a gás é ligeiramente
superior ao de um a gasolina, mas em geral isso é
compensado por custos operacionais mais baixos – de
20% a 60% em relação ao motor a gasolina e
de 20% a 40% em relação ao motor a diesel.
O primeiro modelo Volvo a ser operado a gás foi
a perua 850, que tinha o tanque no compartimento de bagagem.
Desde 2001, porém, os tanques foram escondidos sob
o painel de piso, deixando livre o mesmo espaço para
carga disponível nos modelos a gasolina ou diesel.
Um tanque de metano, porém, dá uma autonomia
típica menor, de cerca de 250 a 300 quilômetros
na estrada – mas o tanque de gasolina suplementar
lhe dá outros 300 a 350 km.
Todos os carros com os tanques de gás sob o painel
de piso são testados contra colisões traseiras
em condições idênticas aos modelos a
gasolina ou diesel.
Fonte: TechTalk |