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2005
| MARÇO l POPULARES TAMBÉM
Sistema bicombustível
passa a fazer parte dos modelos 1.0
Uma nova e esperada opção para o consumidor.
Esse é o significado da nova tecnologia SFS, desenvolvida
pela Magneti Marelli para equipar os motores flex dos Fiat
Mille, Palio e Siena com motor 1.0. Depois de muita pesquisa,
desenvolvimento e testes, a Magneti Marelli amplia o abastecimento
ao mercado de veículos de menor cilindrada, os modelos
de entrada, primeira opção da grande maioria
dos consumidores brasileiros pelos preços que melhor
se adaptam ao seu contido orçamento.
A presença do sistema flex de gerenciamento de combustíveis
é especialmente importante nos motores mil por ser
a faixa de maior sensibilidade. Esses motores percebem com
maior intensidade o combustível utilizado, exigem
maior rapidez na assimilação das regulagens
a cada momento e evidenciam de forma mais intensa as diferenças
no consumo de combustíveis.
Para o desenvolvimento desse novo motor a Magneti Marelli
consumiu mais de 12 meses entre pesquisa e desenvolvimento,
introduzindo estratégias inovadoras de controle motor
em relação aos demais produtos hoje encontrados
no mercado.
O SFS – Software Flexfuel Sensor – é
um poderoso programa de computador inserido no módulo
de comando da injeção eletrônica, também
conhecido como centralina. Esta tecnologia faz com que o
veículo possa rodar com álcool, gasolina,
ou qualquer mistura dos dois combustíveis, sem perda
de potência ou aumento da emissão de poluentes.
Nesta visão, a Magneti Marelli também oferece
ao consumidor a opção de poluir menos, mostrando
sua preocupação com o meio ambiente.
Líder no segmento de bicombustíveis com cerca
de 65% do mercado, o grupo está presente no Brasil
há 27 anos e mantém a primeira posição
no ranking brasileiro de sistemas de injeção
eletrônica: levando-se em consideração
todos os tipos de motores (gasolina, álcool e bicombustível),
a Magneti Marelli responde hoje por 39% do mercado nacional.
Com a expansão do bicombustível, agora mais
acessível devido à ampliação
do leque de opções de motorização
1.0, esse percentual geral deve apresentar índices
importantes de crescimento, segundo Silvério Bonfiglioli,
principal executivo e representante da empresa no Brasil.
“É um mercado que a Magneti Marelli conhece
muito bem: a origem da empresa no Brasil foi exatamente
no sistema de alimentação de motores gasolina
e álcool”.
A Magneti Marelli faturou R$ 1,243 bilhão em 2004,
sendo que 27% deste valor corresponde à Controle
Motor, unidade responsável pelo desenvolvimento e
produção dos sistemas de injeção
eletrônica. Em 2004, cerca de 850 mil sistemas deixaram
as linhas automatizadas da fábrica de Hortolândia,
no interior de SP. A unidade trabalha hoje com um plano
de investimentos de R$ 69 milhões (até o final
de 2005) para ampliar a capacidade da produção,
desenvolver novos produtos, entre eles concluir a tecnologia
TETRA FUEL® (permite que o carro rode com quatro combustíveis
– álcool, gasolina pura ou nafta, gasolina
aditivada ou GNV - gás natural veicular), e manter-se
na liderança tecnológica do mercado de flexíveis.
“O flex já nos exigiu mais de R$ 9 milhões
em desenvolvimento e vamos investir outros R$ 9 milhões
na evolução desta tecnologia, pois este é
um mercado que tende a crescer cada vez mais, seja no Brasil,
seja no exterior”, aposta Bonfiglioli.
O Sistema Software Flexfuel Sensor - SFS®
Os sistemas bicombustíveis existentes em outros países
exigem a inclusão de um sensor físico de alto
custo para analisar a mistura do combustível, que
encarece muito o valor do veículo, desnecessário
no caso do SFS. O sucesso do flex no Brasil se deve a tecnologia
desenvolvida pela Magneti Marelli – 100% brasileira
– que ao invés do sensor físico usa
um programa de computador, o SFS, que está inserido
no módulo de comando da injeção eletrônica,
também conhecido como centralina. A tecnologia identifica
e quantifica a mistura entre álcool e gasolina do
tanque, usando informações recebidas de sensores
instalados em todo o sistema de injeção de
combustível, entre os quais a sonda Lambda, sensores
de temperatura, velocidade, rotação e detonação.
A partir dessas informações, o programa determina
a quantidade de combustível que será injetada
no motor e também o instante da faísca que
vai saltar da vela para efetuar a queima dessa mistura.
As características do álcool são diferentes
da gasolina e o sistema adeqüa o funcionamento do motor
com qualquer proporção da mistura em milisegundos.
Apesar da potência do motor ser a mesma com qualquer
que seja a mistura, quando o veículo é abastecido
com álcool o carro tende a oferecer melhor desempenho,
enquanto que com gasolina tem maior autonomia de rodagem.
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