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2005
| MARÇO l DEPOIS DO CACHORRO CARRO
PROMETE SER O MELHOR AMIGO DO HOMEM ; )
Carro interpreta sentimento
do motorista
O
automóvel foi a invenção que mudou
o mundo no século 20. Graças à indústria
automobilística o homem ganhou uma liberdade para
se deslocar rapidamente através de cidades e países
que seus antepassados nem sonharam. Infelizmente, depois
de mudar o mundo, os carros se recusaram a mudar. Chegamos
ao século 21 e ainda continuamos a andar em carros
movidos a gasolina, de manutenção cara e estacionamento
complicado.
A solução pode estar nos modelos de carro-conceito
que foram mostrados este ano no “Salão do Automóvel”
de Tóquio. Muito criativos, os japoneses desenvolveram
vários protótipos para uso em cidades onde
estacionar é um problema e que deixam o dono livre
da alta do preço da gasolina. Aliás, a eterna
dependência do petróleo foi sempre um obstáculo
ao desenvolvimento do automóvel e já era tempo
de alguém apresentar um combustível realmente
alternativo.
No Brasil até que tentaram o álcool, que
acabou custando tão caro quanto a gasolina. A resposta
japonesa para esse problema é o Mitsubishi Space
Liner movido a célula de combustível. A célula
usa hidrogênio como fonte de energia, que nem as naves
espaciais. E como o hidrogênio pode ser extraído
da água não há perigo de escassez de
combustível ou de alta dos preços. Em seu
formato, o Spaceliner ainda parece um carro esporte convencional,
mas outra novidade é que ele pode ser dirigido tanto
do lado esquerdo quanto do direito.
RADICALIZANDO - Radical mesmo é o Personal Mobily
Unity da Toyota, que em bom português quer dizer Unidade
de Mobilidade Pessoal. Parecendo um daqueles veículos
do desenho animado “Transformers”, o Toyota
PM muda de forma e o motorista pode escolher se quer dirigir
em pé ou em uma posição reclinada.
Pequeno, ele pode ser estacionado em qualquer brecha e abre
caminho no meio dos engarrafamentos com a agilidade de uma
motocicleta.
Outro carro no mesmo estilo é o Toyoya Pod. Para
os fãs de “Guerra nas Estrelas” o nome
vai soar familiar. Pods eram aqueles veículos de
corrida pilotados por Sebulba e Anakin Skywalker no “Episódio
Um, Ameaça Fantasma”. O Pod da Toyota parece
mesmo um veículo saído de um filme ou desenho
animado. Ele abana a antena, reconhecendo o dono quando
ele se aproxima e emite o som de risadas. Além disso,
fica difícil roubá-lo porque o computador
de bordo grava o rosto do proprietário e se recusa
a ligar a ignição se outra pessoa pegar no
volante.
Se um desses modelos vai chegar a ser produzido em massa
ainda é difícil prever. Carros-conceito existem
desde a década de 1950 e poucos conseguiram deixar
de ser curiosidades de salão. Mas com o aumento das
cidades e o encarecimento dos combustíveis algumas
dessas novidades vão se tornar obrigatórias
dentro de muito pouco tempo.
Toyota POD - O melhor amigo do homem no futuro
A
montadora japonesa Toyota transformou em realidade o sonho
de quem costuma enfrentar o trânsito caótico
das grandes cidades. Em parceria com a também japonesa
Sony, ela desenvolveu um protótipo de automóvel
capaz de interpretar o humor e o estado de espírito
de quem se senta diante do volante. Batizado de Toyota Pod,
que significa casulo em inglês, o carro é equipado
com vários sensores e usa um sistema de cores no
capô para avisar se o condutor está com pressa,
calmo ou irritado.
Imaginemos uma situação hipotética:
o motorista acorda atrasado para o primeiro dia no novo
emprego. Sai de casa aflito, com as mãos geladas.
Entra no carro e pisa fundo no acelerador. No caminho até
o trabalho, ele força todas as marchas e volta e
meia é obrigado a pisar bruscamente no freio. Suas
mãos transpiram. Pela pressão exercida sobre
os pedais e o volante, os sensores detectam o sinal de perigo
e acendem as luzes vermelhas no capô. Quem estiver
no carro da frente vai saber que no Toyota Pod está
um piloto ensandecido pela ansiedade.
O contrário acontece se o condutor estiver alegre.
Nessa situação, o capô irradia um brilho
zen, em tom azulado. Nos dias especiais em que o motorista
transbordar felicidade, o carro aciona um acessório
de gosto duvidoso, uma espécie de “rabo”
posicionado na traseira, que lembra um limpador de pára-brisa
e abana quando o humor do motorista estiver invejável.
Para tomar essas decisões, o carro inteligente da
Toyota primeiro analisa os indícios do estado emocional
do motorista. Pela pressão depositada nos pedais
do acelerador, do freio, e mesmo pela quantidade e intensidade
do uso da buzina, o carro consegue inferir o sentimento
de seu dono.
O Toyota Pod é equipado com diversos sensores para
detectar e armazenar informações sobre as
preferências e as condições de direção
de cada motorista. De quebra, o carro-conceito oferece alguns
ajustes mecânicos para se adequar ao gosto do dono
e cria uma programação para que o carro ande
em piloto automático. Ideal para o mercado japonês,
onde espaço é raridade, o carro-conceito da
Toyota não deve ganhar as ruas tão cedo. Além
de levar e trazer passageiros, ele também serve como
sala de reunião, com quatro poltronas elegantérrimas.
Protótipos como ele são lançados aos
montes todos os anos, e, embora nem todos cheguem às
ruas, eles apontam tendências que acabam incorporadas
pela indústria automobilística. Uma delas
são os carros equipados com sistema eletrônico
que ajuda a fazer baliza. A japonesa Nissan acaba de demonstrar
seu veículo com sistema de vídeo para ajudar
a estacionar.
Ao contrário das rivais Toyota, Honda e General
Motors, a tecnologia da Nissan combina câmera de vídeo
e sistema de controle computadorizado no breque e nas rodas
traseiras e dianteiras, que mantêm o carro dentro
das faixas. Para estacionar, o sistema projeta uma imagem
aérea do carro, como se fosse um videogame. O sistema
usa quatro câmeras na frente, na traseira e nos retrovisores
laterais. É novidade para barbeiro nenhum botar defeito.
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