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2005 |
ABRIL l PUBLICAÇÃO
Lançamento do Livro
"Hidrogênio, Evoluir Sem Poluir" é
um grande sucesso
No
último dia 18 de Abril foi realizado o lançamento
do livro "Hidrogênio, Evoluir Sem Poluir:a Era
do Hidrogênio, das Energias Renováveis e das
Células a Combustível" no Clube Curitibano,
em Curitiba. Os mais de 300 convidados presentes puderam
conhecer um pouco mais do trabalho realizado pela Brasil
H2, através das demonstrações práticas
de células a combustível e produção
de hidrogênio realizadas pela estudante de engenharia
química, Mariana de Bittencourt Grotzner e pelo diretor
da Brasil H2, Bruno Zago.

Eng. Emilio Hoffmann com seu lançamento nas mãos
Além da demonstração de kits educacionais,
foram colocados mais de 20 painéis de exposição
sobre hidrogênio, células a combustível
e aplicações, além de um telão
com imagens de projetos já existentes em todo o mundo.
O livro "Hidrogênio, Evoluir Sem Poluir"
já está à venda no Portal Célula
a Combustível através da Brasil H2 Store.
O preço é de 41 Reais (entre os dias 29/04
e 8/05 o frete é grátis). Em breve estará
à venda em outros sites e livrarias de Curitiba,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Durante o evento, o Eng. Emilio Hoffmann Gomes Neto, autor
do livro, recebeu os convidados e assinou os livros do início
ao fim do evento, que começou às 19h45 e foi
até 1 hora da manhã do dia seguinte.
Hidrogênio abastecerá os carros e
casas do futuro - Nas ruas de países como
o Canadá, Japão, Austrália, Alemanha,
Portugal e Estados Unidos, os veículos elétricos
CaC – equipados com células a combustível
– já são uma realidade, ainda que em
caráter experimental.
As próprias indústrias automobilísticas
fazem leasings com empresas como o correio e os governos
locais e a Honda também deverá oferecer o
produto, em breve e nas mesmas condições,
para pessoas físicas.
A expectativa, segundo os estudiosos do assunto, é
de que até o ano 2007 esses veículos já
sejam competitivos tecnicamente em durabilidade e confiabilidade
se comparados aos atuais veículos à combustão.
A
venda em maior escala no mercado está prevista para
2008 e, em 2015, principalmente na Europa, EUA e Japão,
a comercialização já deverá
ser feita de forma maciça entre os consumidores.
“Esses países desenvolvidos entendem que,
adotando a tecnologia desde o início de seu estudo,
poderão deter uma base forte de conhecimento e assim
crescer, estabelecendo padrões para a indústria
liderar o fornecimento de componentes, subsistemas e serviços
e atrair tecnologias complementares, capital e experiências
resultantes”, comenta o engenheiro eletricista e estudioso
do assunto Emilio Hoffmann Gomes Neto, da empresa paranaense
Brasil H2 Fuel Cell Energy. “O Brasil, em termos de
recursos naturais, é apontado como a maior potência
mundial para a nova era da energia.
Porém, vender apenas combustível não
possibilitará que o país se desenvolva e aproveite
maiores oportunidades. Temos de desenvolver a tecnologia
nacional, principalmente para geração de energia
em residências, indústrias e veículos
de grande porte, como os ônibus.”
Segundo Emilio, tudo isso depende de uma definição
do governo sobre que rumo o país tomará, análises
econômicas que mostrem que o Brasil levará
vantagens, bem como de equipar laboratórios e universidades,
conscientizar a sociedade sobre a tecnologia e o hidrogênio,
motivar estudantes desde o ensino médio e fundamental
para se interessarem por ciências. “Ou seja,
o país precisa investir em pesquisas e educação
para poder entrar na concorrência”, complementa.
“Os automóveis CaC são apenas o início,
mas um ponto de partida de suma importância. Esta
é uma das maiores oportunidades que o Brasil está
tendo de ser uma grande potência mundial, desde o
crescimento social e educacional, até o benefício
econômico e ambiental. Se não fornecermos logo
ferramentas para pesquisadores e empresas nacionais, pecaremos
pela omissão.”
Funcionamento de um veículo elétrico
a hidrogênio - A célula a combustível
é uma tecnologia de geração de eletricidade
com alta eficiência, emitindo somente vapor d`água
como resíduo final. A eletricidade produzida
a partir da reação eletroquímica entre
o hidrogênio e o oxigênio do ar (sem combustão)
é fornecida para um motor elétrico. O motor
elétrico pode ser colocado diretamente nas rodas
do veículo ou ser utilizado a partir de um sistema
de transmissão – tal como ocorre nos automóveis
convencionais – fornecendo a energia de movimento
para as rodas.
“Com o desenvolvimento da tecnologia, as células
a combustível dos veículos também poderão
fornecer eletricidade para uma residência ou algum
equipamento que precise dela”, esclarece o diretor
da Brasil H2 Fuell Energy. “Alguns veículos
que estão sendo testados já utilizam células
reversíveis, ou seja, quando o veículo está
freando, o motor elétrico atua como gerador de eletricidade
e produz hidrogênio e oxigênio a partir de um
tanque de água. Para que isto ocorra, a célula
a combustível atua como eletrolisador - equipamento
que quebra a molécula de água (H2O) em seus
constituintes, os gases hidrogênio e oxigênio.”
Emilio explica que as células a combustível
também podem ser utilizadas para fornecer energia
para equipamentos internos do automóvel, como o ar
condicionado e outros equipamentos eletrônicos. Durante
a frenagem do veículo, pode-se carregar uma bateria
ou ultracapacitor (espécie de bateria), ao invés
de produzir hidrogênio, tornando o veículo
mais econômico e auto-suficiente.
BARREIRAS
A SEREM SUPERADAS – Um dos grandes desafios
é a criação da infra-estrutura de postos
de hidrogênio para esses combustíveis. Nos
EUA, já existe um projeto para desenvolver o primeiro
posto de hidrogênio a partir do etanol, álcool
muito utilizado no Brasil, onde o Ministério de Minas
e Energia está em fase final da elaboração
de um roteiro para a “Política Brasileira do
Hidrogênio”.
“A partir do momento em que for colocada em prática
essa política, poderemos ter uma previsão
mais exata para a introdução dos veículos
CaC no país”, comenta Emílio, que vem
acompanhando o trabalho realizado pelo Ministério,
com outros pesquisadores e especialistas no Brasil. “Já
existem alguns projetos nacionais de ônibus a hidrogênio
que deverão ser implantados a partir de 2006. A questão
dos custos, ainda considerados altos, deverá ser
solucionada quando começar a produção
em massa desses veículos com o alcance da maturidade
tecnológica.”
Segundo Emilio, a meta é que o custo por quilowatt
seja de 50 dólares em 2010. Um automóvel com
célula a combustível tem uma potência
média de 80 a 100 kW. Se fossem produzidas 500 mil
unidades hoje, o preço ficaria entre 190 e 300 dólares,
de acordo com alguns estudos. O preço dos carros
convencionais está em torno de 30 dólares
por kW. Com as exigências ambientais e uso de catalisadores
mais eficientes, o custo poderá atingir até
100 dólares por kW para os veículos de motores
a combustão.
A partir daí, a competitividade dos veículos
a hidrogênio deverá terminar com o reinado
de 100 anos dos motores a combustão. “Quem
afirmou isso recentemente foi o neto de Henry Ford, um dos
inventores dos automóveis”, garante Emilio.
“Os desafios principais são a maior capacidade
de armazenamento de hidrogênio, a compactação
das células a combustível e a padronização
dos componentes para que se diminuam os custos. Os veículos
atuais já apresentam uma boa autonomia de aproximadamente
450 km. Entretanto, para o futuro, abre-se a possibilidade
de termos veículos com autonomia acima de 1000 km,
devido à maior capacidade de armazenamento e também
à eficiência do veículo.”
O
CARRO QUE ABASTECE A CASA - Os veículos
do futuro também poderão funcionar como geradores
de energia para as residências. Esta é uma
possibilidade, segundo Emilio, que dependerá, em
parte, do interesse das próprias empresas automobilísticas,
uma vez que a mesma tecnologia que elas desenvolvem para
mover os seus veículos – a célula a
combustível – também poderá ser
utilizada para geração de energia em residências,
hospitais e indústrias. Empresas como a Honda, Toyota
e GM já estão oferecendo esta opção.
“Além de vender veículos as empresas
automobilísticas poderão vender as próprias
células a combustível para geração
de energia estacionária, ou seja, em casa. Poderemos
ter na concorrência de mercado concessionárias
de automóveis fazendo promoções como,
ao comprar um veículo a hidrogênio, o cliente
ganha uma célula a combustível residencial.”
A potência de um veículo elétrico a
hidrogênio fica entre 60 e 110 kW. Uma residência
de classe média tem uma demanda de aproximadamente
4 kW. Ou seja, um veículo pode fornecer energia para
mais de uma dezena de casas no caso, por exemplo, de um
blecaute em um condomínio. A duração
do fornecimento vai depender apenas da quantidade de hidrogênio
armazenado no tanque do automóvel.
Atualmente, os veículos não fornecem energia
para as residências porque são barulhentos
e queimam gasolina, emitindo fumaça e poluentes.
Sem entrar nos custos de produção da energia
que, mesmo no futuro, juntamente com o conforto, vão
determinar a viabilidade de se fazer isto.
“Algumas empresas de energia elétrica já
estão inclusive se preparando para este novo mercado”,
diz Emilio. “Elas venderão o hidrogênio
produzido a partir das hidrelétricas, por exemplo,
para o setor de transportes. Poderemos ter postos de hidrogênio
de empresas como a Copel, Cemig, concorrendo com os postos
de combustíveis da Petrobrás, Texaco e Shell,
que também estão investindo no hidrogênio
e outras tecnologias de geração de energia.”
SEGURANÇA – O hidrogênio
é tão seguro ou mais que o gás de cozinha
se for adequadamente armazenado. Com a tecnologia, ele poderá
ser produzido em casa através da eletrólise
da água, utilizando-se para isso equipamentos conhecidos
como “eletrolisadores” alimentados com energia
elétrica da rede ou a partir da energia solar. A
produção também pode ser feita a partir
da rede de gás natural – rico em metano e hidrogênio
CH4 ou do biogás produzido a partir da fermentação
do lixo orgânico e esgoto. “Tudo depende da
economia e do conforto que se deseja ter”, finaliza
Emilio Hoffmann Gomes Neto.
Autor na Bienal do Livro no Rio de Janeiro - Entre
os dias 12 e 22 de Maio o autor, Emilio Hoffmann, estará
participando da Bienal do Livro no Rio de Janeiro, oportunidade
em que mais de 300 mil pessoas estarão presentes
e terão a oportunidade de conferir o livro e demonstrações
que o Engenheiro realizará. A Organização
da Bienal já reservou 4 dias de dedicatórias
do autor na Praça do Autógrafo. O Estande
do Autor é o de número 162 e estará
localizado no Pavilhão Azul.
Promoção - Se você
desejar saber mais sobre o Hidrogênio, a Mecânica
Online em parceria com Eng. Emilio Hoffmann Gomes Neto,
autor do livro, estará sorteando um exemplar entre
os e-mail que recebamos no período de 03 a 31 de
maio com a resposta da seguinte pergunta:
Funcionamento de um veículo
elétrico a hidrogênio - A célula
a combustível é uma tecnologia de geração
de eletricidade com alta eficiência. Qual
o resíduo final emitido durante seu funcionamento?
Enviar a resposta para
faleconoco@mecanicaonline.com.br com NOME, CIDADE
e ESTADO EM QUE MORA
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