|
2005 |
ABRIL l NOVOS ENGENHEIROS
FEI vence a SAE BRASIL-PETROBRAS
de Mini Baja
Competição, que reuniu 68 veículos
off-road construídos por estudantes de Engenharia
em Piracicaba, São Paulo.
A
equipe FEI Baja 2, formada por estudantes do Centro Universitário
da FEI, venceu, com 852,59 pontos, a 11ª Competição
SAE BRASlL-PETROBRAS de Mini Baja, em Piracicaba, São
Paulo.
A competição reuniu mais de 700 estudantes
de 45 instituições de engenharia de 11 Estados
brasileiros, além de Brasília, Estados Unidos
e Argentina, que levaram seus veículos off road –
SAE Mini Baja - num total de 68 carros, para avaliações
estáticas e dinâmicas, aplicadas por especialistas
da indústria da mobilidade.
A competição foi encerrada após um
enduro de quatro horas em uma pista repleta de obstáculos,
do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA). Além
de vencer a competição na classificação
geral das provas, que valem 1.000 pontos, a FEI Baja 2 completou
o mesmo número de voltas (84) no enduro junto com
a equipe EESC Tornado, da Escola de Engenharia da USP São
Carlos, a vice-campeã na competição,
com 843,46 pontos.
Com isso, as duas equipes ganharam o direito de representar
o Brasil na SAE Midwest Mini Baja, nos Estados Unidos, onde
o País já é bicampeão (em 1998
com a equipe Car-Kará, da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, e ano passado com a FEI). Realizada
há quase 40 anos, a SAE Midwest Mini Baja reúne
representantes de vários países e foi a inspiradora
da competição brasileira, que teve início
em 1995.

Muita festa no pódio para as equipes vencedoras da
11ª SAE BRASIL-PETROBRAS de Mini Baja
O resultado desta edição mais uma vez foi
motivo de festa entre as equipes, principalmente entre as
duas primeiras, que registraram bom desempenho dos carros
desde o começo das provas. “Trabalhamos duro
o ano inteiro para conquistar o tricampeonato, não
pude nem namorar”, disse Rafael Donadio, formando,
piloto e capitão da equipe FEI Baja 2. Gabriel de
Paulo Eduardo, piloto da EESC Tornado, disse que o bom desempenho
do carro no enduro (equivale a 400 pontos na competição)
ajudou muito. “Ficamos na 9ª posição
durante a maior parte da prova e, de repente, o carro resolveu
deslanchar”, comemorou o estudante da Escola de Engenharia
da USP São Carlos, tetracampeã da competição
brasileira.
A terceira colocada na competição foi a
equipe Uiraçu, da Universidade Federal de Santa Catarina,
com 807,83 pontos. A equipe Mangue Baja 2, da Universidade
Federal de Pernambuco, ficou com a quarta colocação,
com 782,04 pontos, na frente da equipe ITBA Competición,
do Instituto Tecnológico de Buenos Aires, com 762,89
pontos, que participou pela primeira vez na competição
brasileira.
A competição homenageou com troféus
de honra ao mérito as melhores equipes nas 15 provas
aplicadas pelos juízes. A equipe FEI Baja 2 foi considerada
a melhor em Relatório de Custos, Integridade Estrutural,
Conforto e Qualidade de Execução; e a equipe
FEI Baja 3 ganhou em Manutenção e Manobrabilidade.
A equipe DEMEC 07, da Universidade Federal de Minas Gerais,
foi a melhor nos itens Relatório de Projeto e Velocidade
Máxima; já na prova de Conformidade a equipe
Mauá I, da Escola de Engenharia Mauá, ganhou
a nota máxima (27 pontos).
Em Originalidade, venceu o carro da EESC Tornado; em Produção
em Massa, a equipe Car-Kará I, da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte; e em Aceleração, a
equipe Tufão II, da Universidade Federal Fluminense.
O carro da equipe Velociraptor, da Universidade do Estado
de Santa Catarina, fez a melhor prova de Tração,
e a equipe portenha ITBA Competición deu um show
na Subida de Rampa e por isso também foi homenageada.
Classificação
completa - Para visualizar a classificação
completa clique
aqui para abrir um arquivo PDF com todos os participantes,
pontuação e classificação: abrir
arquivo
COMPETIÇÃO – Os SAE
Mini Baja são veículos projetados e construídos
por alunos de graduação em Engenharia, de
acordo com as regras definidas pela SAE BRASIL - www.saebrasil.org.br.
O veículo é um protótipo de estrutura
tubular em aço, monoposto, para uso fora-de-estrada.
Sistemas como suspensão, transmissão, freios
e o próprio chassi são desenvolvidos pelos
alunos que utilizam ainda um motor padrão de 10 HP.
Além disso é tarefa das equipes buscar suporte
financeiro para viabilizar o projeto. A competição
iniciou com o envio dos Relatórios de Projeto e Custos
em fevereiro.
De acordo com Gábor János Deák, presidente
da SAE BRASIL, o Projeto SAE Mini Baja é um importante
passo para o aprimoramento da formação dos
futuros engenheiros que em breve estarão nas principais
empresas do setor automotivo. “O Projeto Mini Baja
proporciona aos estudantes uma experiência singular,
com os principais desafios que eles encontrarão ao
ingressar na vida profissional”, afirma Gábor
Deák. “Durante os meses, e até anos,
em que se dedicam ao projeto eles ganham maturidade e aprendem
na prática o real significado da profissão
que escolheram”, diz o presidente.
FEI
é tricampeã da SAE BRASIL de Mini Baja
- Após dificuldades enfrentadas no enduro, principal
prova da competição, a FEIBaja 2, que foi
campeã nos EUA em 2004, superou os 67 concorrentes
na soma geral das provas estáticas e dinâmicas.
Sob
sol intenso, forte calor e muitas dificuldades, o Centro
Universitário da FEI (Fundação Educacional
Inaciana) foi campeão da 11ª SAE BRASIL-PETROBRAS
de Mini Baja, realizada de 7 a 10 de abril em Piracicaba/SP.
A equipe campeã foi a FEIBaja 2, que terminou a prova
de resistência, a mais importante da competição,
em primeiro lugar, após muitos imprevistos.
Entre
eles, o fogo no motor, causado pela elevada temperatura
que quase tirou a equipe da competição, mas
não consumiu a esperança dos alunos de Engenharia
Mecânica Automobilística da instituição.
Os estudantes driblaram as dificuldades e conquistaram o
tricampeonato na competição de off road, com
852,53 pontos, seguidos da Escola de Engenharia São
Carlos, com 843,46 pontos.
Após 20 minutos da largada, quando o FEIBaja 2
liderava a prova, o calor derreteu a tinta da bandeja de
proteção do motor, que incendiou o veículo.
Levado ao box, o problema foi reparado e o carro voltou
em 20º lugar. Após muitas ultrapassagens e algumas
capotagens, o piloto e capitão da equipe, Rafael
Donadio, conseguiu levar o minibaja à linha
de chegada, posicionado na primeira colocação,
além de marcar o novo recorde de velocidade da prova,
com a volta mais rápida do percurso (2’21”).
Além de campeã nacional, a equipe FEI Baja
2 recebeu os títulos de 'Melhor Integridade Estrutural',
'Melhor Conforto do Operador' e 'Melhor Qualidade de Execução'.
Segundo Rafael Donadio, o bom desempenho só foi possível
pelas inovações tecnológicas aplicadas
no veículo, como suspensão independente e
relação de transmissão curta, que arranca
com maior facilidade, além de novos sistemas de freios.
"Valeu abrir mão de outras coisas e trabalhar
dia e noite, o ano inteiro, neste projeto. Ele vai contar
muito para o nosso futuro", comemora o formando, que
dividiu a vitória no enduro com a EESC Tornado, de
São Carlos, ao completarem 84 voltas, em 4 horas
de provas. Outras duas equipes da FEI ganham Menção
Honrosa nas provas: a FEIBaja 3 com 'Melhor Manobrabilidade'
e 'Melhor Manutenção', e a FEIBaja 1, de'Melhor
Relatório de Custos'.
Os alunos da FEI participam da SAE BRASIL-PETROBRAS de
Mini Baja desde o surgimento da competição,
em 1995. Desde então, já conquistaram títulos
de campeões nacionais em 2001 e 2002, e também
da prova de enduro, em 2003 e 2004. Com o desempenho, a
FEI já representou o Brasil na competição
norte-americana, inspiradora da brasileira, nos anos de
1996, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004, quando consagrou-se
campeã mundial da SAE Midwest Mini Baja, realizada
em Milwaukee, Wisconsin, nos Estados Unidos.

Sobre a SAE BRASIL – Sociedade de Engenheiros
da Mobilidade
A SAE BRASIL é uma associação sem
fins lucrativos e que congrega pessoas físicas (engenheiros,
técnicos e executivos) unidas pela missão
comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos
à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas:
terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos
automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de
se abrirem as fronteiras do conhecimento para os profissionais
brasileiros da mobilidade, em face da integração
do País ao processo de globalização
da economia, ora em seu início, naquele período.
Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário
crescimento, totalizando em 2004 mais de 3,6 mil associados
e 11 seções regionais distribuídas
desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se
hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade
do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE International,
uma associação com os mesmos fins e objetivos,
fundada exatamente há 100 anos, nos Estados Unidos,
por líderes de grande visão da indústria
automotiva e da então nascente indústria aeronáutica,
dentre os quais se destacam Henry Ford, Thomas Edison e
Orville Wright, e tem se constituído, ao longo de
um século de existência, em uma das principais
fontes de normas, padrões e conhecimento relativos
aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com
mais de 5 mil normas geradas e mais de 85 mil sócios
distribuídos por 93 países.
|