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2005 |
ABRIL l ESSA VOCÊ PRECISA LER COM CALMA PARA ENTENDER
COMO FUNCIONA
Sistema Flex beneficia mercado
de crédito de carbono no Brasil
País também se destaca pela extensa área
verde e pela grande produção de cana-de-açúcar,
um dos maiores consumidores de CO2 da atmosfera
O crédito de carbono é uma das saídas
alternativas para que os países mais desenvolvidos,
participantes do Protocolo de Kyoto, possam atingir as metas
de redução da poluição. Por
meio deste sistema, as empresas de países em desenvolvimento,
que em princípio não são obrigados
a cumprir o tratado, que realizam projetos de redução
de emissão de gases por meio de ações
como o reflorestamento, podem vender esse ‘crédito’
às nações que necessitam se enquadrar
no acordo, o que rende vantagens financeiras e ambientais.
O Brasil terá destaque neste mercado por ter grandes
áreas verdes e por ser um dos maiores produtores
de cana-de-açúcar do mundo. A planta é
uma das fontes alternativas mais eficientes do ciclo de
carbono, devido a sua grande absorção de CO2,
uma vez que este é utilizado pela cana-de-açúcar
por meio da fotossíntese.

Esta situação privilegiada é reforçada
pela aplicação de tecnologias renováveis
no setor automobilístico. Uma delas é o desenvolvimento
do Sistema Flex, que prevê tanto a utilização
de álcool, de gasolina ou a mistura de ambos. Este
sistema, pelo uso do álcool, mostra-se importante
pela capacidade de explorar o seqüestro de carbono
com o plantio da cana-de-açúcar. Além
disso, esta tecnologia permite flexibilizar o uso de combustíveis
de acordo com a disponibilidade local.
Para a AEA - Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva, os veículos equipados com o Sistema Flex
são uma das contribuições brasileiras
para que os objetivos do Protocolo de Kyoto sejam alcançados.
“As nossas particularidades beneficiam diretamente
o País, que apresenta grande potencial para a comercialização
do crédito de carbono e para a exportação
destas inovadoras tecnologias, já amplamente aceitas
pelo consumidor nacional”, conta Alfredo Castelli,
diretor de Meio Ambiente da AEA.
Entenda o Protocolo - Em vigor desde fevereiro
desde ano, o Protocolo de Kyoto estabelece que os países
industrializados devem reduzir a quantidade de gases poluentes,
causadores do efeito estufa, em pelo menos 5% em relação
aos níveis emitidos em 1990. A redução
da poluição deverá acontecer em várias
atividades econômicas, principalmente nos transportes,
responsáveis por um terço das emissões
mundiais de dióxido de carbono na atmosfera, seguido
das queimadas e queima de combustíveis fósseis.
A AEA, fundada em 1984, é uma entidade sem fins
lucrativos, que tem como objetivo promover discussões
técnicas ligadas ao setor automotivo, energético
e de transporte em geral. Entre os membros associados estão:
montadoras de veículos, fabricantes de motores e
autopeças, produtores e distribuidores de combustíveis,
representantes da área acadêmica, institutos
de pesquisa públicos e privados e órgãos
governamentais. Os trabalhos e avaliações
realizadas na AEA se desenvolvem por meio de comissões
técnicas. A AEA atua junto à sociedade como
um todo, consolidando sua condição de entidade
tecnicamente isenta e independente.
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