2005 |
ABRIL l VIBRAÇÃO A história e evolução
do amortecedor
Final do século XIX. Quando os primeiros automóveis
começaram a ser vendidos para a população,
um item imprescindível para garantir a segurança
e a estabilidade dos veículos, além do conforto
de seus ocupantes, não equipava as suspensões:
o amortecedor.
Pioneira
no mercado, a Monroe, líder mundial no desenvolvimento
e fabricação de amortecedores, lançou
o primeiro equipamento do mundo há quase 80 anos
e revolucionou os conceitos de segurança e conforto
a bordo dos veículos.
A falta dos amortecedores trazia inúmeros transtornos.
As irregularidades do solo deixavam o carro bastante instável
e o motorista perdia facilmente o controle nas curvas, pois
a inclinação do veículo não
era compensada. A ausência do equipamento provocava
um excesso de vibração que passava das rodas
para a carroceria do automóvel e os pneus furavam
constantemente, devido ao extremo impacto que sofriam. Em
vista deste cenário, a Monroe criou o eliminador
de vibrações. Lançado em 1926, o equipamento
era hidráulico e possuía um pistão
vertical interno.
Já na década de 30, a Monroe desenvolveu
uma nova tecnologia: o amortecedor de dupla ação.
A peça era composta por duas câmaras, uma de
compressão e outra de tração, divididas
pelo pistão e por válvulas calibradas. O pistão
era ligado a uma haste altamente resistente, o que tornava
o amortecedor capaz de suportar grandes impactos.
No final dos anos 30, a Monroe inovou mais uma vez ao lançar
o amortecedor telescópico de dupla ação.
O produto recebeu este nome porque sua estrutura se assemelha
a de um telescópio, com o pistão e a haste
deslizando dentro do tubo de pressão. Depois disso,
a empresa manteve um ritmo acelerado de crescimento. Na
década de 60, lançou o Monroe-Matic, que se
tornou peça original de fábrica de quase todos
os veículos produzidos nos Estados Unidos.
Atualmente, a Monroe está presente em diversos países
com uma ampla linha de amortecedores. Em busca de inovações,
a empresa investe constantemente em seus centros tecnológicos
para desenvolver produtos que revolucionem o mercado dos
amortecedores no futuro.
Tipos de amortecedor - Há dois
tipos de amortecedor, o hidráulico (convencional)
e o pressurizado, que com tecnologia diferenciada e a aplicação
de uma carga de gás evita a formação
de bolhas de ar no óleo do amortecedor, garantindo
seu funcionamento em situações de uso intenso
e propiciando mais estabilidade ao veículo. Na linha
de hidráulicos, os destaques da empresa são
o Monroe-Matic e o Max-Air. O primeiro tem tecnologia que
proporciona uma rodagem confortável. Já o
segundo diferencia-se do Monroe-Matic por possuir uma câmara
externa de ar que funciona como um nivelador de suspensão,
mantendo o veículo sempre em equilíbrio em
diversas situações de uso.
Dentre os amortecedores pressurizados oferecidos pela Monroe,
destacam-se o Gás Premium Gold, o Reflex e o GNV.
O Gás Premium Gold possui tecnologia avançada
que aumenta a estabilidade e evita a aeração.
No Reflex o consumidor encontra outra inovação
da Monroe, com a tecnologia exclusiva “Impact Sensor”.
Graças a um sensor de impacto que funciona como um
interruptor entre a compressão dura e a macia, os
amortecedores desse modelo se adaptam a qualquer tipo de
solo.
Especialmente projetados para os carros movidos a Gás
Natural Veicular, os amortecedores GNV são mais resistentes
para suportar a carga do veículo, que sofre um acréscimo
de aproximadamente 80 quilos por causa do cilindro colocado
no porta-malas para armazenar o combustível.
No segmento off-road, a última tecnologia da Monroe
está presente no amortecedor Rancho. O modelo é
hidráulico e conta com o conceito inovador “Célula
de Gás”. Uma bolsa de ar comprimido no amortecedor
não permite que seu óleo se misture com o
ar. Este componente evita a aeração do óleo
e, assim, aumenta a eficiência do produto. Além
disso, o amortecedor Rancho tem tecnologia de Controle de
Força Variável, que resulta em uma perfeita
combinação entre performance, durabilidade
e ajuste variável.
A Monroe oferece ainda dois modelos de amortecedor para
a linha pesada. O Super 500 é reforçado e
possui um maior volume de fluido hidráulico, que
garante maior absorção de impacto. O modelo
Radial Magnum é robusto e possui haste e tubos de
diâmetros maiores para suportar as exigências
dos caminhões e ônibus que circulam pelo mundo.
Desta forma, o equipamento propicia performance mais consistente,
aliada ao conforto e maior absorção de impacto.
Veja animação com o funcionamento
do amortecedor:
Material do Centro de Treinamento Mecânica Online