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2005 |
ABRIL l MUITO MAIS AGILIDADE
Motocicletas transportam saúde
pelo Brasil
De Norte a Sul do País, os veículos de duas
rodas são cada vez mais solicitados para agilizar
o atendimento à população
A
necessidade de maior agilidade no atendimento à sociedade
na área de saúde, os baixos custos de manutenção
e de combustível têm levado governos, hospitais,
farmácias e laboratórios a utilizarem cada
vez mais a motocicleta para transportar órgãos
humanos, sangue, remédios e levar assistência
médica a locais de difícil acesso.
O Estado do Pará, por exemplo, tem hoje uma frota
de 300 motocicletas, na maior parte da marca Honda, usadas
por agentes da Secretaria da Saúde para atender os
moradores da Amazônia. Atualmente, há cerca
de 100 mil casos de malária na região e para
combatê-la os profissionais transportam kits de medicamentos,
fazem coletas de sangue e levam até mesmo pacientes
para serem atendidos em hospitais próximos.
Segundo
o Núcleo de Endemia do Estado, a meta para 2005 é
adquirir mais 200 motocicletas para essa atividade, substituindo
gradativamente os automóveis, uma vez que a relação
custo-benefício é de 20 motos para cada veículo
da frota.
A motocicleta também é muito utilizada nos
centros urbanos. Segundo pesquisa realizada desde 2000 pela
Associação dos Mensageiros Motociclistas (AMM),
com 30 mil associados e outros 3.000 profissionais que visitam
a associação todo mês, só no
Estado de São Paulo existem cerca de 34 mil profissionais
que entregam medicamentos esporadicamente.
Ainda segundo a associação, outro segmento
que tem registrado grande crescimento é o de home
care, serviço que consiste no atendimento a pacientes
crônicos, que necessitam com regularidade da entrega
de medicamentos. Só na capital paulista existem 1.400
motociclistas envolvidos nessa atividade. A previsão
é que haja uma expansão de 40% ao ano, ultrapassando
o delivery convencional de medicamentos nos próximos
anos.
Há ainda na capital cerca de 600 profissionais dedicados
ao transporte de sangue e mais 50 ao de órgãos.
De acordo com a associação, o uso do veículo
de duas rodas como meio de transporte no setor de saúde
cresce anualmente 5% na capital paulista. Para este ano,
a expectativa é que cresça entre 15% e 20%.
Além do setor de saúde, diversos segmentos
já aderiram ao uso das motocicletas como ferramenta
de trabalho, comprovando atributos como economia, agilidade,
versatilidade e desempenho.
Ricardo Ghigonetto
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